


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 51,70/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 20,50/sc |
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
reduziu no dia 30 de abril a taxa da Selic em um ponto percentual (1,0
p.p). Com a Selic em 10,25% a.a., os juros vigentes no Brasil até o
início de junho próximo – data da próxima reunião - atingem o menor
patamar desde que passou a ser divulgada como meta para fins de
política monetária em março de 1999.
Embora baixo para os padrões da economia nacional nas últimas décadas,
esse percentual ainda é muito alto se consideradas as condições
econômicas globais de recessão, bem como os níveis dos juros nas
economias centrais. Para a economia americana, em abril, a prime rate
ficou em 3,5% a.a. e a taxa dos títulos do governo federal (Federal
Funds) foi de 0,13% a.a..
A FAEP defende uma redução nominal da Selic ainda mais robusta. A
referida taxa influencia diretamente o custeio do setor rural, hoje em
6,75% a.a, e também direciona a trajetória da TJLP que remunera os
empréstimos do BNDES.
Para a economista do Sistema FAEP, Luciene Pires Teixeira, a queda da
Selic é condição essencial para o bom desempenho do setor agropecuário
frente a um cenário de baixa demanda externa e interna. “Juros menores,
além de impactar positivamente o custo dos empréstimos e facilitar o
acesso ao crédito, revigoram as expectativas empresariais e estimulam
novos investimentos, essencial num momento de expansão mais lenta das
atividades econômicas”, informou.
Segundo Teixeira, ao considerar a perspectiva de crescimento negativo
para a economia brasileira este ano, juros reais baixos tornam-se
essenciais para estimular a produção nacional, bem como para ajudar no
equilíbrio da dívida pública, liberando recursos para os investimentos
públicos tão necessários em momentos de crise. “Além disto, a inflação
sob controle e fundamentos consistentes em termos de balança comercial,
conta de capital e financeira, investimentos diretos estrangeiros e
reservas internacionais ratificam essa posição”, concluiu.
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A FAEP promove nesta segunda-feira (4) o Primeiro encontro de
treinamento de Desenvolvimento Sindical, fase 2, em Pato Branco, com a
participação do diretor-secretário da entidade, Livaldo Gemin, e o
assessor Antonio Leonel Poloni. Os encontros têm o objetivo de
capacitar novas lideranças dentro do sindicato e fortalecer a
instituição que representa os agricultores.
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou dia 30 de abril a
prorrogação, para 30 de setembro de 2009, do prazo para a contratação
de linha de crédito de R$ 90 milhões para a recuperação de lavouras de
café atingidas por granizo. A data anterior para obter o financiamento,
com recursos do Fundo da Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), venceu
em 31 de março deste ano. A informação é da Agência Brasil.
A linha de financiamento é válida para os produtores que tiveram perdas
de, no mínimo, 10% de suas lavouras em decorrência de chuvas de
granizo. A medida foi adotada pelas novas ocorrências de granizo nos
estados de São Paulo e Minas Gerais e dificuldades operacionais
encontradas pelos produtores na concessão do crédito.
CPR – Em outro voto, o CMN autorizou a prorrogação, também para 30 de
setembro, da data final para contratar financiamento destinado à
liquidação de dívidas dos cafeicultores, contraídas com Cédulas do
Produto Rural (CPRs), que venceram até 31 de dezembro de 2007. A medida
também contempla as dívidas com vencimento em 2007 roladas para 2008.
Para esta linha, foram destinados R$ 100 milhões do Funcafé, com prazo
de reembolso de até quatro anos com limite por mutuário de R$ 400 mil.
Confira os votos aprovados na reunião do CMN.
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Áreas de instabilidade que se desenvolvem entre o Mato Grosso
do Sul, Paraguai e Oeste do Paraná provocam chuvas rápidas e
localizadas nas regiões Sudoeste e Oeste paranaense. No Leste, os
ventos que sopram do oceano mantêm o céu com nebulosidade variável e
chuvas esparsas no período da tarde. Na Região Norte, tempo estável com
predomínio de sol ao longo de todo o dia.
Curitiba
13°C 23°C
Paranaguá
17°C 27°C
Londrina
15°C 27°C
Maringá
16°C 29°C
Cascavel
16°C 28°C
Foz do Iguaçu
18°C 31°C
Ponta Grossa
13°C 24°C
Guarapuava
11°C 24°C
Fonte: Simepar.
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Valor Econômico
Mauro Zanatta e Janes Rocha, de Brasília e Buenos Aires
O
governo brasileiro fechou na quinta-feira, em Buenos Aires, um
compromisso de preços mínimos e estabeleceu uma cota máxima para as
exportações de produtos lácteos da Argentina.
Pressionados pela
decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de barrar seus produtos,
aprovada na última terça-feira, os argentinos concordaram em vender a
tonelada de leite em pó, no mínimo, por US$ 2,2 mil. Também aceitaram
restringir suas vendas em até 3 mil toneladas por mês.
Na
próxima semana, os governos brasileiro e argentino debaterão, em
Assunção, na reunião do Grupo Mercado Comum (GMC), braço-executivo do
Mercosul, a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco para a
importação de lácteos. O Brasil propõe aumentar a sobretaxa de 16% para
28%.
O objetivo é reduzir a diferença tarifária e eliminar
eventuais "triangulações" de produto de terceiros países, como os
membros da União Europeia e a Nova Zelândia. Hoje, o Brasil mantém o
leite em pó na lista de exceção à TEC e cobra 27% das importações.
Os
termos do acordo de Buenos Aires serão fiscalizados por uma comissão
bilateral de monitoramento composta por membros do governo e do setor
privado. "É importante conseguir um acordo no Mercosul porque normaliza
e afasta o surto de importações", disse o ministro do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, ao Valor. "Isso deve estabilizar os preços
no mercado interno, tanto ao produtor como ao consumidor, afastando
desequilíbrios de oferta e dando segurança a quem produz". Em jogo,
estão os interesses de 1,8 milhão de pecuaristas brasileiros.
O
ministro Cassel afirmou que a decisão da Camex de impor licenciamento
não-automático aos lácteos argentinos influenciou no acordo de
quinta-feira. "Na realidade, esse acordo regulamenta a decisão da
Camex. Passamos agora a ter só importação autorizada". O Brasil já
havia fechado acordos semelhantes nos segmentos de vinho, pêssego e
alho importados da Argentina.
A comitiva brasileira que
participou da reunião setorial bilateral foi composta pelo presidente
da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), Paulo
Bernardes; o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da
Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Sant'Anna Alvim;
diplomatas e especialistas do MDA e do Ministério do Desenvolvimento
A
reunião das partes, na sede do Ministério da Produção argentino,
ocorreu aos gritos. Não pela negociação em si, mas porque foi feita sob
o som de 20 manifestantes com bumbos, tambores e apitos que
comemoravam, dentro do prédio, o Dia do Trabalho. Justamente no segundo
andar, ao lado da sala dos negociadores.
Paulo Bernardes
explicou que o Brasil importou, somente nos quatro meses deste ano,
quase 22 mil toneladas de leite em pó a um preço médio de US$ 1.780 a
tonelada. Em abril, o preço caiu a US$ 1.730. A cota de exportação ao
Brasil em 2009 será equivalente à média anual dos últimos cinco anos -
ou 21.966 toneladas.
O preço mínimo de US$ 2,2 mil fixado no
acordo terá como referência o preço apurado pelo Departamento de
Agricultura dos EUA (USDA) para a Oceania. Desse cálculo, será excluído
o volume já vendido nos ultimos quatro meses. "Nosso grande trunfo é o
mercado consumidor brasileiro, muito maior que o da Ásia e da Oceania",
afirmou Rodrigo Alvim.
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Valor Econômico
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
Mais
alavancadas e expostas ao câmbio que as empresas estrangeiras de
carnes, as companhias brasileiras do setor foram mais penalizadas pelos
investidores desde o agravamento da crise financeira internacional,
segundo estudo do Rabobank. Entre julho de 2008 e março deste ano, as
ações das cinco empresas de carnes do país - incluindo aqui Sadia e
Perdigão - caíram, em média, 34%. No caso das estrangeiras (uma "cesta"
de 13 empresas de seis países), o recuo foi de 27%.
O estudo
do banco holandês, apresentado em seminário sobre as perspectivas para
o setor de carne bovina, mostra que comparados os dois grupos, as
brasileiras (sem Sadia e Perdigão) são mais alavancadas, o que pode ser
verificado pela relação dívida líquida sobre EBITDA (lucro antes de
juros, impostos, depreciações e amortizações). Em 2008, a alavancagem
média das nacionais (JBS, Marfrig, Minerva e Bertin, que não está
listada em bolsa) foi de 3,7% e das estrangeiras, de 1,9%.
"O
Brasil também foi mais penalizado por vender para mercados com mais
riscos", observou Paulo Carletti, analista do Rabobank. Os principais
clientes da carne bovina brasileira hoje são os países emergentes e boa
parte deles sofreu com a restrição de crédito por causa da crise.
Ainda
que mais alavancadas, as empresas brasileiras de carne bovina atraem os
investidores por serem mais rentáveis que as estrangeiras. A margem
EBTIDA das estrangeiras ficou em 6,1% em 2008, segundo o Rabobank. As
quatro maiores de carne bovina do Brasil tiveram margem média de 11% e
Sadia e Perdigão (chamadas "brasileiras food" no estudo), de 10,3%.
Mas
as margens dos frigoríficos brasileiros de carne bovina devem ser
menores este ano, principalmente com o recuo das exportações - pela
escassez de crédito e queda na demanda em função da crise internacional
- , observa Carletti.
Conforme as estimativas do Rabobank,
neste ano as exportações brasileiras de carne bovina devem somar 1,7
milhão de toneladas, abaixo das 1,925 milhão de 2008. "Pela primeira
vez, em nove anos, haverá queda nas vendas", comenta o analista. O
cenário para 2010 ainda é incógnita, mas Carletti lembra que nas crises
anteriores (vaca louca e aftosa), houve inicialmente queda na demanda,
mas depois as vendas se recuperaram.
Apesar das incertezas de
hoje, a expectativa do Rabobank é que, no longo prazo, o Brasil se
consolide como o maior fornecedor de carne bovina do mundo, com
exportações de 3,5 milhões de toneladas em 2016. Mas até lá haverá uma
outra consolidação, que já começou, entre as empresas de carne bovina
brasileiras com o agravamento da crise. "Haverá consolidação pela
redução do número de empresas", diz o analista. Para Fernando Galleti
Queiroz, presidente do Minerva, "a crise internacional acelerou um
processo inevitável".
Antes da crise de crédito, o setor
ampliou sua capacidade instalada, mas várias empresas entraram em
dificuldade quando o dinheiro no mercado sumiu. Segundo o Rabobank, 20%
da capacidade instalada de 2008 já foi desativada.
O
frigorífico Mercosul é um dos que tiveram de recorrer ao fechamento de
fábricas e demissões. Desativou três plantas e hoje abate 2.900 cabeças
por dia numa capacidade atual de 4.500 animais. Para Douglas de
Oliveira, presidente do Mercosul, a dificuldade de crédito persiste no
setor e a oferta de recursos está apenas nos bancos oficiais.
Para
Ricardo Florence, diretor financeiro da Marfrig, o BNDES pode colocar
mais recursos no setor. Em 2008, o banco injetou R$ 5,2 bilhões nos
frigoríficos, diz o Rabobank. Este mês o governo anunciou uma linha
para capital de giro de R$ 10 bilhões, lastreada em recursos do BNDES.
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Gazeta Mercantil
Diante
dos custos elevados de produção da cafeicultura, o Conselho Monetário
Nacional (CMN) reajustou o preço mínimo do café para a nova safra
2008/09. O coordenador-geral de Política Agrícola do Ministério da
Fazenda, Aloísio Melo, informou que o piso do preço da commodity
arábica - o chamado tipo 6 bebida dura - subiu de R$ 211,75 para a saca
de 60 kg, praticado na safra anterior, para R$ 261,69. Um reajuste
23,6%. No caso do grão robusta, o aumento foi de 25,8%, para R$ 156,57
a saca. Na safra anterior, a cotação mínima deste grão era de R$
124,40.
Os produtores reivindicavam um valor mínimo de R$ 300
a saca. Melo disse, porém, que tais reajustes atendem aos pleitos dos
produtores que alegam que os custos da produção da cafeicultura subiram
nos últimos meses.
Representantes dos produtores, por sua vez,
não gostaram do reajuste e afirmaram que está aquém da necessidade.
"Com essa remuneração não conseguimos nem pagar as contas. Isso gerou
um descontentamento geral, mas vamos continuar nossa luta", protestou
Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC). Segundo
disse, a expectativa era o patamar mínimo de R$ 282 pela saca.
Segundo
Melo, os principais responsáveis pelo aumento no custo de produção da
cafeicultura brasileira, cultivada principalmente em Minas Gerais e
Espírito Santo, decorrem dos dispêndios com mão-de-obra e insumos. Ele
disse que os reajustes foram definidos com base em estudos técnicos da
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo Melo, em
alguns casos, os preços mínimos do café podem ser acrescidos em até 10%
sobre o mínimo. Uma lei em vigor, há 15 dias, permite fazer leilões de
contratos de opção com preços até 10% superior ao preço mínimo.
Por
enquanto, as lideranças dos cafeicultores vão esperar até a
oficialização do programa de leilão de opções futuras, previsto para
ser anunciado na semana que vem. "Esperamos que consertem esse erro com
o preço de R$ 300,00 para saca negociada no leilão", afirmou Ximenes.
Além disso, revelou que ainda precisa ser discutido o preço de
referência para a amortização da dívida do setor com mercadoria. "Se
for preciso, vamos marchar para Brasília e mostrar a importância da
cafeicultura ao País", completou.
O CMN também estendeu o
prazo para a contratação de duas linhas de crédito do Fundo de Defesa
da Economia Cafeeira (Funcafé), no valor de R$ 90 milhões. Foi adiado
para 30 de setembro o prazo para os bancos concederem os empréstimos a
cafeicultores com lavouras atingidas por granizo.
O CMN
estendeu ainda para 30 de setembro o prazo para a contratação de
crédito para liquidar dívidas contraídas por Cédula de Produto Rural
(CPR), vencidas até dezembro de 2008. Aliás, o prazo para contratação
de tal financiamento havia vencido em 27 de março.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 11)(Viviane
Monteiro e Roberto Tenório)
Gazeta Mercantil
O
Brasil deverá ter uma colheita recorde de cana-de-açúcar na safra 2009,
atingindo produção entre 622 milhões e 633,7 milhões de toneladas
destinadas exclusivamente ao setor sucroalcooleiro. Isso representa um
crescimento entre 8,6% e 10,7% na comparação com a safra do ano
passado, na qual 572,5 milhões de toneladas foram destinadas à produção
de açúcar e álcool. A área ocupada com canaviais aumenta de 7,08
milhões para 7,79 milhões de hectares.
Essas estimativas são
da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apresentou o
primeiro levantamento da safra 2009 de cana-de-açúcar na última
quinta-feira. "Isso prova que o mercado sucroalcooleiro continua
aquecido, apesar da crise econômica", afirmou o presidente da Conab,
Wagner Rossi. A Conab apurou que, somada a cana destinada a outros fins
(como complementação à ração animal), a produção total do setor pode
chegar a 674,8 milhões de toneladas.
Na nova safra, a expansão
da oferta de cana vai priorizar a produção de açúcar, advertiu a Conab,
produto que está oferecendo melhor remuneração e cuja oferta deverá
chegar entre 278,4 milhões e 283,4 milhões de toneladas, frente 241,5
milhões de toneladas na safra passada. Já a oferta de álcool é estimada
entre 27,8 milhões e 28,6 milhões de litros, uma expansão entre 4,1% e
7,2% sobre o volume de 26,7 milhões de litros no período anterior. O
diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto,
destaca que o Brasil exporta 70% do açúcar e 15% do álcool que produz.
"Com a valorização do dólar, a quebra de safra na Índia e os bons
preços internacionais, o açúcar passou a oferecer melhor remuneração",
admitiu Porto.
A Conab destaca que ainda há no campo volume
próximo a 28 milhões de toneladas de cana da safra passada que não foi
colhido. Ao mesmo tempo em que esse "estoque" remanescente eleva
automaticamente a oferta na próxima safra, representa também de um
problema, pois é cana que deverá apresentar forte redução no teor de
sacarose, ou seja, vai produzir menos álcool ou açúcar.
A
coleta de dados para a estimativa de safra foi realizada entre 30 de
março de nove de abril, na qual foram apuradas as expectativas do setor
produtivo para a temporada 2009/2010. As projeções consideram
fundamentalmente as estimativas de plantio na região Centro-Sul, que
começa a produzir antes da região Nordeste. Em Alagoas, Pernambuco,
Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, a moagem começa somente em
setembro.
São Paulo manterá a posição de principal produtor,
com oferta estimada entre 360,4 milhões e 367,7 milhões de toneladas de
cana, em um crescimento entre 5,1% e 7,2% sobre o total de 342,9
milhões de toneladas do ano passado. A área paulista cultivada com
cana-de-açúcar deve aumentar 9,11%, saltando de 3,8 milhões para 4,2
milhões de hectares. Mas o Estado que mais cresce é Goiás, que deverá
ampliar a área cultivada com cana em 31%, passando de 401 mil para 527
mil hectares. A produção goiana aumentará em torno de 50%, saltando de
29,6 milhões para uma quantidade entre 43,6 milhões e 44,5 milhões de
toneladas.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 11)(Ayr Aliski)
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Valor Econômico
O
esmagamento de cana-de-açúcar pode crescer até 10,7% neste ano, de
acordo com o primeiro dos três levantamentos sobre a safra elaborado
pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Um dos fatores que
ajudam a explicar a previsão de aumento é que há 28 milhões de
toneladas de cana madura ainda da safra de 2008, que serão moídas na
atual temporada.
Segundo a primeira rodada de projeções da
Conab, a indústria sucroalcooleira deverá esmagar entre 622,03 milhões
e 633,72 milhões. Nesse intervalo, se atingido, o crescimento ficará
entre 8,6% e 10,7% na comparação com as 572,57 milhões de toneladas
esmagadas 2008. As estimativas foram apresentadas na quinta-feira.
Segundo
a Conab, também há espaço para crescimento porque a área plantada
cresceu 9,9% de um ano a outro, movimento que se seguiu ao início da
produção em cerca de 25 usinas. Até 2008, de acordo com a Conab, os
canaviais destinados à indústria sucroalcooleira ocupavam 7,08 milhões
de hectares, área que passou a 7,79 milhões de hectares. A área global
de cana, para todos os usos, cresceu 1,8%, de 9,4 milhões para 9,59
milhões de hectares.
A colheita deverá atingir o volume recorde
de 674,8 milhões de toneladas, o que, se alcançado, representará um
aumento de 3,3% em comparação com a temporada anterior. Os Estados do
Centro-Sul são responsáveis pelo processamento de 90% da produção e os
das regiões Norte e Nordeste, pelo restante. São Paulo permanecerá com
a maior produção no país. Em 2009, o volume no estado deverá ficar
entre 360,41 milhões e 367,69 milhões de toneladas.
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Valor Econômico
Oferta apertada.
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta na
sexta-feira, nas
bolsas internacionais, atingindo o maior patamar desde julho de 2006,
impulsionados por notícias de oferta global apertada para a safra
2009/10. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram o
dia a 15,56 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 62 pontos.
A Índia, segundo maior produtor de açúcar e maior consumidor global,
deverá ter uma produção de 14,7 milhões de toneladas. O Brasil, o maior
produtor, produzirá cerca de 35 milhões de toneladas. A demanda deverá
exceder a oferta global em 9 milhões de toneladas, segundo a trading
Sucden. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do açúcar fechou, na
quinta-feira, a R$ 45,65, segundo o índice Cepea/Esalq.
Estoques menores.
Os preços futuros do café encerraram com forte elevação na
sexta-feira,
nas bolsas internacionais, como reflexo dos baixos estoques
certificados de grãos no mercado global. Os estoques certificados na
bolsa de Nova York registraram forte queda no mês passado, registrando
o menor volume observado desde outubro passado. Na bolsa de Nova York,
os contratos de julho fecharam o pregão a US$ 1,2040 a libra-peso, com
aumento de 450 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos julho
encerraram o dia a US$ 1.495 a tonelada, com alta de US$ 42. "Os
fundamentos são extremamente altistas para o café", disse Jaime
Menahem, trader da Alaron Trading Corp. Em São Paulo, a saca de 60
quilos do café fechou, na sexta-feira, a R$ 257,27, segundo índice
Cepea/Esalq.
Demanda
crescente.
Os
preços futuros da soja fecharam com forte alta na sexta-feira, na bolsa
de Chicago, impulsionados pela menor oferta de grão dos países da
América do Sul e também pela boa demanda pela soja americana. Em
Chicago, os contratos da soja para julho fecharam o pregão a US$ 10,91
o bushel, com alta de 36 centavos. Entre setembro do ano passado e 23
de abril, as exportações americanas atingiram 31,79 milhões de
toneladas, com aumento de 10% sobre igual período do ano anterior,
segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A
demanda pelo grão americano está aquecida, segundo analistas de mercado
ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paranaense, a saca de 60
quilos fechou na quinta-feira a R$ 48,82, segundo o índice Cepea/Esalq.
Seca na Rússia e Ucrânia.
A
seca nas regiões produtoras de trigo da Rússia e da Ucrânia deverá
prejudicar o plantio do cereal nestes dois países, segundo analistas
ouvidos pela agência Bloomberg. O plantio nesses países deverá ter
início a partir do próximo mês. Na sexta-feira, os preços futuros do
trigo fecharam com forte alta, influenciados por notícias de que estes
dois países terão sua produção comprometida por causa do clima. Na
bolsa de Kansas, os contratos do trigo julho fecharam o dia a US$
6,1475 o bushel, com aumento de 30 centavos. Na bolsa de Chicago, os
contratos para julho encerraram o pregão a US$ 5,70 o bushel, com
elevação de 33,50 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos
do trigo fechou a R$ 29,04, na quinta-feira, segundo o Deral.
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Gazeta Mercantil
Como
primeiro passo para uma futura incorporação integral da cooperativa, a
Coamo Agroindustrial, com sede em Campo Mourão, Oeste paranaense, maior
cooperativa do país anunciou na sexta-feira o arrendamento da Coagel
Agroindustrial, de Goioerê, cidade de 28 mil habitantes, que passa por
dificuldades financeiras há vários anos, por problemas de gestão. Com
2.500 agricultores filiados, a Coagel foi fundada há 34 anos e recebeu,
em 2008, 152 mil toneladas de produtos nas suas 13 unidades de
recebimento de soja, milho, trigo, algodão, café e leite. A cooperativa
possui também uma indústria de fiação de algodão com capacidade para
produzir 9 toneladas diárias de fios que estava parada há 10 dias por
falta de matéria-prima.
Segundo o presidente da Coamo, José
Aroldo Galassini, "em dois anos a operação irá agregar pelo menos 10%
ao faturamento da Coamo" que, em 2008, atingiu R$ 4,71 bilhões, num
crescimento de 36% em relação ao ano anterior, quando faturou R$ 3,47
bilhões. A Coamo conta com 21 mil associados e 92 unidades em 55
municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Já a Coagel,
que possui 500 funcionários, faturou R$ 126 milhões em 2007 e perto de
R$ 150 milhões em 2008. "Nós temos plena convicção de que em breve a
Coagel irá resolver seus problemas financeiros que estão correndo em
Justiça, porque há uma série de novas leis como a MP 449 que beneficiam
o setor", disse Galassini. "Resolvido este problema nós faremos a
incorporação integral da cooperativa", assegurou. A administração deste
passivo continua com a cooperativa de Goioerê.
O arrendamento
das unidades de recebimento de grãos e da fiação a Coagel, segundo ele,
é uma forma de não deixar os produtores desamparados e de que toda a
estrutura não seja sucateada. "Havia um problema de bairrismo que não
deixava as negociações avançarem, mas a situação chegou a tal ponto que
não houve outra saída", completou. O presidente da Coamo informou que,
a partir de segunda feira, todos os cargos gerenciais serão assumidos
por funcionários da Coamo e que espera, inclusive, uma adesão maior que
atrair os atuais 2.500 associados da cooperativa de Goioerê ao quadro
da Coamo. "Como ela opera em sete municípios, há muitos agricultores
filiados a outras cooperativas que certamente vão passar para o nosso
lado porque gostam do sistema que adotamos para trabalhar", argumentou.
O contrato de arrendamento garante a exploração de toda a
estrutura de recebimento, armazenagem e processamento pelo período de 7
anos. O valor que será pago não foi divulgado. Os maiores problemas
financeiros enfrentados pela Coagel referem-se a financiamentos antigos
no Banco do Brasil, em processo de execução, e a dívidas tributárias
com o INSS.
Galassini informou também que além de toda a
estrutura de apoio da Coamo aos produtores rurais, haverá a necessidade
de alguns investimentos na área de logística e recebimento da produção.
"A Coagel foi criada e se desenvolveu numa época em que sua região era
grande produtora de algodão. Certamente será necessário algum
investimento já que não há mais algodão na região".
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 11)(Norberto
Staviski)
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Correpar
FEIJÃO CARIOCA:
Na última quinta-feira a maioria dos compradores saiu definitivamente
do mercado houve um volume muito bom de ofertas em todo o interior de
SC, PR, GO e MG. A melhor mercadoria está sendo colhida no PR. Ainda
não foi identificado nenhum lote de mercadoria melhor que padrão nota
8,5 para embarque nas fontes de GO e MG. Para os lotes de mercadoria
nota 9 ou melhor certamente haverá compradores esta semana. Os estoques
não são grandes, mas tudo indica que os empacotadores vão trabalhar
negativos, ou seja, esperando os pedidos e somente após saindo para as
compras. No horizonte imediato não se percebe indícios de
nenhuma
movimentação positiva nos preços para o produtor. A
recomendação
é de uma comercialização o mais rápida possível no momento da colheita.
Os produtores de menor quantidade podem recorrer a Conab ao Programa de
Aquisição de Alimentos – Compra Direta da Agricultura Familiar, onde
cada produtor pode vender para o Governo até R$ 3.500,00
aproximadamente 40 sacos.
FEIJÃO PRETO:
No RS seguem os compradores recebendo bom volume da região. Poucos
volumes seguem do Paraná para lá. Agora inicia a oferta de feijão vindo
a Argentina poderá deixar o mercado ainda mais tranqüilo, pois não há
nenhuma necessidade de estocagem. O mesmo raciocínio toma conta dos
demais players do mercado. Comprava-se com facilidade lotes de feijão
na última quinta-feira por R$ 70,00 até R$ 75,00 dependendo do volume e
prazo. Mercado segue bem abastecido.
PEP
- PRÊMIO DE ESCOAMENTO DE PRODUÇÃO - Próximo leilão dia 07 de maio. R$
8,16 /60 Kg para Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal: R$ 6,90 p/ 60
kg Paraná e Santa Catarina; R$ 7,62 /60 Kg e Rio Grande do
Sul.
DF/GO 1.500.000 T, MG 2.000.000 T, PR 5.500.000 T, RS 1.000.000 T e SC
2.000.000 T.
FIQUE DE OLHO –
Muitos empacotadores têm preferido cada vez o serviço especializado de
uma corretora aos compradores free-lance depois de inúmeros problemas
entre eles os trabalhistas e também pela dificuldade de estar em vários
locais ao mesmo tempo, como agora, em que as ofertas
surgem
em diversos pontos do Brasil a Correpar Corretora especializou-se nos
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Folha de S. Paulo
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, NA RAPOSA/SERRA DO SOL
Índios
da terra indígena Raposa/Serra do Sol, no nordeste de Roraima, negociam
uma parceria com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
para aumentar a produção agrícola da área.
O CIR (Conselho Indígena de Roraima) afirmou que foi procurado por representantes dos sem-terra no final do ano passado, logo após a primeira fase do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), que confirmou a demarcação contínua da reserva e determinou a saída dos não índios. A operação de retirada começou na semana passada e deve durar 30 dias.
Segundo Dionito de Souza e Djacir Melquior, do CIR, os sem-terra propõem dar assistência técnica gratuita para desenvolver o plantio de arroz orgânico -sem uso de agrotóxicos e sementes transgênicas.
No mês passado, dois técnicos do MST do Rio Grande do Sul foram até a Raposa, onde avaliaram as condições para desenvolver esse tipo de cultura, já praticada em larga escala pelos sem-terra gaúchos.
Também deram uma espécie de palestra para alunos de uma escola técnica indígena, dentro da reserva, e se ofereceram para doar sementes de arroz. Souza disse serem mil sacas. Melquior falou em 500.
O próximo passo do acordo, cuja data ainda não foi marcada, deve ser a visita de uma comissão de índios a assentamentos. Se as sementes forem doadas, um técnico irá até Roraima para assessorar sua utilização.
Os líderes do CIR disseram que a relação com os sem-terra não será política e que o único objetivo é ajudá-los a desenvolver economicamente a reserva, que tem 1,7 milhão de hectares. "Nunca nos deixamos levar por ninguém", afirmou Souza. "Não estamos dando terra", disse Melquior. A presença do MST em Roraima é pequena.
A capacidade de os cerca de 20 mil índios sobreviverem sozinhos na área foi um dos principais argumentos usados para a permanência dos arrozeiros. Eles dizem ser os responsáveis pela renda e infraestrutura do território.
O governador do Estado, José de Anchieta Júnior (PSDB), disse na semana passada que a região se transformará em um "zoológico humano". Para Paulo César Quartiero, principal líder dos fazendeiros, os índios voltarão à "Idade da Pedra".
Os indígenas discordam e dizem já ter começado um planejamento para se sustentarem e terem lucro com a terra. Para isso apostam na união e em recursos públicos. Recentemente, criaram uma federação para congregar as principais entidades. Quanto ao dinheiro, afirmam ter obtido a promessa de repasses de R$ 2,4 milhões, até 2010, por meio do programa Territórios da Cidadania, do governo federal.
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