

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 255,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 41,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 17,50/sc |

Revista Cafeicultura
São
Paulo - Os recursos desembolsados pelo Banco do Brasil no primeiro
semestre da safra 2009/2010 superaram R$ 21,8 bilhões, alta de 19% em
relação ao mesmo período da safra anterior. Do total, R$ 14,8 bilhões
foram destinados às operações de custeio, representando mais de 67% dos
recursos liberados.
Foram aplicados mais de R$ 16,6 bilhões
na agricultura empresarial, alta de 18% em relação a safra 2008/2009.
Na agricultura familiar, foram destinados mais de R$ 5,2 bilhões,
aumento de 23% sobre a safra passada. O incremento mais expressivo foi
observado nas áreas de soja e arroz. Os recursos para a soja cresceram
27%, para R$ 4,9 bilhões. Já o financiamento para o arroz subiu 9%,
para R$ 1,1 bilhão.
O Globo - Rio de Janeiro/RJ
Para ministérios, não há razão para alta no preço da gasolina
RIO e BRASÍLIA. A redução do percentual de álcool anidro na gasolina, de 25% para 20% a partir de fevereiro, liberando mais combustível ao mercado, não deverá ser suficiente para evitar uma escassez de álcool hidratado. A previsão é do presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis), Paulo Miranda, que, mesmo assim, considera positiva a medida do governo.
— Apesar da medida, a falta de álcool no mercado vai se agravar em fevereiro e março — alertou Miranda.
Já as distribuidoras temem que a medida aumente a fraude na venda de álcool. Isto porque o litro do anidro custa R$ 1,307, contra R$ 2,515 da gasolina.
O governo não vê razão para o preço da gasolina aumentar como consequência da redução da mistura de álcool anidro. A avaliação é dos ministérios da Agricultura e de Minas e Energia e da área econômica, que admite, no máximo, uma alta residual. Os técnicos também acreditam que os preços do hidratado vão parar de subir já na próxima semana, uma vez que o produto não é mais atrativo em 21 estados.
Segundo um técnico do Ministério da Agricultura, o preço de faturamento da gasolina, cobrado pela Petrobras, está em R$ 1,19 — R$ 1,01 para a empresa e R$ 0,18 referentes à Cide, um tributo federal. O anidro fechou a semana passada a R$ 1,25: — O preço de faturamento do anidro já é maior; portanto, não há razão para aumentos adicionais no preço da gasolina — disse o técnico. (Ramona Ordoñez, Eliane Oliveira, Martha Beck e Mônica Tavares)
Valor Econômico
Alda do Amaral Rocha e Marli Lima, de São Paulo e Curitiba
Ana Paula Paiva/Valor "São plantas que tinham dificuldade e continuam a ter", afirma o presidente da BRF Brasil Foods, José Antonio Fay
A BRF Brasil Foods, nome da Perdigão após a incorporação da Sadia em maio de 2009, decidiu suspender a produção e o abate de perus em Carambeí (PR) e concentrar o negócio em Mineiros (GO) - ambas as unidades são da antiga Perdigão. A empresa também vai desativar a planta de Cavalhada, em Porto Alegre (RS), e transferir a produção de frango para Lajeado (RS). O presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay, afirma que as duas medidas já vinham sendo planejadas antes da união entre Perdigão e Sadia e não são consequência do negócio. "São plantas que tinham dificuldade e continuam a ter", diz.
Sobre a suspensão do abate de perus na planta paranaense, Fay afirma que "já faz algum tempo que decidimos [pela mudança] porque Carambeí não é o melhor local para produção de perus". De fato, há dois anos o Valor visitou granjas de produção de perus na região de Carambeí e já havia a intenção de reduzir a produção da ave na localidade porque a planta de Mineiros estava sendo concluída.
A então Perdigão entrou no abate de perus em 2000 com a compra de 51% da área de carnes da Batávia. Antes da união com a Sadia, sua fatia nesse mercado era bem menor do que a da ex-rival, que está há 41 anos no segmento. Na Brasil, a participação da Brasil Foods é de quase 90% do mercado de peru, segundo estimativas do setor. As plantas de peru da antiga Sadia estão localizadas em Chapecó (SC), Uberlândia (MG) e Francisco Beltrão (PR).
Uma das razões para levar a produção de Carambeí para o Centro-Oeste, onde a antiga Perdigão instalou sua unidade de perus em Mineiros, em 2007, é a maior competitividade dos preços dos grãos usados na ração das aves, observa Fay. As dificuldades na exportação de peru também contribuíram para a decisão. O principal cliente da carne de peru do Brasil é a Europa, mercado bastante afetado pela crise global. "O peru vem dando resultados ruins há algum tempo na exportação", admite Fay.
Com
a concentração da operação em Mineiros, a unidade vai abater 30 mil
perus por dia. A BRF não informa de quanto é o abate hoje.
A
empresa já informou aos integrados que deixará de produzir peru em
Carambeí. Os hoje criadores da ave passarão a produzir frango para
exportação - serão cerca de 500 mil cabeças por dia. Fay estima que
serão necessários cerca de R$ 50 milhões para adequar as linhas de
abate para frango e os equipamentos dos aviários. Em Carambeí, a
companhia também já abate frango e suínos, produz leite e processados.
"Eles [a empresa] alegam que, com a crise, cresceu o estoque de embutidos de peru, e que há mais mercado para frango no mundo", disse um integrado do Paraná, que prefere não ser identificado.
Luiz Fernando Tonon, secretário de Agricultura de Piraí do Sul, uma das cidades da região onde há produção de perus, lamenta a decisão da BRF e afirma que a produção deve ser encerrada em junho. Segundo ele, no município, de 30 mil habitantes, havia cerca de 40 terminadores de perus e, agora, não passam de sete. "Cortaram aos poucos. Frango é mais rápido. Peru consome mais ração e fica mais em conta produzir em outro lugar", diz.
No caso de Cavalhada, a razão para desativar a unidade de abate de frangos é que esta ficou dentro da cidade de Porto Alegre. A unidade pertencia à Eleva, adquirida pela Perdigão em 2007, assim como a planta de Lajeado.
De acordo com Fay, com a transferência da produção de Cavalhada, a capacidade de abate em Lajeado vai aumentar 50%, para cerca de 500 mil frangos por dia. Investimentos da ordem de R$ 40 milhões foram feitos no decorrer do ano passado para a ampliação, informa. A mudança deve ocorrer ainda neste trimestre, e os funcionários de Cavalhada terão a opção de se transferir para Lajeado.
Uma frente fria avança pelo Sul do país e encontra um ambiente
já instável no Paraná, devido ao excesso de umidade presente na
atmosfera. Este cenário volta a trazer condições de chuvas a todas
regiões do Estado. Os eventos de precipitação ocorrem desde as
primeiras horas do dia a partir dos setores oeste/sul e se mantêm
ativos ao longo do dia em nas demais regiões, sendo que apresentam mais
intensidade à tarde. Novamente, há risco de temporais associados a um
volume elevado de chuvas (principalmente), raios e rajadas de ventos.
Como o destaque de hoje é a chuva, o risco de alagamentos, enxurradas e
deslizamentos de encostas aumenta bastante.
Curitiba 19°C 24°C
Paranaguá 22°C 28°C
Londrina 20°C 29°C
Maringá 21°C 28°C
Cascavel 20°C 26°C
Foz do Iguaçu 22°C 27°C
Ponta Grossa 19°C 25°C
Guarapuava 19°C 24°C
Valor Econômico - São Paulo/SP
Com
a menor produção em 32 anos, o trigo se transformou no maior ponto de
discórdia entre o campo e o governo argentino. A safra de 2009/10
deverá recuar 17% sobre a anterior, alcançando 7,5 milhões de
toneladas, e não chegará a metade da colheita de 2007/08. De histórica
fornecedora mundial do grão, a Argentina produzirá menos do que a
Ucrânia e somente um terço do Paquistão.
"Depois de todos os
problemas de seca e de rentabilidade, agora os produtores não conseguem
comercializar a safra", diz o ex-presidente da Sociedade Rural
Argentina (SRA) Luciano Miguens. Ele e lideranças das outras três
grandes entidades do agronegócio se reuniram ontem para cobrar medidas
urgentes do governo. Não estava descartada a decretação de um locaute
no campo. O tom das queixas aumentou com a ausência do ministro da
Agricultura, Julián Domínguez, que ignorou o convite para participar da
reunião. Até o fechamento desta edição, o encontro ainda não havia
terminado.
Segundo o economista Alejandro Ovando, diretor da
consultoria Investigações Econômicas Setoriais (IES), a produção de
trigo entrou em um círculo vicioso. Preocupado com a inflação, cuja
taxa superará dois dígitos pelo quarto ano seguido em 2010, o governo
impôs cotas de exportação para "desviar" a produção ao mercado
doméstico. As cotas foram atingidas rapidamente e não houve
desabastecimento interno. O problema é que a restrição assustou muitos
produtores, que migraram para outros cultivos, principalmente o de
soja. Com isso, a área da safra atual de trigo é menor do que a de 1903.
O
setor pede a remoção dos controles à exportação. "Temos que normalizar
o mercado trigueiro", afirma Miguens. Para o diretor da IES, o governo
também errou ao fazer acordos de preços para conter a alta da farinha
de trigo e do pão. "Os preços continuaram subindo", diz Ovando. Segundo
o economista, a restrição às vendas para o exterior perderam
completamente o sentido e são pré-condição para recuperar a produção.
"Não é preciso ser nenhum grande profissional para entender isso".
Os efeitos sobre as exportações são visíveis. De 7,9 milhões de toneladas exportadas nos 11 primeiros meses de 2008, o volume caiu para 4,5 milhões de toneladas em 2009 - mais de 85% dos embarques foram destinados ao Brasil. O preço médio também despencou. De US$ 301 em 2008, caiu para US$ 197.
Analistas apontam que o Brasil será obrigado a aumentar as compras de terceiros fornecedores em 2010, com a queda de produção na Argentina. Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, nota que o país vizinho já foi responsável por fornecer 96% das importações brasileiras de trigo, como ocorreu em 2004. Neste ano, porém, deverá atender apenas 2,5 milhões das 5,5 milhões de toneladas que o Brasil comprará no mercado mundial.
Hubner ressalta que as
importações de países como Canadá, França e Austrália saem mais caras,
e o custo é normalmente repassado ao longo da cadeia produtiva. "A
cotação já é um pouco mais alta e é preciso incluir o custo do frete,
além da tarifa de importação, que é de 10%", lembra o especialista.
"Para os nossos produtores, os problemas na Argentina podem até ser
bom, uma vez que ela é grande concorrente. Para os consumidores, é
definitivamente uma má notícia", afirma.
Na tentativa de acalmar
os ânimos, o governo argentino anunciou a abertura de uma linha de
crédito do Banco de la Nación, a taxas subsidiadas e prazo de até 270
dias, para o armazenamento dos grãos. Com isso, a ideia é permitir aos
produtores que esperem o momento de melhor cotação do trigo, em vez de
vender a preços baixos a atual colheita. A Sociedade Rural classificou
a medida como "insuficiente". Com relação aos controles de preços e às
cotas de exportação, o governo não sinalizou qualquer novidade.
Revista Cafeicultura
Brasília
(12.1.2010) - O Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa
(PAC Embrapa) executou a totalidade dos recursos destinados, em 2009,
para a construção dos três novos centros de pesquisa da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e para modernização das
dezessete Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas).
Foram
investidos R$17,540 milhões na implantação das Unidades da Embrapa em
Mato Grosso, Tocantins e Maranhão e R$120.466.908,63 na revitalização e
ampliação da infraestrutura das Oepas. A média geral de execução
dos recursos, em 2009, foi de 97,63% dos R$243.870.275,00 destinados
pelo programa às diversas ações.
“Tínhamos programação para
executar 100% do orçamento, o que não foi possível em decorrência da
falta de limite de empenho, principalmente, para custeio”, enfatiza
Vânia Castiglioni, chefe da Secretaria-Executiva do PAC Embrapa.
Para
ampliação e revitalização da infraestrutura física da Embrapa, foram
aplicados 99,95% dos R$31,535 milhões previstos para 2009. As melhorias
executadas ao longo do ano, visando incrementar as atividades de
P&D e transferência de tecnologias, estão presentes em todas as
regiões do país.
Somente em 2009, foram aprovadas e contratadas
95 obras com recursos do PAC Embrapa. As reformas de laboratórios,
prédios administrativos e adequação da infraestrutura à legislação
ambiental ocorrem em todas as Unidades da Embrapa.
Alguns exemplos da aplicação de recursos do PAC Embrapa são a ampliação do laboratório de fitossanidade animal da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS), a reforma dos laboratórios de reprodução animal e biotecnologia da Embrapa Semiárido (Petrolina/PE), a modernização do laboratório de qualidade de carne e construção de abatedouro experimental da Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS), a reforma do laboratório de transformação de plantas da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG) e a construção do laboratório de solos da Embrapa Acre (Rio Branco/AC).
Novas Unidades da Embrapa - Em 2009, foram criadas As
unidades da Embrapa Mato Grosso (Sinop/MT), Pesca, Aquicultura e
Sistemas Agrícolas (Palmas/TO) e Cocais e Planícies Inundáveis (São
Luis/MA). A implantação das novas unidades foi meta cumprida do PAC
Embrapa. Foi aprovada ainda a criação da Embrapa Estudos Estratégicos e
Capacitação, centro de estudos e capacitação em agricultura tropical a
ser instalado no edifício anexo à sede, em Brasília.
As obras
para construção da primeira etapa de prédios e campos experimentais da
unidade no Tocantins já estão contratadas. Obras de ampliação do Campo
Experimental de Balsas/MA também estão em andamento. Já a Embrapa Mato
Grosso teve a pedra fundamental lançada em 19 de novembro. A equipe da
empresa trabalha no norte do estadomato-grossense em escritório
provisório instalado no centro de Sinop. As unidades do Maranhão e
Tocantins também já iniciaram o processo de aquisição de veículos,
máquinas e equipamentos de apoio às atividades de P&D.
Fortalecimento
da atuação internacional - Em 2009, a Embrapa inaugurou o Labex Coreia,
em Suwon, a 40 km ao sul de Seul, no dia 10 de dezembro, com a com a
presença do presidente da Embrapa, Pedro Arraes, e do embaixador
brasileiro na Coreia do Sul.
Outra novidade foi a criação da
Embrapa Américas, a ser instalada neste primeiro semestre de 2010, na
Cidade do Saber, no Panamá. A unidade panamenha irá apoiar iniciativas
voltadas ao desenvolvimento de competências, à segurança alimentar e à
garantia da pauta de exportação no México, América Central, Caribe e
Região Andina. A ampliação da Embrapa África e do Labex Estados Unidos
foram outras metas realizadas ao longo do ano. (Gustavo Porpino/Embrapa)
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Ferrugem alaranjada é um fungo que atinge as folhas da planta.
Doença já foi achada em regiões produtoras de São Paulo.
Uma nova praga ameaça os canaviais de São Paulo. A ferrugem alaranjada, um fungo que ataca as folhas da cana-de-açúcar, já foi encontrado nas regiões de Araraquara, Ribeirão Preto e Piracicaba, importantes produtoras de cana.
A doença provoca o apodrecimento do tecido da planta e reduz a produção de açúcar. A ferrugem alaranjada existe na Ásia e na Austrália desde o século 19. Em 2007, foi encontrada em canaviais dos Estados Unidos e depois em países da América Central.
A
principal hipótese dos pesquisadores é que o fungo tenha chegado ao
Brasil vindo desses países e chegado a São Paulo por correntes de
vento. Eles também acreditam que a doença já tenha chegado a outros
estados brasileiros.
Não há como barrar a disseminação da doença
e nem erradicá-la. Uma plantação contaminada apresenta em média uma
queda de 20% na produção de cana. Especialistas estimam uma perda de R$
300 milhões por ano no país.
O fungo prefere ambientes com calor
e umidade. No Brasil, não há autorização para o uso de fungicidas nas
lavouras de cana. A melhor alternativa no momento é plantar variedades
mais resistentes à doença.
"Como é uma novidade, uma doença exótica que acaba de chegar, nós vamos ter várias surpresas até conhecer a reação de todo esse plantel varietal que a gente tem no país", diz Enrico Arrigoni, pesquisador do Centro de Tecnologia Canavieira.
Os produtores estão preocupados. "A doença já está
instalada. Isso significa alguns anos de prejuízo para os produtores",
diz a engenheira agrônoma Arminda Sacchi.
O Ministério da
Agricultura diz que estuda a liberação emergencial do uso de fungicidas
na cana-de-açúcar e diz que já notificou todos os estados produtores
sobre a doença (G1, 13/1/10)
Folha de S. Paulo
MAURO
ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br AINDA MAIOR Os Estados Unidos devem
produzir 91,5 milhões de toneladas de soja na safra 2009/10, segundo
informou ontem o Usda (Departamento de Agricultura). O Brasil também
produzirá volume recorde: 65 milhões de toneladas no período. OS
EFEITOS Um volume maior de soja preocupa o Brasil, que começa a
colheita agora. Um pouco de alívio é que, mesmo com o recorde de
produção, os EUA terão estoques finais inferiores aos previstos
anteriormente. As exportações do país sobem para 46,5 milhões de
toneladas. CENÁRIO MELHOR Um período de recuperação. É o que João
Lammel, da Andef (defesa vegetal), espera para este ano no setor de
defensivos agrícolas. Os principais indicadores mostram avanço das
economias mundial e do Brasil. E a agricultura seguirá esse ritmo.
IMPACTO O setor sentiu os efeitos da crise e do câmbio em 2009. As
vendas em dólar, que haviam atingido US$ 7,13 bilhões em 2008, devem
ter recuado de 10% a 15%, estima Lammel. E 2010, embora o cenário seja
favorável, deve ser um período de cautela, segundo o executivo da
Andef. FUTURO AGRÍCOLA As negociações agrícolas no mercado futuro e de
opções da BM&FBovespa se recuperaram em dezembro, superando em 13%
as de igual período de 2008. No acumulado do ano, no entanto, recuaram
37%. Os contratos somaram 2,2 milhões. MENOS O MILHO A queda no volume
de contratos foi generalizada, à exceção do milho (com liquidação
financeira). As maiores quedas ocorreram nos dois carros-chefes do
setor: boi gordo e café arábica. Juntos, negociaram 1 milhão de
contratos a menos. VALOR CAI Menos negócios e queda de preços
derrubaram o total financeiro do ano para R$ 47,4 bilhões, 41,2% menos
do que os R$ 80,6 bilhões de 2008. O boi gordo, que havia negociado R$
47 bilhões em 2008, recuou para R$ 22,3 bilhões em 2009. VEM DEPOIS O
Departamento de Agricultura dos EUA divulgou ontem que a safra de
laranja da Flórida fica em 135 milhões de caixas de 40,8 quilos nesta
safra. O Usda avisa, no entanto, que só em fevereiro vai apontar os
efeitos do frio na produção. ESTOQUES MAIORES A revisão de ontem dos
dados de produção e de consumo do Usda indicou que os estoques finais
mundiais de trigo, milho e soja ficam acima dos previstos em dezembro.
O mercado de Chicago reagiu, com queda nos preços.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Após
a entrada em vigor do último pacote de medidas a respeito dos
biocombustíveis, batizado de "BioKraft-NachV", em 2010 a Alemanha é o
primeiro país da União Européia a exigir por lei que os biocombustíveis
comprovem sua sustentabilidade durante todos os passos da cadeia
produtiva.
O conjunto de medidas fixa metas claras para
classificar os biocombustíveis. O objetivo do pacote é assegurar a
sustentabilidade de maneira confiável desde a procedência da biomassa e
durante o processo de fabricação através de mecanismos de auditoria e
fiscalização a cada etapa da produção. Este novo processo comporta as
pré-condições para que sejam atribuidos incentivos fiscais e isenções
previstas na nova legislação alemã sob as diretivas da UE.
O
pacote prevê medidas de proteção da terra descartando áreas que ainda
não tivessem produção agrícola até 1/12/08. Em relação ao saldo de
carbono, a lei dita que este deve ser no mínimo de 35%. Também foi
contemplada a preservação dos biomas sensíveis. É certo que o etanol
brasileiro possui um balanço de carbono superior a 35% mas o
requerimento da auditabilidade em toda a cadeia a partir de 2010
acentua as tendências que exigem uma produção de sustentabilidade
certificada.
Basicamente o etanol anidro puro, o E100, ainda goza as vantagens anteriormente previstas pela lei até 2012. Porém diante dos últimos debates em torno de questões como a sustentabilidade nota-se uma grande preocupação do BLE (Bundesanstalt für Landwirtschaft und Ernährung), o Instituto Federal da Agricultura e Alimentação alemão, em começar a preparar o terreno para os novos standards na área de biocombustíveis após 2012.
Em relação à avaliação do pareceres técnicos, o governo alemão tira proveito das colaborações com a prestigiosa agência independente FNR (Fachagentur für Nachwachsende Rohstoffe). A FNR é uma das principais referências do país na área das energias e recursos renováveis financiando projetos que julga viáveis e vantajosos para o meio-ambiente. No campo da regulamentação relativa à sustentabilidade dos biocombustíveis a FNR apoia o assim chamado "Projeto ISCC", que é liderado pelo dr. Norbert Schmitz.
O projeto "International Sustainability and Carbon Certification", ou ISCC, é um conjunto de normas específicas para biocombustíveis desenvolvido em cooperação com produtores em vários países, inclusive no Brasil e na Argentina. O ISCC também conta com o apoio e a perícia do renomado conceito GlobalGAP (Global Good Agricultural Practices), um padrão utlizado em mais de 90 países sobre as melhores práticas agrícolas para a produção de alimentos. Pela sua eficiência mensurável o método do ISCC encontra excelente ressonância no meio político e pode vir a ser referência para estudos governamentais futuros. A fim de estimular a participação dos produtores, a base da cadeia, o ISCC está se tornando uma associação civil e convida todos os setores interessados a participarem do constante aprimoramento das normas - www.iscc-project.org.
Em 2009 foram concluidos testes-piloto no Brasil que atestaram a praticabilidade das normas sob as nossas condições de produção em algumas propriedades agrícolas do Estado de São Paulo. Dentro deste novo cenário produtivo os usineiros mais arrojados compreenderam a necessidade de um mecanismo internacional de verificação e, ao invés de oporem resistências, já estão tirando vantagens da conformidade ao assegurar mercado caminhando um pouco à frente dos concorrentes.
O governo alemão cria desta forma o âmbito legal e fornece condições para o estabelecimento e evolução de normas que efetivamente comprovem a sustentabilidade dos "biocombustíveis de 1ª geração" como o etanol brasileiro. Por outro lado na Europa existe a consciência que os biocombustíveis de 1ª geração continuarao necessários até bem depois de 2020, ano em que especialistas previam inicialmente a disponibilidade em larga escala dos biocombustiveis de 2ª geração produzidos dentro da própria UE. Porém agora foram determinadas novas regras ante a necessidade de garantia de um combustível comprovadamente verde. As medidas são gerais e não se restringem apenas ao etanol anidro importado (Daniel C. Barbosa, dcoelho@gmx.de, para o Brasilagro desde Stuttgart, Alemanha; 13/1/10))
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Os
entrevistados do programa desta semana são: Manuel Bertone, secretário
de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura; Pedro Mizutani,
presidente da Cosan Açúcar e Álcool; Nelson Rocha Augusto, presidente
do Banco Ribeirão Preto; Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro
das Comunicações e ex-presidente do BNDES; Alexandre Pundek, assessor
Sênior da Presidência do Banco Central e Rubens Sardenberg, economista
Chefe da FEBRABAN.
Os depoimentos foram gravados para o evento "O Futuro do Setor Sucroenergético", que o BrasilAgro promoveu em dezembro na cidade de Ribeirão Preto (SP). Manoel Bertone e Nelson Rocha Augusto fazem suas previsões para o setor sucroenergético em 2020.
Pedro Mizutani mostra a importância da Cosan, maior grupo produtor de cana, açúcar, etanol e bioeletricidade do mundo e também faz suas projeções para o futuro do setor. Já Luiz Carlos Mendonça de Barros, Alexandre Pundek e Rubens Sardenberg fazem suas projeções sobre o comportamento da economia nacional e internacional para 2010.
O programa pode ser assistido nos sites www.brasilagro.com.br e www.portaldoagronegócio.com.br. O TV BrasilAgro é apresentado na STZ TV UHF Canal 59, de Sertãozinho, aos domingos (7h às 8h) com reapresentações às terças-feiras (15h15 às 16h15) e às sextas-feiras (21h15 às 22h15).
Sugestões para o programa podem ser enviadas através do e-mail tv@brasilagro.com.br.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta terça-feira sua estimativa da safra 2009/10 de soja do Brasil para um recorde de 65 milhões de toneladas, ante 63 milhões na previsão de dezembro, em meio a condição favoráveis para o desenvolvimento das lavouras.
Na safra anterior, quando a área plantada foi menor e uma seca prejudicou as plantações no Sul, o Brasil produziu 57 milhões de toneladas.
A previsão do USDA está em linha com a do governo do Brasil, que estimou na semana passada a safra 09/10 em 65,1 milhões de toneladas.
Em seu relatório para oferta e demanda mundiais, o USDA manteve inalterada a sua previsão para safra de milho brasileira em 2009/10, em 51 milhões de toneladas, mesmo volume registrado na temporada anterior.
ARGENTINA
A safra da Argentina, terceiro
produtor mundial de soja após o Brasil e Estados Unidos, foi estimada
em 53 milhões de toneladas, sem alterações na comparação com a previsão
anterior. Em 08/09, os argentinos produziram 32 milhões de toneladas da
oleaginosa, afetados por uma severa seca.
A produção de trigo da Argentina, principal fornecedor ao Brasil, foi estimada em 8 milhões de toneladas, mesmo volume da estimativa anterior, contra uma produção revisada em 08/09 de 9 milhões de toneladas (Reuters, 12/1/10)
O Estado de S. Paulo
O
relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), divulgado ontem, derrubou os preços futuros dos
grãos na Bolsa de Chicago (CBOT). O USDA revisou para cima suas
projeções para a produção e os estoques mundiais de soja, milho e trigo
da safra 2009/10, criando um cenário mais confortável do ponto de vista
da oferta desses commodities. O mercado de milho foi o mais afetado. Os
contratos do grão para março fecharam o dia em queda de 7,1%, cotados a
US$ 3,9250 o bushel.
Estadão - São Paulo/SP
Mesmo com comercialização fraca, produtor deve aproveitar janela de plantio para investir na safrinha
A
comercialização do milho no mercado interno é lenta neste início de
ano. O alto nível de estoques pressiona os preços, que não estimulam a
venda. Na primeira semana de 2010, o indicador Esalq/BM&FBovespa,
base Campinas, fechou em R$ 20,18 a saca de 60 quilos, alta de 0,2%.
No
norte do Paraná são poucos os negócios, mas no sudoeste do Estado a
movimentação dá leve sinal de melhora. Nesta região, os produtores
pedem R$ 17/saca, mas há registros de venda de pequenos lotes a R$
16,50/saca, preço ligeiramente superior ao da semana anterior.
Levantamento
da consultoria mineira Céleres indica que o plantio de milho segunda
safra (safrinha) deve crescer 6,8% em 2009/2010, para 5,013 milhões de
hectares. O incremento permitirá uma recuperação do plantio, que no
verão foi reduzido em favor da soja. Consideradas as duas safras de
milho, a área a ser cultivada em 2009/2010 deverá totalizar 13,079
milhões de hectares, 5,5% menor que a de 2008/2009.
Para a safrinha deste ano, o maior aumento de área deve ocorrer em Mato Grosso, onde a Céleres estima um avanço de 11,3% na área, que totalizaria 1,7 milhão de hectares. Como os produtores de soja anteciparam o plantio, abriu-se "uma janela de plantio excelente para a 2ª safra e o produtor deverá investir na cultura apesar dos baixos preços praticados no presente", diz a consultoria Céleres.
A consultoria destaca a possibilidade de aumento de produtividade das lavouras de milho safrinha, estimado em 14,6%, para 3.865 quilos por hectare. Se concretizadas as projeções de área e rendimento, a safra de milho safrinha pode chegar a 18,475 milhões de toneladas, aumento de 22,4% sobre o ciclo anterior.
Neste cenário de ampla oferta, o Brasil dependerá do aumento das exportações para enxugar os estoques locais. A Céleres estima que, com aumento da demanda doméstica em 3,7% e da produção em 8,9%, as exportações brasileiras em 2009/2010 devem ser de 8,5 milhões de toneladas.
Analistas observam que há um descolamento entre o preço ofertado e o valor pedido por vendedores. De modo geral, fala-se em indicação de preço no porto de Paranaguá em R$ 18/saca. O analista de mercado da Safra Sul, José Gilmar Carvalho de Oliveira, ressalta que o câmbio ainda dificulta a realização de negócios. Na região de Campos Gerais, mais próxima de Paranaguá, o comprador oferece R$ 19/saca para o produto posto no porto, mas o vendedor pede entre R$ 20 e R$ 21/saca.
O preço de exportação, entre US$ 175 e US$ 180 por tonelada, está dentro da média. "É um valor bom, mas o câmbio não ajuda", diz outro corretor. Ele considera provável que as exportações sejam retomadas com a entrada da safra de verão, período em que os produtores precisarão abrir espaço em armazéns.
MERCADO EXTERNO
As
exportações de milho encerraram 2009 com aumento de 21,9%, totalizando
7,765 milhões de toneladas. Apesar do aumento no volume embarcado, o
Brasil exportou milho a um preço mais baixo em 2009. O Ministério da
Agricultura apontou queda de 22% no valor médio da tonelada embarcada
no ano, que recuou para US$ 162/tonelada, ante US$ 208/tonelada, em
média, em 2008.
Em Mato Grosso, o mercado está parado, enquanto vendedores aguardam pela confirmação de novo leilão de apoio ao escoamento da safra, conta o analista de mercado da AgRural, Rodrigo Nunes. O governo confirmou na quinta-feira que estuda esta possibilidade, mas não há previsão de quando seria feita a operação.
No Rio Grande do Sul, as lavouras apresentam boas condições. A forte chuva que atingiu o Estado provocou perdas pontuais nas áreas de milho. A Emater trabalha com estimativa de área plantada de 1,282 milhão de hectares, 7,66% menor que na safra 2008/2009. Mesmo com a redução de área, a produção deve superar 1 milhão de toneladas, por causa da expectativa de melhora na produtividade.
Valor Econômico - São Paulo/SP
Pelo
menos 30% do trigo produzido no Brasil na safra 2009/10, cuja colheita
terminou em dezembro, será transformado em alimento para frangos e
suínos em outros países. Segundo estimativas conservadoras, o excesso
de chuvas no segundo semestre do ano passado no Sul deteriorou a
qualidade de 2 milhões das 5 milhões de toneladas produzidas. Com o
cereal abaixo dos padrões mínimos de processamento estabelecidos pelos
moinhos brasileiros, o mercado de rações passa a ser uma forte
alternativa de escoamento. Há quem acredite que os embarques poderão
somar 2,7 milhões de toneladas, mas um novo recorde histórico virá
mesmo com "apenas" 1,5 milhão de toneladas.
O Brasil, que não
produz trigo suficiente para abastecer o consumo doméstico e é um dos
maiores importadores do mundo, historicamente só exporta o cereal
quando a qualidade não atende aos padrões mínimos de moagem para
consumo humano. Como o "cereal-ração" já tem no milho um competidor
forte no mercado interno, a saída é mesmo exportar.
A última
safra em que os embarques nacionais de trigo superaram 1 milhão de
toneladas foi a 2003/04, quando um problema climático derrubou a
qualidade do cereal gaúcho. "Naquela época, foram embarcados 1,37
milhão de toneladas. O câmbio estava favorável e o mercado externo,
receptivo. Foi muito trigo para ração para Egito, Líbia e Europa",
lembra Silvio Farnese, coordenador geral de cereais e culturas anuais
do Ministério da Agricultura. Neste ano, a Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) ainda prevê exportações de 750 mil toneladas, mas
o próprio Farnese reconhece que o cálculo é conservador. "É possível
que o volume seja maior", diz ele, que prefere não fazer projeções.
As
intempéries que derrubaram a qualidade do cereal devem ter um custo
alto para os cofres públicos. Do ano passado até agora, o governo já
colocou R$ 800 milhões via Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para
atender 2,4 milhões de toneladas de trigo. Não necessariamente todo
esse volume é direcionado ao mercado externo, e parte dele foi
produzido na safra anterior. No mesmo período, o governo injetou R$ 1,5
bilhão para apoiar a comercialização de milho. É quase o dobro do
valor, mas a safra de milho é dez vezes maior.
O fato é que, com
a ajuda governamental, o produtor do Sul está conseguindo escoar esse
trigo de baixa qualidade pelo preço mínimo, fixado pela Conab em R$
355,50 por tonelada. As indústrias que aderem ao PEP têm que comprovar
que pagaram ao produtor R$ 355,50 para receber o prêmio do governo de
R$ 190. O produtor tem a vantagem de deixar de competir com o milho de
ração que, no sudoeste do Paraná, está valendo cerca de R$ 211 a
toneladas, bem menos que o cereal.
No mercado internacional,
esse trigo de baixa qualidade garantia uma remuneração (antes do
fechamento de ontem das bolsas, quando o cereal teve forte queda) de
US$ 155 a US$ 160 a tonelada colocada no porto (FOB) no Brasil. Em
moeda nacional, o valor equivale a R$ 275, que, subtraídos os custos
com embarque e frete interno, cai para R$ 215. Acrescentando-se o
prêmio de R$ 190 por tonelada do PEP, a receita da trading sobe para R$
405 por tonelada. "Desse valor, o exportador paga R$ 355 ao produtor",
diz um trader que prefere o anonimato.
Ele alerta, entretanto,
que com a queda de 36 centavos de dólar por bushel registrada ontem na
bolsa de Chicago (ver matéria nesta página) é possível que a conta não
feche mais dessa forma. "De US$ 155, a tonelada do trigo de baixa
qualidade deve recuar para US$ 140, reduzindo a margem de exportação do
Brasil", afirma. "Acredito que, quem fez, se deu bem, mas agora ficará
mais complicado com os novos números de maiores estoques mundiais
divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos [USDA]",
pondera o trader.
Christian Saigh, presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), está entre os que estimam
que 2,7 milhões de toneladas estão fora do padrão de moagem. Segundo
ele, 1,1 milhão de toneladas já foram exportados até agora. Com a
qualidade da safra prejudicada, os moinhos encontram-se diante de cinco
variedades de grão para moer, quando em uma colheita normal as
indústrias lidam com, no máximo, três tipos. "Isso certamente nos dá
mais trabalho e elevará custos. Gastamos mais tempo procurando grão no
campo e fazemos mais análises de laboratório", diz Saigh, sem precisar
o quanto essa dificuldade se refletirá nas planilhas de custos.
Gazeta do Povo Online
Uma
portaria expedida há um mês pelo Ministério da Agricultura do Paraguai
está estimulando o contrabando no sentido inverso do seguido por
equipamentos de informática e cigarros na Ponte da Amizade. Proibidos
de importar tomates e cenouras do Brasil e da Argentina, muitos
paraguaios têm cruzado a fronteira para encher os carros com os
produtos em Foz do Iguaçu de maneira irregular.
Atraídos pelo preço quase 70% menor, no caso do tomate, centenas de paraguaios frequentam os atacadistas de alimentos de Foz do Iguaçu, principalmente os da Vila Portes, bairro localizado ao lado da ponte. Para contornar a proibição, alguns paraguaios dizem que precisam subornar os fiscais na ponte. “Você sabe como é o Paraguai, é só dar um dinheiro para o fiscal que a mercadoria passa tranquilamente”, diz o proprietário de um pequeno mercado em Ciudad del Este que preferiu não se identificar. “Na maioria das vezes os fiscais nem olham o porta-malas, deixam passar. Se olharem, é só dar o dinheiro”, afirma Monica Villalba, enquanto compra pêssegos, tomates e batatas na Ceasa de Foz.
Na semana passada, autoridades aduaneiras do Paraguai apreenderam 20 toneladas de tomate brasileiro que entrou sem permissão no país pela Ponte da Amizade. A mercadoria foi confiscada na cidade fronteiriça de Hernandarias, armazenada num caminhão. A carga foi comprada no Brasil e seria transportada até o município paraguaio de Curuguaty.
Proibição
A
medida do Ministério da Agricultura do Paraguai causou muito
descontentamento entre lojistas e importadores – na manhã de ontem,
eles protestaram em frente às principais centrais de abastecimento do
país. Os agricultores locais, por sua vez, denunciam o contrabando.
Produtores de tomate do Paraguai chegaram a bloquear um rodovia que
liga Ciudad del Este a Coronel Oviedo e Assunção, por cerca de 30
minutos.
Na opinião dos comerciantes e importadores paraguaios, quem mais sofre com a proibição é o consumidor final. “Com essa medida protecionista vamos quebrar. Os preços vão subir absurdamente e o mercado paraguaio ficará sem abastecimento”, afirma Silvio Riveros, presidente da Associação de Hortifrutis do Paraguai. Lá, o quilo do tomate nos supermercados está custando, em média, R$ 6,40. No Brasil o valor cai para R$2,20.
Recuo
O argumento dos comerciantes já
surtiu algum efeito – a portaria que instituiu a proibição também
vedava a importação de repolho, pimentão, cebola, abacaxi e banana do
Brasil. Na última segunda-feira, porém, o Ministério da Agricultura do
Paraguai voltou atrás e manteve o veto apenas para tomates e cenouras.
Na Ceasa de Foz do Iguaçu, os atacadistas esperam ter um aumento de até 20% nas vendas, já que os paraguaios representam mais de 45% dos compradores da Ceasa e muitos não queriam correr o risco do contrabando. “Esse recuo do governo paraguaio é uma ótima notícia, esperamos um crescimento em torno de 20% em relação às semanas em que os produtos estavam proibidos pelo Paraguai”, diz Cleuza Bergamini, proprietária de um box.
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