


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 540,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 45,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 88,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 21,00/sc |

DESTAQUES
COMMODITIES
GRÃOS
CONJUNTURA
EVENTOS
BIOENERGIA
CAFÉ
CRÉDITO RURAL
MEIO AMBIENTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
BOVINOCULTURA DE CORTE
Os preços da soja entraram em queda no mercado externo, interrompendo o
movimento altista das cotações futuras na Bolsa de Chicago. As
condições climáticas favoráveis e a projeção de aumento da produção
norte-americana para 81,65 milhões de toneladas na safra 2008/09
provocaram queda de 20% nos preços do produto.
No mercado interno, os preços caíram 17%, como resultado da valorização
cambial e a comercialização de 90% da safra. Este quadro, somando à
elevação entre 22% e 54,20% dos custos de produção, provocada
principalmente pelo aumento de 136% dos preços das matérias-primas dos
fertilizantes, acabará comprometendo a rentabilidade da lavoura.
“Com esse cenário, o produtor terá maior precaução no plantio e poderá
reduzir o uso de tecnologia”, afirmou o presidente da Comissão Nacional
de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner.
Segundo ele, as quedas nas cotações da soja aumentam as incertezas
quanto aos resultados da safra 2008/09. No levantamento de custos de
produção da CNA e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea), foi possível constatar no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Tocantins e
Maranhão que os custos de produção, até junho, vinham crescendo mais
que as cotações da soja.
No município de Rio Verde, em Goiás, foi identificado o maior custo de
produção do Centro-Oeste, de R$ 1.545,00 por hectare. Na região Sul, os
maiores custos operacionais efetivos estão em Londrina, no Paraná, de
R$ 1.382,00 o hectare, enquanto Uberaba, em Minas Gerais, tem custos
estimados para a próxima safra de R$ 1.520,00 o hectare.
Segundo dados dos Ativos de Grãos, o preço do adubo formulado básico
para a cultura de soja aumentou 87% em maio em relação ao valor pago,
em média, na safra passada. Mas os preços que os produtores receberam
pela soja subiram apenas 17% se consideradas as vendas antecipadas, a
partir de setembro de 2007, além do restante da safra, comercializada
até maio deste ano, ao preço médio do período.
Entre as regiões pesquisadas pela CNA/Cepea, a maior alta dos preços
dos adubos, de 94%, ocorreu em Sorriso, no Mato Grosso, enquanto a soja
valorizou apenas 28,7% em relação à média paga, em maio, aos produtores
na safra passada. Na região de Cascavel, no Paraná, o aumento do insumo
foi de 90% no mesmo período, enquanto a soja valorizou 21%.
Quanto aos fertilizantes, vêm atingindo preços recordes em decorrência
da menor oferta das matérias-primas, do crescimento da demanda pelo
NPK, em especial por países como China e Índia, além da valorização do
barril de petróleo. “Com os preços dos fertilizantes em alta, muitos
produtores cogitam a possibilidade de reduzir a quantidade do insumo no
solo”, diz José Mário Schreiner. Ele recomenda, no entanto, que essa
redução seja feita a partir da análise de solo, caso contrário o
agricultor correrá o risco de ter queda da produtividade da sua lavoura.
Com o aumento da demanda e dos preços dos fertilizantes no mercado
internacional, a China elevou, em abril, o imposto de exportação das
matérias-primas do insumo em até 135%, para evitar possível escassez da
oferta no país. Tal medida pretende, também, manter os preços
controlados durante o período de grande demanda para o plantio das
lavouras de primavera. “Como a China é um dos maiores produtores
mundiais de fertilizantes, a tributação sobre os embarques deverá
elevar ainda mais os preços em países como o Brasil”, completou o
presidente da Comissão da CNA.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e
Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados votará na
próxima quarta-feira (13/8) um requerimento de um anteprojeto de
Decreto Legislativo para sustar o Decreto 6514, publicado em julho
deste ano, alterando a Lei de Crimes Ambientais e definindo novas
infrações e sanções administrativas.
A revogação dos efeitos desta nova norma foi defendida pela Frente
Parlamentar da Agropecuária e pela Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA) durante café da manhã, nesta quarta-feira, em
Brasília.
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (6) a
votação da Medida Provisória (MP) 432, que renegocia R$ 75 bilhões em
dívidas dos produtores rurais. Além dos pontos já acrescentados ao
texto pelo relator da matéria, deputado Luiz Carlos Heinze, foram
aprovados mais dois destaques incluídos de última hora na MP.
Um deles, defendido pela bancada ruralista e entidades ligadas à
agropecuária, substitui a Taxa Selic, que está em 13% ao ano, pela Taxa
de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,25%, na correção de débitos
inscritos na Dívida Ativa da União (DAU). O outro destaque trata da
revisão e redução das garantias exigidas para a contratação de
financiamentos. O texto segue, agora, para o Senado, com a expectativa
de análise ainda neste mês
A previsão de uma queda acentuada na produção de milho no
Paraná, decorrente das geadas que atingiram o estado no mês de junho,
não ocorreu com a intensidade esperada, resultando em mais um
crescimento recorde da colheita nacional de grãos, que registra agora
143,7 milhões de toneladas. O número é do décimo primeiro levantamento
da safra de grãos 2007/08, anunciado pela Conab nesta quinta-feira (7).
A quantidade é 9,1% maior que o da safra passada, que foi de 131,8
milhões t, e 0,9% superior à pesquisa de julho, projetada em 142,4
milhões de t. O milho é a principal cultura desse cenário, sendo a boa
produtividade da primeira safra, com a colheita já encerrada no
Centro-Sul, e o aumento do milho safrinha no Paraná, os maiores
responsáveis pelo bom desempenho. Os preços atrativos da commodity no
mercado e o melhoramento tecnológico no campo também são outros aliados
pela manutenção da maior safra da história.
A soja e o milho representam 83% da produção total de grãos, sendo o
primeiro com 60,1 milhões de t e o segundo com 58,5 milhões de t. O
feijão total também registra aumento de 6,1% em relação ao período
anterior, devendo chegar a 3,5 milhões de t. A exceção é o feijão 1ª
safra que teve diminuição de 20%, devido à estiagem nas principais
regiões produtoras, ficando em 1,26 milhão de t. Já a leguminosa da 2ª
safra, totalmente colhida, é de 1,47 milhão de t, ou 47,3% a mais. O
feijão da 3ª safra, que começou a ser colhido em julho e vai até
setembro, deve aumentar 6% e alcançar 821,6 mil t.
O arroz teve a área reduzida, mas a produção aumentou 7% sobre o ciclo
passado e deve atingir 12,1 milhões de t. O algodão em caroço é outra
cultura com bom desempenho, saindo de 2,38 milhões para 2,45 milhões de
t, aumento de 2,7%.
Entre os produtos de inverno para a safra 2009, o trigo é o de maior
destaque e está estimado em 5,4 milhões de t, 41,9% a mais que última
safra, de 3,8 milhões de t. O crescimento da área, aliada aos preços
estimulantes e medidas governamentais de incentivo estão entre os
principais fatores dessa expansão.
Área – A
área plantada em todo o país é de 47,25 milhões de hectares, ou 2,2%
maior que a do ano passado, que foi de 46,2 milhões de ha. As terras
ocupadas pelo milho total cresceram 4,3% (de 14,1 para 14,7 milhões de
ha) e pela soja 3% (de 20,7 para 21,3 milhões ha). Por outro lado, o
feijão total reduziu 2,8% (de 4,09 para 3,97 milhões ha) e o arroz 3%
(de 2,97 para 2,88 milhões ha).
O estudo foi realizado por 79 técnicos da Conab, entre os dias 14 e 18
de julho, nos principais estados produtores. Eles conversaram com
produtores rurais e representantes de cooperativas, sindicatos, órgãos
públicos e privados. (Conab)
A tendência do ciclo de baixa nos mercados da soja, milho e
trigo indica que, possivelmente, o período de preços recordes deve
ficar para trás.
Na quarta-feira (dia seis) a soja fechou o pregão com baixa de US$
45,50 cents/bushel, correspondente a menos US$ 1,00/saca de 60 kg sobre
o encerramento do dia anterior (US$ 27,90/saca de 60 kg). A
posição agosto foi cotada a US$ 26,90/saca de 60 kg.
Já os contratos para setembro/08 registraram um recuo um pouco maior,
no entorno de US$ 1,03/saca de 60 kg, fechando a US$ 26,94/saca de 60
kg.
No mercado do milho as baixas foram de menor intensidade. A
conjunção da ação dos especuladores vendendo suas posições e a variação
negativa no preço do petróleo foram fatores determinantes para a queda
registrada. Os futuros para setembro/08 fecharam a sessão
cotados a US$ 11,99/saca de 60 kg, ou seja, uma queda de US$ 0,41/saca
de 60 kg em relação ao fechamento da terça-feira de US$ 12,40/saca de
60 kg.
Quanto ao mercado do trigo, os preços acompanharam as quedas
registradas nos mercados da soja e do milho. Os contratos com
vencimento em setembro/08 encerraram o dia em US$ 16,88/saca de 60 kg,
queda de US$ 0,31/saca de 60 kg sobre o fechamento do dia anterior de
US$ 17,19/saca de 60 kg.
FOLHA DE LONDRINA
Rio
de Janeiro - A agroindústria brasileira cresceu 4,2% no primeiro
semestre de 2008, ante igual período do ano passado, informou ontem o
IBGE. O resultado ficou abaixo da expansão média da indústria nacional,
que foi de 6,3% no período.
Apesar do resultado menor do
que a média industrial, os técnicos do IBGE consideram, no documento de
divulgação da pesquisa, que houve ''bom desempenho da agroindústria,
relacionado ao crescimento da safra, ao aumento do consumo do mercado
interno, por conta da expansão da renda, e a um cenário externo
favorável para a agricultura, com crescimento do volume exportado e dos
preços''. Segundo a pesquisa do IBGE, esses fatores contribuíram ainda
para o aumento dos investimentos em máquinas e equipamentos agrícolas
(43,5% no primeiro semestre ante igual período do ano passado), adubos
e fertilizantes (10,3%) e rações (7,5%).
No semestre, a
expansão dos setores associados à agricultura (3,2%), de maior peso na
agroindústria, superou a dos vinculados à pecuária (1,6%). O grupo
inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário
apresentou forte acréscimo (46,6%), ''por conta, principalmente, do
aumento da produção de soja, cana-de-açúcar e milho, lavouras
intensivas no uso destes produtos''. Já o segmento de madeira recuou
24,2%, ''influenciado pela queda das exportações''.
Segundo
os técnicos do IBGE, o baixo crescimento da pecuária está relacionado
ao embargo às exportações brasileiras de carne bovina pela União
Européia (UE), no início deste ano, que impactou negativamente a
produção de derivados de carne bovina e suína (-3,7%).
Em
bases trimestrais, a agroindústria apresentou resultados positivos nos
dois primeiros períodos de 2008. Após crescer 6,1% no primeiro
trimestre, o setor desacelerou no segundo (2,8%), sempre na comparação
com igual período do ano passado.
O Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) estima para 2008 safra recorde
de 143,6 milhões de toneladas de grãos, resultado 7,9% superior ao de
2007 (133,1 milhões de toneladas), com destaque para a produção de
soja, milho e arroz, que representam cerca de 90% da safra.
VALOR ECONÔMICO - Patrick Cruz
As
vendas de máquinas agrícolas registraram uma pequena retração em julho,
mas, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, cresceram 50,8% em
comparação com o mesmo período de 2007 e superaram as vendas de todo o
ano de 2006. Entre junho e julho, as vendas caíram 0,9%, o
correspondente a 47 unidades. De janeiro a julho, foram 30,4 mil
máquinas comercializadas no mercado interno.
Segundo a
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea),
em comparação com os primeiros sete meses de 2007, as exportações de
máquinas agrícolas avançaram 22,8%, para 17,3 mil unidades, volume que
correspondeu a US$ 8,1 bilhões. Em valores, ainda que com a valorização
do câmbio, a alta foi de 9,5%. De junho a julho, em contrapartida, as
vendas ao exterior cresceram 7,9%, para 2,6 mil unidades, mas a receita
caiu 3,8%, para US$ 1,2 bilhão.
Com as 7,5 mil
unidades de julho, um aumento de 3,1% em comparação com o mês anterior,
a produção total da indústria foi de 47,5 mil máquinas e, assim como as
vendas, superou o desempenho de todo o ano de 2006. O acumulado de
janeiro a julho, 47,4 mil máquinas, foi 34,8% maior que o do mesmo
período de 2007. Em 2006, saíram das linhas de produção das fábricas
46,1 mil unidades.
Nas vendas, que caíram 0,9% entre
junho e julho, a queda mais significativa, entre as principais
fabricantes de tratores - segmento que representa mais de 80% do volume
total do mercado -, foi a da John Deere. As vendas de tratores da
empresa caíram 26,6% de um mês a outro, para 449 unidades. Por meio de
sua assessoria de imprensa, a empresa não creditou o recuo a nenhum
fator específico e ressaltou que, neste mês, ela deve superar as vendas
de todo o ano de 2007.
Em colheitadeiras, a Case
vendeu 23 unidades, uma queda de 28,1%, que equivale a nove unidades. A
Case é a quarta do ranking do segmento de colheitadeiras.
GAZETA MERCANTIL
São
Paulo, 7 de Agosto de 2008 - A Câmara dos Deputados aprovou ontem a
Medida Provisória 432 referente à renegociação das dívidas dos
produtores rurais, que somam R$ 75 bilhões. O texto, com a aprovação de
suas emendas, segue para o Senado.
Nos destaques, os deputados mudaram o indexador da dívida. A emenda tira a Taxa Selic como indexador, que passa a ser a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Deste modo, a taxa de juros passa dos atuais 13% para 6,75% ao ano. "Esta decisão do plenário dá esperança a muitos produtores que estão na dívida ativa e corriam o risco de ter seus bens confiscados", comemorou Valdir Colatto, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Os deputados aprovaram ainda a emenda que mantém apenas a autorização à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para suspender as ações de execução judicial de cobrança movidas contra quem aderir à renegociação e acabar com outras exigências, como confissão irrevogável do total dos débitos e desistência de todas as ações judiciais sobre essa dívida.
Outro adendo ao texto original, cuja relator era o deputado Luís Carlos Heinze (PP/RS), permite ao mutuário de crédito rural fazer a revisão das garantias prestadas em operações de empréstimo e a sua redução em caso de excesso.
Em comunicado, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, comemorou a aprovação da Medida Provisória da Regularização da Dívida Rural. De acordo com o titular da pasta, a aprovação representa um lucro para o governo, o setor rural e a sociedade, que será recompensada com a estabilização de preços. Stephanes estimou que 2,8 milhões de contratos agrícolas serão beneficiados com a MP, que contempla 80% do débito do setor rural. A partir da regulamentação da Medida Provisória, os produtores em dívida poderão regularizar os contratos, se habilitar ao crédito e retomar o ritmo de produção. Segundo ele, a diferença desta MP em relação a negociações feitas no passado, é que esta foi feita com base no entendimento, após um ano de análises e discussões.
GAZETA DO POVO
Estudo
da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) revela que o aumento
no preço dos formulados utilizados na adubação compromete a
rentabilidade do produtor
Dos três grãos mais cultivados no
Paraná, o trigo pode precisar de apoio governamental à comercialização,
enquanto soja e milho terão sua rentabilidade comprometida. O problema
está na alta dos custos dos fertilizantes, aponta um levantamento
realizado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do
Paraná (Ocepar). O estudo mostra que a participação desses insumos no
custo de produção aumentou significativamente nos últimos cinco anos no
Paraná e pode comprometer o resultado de algumas dos principais grãos
cultivados no estado. “No geral, os gastos todos aumentaram, mas o
grande vilão é mesmo o fertilizante”, avalia Flávio Turra, gerente
técnico da Ocepar. Apenas na última safra, alguns formulados foram
reajustados em mais de 100%, calcula.
No caso do trigo que
está sendo colhido, a participação dos fertilizantes no desembolso
total subiu de 18% na safra de 2002 para 26,5% em 2008. Conforme os
cálculos da Ocepar, para cultivar um hectare, o triticultor paranaense
gastou com esses produtos quase R$ 380. Com relação à safra passada, o
custo total por hectare aumentou 26,8%, para R$ 2.104. Fazendo as
contas, a margem deve ser negativa. O custo de produção por saca é de
R$ 37,40 por saca, enquanto o preço médio ao produtor projetado pelo
levantamento deve ficar entre R$ 30 e R$ 36.
“Se o preço de
mercado ficar mesmo abaixo do custo de produção, talvez o governo
precise auxiliar o escoamento da produção do Paraná para as regiões
Norte e Nordeste do país via PEP [Prêmio de Escoamento de Produto]”,
afirma Turra. Ele ressalta, entretanto, que esses mercados não são
consumidores tradicionais do grão paranaense. “Para eles, muitas vezes
fica mais barato importar trigo do que buscar no Sul do país”, diz.
Outro
problema é que para ter direito a uma fatia do R$ 1,5 bilhão
disponibilizado pelo governo federal para a equalização de preços, a
cotação de mercado teria que não somente ser inferior ao custo de
produção, mas também cair abaixo do preço mínimo de garantia da
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para o trigo tipo 1 (pão
melhorador), variedade cultivada no Paraná, o preço de referência do
governo é de R$ 28,80 por saca. Isso já contabilizando o reajuste de
20% anunciado no Plano Safra 2008/09.
As quedas de preços que costumam ocorrer a partir de agosto, quando se inicia a colheita nacional, preocupam agrônomo e produtor Modesto Felix Daga, da Dagaplan, empresa de consultoria de Cascavel, no Oeste do estado. Para ele, a saca do cereal, que estava cotada entre R$ 43 e R$ 45 na época do plantio, não deve passar de R$ 33 durante o pico da colheita. “A rentabilidade é apertada, mas acredito que a margem ainda será positiva”, avalia. Daga aposta no volume de produção para minimizar a elevação do custo de produção. Ele diz que a expectativa é de uma safra boa, apesar de problemas com pragas e doenças. As geadas de junho, afirma, não comprometeram a produção. Na sua região, a colheita deve ser iniciada na segunda quinzena de agosto.
VALOR ECONÔMICO
Exportações sobem
As
exportações brasileiras de café encerraram julho com receita de US$
330,661 milhões, aumento de 10,7%. Em volume, os embarques totalizaram
2,031 milhões de sacas de 60 quilos, recuo de 10% sobre julho de 2007,
segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No
acumulado do ano, a receita somou US$ 2,413 bilhões, alta de 13,4%
sobre janeiro a julho de 2007. Em volumes, foram 14,872 milhões de
sacas embarcadas, baixa de 6,6% sobre os sete meses de 2007. Ontem, os
preços futuros do grão fecharam em queda nas bolsas. Em Nova York, os
contratos de dezembro fecharam a US$ 1,4170 a libra-peso, com recuo de
225 pontos. Em Londres, os contratos de novembro encerraram a US$ 2.345
a tonelada, queda de US$ 46. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a
R$ 243,91, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda aquecida
Os
preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem, impulsionados
pela retomada da demanda por parte das indústrias têxteis, segundo
informações de analistas ouvidos pela Bloomberg. A forte queda da
commodity nas últimas semanas despertou o interesse de compra do
algodão americano, maior exportador mundial. Na bolsa de Nova York, os
contratos para dezembro fecharam a 69,56 a libra-peso, com aumento de
53 pontos. Analistas informaram que as indústrias têxteis estão
interessadas em comprar a matéria-prima com cotações abaixo de 70
centavos de dólar por libra-peso. Desde junho, a commodity acumula
queda de 12% devido à fuga dos fundos e especuladores. Em São Paulo, o
algodão fechou a R$ 1,2434 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Produção chinesa
Os
sinais de tempo favorável nas lavouras americanas somaram-se ontem ao
anúncio de que a China produzirá mais soja na próxima safra e puxaram
nova baixa expressiva do preço da commodity. Na bolsa de Chicago, os
contratos com vencimento em setembro caíram 45,50 centavos de dólar,
para US$ 12,1350 por bushel. O Centro Chinês de Informações sobre Grãos
e Óleos disse que a produção de soja no país crescerá 37% em comparação
com a safra anterior, para 17,5 milhões de toneladas. Os dados
reduziram o temor de aperto na oferta global do grão. No mercado
interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou a quarta-feira em baixa
de 1,96%, para R$ 42,46, segundo o índice Cepea/Esalq. Em agosto, em
apenas quatro dias úteis, a saca já acumula baixa de 9,5%.
China vai bem
Os
contratos futuros do milho caíram novamente ontem nos Estados Unidos,
dando continuidade a uma série de baixas iniciadas na semana passada.
Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, as quedas nos preços
se devem a especulações de que o tempo úmido favoreça as lavouras
americanas e chinesas, os maiores produtores do mundo. De acordo com o
Centro de Informações de Grãos da China, o país deverá colher 2,8%
nesta safra. "O bom momento da China reduziu as preocupações de oferta
mundial", disse Greg Grow, da Archer Financial Services. Na bolsa de
Chicago, os papéis para dezembro caíram 17,25 centavos de dólar e
fecharam a US$ 5,2775 por bushel. No mercado interno, a saca de 60
quilos fechou a R$ 25,16, queda de 0,72%, segundo o índice Cepea/Esalq.
VALOR ECONÔMICO - Mauro Zanatta
Um
estudo minucioso divulgado ontem pela Confederação da Agricultura e
Pecuária (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em
Economia Aplicada (Cepea-USP) mostra que o impacto da elevação dos
custos de produção sobre a rentabilidade dos produtores de soja será
mais ou menos favorável de acordo com a localização geográfica da
lavoura.
Pelo levantamento, os produtores das
principais áreas de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do
Sul, Bahia e Maranhão tendem a ser mais beneficiados pela variação dos
custos do que os colegas de Mato Grosso, Goiás, Paraná, Tocantins e
Piauí.
A pesquisa da CNA captou um aumento entre 22% e
55% no custo total de produção das lavouras na comparação com a safra
anterior, puxado sobretudo pela elevação média de 80% nos preços dos
fertilizantes. "Por isso, estamos recomendando aos produtores que,
antes de plantar, tenham muita cautela e que façam as contas na ponta
do lápis", afirmou o presidente da Comissão de Grãos e Cereais da CNA,
José Mário Schreiner.
Na média, a rentabilidade será
baixa, mas algumas regiões devem ter performance melhores, diz a
economista da CNA, Rosemeire dos Santos. Em Rio Verde (GO), por
exemplo, os produtores que colherem 45 sacas de soja e venderem a um
preço médio de R$ 31,60 devem ter receita líquida negativa de R$ 125
por hectare. Na safra anterior, o prejuízo seria de R$ 50. Já os
produtores de Maracajú (MS) teriam um salto na receita de R$ 238 para
R$ 608 por hectare em caso de colher 50 sacas. "O produtor está no fio
da navalha. Qualquer problema climático pode significar um forte
prejuízo", resumiu.
O recado da CNA aos produtores
embute um alerta ao governo em tempos de discussão sobre a renegociação
das dívidas rurais. "Os produtores não terão dinheiro suficiente para
pagar as contas da próxima safra e ainda honrar os compromissos de uma
renegociação onerosa", afirmou Schreiner, que preside a Federação da
Agricultura de Goiás (Faeg).
A pesquisa CNA-Cepea
agrega também questões conjunturais, como o recuo nas operações em
mercado futuros. Schreiner informou que apenas 7% de toda a safra de
soja foi negociada na bolsa de mercadorias. "Em safras anteriores,
tínhamos 21% ou 22% negociados nesta época", disse.
Para
ele, é "um risco enorme" produzir sob essa circunstância, já que sem
"travar" os preços no futuro fica "impossível" determinar a margem de
lucro do produtor. "Até as tradings estão assustadas com a volatilidade
das cotações. É muito preocupante". Na safra anterior, as tradings
tiveram problemas de caixa para cobrir operações de ajuste de margens
nas principais bolsas de futuro do mundo. "Neste ano, elas reduziram os
financiamentos em 30%", disse Rosemeire dos Santos.
GAZETA MERCANTIL - Fabiana Batista
São
Paulo, 7 de Agosto de 2008 - Em meio às restrições de crédito que
assombram a safra de soja 2008/09, a multinacional americana Cargill
garante que vai ofertar 10% mais recursos este ano aos produtores que
no ciclo passado. José Luiz Glaser, diretor do complexo soja para o
Brasil, reconhece que o incremento não acompanha a necessidade de
financiamento, que aumentou pelo menos, 30%, com a alta dos custos de
produção. Mas, avalia que o agricultor terá condições de plantar. "É
preciso que o produtor coloque capital próprio e faça um mix com
recursos do governo, das indústrias de defensivos e de adubos e das
tradings".
Ele explica que a captação de recursos externos está mais difícil com a crise dos subprime nos Estados Unidos e, por isso, a empresa avaliou que estava disposta a correr riscos para aumentar apenas 10% dos recursos, no caso do Brasil. Mas, isso não significa, segundo Glaser, que haverá uma queda de market share, uma vez que a soja está mais valorizada e os custos, mais altos. No ano passado, a Cargill movimentou no País 9 milhões de toneladas de soja (15% da safra) e 1 milhão de toneladas de milho (1,9% da colheita).
"O produtor está mais capitalizado. Tem todas as condições para plantar, apesar de sabermos que existem alguns que têm condição diferente por terem vendido a valor baixo a safra passada", pondera. Segundo ele, todos os que já operavam com a Cargill estão sendo atendidos - a empresa não está buscando novos fornecedores. "Não estamos buscando produtores que vendiam para o concorrente ou que estão sem alternativa por causa do problema ocorrido com algumas tradings, como a Sementes Selecta e a Agrenco. Nossa prioridade são os que já estavam na nossa carteira".
Até agora, a Cargill financiou menos da metade do que havia emprestado em agosto do ano passado. O que ocorreu, segundo Glaser, foi falta de interesse dos produtores. "Quando a soja estava cotada em Chicago entre US$ 15 e US$ 16 o bushel, o sojicultor não queria fixar porque achava que ia subir ainda mais. Para nós tradings era interessante, pois naquele patamar de preço era menor a chance de mais valorização e envio de recursos para cobrir margens em bolsa.
A combinação de alta volatilidade da soja com subida dos custos de produção vai trazer apenas um pequeno aumento no plantio deste ano, na avaliação do executivo. "Acredito em crescimento entre 1,5% e 3%". Segundo ele, os fortes recuos da soja nas últimas semanas indica o início daquele momento já conhecido do ciclo de commodities, quando os preços muito altos retraem o consumo. "O que o pessoal não pensa muito é que quando os preços estão muito altos, há recuo na demanda. Veja o que aconteceu com o petróleo. Já há relatórios nos Estados Unidos que mostram que a demanda está 30% menor", cita. A tendência do mercado, agora, segundo ele, é fazer o movimento inverso, com recuo de oferta para retomar o consumo anterior. Ninguém arrisca dizer se e quanto mais o preço da soja vai cair, o que dependerá da condição da oferta do grão daqui em diante, ou seja, do andamento da safra americana e da produção da América do Sul, sobretudo do Brasil e da Argentina. "Se as colheitas nos Estados Unidos e sul-americana forem boas, o preço vai cair". Somando-se todas as áreas de atuação (com exceção da de nutrição animal), a Cargill teve em 2007 faturamento líquido no Brasil de R$ 12,6 milhões.
GAZETA MERCANTIL
São
Paulo, 7 de Agosto de 2008 - A soja levou mais um tombo ontem na Bolsa
de Chicago (CBOT) e fechou em US$ 12,1350 o bushel (contrato setembro),
queda de 3,6%. Em maio, quando os preços estavam 11,4% maiores (acima
de US$ 13), a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
elaborou, junto com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP), um estudo, divulgado
ontem, em que mostra que o preço do adubo subiu, pelo menos, cinco
vezes mais que o da soja, e que a rentabilidade do produtor pode ficar
comprometida.
"O produtor está em uma situação muito frágil. Não está ‘hedgiado’ (protegido de oscilações de preços e câmbio) em nenhuma ponta e com esse custo de produção muito alto. A vulnerabilidade é muito alta", alerta José Mário Schreiner, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA.
De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, até 1º de agosto foram vendidos antecipadamente 7% da safra brasileira de soja, percentual que em agosto do ano passado era de 21% e, na média dos últimos cinco anos, de 10%. "A quase totalidade desses negócios foram com troca por insumo", diz Flávio Roberto de França Júnior, diretor da consultoria.
Segundo a CNA, até maio 45% do adubo necessário ao plantio da safra de soja foi comprado. A dúvida agora é sobre em que condições o restante será adquirido pelo produtor, segundo Schreiner. "Nós recomendamos mais cautela ao produtor, porque a situação está muito delicada", argumentou Schreiner.
No levantamento da CNA foi constatado que em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Tocantins e Maranhão os custos de produção, até junho, vinham crescendo mais que as cotações da soja. No município de Rio Verde, em Goiás, foi identificado o maior custo do Centro-Oeste, de R$ 1,545 mil por hectare.
A maior alta de preço do adubo no País foi em Sorriso, Médio -Norte de Mato Grosso, segundo estudo do Cepea/USP. Nesse município, esse insumo valia em maio deste ano R$ 722 a tonelada, 94% mais que na média da safra 2007/08. Nesse período, a saca de soja valorizou-se bem menos nessa região, de R$ 26,51 para R$ 34,11, alta de 28,7%. Em Londrina (PR), o preço da saca do grão aumentou apenas 7,2% no período, enquanto o adubo, 85,5%.
Mercado
O novo recuo da soja na bolsa
americana de ontem se deveu à combinação de vários fatores e rumores no
mercado. Segundo Étore Baroni, consultor de gerenciamento de risco da
FCStone, a queda de US$ 2 na cotação do barril do petróleo e rumores de
liquidação de posição de fundos que não conseguiriam honrar margem
foram alguns deles.
Contribuiu também notícias de que a China poderia cancelar embarques de soja já vendidos em reação aos altos preços do produto. "Além disso, agitaram o mercado a previsão de clima bom para os próximos dias nas lavouras americanas e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulgará no dia 12 uma safra maior", complementa o consultor.
O ESTADO DE SÃO PAULO - Fabíola Salvador
BRASÍLIA
- A produção nacional de grãos na safra de 2007/2008 deve ser recorde
de 143,7 milhões de toneladas, de acordo com dados do décimo primeiro
levantamento da safra de grãos para o período, anunciado hoje pela
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A quantidade é 9,1% maior
que o da safra passada, que foi de 131,8 milhões de toneladas, e 0,9%
superior à pesquisa anterior, de julho, que projetava 142,4 milhões de
toneladas.
Segundo a Conab, o crescimento deve-se ao fato da
previsão de uma queda acentuada na produção de milho no Paraná,
decorrente das geadas que atingiram o Estado no mês de junho, não ter
se concretizado. A entidade afirma que o milho é a principal cultura
desse cenário, sendo a boa produtividade da primeira safra, com a
colheita já encerrada no Centro-Sul, e o aumento do milho safrinha no
Paraná, os maiores responsável pelo bom desempenho. Os preços atrativos
da matéria-prima (commodity) no mercado e o melhoramento tecnológico no
campo também são outros aliados pela manutenção da maior safra da
história.
A soja e o milho representam 83,% da produção
total de grãos, sendo o primeiro com 60,1 milhões de toneladas, alta de
2,9% em relação a safra anterior, e o segundo com 58,5 milhões de
toneladas, alta de 13,8%.
Entre os produtos de inverno para a
safra 2009, o trigo é o de maior destaque e está estimado em 5,4
milhões de toneladas, 41,9% a mais que última safra, de 3,8 milhões de
toneladas. O crescimento da área, aliada aos preços estimulantes e
medidas governamentais de incentivo estão entre os principais fatores
dessa expansão.
Área plantada
A Conab também informa que a área plantada em todo o País é de 47,25 milhões de hectares (cada hectare equivale a 10 mil metros quadrados), ou 2,2% maior que a do ano passado, que foi de 46,2 milhões de hectares (ha).
As terras ocupadas pelo milho total cresceram 4,3%
(de 14,1 para 14,7 milhões de ha) e pela soja 3% (de 20,7 para 21,3
milhões ha). Por outro lado, o feijão total reduziu 2,8% (de 4,09 para
3,97 milhões ha) e o arroz 3% (de 2,97 para 2,88 milhões ha).
O
estudo foi realizado por 79 técnicos da Conab, entre os dias 14 e 18 de
julho, nos principais Estados produtores. Eles conversaram com
produtores rurais e representantes de cooperativas, sindicatos, órgãos
públicos e privados.
O ESTADO DE SÃO PAULO - JACQUELINE FARID
RIO
- O IBGE elevou hoje a previsão da safra 2008 para 145,1 milhões de
toneladas. A projeção divulgada nesta manhã, referente a julho, é 1%
maior do que a estimativa de junho, que era de 143,6 milhões de
toneladas. A safra estimada é 9% superior que a de 2007, quando foram
colhidas 133,1 milhões de toneladas. E a área plantada esperada, de
47,3 milhões de hectares (cada hectare equivale a 10 mil metros
quadrados), é 4,3% maior que a do ano passado.
Segundo o
Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, a revisão
em julho resultou especialmente de "reajustes das culturas de verão com
a colheita concluída, das reavaliações do sorgo, milho e feijão 2ª
safras e, ainda, do acréscimo no plantio do feijão 3ª safra e das
culturas de inverno, como o trigo, decorrentes dos bons preços
praticados".
No que diz respeito à área plantada, as culturas
investigadas que ocupam as maiores áreas em 2008 são a soja (21,3
milhões de hectares), o milho (14,4 milhões de hectares) e o arroz (2,9
milhões de hectares). O somatório das safras destes três produtos
representa 90% da produção nacional de grãos estimada para o ano.
O ESTADO DE SÃO PAULO - Jacqueline Farid e Fabíola Salvador
Produção deve chegar a 145,1 milhões de toneladas, mantendo a
estimativa de crescimento recorde este ano
RIO
- O IBGE elevou a previsão da safra 2008, para 145,1 milhões de
toneladas. A projeção divulgada nesta quinta-feira, referente a julho,
é 1,0% maior do que a estimativa anterior (levantamento de junho, de
143,6 milhões de toneladas). A safra estimada é 9,0% superior do que a
de 2007, quando foram colhidas 133,1 milhões de toneladas. A área
plantada esperada (47,3 milhões de hectares) é 4,3% maior que a do ano
passado.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta quinta-feira revelam também que a produção nacional de grãos 2007/08 deve ser recorde a 143,7 milhões de toneladas. A quantidade é 9,1% maior que o da safra passada, que foi de 131,8 milhões toneladas, e 0,9% superior à pesquisa de julho, projetada em 142,4 milhões de toneladas, de acordo com o décimo primeiro levantamento da safra.
Segundo o Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, a revisão em julho
resultou especialmente "a reajustes das culturas de verão com a
colheita concluída, às reavaliações do sorgo, milho e feijão 2ª safras
e, ainda, ao acréscimo no plantio do feijão 3ª safra e das culturas de
inverno, como o trigo, decorrentes dos bons preços praticados".
Para
a Conab, o crescimento deve-se ao fato da previsão de uma queda
acentuada na produção de milho no Paraná, decorrente das geadas que
atingiram o Estado no mês de junho, não ter se concretizado. Segundo a
Conab, o milho é a principal cultura desse cenário, sendo a boa
produtividade da primeira safra, com a colheita já encerrada no
Centro-Sul, e o aumento do milho safrinha no Paraná, os maiores
responsável pelo bom desempenho. Os preços atrativos da commodity no
mercado e o melhoramento tecnológico no campo também são outros aliados
pela manutenção da maior safra da história.
No que diz
respeito à área plantada, as culturas investigadas que ocupam as
maiores áreas em 2008 são a soja (21,3 milhões de hectares), o milho
(14,4 milhões de hectares) e o arroz (2,9 milhões de hectares). O
somatório das safras destes três produtos representa 90,0% da produção
nacional de grãos estimada para o ano.
No Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola do IBGE de julho destacam-se as
variações nas estimativas de produção, em relação a junho, do arroz em
casca (-1,3%), café em grão (0,3%), feijão em grão (1,6%), laranja
(3,4%), milho em grão (1,9%), soja em grão (0,4%), sorgo em grão (3,0%)
e trigo em grão (3,2%).
Na comparação com a safra 2007,
segundo o LSPA de julho, entre os 25 produtos analisados, 19 apresentam
alta na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em
casca 1ª safra (29,9%), amendoim em casca 2ª safra (0,8%), arroz em
casca (9,6%), aveia em grão (14,8%), batata-inglesa 1ª safra (0,3%),
batata-inglesa 2ª safra (20,0%), batata-inglesa 3ª safra (3,5%), cacau
em amêndoa (7,4%), café em grão (27,7%), cana-de-açúcar (14,2%), cevada
em grão (1,1%), feijão em grão 2ª safra (40,6%), laranja (0,4%), mamona
em baga (63,6%), milho em grão 1ª safra (10,9%), milho em grão 2ª safra
(17,3%), soja em grão (3,6%), sorgo em grão (31,5%) e trigo em grão
(32,5%).
Com variação negativa estão o algodão herbáceo em
caroço (2,6%), cebola (2,1%), feijão em grão 1ª safra (7,8%), feijão em
grão 3ª safra (1,8%), mandioca (3,2%) e triticale em grão (2,8%).
Trigo em destaque
A
soja e o milho representam 83,% da produção total de grãos, sendo o
primeiro com 60,1 milhões de t, alta de 2,9% em relação a safra
anterior, e o segundo com 58,5 milhões de t, alta de 13,8%.
O
feijão total também registra aumento de 6,1% em relação ao período
anterior, devendo chegar a 3,5 milhões de t. A exceção é o feijão 1ª
safra que teve diminuição de 20%, devido à estiagem nas principais
regiões produtoras, ficando em 1,26 milhão de t. Já a leguminosa da 2ª
safra, totalmente colhida, é de 1,47 milhão de t, ou 47,3% a mais. O
feijão da 3ª safra, que começou a ser colhido em julho e vai até
setembro, deve aumentar 6% e alcançar 821,6 mil t.
O arroz
teve a área reduzida, mas a produção aumentou 7% sobre o ciclo passado
e deve atingir 12,1 milhões de t. O algodão em caroço é outra cultura
com bom desempenho, saindo de 2,38 milhões para 2,45 milhões de t,
aumento de 2,7%.
Entre os produtos de inverno para a safra
2009, o trigo é o de maior destaque e está estimado em 5,4 milhões de
t, 41,9% a mais que última safra, de 3,8 milhões de t. O crescimento da
área, aliada aos preços estimulantes e medidas governamentais de
incentivo estão entre os principais fatores dessa expansão.
A
Conab também informa que a área plantada em todo o país é de 47,25
milhões de hectares, ou 2,2% maior que a do ano passado, que foi de
46,2 milhões de ha. As terras ocupadas pelo milho total cresceram 4,3%
(de 14,1 para 14,7 milhões de ha) e pela soja 3% (de 20,7 para 21,3
milhões ha). Por outro lado, o feijão total reduziu 2,8% (de 4,09 para
3,97 milhões ha) e o arroz 3% (de 2,97 para 2,88 milhões ha). O estudo
foi realizado por 79 técnicos da Conab, entre os dias 14 e 18 de julho,
nos principais estados produtores. Eles conversaram com produtores
rurais e representantes de cooperativas, sindicatos, órgãos públicos e
privados.
FOLHA DE LONDRINA – Eli Araújo
Londrina
vai sediar entre os dias 15 e 19 de setembro um evento de âmbito
nacional sobre ''os desafios do uso do solo com eficiência e qualidade
ambiental'', promovido pela Associação Brasileira de Ciência do Solo. O
lançamento da Fertbio 2008, que é realizada a cada dois anos e
caracteriza-se pela junção de quatro eventos técnicos voltados para
estudos dos problemas de solo, aconteceu ontem durante um café da manhã
no Crystal Palace Hotel.
Este ano, as atividades serão
desenvolvidas no Centro de Exposições e Eventos de Londrina, com
extensa programação científica, cultural e também uma homenagem aos 100
anos da Imigração Japonesa ao Brasil. Está confirmada a presença de
especialistas da Europa, Estados Unidos e Argentina.
O
chefe geral da Embrapa Soja, Alexandre José Cattelan, disse que
Londrina venceu as cidades de Fortaleza (CE) e Viçosa (MG) que também
pleiteavam sediar o evento. Segundo ele, Londrina foi escolhida por ter
''sólidas instituições de ensino, pesquisa e extensão rural, ter forte
ligação com o agronegócio, ter boa localização, logística de transporte
e boa rede hoteleira''.
Ele, que é o presidente do evento,
disse que espera a presença de mil participantes de outras cidades.
Segundo seus cálculos, entre hospedagem, transporte e alimentação,
estas pessoas vão gerar uma arrecadação de R$ 1,625 milhão para o
comércio de Londrina.
O diretor do Londrina Convention
& Visitors Bureau, Nivaldo Benvenho, destacou que a cidade
precisa
se unir para se tornar um centro nacional de referência na área de
eventos. ''Esse é um dinheiro que entra limpo para a região e que tem
um giro muito rápido''. Ele pediu que as entidades se mobilizem para
cobrar das autoridades a construção de um centro de convenções para
quatro mil pessoas em Londrina.
Serviço
As
inscrições para a Fertbio 2008 podem ser feitas até o dia 8 de
setembro. As vagas são limitadas. Confira outras informações sobre o
evento e os detalhes de toda a programação no site
www.fertbio2008.com.br.
VALOR ECONÔMICO - Patrick Cruz
A
Coréia do Sul, que depende fortemente da importação de fontes de
energia, anunciou o plano de investir na produção de biodiesel no
Brasil. Um pool de 20 empresas do país deve definir até o fim do ano a
localização de uma unidade para processamento de óleo de soja e
produção de biodiesel no Paraná. O investimento inicial no projeto será
de US$ 30 milhões.
A preferência é pela instalação da
unidade em algum dos municípios da região metropolitana de Curitiba,
segundo Hong Soon Kang, presidente da Cãmara de Comércio Brasil-Coréia,
que representa as empresas nas tratativas com o governo paranaense.
"Essa área seria a ideal porque fica próxima do porto
de Paranaguá", disse ele. Toda a produção da unidade será para exportar
para a Coréia. O pool de investidores inclui empresas de áreas como a
de construção civil, entre elas a Lexel. Kang não informou o nome das
demais envolvidas no projeto.
A prioridade será dada à
instalação da unidade em área próxima de Curitiba, mas outras
alternativas não estão descartadas. No encontro com representantes da
Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, também foi
apresentada a possibilidade de construção na região norte do Paraná,
mais próxima das regiões produtoras de soja.
Os
coreanos querem decidir sobre a localização entre outubro e novembro,
mês em que nova missão dos investidores deve desembarcar no Brasil. A
programação prevê início das obras em março de 2009 e término da
construção sete meses depois.
Grupos de empresas
coreanas ou mesmo investidores individuais do país têm buscado
alternativas de produção de combustíveis, inviável no exíguo território
coreano. O programa de adição de biodiesel ao diesel convencional da
Coréia prevê mistura obrigatório de 3% até 2012. O percentual
compulsório é o mesmo adotado pelo Brasil desde o dia 1º de julho.
"As empresas também têm buscado fonte alternativas de
energia na Indonésia, na Malásia, nas Filipinas", diz Kang. O aporte de
US$ 30 milhões no projeto paranaense deverá crescer depois do início
das operações, que terão como base tanto a produção de soja de
agricultores locais quanto em terras próprias do coreanos.
Entre
as incursões mais recentes dos coreanos no biodiesel figura a da
Samsung, que anunciou no fim de julho um desembolso de US$ 1,63 bilhão
para produzir biodiesel a partir da palma na Indonésia.
GAZETA MERCANTIL - Roberto Tenório
São
Paulo, 7 de Agosto de 2008 - Para tentar minimizar o impacto dos
crescentes custos com matéria-prima, a Cia. Iguaçu de Café Solúvel
anunciou ontem investimentos de R$ 50 milhões em sua planta na região
de Cornélio Procópio (PR). O objetivo é ampliar a produção de café
solúvel por meio da liofilização (secagem com congelamento e pressão
reduzida) das atuais 2,5 mil toneladas anuais para 6,5 mil toneladas
(160% a mais)s. O método permite obter conservar melhor o sabor,
gerando um produto com maior qualidade.
Os investimentos devem proporcionar um incremento de R$ 25 milhões por ano no caixa, uma rentabilidade de 9% em relação à receita líquida da empresa a partir do primeiro ano de operação. "Com o dólar muito valorizado e o aumento do custo com matéria-prima não temos condições de competir lá fora. Vamos oferecer produtos com maior qualidade para tornar o produto mais competitivo aqui no Brasil", explicou Edinaldo Lemos Silva, diretor de Relação com Investidores da Iguaçu.
Além disso, o diretor espera que os investimentos resolvam outro problema, que é o gargalo na secagem. Assim, a empresa espera elevar a extração de 18 mil toneladas por ano para 20 mil toneladas por ano. "Os investimentos vão proporcionar uma melhor escolha de mix. Mas acredito que 13,5 mil toneladas serão secadas pelo método do spray.
Mauro Malta, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), explica que a linha de liofilizados é mais sofisticada e reflete a crescente demanda por produtos de qualidade elevada no mercado. Ele acrescenta que as exportações não oferecem boa rentabilidade, pois possuem o agravante do ICMS, que é cobrado no momento dos embarques. "O café verde é isento desse imposto. Já o solúvel recebe isso em forma de crédito que depois possui grande burocracia para receber", reclama.
Conforme Malta, o consumo interno de solúvel é equivalente a 1 milhão de sacas de café verde. Já as exportações movimentam o equivalente a 3 milhões de sacas de café verde.
Balanço das exportações
O Conselho dos Exportadores de Café (Cecafe) divulgou ontem o resultado da balança comercial do setor. Segundo a instituição, as exportações de café em julho chegaram a 2.031.787 sacas. A receita foi de US$ 330.661 milhões. Com isso, o crescimento foi de 10,7% em relação à julho de 2007.
No acumulado do ano, o País vendeu 14.872.597 sacas do produto, para uma receita de US$ 2.413.657. Embora o volume tenha caído 6% na comparação com o mesmo período do ano passado (em 2007 foram 15.923.648 de sacas), a receita apresentou incremento de 13.4%
VALOR ECONÔMICO
A
Câmara dos Deputados ampliou ontem em R$ 1 bilhão os benefícios
concedidos ao setor agropecuário ao aprovar o relatório de conversão em
lei da medida provisória das dívidas rurais. O novo texto dará uma
folga de R$ 10 bilhões ao bolso de 2,5 milhões de contratos de
produtores via aumento de prazos de pagamento, eliminação de multas,
extensão de bônus de adimplência e substituição de indexadores dos
débitos.
A votação da MP rachou a bancada ruralista e
provocou embates acalorados entre parlamentares da oposição e do
governo. Parte dos ruralistas, apoiada pela oposição, queria juros
menores e mais descontos para quitação das dívidas, além de evitar a
renúncia de ações judiciais prevista no texto original da MP. Os
ruralistas da base do governo queriam fechar logo um acordo para evitar
desgastes. Como pano de fundo, é claro, estavam as eleições municipais.
"A bancada, quando se une, é imbatível. Mas quando
acha que isso viabiliza eleição, acaba ficando sem discurso na base,
porque a MP não vai resolver a situação dos produtores", disse o
deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O relator da MP, Luis Carlos Heinze
(PP-RS), ameniza as divergências: "Atuamos em favor da agricultura, sem
partidarismo nem interesse em questões menores".
As
alterações no texto da MP, que será submetida ao Senado, beneficiaram
sobretudo os produtores inscritos na Dívida Ativa da União. A rolagem
passou de cinco para dez anos, a multa de 20% sobre o saldo foi
eliminada e o prazo de adesão ampliada até junho de 2009.
No
programa de securitização, o texto permitiu a concessão de bônus
regressivos para liquidações feitas em 2009 e 2010 - antes, era
restrita a 2008. O benefício varia de 15% a 5% nas dívidas acima de R$
200 mil e de 45% a 35% nos débitos até R$ 15 mil. No Pesa, abriu a
possibilidade de pagamento antecipado e a concessão de bônus. Para o
Funcafé, aprovou um bônus de 3,75% sobre os juros e estendeu descontos
nas taxas da linha FAT Giro Rural a cerealistas e revendas de insumos,
antes restrita a produtores e cooperativas. O Prodecer ganhará mais dez
pontos percentuais em descontos.
Todas as modificações
no texto original da MP foram negociadas em reuniões de bastidores. Mas
a troca da taxa Selic pela TJLP na Dívida Ativa da União, aprovada por
264 a 128 votos no plenário, causou forte desconforto entre os
parlamentares.
Os governistas prometem reverter a
mudança no Senado. A oposição aposta na força do lobby rural no Senado
e na má vontade da bancada do Nordeste com o texto. Tem, ainda, a opção
de deixar o ônus no colo dos governistas. Após a votação, o governo
reagiu. "Essa troca [Selic pela TJLP] quebra o princípio básico da
renegociação, que era evitar um prêmio à inadimplência", disse o
secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
Gilson Bittencourt. "Isso abre um precedente e reduz o passivo dessas
pessoas", afirmou o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio
Adams. (MZ, colaborou Arnaldo Galvão, de Brasília)
VALOR ECONÔMICO
Técnicos
do governo e representantes do setor florestal se reuniram ontem em
Brasília para discutir identificar empecilhos à expansão da produção do
setor no país. É o primeiro passo para uma política nacional de
florestas sustentáveis para os biomas brasileiros.
VALOR ECONÔMICO
De
janeiro a junho, o saldo na balança comercial de lácteos alcançou US$
128,95 milhões, 5,3% mais que o superávit de todo o ano de 2007, de
acordo com dados da Secex compilados pela Scot Consultoria. O Brasil
embarcou o equivalente a US$ 226,78 milhões e comprou US$ 97,83
milhões.
GAZETA MERCANTIL
7
de Agosto de 2008 - O Independência anunciou ontem o arrendamento de
uma planta de abate e desossa em Colider (MT). A empresa pagará R$ 400
mil por mês, durante três anos e, após este período, tem opção de
compra por R$ 54 milhões. A unidade abate 500 animais por dia.
Minerva em terceiro
O Minerva encerrou o primeiro semestre do ano entre as 40 maiores empresas exportadoras do Brasil e como o terceiro maior exportador entre os frigoríficos. A receita de exportação da indústria no semestre ficou em US$ 346,8 milhões, acréscimo de 43,3%.
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