Assessoria de Comunicação Social

14 de agosto de 2008


Notícias Sistema FAEP

Produtores rurais de todo país reagem contra os abusos do Decreto 6514

O presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, afirmou nesta quarta-feira (13), em Brasília, que um ato do Executivo não pode alterar o que está previsto na legislação. “Há uma flagrante inconstitucionalidade no Decreto 6514”, afirmou após reunião, na sede da entidade, com representantes de segmentos do setor produtivo e de 16 Federações de Agricultura e Pecuária.


Diante da ilegalidade, as instituições pretendem informar o Governo sobre os prejuízos que o Decreto causará à atividade produtiva. Mas, se não for possível negociar a flexibilização do texto legal, as entidades adotarão medidas jurídicas para evitar a inviabilização da atividade econômica.

O presidente da CNA, Fábio de Salles Meirelles, defendeu a união dos segmentos da cadeia produtiva para buscar soluções conjuntas que detenham os efeitos do Decreto. “Precisamos enfrentar este quadro para consolidar o processo produtivo”, enfatizou.    

Segundo Veronez, a obrigatoriedade de reconstituição da reserva legal nas propriedades rurais imposta pelo Decreto 6514 provocará uma redução de 15% na área de produção agropecuária do País, o equivalente a 34,2 milhões de hectares. Publicado em 22 de julho, a nova legislação estabelece uma série de imposições para o cumprimento da legislação ambiental sob pena de sanções como a apreensão de rebanho, suspensão de atividades e embargo à venda de produtos, entre outras. “É uma contradição o Governo querer que o Brasil seja o principal fornecedor mundial de alimentos e baixar normas ambientais para engessar a atividade”, disse Assuero.

Na avaliação da CNA, o Decreto 6514 é ilegal por conter diversos dispositivos não previstos na Lei de Crimes Ambientais e por ferir o direito adquirido assegurado na Constituição. “Vamos estimular vários sindicatos rurais a entrar com ações judiciais”, afirmou Veronez. Entre os pontos mais polêmicos do decreto, mencionados pelo representante da CNA, está a obrigação do produtor de averbar áreas de reserva legal, sob pena de multas que variam de R$ 500 a R$ 100 mil de multas simples, além de multas diárias por hectare para quem não registrar a reserva em até 90 dias a partir da infração. Dependendo da situação, o valor a ser pago equivaleria a mais de 300 anos de produção de soja em Dourados, Mato Grosso do Sul, ou a 456 anos de atividade pecuária.     

Para o presidente da Comissão da CNA, a ilegalidade do Decreto, aliada à inaplicabilidade do Código Florestal Brasileiro, ocasionará impactos significativos para a produção rural, principalmente para a balança comercial. Assuero argumenta que o agronegócio brasileiro poderá ter sérios problemas de comercialização no futuro diante da exigência de certificação dos produtos por outros países, uma vez que um dos requisitos é relativo ao cumprimento da legislação ambiental. “A legislação hoje é obsoleta e não serve ao país que temos hoje. Precisa ser revista para não sofrermos barreiras não tarifárias”, afirmou.

Segundo o representante da CNA, a partir da vigência do Código Florestal, outras leis criaram novos percentuais e requisitos para cumprimento dos índices de reserva legal. Entretanto, ressaltou, “muitos produtores não têm os percentuais estabelecidos porque não estavam previstos em lei quando ocuparam suas áreas produtivas e os percentuais foram estabelecidos na base do achismo”. De acordo com Veronez, as regiões mais afetadas com o decreto são o Sudeste e o Sul do País, onde a produção agrícola foi incentivada pelo próprio Governo. Pela atual legislação, estas duas regiões, onde predomina o bioma da Mata Atlântica, o percentual de reserva legal a ser conservado é de 20%. Os outros percentuais são de 35% para o cerrado e de 80% para o bioma amazônico.

Veronez ponderou que no Centro-Sul do País não há ativos ambientais para recompensar as áreas descobertas, ao contrário da Amazônia, onde 85% da região estão preservados. Ainda em relação a estas regiões, o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente mostrou preocupação com outra imposição do decreto, que veda a atividade agropecuária em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Segundo ele, estão localizadas nestas regiões 80% da produção de café de Minas Gerais, 100% da maçã de Santa Catarina, mais de 50% da uva no Rio Grande do Sul, além de boa parte da bacia leiteira mineira, a cafeicultura do Espírito Santo e a cana-de-açúcar no Nordeste.                  

Audiência pública – A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, aprovou para a próxima quarta-feira (20/8) a realização de audiência pública com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para discutir os efeitos do Decreto 6514. Segundo o deputado Eduardo Moura (PPS/MT), também deverá ser votado, na próxima semana, requerimento do deputado Marcos Montes (DEM/MG) para aprovação de anteprojeto de Decreto Legislativo sustando os efeitos do Decreto 6514.

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Faep e Ocepar são contra prorrogação do prazo de isenção da TEC do trigo

“Se o governo optar por prorrogar o prazo de importação do trigo de países fora do Mercosul, sem a incidência da TEC (Tarifa Externa Comum), estará prejudicando os produtores brasileiros que não têm como concorrer com o trigo importado de países que concedem subsídios na origem”. A opinião é dos presidentes Ágide Meneguette, da FAEP, e João Paulo Koslovski, da Ocepar,  que encaminharam na quarta-feira (13) um ofício à presidência da República, aos Ministérios da Agricultura, da Fazenda, do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior e à bancada federal do Paraná, expondo a preocupação dos produtores brasileiros com o resultado da reunião da Câmara do Comércio Exterior (Camex), que acontece nesta quinta-feira (14), em Brasília, na qual será decidido se o prazo de isenção da TEC para países fora do Mercosul, que vence no dia 31 de agosto, será prorrogado por mais 30 dias.

Conjuntura atual é outra - “Somos contra a prorrogação porque o cenário atual para o trigo é bem diferente do início do ano, quando o governo autorizou a importação de um milhão de toneladas do grão isento da TEC. Na ocasião, os preços internacionais estavam altos, o Brasil estava na entressafra e os estoques dos países do Mercosul estavam baixos”, destaca Meneguette. O presidente da FAEP completa afirmando que “atualmente, a conjuntura é outra: houve redução nos preços internacionais, a produção interna aumentou, e há possibilidade de importar trigo da Argentina, tradicional fornecedor do trigo para o Brasil. Em função destes fatores, os argumentos que sustentaram a inclusão do trigo em grão na lista de exceções já não se aplicam mais”, lembrou.

Preços - Segundo estudos técnicos da FAEP e da Ocepar, com a redução das cotações internacionais do produto os preços recebidos pelos triticultores caíram 21,5%, no Paraná, no período de junho de 2008 até a primeira semana de agosto de 2008. Com relação aos preços no atacado houve queda de 14,6%, 13,9% e 8,5%, respectivamente para o trigo em grão, farinha de trigo comum e especial, segundo dados oficiais levantados pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná.

A entrada de produtos importados isentos da TEC pode impactar nos preços internos, reduzindo ainda mais o preço recebido pelo produtor. Podemos chegar a uma situação em que o governo precisará intervir no mercado, comprando trigo pelo preço mínimo (R$ 28,80), salienta o estudo das entidades. Atualmente, o preço recebido pelo produtor é de R$ 31,12 a saca, valor 8% superior ao preço mínimo.

Produção nacional - Além disso, os produtores brasileiros responderam positivamente ao estímulo do governo federal concedido por ocasião do lançamento da política para as culturas de inverno devendo ocorrer aumento da produção de 3,8 milhões para 5,4 milhões de toneladas, o que representa mais de 50% do consumo nacional.

A safra de 2008, que já está sendo colhida em diversos estados, inclusive no Paraná que é o maior produtor nacional, deve crescer 42% em relação à safra anterior, contribuindo para reduzir a dependência do trigo importado. Paralelo ao aumento da safra nacional, a produção mundial de trigo cresceu 8,7% na safra 2008/09 em relação à safra anterior, um aumento de 53 milhões de toneladas, o que contribuirá para reduzir as cotações internacionais.

Argentina - Também as exportações argentinas, que haviam sido restringidas, foram novamente autorizadas através da Resolução 2404/08, de 28 de julho de 2008, o que permitirá a exportação de mais de 900 mil toneladas de trigo da safra passada. Na safra 2008/09 a Argentina terá um excedente de 9,5 milhões de toneladas e o Uruguai e o Paraguai, juntos, terão mais cerca de meio milhão de toneladas para exportação a disposição do mercado a partir de outubro de 2008.

O Brasil necessitará de 5,5 milhões de toneladas para complementar sua demanda, que poderá ser atendida com a importação de países membros do Mercosul, ou seja, sem Tarifa Externa Comum (TEC), onde serão disponibilizadas 10 milhões de toneladas de trigo.

Propostas – No lugar de prorrogar a TEC, medida que pode reduzir as margens de ganho dos produtores e ainda desestimular a produção interna, os triticultores brasileiros propõem outras medidas. A principal delas é a implementação de uma política de apoio à comercialização da safra de trigo nacional alocando recursos para os seguintes programas: Aquisição do Governo Federal – AGF; Realização de leilão de Prêmio de Escoamento do produto – PEP para o trigo; e Disponibilização de recursos para Empréstimo do Governo Federal – EGF para os produtores brasileiros de trigo. “Reduzir a dependência do trigo importado deve ser prioridade para o governo brasileiro, e isso só será possível se o governo adotar medidas que estimulem a produção. A prorrogação do prazo de isenção da TEC é, portanto, um retrocesso e uma medida que contraria as intenções do País”, conclui Koslovski.
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Coluna Mercado

Commodities Agrícolas – Bolsa de Chicago

O mercado nesta quarta-feira surpreendeu com as altas nos mercados de commodities após duas semanas de baixa. Os fatores que contribuíram para o cenário foram as compras técnicas e a reação nos preços do petróleo.

A soja experimentou uma forte elevação na comercialização dos contratos futuros.   A posição setembro registrou um aumento de US$ 1,54/saca sobre o preço da terça-feira (12).  Os contratos alcançaram a cotação de US$ 28,16/saca de 60 kg.

Quanto ao mercado do milho a alta foi de US$ 0,71/saca em relação ao fechamento do dia anterior (US$ 12,02/saca de 60 kg).  O contrato para setembro foi negociado a US$ 12,73/saca de 60 kg.

O trigo acompanhou os mercados da soja e milho e indicou um aumento no contrato para setembro/08 de US$ 1,32/saca de 60 kg. O futuro setembro fechou em US$ 18,74/saca de 60 kg.

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Clipping dos Jornais

DESTAQUES

Grãos batem limite de alta com fundos


GAZETA MERCANTIL – Fabiana Batista


São Paulo, 14 de Agosto de 2008 - Depois de venderem fortemente suas posições no mercado de commodities agrícolas, sobretudo nos grãos, os fundos voltaram a recomprar contratos e fizeram soja, milho e trigo fecharem em limite de alta na Bolsa de Chicago (CBOT). O movimento, disparado pelo efeito do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), fez as cotações da soja fecharem em alta de 5,7% como contrato setembro encerrando em US$ 12,7750, elevação de 70 pontos (70 centavos de dólar).

"Os fundos estavam em condições técnicas muito vendidas e entraram nesta semana comprando outra vez", explica Gonzalo Terracini, consultor de gerenciamento de risco da FCStone. Mesmo com a elevação de ontem, os preços da soja acumulam queda de 5,7% desde o começo de agosto.

O milho e o trigo seguiram o mesmo percurso. Os papéis com vencimento em dezembro do cereal encerraram o pregão de ontem em US$ 8,7525 o bushel, alta de 7,3% sobre o dia anterior.

"Mais uma vez não há nenhuma notícia no cenário fundamental que justifique esse movimento do trigo, sobretudo porque a cultura está em plena colheita com previsão de safra recorde", avalia Élcio Bento, analista da Safras & Mercado. "Além de ter seguido os preços da soja e do milho, o trigo foi influenciado pela alta do petróleo", complementa.

Os contratos de milho com vencimento em setembro encerraram o dia US$ 5,39 o bushel, 5,8% de alta em relação ao dia anterior. Ainda assim, no mês, o milho acumula queda de 4,6%. "Vejo uma incoerência na recuperação do milho em relação a da soja", afirma Terracini.

Isso porque o relatório do Usda prevê uma produtividade do milho de 9,8 toneladas por hectare nas lavouras americanas, 4,4% mais que o estimado no relatório de julho. Com isso, os Estados Unidos devem colher 312,12 milhões de toneladas, alta de 4,9%. Já a safra de soja prevista no relatório do Usda foi revista para baixo. A previsão é de 80,9 milhões de toneladas, 0,1% inferior à projetada no mês passado.

Açúcar

As cotações do açúcar também elevaram-se ontem na CME Futures (antiga Bolsa de Nova York). O contrato março fechou em 15,20 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,4%. O desempenho dos preços açúcar no mês está praticamente estável em -0,39%. Em 1 de agosto, os papéis de março fecharam em 15,26 centavos de dólar por libra-peso.

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Soja, milho e trigo atingem teto de alta em Chicago

VALOR ECONÔMICO


Os preços de soja, milho e trigo no mercado futuro reviveram ontem o cenário de disparada registrado em junho, quando atingiram suas maiores cotações históricas. As três, as principais commodities agrícolas negociadas na bolsa de Chicago, encerraram com limite de alta permitido para uma única sessão. 


Para a soja, o dia foi de ajuste técnico após as quedas registradas em julho e um dia depois de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentar uma projeção de produtividade menor nas lavouras do país que a previsão feita há um mês. Os contratos de soja com vencimento em julho subiram 70 centavos de dólar, para US$ 12,7750 por bushel. 

Na visão de um analista ouvido pela agência Dow Jones Newswires "o relatório de ontem [terça-feira] é velho como jornal da véspera", minimizando a influência dos dados apresentados pelo USDA sobre o desempenho dos preços na quarta-feira. Ainda assim, os investidores continuaram a digerir as informações do relatório, gerando uma "retroalimentação", como exemplificou um trader: uma commodity puxou a alta da outra. 

Os contratos de milho para dezembro subiram 30 centavos de dólar, para US$ 5,5850 por bushel. Para alguns analistas, a projeção do USDA pode ter sido excessivamente otimista, especialmente para o Estado de Iowa. O Departamento de Agricultura americano ampliou em 4,9% sua previsão de produção de milho no país na safra 2008/09 em comparação com a projeção apresentada em julho. 

As compras especulativas também marcaram o mercado de trigo. Os papéis para dezembro subiram 60 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 8,7525 por bushel. Os fundos de commodities compraram cerca de 5 mil contratos. Em Kansas, os papéis que também vencem em dezembro encerraram em alta de 60 cents, a US$ 9,0925 por bushel. 

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Commodities

Commodities Agrícolas


VALOR ECONÔMICO


Petróleo puxa
Os futuros do açúcar subiram no mercado americano ontem motivados por mais uma alta do petróleo, o que suscitou especulações de que a procura pelo etanol de cana deva crescer. A alta no petróleo, por sua vez, se deveu à divulgação de um relatório do Departamento de Energia dos EUA que apontou queda nos estoques de gasolina do país, em decorrência de refinarias fechadas e importações menores. Em Nova York, os contratos para entrega em março fecharam com alta de 37 pontos, a 15,20 centavos de dólar por libra-peso. "De modo geral, há uma crescente demanda por etanol de açúcar", disse à Bloomberg Donna Heidkamp, da RJO Futures. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28,79 , sem variação, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Brasil pressiona
Os contratos futuros do café registraram ontem a primeira queda de preço nesta semana em Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a inversão de tendência se deve à percepção de que o Brasil - o maior produtor de café do mundo - deverá colher uma safra recorde antes da chegada ao mercado de grãos da América Central. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deverá produzir 5,1 milhões de sacas na safra que termina em outubro, 36% mais que no ano anterior. "Temos uma safra gigantesca a caminho", diz Raymond Keane, da Balzac Bros. & Co. Em Nova York, papéis para dezembro fecharam a US$ 1,3945 por libra-peso, queda de 190 pontos. No mercado interno, a saca de café recuou 1,76%, para R$ 244,31, segundo o Cepea/Esalq.  

Influência da Flórida
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado atingiram ontem o maior patamar em mais de uma semana em Nova York depois que a analista americana Elizabeth Steger previu queda de 12% na próxima safra da Flórida - o segundo maior produtor de laranjas do mundo. Segundo a analista, a produção do Estado cairá para 150 milhões de caixas na safra que começa em outubro. "Essa estimativa é um choque ", disse à Bloomberg James Cordier, da OptionSellers.com. O Departamento de Citros da Flórida estimara em abril produção de 162 milhões da caixas. Com isso, os contratos de novembro subiram 250 pontos em Nova York, fechando a US$ 1,0720 por libra-peso. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos ficou em R$ 9,77, segundo o Cepea/Esalq. 


Substituição à vista
Os contratos futuros do algodão tiveram ontem a segunda alta consecutiva em Nova York depois que a guinada nos preços do milho e da soja elevaram o incentivo para os agricultores dos EUA substituírem a fibra por essas culturas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os produtores deverão colher 7,85 milhões de acres de algodão no ano fiscal que teve início em 1º de agosto. É o menor volume desde 1983. O órgão também previu que a produção mundial de algodão cairá para 112,2 milhões de fardos. Os papéis para entrega em dezembro subiram 156 pontos na bolsa de Nova York, e encerraram a 71,19 centavos de dólar. No mercado interno, a libra-peso fechou a R$ 1,2213, queda de 0,09 % , segundo o indicador Cepea/Esalq. 

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Grãos

Safra se recupera em julho, mas clima de agosto prejudica


GAZETA MERCANTIL – Fabiana Batista


São Paulo, 14 de Agosto de 2008 - As chuvas incomuns para o início de agosto no Centro-Sul do Brasil vão minimizar o avanço de moagem da cana-de-açúcar obtido em julho, quando o clima esteve mais favorável. E a estimativa do mercado é de que o desempenho da safra será ainda pior do que se esperava, pois ainda há pela frente um mês de setembro e outubro historicamente mais chuvosos. Até meados de agosto, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) deve rever para baixo a estimativa de moagem de 498 milhões de toneladas nesta safra na região. "O principal é que há projetos grandes cujo início de moagem estão atrasada", afirma Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da Unica.

De acordo com dados divulgados ontem pela entidade, o tempo mais seco no mês de julho favoreceu a maturação da cana, cujo nível de açúcar foi 1,61% maior do que o registrado na segunda quinzena de julho de 2007. A moagem também teve recuperação e, no acumulado da colheita, está 11,57% superior ao obtido no ciclo passado. "No entanto, a recuperação está sendo prejudicada pelas condições climáticas. As chuvas acima da média farão com que a moagem de cana na primeira quinzena de agosto seja inferior em até 10 milhões de toneladas em relação ao potencial para o mês", diz Rodrigues.

Financiamento
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,2 bilhão para Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco). Os recursos serão usados na construção das quatro primeiras unidades de bioenergia da Brenco, que compõem a primeira fase do projeto de produção de energia renovável da companhia.

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Internacional

Chávez quer parceria com brasileiros na agroindústria


FOLHA DE SÃO PAULO - FABIANO MAISONNAVE


Pressionado pela alta no preço dos alimentos e pelo risco de desabastecimento, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se reuniu ontem em Caracas com um grupo de empresários brasileiros para discutir projetos voltados ao setor agroindustrial.

A comitiva de empresários participa desde segunda-feira de uma jornada de negociações com o governo venezuelano. As conversas incluem a construção de um sistema nacional de armazenamento de alimentos, a venda de máquinas e implementos agrícolas a pequenos e médios agricultores e ajuda para desenvolver a precária sojicultura do país.

Durante a reunião, Chávez especulou sobre projetos entre os dois países e anunciou a instalação de um escritório da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) em Caracas. A entidade vem negociando a venda de material industrial para a instalação de 200 fábricas socialistas no país e agora buscará fornecer equipamentos agrícolas junto com a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).

Em sinal de que as relações com o Brasil vivem um bom momento, Chávez disse que "já se sente no Mercosul" e classificou de "questões legislativas" o atraso na aprovação da entrada na Venezuela ao bloco pelos Parlamentos brasileiro e paraguaio. No ano passado, o venezuelano chegou a dar um prazo de três meses para a ratificação de seu país, mas depois recuou.

Chávez também anunciou que o próximo encontro com o colega Luiz Inácio Lula da Silva será realizado em Manaus, no dia 11 de setembro, onde ele espera assinar os acordos em negociação.

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Café

Atraso na colheita do café indica produção menor que a esperada


GAZETA DO POVO – Roberto Tenório


A persistência no atraso da colheita de café deste ano já começou a despertar preocupação de algumas cooperativas, que informaram à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a grande possibilidade de uma quebra na produção. Estima-se que o atraso seja superior a 30 dias em algumas regiões e que a incidência de chuvas nas últimas semanas tenha favorecido o início da florada em cafezais onde os frutos não foram colhidos totalmente, podendo prejudicar a safra de 2009/10. Para este ano, a Conab estima uma safra de 45,5 milhões de sacas, número 7% maior que a de 2006, período que a produtividade foi a igual a deste ano.

As perdas são consideradas como certas para Francisco Miranda de Figueiredo Filho, presidente da Cocatrel, que atua em Três Pontas, sul de Minas Gerais. O representante disse que o volume de café depositado na cooperativa é bem menor que nos anos anteriores, mas não soube precisar quanto. Ele revelou que a região já possui 30% da safra colhida. "Não é só em Três Pontas que temos problemas. Por onde passo os produtores dizem que a produção está ruim", afirmou. A Conab estima que a região Sul e a Centro-Oeste do estado produzirão 12 milhões de sacas.

A mesma situação é percebida no Cerrado mineiro, e em algumas regiões de São Paulo, onde a Cooxupé atua. Joaquim Goulart de Andrade, gerente de desenvolvimeto técnico da cooperativa, disse que o volume de café em agosto está 14% menor na comparação com 2006. A meta é que sejam recebidos 5 milhões de sacas até o final deste ano. "Os grãos que foram colhidos em baixa altitude estão com um volume muito pequeno e com muita casca. Já encaminhamos a situação para a Conab e vamos estudar se o problema é uma quebra ou um atraso mesmo", explica.

Segundo Andrade, para encher uma saca de café beneficiado (60 quilos) são necessários 380 litros de grãos normalmente. Na atual situação, os produtores usam 500 litros do grão para obter a mesma saca. "Em lavouras acima dos mil metros de altitude a situação é normal", disse.

A situação é mais crítica na região da Alta Mogiana, onde a quebra da safra subiu mais 10% além do que havia sido previsto. De acordo com a Cocapec, já foram recebidos 60% de um total de 1,58 milhões de sacas esperadas. "A quebra inicial que tínhamos informado à Conab era de 20%, mas esse número já alcança a casa dos 30%", avalia Roberto Maegawa, encarregado técnico e engenheiro agrônomo da Cocapec. Disse ainda que o risco de a nova florada surgir antes que a colheita dos frutos termine é grande.

Na Cooparaíso, que atua em 30 municípios ao Sul de Minas e 7 na região de Mogiana paulista, 55% de um total de 3,15 milhões de sacas previstos foram colhidos. "Esse número deveria estar na casa dos 65%, pore´m o atraso de 30 dias diminuiu o volume recebido", explica Marcelo de Moura Almeida, coordenador técnico do departamento de gestão de agronegócio. Para ele, a situação é preocupante na região e a mistura da florada com a colheita já é percebida em várias regiões, que já colhem frutos menores que os normais.

Reginaldo Rezende, analista da FCStone, acredita em preços altos para a commodity até o final do ano. "Não acredito que fique abaixo dos 133 centavos de dólar por libra peso. A oferta e a demanda estão apertadas", afirmou. Atualmente o consumo interno está em 16 milhões de sacas e as exportações são de 28 milhões de sacas. "Só isso já corresponde a safra deste ano. Para 2010, a estimativa é que o consumo interno suba para 20 milhões de sacas", diz. O estoque da Conab é de 10,3 milhões de sacas.

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O cooperativismo e o Pepro, segundo o Cecafé


GAZETA MERCANTIL - João Antonio Lian


14 de Agosto de 2008 - O governo federal, por meio do Mapa, deve até setembro pôr em prática, pela segunda vez, o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), destinado a beneficiar o setor cafeeiro. Em razão da importância do programa, bem-vindo e fundamental para a manutenção da cafeicultura, em especial do pequeno produtor, necessita passar por um debate público acentuado, para que distorções de finalidade encontradas na primeira edição, realizada no ano passado, sejam superadas, levando-o a atingir os objetivos de forma plena e justa.

O Pepro é uma subvenção governamental, com caráter de subsídio, destinada ao produtor de café. Complementa a renda desse agricultor ao escoar o produto, quando os preços de mercado não cobrem os custos de produção. Bem aplicado, preserva a renda do pequeno cafeicultor, garantindo que se mantenha na atividade, em momentos adversos.

Mesmo com a promessa de que contará com maior volume de recursos, passando de R$ 190 milhões, em 2007, para R$ 300 milhões, este ano, esse montante é limitado. Por isso, o Pepro precisa ter o foco voltado para os pequenos produtores.

A fixação de 300 sacas de café como limite máximo para um produtor participar do

Pepro, aliada às exigências burocráticas para atuação nos leilões aplicadas exclusivamente aos produtores independentes, uma vez que os produtores

cooperados ficaram isentos de comprovar a regularidade de situação, acabou por provocar alta concentração dos recursos do programa nas cooperativas, beneficiando grandes produtores.

Em 2007, dos R$ 190 milhões do Pepro, R$ 172,9 milhões - 90,3% dos subsídios - destinaram-se às cooperativas. A realidade conduz ao entendimento de que as cooperativas agem de forma corporativa em relação ao programa, em detrimento dos interesses coletivos representados pelos pequenos produtores, que são 75% do número de cafeicultores.

Ainda segundo algumas cooperativas, os recursos foram distribuídos por critérios próprios e não de acordo com a lei que regula a

subvenção. Uma dessas entidades recebeu em torno de R$ 20 milhões do Pepro, mas distribuiu apenas R$ 8 milhões desses recursos,

sinalizando que manteve no próprio caixa a maior parte do subsídio. Houve, enfim, uma forma perversa de transferir renda do pequeno para o grande produtor.

Diante desse quadro de favorecimentos e injustiças, é urgente que o programa passe por aprimoramentos, já que é fundamental para o desempenho da cafeicultura representada

pelo pequeno produtor. Para que tenha correção de rumo, deve-se garantir que os produtores rurais tenham amplo acesso às licitações do Pepro e possam ser representados por seus Sindicatos Rurais, por suas associações de produtores e também por suas cooperativas em igualdade de condições.

Com essas e outras mudanças, acreditamos que o programa possa de fato alcançar seus

objetivos, ser democratizado e ter alcance coletivo. Caso continue a ter recursos concentrados

nas cooperativas, a ser usado para reforçar o caixa dessas entidades e a favorecer com mais intensidade apenas grandes produtores, perde a razão de existir.

kicker: Pepro é um subsídio que complementa a renda do agricultor, quando os preços de mercado não cobrem os custos


João Antonio Lian - Presidente do Conselho Deliberativo do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé)

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Feijão


Mercado do feijão

CORREPAR


FEIJÃO CARIOCA: A safra da Bahia tem caído em pequenos volumes que variam entre R$ 140,00 e R$ 150,00 por saca de 60 kg nas feiras no interior. Quando chove a qualidade fica comprometida e isto tem ocorrido freqüentemente. Todos os dias a expectativa é que haja mais oferta, mas acaba não ocorrendo ou  tudo termina sendo negociado. Goiás oferta com o ICMS embutido por R$ 150,00 e em Minas R$ 150,00 mais as despesas de nota.  Existe uma perspectiva de alta no mercado eminente uma vez que os produtores em geral não estão dispostos a ceder mais. Alguns dias estáveis como os desta semana pode ser o sinal para algum reajuste uma vez que a maioria dos empacotadores estão sem mercadoria em reserva trabalhando com estoque extremamente curto. Esta madrugada as ofertas em São Paulo foram menores, ao redor de  15.000 sacas  com a sobra de 5.000 sacas.


FEIJÃO PRETO: O feijão preto continua com boa procura. Os compradores já absorvem com relativa facilidade R$ 150,00 assim, este feijão valorizou esta semana R$ 5,00 por saco.  

 

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Meio ambiente


Minc já cede à pressão de lobby ruralista


VALOR ECONÔMICO - Mauro Zanatta


Pressionado nos bastidores, o governo começa a aproximar suas posições políticas das demandas do lobby ruralista no Congresso. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já admite ceder em dois pontos considerados cruciais pelos ruralistas para acelerar a regularização ambiental e a criação de alternativas de exploração econômica na Amazônia. 


Após reunir-se com o colega da Agricultura, Reinhold Stephanes, na terça à noite, Minc anunciou a intenção de permitir a recomposição de reservas legais em áreas diferentes das regiões desmatadas, uma antiga reivindicação dos ruralistas. Pela proposta, os produtores poderiam adquirir novas áreas de floresta para compensar o desmatamento ocorrido em suas fazendas ou "adotariam" áreas públicas de floresta nativa. Na Amazônia, o produtor é obrigado a manter 80% da área como reserva legal. No Cerrado, 35%. Nas demais regiões, a lei exige 20% de reserva. 


"Estamos estudando a viabilidade legal disso. A recuperação teria que ser no bioma e no Estado de origem", disse Minc. "No caso da área pública, o produtor poderia adotar uma área referente ao que tem, por lei, que recompor. É bom para ele e bom para o governo". 


Minc disse que o principal é "incentivar" a recuperação de áreas degradadas. "E incentivar quem quer fazer a reserva legal, mesmo em área fora da sua propriedade, porque não diminui a produção". 


No lado da criação de alternativas à exploração predatória das florestas, Minc também admitiu permitir a recomposição de metade das áreas de reserva legal com o plantio de espécies exóticas, como o dendê. Nesse caso, seria "um triplo ganho", segundo o ministro: "Seqüestra carbono, produz um combustível que emite menos gases e ainda recupera áreas degradadas", disse. "Agricultura e meio ambiente estão cada vez mais próximos na sua percepção. Nós queremos produção sustentável, e agricultura quer a conservação dos solos e a proteção da água". 


A convergência das posições de ambientalistas e ruralistas no governo tem, entretanto, opositores no Congresso. "É só um remendo. Se não votarmos a MP do novo código florestal, vamos continuar criando conflitos entre decretos, portarias e outras iniciativas", disse o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), relator da Medida Provisória nº 2166, editada em 2001 pelo então ministro e atual deputado Sarney Filho (PV-MA) para ampliar a área de reserva legal. 


De outro lado, o deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) defende a recomposição com o uso de espécies exóticas na Amazônia. "Daria para plantar quatro bilhões de árvores na Amazônia". Segundo ele, a solução é usar os 18 milhões de hectares abertos com pastagens e várzeas com plano de manejo e recuperação com tecnologia, além de permitir a recomposição de metade das áreas alteradas com plantas exóticas. 


O governo avalia que os produtores têm sido punidos ao buscar a regularização ambiental de sua propriedade. E prepara a modificação de um decreto, hoje na Casa Civil, para evitar multas a quem quiser regularizar sua situação. "Essa legalização deve ser incentivada e não punida", disse Minc. (Com Agência Brasil) 

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Sucroalcooleiro

Odebrecht vai investir em Angola


VALOR ECONÔMICO - Mônica Scaramuzzo


O grupo Odebrecht vai construir uma usina em Angola. "O projeto industrial está quase concluído", afirmou Clayton Hygino Miranda, vice-presidente da ETH Bionergia, braço sucroalcooleiro da companhia, ao Valor. Os projetos do grupo para esse setor também incluem a criação de uma trading para comercializar açúcar e álcool no mercado externo. 

O projeto agrícola para Angola está mais adiantado, disse Miranda. "A CanaViallis [controlada pelo grupo Votorantim Novos Negócios] foi contratada para desenvolver variedades de cana específicas para aquela região." A usina será construída em um terreno que pertence à construtora Odebrecht, explicou Miranda, sem dar mais detalhes. Esse projeto terá como sócios produtores de cana locais e a estatal petrolífera Sonangol. O valor do investimento não foi divulgado. 

A decisão de investir na África é estratégica para o grupo por dois motivos. Primeiro, porque a Odebrecht já tem uma infra-estrutura naquele país. O outro é o fato de que a produção de açúcar do continente pode entrar na União Européia sem tarifa de importação, uma vez que esses países são ex-colônias. A Açúcar Guarani, do grupo francês Tereos, também tem uma usina em Moçambique. 

Segundo Miranda, a usina de Angola não será controlada pela ETH Bionergia, uma vez que os investimentos estão sendo tocados diretamente pela Odebrecht. 

Criada em julho do ano passado como um novo negócio do grupo Odebrecht, a ETH Bioenergia tem um orçamento de R$ 5 bilhões para a construção de pelo menos nove usinas de açúcar e álcool no país, com capacidade de moagem de 27 milhões de toneladas de cana próximos anos. O grupo escolheu São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás para se tornar seus principais pólos de produção. 


Em 2007, o grupo adquiriu duas usinas - a Alcídia, em São Paulo, e a Eldorado, em Rio Brilhante, no sul do Mato Grosso do Sul. Juntas, essas unidades devem processar nesta safra 2008/09 cerca de 3,7 milhões de toneladas. Os planos da ETH para 2009 são colocar três das nove unidades do grupo em operação. Em 2010, mais três unidades. E, em 2011, o restante. 


Em São Paulo, a ETH escolheu a região do Pontal do Paranapanema para investir em cana. Além da Alcídia, outra unidade, a Conquista do Pontal, já está sendo erguida. No Mato Grosso do Sul, além da usina Eldorado, o grupo também está construindo uma planta em Nova Andradina. Em Goiás, a primeira usina do grupo a entrar em operação será a Rio Claro, em Caçu, no sudoeste do Estado. 


Também em Goiás o grupo tem planos de construir outra usina na cidade de Itarumã. Mas as negociações estão mais complicadas. O Valor apurou que o grupo disputa a mesma área agrícola com um outro gigante nessa região. O grupo Cabrera, que será sócio da americana ADM em duas usinas no Estado, também tem projetos em Itarumã. Questionado sobre a disputa, Miranda preferiu não comentar. 

Segundo ele, a ETH agora está reforçando sua atuação como trading. Miranda, egresso da Coimex Trading, foi o responsável pela implantação desse projeto na companhia. "Esse projeto já fazia parte dos planos do grupo quando ETH foi criada." Àquela época, Miranda tinha sido nomeado presidente da companhia. Ao completar um ano, no dia 3 de julho, José Carlos Grubisich, que estava à frente da Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, assumiu a presidência. Miranda, então, passou para a vice-presidência e ficou responsável pela área estratégica da companhia. 


Neste primeiro ano, o grupo deverá exportar 400 mil toneladas de açúcar, das quais 170 mil são produção própria. Para 2009, a expectativa é embarcar 600 mil toneladas. O grupo também deverá negociar este ano 350 milhões de litros de álcool, dos quais 200 milhões são produzidos pelas duas usinas do grupo. No caso do álcool, metade será exportada para os Estados Unidos, sobretudo. O restante será negociado no mercado interno. 

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Bovinocultura de Leite


Rendimento maior para compensar preço menor

GAZETA DO POVO


A queda no preço do leite em pleno inverno pressiona os pecuaristas a elevar o rendimento do rebanho na bacia mais produtiva do Paraná, os Campos Gerais. Apesar do crescimento de 63% nas exportações no primeiro semestre, apontado pela Secretaria de Comércio Exterior, eles dizem que as receitas estão próximas das despesas e tentam se superar com novas tecnologias expostas na feira Agroleite, realizada até domingo pela cooperativa Castrolanda, em Castro.


Fazendas que recebiam 75 centavos por litro em maio arrecadam agora 63 centavos. Os índices oficiais, medidos pelo Conseleite, apontaram queda de dois centavos por litro entre junho e julho em todo o Paraná. O clima de apreensão faz com que as promessas de aumentar a produtividade – com melhoria genética, nutrição e bem estar animal – chamem a atenção.


Os índices alcançados no torneio leiteiro da Agroleite provam que é possível avançar. Vacas holandesas de 750 quilos dão seu próprio peso em leite em apenas nove dias, o dobro das médias das fazendas mais produtivas do estado. Os dez animais que participam da competição alcançaram até 89 litros em um dia (três ordenhas). O resultado final sai amanhã. No ano passado, a vencedora produziu 93 litros por dia.


O dono do animal recordista, uma vaca holandesa chamada Storm (tempestade), afirma que produzir leite “é uma atividade de alto risco”. Hans Jan Groenwold considera que as oscilações do mercado põem em xeque as oportunidades abertas pela tendência de aumento nas exportações. Por outro lado, confia que o Paraná vai ocupar o espaço de regiões que estão migrando para a cana-de-açúcar, como o Noroeste de São Paulo.


As médias do torneio dificilmente são alcançadas nas fazendas. A competição reúne vacas em pico de lactação (um ou dois meses após a cria). Na fazenda de Groenwold, a média é de 40 litros/dia.


Os investimentos necessários para elevar a produtividade podem “quebrar qualquer um”, afirma o produtor Germano Lowen, que tira 14 litros por animal/dia na colônia alemã Witmarsum, em Palmeira. Ao mesmo tempo, “quem não investe decreta a própria falência”, argumenta.


As indústrias oferecem, por exemplo, ingredientes para alimentação que prometem elevar a produção diária em 1,6 litro de leite por animal. “Além disso, a economia pode chegar a 30 centavos ao dia por vaca”, afirma Winston Giardini, gerente de vendas da Alltech que divulga o Optigen, granulado fonte de nitrogênio que é misturado à ração. Os números vêm de uma experiência realizada com 34 vacas da região de Castro, relata.


Geneticamente, o setor leiteiro deve dar um salto nos próximos anos, segundo os representantes da CRV Lagoa, maior produtora de sêmen bovino da América Latina. Aos olhos dos pecuaristas, o maior avanço dos últimos tempos é a inseminação com sêmen sexado (que permite a escolha do sexo do bezerro), mas há muito mais por trás das tecnologias que estão chegando ao mercado, afirma o gerente de negócios da empresa, Henrique Brinckmann. A possibilidade de avaliar os animais através da leitura de seu código genético e transformar aqueles que têm as melhores características imediatamente em reprodutores economiza até sete anos nesse processo, afirma o especialista William Tabchoury, da mesma empresa.


A tecnologia é a atração da Agroleite, define Armando Carvalho, um dos organizadores. “Não temos shows de música ou atrações artísticas. As 50 mil pessoas que vêm para cá estão interessadas em questões técnicas.”


Serviço:

A 9ª Agroleite ocorre no Parque Dario Macedo, em Castro (Campos Gerais). As palestras de hoje serão de pecuária leiteira e as de amanhã, sobre integração lavoura-pecuária. Sexta à noite haverá leilão de 60 animais. Sábado e domingo, o forte será a visitação

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Eqüídeos

Paraná é o campeão da carne de cavalo


FOLHA DE LONDRINA - Wilhan Santin


No primeiro semestre já foram abatidos 22 mil animais; a maioria está velha ou não serve para a lida mas recheia pratos de europeus e asiáticos


Aos olhos dos brasileiros, os cavalos são vistos como animais de estimação, de companhia. Porém, em outros países, eles também servem como alimento. Boa parte da carne de equídeos que é consumida principalmente por europeus e asiáticos sai do Paraná. De acordo com levantamento feito pela FOLHA, o Estado é o campeão nacional de exportação de carne de cavalos.


No entanto, como não há criação de equídeos para corte, a grande maioria dos animais que vão para abate nos frigoríficos brasileiros são aqueles considerados velhos ou inaptos para a lida. Enquanto isso, na Europa e na Ásia, esses ''pangarés'' recheiam pratos, inclusive de chiques restaurantes.


De acordo com dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF), no primeiro semestre de 2008 mais de 22 mil equídeos foram abatidos no Paraná. Essa carne, exportada para países como França, Bélgica, Itália e Japão, rendeu aos frigoríficos e exportadores o montante de US$ 7,5 milhões. O número de animais abatidos e de dinheiro movimentado com a exportação de carne de equídeos no Estado corresponde a mais de 50% da produção nacional.


Para entender como é o mercado de carne de cavalos, a reportagem foi para a região de Santa Fé (47 km ao norte de Maringá), onde funciona, desde 2002, o frigorífico Santa Fé, do grupo Rei do Gado Fazendas. Esse frigorífico é o único do Estado que abate equídeos depois do fechamento do Frigorífico King Meat, de Apucarana, que transferiu as atividades de abate para Minas Gerais depois de uma greve de funcionários no mês de junho. Segundo o SIF, no Brasil todo funcionam somente sete frigoríficos que abatem equinos.


Tão grande quanto os números de abates de cavalos é o fechamento para informações dos frigoríficos instalados no Paraná, o que cria um clima de mistério em torno da atividade. O gerente-geral do King Meat, José Berton, não retornou aos contatos da FOLHA para comentar sobre a transferência da empresa para Minas Gerais e qual será o impacto dessa mudança na produção estadual.


Em seu site (www.frigorificokingmeat.com.br), o grupo Sachelli, dono do King Meat, apregoa que a planta de abates que funcionava em Apucarana era a maior e mais moderna do país e uma das maiores do mundo. A página do frigorífico na Internet é traduzida para cinco línguas além do português.


Já o Frigorífico Santa Fé, por meio de um gerente que identificou-se apenas como Marcos, informou que não receberia a reportagem, que foi pessoalmente até lá. Ele comprometeu-se a consultar os proprietários sobre a possibilidade de uma entrevista, porém não retornou e não respondeu aos telefonemas e a um e-mail enviado pelos jornalistas.


Na opinião do professor Roberto de Arruda Souza Lima, um dos pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), que desenvolveu um estudo sobre o mercado de cavalos no Brasil, os frigoríficos não gostam de dar informações por conta da imagem que o brasileiro faz da carne de cavalo.


''A mesma reação que as pessoas têm quando se fala que na Ásia comem carne de cachorro acontece quando se fala sobre o consumo de carne de cavalo. Por isso os frigoríficos não gostam de propaganda. Na minha opinião, esse fechamento atrapalha, e muito. Mas eles (frigoríficos) estão ganhando dinheiro agindo dessa forma, então fica complicado mudar esse cenário'', comenta o pesquisador.

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'O rei do cavalo de corte'

FOLHA DE LONDRINA - César Augusto


Anésio Ferreira, 75 anos. Nascido na paulista Cajuru, perto da divisa com Minas Gerais, construiu a vida no Paraná, em Lobato (60 km ao norte de Maringá), cidade de 4,2 mil habitantes vizinha a Santa Fé, onde está há 40 anos, mexendo com gado e comprando cavalos para revender aos frigoríficos.


Ele conta que sempre foi homem do sítio, da lida com o gado, até que apareceu a oportunidade de começar a trabalhar com os cavalos para abate, quando o Frigorífico King Meat se instalou em Apucarana. ''Fui eu que levei o primeiro lote de animais para lá'', recorda. ''Quando fiquei sabendo que estava começando um frigorífico de cavalos na região fui ver como era. Daí, entrei nesse ramo'', completa.


No início da atividade, na década de 1970, ele comprava cavalos no Norte e Noroeste do Paraná. Atualmente, vai longe para encontrar quem esteja disposto a vender equídeos para frigorífico. ''Tenho ido até Cajuru. Aqui na região já não se encontra animais'', explica.


O trabalho de Ferreira funciona assim: na base do ''olhômetro'', ele avalia quanto vale o animal, dependendo do peso. Paga de R$ 150 a R$ 400. Depois ele leva os equídeos para a sua propriedade, de 23 alqueires, em Lobato. Lá os animais descansam da viagem - em torno de dois dias - e depois, em lotes de 15, são levados para o frigorífico, atualmente o Santa Fé.


Ele conta que entrega, por mês, em torno de 300 animais para o abate, mas esse volume já foi muito maior, em torno de mil animais por mês, no tempo em que chegou a contar com quatro grandes caminhões fazendo o transporte dos equinos.


Sem revelar qual é a sua margem de lucro na hora da revenda para o frigorífico, Ferreira conta que não são todos os cavalos que ele compra que vão para o abate. ''Acontece muito de junto com os animais que vão para o corte ter algum que é bom para o serviço, com isso acabo ganhando um dinheirinho melhor. Muitas vezes, o sitiante que está sem dinheiro prefere, no aperto, vender um cavalo do que um boi'', explica.


Questionado se enfrenta algum tipo de preconceito por levar cavalos, animais vistos pelos brasileiros como sendo de extimação, para o abate, ele diz que não. ''Só no começo que eu sofri bastante porque me acusavam de roubar os animais. Hoje em dia não tenho nenhum problema. Sou comprador de cavalos e não tenho nada a esconder'', ressalta.


Para trabalhar, Ferreira tem de obedecer a normas sanitárias. Ele possui uma Guia de Trânsito Animal (GTA) que lhe permite levar os equídeos de um lugar para o outro e comercializar com o frigorífico.


De acordo com Djalma Atanásio da Silva, chefe da Divisão de Inspeção de Carnes e Derivados de Ruminantes, Equídeos e Avestruzes do Ministério da Agricultura, dentro de um frigorífico o rigor com o abate, do ponto de vista de higiene e bem estar do animal, é intenso para atender às exigências do mercado europeu.


Silva, entretanto, vê a necessidade de melhoria na cadeia produtiva do cavalo. ''Já sugeri que antes do abate os equídeos passem por um período de engorda, pois se trata de um animal descartado, sem condições para o trabalho e por isso tem a carcaça irregular'', destaca Silva. (W.S.)

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Abate é parecido com o de bovinos

FOLHA DE LONDRINA


Convidado pela FOLHA a opinar sobre o abate de equinos no Brasil, o professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Marcelo Seneda destacou que seria necessária uma discussão filosófica em torno do fato de os animais, depois de terem servido durante muito tempo para o trabalho, irem para o matadouro. ''No fim das contas, essa discussão acabaria chegando ao questionamento do consumo de carnes pelos humanos'', simplifica.


Sobre a forma de abate dentro dos frigoríficos, Seneda explicou que é igual ao dos bovinos, com uma pistola de ar comprido disparando um artefato na fronte dos animais e provocando morte instantânea. ''A diferença é que a crina é cortada como forma de higiene'', explica.


Na Internet, circulam artigos que dizem que os cavalos morrem de forma cruel, sendo privados de água e comida durante um bom tempo, passando por sessões de choques e tendo as quatro patas cortadas quando ainda está vivo. ''Isso tudo é mito. O frigorífico não quer que o cavalo sofra stress e nem desconforto, pois isso interfere na qualidade da carne. Esse tipo de barbaridade pode até acontecer em matadouros clandestinos, mas não em frigoríficos que buscam a exportação'', comenta. Contudo, o professor ressalta que prefere dieta vegetariana e tem sua área de atução na reprodução animal.


Sobre o valor nutricional da carne de cavalos, a nutricionista Beatriz Ulate destaca que a carne dos equídeos e dos bovinos é muito parecida. ''O valor de proteína e Ferro é muito semelhante, assim como a taxa de gordura. A diferença é que a carne de cavalo tem um sabor mais suave, adocicado''. Mesmo assim, os brasileiros rejeitam a carne equina. Praticamente toda a produção brasileira é exportada. Um dos poucos estabelecimentos que vendem a carne de cavalo está em São Paulo (SP), o quilo sai por R$ 25.


Sobre a expectativa dos frigoríficos brasileiros para os próximos anos, o professor Roberto de Arruda Souza Lima, da Esalq/USP, diz que o mercado vive um momento de instabilidade por conta da proibição do abate de cavalos nos Estados Unidos, em 2007.


''Isso (a proibição americana) mostra uma reação contrária da população, que encara o cavalo como animal de estimação mas não com potencial para corte. Como os Estados Unidos são grandes participantes no mercado de carne de equídeos, a gente imagina que uma retaliação a eles pode significar também retaliação a outros países. Esse fato dá uma chacoalhada nos frigoríficos. Com os americanos fora do mercado, a lógica seria crescer, mas na prática não está acontecendo isso, continuamos exportando para os mesmos países e proporcionalmente a mesma quantidade'', finaliza. (W.S.)

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 Bovinocultura de Corte

Setor espera mais embarques no segundo semestre


GAZETA MERCANTIL -  Neila Baldi


14 de Agosto de 2008 - As indústrias frigoríficas esperam que a oferta de gado aumento neste segundo semestre, recuperando o fôlego exportador. De janeiro a julho, o setor comercializou com o exterior 826,5 mil toneladas de carne, volume 16,6% inferior ao mesmo período do ano passado. Apesar da menor quantidade, no entanto, os preços mais altos possibilitaram uma receita 18,2% maior, totalizando US$ 3 bilhões. Com isso, a expectativa é que o Brasil feche 2008 com o recorde de US$ 5 bilhões em carne bovina.

"Há possibilidade de aumentar; vai depender da disponibilidade de gado" afirma o diretor- executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Luiz Carlos de Oliveira. Segundo ele, apesar de a Austrália - principal concorre do Brasil no ranking mundial - ter aumentado seus volumes, ainda não há indícios de perda da liderança. Para o segundo semestre, de acordo com Oliveira, o setor está otimista, pois há a tendência de aumento da oferta de gado e queda nos preço, além da retomada das vendas para os Estados Unidos - suspensas desde o último dia 1 -, da abertura do Chile, até outubro, e do aumento das fazendas passíveis de comercializar com a União Européia.

Em julho, as exportações somaram US$ 513 milhões - 52,78% a mais que no mesmo período de 2007 -, com embarques de 195 mil toneladas - crescimento de 1%. Oliveira diz que o País já ultrapassou a barreira da competitividade em preços.


Exportação de carne bovina já supera US$ 3 bi

VALOR ECONÔMICO - Alda do Amaral Rocha, de São Paulo


A menor oferta de carne bovina no mercado internacional - em grande medida por causa do Brasil - fez o preço médio do produto brasileiro na exportação disparar e com ele a receita com as vendas. 


Em julho, as exportações alcançaram o recorde de US$ 513 milhões, 52,78% mais do que no mesmo mês de 2007. No mês passado, os volumes embarcados totalizaram 195 mil toneladas (equivalente-carcaça), apenas 1% mais do que em julho de 2007, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). 

No ano, até julho, as exportações renderam US$ 3,017 bilhões, também recorde, um aumento de 18,21% sobre o mesmo período de 2007. Em contrapartida, os volumes caíram 16,62% no período, para 1,294 milhão de toneladas (equivalente-carcaça). 

O recuo reflete a menor oferta de animais para abate, as restrições da União Européia e os preços internacionais mais altos, que fizeram alguns países reduzirem suas compras. A preocupação com os preços é tamanha que países árabes enviaram missões ao Brasil para discutir o tema com os exportadores nacionais, segundo Luiz Carlos de Oliveira, diretor-executivo da Abiec. "O preço elevado também gerou substituição por outras carnes", acrescentou, referindo-se a um dos motivos da queda. 

Para a Abiec, a receita com as vendas externas de carne deve alcançar US$ 5 bilhões, acima de 2007. Os volumes, porém, vão cair, mantido o atual ritmo de vendas. Apesar do pequeno número (123) de Estabelecimentos Rurais Aprovados (ERAs) dentro do Sisbov que podem fornecer animais para abate e exportação à UE, Oliveira está otimista. Ele disse esperar que as propostas apresentadas pelo setor privado para simplificar o Sisbov sejam implementadas, o que permitirá o aumento gradual do número de fazendas e com isso os embarques ao bloco europeu. 

Também informou que o Chile deve enviar missão ao país em outubro para vistoriar frigoríficos brasileiros. "É a possibilidade de reabertura de um mercado que está fechado desde 2005". Ele afirmou ainda que as vendas de carne industrializada para os EUA deve ser normalizadas em setembro.

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