

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 230,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 49,50/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 78,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 18,50/sc |


AGROECONOMIA INTERNACIONAL
BIOTECNOLOGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
CANA-DE-AÇÚCAR
CNA
COMMODITIES
CRÉDITO RURAL
DEFESA SANITÁRIA
FEIJÃO
Gazeta Mercantil
Além
da forte queda nas exportações e da consequente necessidade de
direcionar o produto ao mercado doméstico, o setor produtor de carne
bovina também amarga retração no consumo interno. Os preços elevados
dessa carne, principalmente em meados do ano passado, afugentaram
consumidores para os cortes de frango e suínos. Além do fator preço, a
busca por dietas com carne branca contribuiu para o cenário.
De
acordo com dados da Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo),
em 2008 o consumo de carne bovina recuou 2% para 2,150 milhões de
toneladas (equivalente carcaça), ante os 2,194 milhões do ano anterior.
Já a demanda por carne de frango avançou 5,8% e a suína, 4%. "Essa alta
no consumo da carne suína ainda não é efeito da queda nos preços dessa
proteína, que foi muito intensa em 2009. Mas, resultado de um mercado
bom durante o ano (com exceção de novembro e dezembro) e da alta dos
preços da carne bovina, sobre a qual a suína ganhou espaço no mercado
interno", diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação das
Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs).
A
carne de frango, explica Sussumu Honda, presidente da Associação
Brasileira de Supermercados (Abras), tem ganhado muito espaço entre as
classes D e E, que tiveram incremento de renda nos últimos anos. "É uma
carne, cujo preço equivale a um terço do valor dos cortes de segunda da
carne bovina", justifica Honda. Além disso, o frango manteve seus
preços mais estáveis durante o ano, enquanto a carne de boi teve picos
muito alto de preço. Segundo a RC Consultores - com base em dados da
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) - de R$ 75
(15 quilos) em janeiro de 2008, o boi gordo bateu a casa dos R$ 93 em
julho, o que afetou a competitividade dessa carne no mercado interno.
"Houve a formação de uma bolha no preço de alguns produtos ano passado,
afetando a demanda. A carne bovina foi um deles", acrescenta
Honda.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 10)(Fabiana
Batista)
O segundo encontro do curso Desenvolvimento Sindical promovido pela
FAEP encerram nesta terça-feira (14) em Curitiba, no Hotel Rouchelle. O
curso tem o objetivo de capacitar novas lideranças dentro do sindicato
e fortalecer a instituição que representa os agricultores. O terceiro
encontro está programado para os dias 27 e 28 de abril.
A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
defenderá o Código Ambiental de Santa Catarina junto ao Supremo
Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional. O Código foi sancionado
na segunda-feira (13) pelo governador Luiz Henrique em Campos Novos, na
presença de três mil produtores rurais, e tornou-se lei estadual, mas
vem sendo ameaçado de sofrer ação direta de inconstitucionalidade
(ADIN) por parte do Ministério Público e de ONGs.
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, anunciou que a entidade já tem pronta a defesa jurídica da legislação ambiental estadual, com base no artigo 24, da Constituição Federal, segundo o qual compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre floresta, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.
“A legislação catarinense coincide com a proposta da CNA, que se baseia no princípio da competência concorrente, estabelecido pelo artigo 24, inciso VI, da Constituição de 88”, disse a senadora. Segundo ela, nestes casos, a competência da União limita-se a estabelecer normas gerais e, aos Estados, cabem as normas específicas. Com base neste princípio, a presidente da CNA anunciou que enviará aos Estados proposta com sugestão de modelo de legislação para as Áreas de Preservação Permanente a serem aprovadas nas Assembléias Legislativas dos Estados.
Kátia Abreu quer que a elaboração de normas ambientais seja sustentada por estudos científicos e não por avaliações ideológicas. Exemplificou que o tamanho da mata ciliar para fins de área de preservação permanente (APP), de acordo com conclusões científicas, deve ser definida conforme a declividade, profundidade e textura dos solos e não pela largura dos rios e riachos. A atual exigência de 30 metros não tem base científica.
A CNA levou aos ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e Roberto Mangabeira Unger, secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, estudos e avaliações científicas sobre a utilização dos recursos naturais e a exploração racional e sustentável da agricultura e da pecuária. “Estes estudos demonstram que muitas normas ambientais federais são excessivas, incoerentes, irreais e apenas inviabilizam a agricultura, a pecuária e o agronegócio no País”, afirmou a senadora. “Santa Catarina está adotando a tese defendida pela CNA”, completou a presidente.
Kátia Abreu assinalou que o código catarinense descriminaliza a conduta de 40% dos produtores de suínos e aves e 60% dos produtores de leite do Estado que, embora apenas produzissem, foram colocados na ilegalidade pela pura e simples aplicação da atual legislação ambiental federal. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, a nova lei representa a sobrevivência de pelo menos 185 mil dos 200 mil proprietários rurais do Estado. Para ele, começa uma nova era de paz e tranquilidade para o campo produzir. “O agricultor não precisará mais temer a polícia ambiental entrar em sua casa porque derrubou uma árvore. O novo código ambiental evitará a paralisação da agricultura catarinense”.
Também compareceram à solenidade, em Santa Catarina, o 1º
vice-presidente da CNA, e presidente da Federação da Agricultura do
Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, o presidente da Comissão Nacional de
Meio Ambiente da CNA, Assuero Doca Veronez, e o representante da
Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul),
Francisco Schardong.
Topo
O tempo segue instável no Paraná nesta terça-feira (14). O
avanço de uma frente fria pelo Oceano favorece a formação de áreas de
instabilidade. Com isso, há previsão de pancadas de chuva de
intensidade variada no leste, sul, norte e centro paranaenses. As
temperaturas continuam em elevação
Curitiba
15°C 25°C
Paranaguá
18°C 27°C
Londrina
19°C 27°C
Maringá
20°C 29°C
Cascavel
18°C 30°C
Foz do Iguaçu
21°C 32°C
Ponta Grossa
14°C 25°C
Guarapuava
13°C 24°C
Fonte: Simepar.
Coluna Mercado
Soja
O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), divulgado na quinta-feira (09 de abril), aponta estoques finais norte-americanos, na safra 2008/09, de 4,48milhões de toneladas. São os menores estoques desde 2003/04. Com isso, os preços futuros do grão, na Bolsa de Chicago, que já apresentavam firmeza, vêm se consolidando em patamar acima de US$ 10,07/bushel (US$ 22,20/saca). Na segunda-feira (13 de abril), apesar do comportamento negativo do petróleo e demais minérios, as negociações foram feitas a US$ 22,52/saca, equivalente ao dólar do dia, a R$ 48,93/saca.
Milho - De acordo com o relatório do Usda, a produção americana de milho foi mantida em 307,39 milhões de toneladas. O documento aponta uma oferta total de 348,65 milhões de toneladas. O estoque final foi revisado para 43,19 milhões de toneladas. Os preços que vinham tangenciando a cotação de US$ 4,00/bushel (US$ 9,44/saca) voltaram para a casa de US$ 9,15/saca, influenciados pelo comportamento dos demais mercados e pela relação de preço favorável à cultura da soja.
Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP
Valor Econômico
Após
se recuperarem em dezembro e voltarem a recuar em janeiro e fevereiro,
as importações chinesas de soja apresentaram crescimento vigoroso em
março, de acordo com o centro de informações sobre grãos e óleo do país.
As
compras no exterior alcançaram 3,9 milhões de toneladas, 13% mais que
em fevereiro e 67% acima do volume de março de 2008. A expectativa do
centro para março era de que as importações ficariam em 2,7 milhões de
toneladas. A retomada ajudou o Brasil, cujas exportações do complexo
soja (grão, farelo e óleo) renderam US$ 1,37 bilhão em março, 40,9%
mais que no mesmo mês de 2008. A China é o maior país importador de
soja do mundo.
No mercado, a expectativa é que o apetite da
China continue grande, pelo menos pelo produto americano. Ontem, na
bolsa de Chicago, esse fator ajudou a motivar a alta das cotações.
Também impulsionadas pela previsão do Departamento de Agricultura dos
EUA (USDA) de queda dos estoques do grão no país, divulgada na semana
passada, os contratos com vencimento em julho subiram 13,75 centavos de
dólar, para US$ 10,1575 por bushel.
Gazeta mercantil
Em
março, o valor das vendas para a China alcançou US$ 598,86 milhões,
valor 52,5% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Foi a soja embarcada que engordou a receita total com as vendas
chinesas. De acordo com levantamento já consolidado da Secretaria de
Comércio Exterior (Secex), no primeiro trimestre do ano, o aumento nas
negociações com o país foi de 31,9%.
A elevação dos volumes
embarcados provocou um aumento no valor das exportações do agronegócio,
em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas
externas chegaram a US$ 4,79 bilhões, valor 0,3% superior ao registrado
em março de 2008. Já a receita cresceu 35,9% no período, atingindo R$
11 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial do setor alcançou
US$ 3,823 bilhões.
As vendas externas de soja subiram mais de
88% de 1,4 milhão de toneladas para 2,6 milhões de toneladas. Houve
ainda aumento nas quantidades exportadas de açúcar bruto (49,59%) e
suco de laranja (29,30%). A receita com as exportações de carne suína
subiram 1,6% em função do crescimento da quantidade exportada do
produto (17,9%). Os embarques do setor sucroalcooleiro cresceram 27,8%,
passando de US$ 374 milhões para US$ 477,9 milhões, devido ao aumento
das vendas de açúcar, que alcançou US$ 406,6 milhões.
Também
houve incremento de 32,7% na receita com as exportações de suco de
fruta que atingiram US$ 198 milhões, devido ao desempenho nos embarques
de suco de laranja. As vendas do produto aumentaram 34,7%, passando de
US$ 138,1 milhões para US$ 186 milhões, na comparação entre março de
2009 e de 2008.
Valor Econômico
Assis Moreira, de Genebra
Depois
de anos em rápida expansão, o crescimento da produção mundial de
biocombustíveis sofrerá dramática desaceleração em 2009, de acordo com
projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A perda de fôlego
só não será maior em razão da elevada produção de etanol no Brasil.
Neste
levantamento mais recente, a AIE ajustou para baixo sua estimativa para
o incremento da produção global em um volume equivalente a 220 mil
barris de petróleo por dia. A entidade prevê, agora, que a produção
global de biocombustíveis só aumentará 95 mil barris por dia (6,6%)
este ano, ante alta de 345 mil barris/dia (31,55%) registrada em 2008.
A
recessão global, a queda dos preços do petróleo, o aperto de crédito,
os problemas nos subsídios concedidos pelos governos e a redução da
demanda de combustíveis para transporte "conspiram" para minar a
produção e a viabilidade econômica dos biocombustíveis, de acordo com
avaliação da agência.
Mas a forte revisão mascara realidades
diferentes. Os maiores problemas são verificados nos países
desenvolvidos, com usinas de etanol ou biodiesel nos Estados Unidos e
na União Europeia em falência ou com capacidade ociosa. Ao mesmo tempo,
a produção brasileira - que, conforme a AIE, foi maior do que a
esperada em 2008 - deverá continuar relativamente estável este ano.
Nos
EUA, a projeção é de que entre 15% e 20% da capacidade total de
produção de 800 mil barris por dia de etanol já tenha sido cortada ou
esteja ociosa, enquanto o restante segue a operar, mas abaixo do
potencial. E a lucratividade também diminuiu.
O declínio de 115
mil barris diários na produção de etanol nos EUA tende a ser compensado
por maior volume brasileiro. Dessa forma, o "declínio líquido" deverá
vir da Europa, da China e de outros paises asiáticos. A expectativa é
de que um aumento na mistura de etanol na gasolina nos EUA, para 685
mil barris por dia (10,5 bilhões de galões ou 39,7 bilhões de litros),
possam oferecer um certo suporte à produção local.
Para a
Europa, a AIE projeta estagnação na produção de biodiesel, mesmo com a
decisão da UE de sobretaxar as importações procedentes dos EUA. De um
lado, pesa o fraco apoio governamental e o excesso de capacidade na
Alemanha - maior país produtor do bloco; de outro, a importação de 25
mil barris diários procedente dos EUA deverá ser substituída por
ofertas de America Latina e Ásia, mais do que pela própria produção
doméstica europeia.
França, Itália, Espanha e Grã-Bretanha
elevaram suas metas de produção de biocombustíveis para 2009, mas a
alta será pequena. Na América Latina, a estimativa é de aumento da
produção em quase 60 mil barris equivalentes por dia, ante os 85 mil
barris do ano passado. A maior parte do crescimento vem do etanol
brasileiro, que teve média de produção de 460 mil barris por dia em
2008, nos cálculos da agência.
A AIE se apoia em relatório da
Unica (entidade que reúne as usinas do Centro-Sul do Brasil) para
destacar o que chama de "crescentes barreiras econômicas" que
contiveram a expansão do etanol brasileiro. Apenas de 15 a 20 de 35
novas usinas planejadas para este ano verão a luz do dia. Além disso,
maior parte da produção de cana vai para a produção de açúcar, que hoje
oferece melhores margens.
A retomada do abate do Frigorífico Independência na unidade de Janaúba (MG), na semana passada, com pagamento à vista na compra do gado, não minimizou a apreensão em relação à quitação das dívidas da empresa com pecuaristas. Segundo estimativas do Sindicato Rural de Montes Claros, o débito com os produtores é de cerca de R$ 30 milhões. Apesar da retomada, a empresa reduziu praticamente à metade a capacidade de abate.
Folha de S. Paulo
Protocolo de intenções para a melhoria nas condições de trabalho em
canaviais ainda tem vários pontos sem acordo
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após
nove meses de negociações, governo, usineiros e trabalhadores se reúnem
nesta quinta-feira em Brasília para discutir a redação final do que
estão chamando de "protocolo de intenções" pela melhoria nas condições
de trabalho no setor sucroalcooleiro. Há consensos e pontos sem acordo.
Apesar
dos pontos sem acordo, os consensos, na visão do governo, devem ser
comemorados. Um deles é o compromisso dos usineiros de não mais
contratar os cortadores de forma terceirizada.
Isso, numa hipótese
de ser cumprido à risca por todos os empresários, poderia eliminar os
"gatos", como são chamados os aliciadores da mão de obra degradante. A
adesão ao protocolo, no entanto, é voluntária e não há previsão de
punição para o usineiro que não queira assiná-lo. Ou seja, não há
garantias de que as medidas do acordo sejam de fato cumpridas.
Não
houve avanço, por exemplo, sobre alimentação. Os usineiros, que buscam
se desgarrar do rótulo de patrocinadores da mão de obra degradante, não
aceitaram a ideia de fornecer a comida aos cortadores de cana (leia
texto abaixo).
Outro tema sem acordo é a polêmica sobre a forma que
define o valor pago aos cortadores. Os representantes dos trabalhadores
pedem um piso salarial nacional, enquanto os usineiros não abrem mão do
pagamento baseado na quantidade de cana cortada.
Da mesa de
negociação, criada a pedido do presidente Lula, participam a Secretaria
Geral da Presidência (coordenação); a Contag (Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura) e a Feraesp (Federação dos Empregados
Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), do lado dos trabalhadores;
e a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar) e o Fórum Nacional
Sucroalcooleiro, da parte dos usineiros.
Hoje, segundo os
sindicatos, há no país 500 mil trabalhadores no corte de cana, sendo
200 mil deles em São Paulo. O documento final dessa mesa não terá força
jurídica, mas servirá como base para adesões voluntárias e, em seguida,
cobranças do governo e da sociedade.
Apesar dos pontos sem acordo,
os consensos, segundo o governo, devem ser comemorados. Um deles é o
compromisso dos usineiros de não mais contratar os cortadores de forma
terceirizada, o que tende a eliminar os "gatos", como são chamados os
aliciadores da mão de obra degradante.
"A figura do gato precisa ser
eliminada de uma vez", diz Renato Cunha, do Sindicato da Indústria do
Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco e, na mesa, representante do
fórum sucroalcooleiro.
Outro consenso está na contratação da mão de
obra migrante diretamente no município de origem. Por exemplo: um
trabalhador que sai de Salinas (MG) para trabalhar em Pontal (SP) terá
de ser contratado pela usina na cidade mineira, para que já viaje com a
carteira de trabalho assinada.
Um terceiro ponto acordado é a
criação de um mecanismo de "transparência" para que o trabalhador possa
acompanhar a aferição da cana cortada. Ou seja, isso não poderá ser
feito às escondidas pelas usinas, para evitar a desconfiança entre
empregado e empregador.
Do lado do governo, será incluído no
documento final o compromisso de oferecer estudo e qualificação
profissional aos trabalhadores do setor.
Folha de S. Paulo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O
temor da fiscalização da vigilância sanitária foi um obstáculo decisivo
para que os usineiros vetassem a proposta de oferecer a alimentação aos
cortadores de cana-de-açúcar.
"Qualquer problema [que houvesse] no
alimento [usineiros] seríamos responsabilizados", afirma Renato Cunha,
do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco
e representante do Fórum Nacional Sucroalcooleiro.
"De qualquer
forma, existe um compromisso de avançar para um ambiente de alimentação
no campo, com mesas e cadeiras", completa Cunha.
Segundo a Folha
apurou, além de criar uma estrutura para as refeições dos cortadores,
os usineiros também estão próximos a incluir na redação final do
protocolo uma forma de acondicionamento do alimento dos trabalhadores.
Em outras palavras, manter quente a marmita e afastar a qualificação de
"bóias-frias".
Piso
Não houve acordo também na proposta dos trabalhadores de
criação de um piso salarial nacional.
"A
ideia era fixar um piso nacional que pudesse elevar a base do salário e
com isso diminuir a carga sobre o pagamento por produção. Acho que essa
é a grande derrota que sai desse acordo", afirma Elio Neves, presidente
da Feraesp. "Ele [cortador de cana] teria um salário assegurado e, com
isso, não teria de se matar de trabalhar", afirma Antonio Lucas, da
Contag. (ES)
Topo
Site CNA
Brasília
(13.04) - A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA) defenderá o Código Ambiental de Santa Catarina – sancionado hoje
pelo governador Luiz Henrique em Campos Novos, na presença de três mil
produtores rurais – junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no
Congresso Nacional. O código tornou-se lei estadual, mas vem sendo
ameaçado de sofrer ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) por
parte do Ministério Público e de ONGs.
A senadora Kátia Regina
de Abreu, presidente da CNA, anunciou que a entidade já tem pronta a
defesa jurídica da legislação ambiental estadual, com base no artigo
24, da Constituição Federal, segundo o qual, compete à União,
aos
Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre floresta,
caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.
“Cabe à União definir os preceitos genéricos, mas os Estados devem
elaborar leis para atender as suas peculiaridades”, afirmou. Anunciou,
também, que a entidade entrará na condição de amicus curiae em eventual
ADIN do Governo do Estado em defesa do seu Código Ambiental.
“A
legislação catarinense coincide com a proposta da CNA, que se baseia no
princípio da competência concorrente, estabelecido pelo artigo 24,
inciso VI, da Constituição de 88”, disse a senadora. Segundo ela,
nestes casos, a competência da União limita-se a estabelecer normas
gerais e, aos Estados, cabem as normas específicas. Com base neste
princípio, a presidente da CNA anunciou que enviará aos Estados
proposta com sugestão de modelo de legislação para as Áreas de
Preservação Permanente a serem aprovadas nas Assembléias Legislativas
dos Estados.
A presidente da CNA quer que a elaboração de
normas ambientais seja sustentada por estudos científicos e não por
avaliações ideológicas. Exemplificou que o tamanho da mata ciliar para
fins de área de preservação permanente (APP), de acordo com conclusões
científicas, deve ser definida conforme a declividade, profundidade e
textura dos solos e não pela largura dos rios e riachos. A atual
exigência de 30 metros não tem base científica.
A CNA levou aos
ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e Roberto Mangabeira Unger,
Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, estudos e
avaliações científicas sobre a utilização dos recursos naturais e a
exploração racional e sustentável da agricultura e da pecuária. “Estes
estudos demonstram que muitas normas ambientais federais são
excessivas, incoerentes, irreais e apenas inviabilizam a agricultura, a
pecuária e o agronegócio no País”, afirmou a senadora. “Santa Catarina
está adotando a tese defendida pela CNA”, completou a presidente.
Kátia
Abreu assinalou que o código catarinense descriminaliza a conduta de
40% dos produtores de suínos e aves e 60% dos produtores de leite do
Estado que, embora apenas produzissem, foram colocados na ilegalidade
pela pura e simples aplicação da atual legislação ambiental
federal. Para o presidente da Federação da Agricultura e
Pecuária
do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, a nova lei
“representa a sobrevivência de pelo menos 185 mil dos 200 mil
proprietários rurais do Estado”. Para ele, começa uma nova era de paz e
tranqüilidade para o campo produzir. “O agricultor não precisará mais
temer a polícia ambiental entrar em sua casa porque derrubou uma
árvore. O novo código ambiental evitará a paralisação da agricultura
catarinense”.
Também compareceram à solenidade, em Santa
Catarina, o 1º Vice-Presidente da CNA, Ágide Meneguette, o presidente
da Comissão Nacional de Meio Ambiente da entidade, Assuero Doca
Veronez, e o representante da Federação da Agricultura do Estado do Rio
Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong.
Assessoria de Comunicação da CNA
Fones (61) 2109-1411/2109-1419
Site: www.cna.org.br
Valor Econômico
Demanda
indiana. Os contratos do açúcar subiram ontem no mercado futuro dos
EUA, atingindo o maior preço em seis semanas. De acordo com analistas,
o movimento se deveu à decisão da Índia de acabar com a tarifa de 60%
de importação do produto, o que deve elevar a demanda. O país é o maior
consumidor mundial de açúcar. "A medida poderá dobrar suas importações
de açúcar de 1 milhão de toneladas para 2 milhões", disse à Bloomberg
Michael McDougall, da Newedge USA LLC. Em Nova York, os contratos para
julho encerraram a 13,77 centavos por libra-peso, com alta de 46
pontos. Durante o dia, os papéis para o mesmo período chegaram a bater
nos 13,79 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do açúcar
fechou a R$ 46,89, com alta diária de 0,21%, segundo o Cepea/Esalq.
Sem
clima para vendas. Com o aumento das temperaturas no Hemisfério Norte,
as torrefadoras tenderão a comprar menos café para abastecer suas
linhas de produção, já que o mercado deve passar a ser mais atrativo a
bebidas mais frias que ao café. Essa perspectiva puxou ontem a queda
dos preços da commodity no mercado futuro. As torrefadoras reduzem as
compras em abril e maio e a demanda atinge seu nível mais baixo entre
junho e julho, disse à Bloomberg Raymond Keane, trader da Balzac Bros
& Co.. Em Nova York, os contratos para julho fecharam em baixa
de
405 pontos, a US$ 1,1730 por libra-peso. Em Londres, não houve negócios
em virtude do feriado da Segunda-feira de Páscoa. No mercado interno, a
saca de 60 quilos saiu por R$ 254,78, baixa de 3,34%, segundo o índice
Cepea/Esalq.
Pouca chuva na Flórida. O clima
seco nas lavouras de laranja da Flórida - que tem o maior parque
citrícola do mundo, depois de São Paulo - e ajustes técnicos no mercado
de suco de laranja concentrado e congelado puxaram altas expressivas do
preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones
Newswires. Os contratos para julho subiram 130 pontos, para 86,60
centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para maio avançaram 105
pontos, para 84,25 cents por libra-peso, seu maior nível desde
novembro. Nas regiões sul e central da Flórida, não choveu no fim de
semana. São esperadas poucas precipitações para hoje, mas a secura deve
voltar na quinta-feira. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8
quilos saiu por R$ 4,56, de acordo com o Cepea/Esalq.
Plantio
nos EUA. Sob a expectativa de melhora das condições de plantio de milho
no Meio-Oeste americano, o preço do grão no mercado futuro caiu ontem
para seu menor nível em abril. A previsão é de temperaturas mais altas
e clima mais seco na próxima semana, o que tende a acelerar a
semeadura. O plantio tem sido atrasado pela neve e as baixas
temperaturas. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho
caíram 2,50 centavos de dólar, para US$ 3,9725 por bushel. Os papéis
para maio recuaram 2,75 cents, a US$ 3,875 por bushel, mas chegaram a
descer a US$ 3,83 ao longo do dia, seu menor nível desde 31 de março.
No Paraná, a saca de 60 quilos de milho foi negociada ontem, na média,
por R$ 16,50, uma alta de 0,18%, segundo o Departamento de Economia
Rural (Deral).
Excepcionalmente, hoje não tem as Commodities da Folha de S.Paulo
Gazeta do Povo
O Diário Oficial da União da última quarta-feira publicou portaria com as novas regras à liquidação ou renegociação de débitos relativos ao crédito rural inscritos na dívida ativa da União. A medida atende agricultores cujo passivo esteja inscrito até o dia 29 de maio deste ano. O crédito rural inscrito na dívida ativa soma hoje R$ 8,2 bilhões. A dívida poderá ser liquidada à vista ou parcelada em até dez anos, com descontos progressivos. No caso de parcelamento, o valor de cada prestação será acrescido da taxa básica de juros, a Selic, e a concessão da renegociação não dependerá da apresentação de garantias ou de inclusão de bens. Os pedidos de adesão ou liquidação deverão ser formulados no Banco do Brasil e os prazos para adesão são 30 de junho de 2009, no caso de renegociação, e 30 de dezembro de 2009, no caso de liquidação.
Gazeta do Povo
Redução nos gastos pela estiagem fica aquém do esperado.
Registro de casos bate recorde no estado e país
A
poucos dias do fim da colheita da soja, o fungo que provoca a ferrugem
asiática continua se proliferando nos Campos Gerais, região que encerra
a safra 2008/09. Com o vazio sanitário e a seca que atingiu o Oeste em
dezembro, o Phakopsora pachyrhizi chegou mais tarde. Porém, se espalhou
numa velocidade nunca antes registrada e deve continuar custando cerca
de US$ 400 milhões – ou R$ 870 milhões – por safra ao Paraná. Esses
valores consideram custo de aplicação de fungicidas e perda em grão 15%
menores que na safra passada.
Os números registrados pelo
Consórcio Antiferrugem são surpreendentes. O recorde nacional, que era
de 2.778 ocorrências (2006/07), foi ultrapassado com folga. O
paranaense, referente aos 1.038 registros da safra passada – quando as
despesas em aplicações de fungicidas e as perdas em grãos chegaram
perto de R$ 1 bilhão no estado – deve ser superado em mais de 50%.
Os
técnicos, no entanto, dizem ter certeza de que os ataques são mais
fracos. Ou seja, o registro em si não significa perda, uma vez que o
produtor pode interromper a ação do fungo. Eles consideram que os
gastos podem inclusive cair. No entanto, o valor próximo a US$ 400
milhões, que deve ser ajustado em reuniões técnicas até junho, bate de
frente com a expectativa que as medidas preventivas recentes geraram.
Oito
estados já adotam 90 dias de vazio sanitário, com multas a partir de R$
5 mil para quem plantar soja nesse período. Santa Catarina e Maranhão
aderem à iniciativa a partir deste ano. As aplicações preventivas, que
custam cerca de R$ 45 por hectare, se tornaram prática inevitável. No
Paraná, a média é de 1,5 a 2 aplicações em cada área por safra.
Com
1,5 aplicação por área, o produtor e agrônomo Paulo Roberto de Guerra
Carvalho, de Cafeara (Norte), conta que a ferrugem e outras pragas
estão exigindo monitoramento constante. Ele circula pela lavoura com
uma lente de aumento, para diagnosticar com mais precisão o que ocorre
em cada hectare de soja.
Vigilância
Diante do
crescimento da ferrugem nos últimos anos, a Fundação ABC, que atende os
Campos Gerais e o Norte Pioneiro, adotou um controle extra. Nessas
regiões são realizadas até três aplicações de fungicida por ano. O mapa
do avanço da doença, atualizado diariamente pelo Sistema de Alerta do
Consórcio Antiferrugem, se tornou insuficiente. Nessa região, três
agrônomos foram contratados para percorrer as lavouras das cooperativas
Batavo, Castrolanda e Capal. Eles vigiam 100 mil hectares.
Além
do trabalho de campo, contam com um programa de computador que, a
partir de informações como temperatura e umidade, indica as áreas de
maior risco, onde são disparadas aplicações preventivas de fungicida. O
modelo de previsão passou a ser apontado como referência para outras
regiões.
O agrônomo Maurício José de Freitas relata que o custo
desse controle extra é de aproximadamente R$ 0,50 por hectare. “É um
gasto a mais, mas pelo benefício, vale a pena. Uma aplicação de
herbicida custa R$ 45 por hectare. Se o produtor errar e perder de 2% a
3% da produção, por exemplo, o prejuízo será bem maior”, analisa.
A
agrônoma Tatiane Dalla Nora, da Cooperativa Central de Pesquisa
Agrícola (Coodetec), com sede em Cascavel (Oeste), afirma que, para o
produtor que ainda não conta com modelos de previsão, as aplicações
preventivas na fase da floração continuam sendo a melhor saída. Quem
espera o fungo chegar pode não conseguir controlar a doença, uma vez
que o clima muito seco ou a chuva tornam a pulverização ineficaz,
afirma.
Correpar
Com
chuvas esparsas principalmente no estado do Paraná pode parecer numa
análise superficial que está solucionada a questão hídrica para o
feijão segunda safra. No entanto, isto não é verdade. Em diversos
contatos efetuados nesta segunda-feira principalmente nos centros de
maior produção a simples observação das lavouras não traduz a quebra
que aparece em cima do caminhão. Mesmo os mais experientes produtores e
agrônomos estão tendo dificuldades na avaliação das lavouras, pois a
aparência das lavouras ainda verdes aponta para uma lavoura com boas
perspectivas, mas a situação tende a piorar para as lavouras tardias
que serão colhidas a partir de agora. Os números das lavouras colhidas
neste fim de semana apontaram em diversas micro regiões quebras
variadas de 10% até 30%. Neste momento provavelmente não será percebida
esta quebra e sim mais tarde uma vez que a próxima safra no segundo
semestre. Não há espaço para disparada de preço, pois o governo criou
um estoque regulador que pode ajudar em algum momento ser acionado.
FEIJÃO CARIOCA:
Teve mais um dia de mercado firme nas regiões produtoras. Um Feijão
Carioca Alvorada 9 saiu por R$ 80,00 por saco de 60 kg , Rubi 8,5 R$
75,00, Iapar 8,5 R$ 75,00, Juriti R$ 68,00 até R$ 72,00. A procura foi
bem razoável para este período do mês. Os melhores lotes vão se
concentrando no Paraná.
FEIJÃO PRETO :
Os empacotadores já estão buscando repassar mais R$ 3,00 por fardo para
os supermercados. Repassando assim a alta ocorrida nos últimos dias em
conseqüência do PEP Prêmio de Escoamento de Produção, AGF e seca. O
estoque que está sendo formado deverá fazer frente a altas mais fortes
que por ventura venham a ocorrer em algum momento do segundo semestre.
Por Marcelo Eduardo Lüders marcelo@correpar.com.br
Gazeta Mercantil
As
deficiências técnicas com armazenagem e segregação do trigo no Sul do
Brasil vão prejudicar novamente a qualidade do grão na safra brasileira
de 2009. A região é responsável por mais de 90% do grão produzido no
País, sendo os estados do Paraná e Rio Grande do Sul os maiores
produtores. A situação mais grave é no estado gaúcho, preterido pelo
excesso de tributos interestaduais que encarecem a venda do produto e
desestimulam o investimento em sementes de alto nível. Como a cultura é
a melhor opção para a rotatividade da lavoura, muitos produtores optam
plantar com insumos de menor custo. Pesquisadores, no entanto, negam
que o trigo gaúcho seja de baixa qualidade e afirmam que os
investimentos tem crescido nos últimos anos.
Os moinhos,
por sua vez, dizem que o maior consumo é concentrado no trigo hard
(tipo pão), enquanto o produzido no Rio Grande do Sul é o brando (tipo
biscoito). Por esse motivo, as indústrias preferem importar da
Argentina por causa da qualidade adequada e baixo custo, motivado pela
ausência do ICMS cobrado nos estados. No Rio Grande do Sul, a alíquota
do tributo é de 12%. Já nos estados de São Paulo e Paraná, o percentual
cobrado caiu de 12% para 2%. Juntos, Paraná e Rio Grande do Sul
produziram 5,2 milhões de toneladas em 2008, ante uma produção
brasileira de 6 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab).
Tarcísio de Mineto,
analista econômico da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio
Grande do Sul (Fecoagro), reconhece a deficiência técnica na segregação
dos grãos. No entanto, afirma que a questão de baixa qualidade não é
verdadeira. "Os moinhos vão comprar onde está mais barato. A cobrança
de tributos diminui a competitividade do triticultor gaúcho e reduz o
preço pago no estado. Dessa maneira fica difícil investir em
qualidade", analisa. Informou ainda que o estado sofre com a
instabilidade climática durante a colheita, o que demanda investimento
em pesquisa.
Para Luiz Martins, presidente do Moinho Anaconda,
o problema gaúcho é crônico. "Isso vem desde quando o governo comprava
a produção. Só se destaca quem investe no tipo hard, que tem maior
produtividade e remuneração", explica. Em São Paulo, o executivo ajudou
a desenvolver com a Secretaria da Agricultura o programa Trigo Paulista
com Qualidade, que completa dois anos. "Os moinhos financiam a semente
e garantem a compra do trigo. Funcionou tão bem que neste ano o
interesse dos produtores cresceu", completa Martins.
Conforme
informações da Embrapa Trigo, 50% das cultivares gaúchas vendidas são
do tipo pão. Eduardo Caierão, pesquisador da instituição, afirma que
até o final de junho será lançada a cultivar BRS 296, mais resistente
às instabilidades do clima e com melhor sanidade. "Os estudos existem,
mas a falta de organização na segregação é o principal problema. É
necessário mais união em toda a cadeia". Por esse motivo disse não
acreditar na auto-suficiência brasileira. "Enquanto não resolvermos
isso, não adianta", completa.
No Paraná, a Organização das
Cooperativas do estado (Ocepar), estima que 80% da produção seja do
tipo pão. "O processo vem desde a compra da semente de qualidade.
Assim, só é preciso fazer a segregação se houver algum problema
climático no campo", explica Flávio Turra, gerente da Ocepar.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 9)(Roberto Tenório)
Gazeta do Povo
Central de abastecimento deve estimular vocação da região, favorecida pelo clima tropical, para a produção de frutas
A região de Umuarama está no caminho de quem sai de Foz do Iguaçu ou de algumas cidades do Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, e vai aos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e outros em busca de frutas como laranja, melancia, abacaxi e outras. Além da posição geográfica privilegiada, o Noroeste paranaense possui o clima tropical ideal para a produção de frutas, vegetais e verduras. Mas a ausência de projetos consistentes, até agora, impediu o setor de deslanchar.
A produção é tímida e não consegue vencer nem o consumo regional. Mas essa situação poderá ser revertida a partir deste ano com a previsão de entrada em funcionamento, em 90 dias, de uma unidade das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), em Umuarama, e a organização dos produtores rurais da região para a introdução de novas opções de diversificação das propriedades.
O primeiro passo será a instalação do posto de informações da Ceasa do Paraná num complexo de 12 mil metros quadrados na margem da rodovia PR-323, onde já existem alguns boxes com a distribuição de hortifrutigranjeiros. Em um convênio assinado há um mês, a prefeitura de Umuarama cede parte da estrutura à Ceasa e para o local já está prevista a construção de um pavilhão onde os produtores da região poderão expor e comercializar seus produtos.
Os secretários municipais de agricultura e outras lideranças dos municípios de Umuarama e região se comprometeram em convocar os agricultores para uma produção coordenada dos produtos que serão oferecidos.
Segundo o técnico da Secretaria Estadual da Agricultura, Antônio Carlos Fávaro, um dos coordenadores do programa de hortifruti na região, só o mercado regional é um comprador em potencial, mas existem muitos compradores de fora.
Um exemplo é o abacaxi. Para desviar das praças de pedágio entre Cascavel e Maringá, compradores da Ceasa de Foz do Iguaçu passam pela rodovia PR-323 em Umuarama e vão a São Paulo ou Minas Gerais buscar a fruta ainda verde para atender ao mercado argentino, onde é alto o consumo do abacaxi verde e in natura. Fávaro cita que somente uma rede de supermercados de Umuarama gasta em média R$ 1 milhão todos os meses buscando frutas, verduras e legumes na Ceasa de Curitiba. “É um dinheiro que poderia ficar na região”.
Empolgado com a fruticultura está o pecuarista André Amaduci. Há dois anos ele plantou 4,8 hectares de abacaxi em parceria com alguns vizinhos em Iporã. “A produção não deu nem para quem quis.” Por isso, resolveu dobrar a área aproveitando mudas das primeiras plantas. E o excedente forneceu para outros vizinhos plantarem perto do distrito de Vila Nilza, em Iporã. “Um comprador do Rio Grande do Sul queria negociar a safra do próximo ano, mas preferi esperar a colheita chegar para obter melhor preço”. Ele adiantou que a média de lucro líquido com o abacaxi é de R$ 50 a R$ 60 mil por hectare ao ano.
Mas nem tudo são flores na fruticultura. O presidente da Ceasa do Paraná, Antônio Comparsi de Mello, que é de Umuarama, diz que já ouviu produtor de maracujá reclamando que produziu e não tinha para quem vender. Ou produtor de laranja que, para não perder a colheita, teve de pagar frete e levar o produto à indústria em Paranavaí, distante 200 quilômetros, e ganhar quase nada por isso. “A profissionalização do setor com a produção programada vai evitar prejuízos aos produtores.” Mello garante que o funcionamento da Ceasa na região é questão de semanas.
Outro problema que precisa ser superado é o da carência de técnicos especializados em hortifrutis. Segundo Fávaro, da Seab, as prefeituras da região têm em torno de dez técnicos e a Emater cinco. “O número deveria ser dobrado para o produtor ter maior assistência na região”, calcula.
Gazeta Mercantil
No mês de março foram comercializadas 1,418 milhões de toneladas de fertilizantes no mercado interno, segundo os dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). No primeiro trimestre foram entregues 4,15 milhões toneladas. O número é 23,7% menor em relação ao mesmo período de 2008. O desempenho pode ser explicado pela manutenção dos preços das commodities, como a soja, além da taxa de câmbio.
No
primeiro trimestre, sete toneladas de defensivos agrícolas ilegais
deixaram de circular no mercado doméstico. No acumulado dos últimos 12
meses, o volume apreendido ultrapassa 40 toneladas.