

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 49,20/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 78,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 18,50/sc |


AGROECONOMIA INTERNACIONAL
BIOTECNOLOGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
CAFÉ
COMMODITIES
CRÉDITO RURAL
FEIJÃO
GRÃOS
HORTIFRUTICULTURA
Folha de S. Paulo
Para entidade, se a safra agrícola for recorde, não haverá
demanda e produtor ainda se endividará mais
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Integrante
da bancada de oposição ao governo no Congresso, a senadora Kátia Abreu
(DEM-TO), presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil), disse à Folha que tem orientado os associados da entidade a
trabalhar com uma perspectiva de pé no freio para a próxima safra
(2009/2010).
A colheita dessa safra ocorrerá justamente às vésperas
da campanha ao Palácio do Planalto. "Não quero pregar o terror, mas é
preciso cautela", afirmou ela.
"Aumentar a produção não é um bom
negócio", disse, em audiência na Câmara na semana passada, o professor
Guilherme Dias, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo,
consultor da entidade.
A CNA enxerga dois cenários que contribuem
para essa orientação: o endividamento dos produtores (sem dinheiro, não
pagam as parcelas vencidas e ficam sem a possibilidade de novos
financiamentos bancários) e o fato de a crise internacional ter gerado
não apenas a falta de crédito, mas também a diminuição no consumo (ou
seja, não haverá compradores em caso de produção recorde).
Procurados
pela reportagem, representantes de outras entidades disseram apoiar a
estratégia da CNA. Luiz Antonio Nabhan Garcia, presidente da UDR (União
Democrática Ruralista), afirma que o "pé no freio" tem de ocorrer
também por uma questão política.
"É preciso meter o pé no freio. Não
dá para fazer graça, não dá para fazer campanha. O governo [Lula] se
reelegeu com a propaganda do alimento barato e até hoje não implementou
uma política de subsídio."
Já para Cesário Ramalho da Silva,
presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), a cautela e a eleição
são apenas uma coincidência. "O produtor não tem bandeira política. A
cautela é plenamente necessária por uma questão econômica. Só pode
investir naquilo que tenha retorno rápido."
Ruim para todos
Diante
do endividamento e da falta de crédito, uma primeira alternativa aos
produtores seria manter a área plantada, mas diminuir o uso de
tecnologia. Para a CNA, essa opção já está em prática na atual safra
(2008/2009) e é "improvável" que seja repetida na seguinte (2009/2010),
por conta dos riscos de desgaste do solo. Restaria, então, a troca por
culturas mais baratas (algodão por soja, por exemplo) e a diminuição da
área plantada.
"Uma safra menor é ruim para todo mundo, inclusive
para os políticos que estão no poder. Quem está no poder tem a caneta
na mão e precisa tomar as atitudes. Não há dúvida nenhuma de que uma
safra maior é bom para o país todo", disse Rui Prado, presidente da
Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso).
Para a
Conab, a área plantada na atual safra totalizará 47,4 milhões de
hectares. Esse número, segundo a CNA, poderá cair em ao menos 20%
naquela que vai de julho de 2009 a junho de 2010.
Essa estimativa
tem como base o recuo já registrado na indústria (queda de 17,2% em
janeiro, ante o mesmo mês de 2009) e a queda na compra de fertilizantes.
De
acordo com a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), no
primeiro bimestre de 2009 houve queda de 26,4% na entrega de
fertilizantes aos produtores do país em comparação com o mesmo período
de 2008.
Nesse mesmo período, segundo a Anda, caíram também a
produção nacional (32,7%) e a importação do produto (87,6%). Isso, para
a CNA, é um demonstrativo claro da paralisia dos produtores.
Ywao
Miyamoto, presidente da Abrase (Associação Brasileira de Sementes e
Mudas), diz que a cautela da CNA tem a ver com o tamanho da área. "A
cautela é para não sair arrendando novas áreas. É para trabalhar com a
área que tem, usando para isso uma alta tecnologia."
O sétimo levantamento divulgado pela Conab nesta terça-feira (07) prevê
uma safra 2008/09 de 137,57 milhões de toneladas, crescimento de 1,7%
ante a estimativa do mês passado, de 135,32 milhões t. Os números foram
divulgados nesta terça-feira (7). O ciclo agrícola 2008/09 continua
como o segundo melhor resultado da história do país, perdendo apenas
para a colheita do período passado, de 144,13 milhões t, perda de 6,56
milhões de toneladas.
Uma das culturas com maior incremento desta edição é o milho, que saiu
de 50,37 milhões t em fevereiro para 51,91 milhões t em março (+3,06%).
A soja e o arroz também tiveram a produção reajustada para cima: a
oleaginosa de 57,63 para 58,14 milhões t, e o cereal de 12,52 para
12,67 milhões t.
Percentualmente, é o feijão que segue como a lavoura de maior destaque.
Enquanto outras culturas registram retração em relação ao ciclo
passado, a leguminosa apresenta aumento de 8,2%. As três safras (das
águas, da seca e de inverno) neste ano devem chegar a 3,81 milhões de
toneladas, a maior já alcançada no país.
Mais de 65% dos grãos da safra de verão no Centro-Sul já foram
colhidos, como milho, feijão, arroz e soja. O plantio da segunda safra
nestas regiões está concluído. A exceção é o Nordeste, onde segue até
maio.
Trigo – A pesquisa trouxe, também, os primeiros números do trigo para o
período 2009/10. Se confirmado, o Brasil vai colher 13,1% menos que o
de 2008/09, saindo de 6,02 para 5,23 milhões t. Na região Sul,
principal polo produtor, responsável por mais de 90% do cultivo, a
colheita deve encolher 14,4%. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cereal
crescerá, respectivamente, 4,4% e 1,1%.
Para realizar a pesquisa, cerca de 70 técnicos da Conab estiveram em
campo entre os dias 16 e 20 de março. Foram entrevistados produtores
rurais, agrônomos e técnicos de cooperativas, secretarias de
agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural e agentes
financeiros dos principais municípios produtores do país.
Topo
As ações do Ministério da Agricultura na área de bem-estar
animal serão apresentadas na 19ª reunião ordinária da Câmara Setorial
da Cadeia Produtiva de Carne Bovina nesta quarta-feira (8), em
Brasília. Está prevista a divulgação de dados do programa do Serviço de
Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
Além disso, os membros do setor poderão fornecer sugestões para o Plano
Agrícola e Pecuário 2009/2010. Informações da Agência Brasil.
Topo
As políticas de crédito para a fruticultura e as propostas do
setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/10 serão apresentadas
na 19ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura
nesta terça-feira (7).
Os trabalhos referentes à indicação geográfica, às coordenações-gerais
de Vinhos e Bebidas e de Qualidade Vegetal e ao Departamento de
Negociações Sanitárias e Fitossanitárias também estão entre os assuntos
que serão discutidos pelos representantes da câmara.
Topo
Atendendo
reivindicações do setor, o governo vai realizar nesta quarta-feira (8)
um leilão de PEP (Prêmio de Escoamento de Produção) de dez mil
toneladas de feijão. O leilão está marcado para as nove horas na sede
da Conab em Brasília. Este leilão é uma ferramenta que o governo
utiliza para garantir um preço mínimo para o produto que está com
estoque muito alto.
Marcelo Luders, diretor da Correpar, conta
que este mecanismo deve ser usado sempre que houver estoque em excesso
e fala da importância da medida para o produtor rural. “Se não
ampararmos o agricultor agora, teremos consequências no futuro. Pois o
agricultor deixará de produzir e haverá falta de produto no mercado”
disse Luders. A possibilidade de um novo PEP dependerá da demanda
normal de consumo de feijão.
No Paraná já há uma expectativa de
uma queda da produção devido ao clima. Segundo informações da Correpar,
a próxima safra terá uma queda de 20% em relação a safra anterior.
Quanto ao preço, com a realização da PEP, estima-se que o valor fique
em torno de R$ 70,00.
Topo
O tempo permanece instável no Paraná nesta terça-feira (7). A
instabilidade atmosférica diminui entre o Oeste e o Sudoeste e o sol
aparece entre muitas nuvens. Há previsão de chuvas ocasionais em vários
momentos do dia entre os Campos Gerais e as praias. Nas demais regiões,
áreas de instabilidade se desenvolvem no período de maior aquecimento e
provocam chuvas rápidas e isoladas.
Curitiba
16°C 26°C
Paranaguá
19°C 29°C
Londrina
20°C 30°C
Maringá
22°C 32°C
Cascavel
20°C 30°C
Foz do Iguaçu
22°C 32°C
Ponta Grossa
16°C 27°C
Guarapuava
16°C 26°C
Fonte: Simepar.
Topo
BOLSA DE CHICAGO – Contratos maio de 2009
(US$/saca de 60 kg)
Commodities
Preço em 03.04
Preço em 30.03
Variação
Soja
21,94
19,94
2,00
Milho
9,55
9,12
0,43
Trigo
12,42
11,29
1,13
Fonte: Bolsa de Chicago
- CBOT
Soja
O mercado reagiu positivamente ao relatório de intenção de plantio nos
Estados Unidos, divulgado em 31 de março. O suporte aconteceu haja
vista os fatores fundamentais (estoques norte-americanos
ajustados e menor relação de disponibilidade do grão naquele
país). Também contribuiu para o comportamento dos preços a
confiança no desempenho da economia global pós reunião do G-20. Com
isso, os futuros da soja registraram no período de 31 de março a 03 de
abril, uma alta de US$ 2,00/saca. Os contratos para maio/09,
foram comercializados na sexta-feira (03 de abril) a R$ 21,94/saca,
equivalente a R$ 48,37/saca.
Em Paranaguá (PR), o preço encerrou a semana em R$
49,00/saca. No oeste paranaense, Cascavel, fechou
em R$ 45,00/saca.
Milho
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o mercado do milho acompanhou o desempenho
da soja e encerrou a semana com uma alta de US$
0,45/saca. Os contratos para maio/09
foram negociados na sexta-feira, a US$ 9,55/saca.
No mercado doméstico, são realizados poucos negócios. O preço médio
pago ao produtor, no primeiro trimestre deste ano, foi de R$ 16,99/saca.
Trigo
O mercado do trigo foi influenciado pela perspectiva de clima
desfavorável à cultura nas regiões produtoras
norte-americanas, com previsão de baixas temperaturas. As
cotações do cereal para maio/09 foram negociadas a US$
12,42/saca.
Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP
Topo
Assis Moreira, de Genebra
O
Brasil apontou ontem uma "tendência inquietante" da União Europeia, seu
principal parceiro comercial, de impor medidas sanitárias e
fitossanitárias mais restritivas do que os padrões internacionais para
barrar a entrada de produtos agrícolas em seus 25 países- membros.
Reclamou também que Bruxelas procura "multilateralizar" (incluir em
acordos internacionais, a ser seguido por todos os países) práticas
desenhadas para as condições europeias, como as exigências sobre
rastreabilidade de produtos animais.
A delegação brasileira
aproveitou o exame da política comercial da UE, ontem na Organização
Mundial do Comércio (OMC), para apontar uma série de preocupações em
relação ao parceiro com o qual fez US$ 80 bilhões de comércio em 2008.
Exemplificou
que, no caso de algumas commodities, a União Europeia continua a
acumular diferentes tipos de subsídios, alimentando dúvidas sobre o
efeito final da sua reforma da Política Agrícola Comum (PAC).
Considerou
ser razão de "embaraço" para Bruxelas a concessão de bilhões de dólares
de subsídios para as exportações agrícolas. Recentemente, retomou as
subvenções para exportações de lácteos, enviando o sinal errado no pior
momento possível.
A delegação brasileira contestou dados do
secretariado da OMC sobre acesso ao o atual nível de tarifas impostas
pelos europeus. Também reclamou da escalada tarifária praticada por
Bruxelas, que leva a Alemanha a ser o maior exportador de café
processado no mundo, embora seja difícil encontrar uma planta de café
na Europa fora dos jardins botânicos.
A UE retrucou insistindo
que todas suas medidas são compatíveis com as regras internacionais e
que tem resistido ao protecionismo apesar do enorme impacto da crise
sobre sua economia, que deve sofrer contração de mais de 3% este ano.
Gazeta do Povo
Segunda
safra do cereal deve ser 31% transgênica. Estréia do cereal tolerante à
lagarta foi na safra de verão, com cobertura de apenas 4%
O
produtor que testou o milho Bt saiu com uma boa impressão da
tecnologia. Sem exceções, os agricultores ouvidos pela Expedição Safra
disseram, com conhecimento de causa, que se os custos forem os mesmos
do convencional, a área das variedades transgênicas vai crescer.
Levatamento da Expedição indica que 4% do total de 1,32 milhão de
hectares do milho de verão foram cobertos com sementes Bt, resistentes
a insetos. A maioria dos produtores fez uma aplicação de inseticida
nessas áreas, ante duas ou três nas lavouras convencionais. As plantas
tradicionais foram intensamente atacadas pela lagarta-do-cartucho. As
transgênicas cresceram com o caule mais claro, sem manchas, e
apresentaram espigas mais uniformes. Os custos, segundo o setor,
tiveram pouca diferença.
Diante desse quadro, os produtores
disseram-se dispostos a plantar 31% de milho transgênico na safrinha –
que está 90% semeada e em pleno desenvolvimento vegetativo. Eles
contaram estar agindo com cautela, sem pressa, esperando que as
variedades mais adaptadas a suas regiões ganhem versões geneticamente
modificadas (GMs). Nos próximos meses, as sementes de milho
transgênicas aprovadas no último semestre serão multiplicadas pelas
indústrias. Atualmente, das onze opções de cultivo transgênico
aprovadas no Brasil, seis são de milho, quatro de algodão e uma de
soja. No cereal, três toleram herbicidas (glifosato e glufosinato de
amônio), duas são resistentes a insetos e uma tem essas duas
características. O produtor tende a considerar custos, mas se guia pela
produtividade, descartando variedades menos adaptadas a clima e
altitude específicos.
A soja transgênica avançou menos do que se
esperava nesta safra no Paraná. Chegou a 56% das lavouras, apurou a
Expedição Safra. São 7 pontos porcentuais a mais que na safra passada e
4 a menos que o previsto com base em depoimentos de produtores e
representantes de cooperativas na época do plantio, em setembro. O
avanço foi de 336 mil hectares em termos absolutos.
Com três
safras de monitoramento sobre as lavouras transgências, a Expedição
observa o crescimento gradual da área dedicada à soja tolerante a
glifosato, única aprovada para produção comercial no Brasil. A
proporção passou de 47% (2006/07) para 49% (2007/08) e agora para 56%
(2008/09). Em área, a evolução foi de 1,86 milhão de hectares para 1,96
milhão e 2,29 milhões.
Os produtores contaram durante a colheita
que continuam agindo com base na relação custo e produtividade. Ou
seja, não investem em sementes mais caras que não compensem em
produção. Muitos disseram não ter encontrado as variedades mais
produtivas na versão geneticamente modificada (GM). Pesquisadores e
gerentes técnicos das cooperativas e indústrias informaram que a
tendência é de uma aproximação entre GM e convencional em termos de
produtividade no médio prazo.
Com as ervas daninhas mais
controladas, Delso Closer, de Turvo (Centro), reduziu a proporção da
soja transgênica de 90% para 10% nos seus 450 hectares, mantendo
expectativa de 3 mil quilos por hectare. Já Renato Vargas, de Palmas
(Sul), dedicou 80% dos1,1 mil hectares de soja à semente modificada.
(JR)
A área de milho transgênico chegou a 20% na safra de verão
na propriedade de Alfredo Szabo, de Guarapuava. Ele conta que fez uma
aposta significativa já no primeiro teste por conhecer a tecnologia e
pela facilidade no manejo. Nos 50 hectares de milho Bt, a produtividade
ficou perto da média de 8,5 mil quilos por hectare alcançada na
propriedade, mas a qualidade dos grãos GMs foi visivelmente melhor.
O
investimento na tecnologia, tem dado resultado mesmo em anos de seca,
avalia o produtor Leocir Brocco, de Pato Branco. O milho GM teve 15
hectares em sua propriedade e o convencional, 180. Testada a
produtividade, a opção pelo grão modificado deve crescer, avalia.
Para
seguir elevando a produtividade, o produtor deve testar de tudo um
pouco, defende Roque Abel Ferronatto, de Palmas. Em sua propriedade,
foram cultivados mais de 50 tipos de sementes de soja e milho no verão.
Os testes com o milho Bt foram a novidade do ano, com resultados
satisfatórios, disse.
A preocupação dos produtores agora é
com a comercialização do milho modificado. As restrições só devem se
definir no escoamento da safra de verão, que até a última semana tinha
sido 17% vendida, segundo Departamento de Economia Rural (Deral) do
Paraná. Enquanto cooperativas que rejeitavam soja RR preparam-se para
receber milho Bt, começam a surgir prêmios para o milho convencional. O
fiel da balança deve ser a indústria de alimentos, que ainda não se
posicionou claramente.
Folha de S. Paulo
Municípios com demissão em massa temem "crise social"
FELIPE BÄCHTOLD
AFONSO BENITES
DA AGÊNCIA FOLHA
Municípios
que tiveram demissão em massa com o fechamento de unidades do
frigorífico Independência temem uma "crise social" como consequência da
situação econômica de uma de suas maiores empregadoras. Em Anastácio
(MS), por exemplo, foram demitidas 900 pessoas -a população da cidade é
de 22 mil habitantes.
O frigorífico dispensou ao menos 6.600 pessoas neste ano, fechou oito
unidades nas últimas semanas e pediu recuperação judicial.
Antes da crise, estava entre os cinco maiores exportadores de carne no
país.
Sindicatos
dizem que os trabalhadores da indústria da carne não são especializados
e vão ter muita dificuldade para encontrar outro tipo de trabalho. Na
cidade sul-mato-grossense, a prefeitura e o sindicato local afirmam que
a saída será o trabalho na indústria da cana ou o cadastro no Bolsa
Família.
"Hoje, cerca de 1.500 famílias recebem os programas Vale
Renda [estadual] e Bolsa Família", disse o prefeito Cláudio Valério
(PMDB). "Esse número certamente deve aumentar", afirmou.
Em
Presidente Venceslau (SP), de 37 mil habitantes, mais de 700
funcionários do Independência foram demitidos. O prefeito Ernane
Erbella (PMDB) define a situação como "tragédia".
Em Senador Canedo
(GO), de 70 mil habitantes, foram mais de mil demissões provocadas pela
crise na empresa. Edvard Souza, do sindicato local dos trabalhadores,
afirmou que a maioria dos demitidos "só sabe mexer com frigorífico".
Procurada pela Folha, a empresa não se manifestou.
Valor Econômico
O
preço médio do leite pago ao produtor nacional subiu 1,78% em março
(refere-se ao produto entregue em fevereiro), segundo levantamento do
Cepea/Esalq/USP. Na média ponderada de sete Estados (Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia), o
preço bruto ficou em R$ 0,6087 por litro, acima dos R$ 0,5981 do mês
anterior.
O Cepea também levantou preços no Rio de Janeiro e
Mato Grosso do Sul (dados não incluídos na média Brasil) e verificou
altas de 2,52% e 4,6%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa
do Cepea, a expectativa de 48,8% das cooperativas e laticínios
consultados para o próximo pagamento é de estabilidade dos preços.
Outros 45,3% acreditam em novos aumentos para o leite.
O
levantamento também mostrou que os preços dos derivados no mercado
atacadista de São Paulo subiram, em média, 1,7%, de janeiro para
fevereiro.
Fontes do setor de lácteos já vinham apontando uma
recuperação nos preços por conta da oferta menor, demanda mais firme e
redução de estoques nas empresas.
Pesquisa do Cepea sobre
captação de leite confirma volumes menores. Em fevereiro, o Índice de
Captação de Leite (ICAP-L) do Cepea foi 2,8% menor que o de janeiro,
uma queda considerada normal para o período, segundo pesquisadores do
órgão. Em relação a fevereiro de 2008, porém, o recuo foi bem maior, de
8,6%. Essa queda é preocupante, avalia o Cepea, pois sinaliza
desmotivação dos produtores. As maiores reduções no volume recebido
pelas empresas ocorreram em Minas e Goiás.
Gazeta Mercantil
O
ano de 2008 terminou com mais 34 unidades processadoras de leite
fechadas. O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) acerca do comportamento do mercado de lácteos no
último trimestre do ano passado aponta para a já aparente concentração
da captação de leite no País. Ao longo de todo o ano de 2008, 113
laticínios passaram de ativos a inativos, todos de pequeno porte.
De
acordo com Octávio Oliveira, gerente de pecuária do IBGE, pouco mais de
2.000 unidades processadoras continuaram em funcionamento no período
analisado. Já a captação de leite em 2008 chegou a 19,238 bilhões de
litros, aumento de 7,5% em relação ao ano anterior. Desse total, cerca
de 10% foi processado pela Nestlé, através da Dairy Partners Americas
(DPA) - joint venture entre Nestlé e Fonterra. Foram 1,9 bilhão de
litros comprados de 46 mil fornecedores das bacias leiteiras de São
Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Bahia, via 80
cooperativas.
No ranking de captação da Associação de
Produtores Leite Brasil, a Perdigão aparece em segundo lugar com a
marca Elegê e o processamento de 1,3 bilhões de litros em 2007, volume
47% maior na comparação com o ano anterior - crescimento que não se
sustentou no ano passado devido a instabilidade instaurada no mercado
de lácteos a partir do segundo semestre. O terceiro lugar até então
ocupado pela Itambé foi tomado pela Bom Gosto quando da fusão com a
Líder e a consolidação de um crescimento de quase 200% de participação
no mercado iniciado ainda em 2006. A fatia dispensada a uma Parmalat em
recuperação judicial carregou a empresa, que já chegou a captar mais de
quatro milhões de leite por dia, ao quinto lugar, com uma captação
reduzida à metade.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág.
9)(Gilmara Botelho)
Valor Econômico
As
exportações brasileiras de café (verde e solúvel) totalizaram 2,539
milhões de sacas de 60 quilos em março deste ano, volume 8,1% maior que
em igual período do ano passado. Em receita, as vendas atingiram US$
340,8 milhões, queda de 12,1% sobre março de 2008, de acordo com
levantamento mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
(Cecafé).
Os volumes embarcados no primeiro trimestre do ano
atingiram 7,470 milhões de sacas, com aumento de 10% sobre o mesmo
intervalo do ano passado. A receita com as exportações ficou em US$
1,018 bilhão, com redução de 5% no período.
"A queda na
receita reflete a desvalorização dos preços internacionais do café",
afirmou Guilherme Braga, diretor-executivo do Cecafé. Segundo ele, nos
três primeiros meses de 2008 as cotações do café na bolsa de Nova York
estavam em torno de US$ 1,35 a libra-peso. "Durante o ano caiu para US$
1,10 a libra-peso. A expectativa agora é de estabilidade ou ligeira
recuperação."
O porto de Santos, o maior da América Latina,
mantém-se na liderança dos embarques de café brasileiro, com um volume
escoado de 5,675 milhões de sacas em março, seguido pelos portos de
Vitória, com 895.163 sacas, e do Rio de Janeiro, com 703.053 sacas.
Para abril, Braga acredita que os embarques de café devem recuar.
"Estamos no pico da entressafra de café", afirmou.
A
Alemanha continua como o principal importador do grão, com volumes de
1,473 milhão de sacas no acumulado de janeiro a março, seguida dos
Estados Unidos, com 1,190 milhão de sacas, Itália com 785.550 sacas, e
Bélgica (609.980 sacas). (MS)
Gazeta Mercantil
O
encarecimento do crédito para exportação e as incertezas sobre a
economia global afetaram o fluxo comercial de café e restringem a
reação dos preços internos em pleno início da entressafra. Esse cenário
contribui para retração da demanda principalmente com os exportadores,
importante regulador dos preços, que compram apenas o necessário para
honrar os embarques. A situação já se arrasta desde o último trimestre
de 2008, quando os cafeicultores seguraram as vendas e provocaram forte
queda nos embarques em janeiro. Porém a estratégia não funcionou e as
cotações ainda não reagiram.
Conforme dados do Centro de
Informações da Gazeta Mercantil, os preços médios do tipo arábica
caíram 16,1% no mercado internacional desde julho, ficando atualmente
em 119,45 centavos de dólar a libra-peso (0,45 quilos). O mercado
interno, por sua vez, manteve praticamente o mesmo patamar. Conforme as
informações do Centro de Estudos em Economia Aplicada, da Universidade
de São Paulo (Cepea/USP), as cotações do café arábica tipo 6 subiram
apenas 0,5%, para R$ 266,77 a saca (60 quilos). "Os recursos de câmbio
estão mais caros e limitam os negócios. Isso não quer dizer que vamos
exportar menos. Mas o mercado poderia estar mais aquecido e o preço
poderia estar maior que o atual", afirma Guilherme Braga, diretor-geral
do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Com crédito
mais abundante, ele analisou que os exportadores poderiam aumentar as
posições de compra futura, oprovocando reação dos preços. "Isso
aumentaria o giro de comercialização e evitaria retração do produtor em
busca de melhor remuneração como observamos em janeiro", completa.
Conforme
o Cecafe, o volume embarcado em março ficou em 2,53 milhões de sacas,
alta de 8% em relação ao mesmo período de 2008. A receita, no entanto,
recuou 12% na comparação com o período anterior, para US$ 340 milhões.
"A queda nas cotações das commodities motivou esse recuo, mas sem
prejuízo na renda em reais, compensada pelo dólar valorizado", explica
Braga. Os números indicam recuperação em relação ao volume de janeiro
(2,3 milhões de sacas) e sensível queda comparado com fevereiro (2,6
milhões de sacas).
Topo
Valor Econômico
Influências
negativas. A valorização do dólar e a queda de outras commodities,
entre as quais o petróleo, empurrou o açúcar ao menor patamar em onze
semanas ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em
maio fecharam a 12,22 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 33
pontos, ao passo que os papéis para entrega em julho caíram 32 pontos,
para 12,85 centavos de dólar. Traders ouvidos pela agência Dow Jones
Newswires afirmaram que os mesmos fatores que pressionaram ontem as
cotações deverão continuar a influenciar os preços no curto prazo. No
mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do
açúcar cristal registrou queda de 0,04%, para R$ 47,05 (com impostos,
posto usina). Neste início de abril, ainda há valorização acumulada de
0,34%.
Forte retração. Fator de pressão sobre as cotações
das commodities em geral no mercado internacional, a valorização do
dólar também derrubou os preços do cacau ontem na bolsas de Nova York.
Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 2.548 por tonelada,
baixa de US$ 239, enquanto julho caiu US$ 232, para US$ 2.558 e
setembro recuou US$ 221, para US$ 2.550. Traders consultados pela Dow
Jones Newswires disseram esperar novas quedas nos próximos dias, e não
acham difícil a tonelada descer para US$ 2.500 no mercado
nova-iorquino. No mercado doméstico, a arroba da amêndoa saiu por R$
92, em média, em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, segundo levantamento da
Central Nacional de Produtores de Cacau. Na sexta-feira, a cotação
média atingiu R$ 97,60.
Sobreoferta global. Os contratos
futuros de algodão reverteram recuaram ontem no pregão americano,
devido a especulações de que a demanda pela fibra poderá não se
recuperar tão rápido e que a alta nos estoques da China e Índia poderão
impedir uma guinada nos preços. Maior produtor de algodão, a China
comprou 2,72 milhões de toneladas da fibra - um terço da produção da
safra atual - para elevar os preços internos e dar suporte aos
produtores. O governo indiano comprou 40% da produção. "Cedo ou tarde
teremos de lidar com a sobreoferta mundial de algodão", disse à
Bloomberg Mike Stevens, da Swiss Financial Services. Em Nova York, maio
caiu 57 pontos, para 47,03 centavos por libra-peso. No mercado interno,
o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 1,1119.
Sem
danos nos EUA. As cotações do trigo registraram forte queda ontem nas
bolsas americanas, em virtude do esvaziamento do temor de que uma forte
queda de temperaturas em regiões produtoras dos EUA prejudique lavouras
no país. A queda do dólar em relação a outras moedas também influenciou
a baixa dos preços, que desceram ao menor patamar em quase dois meses,
conforme a agência Bloomberg. Em Chicago, julho fechou a US$ 5,69 por
bushel, retração de 6,75 centavos de dólar, enquanto na bolsa de Kansas
o mesmo vencimento recuou 4 centavos de dólar, para US$ 6,1375 por
bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 28,92,
em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da
Secretaria da Agricultura do Estado.
Folha de S. Paulo
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@grupofolha.com.br
LEITE EM ALTA
Os
produtores de leite receberam mais em março pelo produto entregue em
fevereiro. Nos sete Estados (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA) que o Cepea
considera para a média nacional, o reajuste foi de 1,78%. Assim, a
média em março ficou em R$ 0,6087 por litro.
PREVISÕES
Consultados
sobre a expectativa para o próximo pagamento, quase 49% dos
representantes de laticínios e cooperativas ouvidos pelo Cepea
acreditam em estabilidade dos preços. Já 45,3% estimam novos aumentos.
PERDAS
Quanto
mais as colheitadeiras avançam, os argentinos vão tendo uma melhor
noção dos estragos da seca sobre a soja. Na Província de Córdoba,
tradicional região produtora da oleaginosa, os prejuízos chegam a 30%.
Acostumados a uma boa produtividade, algumas áreas não chegam a 3.000
quilos por hectare.
QUEDA NO MILHO
A
mais recente pesquisa da consultoria Céleres indica que a produção
brasileira de milho nesta safra deverá totalizar 48,6 milhões de
toneladas, com queda de 7,3 milhões de toneladas em relação à produção
registrada na safra 2007/8.
EM ALTA
O
índice de preços recebidos pela agropecuária paulista encerrou março
com alta de 0,03%. Segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola), os
produtos de origem vegetal fecharam o mês com alta de 1,06%, enquanto
os de origem animal terminaram com queda de 2,53%.
EXPORTAÇÕES
As
exportações de café verde no mês de março somaram 2,5 milhões de sacas,
para uma receita de US$ 340,8 milhões. Em relação ao volume vendido no
mesmo mês do ano passado, o aumento é de 8,1%. Os dados foram
divulgados ontem pelo Cecafé.
BOI SOBE
O
preço do boi começou a semana em alta. A arroba do animal chegou a ser
negociada a R$ 82. Na média, o valor ficou em R$ 79,30. O mercado de
suíno também permanece aquecido. Segundo pesquisa da Folha, a arroba
chegou a atingir R$ 46 em algumas praças.
NOVA FÁBRICA
Após
investimentos de R$ 90 milhões, a Tortuga, do setor de nutrição e saúde
animal, inaugura hoje uma unidade próximo a Fortaleza (CE). Voltada
para a linha de produção no setor de nutrição animal, a capacidade de
produção é de 30 mil toneladas por mês. A unidade fica no complexo
industrial e portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante.
Topo
Gazeta do Povo
As discussões sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2009/10, o plano safra, esquentam nas próximas semanas. Nesta terça-feira, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realiza nova audiência pública sobre o assunto. De um lado, os produtores esperam algo em torno de R$ 100 bilhões. De outro, o governo adianta que o orçamento dos financiamentos de custeio e investimento não deve chegar a tanto. Os valores cogitados partem de R$ 76 bilhões, antecipando protestos da bancada ruralista e representantes da agropecuária. Os bancos estão sendo obrigados a reter mais dinheiro que na safra passada. Mas essa obrigação é proporcional aos depósitos à vista e à poupança rural. Se houve menos dinheiro em circulação, corre-se o risco de redução nos financiamentos.
Gazeta do Povo
Mesmo
que o plano safra tenha mais recursos que no ano passado, o produtor
terá mais dificuldade de acesso a financiamentos, segundo especialistas
em orçamento. Isso porque a inadimplência aumentou no último ano e, com
isso, os bancos devem liberar menos recursos. Outra questão é a reserva
legal. Em regiões como o Cerrado, cresce o rigidez na avaliação dos
projetos de produção. Só quem está com a área regular e as contas em
dia tem conseguido recursos nos prazos normais. No Paraná, segundo a
Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), o último ano foi
um dos mais difíceis para o produtor que precisou de financiamento.
Dívidas prorrogadas dificultaram e barraram novas contas.
Endividamento menor ajuda a valorizar ações do agronegócio
Gazeta Mercantil
Duas
das onze maiores empresas do agronegócio listadas na BM&F
Bovespa
tiveram desempenho acima do Ibovespa neste ano. A expectativa de
consumo maior de fertilizantes em 2009 - em compensação à queda de 8,9%
em 2008 - ajudou a valorizar, do início do ano até ontem, em 33,84% os
papéis da Fosfértil, a maior empresa do setor. A esperada queda na
oferta mundial do açúcar puxou os papéis da usina São Martinho, que
acumulam alta de 38% no período, acima da valorização de 17,62% do
índice na bolsa paulista.
De forma geral, as empresas com
menor dívida ou com menor endividamento no curto prazo são as
preferidas dos investidores. Apesar de toda a queda nas exportações de
carne bovina - que no bimestre apresentam retração de 35% -, o JBS
Friboi, o maior em processamento de bovinos no mundo, viu seus papéis
se valorizarem 12,9%, enquanto os do Marfrig subiram 4,26% e os do
Minerva caíram 1,62%.
"O JBS fez um bom trabalho ao reduzir
seu endividamento. Acredito que o mercado está dando mais importância a
esse quesito do que antes da crise", avalia Denise Messer, da Corretora
Brascan. A companhia reduziu a relação dívida líquida/geração de caixa
de 3,74 vezes em 2007 para 1,95 vez em 2008, ao contrário do Minerva,
que aumentou de 3,2 vezes para 6 vezes. A Sadia, que elevou essa
relação de 3,3 vezes para 5,8 vezes, viu suas ações terem a maior queda
do agronegócio (17%) até o momento.
Topo
No interior o mercado abriu a segunda estável com vendedores pedindo para feijão nota 7 e 8 entre R$65,00 e R$ 70,00. As principais fontes seguem sendo MG e SC. Ocorreram ontem algumas chuvas de mancha na região sul, aparentemente a previsão acertou, ou seja, o volume foi pequeno e em algumas regiões até mesmo granizo.
FEIJÃO PRETO com poucos vendedores ontem e um mercado calmo. Quanto aos preços para quem pretende comprar percebe rapidamente que os preços estão reagindo um pouco a cada dia. R$ 70,00 sem maquinar se pagou ontem ao produtor. FOB maquinado por volta de R$ 85,00 mais despesas com prazo.
Por Marcelo Eduardo Lüders
Dê sua opinião escreva agora para marcelo@correpar.com.br
Topo
Gazeta do Povo
Balanço
da Expedição Safra revela uma quebra de 5,2 milhões de toneladas de
soja e milho no Paraná. A boa notícia é que o estrago provocado pela
seca foi menor do que o estimado pelo setor, que apontava perdas acima
de 6 milhões de toneladas
Menos soja, menos milho e menos R$ 2,6
bilhões que deixam de circular na economia do estado. A conta considera
uma produção estimada em 5,2 milhões de toneladas que o Paraná deixa de
colher no ciclo atual por causa da quebra provocada pela estiagem. São
2,5 milhões e 2,7 milhões de toneladas, respectivamente, conforme
balanço realizado pela Expedição Safra RPC, concluído na semana
passada. O prejuízo em valor monetário foi calculado com base na
cotação média dos últimos três meses, em valor pago ao produtor,
segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria
Estadual da Agricultura (Seab).
Mas poderia ser pior. O
desempenho final ainda foi melhor do que o inicialmente estimado pela
cadeia produtiva, que em janeiro trabalhava com uma quebra global acima
de 6 milhões de toneladas. A projeção também considerava o feijão de
primeira safra, que teve o seu rendimento reduzido em 170 mil
toneladas. De acordo com a Expedição, soja e milho, que respondem por
80% da produção de grãos, tiveram um resultado 24% aquém do esperado em
volume. Juntos, o cereal e a oleaginosa somam 15,5 milhões de
toneladas, mas tinham potencial para 21,72 milhões de toneladas. Na
relação com a safra anterior, a soja cai 15% e o milho, mais
prejudicado, 30%.
Com 10 milhões de toneladas, a produção de
soja retoma os índices de 2003 e 2004. As duas safras seguintes foram
as únicas da história a superar 11 milhões de toneladas. No caso do
milho, o volume produzido é igual ao resultado da safra 2004/05, quando
a produção também havia quebrado por causa da seca. Fora isso, produção
menor do cereal ocorreu somente na safra 1999/00, há 10 anos.
Neste
ciclo, o trabalho de campo da Expedição incorporou uma pesquisa sobre a
intenção de plantio do milho safrinha. A projeção aponta uma pequena
queda na área de 2ª safra no estado.
O levantamento sobre as
variedades transgênicas mostra o avanço da soja RR, que agora está em
56% da área. E traz uma novidade, a cobertura com o milho Bt na safra
de verão e a intenção para a safrinha, com 4% e 31% de ocupação. A
edição de hoje do Caminhos do Campo mostra ainda variáveis que mudaram
a história desta safra e destaca o segredo de alguns produtores em
lavouras onde a tecnologia e as práticas de manejo amenizaram o efeito
da estiagem. Em verdadeiros oásis de produção, têm lavouras com
produtividade similar ou acima da verificada no ano passado. São
regiões que seguraram a queda e impediram que média final fosse ainda
menor.
Amostragem
O balanço da Expedição Safra tem como
base uma pesquisa que ouviu mais de 200 produtores em mais de 100
municípios durante o ciclo de verão, de setembro a março. Os dados
foram potencializados com informações de plantio e colheita das 20
maiores cooperativas produtoras de grãos, espalhadas por todas as
regiões do estado, que representam um universo de 80 mil produtores. A
amostragem, que serviu de base de cálculo à projeção e ao balando final
da safra, contemplou 83% da área total de 4,1 milhões de hectares de
soja e 59% das lavouras de milho, cultivado em 1,32 milhão de hectares.
Gazeta do Povo
Meta é amenizar impacto da perda de 15% no volume durante a negociação
da produção, que atinge preço médio de R$ 44,5 por saca
A
soja foi a principal aposta e não decepcionou o produtor de grãos tanto
quanto o milho ou o feijão, mesmo nas áreas mais atingidas pela seca.
Em dezembro, muitas lavouras pareciam perdidas. Mas a chuva que chegou
a partir do Natal permitiu a recuperação de grande parte das lavouras.
No final das contas, a produção foi 20% menor que o esperado e 15%
abaixo da registrada no ano passado, conforme a avaliação dos técnicos
da Expedição Safra RPC.
Ao contrário do milho, que teve a área
reduzida em 300 mil hectares (2,2%), a soja ganhou espaço. Foram
plantados 100 mil hectares (2,5%) a mais que na safra 2007/08, fechando
4,1 milhões de hectares. Mas a produtividade média caiu de 2,97 mil
para 2,45 mil quilos por hectare. A previsão inicial era de 3,05
toneladas por hectare, daí o rendimento 20% menor.
A seca começou em
12 de novembro e foi até 31 de dezembro (50 dias) na propriedade de
Paulo Roberto de Guerra Carvalho, em Cafeara (Norte), que plantou 265
hectares de soja. O ano novo, no entanto, trouxe chuvas isoladas, que
aos poucos foram matando a sede da plantação. Em relação à expectativa
inicial, a produção apresentou queda de 30%, segundo o produtor. No
entanto, sua média não foi nada ruim: 3 toneladas por hectare. A adoção
da integração lavoura-pecuária ajudou a compensar a falta de água,
concluiu. Ele faz rodízio entre áreas de pastagem e de soja, num
sistema que desenvolveu especialmente para as características de sua
propriedade.
Os 20% de quebra na propriedade de Mylton Casaroli
pesaram mais por causa do custo elevado dos insumos, relata. A produção
em si foi boa. Com 2,7 toneladas por hectare em média, tenta vender nas
melhores cotações para elevar sua renda. As oscilações têm sido
pequenas nos últimos três meses, com a saca a R$ 44,50 na média
estadual. Quem vende a R$ 40, tem margem de 30% se considerar apenas o
custo variável, mas apenas empata o investimento se levar em conta o
custo total – que inclui depreciação e manutenção de máquinas. Assim,
nem sempre se consegue compensar as perdas no milho ou no feijão.
“Plantei apenas soja no verão e, por isso, estou mais tranquilo”, diz
Casaroli.
A soja se recuperou bem graças às chuvas tardias e as
perdas foram menores do que os próprios produtores esperavam, avalia o
secretário estadual da Agricultura, Valter Bianchini. O Departamento de
Economia Rural (Deral) do Paraná prevê quebra de 17% na produtividade e
16% na produção, na comparação com a safra passada. Para Bianchini, as
lavouras que ainda serão colhidas – um terço da soja e do milho ainda
está no campo – não vão alterar as estatísticas. “Devem manter o índice
de quebra entre 15% e 17% na soja e de até 37% no milho. Estão na média
desta safra.”
O fato é que a seca do fim do ano passado bagunçou
o plantio, atrasou o desenvolvimento das plantas, prejudicou o
enchimento dos grãos, principalmente das variedades precoces, e deixou
o setor com uma série de dúvidas, que só se desfizeram com o avanço da
colheita. Segundo o Deral, 55% do milho e 60% da soja que ainda serão
colhidos apresentam bom estado.
Os
preços recebidos pelos produtores agrícolas paulistas no mês de março
tiveram a pequena alta de 0,03% segundo o Instituto de Economia
Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. No
acumulado dos últimos 12 meses, os resultados dos índices apurados pelo
IEA acumulam variações positivas de 4,22%, sendo que a alta dos preços
dos produtos vegetais foi de 2,62% e o de produtos animais, 7,56%.
No
mês passado, as maiores altas foram do tomate (103,58%), ovos (8,96%),
trigo (5,02%) e laranja de mesa (4,55%). A alta do tomate está
relacionada ao fim da safra de verão.
Topo
Folha de Londrina
O
foco das iniciativas do governo é investir mais em ferrovias e
hidrovias para equilibrar a matriz de transporte no Brasil. Na
avaliação de especialistas, que se reuniram ontem em São Paulo, estas
obras devem permitir que os produtores reduzam a participação sobre o
custo do frete e ainda ganhem velocidade para escoar a safra até os
principais portos do País.
''As grandes obras são necessárias
para melhorar a infraestrutura para o agronegócio, por serem mais
baratas e adequadas para o transporte em longas distâncias. É preciso
investir mais em hidrovias e ferrovias, mas sem abandonar o modal
rodoviário. Queremos dar equilíbrio à matriz de transportes'', afirmou
o diretor de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura,
Biramar Nunes.
Nunes explica que as obras de infraestrutura
não são de responsabilidade do Ministério da Agricultura, mas este é
setor mais afetado pelas deficiências logísticas do país. Para ilustrar
como o Brasil perde competitividade, ele destaca que os custos com
frete correspondem a 20% do custo de produção, enquanto nos Estados
Unidos respondem a 7% e no Canadá 6%.
O diretor destaca que no
curto prazo, as medidas incluem a reparação das rodovias usadas para
escoar a safra do Centro-Oeste. Ele destaca que a combinação dos modais
rodoviário e ferroviário garante competitividade ao produtor.
Além
dos investimentos nestes modais, Nunes considera que houve uma mudança
de concepção no governo, que determinou que as obras de hidrelétricas
que devem incluir projetos de eclusas nos novos projetos. ''A questão
da hidrovia está entrando na pauta agora'', afirma ele. A medida atende
demanda antiga do setor que vê nas hidrovias uma saída para reduzir os
custos com transporte.
O superintendente da Agência Nacional
de Transporte Aquaviários (Antaq), José Alex Botelho de Oliva, lembra
que os estudos para construção de hidrovias também envolvem outros
órgãos do governo, mas concorda que ao condicionar a liberação das
hidrelétricas a projetos que contemplem a determinação de uso múltiplo
do sistema, como a hidrovia, o governo ''levantou a bandeira da
hidrovia''.
Fabíola Gomes
Topo
Gazeta do Povo
Antecipação do plantio e aposta em variedades precoces
potencializaram efeitos da estiagem no Paraná, afirma meteorologista
Sem
El Niño ou La Niña, o clima foi normal no verão de 2008. Mas a
neutralidade climática, que poderia favorecer a safra de grãos, não
beneficiou boa parte dos agricultores. O Paraná foi o estado que mais
sofreu com a estiagem do final do ano passado. O que atrapalhou foi a
má distribuição das precipitações, avalia o meteorologista Paulo
Etchichuri, do Instituto Somar.
“As chuvas acumularam volumes
normais ao longo da safra de verão. Considerando o ciclo como um todo,
não houve escassez. Ainda assim, o impacto na lavoura foi grande”,
relata. O que potencializou as perdas foi a opção pela soja precoce,
que aumenta o risco climático da safra, explica Etchichuri.
“Pensando
na safrinha de milho, estamos abreviando cada vez mais o ciclo da soja,
e isso diminui o potencial de recuperação da lavoura”, diz Enoir
Pellizzaro, técnico da C. Vale, de Palotina. A cooperativa atua na
região Oeste do estado, uma das mais prejudicadas pela estiagem de
2008, justamente por conta da preferência por variedades precoces. No
início de outubro, quando a equipe da Expedição Safra passou pelo
município, 95% dos 143,5 mil hectares que foram cultivados com soja
pelos cooperados da C.Vale nesta temporada já haviam sido semeados.
Normalmente, o plantio da oleaginosa se estende até o início de
novembro na região. O resultado da antecipação do plantio de variedades
precoces foi uma quebra de 55% na safra de soja da cooperativa.
O
risco de estiagem no verão é sempre presente no Paraná e, por isso, o
agricultor precisa planejar muito bem a safra, escalonar o plantio e
caprichar no manejo da lavoura, diz Etchichuri. “O desafio é reduzir o
risco e melhorar a produção”, afirma. “Não tem como mudar o clima, mas
há como combater as irregularidades climáticas”, completa o
meteorologista.
O caso de José Armando Gafuri é prova disso. Ele
conseguiu minimizar as perdas com a estiagem planejando a safra. Semeou
na janela ideal de plantio, conforme o zoneamento e atento às previsões
climáticas. Enquanto muitos produtores paranaenses contabilizam os
prejuízos, ele comemora a boa safra de soja. Com a colheita concluída,
o rendimento médio da lavoura foi de pouco mais de 3 mil quilos por
hectare. Detalhe: a propriedade de Gafuri fica em de Toledo, também no
Oeste, região que teve as maiores perdas. Nos seus 50 hectares, faz
apenas duas safras por ano: soja no verão e trigo no inverno. “Plantei
só soja de ciclo longo. Não penso na safrinha, penso na safra”,
declara. Ao menos neste ano, a estratégia foi acertada. “Tive quebra de
15%, mas colhi quase mil quilos por hectare a mais que os meus
vizinhos”, conta.
Diluir os riscos adaptando a tecnologia
empregada na lavoura às condições climáticas, como fez Gafuri, é a
recomendação do meteorologista do Somar. De modo geral, é possível
antecipar-se ao comportamento do clima, pois os sistemas que levam
chuvas ao Sudeste e Centro-Oeste do país são os mesmos que atuam no
Sul, explica Etchichuri. “Quando a estação chuvosa atrasa em Mato
Grosso, por exemplo, as chuvas de primavera se prolongam no Paraná. E
quando as chuvas de verão chegam mais cedo ao Centro-Oeste, aumeta o
risco de estiagem no início do ciclo no Sul”, diz.
A dica vale
também para a safrinha. “Estamos sob a influência de um La Niña de
fraca intensidade, e La Niña é sinônimo de preocupação para o Sul do
país”, afirma. O mês de março registrou chuvas abaixo da média no
Paraná. “A boa notícia é que as precipitações retornam às regiões
produtoras nesta semana”, diz Etchichuri. O trimestre abril-junho deve
ter chuvas dentro a ligeiramente abaixo da média. O meteorologista
adianta que o Paraná vai ter grande alternância de temperatura neste
mês. A primeira onda de frio tende a chegar na primeira quinzena de
junho. “Quem plantou dentro da janela não deve ter grandes
preocupações”, conclui Etchichuri.
Com alta da soja e maior interesse de investidor estrangeiro,
preço médio do hectare no país bate novo recorde nominal
Cotação chega a R$ 4.373; desvalorização do real dá competitividade a
produtos de exportação e contribui para recuperar mercados
GITÂNIO FORTES
DA REDAÇÃO
Nada
de crise no preço das terras. A valorização das commodities neste
começo de ano e a retomada do interesse de investidores internacionais,
que voltaram a prospectar negócios, repercutiram favoravelmente no
mercado. A média nacional do preço do hectare, que ensaiou retração na
virada de 2008 para 2009, surpreendeu com registro de alta.
De acordo com o mais recente Relatório de Terras, divulgado bimestralmente pela consultoria AgraFNP há mais de três anos, o preço médio do hectare no país alcançou o recorde nominal de R$ 4.373.
No último bimestre do ano passado, a cotação era de R$ 4.330, menor que os R$ 4.341 de setembro/outubro.
Jacqueline Bierhals, gerente da AgraFNP, aponta a volta do investidor estrangeiro, que se retraiu no fim de 2008, como um dos principais fatores para a valorização. Segundo ela, no começo deste ano, comitivas de empresários chineses, americanos, alemães e holandeses visitaram as principais regiões produtoras de grãos do país.
Não há registro de que negócios tenham sido fechados -até pela época, de proximidade da colheita da safra de verão. Os agricultores se concentram na produção e deixam para depois o investimento em novas áreas ou a análise de propostas pelas suas propriedades.
Ainda de acordo com a AgraFNP, a recuperação dos preços agrícolas devolveu vigor ao mercado de terras.
A valorização da soja na Bolsa de Chicago no primeiro bimestre, em relação aos dois meses anteriores foi de 1,95%. No mercado interno, chegou a 7,45%, afirma Bierhals.
Folha de S. Paulo
A diferença se explica pela mudança de patamar do real ante o dólar desde setembro do ano passado, com o agravamento da crise financeira.
Para quem conseguiu escapar dos problemas climáticos -também eles um dos motivos para que os preços agrícolas se recuperem- e manter a produtividade, cada saca de produto exportado agora propicia obter mais reais que antes.
O dólar atualmente na casa de R$ 2,20 nem se compara às mínimas de 2008, quando ficou abaixo de R$ 1,60.
O presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho, afirma que era de esperar outro comportamento do mercado. A expectativa era a de quedas abruptas no valor do hectare, principalmente pelas restrições de crédito, capazes de inibir o financiamento para a aquisição de novas áreas.
"Mas, com a soja na faixa de R$ 40 a R$ 42, a saca e
produtividade de 50 sacas por hectare, é possível obter renda acima do
custo de produção", diz o presidente da Rural. Com isso, tornou-se
natural que o preço da terra se sustente.
Ramalho ressalva que a valorização, no entanto, não se dá em todos os
lugares.
Perto de Bauru e Marília, no interior paulista, região em que o espaço agrícola se divide entre grãos, cana-de-açúcar, pastagens e reflorestamento, os preços não se mostram tão firmes, afirma ele.
Frederico
Fonseca Lopes, sócio da Markestrat, centro de pesquisas de Ribeirão
Preto (SP), afirma que no interior paulista há poucos negócios,
principalmente em áreas destinadas para a citricultura e a
cana-de-açúcar, lavouras que já passaram por períodos de preços mais
favoráveis.
Topo
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
Depois de um ano em que a produção cresceu num ritmo mais lento, em que as exportações recuaram e em que o consumo per capita subiu, a expectativa para o setor de carne suína é de estabilidade em 2009. "E estabilidade já é grande coisa", afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
Relatório que a Abipecs acaba de fechar sobre 2008 mostra que o desempenho da produção no ano passado foi influenciado pela estabilização dos alojamentos de matrizes e redução da produção no mercado spot no ano anterior. E novamente - com a expansão de 3,4% no alojamento de matrizes em 2008, que compensou em grande parte a retração do rebanho de subsistência -, o crescimento, se houver, da produção deve ser modesto este ano.
Além do alojamento, outro fator que influencia é a rentabilidade do setor neste semestre, afetada pela queda dos preços da carne suína na exportação em quase 50% por causa da crise financeira global, segundo Camargo Neto. Com menor lucratividade, a tendência é de uma redução no peso dos animais para abate.
Num ano em que as exportações de carne suína caíram 77 mil toneladas, para 529,4 mil toneladas - em grande parte pela crise financeira internacional a partir do último trimestre -, o que se viu, em 2008, foi um aumento do consumo per capita no mercado doméstico, segundo a Abipecs, já que houve maior disponibilidade interna. Ao contrário do volume, a receita com os embarques subiu - 20% - para US$ 1,48 bilhão - com a valorização dos preços devido à oferta mais ajustada.
Conforme com a Abipecs, o aumento da produção de industrializados, a maior oferta de cortes suínos frescos e a menor disponibilidade de carne bovina foram os principais responsáveis pela elevação do consumo interno de carne suína em 2008, para 13,44 quilos per capita. O recorde de consumo foi registrado em 2002, com 13,79 quilos.
O principal foco dos exportadores este ano é reduzir a dependência da Rússia, principal cliente do Brasil e um dos maiores afetados pela crise financeira. Em decorrência da crise, o país exportou 19% menos do Brasil ano passado.
"As Filipinas devem abrir, há grandes esperanças em relação à China - o Brasil já forneceu todos os documentos - e [a abertura dos] os Estados Unidos devem sair este ano", afirmou Pedro de Camargo Neto. Além disso, a União Europeia também deve mandar uma missão para avaliar a produção de suínos. Mas o executivo não acredita que essas aberturas alterem os números esperados para a exportação este ano, já que devem ocorrer mais perto do fim do ano.
No primeiro bimestre deste ano, as exportações de carne suína somaram 83.793 toneladas e renderam US$ 169,1 milhões - 22,5% e 5,7%, respectivamente, mais que em igual intervalo de 2008.