

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 42,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 73,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 17,50/sc |


AGRICULTURA FAMILIAR
ARMAZENAGEM
BOVINOCULTURA DE CORTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
CANA-DE-AÇÚCAR
CNA
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
FEIJÃO
GRÃOS
HORTIFRUTICULTURA
LOGÍSTICA
MEIO AMBIENTE
SUINOCULTURA
Canal Rural
Cursos também podem ser alternativa para quem quer largar a atividade
rural
Cada vez mais a agricultura exige mão-de-obra qualificada até mesmo nos empregos indiretos. A profissão de mecânico de tratores, por exemplo, está valorizada para quem domina os novos motores e começa a ser uma alternativa para quem se desanimou com as incertezas que a atividade rural pode oferecer.
Uma oficina-escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná (Senar/PR), em Ibiporã, no norte do Estado, recebeu durante toda a semana mecânicos que trabalham em usinas de açúcar e álcool. As empresas geralmente têm frotas de tratores e fica mais barato contratar um profissional especializado do que terceirizar a manutenção. O gerente-técnico do Senar, Élcio Chagas, lembra que, com a mecanização cada vez maior nas lavouras de cana e café, deve aumentar a procura por cursos como esse.
Mais de 8,5 mil pessoas fizeram o curso do Senar este ano. O instrutor, Daniel de Vergennes, destaca o interesse dos alunos e a valorização da oportunidade.
A maioria dos participantes vem para o curso para se reciclar e, quem sabe, melhorar a renda mensal e até garantir o emprego, já que passa a ser mão de obra qualificada. Mas o curso revela outra realidade: alguns participantes estão em busca de uma nova profissão.
O produtor Clores Macanhão sempre foi arrendatário na agricultura. Ele desistiu na safra passada por conta da seca e percebeu que como mecânico de tratores pode mudar de vida. Geraldo Cabral passou pelo mesmo problema. Ela era agricultor e consertava sozinho o trator que tinha. Há oito anos descobriu que era bom com motores e trocou de profissão.
Campo News
Evento de lançamento será na próxima terça-feira, em Brasília
Um ano depois de assumir a liderança da agropecuária nacional com duas palavras emblemáticas, “Afirmação & Ruputura”, título do seu discurso de posse na presidência da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a senadora Kátia Abreu lança um livro sobre o assunto.
O lançamento do livro “2 palavras + 11 argumentos” – publicado pelas Edições Dédalo – será na terça-feira (8), às 18 horas, na sede da CNA (SGAN 601, Bloco K, Edifício Antônio Ernesto de Salvo, Brasília – DF). Segundo Kátia Abreu “as duas palavras, pinçadas do discurso para sintetizá-lo no noticiário, se transformaram em Mestre Sala e Porta Bandeira do nosso enredo: são uma espécie de marca do nosso trabalho, o que pode ser demonstrado com ações que desenvolvemos em 12 meses de trabalho intenso”, diz ela.
Com informações da assessoria de imprensa da CNA
A escassez de mão-de-obra qualificada em mecânica de tratores e a busca crescente por treinamentos nesta área fizeram nascer um novo curso desenvolvido pelo SENAR-PR em parceria com a fabricante de tratores Valtra. Cerca de 70 participantes já passaram por cursos-pilotos durante este ano. Com o apoio da Valtra, a estrutura da sala de mecânica do CTA foi adequada com ferramentas e conjuntos mecânicos necessários para que os cursos se desenvolvam dentro da qualidade desejada. A inauguração da sala de mecânica acontece hoje (4). E a partir do próximo ano o curso estará disponível para produtores e trabalhadores rurais.
Duas audiências públicas serão promovidas neste fim de semana no Estado do Paraná para debater mudanças no Código Florestal Brasileiro (CFB), em vigor desde 1965. A primeira será realizada a partir das 14h, em Assis Chateaubriand, no Centro de Eventos Ângelo Micheletto e a outra no sábado, às 9h, em Francisco Beltrão, no Auditório da Unioeste.
Cerca de cinco mil lideranças de diferentes setores do agronegócio vão participar dos dois eventos para apresentar sugestões e se inteirar das modificações que virão e que, inevitavelmente, afetarão as atividades produtivas em todo o país. Os dois eventos são conduzidos pelos deputados Moacir Micheletto (PMDB-PR) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), presidente e relator da Comissão Especial da Câmara Federal, criada para reformar o CFB. Vários deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores, presidentes de cooperativas, sindicatos e associações rurais já confirmaram participação nesses encontros.
Proprietários de terras vizinhas a unidades de conservação que mantiverem a cobertura florestal em torno de nascentes e ao longo dos cursos dágua poderão passar a ser remunerados a título de compensação ambiental
A medida consta de proposta aprovada nesta terça-feira (01/12) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal. O projeto altera a Lei 9.985/00, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, para prever que parte dos recursos destinados ao pagamento por serviços ambientais remunerem ações preservacionistas adotadas nas propriedades rurais situadas na chamada zona de amortecimento. São assim denominadas as áreas no entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade.
Compensação remuneratória - Segundo o autor do projeto, senador Gilberto Goellner, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê compensação remuneratória para que o produtor preserve a natureza. "Hoje eles já fazem isso sem receber. Os agricultores não são vilões, são conservadores", disse Goellner, ao defender a aprovação do projeto. O relator na CRA, senador Osmar Dias, também integrante da Frencoop, apresentou parecer pela aprovação da matéria, embora tenha explicado, na reunião, que várias entidades, entre elas a Petrobras, manifestaram-se contrárias à matéria. O relator considera que, ao preservar a natureza, o produtor não está apenas cumprindo uma obrigação, mas prestando um serviço para toda a sociedade, além de renunciar à renda que derivaria do uso agrícola de tais áreas. "O desmatamento pode, sim, ser controlado, mas a gente tem que dar compensação a quem faz e cumpre todos os critérios de preservar o solo, as águas e as florestas. Assim, teremos pessoas muito mais interessadas em preservar a natureza no país", argumentou o relator.
Tramitação - A matéria segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e fiscalização e Controle (CMA), onde será votada em decisão terminativa.
Fonte: Agência Senado
A frente fria que estava no Paraná ontem foi para o Sudeste do
Brasil. Nesta sexta-feira (4), pode chover no norte do estado, perto da
divisa com São Paulo. No restante do Paraná, o tempo vai melhorando ao
longo do dia.
Curitiba 17°C 24°C
Paranaguá 20°C 26°C
Londrina 19°C 28°C
Maringá 20°C 29°C
Cascavel 18°C 28°C
Foz do Iguaçu 20°C 30°C
Ponta Grossa 17°C 24°C
Guarapuava 16°C 26°C
Fonte: Simepar
Folha de São Paulo
Brasília: Recursos para preços mínimos devem somar R$ 6 bilhões; agricultura familiar terá R$ 753 milhões
O orçamento do governo federal para compras e subsídios diretos à produção agrícola será recorde em 2010. Os recursos reservados para a execução da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) devem somar R$ 6 bilhões. Além disso, o orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para a compra de produtos da agricultura familiar e assentados da reforma agrária, terá outros R$ 753 milhões no próximo ano.
O maior orçamento de apoio ao setor rural desde o fim da chamada "conta movimento", por meio da qual o governo podia intervir diretamente no mercado sem limitação de recursos até 1986, tentará atenuar as pressões sobre o setor em meio a previsões de baixas generalizadas nos preços internacionais das principais commodities agrícolas.
As projeções incluem a aquisição direta de 3,52 milhões de toneladas de grãos e operações de garantia e sustentação de preços para outras 14,7 milhões de toneladas. O governo prevê, ainda, a execução de outros recursos do orçamento de 2009 no próximo ano. Estariam incluídos R$ 700 milhões para café e mais R$ 500 milhões para subsídios ao milho, trigo e algodão.
O orçamento recorde também coincidirá com as eleições presidenciais e parlamentares de 2010. A bancada ruralista tem sido implacável na cobrança da garantia de mais recursos para o setor. Em diversas reuniões com o relator do Orçamento Geral da União, deputado Geraldo Magela (PT-DF), os parlamentares exigiram apoio para suas bases eleitorais. "Não dá para votar o orçamento sem resolver isso antes", diz o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
"Já mandamos um recado claro ao governo: vamos obstruir tudo até termos garantia de mais dinheiro para seguro, defesa e comercialização". Em reunião com Magela, os ruralistas pediram na quara-feira (02) a inclusão de um adicional de R$ 200 milhões para subsídio ao prêmio do seguro rural, que hoje teria apenas R$ 238,7 milhões, além de R$ 160 milhões para ações de prevenção, controle e erradicação de doenças animais e vegetais, cujo orçamento conta com R$ 54 milhões.
A proposta do governo enviada ao Congresso prevê R$ 2,3 bilhões para ações de formação de estoques públicos via compras diretas (AGFs), além de R$ 1,2 bilhão para garantia e sustentação de preços por meio de mecanismos como subsídios ao frete (PEP) e contratos de opção de venda, além de subvenções diretas a prêmios de equalização de preços (Pepro, Prop e Pesoja). Mas o Congresso deve elevar em mais R$ 2,5 bilhões a reserva para esses instrumentos.
Duas emendas ao orçamento, uma dos deputados da Comissão de Finanças e Tributação e outra dos senadores da Comissão de Agricultura, preveem essa alteração. Neste ano, o Congresso aumentou em R$ 1,427 bilhão o orçamento original de R$ 1,5 bilhão para sustentação de preços.
"Há um claro reposicionamento político do governo em apoiar a comercialização", diz o diretor de Política Agrícola da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), Silvio Porto. "O objetivo é garantir renda, abastecimento e a adimplência do crédito para manter o sistema rodando".
A estatal é responsável pela operação dos instrumentos oficiais de apoio ao setor rural. O principal foco da CONAB no próximo ano será para os alimentos básicos, como arroz, milho, trigo e feijão. No caso do PAA, o orçamento passará de R$ 710 milhões neste ano para R$ 753 milhões em 2010. São recursos dos ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e do Desenvolvimento Agrária (MDA) para compra direta, formação de estoques por organizações (cooperativas e associações de produtores), além da doação simultânea via produção e consumo local.
A CONAB projeta operar R$ 357 milhões desse orçamento. O restante será operado diretamente por 100 municípios e Estados do Nordeste e da região da Sudene, no caso do leite, e por 70 municípios e outros 17 Estados no caso da compra direta de alimentos.
Diário de Cuiabá
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato
Grosso (Famato), Rui Ottoni Prado, a notícia chega exatamente "aos 45
minutos do segundo tempo", numa referência ao início da colheita da
nova safra de soja 09/10 ainda neste ano. "Precisamos de espaço para
estocagem da soja, mas ainda há muito milho para ser comercializado e
removido".
Prado frisa que o recorde obtido com a super produção de milho "felizmente é um problema que todo governante gostaria de resolver, afinal, é produção e não escassez", mas o volume da safra "deu e está dando muito trabalho a todos". Entre o Natal e o final do ano começam a ser colhidos no Estado os primeiros hectares da nova safra de soja (09/10), que serão também, os primeiros grãos ofertados ao País nesta nova temporada. "Daí pra frente, até o primeiro trimestre de 2010 serão quase 6 milhões de hectares de soja para serem colhidos e novos grãos para serem estocados. Por isso existe essa preocupação com os espaços", frisa o presidente da Famato.
Mesmo com todos os problemas enfrentados até o momento pela super produção, como achatamento de preços e falta de espaços para acondicionamento, o presidente da Famato acredita que a segunda safra estadual, a safrinha, contabilizará recordes em área plantada e consequentemente, produção.
Numa primeira avaliação de intenção de plantio feita pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) - órgão vinculado à Famato - a área coberta com o milho segunda safra deverá ultrapassar os 1,67 milhão de hectares da temporada 08/09, para pouco mais de 1,7 milhão. "Temos uma segunda safra consolidada, aliás, são duas safras de sequeiro, sem necessidade de irrigar área", acentua Prado.
Questionado sobre a adesão em massa a mais uma safrinha de milho, o ruralista explica que apesar de todos os sobressaltos de 2009, a cultura retorna com força porque é rotação. "Soja e milho são complementares e atualmente, o milho é um sistema agrícola rentável ao produtor".
Prado revela ainda que boa parte da movimentação atual dos
estoques de milho no Estado está sendo promovida pela troca do grão por
insumos, fruto das negociações entre produtores e multinacionais. O
Imea ainda não tem estatísticas sobre produção, mas conta que até o
momento, 90% das sementes para a safrinha já foram adquiridas pelos
produtores.
Valor Econômico
Enquanto o Ministério da Agricultura informa ter decidido alterar as
regras do sistema de rastreamento de bovinos (Sisbov) rumo a uma
simplificação das exigências feitas pela União Europeia para importar
carne brasileira, os exportadores do produto, representados pela Abiec,
querem fazer consulta à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a
UE, abordando o que chamam de "discriminação da carne brasileira".
O diretor-executivo da Abiec, Otávio Cançado, afirma que um pedido do Ministério da Agricultura para flexibilizar o Sisbov foi negado pela Comissão Europeia, por isso o setor decidiu propor ao Itamaraty a abertura de uma consulta na OMC, conhecida como "trade specific concern", para questionar a decisão da UE de não aceitar a flexibilização, o que elevaria o número de fazendas habilitadas a fornecer animais para abate e e exportação ao bloco.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, porém, nega que o governo tenha solicitado formalmente qualquer alteração nas exigências da UE. "Temos que cumprir a atual regra até mudar o sistema. E não vamos mudar o sistema sem avisar aos importadores".
De acordo com Kroetz, na próxima semana, um comitê técnico consultivo deve finalizar a proposta para racionalizar o Sisbov, em vigor desde julho de 2006. As novas regras, que devem ficar em consulta pública pelo prazo mínimo de 30 dias, serão comunicadas formalmente à UE para reforçar os pedidos informais do governo brasileiro por alterações no Sisbov.
Cançado, da Abiec, reitera que houve a negativa e diz que se a UE não responder à consulta brasileira, no caso de esta ser concretizada, o setor poderá propor a abertura de painel na OMC, questionando as restrições à carne brasileira.
Segundo o diretor da Abiec, o Brasil deixou de exportar US$ 2 bilhões em carne para a UE em 2008 e 2009 depois que o bloco decidiu limitar o número de fazendas aptas a fornecer animais, exigindo um longo processo de certificação.
Kroetz, que nega já ter havido a consulta à UE, afirma que as principais alterações no sistema serão a revisão da metodologia de verificação, ampliação do gerenciamento da base nacional de dados (BND) do Sisbov e a eliminação de alguns documentos. Pela proposta, a base de dados será única. Não haverá necessidade da duplicidade de registros na propriedade, na certificadora e no escritório regional da agência estadual de defesa. Tudo será centralizado na BND.
Além disso, as auditorias poderão ser feitas por amostragem, e não mais fazenda por fazenda. Os pecuaristas poderão incluir os dados de seu rebanho diretamente no Sisbov. Para gerenciar os dados, os produtores também poderão escolher certificadoras ou profissionais cadastrados e habilitados a operar o Sisbov. O fluxo de documentos, hoje restrito às certificadoras, poderá ser gerenciado diretamente pelo criador.
"As exigências atuais são muitas. Temos que adequar o sistema porque as condições vigentes em 2006 são diferentes da realidade de hoje", diz Inácio Kroetz. "O sistema tem que ser mais atraente sem perder a segurança e a confiabilidade exigidas pelo mercado".
Hoje, o Brasil tem 1.704 propriedades habilitadas a vender gado para frigoríficos autorizados a exportar à UE. Outras 126 fazendas aguardam o sinal verde dos europeus. O governo espera que o processo de habilitação passe a ser automático. O Ministério da Agricultura seguiria como auditor e garantidor final do Sisbov. E a UE faria auditorias anuais em todas as pontas do sistema.
O Brasil tem alguns argumentos para convencer a UE a mudar as exigências. O sistema de auditoria brasileiro, treinado pelos próprios veterinários europeus, tem capacidade para realizar quatro mil auditorias anuais, diz o secretário. "Temos 660 auditores capacitados e treinados nos Estados e no ministério". Em 2008, foram feitas 1.788 auditorias. Neste ano, até outubro, foram 1.650 inspeções nas fazendas. "Ocorre que não há uma demanda muito forte nem represamento de pedidos. O prêmio oferecido ao produtor caiu e o mercado da União Europeia não está remunerando. Também é difícil reunir cortes exigidos para encher um contêiner", avalia Kroetz.
Telêmaco Borba Online
A campanha estadual contra febre aftosa foi encerrada no último dia 30,
com um índice preliminar de 80% de vacinação. As comprovações de
vacinação ainda não foram concluídas, mas o resultado apresentado até
agora tranquiliza os técnicos da Secretaria da Agricultura e do
Abastecimento. As notificações de vacinação ainda estão sendo enviadas.
Segundo o chefe da divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria, Marco Antonio Teixeira Pinto, o índice alcançado até agora é tranquilizador porque já é capaz de cortar o ciclo de enfermidade da febre aftosa. Ele acredita que o índice vai se igualar aos alcançados em campanhas anteriores.
A Secretaria da Agricultura tem ainda até o dia 20 de dezembro para tabular o total das comprovações de vacinação já entregues. Por isso, o produtor que ainda não entregou o comprovante de vacinação deve fazê-lo imediatamente, disse Teixeira Pinto.
Em novembro do ano passado o índice de vacinação foi de 98,23% nos rebanhos de bovinos e bubalinos (búfalos). Na primeira etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa realizada em maior deste ano o índice de vacinação ficou em 96,59%.
Teixeira Pinto destaca que nesse semestre toda a vacinação ocorreu regularmente e que os comerciantes atenderam a demanda de vacinas. “Nessa segunda etapa da campanha, todos os animais tinham que ser vacinados, independente da idade”. Na primeira etapa foram vacinados apenas os animais de zero a 24 meses.
Valor Econômico
O consumo de lácteos resistiu à crise econômica mundial, de acordo com
o Tetra Pak Dairy Index, pesquisa global sobre tendências de consumo na
indústria de leite feita pela fabricante sueca de embalagens. Segundo o
levantamento, o consumo deve crescer 1,3% este ano, saindo de 259
bilhões de litros em 2008 para 263 bilhões de litros este ano. Menos
afetado pela crise mundial, o Brasil ampliou o consumo em 2,5%, para
10,3 bilhões de litros. Só na região Nordeste do país, o aumento foi de
20%, segundo a Tetra Pak.
"A vida foi dura para a indústria este ano, mas a recessão da economia global não afetou o setor de lácteos da mesma forma que afetou outros setores", afirmou Dennis Jönsson, CEO e presidente do grupo Tetra Pak , em teleconferência com jornalistas, a partir de Lausanne, na Suíça. "O consumo de lácteos deve continuar crescendo", previu o executivo.
A pesquisa da fornecedora de embalagens longa vida (UHT - Ultra High Temperatures) leva em conta o consumo mundial de leite e outros lácteos líquidos (como leite flavorizado, evaporado e condensado) refrigerados ou não.
Mesmo nos mercados desenvolvidos, onde a Tetra Pak esperava recuo de 1,2% no consumo este ano, houve aumento de 0,6% na demanda. No Brasil, o avanço está estimado em 2,5%, segundo Eduardo Eisler, diretor de marketing da Tetra Pak no Brasil.
O consumo global não caiu, apesar da recessão, em grande parte porque os consumidores não deixaram de comprar lácteos. Houve o efeito substituição. "Alguns consumidores, por causa da situação, acabaram comprando produtos mais baratos na mesma categoria", afirmou o CEO da Tetra Pak.
Os mercados emergentes, como o Brasil, devem continuar puxando o crescimento do consumo do setor de lácteos, segundo a Tetra Pak. Mas crescer nos mercados desenvolvidos, que representam 31% do consumo global de lácteos, é um desafio. "Os mercados desenvolvidos são mais maduros, é mais difícil continuar crescendo. É preciso focar em inovação para avançar", defendeu Dennis Jönsson.
Enquanto a perspectiva é de que o consumo no Brasil aumente a uma média ponderada de 3% entre 2009 e 2012, a expectativa é de queda de 0,6% nos Estados Unidos e no Reino Unido (dois dos países mais afetados pela crise) e de recuo de 2,3% no Japão. Já para Índia e China, a perspectiva é de crescimento de 2,2% e 7,1%, respectivamente. (ver quadro) Para o consumo global, a previsão da Tetra Pak é de um crescimento a taxa anual acumulada de 2,2% entre 2009 e 2012, conforme estimativas realizadas no início deste ano.
Nos mercados desenvolvidos, afirmou o CEO da Tetra Pak, o consumo per capita de lácteos já é elevado e há uma mudança no padrão demográfico, com a redução no número de crianças.
Situação bem diferente do Brasil, onde o consumo per capita de lácteos está em 60 litros por ano, ou da China, onde é de 19 litros anuais. Só para comparar: no Reino Unido, o consumo é de 114 litros, e na Irlanda, maior consumidor mundial, de 160 litros de lácteos per capita/ano, segundo a pesquisa.
"Há um potencial para o aumento do consumo no Brasil", disse Eduardo Eisler. Para ele, os mesmos fatores que sustentaram o crescimento este ano devem persistir no médio prazo. "Há mais pessoas entrando no mercado, principalmente no Nordeste", afirmou, por conta da melhora na renda. Além disso, há uma recuperação da economia e o investimento das empresas no segmento de lácteos, parte delas, exatamente no Nordeste.
O cenário também melhorou na China, onde a indústria de lácteos sofreu um baque por conta dos casos de contaminação com melamina, em 2007. De acordo com Jönsson, o consumo de lácteos já começa a se recuperar, num ritmo mais rápido do que se esperava, após forte queda. Até novembro deste ano, o aumento foi de 7,1% em relação a igual período de 2008.
A pesquisa da Tetra Pak, que destina 66% das embalagens que produz para a indústria de lácteos, também levanta dados sobre o consumo de leite de soja, de arroz e outros. Nesse caso, o consumo salta para 284 bilhões de litros este ano. A pesquisa mostrou queda de 4,4% no consumo em relação a 2008, devido à recessão. O leite de soja responde por 2,1% do mercado de lácteos.
Jornal DCI
O Brasil se aproveitou bem da recente explosão do preço do açúcar no mercado internacional graças ao clima e à consolidação do setor no país forçada pela crise financeira global, disse a revista britânica The Economist na edição desta semana.
Segundo a revista, o preço do açúcar subiu, entre outros motivos, pela queda na produção da Índia, que até o ano passado era o maior produtor mundial da commodity, devido à falta de chuvas. Por sua vez, segundo a publicação, o Brasil se aproveitou de um clima favorável para passar à liderança do setor.
O momento em que isso aconteceu, aponta a The Economist, não poderia ter sido melhor. "A crise do crédito disparou uma onda de consolidação em um setor que era resistente a isso. As empresas que sobreviveram agora têm mais escala e muito mais dinheiro", explicou.
Entre as empresas que sobreviveram, a revista cita a francesa Louis Dreyfus - que adquiriu a Santelisa -, a Copersucar, cooperativa que agrega vários pequenos produtores de São Paulo; e a Cosan, líder mundial do setor e que comprou a concorrente Nova América e também a rede de postos Esso - sendo o último movimento um meio de dar maior vazão para sua produção de álcool.
Segundo a The Economist, a situação dos produtores pode melhorar ainda mais com o álcool, lembrando que o preço do combustível no Brasil teve um crescimento ainda maior do que o do açúcar.
"Esse crescimento pode persistir graças ao aumento das vendas dos carros flex, que podem rodar tanto com álcool como gasolina. Além disso, a associação dos produtores de cana-de-açúcar estão otimistas com uma eventual redução das tarifas sobre o álcool brasileiro por americanos e europeus", diz a reportagem. "Se isso acontecer, os produtores e os usineiros ficarão mais felizes do que estão agora."
Etanol
O preço do etanol subiu pelo quinto mês consecutivo em São Paulo, segundo levantamento feito pela Ticket Car, produto de gestão de despesas de veículos do grupo Accor. Em novembro, a alta foi de 4,3%, para um preço médio de R$ 1,61 por litro. Segundo o estudo, o combustível continua mais competitivo do que a gasolina, mas em 15 estados e no Distrito Federal já vale à pena optar pela gasolina.
Na média nacional, a alta em novembro foi de 3,7%, para um preço médio de R$ 1,91 por litro. O preço do produto vem subindo nos últimos meses, em virtude da chegada da entressafra, aliada ao aumento do consumo por carros bicombustíveis.
Folha de São Paulo
Magoada com críticas do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) aos produtores rurais, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) chorou nesta quinta-feira na tribuna do Senado ao relembrar recentes palavras do ministro de que o programa Bolsa Família colaborou para tirar trabalhadores da escravidão. Abreu disse que o ministro ofendeu os ruralistas ao classificá-los como responsáveis por promover o trabalho escravo no país.
"Fiquei assustada, surpresa, porque era o ministro Patrus. Ele nunca nos visitou na CNA, não era essa reciprocidade que eu esperava. Nunca chorei aqui, mas estamos lutando demais. Estamos procurando corrigir erros, enfrentar desafios, para receber um tratamento desses?", disse.
A senadora convidou Patrus a conhecer a CNA (Confederação Nacional da Agricultura), entidade da qual é presidente, e disse que o ministro não percebeu que suas palavras podem provocar um "desastre" junto aos produtores rurais --já que teriam sido ditas durante um evento na última terça-feira que reuniu mais de 2.000 pessoas ligadas à área social.
"Não renegue os seus, ministro Patrus Ananias. Uma palavra do senhor, com o peso que tem, o senhor não sabe o desastre que está provocando aos produtores do Brasil", afirmou.
Katia Abreu disse acreditar que as palavras de Patrus Ananias não tenham o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu tenho certeza que esse não é o pensamento do presidente. Nunca vi o presidente Lula se dirigir ao setor rural com palavras de baixo calão. Os que não gostem dos agricultores, nos respeitem."
A senadora disse que o ministro e o PT não podem confundir sua postura como senadora da oposição com a de presidente da CNA. "Existe a Kátia senadora e a presidente da entidade." Sobre os rumores de que o PT poderia convocá-la a depor na futura CPI do MST no Congresso para explicar irregularidades na entidade, a senadora disse que não vai se intimidar com ameaças partidárias.
"Convoquem, vasculhem, façam o que quiser. Eu não saio da minha direção. Se quiserem usar coisas privadas para me demover dessa direção, estão equivocados", disse.
A senadora teve o apoio de diversos parlamentares, inclusive da base governista. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse acreditar que Patrus Ananias não tenha agido com o objetivo de atingi-la. "Não sei o contexto das palavras do ministro, mas tenho a convicção de que irá esclarecer tudo isso diretamente", afirmou.
Outro lado
A assessoria de Patrus disse que as declarações da senadora não procedem porque o ministro não fez um pronunciamento direcionado aos produtores rurais,. Segundo a assessoria, Patrus disse que o Bolsa Família tem contribuído para que as pessoas não aceitem qualquer tipo de trabalho e que possam exercer funções mais dignas.
O ministro disse ainda que ainda existe uma "visão escravocrata" em relação ao Bolsa Família, mas que esse entendimento não só no campo, mas também na cidade.
Embate
Não é a primeira vez que integrantes do governo federal e produtores rurais trocam farpas. Em junho, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) chegou a classificar os grandes agricultores de "vigaristas" durante manifestação da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), realizada em Brasília.
Na ocasião, Minc chamou os parlamentares da bancada ruralista de "vigaristas" ao sair em defesa dos pequenos agricultores rurais. Os ruralistas denunciaram Minc à Comissão de Ética Pública da República para
investigar as declarações dele contra o setor rural.
Valor Econômico
Teto em 16 meses. Problemas climáticos em São Paulo e na Flórida e o
crescimento do consumo nos Estados Unidos garantiram a valorização do
suco de laranja na quinta-feira em Nova York, de acordo com a agência
Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram
a sessão negociados a US$ 1,2350 por libra-peso, ganho de 220 pontos em
relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em março subiram
200 pontos e alcançaram US$ 1,2695. Segundo cálculos do Valor Data, é o
maior patamar de preços desde julho de 2008. No mercado paulista, a
caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu,
em média, por R$ 6,94, conforme levantamento do Cepea/Esalq. Nos
últimos cinco dias, a variação positiva é de 0,43%.
Vendas americanas. Os preços do algodão em Nova York atingiram o nível mais elevado em uma semana diante do aumento da demanda internacional. Segundo a Bloomberg, dados do USDA mostram que as vendas dos EUA na semana encerrada no último dia 26 atingiram 250,68 mil fardos, aumento de 51%. Por conta disso, os contratos com vencimento em março fecharam o pregão de quinta-feira a 74,24 centavos de dólar por libra-peso, alta de 67 pontos. Analistas do mercado acreditam que existe demanda pela pluma. "O algodão é considerado uma commodity industrial. Quando vemos a indústria a melhorar, a tendência é de aumento da demanda", disse um analista. Ontem, o indicador Esalq acompanhou o mercado e subiu 0,7% para R$ 1,2998 por libra-peso.
Demanda em alta. Os preços da soja na bolsa de Chicago fecharam a quinta-feira em alta. Os contratos para março subiram 13,50 centavos de dólar e fecharam o dia a US$ 10,54 por bushel. A valorização foi estimulada pelo aumento da demanda internacional pelos derivados. Dados do USDA mostram que as exportações semanais dos EUA até 26 de novembro foram de 722,55 mil toneladas, volume duas vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Desde o início da safra, em setembro, as exportações americanas de soja somam 27,8 milhões de toneladas, alta de 58% ante o mesmo período do ano passado, segundo a Bloomberg. No mercado interno, os preços da soja recuaram nesta quinta-feira. O indicador Esalq fechou a quinta-feira a R$ 42,77 por saca, queda de 0,3%.
Exportação dos EUA. A gorda oferta nos Estados Unidos e a decepção do mercado com o ritmo das exportações do país determinaram a queda das cotações do milho na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,8525 por bushel, baixa de 6,50 centavos de dólar em relação à véspera, ao passo que os papéis para março caíram 5,75 cents, para US$ 4,0075. Segundo a Dow Jones Newswires, traders mostraram-se desapontados com o movimento dos fundos de investimentos no mercado, e lembraram que o produto americano está caro na comparação com o sul-americano. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 15,25, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Valor Econômico
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de
São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) -
vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou novembro
com variação positiva de 1,04%. Foi a quarta alta mensal consecutiva do
indicador, e em relação ao mesmo mês do ano passado o resultado foi
9,78% superior.
De acordo com o IEA, o salto do mês passado foi determinado pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem vegetal. Formado por 14 itens, o grupo subiu, em média, 3,2%, e ampliou sua valorização sobre novembro de 2008 para 18,75%. Da lista de vegetais pesquisada, a batata foi o que teve os maiores ganhos (29,73%), seguido por feijão (8,06%), laranja para indústria (7,94%) e café (5,2%). Também houve quedas importantes, como a do tomate para mesa, que atingiu 22,61%.
"Para a batata", disse o IEA, "o clima foi o responsável pelas perdas na produção, atrasos na colheita e consequente menor oferta do produto no mercado, acarretando a alta das cotações. Neste final de safra os bataticultores paulistas alcançaram preços três vezes superiores aos do ano passado."
Já o grupo de produtos de origem animal registrou desvalorização média de 2,78% em novembro passado, o que ampliou as perdas na comparação com o mesmo mês de 2008 para 10,66%. Dos seis itens que formam o grupo, apenas a carne de frango subiu no mês, 0,9%. Recuaram, em contrapartida, os preços recebidos pelos produtores de leite B (5,5%), carne suína (4,93%), ovos (4,4%), leite C (3,65%) e carne bovina (3,33%).
Jornal DCI
Porto Alegre - O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande
do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, previu uma perda de 4 milhões de
toneladas para a safra gaúcha de 2009/2010 como consequência das chuvas
que atingem as áreas produtoras desde outubro. A safra estadual,
inicialmente projetada em 22,6 milhões de toneladas tende a cair para
18,5 milhões de toneladas nas previsões da Farsul, quebra de 18%.
Contabilizando grãos e pecuária leiteira, as perdas no Rio Grande do
Sul podem chegar a R$ 2,5 bilhões.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA: O preço de feijão carioca apresentou queda em relação à semana passada de cerca de 5%. Mas esta queda não mostra a realidade que é a falta de compradores para o volume total disponibilizado no atacado paulista e também nas fazendas espalhadas Brasil a fora as referencias estão sendo perdidas, pois acontecem negócios dependo da cor e da necessidade de venda do produtor de R$ 50 até R$ 65 - R$ 70. No interior de SP as ofertas são de feijão úmido que dificulta a comercialização.
FEIJÃO PRETO: Mercado segue com poucas ofertas de feijão novo. Fala-se de R$ 55 ao produtor, mas o mesmo está propenso a esperar melhores níveis de preço para voltar ao mercado. Posto ES, MG, RJ o negócios estão entre R$ 70 - R$ 75.
Jornal do Brasil
O Ministério da Agricultura divulgou hoje o zoneamento agrícola para o
plantio de milho na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande no Norte,
além do cereal plantado junto com o capim braquiária no Paraná.
O zoneamento é feito periodicamente pelo ministério e serve para orientar os produtores sobre as épocas, locais e tipos de solo mais adequados para o plantio. Ele alerta, para cada município, os riscos de adversidades climáticas em fases mais sensíveis da cultura de milho. As informações são da Agência Brasil.
24 Horas News
A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) fará mais um leilão de
milho na próxima quinta-feira (10.12), exclusivo para o estado, em
atendimento ao pedido feito pela Associação dos Produtores de Soja e
Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT). Serão 520 mil toneladas, sendo 286
mil/t para o Norte, 182 mil/t para o Médio-Norte e 52 mil/t para a
região Sul, via Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).
No final da tarde de desta quinta-feira (03.12), a CONAB divulgou dois avisos de leilões. São 500 mil toneladas que terão como destino qualquer localidade, exceto os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e outras 20 mil destinadas à região Norte de Minas Gerais e o estado do Espírito Santo.
Outra medida que consta no aviso de leilão é o limite de 20 mil sacas por CPF participante, também em atendimento ao pleito da associação, para abrir a possibilidade de participação de um número maior de produtores, já que pelo Pepro a comercialização via leilão é feita direta pelo produtor.
"O anúncio de mais este leilão é fundamental para reduzir o volume de estoque que ainda é alto no estado e que nos levou a unir forças para sensibilizar o governo federal a realizar mais esse apoio à comercialização. Por isso, temos que agradecer também a intervenção do governador Blairo Maggi, que há duas semanas esteve conosco em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, para solicitar mais leilões de milho para Mato Grosso", afirma o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira.
A realização do leilão, segundo Glauber, também é fruto da constatação in loco sobre a situação do milho em Mato Grosso. Na semana passada, o secretário executivo do Mapa, José Gerardo Fontelles, o diretor de Abastecimento Agropecuária, José Maria dos Anjos, visitaram alguns municípios produtores, onde conferiram a necessidade de mais medidas de apoio para escoar o milho. Os diretores participaram da posse da nova diretoria da associação realizada na segunda-feira (30.11).
O governo federal também fará a remoção de quase 300 mil toneladas de milho pertencentes a Contratos de Opção e à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O leilão para a contratação do serviço de transporte para remover o milho de armazéns será realizado no dia 14 de dezembro.
A Aprosoja/MT solicitou a realização de dois leilões de 500 mil toneladas e espera que este ano ainda seja feita pelo menos mais uma oferta pública para reduzir o estoque atual que é de cerca de 1,6 milhão de toneladas.
SOJA: Paraná tem 6% das lavouras de soja em fase de floração
BGA - Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro
O plantio de soja no Paraná atinge 97% da área, segundo levantamento do
Deral - Departamento de Economia Rural. O estudo indica que 8% das
lavouras estão em germinação, 85% em desenvolvimento vegetativo, 6% em
floração e 1% em fase de frutificação. As condições gerais das lavouras
de soja oscilam entre boas (96%) e médias (4%). O Deral estima que da
produção esperada, de cerca de 13,4 milhões de toneladas, 2% tenham
sido comercializadas pelo produtor.
Valor Econômico
Pesquisa divulgada na quinta-feira pela Associação Brasileira do
Comércio de Sementes e Mudas (Abcsem) comprovou avanços no segmento de
hortaliças no país - e que o tomate é o grande líder do ramo. Conforme
a entidade, só em vendas de sementes de hortaliças em geral foram R$
307 milhões em 2008. Mas há muitos outros destaques, como o fato de a
atividade ocupar cerca de 700 mil hectares, envolver 700 mil produtores
e contar com mais de 80 espécies cultivadas. A Abcsem informou que a
cadeia produtiva do tomate, que ocupa uma área plantada de 55 mil
hectares, movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. Melancia, cebola,
alface, milho doce e repolho completam a lista das hortaliças de áreas
plantadas mais significativas no Brasil.
Jornal do Oeste
Pessoas que forem flagradas depositando lixo no local, em Marechal
Cândido Rondon, deverão responder criminalmente
O anel viário se tornou, através de ato irresponsável de certas pessoas e empresas, um verdadeiro depósito de lixo. Pneus, garrafas, móveis, entulhos, galhos, animais mortos, lixo industrial, lixo doméstico são depositados no local, gerando sérios transtornos aos que transitam na rodovia, além de deixar o local com visual deplorável. Muitas pessoas utilizavam o espaço para realizar atividades físicas como caminhadas. Devido ao mau cheiro o local foi abandonado.
Visando devolver a rodovia um aspecto bonito, a Secretaria de Agricultura realizou na quarta-feira (02) a limpeza completa da área. Para se ter uma idéia em cerca de 400 metros foram retirados 40 caminhões de lixo. A preocupação também é quanto ao córrego que passa ao lado da rodovia, que está recebendo materiais e, desta forma, sendo poluído.
Na manhã de quarta-feira, no início da limpeza do local, um indivíduo foi flagrado por um operário depositando lixo. A situação irá se tornar um caso de polícia, bem como outras pessoas que forem pegas depositando resíduos no local.
O secretário de Agricultura e Política Ambiental, Jaimer Tasso, lembra que a Prefeitura está fazendo a sua parte, através da limpeza constante do local. O secretário pede encarecidamente que a população colabore, não jogando lixo junto à referida rodovia. “É inadmissível que as pessoas façam isso. Além de ser um ato ilícito, é um ato contra a saúde pública, pois gera diversos transtornos e, inclusive, a proliferação de mosquitos que transmitem doenças. Pedimos aqueles que virem alguém depositando lixo no local que denunciem à Polícia. Estas pessoas devem ser punidas”, disse.
Folha de São Paulo
Investimento considerado barato cortaria até 5% das emissões globais de CO2
Segundo cientista, dinheiro poderia ser levantado por mecanismo global para compensar países pobres que preservam florestas
O investimento necessário para zerar o desmatamento na Amazônia brasileira até 2020 é de US$ 6,5 bilhões a US$ 18 bilhões, indica uma estimativa de cientistas brasileiros e americanos. Em estudo na edição de hoje da revista "Science", os autores do trabalho defendem que esse custo é relativamente barato e permitirá eliminar de 2% a 5% das emissões globais de gases do efeito estufa.
Liderados por Daniel Nepstad, do Centro de Pesquisa de Woods Hole (EUA), os pesquisadores simularam investimentos em três diferentes tipos de iniciativa para desestimular o desmate e estimaram o custo da empreitada por Estado.
"Nossos modelos econômicos integram as melhores informações disponíveis sobre solos, estradas e custos de produção para captar a lógica econômica dos condutores do desmatamento", afirma Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, coautor do trabalho.
A lógica do estudo foi calcular os chamados custos de oportunidade -a renda à qual um proprietário de terra renuncia ao deixar de desmatar- em toda a Amazônia brasileira.
Segundo Paulo Moutinho, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que também participou do estudo, um custo de US$ 18 bilhões não é tão alto quando se imagina que praticamente todo esse dinheiro poderia vir de um mecanismo de ajuda. É o chamado Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), ferramenta que deverá estabelecer uma compensação a países pobres que preservam suas florestas. A Noruega, por exemplo, já se dispôs a desembolsar US$ 1 bilhão pela causa.
"Seja o Redd um mecanismo de mercado ou um misto de doações com ações num mercado, ele tem a capacidade de financiar uma parte ou até a totalidade desse objetivo", diz Moutinho. Segundo ele, porém, para conseguir isso, será preciso ampliar os esforços, já que a forte queda na taxa de desmate desde 2005 não se deve só a medidas proativas do governo, mas em grande medida à crise que prejudicou a expansão da agropecuária, que perdeu parte do interesse em abrir terras.
Com a tendência de aumento na demanda por carne e soja nos próximos anos, porém, será preciso resguardar o avanço já conquistado e ampliar ações de preservação. "Existe uma mudança na exigência de consumidores de produtos agrícolas por produtos mais sustentáveis", diz Moutinho. "Temos de aproveitar essa janela de oportunidade criando mecanismos de incentivo e reconhecimento dos produtores que andam na linha e, ao mesmo tempo, apoiar os povos da floresta."
O Estado de São Paulo
Cálculo de cientistas propõe zerar desmatamento da floresta até 2020
Acabar com o desmatamento na Amazônia até 2020 custaria de US$ 6,5 bilhões a US$ 18 bilhões em investimentos, além do que já é gasto hoje pelo governo na região, segundo um estudo publicado hoje na revista Science. O cálculo foi feito por pesquisadores brasileiros e americanos, que defendem uma meta ainda mais ambiciosa do que os 80% de redução que o Brasil pretende levar para a Conferência do Clima de Copenhague. Querem desmatamento zero.
"É algo perfeitamente factível", disse ao Estado o ecólogo Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), um dos autores do estudo. "Achamos que dá para ir além dos 80% e chegar a Copenhague com um número muito mais robusto."
Quem pagaria a conta não seria o povo brasileiro, mas os países desenvolvidos, por meio da compra de créditos de carbono florestal e outros mecanismos de financiamento internacional. "O mais provável e justo é que esse dinheiro venha de outros países", afirma Daniel Nepstad, do Woods Hole Research Center, nos Estados Unidos. Para isso, os cientistas contam com a aprovação em Copenhague do mecanismo Redd, que premiaria o desmatamento evitado como forma de combate ao aquecimento global.
"É a maneira mais barata de reduzir emissões", afirma Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais. "O Brasil não pode perder essa oportunidade."
A estimativa inclui gastos com fiscalização, gerenciamento de áreas protegidas, pagamento por serviços ambientais e apoio ao desenvolvimento sustentável de comunidades tradicionais - de modo que não precisem mais derrubar a floresta para sobreviver.
O grande intervalo entre os números (de US$ 6,5 a US$ 18 bilhões) deve-se a diferenças no plano de ações e na intensidade do esforço necessário para alcançar a meta. Por exemplo, quando trata da compensação de produtores rurais que optarem por manter áreas de floresta além do exigido por lei (chamado "custo de oportunidade"). No cenário mais barato, só 10% desse custo seria compensado, versus 25% no cenário mais caro.
EMISSÕES EVITADAS
Para atingir 100% de redução em 2020, o Brasil deixaria de derrubar, nos próximos dez anos, 153 mil quilômetros quadrados de floresta - uma área do tamanho do Acre. Isso evitaria a emissão de 6,2 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa (GEEs) para a atmosfera - equivalente a eliminar cerca de 3% das emissões globais desses gases, responsáveis pelo aquecimento global.
Os cálculos são baseados numa projeção de reduções gradativas abaixo da média de desmatamento do período 1996-2005, que foi de 19,5 mil km² (chamada linha de base histórica). Num cenário mais pessimista, em que o desmatamento tenderia a aumentar por causa da pavimentação de estradas e outros fatores de pressão, o volume de emissões evitadas poderia chegar a 12,4 bilhões de toneladas de GEEs, já que a área de desmatamento evitado teria de ser maior (chamada linha base projetada).
Moutinho ressalta que, apesar do desmatamento estar em ritmo de queda, o cenário pessimista não pode ser descartado, já que a redução dos últimos anos foi beneficiada por um esfriamento dos mercados de soja e carne. "Ainda não passamos pela prova de fogo, que será manter a queda do desmatamento frente a uma alta de preço das commodities", diz ele. "Vivemos uma situação favorável, mas ainda frágil", completa Soares.
O Estado de São Paulo
Modelo será semelhante ao já existente para a Amazônia, que aprovou ontem seus três primeiros projetos
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou ontem que criará o Fundo Cerrado, semelhante ao que já existe para a Amazônia. O objetivo desse tipo de fundo é conseguir doações de outros países para promover a conservação de florestas e reduzir o desmatamento. O Fundo Amazônia tem em caixa US$ 110 milhões vindos da Noruega - valor que pode alcançar US$ 1 bilhão em sete anos - e deve ganhar 18 milhões de euros (o equivalente a R$ 46,5 milhões) da Alemanha em 2010.
Segundo o ministro, o Cerrado também será importante para o País atingir a meta voluntária de reduzir entre 36% e 39% as emissões de gases de efeito estufa em 2020, em relação ao projetado se nada fosse feito. A meta, que será apresentada na próxima semana na Conferência do Clima de Copenhague, prevê cortar em 80% o desmatamento da Amazônia e em 40% o do Cerrado. "Precisaremos de mais recursos e muita tecnologia para diminuir o desmate no Cerrado. Enquanto na Amazônia a reserva legal é de 80%, no Cerrado, em geral, é de 20%, então o cara pode legalmente colocar abaixo o restante."
O Fundo Amazônia deu um salto importante ontem: seu comitê orientador aprovou os três primeiros projetos que receberão recursos. Na próxima semana, diz Minc, outros três projetos serão aprovados. "O momento é propício. Vamos chegar a Copenhague com seis projetos debaixo do braço e haverá um estande do Fundo Amazônia lá", disse Minc. A intenção, claro, é conseguir doações.
Um dos projetos aprovados, chamado Municípios Verdes, é coordenado pela ONG Imazon e receberá R$ 12 milhões. As ações serão no Pará. Já o projeto coordenado pela The Nature Conservancy receberá R$ 16 milhões para atividades como recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso. O terceiro projeto, da Fundação Amazonas Sustentável, será beneficiado com R$ 20 milhões para o pagamento de serviços ambientais em comunidades extrativistas, de seringueiros e de quilombolas, no Amazonas.
Valor Econômico
O brasileiro nunca comeu tanta carne suína como em 2009. O consumo per
capta deve terminar o ano próximo a 14 quilos por habitante, o que
representa um crescimento de 4,5% ante 2008. O volume ainda está longe
do consumo das carnes bovina e de frango, mas foi a esse crescimento
que as indústrias de carne suína atribuem o resultado positivo do ano,
que se aproxima do fim sem estoques, apesar da produção maior.
A produção neste ano está estimada pela Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs) em 3,19 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 5,32% em relação a 2008, quando foram produzidas 3,02 milhões de toneladas, ou seja, 164 mil toneladas a mais. O aumento da oferta é atribuído a uma melhora na produtividade obtida junto aos integrados das empresas.
"Todo esse aumento foi consumido internamente, já que as exportações ainda patinam ao redor de 600 mil toneladas", afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs. A expectativa é que 2009 termine com embarques de 598 mil toneladas, aumento de 12,8% sobre as 530 mil toneladas de 2008.
O mercado interno vai absorver este ano quase 100 mil toneladas. No ano passado, o consumo doméstico foi de 2,49 milhões de toneladas e em 2009 a demanda passará para 2,59 milhões de toneladas, resultado 3,85% maior.
Por enquanto, os embarques de carne suína somam de janeiro a outubro 511,75 mil toneladas, aumento de 8,7% a mais do que o registrado nos dez primeiros meses de 2008. Os dados de novembro ainda não estão fechados, mas a expectativa é de que fiquem ao redor de 50 mil toneladas, quase duas vezes mais do que em novembro do ano passado. Para Camargo Neto, a queda dos preços internacionais em dólar e a valorização do real ante a moeda americano foram os pontos mais críticos do ano. Segundo ele, o preço médio de 2009 está aproximadamente US$ 700 inferior ao de 2008.
Para 2010, as estimativas da Abipecs apontam para um ano melhor que 2009. A produção de carne suína deve ter um modesto crescimento de 0,3% e chegar a 3,2 milhões de toneladas. Dessa vez, o aumento da oferta deve ser destinado ao mercado externo, que será destino de 610 mil toneladas no próximo ano, volume que representa aumento de 2% sobre 2009.
Segundo Camargo Neto, para que as exportações apresentem um resultado mais expressivo é necessária a abertura de novos mercados. "Estamos confiantes na abertura da União Europeia ainda no primeiro semestre de 2010 e no avanço do processo nos EUA. Precisamos desses dois mercados para conseguir abrir o Japão", diz.
Na quinta-feira, os japoneses enviaram para o Brasil um segundo questionário para ser respondido pelo Ministério da Agricultura, com dúvidas em relação ao primeiro. O primeiro documento foi enviado ao Japão em março deste ano e apenas ontem houve uma manifestação. "Não vejo protecionismo no Japão, apenas uma cautela excessiva, que pode ser superada quando os EUA colocarem em consulta pública a análise de risco que fizeram no Brasil este ano", afirma Camargo Neto.
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