Assessoria de Comunicação Social

9 de Julho de 2008




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 243,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 730,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 56,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 88,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 27,00/sc

MAIS COTAÇÕES >>
  << voltar para o site da FAEP

Notícias Sistema FAEP


Encontro em Cascavel debate problemas da avicultura

O Sindicato Rural de Cascavel, a Associação dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná e a FAEP realizam nesta quarta-feira (9), das 9h às 12h, no auditório da prefeitura de Cascavel, o 1º Encontro de Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná. Em pauta, a crise enfrentada pelos produtores da cadeia da avicultura de corte.

Nas semanas anteriores ao evento, um grupo de avicultores, liderados por membros do Sindicato Rural que integram a Comissão Técnica de Avicultura da FAEP, reuniu-se para discutir os problemas que afetam produtores do setor em Cascavel, na região e no Estado. A partir desses debates, surgiu a necessidade do encontro regional, para uma discussão mais aprofundada e ampla sobre a conjuntura atual e, a partir daí, traçar os próximos passos desta mobilização.

No momento, as duas principais reivindicações dos avicultores são a melhoria do preço que recebem pelos lotes de frangos de corte e a transferência para as integradoras, dos custos e da responsabilidade das equipes que fazem o carregamento das aves.

PROGRAMAÇÃO - A programação inicia com a palestra "Panorama Financeiro do Avicultor do Sistema Integrado no Paraná", com Amarildo Antonio Brustolin; às 10h10, "Gestão e Custo de Produção na Avicultura", a cargo de Ademir Francisco Girotto; às 10h50, palavra livre; às 11h30, formação da comissão de negociação; às 11h50, aprovação e encaminhamento de propostas para as integradoras; e, às 12h, encerramento.


Redução do ICMS do leite já está em vigor no Paraná

O leite produzido no Paraná ganha competitividade para ser comercializado em igualdade tributária dentro e fora do Estado. A medida é uma resposta à guerra fiscal iniciada por São Paulo, que zerou o ICMS para o leite comprado dentro daquele Estado. Para o leite comprado em outros estados, o governo paulista tributa o produto em 18%.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, destacou que a medida fiscal é mais uma política de governo de incentivo ao setor leiteiro do Paraná, que cresce 6% ao ano e que consolidou o Estado como o segundo maior estado produtor de leite do País, com uma produção anual de 2,8 milhões de litros.

Para o presidente do Sindileite, Wilson Thiensen, a medida fiscal que está sendo adotada “é importante para a continuidade dos investimentos dos produtores e da indústria paranaense”. Ele lembrou que o setor ganhou um impulso grande com o lançamento do programa Leite das Crianças, que alia a preocupação com a saúde das crianças com a viabilização do pequeno produtor de leite e da pequena indústria.    

Segundo Thiensen, hoje são mais de 350 laticínios existentes no Estado, sendo que 62 deles são fornecedores de leite para o Leite das Crianças. Ele lembrou a trajetória de investimentos no setor, sem que o Estado deixe de lado a preocupação com a qualidade do leite, que “é a melhor do País”, declarou.

topo    


Planilha vai mostrar realidade local dos custos de produção da suinocultura

Os suinocultores paranaenses devem ter até o final do ano uma planilha de custos de produção gratuita, adequada à realidade do Paraná, fundamentada em métodos científicos e validada pelos próprios produtores. A confecção desta planilha será discutida por integrantes da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP com técnicos da Embrapa, cuja metodologia já existente servirá como ponto de partida.

Na avaliação do produtor e presidente da comissão técnica da FAEP, João Manfio, a planilha trará dois benefícios fundamentais. Primeiro, servirá como uma ferramenta de gestão moderna para que o produtor avalie a sua produtividade; não menos importante,  “irá uniformizar as informações que poderão balizar futuras reivindicações e tomadas de posição da suinocultura frente às suas necessidades”.

Os procedimentos para criação de uma planilha adequada à realidade regional foram discutidos em reunião da Comissão Técnica, dia 8, na FAEP. Na ocasião, os produtores também debateram a atual situação de preços e custos da suinocultura paranaense.

Segundo o produtor Euclides Gasparrini, de Medianeira, os preços pagos ao produtor encontram-se num bom momento, mas os benefícios diluem-se para honrar as dívidas de 2005, 2006 e 2007, que, ao contrário da agricultura, não foram alongadas nos recentes planos do governo. Seria um momento de ampliar a produção e fazer investimentos tecnológicos na propriedade, diz Gasparrini, mas isto não é possível por causa dessas dívidas e em função da alta do milho e do farelo de soja – principais insumos para alimentação dos suínos.

topo

Está aberta para consulta pública proposta do novo regulamento de inspeção animal

Está aberta pelo período de 30 dias, desde terça-feira (8), a consulta pública para revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Riispoa). A nova proposta do Decreto nº 30.961 de 1952 vai atualizar conceitos e exigências higiênico-sanitárias, previstas na legislação que define os requisitos para o registro dos estabelecimentos e a fiscalização pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A informação é da Agência Brasil.

Para a modernização do Riispoa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), criou um grupo de trabalho composto por fiscais federais agropecuários para coordenar a atualização da lei. Dos 811 artigos do atual Riispoa, 49% foram alterados e outros 47% foram revogados por estarem obsoletos. Apenas 3,4% dos artigos foram preservados e 290 foram criados. Ao todo, a proposta do novo Riispoa possui 748 artigos.

Com intuito de harmonizar a nova proposta com a realidade atual dos critérios de segurança alimentar, o grupo de trabalho considerou dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, as orientações do Códex Alimentarius, as normas do Mercosul, as legislações internacionais e os acordos sanitários que o Brasil mantém com mais de 150 países com os quais possui relação comercial. Também foram levados em conta o embasamento científico e tecnológico e as demais legislações que interferem nas atividades do Dipoa.

Entre as principais alterações, destaca-se a fiscalização periódica das empresas de beneficiamento de leite e as fábricas de conserva. Essa mudança prevê que os fiscais não serão fixos nem atuarão mais dentro das empresas, em caráter permanente. Cada fiscal realizará o trabalho de inspeção, aleatoriamente, num determinado número de estabelecimentos de uma região. Está previsto, ainda, que os fiscais de um estado farão inspeções em fábricas e empresas em outras unidades federativas.

Nos estabelecimentos de abate de animais (bovinos, suínos, aves, caprinos, eqüinos e ovinos) permanece o sistema de fiscalização permanente, em que o fiscal atua dentro da empresa. Cabe lembrar que a nova proposta do Riispoa cumpre o Código de Defesa do Consumidor que atribui a responsabilidade primária pela qualidade do produto à empresa que o produziu

Foram mantidos os artigos do Riispoa que definem as exigências para o registro dos estabelecimentos, os padrões das instalações das empresas, os equipamentos, os fluxogramas de produção e as obrigações para controle da produção de alimentos.

As sugestões para o melhoramento da proposta do texto do novo Riispoa devem estar fundamentadas técnica e cientificamente. As contribuições devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico (dipoa.riispoa@agricultura.gov.br).

topo

Coluna Mercado

Soja



Os preços da soja em grão no mercado internacional sofreram os impactos das previsões de clima favorável ao desempenho do grão, nas principais regiões produtoras do Meio Oeste norte-americano.

Os contratos para o primeiro vencimento, julho/08, fecharam o pregão na terça-feira (08), cotados a US$ 34,41/saca de 60 kg, um recuo de US$ 2,14/saca em relação ao fechamento do dia 03 de julho (US$ 36,55/saca), anterior ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho.   Outros fatores também influenciaram negativamente o mercado como a valorização do dólar e a queda nos preços do petróleo.

No mercado doméstico os negócios andam devagar como reflexo da queda nos preços internacionais da soja.   Preço médio no Oeste Paranaense de R$ 51,00/saca de 60 kg. Já na Região Norte do Estado, preços cotados a R$ 51,50/saca de 60 kg.

Milho - O mercado do milho guarda um comportamento semelhante ao da soja, com baixa.  O futuro para julho/08 encerrou o pregão na terça-feira cotado a US$ 16,36 /saca de 60 kg, uma queda de US$ 0,56/saca em relação ao fechamento da terça-feira (8) de US$ 16,92/saca.

O mercado está na expectativa do relatório mensal do Departamento de Agricultura do Estados Unidos – USDA a ser divulgado no dia 10 de julho (sexta-feira).

Os preços internos do milho seguem firmes e giram no entorno de R$ 26,00 a R$ 27,00/saca de 60 kg, na média.

Trigo - No mercado do trigo embora no início da sessão na Bolsa de Chicago prevalecessem as influências das previsões de clima favorável para as lavouras de milho e soja e da queda nos preços do petróleo, já no meio-pregão os preços reagiram levemente.   Na Bolsa de Chicago (CBOT) os contratos para julho de 2008 foram fechados a US$ 18,15/saca de 60 kg, um ganho de US$ 0,03/saca relativamente ao fechamento anterior (US$ 18,12/saca).

No mercado paranaense, preços médios de R$ 730,00/tonelada em Ponta Grossa.

Gilda Bozza
Economista DTE/FAEP

topo

Coluna Dívidas Agrícolas

Quais são as principais dúvidas dos produtores para renegociar dívidas?

Há ainda muita desinformação sobre a renegociação de dívidas. A maior confusão existente é em relação aos possíveis descontos para pagamentos de financiamentos de investimentos. Não há desconto esse ano para quitar a parcela. O desconto para custeio das safras anteriores é apenas para os programas de Pronaf. Há ainda descontos para quitação de dívidas antigas, como securitização e Funcafé Dação e o crédito rural inscrito na Dívida Ativa da União.

Não há também prorrogação de dívidas para o final do contrato. Existe sim, a possibilidade do produtor rural, que está em dificuldades financeiras,  solicitar no agente financeiro a renegociação dos contratos de custeios, Proger Rural, FAT Giro Rural e investimentos com recursos do BNDES e Finame. É bom lembrar que investimentos que utilizaram recursos próprios dos bancos não estão contemplados na renegociação.

Porém, a MP 432 não beneficia atividades na renegociação, mas linhas de financiamento. Logo, quem utilizou financiamentos com recursos do BNDES pode pedir a renegociação, independente de ser produtor de grãos, suínos, aves ou outra atividade. A regra é válida para quem está comprovadamente com problemas de capacidade de pagamento.

A redução de juros de FAT Giro Rural, custeios alongados e Proger e de algumas linhas de investimentos não é retroativa, ou seja, não incide sobre o passado e vale de julho para frente. Os produtores devem pensar duas vezes antes de renegociar o contrato de investimento, pois não poderão contrair novos empréstimos de investimento do BNDES e Finame em nenhum agente financeiro até a liquidação total do contrato renegociado.

Essa renegociação não é automática, mas sim caso a caso. Somente o produtor que efetivamente não demonstrar capacidade de pagamento terá acesso ao alongamento de prazo. Um contrato com três parcelas pode ser alongado, por exemplo, para cinco parcelas e o pagamento da primeira parcela dessas cinco ocorre em 2008.

Por fim, mas não menos importante, as resoluções do Bacen são autorizativas, isso quer dizer que os agentes financeiros não são obrigados a conceder o prazo de espera para as parcelas de investimento do BNDES e Finame para 1. de outubro de 2008, mantendo o vencimento original.

Pedro Loyola
Economista
DTE / FAEP
topo

  << voltar para o site da FAEP

Clipping dos Jornais


Destaques

Com preços recordes, soja responde por 32% do superávit

GAZETA MERCANTIL – Fabiana Batista


São Paulo, 9 de Julho de 2008 - A balança comercial do agronegócio registrou no primeiro semestre um superávit (exportação menos importação) de US$ 28,1 bilhões, 23% maior que no período equivalente de 2007. Os preços internacionais recordes dos grãos contribuíram para o bom desempenho da líder das exportações brasileira: a soja.

Apesar do volume exportado semelhante ao mesmo semestre do ano passado - 20,6 milhões de toneladas contra 19,8 milhões de toneladas - o complexo soja registrou uma receita 70% maior, saindo de US$ 5,3 bilhões, para US$ 9 bilhões. Sozinho, o complexo soja foi responsável por 32% do superávit da balança, ante o participação de 21,9% no primeiro semestre de 2007.

A receita com óleo de soja também cresceu muito mais, apesar do mesmo volume embarcado. Foram 1,025 milhões de toneladas, que renderam US$ 1,2 bilhão, receita que de janeiro a junho de 2007 foi de US$ 665 milhões. "O Brasil não ocupou mercado da Argentina, mesmo porque, apesar da greve no país vizinho, as indústrias, que estão localizadas lá ao lado do porto, conseguiram fazer embarques. Além disso, a indústria brasileira de biodiesel está absorvendo o produto no mercado interno ", avalia Fábio Trigueirinho, diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Os embarques de soja em grão cresceram 8% em volumes, de 12,7 milhões de toneladas para 13,7 milhões de toneladas e a receita evoluiu 69%, de US$ 3,39 bilhões para US$ 5,7 bilhões.

Carnes
Como já era esperado, a carne bovina registrou queda de 23% no volume exportado neste primeiro semestre, fechando em 702 milhões de toneladas (líquida), ante as 868 milhões de toneladas de igual período de 2007. Apesar disso, a receita evoluiu de US$ 2,2 bilhões para US$ 2,5 bilhões. Essa compensação é relativa, na avaliação de Luiz Carlos de Oliveira, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Isso porque o aumento ocorreu nos valores absolutos, e não nos valores líquidos. "Os preços das carnes aumentaram no mercado internacional", acrescenta.

Além de recuo de compras da União Européia, também houve menor importação de outros clientes do Brasil, sobretudo no Oriente Médio e na Ásia, mercado que pagam menos e, portanto, que não absorveram os aumentos do preço da carne no mercado brasileiro - resultante da alta da arroba do boi.

"Por isso, o mercado da União Européia não pode ser descartado de forma alguma. Pois além de ter sido e ser importante na consolidação do Brasil como maior exportador mundial, também é um dos mercados que melhor paga pela nossa carne", afirma o executivo da Abiec.

Ele acrescenta que, de fato, a oferta de matéria-prima está escassa no País, o que se agrava com o fato de poucas fazendas estarem aprovadas para exportar ao bloco europeu. "Essas propriedades autorizadas saíram de 10 mil para 100", lamenta.

Leite

Há até poucos anos praticamente inexistente, as exportações de produtos lácteos neste semestre já quase alcançaram a receita toda registrada nos doze meses de 2007. Os embarques renderam até junho US$ 238 milhões, ante os US$ 299 milhões de todo o ano de 2007. Na comparação com o mesmo semestre de 2007, a receita é 159% maior. A expectativa da Leite Brasil é de que a receita do setor em 2008 atinja US$ 500 milhões nas exportações. "O Brasil era, até cinco ou seis anos, importador de leite. A melhora no mercado mundial, estimulou a produção interna e a receita do produtor", avalia Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil.

Em 2006, a produção de leite no País era de 25,3 bilhões de litros, segundo a entidade. O volume avançou para 26,6 bilhões em 2007 e, para 2008, deve encerrar em 27,8 bilhões de litros. "As exportações ainda representam pouco do nosso total produzido mas é importante para equilibrar a oferta interna e elevar os valores pagos ao produtor", comemora.

topo

Conab reduz previsão da safra, mas mantém nível recorde

GAZETA DO POVO

A décima estimativa da safra nacional de grãos para o período 2007/2008 foi estimada em 142,42 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (8).

O número é 8,1% superior à colheita passada, de 131,8 milhões de toneladas, e segue como o maior da história do país, mesmo tendo registrado uma pequena redução de 0,6% em relação ao levantamento de junho, que chegou a 143,3 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o motivo da queda está nas geadas que atingiram as lavouras de milho, no Paraná. Por outro lado, as boas condições climáticas, os preços atrativos das matérias-primas e o melhoramento tecnológico no campo foram o que impulsionaram a safra recorde.


Parcelas
O milho e a soja representam 70,9% da produção total de grãos, sendo o milho com 57,5 milhões de toneladas e a soja, 59,8 milhões de toneladas.


Mesmo com redução de área, o arroz deve atingir 12,3 milhões de toneladas, ou 8,6% a mais que no período passado. Há perspectiva de aumento, ainda, nas culturas de inverno, como o trigo. Na safra 2008/2009, o cereal deve chegar a 5,3 milhões de toneladas, 38,1% a mais que a colheita anterior, que foi de 3,8 milhões de toneladas. Os motivos estão na expansão da área e nas medidas governamentais de incentivo à produção do grão.

topo

"Mais Alimentos" estimula setor de máquinas agrícolas

VALOR ECONÔMICO - Sérgio Bueno



Lançado no início deste mês pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para aumentar a produtividade da agricultura familiar, o plano safra "Mais Alimentos" também começa a acelerar os investimentos dos pequenos fabricantes de máquinas agrícolas. Em Venâncio Aires, a 130 quilômetros de Porto Alegre, a Tramontini decidiu antecipar em três meses um programa de R$ 3,5 milhões para dobrar a capacidade de produção de 150 para 300 tratores e microtratores por mês, financiado exclusivamente com recursos próprios. 


Segundo o gerente comercial Júlio Cercal, pelo plano original a expansão iniciada no fim do ano passado seria concluída em meados de 2008, mas o cronograma foi puxado para o primeiro trimestre. A empresa vem operando a 100% da capacidade e com o novo plano safra as encomendas já devem começar a crescer em cerca de 60 dias, o que pode levar à abertura do segundo turno de produção antes do fim das obras. 


O governo quer estimular a venda de 60 mil tratores e 300 mil implementos agrícolas para os pequenos produtores até 2010. Para isso, o plano safra prevê empréstimos de até R$ 100 mil por propriedade para investimentos em mecanização e infra-estrutura, com juros de 2% ao ano e dez anos para pagamento, com três de carência. A linha já está disponível. 


O MDA também negociou com Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a concessão de descontos que variam de 11% a 15% nos preços dos tratores de 15 a 75 cavalos. Conforme Cercal, as reduções serão bancadas pelos fabricantes e pelos revendedores, que assumiram o compromisso de manter os preços fixos durante um ano, com a perspectiva de compensar o ganho menor por unidade com o aumento dos negócios. 


Fundada em 1984, a Tramontini vende de 600 a 800 microtratores de 12 a 18 cavalos de potência e mais de 1 mil tratores de quatro rodas de 30 e 50 cavalos por ano. A empresa não revela faturamento, mas em 2008 os volumes comercializados devem crescer entre 50% e 60% puxados pelo plano safra, calculou Cercal. 


Toda a produção é destinada ao mercado interno, sendo 50% a 55% no Sul, 20% no Sudeste e o restante nas demais regiões. Segundo ele, a empresa distribui seus produtos por meio de uma rede de mais de 80 revendas multimarcas no país, também responsáveis pelos serviços de assistência técnica e comercialização de peças de reposição. 


Com a expansão da linha de produção, o número de funcionários em Venâncio Aires deve crescer cerca de 35% sobre os atuais 103 até o início de 2009, informou Cercal. "Neste ano estamos batendo recordes de vendas a cada mês", disse. As entregas para as revendedoras são feitas a cada dois meses, mas segundo ele, não há fila de espera pelos produtos da empresa. 

topo

Commodities

Commodities Agrícolas

VALOR ECONÔMICO


Clima guia os preços

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, pressionados pelo dólar mais valorizado e expectativa de que o clima quente no Hemisfério Norte poderá reduzir a demanda pela bebida, disse a Bloomberg. Em Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,4240 a libra-peso, queda de 90 pontos. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 2.302 a tonelada, baixa de US$ 14. No mercado interno, os preços do grão subiram em junho, reflexo da expectativa de clima frio sobre os cafezais. A cotação média da saca do arábica fechou a R$ 255,76 em junho, alta de 6,2% sobre igual mês de 2007. No mesmo período, a saca do robusta fechou a R$ 211,29, alta de 4%, segundo o Cepea. Em São Paulo, a saca de 60 quilos do arábica fechou ontem a R$ 251,27, conforme o Cepea/Esalq. 


Risco de furacão diminui

As perspectivas da menor ameaça de estragos provocados pelo furacão Bertha sobre os pomares da Flórida, segundo maior produtor mundial de suco de laranja, derrubaram ontem os preços futuros do suco na bolsa de Nova York, informou a Bloomberg. Os contratos para setembro fecharam a US$ 1,2605 a libra-peso, queda de 330 pontos. As cotações do suco atingiram ontem a menor cotação das últimas três semanas depois que as previsões meteorológicas indicaram que o furacão Bertha poderá passar a centenas de milhas de distância das regiões produtoras da Flórida, reduzindo as preocupações sobre os possíveis estragos na região. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 10,48, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Petróleo derruba

O clima favorável nas regiões produtoras do Meio-Oeste americano e a queda dos preços do petróleo tiraram o suporte das cotações futuras da soja na bolsa de Chicago, segundo a agência Bloomberg. Os contratos para agosto encerraram a US$ 15,49 o bushel, com baixa de 30 centavos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que a queda dos preços do petróleo mostram sinais de desaquecimento da economia mundial, que provocará menor demanda por matérias-primas. No Paraná, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 51,48, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 2,19%. A comercialização do grão no mercado interno ganhou mais ritmo nos últimos dias, com a maior disposição dos produtores de escoar os seus estoques, informou o Cepea. 


Recessão preocupa

Os preços futuros do milho fecharam com forte queda ontem, pressionados por notícias de que a desaceleração da economia mundial poderá reduzir a demanda por matérias-primas, segundo a Bloomberg. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 7,0450 o bushel, recuo de 23,25 centavos. As cotações do milho também caíram por conta da recuperação do clima no Meio-Oeste americano, que foi fortemente atingido por enchentes no mês passado. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 29,03, segundo o Cepea/BM&F. As cotações do grão seguem firmes no mercado interno, informa o Cepea, com a retração por parte dos vendedores, que esperam novas altas. Já os compradores acreditam em recuo nas próximas semanas, em decorrência do avanço da colheita no Paraná e Centro-Oeste.

topo

Vaivém das commodities

FOLHA DE SÃO PAULO - MAURO ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br


O QUE HÁ DE MELHOR

O comércio entre Brasil e países árabes avança ano após ano. Mas, em 2008, a evolução é ainda maior. Afinal, esses países têm tudo o que qualquer outra região do mundo gostaria de ter no momento: o Brasil tem alimentos e minerais; os árabes, petróleo e fertilizantes.


MAIS 30%

Diante dessa complementaridade das economias, Antônio Sarkis Jr., presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, prevê evolução de 30% no movimento comercial entre as duas regiões -a estimativa inicial era de 10%. Essa meta é plausível, se considerado o movimento do primeiro semestre: mais 60%.


DESEQUILÍBRIO

O fluxo entre Brasil e árabes atingiu US$ 9,4 bilhões até junho. O Brasil exportou US$ 4,1 bilhões (mais 28%), mas importou US$ 5,3 bilhões (mais 100%). Entre os destaques estão exportações de carnes (US$ 1,4 bi) e importações de fertilizantes (US$ 563 milhões).


ALIMENTOS

Os árabes compram 90% dos alimentos que consomem e, no primeiro semestre, importaram US$ 2,4 bilhões do Brasil. Carnes, açúcar, leite, mel, café e ovos estiveram entre os principais produtos. No caso de ovos, as importações árabes cresceram 1.989% no semestre.


RECUO NO MILHO

A queda na produção de milho safrinha, devido às geadas no Paraná, vai reduzir a colheita nacional de grãos deste ano em 0,5% em relação às previsões anteriores. O IBGE agora estima a colheita em 143,6 milhões de toneladas; a Conab, em 142,4 milhões.


RITMO DO CAMPO

O acelerado ritmo do campo fez com que a indústria de máquinas e implementos para a agricultura movimentasse R$ 7 bilhões nos últimos 12 meses até maio, 39% mais do que em igual período anterior, conforme dados da Abimaq. O nível de utilização de capacidade instalada, que era de 66% em janeiro de 2007, já está em 80%.


EFEITO DÓLAR

As exportações brasileiras de máquinas e implementos somaram US$ 839 milhões nos últimos 12 meses até maio, com evolução de 69% em relação a igual período anterior. Se o dólar fraco diminui os recursos obtidos em reais, favorece as importações, que subiram para US$ 248 milhões, 92% a mais.


RECUO EM CHICAGO

Clima bom e estimativas de vendas menores, devido a uma eventual queda de demanda mundial, continuam derrubando os preços das commodities. Ontem, o milho recuou para US$ 6,93 por bushel (25,4 quilos), o menor preço desde 10 de junho. A soja, também em queda, foi negociada a US$ 15,61 por bushel (27,2 quilos).

topo

Grãos

Geada afetou safra de milho do Brasil

GAZETA MERCANTIL

São Paulo, 9 de Julho de 2008 - A safra de milho do Brasil, país que é o terceiro maior produtor mundial do grão, crescerá menos do que se previa anteriormente após geadas terem danificado algumas lavouras do sul do país no mês passado, disse o governo.

Os produtores de milho do Brasil colherão 57,5 milhões de toneladas do grão este ano, volume inferior a uma estimativa de junho passado, de 58,4 milhões de toneladas, disse hoje em comunicado a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A produção avançará a partir do recorde de 51,4 milhões de toneladas alcançado no ano passado.

As baixas temperaturas registradas em meados de junho no Paraná, o maior Estado produtor de milho do Brasil, causaram expressivos danos às lavouras da segunda safra dessa cultura, segundo informou a Conab. Os produtores do Estado colhem cerca de um terço de seu milho entre junho e julho, durante o inverno do Hemisfério Sul.

A produção de soja do Brasil, que é o segundo maior produtor mundial da commodity, caiu para 59,84 milhões de toneladas, comparativamente à previsão feita pela estatal no mês passado, de 59,85 milhões de toneladas, segundo a revisão feita pela a Conab na sua décima previsão de safra. A produção dessa cultura, porém, deverá aumentar ligeiramente com relação ao recorde do ano passado, de 58,4 milhões de toneladas. A Conab deverá fazer ainda mais duas estimativas de safra relativas ao ano safra 2007/08.

Combate à inflação

O atendimento das regiões Norte e Nordeste com estoques de milho foi ressaltado pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi. "Estamos atendendo o norte de Minas, o Espírito Santo e o oeste de Santa Catarina por meio da venda em balcão, contratos de opção oferecidos e também pelo Prêmio de Risco de Opção Privada (Prop), que ajuda o comprador a equalizar as dificuldades com transporte".

No caso do trigo, Wagner Rossi acredita que o estímulo à produção está dando resultado. "Nós deveremos ter expressivo crescimento na área de trigo o ano que vem.

topo

Insol, do Paraná, investe para elevar processamento de soja

VALOR ECONÔMICO - Marli Lima


A Insol do Brasil, empresa paranaense que atua na compra e venda, processamento e armazenagem de soja e fertilizantes, prevê para 2008 um aumento de 92% em seu faturamento, que deverá chegar a R$ 350 milhões, ante os R$ 182 milhões registrados no ano passado. 


A expectativa é atribuída, em parte, ao bom momento do agronegócio, mas tem a ver principalmente com o início das operações - em abril deste ano - de uma nova unidade industrial adquirida em dezembro passado. Na planta, localizada em Maringá, noroeste do Estado, foram investidos US$ 15 milhões, entre compra e reforma, e outros US$ 10 milhões deverão ser usados em dois anos para dobrar sua capacidade atual de esmagamento, de 150 mil toneladas de grãos por ano. 


A Insol foi fundada em 2001 por Luiz Sérgio da Silva, que trabalhava na unidade da Louis Dreyfus em Paranaguá. A primeira unidade da empresa foi comprada em Ponta Grossa, da cooperativa Agrária, que estava com a planta desativada. Ela tem capacidade para processar 350 mil toneladas por ano de soja. A planta de Maringá já pertenceu à Braswey e chegou a ser arrendada à cooperativa Coamo antes de passar para as mãos da Insol. Com uma área de 227 mil metros quadrados, conta com silos e armazéns com capacidade estática para 185 mil toneladas de produtos. 


O diretor institucional da empresa, Adriano Marcovici, disse que a Insol estava de olho na estrutura de Maringá havia dois anos, porque a região é considerada estratégica para as cargas que saem do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e interior do Paraná com destino aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC). A economia com frete, segundo o diretor comercial da Insol, Paulo Bonissoni, será de cerca de US$ 15 por tonelada de grão, porque de Maringá os grãos seguirão de trem até o destino - a unidade possui ramal ferroviário da ALL. 


De acordo com Marcovici, novas aquisições não estão nos planos de curto prazo, porque será preciso consolidar a nova filial, que trabalhará com grãos convencionais, enquanto a de Ponta Grossa processará transgênicos. 


Para competir com as gigantes do setor, os executivos da Insol irão apostar no relacionamento com os clientes. A suinocultores da região, por exemplo, vão oferecer farelo para ração em troca do grão. "A briga pelo produtor é grande", admite o diretor. "Mas damos tratamentos iguais a grandes e pequenos e tomamos chimarrão com eles." 


No Mato Grosso, onde a empresa tem armazéns em Sorriso, Tapurah e Sinop, a Insol financia agricultores por meio de pré-pagamentos de exportação de clientes estrangeiros. Para a safra 2008/09, a Insol usará US$ 20 milhões nesses financiamentos. 


Com a planta de Maringá, a empresa estima incremento de US$ 100 milhões nas receitas. A Insol atua em todas as etapas da cadeia de soja, da venda de fertilizantes à exportação de grãos e derivados. Ela tem uma fábrica de fertilizantes em Curitiba, que pertenceu à Bunge, e dez escritórios comerciais espalhados pelo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Atua ainda como produtora, com cinco mil hectares de soja e 1,2 mil hectares de milho. 


Cotação de grãos deve ter novas correções

GAZETA MERCANTIL – Fabiana Batista

São Paulo, 9 de Julho de 2008 - Depois do feriado de 4 de julho, começaram as correções históricas nos preços das commodities e, pelo segundo dia consecutivo, os grãos voltaram a recuar fortemente na Bolsa de Chicago (CBOT). Depois de fechar em limite de baixa na segunda-feira, soja, na terça, chegou a bater novamente esse limite durante o dia, mas algu-mas recompras de contratos deram sustentação à queda, que encerrou em 30 pontos, o equivalente a 1,8% de recuo no contrato de agosto, que fechou em US$ 15,49 o bushel. A avaliação é de que há mais espaços para correção de preços na soja, segundo Gonzalo Terracini, consultor de gerenciamento de risco da FCStone.

Essas correções devem ser sustentadas pela melhora nos indicadores de clima e das lavouras americanas. Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) de segunda-feira indica que a condição atual das áreas de soja está em 59% entre bom e excelente, 1 ponto percentual acima da semana passada e um pouco abaixo da média histórica de 63% para essa época do ano. "Mas essa média é no país. Quando se avalia estado por estado, o indicador é bem melhor, e dentro da média histórica", pondera Terracini. Assim, para ele, a correção nos preços da commodity não acabou. "Há ainda muito espaço para correção porque a cotação estava muito alta", acrescenta o especialista.

O milho também fechou em forte queda de 3,3%, com o contrato de setembro encerrando o pregão em US$ 6,9275 o bushel.

Já o trigo encerrou o dia de ontem praticamente estável em US$ 8,3650 o bushel (setembro), ante os US$ 8,36 do dia anterior. "O trigo está com preços depreciados na relação com soja e milho", justifica Élcio Bento, analista da Safras & Mercado. Historicamente, se o milho vale 1, o trigo vale 1,5. Relação que hoje está em 1,15. Com a soja, a relação histórica é de 0,62, mas com a valorização do grão, essa relação está hoje em torno de 0,52, segundo detalha Bento.

topo

Agricultura Familiar

Agricultura familiar produz 30%

GAZETA MERCANTIL

9 de Julho de 2008 - Do 142,42 milhões de toneladas da safra atual de grãos anunciados nesta ontem pela Conab, a agricultura familiar é responsável pela produção de 30% da soja, 40% do milho, 80% do feijão e cerca de 25% do arroz. Isso quer dizer que, de todos os grãos cultivados no Brasil, mais de um terço do total são colhidos por este grupo de trabalhadores.

Para o diretor de Logística e Gestão Empresarial da estatal, Sílvio Porto, a agricultura familiar tem se mostrado cada vez mais estratégica, principalmente nesse momento, em que o país precisa produzir mais alimentos para combater a alta dos preços no mercado e a insegurança alimentar. "No caso da Conab, os produtos comercializados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), têm-se mostrado fundamentais para dar sustentação ao trabalhador rural e também para atender às comunidades pobres", explica.

Nordeste

A produção da safra de grãos 2007/2008 do Nordeste fechará o período com 12,6 milhões de toneladas, 28,9% a mais que na safra passada. O crescimento é o maior do País, de acordo com a Conab, o percentual é oito vezes maior que o crescimento obtido na região Sul. A área de plantio corresponde a 17,4% das lavouras de grãos cultivadas no Brasil. O aumento na produção levou a um crescimento de apenas 2% da área cultivada.

topo

Bioenergia

Restrição da UE pode inibir investimentos

GAZETA MERCANTIL


As propostas destinadas a reduzir as metas da União Européia de emprego de biocombustíveis ameaçam os investimentos no setor, disse a Associação Européia de Bioetanol.

O Reino Unido vai desacelerar a expansão dos biocombustíveis para aprofundar os estudos sobre seu impacto ambiental e sobre os alimentos. A comissão de meio ambiente do Parlamento Europeu disse ontem que a meta para o emprego dos combustíveis renováveis no transporte deverá ser de 4 por cento até 2015 e de 8 a 10 por cento até 2020. A Comissão Européia tinha proposto como objetivo uma parcela de 10 por cento até 2020.

"Poderemos ter menos investimentos", disse Robert Vierhout, secretário-geral da Associação Européia de Bioetanol, em entrevista concedida hoje por telefone a partir de Praga. "É por isso que a Comissão não queria nenhuma meta intermediária antes de 2020, porque os investidores têm de ter condições regulatórias estáveis".''

O setor europeu de biocombustíveis já encontra dificuldades em manter as margens depois que os preços do trigo, o principal cereal empregado na produção de etanol na Europa, mais do que duplicaram no intervalo de dois anos. Os produtores, além disso, estão competindo com o etanol mais barato importado do Brasil e dos Estados Unidos, que respondem por cerca de um terço do mercado europeu.

`"As margens estão sendo comprimidas", disse Vierhout. ``Os produtores de biodiesel enfrentam problemas diante o enorme afluxo de combustível norte-americano", acrescentou.

A expansão da produção européia de etanol já estava em desaceleração antes dos anúncios. A produção subiu 11 por cento, para 1,77 bilhão de litros, no ano passado, comparativamente ao crescimento de 74 por cento observado em 2006 e de 73 por cento em 2005. Ela caiu em sete dos 13 países-membros da UE fabricantes de etanol, segundo a Associação Européia de Bioetanol, sediada em Bruxelas.

Os biocombustíveis conhecidos como de primeira geração são normalmente produzidos a partir de plantas alimentícias, como milho e cana-de-açúcar, enquanto a segunda geração provém da biomassa, como aparas de madeira e gramíneas.

"Tentamos levantar recursos para duas empresas de biocombustíveis este ano, sem sucesso", disse Dougie Yougson, analista da Ambrian Partners Ltd. de Londres."``Esse é em boa medida um problema da primeira geração. As empresas de biocombustíveis de segunda geração estão se saindo muito melhor".

O Reino Unido pretendia que 5 por cento dos combustíveis vendidos nos postos consistisse de biocombustíveis até 2010, para uma taxa de crescimento anual de 1,25 por cento. A ministra dos Transportes do país, Ruth Kelly, disse ontem aos parlamentares que o ritmo deveria desacelerar para aumentos anuais de 0,5 por cento. Ela reagia a um relatório encomendado pelo governo sobre os efeitos causados pela destinação da terra ao cultivo de produtos agrícolas para fins energéticos, em vez de para fins alimentícios.

Grãos brasileiros

Um consórcio português está se preparando para construir a maior usina de biodiesel do país, com 90 por cento da matéria-prima, principalmente soja e girassol, proveniente de Brasil, Angola e Moçambique. A refinaria deve entrar em operação em 2010 e terá uma capacidade anual de 250 mil toneladas, de acordo com um acionista.

Pedro Sampaio Nunes disse que o restante da matéria-prima utilizada virá de Portugal, e pode ser soja, colza e palma. "O investimento será de cerca de € 100 milhões".

topo

Feijão

Remuneração alta estimula o plantio de feijão no País

GAZETA MERCANTIL – Roberto Tenório

São Paulo, 9 de Julho de 2008 - Os dados da última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2007/08 de grãos mostram que mesmo com a queda de 20% na produção da primeira safra do feijão, o volume total do grão deverá ser de 3,4 milhões de toneladas, 2,3% superior ao do ano passado em virtude da recuperação dos preços nos últimos meses. A instituição aponta os problemas climáticos entre agosto e setembro e os preços baixos no período como os principais fatores para a redução da área plantada. O recuo foi de 4,2%, passando de 4 milhões de hectares em 2007 para 3,91 milhões de hectares neste ano.

No total, são esperados 142,4 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 8,1% ou 10,6 milhões de toneladas em relação à safra anterior. A soja e o milho são os principais responsáveis pelo aumento da produção, responsável por 71% da produção total em razão das boas condições climáticas e da alta tecnologia empregada.

Eledon Oliveira, gerente de levantamento de safra da Conab, explica que o feijão conseguiu recuperar parte das perdas na segunda safra por causa da elevação dos preços. "Na primeira não estavam tão baixos. Mas a estiagem e o frio acabaram atrapalhando e elevaram as cotações, estimulando o plantio na segunda safra", analisou. Ele acredita em uma tendência de queda nos próximos meses por causa da boa remuneração que a cultura está proporcionando, o que naturalmente causa proporciona um aumento na próxima safra.

A primeira safra é considerada por analistas a mais importante porque é composta pelo tipo carioca e preto, os mais consumidos na região sudeste, e responde por cerca de 45% da produção nacional. Neste ano, segundo a Conab, foram colhidos 1,26 milhão de toneladas. De acordo com a Safras & Mercado, em agosto, a saca (60 quilos) do tipo carioca no mercado atacadista era cotada a R$ 97,53.

"Os problemas com o clima durante o plantio postergaram a primeira colheita até março e fizeram com que as cotações disparassem", analisa Rafael Poerschke, analista da Safras & Mercados. Ele acrescenta que a redução da área também foi motivada pela concorrência com as outras culturas, que proporcionavam maior rentabilidade à época.

Em janeiro, segundo o analista, o preço médio da saca do tipo carioca foi de R$ 242,69. O pico ocorreu entre os dias 23 e 24, quando a saca chegou a ser negociada por R$ 297,50. "Dezembro passou praticamente sem nenhuma oferta no mercado. Com isso, os preços dispararam", avalia Poerschke.

Mesmo com o início da segunda e terceira safras, que se misturam entre maio e junho, a cotação média da saca do tipo carioca está em R$ 161,62. "A forte especulação de que o Paraná sofreria com geadas manteve a alta", analisou. O analista é um pouco mais conservador e acredita que os preços não cairão muito na próxima safra. "Os preços mínimos ficaram abaixo dos R$ 90,00 esperados pelos produtores. Isso pode provocar uma migração para outras culturas e uma nova redução de área no próximo ano".

topo

Insumos

Fraude no adubo prejudica produção de alimentos

FOLHA DE LONDRINA - Edson Pereira Filho



Menor volume de nutrientes químicos pode provocar a queda na produção agrícola e encarecer preço dos alimentos

O número de fraudes na composição dos adubos químicos tem aumentado nos últimos três anos, segundo o Departamento de Fiscalização de Insunos (Defis) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), que faz a fiscalização por amostragem colhida em todo Paraná. Nos últimos 14 anos, a média histórica de não conformidade dos adubos químicos sempre girou na casa de 17%; nos três últimos anos, porém, saltou para 26,6%. Só na região de Londrina, os fertilizantes fora do padrão representam 20% das amostras analisadas em 2007.


De acordo com o responsável pelo Defis, Antonio Carlos Barreto, as empresas estariam trabalhando no limite das misturas e colocando menor quantidade de compostos como fósforo, potássio e nitrogênio. Ele explica que, o menor volume destes nutrientes químicos pode provocar a queda na produção agrícola, dependendo da condição do solo e da cultura que será plantada.


''A falta dos nutrientes certos joga por terra todo trabalho que o agricultor fez antes de plantar a safra'', declara. Barreto ainda comenta, sobre análises de solos que são feitas antes do plantio, que há uma deficiência importante na produção. ''Isso se trata de enganação'', diz Barreto.


Só em 2006, segundo ele, o Paraná utilizou 2,837 milhões de toneladas de fertilizantes, enquanto o País todo 20,981 milhões. Foram analisadas 1.673 amostras nos últimos 3 anos no Paraná, a média foi de 26,6% de adubo químico fora do padrão, enquanto a média histórica nos últimos 14 anos é de 17%. Ele ressalva que a fiscalização do Defis se restringe ao comércio, sendo do Ministério da Agricultura a competência pela fiscalização das indústrias misturadoras.


O responsável pela Fiscalização do Comércio de Fertilizantes, Biofertilizantes, Corretivos e Inoculantes do Defis, Eduardo Scucato, lembra que o decreto federal 4954/04, tornou mais rigorosas as tolerâncias para fertilizantes fora das especificações.


Scucato avalia que as fraudes acabam representando um prejuízo não só para agricultores, que produzem menos. ''Quem paga o prejuízo por este tipo de fraude são os consumidores na hora de comprar alimentos. Isto é um abuso'', comenta. Ele lembra, porém, que tão logo seja constatado a ''fraude'' no fertilizante, todo lote é interditado. Confirmado numa segunda análise a fraude, é aberto um auto de infração e um processo contra o fornecedor do adubo químico.


Para que o agricultor saiba quais são os lotes interditados, é só acessar o site www.seab.pr.gov.br, clicando nos links insumos e lotes reprovados. Perguntado sobre o porquê dos fertilizantes apresentarem menos quantidade na dosagem, Scucato diz que não há motivos para erros, já que as dosagens são exatas. ''É matemático o processo, não há como errar'', declara.

topo

Mapa diz que mistura está no ‘padrão’

FOLHA DE LONDRINA


Para o técnico do Ministério da Agricultura, Jorge Roberto Talimini Borges, responsável pela fiscalização das indústrias misturadoras de fertilizantes, ''o índice de conformidade da mistura destes produtos está dentro dos padrões aceitáveis pela legislação''. Ele declara que a ''deficiência dos teores garantidos dos nutrientes'' nas misturas, tem tolerância de até 50% de falta de algum produto na composição. Segundo Talimini, a conformidade do processo, nos últimos três anos, apresentou no Paraná 92% (2004), 86% (2006) e 91% (2007).


Mesmo com uma legislação federal mais rigorosa desde 2004, o setor continua apresentando deficiência na elaboração destes produtos. O Código de Defesa do Consumidor prevê multa para este tipo de ''fraude'', com recolhimento dos lotes, devido à prática de propaganda enaganosa. Segundo especialistas, as fraudes acabam onerando a produção agrícola, concomitantemente, encarecendo os alimentos para o consumidor final.


O coordenador do Procon, Flávio Henrique Caetano de Paula, destaca que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, todo produto que apresentar ''vício de informação'' - ou seja, constar um dado na embalagem e, ao ser analisado, mostrar outra quantidade - é ''propaganda enganosa''. Neste caso, comenta Henrique, a fraude é passível de multa e o produto pode ser retirado do mercado. (E.P.F.)

topo

Sucroalcooleiro

PR deve moer até 46 milhões de toneladas de cana

FOLHA DE LONDRINA – Gustavo Porto


Ribeirão Preto - Segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, o Paraná deverá moer até 46 milhões de toneladas em suas usinas e destilarias na safra 2008/09, 18,5% mais que na safra anterior. A oferta potencial de cana deverá chegar a 52 milhões de toneladas, informou o terceiro levantamento da safra 2008/2009 do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura. O rendimento médio das lavouras deve chegar a 82 toneladas de cana por hectare.


Até o mês passado a produção paranaense era mais alcooleira, com o destino de 56% da matéria-prima processada na indústria para a produção do combustível e 44% para o açúcar. Com a colheita de 170.175 ha e a industrialização de 14,45 milhões de t de cana, o índice de colheita chegou a 26,6%, dentro da média histórica, mas com uma produtividade de 85 t por hectare, ou 3 t/ha acima do previsto.


Fruticultura

Produção de uvas ganha espaço no Cerrado.


Com o privilégio de colher duas safras anuais de uva, enquanto a Região Sul, maior produtora nacional, tem apenas uma safra, Goiás resolveu investir na sua vocação para a viticultura. A produção da fruta, que já é cultivada em vários municípios goianos, tem praticamente dobrado todos os anos e atinge duas mil toneladas por safra. Somente o Noroeste Goiano, um dos maiores produtores do Estado, já responde por mais de um quarto da produção do Estado. Os produtores da região preparam até um projeto para construção de uma futura fábrica de suco de uva. Para discutir técnicas de manejo e tecnologias para a produção de uvas e vinhos no Estado, a Associação dos Produtores de Uva e Derivados da Região Noroeste de Goiás (Apuderneg) promove, a partir do próximo dia 11 de julho, em Itaberaí, a 1ª Expo-Uva.

topo


Bovinocultura de Leite

Paraná reduz alíquota de ICMS do leite


FOLHA DE LONDRINA/ AGÊNCIA ESTADO – Evandro Fadel


Objetivo, segundo o governo, é igualar o sistema tributário ao de São Paulo e incentivar os produtores e as indústrias do Estado

Curitiba - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), assinou decreto ontem alterando alíquotas do crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite, com o objetivo de tornar a indústria paranaense mais competitiva. ''Com os artifícios fiscais reduzimos esse ICMS a zero'', destacou Requião. Segundo ele, o objetivo é igualar o sistema tributário ao de São Paulo e incentivar os produtores e as indústrias do Paraná. ''O que estão fazendo com essa guerra fiscal em São Paulo é um absurdo.''


Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Leite do Paraná, Wilson Thiesen, São Paulo praticamente zerou a alíquota do ICMS do leite, prejudicando os Estados vizinhos. ''São Paulo criou um sistema cartorial para as empresas paulistas'', disse. Segundo ele, além de zerar o ICMS do leite longa vida internamente, o governo paulista tributa em 18% o produto comprado de outros Estados. ''Metade de nossa produção é vendida em outros Estados'', disse Thiesen.

O Paraná produziu, no ano passado, 2,8 bilhões de litros. O crescimento é de cerca de 6% por ano. O decreto estabelece que as empresas paranaenses que compram leite in natura do Estado ganham um crédito presumido de 4% sobre o valor de entrada do produto na indústria. Nas operações de saídas da indústria, o crédito presumido de ICMS, que era de 5%, passou para 8,5%.

Segundo a Secretaria da Fazenda, em razão disso, a indústria, que tem carga tributária de 12% nas operações internas, agora vai pagar 3,5% de impostos. Com o artifício do crédito presumido e da redução tarifária, dependendo do valor agregado do leite, a carga tributária tende a ser zero. Ainda de acordo com a secretaria, nas operações externas, a carga tributária dos laticínios, de 12%, terá crédito presumido de 7%. Assim, a carga tributária cai para 5%.


Com a redução de ICMS de outros serviços utilizados na indústria, como energia elétrica, óleo e embalagens, a tendência é que também seja zerado o imposto, dependendo do valor agregado. ''Não estamos dando favores maiores, apenas igualando ao que São Paulo e Santa Catarina fizeram'', disse o secretário da Fazenda, Heron Arzua. ''O Paraná não inicia a guerra fiscal, mas também não fica atrás quando outros Estados tomam medidas de proteção à sua economia.''

Seguro Rural

Ampliação do seguro exige um retrato mais fiel da produção rural

Produtores, seguradoras e governo decidiram massificar o seguro rural, mas esbarram na falta de informações detalhadas sobre a produção. A expansão do número de contratos, que foi de 45% no último ano, é considerada pouco expressiva. Os dados de produtividade disponíveis não permitem a multiplicação dos contratos. Por um lado, deixam as seguradoras relutantes. Por outro, tornam os contratos inadequados ao produtor.


“Hoje o seguro não vale a pena para quem mais colhe. Esse produtor, com produtividade bem acima da média, tem um ‘carro de luxo’ e só pode contratar seguro de ‘Fusca’. Dificilmente terá uma quebra tão grande, abaixo da cobertura do ‘carro barato´”, explica o economista Pedro Loyola, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).


Mesmo caro, o seguro é necessário, pelo alto risco da atividade, avalia o produtor de milho e café de Sertanópolis (Norte do Paraná) Jean Paulo Pazinato. “Só não contratei neste ano porque ultrapassei a época de plantio prevista no zoneamento do milho”, afirma.


As seguradoras afirmam que ainda não têm informações para oferecer planos mais baratos e mais adequados a cada faixa de produção. O setor está estruturando um banco de dados ao mesmo tempo em que exige informações mais detalhadas dos órgãos oficiais.


O IBGE vai divulgar os números da produção agrícola municipal (PAM) com mais antecedência a partir de 2009, afirma o diretor de Pesquisa da instituição, Júlio Perruso. Hoje o dado de cada cultura sai em outubro do ano seguinte à colheita. “Temos falta de pessoal e vamos fazer o que for possível (...) As seguradoras terão que usar dados de mais de uma pesquisa”, adiantou.

Segundo o agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, Altair Araldi, é possível trabalhar com três faixas de produtividade por região. No entanto, afirma, isso exige a reestruturação das pesquisas. O Deral contribuiu com as pesquisas de produtividade realizadas pelos órgãos federais no estado.


A verificação de três faixas de produtividade representa uma mudança drástica nas pesquisas oficiais. Não bastará somar a produção total e dividir pela área plantada, método mais utilizado.


O caminho da extratificação é considerado o mais viável. Não há confiabilidade em relação aos dados que o próprio agricultor oferece sobre sua produtividade, aponta o técnico da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg), Sidney Dias da Silva.

Além de estatísticas, as seguradoras dizem que, para atender as exigências dos produtores – seguro mais barato e com cobertura mais abrangente –, dependem de pesquisas de zoneamento que considerem as mudanças climáticas. O coordenador-geral de Zoneamento Agrícola do Mapa, Francisco Mitidieri, disse que as pesquisas vêm sendo ampliadas e, até agora, não apontam alterações que possam ser relacionadas diretamente ao aquecimento global. Atualmente, 25 culturas têm zoneamento agrícola no Brasil. Só neste ano, já foram realizadas 300 pesquisas nas diferentes regiões agrícolas.

topo


Seguro rural

Negócio movido a subvenção

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que, na década que antecedeu o pagamento de subvenção ao seguro rural, as seguradoras tiveram prejuízo no setor. Enquanto a arrecadação com os prêmios somou R$ 263 milhões, os sinistros alcançaram R$ 503 milhões – um déficit de R$ 239 milhões. Esses números referem-se ao seguro privado agrícola, excluindo o Proagro. No período, as contratações das atividades pecuária, aqüicola e de floresta somaram apenas R$ 13,2 mil, mostram as estatísticas.


A oferta de subvenções pelo governo federal, a partir de 2005, alterou esse histórico. Hoje a ajuda vai de 30% (pecuária) a 60% do prêmio (milho safrinha e trigo). O governo paga para o produtor contratar seguro e, assim, não se endividar em caso de catástrofe.


Em 2005, quando a Lei 10.823/03 começou a ser colocada em prática, os prêmios renderam cerca de R$ 28 milhões. Para 2008, o governo afirma dispor de R$ 160 milhões, o que significa que o rendimento bruto dos contratos pode chegar perto de R$ 300 milhões, avanço expressivo para as seguradoras, caso não haja secas ou geadas fortes. A criação do fundo de catástrofe, que depende de votação no Congresso, só deve interferir nos seguros a partir da safra 2009/10.


“O seguro veio para ficar. Não deve haver reversão por parte do governo federal no pagamento das subvenções. Dinheiro não tem sido problema até agora”, afirma o secretário de Política Agrícola do Mapa, Edilson Guimarães. Ele diz que a subvenção é uma forma de o governo evitar sucessivas renegociações de dívidas. A idéia é passar de uma lógica de endividamento para a de mercado, com o produtor usando mais instrumentos que ajudam a estabilizar a atividade, como o seguro e os contratos que travam preço ou índices do futuro. (JR)

topo

  << voltar para o site da FAEP

       
       Edições Anteriores

 Boletim Diário Sistema FAEP | Clipping dos Jornais