Assessoria de Comunicação Social

07 de Janeiro de 2010




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 250,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 470,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 42,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 76,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 17,50/sc
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Destaques

Empresas têm só este mês para recolher

Diário dos Campos Gerais - PR - Ponta Grossa/PR

Está disponível na internet a guia de recolhimento da Contribuição Sindical Empresarial, a principal fonte de recursos do sistema sindical. Para imprimir a guia, as empresas podem acessar a página www.contribuicaosindical.org.br, elaborada em conjunto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio) e pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). As empresas têm até o dia 31 de janeiro para realizar a contribuição.

Prevista em lei, a Contribuição Sindical Empresarial é de caráter compulsório e anual. Porém, mais do que uma obrigação, ela é um investimento, já que possibilita uma série de benefícios para as empresas. A apresentação do recolhimento da contribuição é essencial em casos de fiscalização da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, além de ser fundamental para a participação em concorrências públicas ou administrativas e obtenção de registros ou licenças para funcionamento junto às repartições federais, estaduais e municipais.

Além disso, a contribuição é um símbolo de força e união entre diferentes segmentos da economia do Paraná, fortalecendo o sistema sindical, que defende os interesses das empresas em questões tributárias, burocráticas, trabalhistas, de infra-estrutura, em processos de inovação tecnológica, aumento de vendas, captação de recursos financeiros com menores custos e qualificação profissional, entre outras.

A Contribuição Sindical Empresarial tem como base de cálculo o capital social das empresas. Ela é feita em favor do sindicato representativo da categoria econômica a que pertence a empresa, independente de ela estar filiada ou não a uma instituição sindical.

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Adição de etanol à gasolina será definida na 2ª feira

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que ficou para a próxima segunda-feira a decisão sobre se o governo vai ou não reduzir o porcentual de mistura de etanol à gasolina. Stephanes esteve reunido nesta tarde com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o ministro da Fazenda em exercício, Nelson Machado, para tratar do assunto. A decisão, porém, será tomada no âmbito do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), que é integrado pelas três pastas, além do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Após a reunião, o ministro Lobão disse que o governo não acredita que os preços do etanol vão continuar subindo. Segundo ele, a prioridade com a eventual redução da mistura é manter o abastecimento interno de etanol. "Não acreditamos em mais elevação de preços. A decisão (sobre a mistura) é para garantir o abastecimento", disse Lobão.

Machado também reforçou, ao sair da reunião, que há uma preocupação com relação à queda da produção de álcool devido às chuvas. Hoje, a gasolina vendida no Brasil possui 25% de etanol adicionado. Se o porcentual for reduzido, será aumentada a oferta de álcool no mercado (Agência Estado, 6/1/10)

Governo não trabalha com hipótese de falta de álcool, diz Lobão

O governo não trabalha com a hipótese de desabastecimento de etanol no Brasil em função da queda na produção de cana-de-açúcar, disse hoje o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, depois de uma reunião com os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e da Fazenda em exercício, Nelson Machado.

"Nós temos que garantir o abastecimento, mas, por enquanto, não há nenhuma perspectiva maior de desabastecimento. Nós não trabalhamos com essa hipótese", afirmou Lobão.

Segundo ele, o governo também não estabeleceu um preço máximo para o álcool. "Nós não podemos interferir no preço, mas o ideal é que não suba mais do que já subiu".

Os ministros voltarão a se reunir na próxima segunda-feira para discutir se o percentual de 25% de álcool na gasolina será reduzido. A reunião será realizada no Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) e contará também com a presença do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge (Agência Brasil, 6/1/10)

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Safra 2010 deve ficar entre 48 a 50 milhões de sacas - Stephanes

Revista Cafeicultura

SAFRAS (06)  O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, antecipou-se á divulgação da estimativa oficial da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), marcada para a manhã desta quinta-feira.    

Segundo o ministro, o Brasil deverá produzir entre 48 a 50 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2010, na comparação com as 39,4 milhões de sacas colhidas em 2009. A divulgação do levantamento oficial da Conab está marcada para as 09h, em Brasília-DF. Com informações de agências

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Notícias Sistema FAEP 

Previsão do tempo


A frente fria chega ao Estado e traz um cenário de chuvas já nas primeiras horas desta quinta-feira. A nebulosidade predomina ao longo do dia na metade sul e há previsão de chuva a qualquer hora do dia no setor. O tempo ainda fica abafado, mas as temperaturas já não devem sofrer elevação tão significativa, mesmo assim, são elevadas as condições para ocorrência pontuais de tempestades na maioria das regiões paranaenses.

Curitiba           19°C    28°C
Paranaguá        21°C    31°C
Londrina          21°C    32°C
Maringá           22°C    34°C
Cascavel          21°C    30°C
Foz do Iguaçu   23°C    32°C
Ponta Grossa   18°C    28°C
Guarapuava     18°C    27°C

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Clipping dos Jornais

AGROECONOMIA INTERNACIONAL

SAB usa mandioca para baratear cerveja na África

Valor Econômico - São Paulo/SP

Richard Lapper, Financial Times

Reuters/Luc Gnago Mandioca, comum em países como Costa do Marfim (foto), é alvo da SAB em Angola

Até Bruno de Castro ter recebido algumas boas notícias recentemente, sua vida não vinha sendo nada fácil. Ele administra um projeto rural do governo local de Cacuaco, uma pequena cidade a cerca de 30 quilômetros de Luanda, capital de Angola, cuja incansável expansão vem engolindo propriedades agrícolas. Além disso, o rio Seco, que flui pela região, recentemente teve uma inundação, deixando os agricultores mais pobres sob ainda mais pressão.

Portanto, foi uma surpresa bem-vinda para Castro, 40 anos, quando a cervejaria anglo-africana SABMiller ofereceu-se há algumas semanas para comprar a produção local de mandioca, tubérculo similar à batata, que floresce na região e há muito é um alimento básico na África Ocidental, Sudeste Asiático e América Latina.

"Foi um choque porque apenas havíamos ouvido falar [de] cervejas feitas de cevada e milho", diz Castro, enquanto supervisiona os campos em que a planta cresce livremente em meio a gigantescos baobás. "Este novo projeto significa que as pessoas daqui vão cultivar mais mandioca e ter um mercado garantido. A companhia comprará tudo."

A poucos quilômetros dali, a SAB construiu uma cervejaria de última geração, que é um de seus maiores investimentos do tipo no mundo. Em um local encravado no meio do mato, os trabalhadores dão os toques finais nas instalações, de US$ 125 milhões, onde neste ano deverá começar a produção de uma nova cerveja de mandioca, além de refrigerantes e cervejas tradicionais.

Com os mercados de cerveja e refrigerantes já saturados na Europa, América do Norte e em muitos países em desenvolvimento, os grupos de bebidas veem as nações africanas menos desenvolvidas cada vez mais atrativas.

A SAB obtém quase 70% do lucro de países emergentes e está na dianteira dessa tendência. Até 1990, suas operações basicamente estavam limitadas a seu mercado doméstico, na África do Sul, onde, por exemplo, sua cerveja tipo lager Castle é uma marca famosa e com boas vendas. Em 2009, além do investimento em sua nova cervejaria angolana, a SAB gastou mais US$ 250 milhões em outras três novas instalações africanas, no Sudão, Moçambique e Tanzânia.

Novos produtos, como a cerveja de mandioca - produzida ao agregar-se mandioca ralada seca como aditivo de amido ao malte de cevada - é um elemento inovador nos esforços da empresa. A cerveja feita de mandioca tem sabor apenas ligeiramente diferente do produto normal, mas seus ingredientes, produzidos localmente, são mais baratos do que o milho importado. A SAB pretende cobrar, pelo menos, um valor 20% inferior pela nova cerveja, em comparação às marcas existentes. Isso permitirá à SAB elevar as vendas em grupos de baixa renda, que não poderiam comprar cerveja de outra forma. A estratégia já mostrou ser bem-sucedida em outros países africanos. A cerveja Eagle, feita de sorgo, vem sendo feita em Uganda desde 2002, onde representa 50% das vendas da SAB.

Enquanto Angola se recupera de 30 anos de guerra civil, os benefícios decorrentes das vendas de petróleo à China e dos crescentes investimentos e comércio exterior com países como Brasil, África do Sul e sua antiga governante colonial Portugal começam a chegar aos poucos aos consumidores mais pobres. Um dos resultados desse novo quadro é que o consumo de cerveja e refrigerantes está em alta, especialmente entre a população urbana mais pobre.

A SAB espera que sua iniciativa, paralelamente a suas ambições comerciais, ajude esse processo. Consequentemente, Castro e seus colegas estão organizando cerca de 500 agricultores de culturas de subsistência em uma cooperativa.

O dinheiro obtido com um contrato de longo prazo com a SAB vai disseminar-se pela economia local, assim como os salários dos cerca de 500 maquinistas e outros funcionários da cervejaria. Ao treinar esses trabalhadores em novas funções, a SAB estará ajudando a aliviar a falta de especialização da mão de obra local. A recuperação econômica de Angola é altamente dependente de milhares de trabalhadores importados da China.

Mas a iniciativa está longe de ser puramente filantrópica. Os mercados africanos são particularmente atraentes em termos comerciais porque a demanda potencial é muito alta. Embora o consumo per capita de cerveja, de 6 litros por ano, equivalha a cerca de 12% da média global, o álcool é popular.

A SAB estima que o mercado informal no continente africano, quase sem regulamentação, seja cerca de quatro vezes maior do que o formal e que cerca de 4 bilhões de litros de cervejas, vinhos e outras bebidas artesanais feitas de sorgo, painço, palma e outros ingredientes locais sejam consumidos a cada ano, movimentando um total de US$ 3 bilhões.

O problema para as cervejarias é que os mercados africanos frequentemente são difíceis e caros de operar. Como a indústria e a agricultura são tão subdesenvolvidas na África, produtos como caixas, garrafas e até matérias-primas como cevada e lúpulo precisam ser importados. As estradas e a infraestrutura básica normalmente são deficientes, o que eleva o custo de distribuição. Os portos, como o de Luanda, são irremediavelmente congestionados e ineficientes. Tais fatores tornam a cerveja importada inacessível para a vasta maioria da população. A resposta da SAB a essas dificuldades é ampliar o número de bens obtidos localmente.

Em Angola, a SAB já compra a maior parte do vidro que usa para garrafas de uma empresa montada pela Castel, uma empresa francesa de bebidas forte na África francófona e que coopera com a SAB. Esta assinou contratos de longo prazo para comprar caixas de um produtor local e possui acordo similar para obter latas fabricadas na região a partir de 2011. Em 2012, a SAB deverá ter condições de comprar a maior parte do açúcar que usa nos refrigerantes de um produtor angolano.

Sam Jerónimo, diretor-gerente da SAB em Angola, diz que tais transações também trazem outros benefícios. Ele prevê que as mudanças reduzirão o número de contêineres que precisam ser importados de 18 mil para 2 mil ou 3 mil por ano. "Haverá bem menos dores de cabeça logísticas", diz ele. "Isso nos poupará muita confusão e reduzirá significativamente o investimento em capital de giro."

A introdução de colheitas plantadas na região é a mudança mais abrangente. Ao ajudar a integrar os agricultores locais à economia, a SAB expandirá o mercado potencial para seu próprio produto.

Algo similar já ocorreu em outros lugares na África: a SAB obtém cevada de 12,7 mil agricultores em Uganda, Moçambique, Maláui, Gana, Tanzânia, Zimbábue e Zâmbia. A SAB espera atrair até 2012 mais 45 mil agricultores. Ainda mais importante, a mandioca plantada localmente não apenas é mais barata do que o milho, mas também, quando produzida na quantidade certa, é uma fonte rica de amido.

Isso significa que o preço da cerveja pode ser muito mais atrativo, o que ajudaria a elevar as vendas, como já ocorreu em Uganda.

Ainda é difícil prever se a cerveja de mandioca será tão bem-sucedida em Angola. Mas há sinais promissores. Francisco Domingo, que administra um bar pequeno no distrito pobre de Sambizamba, em Luanda, está otimista. Domingo, que vende 25 caixas de cerveja por dia nos fins de semana, diz que seus clientes são maleáveis. "É uma boa ideia, especialmente se for mais barato", diz.

Apegar-se à mesma fórmula de negócios em diferentes países pode funcionar em alguns setores globalizados, mas, definitivamente, não dá certo no de bebidas, segundo a SABMiller. Mark Bowman, diretor-gerente das operações da companhia na África, sustenta que o sucesso requer um modelo diferente do usado nos países mais desenvolvidos. Com as matérias-primas importadas representando normalmente cerca de 80% dos custos finais, é essencial desenvolver a produção local de embalagens e matérias-primas.

Bowman diz que as empresas operando em regiões menos desenvolvidas precisam repensar as ideias convencionais de economia de escala. Como a infraestrutura na África é muitas vezes muito ruim, as cervejarias precisam estar mais próximas dos consumidores e com um tamanho menor do que o usual nos países desenvolvidos.

Na África, SAB deve centrar-se no que Bowman chama de "linha completa de bebidas", para chegar a mercados menores e mais fragmentados. Isso, como em Angola, pode significar equipar as cervejarias para produzir refrigerantes e uma série mais diversa de cervejas.(Tradução de Sabino Ahumada)

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Agronegócio: bahia é referencia para angola em extensão rural

Safras & Mercado

SAFRAS (06) - Trocar experiências no âmbito agropecuário baiano, obter conhecimentos relacionados ao agronegócio e, principalmente, na agricultura familiar. Esse foi o tema da reunião com a representante do Ministério da Agricultura de Angola, Vanda Matheus, e a diretoria da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), órgão vinculado à secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), nessa quarta-feira (06). De acordo com a representante angolana, Vanda Matheus, a Angola está se reestruturando e a agricultura é um dos pilares de sustentação para reerguer o país e a dignidade do seu povo. Procuramos a EBDA para nos capacitar a produzir alimentos agrícolas com qualidade, visto que a Empresa é referência mundial em assistência técnica e extensão rural, completou. Segundo o presidente da EBDA, Emerson Leal, a Empresa vem ao longo dos seus anos promovendo o desenvolvimento rural sustentável, centrado na expansão e no fortalecimento da agricultura familiar, como também viabilizando as condições necessárias para o pleno exercício da cidadania e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores. É essa a filosofia que estamos transferindo para a representante angolana, e aos seus agricultores, afirmou. Além disso, a EBDA está viabilizando a possibilidade de enviar uma equipe técnica para visitar Angola e capacitar os seus agricultores ainda este ano, completou o diretor de Pecuária da EBDA, Osvaldo SantAnna. Assistência Técnica e Extensão Rural - Com atendimento direto aos agricultores familiares em todo o Estado da Bahia, a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é o serviço de maior abrangência da Seagri, através da EBDA. Cerca de 260 mil agricultores familiares já foram atendidos, de janeiro a dezembro de 2009, inclusive com cadastramento informatizado, pela EBDA superando em 60% as metas estabelecidas para aquele ano. Este número ultrapassa os 150 mil atendimentos previsto, estabelecido pelo PPA Plano Plurianual 2008/2011. As ações de ATER contemplam os agricultores em todas as fases das cadeias produtivas, que compreendem as fases antes da porteira até à comercialização, sempre observando as peculiaridades das diferentes cadeias produtivas. A oferta contínua do serviço e o atendimento realizado por técnicos qualificados e bem preparados garantem o sucesso do trabalho que a empresa vem realizando em cada ponto do Estado, assegurou Osvaldo SantAnna. Com informações da EBDA/Secretaria de Agricultura da Bahia. (VA)

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AVICULTURA

Uruguai abre mercado para carne de frango do Brasil, diz Abef

Blog Estratégia e Mercado

O Uruguai abriu o mercado para as exportações de carne de frango do Brasil. Segundo informação divulgada hoje pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), um protocolo de entendimento sanitário foi assinado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Inácio Kroetz, e o diretor-geral dos Serviços de Pecuária do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Francisco Muzio.A assessoria de imprensa do Ministério confirmou a assinatura.

O presidente da Abef, Francisco Turra, comemorou a medida, embora considere o mercado uruguaio pouco atraente do ponto de vista da demanda. Segundo ele, o país, com aproximadamente 3 milhões de habitantes, consome pouco mais de 90 mil toneladas de carne de frango anualmente. "Embora não se trate de uma quantidade expressiva, o fato de o Uruguai não reconhecer nosso status sanitário prejudicava a imagem do Brasil junto a outros países", explica.

Turra afirma que a restrição do país vizinho ao Brasil gerava questionamentos sobre a condição sanitária do frango brasileiro na Comissão Europeia. "Fui pessoalmente interrogado por membros do Parlamento Europeu sobre o porquê dessa situação, uma vez que se trata de um membro do Mercosul embargando um produto brasileiro."

A União Europeia é um dos maiores importadores de carne de frango do Brasil, que embarca para o bloco cerca de 550 mil toneladas anualmente, com receita superior a US$ 1 bilhão. Contudo, pondera Turra, nenhum país deixou de importar frango do Brasil sob influência da postura uruguaia.

Pelo menos dois motivos levaram o Uruguai a rever sua posição: o endurecimento do Brasil, que teria ameaçado dificultar as importações de lácteos do país, e a necessidade de atrair investimentos para a produção de aves. "Eles abriram o mercado porque querem atrair empresas brasileiras para lá", afirma o presidente da Abef.

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BIOTECNOLOGIA

Elanco, dos EUA, perto de adquirir a brasileira Biovet

Valor Econômico - São Paulo/SP

Uma das principais empresas brasileiras no segmento veterinário, a Biovet está na mira de algumas gigantes multinacionais. Bayer e Novartis se mostraram interessadas, mas a que está mais próxima de fechar negócio é a americana Elanco, divisão de saúde animal da Eli Lilly and Company, um dos maiores grupos farmacêuticos do mundo. Oficialmente, a Biovet não confirma nem nega a informação. Os principais executivos da empresa estão impedidos de comentar o assunto - atualmente a empresa está sob auditoria, processo próximo de ser concluído.

Em 2008, a Elanco encerrou o ano com um faturamento superior a US$ 1 bilhão em todo o mundo. No Brasil, a receita foi de US$ 90 milhões. A empresa está presente em 30 países e comercializa seus produtos em mais de 100. Em nota, a companhia informa que "com quase 50 anos de presença no Brasil, a Elanco sempre avaliou e continuará avaliando as oportunidades de investimento no país, mas, nesse momento, não temos informações sobre a aquisição de nenhuma empresa do mercado e não podemos prestar declarações sobre esta ou qualquer empresa".

O interesse no grupo brasileiro não é por acaso. Nos últimos anos, a Biovet apresentou um crescimento anual a taxas elevadas, superiores a 30%. Os últimos dados disponíveis indicam para uma expectativa de faturamento próxima de R$ 80 milhões em 2007, resultado que representa um aumento de 40% sobre o ano anterior.

Mas além da questão financeira, fontes do mercado apontam para outros aspectos que também colocam a empresa brasileira no alvo das multinacionais. O primeiro é a diversificada linha de produtos para pecuária, avicultura e animais de companhia (pets). O segundo, e talvez o principal, são os produtos enquadrados na categoria "biológicos", segmento em que a Elanco não tem muita expressão no Brasil. Seu principal foco de atuação é na categoria "terapêuticos", como antibacterianos, parasiticidas, anticoccidianos e melhoradores de produtividade.

Nas próximas semanas, o Ministério da Agricultura vai auditar a fábrica de vacinas contra febre aftosa que a Biovet construiu em Vargem Grande. A expectativa é que a unidade, com capacidade de produção para 60 milhões de doses, entre em operação até o final do primeiro semestre deste ano.

De acordo com fontes do mercado, a Biovet, apesar do crescimento nos últimos anos, ficou pequena diante das mudanças que ocorreram no setor, por isso a decisão dos controladores de vendê-la. O mercado brasileiro é dominado por multinacionais, que têm se mostrado mais competitivas e com maior poder de investimento. Entre as empresas nacionais, a paulista Ouro Fino e a mineira Valleé têm mostrado maior força para crescer e tentar competir com as gigantes estrangeiras.

"Os demais laboratórios de médio e pequeno porte provavelmente serão comprados por fundos de investimento ou então incorporados por empresas estrangeiras", disse uma fonte do setor. Segundo essa fonte, alguns grupos estrangeiros ainda precisam melhorar sua posição no mercado para ganhar competitividade.

A operação com a Biovet é a primeira envolvendo uma empresa brasileira dentro do processo de consolidação que deve se acentuar este ano na indústria veterinária. O negócio reforçará ainda mais a presença de empresas estrangeiras na liderança desse segmento no país, que já conta com Merial, Pfizer, Bayer, Novartis, Fort Dodge, Intervet e Virbac, que também estão se consolidando globalmente.

No ano passado, a Merck, dona de 50% da Merial, já havia comprado a operação mundial da Schering-Plough, que assumiu em 2009 o controle da Intervet. Por conta desse negócio, a Merck foi obrigada a colocar sua parte na Merial à disposição de sua sócia, a francesa Sanofi-Aventis, que tem uma opção de compra pela Merial. A conclusão do negócio, que gira ao redor de US$ 600 milhões, está prevista para fevereiro.

Também no ano passado, a Pfizer comprou a rival Wyeth. Além de reforçar sua atuação na indústria farmacêutica, a empresa assumiu uma posição de destaque no segmento veterinário ao incorporar Fort Dodge, divisão de saúde animal da Wyeth.

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BOVINOCULTURA DE CORTE

Mato Grosso aumenta 40% exportações de carne para Venezuela e Oriente Médio

Jornal Correio Cacerense

Mato Grosso ampliou a oferta de carne bovina exportada para a Venezuela e o Oriente Médio, no mês de outubro, na relação com o mês de setembro. O incremento verificado atingiu 52,26% (822 mil quilos de equivalente carcaça) e 40,98% (986 mil quilos de equivalente carcaça), respectivamente. Já o volume destinado para a União Européia se estabilizou, apresentando queda de 0,31% (3 mil quilos equivalente carcaça) de setembro para outubro.

O levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que as vendas realizadas para a China e para a Rússia computaram decréscimo de 4,46% (72 mil quilos em equivalente carcaça) e 5,77% (400 mil quilos em equivalente carcaça).

A análise da cadeia bovina do instituto mostra que a alta nos embarques do Estado, do mês de outubro, é em grande parte justificado pelo bom volume exportado para o Oriente Médio e para a Venezuela, já que as exportações para os outros países ou se estabilizou ou caiu.

No quesito oferta e demanda a entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) mostra que o pico de oferta observado em janeiro deste ano parece ter influenciado na estabilização dos preços no varejo e mesmo uma oferta tímida tem sido suficiente para manter os preços.

O valor à vista da arroba do boi gordo no Estado apresentou desvalorização de 0,12% (R$ 0,08/@) e terminou a semana com cotação de R$ 65,78/@) na última sexta-feira. O preço da vaca gorda, no mercado à vista, teve queda de 0,16% (R$ 0,10/@), fechando a semana cotado a R$ 61,80/@.

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Para EUA, restrição de Taiwan à carne tem motivação política

Canal do Produtor - Brasília/DF

Washington, 6 - A decisão de Taiwan nesta semana de retomar a proibição a certas importações de carne bovina dos Estados Unidos foi motivada por "políticas domésticas" e não tem nada a ver com segurança alimentar, disseram autoridades do governo de Barack Obama. 

Um comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo Departamento de Comércio Exterior (USTR) condenou a restrição, chamando-a de violação de um acordo recentemente firmado entre os dois países que teria expandido o comércio de carne bovina. 

Taiwan, junto com a maioria dos países importadores, baniu todas as importações de carne bovina norte-americana em dezembro de 2003 após os EUA terem identificado um caso de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida por doença da vaca louca. No fim, o país asiático revogou a proibição, mas apenas para permitir a entrada de produtos de carne bovina desossada de gados com menos de 30 meses de idade no momento do abate. 

Em outubro de 2009, Taiwan novamente relaxou as regras ao autorizar aquisições cortes de carne com osso e eventualmente remover a restrição à idade dos animais abatidos. A última decisão dos legisladores taiwaneses proibiu importações de carne moída e miúdos dos Estados Unidos. 

"Essa ação também mina a credibilidade de Taiwan como um parceiro comercial responsável e tornará mais desafiador para concluirmos acordos futuros para expandir e fortalecer o comércio bilateral e os laços econômicos", informou o USDA e o USTR na terça-feira. Legisladores norte-americanos também criticaram rapidamente a nova restrição de Taiwan. As informações são da Dow Jones.

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CAFÉ

Aperto na oferta mundial de café elevará preços em 2010

Revista Cafeicultura

SÃO PAULO - Um aperto na oferta brasileira e colombiana aliada à uma retração nas exportações da América Central deverão resultar em escassez de café no mercado mundial no próximo ano. Em uma estimativa conservadora, os estoques de grão no Brasil devem cair pela metade na passagem do ano-safra e ficar abaixo de 2 milhões de sacas.

A tendência na redução da oferta mundial já começa a ser sentida pelo mercado e a influenciar as cotações da commodity. Em uma semana, a Bolsa de Nova Iorque (ICE) subiu 4,08% nos contratos para entrega em março próximo. Na semana anterior, o contrato teve o preço médio de 135,85 centavos de dólar por libra-peso. Nesta semana, a cotação média está em 141,5 centavos de dólar por libra-peso.

A cotação interna também se mostra mais firme nas últimas semanas. Nem mesmo os sinais de recuperação do dólar foram capazes de reverter a tendência altista. "A valorização do dólar frente ao real permitiu que os preços internos se mantivessem praticamente nas mesmas bases e a grande demanda por cafés de qualidade contribuiu para a manutenção dos atuais patamares de preços", avaliou Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Durante anúncio do resultado da safra 2009/2010, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, afirmou que o mercado sinaliza uma forte tendência de melhoria de preço do café nos próximos anos. "O preço do café vem reagindo no mercado internacional, acreditamos em ligeiro crescimento no consumo mundial do grão, no prazo de quatro a cinco anos". Ainda de acordo com o ministro, os estoques mundiais tendem a diminuir, o que vai elevar o preço do produto. "Essa situação é extremamente favorável para países grandes produtores, como o Brasil", declarou.

Para Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, a evolução nos preços do café é um sintoma de uma realidade na qual o mercado começa a perceber que será um ano de déficit na produção. "A produção brasileira é menor, não houve queda de consumo e a queda nos estoques reflete o quadro de aperto na oferta", disse.

Segundo o analista, a tendência é a de que os preços se mantenham em patamares maiores dos que apresentaram ao longo de 2009. Isso porque o gargalo da entrada da safra brasileira e a florada de setembro já foram superados. A partir daí surgiram novos fatores que ajudaram na puxada de preço: a safra brasileira foi prejudicada pelo excesso de chuvas, o que deverá afetar a produtividade. "A safra mudou de status e isso foi precificado pelo mercado", avaliou Barabach, "As chuvas na colheita já havia resultado na escassez de qualidade de bebida boa e agora isto está mais evidente", destacou.

O excesso de chuvas pode ainda facilitar a proliferação de pragas e doenças, como a ferrugem, e aumentar os custos de produção com podas e desbrota.

O cenário do café no Brasil pode ser maximizado para o mundo. Para a Colômbia, o ano de 2010 será de recuperação, mas não deve voltar aos patamares de 12 milhões de sacas. O processo de renovação das lavouras foi impactado pelo quadro climático e algumas estimativas dão conta de que a colheita não ultrapasse as 10 milhões de sacas.

Na América Central, o fluxo de embarque também segue abaixo do normal. "Era para estar sendo ofertado mais, mas eles não estão agressivos na ponta vendedora. Talvez esse começo de safra não esteja com o volume esperado", avaliou Barabach.

Para apertar ainda o quadro de oferta e demanda, a Green Coffee Association divulgou que os estoques norte-americanos de café verde totalizaram 4,7 milhões de sacas em 30 de novembro. Uma redução de 259,2 mil sacas em relação as pouco mais de 5 milhões de sacas existentes em 31 de outubro de 2009.

Levantamento de safra

O ministro da Agricultura anuncia hoje a primeira estimativa da produção de café para 2010. O detalhamento do estudo elaborado pela COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) será divulgado em Brasília. O trabalho de campo para a produção cafeeira foi feito pelos técnicos da empresa estatal, entre 23 de novembro e 4 de dezembro de 2009.

Um aperto na oferta brasileira e colombiana aliado a uma retração nas exportações da América Central deverá resultar em escassez de café no mercado mundial no próximo ano. Em uma estimativa conservadora, os estoques de grão no Brasil devem cair pela metade na passagem do ano-safra e ficar abaixo de 2 milhões de sacas. A tendência na redução da oferta mundial já começa a ser sentida pelo mercado e a influenciar as cotações da commodity. Em uma semana, a Bolsa de Nova York (ICE) subiu 4,08% nos contratos para entrega em março próximo. Na semana anterior, o contrato teve o preço médio de 135,85 centavos de dólar por libra-peso. Nesta semana, a cotação média está em 141,5 centavos de dólar por libra-peso. A cotação interna também se mostra mais firme nas últimas semanas.

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Garantir renda ao produtor rural, este é o principal pleito do setor cafeeiro

Revista Cafeicultura

Este deve ser o principal pleito do setor cafeeiro na opinião do presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, que em visita à Cooxupé destaca: quem gera empregos na atividade deve merecer atenção diferenciada

“Temos que trabalhar para que a produção brasileira de café escoada ao longo de 2010 gere renda ao produtor.”.

Esta é a opinião do presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita. Ele esteve ontem na Cooxupé desejando à equipe que o ano seja próspero e de muito trabalho. Mesquita comentou que o setor cafeeiro deve apresentar maior uniformidade em seus pleitos e nas negociações junto ao governo federal. Nesta tarefa, a Cooxupé tem papel fundamental. “Esperamos que 2010 seja um ano de alianças estratégicas voltadas a um objetivo comum: garantir renda ao produtor, que deve manter-se competitivo no mercado”.

Ao comentar políticas a serem empreendidas, Cooxupé e CNA concordaram que a cafeicultura de montanha, típica do sul de Minas, deve merecer especial atenção pelo fato de garantir emprego de mão de obra na colheita. “Estamos trabalhando junto à Faemg (Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais) na demarcação dessas áreas para que o produtor mineiro, que planta café em áreas íngremes e tem maior ônus com a colheita manual, receba atenção diferenciada do governo”, afirmou.

Breno Mesquita é cafeicultor desde 1981 e cooperado da CooperRita - Cooperativa Regional Agropecuária de Santa Rita do Sapucaí -  cidade onde nasceu, no sul de MInas. Engenheiro, nunca havia trabalhado com café, mas bastaram alguns meses em contato com lavouras, na propriedade herdada pela família, para que se apaixonasse pela cultura e sentisse, a partir de então, necessidade de trabalhar pelo interesse comum do setor. Na visita à Cooxupé, veio acompanhado do atual diretor de café da CooperRita,  Roberto Mendes de Barros. As informações partem da assessoria da Cooxupé.

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Seagri (Rondônia) destaca safra de café, jazida de calcário e anuncia investimentos em 2010

Revista Cafeicultura

A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) divulgou nesta quarta-feira (6) o balanço das ações realizadas em 2009. Segundo o secretário da pasta, Carlos Magno, a secretaria encerrou o ano com saldo positivo e agrega isto às ações de políticas públicas sustentáveis e ao longo período de chuva, principalmente em relação a safra de café.

“No café, além das chuvas, as orientações levadas aos produtores contribuíram para boa safra. Acredito que neste ano Rondônia passe a ocupar novamente o terceiro ou quarto lugar no ranking nacional, hoje estamos na sexta posição”, informou.

De acordo com o secretário, visando o futuro da agropecuária, o Governo do Estado investiu R$ 15 milhões em equipamentos na agroindústria. “Estamos pensando no Estado pós-usinas, incentivando os produtores a produzirem não só matérias-primas, mas sim o produto final e colocar a venda nos mercados”. Na perspectiva do secretário, daqui a alguns anos, a agricultura será o setor vital de Rondônia.

Mas, apesar do crescimento, o secretário comenta a pressão de ambientalistas e de ações contrárias ao setor produtivo no Estado. “É preciso cumprir a legislação ambiental, mantendo a harmonia, sem atingir a renda do produtor rural. A Seagri incentiva o aumento da produtividade, para que se produza com qualidade e se possa agregar valores aos produtos, sem degradar o meio ambiente”, conclui Magno.

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Clima ameaça safra cheia do café

Revista Cafeicultura - Agência Estado

São Paulo - O clima é uma preocupação para o setor cafeeiro em 2010. O excesso de chuvas no segundo semestre de 2009 comprometeu a formação dos brotos florais nos cafezais e o resultado foram floradas irregulares com baixo pegamento dos frutos. A safra deste ano é cheia, mas pode não ser tão exuberante como se imaginava inicialmente, diz o especialista Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Pior: o excesso de umidade induz a produção de folhas no pé de café, que fica vistoso, mas encarece a colheita por causa da maior dificuldade de se apanhar os grãos. O produtor também vai gastar mais com podas e desbrota do cafezal, observa Vegro. Além disso, cresce o risco de incidência de pragas e doenças, já que o excesso de umidade, as altas temperaturas do verão e a grande quantidade de folhas tenras são um prato cheio para a ferrugem, principalmente. A safra 2010/11 deverá ser trabalhosa, custosa e a qualidade talvez seja até inferior à deste ano, que já não foi boa por causa das chuvas durante a época de colheita, avalia o pesquisador.

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, endossa que a cafeicultura deve ter dificuldades em 2010. De acordo com ele, o produtor está descapitalizado, sem condições de tratar a lavoura. O excesso de chuva provocou floradas irregulares, o que deve reduzir a próxima safra, apesar de cheia.

O cenário da safra de café no Paraná é parecido. Segundo Paulo Sérgio Franzini, secretário executivo da Câmara Setorial do Café do Paraná, ligada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), o problema foi o volume e a frequência da chuva no início da floração, a partir de setembro do ano passado. O período que normalmente é seco e frio - o que favorece a boa formação dos brotos - foi de muita chuva, conta. É um fato que não me lembro de ter acontecido em outros anos, diz o secretário.

O resultado disso, acrescenta Franzini, é que hoje em uma única planta pode ser encontrado grãos já formados e grandes, médios, pequenos e ainda flores. Não está uniforme lamenta, frisando que isso dificultará a colheita. Por conta dessa situação, pontua ele, o produtor terá que optar por colher parceladamente - em duas ou três vezes -, mas ver o custo de mão de obra onerado, ou retirar os grãos de uma única vez e perder em qualidade.

Franzini informa que nesta safra a previsão é que sejam colhidas de 2 milhões a 2,2 milhões de sacas de café, segundo levantamento feito pelo Departamento de Economia Rural, órgão ligado à Seab, no ínicio do mês de dezembro de 2009. O volume, por sua vez, é maior que o colhido no último ciclo: 1,5 milhão de sacas.

Mercado
Em relação às perspectivas de comercialização, o especialista Celso Luis Vegro, do IEA, diz que regiões tradicionais consumidoras - Estados Unidos, Japão e União Europeia - ainda não se recuperaram totalmente da crise financeira de 2008. O desemprego provocou a descapitalização das famílias, o que, na avaliação de Vegro, deve levar a uma mudança no hábito de consumo, que tende a se voltar para marcas mais baratas. A consequência é a redução do valor agregado pela cadeia, explica o especialista.

O pesquisador do IEA comenta que as cotações do café, e das commodities em geral, mostram tendência de alta, em dólar. Isso porque os Estados Unidos, maior mercado mundial, deve persistir na trajetória de desvalorização de sua moeda, para recompor a economia desestruturada pela crise financeira. Provavelmente, as commodities agrícolas e metálicas devem continuar a subir em dólar, diz.

No caso específico das cotações do café, Vegro projeta que os grãos tipo robusta continuarão pressionados pelo aumento da oferta do Vietnã, assim como os cafés arábica mais fracos, de qualidade inferior. Em contrapartida, ele estima que grãos mais finos tipo arábica continuarão valorizados, em virtude da menor oferta de arábica lavado, produzido principalmente na Colômbia e América Central. O especialista argumenta que as condições de mercado em 2010 podem ser uma excelente oportunidade para o Brasil ganhar mercado de alta qualidade, atuando na reformatação dos blends, em particular para espresso, deslocando concorrentes.

Ele pondera, no entanto, que nos últimos cinco anos a saca de 60 kg de café tem sido cotada entre R$ 250/R$ 260, quando o ideal, em termos de rentabilidade para o setor, seria preço acima de R$ 300. (Colaborou Erika Zanon)

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CANA-DE-AÇÚCAR

Stephanes: problemas climáticos elevaram preço do açúcar em 2009

Revista Cultivar - Pelotas/RS

O excesso de chuva no período de colheita da cana-de-açúcar, em 2009, levou ao atraso de quase 25% do volume colhido e, consequentemente, à situação atual no preço do açúcar. A afirmação é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

Ele comentou o recorde no valor do produto, na comparação com os últimos 20 anos.

“O governo está monitorando esta situação e vem se reunindo permanentemente para tratar deste assunto”, informou Stephanes.

Segundo o ministro, a situação deve ser regularizada entre 90 e 120 dias. “Mesmo na entressafra, há 60 usinas moendo e haverá outras 160 que anteciparão para março a moagem que, normalmente, acontece em abril”, ressaltou.

Ele disse, ainda, que o cenário para o produto, em 2010, será bom, principalmente com a pressão do mercado externo, devido à não recuperação da safra da Índia, ex-maior produtor mundial de açúcar. “Vamos ter uma safra muito boa, pois ainda temos em pé 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar que sobraram do ano anterior”, finalizou o ministro.

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Brasil tem primeiro caso de praga em lavoura de cana

DCI - São Paulo/SP

Brasília - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) notificou a primeira ocorrência de ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar no Brasil, em Araraquara, interior de São Paulo. O Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa (SDA/DSV) foi informado por pesquisadores da região sobre a presença da praga em uma propriedade do município em dezembro. "Desde então, uma equipe do Mapa está trabalhando para colocar em prática o plano de contingência da praga em todo o Estado de São Paulo", informa o diretor do DSV, Odilson Silva. Quase 70% do setor sucroalcooleiro do País trabalha com variedades resistentes à praga.

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Fornecedores e produtores falam em unir forças em Pernambuco

Procana - - EXCLUSIVAS

Alexandre Carolo, do Recife

Empreender cana-de-açúcar na região Nordeste é um desafio. A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, citando as condições climáticas e de topografia desfavoráveis da região. No entanto, engana-se que pensa que tais adversidades são tratadas de forma passiva.

O Sindaçúcar, que representa o setor produtivo pernambucano, está em linha com Sindicato dos Cultivadores (Sindicape) e com a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AAFCP), para estabelecer uma parceria mais consistente e definir uma agenda proativa em 2010. Tal junção de forças, preservados os fundamentos ideológicos, pode criar um cenário favorável não apenas ao setor, mas para a economia da região.

"Acho que com os três órgãos irmanados poderemos perseguir melhorias e inovações tecnológicas, redução de custos, melhoria e incremento de produtividade, tudo de forma compartilhada, para que possamos continuar empreendendo numa região de grandes desafios climáticos e topográficos como o Nordeste", disse Renato Cunha.

Para o presidente do Sindicape, Gerson Carneiro Leão, realmente há necessidade de unir forças, no entanto, é imprescindível que as partes estejam dispostas a ceder em caso de possíveis divergências. Para Leão, o discurso deve ser afinado principalmente no que diz respeito aos projetos em discussão com o Governo Federal.

O dirigente assumiu este ano a presidência da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Defende com “unhas e dentes” a criação de uma agência reguladora que equilibre o setor. Nas reuniões do grupo de trabalho que elabora uma proposta de um marco regulatório para os biocombustíveis, em Brasília, Leão também defende a venda direta de etanol das usinas para os postos.

Já em relação às ações referentes aos desempenhos agrícola e industrial, fornecedores e produtores já falam a mesma língua. Todos ganham com o aumento de produtividade e a melhoria da qualidade da matéria prima. O grupo também luta pela criação de um seguro desemprego na entressafra, o que beneficiaria a classe trabalhadora.

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COMMODITIES

Ibovespa sobe 0,70% com valorização das commodities

JB Online - Rio de Janeiro/RJ

SÃO PAULO, 6 de janeiro de 2010 - Apesar do pregão morno e sem grandes notícias, a ponta compradora conseguiu se firmar na bolsa brasileira. A valorização das commodities no mercado externo puxou o desempenho do principal índice acionário da BM&Bovespa, uma vez que as bolsas norte-americanas operam de lado. Ao final dos negócios, o Ibovespa marcou expansão de 0,70%, aos 70.729 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,19 bilhões.

"Com as commodities em alta, as ações da Vale e Petrobras sustentaram o ganho do Índice Bovespa", afirmou Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora. As ações preferenciais da mineradora subiram 1,97%, negociadas a R$ 45,00; e as da petrolífera avançaram 1,35%, vendidas a R$ 37,50.

Segundo Galdi, o pregão "meio morno" nesta terça-feira é reflexo dos indicadores norte-americanos, que apresentaram resultados abaixo do esperado pelo mercado, trazendo viés negativo aos negócios.

O setor privado dos Estados Unidos fechou 84 mil postos de trabalho em dezembro de 2009, ante o mês anterior, quando era esperado o corte de 75 mil vagas. Já a atividade do setor de serviços do país avançou para 50,1 pontos em dezembro de 2009, contra 48,7 pontos no mês anterior. Apesar de vir abaixo do esperado, o indicador ficou acima dos 50 pontos, o que indica expansão.

Ainda por lá, os investidores acompanharam a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) apontou que a recuperação da atividade econômica vem ganhando impulso no país.

"O documento teve efeito nulo sobre os negócios. O Fed não trouxe novidades ao apresentar o mesmo discurso", disse o analista de investimentos da SLW Corretora.

Dentre os destaques de alta do Ibovespa configuraram as ações ordinárias da MMX Mineração, com ganho de 4,46%, aos R$ 13,36. Galdi explica que há expectativas de reajuste dos contratos anuais de minérios de ferro em 2010, o que reflete nos papéis do setor.

Na ponta oposta, ficaram as ações ordinárias da Cosan, que perderam 2,86%, vendidas a R$ 24,78. O movimento é penalizado pela possibilidade de redução do porcentual de mistura de etanol à gasolina. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anuncia a decisão na próxima segunda-feira (11).

No cenário interno, hoje os agentes financeiros confiriram também dados sobre a indústria nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, após ter registrado variações positivas durante 10 meses consecutivos (de janeiro a outubro), a produção industrial brasileira recuou 0,2% em novembro de 2009, na comparação com outubro. O dado decepcionou o mercado, que esperava alta em torno de 1%.

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Entidades agrícolas apuram perdas com chuvas no RS

Limão

Entidades agrícolas do Rio Grande do Sul começaram a levantar as perdas provocadas pelas fortes chuvas de domingo e segunda-feira no Estado. Além de possíveis prejuízos à safra de verão, cujo plantio está praticamente concluído, a infraestrutura de escoamento da produção já começa a preocupar alguns municípios, onde pontes foram destruídas pelas águas.

Na Depressão Central do Estado, uma das áreas mais afetadas, a maior parte da produção de fumo escapou das chuvas, pois a colheita já tinha superado 85% da área plantada, calculou o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Weber. Mesmo assim, o alagamento de depósitos de fumo levou a entidade a enviar um pedido às indústrias de fumo para apressar a compra do produto, para evitar excesso de umidade e deterioração das folhas.

Além disso, solicitou que o fumo fosse comprado sem classificação, em negociação direta com o produtor. O preço do fumo é definido com base em uma tabela que considera a variedade e a classificação atribuída a ele. A estimativa inicial era colher 735 mil toneladas de fumo na safra 2009/10 no sul do País, mas o clima certamente irá gerar quebras, previu Weber. Antes das chuvas desta semana, o mês de novembro foi de forte precipitação no Rio Grande do Sul, por causa do fenômeno El Niño.

Os pequenos produtores relatam danos à produção de grãos e hortaliças, criação de animais, casas, galpões e equipamentos agrícolas. Além disso, houve prejuízos à infraestrutura de estradas e pontes que servem ao escoamento da safra, lembrou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Elton Weber. A entidade irá reunir na sexta-feira a Comissão de Política Agrícola para elaborar uma pauta de reivindicações. Na próxima semana, o objetivo é levar os pedidos aos governos federal e estadual.

Embora seja produzido com irrigação, o arroz gaúcho voltou a sofrer com o alagamento provocado pelas chuvas desta semana. O presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Maurício Fischer, explicou que o grão precisa de água a partir de 15 dias após emergir, mas uma lâmina dágua de cinco centímetros é suficiente. Entre 30 e 35 mil hectares de arroz ficaram submersos pelas chuvas. As plantas podem se recuperar, mas seu potencial produtivo fica prejudicado. Em novembro, as chuvas já tinham atrasado o plantio da safra.

O presidente do Irga fez um levantamento das ocorrências mais relevantes de El Niño desde 1955. Neste período, 14 episódios foram mais fortes. Neles, a produtividade média estadual de arroz caiu entre 10% e 13% em comparação ao obtido no ano anterior e posterior ao El Niño. O Rio Grande do Sul é o principal produtor de arroz e espera colher 7,3 milhões de toneladas das 12 milhões de toneladas que serão produzidas no País na safra 2009/10.

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Monsanto tem prejuízo de US$ 19 mi no trimestre

InvesMax - Último Segundo

A Monsanto Co. informou hoje, em conferência, que teve prejuízo de US$ 19 milhões, ou 3 cents por ação, nos três meses terminados em 30 de novembro de 2009, primeiro trimestre fiscal.Um ano antes, havia registrado lucro de US$ 558 milhões, ou US$ 1 por ação.No mês passado, a companhia havia previsto prejuízo de até 5 cents por ação, já que tradicionalmente o primeiro trimestre fiscal é o mais fraco do ano, em virtude da temporada de plantio no Hemisfério Norte. No período, a receita da companhia caiu 36% para US$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas do Roundup e outros herbicidas recuaram 62%. Analistas consultados pela Thomson agência de notícias esperavam US$ 1,98 bilhão.A empresa também afirmou que foram carregados os primeiros lotes de sementes de milho e soja de margem mais elevada e divulgou uma série de novos produtos que estão prestes a serem lançados em escala comercial. A temporada 2010 representa momento decisivo para o grupo norte-americano, que vem registrando lucros decrescentes em sua unidade de herbicidas, de modo que destinará mais recursos para melhorar as vendas de sementes de alta tecnologia.A estratégia depende, no entanto, da capacidade de persuasão da empresa junto aos produtores, para que comprem produtos novos e mais caros num momento em que a demanda global por commodities ainda se recupera. O presidente e CEO, Hugh Grant, definiu as novas sementes como "a munição" para que a Monsanto alcance seus objetivos de médio prazo, que foram reafirmados apesar do prejuízo no primeiro trimestre fiscal.A Monsanto afirmou que 11 novos produtos estão em uma fase avançada de desenvolvimento. Em novembro eram 9 produtos. As novas tecnologias e um ambiente mais favorável no que diz respeito à regulamentação em todo o mundo estão contribuindo para as pesquisas, segundo executivos.Sobre as safras norte-americanas, a empresa espera que a área plantada com milho em 2010 seja de 88 milhões de acres (35,61 milhões de hectares), enquanto a soja ocupará 75 milhões de acres (30,35 milhões de hectares). Trata-se de um aumento em relação aos tamanhos de 2009, de 86,4 milhões e 77,5 milhões, respectivamente.Essas estimativas estão um pouco abaixo dos números que vêm sendo cogitados pelo mercado, de 89,5 milhões de acres para o milho e 77 milhões de acres para a soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará dados oficiais sobre a intenção de plantio em 31 de março. As informações são da Dow Jones.

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DEFESA SANITÁRIA

Barreiras fitossanitárias evitam entrada de pragas de vegetais

Revista Cultivar - Pelotas/RS

Mosca da carambola, cancro cítrico, mancha-negra dos citros, greening (cítricos), lagarta da macieira, sigatoka negra (banana), moko da bananeira e vassoura-de-bruxa (cacau). Essas são algumas pragas de vegetais acompanhadas oficialmente pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) para controle e erradicação no País.

A estruturação contínua de barreiras fitossanitárias para produtos vegetais, em portos e aeroportos, é fundamental para prevenir o ingresso dessas pragas quarentenárias pelas fronteiras. São dois tipos de pragas quarentenárias: não presentes no País, mas com potencial para causar perdas econômicas, se introduzidas ou já presentes, mas sem ampla distribuição e com programa oficial de controle. O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Odilson Silva, explica que o reforço do controle nas barreiras se deve à concentração da entrada de mercadorias e passageiros, que oferecem maior risco de material hospedeiro por pragas.

CFO - A Certificação Fitossanitária de Origem é emitida para evitar que pragas existentes no Brasil sejam transportadas para regiões livres e também para auxiliar o processo de exportação. O documento permite a rastreabilidade e atesta a condição fitossanitária dos lotes, partes de plantas ou de produtos vegetais, na origem, de acordo com as normas internacionais de defesa sanitária vegetal.

A partir deste ano, o Sistema de Certificação Fitossanitário será totalmente informatizado e incluirá cerca de 20 mil engenheiros agrônomos habilitados a emitir o documento no País. Com o aprimoramento das atividades, o Brasil atende a rígidos critérios dos principais parceiros comerciais.

No programa incluem-se, ainda, o estabelecimento do sistema de manejo de risco da área livre de sigatoka negra na cultura de banana, com ampliação das áreas livres dessa praga e do sistema de manejo de risco para moscas-das-frutas em cultivos de cucurbitáceas (abóbora e melancia). Também será ampliado o combate à ferrugem asiática da soja, com adoção do vazio fitossanitário (o período de ausência total de plantas vivas na cultura da soja no campo) e a caracterização de áreas livres de pragas.         

“Para alcançar esses objetivos, o Ministério da Agricultura vai alocar recursos (humanos, materiais e financeiros), melhorar a rede laboratorial e revisar a legislação vigente, com propostas de normativas e anteprojeto de lei de defesa sanitária vegetal”, afirma o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz.

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EVENTOS

Agronegócio: instituto mineiro de agropecuária completa 18 anos amanhã

Safras & Mercado

SAFRAS (06) - O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) comemora 18 anos nesta quinta-feira (07) exercendo a defesa sanitária animal e vegetal em todo o Estado de Minas Gerais. O Instituto também atua na inspeção de produtos agropecuários contribuindo para a preservação da saúde pública e do meio ambiente. Presente em todo o estado, o Instituto possui 20 coordenadorias regionais e 208 escritórios seccionais espalhados em todo o território mineiro e que atende aos 853 municípios de Minas Gerais. Cabe ao IMA executar as políticas públicas de produção, educação, saúde, defesa e fiscalização sanitária animal e vegetal. O Instituto também atua na certificação de produtos agropecuários no estado visando à preservação da saúde pública, e do meio ambiente. Além disso, tem como foco principal o desenvolvimento do agronegócio, em acordo com as diretrizes fixadas pelo governo estadual e federal para o setor. A fim de obter resultados expressivos nas ações de fiscalização e certificação, o IMA estabelece normas e procedimentos para proporcionar aos consumidores a oferta de alimentos seguros. É função do Instituto exercer inspeção animal e vegetal, bem como o controle de produtos de origem animal e vegetal, na produção e na industrialização, além de padronizar e classificar produtos, subprodutos e resíduos de valor econômico de origem vegetal. O diretor geral do IMA, Altino Rodrigues Neto fala da importância do trabalho do Instituto para a manutenção da qualidade dos produtos agropecuários de Minas. É com orgulho que comemoramos esta data, já que ao longo de quase duas décadas o setor agropecuário vem se destacando significativamente devido ao trabalho e ao esforço dos nossos profissionais. Os principais indicadores dos resultados do IMA, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa/MG), podem ser conferidos através do Projeto Estruturador Certifica Minas. Certifica Minas - O Certifica Minas tem como objetivo ampliar a inserção competitiva da produção agropecuária mineira nos mercados nacional e internacional, com ênfase na superação das restrições zoofitossanitárias existentes. Em 2009, o IMA cumpriu as 12 metas previstas no Projeto Estruturador Certifica Minas, com reflexos positivos para o agronegócio mineiro. Foram feitos investimentos nas estruturas regionais e laboratórios do Instituto, desenvolvimento e implantação de novas tecnologias, capacitações, aprimoramento dos sistemas de defesa animal e vegetal, ampliação do número de propriedades de café e de cachaça certificadas e de programas de monitoramento, como a rastreabilidade bovina. As ações de fiscalização no trânsito também foram intensificadas ao longo do ano. Os recursos destinados ao Projeto Estruturador sofreram sucessivos aumentos desde 2007, quando eram da ordem de R$ 4.042.132,34. Em 2008, os recursos subiram para R$ 11.898.965,55 e em 2009 para R$ 12.834.173,10, dos quais R$ 10.816.532,85 de custeios como diárias e combustíveis para trabalho em campo e R$ 2.017.640,25 de investimentos (que gera bens). As informações partem do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). (VA)

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Organizadores divulgam programação da showtec 2010

Safras & Mercado

SAFRAS (06) - A mostra de tecnologias que assegurem a sustentabilidade ambiental e econômica do agronegócio brasileiro, será o foco da Showtec 2010. É o que informa a Fundação MS, organizadora do evento, ao divulgar nesta quarta-feira (06), a programação oficial da 14 edição da feira, que neste ano será realizada entre os dias 2 e 4 de fevereiro em Maracaju (MS). Inserida no calendário oficial de eventos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Showtec 2010 conta com a promoção do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul). Neste ano a feira contará com uma área útil para demonstrações da exposição de 150 mil metros quadrados, onde estarão presentes mais de 100 empresas ligadas ao setor produtivo apresentando cerca de 500 tecnologias agropecuárias. Segundo a secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, a Showtec 2010 vai além do modelo tradicional das feiras voltadas à divulgação e promoção de produtos tecnológicos, ela volta-se para a realidade dos agropecuaristas do Centro-Oeste, seus desafios e anseios, focando-se na ampliação da produção sustentável. A instabilidade climática e adversidades produtivas de nossa região estão sendo abordadas do ponto de vista sustentável, ou seja, busca-se integralizar as soluções e inovações tecnológicas às exigências ambientais, sem que a atividade perca a viabilidade econômica, elogia. De acordo com a programação divulgada, nos três dias serão demonstradas 160 variedades de soja e milho (tradicional e transgênica) com produtos voltados exclusivamente para o Mato Grosso do Sul - além das cultivares de sorgo e girassol. Na apresentação de novas técnicas de gestão e manejo, serão apresentadas palestras e giros tecnológicos voltados exclusivamente para a proteção de plantas, equilíbrio nutricional, fertilidade do solo voltada a alta produtividade, uso correto de corretivos e fertilizantes, e novas ferramentas, implementos para a agricultura de precisão. No setor da pecuária, serão apresentadas novas forrageiras e suas características, manejo, sanidade animal, rastreabilidade e integração lavoura pecuária e o sistema agrosilvipastoril. Os setores de florestas e agroenergia também terão destaque, com a apresentação de palestra, exposição de novas tecnologias e cultivares, como o Crambe CV FMS Brilhante, produzido em Mato Grosso do Sul e muito resistente à seca. Outro destaque da Showtec 2010 será o espaço voltado exclusivamente a pequenos sistemas produtivos, que serão direcionados a Agricultura Familiar. Estarão sendo apresentados o projeto País, cultivares de plantas medicinais, hortaliças, frutíferas, forrageiras, cultivares anuais, consórcios e alternativas de produção. Também apóiam o evento, além dos governos Federal e Estadual, a prefeitura municipal de Maracaju, Crea/MS, Sebrae/MS, Banco do Brasil, Sicredi e Aprosoja. As informações partem da Seprotur. (VA)

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ONU celebra ano internacional da biodiversidade

Pauta Social

Lançamento oficial acontece em 10 de janeiro em Berlim

As Nações Unidas celebram em 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. O lançamento oficial acontece em 10 de janeiro em Berlim, na Alemanha. Segundo a ONU o mundo está pouco familiarizado com o papel vital que a biodiversidade desempenha no bem-estar humano e na manutenção do planeta.

Um dos objetivos da organização é contribuir de forma abrangente no combate às causas da erosão e perda de biodiversidade por falta de desenvolvimento sustentável.

As Nações Unidas alertam que esses problemas são centrais na definição para uma nova abordagem de conservação.

Outros eventos devem marcar o calendário em 2010. Palestras com especialistas e representantes de agências da ONU, e a abertura de uma exposição sobre o tema serão realizadas entre os dias 21 e 22 de janeiro em Paris, cidade sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Vários países do mundo, como Brasil, Canadá, Espanha e Estados Unidos também devem apresentar iniciativas nacionais de educação e sensibilização.

Dados divulgados no site oficial do Ano Internacional da Biodiversidade mostram que o tema abrange espécies variadas de plantas, animais e microorganismos.

Só o turismo baseado na natureza na África geraria aproximadamente a mesma receita total proveniente da agricultura, silvicultura e pesca na região.

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Showtec ajudará sojicultor a escolher melhor variedade

Revista Cultivar - Pelotas/RS

Acertar na escolha da variedade de soja é fundamental para garantir rentabilidade e evitar perdas. Os equívocos podem trazer prejuízos de até 15 sacas por hectare, ou seja, redução de 35% na produtividade, alerta o engenheiro agrônomo Carlos Pitol, pesquisador da Fundação MS.

No dia 2 de fevereiro, em Maracaju, o Showtec terá uma estação sobre o assunto durante o Giro Tecnológico pelos Sistemas Produtivos de MS. O pesquisador vai apresentar 25 tipos diferentes de cultivares, suas características, vantagens e desvantagens.

“Infelizmente ainda se erra muito na escolha da variedade e o produtor leva muito prejuízo com isso. Não adianta deixar se levar pelo mercado se a cultura não tiver o desenvolvimento adequado”, alerta.

É preciso considerar no momento da escolha um conjunto de fatores, que passa pela época do plantio, tipo e padrão e solo (acidez e fertilidade), escalonamento do plantio e da colheita e o ciclo da cultivar. O pesquisador lembra que considerar apenas o potencial de produtividade é um erro porque o desenvolvimento da planta vai depender da característica do solo. “Ainda que seja alto, o potencial de produção pode ficar limitado”, explica.

Um equívoco recorrente, destacado por Carlos Pitol, é que muitos produtores plantam a soja pensando na safrinha de milho e escolhem variedades precoces sem ponderar se seu solo reúne características adequadas para isso. “O produtor fica perseguindo o objetivo de colher logo para entrar com o milho e acaba perdendo produtividade”, diz.

A opção entre variedades tradicionais e transgênicas também será avaliada pelo pesquisador. A maioria dos sojicultores tem optado pelos transgênicos, devido aos benefícios no controle de invasoras, mas em muitos casos as variedades convencionais têm se mostrado mais vantajosas porque, além de não ser necessário o pagamento pelo uso da tecnologia (royalties), o mercado remunera melhor a produção, com diferença de R$ 1,50 a R$ 2,00 por saca.

Showtec 2010 – Ao longo do Showtec 2010 vários Giros Tecnológicos serão desenvolvidos, abordando de forma dinâmica assuntos relacionados aos principais aspectos do sistema produtivo.

O Showtec 2010 será realizado pela Fundação MS de 2 a 4 de fevereiro, em Maracaju. O evento tem promoção do Governo do Estado, Seprotur, FAMASUL, e apoio do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), OCB/MS, CREA/MS, Sebrae, Sicredi, Banco do Brasil, Prefeitura de Maracaju e Aprosoja. Informações sobre o evento podem ser obtidas pelo site da Fundação (www.fundacaoms.com.br) ou pelo telefone   (67) 3454-2631.

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FEIJÃO

Feijão graúdo, mas lucro achatado

Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR

A primeira safra de feijão do ciclo 2009/10 chega a um terço da colheita no Paraná com preços em queda contínua, apesar de a qualidade do produto ser considerada melhor que a esperada. Os produtores recebem entre R$ 52 (preto) e R$ 54 (de cor) por saca de 60 quilos, metade do que conseguiam um ano atrás. Estoques elevados desvalorizam o alimento e fazem com que só produtividades pelo menos 20% acima da média de 1,6 tonelada por hectare sejam lucrativas.

No Sudoeste do Paraná, a produção é considerada fraca, não ultrapassando 1,8 tonelada por hectare. Em contrapartida, a qualidade do grão é das melhores, principalmente no feijão preto. Ano passado, os produtores colheram 30% menos que a média atual, mas receberam o dobro.

O agricultor Mateus Biasek, de Pato Branco, colheu 30% de seus 270 hectares de feijão e afirma que não está alcançando a produtividade média (1,6 t/ha). Os primeiros lotes renderam 1,2 tonelada por hectare. Ele espera que as áreas plantadas mais tarde rendam 50% mais. “Nas lavouras em que teve uma semana de diferença no plantio devemos colher 30 sacas (1,8 t) por hectare”. Na verdade, todo o plantio foi antecipado, para que, após a colheita, a área seja coberta de soja.

Segundo Biasek, só quem conseguiu reduzir custo não vai sair no prejuízo, considerando a produtividade média. “Vamos segurar o feijão estocado enquanto pudermos para esperar um preço melhor.”

O feijão perdeu espaço para a soja, que começa a ser colhida nos próximos dias no Sudoeste. Dos 330 mil hectares previstos, só 323 foram plantados, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab). A área é 13% menor que a do ano passado. A produção, no entanto, considerando média de 1,6 tonelada por hectare, deve chegar a 523 toneladas, com alta de 24%. A explicação está na produtividade, que volta ao normal depois de um ano de quebra, crescendo 38% sobre a alcançada no mesmo período do ano passado. Ainda restam duas safras de feijão no ciclo 2009/10, mas com áreas e produções menores.

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Publicado zoneamento agrícola para feijão 3ª safra no PR

Revista Cultivar - Pelotas/RS

As normas do zoneamento agrícola para o feijão 3ª safra no estado do Paraná, ano safra 2009/2010, foram publicadas, quarta-feira (06/01), no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria N° 1.

No estudo foram identificados os municípios aptos e os períodos de semeadura, a partir de análises térmicas e hídricas.

Feijão - É uma cultura apropriada tanto para compor sistemas agrícolas intensivos, com altas tecnologias, como os que têm menor uso tecnológico, principalmente, cultivos de subsistência. As temperaturas elevadas são prejudiciais em qualquer estágio de desenvolvimento, com destaques para os períodos de florescimento e frutificação. Temperaturas abaixo de 12°C, na época de floração, provocam abortamento das flores.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que o Paraná, no biênio 2008/2009, foi responsável pelo cultivo de 7,7 mil hectares de feijão 3ª safra e produção de 6,6 mil toneladas.

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GRÃOS

Grãos abrem 2010 com preços firmes na CBOT

Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR

O mercado futuro de grãos começou 2010 com preços firmes na Bolsa de Chicago (CBOT). Após três pregões, soja, milho e trigo, principais commodities negociadas na bolsa norte-americana, acumulam saldo positivo neste ano. O trigo foi o produto que mais subiu, com alta de 4,8% no ano. Milho e soja tiveram variação mais modesta, com preços 1,6% e 1% superiores aos do final de 2009.

Puxado por compras dos fundos de investimento, o trigo alcançou ontem o seu maior valor em um mês. Com alta de 14,25 pontos, terminou o dia cotado a US$ 5,6725 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 12,51 por saca de 60 quilos. O movimento altista foi espelhado pelo milho, que fechou os negócios com valorização de 3 pontos, cotado a US$ 4,21 o bushel (25,4 quilos), ou US$ 9,94 a saca. Segundo relatório da CBOT, os fundos adquiriram ontem cerca de 4 mil contratos de trigo e 6 mil de milho.

Já os preços futuros da soja, na contramão, tiveram ligeira queda ontem, após três dias de alta. A oleaginosa perdeu 1,75 ponto e terminou a quarta-feira trocando de mãos a US$ 10,505 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 23,17 a saca. O mercado foi pressionado pelo clima favorável à safra sul-americana e pela notícia de que a China vai controlar a entrada de grão importado no país exigindo aprovação prévia de contratos de importação.

“O efeito foi pscicológico. Até porque não se sabe muito bem como a emissão das licenças vai funcionar. Pode ser que conseguir a autorização seja bem mais fácil do que se imagina”, diz o analista americano Vic Lespinasse, da GrainAnalyst.

Já as boas condições das lavouras de soja da América do Sul preocupam os americanos porque significam concorrência para os Estados Unidos. Segundo traders, o temor é que, com o início da colheita no Centro-Oeste brasileiro, a demanda chinesa, que vem sustetando as exportações dos EUA, comece a migrar para a América do Sul.

No Brasil, os preços continuam em queda, pressionados pelo câmbio. Conforme levantamento da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abaste­cimento (Seab), o produtor paranaense recebeu ontem em média R$ 39,85 pela saca de soja (-0,2%)e R$ 14,89 pela saca de milho (-0,13%).

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MILHO: Mais um ano de atenção ao mercado do milho

BGA - Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro

O Brasil deverá colher na temporada 09/10 aproximadamente 50,1 milhões de toneladas de milho, considerando a primeira e segunda safras. Somado a esse valor, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um estoque de passagem da ordem de 11,2 milhões de toneladas. Desta forma, a oferta de milho nesta safra deverá ser de aproximadamente 62,3 milhões de toneladas (considerando 950 mil toneladas que entram no país via importação). Este montante é 2,3% menor que o verificado no ciclo anterior (08/09). Por outro lado, como destaca o coordenador da divisão de grãos e agricultura da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro de Lima Filho, o consumo pode aumentar. Isso, como conseqüência da retomada do crescimento de alguns setores, como aves e suínos, puxados pela maior demanda interna e mundial. A Conab estima um consumo interno de 46,5 milhões de toneladas. Ainda do lado da demanda, em 2010, a previsão é de que o país exporte 8 milhões de toneladas de milho, valor próximo do esperado para 2009. “Cada vez mais o mercado internacional se mostra essencial para o escoamento da produção brasileira. Com uma demanda total estimada em 54,5 milhões de toneladas e uma oferta de 62,3 milhões de toneladas, teremos um estoque de 7,8 milhões de toneladas ao final de 2010”. Em 2009, por exemplo, considerando os embarques até novembro (6,5 milhões de toneladas), as exportações representaram 13% da produção nacional, safra 08/09 (em torno de 50 milhões de toneladas). Apesar da previsão inicial de estoques menores em 2010, em relação ao verificado em 2009, Rafael chama à atenção, que mesmo sob estimativas de crescimento da demanda, “o mercado deve seguir bastante ofertado. Vale destacar que foi justamente a baixa liquidez no mercado interno que derrubou as cotações do milho em 2009”.

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Conab divulga amanhã safras de grãos e café

Revista Cafeicultura

A primeira estimativa da produção de café para 2010 e o quarto levantamento da safra atual de grãos elaborados pela Conab serão divulgados amanhã (7), às 10 horas, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. A apresentação será no auditório da sobreloja do Ministério.

A colheita de café neste ano poderá ser recorde. Um dos motivos é a bienalidade positiva da cultura. O trabalho de campo foi feito pelos técnicos da estatal de 23 de novembro a 4 de dezembro do ano passado.

Em 2009 foram contabilizadas 39,47 milhões de sacas de café beneficiado. Já o cultivo de grãos está projetado em 140,6 milhões de toneladas, conforme a pesquisa de dezembro.

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Edital para sementes e ferramentas cadastra entidades atéo dia 30

Cada Minuto

Documento está disponível no site da Secretaria de Agricultura e previsão é de que sejam distribuidas mil toneldas de sementes até março

Redação Sementes de milho,algodão,sorgo,feijão,mamona e arroz estão no programa de governo Sementes de milho,algodão,sorgo,feijão,mamona e arroz estão no programa de governo

O edital para cadastrar entidades ligadas a agricultores familiares e prefeituras que queiram receber sementes está disponível no site da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) até o dia 30 deste mês. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico www.agricultura.al.gov.br.

Além da distribuição de mil toneladas de sementes de milho, feijão, arroz, mamona, algodão e sorgo, o edital prevê a cessão para uso de ferramentas e máquinas para fortalecer os bancos comunitários de sementes. Entre as ferramentas e máquinas que serão disponibilizadas, estão: conjunto de batedeira para milho e feijão, balança caudoro, arado de aço, peneira vibratória e plantadeira manual de cereais.

As entidades interessadas, como associações comunitárias rurais, federações, cooperativas de produção, cooperativas de crédito, sindicatos dos trabalhadores rurais e prefeituras, devem entregar uma proposta na sede da Seagri, em Maceió, ou em uma das nove Gerências Regionais. Elas ficam nos seguintes municípios: Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Porto Calvo, União dos Palmares, Batalha, Maceió, Penedo e Santana do Ipanema.

É necessário também que essas entidades ligadas a agricultores familiares tenham pelo menos três anos de fundação. Todas as propostas serão analisadas pela Comissão Estadual de Sementes, que fará uma notificação às organizações selecionadas.

A previsão da Seagri é distribuir as sementes até março. Outras informações pelos telefones (82) 3315-1387 / 3315-1382.

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INSUMOS

Governo estuda marco regulatório para fertilizantes

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

O governo deverá enviar ao Congresso um marco regulatório para a produção de fertilizantes. O assunto é considerado estratégico, dada a participação do agronegócio na economia nacional e devido ao fato de o país importar 90% do potássio, mineral necessário para a fabricação desse insumo agrícola.

A meta do governo é ser autosuficiente nesse setor em dez anos. Ontem, os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Reinhold Stephanes (Agricultura) estiveram reunidos para tratar do assunto. O marco deverá ser apresentado em março.

Em abril do ano passado, a Petrobras já havia anunciado que pretendia competir no setor de mineração e investir em uma mina de potássio no Amazonas. Além disso, deverá investir US$ 2 bilhões na construção de uma fábrica com capacidade de 1 milhão de toneladas/ano de ureia e amônia a partir de 2013 (Folha de S.Paulo, 7/1/10)

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Falsificadores ampliam ataque ao campo

Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR

As apreensões de agrotóxicos ilegais atingiram 22,1 toneladas em 2009 em todo o Brasil, conforme o Sindicato Nacional da Indústria para Defesa Agrícola (Sindag), que reúne os dados dos órgãos de fiscalização. Houve crescimento de 5% em relação ao ano anterior, índice considerado pequeno. Ao verificar os produtos apreendidos, no entanto, o setor entrou em alerta. “Houve um crescimento expressivo nas falsificações”, diz o técnico do Sindag que coordena ações de combate à ilegalidade, Fernando Henrique Marini. A participação dos falsificados no total das apreensões saltou de 5% (2008) para 40% (2009), relata.

A fiscalização vem sendo sistematizada desde 2004, quando a entrada de grande quantidade de soja transgênica pelo Rio Grande do Sul mostrou a fragilidade do setor. As principais portas de chegada dos insumos ilegais são Paraguai e Uruguai, segundo o Sindag. O Paraná é considerado um dos estados mais problemáticos, por sua posição geográfica e pela liderança na produção agrícola.

Os falsificadores estão reproduzindo marcas conhecidas, líderes em vendas, conforme o Sindag. Dentro das embalagens, no entanto, pode haver inclusive água, diz Marini. O conteúdo apreendido não chega a ser examinado frasco a frasco. Segue para incineração, financiada pelas indústrias.

Perto de 350 (80%) das 400 toneladas de material apreendidas desde 2001 foram incineradas, informa o Sindag. O volume é mais expressivo do que parece. Entre os produtos apreendidos, há herbicidas de trigo cuja dosagem é 4 gramas por hectare.

Os órgãos envolvidos nas blitze são da área ambiental, agrícola, fiscal, saúde e segurança pública (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal). Os indiciados podem responder por crime de contrabando, descaminho e sonegação de tributos. Nesta década, 570 pessoas foram indiciadas a partir dessas operações e 14 condenadas em todo o país.

Nem sempre se apura a origem dos produtos, mas a fiscalização diz que, normalmente, os agrotóxicos ilegais são de indústrias localizadas na Ásia ou de fabriquetas de fundo de quintal do Brasil e países vizinhos. Muitas vezes o produto até cheira como os originais, mas não tem a mesma composição, dizem os fiscais. A única garantia do produtor é a palavra do vendedor, que normalmente é um desconhecido. O agrotóxico falsificado é de difícil diferenciação – pode vir com embalagem, bula e rótulo idênticos aos originais. Em alguns casos, só uma perícia técnica consegue diferenciar um produto do outro.

Não à toa, as operações fiscais ganham nomes como Piratas da Lavoura, Pó da China e Pureza. Para ser legalizado, todo agrotóxico precisa ser registrado nos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, sem contar os órgãos estaduais dessas áreas.

Num país com uma das maiores cargas tributárias do mundo, é fácil acreditar em alguém que oferece produto “importado sem impostos” para justificar a prática de preços bem menores que os do mercado. O representante do Sindag diz, no entanto, que o produtor deve desconfiar de qualquer oferta fora dos preços médios. Seu conselho é para que a compra seja feita junto a fornecedores habituais e de confiança e não de vendedores itinerantes com produto para pronta entrega.

Segundo o Ministério da Agricultura, responsável pela maior parte das apreensões, agrotóxicos ilegais (com registro ou rótulo irregular) e falsificados (com nomes falsos, sem origem definida) foram encontrados em todas as regiões agrícolas do Paraná. As operações se concentraram no segundo semestre, às vésperas da safra de verão, época de mercado de insumos aquecido. A lista das marcas dos produtos irregulares e falsificados não foi divulgada.

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LEGISLAÇÃO

Agronegócio: decisão do stf consolida direito de propriedade - CNA

Safras & Mercado

SAFRAS (06) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgou nota nessa quarta-feira (06), assinada pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, em que considera indispensável chamar a atenção do país para a importância e o significado da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Gilmar Mendes, ao conceder liminar que suspendeu os efeitos do decreto homologatório da reserva indígena Arroio-Korá em Mato Grosso do Sul. A demarcação da reserva indígena foi decretada pelo Presidente da República em 21 de dezembro de 2009, ato contestado imediatamente pelos titulares da Fazenda Iporã (MS) que impetraram mandado de segurança no STF. De forma oportuna, coerente e tempestiva, o presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, concedeu a medida liminar ainda em 24 de dezembro. A decisão do ministro Gilmar Mendes representa um novo marco de segurança jurídica no país por consolidar, de forma clara e inequívoca, o direito de propriedade. Além disso, comprova, mais uma vez, que a Suprema Corte cumpre com rigor seu papel histórico de guardiã da Constituição e do Estado de Direito. A comprovação da existência do registro do imóvel desde 1924, ou seja, há praticamente um século, foi fundamento determinante da decisão. Ao dar a correta relevância a esse dado, o STF reforça a orientação, já antecipada no julgamento da Reserva Raposa Serra do Sol, de que as demarcações só alcançam terras efetivamente ocupadas por populações indígenas na data de promulgação da atual Constituição, ou seja, em 5 de outubro de 1988. Segundo o STF, ocupações indígenas ocorridas em passado remoto não justificam novas demarcações. O caso da reserva Arroio-Korá evidencia, ainda, a urgência de providência de maior alcance, visando inibir a atuação da administração pública notadamente da FUNAI que insiste em ignorar os parâmetros que definem os marcos temporais a serem considerados nos processos de demarcação de terras indígenas, induzindo o chefe do Poder Executivo a tomar medidas que contrariam a Constituição. A CNA, a esse propósito, apresentou perante o STF, em setembro do ano passado, proposta de súmula vinculante justamente com a finalidade de ampliar a abrangência da orientação que impede a demarcação em áreas não mais ocupadas por índios em 5 de outubro de 1988. Afinal, tal definição não constitui prerrogativa a ser reconhecida apenas aos proprietários da Fazenda Iporã como no caso da reserva Arroio-Korá , mas direito a ser assegurado indistintamente a todos produtores rurais do país. (VA)

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LOGÍSTICA

A lei dos portos e os usuários

Jornal do Brasil - Rio de Janeiro/RJ

Antonio Oliveira Santos EMPRESÁRIO

Uma das maiores conquistas empresariais dos últimos tempos foi, sem dúvida, a Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, que “dispõe sobre o Regime Jurídico da Exploração dos Portos Organizados e das Instalações Portuárias e dá outras providências”, conhecida como “a lei de modernização dos portos”. De fato, iniciando a privatização desse importante setor, a lei extinguiu o monopólio sindical do trabalho no cais e excluiu das operações de capatazia as antigas companhias Docas, empresas estatais.

Considerada uma espécie de segunda abertura dos portos – a primeira foi a decretada pelo príncipe regente dom João, em janeiro de 1808 –, a Lei nº 8.630/93 foi fruto do trabalho técnico e político desenvolvido pela ação empresarial, que reuniu, nesse desideratum, cerca de cem entidades de classe em todo o país, com destaque para as confederações nacionais da Agricultura, do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, da Indústria e dos Transportes.

Seguindo um modelo universal, a lei criou, em “cada porto organizado ou no âmbito de cada concessão”, o Conselho de Autoridade Portuária (CAP), que dá ao setor privado poderes especiais para supervisionar a aplicação da legislação modernizadora e, sobretudo, evitar a eventual reestatização do sistema. No artigo 30, parágrafo 1º, a lei enumera os encargos fundamentais do CAP, entre os quais os de “baixar regulamento de exploração”, “homologar os valores das tarifas portuárias” e pronunciarse sobre os “assuntos de interesse portuário”.

Infelizmente, os CAPs não vêm desempenhando, de forma satisfatória, a relevante missão de monitorar a gestão pública dos portos.

A própria Comissão Portos – criada pelas principais entidades que participaram da elaboração do projeto que se converteu na Lei nº 8.630/93 – tem criticado a atuação dos CAPs, particularmente no que se refere à representação empresarial.

Num de seus boletins, a Comissão Portos registrou que “muitos integrantes dos CAPs limitam-se a cumprir papel secundário na questão do porto, seja porque ainda não avaliaram a importância da sua missão, seja porque lhes falta visão clara dos interesses coletivos do segmento que representam”.

Na comunidade portuária, o grupamento mais importante – o que “paga a conta” – é o dos usuários, ou seja, exportadores e importadores, a maior parte da área comercial. Por isso mesmo, na composição do CAP – 16 membros divididos em quatro blocos (poder público, operadores portuários, trabalhadores e usuários dos serviços portuários) –, estabelecida pelo artigo 31 da Lei nº 8.630/93, o bloco dos usuários dos serviços portuários está representado por cinco membros.

Em face de modificações inexplicavelmente introduzidas no projeto que se converteu na Lei nº 8.630/93, quando de sua votação final, as federações estaduais da Agricultura, do Comércio e da Indústria, entidades sindicais empresariais, não foram incluídas entre as entidades representadas no bloco dos usuários, muito embora sejam elas que, através dos numerosos sindicatos filiados, reúnam a quase totalidade dos usuários, entre os milhões de empresas filiadas.

Recentemente, a Portaria nº 308, de 28 de outubro do corrente ano, da Secretaria Especial de Portos (SEP), da Presidência da República, completou a representação dos armadores (Bloco II) no CAP, acrescentando a Federação Nacional das Empresas de Navegação (Fenavega), como entidade participante.

Em tais condições, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo entende que o governo, mediante proposta da Secretaria Especial de Portos, deveria modificar o texto dos incisos III e IV do parágrafo 1º do artigo 31 da Lei nº 8.630/93, para incluir, nos conselhos de Autoridade Portuária (CAPs), as federações estaduais da Agricultura, da Indústria e do Comércio, como representantes dos “usuários dos serviços portuários”, o que não só fortaleceria a atuação desses órgãos como lhes daria mais legitimidade, para bem desempenhar os seus encargos legais.

Antonio Oliveira Santos é presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

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MEIO AMBIENTE

Chuvas regulares de 2009 trazem benefícios à agricultura tocantinense

Cocktail Online

A boa distribuição das chuvas em 2009 trouxe benefícios à agricultura tocantinense. Dados da Estação Meteorológica da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro)  mostram que a precipitação em Palmas durante o ano foi de 1.955,8 milímetros. As medições também revelaram que as chuvas foram regulares, porém no mês de julho não houve registro, enquanto que em 2008, o período seco se estendeu por três meses. Dezembro foi o segundo com maior incidência, só o primeiro dia concentrou 29% do volume total observado no mês.

O diretor de Fruticultura e Silvicultura da Seagro, José Américo, explica que a regularidade pluviométrica favorece a agricultura. “Sendo assim, é possível antecipar o plantio e, consequentemente, a colheita. Com isso, os produtores de grãos e de abacaxi, por exemplo, conseguem obter mais resultados”, pontua.

José Américo complementa que a colheita de abacaxi começa em janeiro, graças ao cultivo irrigado. Com a antecipação das chuvas, os produtores que plantam sem irrigação, conseguem acompanhar os que utilizam esse método. “Para o abacaxicultor tocantinense o melhor período para a colheita é de janeiro a março, pois nesse intervalo consegue-se vender a fruta com o valor em alta, conferindo mais rendimentos ao produtor”, acrescenta.

No que tange à cultura de grãos, o engenheiro agrônomo e gerente de irrigação da Seagro, José de Assis Carolino, informa que a uniformidade da precipitação é um fator importante para o grão, pois as chuvas conseguem abranger bem a floração e o enchimento.

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OUTROS

Agronegócio: Parmalat quita débito com produtores de Santa Helena (go)

Safras & Mercado

SAFRAS (06) - A Parmalat iniciou na terça-feira (05), o pagamento dos produtores rurais de Santa Helena de Goiás. A empresa fez um DOC e pagou R$ 5 mil a todos os credores, cerca de 330. De hoje (06) para amanhã será pago por meio de uma TED, o restante do valor que compõe a primeira de três parcelas que vão quitar a dívida. Ficou acordado que desta vez seria pago 35% do valor estimado em R$ 6 milhões. Em reunião realizada no dia 23 de dezembro, entre a diretoria da empresa e a Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Santa Helena de Goiás, ficou acordado que a Parmalat pagaria 35% da dívida com os produtores, 32,5% em 30 dias e os outros 32,5% finais em 60 dias. As próximas parcelas estão previstas para serem pagas nos dias 23 de janeiro e 23 de fevereiro. Histórico - A Parmalat não depositou o montante comprometido na reunião realizada dia 23 de dezembro, e só sinalizou a nova data do pagamento no dia 30 de dezembro, uma semana após a primeira reunião. A empresa segue para o terceiro mês sem remunerar produtores pela matéria-prima já entregue. A dívida da Parmalat em Goiás com aproximadamente 330 pecuaristas de leite chega à casa dos R$ 6 milhões. A Faeg continua acompanhando o caso. Os produtores que estão na porta da empresa, situada em Santa Helena, afirmam que não permitirão a entrada de ninguém dentro da fábrica até que o pagamento seja feito. As informações partem do Sistema Faeg/Senar. (VA)

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Governo Prorroga Por um Ano Prazo para Adequação de Produtor de Agricultura Orgânica

IBD Certificações - Botucatu/SP

Brasília - Os produtores de agricultura orgânica brasileiros terão mais um ano de prazo para se adaptar às novas regras do setor. O Decreto nº 7.048, publicado dia 24/12/2009 no Diário Oficial da União, muda a data para adequação dos produtores de 28 de dezembro de 2009 para 31 de dezembro do próximo ano.

Segundo o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, o adiamento foi pedido pela Câmara Temática de Agricultura Orgânica, para que produtores de regiões distantes tenham tempo suficiente para compreender as novas regras.

"Não queremos correr o risco de penalizar produtores por descumprimento da legislação que muitos desconhecem, principalmente nas regiões em que há carência de assistência técnica especializada", afirmou.

O ministério informou que o pedido teve como base os dados apresentados pelo Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que chegou a um universo de 90 mil produtores orgânicos no país, número bastante superior aos 15 mil constatados em estimativas anteriores.

O governo encerrou a primeira etapa da regulamentação do setor de orgânicos no dia 28 de maio, definindo as regras para produção e comercialização de orgânicos, estabelecendo as exigências para armazenamento, rotulagem, transporte, certificação e fiscalização.

Com a mudança de prazo, fica estabelecido que o selo único oficial para os produtos orgânicos poderá ser usado assim que o produtor comprovar que está de acordo com as novas regras.

O selo de certificação serve para dar ao consumidor a certeza de estar levando para casa produtos mais saudáveis, cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas.

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POLÍTICA

Segurança alimentar da população pode ser definida por Política Nacional de Abastecimento

Hoje Notícias

A Comissão de Infra-Estrutura (CI) pode examinar em 2010 proposta do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criando a Política Nacional de Abastecimento (PNA) para garantir a segurança alimentar da população, através de ações do Poder Público visando a estimular a formação de estoques reguladores e estratégicos de alimentos, garantindo preços mínimos ao produtor rural e dando-lhe condições de armazenagem de seus produtos.

O PLS 51 de 2008 tramita na CI com parecer favorável do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), na forma do substitutivo aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). A proposta já foi aprovada também na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e, depois da CI, seguirá para as Comissões de Agricultura e Constituição e Justiça (CCJ), em regime de decisão terminativa, nesta última.

Pelo substitutivo, a PNA deverá obedecer aos princípios de segurança alimentar, sustentabilidade no fornecimento de suprimentos médicos preventivos e emergenciais, investigação científica e tecnológica voltada aos problemas de armazenagem e abastecimento, cooperação entre órgãos públicos e organizações não governamentais, bem como estímulo às atividades do pequeno produtor, ao associativismo e ao cooperativismo.

Ao poder público competirá definir planos de ação regionais e nacional com a participação de órgãos estaduais e municipais de desenvolvimento, bem como fiscalizar a aplicação dos recursos provenientes de incentivos creditícios e fiscais assegurando a infra-estrutura local necessária ao atendimento das populações carentes.

Em seu parecer, o senador Heráclito Fortes reconhece que a PNA avança no sentido de assegurar isonomicamente direitos básicos à população, mas apresentou emenda para garantir que essas ações estejam de acordo com os objetivos e princípios do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), nos termos da lei 11.346 de 15 de setembro de 2006.

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SEGURO RURAL

Seguro rural fica sem recursos de R$ 90 milhões

O Estado de S. Paulo

O governo federal deixou de liberar R$ 90 milhões em recurso suplementar destinado ao pagamento da subvenção do seguro rural, afetando cerca de 30 mil produtores em todo o País. A informação foi confirmada por Wellington Soares de Almeida, diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural, do Ministério da Agricultura.

Técnicos do Ministério da Agricultura se reuniram por dois dias para tentar solucionar o problema, que pode pôr em risco a credibilidade do Programa Nacional de Subvenção ao Seguro Rural.

Diante da forte demanda pelas operações de seguro rural, o Congresso aprovou, em 12 de dezembro, o projeto de lei que autorizava a liberação do recurso complementar para pagamento da subvenção. O dinheiro deveria ter sido liberado até 31 de dezembro, mas, como o Ministério da Fazenda não autorizou o empenho dos recursos no prazo previsto em lei, o montante não pode mais ser utilizado, informa Almeida. A lei do seguro rural determina que os recursos para subvenção só podem ser usados para pagamento de apólices aprovadas no mesmo ano da liberação do dinheiro.

"A não liberação desse recurso virou um tremendo problema para o governo, porque as seguradoras já emitiram as apólices e, em alguns casos, já ocorreram sinistros que as empresas terão de pagar", diz Almeida.

Algumas regiões do País já registram perdas por conta das fortes chuvas e dependem dos recursos para compensar os prejuízos. Almeida explica que agora os técnicos buscam soluções para o problema.

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