


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 253,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 730,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 57,30/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 90,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 27,00/sc |

DESTAQUES
AGRICULTURA FAMILIAR
AGROECONOMIA INTERNACIONAL
AVICULTURA
BIOENERGIA
BIOTECNOLOGIA
BOVINOCULTURA DE LEITE
CAFÉ
COMMODITIES
FEIJÃO
GRÃOS
OPINIÃO
PISCICULTURA
SUINOCULTURA
Técnicos da FAEP participam nesta sexta-feira (04), em Cascavel, de
palestras sobre temais atuais que interessam o setor agropecuário. Pela
manhã, o economista Nilson Hanke Camargo falará sobre nota fiscal do
produtor. Já o economista Pedro Loyola vai expor sobre endividamento e
Plano Safra 2008/2009.
Promovidas pelo Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Oeste do
Paraná (Nurespop), as palestras serão dirigidas a presidentes de
sindicatos rurais da região. Na parte da tarde, em palestra promovida
pelo Sindicato Rural de Cascavel, Loyola voltará a falar sobre
endividamento e Plano Safra para produtores rurais da região.
O Paraná poderá ser beneficiado com cerca de 12% a
13% dos recursos previstos para a Agricultura Familiar. O presidente
Luis Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (03), em
Brasília, a liberação de R$ 13 bilhões em financiamento para incentivar
o aumento da produção de alimentos na pequena propriedade.
Os juros para o custeio irão variar de 1,5% a 5,5% ao ano conforme a
renda do agricultor. No Paraná, o volume de recursos que poderá ser
captado varia entre R$ 1,4 bilhão a R$ 1,5 bilhão, calculou o
secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Com
informações da Agência Estadual de Notícias.
Foi publicado do Diário Oficial da União nº 122 a portaria 94 que submete à consulta pública pelo prazo de 30 dias (a contar da data de sua publicação, ou seja, a partir do dia 27 de junho) o Projeto de Instrução Normativa e Anexos, que estabelece os critérios e procedimentos a serem adotados para extrapolação de limites máximos de resíduos para culturas que hoje se ressentem de poucas opções de produtos registrados para o seu manejo fitossanitário.
Tal realidade tem se configurado como um verdadeiro
obstáculo ao desenvolvimento das chamadas pequenas culturas. Hoje o que
acontece é o fato de determinado produto possuir registro para uma
cultura, porém não para outra, que possui as características
similares de cultivo ou mesmo pertencem à mesma família. A
consulta publica em questão abre a possibilidade de haver um a correção
desta situação.
As sugestões, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas à
Coordenação Geral de Agrotóxicos e Afins, por fax no número
61-3223-5341, ou para o email: cga@agricultura, ou ainda para o
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Esplanada dos
Ministérios, Bloco D, Anexo B, sala 340 – A, CEP 70.043-900 – Brasília
- DF
Quem tiver armas de fogo com registro estadual poderá
recadastrá-las, gratuitamente, através de registro federal, até o prazo
de 31 de dezembro. O recadastramento é obrigatório e quem não o fizer
poderá incorrer em crime por posse ilegal de armas, cuja pena varia de
um a três anos de prisão, mais multa.
Até 31 de dezembro, os donos de armas também estão isentos de testes de
habilidade psicológica e técnica. É necessário apenas apresentar um
documento de identidade, comprovante de residência e a documentação da
arma. A partir de janeiro de 2009, os exames serão obrigatórios e os
testes vão custar entre R$ 60 e R$ 80.
As mudanças estão na Lei 11.706, de 19 de junho de 2008,
sancionada pelo Presidente da República. Os formulários e procedimentos
para a renovação ou recadastramento de armas de fogo devem ser obtidos
junto à Polícia Federal.
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Folha de Londrina
Do total de R$ 78 bilhões anunciados pelo governo para a safra 2008/09, cerca de R$ 10 bilhões devem ficar no Estado
Do total de R$ 78 bilhões previstos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2008/09, lançado ontem em Curitiba pelo presidente Lula, cerca de R$ 10 bilhões devem ficar no Paraná. A previsão é que o pacote beneficie cerca de 370 mil produtores rurais paranaenses, dos quais 200 mil ligados à agricultura familiar. Estes pequenos produtores devem ficar com R$ 1,5 bilhão, enquanto o restante (cerca de R$ 8,5 bilhões) deverá beneficiar a agricultura empresarial. Historicamente, o Paraná tem abocanhado entre 10% e 12% do total liberado pelo governo federal para os planos safra.
As regiões que mais tomam crédito agrícola na agricultura familiar é o eixo Cascavel-Guarapuava, seguido pelo Sudoeste e Norte Pioneiro. Na agricultura empresarial, os financiamentos ocorrem mais nas regiões dos Campos Gerais, Cascavel, Toledo, Campo Mourão, Londrina e Maringá. A previsão do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, é que este pacote alavance em cerca de 5% a produção estadual na safra 2008/09, o que corresponde a 1,5 milhão de tonelada. ''A produtividade do feijão, do trigo e do leite, por exemplo, vai crescer mais, agora a produtividade da soja não há muito espaço para crescer porque o Paraná já tem um bom padrão tecnológico'', avalia.
Os números mostram que, apesar de o Estado ser o maior produtor de grãos do País, ainda há grande espaço para aumentar a produção, principalmente, nas regiões com menor produtividade. Com a utilização de tecnologia eficiente, auxílio da assistência técnica e da extensão rural e uso de insumos, a produção de feijão poderia expandir em 90%, que é a diferença entre a maior e a menor produtividade. Já o milho teria potencial de expansão entre 35% e 40%; o trigo entre 25% e 35%; e a soja de 13% a 15%. ''A produção paranaense pode aumentar verticalmente, há espaço para todas as culturas'', salienta Francisco Nestor Simioni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Para o secretário Bianchini a agricultura familiar será bastante beneficiada com o crédito para investimentos, como a compra de tratores e de maquinários para ordenha mecânica, no caso da pecuária leiteira. ''Neste caso os juros são de 2% ao ano e este programa é semelhante ao já lançado aqui pelo governo estadual. Com certeza este plano irá contribuir para aumentar a produtividade da agricultura familiar'', observa. As apostas do governo também estão no aumento da produtividade pecuária e do rebanho. ''Tivemos um forte abate de matrizes. Agora com os bons preços acreditamos que os pecuaristas vão voltar a investir na atividade e aumentar o confinamento'', avalia.
O Estado tem cerca de 200 mil propriedades de atividade pecuária distribuídas em 6 milhões de hectares. A média varia entre 1,5 e 2 unidades animal por hectare. O número está bem acima da média nacional, mas a estimativa é que possa chegar a três cabeças por hectare. Além disso, a expectativa é que os programas de financiamento contribuam também para a redução da área de pastagens degradadas, estimada em 35% do total. Estes locais estariam, principalmente, na Região Noroeste do Estado, onde o solo é arenito e, por isso, mais favorável à erosão. ''Estamos em um novo ciclo de preços altos. A tendência é que caia o índice de abate de matrizes com a valorização do boi gordo, mas o problema é que os custos subiram muito, somente o preço do sal mineral dobrou'', comenta Adélio Ribeiro Borges, médico veterinário do Deral.
AGRONEGÓCIO
Plano Agrícola e Pecuário 2008/09
- Os recursos para custeio e comercialização neste ano aumentaram 12% com relação a 2007;
- Os limites de crédito para a agricultura familiar variam de R$ 1,5 mil a R$ 100 mil;
- O prazo para pagamento varia entre 9 e 10 meses, que são 60 dias pós-colheita;
- Os juros para custeio variam de 1,5% a 5,5%; para investimentos as taxas vão de 1% a 5% ao ano;
- Para a chamada agricultura empresarial a taxa de juros varia de 6,25% a 6,75% ao ano;
- Para a agricultura empresarial há limites por cultura:
Soja: entre R$ 300 mil e R$ 400 mil
Milho: de R$ 450 mil a R$ 550 mil
Feijão, arroz, mandioca e sorgo: entre R$ 300 mil e R$ 400 mil
Cana-de-açúcar: R$ 200 mil
Pecuária bovina, bubalina, leite, corte, aves e suínos: de R$ 150 mil a R$ 200 mil
- Para o plantio de feijão há uma linha especial. Isso significa que se o produtor rural estourar o crédito para financiamento de outras culturas, poderá financiar mais recursos somente para o plantio de feijão. A partir deste financiamento a meta do governo federal é aumentar entre 30% e 40% a produção nacional de feijão;
- A dívida dos agricultores paranaenses é de cerca de R$ 6 bilhões; cerca de 110 mil agricultores estão sem crédito;
Fonte: Deral/Seab
Fernanda Mazzini
Reportagem Local
VALOR ECONÔMICO - Patrick Cruz
Um projeto conjunto entre o Ministério da Agricultura e os sindicatos que representam as indústrias de defensivos, rações e saúde animal deve destravar a burocracia das importações feitas por companhias desses setores. Batizado de "Linha Verde", o projeto, descrito na Instrução Normativa nº 40, publicada na terça-feira no Diário Oficial, passará a valer a partir de agosto.
Com o acordo, uma lista de 184 produtos não exigirá mais a vistoria dos lacres dos contêineres em que são transportados. Essa simples verificação atrasa o desembaraço das cargas, que chegam a ficar até 15 dias à espera de liberação, segundo Sílvia de Toledo Fagnani, gerente de comércio exterior do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).
Em portos, aeroportos e fronteiras, a fiscalização ficará concentrada na verificação dos documentos das cargas. Em vez de checar os lacres dos contêineres, a fiscalização do conteúdo das cargas será feita na linha de produção das indústrias. "Hoje, os fiscais visitam as indústrias até quatro vezes por ano. Com o projeto, a freqüência deverá crescer", diz a gerente do Sindag.
A liberação das cargas com mais rapidez poderá colaborar para a melhora do nível dos estoques das indústrias, que, em função da demanda mundial crescente, têm ficado sempre apertados. A maior celeridade também deverá ter como conseqüência a queda dos custos com armazenagem - e, em conseqüência, a redução no preço final dos produtos. "O preço pode até não cair, mas o projeto vai ao menos evitar novas altas", afirma Silvia.
Quase 80% dos 184 produtos listados na Instrução Normativa fazem parte da cadeia de industrialização de defensivos agrícolas. Entre esses produtos está o glifosato, matéria-prima largamente usada na produção de herbicidas. Na lista estão apenas os produtos básicos, usados para posterior formulação no mercado interno. A inclusão dos produtos já acabados nessa listagem pode ocorrer no futuro. Também foram excluídos os chamados produtos biológicos.
No total, o mercado brasileiro de defensivos importa cerca de US$ 2 bilhões ao ano, entre genéricos e produtos básicos. O porto de Santos é a principal porta de entrada das importações do setor, que ocorrem em sete Estados. Em 2007, o setor movimentou US$ 5,4 bilhões no Brasil. Os genéricos responderam por US$ 2,9 bilhões, ou 54,6% do total.
Para o presidente, a redução do peso do ICMS é "um quê" que está faltando para o plano agrícola
O ESTADO DE SÃO PAULO - ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um apelo aos governadores para que reduzam em seus Estados o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre máquinas e implementos agrícolas para o setor da agricultura familiar. Lula fez o apelo ao discursar no lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar e do Programa Mais Alimentos, em cerimônia no Museu Nacional.
Na discurso, Lula disse que a redução do peso do ICMS é "um quê" que está faltando. O Programa Mais Alimentos põe à disposição dos pequenos agricultores uma linha de crédito para compra de equipamentos agrícolas, inclusive tratores, com desconto. Nesse programa, os agricultores contam também com os benefícios de um acordo feito entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Asssociação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para redução dos preços e de um convênio com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimac).
Ao pedir a redução do ICMS, o presidente voltou-se para os dois governadores presentes - o do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e o da Bahia, Jaques Wagner (PT) - e disse: "Penso que haverá compreensão dos governadores."
Também presente à cerimônia, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse em seu discurso que o governo, no Plano Safra da Agricultura Familiar, reduziu em cerca de 50% todos os juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e brincou, afirmando que isso era "uma homenagem merecida" ao vice-presidente da República, José Alencar. O vice riu, e todos os presentes riram: desde o primeiro mandato do presidente Lula, Alencar critica a política de juros, que considera elevados.
VALOR ECONÔMICO - Mauro Zanatta
Na mesma linha de elevar a produção para reduzir o impacto da carestia dos alimentos nos índices inflacionários, o governo confirmou na quinta-feira os planos de "modernização" da agricultura familiar com base no modelo de forte mecanização adotado pelo agronegócio empresarial.
O orçamento para investimento nas pequenas propriedades crescerá R$ 1,2 bilhão, chegando a R$ 6 bilhões no ano-safra 2008/09, iniciado em 1º de julho. No total, o segmento familiar terá R$ 13 bilhões para financiar operações de custeio e comercialização da safra.
Mas a idéia de "acabar com a agricultura de subsistência", defendida pelo presidente Lula no lançamento do Plano de Safra 2008/09, acendeu um debate ideológico ao chocar-se com a posição política dos movimentos sociais ligados ao campo, que rejeitam o modelo empresarial. "Os mini-produtores não vão deixar de existir. Temos é que acabar com a idéia de que o familiar produz só um saquinho de feijão, uns litros de leite", diz o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel dos Santos. "Isso afeta a questão política".
O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil), Altemir Tortelli, diz que o setor "não tem nada a aprender" com o agronegócio empresarial. "Trabalhamos a auto-suficiência e a produção de excedentes para melhorar o padrão de vida. Se o Lula acha que só interessa o empresário, ele está errado", diz. "Não queremos aprender nem reproduzir o modelo do agronegócio, com agrotóxicos e custos de produção altíssimos".
No discurso do presidente, o novo plano da agricultura familiar "é o mais sólido" dos últimos anos porque permitirá o "salto de qualidade" e a "noção do potencial produtivo" do setor. "Se [o produtor] planta dez, vamos plantar 20", disse. O governo espera adicionar 18,6 milhões de toneladas anuais à produção da agricultura familiar até 2010. "É igual ao consumo de dois meses e meio do Brasil", disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
O plano de mecanização da produção familiar, similar ao "Moderfrota" oferecido aos empresários a partir de 1998, prevê um forte subsídio ao financiamento de tratores, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Um acordo inédito firmado com a indústria (Abimaq) permitirá descontos médios de 15% para até 20 mil tratores com potência de até 75 cavalos.
Os empréstimos de até R$ 100 mil por beneficiário terão juros anuais de 2%, dez anos de prazo para pagar e três de carência. Até 2010, o governo prevê financiar 60 mil tratores e 300 mil equipamentos agrícolas com R$ 25 bilhões de orçamento para investimentos no campo. "Agora, teremos crédito rápido, fácil e barato para alavancar as vendas", comemorou Francisco Maturro, diretor da indústria Marchesan, dona da marca Tatu.
Nos planos do governo, estão o fortalecimento da assistência técnica com reforço de orçamento. Serão usados R$ 397 milhões para azeitar as ações de uma rede estimada em 30 mil extensionistas. A Embrapa ganhará R$ 15 milhões para ajudar na difusão tecnológica. "Sem isso, não funcionaria", afirmou o secretário de Agricultura Familiar, Adoniran Sanches.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário prevê ainda a ampliação do seguro rural de crédito e de renda dos produtores, e elevação dos recursos para a compra direta da produção familiar via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A Companhia Nacional de Abastecimento terá R$ 623,3 milhões para comprar uma lista de 15 produtos do segmento. "Com seguro e compras garantimos a renda do produtor", disse Sanches. Neste ano, a Conab também comprará R$ 700 milhões em produtos do setor para a merenda escolar.
Gazeta do Povo
Os pequenos agricultores parananenses terão à disposição entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão para custeio, investimento e comercialização da produção da próxima safra. A estimativa é do Secretário da Agricultura do estado, Valter Bianchini, que participou do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, ontem, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano prevê investimentos totais de R$ 13 bilhões até junho de 2009, quando se encerra o ciclo agrícola. Desse montante, conforme o secretário, quase 11% devem ser aplicados no Paraná.
Segundo Bianchini, as medidas anunciadas ontem vão beneficiar cerca de 320 mil pequenos produtores do estado. Espalhados por todo o território paranaensse, esses agricultores produzem, principalmente, frutas, leite, feijão, mandioca, hortaliças, aves e suínos e respondem por metade do Valor Bruto de Produção (VBP) estadual, com receita total de aproximadamente R$ 17,5 bilhões na safra 2007/08.
A agricultura familiar, aliás, é a grande aposta do governo para elevar a oferta de alimentos e ajudar a conter a alta da inflação. Entretanto, vai contar apenas com R$ 1 bilhão a mais para o financiamento da próxima safra. Parte desse adicional deverá ser corroída pelos custos mais elevados para a produção, devido ao aumento do preço do petróleo e fertilizantes no mercado internacional. No lançamento do programa, batizado de “Mais Alimentos”, Lula afirmou que não há “nenhum motivo para se perder meia hora de sono” com a inflação.
No dia em que o barril de petróleo cravou novo recorde, o presidente criticou a especulação no mercado futuro de commodities e acusou alguns setores de lucrarem com a expectativa de alta da inflação. Para Lula, há pessoas no país que estão querendo “ganhar dinheiro” às custas do temor de volta da inflação e antecipando aumento de preços. O presidente disse que pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um diagnóstico sobre os motivos da especulação.
Feijão
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, previu que os preços do feijão, produto que teve forte influência na elevação dos índices de inflação, vão cair num prazo de até 180 dias, resultado das medidas de incentivo à produção. Stephanes rebateu as críticas de que as medidas de apoio à agricultura são “tímidas” e assegurou que, se for necessário, o governo vai aportar mais recursos para o campo.
A importância da produção da agricultura familiar, que responde por 70% do consumo de alimentos dos brasileiros, como a “salvação da lavoura” para o combate da inflação dominou os discursos no lançamento do programa.
Gazeta Mercantil
A
China passou de terceiro para o principal destino das exportações do
agronegócio brasileiro neste ano, o que representa uma grande
possibilidade de redução a curto prazo do déficit comercial do Brasil
com a China, de acordo com informação do Ministério da Agricultura.
À frente de Estados Unidos e Países Baixos, a China comprou até maio deste ano US$ 3 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, 86,62% a mais do que importou no mesmo período de 2007, de acordo com comunicado do Ministério.
A soja foi o principal produto importado pelo país asiático, o que representou no ano passado 60,6% do total exportado dos produtos exportados para a China, ou US$ 2,83 bilhões.
O segundo principal produto com o mesmo destino foi a celulose, com US$ 423 milhões; o couro bovino, com US$ 413 milhões; e o óleo de soja bruto, com US$ 310 milhões.
Segundo o Ministério, desde 2007 a balança comercial entre os dois países vem sendo superavitária em favor da China. Diante desse cenário, o país tem agora a intenção de triplicar as exportações brasileiras e atrair mais investimentos chineses para o Brasil, de acordo com o programa "Agenda China" lançado ontem após estudos em conjunto entre os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e das Relações Exteriores (MRE).
Entre os 619 produtos classificados pelo estudo como prioritários para o Brasil exportar ao mercado chinês, estima-se que a China deva importar US$ 200 milhões de carne suína nos próximos anos. O Brasil é hoje o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo e alcançou US$ 1,2 bilhão em 2007.
Já as importações chinesas de carne de aves cresceram 183%, saltando de US$ 323,7 milhões para US$ 916,3 milhões no período entre 2005 e 2007.
"A intensificação do comércio com a China, contudo, depende de acordos sanitários", destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Reuters)
VALOR ECONÔMICO - Arnaldo Galvão
Foi aprovada na Câmara de Comércio Exterior (Camex) na quinta-feira portaria que estabelece um regime de distribuição das cotas de exportação de carne de frango para a União Européia para indústrias brasileiras. A partir de outubro, 90% do volume será dividido entre as empresas exportadoras com base na performance histórica de suas vendas à UE nos últimos três anos. Os restantes 10% serão reserva técnica para a entrada de novos exportadores. As informações são da secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, e do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Segundo Barral, a cota é "expressiva" em relação ao volume de vendas de carnes de aves para o mercado da UE. A cota é de 342.584 toneladas para o período entre 30 de junho de 2008 e 1º de julho de 2009. São 79.477 toneladas de peito de frango cozido, 92.300 toneladas de peito de peru e 170.807 de peito de frango salgado.
Ele informou que a decisão da Camex procurou atender às reivindicações dos exportadores que enfrentavam queda significativa em suas receitas devido à pulverização das licenças de importação. Atualmente as cotas são administradas pela UE, que concede as licenças aos importadores. Esse sistema fez a indústria deixar de ganhar até US$ 500 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). Ainda não foi definido, segundo os critérios aprovados, que volume caberá a cada empresa.
De acordo com o que foi apurado pelo Valor, entre 17 empresas que exportam frango para a UE, sete são favoráveis a esse sistema, quatro concordam com ressalvas - querem saber que volume terão dentro da cota antes de aprovar a medida - e seis são contra por acreditarem que têm o direito de exportar o volume que desejarem.
Para exportação de frango ao bloco foram criadas pela UE para compensar Brasil e Tailândia depois que os dois países venceram disputa contra a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2005. Nesse contencioso, envolvendo o frango salgado, a OMC considerou ilegal a mudança de classificação tarifária do produto pela UE, o que elevou a taxa de importação de 15,4% para 75%.
Em nota, a Abef disse que a decisão "atende a um importante pleito do setor e irá corrigir distorções que levaram principalmente a uma baixa artificial dos preços do produto brasileiro".
FOLHA DE SÃO PAULO
Em meio a uma campanha da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) para promover o álcool de cana brasileiro nos Estados Unidos, um grupo de empresas do setor de alimentos pede a redução da tarifa sobre o produto no país. Entre as companhias que querem o fim da tarifa de US$ 0,54 por galão de álcool, estão Coca-Cola, Pepsico e Tyson Foods.
O grupo argumentou, em nota, que a isenção "vai beneficiar os norte-americanos por introduzir concorrência a um produto que tem grande demanda, além de reduzir a pressão sobre o álcool feito de milho e os estoques do grão". Eles também acreditam que a liberação da taxa sobre o álcool de cana reduziria os preços do milho.
Para o grupo, a lei agrícola aprovada recentemente, que determina a tarifa, eleva a competição por álcool de milho, levando a uma "imprevisível e severa inflação de alimentos".
A campanha da Unica, voltada aos consumidores de gasolina da Flórida e Califórnia, usa o mesmo mote, ligando a tarifa à alta dos preços do milho, do álcool e da gasolina.
Especialistas como Joe Petrowski, executivo-chefe da petrolífera Gulf Oil, acreditam que a medida surtiria efeitos. "Estamos em uma crise energética séria, e retirar a tarifa do álcool brasileiro seria um primeiro passo importante."
Alta nos alimentos
Um relatório do Banco Mundial (Bird) obtido pelo jornal britânico "The Guardian" diz que os biocombustíveis aumentaram em 75% os preços dos alimentos no mundo.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o relatório não foi publicado para evitar uma saia justa entre o Bird e o governo dos EUA. O presidente George W. Bush é um dos principais incentivadores do uso do álcool, e os EUA são um dos maiores financiadores do Bird.
O estudo diz que a alta da renda nos países em desenvolvimento não levou a grandes aumentos no consumo global de grãos nem foi importante na elevação dos preços.
VALOR ECONÔMICO
O governo britânico diz estar pronto para discutir um eventual papel maior dos alimentos geneticamente modificados no país, disse o ministro do Meio Ambiente, Phil Woolas. O debate em torno dessas variedades cresce diante do cenário de escassez de alimentos no mundo. Mas não é só ele. O premiê Gordon Brown deve sugerir no futuro próximo a redução de alguns produtos transgênicos utilizados para a ração animal.
VALOR ECONÔMICO - Alda do Amaral Rocha
O movimento de consolidação no setor de lácteos alterou o comportamento dos preços do leite no país e tem reflexos negativos nas já apertadas margens das indústrias.
Nos Estados que registraram operações importantes de aquisições, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, os preços do leite pagos ao produtor ficaram mais firmes que em outras regiões brasileiras. Agora, por exemplo, quando as cotações já começam a arrefecer em bacias leiteiras como Goiás, os valores ainda estão estáveis ou até sobem nessas regiões onde aumentou a disputa por matéria-prima.
Outro efeito da consolidação - iniciada no segundo semestre de 2007 - é uma oferta elevada de lácteos atualmente, o que deixa as indústrias estocadas. Segundo fontes do setor, algumas empresas que foram vendidas ampliaram a captação de leite para "fazer faturamento" e ficarem mais valorizadas na hora da negociação.
Maurício Nogueira, especialista em leite da Scot Consultoria, afirma que antes da onda de aquisições, os preços eram praticamente iguais em São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Isso mudou depois que empresas começaram a comprar unidades em outros Estados para "equilibrar o mix". "[O preço em] Goiás foi o primeiro que caiu. São Paulo e Minas estão mais caros".
Esse movimento das empresas para garantir matéria-prima beneficia os produtores de leite, observa Nogueira. Mas do lado das indústrias de lácteos, que têm as margens tradicionalmente pequenas, o novo quadro não agrada. Um empresário paulista diz que os preços ao produtor hoje estão "artificialmente" altos.
Segundo ele, diante do cenário de oferta elevada de matéria-prima no Brasil e mercado internacional menos aquecido que no ano passado, os preços pagos aos produtores não deveriam estar tão mais altos que em 2007.
Levantamento da Scot mostra que em Minas Gerais, o valor pago em junho passado - pelo leite entregue em maio - é 22,5% superior ao de igual mês do ano passado. Isso apesar de a produção de leite estar em alta. Segundo o IBGE, no primeiro trimestre deste ano, os laticínios sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal adquiriram 4,893 bilhões de litros de leite, aumento de 9,2% sobre o mesmo período de 2007.
Os preços ao produtor mais aquecidos em São Paulo também são resultado do decreto do governo paulista, que elevou de 7% para 18% o ICMS do leite longa vida proveniente de outros Estados e zerou o ICMS do produto processado em São Paulo. Isso valorizou os preços do leite ao pecuarista do Estado.
"Há empresas trabalhando com margens muito baixas ou negativas", comentou o empresário. Um executivo da indústria em Minas diz que a margem líquida das empresas do setor "em anos bons" alcança 5%. Hoje está na casa dos 2% a 3%. As margens também estão mais apertadas porque a alta dos preços do leite longa vida no varejo já faz o consumidor se retrair. Com isso, as indústrias perdem poder de barganha nas vendas às redes e ao atacado. Em junho, segundo a Scot, os preços no atacado paulista recuaram 0,7%.
Diante do quadro menos favorável para a indústria de lácteos - e quando a capacidade de fazer caixa de uma empresa como a Parmalat é colocada em xeque -, há quem acredite que a euforia das aquisições dará lugar a uma postura mais cautelosa por parte das empresas. De qualquer forma, dificilmente o ritmo de operações de 2007 e do primeiro semestre deste ano se repetiria. Uma das mais agressivas em aquisições nesse período foi a Perdigão, que comprou a Eleva, com unidades no Rio Grande do Sul e Goiás, e a Cotochés, em Minas Gerais. Já a Parmalat comprou a paulista Só Nata, a Ibituruna em Governador Valadares (MG), além do negócio Poços de Caldas, da Danone.
Outra atuação agressiva teve a gaúcha Bom Gosto, que desde julho de 2007 já fez quatro aquisições. A empresa comprou em Minas a DaMatta e o Laticínios Santa Rita. No Rio Grande do Sul, adquiriu a Nutrilat e a Coorlac. Além disso, o Bertin comprou a Vigor em outubro passado, a Nilza ficou com a mineira Montelac, numa disputa com a Parmalat este ano e a GP Investimentos, adquiriu o goiano Morrinhos.
VALOR ECONÔMICO - Mônica Scaramuzzo
O atraso na colheita de café arábica em São Paulo e Minas Gerais já está afetando as exportações brasileiras do grão, mas, em compensação, tem dado suporte aos preços internacionais da commodity. Maior produtor e exportador mundial do grão, o Brasil é, neste momento, com o início da safra 2008, o fiel da balança no mercado global.
Levantamento feito pelo Escritório Carvalhaes, de Santos (SP), mostra que os embarques de junho somavam 1,326 milhão de sacas de 60 quilos até o dia 26, com recuo de 12,5% sobre o mesmo período de maio.
Tradicionalmente, os preços do café arábica recuam durante o período de colheita no país, entre maio e agosto. Mas, como os trabalhos estão em ritmo lento, por causa da maturação tardia dos grãos, as cotações ganharam recentemente fôlego nas bolsas. Nos últimos 30 dias, os preços futuros do arábica acumulam alta de 11,45%, na bolsa de Nova York. Na quinta-feira, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,5190 a libra-peso, recuo de 405 pontos. Segundo analistas de mercado, a queda desta quinta-feira refletiu as notícias de clima seco para os próximos dias sobre os cafezais do país.
"A colheita está atrasada em quase um mês", diz Gil Barabach, analista de café da Safras&Mercado. Até o dia 24 de junho, a coleta do tipo arábica no país estava 35% completa, ante 47% do total no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da consultoria. Os cafezais do robusta, localizados no Espírito Santo, com início da colheita em março, não foram tão afetados. Até o dia 24 de junho, 74% do total estava concluído, contra 79% do mesmo período de 2007.
Segundo Barabach, o longo período de seca entre agosto e setembro do ano passado prejudicou a florada dos cafezais. "As chuvas ocorreram somente a partir de outubro. Por causa disso, a colheita tem sido selecionada, somente para a retirada dos grãos cereja [maduro]", diz. O ideal é que chova no período de florada dos grãos, entre os meses de agosto e setembro.
Apesar da recuperação dos preços do grão no mercado internacional, os ganhos dos produtores têm sido minados pela desvalorização do dólar frente ao real e aumento dos custos de produção, com a forte alta dos insumos, sobretudo de fertilizantes.
A colheita seletiva de grãos também tem encarecido os custos com a mão-de-obra, observa Barabach. Quando a maturação do grão é uniforme, a coleta é feita pelo sistema de derriça (retirada total dos grãos das árvores), com desembolsos menores.
A produção no Brasil está estimada em 45,544 milhões de sacas de 60 quilos, 35% maior que em 2007/08, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Safras&Mercado estima oferta de 50,4 milhões de sacas.
VALOR ECONÔMICO
Realização de lucros
O feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, comemorado nesta sexta-feira, e a seqüência de altas no mercado futuro de cacau, que levou o preço da commodity nesta semana para seu maior patamar desde 1980, motivaram um forte movimento de realização de lucros na quinta-feira, de acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de cacau com vencimento em setembro recuaram US$ 112, para US$ 3.136 por tonelada. Em Londres, os contratos que também vencem em setembro encerraram em baixa de 62 libras esterlinas, para 1.659 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada na quinta-feira, na média, por R$ 77,25, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Chuvas tropicais
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta na quinta-feira, impulsionados por especulações de que uma chuva tropical vinda do Atlântico poderá prejudicar os pomares da Flórida, segundo maior produtor mundial de laranja, informou a agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,2970, com alta de 80 pontos. A chuva tropical, batizada de Bertha, pode ou não , atingir a Flórida. Mesmo assim, o mercado está de olho no impacto do clima sobre os pomares americanos. A região da Flórida foi atingida por fortes furacões entre 2004 e 2005, danificando os pomares e quebrando a produção. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 10,38, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Sinal de alerta
A preocupação com a queda na produtividade da soja devido às inundações no Meio-Oeste americano puxou na quinta-feira mais uma alta do preço da commodity, que voltou a estabelecer novo patamar recorde de preço. Os investidores também continuaram a digerir os dados de queda na área de plantio apresentados na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em agosto encerraram a quinta-feira a US$ 16,49 com a alta de 9,50 centavos de dólar. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada por R$ 46,30 na quinta-feira, acima dos R$ 45,80 do dia anterior, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Demanda crescente
Os preços futuros do trigo fecharam em alta na quinta-feira, pelo terceiro pregão consecutivo, com especulações de que a queda do dólar irá elevar a demanda por grãos e cereais americanos, informou a agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para setembro encerraram a US$ 9,1225 o bushel, com aumento de 7,50 centavos. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 8,8750 o bushel, com alta de 7,25 centavos. Na semana passada, as exportações americanas de trigo ficaram em 668,1 mil toneladas, com aumento de 34% sobre a semana anterior, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 39,66, com ligeira queda de 0,03%, de acordo com o Deral.
FOLHA DE SÃO PAULO - MAURO ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br
PÉ NO ACELERADOR
O setor de máquinas e equipamentos segue em ritmo bem acima do previsto. De janeiro a junho, o setor colocou 20,11 mil tratores no mercado, 48% a mais do que em igual período do ano passado, quando as vendas já estavam aquecidas.
EFEITO PREÇO
Os bons preços no setor de grãos estão dando novo fôlego também aos investimentos em grandes máquinas. No primeiro semestre deste ano, a indústria colocou 2.090 colheitadeiras no mercado, 121% a mais do que de janeiro a junho de 2007.
VOLTA AO PASSADO
No ritmo atual de demanda, as indústrias vão chegar a patamares de produção superiores aos de 1970, pelo menos em potência total das máquinas. Naquela década, os subsídios do governo eram maiores e os tratores tinham menor potência.
ISENÇÃO
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) quer incluir a isenção de PIS/Cofins ao milho, ao sorgo e à soja. Ele apresentou emenda que propõe a inclusão desses grãos na medida provisória nº 433, que prevê a suspensão da cobrança de PIS/Cofins na farinha de trigo, no trigo "in natura" e no pão francês.
SUSPENSOS
Os leilões de arroz dos estoques do governo federal foram suspensos por 30 dias, quando serão leiloadas 50 mil toneladas armazenadas no RS e 10 mil em SC. Julho é um período de baixo consumo devido às férias, segundo produtores.
CHILE E SUÍNOS
O governo chileno anunciou a habilitação de dois frigoríficos exportadores de carne suína de Santa Catarina. Para Pedro Camargo, da Abipecs, a abertura, após longa e injustificada demora, representa um importante passo, mas foram apenas duas unidades.
SEM TRANSPARÊNCIA
"A autoridade sanitária do Chile deixa de atuar com transparência e nível técnico -que esperamos de um país vizinho- e insiste em administrar o comércio por meio de medidas sanitárias", diz Camargo Neto. O Ministério da Agricultura deve pedir explicações do porquê da restrição aos demais frigoríficos, diz.
EM ALTA
A soja não pára de subir e atingiu US$ 16,58 por bushel ontem em Chicago. Já em Nova York, a tendência foi de queda, com recuos de 3,1% no cacau e de 2,5% no café.
SADIA INVESTE
A Sadia vai construir um abatedouro de frangos e uma fábrica de rações em Campo Verde (MT). Os investimento estão estimados em R$ 630 milhões e a capacidade de abate será de 500 mil frangos por dia.
CORREPAR
FEIJÃO CARIOCA:
O leilão realizado ontem visou estimular o plantio no centro-oeste.
Apesar da recomendação de R$ 120,00 por saca, feita pelo IBRAFE(
Instituto Brasileiro do Feijão e Legumes Secos) bem como pela Câmara
Setorial, o valor decidido como garantia foi de R$ 90,00, assim o
efeito foi zero nesta tentativa dada à situação do campo neste momento.
A recomendação de que o governo sinalizasse com R$ 120,00 foi feita com
ressalva que mesmo nesta hipótese seria apenas um sinal ao produtor de
que valeria a pena investir em feijão ainda para 2008. Em nenhum
momento o objetivo foi o de formar estoque. Jornalistas mal informados
erroneamente noticiaram que seria para estocagem. Seria um atestado de
insensatez enorme retirar do mercado uma quantia de 50.000 tons quando
o mercado está pronto para voltar a ter momentos de ebulição a qualquer
momento. No mercado imediato o saldo de oferta em São Paulo foi de
17.000 sacas. Os preços fecham a semana na faixa de R$ 195,00.
FEIJÃO PRETO: Feijão preto muito calmo. Continua com idéia de piso para negócios em R$ 150,00 por saco. Aguarda-se alguma procura um pouco maior a qualquer momento, porém os indicadores da indústria em geral apontam a força da inflação como motivo para desaceleração e com impacto até mesmo no feijão.
Gazeta do Povo
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta quinta-feira que pode haver uma queda nos preços do feijão em até 180 dias (seis meses). Segundo ele, os preços podem recuar porque a produção deve aumentar devido às medidas de estímulo à produção anunciadas nesta quarta-feira em Curitiba. A principal medida foi a correção de 65% no preço mínimo de garantia.
De acordo com o ministro, a resposta só não será mais rápida porque o sistema de produção de feijão no inverno depende da irrigação e não há grande quantidade de pivôs no país.
Arroz
Sobre o arroz, ele avaliou que houve uma estabilização de preços nas últimas semanas. Stephanes explicou que o cereal é muito consumido no mundo, mas que o produto não é comercializado entre os países.
Gazeta Mercantil
O produtor de soja do Brasil ainda nem começou a semeadura, mas vai plantar a partir do final de setembro com várias incertezas. Entre elas, o tamanho da safra americana e os valores do câmbio e do prêmio na data de entrega do produto, a partir de fevereiro de 2009. Poucos agentes do mercado se arriscam neste momento a dizer ou revelar suas projeções sobre quanto a soja estará valendo no campo no momento da colheita. Mas, segundo a consultoria AgRural, a rentabilidade média será, pelo menos, duas vezes maior do que no ciclo 2007/08.
Os cálculos se referem a Sorriso, município situado a 400 quilômetros da capital de Mato Grosso, Cuiabá, e distante, pelo menos, 2 mil quilômetros do porto marítimo mais próximo, ou seja, trata-se da região com uma das piores logísticas do País. Segundo a AgRural, na safra 2007/08 os produtores desse município tiveram, em média, ganho de R$ 200 por hectare, mesmo com a comercialização antecipada da produção - 78% da safra foi vendida antes da colheita quando os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) estavam abaixo de US$ 12 o bushel (27,2 quilos), cotação que em março, na data de entrega do produto, estava no patamar de US$ 15.
Apesar de não revelar qual é a sua projeção de preço da soja para fevereiro de 2009, a AgRural calcula que a rentabilidade média na safra 2008/09 será de R$ 600 por hectare, considerando custos médios entre os produtores que compraram adubo no início do ano, e os que adquiriram mais ao final do primeiro semestre, quando os preços estavam cerca de 50% maiores. "O produtor que compra fertilizante agora tem custo de produção (variável) próximo de R$ 1,6 mil por hectare. Sua rentabilidade deve ficar próxima de R$ 400 por hectare, o que é menor que a média, mas já significa o dobro da média do ciclo passado", pondera Eduardo Godoi, analista da Agência. Esse resultado será melhor, mesmo considerando uma produtividade média de 52 sacas por hectare, menor do que as 55 sacas registradas na safra 2007/08. Na média, o custo de produção de soja em Sorriso está em R$ 1,41 mil por hectare.
"Esses valores médios são sempre muito questionados, por que não refletem a situação individual do agricultor. Nesse bolo, temos produtores que compraram adubo muito bem e que vão ter rentabilidade de R$ 1 mil por hectare", acrescenta Godoi.
A condição favorável ao cultivo da oleaginosa, mesmo com os custos mais altos, se explica facilmente pela elevação nos preços da soja na CBOT que se refletiram no valor da saca nas principais praças do País (ver gráfico). Em 3 de julho de 2007, a cotação da commodity na bolsa americana era de US$ 8,5575 o bushel (contrato agosto), valor que ontem fechou a US$ 16,49, quase duas vezes maior.
Marcelo Duarte, diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) concorda que, se o produtor pudesse fixar os preços da soja hoje com os atuais custos, o retorno seria positivo. No entanto, a alta volatilidade do mercado de commodities e as incertezas quanto ao câmbio e ao prêmio trazem muita insegurança. "Teoricamente, tudo faz sentido. Mas esse preço atual não está sendo realmente praticado para a próxima safra. E tem muita água para passar debaixo dessa ponte. Sinceramente, eu acho que as chances de o preço cair são muito maiores do que as de ele subir", avalia Duarte.
Outro problema, segundo o diretor da Aprosoja, é a restrição de crédito nesta safra ao produtor e a baixa capitalização da maior parte deles. "Estimamos que vai faltar mais de R$ 2 bilhões para o financiamento desta safra em Mato Grosso. Isso vai resultar em mais concentração na atividade. Os maiores - que têm a acesso a crédito em instituições estrangeiras - vão novamente arrendar terras dos pequenos, que estão descapitalizados e com dívidas contraídas dos resultados negativos das safras anteriores", pondera Duarte.
Levantamento da AgRural mostra que, nas últimas quatro safras de soja em Mato Grosso - especificamente em Sorriso - a rentabilidade foi negativa em duas. No ciclo 2004/05 houve prejuízo de R$ 33 por hectare, na 2005/06 a perda foi de R$ 197 por hectare, cenário que mudou em 2006/07 para R$ 187 e em 2007/08 para R$ 200 por hectare.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Fabiana Batista)
Gazeta Mercantil
A
soja subiu para US$ 16 o bushel pela primeira vez em todos os tempos,
puxada por especulações de que a pior enchente já ocorrida no
Meio-Oeste dos Estados Unidos nos últimos 15 anos vai restringir o
crescimento da produção e dos estoques norte-americanos do grão.
Os produtores norte-americanos deverão colher 96,8% da área plantada com soja, percentual inferior aos 98,1 % previstos anteriormente, disse ontem o Departamento de Agricultura dos EUA (Usda, pelas iniciais em inglês) em seu último relatório. Os campos danificados pela enchente deverão comprometer os aumentos de produção previstos pelo governo norte- americano depois que os agricultores plantaram uma área 17% maior com a oleaginosa esse ano. Alguns campos deverão precisar de replantio.
"A safra de soja está enfrentando dificuldades", disse Ron Mortensen, presidente da Advantage Ag Strategies Ltd. de Fort Dodge, no Estado norte-americano de Iowa. "A produtividade do grão pode se reduzir"'' devido ao plantio tardio, disse.
Os contratos futuros de soja para entrega em agosto, atualmente os mais negociados, subiram ontem 25 centavos de dólar, ou 1,5%, para US$ 16,23 na Bolsa de Contratos Futuros de Chicago (Cbot), depois de alcançar o recorde de US$ 16 o bushel pouco antes. As cotações deram um salto de 15% em junho e de 31% no segundo trimestre, o maior desde junho de 1988. Os contratos futuros mais negociados subiram 88% no último período de 12 meses.
Os agricultores norte-americanos pretendiam semear 74,533 milhões de acres (30,163 milhões de hectares) com soja, e cerca de 95% da safra tinha sido plantada a 29 de junho, deixando um saldo de 3,7 milhões de acres por semear, segundo mostram dados do Usda. "Os dados do avanço (da lavoura) continuam a confirmar um potencial de produtividade abaixo da média", disse Bill Nelson, vice-presidente do Wachovia Securities LLC de St. Louis, no Estado norte-americano de Missouri, em nota encaminhada ontem aos clientes. "Os dados do Usda implicam um potencial de produção de soja de 3 bilhões de bushels ou menos, e esse volume é inferior à demanda prevista pelo Usda, de mais de 3,06 bilhões", afirma Nelson.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Bloomberg News)
O ESTADO DE SÃO PAULO
O
governo lançou um plano de safra com o objetivo de elevar para 150
milhões de toneladas a colheita de cereais, fibras e oleaginosas -
produtos como arroz, feijão, milho, soja, trigo e algodão. Se tudo der
certo, haverá um aumento de cerca de 5% sobre a produção estimada para
este ano, 143,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). O plano é parte do esforço para conter a
inflação, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não é uma
declaração para se levar muito a sério. Se tudo correr bem, será
possível manter um bom abastecimento interno, como neste ano, e para
sustentar um bom volume de exportações, como vem ocorrendo regularmente
há muito tempo. Mas a evolução dos preços dependerá em boa parte do
mercado internacional.
Se houver uma quebra na produção brasileira, as cotações serão pressionadas para cima. Derrubar os preços dos alimentos será mais complicado, mesmo com uma boa colheita: a evolução das cotações dependerá da oferta de outros grandes produtores, como os EUA e a Austrália, do nível dos juros internacionais e do custo dos insumos, a começar pelo petróleo. Na safra 2007-2008, ainda em curso, a produção brasileira deve ser 8,7% maior que a do período anterior, de acordo com a Conab. Não houve escassez de comida e mesmo assim os alimentos encareceram muito.
O plano é bom não porque possa produzir milagres contra a inflação, mas porque ajudará o agronegócio a continuar cumprindo papéis importantes para a economia nacional: abastecer o mercado interno com os melhores preços possíveis, garantir um bom resultado no comércio exterior e contribuir para o crescimento da indústria e dos serviços. De janeiro a maio, o superávit comercial do agronegócio chegou a US$ 22,55 bilhões. Foi 22,58% maior que o de igual período de 2007, enquanto o superávit global do comércio brasileiro encolheu. Teria encolhido muito mais, sem o suporte do agronegócio.
O plano inclui R$ 65 bilhões de financiamentos para a agricultura empresarial e R$ 13 bilhões para a familiar. Dos R$ 65 bilhões, R$ 55 bilhões serão destinados a empréstimos para custeio e comercialização, um valor 12% maior que o da safra 2007-2008. A maior parte dessa fatia, R$ 45,4 bilhões, será concedida com juros controlados. Os outros R$ 10 bilhões irão para investimentos em máquinas, instalações, recuperação de áreas degradadas e adoção de práticas de conservação.
Os preços mínimos para arroz, feijão e milho são maiores, naturalmente, que os da safra 2007-2008, não só para estimular o plantio, mas também para permitir a recomposição dos estoques oficiais - que têm um custo considerável para o Tesouro, mas são um seguro contra grandes aumentos de preços e uma garantia importante de abastecimento e de proteção aos consumidores. O aumento mais notável é o do preço de garantia do feijão, de R$ 48,42 para R$ 80 por saca.
De modo geral, os instrumentos de política enumerados pelo governo são bem conhecidos e podem ser muito úteis, se manejados com eficiência e na hora certa, isto é, a tempo de impedir o agravamento dos problemas. A ampliação dos financiamentos e a elevação dos preços mínimos parecem, à primeira vista, apenas adequados ao grande aumento dos custos de produção e de transporte.
Houve, no entanto, pelo menos uma inovação digna de registro na apresentação do plano: a linguagem usada pelo presidente ao referir-se à agricultura familiar. Os chamados agricultores familiares, segundo ele, devem plantar para ganhar dinheiro, escolhendo os produtos de acordo com sua avaliação de rentabilidade.
A promessa de recursos para mecanização das pequenas propriedades parece de acordo com essa atitude. Se for uma disposição sincera, corresponderá ao reconhecimento da pequena produção como atividade capitalista. As propriedades familiares mais produtivas - aquelas de fato responsáveis por boa parte da oferta de alimentos - tomaram esse caminho há anos, operando como segmentos do agronegócio.
Falta o presidente comunicar essa percepção à ala mais atrasada de seu governo, aquela empenhada em combater o capitalismo, a modernização tecnológica e a busca da competitividade na produção rural.
Gazeta Mercantil
O
Paraná já foi o maior produtor do país de peixes cultivados a partir da
produção da região de Cascavel e Toledo, no Oeste do estado. A
atividade, no entanto, nos últimos 15 anos, ganhou pouco impulso e hoje
o estado é apenas o sexto produtor com uma safra anual de 16.600
toneladas em 2006/2007, e de perto de 20 mil toneladas na atual safra
encerrada em 30 de junho passado.
O principal incentivo aos psicultores está vindo na forma de um investimento da Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata), que inaugurou na sexta-feira passada (27 de junho) o maior frigorífico de peixes do país, instalado na cidade de Nova Aurora, também Oeste do Paraná.
"É certamente um novo marco na história da pscicultura paranaense porque esta unidade vai agregar valor ao produto com a produção de salsichas, lingüiça, fish burger e nuggets", informa Luiz Danilo Muehlmann, extensionista da Emater responsável pela área no Paraná. Segundo ele, outro fator que deve incrementar a produção foi a concessão de licenças ambientais no início deste ano para psicultores que estavam há muito tempo na atividade.
"O fato de não terem essa licença impedia o seu acesso ao crédito agropecuário e a expansão do seu negócio", disse o técnico. Segundo ele, também no final da semana passada, foi lançada a pedra fundamental de outro frigorífico para peixes cultivados em Cornélio Procópio, no norte paranaense, com capacidade de processamento de 6 toneladas diárias. O Paraná, segundo a Secretaria da Agricultura, tem um projeto para multiplicar a produção por três a atual produção de peixes cultivados. Segundo cálculos da Emater, a psicultura é tão rentável quanto a soja e o milho.
O frigorífico da Copacol exigiu investimentos de R$ 15 milhões, financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e vai gerar 100 empregos diretos para atender os mercados interno e externo.
A sua operação envolve abate, industrialização e comercialização e tem capacidade inicial de industrializar 10 toneladas de tilápias por dia. "A meta é estender a produção para 50 toneladas por dia em 2012.
Com isso, a cooperativa irá buscar peixes em várias regiões do estado", informou o presidente da Copacol, Valter Pitol. Inicialmente, o frigorífico irá receber a produção de tilápias de 150 piscicultores cooperados, o que também é uma novidade porque incorpora a bem-sucedida estratégia utilizada na produção de frangos na psicultura. que garante a compra do cultivo de peixe do agricultor rural. Para isso, a cooperativa vai fornecer os alevinos, assistência técnica e insumos.
O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolim participou da inauguração em Nova Aurora.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Norberto Staviski)
VALOR ECONÔMICO - Vanessa Jurgenfeld
O
governo do Chile habilitou dois estabelecimentos de Santa Catarina para
exportação de carne suína ao país: a unidade de Itapiranga do
frigorífico Mabella e a planta da Coopercentral Aurora em Joaçaba. A
habilitação ocorreu poucos dias depois de o Brasil ter suspendido o
embargo a frutas chilenas, cujas compras estavam proibidas desde
março.
A decisão chilena representa o primeiro resultado concreto do reconhecimento de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação, pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).
Segundo Francisco Van de Casteele, superintendente do Ministério da Agricultura em Santa Catarina, os chilenos visitaram 10 plantas durante missão em fevereiro deste ano. Além das aprovadas, seis foram classificadas como pendentes de habilitação - necessitam de correções para se adequar às normas chilenas e poderão exportar se atenderem às exigências - , e outras duas foram reprovadas. Os nomes das empresas não foram revelados.
Até mesmo para as duas plantas habilitadas, os chilenos fizeram sugestões de melhorias, segundo Francisco. Nem Aurora, nem Mabella, que é controlada pelo Marfrig, comentaram a habilitação chilena. A Aurora informou que é preciso ainda uma oficialização e comprovação de que promoveu os ajustes necessários.
Para o diretor-executivo do Sindicarnes-SC, Ricardo Gouvêa, Chile é um mercado importante não só pelo volume de vendas que comprará, mas também por dar "credibilidade a um trabalho que vem sendo feito em SC". Ele acredita que ele pode servir como um parâmetro, já que tem alto rigor sanitário, para que outras nações passem a comprar de Santa Catarina. Gouvêa diz que as seis unidades classificadas como pendentes poderão ser habilitadas em um mês porque os empresários deverão fazer as correções pedidas com rapidez.
O relatório dos chilenos sobre os frigoríficos visitados faz ressalvas gerais em relação às 10 plantas. Sugere ações corretivas, como inspeção ante-morte pós-morte exclusivamente feita por veterinários do governo e não com ajuda de funcionários das indústrias. Relata ainda necessidade de melhoria no preenchimento das planilhas oficiais nas quais são omitidas informações que devem estar contidas.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, em nota, lamentou que apenas duas plantas tenham sido habilitadas. "Certamente, outras unidades em SC estão igualmente preparadas para exportar. Mais uma vez, a autoridade sanitária do Chile deixa de atuar com transparência e nível técnico que esperaríamos de um país vizinho. Parece que insistem em administrar o comércio por meio de medidas sanitárias".
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