

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 540,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 54,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 77,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 19,00/sc |
Gazeta do Povo
Paraná deve produzir perto de 3,3 milhões de toneladas, volume alcançado uma única vez, há mais de 20 anos
O plantio confirmou a expansão do trigo no Paraná. Com 90% das lavouras semeadas, o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná informa que o cereal vai ocupar 1,23 milhão de hectares – área 7% maior que a do ano passado. “Se houver mais alguma variação, será mínima. A área pode chegar a 1,3 milhão de hectares”, aponta o agrônomo Otmar Hübner, que coordena o monitoramento do trigo no Deral.
Isso significa que o trigo voltou ao tempo dos recordes. Com clima favorável, a produção deve chegar perto da registrada em 1987/88, quando o estado atingiu 3,3 milhões de toneladas e o Brasil, 6,1 milhões. Naquela época, o Paraná plantava 600 mil hectares a mais, mas tinha rendimento menor. Com essa área (1,9 milhão) e a produtividade média de 2,65 toneladas por hectare, prevista para a safra atual, o estado chegaria a 5 milhões de toneladas – meta do governo paranaense. Dois meses atrás, o Caminhos do Campo/Gazeta do Povo estimou que haveria uma elevação de até 9% na área do trigo, com base nos planos de cultivo de oito cooperativas do estado. Campos Gerais, Norte, Noroeste e Oeste anteciparam a tendência de aumento na produção, que se confirma agora nos dados do Deral.
“O aumento da área é de perto de 10%. Isso porque o custo de produção caiu 20%, de R$ 1,2 para R$ 1 mil por hectare, e o preço mínimo aumentou”, avalia Ivo Arnt, tradicional produtor de trigo dos Campos Gerais. Os reajustes nos preços mínimos foram de 5,5% (brando) a 15% (melhorador), com teto de R$ 555 por tonelada. Arnt acrescenta que o cereal é fundamental na rotação de culturas, aumentando a produtividade da soja no verão.
“O mercado é que faz aumentar o plantio”, afirma Hübner. Em sua avaliação, apesar de estarem abaixo das expectativas, os preços são considerados bons. Além disso, não há muita opção de cultivo no inverno, acrescenta. “O fato de a produtividade do trigo ter sido ótima no ano passado (2,83 t/ha) também influenciou o produtor, que teve quebra na safra de verão (20%)”, observa.
Com 3,3 milhões de toneladas de trigo, o Paraná pode elevar sua participação nacional, hoje em 53%. Ainda assim, o país terá de importar pelo menos um terço das 11 milhões que consome, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O problema da próxima safra deve ser a comercialização, lenta mesmo em ano de produção baixa. Como a tendência é de queda nos preços no momento do escoamento, será necessário armazenar boa parte do cereal. Por falta de espaço, as vendas têm de ser acertadas antes da colheita do verão.
A comercialização da safra passada ainda não terminou. Segundo o Deral, 8% do trigo paranaense ainda estão guardados. O atraso é atribuído justamente aos preços baixos. A saca de 60 quilos rende em média R$ 27,90 ao produtor – são R$ 12 a menos que há um ano. Os preços estão entre R$ 26,8 e R$ 29 desde janeiro. A média deste ano é R$ 5/sc inferior à de 2008.
O problema não é o preço internacional, que está em US$ 200 a tonelada e supera com folga a média histórica de US$ 125. A valorização do real frente ao dólar faz com que o preço interno do trigo caia. Se depender dos estoques, a cotação em dólar deve se manter. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima estoques mundiais de 940 milhões de toneladas para 2009/10, 10 milhões maior que o do período anterior. No entanto, a Argentina, principal fornecedor de trigo para o Brasil, deve ter queda no plantio, de 4,5 milhões de hectares (2008) para 2,8 milhões (2009), conforme relatório oficial divulgado nesta semana.
O Paraná lidera a produção e o abate de frangos do País. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, o Estado é responsável por 26,5% dos abates realizados em todo o País. Os números referem-se à pesquisa trimestral sobre produção animal. No período, 1,12 bilhão de frangos foram abatidos em todo o País. Desse total, o Paraná abateu 297,3 milhões de cabeças. A pesquisa também envolveu o levantamento sobre abate de bovinos, suínos, além da produção de leite e ovos. Com informações da Agência Estadual de Notícias.
No acumulado janeiro/maio de 2009, as exportações paranaenses totalizaram US$ 4,43 bilhões com queda de 28% em comparação a igual período de 2008 (US$ 6,16 bilhões). As importações somaram US$ 3,09 bilhões e o saldo comercial foi de US$ 1,34 bilhão. É o que apontam os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Já as exportações do agronegócio paranaense totalizaram US$ 3,31 bilhões, significando 74% das exportações paranaenses. Igualmente, nas exportações do agronegócio, houve uma queda de 21% comparativamente ao mesmo período de 2008 (US$ 4,18 bilhões), haja vista a o menor preço médio das commodities agrícolas.
No desempenho por grupos de produtos, o complexo soja (grão, farelo, óleo) registrou uma receita de US$ 1,51 bilhão, uma queda de 20% em relação a igual período de 2008 (US$ 1,89 bilhão). No caso da soja, o menor preço internacional da commodity refletiu na receita gerada. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009 o preço médio foi de US$ 366,52 contra US$ US$ 406,51 por tonelada em igual período de 2008. Com isso, a receita das exportações de soja em grão foi de US$ 885 milhões para um volume comercializado de 2.417mil toneladas. As exportações de farelo de soja totalizaram US$ 457 milhões e um volume exportado de 1.381 mil toneladas. As exportações de óleo de soja bruto e refinado apresentaram quedas significativas na receita e no volume. O óleo bruto teve queda na receita de 53%, caindo de US$ 271 milhões para US$ 127 milhões. Quanto ao óleo refinado, a receita caiu de US$ 187 milhões para US$ 41 milhões.
O grupo carnes (aves, bovina, suína e outras), o segundo em ordem de importância na pauta das exportações do agronegócio paranaense, assinalou queda nos primeiros cinco meses de 2009. A geração de divisas foi de US$ 668 milhões contra US$ 823 milhões, uma queda de 18%. As exportações do segmento de carne de frango caíram US$ 18%. Passaram de US$ 595 milhões para US$ 490 milhões. No caso das exportações de carne suína, as vendas ao exterior avançaram 19%. A receita subiu de US$ 27 milhões para US$ 32 milhões. O segmento de carne bovina aumentou a receita em 13%. Passou de US$ 19,9 bilhões para US$ 22,6 milhões.
O complexo sucroalcooleiro teve o melhor desempenho nas exportações do agronegócio paranaense, com um aumento de 25% comparativamente a igual período de 2008. As divisas geradas passaram de US$ 195 milhões para US$ 245 milhões. O setor de açúcar, haja vista a conjuntura internacional favorável teve aumento da receita e do volume exportado. Quanto à receita, o aumento foi de 79%, ou seja, passou de US$ 126 milhões para US$ 226 milhões. O volume comercializado cresceu de 480 mil para 775 mil toneladas (61%). O preço médio de exportação passou de US$ 263,61 para US$ 292,38 por tonelada. Já as exportações de álcool caíram 73%. Passaram de US$ 69 milhões para US$ 19 milhões. O volume exportado passou de 142 mil para 43 mil toneladas, queda de 69%.
As exportações de milho em grão frustraram as expectativas. Os preços de exportação não são favoráveis. A receita gerada no período em análise foi de US$ 169 milhões contra US$ 235 milhões em igual período de 2008. Os preços internacionais do grão, em sintonia com o mercado de commodities agrícolas, registraram queda. O preço médio caiu de US$ 225,17 para US$ 154,54 por tonelada.
Os mercados da China, Alemanha, Países Baixos (Holanda), Estados Unidos, Arábia Saudita, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Arábia Saudita, Rússia e Coréia do Sul registraram variação negativa em relação a igual período de 2008.
Em termo de blocos econômicos a União Européia assinala
uma variação negativa de 39%. Para o Mercosul a queda foi de 54%. Para
os demais blocos a queda foi de 31%.
Gilda M. Bozza
Economista DTE – FAEP
Fabiano Lorenzi
Estagiário DTE- FAEP
Tempo instável no Paraná nesta quinta-feira (2). A circulação dos ventos mantém a umidade do ar elevada, o que favorece a formação de áreas de instabilidade. Há previsão de pancadas de chuva pela manha nas regiões Sudoeste, Oeste e Central. No Norte pode chover a qualquer hora do dia. A nebulosidade seja alta em todo o Estado.
Curitiba 10°C 16°C
Paranaguá 14°C 23°C
Londrina 9°C 22°C
Maringá 10°C 23°C
Cascavel 9°C 19°C
Foz do Iguaçu 12°C 20°C
Ponta Grossa 8°C 19°C
Guarapuava 5°C 18°C
Fonte: Simepar.
O mercado da soja segue sustentado, no curto prazo, pelos baixos estoques americanos e pela demanda chinesa. A repercussão do relatório do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos – USDA, com área prevista de 32 milhões de hectares, superior à área da safra passada de 31,3 milhões de hectares, foi absorvida pelo mercado, haja vista que o número aguardado pelo mercado era superior ao previsto. Com isso, os contratos para julho subiram US$ 0,71 por saca. Os futuros fecharam o pregão a US$ 27,74, aplicando o dólar do dia, equivalente a R$ 53,51 por saca. Ademais, o “mercado do clima” passa a influenciar mais diretamente os preços na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos para setembro fecharam a US$ 23,55 por saca, correspondente a R$ 45,44 por saca, uma diferença a menor de US$ 4,19 por saca.
Já o mercado do milho teve um dia volátil. O relatório do USDA estima uma área maior do que a expectativa de mercado e níveis de estoque mais altos. É a segunda maior área americana, de 35,2 milhões de hectares. Os contratos para julho/09, foram negociados a US$ 8,31 por saca, correspondente a R$ 16,03 por saca. A partir de agora, as cotações internacionais sofrem com as variações climáticas, o chamado “mercado do clima”, com comportamento volátil com constantes sobe e desce.
Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP
O Estado de São Paulo
Os preços da soja negociada na Bolsa de Chicago dispararam ontem para o maior nível em duas semanas. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro, encerraram o pregão a US$ 10,1550/bushel, alta de 3,52%. O mercado segue sustentado pela escassez de soja do ciclo 2008/09 e pelas incertezas em relação à nova safra americana. O baixo nível dos estoques de passagem não dá margens para perdas de produção, o que aumenta os riscos e afugenta especuladores que apostam na queda dos preços.
O Estado do Paraná
O Paraná lidera a produção e o abate de frangos do País, sendo responsável por 26,5% dos abates realizados em todo o País. O destaque é da pesquisa trimestral sobre produção animal realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho da produção animal, referente ao primeiro trimestre de 2009, divulgada nesta quarta-feira (01). A pesquisa envolveu o levantamento sobre abate de bovinos, suínos, frangos, produção de leite e ovos.
No primeiro trimestre de 2009, 1,12 bilhão de frangos foram abatidos em todo o País. Desse total, o Paraná abateu 297,3 milhões de cabeças. O segundo maior produtor foi o estado de Santa Catarina com um volume de 211,3 milhões de cabeças abatidas, seguido do Rio Grande do Sul com 158,8 milhões de cabeças abatidas.
A pesquisa revela que a crise financeira mundial refletiu na queda das exportações e no valor da produção. Segundo o IBGE, houve uma redução de 3,9% no volume exportado e de 21,9% em faturamento, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O faturamento também foi menor. O preço de exportação caiu de US$ 1.612 por tonelada no primeiro trimestre do ano passado para US$ 1.310 a tonelada em igual período neste ano.
Mas na comparação com o quarto trimestre de 2008, o desempenho do primeiro trimestre deste ano registrou um aumento de 3% nas exportações de frangos. Segundo o IBGE, sob o impacto da crise financeira mundial, alguns importantes compradores do frango brasileiro reduziram o ritmo de compras, como é o caso da União Européia, Estados Unidos e Rússia. Isso fez com os produtores brasileiros fossem atrás de novos mercados como Hong Kong e Oriente Médio, por exemplo.
Na produção de ovos de galinha, o Estado é o terceiro maior produtor. Das 559,9 milhões de dúzias produzidas no primeiro trimestre deste ano, o Paraná produziu 55,9 milhões de dúzias. O volume foi 4,6% maior sobre o mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 53,5 milhões de dúzias de ovos no Estado. O estado de São é o maior produtor de ovos de galinha, com uma produção de 1773,3 milhões de dúzias, seguido do estado de Minas Gerais com 72,8 milhões de dúzias.
Na produção de suínos, o Paraná é o terceiro maior produtor responsável por 16,3% dos abates realizados no País durante o primeiro trimestre deste ano. Das 7,33 milhões de cabeças de porcos abatidas no período janeiro a março de 2009, 1,19 milhão ocorreu no Paraná. O estado de Santa Catarina é o maior produtor de suínos, com 2,07 milhões de cabeças abatidas, e o Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor, com 1,73 milhões de cabeças abatidas.
Segundo o IBGE, acreditava-se que a gripe suína fosse provocar impactos negativos sobre a produção e as exportações de carne suína. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações desse setor durante o primeiro trimestre de 2009 aumentaram 19% no volume em relação ao mesmo período do ano anterior, recuperando-se também das quedas acumuladas no último trimestre do ano passado.
Os principais compradores foram a Rússia, Hong Kong, Angola, Ucrânia, Argentina e Cingapura. Mas o preço médio da carne suína caiu no período analisado de US$ 2.466 por tonelada para US$ 2.111 por tonelada.
A participação do Paraná no abate de carne bovina não é tão expressiva quando na produção de frangos e suínos. Das 6,44 milhões de cabeças abatidas no primeiro trimestre deste ano, 240.730 cabeças foram abatidas no Estado. Segundo o IBGE este setor também foi abatido pela crise financeira global e o desempenho dos abates retorna a níveis de 2005.
A recessão da economia mundial não permite ainda uma retomada de crescimento desta atividade, interferindo nos negócios internos e externos. Grandes frigoríficos sentiram os impactos da crise econômica, reduzindo ou paralisando suas atividades, causando demissões no setor. O IBGE destaca que houve redução de 19% no volume exportado de carne bovina e de 34,1% no faturamento, quando comprado o desempenho do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado.
O IBGE detectou também os impactos negativos da estiagem sobre a produção de leite no primeiro trimestre deste ano. A falta de chuvas castigou toda a região Sul do País e o Paraná apresentou queda de 11,8% na produção leiteira, o estado de Santa Catarina, 17,1% e o Rio Grande do Sul, 5,6%.
Segundo a pesquisa, o estado de Minas Gerais é o principal
estado em produção e aquisição de leite pelos estabelecimentos
industriais, responsável por 26,8% da produção. O Paraná ficou em
quinto lugar, com uma produção de 476,38 milhões de litros adquiridos
no primeiro trimestre deste ano, produção prejudicada pela estiagem que
reduziu as áreas de pastagens para os animais.
Valor Econômico
A John Deere e a Auteq Telemática assinaram ontem acordo para que a empresa de tecnologia passe a vender seus produtos na rede de distribuição da fabricante de máquinas agrícolas. A linha de computadores de bordo e softwares da Auteq, destinada especificamente para o acompanhamento do desempenho do trabalho de máquinas agrícolas, será voltada para o maquinário utilizado nas lavouras de cana-de-açúcar.
Por meio da joint venture, a rede de lojas da marca John Deere, que tem 165 unidades no país, passará a ser o principal canal de distribuição da Auteq, afirma Tácito de Almeida, diretor industrial da empresa de tecnologia. Para a John Deere, abre-se a possibilidade de comercialização de máquinas com maior valor agregado, o que pode ajudar a impulsionar as receitas da companhia. O setor de máquinas agrícolas tem enfrentado quedas consecutivas de vendas nos últimos meses como decorrência da crise financeira global.
Inicialmente, os acessórios serão vendidos separadamente, mas a John Deere pretende fazer com que as máquinas já saiam de suas fábricas com o equipamento. "Queremos isso o mais breve possível", diz Aaron Wetzel, presidente da John Deere Brasil e vice-presidente de vendas e marketing da companhia para a América Latina.
"A aliança tem uma importância estratégica", afirma o executivo. A John Deere já tem uma fatia considerável do mercado de máquinário agrícola voltado às lavouras de cana-de-açúcar, mas os adicionais podem contribuir para elevar o faturamento da empresa no Brasil. "O mercado todo tem enfrentado momentos difíceis com a crise financeira. Uma das maneiras para melhorar o quadro é diversificar a linha de produtos", disse.
Os mercados emergentes em geral, e o Brasil em particular, ganharam peso maior nos negócios da John Deere nos últimos anos. A empresa já revelou sua preocupação com o impacto que a crise financeira global pode ter sobre as vendas nesses países. Em maio, a companhia admitiu que o recuo das vendas na América do Sul pode chegar a 30% - três meses antes, a previsão de queda era de 25%.
A John Deere interrompeu a produção de colheitadeiras na
unidade de Horizontina (RS), mas já informou que as atividades serão
retomadas neste mês. Ainda assim, o executivo é reticente em fazer
previsões mais otimistas para o mercado. "É difícil saber quando a
demanda vai voltar aos níveis do fim de 2008 ou do início do ano",
disse.
Gazeta do Povo
Depois de ficar por quase 19 anos sem plantar trigo na sua propriedade em Campo Mourão (Noroeste), o agricultor Gabriel Jort resolveu voltar a investir na cultura no ano passado, em 48 hectares. “O resultado de 49,5 sacas por hectare surpreendeu e, esse ano, para não arriscar na safrinha de soja por conta das doenças, aumentei a lavoura de trigo”, diz Jort, que por conta dos incentivos dobrou a área da cultura para 96,8 hectares. “O fato de ter o seguro já é uma garantia. Espero colher a mesma média do ano passado ou mais”, prevê Jort, que investiu pesado na adubação. “Usei 600 quilos de adubo, 250 quilos de cloreto de potássio e tratei a semente. Espero ter uma colheita boa.”
Já o agricultor de Mamborê Joel Amadeu Soares, que no ano passado plantou apenas 12,1 hectares de trigo e colheu uma média de 53,3 sacas, nesse ano investiu mais e reservou uma boa parte da propriedade de 36,3 hectares para o cereal. “O incentivo do seguro e os comentários sobre o preço incentivaram a aumentar a área para 29 hectares. A esperança é que o preço pago pela saca aumente”, espera Soares.
Já o agricultor João Mignoso, por não acreditar no preço mínimo e não precisar do seguro do governo, decidiu permanecer com a mesma área de trigo do ano passado. “Plantamos 75 hectares e esse ano não investimos mais em área. A tendência é de diminuir o plantio por conta do alto risco e da margem de lucro pequena. Estamos na cultura por teimosia. Eles falam em preço mínimo, mas isso não existe”, critica Mignoso, que no ano passado colheu uma média de 61,9 sacas de trigo por hectare.
Valor Econômico
Colheita maior. Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, pelo segundo pregão consecutivo, como reflexo dos volumes de produção do Brasil, que está em plena colheita. Mesmo com o ciclo de menor produtividade, a colheita de café da safra 2009/10 será maior que as registradas em períodos de bianualidade do ciclo, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,1905 a libra-peso, recuo de 85 pontos. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.323 a tonelada, com baixa de US$ 12. A produção brasileira está estimada em 43,5 milhões de sacas, recuo de 15%, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 247,78, segundo o índice Cepea/Esalq.
Limite de alta. Rumores sobre um novo impulso na demanda chinesa por algodão puxaram ontem o avanço do preço da commodity, que atingiu seu limite de alta para uma única sessão. Na China, maior consumidora mundial da fibra, a demanda por algodão cresceu em todos os meses entre janeiro e maio, segundo a publicação "China Securities Journal", que cita fonte oficial. Tradicionalmente, junho, julho e agosto são o auge da estação, quando as fiações chinesas substituem os estoques velhos por novos. Na bolsa de Nova York, os contratos da fibra com vencimento em outubro fecharam em alta de 300 pontos, aos 58,63 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, o algodão foi negociado por R$ 1,1865 por libra-peso, uma baixa de 0,15%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Estímulo às compras. O preço da soja no mercado internacional teve ontem sua maior alta nas últimas quatro semanas. Para analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o retorno dos investidores às compras foi motivado pelas desvalorizações recentes da commodity, ocorridas sob um cenário de boas condições climáticas nas lavouras do Meio-Oeste dos Estados Unidos. As baixas da soja teriam sido demasiadamente fortes, o que motivou as compras de papéis, segundo esses analistas. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em agosto avançaram 41,25 centavos de dólar, para US$ 11,6050 por bushel. Em Primavera do Leste (MT), a saca de soja de 60 quilos saiu ontem por R$ 43,10, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Seca impulsiona colheita. Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, como reflexo do avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos. O clima seco tem impulsionado os trabalhos no campo americano. Na bolsa de Kansas, os contratos para setembro fecharam a US$ 5,735 o bushel, com recuo de 6,5 centavos. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 5,355 o bushel, com baixa de 5,25 centavos. Até o dia 28 de junho, 40% da safra de trigo dos EUA tinha sido colhida, segundo levantamento do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Em Kansas, maior Estado produtor, 47% da colheita estava concluída. Os EUA são os maiores exportadores globais do cereal. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou inalterado em R$ 28,27, segundo o Deral.
Folha de São Paulo
A VEDETE
O açúcar é a grande vedete da balança comercial do agronegócio. As receitas com as exportações do produto em bruto atingiram US$ 2,22 bilhões no primeiro semestre, 73% a mais do que em igual período de 2008. Já as receitas com o açúcar refinado somaram US$ 971 milhões, 24% a mais.
SOJA LIDERA
Os tempos ruins previstos para a balança comercial do agronegócio neste ano podem não se confirmar. No primeiro semestre, as receitas com o complexo soja superaram US$ 10 bilhões, 22% a mais do que entre janeiro e junho de 2008.
CARNES CAEM
Se as receitas com a soja sobem, devido à alta dos preços, o mesmo não ocorre com as carnes. O volume volta aos patamares de 2008, mas os preços estão mais baixos.
MENOS 23%
As receitas do primeiro semestre no setor de carnes caíram para US$ 4,1 bilhões, 23% menos do que em 2008. O volume embarcado retorna aos patamares anteriores.
EM JUNHO
O embarque de carne de frango "in natura" subiu para 302 mil toneladas no mês passado, 3% acima do de junho de 2008. O de carne bovina foi a 90 mil toneladas (mais 9%), e o de carne suína, a 48 mil (mais 3%). Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
REDE MUNDIAL
A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) entrou ontem para o Conselho do Better Cotton Institute (Instituto para Um Algodão Melhor). O BCI reúne toda a cadeia voltada para a produção de algodão sustentável.
SAFRA MENOR
A produção paulista de café recua para 4,1 milhões de sacas beneficiadas nesta safra, 8,8% a menos do que em 2007/8. A estimativa é do IEA (Instituto de Economia Agrícola).
CHUVA ATRAPALHA
A colheita de cana foi afetada por chuvas em toda a região centro-sul na primeira quinzena de junho. Mesmo assim, a colheita acumulada deste ano supera em 32% a de igual período de 2008. A produção de açúcar cresceu 43%, e a de álcool, 28%, segundo a Unica.
RESPONSABILIDADES
A Acrimat (produtores de MT) questiona o BNDES ao exigir boi rastreado. Deixar de fazer o rastreamento não é ilegal, pois a opção de participar do Eras/Sisbov é única e exclusivamente do produtor, que opta por exportar para o mercado da União Europeia, diz Mário Candia, da entidade.
50 ANOS
A Copersucar completou 50 anos ontem, com planos de forte expansão. Com estimativa de moer 78,6 milhões de toneladas de cana nesta safra, a empresa quer moer 200 milhões de toneladas em 2018.
CRESCIMENTO
Se for confirmada a moagem de 78,6 milhões de toneladas nesta safra, a empresa crescerá 16,4% em relação a 2008/9, com faturamento previsto de R$ 6,61 bilhões, 36% superior ao anterior.
Valor Econômico
A Comissão Especial da Câmara criada para avaliar os impactos da crise financeira global na agropecuária apresentará seis projetos de lei e três propostas de emenda constitucional (PEC) para ajustar as contas com adversários históricos e atender à demandas de curto prazo dos produtores rurais. As propostas devem tramitar em regime de urgência constitucional, o que acelera as votações no Congresso.
O relatório final da comissão, que será apresentado na próxima semana, propõe modificar a Constituição para submeter ao controle do Congresso Nacional a criação de novas áreas de proteção ambiental, demarcação de terras indígenas e reconhecimento de áreas de comunidades quilombolas no país. "Temos que garantir ao Congresso, de forma urgente, o poder de legislar sobre esses assuntos. Só haverá novas homologações se passar por aqui", diz o relator, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR).
O relatório final também aponta a necessidade de permitir a renegociação da parcela das dívidas de custeio e investimento com vencimento em 2009 para todos os produtores prejudicados pela estiagem no Centro-Sul e as enchentes na região Nordeste. Hoje, o benefício está restrito aos produtores de municípios com situação de emergência ou calamidade homologada pelos governos estaduais ou pelo governo federal. "Precisamos de uma decisão mais imediata e abrangente sobre isso porque muita gente ficou de fora", afirma Lupion.
As proposições da Comissão Especial incluem, ainda, o fim do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) cobrado nas importações de fertilizantes. A medida contraria a indústria naval e o Ministério dos Transportes. O relatório final também prevê a modificação na Lei de Falências.
Os deputados querem garantir a exclusão da lei dos produtos vendidos a empresas 30 dias antes da decretação de recuperação judicial. "Isso é para evitar golpes da indústria da recuperação judicial montada no país", afirma Lupion. A medida atende aos pecuaristas. Muitos deles ficaram credores de frigoríficos em recuperação judicial e não receberam pelos bois entregues em períodos recentes.
O relatório final também permite aos bancos privados operar com recursos da chamada "poupança rural", cujas taxas de juros são equalizadas pelo Tesouro Nacional. Maior operador desses recursos, o Banco do Brasil tem combatido a alteração de todas as formas. "Hoje, estamos restritos a poucos bancos", diz Lupion.
A Comissão Especial também propõe obrigar a que 40% da merenda escolar seja composta por leite fluido, e não mais leite em pó. A medida busca incentivar a economia dos municípios, mas contraria interesses das indústrias de laticínios. "Se o produtor puder vender diretamente à prefeitura, resolvemos os problemas de demanda e geração de impostos nos municípios", avalia Abelardo Lupion. Os deputados também querem acabar com a incidência de PIS-Cofins sobre as vendas de ração animal e sal mineral à pecuária.
Outra medida proposta pelo relatório da comissão é a "blindagem" do orçamento do Ministério da Agricultura, assim como ocorre atualmente com as dotações anuais da Embrapa. O objetivo é incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um "seguro anticontingenciamento" para a Agricultura. O relator entende que esse "salvo conduto" orçamentário depende também de entendimentos políticos, mas aposta no apoio da bancada ruralista e dos líderes partidários. "Vamos fazer esses projetos tramitarem em regime de urgência constitucional para avançar nas alterações", diz Lupion.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA – Mercado esteve mais calmo no interior ontem. Já está
consolidada a recuperação do preço e oscilações como as do momento vão
ocorrer, mas o mercado continuará firme. Vai se confirmando a baixa
produtividade da safra da região da zona da mata da Bahia em
consequência do clima, mas acima de tudo pela falta de tecnologia que
leva a baixa produtividade. Inúmeras doenças novas e, até mesmo, mosca
branca destroem os lucros dos produtores. Lavouras com rendimento de 13
sacos por hectare são consideradas lavouras com bom rendimento este ano.
FEIJÃO PRETO - Mercado com poucos negócios e muito lento. Mesmo assim, os vendedores continuam sem pressa para comercializar. Não é uma questão de preço e sim de estratégia. Assim, de nada adianta aumentar o preço que não se consegue comprar quantidade maior. Em São Paulo ontem, durante o dia, alguns negócios oscilaram de R$ 87,00 no Brás até R$ 92,00 fora do Brás. No Rio R$ 95,00 pedida de vendedor com oferta dos compradores ao redor de R$90,00 por saco de 60 Kg.
Gazeta do Povo
Chicago, Illinois - O primeiro relatório de área plantada do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), anunciado nesta
semana, mostrou que os produtores norte-americanos plantaram 35,2
milhões de hectares de milho neste ano, um cenário negativo para o
mercado do cereal. Na primeira estimativa de intenção de plantio,
divulgada em março, a projeção do USDA era de 34,4 milhões de hectares,
e os analistas esperavam que essa estimativa fosse revisada para 34
milhões.
Matt Pierce, da Futures International LLC, considera que o relatório foi baixista para o milho, altista para a soja e neutro para o trigo. “É irreal que tenhamos ‘encontrado’ mais 1,2 milhão de hectares de milho. A notícia é negativa para as cotações, mas, de uma forma geral, não deve prejudicar o mercado de milho.”
Para o mercado da soja, os números divulgados pelo USDA foram mais positivos; indicam que foram cultivados 31,3 milhões de hectares nesta safra. Há três meses, a previsão era que o plantio recuasse a 30,7 milhões e o mercado esperava que o número fosse reajustado para 31,7 milhões de hectares. Já a estimativa de plantio de trigo avançou para 24,2 millhões de hectares, contra 23,7 milhões em março.
Gavin Maguire, diretor da EHedger, afirma que os números do USDA deixaram um tom baixista nos mercados de grãos em geral. “A estimativa de plantio de milho contrariou as expectativas, que eram de queda de 400 a 800 mil hectares na área cultivada por causa da primavera úmida no Meio-Oeste. Mas, claramente, os produtores americanos persistiram no milho porque os preços mantêm-se atrativos, e acabaram plantando uma das maiores áreas da história do país.”
“No caso da soja, como os preços estão firmes desde a primavera, a área maior não é surpresa. Mas o mercado estava antecipando um crescimento maior; imaginavam que o clima úmido durante o plantio convertesse alguns hectares de milho em soja”, diz Maguire. A estimativa atual do USDA para o plantio da oleaginosa é 600 mil hectares maior que a calculada em março e 700 mil hectares superior ao ano passado. “Por outro lado, tem bastante espaço para que os preços dos contratos da safra nova recuem ainda mais, pois a estimativa de estoques físicos apontou um volume maior que o esperado”, completa Maguire.
Estoques físicos
Junto com as projeções de área, o USDA anunciou suas estimativas de
estoques físicos. O relatório mostrou que em 1° de junho os EUA tinham
16,2 milhões de toneladas de soja armazenadas. O mercado esperava 15,9
milhões. Para o milho, o USDA indicou estoques de 108,4 milhões de
toneladas, contra expectiva de 106,4 milhões. Para o trigo, eram
esperadas 18,2 milhões, e o relatório apontou estoques de 18,1 milhões
de toneladas.
“O mercado estava antecipando uma redução no volume de soja e milho armazenados por causa da demanda firme. Entretanto, os dois números vieram acima do esperado, sugerindo que o consumo pode não estar tão aquecido quanto se imaginava”, afirma Maguire.
“De maneira geral, a combinação de estoques mais folgados e área maior tem potencial para pressionar os mercados de soja e milho a partir de agora, principalmente se o clima continuar favorável”, considera. “O contrato dezembro/09 do milho perdeu mais de US$ 0,70 desde o início de junho, pois já especulava-se que a área poderia ser maior que o esperado. Então, ainda é uma grande incógnita até onde pode ir o impacto negativo do relatório do USDA sobre os preços do milho”, afirma. (www.agriculture.com)
Valor Econômico
Começou a ganhar força a colheita daquela que deverá se configurar como uma das safras de laranja de São Paulo menos lucrativas. Para as grandes indústrias exportadoras de suco, afirmam especialistas, será uma temporada de demanda ainda restrita, preços baixos e margens apertadas. Para boa parte dos produtores da fruta do Estado, que reúne o maior parque citrícola do mundo, será um ciclo de prejuízos; para alguns deles, de mudança de atividade.
"A situação está complicadíssima na citricultura", afirma Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq). Ela diz que para os produtores que fizeram caixa de 2004 a 2006 com as valorizações do suco e da fruta derivadas da redução da oferta na Flórida, o cenário é difícil. Para quem não aproveitou esta última onda de altas, derivada dos danos causados por furacões no Estado americano cujo parque citrícola só perde para o paulista, o quadro é insustentável.
Tanto pessimismo decorre de uma relação entre custos e preços que Marco Antonio dos Santos, presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, conhece bem. Mesmo com a recente baixa dos insumos, o custo operacional do citricultor médio varia de R$ 10 a R$ 11 por caixa de 40,8 quilos de laranja. No mercado "spot" de São Paulo, as indústrias pagaram, ontem, R$ 3,68 pela caixa, em média. No caso dos fornecedores fiéis, que fecham acordos de longo prazo com as empresas, a maior parte dos contratos vai de US$ 3 a US$ 4,50.
"Nesta semana as indústrias voltaram ao mercado, mas comprando apenas de quem tem contrato. Algumas fábricas já estão rodando há cerca de um mês, mas processando apenas a produção das próprias empresas [que representa algo como 30% de suas demandas totais]", afirma Santos, que também coordena a mesa de citricultura da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp). A colheita de variedades precoces de laranja desta temporada 2009/10 (ano industrial) teve início há algumas semanas, mas começou a ganhar ritmo agora e estará a todo o vapor entre setembro e outubro. Ele diz que apenas metade da safra paulista atual, que equivale a 80% da nacional, está "contratada".
Segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura de São Paulo -, os pomares ocupam 725,98 mil hectares em 2009/10, mesmo patamar da safra anterior. A produção poderá chegar a 358,4 milhões de caixas, aumento de quase 2%. O IEA estima que 81% da produção poderá ser destinada à indústria de suco, mas admite que não necessariamente toda a produção será colhida. Produtores, indústrias e analistas divergem do IEA e projetam a safra em cerca de 300 milhões de caixas no total.
Ainda assim é um volume considerável para um mercado de preços em queda há pelo menos dois anos. Apesar da tendência descendente, a caixa da laranja foi vendida, em média, por cerca de R$ 10 em 2008/09, valor que foi suficiente para pagar custos e render lucros aos citricultores mais eficientes. Na Flórida, a colheita deverá render entre 140 milhões e 150 milhões de caixas de laranja, o menor volume em alguns anos.
"É o momento mais delicado da história recente da citricultura", afirma Maurício Mendes, presidente da consultoria AgraFNP e membro do Grupo de Consultores em Citrus (GConsi). Ele lembra que, em termos de margens do produtor, a nova safra é semelhante às colhidas no início desta década. Entre 1999 e 2001, lembra, o custo girava em torno de US$ 2,70 a US$ 3 por caixa, e o preço da laranja no mercado spot estava em US$ 1. Na época, São Paulo perdeu entre 80 mil e 100 mil hectares de laranja e esse espaço foi ocupado principalmente pela cana.
"Não estou dizendo que vai acontecer a mesma coisa agora, mas a conjuntura atual é ainda pior por causa do greening [doença que exige a erradicação de pomares e eleva os custos de produção]. Temos uma certeza, que é a rentabilidade baixa, e muitas incertezas sanítárias", diz. Mesmo as grandes indústrias (Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus e Citrovita lideram as exportações brasileiras de suco), que investiram algumas centenas de milhões de dólares em pomares próprios e logística para transportar suco não concentrado (NFC) nos últimos anos, também não estão confortáveis, já que a demanda e os preços continuam retraídos.
De acordo com dados publicados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de suco de laranja do país alcançaram US$ 105,4 milhões em junho, a um preço médio de US$ 813,5 por tonelada. No mesmo mês de 2008, foram US$ 167,4 milhões, ou US$ 963 por tonelada.
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