Assessoria de Comunicação Social

10 de Novembro de 2009




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 240,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 480,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 42,50/sc
Boi (PR) - R$/@ 73,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 18,50/sc
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Destaques

Witmarsum faz seminário sobre turismo

Gazeta do Povo

Para potencializar a geração de negócios e promover o aumento de visitantes em Witmarsum, colônia alemã-russa na região dos Campos Gerais, a cidade realiza hoje, a partir das 14 horas, o Se­­minário Empresarial de Turismo. No evento, empresários e especialistas do setor vão discutir maneiras de incentivar e profissionalizar o turismo na colônia. O seminário faz parte do projeto “Turismo nos Campos Gerais”, do Sebrae-PR, que promove ações de desenvolvimento do turismo nos municípios da região. O evento é gratuito mas com vagas limitadas. Mais informações e inscrições pelo telefone 0800 570 0800.

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Área pioneira em biodiesel vai para reforma agrária

Folha de São Paulo

Após fracasso do projeto de produzir biocombustível a partir da mamona, fazenda no interior do Piauí deve ser repassada ao Incra

Há quatro anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propagandeou como modelo do futuro dos biocombustíveis um projeto encravado no semiárido piauiense. Hoje, com o fracasso do plano de produção de biodiesel a partir da mamona, em parte pela produtividade baixa, o governo vai usar as terras para a reforma agrária.

No local, no município de Canto do Buriti (470 km de Teresina), trabalhadores estão à míngua, sem renda e trabalho, e agora o governo do Estado corre para que a empresa lhe devolva a área e essa possa ser repassada em definitivo ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

A área tem 17 mil hectares, o equivalente a 110 vezes o parque Ibirapuera, em São Paulo. Foi visitada por Lula em agosto de 2005. Na ocasião, o presidente discursou para agricultores familiares da Fazenda Santa Clara, da empresa Brasil Ecodiesel, responsável pelo projeto. Até chorou quando citou a mãe como exemplo de persistência dos nordestinos.

Mas, apesar do sucesso da primeira safra, comemorada pelo presidente, a queda da produção nos anos seguintes praticamente paralisou a operação da usina de biodiesel da companhia, na também piauiense Floriano. Atolada em dívidas, a empresa deixou de investir na mamona e liberou os agricultores para plantarem somente feijão em 2009.

Para não abandonar por completo a fábrica, a solução foi usar a soja da região para a fabricação do combustível, em apenas alguns meses do ano. "A usina foi fabricada prevendo o uso da mamona, mas hoje é inviável porque o óleo da mamona chega a ser mais caro que o próprio biodiesel", afirma o diretor de Relação com Investidores da Brasil Ecodiesel, Charles Mann de Toledo.

Enquanto o faturamento da usina em Floriano chegou a R$ 13,376 milhões no terceiro trimestre de 2008, nos últimos seis meses as vendas não passaram de R$ 605 mil. Com a reestruturação financeira da empresa, com dois aumentos de capital neste ano e a posse de uma nova diretoria, a fábrica corre o risco de ser definitivamente fechada até o fim do ano.

"Estamos concluindo o planejamento estratégico e, se for o caso, optaremos pelo fechamento", diz o diretor presidente da empresa, Mauro Cerchiari. Apesar de argumentar que o fim da usina não necessariamente significa inviabilizar de vez a Santa Clara, ele confirma que os gastos com educação, saúde e transporte dos agricultores do núcleo pesam no orçamento da empresa, que ainda paga R$ 160 mensais a cada família mais uma cesta básica.

"Existe um problema e o governo se mostrou disposto a ajudar. Pode ser por reforma agrária ou podemos chegar a um acordo para a liberação antecipada das terras, que dentro de mais cinco anos já passariam aos moradores", diz Cerchiari.

Mas a Folha apurou que, diante do fracasso do projeto, a empresa aceitou devolver a área ao Estado. Agora o Instituto de Terra do Piauí prepara a transferência da área em definitivo à União. O texto será encaminhado pelo governador Wellington Dias (PT) à Assembleia Legislativa para que tramite em regime de urgência.

A Petrobras também entrou na jogada para amenizar o estrago. Quem está à frente dessa operação panos quentes é o ex-ministro da reforma agrária Miguel Rossetto, hoje presidente do braço da estatal para biocombustíveis.

A ideia é usar a mamona não mais como fonte de energia renovável e sim para a produção de cosméticos, por exemplo. Já o Incra planeja a produção de frutas na Santa Clara, como manga, caju e melancia.

Todos têm pressa: a Brasil Ecodiesel se livra de um problema, o governo do Piauí repassa ao Incra a responsabilidade por essas 600 famílias, a Petrobras evita a criação de um novo bolsão de miséria e o Incra aproveita uma área com infraestrutura básica montada (água, luz, energia e moradia).

Assim que a Assembleia do Piauí autorizar a entrega da área ao governo federal, o Incra fará a seleção das famílias e um plano de assentamento. Uma estimativa do órgão é que de 6% a 8% das famílias não possuem aptidão para o trabalho rural, ou seja, podem não ser incluídas na divisão dos lotes.

"Temos pressa porque o objetivo inicial [com o biodiesel] era melhorar a renda dessas famílias", diz Luís Ribeiro, diretor-geral do Interpi (Instituto de Terras do Piauí).

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Notícias Sistema FAEP 

Expedição Safra RPC aponta PR como líder na produção agrícola

Levantamento feito pela Expedição Safra aponta Mato Grosso como o maior produtor de soja do Brasil. Porém, quando se fala em produção agrícola o Paraná está em primeiro lugar. O projeto tem apoio do Sistema FAEP e tem o objetivo de discutir a expansão do agronegócio no Brasil e no mundo. No ciclo 2009/10, os dois estados vão concentrar 50% da produção de soja e 40% do milho brasileiro.

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Departamento Sindical da FAEP encerra edição da Oficina Sindical

Encerra-se hoje, em Curitiba, a 3ª edição da Oficina Sindical. O Departamento Sindical realizou um curso sobre temas relacionados a rotina de atendimento ao produtor no Sindicato. O objetivo da Oficina Sindical é aprimorar e ampliar o atendimento de serviços a partir das rotinas sindicais oferecidas pelas entidades.

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Previsão do tempo


O tempo volta a apresentar condições de instabilidade no sul do Brasil nesta terça-feira (10). No Paraná, as chuvas devem chegar com mais intensidade nas regiões oeste, centro e norte, em razão de um aumento da umidade vindo do Paraguai. Para as demais regiões, previsão de chuvas isoladas à tarde.

Curitiba          16°C    25°C
Paranaguá       20°C    28°C
Londrina         19°C    28°C
Maringá           20°C    30°C
Cascavel          19°C    29°C
Foz do Iguaçu  20°C    30°C
Ponta Grossa   16°C    27°C
Guarapuava     16°C    26°C
Fonte: Simepar.

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

Seleção de projetos de assistência técnica até dia 17

Gazeta do Povo

O Ministério do Desen­­vol­vimento Agrário (MDA) vai selecionar até o dia 17 de novembro projetos de entidades da rede de apoio ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) para capacitação em Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos beneficiários do programa. A iniciativa da chamada pública, realizada por meio da Se­­cretaria de Agricultura Familiar (SAF) e da Secretaria de Reor­de­namento Agrário (SRA), se insere no contexto da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater). Cada projeto receberá entre R$ 120 mil e R$ 400 mil, fora as contrapartidas das entidades. Podem enviar propostas tanto as empresas credenciadas como prestadoras de serviços de Ater.

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Produtores esperam prorrogação de prazo para fazer averbação

Gazeta do Povo

O prazo para averbação da reserva legal (que corresponde a 20% da área das propriedades agropecuárias no Paraná) tem um novo capítulo em discussão no governo federal. Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente avaliam a mudança da data limite (11 de dezembro). Uma das propostas é garantir mais seis meses de prazo. No Paraná, a Federação da Agricultura (Faep) defende a revisão do porcentual e considera que não há sequer estrutura nos órgãos públicos para averbação de todas as áreas ainda neste ano. A maioria das propriedades ainda não teria área averbada. O estado tem 370 mil estabelecimentos rurais e dois terços são pequenas propriedades, onde os produtores tentam garantir a maior área possível para produção e susbsistência. Boa parte das propriedades não tem 20% de reserva e o produtor teria de plantar árvores em terras hoje destinadas à produção de alimentos.

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Dinheiro para dar um empurrão... E transformar

O Globo

Quando estudava num colégio público de Glória de Goitá, no agreste pernambucano, Lilian do Prado Silva, hoje com 26 anos, vivia intrigada. Percebia que o discurso nas salas de aula não variava: os alunos deviam estudar, ganhar preparo e vencer na cidade. Em outras palavras: migrar. A agricultura era vista como atividade menor.

E os filhos dos lavradores chegavam a ser discriminados, na cidade e na escola.

- Era como se não tivéssemos futuro fora dos grandes centros. Mas eu sempre pensei que devería mos investir no trabalho agrícola - diz.

Ela começou a sonhar em montar um banco popular, chamado Banco Ideal. Na prática, um modelo parecido com o Grameen Bank, fundado por Muhammad Yunes. Mas Lilian nunca tinha ouvido falar no economista, Nobel da Paz de 2006 que, com o microcrédito, mudou a vida da população de baixa renda indiana.

O Banco Ideal nunca chegou a ser fundado, mas os microfinanciamentos aconteceram.

Tudo começou em 2001, com uma verba de R$ 10 mil do Serta - Serviço de Tecnologia Alternativa, ONG que ensina ao homem do campo a conviver com o semiárido. O dinheiro começou a ser gerido por jovens que se mobilizaram (com bingos, doações...) para aumentar o capital. Em pouco tempo, tinham R$ 18 mil.

Foi aí que Lilian decidiu fundar a ONG Acreditar - Capital Humano e Transformação, colocando em prática o que aprendera num curso no Serta.

A ONG seria destinada a orientar futuros empreendedores e a lhes emprestar pequenas quantias para montarem seus negócios. Os empréstimos, a partir de R$ 300, ajudam a mudar muitas vidas nos seis municípios onde a ONG atua.

Hoje, Lilian compartilha a direção da organização com dois companheiros de sonho: Manasses Braz Bezerra, de 23 anos, coordenador de Implementação de Projetos; e Dayse de Oliveira Correia, de 23, subgerente de Finanças.

Já conseguiram financiar mais de 3,5 mil empreendedores - 40% deles de 18 a 26 anos. Com os juros baixos e o sucesso das atividades financiadas, a taxa de inadimplência é de só 1,6%.

As atividades dos empreendedores incluem comércio (70%), agropecuária (12%) e serviços (10%). Os gestores da ONG querem ampliar a participação da agricultura, mas a região é dominada pela monocultura da cana, o que dificulta os novos modelos.

A demanda é bem maior que a oferta de crédito da ONG, que não libera empréstimos para atividades que agridam o meio ambiente, explorem mão de obra infantil ou comercializem cigarros e bebidas.

A ONG planeja o negócio, monta o projeto e passa a acompanhar o empreendimento a partir do trigésimo dia da liberação do dinheiro.

- O crédito é só a ferramenta, não o fim. O fim é o diálogo, a informação, a forma de gestão.

No país existem muitas formas de microcrédito, mas não funcionam. As instituições o fazem para gerar lucros. O microcrédito deve existir para combater a pobreza - afirma Lilian, que cursou Administração e, quando conheceu o trabalho do Grameen Bank, adotou o modelo na Acreditar.

Sorte de Almir Barbosa dos Santos, de 29 anos, morador do sítio Jatobá. Ele cultiva aipim, batata doce, hortaliças e tem uma casa de farinha. A lavoura é orgânica, e a qualidade do produto rendeu clientes que não lhe dão mais tempo para ir à feira. Fornece diretamente a restaurantes e a uma rede de supermercados: - Antes a agricultura era diferente.

Meus pais usavam adubo e produtos químicos. Hoje é tudo natural. Com a lavoura sem veneno, as vendas aumentaram.

Hoje nem preciso mais da feira livre.

Almir começou com um capital de R$ 300, para aplicar na terra que os pais já tinham. Em vez de oito meses, saldou a dívida em sete. Acaba de tirar mais um empréstimo de R$ 1 mil. Jeruza de Souza Silva, de 24, teve medo de não conseguir quitar o débito inicial, também de R$ 300. A mesma reação teve Marilândia de Santana Luna, de 23. Hoje as duas são sócias em um pequeno ateliê de estamparia e afirmam que, se fossem buscar recursos em um banco tradicional, não teriam credibilidade pela pouca idade e a incapacidade de negociar. Em quatro meses, pagaram o débito que deveria ser quitado em sete. Agora têm um pequeno capital de giro (R$ 2 mil) e fizeram uma parceria com a prefeitura para ensinar arte a crianças com necessidades especiais.

Em PE, jovens orientam e fazem empréstimos a pequenos empreendedores

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Vendas caem, mas produção cresce

Jornal do Brasil

A comercialização de caminhões aumentou 12,2% em outubro, o que indica recuperação

Mesmo com a queda em relação a setembro, o mês passado foi o terceiro melhor mês de outubro em vendas da história da indústria automobilística.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a queda reflete uma acomodação ante as vendas de setembro, que foram antecipadas por causa da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com base no valor acumulado de vendas, a Anfavea prevê fechar o ano com recorde na comercialização de veículos no mercado interno.

O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, disse que as vendas continuam intensas devido ao aumento do volume de crédito, aos juros baixos e ao fato de a inadimplência no setor ter caído pelo terceiro mês consecutivo.

- A queda nesse caso é de 4,4%, bem menor do que para todos os outros bens, em geral - disse.

Segundo ele, a tendência é de que isso continue, o que demonstra retomada das certezas e da melhora das condições da economia.

Em baixa Conforme dados divulgados ontem pela Anfavea, as vendas caíram 4,6% no mês, com 294.466 unidades comercializadas, na comparação com setembro (308.718).

Em relação a outubro de 2008, quando foram vendidos 239.236 veículos, houve aumento de 23,1%. De janeiro a outubro, a alta foi de 6,1%, com 2.596.516 unidades vendidas, na comparação com o mesmo período do ano passado (2.448.041).

A comercialização de caminhões aumentou 12,2% em outubro, com 11.330 unidades vendidas, contra as 10.096 de setembro, o que indica recuperação da economia, segundo a Anfavea.

Em relação a outubro do ano passado (11.985 unidades vendidas), a queda é de 5,5%. No acumulado do ano, houve queda de 18%, com 85.868 unidades contra 104.684 no mesmo período de 2008.

A produção de veículos em outubro teve alta de 15,7% em relação a setembro. Foram fabricadas 315.956 unidades, contra 273.027 em setembro. Comparada a outubro do ano passado, a produção cresceu 6,3% (297.229).

Queda acumulada No acumulado do ano, houve queda de 9,7%, com 2.637.326 contra 2.921.586 em 2008. Segundo a Anfavea, outubro foi o segundo melhor mês da história, representando uma retomada na produção de veículos, que tem reflexos nos níveis de estoque.

- Esse nível de produção atende ao mercado e também busca uma retomada de estoque - afirmou Schneider. Vamos fechar por volta de 5% a 6% abaixo da produção do ano passado, porque estamos falando de uma base menor, já que o final de 2008 teve os dois meses mais difíceis, quando começamos a enfrentar queda - disse Schneider.

Em outubro, a produção de caminhões cresceu 13%, com 12.999 unidades ante as 11.506 de setembro. Na comparação com outubro do ano anterior (18.003), registrou-se queda de 27%. No acumulado do ano, a produção caiu 33,4%, com 97.357 unidades ante 146.219 no mesmo período do ano passado.

- Os números foram menores que os do ano passado, mas claramente mostram tendência de recuperação - ressaltou Schneider.

No caso das máquinas agrícolas, a produção cresceu 15,1%, com 7.008 unidades ante as 6.087 de setembro.

Com relação a outubro do ano passado, quando foram fabricadas 8.791 unidades, houve queda de 20,3%.

No acumulado do ano, a queda foi de 26,9%, com 52.795 unidades produzidas contra 72.192 no mesmo período de 2008.

As vendas aumentaram 13%, com 6.160 máquinas comercializadas ante as 5.451 do mês anterior.

Houve aumento também na comparação com outubro do ano passado (12,9%). No acumulado do ano, houve queda de 4,2%. Neste ano, foram vendidas 44.526 unidade ante as 46.461 de 2008.

- Os números mostram uma recuperação ainda longe dos números que tínhamos. O que puxa as vendas e os índices são os tratores até 75 cv, para a agricultura familiar e com incentivo de governo - concluiu o presidente da Anfavea.

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BIOENERGIA

União pode ceder a RJ e ES no pré-sal

Gazeta do Povo

O governo está disposto a ceder aos estados produtores de petróleo uma pequena fatia do que a União irá receber com a cobrança dos royalties no pré-sal. Apesar da boa vontade, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, correm o risco de não levarem nada hoje na reunião que terão às 18 h com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao comunicar a disposição presidencial de atender ao pedido de Cabral e Hartung, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi advertido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de que o “timing” para fechar essa negociação não é agora.

Campos avisou que a batalha dos estados que não têm petróleo na área do pré-sal está apenas começando e que, se Rio e Espírito Santo ganharem um “plus” neste momento, o governo acabará tendo que ceder ainda mais quando os projetos do pré-sal chegarem ao Senado.

Os estados não-produtores já se consideram atendidos pelo relatório do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que garantiu 44% das receitas dos royalties para todas as unidades da federação e também municípios. Apesar disso, Campos alertou o ministro Padilha que eles têm pretensão de negociar uma nova divisão dos ganhos com a cobrança dessa compensação nos campos do pré-sal que já foram licitados.

“Isso não é uma corrida de 100 metros, é uma corrida de obstáculos. Temos uma maratona na Câmara e outra no Senado”, disse Campos a Padilha por telefone. Em conversas reservadas, Lula disse a ministros que a União poderá ceder aos estados produtores de 2 a 3 pontos porcentuais de sua parcela de 30% no bolo dos royalties.

A comissão especial da Câmara que trata do modelo de partilha do pré-sal adiou ontem mais uma vez a votação do relatório de Henrique Alves.

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CAFÉ

Chuva reduz safra de cafés especiais do Brasil em 2009/10

Valor Econômico

Grãos: Clima adverso na colheita poderá comprometer até 10% do volume da produção de alta qualidade

O avanço dos cafés especiais no Brasil será limitado nesta safra 2009/10 pelas chuvas fora de época que atingiram os cafezais das principais regiões produtoras do país. Os grãos de alta qualidade continuam em plena expansão, com forte demanda no mercado interno e também externo, mas a oferta nesta safra poderá se reduzir em 10% por conta dos problemas climáticos.

Importantes regiões produtoras do país, como sul de Minas, Alta Mogiana paulista e norte do Paraná foram afetadas pelo clima chuvoso durante a colheita do grão, o que afeta a qualidade do produto final, de acordo com fontes consultadas pelo Valor.

A produção de cafés especiais está estimada em 5 milhões de sacas, ou 5% da oferta total, dependendo da bianulidade da safra do grão. Enquanto o consumo de café convencional no país cresce a uma taxa de 5% ao ano - até setembro o aumento foi de 8% (ver matéria ao lado). Já a demanda pelos grãos de alta qualidade, que crescia a uma taxa de 20% ao ano, deverá se consolidar entre 10% e 12%.

Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café), as chuvas atrapalharam uma boa parte da safra de café e comprometeram a produção do grão especial.

"As chuvas não reduzem a produtividade, mas comprometeram os volumes de grãos especiais, que na região de Alta Mogiana deverão cair em 30%", afirmou Gabriel Oliveira, fundador e tesoureiro da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana, com sede em Franca SP, e atuação em 15 municípios.

A produção deste ano para a região da Alta Mogiana é aproximadamente 1 milhão de sacas, numa região com 50 mil hectares com café plantados. Oliveira ressalta que a região está entre as melhores na produção de grãos especiais, com sacas de café negociadas a R$ 1.010.

A Ipanema Coffees, uma das mais tradicionais produtoras de cafés especiais do país, também sentiu os efeitos do clima na qualidade dos grãos. "Esta foi uma das piores safras dos últimos anos [em termos de qualidade]", afirmou Washington Rodrigues, presidente da companhia.

Para expandir a produção no país, sem comprometer a qualidade, a Ipanema está se associando a fazendas produtoras de café interessadas em seguir o padrão de qualidade da companhia. Já são cinco fazendas comprometidas, três delas na região mineira de Poços de Caldas.

De acordo Rodrigues, nesta safra 2009/10 a Ipanema terá uma produção própria de 110 mil sacas de 60 quilos e outras 30 mil sacas nas fazendas parceiras. "A intenção é aumentar as parcerias e os volumes dos grãos de qualidade", afirmou ele.

Os grãos de qualidade têm, em média, um valor 30% maior em relação aos grãos convencionais, atualmente entre R$ 270 e R$ 275 a saca, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).

Os preços internacionais do grão convencional devem se manter firmes em 2009/10, à medida que o consumo está firme e as estimativas apontam queda na produção global, disse o diretor-executivo da Organização Internacional de Café (OIC) nesta segunda-feira, à Reuters. "Há um risco de que as recentes chuvas possam ter afetado a qualidade da safra assim como a florada na safra 2010/11."

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CANA-DE-AÇÚCAR

Governo de SP muda tributação da cana

Folha de São Paulo

Objetivo é reduzir sonegação no setor, estimada em R$ 1 bilhão por ano; usinas e distribuidoras de álcool terão de se credenciar

Inadimplência no pagamento de ICMS no setor dobrou de 3,5% para 7% desde o final de 2008 para este ano, segundo o fisco paulista

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo mudou a forma de tributação de ICMS da cana-de-açúcar e do álcool para tentar reduzir a sonegação fiscal no setor, estimada em cerca de R$ 1 bilhão por ano.

A partir de 1º de dezembro, a cana-de-açúcar em caule, que era isenta do imposto (ICMS diferido), passa a ser tributada -a alíquota é de 12%. E as usinas e as distribuidoras de álcool serão obrigadas a fazer credenciamento na Fazenda paulista. Se não o fizerem, terão de pagar ICMS antes da venda. Hoje deve ser publicada uma portaria detalhando as mudanças.

A Sefaz estuda estender essa forma de tributação diferenciada para outros setores em que já identificou irregularidades no recolhimento de ICMS.

"Como a inadimplência e a sonegação são grandes no setor de açúcar e álcool, tomamos a decisão de exigir o credenciamento das usinas e das distribuidoras. A documentação vai permitir uma análise econômica e fiscal das empresas e dos sócios. Quem estiver em situação regular vai ter regime especial de tributação. Caso contrário, a empresa será onerada", afirma Otavio Fineis Jr., coordenador da Administração Tributária da Fazenda paulista.

No Estado de São Paulo, existem 180 usinas e 70 distribuidoras de álcool -eram 140 distribuidoras, mas metade já foi cassada por problemas cadastrais e de adulteração, segundo informa o fisco paulista.

"A lógica na mudança da tributação é que vamos atribuir a responsabilidade do recolhimento do ICMS para a empresa mais confiável, a que está regular, seja usina ou distribuidora. No caso de quem estiver irregular, vamos exigir que faça o recolhimento do imposto de forma antecipada", diz Fineis.

A mudança na tributação de ICMS para o setor sucroalcooleiro é uma reação do fisco à "queda significativa" de arrecadação de ICMS do setor no último ano, segundo disse à Folha, em agosto, o secretário Mauro Ricardo Costa (Fazenda de SP).

Na ocasião, ele afirmou que o setor recebia incentivos fiscais do Estado (a alíquota de ICMS para o álcool é de 12%, e, para o açúcar, de 7%, enquanto a maior parte dos produtos paga 18%), que não enfrentava queda nas vendas e que não havia razão para que o setor recolhesse menos imposto que em 2008, apesar da crise mundial.

A inadimplência no pagamento de ICMS no setor dobrou de 3,5% para 7% desde o final de 2008 para 2009, segundo Fineis. "Em São Paulo, a tributação de ICMS sobre etanol é de 12%, e há Estado que recolhe mais do que o dobro."

Usinas e distribuidoras que estiverem regulares com o fisco vão seguir as regras atuais de pagamento do imposto que vigorarão até o final deste mês. Isto é, a distribuidora vai recolher o ICMS da operação dela e da do posto de gasolina -sem ter de recolher por meio de documentos especiais.

Usinas e distribuidoras que não estiverem regulares com o fisco terão de recolher o ICMS por meio de guia especial (Gare) em cada operação. Se uma distribuidora não credenciada fizer 30 vendas para postos de gasolina em um dia, por exemplo, terá de preencher 60 guias (sempre uma guia para a operação própria e outra para recolher o ICMS do posto de forma antecipada).

A Folha apurou que o sindicato que representa as distribuidoras aprovou as medidas.

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COMMODITIES

Commodities Agrícolas

Valor Econômico

Ajudinha cambial. Os contratos futuros do algodão encerraram o dia, ontem, com a maior alta em quase duas semanas, em Nova York, na esteira da desvalorização do dólar. A moeda americana chegou a recuar 1,2% em relação ao euro depois que os países do G-20 concordaram em manter os estímulos econômicos atuais e não comentaram sobre a queda do dólar neste ano. "O dólar está em sua maior baixa desde outubro", disse Andy Ryan, consultor de risco da FCStone, no Tennessee, à Bloomberg. Com isso, os contratos com vencimento em março, negociados na bolsa de Nova York, fecharam a 71,45 centavos de dólar a libra-peso, alta de 112 pontos. No mercado doméstico, o algodão ficou estável em R$ 1,243 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq. Neste mês, a commodity já acumula alta de 3,05%.

Mais uma alta. Os contratos futuros da soja para entrega em janeiro, negociados na bolsa de Chicago, fecharam ontem a US$ 9,7200 por bushel, com alta de 17,00 centavos de dólar. Segundo especialistas, a alta se deveu à desvalorização do dólar em relação a outras moedas fortes, que tornaram a commodity americana mais atraente para o importador. "Tudo é uma questão de comprar commodities como forma de se proteger contra a inflação", resumiu à agência Bloomberg o analista de mercado Chad Henderson, da Prime Agricultural Consultants, de Wisconsin. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja fechou ontem a R$ 44,69, com alta diária de 0,16%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, a alta da commodity é de 0,38%.

China colherá menos. A atual safra de milho da China, o segundo maior produtor mundial, recuou 13%, para o menor nível dos últimos quatro anos. Segundo pesquisa entre produtores, citada pela Bloomberg, a queda se deveu à seca nas principais regiões de cultivo. A produção deve ser de 144,374 milhões de toneladas frente às 165,9 milhões de toneladas do ano passado. O número é inferior aos 155 milhões de toneladas estimados pelo USDA. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho para entrega em março fecharam ontem a US$ 4,0025 por bushel, com alta de 19,25 centavos de dólar, com a influência da queda do dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 20,82, segundo o indicador Cepea/Esalq, com alta no dia de 0,58%. No mês, no entanto, o milho acumula queda de 0,99%.

Fechamento positivo. Os contratos futuros do trigo negociados na bolsa de Chicago fecharam o pregão de ontem com alta de 22,75 centavos de dólar para entrega em março, a US$ 5,40 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a alta foi de 20,75 centavos para os contratos do mesmo período, para US$ 5,38. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a desvalorização do dólar foi, mais uma vez, o principal fator por trás do resultado. "O dólar fraco está trazendo dinheiro novo para as commodities", disse à agência Chad Henderson, analista da Prime Agricultural Consultants. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,26, com variação diária de 0,92%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral).

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Vaivém das commodities

Folha de São Paulo

PELO VOLUME

O recuo do PIB do agronegócio neste ano deve ocorrer mais pela queda de produção do que por preços, segundo o Cepea. Com a falta de crédito e perspectivas pessimistas sobre demanda, produtores economizaram nos insumos. No final, os preços de algumas commodities surpreenderam.

PODE MELHORAR

Os bons números do Valor Bruto de Produção de 2008 não se repetiram em 2009. A boa notícia é que o cenário de 2010 deve melhorar em relação ao deste ano. A avaliação é de José Garcia Gasques, do Ministério da Agricultura.

OS NÚMEROS

O valor da produção atingiu R$ 153,3 bilhões neste ano, 4,4% a menos do que em 2008, quando os preços internacionais estavam favoráveis. Em 2010, tomando como base a primeira previsão de safra do IBGE, o VBP deve subir para R$ 154,6 bilhões.

DESTAQUES

Duas regiões se destacam na avaliação de Gasques. A Norte, onde predominam produtos que tiveram menor queda de preços, como a mandioca, obteve elevação de 11% no valor do VBP neste ano. Já na Sul, onde predomina a produção de grãos, houve queda de 10%.

MAIS LEILÕES

A Conab volta a fazer leilão PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) de trigo na quinta-feira. Serão 315 mil toneladas.

TRIPLO EFEITO

A conjugação da queda de preços, redução de volume exportado e valorização do real está estrangulando o setor de frango. "Esse efeito triplo mata as exportações", disse Adriano Nogueira Zerbini, da Abef (entidade do setor), à Reuters.

NA PELE

Os exportadores de carnes suína e bovina também sentem o efeito da queda de preços e da alta do real. As exportações de carne suína subiram 9% em volume até outubro, mas renderam 23% menos, mostra a Abipecs (exportadores de suínos).

PRÊMIO

Por reformas institucionais, seguro rural, novas normas de comercialização e pelo conjunto da obra em prol da agricultura, Roberto Rodrigues recebeu o Prêmio Interamericano do Setor Rural 2008/9 da Junta Interamericana de Agricultura.

SEM MARGEM

A queda nos preços do petróleo está retirando a margem de ganho das indústrias de álcool nos Estados Unidos, segundo a consultoria Céleres.

FRAQUEZA DO DÓLAR

Enquanto os exportadores brasileiros de commodities são prejudicados pela queda do dólar, os norte-americanos ganham mercado pelo mundo.

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Agronegócio domina a produção

Folha de São Paulo

Desde o início do programa, o agronegócio domina o biodiesel. Plantadores de soja e frigoríficos são os fornecedores de 95% da matéria-prima.

Na média dos últimos 11 meses, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a soja ficou com 79% e o sebo, com 16%.

Em terceiro lugar, com menos de 3%, aparece o óleo de girassol. A mamona, carro-chefe da publicidade oficial, não aparece.

Ricardo Dornelles, Diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, diz que alguns fatores contribuíram para que a mamona não tivesse o desempenho esperado, como baixa produtividade e falta de cultura de associativismo no Nordeste.

Para Fábio Trigueirinho, diretor-executivo da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a liderança da soja aconteceu porque o produto já tinha um patamar alto de produtividade, por conta de pesquisas feitas há vários anos.

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Preços têm 3º mês de alta no campo em SP

Valor Econômico

Altas significativas em produtos de origem vegetal e animal determinaram uma variação positiva de 2,58% no índice de preços recebidos por produtores agropecuários de São Paulo (IqPR) em outubro, segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado.

Foi a terceira valorização mensal seguida do indicador. No período de 12 meses encerrado no mês passado, o salto do índice chega a 7,74%. Este resultado é diretamente influenciado pela alta da cana, carro-chefe do agronegócio paulista que no intervalo subiu 19,36%. Sem a cana, o IqPR teria caído 0,04 em doze meses.

Em relação a setembro, a cana subiu 2,85% em outubro. A principal alta mensal entre os vegetais foi a do amendoim (32,3%); entre os produtos animais, o que mais subiu foi a carne suína (12,64%).

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Governadores oferecem "Fogo Zero" e "Bolsa Floresta"

Folha de São Paulo

Nomes como Fogo Zero e Bolsa Floresta. Objetivos que incluem o plantio de 1 bilhão de árvores e a captação de bilhões de dólares em compensações pelo desmatamento evitado. Esses são alguns dos projetos ambientais lançados pelos governos da Amazônia Legal que buscam a simpatia da comunidade internacional e, ao mesmo tempo, atender a demandas internas por mais empregos e desenvolvimento.

Após quase dois anos de discussões, os governadores da região (Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Amazonas, Amapá, Tocantins e Maranhão) estão de malas prontas para levar essas intenções à conferência mundial do clima em Copenhague, em dezembro.

Na semana passada, o governo de MT lançou um plano que estabelece até 2020 uma meta de redução de desmatamento 25% maior do que a prevista pelo Ministério do Meio Ambiente no Plano Nacional de Mudanças Climáticas para o período, que propõe uma queda gradual de 80% em relação à média dos últimos anos.

O cumprimento da meta, porém, depende da inclusão da compensação financeira no acordo internacional. "Não vamos sacrificar a possibilidade de desenvolvimento dentro da lei a troco de nada", disse o governador Blairo Maggi (PR).

No Pará, recordista do desmatamento na região, o governo estabeleceu meta idêntica à do governo federal, mas também se comprometeu a "construir as parcerias e implementar projetos piloto" para pagamentos por desmate evitado.

Outro programa prevê o plantio de 1 bilhão de árvores até 2013. Em recente encontro ambiental na Califórnia, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) anunciou que já havia plantado 220 milhões de mudas, mas foi questionada: "É tecnicamente impossível plantar essa quantidade de mudas em tão pouco tempo", disse o deputado José Megale (PSDB).

O Amazonas tem desde 2007 a experiência do Bolsa Floresta, compensação de R$ 50 mensais paga a famílias que vivem em unidades de conservação e se comprometem a não desmatar.

O Acre lançou em setembro de 2008 a sua "Política de Valorização do Ativo Ambiental" -que inclui ações de cadastro e regularização fundiária e ambiental. Um dos objetivos é abolir o uso do fogo na agricultura do Estado, em proposta que foi apelidada de Fogo Zero.

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FEIJÃO

FEIJÃO

Correpar

FEIJÃO CARIOCA : A movimentação tem sido mais intensa em MG e GO com embarques expressivos para o nordeste neste início de semana. Os preços totalmente aquém do ideal do produtor estão se mantendo entre R$ 50,00 e R$ 55,00 dependendo da cor. Não existe nada melhor que 8,5 de cor e ainda existem problemas de feijões de peneiras baixas que não atendem as marcas mais exigentes em qualidade e tamanho de grão. Estamos teoricamente saindo do período que normalmente teríamos feijão sendo colhido somente em MG, porém foi colhido este ano em outubro também em SP, BA, MG, GO. Nos próximos dias existirão novas ofertas de GO e dos estados que normalmente atendem as demandas deste período que são RS, SC, PR e SP ainda que com algum atraso os estados do sul, até o fim do mês, vão ofertar com um pouco mais de constância. O comentário sobre o estado das lavouras é semelhante ao do feijão preto sobre a situação das lavouras após chuva, calor e chuva novamente.  

FEIJÃO PRETO: Com um mercado totalmente parado o feijão preto perde força e ontem foi vendido por até R$ 77,00 mercadoria de boa qualidade que estava à disposição no mercado paulista. Expectativa tem sido frustrada de uma presença mais constante de MG e RS. Os preços de algumas marcas de fardo no Rio de Janeiro são totalmente inexplicáveis  R$ 43,00 - R$ 44,00 por fardo preocupa, pois a matemática do feijão continua sem fechar. No campo os produtores esperam no mínimo R$ 65,00 por saca.  O estado real das lavouras nem os produtores sabem. Estava chovendo demais, secou de uma hora para outra, as altas temperaturas amarelaram as folhas e agora voltou a chover.

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FUNDIÁRIO / MST

Agropecuária acusa MST de nova depredação

Folha de São Paulo

A Agropecuária Santa Bárbara, que tem como um de seus sócios o banqueiro Daniel Dantas, acusou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de ter destruído ontem seis casas e um galpão na fazenda Espírito Santo, em Xinguara, no sul do Pará.

O movimento é apontado pela polícia como responsável por atos de vandalismo em outras duas propriedades na última quarta-feira. Mas a polícia não confirmou a ação de ontem. O local da suposta destruição era moradia de 20 funcionários.

O MST, que nega as outras duas acusações, voltou a dizer que a ação pode ser fruto de milícias de fazendeiros infiltradas no movimento.

Na quarta-feira passada, segundo a polícia, integrantes do MST destruíram casas, tratores, currais e mataram animais, em prejuízo estimado pela Santa Bárbara em R$ 3 milhões.

No dia seguinte, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) anunciou o envio de 200 soldados da PM à região. Na sexta, disse que a polícia pediu a prisão de Charles Trocate, coordenador do movimento no Pará, como mandante das destruições.

O Tribunal de Justiça do Pará afirmou que o pedido de prisão preventiva de Trocate será analisado hoje pelo juiz Alexandre Hiroshi.

As depredações viraram alvo de um inquérito policial, que é presidido pelas Decas (Delegacia de Conflitos Agrários) de Marabá e Redenção. Três militantes do MST já foram identificados, segundo o delegado-geral Raimundo Benassuly.

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MST é acusado de invadir outra fazenda no Pará 

Correio Braziliense

A agropecuária Santa Bárbara acusou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de terem destruído, ontem, seis casas de empregados da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, no sul do Pará. Segundo a empresa, currais e galpões foram depredados. Um helicóptero da agropecuária que sobrevoou a área teria sido alvo de disparos. No dia 3, o MST já havia destruído casas e benfeitorias da Fazenda Maria Bonita, também da Santa Bárbara, em Eldorado dos Carajás (PA). Advogados da Comissão Pastoral da Terra que acompanham os protestos do MST contra a ação de pistoleiros armados na região negaram a invasão.

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OEA condena Brasil por morte no campo

Gazeta do Povo

O Estado brasileiro foi condenado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) pela não responsabilização dos envolvidos no assassinato de Sétimo Garibaldi, agricultor morto em 1998 durante um despejo em uma invasão do MST, e consequente violação dos direitos às garantias judiciais. A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos foi anunciada na última quinta-feira e prevê que o país pague uma indenização à família do agricultor e publique em jornais e em sua página na internet o teor da decisão. Na decisão, a corte considerou que “as autoridades estatais não atuaram com a devida diligência no caso”. A corte também pede que sejam identificados os responsáveis pela morte de Garibaldi.

Essa é a terceira condenação do país na OEA e a segunda que envolve crimes contra trabalhadores rurais sem-terra no Paraná. “Isso mostra que o Paraná sofreu com uma articulação entre o poder público e ruralistas que por vezes se utilizavam de milícias, e em outras utilizam o próprio aparato do Estado para intimidar os trabalhadores”, diz o advogado Darci Frigo, coordenador executivo da ONG Terra de Direitos.

Garibaldi foi morto em 27 de novembro de 1998, em um acampamento do MST na Fazenda São Francisco, em Querência do Norte. Cerca de 20 homens encapuzados e armados entraram no acampamento dizendo serem policiais. “Eles foram passando de barraco em barraco falando para todo mundo sair. Reuniram o pessoal no meio do acampamento. De repente um deles veio gritando dizendo que tinha feito besteira. Os outros foram lá ver o que aconteceu e nisso foram embora”, diz Vanderlei Garibaldi, filho mais velho do agricultor e que estava no local. “Quando eles foram embora percebi que meu pai não estava ali. Corri até o barraco dele e vi ele com um tiro na coxa, ensanguentado. Ainda tentamos levá-lo para o hospital, mas ele morreu no caminho”, relata. Vanderlei mora atualmente em um projeto de assentamento, em Querência do Norte, com a mulher e a mãe.

Inquérito

Segundo a advogada Andressa Caldas, diretora-executiva da ONG Justiça Global, o inquérito que apurou a morte de Garibaldi teve vários problemas. “A principal testemunha, o Vanderlei, não foi ouvida. A arma do crime não foi periciada, entre outras coisas”, explica. O inquérito foi arquivado em 2004, mas foi reaberto dias atrás. “Talvez para dar explicação à corte do OEA”, diz Frigo.

Em agosto, a Corte Interame­ricana de Direitos Humanos determinou indenização a vítimas de grampos considerados ilegais em uma associação ligada ao Movi­mento dos Sem-Terra (MST), também em Querência do Norte. Até agora as indenizações não foram pagas, mas o país tem prazo de um ano para fazer isso.

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GRÃOS

PR tira o atraso na soja e avança com o milho

Gazeta do Povo

Para compensar o atraso no plantio causado pelo excesso de chuvas no mês passado, os produtores paranaenses correm contra o tempo. Eles aproveitam o sol forte e o calor intenso que predominam desde a última semana de outubro para avançar com as plantadeiras. A prioridade foi a soja, pelo maior risco climático. Em uma semana de clima seco, o Paraná tirou o atraso no plantio da oleaginosa e diminui a diferença no milho. O estado começou o mês de novembro com metade das lavouras de soja implementadas e quase 90% do cereal no campo, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricul-tura e do Abastecimento (Seab). Em sete dias, o plantio avançou, respectivamente, 25 e 11 pontos porcentuais.

Num giro pelas lavouras paranaenses, o que se vê agora é um cenário bem diferente do de um mês atrás. Há quatro semanas, quando uma equipe de técnicos e jornalistas da Expedição Safra da RPC passou pela colônia Witmarsum, em Palmeira, nos Campos Gerais, o produtor Artur Sawatzky exibia máquinas paradas no galpão. Sob muita chuva, não conseguia avançar com o plantio do milho e sequer tinha começado a semear a soja. Quando as precipitações deram uma trégua, não perdeu tempo. Em pouco mais de uma semana de sol, conseguiu concluir o plantio do cereal e colocar praticamente em dia a semeadura da oleaginosa.

Com 12% dos 130 hectares que vai destinar à soja cultivados, ele conta que os trabalhos de campo tiveram de ser novamente suspensos na semana passada. "O normal nesta época do ano seria ter soja já nascida, mas a área que plantei ainda não nasceu. Agora estou esperando uma chuvinha para retomar o plantio. Se o clima for bom, o atraso não deve interferir no rendimento", prevê Sawatzky.

Semeado com 20 dias de atraso, o trigo que vai dar lugar à soja só deve começar a ser colhido em meados de novembro na propriedade do produtor Klaus Ferder, em Guarapuava, também nos Campos Gerais. O atraso na safra de verão, contudo, não desperta grande preocupação. Com chuvas regulares e abertura de sol de agora em diante, os trabalhos de campo tendem a deslanchar e a tarefa ainda pode ser concluída dentro do período recomendado.

Segundo órgãos oficiais de meteorologia (Inmet e Inpe), as chuvas devem continuar acima da média no estado entre novembro de 2009 e janeiro de 2010. A umidade deve vir acompanhada de altas tremperaturas, combinação favorável ao desenvolvimento das culturas de verão. Institutos privados confirmam o prognóstico. Os mapas do Somar Meteorologia, por exemplo, indicam acumulados superiores a 50 mm para boa parte do Paraná nesta semana, resultado de uma frente fria que chegou ao Sul do país na semana passada e agora se desloca para o Centro-Oeste brasileiro.

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Cresce participação do milho de 2ª safra

Gazeta do Povo

Sapezal (MT) - Na primeira safra o cereal ocupa uma área quase insignificante no Mato Grosso. Neste ano, deve ficar abaixo de 130 mil hectares, para uma produção estimada de 542 mil toneladas. Por outro lado, o Mato Grosso também define sua vocação para a safrinha de milho, que no ano passado rendeu ao estado 7,6 milhões de toneladas, em uma área de 1,5 milhão de hectares. Para o próximo ano, porém, o investimento na safrinha, que começa a ser plantada em janeiro, na sequência da colheita da soja, ainda é um ponto de interrogação. Preço, mercado, oferta e demanda, interna e mundial, adiam as definições. Nas duas safras, o milho mato-grossense tem potencial para 8 milhões de toneladas.

No Paraná, o maior produtor do cereal no país, a oferta pode atingir 12,5 milhões de toneladas - 7 na primeira e 5,5 na segunda safra. A confirmar as previsões, o estado irá colher entre 25 e 26 milhões de toneladas de milho e soja. O intervalo para o Mato Grosso fica entre 24 e 25 milhões de toneladas. Ou seja, o clima não será apenas uma variável, mas um fator determinante no rendimento e na posição dos dois estados no ranking nacional, em se tratando da participação dessas duas culturas, que em volume representam 80% da produção brasileira de grãos.

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Indicação de soja a R$ 42 a saca não encontra comprador

Gazeta do Povo

Preços domésticos acima da Bolsa de Chicago não se traduzem em negócios. No Paraná, 8% da safra passada ainda não foi vendida e apenas 7% da safra nova foi comercializada

Os produtores do Paraná definiram suas apostas. Estão ampliando em 8% o plantio de soja e reduzindo em 24% a área de milho, conforme projeção divulgada na semana passada pela Expedição Safra da RPC. O que os números não mostram, entretanto, é que a liquidez da oleaginosa, um dos fatores que faz a balança pender em favor da soja, pode deixar a desejar. Mesmo com os preços internos acima dos praticados na Bolsa de Chicago (CBOT), a oleaginosa não encontra compradores.

No auge do plantio da nova safra, o Brasil ainda tem em estoque cerca de 1,7 milhões de toneladas de soja do ciclo passado e a comercialização da safra 2009/10 segue travada no país, conforme levantamento da AgraFNP. O Paraná teria entre 600 e 700 mil toneladas de soja da safra velha por comercializar e apenas 7% da produção prevista para o novo ciclo vendida, seja com preço fixo ou a fixar. Os dados da consultoria AgraFNP mostram que até o final do mês passado 17% da produção prevista para a temporada atual havia sido vendida no país.

Um terço desse volume foi negociado em outubro, mês em que a cotação do grão chegou a cair abaixo dos US$ 9 o bushel (27,2 quilos) - pouco menos de R$ 35 a saca - em Chicago, mas manteve-se acima dos R$ 40 a saca no mercado doméstico paranaense . No estado, a última vez que o produtor viu os preços médios da oleaginosa cair abaixo desse patamar foi em dezembro de 2008, quando a cotação média na CBOT foi de US$ 8,68 (quase R$ 46 a saca, considerando o câmbio da época).

Na época, o Paraná se preparava para iniciar a colheita da safra 2008/09, enquanto os Estados Unidos atravessavam o seu pico de entressafra. Agora, a situação se inverte. O Brasil está no auge do plantio e, nos EUA, apesar de a colheita ainda evoluir lentamente, os grãos norte-americanos já irrigam o mercado internacional com oferta crescente. Como manda a lei de oferta e demanda, o período de boca de safra pressiona o mercado norte-americano e a menor disponibilidade de soja implusiona os preços brasileiros. Isso faz com que as cotações domésticas descolem de Chicago, reagindo mais à relação interna entre oferta e demanda do que aos fundamentos do mercado internacional. Resultado: enquanto os produtores paranaenses veem cotações em torno de R$ 42 a saca, os preços na CBOT rondam os US$ 10 o bushel (R$ 38,60 a saca, pelo câmbio atual).

A desvantagem, explica o analista da AgraFNP Pedro Collussi, é que neste período de entressafra, mesmo que haja disponibilidade de soja no Brasil, os importadores tendem a dar preferência ao produto norte-americano, pelo custo mais baixo devido à pressão da oferta crescente. "A comercialização de soja no Brasil fica muito focada no mercado interno nesta época do ano, com a demanda concentrada na indústria esmagadora doméstica. Para o trader exportador é mais viável buscar soja nos EUA."

De fato, as exportações norte-americanas do grão evoluem a passos largos. Até o final de outubro, o segundo mês do ano-safra americano, os EUA já haviam embarcado 17% do total previsto pelo USDA, o departamento de agricultura do país, para toda a temporada, que será encerrada em agosto de 2010.

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Na contratendência, mais milho

Gazeta do Povo

Quem aposta no milho nesta safra intriga os demais produtores de grãos. O agropecuarista Júlio Pereira, de Uberlândia, explica a decisão com um palpite. "O futuro do milho vai ser melhor do que parece." Ele acredita que seguir a contratendência muitas vezes é a estratégia mais inteligente.

Pereira e sua família mantiveram a área da soja em 2 mil hectares e ampliaram a do milho de 800 ha para 1,42 mil ha, na comparação com a safra passada. A expectativa é de produtividade acima da média nas duas culturas, ou seja, mais de 3,3 mil kg/ha de soja e 10 mil quilos de milho/ha. Isso porque as chuvas chegaram antes e permitiram a antecipação do plantio. Se houver veranico em janeiro, o efeito da falta de umidade será menor.

A aposta de Pereira é no mercado. Ele não armazena. Vende a maior parte da produção na mesma época que grande parte dos produtores, a partir da colheita. "Estamos nas mãos das grandes empresas e temos que aceitar os preços."

Em sua avaliação, a própria política das indústrias inibe investimentos em silos. "Eles fazem gracinha nos preços tentando atrair quem ainda tem grãos armazenado, mas faz pouca diferença". A preferência é para os produtores que mantém os grãos armazenados nas próprias indústrias, relata. O problema é que, depois de entregar a produção, só resta ao agricultor acompanhar as cotações para vender no melhor momento. Se for retirar os grãos e entregar a outro armazém, ele terá de pagar por isso.

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Desafio é lucrar com a produção

Gazeta do Povo

Goiânia (GO) - A produção de grãos a custos reduzidos, por si só, não garante lucro. É preciso comercializar por preços que recompensem. Num ano em que a cotação do dólar reduz a renda das commodities em real, vender no momento certo é decisivo. Porém, os produtores precisam se preparar melhor para isso, avaliam os técnicos da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg). Seminários regionais sobre comercialização e cursos sobre mercado futuro vêm sendo realizados para munir os agricultores de informações.

A Faeg prevê redução de 15% na área do milho e ampliação de 5% na da soja. O cereal perdeu 80 mil e a oleagionasa ganhou 110 mil hectares. A explicação: o milho está em baixa e a soja é cotada na região entre R$ 38 a R$ 40, valor acima do custo, estimado em R$ 33 por saca de 60 quilos. Porém, os negócios que travam preço para a época da entrega da produção são raros e não há garantia de que essa cotação se mantenha até lá.

"Se o dólar estiver a R$ 1,60, o preço simplesmente vai empatar com o custo", afirma o agrônomo Alexandro Alves. Compensar o prejuízo do milho (cotado a R$ 15, ante um custo de R$ 16) com o lucro da soja não é satisfatório, diz o agrônomo Leonardo Machado. "O produtor tem de ganhar em todas as culturas."

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Milho dispara com compras especulativas

O Estado de ão Paulo

Os preços do milho dispararam ontem na Bolsa de Chicago. O contrato mais líquido, para entrega em dezembro, fechou em alta de 5,18%, a US$ 3,86 o bushel. A valorização foi provocada por uma onda de compras especulativas nos mercados de commodities, ativos tidos como um instrumento de proteção contra a queda do dólar. Na contramão do movimento, muitos participantes do mercado que estavam vendidos em milho se viram obrigados a cobrir suas posições, o que ajudou a impulsionar os preços.

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Preparação para perdas

Jornal do Brasil

OZK quer vender parte das compras de grãos com prejuízos

A estratégia de desenvolvimento da Companhia Unida de Grãos (OZK, na sigla em russo) examinada em 30 de outubro pelo governo, envolve a venda de parte dos grãos estatais da safra de 2008 com desconto de 33%. A proposta é compensar os prejuízos, que podem chegar a 6 bilhões de rublos (US$ 205 milhões) com recursos públicos.

Esses planos provocaram a objeção do primeiro vice-premier Viktor Zubkóv, que aprovou apenas o "projeto como um todo".

O projeto também contempla a redução dos volumes das intervenções estatais - compras para a formação de estoques reguladores - nos anos 2009-2010. Pretendese adquirir de 3 milhões à 4 milhões de toneladas de grãos. Propõese em 2010 e 2011 e também no futuro, reduzir o volume do fundo de intervenção em virtude das exportações, e as vendas devem superar as compras. Para 2010 foi proposto exportar 5 milhões de toneladas, e em 2011, 6 milhões de toneladas de grãos.

Os documentos da companhia sugerem que antes da concretização dos objetivos estratégicos - participação na normatização do mercado interno e a "criação de um trader na área de grãos no mercado mundial" - ela deverá realizar rigoroso saneamento dos ativos e aumentar o seu nível de capitalização: 12 das 31 empresas, cujas ações, o Estado colocou no capital social da OZK, "se encontram em estado de falência ou próximo disso". O capital social, sem considerar as ações transferidas, ao todo chega a 116,9 milhões de rublos (US$ 4 milhões), e a situação da empresa em junho, não permite a captação de recursos creditícios.

Para solucionar esse problema, o Ministério da Agricultura junto com a OZK, propuseram elevar a capitalização em 2015 para 170 bilhões de rublos (US$ 5,8 bilhões). Nos próximos três anos, pretende-se aumentar o capital da OZK em 45 bilhões de rublos (US$ 1,5 bilhão) por conta do orçamento, depois a OZK cuidará do desenvolvimento da infraestrutura.

Entretanto, não estão previstas a baixa contábil dos prejuízos e as contribuições para o capital social da OZK no orçamento de 20102012- por isso, os cálculos apresentados não atenderam às expectativas de Viktor Zubkóv. Na reunião da comissão, ele explicou que "o atual projeto pode ser considerado apenas como uma base, e por uma série de razões a estratégia precisa ser seriamente aperfeiçoada".

O vice-premier propôs prestar atenção no "modelo de formação dos ativos da OZK com a atração do capital privado (por enquanto a versão da estratégia proposta prevê só 25 bilhões de rublos em investimentos privados em 2010-2011)". Ficou decidido que a estratégia será aperfeiçoada até 20 de dezembro de 2009.

A atividade da empresa estatal, Sociedade Anônima de Capital Aberto (ÎÀÎ) Companhia Unida de Grãos (ÎZÊ), criada pelo governo em março de 2009, como agente da realização de intervenções no mercado de grão - compras do Estado para garantir a estabilidade dos preços -, começa com a solução do problema tático da redução do nível do fundo de intervenção (estoque regulador) de 8 milhões de toneladas para 5 milhões de toneladas de grãos. Kommersant Daily

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LOGÍSTICA

Hidrovias para reduzir o custo da soja, defende Stephanes

Gazeta do Povo

O custo do transporte da soja produzida no norte do Mato Grosso para os portos de Santos e Paranaguá pode ser reduzido em 1/5, se for feito por meio de hidrovias. A avaliação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, no "Fórum sobre Hidrovia: A contribuição do Transporte Hi­­droviário ao Meio Ambiente", organizado pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, na semana passada. Segundo ele, a emissão de gases de efeito estufa também pode cair 1/4 se os rios forem usados no lugar de caminhões. "As hidrovias são fundamentais para que o Brasil continue competitivo", afirmou Stephanes, ressaltando que o uso de hidrovias é menos poluente e mais econômico que o de rodovias. Ele lembrou que o desenvolvimento da malha rodoviária no Brasil se deveu a pressões da instalação da indústria automobilística brasileira. "Isso podia ser bom para os urbanos, mas é péssimo para a agricultura", afirmou.

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MEIO AMBIENTE

Governo cede e leva proposta "voluntária" de emissão à ONU

Folha de São Paulo

Dilma, que mostrará plano em Copenhague, admite que corte de CO2 será em torno de 40%

Segundo ela, percentual não será meta, mas só objetivo voluntário de redução de gases-estufa; antes governo evitava compromisso formal

Classificando de um "objetivo voluntário" e não de meta obrigatória, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) admitiu ontem que o governo deve levar um número de corte das emissões dos gases-estufa à conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a ser realizada em dezembro em Copenhague.

O valor pode ficar em cerca de 40% de redução até 2020. O anúncio oficial está previsto para o fim desta semana. "Não estamos distantes disso: pode ser 38%, 42%", disse a ministra após reunião no gabinete da Presidência em São Paulo.

Além de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participaram do encontro os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), assim como representantes do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, coordenado por Luiz Pinguelli Rosa, professor da Coppe-URFJ.

"Ninguém desmaiou quando eu projetei 40%. Antes desmaiava. Os 40% estão assimilados como uma possibilidade. Agora, o governo quer uma justificativa técnica", disse Pinguelli Rosa, segundo quem 20% serão por conta da queda do desmatamento na Amazônia e o resto viria da queda de desmatamento do cerrado brasileiro, racionalização de transporte e outras medidas. "Se é meta ou objetivo não interessa, o que interessa é um número", completou o professor.

Na semana passada, o governo havia sinalizado que poderia não apresentar um número de redução. A ONU cobrou uma meta clara do Brasil.

Ontem pela manhã, em seu programa de rádio "Café com o Presidente", Lula disse que o país "está disposto a estabelecer um acordo com outros países para que a gente mostre para a humanidade a nossa disposição de diminuir as emissões de gases de efeito estufa".

Para Dilma, o governo não pode "achar" que é possível atingir uma meta, mas tem de realizar estudos para prever um número "factível". A ministra cobrou ainda que países desenvolvidos tenham responsabilidade direta pela redução da emissão de gases no mundo.

"A postura do Brasil é que os países em desenvolvimento assumam uma posição forte", disse Dilma. Ela explicou que, pelas regras atuais, apenas os países do anexo 1 (países industrializados) têm a obrigação de apresentar metas.

Prazos

Também foram discutidas a regulamentação e modificações no Código Florestal, de 1965, e o decreto presidencial que, a partir de 11 de dezembro, prevê multa a proprietários rurais que não formalizarem um compromisso com a reserva legal (área de floresta).

Não há consenso sobre a entrada em vigor do decreto (ruralistas querem prorrogá-lo por até três anos). A ministra disse que Lula anunciará uma decisão nos próximos dias.

Dilma também elogiou o plano de redução de emissões de 20% anunciado ontem pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB) -seu provável adversário na campanha presidencial de 2010-, mas disse que os cálculos seguem metodologias e bases diferentes e, por esse motivo, não é possível fazer comparações. Segundo ela, os valores são distantes e os cortes federais serão maiores.

Mesmo assim, Dilma afirmou esperar que os governos dos Estados tomem iniciativas desse tipo e se comprometam com questões ambientais.

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Lula define corte em torno de 40% nas emissões de gás carbônico

Gazeta do Povo

Porém, meta a ser apresentada pelo Brasil na conferência climática da ONU não será obrigatória. Já o impasse sobre o Código Florestal continua

Depois de muito impasse, o governo federal está perto de finalmente fechar uma meta nacional de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa para ser levada à conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em dezembro, na cidade de Cope­­­nhague (Dinamarca). O porcentual de redução deverá ser em torno de 40% até 2020. Mas a meta brasileira, para a frustração dos ambientalistas, não será obrigatória.

O anúncio foi feito ontem, em São Paulo, pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, após uma reunião ministerial com a presença do presidente Lula para discutir questões ambientais. Classificando de um “objetivo voluntário” e não de meta obrigatória, a ministra admitiu que o governo deve levar um número de corte das emissões dos gases-estufa à conferência da ONU. O anúncio oficial está previsto para o fim desta semana. O corte deve girar em torno de 40%. “Não estamos distantes disso: pode ser 38%, 42%”, disse Dilma.

Ela ainda elogiou o plano de redução de emissões anunciado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB) – seu provável adversário em 2010. Mas disse que os cálculos são muito diferentes e não cabe comparação com o federal.

Além de Dilma e do presidente Lula, participaram do encontro os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e representantes do Fórum Bra­­sileiro de Mudanças Climáticas, coordenado por Luiz Pinguelli Rosa, professor da Coppe-URFJ.

Desmatamento

“Ninguém desmaiou quando eu projetei 40%. Antes desmaiava. Os 40% estão assimilados como uma possibilidade. Agora, o governo quer uma justificativa técnica”, disse Pinguelli Rosa, segundo quem 20% serão por conta da queda do desmatamento da Amazônia e o resto viria da queda de desmatamento do Cerrado brasileiro, racionalização de transporte e outras medidas. “Se é meta ou objetivo não interessa; o que interessa é um número.”

Na semana passada, o governo sinalizou que poderia não apresentar um número de redução. A ONU cobrou uma meta clara do Brasil. Ontem pela manhã, em seu programa Café com o Presidente, Lula disse que o país “está disposto a estabelecer um acordo com outros países para que a gente mostre para a humanidade a nossa disposição de diminuir as emissões de gases de efeito estufa”.

Para Dilma, o governo precisa realizar estudos para prever um número “factível”. A ministra cobrou, ainda, que países desenvolvidos tenham responsabilidade direta pela redução da emissão de gases no mundo.

Código Florestal

Também foi discutida na reunião ministerial a regulamentação e modificações no Código Florestal, de 1965, e o decreto presidencial que, a partir de 11 de dezembro, prevê multa a proprietários rurais que não formalizarem um compromisso com a recuperação reserva florestal legal (área de floresta que cada produtor rural deve manter, que varia de 20% a 80% da propriedade, de acordo com a região do país). A ministra Dilma Rousseff disse que Lula anunciará uma decisão sobre o assunto nos próximos dias. Mas não informou se na reunião de ontem houve consenso.

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Nova área receberia lixo por mais 12 meses

Gazeta do Povo

Com Aterro da Caximba chegando ao fim, Instituto Ambiental permite criação de espaço temporário para resíduos até que solução definitiva fique pronta

Próxima de uma situação emergencial, a questão do lixo em Curi­­tiba ganhou uma alternativa. O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Burko, assinou na semana passada a Portaria n.º 187, que permite a Curitiba e a 18 outros municípios da região levar a uma nova área os seus resíduos. A célula poderia ser usada por 12 meses, enquanto a solução definitiva não fica pronta.

O documento só permite o uso da célula temporária, porém, se forem seguidos vários critérios ambientais. Na semana passada, a prefeitura de Curitiba afirmou que a reconformação geométrica do atual aterro, na Caximba, era a última opção para destinar o lixo antes do caos. A reconformação consiste no uso de mais lixo para reestruturar os maciços já formados no aterro. De acordo com Burko, há tempo para elaborar um plano que contemple as exigências, mesmo com a proximidade de esgotamento do atual aterro (previsto para janeiro de 2010). “Não é mais possível fazer um projeto completo em todos os sentidos, como era a intenção. Mas, se a prefeitura queria a reconformação por um ano, oferecemos nova alternativa pelo mesmo período”, afirma. Para o plano sair do papel, é necessário que a administração municipal solicite a nova célula, com base na portaria, e indique um local – já com licenciamento prévio. A prefeitura não comentou o assunto.

A dificuldade momentânea é encontrar uma nova área. Três foram indicadas para abrigar o Sistema Integrado de Processa­men­­to e Aproveitamento de Re­­síduos (Sipar), que deve ser o substituto a longo prazo da Caximba: Curitiba (numa área perto do atual aterro), Fazenda Rio Grande e Mandirituba. As duas primeiras têm licença ambiental.

A área de Mandirituba, a predileta por haver menor conflito social, porém, enfrenta imbróglio jurídico. Uma lei municipal, aprovada em 2008, impede a cidade de receber resíduos de outras localidades. A lei é considerada como inconstitucional pelo Consórcio Intermunicipal. A Câmara de Vereadores de Mandirituba ainda não colocou a revogação em pauta, embora a sessão esteja prevista desde março.

Professor do programa de mestrado profissional em Gestão Am­­biental da Universidade Positivo (UP), Paulo Janissek considera o encerramento da Caximba como benéfico. “É necessário encerrar pelo volume de chorume que continuará a ser gerado. Em uma situação provisória, o impacto é menor por ser possível preparar e dar tratamento adequado”, diz.

Câmara

A Comissão Especial do Lixo, implantada pela Câmara Muni­cipal de Curitiba, agendou reunião para hoje com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Hermas Brandão. O objetivo é cobrar agilidade na licitação do lixo, parada desde agosto por liminar do órgão, que vai decidir a empresa ou consórcio responsável pela operação do Sipar.

Exigências

Conheça algumas das condicionantes incluídas na portaria do Instituto Ambiental do Paraná:

> Validade

A vida útil da célula deve ser de no máximo 12 meses. Segundo a prefeitura, é o tempo necessário para dar cabo à licitação do lixo e implantar o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos Sólidos (Sipar).

> Limite

Recebimento de, no máximo, 2,4 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia. Apesar de o Consórcio Intermunicipal ter diminuído a quantidade de lixo depositado diariamente, a nova célula não poderá ultrapassar essa capacidade.

> Chorume

Sistema de drenagem, remoção e tratamento de chorume e líquidos semelhantes. Ao contrário da Caximba, a nova célula não deverá jogar o chorume, mesmo depois de tratado, em rios.

> Contaminação

Impermeabilização dos fundos e laterais com geomembrana. Com isso, evita-se a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

> Drenagem

A drenagem superficial e de gases evita que a chuva aumente a produção de chorume. E o controle dos gases impede o mau cheiro.

> Cobertura

Recobrimento diário com espessura mínima de 20 centímetros.

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OUTROS

Crescem as vendas de máquinas

Valor Econômico

As vendas de máquinas agrícolas no Brasil em outubro somaram 6.160 unidades, alta de 12,9% sobre igual mês de 2008, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Até outubro, as vendas somaram 44.526 unidades, queda de 4,2% sobre igual período de 2008.

Já a produção de máquinas agrícolas teve alta de 15,1% em outubro ante o mês anterior, para 7.008 unidades, mas queda de 20,3% sobre outubro de 2008. Até outubro, a produção de máquinas atingiu 52.795 unidades, queda de 26,9%. .

Em outubro, as exportações somaram 1.055 unidades, tombo de 50,7% sobre o mesmo mês de 2008. Até outubro, a queda foi de 54%.

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SUINOCULTURA

Suíno ainda sofre efeitos da crise

Valor Econômico

Carnes: Preço na exportação caiu 30% e derrubou as receitas no exterior, segundo a Abipecs

O setor exportador de carne suína ainda sofre reflexos da crise financeira internacional. Os volumes embarcados até têm crescido, mas os preços despencaram em relação ao ano passado. Entre janeiro e outubro deste ano, a queda foi de quase 30%, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Só no mês de outubro, o recuo foi de 32,74% na comparação com o mesmo intervalo de 2008.

Em nota, o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, diz que os preços deprimidos refletem "as crises financeira e setorial, que atingem os principais países produtores. União Europeia, Estados Unidos e Canadá atravessam crise no setor de suínos". Ele acrescenta que a valorização do real também impacta a rentabilidade dos produtores, agravando a situação do setor.

Em outubro, as vendas externas de carne suína somaram 63,03 mil toneladas, 34,31% mais que no mesmo mês de 2008. A receita com as vendas, porém, caiu 9,67%. Já entre janeiro e outubro, as exportações cresceram 8,68%, para 511,76 mil toneladas. Mas o recuo na receita foi brusco: 23,2%, para US$ 1,02 bilhão.

A estimativa da associação é que o país exporte este ano pouco mais de 600 mil toneladas.

Até outubro, a Rússia seguiu sendo o principal cliente do Brasil na carne suína, com compras de 228,6 mil toneladas (alta de 12,23%). O segundo maior importador, Hong Kong, comprou 101,25 mil toneladas de carne suína do Brasil, alta de 8% em relação a igual período de 2008. Já a Ucrânia importou 50.465, aumento de 5% na mesma comparação, segundo a Abipecs.

Para Camargo Neto, a expectativa de que o real continue valorizado em relação ao dólar no próximo ano reforça a necessidade abrir mercados com "preços mais atraentes", como União Europeia, EUA e Japão. De acordo com o executivo, informações preliminares indicam que a missão da UE que visitou Santa Catarina, foi positiva. Agora, falta a UE enviar missões ao Rio Grande do Sul e Paraná. Em relação aos EUA, o processo para abrir o mercado americano está paralisado.

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