

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | - |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | - |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | - |
| Boi (PR) - R$/@ | - |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | - |


AGRICULTURA FAMILIAR
AVICULTURA
BIOENERGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
CRÉDITO RURAL
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Gazeta do Povo
Segundo dados do Inpe, área desmatada vem sofrendo redução nos últimos seis anos. Mato Grosso teve a maior queda
O governo federal anunciou ontem uma redução de 45% na área desmatada na Amazônia de 2008 para 2009 – a maior diminuição nos últimos 21 anos, segundo o Ministério do Meio Ambiente. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada passou de 12.911 km2 para um total estimado em 7.008 km2 neste ano.
“Esse desmatamento representa a menor taxa de longe. Pelo menos desde 1988, quando o Inpe começou a fazer o levantamento”, disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. De acordo com ele, a margem de erro é de 10% e os números serão confirmados em março do ano que vem. “Estes números são bastante confiáveis e, quando há revisão, ficam dentro da margem de erro”, acrescentou.
Câmara salientou que o desmatamento em 2004 abrangeu 27 mil km2. “Desde 2004, percebemos uma queda substancial de desmatamento, com quedas recorrentes nos últimos seis anos”, disse.
O Inpe realiza as observações da região via satélite e os dados são validados por meio de levantamentos realizados em campo. “Nosso levantamento é considerado de boa qualidade no mundo inteiro”, afirmou o diretor, que ainda apresentou alguns porcentuais considerados como “substanciais” de queda do desmatamento no período de agosto de 2008 a julho de 2009. No caso de Mato Grosso, a queda foi de 65%; em Rondônia, a redução observada foi de 50%; no Pará, de 35%; no Amazonas, 30%; no Maranhão, de 20%; e no Acre, 18%.
O governo anunciou os dados em uma grande cerimônia com a participação do presidente Lula, governadores e prefeitos representando 43 municípios da região e ministros. Na cerimônia, foi feito ainda um balanço do programa Arco Verde – Terra Legal, que legaliza terras na região para exploração sustentável.
“Conseguimos dar um passo e demonstrar que existe um
modelo alternativo de produção que preserve a floresta em pé. O Brasil
vem de longa data fazendo o seu dever de casa. Uma das ações
afirmativas mais fortes que nos podemos nos orgulhar de apresentar [na
reunião da ONU em Copenhague] é justamente esse programa”, afirmou a
ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Apagão tecnológico
Menos de dois dias após o apagão que atingiu o país, a cerimônia foi marcada pelo “apagão” dos computadores usados para apresentar os dados. Com a cerimônia já iniciada e o presidente e ministros no palco, por cerca de 8 minutos técnicos tentaram religar o aparelho.
Nesse período, o presidente Lula entreteve a plateia, andando pelo palco e fazendo piadas, entre elas a que comparava a tela inicial do Windows à fazenda de soja do governador Blairo Maggi. Ao ser chamado ao microfone, o ministro Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) disse que no início houve uma “trapalhada”
Em
reunião realizada na sede do Sistema FAEP foi realizada a eleição do
Conselho Deliberativo do Fundepec-PR. Após a eleição Ágide Meneguette
tomou posse da presidência do conselho. Wilson Thiesen do Sindileite
assume como 1º vice-presidente e Péricles Pessoa Salazar, do
Sindicarne, como 2º vice-presidente. A nova diretoria assume o Conselho
Deliberativo do Fundepec-PR para o triênio 2009/2012.
O Brasil decola agora, o risco para a grande história de sucesso da América Latina é a arrogância". Esse é o título da reportagem especial publicada ontem pela revista The Economist, que traz na capa uma foto do Cristo Redentor impulsionado por um foguete.
Na edição especial com oito reportagens sobre negócios e finanças no País e mais um editorial, a Economist afirma que o Brasil "entrou em cena no palco mundial" e vai se tornar a quinta maior economia do mundo até 2014. E, depois de ser subestimado por anos, o País hoje supera os outros Brics em vários quesitos.
"O País está passando por seu melhor momento desde que um grupo de navegadores portugueses chegou às costas brasileiras, em 1500", diz outro artigo sobre o Brasil, na revista. "O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e baixa inflação, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo."
Mas a publicação inglesa alerta para as armadilhas à frente. "Da mesma maneira que seria um erro subestimar o Brasil, também é um erro ignorar suas fraquezas", adverte. "Muito dinheiro do contribuinte está sendo gasto nas coisas erradas" e há pouco investimento público e privado.
Para a Economist, Lula está certo ao dizer que seu país merece respeito e "ele também merece muito da bajulação que recebe. "Mas Lula também tem sido um presidente de muita sorte, colhendo os frutos de um boom de commodities e trabalhando a partir da plataforma sólida construída por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso".
A revista volta a chamar Lula de "sortudo" em outro artigo. Para manter o bom desempenho do Brasil em um mundo com condições mais difíceis, o sucessor de Lula vai ter de lidar com alguns dos problemas que o presidente achou que podia ignorar, adverte a revista.
A reportagem lembra que, em 2003, quando economistas da Goldman Sachs cunharam o termo Brics, muita gente torceu o nariz para a inclusão do Brasil no time de economias vencedoras. "Brasil? Um país com taxas de crescimento tão minúsculas quanto seus biquínis, vítima de qualquer crise financeira que estiver à espreita, um lugar com instabilidade política crônica, onde a capacidade infinita de desperdiçar seu óbvio potencial é tão lendária quanto seu talento para futebol e carnavais", diz. "Agora, esse ceticismo parece equivocado."
Em artigo (opinião), a Economist diz que o Brasil costumava ser uma promessa, mas agora começa a se tornar realidade. O País não passou incólume pela recessão, mas está entre os últimos a entrar e os primeiros a sair. A revista ainda diz que o Brasil deve crescer 5% em 2010, mas a taxa deve se acelerar à medida que os campos de petróleo comecem a produzir e os países asiáticos continuem consumindo alimentos e minerais do Brasil. "E algum momento antes de 2014, o Brasil vai se tornar a quinta maior economia do mundo." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Há previsão de instabilidades atmosféricas em todo o Paraná nesta
sexta-feira (13). Haverá pancadas de chuva, as quais serão acompanhadas
de raios. As chuvas ocorrerão mais durante a tarde e a noite.
Curitiba 16°C 26°C
Paranaguá 19°C 27°C
Londrina 20°C 29°C
Maringá 21°C 30°C
Cascavel 19°C 26°C
Foz do Iguaçu 20°C 27°C
Ponta Grossa 17°C 27°C
Guarapuava 17°C 26°C
Fonte: Simepar
Topo
Planeta Universitário
A Universidade Estadual da Paraíba está comemorando a recomendação,
concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes), do Mestrado em Ciências Agrárias (MCA). Trata-se do
décimo programa da UEPB recomendado pelo órgão gestor da política de
pós-graduação do país. Nove deles foram aprovados nos últimos três
anos. O MCA resulta de uma associação, do tipo ampla, formalizada com a
Embrapa Algodão no final do ano passado, e se estrutura com uma área de
concentração em Agrobioenergia e Agricultura Familiar Sustentável, e
três linhas de pesquisas: energias renováveis e biocombustíveis,
agricultura familiar e sustentabilidade, e biotecnologia e produção
vegetal.
O Mestrado inclui-se no propósito perseguido pela UEPB e pela Embrapa Algodão de incrementar pesquisas, desenvolvimento tecnológico e a transferência dessas ações para o semi-árido brasileiro, tendo como foco o estímulo na produção de biocombustível e o fortalecimento da agricultura familiar.
A iniciativa articula duas tradições: a do ensino e pesquisa acadêmica, conferida pela UEPB, e a pesquisa tecnológica, fornecida pela Embrapa. O resultado será a oferta de um programa diferenciado, que tem como preocupação a formação de recursos humanos com conhecimento no manejo agroecológico dos ecossistemas regionais e locais, e o desenvolvimento de uma agricultura sustentável.
O MCA, segundo a professora Marcionila Fernandes, Pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, decorre de três movimentos articulados da política de fortalecimento da Pós-graduação da Universidade Estadual da Paraíba. O primeiro alinha-se a um conjunto de ações estratégicas efetivadas na qualificação do corpo docente e na ampliação qualitativa do quadro por meio de concurso público. O segundo tem como cerne o investimento em ensino e pesquisa em áreas estratégicas, do Brejo ao Alto Sertão da Paraíba, dentre as quais destacam-se as Ciências Agrárias.
Por fim, o terceiro movimento diz respeito à construção de parcerias com universidades e centros de pesquisa instalados no Brasil e no exterior, não apenas para a troca de experiências e capacitação de seu corpo docente, mas, pontualmente, para junção e articulação de competências, visando ao fortalecimento do ensino e da pesquisa em áreas críticas para o desenvolvimento regional.
Agora, já são dez programas tendo a UEPB como proponente: Ensino de Ciências e Matemática; Ciência e Tecnologia Ambiental; Saúde Pública; Enfermagem (em associação com a UPE); Odontologia; Desenvolvimento Regional (em associação com a UFCG); Relações Internacionais; Ecologia e Conservação; Literatura e Interculturalidade; e Ciências Agrárias (em associação com a Embrapa).
Além disso, a UEPB participa de um programa em rede - O Prodema - cuja gestão é feita pela UFPB. O mestrado em Ciências Agrárias deve abrir seleção já no primeiro trimestre de 2010.
Valor Econômico
Conjuntura: Mesmo com dólar em queda, a recuperação da receita virá com
a redução de custos nas lavouras
Mesmo prejudicada pela variação negativa do dólar, a nova safra agrícola tende a garantir boas margens de lucro ao produtor rural em 2010. A recuperação da receita líquida no campo virá pela forte redução dos custos de produção, informou ontem o Banco do Brasil em relatório do balanço trimestral.
As margens médias projetadas pelo principal operador do crédito rural do país na nova safra será 4,6% superior na soja e 46,8% no milho na comparação com o ciclo anterior. Nas operações com soja, o produtor experimentou uma redução de 10,2% nos preços recebidos, mas deve garantir a melhora na margem com a redução média de 16,5% no custo de produção. No caso do milho, deve haver estabilidade de preços, mas o custo será 17% inferior ao da temporada anterior.
"É uma safra sem problemas de clima, com boa produtividade, onde houve boa redução de custos e, a depender da cotação do dólar, vai dar uma rentabilidade razoável", diz o diretor de Agronegócios do BB, José Carlos Vaz. O relatório do BB informa, ainda, que a margem para a soja será 22,3% inferior ao registrado na safra 2007/08. No milho, essa margem será 55,3% menor.
O bom momento financeiro no campo é traduzido pela expansão da área cultivada com financiamento do BB. Na soja, o banco desembolsou 44% na comparação com a safra passada. Foram R$ 3,8 bilhões entre julho e outubro, o que ajudou a ampliar a área em 4 milhões de hectares, ou 63% acima de 2008/09. No milho, houve uma redução de 23% no crédito até outubro, para R$ 1,1 bilhão. Mesmo assim, a área recuou apenas 3%. No caso do arroz, o desembolso cresceu 15%, para R$ 800 milhões. A área financiada aumentou 60%, chegando a 475 mil hectares.
O BB, cuja carteira de crédito rural somava R$ 67,2 bilhões até o terceiro trimestre do ano, ressalva, porém, que a "variável dólar" seguirá como ameaça à rentabilidade do campo. "A cotação do dólar permanece como grande questão. Mas deve ter boa margem quem tiver gestão adequada de custos, boa matriz financeira e diversificar instrumentos de comercialização", avalia Vaz. O BB projeta uma nova safra "volátil" por causa da volta dos especuladores ao mercado de commodities e as expectativas de recuperação da demanda por milho para etanol nos Estados Unidos.
O relatório trimestral do BB mostra que a carteira de crédito rural melhorou, sobretudo nas novas operações contratadas. Os empréstimos mais antigos, objetivo de renegociação derivada de problemas climáticos em safras anteriores, ainda "contaminam" a carteira do BB. Na comparação entre o terceiro trimestre de 2008 e igual período de 2009, as provisões para créditos da carteira aumentou de R$ 4,33 bilhões para R$ 4,95 bilhões. As operações vencidas há mais de 90 dias saltaram de R$ 810 milhões para 2,59 bilhões. Nas operações sem prorrogação, cujo saldo soma R$ 52,96 bilhões, o atraso chega a 1,8%. No saldo prorrogado de R$ 14,28 bilhões, o atraso soma 9,7%. "Mas o cenário indica uma melhora na qualidade da carteira e a recuperação do nível de endividamento da clientela", afirma o diretor José Carlos Vaz.
O BB também informou na quinta-feira que os desembolsos na safra 2009/10 superaram R$ 15 bilhões nos últimos quatro meses encerrados em outubro - volume 28% acima do liberados em igual período da safra 2008/09. O banco informou ter aplicado 73% do total, ou R$ 11 bilhões, em operações de custeio.
A agricultura empresarial recebeu R$ 8,8 bilhões em operações de custeio e R$ 854 milhões em investimento e R$ 1,8 bilhão em comercialização. Na agricultura familiar, foram aplicados R$ 1,3 bilhão em operações de investimento, com forte destaque para o Programa Mais Alimentos. A linha de mecanização da agricultura familiar fez 8,8 mil operações no valor total de R$ 397 milhões. Nas operações de custeio da agricultura familiar, foram desembolsados R$ 2,1 bilhões.
BrasilFoods
Resultados consolidam desempenho de BRF e Sadia
O balanço do terceiro trimestre da BRF Brasil Foods consolida os resultados da Sadia (subsidiária integral) e suas controladas. No período, o lucro líquido foi superior a R$ 210 milhões e a receita líquida chegou a R$ 5,3 bilhões. Foram comercializadas 1,4 milhão de toneladas, somados os negócios de carnes, de lácteos e de outros processados.
A melhor performance ficou com o mercado interno, que representou 58% das vendas líquidas, o equivalente a uma receita de R$ 3,8 bilhões.
As exportações atingiram R$ 2,3 bilhões. A pressão cambial, associada à lenta retomada dos principais mercados internacionais, comprimiu as margens, mas o impacto foi amenizado pelo bom desempenho do mercado doméstico.
A receita bruta totalizou R$ 6,2 bilhões e o lucro bruto alcançou R$ 1,1 bilhão. O resultado operacional medido pelo EBITDA (lucro operacional antes das despesas financeiras, impostos e depreciação) foi de R$ 291 milhões, redundando em margem de 5,5%.
Os investimentos no acumulado do ano, considerando-se as informações proforma (isto é, montante dos investimentos feitos pela BRF e pela Sadia desde o primeiro dia de janeiro de 2009), somaram R$ 665,5 milhões.
No terceiro trimestre, foram concluídas com êxito etapas
societárias estabelecidas pelo Acordo de Associação, firmado em 19 de
maio último, entre Perdigão e Sadia:
-Incorporação de ações de acionistas da HFF (08/07)
- Incorporação de ações de acionistas da Sadia (18/08)
- Captação de recursos da ordem de R$ 5,3 bilhões, via oferta primária de ações, destinada a equilibrar a estrutura de capital consolidada, especialmente para a redução de dívidas de curto prazo da Sadia
RESULTADOS PROFORMA
Para fins comparativos, foram produzidos os resultados proforma, demonstrados a seguir, que consolidam as informações integrais da Sadia S.A. como se a incorporação de ações tivesse ocorrido no dia 01.01.2008.
OS RESULTADOS DE 2008 DA SADIA FORAM ADEQUADOS À LEGISLAÇÃO 11.638
NÚMEROS DO TRIMESTRE (PROFORMA)
NÚMEROS/ACUMULADO 2009 (PROFORMA)
(1) Resultado Líquido Ajustado – Desconsiderando a absorção do prejuízo fiscal relativo à incorporação da Perdigão Agroindustrial S.A, ocorrida nos resultados do primeiro trimestre de 2009
Valor Econômico
A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu as projeções para a
produção de etanol no Brasil neste ano e em 2010, ao mesmo tempo em que
apontou melhoras na margem de lucro dos produtores nos EUA e na Europa.
Em relatório mensal, a AIE estima que no curto prazo a expectativa é que a produção de etanol no Brasil continuará a cair. As projeções agora são de baixa equivalente a 25 mil barris diários de petróleo em 2009, para 480 mil barris/equivalente por dia. Menor consumo doméstico, preços mais altos do açucar e desaceleração na construção de usinas também explicam a queda da previsão para 2010 em 45 mil barris equivalente de petróleo por dia, para em 510 mil - mais, portanto, que o volume deste ano.
Já os produtores de etanol nos EUA continuam a se beneficiar dos preços do milho e do gás natural, e melhoraram suas margens. A produção americana atingiu em agosto o equivalente a 727 mil barris de petróleo por dia. Significa que 93% da capacidade tem sido utilizada, muito mais do que a média de 80% a 85% do primeiro semestre. A AIE projeta alta de produção de 10 mil barris por dia este ano, em linha com o objetivo do governo americano para a utilização do etanol. Para 2010, a expectativa é que a producao se mantenha em 770 mil barris.
Os produtores de etanol na Europa tambem se beneficiam de margem de lucro maior. O preço favorável do trigo permitiu uma alta de volume do combustível equivalente a 10 mil barris por dia em 2009 e esse aumento deverá chegar a 15 mil barris em 2010.
Globalmente, a projeção da AIE agora é de baixa na produção de biocombustíveis, num volume equivalente a 5 mil barris de petróleo por dia este ano e de 10 mil no ano que vem. No Brasil, a queda na produção de etanol é compensada pela contínua alta na produção de petróleo. Em agosto, a producao de petróleo foi 65 mil barris por dia maior do que as projeções da AIE e bateu novo recorde de mais de 1,9 milhão de barris por dia.
Valor Econômico
O governo do Estado do Rio de Janeiro tenta, mais uma vez, dar impulso
ao setor sucroalcooleiro. A região de Campos de Goytacazes, no norte
fluminense, recebeu, pela primeira vez depois de 24 anos, investimentos
de R$ 100 milhões na construção de um projeto "greenfield" (construção
a partir do zero). A usina Cana Brava entrou em operação, ainda em fase
experimental, na quarta-feira.
"Sabemos que o Rio não tem condições de disputar em volume de cana com outras regiões do país. O mais importante deste investimento é que estamos estimulando o desenvolvimento com a produção [de cana] em municípios daquela região", afirmou ao Valor Christino Áureo, secretário de Agricultura do Estado.
A usina Cana Brava pertence ao engenheiro civil Ludovico Giannattasio, cuja família é produtora de cana na região de Campos. "Conheço bem essa região do Rio e sei também sobre a decadência da cultura, mas estamos apostando na reversão deste quadro", afirmou Giannattasio.
O empresário, que atuou nos anos 80 no setor de construção civil, afirmou que a usina produzirá apenas etanol nesta primeira fase. A partir de 2011 deverá receber investimentos para a produção de açúcar. O projeto contempla cogeração de energia a partir do bagaço de cana.
Nesta fase de moagem experimental, a usina deverá processar cerca de 50 mil toneladas de cana. Para o próximo ciclo 2010/11, a moagem deverá alcançar 1 milhão de toneladas e depois saltar para 1,5 milhão de toneladas.
A primeira fase do projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Até R$ 70 milhões podem ser aplicados na segunda fase. Segundo Áureo, secretário de Agricultura do Estado, o governo financiou cerca de R$ 10 milhões por meio do programa de fomento do Estado, o Investe Rio. Os fundos Fundacam (Fundo de Desenvolvimento de Campos) e o Frense (Fundo de Recuperação dos Municípios Fluminenses) também contribuíram para financiar o projeto "greenfield". "Mas boa parte da usina foi financiada com recursos próprios", disse Áureo.
O Estado do Rio chegou a ter 24 usinas em operação nos anos 80, auge do Proálcool. Boa parte desta unidades estava concentrada na região norte do Estado, principalmente em Campos dos Goytacazes . Com a crise do Proálcool e também dos empresários locais, o número de usinas se reduziu para sete nesta safra - já incluindo a Cana Brava. No ano passado, três unidades produtoras, que eram controladas pelo grupo Othon, entraram com pedido de recuperação judicial. Desde 2005, o governo do Estado tenta revitalizar a cultura canavieira na região. Nesta safra, a 2009/10, a produção de cana está estimada em cerca de 3 milhões de toneladas.
Neste projeto atual de revitalização do setor sucroalcooleiro, o governo está estimulando o plantio de cana no município de São Francisco de Itabapoana, que tem um dos mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, afirmou Áureo. "A usina está instalada próxima a esse município, que fica perto da fronteira com o Espírito Santo", afirmou Áureo. "Temos um plano para o setor, que contempla projetos que contemplem mecanização."
Valor Econômico
Os credores do frigorífico Quatro Marcos suspenderam a assembleia para
discussão do plano de recuperação judicial da empresa, na quinta-feira.
De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat),
93,36% dos credores de todas as classes (trabalhistas, com garantia
real e quirografários, que inclui os pecuaristas) votaram pela
suspensão.
A assembleia será retomada dia 3 de dezembro. Houve alteração no plano apresentado pela empresa, e os credores pediram mais tempo para avaliar as mudanças. No caso dos pecuaristas, para os quais a empresa deve R$ 35,7 milhões, o Quatro Marcos aceitou corrigir a dívida pela taxa Selic a partir da data aprovação do Plano de Recuperação Judicial, a diminuição da carência, que a princípio era de 12 meses, para julho de 2010.
Segundo a Acrimat, os pecuaristas querem que a carência seja março de 2010 e que a correção pela taxa Selic seja retroativa a 6 de janeiro de 2009, quando foi homologado o pedido de recuperação judicial. Querem ainda que o frigorífico não tenha liberdade de vender os ativos da empresa e de fazer novos empréstimos para ampliar a estrutura e que no caso do descumprimento do plano seja decretada a falência do frigorífico.
No plano do Quatro Marcos, disponibilizado semana passada no site da empresa, a companhia propõe o pagamento integral das dívidas trabalhistas, dentro de 12 meses a partir da aprovação do plano. Os créditos financeiros com garantia real terão o pagamento do principal em um única parcela em 31 de dezembro de 2013 e dos juros, pagamentos trimestrais a partir de 31 de janeiro de 2012.
No caso dos credores quirografários financeiros (sem garantia), os pagamentos dos juros seriam feitos em parcelas trimestrais a partir de 31 de janeiro de 2012 e o principal em 40 pagamentos trimestrais a partir de janeiro de 2013. A dívida total do Quatro Marcos soma R$ 427,869 milhões, segundo a Acrimat. Com os pecuaristas do Mato Grosso, o débito é de R$ 26 milhões.
Valor Online
A JBS S.A., maior produtora e exportadora de carne bovina e derivados
do mundo, obteve lucro líquido de R$ 151,5 milhões no terceiro
trimestre deste ano, 12,3% menor em relação ao ganho de R$ 172,7
milhões dos três meses anteriores e ainda mais enxuto (-78,2%) perante
o intervalo de julho a setembro de 2008, quando o lucro foi de R$ 694
milhões.
Em razão do impacto negativo da desvalorização do dólar e o recuo no preço de vendas, como justificou a companhia, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, da sigla em inglês) consolidado situou-se em R$ 291,9 milhões, redução de 24% ante os três meses imediatamente anteriores (R$ 384 milhões).
Levando em conta o confronto com o terceiro trimestre de 2008, o Ebitda encolheu 38,5% uma vez que naquela ocasião essa linha do balanço era de R$ 474,9 milhões. A JBS observou, no entanto, que o período de julho a setembro do ano passado constitui uma base de comparação "atipicamente forte (período pré-crise)". A margem Ebitda saiu de 6,1% nos três meses até setembro de 2008 para 3,5% em mesmo intervalo do ano corrente.
Com queda de 9,5% na receita líquida entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano por causa da depreciação do dólar ante o real, a JBS somou R$ 8,379 bilhões. Perante os três meses até setembro do exercício passado, quando a receita tinha sido de R$ 7,771 bilhões, houve, contudo, alta de 7,8%. Esse incremento, segundo a empresa, está associado com a conclusão da aquisição da Smithfield Beef em 2008, "parcialmente compensado por uma deterioração nas condições de mercado" devido à crise internacional partir do quatro trimestre daquele calendário.
Portal do Agronegócio
O 10º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil chega à final nesta 6ª
feira (13) com a divulgação, às 17h, dos lotes que serão leiloados no
disputado Cup of Excellence, pregão realizado pela internet e já
agendado para 19 de janeiro de 2010. A cerimônia de encerramento e a
divulgação dos vencedores acontecem no CEC – Centro de Excelência do
Café do Sul de Minas, em Machado (MG), local de todas as etapas do
certame.
Os 56 lotes selecionados para esta final estão sendo avaliados desde segunda-feira por um Júri Internacional integrado por 24 profissionais de 14 países e dois brasileiros, além de observadores brasileiros e japoneses. A lista dos produtores que estão concorrendo pode ser acessada no site www.bsca.com.br.
Promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) e pela ACE - Alliance for Coffee Excellence, o concurso tem como juiz principal Erwin Mierisch, diretor da ACE, e coordenação técnica do classificador Sílvio Leite, da Agricafé. Nesta edição, o evento conta com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil e tem como coordenadora geral Vanusia Nogueira, diretora executiva da BSCA. A auditoria de todas as etapas está a cargo da BCS ÖKo-Garantie-Brasil.
Novidade
Durante todo o final de semana serão realizadas Rodadas de Negócios dos lotes que, apesar de terem ido para a fase internacional, não conseguiram pontuação para ir a leilão. A comercialização será feita diretamente pelos produtores para compradores estrangeiros e brasileiros. Essas Rodadas de Negócios acontecerão também no CEC – Sul de Minas.
Portal do Agronegócio
Estão definidas as regras para a conversão de dívidas da linha de
estocagem de café, safra 2008/2009, em produto
As normas, expressas na Instrução Normativa nº 51 do Ministério da Agricultura, estão publicadas na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU). A linha de financiamento de que trata a IN foi concedida com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).
De acordo com a legislação, para efetuar o pagamento da operação de crédito com café, o produtor deverá procurar o agente financeiro, pelo menos, 30 dias antes do vencimento da parcela. O mutuário terá ainda que entregar ou manter o produto em armazém credenciado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em até 15 dias do vencimento da dívida. A Conab utilizará como base o preço mínimo vigente do tipo de café entregue para calcular o valor do produto.
A medida é válida para produtores adimplentes e permite que a dívida seja quitada integral ou parcialmente com café. A Instrução Normativa publicada hoje regulamenta a Resolução nº 3.805/2009 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que autorizou a conversão de dívida de estocagem em produto.
O Ministério da Agricultura informa que até 31 de dezembro deste ano, a Linha Especial de Crédito (LEC) para comercialização de café é regulamentada pela Portaria Interministerial nº 214/2009 (Ministérios da Agricultura e Fazenda). Qualquer alteração será realizada apenas em 2010, por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional.
Valor Econômico
A Índia, maior consumidora mundial de açúcar, deverá importar entre 2
milhões e 3 milhoes de toneladas da commodity no ano que vem. Segundo
banco londrino Barclays Capital, isso acontecerá porque a produção do
país deverá diminuir pelo terceiro ano consecutivo.
A situação na Índia reforça a tendência alta do açúcar no mercado internacional. Este ano, os indianos tiveram que importar quase 6 milhoes de toneladas. Para o ano fiscal 2010-2011, a expectativa é de producao de 19 milhões a 20 milhoes de toneladas, abaixo da demanda anual de 23 milhoes de toneladas.
Também há sinais para estimular o preço do café nas praças internacionais. As plantações da Colômbia têm sido afetadas pela "broca", praga que causa estragos na qualidade do produto e já afeta as exportações neste quarto trimestre. Os produtores colombianos baixaram a expectativa de produção este ano para 8,3 milhões de sacas de 60 quilos, ante 9,3 milhões no ano passado. Eles esperam se recuperar em 2010 para chegar a pelo menos 11 milhões de sacas, mas o problema da praga continua sendo uma ameaça para as estimativas.
Quanto ao trigo, a produção na Austrália foi reduzida. Recentes informacoes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimam, por sua vez, que o estoque do pais será o maior em dez anos.
Na Argentina, a expectativa é de que a área de soja seja recorde (19 milhões de hectares). Os americanos preveem uma produção argentina de 53 milhões de toneladas no periodo na safra 2009/10, acima das 32 milhoes de 2008/09.
O mercado de commodities na Europa concentrou as atenções
também em projeções divulgadas hoje pela China. Sua produção de milho é
estimada agora em 163 milhoes de toneladas, 1,8% menor do que no ano
passado. A produção de soja continua inalterada, em 14,5 milhoes de
toneladas - o que representa 6,7% a menos do que em 2008, o que
significa que o país terá de continuar importando.
CNA
Em solenidade realizada na última quarta-feira (11/11), no Salão Negro
do Congresso Nacional, entregou a Medalha Mérito Legislativo 2009 ao
presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará - FAEPA,
Carlos Fernandes Xavier.
FAEPA - A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará - FAEPA, associada à Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, foi criada em 1951, e tem como missão representar e defender a classe produtora rural, promovendo ações para a sustentabilidade do agronegócio paraense.
Para o alcance de sua missão, a FAEPA desenvolve numerosas ações em parceria com os governos federal, estadual e municipal, contando, para tanto, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará - o FUNDEPEC e da Amazônia Rural – Central de Negócios, instituições que integram o sistema FAEPA.
As ações da FAEPA estão descentralizadas em dez núcleos regionais, que reúnem 128 sindicatos rurais espalhados por todo o território paraense, cuja área atinge 1,2 milhão de km².
Folha de São Paulo
RENDEU
O giro de Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, pelo Oriente Médio gerou "uma conversa muito boa com os investidores". Em Riad, capital da Arábia Saudita, o encontro foi com empresários e com o banco AL Rahji Bank.
RECURSOS E INTERESSE
O Rahji, maior banco islâmico do mundo e com muitos recursos para investir, quer participar da formação de um fundo voltado para o agronegócio, disse Guedes.
BASES CONCRETAS
Já em Abu Dhabi (Emirados Árabes), o ex-ministro da Agricultura manteve contato com os fundos Adia (Abu Dhabi Investment Authority) e Adic (Abu Dhabi Investment Council). Os investidores pediram ao BB para apresentar um fundo com bases concretas.
RITMO MENOR 1
Os dados de moagem de soja no Brasil e na Argentina mostram os reflexos do ritmo forte de vendas no primeiro semestre, do clima ruim e da utilização do grão no biodiesel.
RITMO MENOR 2
Os argentinos moeram só 23 milhões de toneladas de soja até setembro. Os brasileiros exportam apenas 1,4 milhão de toneladas de óleo no ano.
SEM ESTOQUES
O reflexo é que "as indústrias não têm produto para rodar", diz Fábio Trigueirinho, da Abiove. Apesar do aumento de 5% da mistura de biodiesel ao diesel em 2010, o cenário é bom. "A produção de soja será maior", diz Trigueirinho.
RODADA DE NEGÓCIOS
Serão conhecidos hoje os ganhadores do Concurso de Qualidade Cafés do Brasil. A novidade é que haverá uma rodada de negócios dos lotes que, apesar de terem passado pelo júri internacional, não obtiverem nota para participar do leilão do Cup of Excellence. INOVANDO
"O Brasil inova ao criar essa rodada de negócios", diz Túlio Junqueira, presidente da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais).
ASSEMBLEIA SUSPENSA
Os credores do frigorífico Quatro Marcos voltam a se reunir no próximo dia 3 na região de São Paulo. A assembleia de ontem foi suspensa porque o frigorífico apresentou uma nova proposta e os credores precisam de tempo para analisá-la.
SAFRA DE BALANÇOS
A Kepler Weber obteve lucro líquido de R$ 1,2 milhão no terceiro trimestre. A Fertilizantes Heringer, R$ 29,7 milhões. Já a SLC Agrícola teve prejuízo de R$ 22,1 milhões no período.
Valor Econômico
Dólar em queda. Os contratos futuros do café caíram na quinta-feira
para o menor preço em mais de duas semanas, mais uma vez motivados pela
desvalorização do dólar, que reduz o apetite dos investidores por
commodities como forma de proteção contra a inflação. Na bolsa de Nova
York, os contratos com vencimento em março do ano que vem fecharam com
queda de 215 pontos, a US$ 1,3365 por libra-peso. "Vimos ajustes
técnicos baseados na queda do dólar", disse à agência Bloomberg Dan
Faretta, estrategista-sênior de mercado da MF Global. "Os fundamentos
não mudaram muito". No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café
fechou ontem a R$ 265,46, com queda diária de 0,47%, segundo o
indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 0,95%.
Recuperação em NY. As cotações do suco de laranja encerrara a quinta-feira em alta na bolsa de Nova York, sustentadas por um movimento moderado de compras especulativas que foi capaz de reverter as perdas registradas no início da sessão. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,1740 por libra-peso, ganho de 140 pontos sobre a véspera. Os papéis para entrega em março, por sua vez, subiram 130 pontos e alcançaram US$ 1,2080, de acordo com relato da agência Dow Jones Newswires. Não houve novidades sobre ameaças climáticas aos pomares de laranja da Flórida, mas mesmo assim a recuperação dos preços prosseguiu. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,53 no mercado spot, segundo o Cepea/Esalq.
Economia lenta. Depois de alcançar os patamares mais altos em 15 meses, os contratos futuros do algodão encerraram o pregão de quinta-feira em queda. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que a economia mundial não se recuperará tão rápido, inibindo a demanda por matérias-primas. Para o premiê chinês, Wen Jiabao, a recuperação da pior crise desde os anos 30 será gradual e desigual. "Não acredito que haja demanda suficiente para dar suporte aos preços", disse Joe Carney, da Harvest Marketing Group. Em Nova York, os papéis para março fecharam a 70,31 centavos por libra-peso, com queda de 77 pontos. No mercado interno, a libra-peso fechou a R$ 1,2525, segundo o Cepea/Esalq, com queda de 0,01%.
Teto semanal. As cotações da soja registraram na quinta-feira o maior valor da semana na bolsa de Chicago, influenciadas pela queda do dólar, pela valorizações em outros mercados e por melhores perspectivas para a demanda, segundo análise da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em novembro encerrou a sessão a US$ 9,8225 por bushel, alta de 18,50 centavos de dólar, ao passo que os futuros para janeiro subiram 18 centavos de dólar, para US$ 9,90 - novamente mais perto da barreira dos US$ 10. Ainda há incertezas em relação à safra sul-americana por causa do clima. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão foi negociada, em média, por R$ 40,40, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Valor Econômico
A meta de redução do desmatamento pelo Brasil dificilmente evitará
pressões sobre produtos brasileiros e conflitos futuros envolvendo
comércio e ambiente, avaliam importantes negociadores na cena
comercial. Notam que o grosso das emissões no país é causado por
queimadas. Reduzi-las, portanto, não aumenta necessariamente o custo da
produção da indústria brasileira e só marginalmente eleva o custo na
produção agrícola em novas fronteiras.
O Brasil tem assim uma maneira relativamente barata e simples para cumprir com metas de redução de emissões sem que isso demande uma reestruturação do parque industrial brasileiro. Mas esse argumento costuma ser visto com desconfiança pelo governo brasileiro. Os negociadores do Itamaraty rebatem o raciocínio dizendo que depende do desenvolvimento que se pretende para a Amazônia - e o parâmetro sustentável é novo e ninguém sabe quanto custará. "O que queremos para a Amazônia?", pergunta um negociador brasileiro. "Queremos que os ribeirinhos fiquem para sempre vivendo em moradias modestas e carentes?"
A China e a Índia, os países que mais crescem no mundo, podem reduzir muito suas emissões, não necessariamente na mudança do parque industrial, mas na matriz energética. Se param de queimar carvão, o corte de emissões será enorme.
Nesse cenário em "que ninguéem é trouxa", na expressão de um negociador, é possível que os Estados Unidos, a União Europeia e outros parceiros queiram colocar ênfase em programas de reaparelhamento industrial e não apenas em medidas que impeçam as emissões, numa maneira de "equalizar" os custos.
O sentimento é de que, enquanto os EUA não tiverem a garantia jurídica de que podem aplicar uma "tarifa-carbono" na fronteira, não vai sair acordo internacional significativo para combater a mudança climática. Washington quer ter o direito de impor uma "border tax" (BTA) para sobretaxar o conteúdo em carbono de uma mercadoria importada, no caso desse conteúdo ser maior do que o equivalente americano.
O argumento americano é de que, se assinar o compromisso de redução de emissões, terá de impor regulamento interno para suas indústrias, o que vai aumentar o custo para elas, reduzir sua competitividade e possivelmente gerar mais desemprego.
"Como explicar internamente que permitirei que minha indústria assuma custos adicionais e que as de outros países não?", indaga um negociador. "Isso pode ser o beijo da morte para muitas indústrias americanas e europeias."
Para outro negociador, "quem não tiver uma gordurinha para assumir o custo, vai continuar complicando um compromisso, porque não quer aumentar a carga sobre a empresa dele".
Alguns países contam como certa a introdução da tarifa-carbono. Nesse cenário, o Brasil quer que um acordo multilateral privilegie o cumprimento da meta e não a forma como ela é atingida. Ou seja, se o país cumprir suas metas de redução de emissão, por exemplo através de corte no desmatamento, não pode ser submetido à tarifa-carbono em países que precisam de outras tipos de restruturação industrial para atingir cortes mais ambiciosos.
Se os americanos ou europeus se comprometerem em cortes de emissões de 50%, e o Brasil em 30%, por exemplo, isso significa responsabilidade diferenciada e não se pode tentar harmonizar o compromisso impondo tarifa-carbono nesse caso.
Até agora, oficialmente, os EUA dizem que pretendem impor sobretaxa contra produtos de países que não tiverem compromissos de redução de emissões. Mas o temor parece aumentar entre parceiros sobre o que afinal pode ser de fato implementado.
O Brasil, a China e outros emergentes têm avisado que, se esse tipo de sobretaxa for imposta sem acordo multilateral ou além de compromissos assumidos, abrirão rapidamente denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, se não houver acordo em Copenhague, o trabalho na entidade do comércio se tornará mais difícil. E alertou que tentar resolver problemas ambientais através de medidas comerciais não funcionará.
Jornal do Brasil
Resultado permite expandir carteira de empréstimos em até R$ 100 bi
As operações de crédito do Banco do Brasil cresceram 41,1% nos últimos 12 meses, com saldo de R$ 301,4 bilhões. A participação da instituição no mercado passou de 16,4% em setembro do ano passado para 20,1% no mesmo mês de 2009.
O índice foi recorde histórico do banco.
Segundo o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, a instituição vai manter a estratégia de estimular a concessão de crédito, já que a massa salarial do país está aumentando e o governo tem metas de ampliar os investimentos em infraestrutura.
Só as linhas de empréstimo para pessoa física quase dobraram, com alta de 97,3%, no total de R$ 85,7 bilhões. Desse total, R$ 34 bilhões corresponderam ao crédito consignado, com participação de 33,8% do mercado. O total emprestado a empresas foi de R$ 116,9 bilhões, 37,1% maior do que em setembro do ano passado.
A maior parte, R$ 68 bilhões, foi concedida a médias e grandes empresas, com alta de 42%. Para micro e pequenas empresas, o montante foi de R$ 41,1 bilhões, 28,5% a mais do que em setembro de 2008. O agronegócio ficou com R$ 68 bilhões, 12,4% acima do total de igual período do ano passado.
Com a incorporação dos ativos do Banco Nossa Caixa e de 50% de participação no Banco Votorantim, o BB passou a ser o maior banco da América Latina e um dos principais financiadores dessa região.
A expansão levou o Banco do Brasil a registrar aumento de 2,3% no lucro líquido (R$ 6 bilhões) no período de janeiro a setembro, se comparado a igual período do ano passado. No terceiro trimestre do ano, o lucro líquido foi de R$ 2 bilhões, ou 6% acima dos números do mesmo período do ano passado e 15,7% abaixo do resultado do segundo trimestre deste ano.
Bendine disse que o BB tem folga financeira para expandir em até R$ 100 bilhões a carteira de crédito sem ferir as regras do Acordo de Basileia, que estabelece as exigências mínimas de capital para os bancos comerciais, como precaução contra o risco de crédito.
O Banco do Brasil também informou que pretende praticamente dobrar sua oferta de crédito imobiliário em 2010. A previsão da instituição é fechar 2009 com contratos na ordem de R$ 1,6 bilhão.
Para o ano que vem, a expectativa é que esse valor suba para R$ 3 bilhões.
O banco, que começou a oferecer essa modalidade de crédito no final de 2007, espera crescer graças à autorização de usar parte dos recursos aplicados na poupança para financiar imóveis. Atualmente, o BB tem um saldo de R$ 72 bilhões na caderneta. Deste total, R$ 4,7 bilhões poderiam ser usados.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA : Mais um dia de boa procura de feijão comercial. A
consciência coletiva diz que no nível em que está o preço do feijão é
baixo e vale a aposta de aumentar um pouco o estoque. Também sabe-se
que até mesmo os fretes ficam mais caros no mês de dezembro assim
garantir o estoque para alguns dias a frente foi a tônica do mercado
durante a semana. Como a oferta é grande não houve reação nos preços.
R$ 50,00 - R$ 55,00 por nota 8 de boa peneira foi a referência ontem em
MG e GO. Com as chuvas no interior de SP está valorizado o feijão nota
8,5 / 9 em até R$ 75,00.
FEIJÃO PRETO: Segue calmo e bem ofertado o mercado de feijão preto. Produtores mantêm os números de venda em R$ 65,00/ 70,00 e posto em SP, MG, RJ R$ 78,00 / 80,00. Já não há oferta do feijão boliviano para importação e os argentinos aguardam o mercado mundial puxar mais fortemente o que parece que obviamente ocorrera em algum momento no inicio do próximo ano. Desta forma daquela fonte não existe nenhuma pressa em comercializar.
Folha de São Paulo
Mais quatro sem-terra tiveram prisão decretada pela Justiça do Pará por
acusação de envolvimento em atos de violência no sul do Estado. Entre
eles estão a líder nacional do MST Maria Raimunda César e o coordenador
estadual Charles Trocate.
O juiz Alexandre Arakaki, de Curionópolis (697 km de Belém), também ordenou a prisão do sem-terra Márcio Borges Araújo e de um homem identificado apenas como Moisés, líder do acampamento na fazenda Maria Bonita.
Localizada em Eldorado do Carajás e propriedade da Agropecuária Santa Bárbara -que tem como sócio o banqueiro Daniel Dantas-, a área foi depredada na semana passada.
Agora chegam a dez as ordens de prisão em razão dos conflitos. Maria Raimunda César não foi encontrada para comentar a decisão da Justiça. Charles Trocate disse já saber que é procurado, mas não comentou a medida do juiz.
O Estado de São Paulo
Salto de 88% nas ações em SP faz Colatto questionar origem do dinheiro
O aumento de 88,8% no número de invasões de terras no Estado de São Paulo, verificado no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, é mais uma evidência da necessidade de se pôr em andamento a CPI do MST. A opinião é do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Ao comentar a reportagem publicada ontem pelo Estado, com o balanço das invasões, ele observou que um dos objetivos da CPI é verificar se o dinheiro destinado aos assentamentos da reforma agrária não é desviado para financiar invasões. "O Brasil precisa saber de onde vem esse dinheiro", afirmou.
Segundo o parlamentar, cooperativas e associações ligadas ao movimento receberam mais de R$ 150 milhões de órgãos do governo entre 2003 e 2008. Criada em outubro, a CPI do MST ainda não começou a funcionar, em decorrência de pressões de setores parlamentares favoráveis aos sem-terra e à política de relacionamento do governo federal com esses movimentos.
A reportagem do Estado apresentou levantamento do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), ligado à Unesp, indicando que as invasões aumentam em São Paulo ao mesmo tempo que refluem em outras áreas do País. No primeiro semestre de 2008 ocorreram 36 invasões no Estado. Neste ano foram registradas 68.
Uma das explicações para esse cenário, segundo Colatto, é a legislação ambiental. "No Sul e Sudeste, as fazendas precisam ter 20% da área preservada. Como isso não acontece, o Incra alega que as terras podem ser desapropriadas."
Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, as invasões aumentam porque o sentimento de impunidade cresceu no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Estamos diante de um festival de impunidades, reflexo da forte ligação que sempre existiu entre os movimentos e Lula. Nada acontece diante dessas barbaridades."
Para o professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira, titular da cadeira de geografia agrária, na USP, a causa do aumento das invasões deve ser procurada em outro lugar. "O governo federal não cumpriu as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Reforma Agrária", disse. "Na verdade, a opção política do segundo governo de Lula não é a reforma, mas sim a contrarreforma, com a regularização fundiária, sobretudo na região da Amazônia."
Oliveira também criticou a Fundação Instituto de Terras de São Paulo (Itesp). "O governo do Estado não tem nenhuma política de assentamento. O Itesp não está realizando nada."
Segundo o especialista, para entender o que ocorre em São Paulo também é preciso considerar que os vários movimentos de sem-terra têm formas diferentes de agir. O grupo que está à frente das ações no Estado, liderado por José Rainha, tem as invasões como prática principal. "Eles ocupam para depois negociar. Outros grupos negociam antes."
Jornal de Brasília
Milho e feijão, com preços baixos, cederam espaço para a oleaginosa
N as principais regiões produtoras do País, mais da metade da safra de verão já está no solo e, com pouca alternativa, o produtor fez opção pela soja. Outras culturas da época, como milho, feijão e algodão, com preços baixos, cederam as terras para o avanço da oleaginosa. A área de 22,7 milhões de hectares será a maior área já plantada com esse grão e a safra pode chegar a 63,6 milhões de toneladas, quase a metade da produção total de grãos do País, prevista em 139 milhões de toneladas.
Em Mato Grosso, maior produtor brasileiro, um mar de soja se estende desde a fronteira com a região amazônica, no extremo norte, até os campos de Rondonópolis, ao sul. Dos 20 municípios brasileiros com maior área plantada, 13 se localizam nessa região, entre eles Sorriso, que lidera o ranking nacional com área de 600 mil hectares.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área cultivada no estado deve chegar a 5,9 milhões de hectares, com produção prevista de 18 milhões de toneladas. Beneficiada pelas chuvas, a soja recém-plantada germina até em áreas que foram cultivadas com algodão.
INCERTEZAS
O agricultor, porém, está cheio de incertezas. Depois de um ano de safras ruins, afetadas tanto pela seca quanto pelo excesso de chuvas, até a safra abundante preocupa. Com o câmbio desfavorável, se houver superprodução, os preços podem cair. "O cenário é de risco", afirma Emílio Kenji Okamura, presidente da Co-operativa Agrícola de Capão Bonito, interior de São Paulo. Um novo desempenho negativo aprofunda a crise no setor e atrapalha a economia do País, segundo ele.
"Os produtores estão sem capital, pois tiveram perdas no milho e no trigo." No caso do cereal, conta, o desastre foi completo: Além da baixa produção, o trigo ficou sem qualidade e encalhou. Apenas no estado de São Paulo, 200 mil toneladas estão nos silos, à espera de compradores. A soja é a opção que restou, segundo ele. "Se não der certo, o produtor não terá como fazer a safra de inverno em 2010", garante.
Perigo de uma supersafra
Na Fazenda Lagoa Bonita, plantadeiras de última geração distribuem as sementes de soja nos sulcos abertos na soqueira do milho. A safrinha desse grão colhida recentemente foi ruim de produção e de preço, afirma o agricultor Ariovaldo Fellet. "Depois da perda com a geada, vendemos a R$ 18 a saca."
Com um cultivo anual de cinco mil hectares de grãos, ele distribuiu a área de verão com 70% para a soja e 30% para o milho. As lavouras estão sob pivôs de irrigação, o que reduz um pouco a dependência do clima. "Este ano, o problema foi chuva em excesso", diz.
Acostumado aos altos e baixos da atividade, Fellet se diz confiante. "Entre as horas boas e ruins, a média ainda favorece o agricultor." Ele cita o caso do feijão: há dois anos, os produtores chegaram a vender a saca a R$ 280. Na safra atual, em fase de colheita, além da baixa produção, os preços despencaram para a média de R$ 65 a saca.
O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Favaro, alerta para o risco da produção excessiva de soja. "Se houver muita oferta, com o câmbio atual, as contas não vão fechar."
A possibilidade de uma supersafra preocupa também o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva. O real valorizado em relação ao dólar, segundo ele, torna o produtor brasileiro de soja menos competitivo no exterior.
Falta fôlego financeiro
A soja em fase de germinação se espalha pela região de Maringá, sede da Cocamar, uma das maiores cooperativas agrícolas do País. Ali também, depois de amargar prejuízos com o milho, os agricultores penderam para a oleaginosa. Até a semana passada, 50% da safra tinham sido plantados.
De acordo com o engenheiro agrônomo Walmir Schreiner, da Cocamar, a semeadura será concluída até o final do mês. A maioria dos agricultores optou por variedades precoces para ter a possibilidade de plantar a safrinha de milho ainda no primeiro semestre de 2010.
O agricultor Toshimito Varikoda, 71 anos, tradicional produtor de grãos, teve de bancar com recursos próprios parte do plantio da soja, milho e feijão que cobrem as terras de seu sítio. "O financiamento agrícola este ano está curto", reclamou. Para não deixar a terra ociosa, usou seu crédito pessoal com os fornecedores e lançou mão das economias familiares. Mesmo assim, com gastos imprevistos em tratamento de saúde, o dinheiro não foi suficiente. "Tive de entregar um pedaço de terra que arrendava." Ele conta que a falta de fôlego financeiro levou muitos produtores da região a optar pelo plantio da soja, cultura com menor custo de produção que o milho, por exemplo. Varikoda já cortou gastos com pessoal e o investimento na lavoura também foi reduzido: este ano, não vai usar os sistemas de irrigação com bombas a diesel.
O Estado de São Paulo
Os preços da soja negociada na Bolsa de Chicago atingiram ontem o nível
mais alto em uma semana. O contrato mais negociado, para entrega em
janeiro, terminou o pregão a US$ 9,90 o bushel, com ganho de 1,85%.
Segundo analistas, a forte demanda para exportação e a perspectiva de
aumento no consumo americano de farelo de soja devido a problemas de
qualidade com a ração produzida a partir do milho puxaram as cotações.
A liquidação de contratos de venda por parte de especuladores também
deu suporte.
Portal do Agronegócio
Empresas nacionais e estrangeiras começam a reservar e garantir seu estande na segunda edição da Fruit & Tech, que acontece de 27 a 29 de Setembro de 2010, na capital paulista
Com balanço promissor em sua edição inaugural, que abre perspectivas de vida longa, o evento volta à cena rebatizado Fruit & Tech para destacar sua verdadeira vocação focada em negócios e tecnologia para a Fruticultura em São Paulo.
Depois de estrear seus primeiros passos com sucesso, este ano, a Feira Internacional de Frutas, Legumes e Derivados, Tecnologia e Logística – Fruit & Tech finca bandeira na capital paulista desbravando um cenário promissor para o setor que representa. O evento está agendado para o período de 27 a 29 de setembro de 2010.
Quem tem como objetivos ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer vínculos comerciais não pode ficar de fora dessa nova safra de bons frutos a serem colhidos na Fruit & Tech 2010.
Reservas para estandes na segunda edição da feira já estão sendo feitas pelos expositores que apostaram no sucesso do evento em sua primeira edição e também pelos adeptos que não querem mais ficar de fora.
A segunda edição da Fruit & Tech vai ocupar área total de 5.000 m2 e 3.000 m2 de área de estandes. Em 2010, os organizadores do evento – Francal Feiras, uma das maiores empresas especializadas em feiras de negócios do Brasil, em parceria com o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), importante entidade representativa do setor de frutas – esperam superar as marcas dos 3 mil visitantes e 94 expositores registrados na primeira edição.
Lucia Cristina de Buone, gerente de Negócios da Francal, diz que a expectativa é que na segunda edição a feira cresça 50% em área. “Os números alcançados na primeira Fruit & Tech comprovam que conseguimos atingir o principal objetivo da feira, de promover bons negócios de ponta a ponta da cadeia de frutas, do produtor ao comprador, passando pelos fornecedores, importadores e exportadores”, comemora Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras.
Reforçando essa tese, Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do Ibraf, lembra que foram efetivadas 255 reuniões em três dias de evento com a participação de 65 empresas produtoras de frutas e legumes frescos e processados. Além disso, ele destaca, “participaram das Rodadas 15 compradores internacionais de mercados já consolidados, como Europa e Estados Unidos, além de importadores do Oriente Médio, África do Sul, Rússia e América do Sul".
A feira trouxe compradores de países com potencial de crescimento na importação de frutas e seus derivados do Brasil para atender à demanda dos empresários brasileiros por inserção de seus produtos em novos mercados. Entre os países visitantes, marcaram presença Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, China, Equador, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel e Tunísia.
Além disso, foram registradas as presenças nas rodadas de negócios de compradores nacionais de redes de varejo, distribuidoras e comerciais exportadoras, visando aumentar o contato com novos fornecedores. Pode-se dizer que a Fruit & Tech aproximou a demanda com a oferta, possibilitando às pequenas empresas a oportunidade de negociar de frente com grandes compradores.
Além das Rodadas de Negócios, a Fruit & Tech se consolida como um fórum de debates, com a volta do Seminário Internacional – que promove discussões e a difusão de tendências e novas tecnologias –, e as visitas técnicas – que também se mostraram uma ótima estratégia para estender os negócios do pavilhão ao campo, com o Circuito das Frutas.
“Em 2010, vamos repetir esse sucesso, com uma ampla variedade de atrações, seminário, palestras e novidades aos profissionais do setor, além de compradores, distribuidores, fornecedores e supermercadistas”, acredita Abdala.
Em fase embrionária, com perspectiva de vida longa, a Fruit & Tech já mostrou que pode reproduzir no pavilhão a diversidade que encontramos nos campos de produção e na mesa farta dos brasileiros. Pelos corredores do pavilhão estava em exposição uma grande variedade de frutas frescas, secas, congeladas, polpas, legumes, sucos, ervas, orgânicos, os minimamente processados e tecnologias as mais variadas, que proporcionam transformar a fruta in natura em outras alternativas de negócios e consumo.
A Fruit & Tech retrata fielmente o cenário rico e farto que poucos países têm o privilégio de ostentar – não à-toa, o Brasil já ocupa o terceiro lugar no ranking de produção, atrás apenas da China e da Índia.
Por ano, o País produz 43 milhões de toneladas de frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado, e é responsável por 60% do suco de laranja exportado no mundo. As técnicas de cultivo avançadas empregadas possibilitam a produção de alguns tipos de frutas durante todo ano.
O setor emprega 5,6 milhões de pessoas, o que equivale a 27% da mão-de-obra agrícola. Gera oportunidades de dois a cinco postos de trabalho na cadeia produtiva por hectare cultivado e está fundamentado em pequenas e médias propriedades. A Fruit & Tech surge diante de um panorama propício, e só vai ampliar ainda mais as oportunidades.
Valor Econômico
Ambiente: Dilma Rousseff afirma que compromisso será "voluntário" e
"perfeitamente mensurável"
O governo brasileiro vai levar para a cúpula mundial de mudanças climáticas, em Copenhague, Dinamarca, uma previsão de redução na emissão de CO2 até 2020. A chefe da Casa Civil e da delegação brasileira em Copenhague, ministra Dilma Rousseff, assegurou que este " compromisso voluntário será perfeitamente mensurável e quantificável " . Não quis, no entanto, adiantar qual será este percentual, que será anunciado hoje em São Paulo. "O que posso dizer é que vocês terão uma surpresa", declarou a ministra.
É mais um recuo do governo brasileiro em relação ao mesmo tema. Na semana passada, durante reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a própria ministra disse que o Brasil dificilmente levaria para a cúpula sobre o clima uma previsão fechada de redução na emissão de gases.
A ministra-chefe da Casa Civil insistiu que não havia necessidade deste tipo de compromisso por parte do governo brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse, na ocasião, que em encontros deste tipo os governos apresentam " intenções gerais, não números específicos " . Ontem, assegurou-se o contrário.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defende uma meta de redução na ordem de 40%, com base no número de emissões de 1990. Ontem, durante anúncio da redução de desmatamento na Amazônia, Minc disse que colegas ambientalistas indagam por que Dilma será a chefe da delegação brasileira em Copenhague.
" Eu respondo para eles que é uma demonstração de que, neste governo, terminou a divisão entre ambientalistas e desenvolvimentistas. A ministra Dilma vestiu a camiseta verde do desenvolvimento sustentável " , exaltou Minc.
A reunião de hoje, no escritório da presidência em São Paulo, servirá para o governo fechar a proposta que levará a Copenhague. Além da redução das emissões, está certo que o Brasil vai se comprometer com a redução, em 80%, do desmatamento na região amazônica, o que representa uma redução de 580 milhões de toneladas na emissão de CO2. É intenção diminuir o desmatamento também em outros biomas, como o cerrado e a caatinga.
O governo federal também vai criar incentivos, como linhas de crédito e isenções fiscais, para que as siderúrgicas e os empresários do agronegócio produzam de maneira sustentável. De acordo com Dilma Rousseff, a ideia é criar o chamado " aço verde " . Estas duas indústrias são consideradas, pelos ambientalistas, as principais responsáveis pela poluição e pelo desmatamento na região Amazônica.
Ontem, o governo anunciou os dados verificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento na Amazônia. Em 2008, foram derrubados sete milhões de quilômetros quadrados de floresta, o melhor resultado desde que o instituto começou a utilizar a técnica de monitoramento por satélite, em 1988. O resultado anunciado ontem representa uma queda de 45% no desmatamento em relação ao verificado em 2008.
Para Dilma, o bom resultado foi obtido com a união de duas ações governamentais: a Operação Arco de Fogo - que envolveu o Ibama, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança - no combate ao desmatamento e ao contrabando de madeira na região; e a Operação Arco Verde Terra Legal, que regularizou títulos fundiários de pequenos produtores da região. " Esta união é fundamental, pois apresenta alternativas para a população fora do desmatamento " .
Minc brincou que continua defendendo a meta de desmatamento zero. Mas provocou companheiros ambientalistas que militam em organizações não governamentais. " Se reduzirmos o desmatamento a zero, este pessoal vai ter que procurar outra coisa para fazer " , disse o ministro, provocando gargalhadas na plateia. Para ele, as ações recentes do governo federal são importantes, porque permitem o desenvolvimento sustentável, com geração de riqueza, emprego e renda para a população mais carente.
" Engraçado que, ao editarmos esta medida provisória regularizando as terras da Amazônia, batizaram-na de MP da grilagem " , disse o ministro do Meio Ambiente. Dirigindo-se aos pequenos proprietários rurais que estavam na plateia, completou. " Estes homens e mulheres que aqui estão não têm cara de grileiros. São trabalhadores que agora têm direito à terra. "
Gazeta do povo
O degelo está se acelerando na segunda maior massa de gelo do mundo, a
Groenlândia, que nos últimos nove anos perdeu 1,5 trilhão de toneladas
de água – o suficiente para encher 450 lagos de Itaipu. O número é
apontado em um estudo publicado na revista Science, liderado por Eric
Rignot, geocientista da Nasa.
“Nenhuma notícia boa por aqui. Sinto muito’’, disse o cientista. Segundo ele, a aceleração do derretimento se verifica desde 2006 em um nível sem precedentes. Isso pode ser apenas uma oscilação normal – em alguns anos o gelo derrete mais, em outros menos. Mas, se for uma tendência, trata-se de mais um sinal de que o planeta está esquentando rápido.
Jefferson Simões, geólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pensa que há motivos para acreditar que não se trata de mero acaso. “É preciso ver que esse não é um estudo isolado. Existem várias outras evidências científicas, tudo vai se somando.’’
Os números, de qualquer forma, impressionam. Nesta década, as regiões que mais derreteram, aquelas próximas ao oceano, chegaram a perder mais de uma tonelada de água – uma caixa d’água cheia – por metro quadrado por ano.
Outro dado novo é sobre o destino do gelo perdido. Cerca de metade dele se transforma em icebergs, perdendo contato com a Groenlândia. A outra metade se torna lagos de água líquida sobre a superfície de gelo, dizem os cientistas.
Além de servir como sinal de aquecimento, o derretimento do gelo tem como consequência imediata a elevação do nível dos mares e, com isso, o alagamento de regiões litorâneas.
Se a Groenlândia derretesse por completo, os oceanos subiriam sete metros – uma catástrofe global para áreas costeiras. Nem os pesquisadores mais pessimistas, entretanto, acreditam que isso acontecerá.
O estudo na Science pode forçar uma revisão das previsões de 2007 do painel do clima da ONU (o IPCC) sobre o assunto, dizem os cientistas.
Estimava-se que os mares, na pior das piores hipóteses, subiriam no máximo 58 centímetros até 2100. “Levando em conta o novo cenário, eu diria que existe uma real possibilidade de ultrapassarmos esse valor’’, diz Jonathan Bamber, físico da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e um dos coautores do estudo.
Jornal do Brasil
Indicador tem deflação de 0,18% em outubro para até dois salários
A inflação para as famílias que ganham até dois salários mínimos atingiu a taxa mais baixa do ano, com queda de 0,18% em outubro.
Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou ontem o Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1).
De janeiro a outubro, o IPC-C1 acumula alta de 3,28%, abaixo da inflação calculada para todas as famílias pelo IPC-BR (3,42%). Nos 12 meses encerrados em outubro (índice anualizado), a taxa chegou a 4,26%, menor que a do IPC-BR (4,55%).
A deflação reflete a queda de 0,87% das despesas com os alimentos, com os quais as famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos comprometem 40% do orçamento. A taxa é a menor desde setembro de 2008, quando houve deflação de 1,65%.
De setembro para outubro ficaram mais baratas as frutas (de 4,97% para -6,53%), o açúcar cristal (de 7% para -0,08%), além de aves e ovos (de -0,36% para -2,02%), exercendo as principais pressões para queda no grupo alimentos.
As famílias também economizaram com o aumento menor dos preços de vestuário (de 0,85% para 0,19%) e habitação (de 0,61% para 0,56%), puxada pela redução nas despesas com gás de botijão (2,88% para 1,34%).
Portal do Agronegócio
Participação de 2000 pessoas por dia e alta qualidade técnica superaram todas as expectativas
A 14ª edição do Congresso Brasileiro de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) consagrou o encontro como o mais importante evento da suinocultura. A qualidade de público e o alto nível técnico das palestras superaram as expectativas dos 2.000 participantes por dia.
O evento destacou interesses práticos da atividade e teve o mérito de refletir o momento atual da suinocultura, afirmou o médico veterinário nutricionista da Brasil Foods, Uislei Orlando. “A organização do evento está de parabéns. O nível das palestras foi excelente e os painéis técnicos amarraram um tema ao outro”.
Excepcional foi a palavra usada pelo professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Geraldo Alberton para definir o encontro. “O painel de sanidade trouxe palestrantes de excelente qualidade que abordaram temas atuais e informações relevantes. Foi excepcional”.
O presidente da Abraves de Santa Catarina e médico veterinário sanitarista da Brasil Foods, Augusto Heck, ressaltou que os debates aprofundaram um tema essencial para a atividade. “A programação foi bastante eclética e permitiu muita associação com custo e oportunidades de ganho de produtividade. A Mescla de pessoas do exterior e do Brasil foi muito feliz”, disse o especialista. Ele ainda enfatizou o sucesso da feira de negócios. “A feira teve expositores internacionais e locais. Foi uma surpresa ver que, apesar das crises, econômica e da suinocultura, houve presença de peso na feira. Certamente bons negócios começaram ou se consolidaram aqui”.
A apresentação oral de trabalhos científicos foi uma inovação do encontro, defendeu o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Nélson Morés. “Parabenizo toda a organização pelas apresentações orais dos trabalhos científicos. É uma oportunidade muito interessante para estudantes iniciarem na carreira de palestrante, foi uma iniciativa muito importante”.
Para a médica veterinária e consultora Isabel Scheid esta edição do Congresso Abraves deixa uma lição muito grande para os próximos organizadores. “Foi um exemplo muito grande para a próxima equipe que organizar este evento. O encontro representou muito bem o espírito Abraves, com uma harmonia muito grande entre organizadores e participantes e uma qualidade técnica altíssima. Estão todos de parabéns”.
O 14º Congresso Abraves aconteceu entre os dias 26 e 29 de outubro no Center Convention, em Uberlândia, Minas Gerais.
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