Assessoria de Comunicação Social

07 de Dezembro de 2009


Destaques

"Geladeira, TV e carro têm mais valor que os alimentos"

O Estado de São Paulo

Os 450 hectares do milharal que sobe e desce as colinas formando um imenso tapete verde nas margens do rio Turvo, entre Itapetininga e Capão Bonito, no sudoeste do Estado de São Paulo, podem ser a última lavoura da vida dos irmãos João Coan, de 61 anos, e Ari Coan, de 59. Há 40 anos eles enfrentam intempéries, pragas e as agruras do mercado para produzir grãos na fazenda Sobrado Velho, adquirida à custa de calos e suor. Nos últimos quatro anos, tiveram de consumir as reservas para manter a produção. "Vamos parar antes que nosso patrimônio vá embora", diz o experiente João.

As últimas safras de milho, feijão e trigo foram a gota d"água. Ele conta que em 2007, com o trigo a R$ 800 a tonelada, os produtores foram incentivados a plantar, mas o governo, preocupado com a alta no preço do pãozinho, tirou o imposto das importações. "Veio trigo da Rússia, do Canadá, de toda parte e o produtor brasileiro se lascou, mas o preço do pãozinho continua igual." Este ano, os Coan plantaram 400 hectares e desta vez foi a chuva que chegou na hora da colheita. "Vendemos trigo a R$ 200 a tonelada, menos da metade do custo de produção. Perdemos R$ 1 mil por alqueire." O excesso de chuva prejudicou também o feijão, mas pior que a quebra na produção foi o preço ruim. "O governo garante um preço de R$ 80 a saca, mas não compra, alegando que não tem como estocar. Estamos vendendo a R$ 50." A baixa cotação do dólar e a grande oferta mundial afetaram o mercado do milho. Os Coan venderam a R$ 17 a saca, quando o mínimo para dar sustentabilidade à lavoura seria R$ 20. "O preço do adubo baixou, mas as sementes continuam muito caras", reclama Ari. Os Coan são produtores que usam técnicas modernas de plantio. No sequeiro, colhem 450 sacas de milho e 170 de soja por alqueire.

Planejavam instalar pivôs centrais de irrigação em grande parte da área. Mostram o projeto que, pronto, custaria R$ 2 milhões. "Como estávamos pagando o secador, que instalamos com recurso próprio, decidimos segurar o negócio. Foi a nossa sorte, pois a coisa entortou."

Os Coan já decidiram arrendar as terras da fazenda para uma empresa de sementes. Eles culpam o governo por terem sido obrigados a "pendurar a botina antes da hora", como diz João. "Hoje tem mais valor o carro, a geladeira e a televisão do que o alimento na mesa", diz, numa crítica à política do governo de reduzir o imposto desses produtos. "O produtor não quer esmola, só um pouco mais de segurança", acrescenta Ari. "Todos os governos protegem a agricultura, menos o nosso."

Ele olha com tristeza as nuvens de chuva que se formam no horizonte e os pés de milho vigorosos, trazendo a expectativa de uma grande produção. "Que adianta? A gente trabalha que nem burro e não sobra nada."

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O agronegócio a caminho do pódio (Artigo)

Jornal DCI

De todos os setores da economia brasileira, o agronegócio foi um dos mais afetados pela crise. Na medida em que seus principais mercados externos - Europa e Estados Unidos - puxaram o freio do consumo, os produtores nacionais sentiram o impacto da menor demanda.

O quadro só não foi pior porque o Brasil tem apostado na diversificação de seus parceiros comerciais. Conforme anunciado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em 2008, a abertura de mercados inéditos e a reabertura de outros são prioridades da pasta. Essa estratégia vem se mostrando eficaz e oportuna: em 2009, a Indonésia aprovou cinco frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina in natura, a China efetivou as importações de carne de frango e a Rússia suspendeu as barreiras técnicas que impediam a aquisição de carne bovina brasileira.

Ainda assim, outros desafios vinculados aos recentes abalos econômicos vêm afligindo os produtores. A dificuldade de acesso ao crédito, um antigo gargalo do setor, agravou-se no fim de 2008 e no início deste ano, quando o quadro se tornou especialmente sombrio e os bancos "fecharam as torneiras" com uma firmeza incomum.

Nesse cenário, foi muito positiva a criação das Linhas Especiais de Crédito (LEC) para apoiar a comercialização de laranja, leite de ovelha e de cabra, suínos, mel e lã de ovelha. Acessível por meio de qualquer banco que atue com crédito rural, o novo modelo de financiamento exige como garantia o objeto da operação (laranja, leite de cabra, lã de ovelha etc). Cooperativas, beneficiadores e agroindústrias devem comprovar o pagamento, ao produtor, de no mínimo o valor do preço de referência estabelecido para o objeto da operação. O fato de não serem burocratizadas e de prescindirem da apresentação de avalistas torna as LEC extremamente convidativas.

Também foi positivo o fato de o Banco do Brasil ter alocado, por meio do Plano Safra, mais de R$ 10 bilhões no primeiro trimestre da safra 2009/2010. Segundo informações da própria instituição, foram aplicados R$ 7,7 bilhões na agricultura empresarial, o que representa um crescimento de 49% em relação ao mesmo período da safra 2008/2009. Foram R$ 5,7 bilhões para operações de custeio, R$ 616 milhões para operações de investimento e 1,3 bilhão para comercialização. Ao Proger Rural, destinaram-se R$ 836 milhões. Outros R$ 2,4 bilhões foram reservados para a agricultura familiar.

Mas a grande notícia deste último trimestre de 2009 é a implantação da Lei n. 12.058, que prorroga as datas para reparcelamento e liquidação dos débitos do crédito rural. Dentre as operações que tiveram o prazo de renegociação alterado, incluem-se as que se encontram inscritas em Dívida Ativa da União (DAU) e as parcelas inadimplentes da securitização.

Desse modo, o produtor rural inscrito em DAU poderá optar pelo refinanciamento até 31 de março de 2010 - uma prorrogação de meio ano em relação ao primeiro prazo, que expirou em 30 de setembro. Isso significa que as execuções fiscais e os respectivos prazos processuais ficam suspensos até a nova data-limite, as parcelas que forem inscritas até 30 de novembro deste ano poderão ser incluídas no rol de renegociações.

Para os mutuários com parcelas da securitização I e II inadimplentes não inscritas em DAU, os acordos podem ser formalizados até 30 de dezembro próximo. A lei prevê 2% de amortização, possibilidade de saldar as pendências em até 192 parcelas e exigência de liquidação integral da parcela de 2009.

As perspectivas positivas de crédito e de renegociação e os sinais de reaquecimento da economia mundial nos dão bons motivos para esperar que 2010 seja um ano de grandes conquistas. Juntos vamos trabalhar para que a previsão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) se concretize, e o Brasil alcance, até 2020, o posto de maior produtor rural do mundo.

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Notícias Sistema FAEP 

FAEP realiza reunião sobre contribuição sindical com advogados


Acontece hoje (7) em Curitiba uma reunião com os advogados da FAEP que atuam no interior do Estado. O diretor financeiro da FAEP, João Luiz Rodrigues Biscaia, fará a abertura da reunião. Serão tratados assuntos referentes à Contribuição Sindical Rural de 2010 e também sobre procedimentos administrativos em relação à cobrança da Contribuição Sindical Rural.



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Previsão do tempo


Uma massa de ar mais frio predomina sobre o sul do Brasil nesta segunda-feira (7). O tempo fica estável e não há previsão de chuvas significativas no Paraná. As temperaturas tendem a ficar mais amenas no período da tarde, em comparação aos últimos dias.

Curitiba            14°C    20°C
Paranaguá         17°C    23°C
Londrina           17°C    24°C
Maringá            18°C    27°C
Cascavel            16°C    27°C
Foz do Iguaçu    18°C    30°C
Ponta Grossa     14°C    21°C
Guarapuava       13°C    23°C
Fonte: Simepar

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Coluna Mercado

Mercado de Commodities

Na sexta-feira (04), as notícias vindas da China de compras recordes de soja em grão, em dezembro, alavancaram os preços na Bolsa de Chicago, porém as vendas pelos fundos tiveram  maior peso.

Com isso, o movimento de alta reverteu e os contratos para março/09 foram negociados a US$ 23,16 por saca, o que corresponde, aplicando o dólar do dia, a R$ 39,95 por saca, ou seja, uma perda de US$ 0,12 por saca em relação ao pregão do dia anterior (US$ 23,28 por saca).

Já no mercado interno a situação da calmaria não se alterou.  Há poucos negócios realizados e os preços para Paranaguá permanecem estáveis, no entorno de R$ 42,00 por saca.  Na região de Maringá o referencial é de R$ 43,50 por saca. Na praça de Cascavel a base de preço é R$ 43,00 por saca.

Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

Pequenos dominam o mercado de tratores

Valor Econômico

O perfil das vendas de tratores em 2009 passou por um processo de mudança no mercado interno. As grandes máquinas que foram responsáveis pela abertura do Cerrado e expansão da agricultura nos últimos anos deram espaço aos tratores de pequeno porte, direcionados para a agricultura familiar e aos pequenos produtores.

Dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que as máquinas de até 99 cavalos dominaram o comércio de tratores neste ano e responderam por 76% do total, quase 20 pontos percentuais acima da fatia do ano passado, quando tinham 58% do total de vendas.

Esse crescimento se deu exatamente sobre os tratores com potência entre 100 e 199 cavalos, que perderam espaço, saindo de uma fatia de 41% em 2008 para 21% neste ano. Já os gigantes com potência superior a 200 cavalos se mantiveram praticamente estáveis neste ano, com uma fatia de 2% no total das vendas.

Os planos de incentivo de compra de tratores por produtores da agricultura familiar que o Governo Federal e alguns Estados criaram a partir do ano passado explicam a mudança. Aliado a isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), reduziu de 10,5% para 4,5% a taxa de juros cobrada no Finame Agrícola, o que favoreceu os agricultores que não se enquadravam nas regras da agricultura familiar. "Não fossem os programas, o mercado de máquinas acumularia uma queda de quase 30% este ano", afirma Milton Rego, vice-presidente da Anfavea.

Para atender esse novo perfil de cliente, a Valtra desenvolveu e colocou no mercado um novo trator com essas características em quatro meses. "O modelo começou a ser desenvolvido no primeiro trimestre e hoje já um dos mais vendidos da categoria", afirma Valdir Melo, gerente de planejamento de marketing para América Latina da Valtra.

Diante do atual cenário, a potência média dos tratores vendidos no Brasil também mudou. Enquanto em 2004, no auge da expansão do agronegócio no Brasil, a potência da frota de tratores superava os 100 cavalos, a expectativa é de que essa média fique abaixo dos 85 este ano.

Mais do que mudar o perfil do consumidor de tratores neste ano, os programas estatais permitiram uma retomada nas vendas no período. Dados divulgados pela Anfavea na última sexta-feira mostram que de janeiro a novembro, as vendas totais de máquinas agrícolas, incluindo tratores e colheitadeiras, somaram 49.854 unidades, desempenho 1,8% inferior às 50.764 registradas no mesmo período do ano passado. Considerando apenas os tratores, no entanto, as vendas atingiram 41.383 unidades. O resultado é 2,1% superior ao obtido entre janeiro e novembro de 2008, quando foram negociados 40.520 tratores.

Para Carlito Eckert, diretor comercial Massey Ferguson, uma parcela significativa da demanda de tratores neste ano foi em razão dos planos de incentivo do governo. A Massey, aliás, liderou as vendas na faixa até 99 cavalos. A empresa é responsável por um em cada três tratores vendidos no Brasil dentro do segmento.

Na vice-liderança, a New Holland prevê para 2010 o crescimento de pelo menos um ponto percentual sobre a fatia de 28% obtida até o momento, mantendo a trajetória de vendas do segundo semestre. "Terminamos o ano de uma forma muito melhor do que começamos. O setor de máquinas ficou menos vulnerável e é possível dizer que estamos satisfeitos com o resultado de 2009", afirma Francesco Pallaro, vice-presidente da New Holland para América Latina.

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O ministro do falatório

Correio Braziliense

Carlos Minc é popular no Congresso, compareceu 44 vezes a comissões, mas a alta frequência não se traduz em resultado

Figura constante em audiências e cafés da manhã do Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é um dos mais populares do governo Luiz Inácio Lula da Silva circulando pelos corredores do parlamento. Nada mais do que 44 audiências constam no currículo do ambientalista desde que assumiu a pasta, em maio de 2008.

Apesar de se envolver em debates polêmicos como o do Código Florestal, das mudanças climáticas e das queimadas na floresta Amazônica, a alta frequência nem sempre traz bons resultados, segundo parlamentares insatisfeitos. A maioria deles integra a bancada ruralista.

A briga comprada com o setor é antiga e deixou sinais mais evidentes no Congresso em maio deste ano. Em cima de um carro de som, no meio de manifestação de movimento social ligado à agricultura familiar, chamou de vigaristas os grandes produtores rurais. O pronunciamento rendeu uma convocação na Comissão de Agricultura da Câmara, com direito a pedido de afastamento do cargo.

A troca de insultos chegou aos ouvidos do presidente Lula, que pediu o fim da "algazarra". Ao conversar a sós com o presidente, ele defendeu o cargo e disse que ia ficar firme, apesar de pedirem "seu pescocinho".

Há 13 dias, o ministro parecia ter feito as pazes com o setor ao dizer que o agronegócio será um aliado na redução dos gases de efeito estufa e na preservação do meio ambiente. Mas o presidente da Frente parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), mostrou-se descontente com o discurso. "A palavra dele vale pouco por aqui. Se ele cumprisse o que fala nas audiências poderia fazer alguma coisa para conciliar a agricultura e o meio ambiente, mas, por enquanto, ele só atrapalha", dispara o parlamentar.

Confuso

O último encontro registrado no Congresso entre o ministro e o setor do agronegócio rendeu três horas de falatório e pouco resultado. "Ele não deu muitas explicações sobre a regulamentação da Lei de Crimes Ambientais no Brasil, que começa a valer a partir do próximo dia 11, mas ainda não teve sinalização do governo para prorrogação", sublinha o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS).

"Ele confunde falando uma coisa e fazendo outra. Ele só atrapalha os debates com a agricultura porque não entende da realidade", conclui o parlamentar gaúcho. A insatisfação gerou uma nova convocação do ministro ambientalista na comissão que debate o código florestal.

Valdir Colatto cobra um pacto com Minc sobre os créditos de carbono. "O ministro precisa voltar nesta comissão e discutir conosco as emissões de CO². Ele (Minc) precisa detalhar a questão do crédito de carbono do nosso ativo ambiental. É necessário que se inclua o crédito de carbono também nas florestas nativas, nas florestas que mantemos em pé", defende o catarinense.

Nos corredores do Congresso, o ministro do Meio Ambiente é visto como o homem que molda o discurso de acordo com a plateia. Um político que se vale de frases de efeito e aproveita as situações para se manter no noticiário. Em maio, levantou nova polêmica ao participar de uma marcha em prol da descriminalização da maconha no Rio de Janeiro. Resultado: teve de se explicar à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. "Sou midiático, sim, acho que é uma maneira de manifestar as ideias", afirma o ministro.

Fundo Climático

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou, em São Paulo, a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Lei do Fundo de Mudanças Climáticas, com orçamento de R$ 1 bilhão ao ano. "Esses recursos são provenientes da indústria petroleira, é 10% do lucro do petróleo. O Brasil vai chegar em Copenhague como o primeiro país com um fundo para mudanças climáticas com recursos do petróleo", disse Minc. Segundo o ministro, hoje será assinado com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) o Pacto da Carne Legal e Sustentável.

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Desembolsos do banco regional podem fechar ano com alta de 51%

Vaor Econômico

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) deve fechar o ano com desembolsos de R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões, valores que vão representar crescimento entre 36% e 51% em relação aos R$ 13,2 bilhões de 2008. Os números se explicam pela expansão da economia nordestina, que destoou, de certa forma, do panorama geral da crise, disse o presidente do BNB, Roberto Smith. Ele afirmou que o banco elevou os financiamentos de custeio agrícola e entrou em áreas onde houve restrição de crédito privado.

Segundo Smith, o crescimento dos desembolsos do BNB também se justifica pela estrutura produtiva nordestina, menos dependente das exportações, mais afetadas pela crise. Para 2010, a previsão é otimista. "Já há expectativa firme para o ano que vem, dentro do banco, de R$ 10 bilhões em grandes projetos", disse ele. O BNB vai terminar 2009 com carteira de R$ 6 bilhões de projetos aprovados e que devem ser contratados em 2010 e mais R$ 4 bilhões em análise.

O presidente do BNB destacou que o banco vem expandindo suas operações mantendo baixas taxas de inadimplência (3,3% em setembro, em relação ao estoque de financiamentos) Smith avaliou que a atuação do BNDES no Nordeste se dá de forma complementar à do BNB, que tem grande participação no microcrédito e em financiamentos para investimento e custeio na agricultura familiar.

O BNB deve fechar 2009 com cerca de 2 milhões de operações, 97% do total para micros, pequenas e médias empresas. Em 2008, o banco fez 1,7 milhão de operações. Na visão de Smith, além do apoio a grandes projetos, o BNDES também está conseguindo bons resultados no Nordeste na linha Finame, que reduziu as taxas de juros para máquinas e equipamentos. "A redução (nos juros da Finame) nos tirou da concorrência, uma vez que as taxas (do BNB) ficaram superiores às do BNDES", comparou.

Dos cerca de R$ 20 bilhões que o BNB deve desembolsar este ano, algo como R$ 1 bilhão (5%) corresponde a repasses do BNDES. A principal fonte de recursos do BNB é o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que responde por 75% do seu funding. Ele considera que o BNB tem sido um instrumento importante para contribuir com uma participação relativamente estável do Nordeste no PIB brasileiro. "O papel do BNB é contrabalançar a preponderância das aplicações do BNDES fora do Nordeste. O Nordeste tem mantido participação (no PIB), mas como ela é inferior à média brasileira seria preciso haver um fator de maior dinamismo para fazer a região crescer mais e diminuir a disparidade regional", disse Smith.

Ele manifestou preocupação com a tendência futura de maior concentração da riqueza e da renda na região Sudeste a partir da exploração do petróleo na camada pré-sal. A curto prazo o BNB está preparado para responder à demanda por empréstimos, disse Smith. Segundo ele, o banco será fortalecido por meio de um aumento de capital de R$ 1 bilhão, operação que foi votada na Câmara e deve passar no Senado até o fim do ano, previu. "Isso vai permitir alavancar em torno de R$ 10 bilhões a R$ 18 bilhões (em empréstimos)", estimou Smith.

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Indústria espera volta de cliente grande em 2010

Valor Econômico

A mudança no perfil da venda de tratores neste ano permitiu que um camada de agricultores tivesse acesso à tecnologia. Essa, no entanto, não deve ser a tendência do mercado para 2010. As montadoras já traçam planos para atender a demanda de clientes que precisam de máquinas de maior potência, diante da retomada dos investimentos das usinas de cana-de-açúcar, superada a crise mundial, e do equacionamento de pelo menos parte das dívidas dos grandes produtores do Centro-Oeste.

"Em 2010 teremos um mercado para tratores acima de 100 cavalos bastante ativo, diferente deste ano. Além disso, as licitações públicas com o ano eleitoral devem puxar a média de potência para cima, com vendas de tratores de até 120 cavalos", afirma Francesco Pallaro, vice-presidente da New Holland para América Latina.

O crescimento, contudo, não será muito expressivo. A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê para 2010 um tímido crescimento de 1% sobre 2009, que deve fechar com vendas de 54 mil unidades. Segundo Milton Rego, vice-presidente da Anfavea, existem fundamentos que sustentariam um desempenho melhor, como os preços internacionais, mas o dólar em baixa e as contínuas renegociações das dívidas limitam o crescimento. "Por enquanto, não vamos uma luz no fim do túnel e por isso o crescimento será modesto", afirma.

Mesmo com a expectativa de recuperação de vendas de grandes máquinas, entre as fabricantes existe um outro consenso. O resultado de 2010 pode ser melhor se o governo prorrogar o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para máquinas agrícolas, especialmente porque o ano-safra termina apenas em junho. O plano termina no fim do ano e, por enquanto, o BNDES informou que não tem planos para a prorrogação.

"Os grandes produtores de soja e cana adiaram para 2010 seus investimentos por conta da crise mundial. Se mantivemos o PSI nas bases deste ano poderemos ver no ano que vem um desempenho melhor do que foi 2009", afirma Valdir Melo, gerente de planejamento de marketing para América Latina da Valtra.

Apesar de a indústria não ter do governo a garantia de manutenção dos incentivos, novos produtos estão sendo desenvolvidos para atender os produtores que precisam de mais potência. "Ainda em dezembro lançaremos um trator novo, na faixa de 140 cavalos a 215 cavalos, para atender a demanda de clientes com esse perfil já em 2010", diz Carlito Eckert, diretor comercial Massey Ferguson.

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AVICULTURA

Mesmo com grande oferta, preço de frango fica firme

Valor Econômico

O mercado de frango tem se mantido firme apesar da oferta elevada no país. Levantamento da Jox Assessoria Agropecuária mostra que o quilo da ave viva no interior de São Paulo se mantém estável em R$ 1,60 desde 16 de novembro passado. Um mês atrás, o preço era R$ 1,40. No caso do frango abatido resfriado , a cotação saiu de R$ 2,33 o quilo no dia 5 de novembro para R$ 2,38 no grande atacado na última sexta-feira.

De acordo com Oto Xavier, da Jox, os avicultores estão pressionados pelo custo de produção, hoje na casa do R$ 1,60 a R$ 1,65 por quilo, e buscam repassar. Mas o período do ano e a melhora na renda da população também têm permitido alguma alta dos preços.

A oferta de frango é elevada no mercado doméstico em parte por conta da queda das exportações brasileiras em decorrência da crise global. Em setembro (último dado disponível), o alojamento de pintos de corte foi de 467,938 milhões, 3,6% a menos que em igual período de 2008, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco).

A produção de carne de frango em setembro (aves alojadas em julho e agosto) foi de 956,166 mil toneladas, 3,2% a mais que no mesmo mês de 2008. Em outubro e novembro, as exportações cresceram em volume, mas no ano acumulam queda de 1,74%, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef).

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Frango: Abef prevê aumento de até 2% nas exportações em 2010

Canal do Produtor-CNA

Após um ano considerado difícil para os exportadores, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Francisco Turra, estimou hoje que em 2010 os volumes embarcados devem mostrar estabilidade ou aumento de até 2% em comparação a 2009. A previsão leva em conta que não haverá mudança na situação do câmbio e que a crise financeira ainda provocará alguns "solavancos" em mercados abastecidos pelo Brasil.

De janeiro a outubro, o Brasil exportou 3,051 milhões de toneladas de carne de frango, 2,95% a menos na comparação com 2008. Os embarques geraram receita de US$ 4,801 bilhões, 21,1% a menos que no ano passado. Em novembro, Turra informou que foram exportadas 269,14 mil toneladas, ante 235 mil toneladas no mesmo mês de 2008. A receita somou US$ 470,8 milhões.

Ele calculou que o ano terminará com vendas iguais em volume ou talvez 1% inferiores a 2008. "Para nós, foi uma vitória", comentou, numa referência às dificuldades de mercado em 2009.

Para atenuar os efeitos da crise financeira, iniciada em setembro do ano passado, o setor saiu em busca da abertura de mercados. Turra disse que a estratégia em 2010 é trabalhar prioritariamente 30 mercados de forma a consolidar a posição em 20 deles e abrir dez novos destinos. Com base nessa estratégia, as vendas podem subir até 2% no próximo ano.

Até outubro de 2009, as exportações cresceram mais para a China - que foi conquistada recentemente -, Chile, Ilhas Canárias e Iraque. Os países que mais diminuíram as importações do Brasil foram Rússia, Venezuela, Vietnã e Azerbaijão.

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CAFÉ

Governo segura preço do café

Correio Braziliense

O Ministério da Agricultura começa nesta semana as compras diretas de café no mercado interno, pelo programa de Aquisições do Governo Federal (AGF). O objetivo é reduzir o volume disponível do grão e evitar uma queda nos preços. "Tanto as cooperativas quanto os produtores podem procurar os armazéns da Conab, para agendar as entregas", informou um comunicado do ministério. O governo pagará os valores mínimos de garantia no produto entregue. A promessa é de desembolsar pelo menos R$ 300 milhões para manter o interesse dos produtores no plantio. Cada agricultor poderá entregar até mil sacas à Conab.

Apesar do anúncio, os negociantes (traders) não esperam um grande interesse por parte dos produtores pela oferta do governo, especialmente para o café de melhor qualidade. No entender deles, os preços de mercado estão melhores do que os valores mínimos fixados pelo Ministério da Agricultura, tendo em vista que as chuvas prejudicaram a qualidade geral da safra. "O governo só conseguirá comprar o café médio e de qualidade inferior. Para os grão de primeira linha, não haverá oferta à Conab, pois o mercado não deixará. A procura é grande", afirmou Carlos Amaral, da corretora A Rural, de Londrina, no Paraná. Pela regra, o café tipo 6 terá como base o preço mínimo vigente, de R$ 261,69 a saca. Já o tipo 7 registra cotações entre R$ 213,17 e R$ 254,02, dependendo da qualidade dos grãos.

O ministério recebeu no primeiro lote - cujo prazo terminou em 30 de novembro - 740,2 mil sacas do total de um milhão esperados. Desse montante, 400 mil foram aprovadas e o restante segue sob avaliação. No comunicado, o ministério não informou porque a entrega ficou aquém do total leiloado, mas se sabe que houve problemas de qualidade no produto recebido. O corretor Carlos Amaral comentou que o volume no mercado de café de qualidade exigido nos contratos com o governo é pequeno.

Dívidas

Além da compra das sobras de café para garantir preços, o governo informou que as operações de conversões de pagamento da linha de financiamento de estocagem do Funcafé (safra 2008/2009) em sacas de café podem ser feitas a partir de hoje. Neste caso, o cafeicultor poderá quitar as parcelas com o produto, e o valor da conversão também será baseado no preço mínimo vigente. O ministério permitirá a trocas de dívida por café em um valor máximo equivalente a R$ 697 milhões, para a safra atual e para a safra 2010/2011.

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O diamante negro da Bahia

Veja

A Chapada Diamantina produz quatro dos dez melhores cafés do país. Os fazendeiros da região sonham com a possibilidade de concorrer com a Colômbia e outros exportadores de grãos especiais

Chapada Diamantina, no sertão baiano, entrou em declínio no fim do século XIX, quando suas minas de diamantes começaram a se esgotar. Depois de mais de um século de estagnação, a região finalmente encontrou uma nova vocação econômica: o café. E café dos bons. O grão plantado nos arredores da cidade de Piatã há apenas três décadas surpreende pela qualidade. Em novembro, o café de um dos produtores da cidade foi considerado o mais saboroso do Brasil. Outros três ficaram entre os dez primeiros colocados em um concurso organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais. Os quatro baianos premiados estão entre os que ganharam o direito de vender suas safras no Cup of Excellence, um leilão anual realizado em janeiro pela organização americana The Alliance for Coffee Excellence. Só os melhores lotes da bebida produzidos no mundo são negociados nessas ocasiões. Nelas, uma saca de 60 quilos chega a ser vendida pelo equivalente a 15 000 reais. Para se ter ideia do que isso representa, uma saca de grãos comuns está cotada atualmente em 200 reais. Acredita-se que as oriundas de Piatã possam alcançar 8 000 reais no leilão.

A valorização do café da Chapada Diamantina se deve ao sabor caramelo e de melaço de cana-de-açúcar que os provadores detectam no seu aroma e no seu paladar. O jargão que eles usam é o mesmo dos enólogos. "Os grãos de Piatã são frutados, elegantes e têm toque doce único", diz o norueguês Tim Wendelboe, um dos mais renomados especialistas na bebida. Essas características se devem às condições em que são plantadas as sementes do tipo arábica catuaí, que predominam também no sul de Minas Gerais e na Alta Mogiana, em São Paulo, as outras regiões nacionais de "café gourmet", como são chamados os grãos de excelência. No entorno de Piatã, a cidade mais alta do Nordeste, os cafezais estão a 1 400 metros de altitude. Lá, recebem forte insolação e poucas chuvas. Nas noites de inverno, as lavouras são submetidas a madrugadas com temperaturas inferiores a 10 graus. Trata-se de um tipo de frio que só traz benefícios ao café. Insuficiente para provocar geadas, que devastam a plantação, é forte o bastante para impedir a disseminação de pragas. Além disso, atrasa a maturação dos frutos em, pelo menos, dois meses. Nesse período, os sabores se intensificam, o que confere mais doçura à bebida.

Não deixa de ser espantoso que, apesar de usufruir condições especialíssimas, a Bahia tenha demorado tanto a cultivar café. Os fazendeiros locais começaram a semeá-lo comercialmente em meados dos anos 70, empurrados por incentivos federais. Com dinheiro, mas sem apoio técnico adequado, eles adotaram técnicas rudimentares, que não permitiam ganhos de escala nem de qualidade. Há dez anos, o governo do estado passou a promover cursos e enviar agrônomos para corrigir os erros. Um deles: os produtores colhiam toda a safra de uma única vez, independentemente do ponto de maturação de cada pé. Agora, os frutos são retirados manualmente, um a um, e só quando atingem uma cor entre os tons de cereja e uva. Além disso, foram adotados métodos mais higiênicos de secagem e armazenamento, que evitam que fungos impregnem os grãos e afetem seu sabor. "As práticas antigas comprometiam a qualidade de um café que poderia ter sido reconhecido antes como um dos melhores do país", diz o secretário de Agricultura de Piatã, Max Dossi.

Prova cega

As fazendas baianas dedicadas ao café têm, em média, apenas 10 hectares, tamanho aproximado de dez campos de futebol. Como sua produção é pequena, ela é quase inteiramente destinada ao exterior, onde costuma ser saboreada sem nenhuma mistura. No Brasil, há poucos locais onde é possível prová-la dessa forma. Um deles é o restaurante Amado, em Salvador. Seu proprietário, Edson Engel, adquire parte da safra da Chácara São Judas Tadeu, o quinto lugar no concurso da Associação Brasileira de Cafés Especiais. O dono da chácara, Antônio Rigno, é responsável ainda pela produção do primeiro colocado, o Fazenda Ouro Verde. O café de Piatã também pode ser provado puro na rede Lucca Cafés Especiais, que tem cinco lojas em Salvador, no Paraná e em Santa Catarina. Além disso, a rede vende os grãos baianos para ser moídos em casa. Um pacote de 250 gramas custa 21 reais.

O grupo de países fornecedores de cafés gourmets é dominado por Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Etiópia e Ruanda. Apenas 5% da produção brasileira se enquadra na categoria dos grãos especiais. Na Chapada Diamantina, os fazendeiros estão entusiasmados com a possibilidade - ainda longínqua - de rivalizar com os concorrentes estrangeiros. "Eles descobriram que os diamantes estão em cima, e não embaixo da terra", diz Silvio Leite, um dos mais conceituados classificadores de café do Brasil.

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CAPRINOCULTURA E OVINOCULTURA

Conab prevê margens mais apertadas na safra 2009/10

Valor Econômico

Grãos: Soja é exceção, mas resultados ainda dependem de dólar e custos

O cenário de preços e custos de produção para a atual safra 2009/10 deve resultar em margens de lucro menores para cinco das seis principais lavouras brasileiras. À exceção da soja, carro-chefe da produção nacional, a Conab aponta, em estimativa inédita, uma piora na situação financeira dos produtores de algodão, arroz, feijão, milho e trigo em relação ao ciclo anterior (2008/09).

A previsão oficial reforça o estado de alerta dos produtores com riscos associados a preços futuros em baixa e câmbio desfavorável em 2010. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) desenha cenário de instabilidade para o próximo ano.

A soja deve ter uma queda generalizada na receita bruta, o que demandará intervenção mais forte do governo na sustentação dos preços agrícolas. Atenta às projeções, a bancada ruralista iniciou pressões de bastidores por uma nova renegociação das dívidas. E o movimento já preocupa os bancos operadores do crédito rural.

Mesmo o cenário favorável para soja pode mudar, já que os resultados dependem da valorização do dólar e do controle dos custos de produção. A ferrugem asiática na região Centro-Oeste já pressiona esses custos. "Há um risco elevado de preços porque só 40% dos produtores fixou preços, o câmbio não ajuda e 39% dos contratos estão na mão de fundos especulativos. Mas se a China mantiver a demanda firme, podemos ter preços melhores", diz a economista da CNA, Rosemeire dos Santos.

A Conab pondera que os preços projetados em 2008 estavam bem mais elevados do que a atual previsão de 2009. E que o cenário ainda deve melhorar no ano que vem. "O ano passado foi atípico, fora de contexto. Tivemos preços altos e uma soma das crises financeira, de alimentos e do petróleo", afirma o diretor de Política Agrícola da Conab, Silvio Porto.

As projeções, segundo Porto, estão "um pouco acima" da média histórica. "Podemos melhorar o cenário do milho, onde teremos área menor e clima difícil, e arroz deve reagir com os estragos no Sul", afirma.

Mas a evolução dos preços futuros já colocou os bancos em alerta. "As margens do setor estão extremamente apertadas, diria até negativas", afirma o assessor da diretoria técnica da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. "As restrições de crédito vão se aprofundar porque o setor não está bem e a safra 2010/11 já começa a ficar complicada por causa dessa descapitalização".

Para ele, o momento exige uma ação do governo para além do crédito. "É preciso fazer política específica para cada cadeia produtiva com critérios diferenciados na tributação, crédito, importação e exportação", diz Vian. O foco tem que "sair do crédito" para auxiliar instrumentos de comercialização . "Crédito na dose certa, ajuda. Na dose errada, vai matando o produtor aos poucos", acrescenta.

A CNA avalia que o cenário de preços no segundo semestre de 2010 deve ser melhor. Em 2009, a situação para a soja não foi "tão ruim" porque a seca da Argentina ajudou a tirar 30 milhões de toneladas do mercado. A Conab projeta margens maiores, entre R$ 15,21 a R$ 21,60 por saca.

No algodão, a crise de demanda "podia ter sido pior", analisa Rosemeire dos Santos. Para 2010, a margem por saca deve ficar negativa em R$ 9 em Mato Grosso.

Mesmo com projeções limitadas, está no horizonte a aceleração das exportações e a redução dos estoques de milho, além da elevação na demanda dos Estados Unidos, o que deve contribuir para melhorar os preços. A Conab prevê margem negativa para o milho de R$ 6,10 por saca em Mato Grosso e positiva eme R$ 2,52 em Goiás.

No arroz, a quebra do Rio Grande do Sul também deve ajudar as cotações, já que os estoques serão menores. Por enquanto, a margem é negativa em R$ 1,99 por saca no Estado. No algodão, a redução da área plantada e a retomada da demanda já elevou os preços futuros. "A nova safra será grande, mas com fatores climáticos complicados. A demanda deve ficar em alta, mas o dólar tende a se desvalorizar. Estamos, ainda, numa encruzilhada", resume Rosemeire dos Santos, da CNA.

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COMMODITIES

Commodities Agrícolas

Valor Econômico

Pressão do dólaries. Os preços do café na bolsa de Nova York terminaram a sexta-feira no nível mais baixo dos duas últimas semanas. Os contratos para março recuaram 330 pontos e encerraram cotados a 141,35 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Bloomberg, o café foi pressionado pela alta do dólar no mercado internacional. Analistas disseram que a moeda americana começou a subir depois que o governo dos EUA divulgou seu relatório de desemprego, que mostrou uma queda inesperada. No mercado interno, o café também recuou. O indicador Esalq fechou em baixa de 1,4% a R$ 275,37 por saca. Nesta semana, o governo inicia a compra de café por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF). No caso do café tipo 6, bebida dura para melhor, a base será preço mínimo de R$ 261,69 por saca.

Mercado em baixa. A valorização do dólar no mercado internacional foi o principal motivo para a queda dos preços do algodão na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em março fecharam a 73,82 centavos de dólar por libra-peso, queda de 42 pontos em comparação aos negócios do dia anterior. O recuo no desemprego nos Estados Unidos fez com que a moeda americana subisse na última sexta-feira. Com isso, muitos investidores transferiram suas aplicações das commodities para o dólar. Segundo um analista consultado pela Bloomberg, os negócios com algodão estão seguindo o fluxo do dólar. No mercado interno, os preços seguiram uma tendência diferente. O indicador Esalq para o algodão terminou a semana valendo R$ 1,3149 por libra-peso, alta de 1,17%.

Melhora na safra. Os preços do milho na bolsa de Chicago fecharam em baixa pelo quarto dia consecutivo na sexta-feira. Os contratos para março fecharam o pregão a US$ 3,88 por bushel, queda de 12,25 centavos em relação ao dia anterior. De acordo com a Bloomberg, as safras dos Estados Unidos e América do Sul estão apresentando melhoras e alguns analistas não descartam a possibilidade de haver um aumento nos estoques do cereal. A maior disponibilidade poderia pressionar os preços e fazer o mercado devolver parte dos recentes ganhos. No Brasil, as chuvas têm beneficiado as lavouras da região Centro-Oeste, e o país pode voltar a ser um exportador importante. Na sexta-feira, o indicador Esalq para o milho terminou o dia valendo R$ 19,70 por saca, alta de 0,83%.

Aumento dos estoques. Os preços do trigo voltaram a cair na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos para março recuaram 13,50 centavos de dólar, levando as cotações para US$ 5,58 por bushel. Essa foi a quarta queda consecutiva dos preços do trigo em Chicago. Na bolsa de Kansas, o mercado fechou a US$ 5,49 por bushel, queda de 13 centavos. Existe uma preocupação com o aumento dos estoques mundiais, que podem seguir elevados diante de uma demanda menor. Segundo a Bloomberg, a trader britânica Gleadell Agriculture estimou para a safra 2010/11 um estoque de 200 milhões de toneladas. O número supera as 191 milhões de toneladas estimadas pelo Conselho Internacional de Cereais no mês passado. No mercado do Paraná, a saca de trigo ficou estável em R$ 25,32, de acordo com o Deral.

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Campo perde com câmbio e preços

O Estado de São Paulo

O câmbio deixou de ser um problema apenas da indústria e os produtores rurais se juntaram ao coro de reclamações contra o real forte. Sem a ajuda dos preços internacionais recordes de antes da crise, a valorização da moeda prejudica a rentabilidade das exportações agrícolas. Depois de três anos de bonança, o setor agropecuário experimenta queda da remuneração em moeda local. Os preços em reais das exportações agrícolas cederam 14,5% entre junho e setembro, diz o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em relação a setembro de 2008, antes da crise, a queda é de 11%.

O câmbio anulou os ganhos da recente recuperação das commodities, que voltaram a subir com o início da retomada da economia global. Enquanto os preços em dólares das exportações agrícolas avançaram 6,3% no terceiro trimestre, o real se valorizou 19,6% em relação às moedas dos principais parceiros do agronegócio.

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que, se o câmbio ceder abaixo de R$ 1,60, muitos setores agrícolas "ficam no vermelho". O câmbio limite, que zera a margem de lucro, está, por exemplo, em R$ 1,71 para os exportadores de frango. "Se o agronegócio, que é a menina dos olhos, está nessa situação, imagine o resto", disse o diretor de comércio exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. O setor agrícola garante o superávit da balança comercial brasileira.

O impacto do real forte na agricultura é bem menos danoso que na indústria. Cálculo preliminar da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) aponta que a rentabilidade das exportações da agricultura e da pecuária caiu 24% em outubro ante outubro de 2008, voltando para o patamar do início do ano passado. A rentabilidade das vendas externas da indústria amarga o pior desempenho desde 1985. "No curto prazo, o prejuízo é razoável, mas a agricultura só perdeu os ganhos excepcionais da véspera da crise", disse Fernando Ribeiro, economista da Funcex.

O setor agrícola só começou a sentir o peso do câmbio no terceiro trimestre. Quando a crise explodiu, as commodities caíram, mas o real se desvalorizou. Antes da turbulência, o câmbio estava num patamar parecido com o atual, mas os preços dos alimentos viviam uma bolha. Entre setembro de 2007 e setembro de 2008, os preços externos das exportações agrícolas subiram 33% e, apesar da alta de 11% da moeda brasileira, os produtores tiveram ganho de 18,4% em reais. "Os preços estavam nas nuvens, o que corrige qualquer câmbio", disse o presidente da Itambé, Jacques Gontijo.

Para o economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, o problema é a queda na renda do agricultor. Para a consultoria, os produtores de grãos perderam US$ 10 bilhões este ano na comparação com 2008. Mas ainda não há previsão de redução de safra ou de exportação.

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FEIJÃO

FEIJÃO

Correpar

FEIJÃO CARIOCA: O horizonte no médio prazo começa a ficar mais promissor na medida em que estão sendo registradas perdas pesadas em diversas regiões produtoras. Seja interior de São Paulo, Paraná, São Paulo ou Minas Gerais, um pouco mais ou um pouco menos, existem registros de perdas pelo clima. O ataque de patologias fúngicas não podem ser adequadamente tratadas por causa  das chuvas constantes em algumas regiões. Ainda assim no curto prazo nada aponta para recuperação. Em São Paulo os preços, na sexta-feira, variaram entre R$ 35 e R$ 50, sem oferta de feijão extra. No PR assim como  em Minas Gerias  entre R$ 45  e  R$ 50.

O governo federal remove feijão do PR para o nordeste e se for doado o mercado do dia a dia deixará de enviar para lá a quantidade doada, ou seja, será um tiro no pé. O difícil é o que sugerir já que se feijão  for doado ao exterior ainda assim encontrará dificuldades para chegar às mãos de quem precisa.

FEIJÃO PRETO:  A oferta existente de feijão novo ainda é muito pequena e não atende nem a demanda da região sul. O feijão da safra passada está sendo vendido por R$ 50,00 em quantidades de 10 ou 20 sacos . O mínimo necessário para cobrir as despesas emergenciais. Esperam um milagre que não virá este ano. A Conab não fará mais nada este ano., somente se movimentará a partir do próximo ano, isto se houver sensibilidade de Brasília que deveria remanejar pessoal para superintendência do Paraná. É deplorável a situação na superintendência onde três funcionários precisam dar conta de um trabalho que caberia a dez pessoas. Passaram o ano ouvindo promessas de Brasília que a situação seria alterada, dois ministros do Paraná prometeram solucionar o caso e nada fizeram.  Chegamos em Dezembro com os  três heróicos funcionários  à beira de um colapso. Existem muitos processos a partir de 20 sacos de produtores que fizeram AGF. O trabalho é o mesmo que fazer 10 mil sacos. A Conab recebe reclamações o dia inteiro, e os funcionários  são taxados de incompetentes por produtores que com toda razão percebem atraso no recebimento.

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FUNDIÁRIO / MST

CNJ faz mutirão para desocupar fazendas

O Estado de São Paulo

O Conselho Nacional de Justiça iniciou em Marabá (PA) o primeiro mutirão fundiário para acelerar a tramitação de processos de reintegração de posse e desapropriação. Será a última chance de acordo para a desocupação de 16 fazendas, antes que a polícia cumpra ordens de reintegração. Os trabalhos seguem até o fim desta semana.

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GRÃOS

Leilão do milho

Portal do Agronegócio

Conab fará mais um leilão de milho na próxima quinta-feira (10/12), exclusivo para o Wstado, em atendimento ao pedido feito pela Aprosoja/MT

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará mais um leilão de milho na próxima quinta-feira (10/12), exclusivo para o Wstado, em atendimento ao pedido feito pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT). Serão 520 mil toneladas, sendo 286 mil/t para o Norte, 182 mil/t para o Médio-Norte e 52 mil/t para a região Sul, via Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).

No final da tarde de desta quinta-feira (03), a Conab divulgou dois avisos de leilões. São 500 mil toneladas que terão como destino qualquer localidade, exceto os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e outras 20 mil destinadas à região Norte de Minas Gerais e o estado do Espírito Santo.

Outra medida que consta no aviso de leilão é o limite de 20 mil sacas por CPF participante, também em atendimento ao pleito da associação, para abrir a possibilidade de participação de um número maior de produtores, já que pelo Pepro a comercialização via leilão é feita direta pelo produtor.

“O anúncio de mais este leilão é fundamental para reduzir o volume de estoque que ainda é alto no estado e que nos levou a unir forças para sensibilizar o governo federal a realizar mais esse apoio à comercialização. Por isso, temos que agradecer também a intervenção do governador Blairo Maggi, que há duas semanas esteve conosco em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, para solicitar mais leilões de milho para Mato Grosso”, afirma o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira.

A realização do leilão, segundo Glauber, também é fruto da constatação in loco sobre a situação do milho em Mato Grosso. Na semana passada, o secretário executivo do Mapa, José Gerardo Fontelles, o diretor de Abastecimento Agropecuária, José Maria dos Anjos, visitaram alguns municípios produtores, onde conferiram a necessidade de mais medidas de apoio para escoar o milho. Os diretores participaram da posse da nova diretoria da associação realizada na segunda-feira (30-11).

O governo federal também fará a remoção de quase 300 mil toneladas de milho pertencentes a Contratos de Opção e à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O leilão para a contratação do serviço de transporte para remover o milho de armazéns será realizado no dia 14 de dezembro.

A Aprosoja/MT solicitou a realização de dois leilões de 500 mil toneladas e espera que este ano ainda seja feita pelo menos mais uma oferta pública para reduzir o estoque atual que é de cerca de 1,6 milhão de toneladas. As informações são de assessoria de imprensa.

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HORTIFRUTICULTURA

Potencialidades e deficiências em pauta

Conab

Embalagens inadequadas para frutas, legumes e verduras, infraestrutura deficiente, logística precária, necessidade de expansão e reformas dos imóveis, receitas insuficientes, equipamentos obsoletos e falta de mão-de-obra qualificada. Esses são alguns dos problemas existentes em 62 Centrais de Abastecimento Brasileiras (Ceasas) de 22 estados, e que estão registrados na publicação "Diagnóstico dos Mercados Atacadistas de Hortigranjeiros", lançada na última quarta-feira (02) pela Conab.

O trabalho é resultado de uma pesquisa realizada nos últimos 15 meses por técnicos da estatal, por meio do Programa de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), para conhecer a realidade dessas centrais e sugerir medidas que possam melhorar o desempenho do setor.

Para isso, eles entrevistaram dirigentes das unidades, especialistas da área, agentes públicos, operadores do sistema, produtores e comerciantes. Segundo o gerente do Prohort, Newton Araújo, uma vez dimensionadas estaticamente essas falhas será possível priorizar as soluções mais urgentes, como a necessidade de modernização dos mercados atacadistas.

"É o caso, por exemplo, do processo de classificação, embalagem, transporte, acondicionamento, manipulação e rastreabilidade dos produtos que circulam nas unidades", completou. Ele citou ainda a aplicabilidade correta das normas sanitárias e o combate ao desperdício como outros fatores que precisam ser observados pelas Ceasas.

O coordenador do estudo e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Altivo Cunha, diz que uma das alternativas para enfrentar essas dificuldades é a criação de um acordo de cooperação entre instituições nacionais e estrangeiras para intercâmbio de informações técnicas. "Essa parceria seria importante para amadurecermos e avaliarmos questões como práticas ambientais, bancos de alimentos, assistência técnica e capacitação dos agentes e operadores do setor", pontuou.

Números

Para ter idéia da dimensão e da atual potencialidade do Sistema Brasileiro de Mercados Atacadistas, que reúne todas as 72 Ceasas do país, só em 2007 foram comercializados 15,5 milhões de toneladas de frutas, legumes e verduras, o que representou um faturamento em vendas da ordem de U$ 9,9 bilhões. Isso é mais que o faturamento de redes de supermercados como o Carrefour, Pão de Açúcar e Wall Mart.

Segundo o diagnóstico, os mercados atacadistas são considerados hoje espaços urbanos com grande movimentação de pessoas e negócios. "Isso demanda ações integradas de políticas públicas voltadas à segurança, ao trânsito, à educação e à saúde", afirmou Cunha. No estudo, ele defende ainda a criação de um modelo de gestão integrada entre as centrais para a consolidação desses mercados.

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MEIO AMBIENTE

Mercosul e UE aprovam acordo de cooperação

O Globo

Na véspera da cúpula de presidentes no Uruguai, meta é investir G18 milhões em desenvolvimento sustentável

MONTEVIDÉU. Na véspera do encontro dos presidentes de países do Mercosul que começa hoje em Montevidéu, no Uruguai, representantes do bloco e da União Europeia aprovaram acordo de cooperação econômica e desenvolvimento sustentável. O acordo prevê o investimento de C12 milhões por parte da União Europeia e, como contrapartida, C 6 milhões dos países do Mercosul.

Esses recursos serão empregados no aprofundamento da integração entre os dois blocos, na troca de experiências de práticas de produção e consumo sustentável e no fortalecimento da proteção do meio ambiente e da saúde.

- Em 2008, foi assinado o acordo de Estoril, como parte das negociações de livre-comércio.

Ficou acertado um compromisso de adiantar as negociações. Agora, foi firmado esse acordo de cooperação técnica relacionado à sustentabilidade - explica o embaixador do Brasil na Venezuela, Antonio José Simões, que participou da assinatura do acordo e será anunciado como o novo subsecretário para América do Sul, no encontro do Mercosul, que começa hoje.

Hugo Chávez ainda não confirmou presença Tudo indica que o presidente recém-eleito do Uruguai, José Pepe Mujica, será a grande estrela da Cúpula. Ele inclusive já anunciou sua intenção de promover encontros bilaterais com os presidentes dos países vizinhos.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por sua vez, ainda não confirmou presença.

É que, apesar do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul já ter sido aprovado na Comissão de Relações Exteriores do Senado no Brasil, a posição brasileira contrária a sua entrada no Mercosul vem deixando Chávez constrangido.

Encontro vai discutir pagamento em moedas locais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que anteriormente participaria dos dois dias do encontro, mudou sua agenda e só chega a Montevidéu amanhã, último dia da Cúpula. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, está previsto na pauta do encontro discussões sobre os projetos já em andamento referentes ao Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), a ampliação do Sistema de Pagamento em Moedas Locais (SML) e a conclusão da VII Rodada de Liberalização do comércio de serviços entre os Estados Partes do bloco.

Também está previsto entrar em pauta os avanços na implementação do Fundo de Garantias para Micro, Pequenas e Médias Empresas do Mercosul, o Fundo de Agricultura Familiar e o início de funcionamento do Instituto Social do Mercosul.

Ao final da Cúpula, o Uruguai transmitirá a presidência do Mercosul para a Argentina, que a ocupará até o fim do primeiro semestre de 2010.

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OUTROS

Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas terá cobertura do Canal Rural entre os dias 7 e 18 de dezembro

Portal do Agronegócio

Repórter do Canal Rural foi selecionado para ir a Copenhague a convite de ONG internacional; blog traz diversas informações sobre a COP15

O repórter Gustavo Bonato, do Canal Rural, foi um dos 40 jornalistas selecionados (entre mais de 600 profissionais do mundo todo) para fazer a cobertura da 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas a convite da Climate Change Media Partnership - uma organização formada pela Panos London, IIED e Internews para estimular a cobertura jornalístico dos efeitos das mudanças climáticas em países em desenvolvimento. Bonato embarca nesta sexta-feira (4) com uma equipe do Canal Rural para Copenhague, onde o encontro será realizado entre os dias 7 e 18 de dezembro.

Desde o início de outubro, Gustavo Bonato já vem apresentando no Canal Rural uma série de reportagens sobre os principais temas do aquecimento global a serem abordados durante a Conferência, veiculados dentro dos programas Super Clima e Rural Notícias. O quadro "A Caminho de Copenhague" faz relação entre aquecimento global, agricultura e negociações internacionais. Os vídeos podem ser assistidos no blog criado para tratar do assunto (www.canalrural.com.br/cop), que contém ainda notícias atualizadas por Bonato.

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas reunirá na capital dinamarquesa representantes de aproximadamente 190 países, com o objetivo de chegar a um acordo sobre a substituição do Protocolo de Kyoto, cuja validade termina em 2012. O Protocolo vem estabelecendo durantes todos os anos de sua existência compromissos de grandes nações para a redução de emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Há previsões de que a agropecuária seja uma das áreas mais afetadas pelas alterações das condições climáticas no futuro, com produtividade reduzida entre 15% e 30% nas lavouras de trigo e arroz. O encontro será o ponto de partida para uma série de decisões que devem mudar a abordagem dos países sobre o aquecimento global e suas consequências.

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