Assessoria de Comunicação Social

4 de junho de 2009




Destaques

DESTAQUES

Produtor questiona Brasil Foods

Gazeta do Povo

Líderes pedem socorro ao governo federal. Compra da Sadia pela Perdigão atrasa recuperação dos preços rebaixados no setor

Os sunicoultores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul reuniram-se ontem em Curitiba e decidiram questionar as consequências da fusão entre a Sadia e a Perdigão. Eles temem por uma queda ainda maior nos preços. Os representantes do setor dizem que as cotações abaixo dos custos se transformaram num pesadelo para os suinocultores.

As promoções a partir de R$ 4 o quilo nos supermercados mostram que a oferta continua elevada e, na outra ponta da cadeia, quem produz o alimento reclama de um prejuízo avaliado em R$ 0,60/kg ou até R$ 65/animal. A compra da Sadia pela Perdigão, para a formação da Brasil Foods, é vista como agravante, que pode atrasar a recuperação dos preços que tradicionalmente ocorre com a chegada do frio.

O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Irineu Wessler, reclama que não há garantia de preço ao produtor. “O suinocultor não está mais aguentando. A diferença passou de R$ 2,3/1,70 (custo/preço recebido) para R$ 2,20/1,60”, disse. Ele defende que o governo federal lance um preço de referência em torno de R$ 2,30.

A crise da suinocultura se acentuou no primeiro semestre deste ano no Paraná, com uma queda de 21,6% nas exportações na comparação com o mesmo período de 2008. Nos 12 meses do ano passado, a redução nos embarques foi de 12,7%.

No Paraná, segundo maior produtor de suínos do país, atrás apenas de Santa Catarina, as reclamações vêm surtindo efeito. O governo do estado promete estender à suinocultura o desconto de até 60% na energia elétrica usada durante a noite nos criadouros. Além disso, estuda desde março a inclusão de carne suína na merenda escolar.

“Vamos marcar audiências com os ministros da Agricultura, Economia e Planejamento para mostrar nossa situação”, disse o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Norte do Paraná, José Luiz Vicente da Silva. Ele acredita que a pressão pode fazer com que as indústrias reajustem os preços pagos ao produtor.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdecir Luis Folador, atribui a crise diretamente à indústria. “A fusão da Sadia e da Perdigão não é saudável para o setor produtivo. Não vai significar aumento de renda para a suinocultura e avicultura. Eles terão mais poder para ditar os preços.” A fusão ainda vai passar por avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os representantes das indústrias têm alegado que os preços atendem à relação entre oferta e demanda e avaliam que a formação da Brasil Foods por Sadia e Perdigão traz segurança ao setor.

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Notícias Sistema FAEP


Senadora Kátia Abreu lança “CNA em Campo”, em Toledo

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, lança nesta quinta-feira (4), em Toledo, o programa CNA em Campo. Ela será recebida pelo prefeito, José Carlos Shiavinato, às 17h30, na Prefeitura do município. O presidente da Câmara Municipal, Renato Reinann e o promotor de Meio Ambiente de Toledo, Giovani Ferri também participam da audiência.

Acompanhada do presidente do Sistema da Federação da Agricultura do Estado Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, ela participa da abertura do CNA em Campo, na sexta-feira (5/6), às 8h30, no Sindicato Rural onde faz a palestra “O papel da agropecuária no desenvolvimento socioeconômico do País”.   

A programação da presidente da CNA no Paraná inclui também os municípios de Londrina e Campo Mourão.

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CNA discute medidas para safra 2009/2010 com ministro do Planejamento  

Agência CNA

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, pediu na quarta-feira (3) o apoio do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as duas medidas que visam facilitar o acesso do produtor à contratação de novos financiamentos para a safra 2009/2010, diante da dificuldade do produtor obter novos recursos.  A primeira é a alteração da Resolução 3499, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece critérios de classificação de risco para operações de crédito rural, renegociadas ou prorrogadas. A outra é a criação de um fundo garantidor, para evitar a inadimplência dos produtores mutuários junto aos bancos.

“A intenção do governo é facilitar o acesso ao crédito e resolver os problemas do setor”, disse Paulo Bernardo no encontro, que aconteceu na sede da CNA, em Brasília. Apesar da Resolução 3499 prever que as operações renegociadas ou prorrogadas no âmbito do CMN não sofram rebaixamento no risco, Kátia Abreu relatou que a aplicabilidade desta norma não tem funcionado na prática. Desta forma, um mutuário com mais de um contrato no mesmo banco tem todas as operações reclassificadas para níveis de maior risco ao renegociar ou prorrogar um destes empréstimos.

Em relação ao fundo, a proposta tem o objetivo de assegurar o volume de recursos necessários ao aprovisionamento das operações de crédito rural, que é o percentual de recursos reservado pelos bancos para os contratos no caso de inadimplência.  Quanto mais elevado o risco, que varia de AA (mínimo) a H (máximo), maior o valor aprovisionado, o que faz com que os bancos fiquem desestimulados a conceder novos empréstimos.  Segundo a senadora, o fundo está sendo formatado com a ajuda do Banco do Brasil, do Ministério da Agricultura e da CNA e será apresentado aos ministérios da Fazenda e do Planejamento com o objetivo de amenizar os riscos dos agricultores.

Em uma apresentação feita a Paulo Bernardo, Kátia Abreu revelou que a dificuldade de obter novos empréstimos aumentou principalmente nas safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006, diante de fatores como as adversidades climáticas ocorridas no Sul e em Mato Grosso do Sul, que acarretaram perda de 12 milhões de toneladas na produção, o surgimento da ferrugem asiática, praga que afetou a lavoura de soja e provocou prejuízo de mais de 10,9 milhões de toneladas, e as oscilações no câmbio (que foi alto durante o plantio e baixo na época de colheita). A perda de Produto Interno Bruto (PIB) neste período totalizou R$ 23,8 bilhões.

Em razão destes motivos, explicou Kátia Abreu, aumentou o nível de inadimplência dos agricultores, que tiveram dificuldade de honrar o pagamento dos financiamentos nos bancos. Conseqüentemente, continuou, elevou-se o percentual de operações de crédito com alto risco de inadimplência. Na carteira de agronegócio do Banco do Brasil, por exemplo, este índice, que era de 3% em 2003, subiu para 14,5% no ano passado.

A presidente da CNA também aproveitou o encontro para falar da necessidade de diálogo do setor rural com mais segmentos do governo. “Queremos fortalecer este diálogo para modernizar o setor rural”, enfatizou a senadora. Para ela, a relação dos produtores com estes setores ficará mais sólida por meio das ações de transparência do setor, como a transformação dos produtores em pessoas jurídicas, e dos diversos programas desenvolvidos pela entidade, voltados para a responsabilidade social.  
Participaram do encontro o 1º Vice-Presidente da CNA, Ágide Meneguette, e os Vice-Presidentes Executivos da entidade, José Ramos Torres de Melo Filho, Assuero Doca Veronez, Carlos Rivaci Sperotto e Júlio da Silva Rocha Júnior.

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Previsão do tempo

O tempo continua frio no Paraná nesta quinta-feira (4). A massa de ar começa a se deslocar para o Oceano Atlântico, mas ainda há ocorrência de geadas em grande parte do Estado. As temperaturas seguem baixas e mesmo com a presença de sol, o frio é intenso.

Curitiba              2°C    16°C
Paranaguá          11°C    19°C
Londrina             5°C    20°C
Maringá              6°C    19°C
Cascavel             4°C    18°C
Foz do Iguaçu      5°C    19°C
Ponta Grossa      1°C    16°C
Guarapuava         0°C    16°C

Fonte: Simepar.

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Coluna Mercado

Mercado de Commodities Agrícolas

Soja - O mercado da soja operou com oscilações ao longo do pregão desta quarta-feira (03 de junho).   Os contratos futuros para agosto/09 encerraram o pregão a US$ 25,06 por saca, correspondente ao dólar vigente a R$ 49,23 por saca.   No mercado doméstico os preços também variaram, em linha com a Bolsa de Chicago, com queda nos preços em quase todas as praças paranaenses.   Na região Norte do Estado, preço de referência a R$ 49,00 por saca.  Em Cascavel base de preço a R$ 48,00 por saca.  No Porto de Paranaguá, média de R$ 52,00 por saca.
Milho – O atraso no plantio de milho nos Estados Unidos pressionou os preços do grão na Bolsa de Chicago.   O mercado entendeu que poderá acontecer uma migração para a cultura da soja, haja vista que o período técnico recomendado para o plantio já expirou em 31 de maio passado.   Com isso, os contratos para o segundo vencimento, setembro de 2009, foram negociados a US$ 10,45 por saca, equivalente ao dólar vigente a R$ 20,62 por saca.

Gilda M. Bozza
Economista
DTE

Clipping dos Jornais

AGROECONOMIA INTERNACIONAL

Rússia libera importação de carne suína de SC

Folha de São Paulo

Frigoríficos de Santa Catarina serão autorizados pelo governo russo a exportar carne suína para o país. O anúncio foi feito ontem na Rússia, onde o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) está em missão oficial.

De acordo com o Ministério da Agricultura, os estabelecimentos habilitados serão divulgados até a próxima semana.

Os russos embargaram em 2005 a compra de carne brasileira sob a alegação de que o país possuía focos de febre aftosa. A medida provocou perda de US$ 1,3 bilhão.

O embargo acabou em 2007, mas os frigoríficos não foram habilitados a exportar a produção suína.

Para o presidente da Abipcs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Pedro de Camargo Neto, as autorizações russas corrigem uma "anomalia" que impedia o acesso dos produtores de SC ao principal mercado da carne suína brasileira.

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Rússia deve retomar a compra de suíno de SC

Valor Econômico

A Rússia vai habilitar já nos próximos dias frigoríficos de Santa Catarina para exportação de suínos, segundo o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, que visita o país com um comitiva de técnicos. Em março, os russos pediram que o próprio Ministério da Agricultura brasileiro fizesse as inspeções e indicasse as plantas que teriam condições sanitárias e técnicas para exportar a seu mercado. De acordo com o diretor-executivo do Sindicarnes-SC, Ricardo Gouvêa, houve visitas a 11 frigoríficos catarinenses e nove foram aprovados pelo governo brasileiro.

Não havia ontem informações de quantas unidades os russos habilitarão. "Sabemos apenas que algumas serão habilitadas imediatamente e outras terão ainda que resolver algumas pendências", disse Gouvêa. Segundo ele, os russos deverão divulgar as unidades aprovadas na semana que vem.

O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, disse que a notícia de retomada veio em bom momento porque a gripe A (H1N1), chamada inicialmente de gripe suína, derrubou a demanda e os preços. Segundo ele, no mercado interno o quilo da carcaça estava há 45 dias em R$ 3,50 e há poucos dias era vendido a R$ 2,80.

Em nota, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Suínos (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, diz que com a habilitação será "corrigida uma injustiça com alguns estabelecimentos".

Santa Catarina já foi o maior Estado exportador de carne suína do país, mas teve suas vendas ao mercado russo suspensas em dezembro de 2005 após casos de aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná.

Também na Rússia, Stephanes disse que o Brasil pode importar entre 1 milhão e 3 milhões de toneladas de trigo do país, segundo a agência russa Interfax. Após reunião com a ministra russa da Agricultura, Yelena Skrynnik, em Moscou, Stephanes explicou que as importações do trigo russo serão definidas com base no histórico das compras realizadas na Argentina. O governo avalia importações de trigo de outros países, já que há menor disponibilidade do cereal argentino após queda na produção no país vizinho. Ele disse que análises técnicas do trigo russo estão sendo realizadas e acrescentou não ter dúvidas de que haverá progresso nessa área. Também afirmou que contratos podem ser assinados para a compra de fertilizantes russos.

O ministro brasileiro também pediu a Moscou que modifique suas cotas tarifárias para carnes, o que permitiria ao Brasil elevar suas exportações ao país.(Com Reuters)

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BIOENERGIA

Etanol de segunda geração próximo de se tornar viável

Valor Econômico

Bettina Barros, de São Paulo

Um modelo viável para a produção do etanol de segunda geração - produzido a partir de biomassa - deverá ser apresentado no Brasil já em meados do ano que vem. Essa é a expectativa da empresa dinamarquesa de enzimas industriais Novozymes, um dos principais "players" na corrida internacional por combustíveis alternativos ao petróleo.

Até lá, o laboratório brasileiro da empresa, em Curitiba, deverá superar o maior dos obstáculos nas pesquisas científicas em geral: a viabilidade tecnológica do novo produto. Diferentemente do etanol de primeira geração, feito a partir do caldo da cana (técnica largamente dominada), o de segunda geração ainda não encontrou a sua "mistura óptima" - o que, no jargão químico, significa o coquetel de enzimas perfeito que dê a esse novo etanol as características desejadas.

Encontrar essa tecnologia, diz a empresa, implica custos altos de pesquisa. "Por enquanto, estamos falando de um negócio com potencial gigante, mas que ainda não existe", disse ao Valor Pedro Luiz Fernandes, presidente regional para América Latina da Novozymes. "O grande desafio, o determinante nesse negócio todo é o custo da nova tecnologia".

A Novozymes investe globalmente de 13% a 14% de seu faturamento total em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de enzimas para diversos setores, incluindo para fins energéticos. Isso representará, para este ano, aproximadamente R$ 500 milhões. As enzimas são obtidas através de microorganismos, como fungos, leveduras e bactérias.

A primeira experiência de produção de etanol de segunda geração da empresa no Brasil teve início há quase três anos por meio da parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), lembrado pela excelência em pesquisas com cana-de açúcar. Em janeiro passado, a parceria colocou de pé o projeto-piloto para a produção de mil litros por dia de etanol feito a partir do bagaço da cana, em Piracicaba, interior de São Paulo.

O CTC trabalha essencialmente com o aprimoramento da técnica de explosão a vapor do bagaço da cana. Essa é a preparação do material, uma etapa crucial no processo, que então é enviado para os laboratórios da Novozymes no Paraná e na Dinamarca.

A Novozymes utiliza em suas pesquisas a técnica conhecida como hidrólise enzimática - o uso de enzimas na conversão da biomassa em açúcar. Estima-se que cada tonelada de cana gere, em média, 250 quilos de bagaço. A empresa não informa o custo atual de produção de litro de etanol de segunda geração. "Até o final do ano deveremos ter esses números", afirmou Nilson Boeta, superintendente do CTC.

O mercado, no entanto, presta máxima atenção nos desdobramentos das políticas externas para o uso desses novos combustíveis. Em visita ao Ethanol Summit, realizado em São Paulo, o CEO e presidente mundial da Novozimes, Steen Riisgaard, lembrou as diretivas dos EUA adotadas pelo governo Barack Obama para consumo de etanol de segunda geração: 100 milhões de galões em 2010, pulando para 16 bilhões de galões em 2022. "Eles não terão como produzir esse volume. É uma oportunidade para o Brasil exportar etanol de segunda geração", disse Riisgaard.

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COMMODITIES

Oferta em alta.

Valor Econômico

O preço do açúcar no mercado internacional encerrou o dia ontem com a maior queda em dois meses. Há sinais de que o Brasil, maior produtor mundial, está ampliando a oferta da commodity em um momento em que, por conta das altas recentes das cotações, a demanda retraiu-se um pouco, disseram analistas à Bloomberg. Segundo Michael McDougall, vice-presidente sênior da corretora Newedge, em Nova York, o andamento da colheita no Brasil está duas semanas adiantado em relação ao ritmo registrado nessa mesma época em 2008. Em Nova York, os contratos para outubro caíram 42 pontos, para 16,17 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos saiu por R$ 43,61, queda de 0,71%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

Teste do frio no Brasil. As lavouras de café de São Paulo, Paraná e Minas Gerais possivelmente passaram bem pelo teste do frio da madrugada entre terça e quarta-feira, segundo afirmou à Bloomberg Joel Burgio, meteorologista da Meteorlogix em Lexington, Massachusetts (EUA). Com isso, a pressão sobre os preços ficou menor, e o café fechou o dia em baixa no mercado internacional. Em Nova York, os contratos para setembro caíram 360 pontos, para US$ 1,4035 por libra-peso. Em Londres, a baixa dos papéis para setembro foi de US$ 11, para US$ 1.548 por tonelada. O avanço do dólar também pesou para a baixa dos preços, a exemplo do que ocorreu com outras commodities. No mercado doméstico, a saca de café de 60 quilos foi negociada por R$ 268,67, baixa de 2,24%, segundo o índice Cepea/Esalq.

Fundos vendem papéis. Não houve ontem grandes novidades sobre os fundamentos de oferta e demanda no mercado de suco de laranja concentrado e congelado, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, mas, sob a influência negativa exercida por outros mercados, a commodity encerrou a sessão em baixa. As quedas generalizadas ocorreram principalmente em virtude da valorização do dólar. Com isso, os fundos especulativos liquidaram suas posições, disseram analistas à agência de notícias. Em Nova York, os contratos de suco de laranja com vencimento em setembro fecharam em baixa de 95 pontos, aos 95,90 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 3,72, de acordo com o Cepea/Esalq.

Baixa como a de janeiro. Em dia de quedas generalizadas, o preço do algodão no mercado futuro também registrou baixa pronunciada - e, como nos outros mercados, o declínio foi creditado à valorização do dólar a mais acentuada desde janeiro. "É o dinheiro especulativo que está puxando o algodão para baixo", disse à Bloomberg Hibbie Barrier, diretor da Avondale Partners em Nashville, Tennessee (EUA). "Quando o dólar está em baixa, eles [especuladores] compram. Quando o dólar sobe, eles aliviam suas posições". Em Nova York, os contratos da fibra com vencimento em outubro recuaram 292 pontos, para 58,01 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão encerrou o dia negociado por R$ 1,2406 por libra-peso, uma queda de 0,63%, segundo o índice Cepea/Esalq.

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Vaivém das commodities

Folha de São Paulo

CHUVA ATÍPICA

Os produtores de grãos do oeste baiano estão vivendo uma situação bastante atípica: chuva em junho. Os pioneiros da região -que chegaram há cerca de 30 anos- são unânimes em dizer que nunca tinham visto tal fenômeno. Além dos efeitos indesejáveis sobre a safra de algodão, o excesso de chuva está prejudicando também a Bahia Farm Show, que se realiza nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

FEIRA FECHADA

O excesso de chuva obrigou a Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia) a fechar o acesso do público à feira, liberado ainda na parte da manhã, quando a chuva diminuiu.

PODE SER IGUAL

A brasileira Galvani, uma das líderes na entrega de fertilizantes na região oeste da Bahia, não prevê queda no uso desse insumo pelos produtores neste ano. A estrutura de entrega, porém, volta à de anos anteriores, quando a maioria dos produtores deixava para fazer as encomendas no segundo semestre.

À ESPERA

Celso Domingos Fajardo, diretor comercial da Galvani, diz que, com a queda do dólar e da matéria-prima, o produtor adia as compras. Enquanto isso, aguarda a evolução dos preços da soja em Chicago. Essa pode ser uma estratégia de risco.

RISCOS

Do lado do produtor, o risco vem da redução dos preços da soja em Chicago, quando estiver mais bem definida a safra dos EUA, que começa a chegar ao mercado a partir de setembro. Do lado da indústria, vai haver um gargalo, devido à forte concentração das entregas em um período muito curto.

FATIA MAIOR

Com presença em vários Estados, a brasileira Galvani se prepara para crescer acima da taxa de evolução do mercado e obter fatia maior na produção e na distribuição de fertilizantes, mesmo estando disputando espaço com gigantes internacionais. Fajardo acredita que esse é um setor que ainda terá boa evolução devido à demanda mundial por alimentos.

ESPERANÇA

Após um período de custos elevados e preços baixos, os produtores de café voltam a olhar para o setor com mais esperança, diz João Lopes Araújo. Com o suporte do governo, estoques baixos e safra reduzida, a saca de café voltou a beirar R$ 300, valor antes previsto apenas para novembro.

NOVOS PROJETOS

Araújo diz que a alta do café no mercado interno começa a compensar a queda do dólar, mesmo que a moeda dos EUA fique em R$ 1,90. Ele acredita que há espaço para uma leve retomada de projetos no setor.

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Governo amplia apoio a produtor familiar afetado pelo clima

Valor Econômico

Mauro Zanatta, de Brasília

O Ministério do Desenvolvimento Agrário anunciou ontem a ampliação do socorro aos produtores familiares prejudicados pela estiagem na região Sul e pelas enchentes no Norte e Nordeste do país. O governo elevou o auxílio em R$ 150 milhões. Assim, o volume disponível soma R$ 1,1 bilhão.

Os produtores terão uma linha emergencial de crédito de R$ 380 milhões. Agora, cada família poderá contratar até R$ 2 mil com taxa de juros de 0,5% ao ano e prazo de pagamento de dois anos. O governo ampliou os descontos nas parcelas de 144 mil contratos de custeio do Pronaf não cobertos por seguro. Há R$ 594 milhões nesse situação.

Serão aplicados descontos de 30% para quem quitar a parcela em 2009. Se prorrogar a dívida, o produtor terá rebate de 20% em 2010, 15% em 2011 e 10% em 2012. O Estado da Paraíba também foi incluído na área de abrangência do socorro aos atingidos por enchentes no Nordeste.

As medidas foram ampliadas para municípios com situação de emergência ou estado de calamidade homologadas até 28 de maio pela Defesa Civil. O prazo anterior era até 13 de maio.

O governo informa já ter liberado R$ 454 milhões do seguro oficial (Proagro) até 4 de maio. O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniram Peraci, explica que as novas medidas foram necessárias em razão da continuidade dos fenômenos climáticos. "Ainda tem muitos municípios entrando em situação de emergência no Norte e Nordeste. No caso do Sul, percebemos que o limite por família era pouco", diz. Os municípios em situação de emergência somam 257 no Rio Grande do Sul, 130 em Santa Catarina, 36 no Paraná e nove em Mato Grosso do Sul.

O governo já havia prorrogado o vencimento das parcelas do custeio até 1º de agosto no Sul e 1º de outubro no Norte e Nordeste. Os produtores devem comparecer às agências bancárias para formalizar o pedido de renegociação.

As parcelas de investimento e de custeios já rolados em anos anteriores também foram prorrogadas para o fim dos contratos. Há R$ 961 milhões derivados de 123 mil contratos nessa situação. Para a região Sul, o governo também iniciou a venda de milho ao preço mínimo de R$ 16,50 para garantir a alimentação dos animais. Cada produtor terá até 50 sacas de milho. O governo gastará R$ 50 milhões com a medida.

O ministro do Desenvolvimento Agrário em exercício, Daniel Maia, informou que a situação ainda é grave e requer novas medidas de apoio do governo. Para ele, os descontos "aliviam" a situação financeira e garantem a continuidade da produção. "O MDA entende que a grande dificuldade dessas famílias é hoje se manter diante dos prejuízos causados pela seca ou enchente e continuar produzindo", afirma.

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DEFESA SANITÁRIA

Falta de vacina prorroga a campanha contra aftosa no PR

Gazeta de Povo


A campanha contra a aftosa teve de ser prorrogada por uma semana em 40% do Paraná apesar de a exigência de vacinação ter sido reduzida à metade do rebanho. Pela primeira vez, só o gado com menos de 2 anos tinha de ser imunizado. Porém, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), houve falta de vacinas nas regiões de Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul, Toledo, Umuarama – que abrangem 163 dos 399 municípios do estado. O primeiro prazo para vacinação e comprovação começou dia 1.º e terminou em 31 de maio. O novo prazo para compra e aplicação vai até sábado, dia 6.

“Com menos gado para vacinar, o pessoal que usava os quites de 50 doses passou a procurar os de 10 doses. A necessidade de quites pequenos se tornou maior e, por isso, houve falta”, explica o veterinário da Seab Walter Ribeirete. Ele sustenta que não há risco de a abrangência ficar abaixo de 95%. Tradicionalmente, o estado imuniza mais de 98% de suas 10 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. Os fiscais vão usar os cadastros da campanha passada, realizada em novembro, para identificar propriedades que não vacinaram ou não recadastraram seus rebanhos. Mesmo quem não tinha gado para vacinar – caso dos rebanhos com todos os animais acima de 2 anos – precisa fazer o recadastramento. A multa por animal não vacinado está em R$ 87,27. Em novembro, o produtor terá de vacinar novamente 100% do rebanho no Paraná. Os especialistas acreditam que o animal vacinado a vida inteira continua imune se receber apenas uma dose por ano.

Três revendedores contatados pela Gazeta do Povo disseram que a falta de vacinas deve-se a um atraso na entrega de pedidos de 1 mil a 3 mil doses, considerados pequenos. Eles afirmam que os medicamentos estão chegando nesta semana. O material vem de São Paulo, da Central de Selagem instalada pelas indústrias do setor em Vinhedo. A central informa que há vacinas mais do que suficientes para todos os estados. O Brasil é considerado o maior produtor de vacinas contra a aftosa do mundo, com capacidade para 500 milhões de doses/ano.

A vacinação reduzida foi aprovada pelos criadores. “Foi sensacional. Tivemos que aplicar vacina só em metade do gado”, afirma o criador de nelore de Campo Mourão Valmor Júnior da Silva. A cada 100 cabeças, a economia é de mais de R$ 300, considerando a vacina e o serviço. Silva ajuda a organizar uma exposição que deve reunir 800 bovinos entre os dias 29 de junho e 5 de julho em Campo Mourão e conta que as exigências sanitárias para chegada e saída de animais não mudaram. “Pelo contrário, estão cada vez mais fortes”.

“Praticamente todo mundo conseguiu vacinar dentro do prazo. A chuva pode ter atrapalhado um ou outro criador”, acrescenta o pecuarista Wanderlei Portela, de Laranjeiras do Sul. A região de seu município também ganhou uma semana extra de prazo. Na campanha de novembro, vacinou 95% do rebanho de 527 mil cabeças, um dos piores índices do estado.

Um pecuarista de Peabiru (Centro-Oeste) que não quis se identificar, conta que deixou de imunizar sete bezerros de sua propriedade. Ele se defende dizendo que ao procurar três vezes pelo produto, em postos de venda da cidade, não encontrou as vacinas. “Os vendedores disseram que a vacina estava em falta nos laboratórios. Pretendo vacinar ainda essa semana.” Os animais, segundo ele, são para abastecer a propriedade com carne e leite.

Já o agricultor João de Deus da Fonseca, de Campo Mourão, conta que teve sorte ao encontrar na cooperativa a vacina para os seus seis bezerros. “O pessoal comentou da falta do produto, mas quando fui comprar, encontrei a vacina com certa abundancia”, diz ele. Ainda assim, Fonseca esqueceu de vacinar um bezerro que teria nascido no dia 28 de maio. Agora, vai aproveitar a prorrogação para fazer a imunização completa do rebanho.


Mudança gradual

Para o diretor da Sociedade Rural do Paraná (SRP) Luigi Carrer Filho, a vacinação segue cumprindo seu papel de tornar o rebanho do Paraná sanitariamente confiável no exterior. “Os proprietários são conscientes da vacinação e, graças a isso, estão ocorrendo essas mudanças para que o estado se torne gradualmente livre da aftosa sem vacinação.” No entanto, ele considera que o trabalho de imunização é apenas parte do processo.

A ocorrência de aftosa em 2005 fez com que o estado ficasse impedido de exportar para a Europa até setembro do ano passado. Em nove meses, apenas 18 propriedades entraram para a lista de fornecedores da União Européia. As fazendas só podem se candidatar se estiverem no Sisbov.

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FEIJÃO

Feijão

Correpar


FEIJÃO CARIOCA: Lentamente o mercado reflete nas madrugadas em São Paulo a maior procura de feijão nas fontes. Porém, fica desde já o alerta aos produtores e comerciantes para que evitem correr a mandar feijão para aquela praça, pois já se conhece o efeito desta atitude. Infelizmente comerciantes que estão sedentos por algum lucrinho depois da longa parada no mercado, certamente irão a algum momento levar um volume para São Paulo maior do que aquela praça é capaz de absorver em um dia. Assim os empacotadores farão bem estocar algum volume maior neste momento, pois ao que parece feijão nota 9, ou melhor, seco será uma mercadoria que seguirá com pouca oferta. Ontem R$ 85,00 foi vendido com facilidade no interior de São Paulo. R$ 70,00 - R$ 75,00 em MG e GO.

FEIJÃO PRETO: Mercado vai se mantendo com menos oferta e os negócios reportados ontem ficaram no Paraná ao redor de R$ 70,00 e alguns negócios posto São Paulo e Rio entre R$ 75,00 e R$ 78,00. A mesma cotação vale para Minas Gerais. Veja abaixo matéria de nosso colaborador da Argentina.

FIQUE DE OLHO: O governo federal vai aplicar neste mês em AGF de feijão no PR, SC, RS suficiente para adquirir cerca de 233.000 sacos de feijão. Assim o governo continua buscando enxugar o mercado procurando dar o equilíbrio necessário a este mercado. Os recursos foram aprovados na semana passada, após reunião entre representantes da Conab, Banco do Brasil e ministérios da Agricultura e da Fazenda.

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GRÃOS

Estoque baixo pode motivar disparada da soja

Valor Econômico

Os preços internacionais da soja poderão explodir neste verão [no Hemisfério Norte] por causa da deterioração dos estoques dos Estados Unidos antes da entrada da nova safra do país, no outono. O risco é elevado por causa dos problemas climáticos que afetaram a safra latino-americana (principalmente na Argentina) que está terminando de ser colhida e da até agora forte demanda da China.

Na bolsa de Chicago, as cotações aumentaram cerca de 40% desde o início de março. Nesta semana, os contratos futuros com vencimento em julho superaram US$ 12 por bushel, maior patamar em oito meses (ver matéria abaixo). Julho é um bom termômetro porque é justamente quando o hiato da oferta ficará mais claro.

"O mercado está em missão de reconhecimento", afirma Greg Wagner, analista sênior da Ag Resource, em Chicago. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta que os os estoques americanos cairão para 3,53 milhões de toneladas no fim do ciclo 2008/09, em algumas semanas, mas consultorias privadas como a Informa Economics, acredita em um volume menor.

A estimativa do USDA significa que os estoques americanos representarão 4,3% do consumo anual do país, o menor nível em mais de quatro décadas, e qualquer declínio mais acentuado poderá tornar a oferta preocupantemente apertada no país.

Como as exportações americanas seguem acima das previsões do governo dos EUA, Wagner afirma que há uma clara possibilidade de que o quadro de oferta e demanda fique tão apertado quanto no ano passado, quando o bushel do grão atingiu sua máxima histórica e superou US$ 16 em Chicago.

Richard Feltes, chefe de pesquisas da MF Global, estima que as cotações poderão atingir entre US$ 12,80 e US$ 13,50 por bushel neste verão, impulsionando os preços de outras commodities que competem por área com o grão.

Entretanto, Anne Frick, analista sênior de oleaginosas da Bache Commodities, diz que os preços da soja estão vulneráveis a reveses como pequenos incrementos na oferta, e que tais reveses podem reverter a tendência. Entre eles, destaca, está a possibilidade de a China adiar compras até a próxima safra americana estar à disposição, o que se dará entre outubro e novembro próximos.

A China representa quase metade das importações globais de soja, e suas compras aumentaram 36,2%, para 13,9 milhões de toneladas, no primeiro quadrimestre sobre igual período de 2008.

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Após seca, geada em série amplia prejuízos no campo

Gazeta do Povo


Nem bem os produtores paranaenses acabaram de calcular os danos causados pela estiagem de março e abril ao milho safrinha e já estão tendo que refazer as contas. Depois de três geadas seguidas, muitos agricultores começam a contabilizar novos prejuízos por causa do clima frio que atinge as principais regiões produtoras de milho de inverno do Paraná desde o início da semana. Conforme o Instituto Meteorológico Somar, as áreas mais afetadas foram as de baixada localizadas na porção Centro-Oeste do estado, como os municípios de Palotina, Toledo, Cascavel e Campo Mourão.

As geadas chegam quando 65% das lavouras de milho safrinha – que se estendem por 1,5 milhão de hectares – estão vulneráveis. Essas áreas estão em desenvolvimento vegetativo (2%), floração (13%) e frutificação (50%). Há ainda 35% das lavouras em maturação, fase em que as plantas ficam menos suscetíveis a perdas, mas ainda assim não ficam imunes ao clima frio, informa o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab). Teoricamente, escaparam apenas os 2,2% já colhidos.

No ano passado, a safrinha paranaense já havia sido prejudicada pelo frio. Na época, as perdas registradas foram de 12%, com colheita de 5,7 milhões de toneladas em 1,6 milhão de hectares. Neste ano, o clima úmido nos dias anteriores às geadas agravou a situação, explica a agrônoma do Deral Margorete Demarchi. “O retorno das chuvas em maio aliviou a estiagem, mas acabou potencializando as perdas com as geadas. Úmidas, as plantas ficam ainda mais suscetíveis ao frio”, relata.

Somente com a seca, sem considerar as geadas, o clima adverso já reduziu em 23% a safrinha paranense. Conforme projeção mais recente do Deral, divulgada no início do mês, o estado tinha potencial para colher até 6,4 milhões de toneladas do cereal na segunda safra de 2009, mas não colherá mais que 4,9 milhões, uma quebra de 23%.

Há também risco de prejuízos qualitativos à produção, pois há previsão de chuva para o estado nos próximos dias. O milho atingido pelas geadas fica “machucado” e a umidade pode ser uma porta de entrada para doenças. Segundo o Somar, as precipitações retornam ao Paraná neste final de semana e se intensificam na segunda e terça-feira. O clima volta a ficar mais seco na metade da semana que vem, com a chegada de uma nova frente fria à região Sul do país.

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