

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 260,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 41,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 17,50/sc |


AGRICULTURA FAMILIAR
AGROECONOMIA INTERNACIONAL
AVICULTURA
CAFÉ
CANA-DE-AÇÚCAR
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
DEFESA SANITÁRIA
EVENTOS
GRÃOS
HORTIFRUTICULTURA
LOGÍSTICA
MEIO AMBIENTE
OUTROS
POLÍTICA
SUINOCULTURA
Folha de S. Paulo
Pasta alega que texto do programa de direitos humanos avalizado pelos
assessores de Stephanes foi modificado posteriormente
Casa
Civil afirma que versão final foi encaminhada aos ministros; assessoria
da Agricultura deu seu aval à versão sem tê-la analisado
O
Ministério da Agricultura realizou estudo comparativo entre a versão
original e o decreto final do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos e
concluiu que o texto foi alterado depois de avalizado pelos assessores
do ministro Reinhold Stephanes, que aguarda um chamado do presidente
Lula para pedir a revisão das partes referentes à pasta.
O trecho do decreto que mais provocou reações no ministério e no setor ruralista não está na versão original: é a parte que acusa o agronegócio de não ter preocupação com índios e pequenos produtores. Para o ministro, trata-se de uma visão "preconceituosa e equivocada".
Eis o trecho completo que mais incomodou o setor: "Essa discussão [sobre questões climáticas] coloca em questão os investimentos em infraestrutura e modelos de desenvolvimento econômico na área rural, baseados, em grande parte, no agronegócio, sem a preocupação com a potencial violação dos direitos de pequenos e médios agricultores e das populações tradicionais".
A Secretaria de Direitos Humanos disse que mandou uma versão preliminar aos ministros em julho, e a Casa Civil, responsável pelo formato final, nega ter havido alteração após 9 de dezembro, quando a íntegra do decreto foi enviada a ministros e secretários especiais.
Segundo a assessoria da ministra Dilma Rousseff, uma versão diferente do programa pode ter sido submetida à Agricultura durante as consultas prévias, mas a íntegra da proposta final foi encaminhada à análise dos ministros. Essa proposta foi assinada pelo secretário-executivo da Agricultura, José Gerardo Fontelles.
Na versão do ministério, a assessoria do ministro Stephanes analisou e avalizou burocraticamente a versão original e nem ela, assessoria, nem o secretário executivo, nem o ministro foram avisados de que o texto fora mudado depois.
Quando chegou para a assinatura de Fontelles, no dia ministro interino, a dedução foi de que se tratava, não de nova consulta, mas de um procedimento de praxe: colher a assinatura.
Stephanes insiste em mudanças. "Vou levar ao presidente as questões que atingem diretamente o setor e esperamos que sejam consideradas, para as modificações necessárias."
Outros setores também mantêm as críticas. Hoje, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgará nota, e as entidades de comunicação ainda aguardam resposta à crítica ao controle da mídia.
Lula deu por encerrada a polêmica sobre o programa com a assinatura e a publicação do decreto que regulamenta o grupo de estudo que detalhará a proposta da comissão da verdade.
A comissão, cuja criação dependerá de aprovação de projeto de lei no Congresso, investigará violações de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 -embora o foco seja o período da ditadura (1964-1985).
Apesar das críticas, Lula poderá manter intacto o polêmico decreto de quase 80 páginas que instituiu o programa.
Gazeta do Povo Online
Lideranças
empresariais do Paraná devem solicitar uma audiência com o governo do
estado e a Assembleia Legislativa para discutir o reajuste do salário
mínimo regional. A proposta do governo eleva o piso em 9,5% a 21,5%,
dependendo da faixa salarial, e ainda precisa ser aprovada pelos
parlamentares.
A classe empresarial – representada pela Fiep, Faep, Fetranspar, Faciap, ACP e sindicatos empresariais – vai tentar convencer governo e deputados estaduais que o porcentual proposto é irreal e vai provocar um impacto negativo na economia, comprometendo a competitividade paranaense por conta do aumento no custo de produção.
“Não somos contrários ao reajuste do salário, mas defendemos um índice real, com base em estudos técnicos. Em nenhum momento fomos procurados para discutir o tema. A decisão foi unilateral”, disse Amilton Stival, coordenador do Conselho de Relações do Trabalho da Fiep. O presidente da Faciap, Ardisson Akel, alerta que os empresários do interior do estado terão maior dificuldade para praticar o piso proposto.
Para representantes dos trabalhadores, o reajuste é razoável. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaep), Ademir Mueller, afirma que o aumento da renda do trabalhador traz mais consumo. “É isso que gira a roda da economia. Mesmo com o mercado externo ruim, o interno está muito bom, e isso é positivo para os patrões”, diz.
Diário do Noroeste - PR - Paranavaí/PR
Deputados em prol do Governo temem que a investigação possa
ser usada com cunho eleitoreiro
Após
um embate em torno de sua instalação, a Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) que investigará repasses de recursos públicos para
entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
deverá começar os seus trabalhos no dia 3 de fevereiro às 11 horas, no
Senado. O plano de trabalho aprovado antes do recesso, no dia 16 de
dezembro, surpreendeu a oposição, que apostava em manobras dos
governistas para impedir as investigações.
"O relator nos
surpreendeu positivamente e demonstra o interesse em fazer uma
investigação séria sobre o financiamento público para entidades que se
dizem promotoras da reforma agrária, mas podem estar financiando o
MST", diz o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais
defensores da instalação da CPMI e seu vice-presidente.
O relator, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), avalia que foi escolhido por sua capacidade de negociação. Ele considera que evitar os conflitos entre parlamentares nas reuniões da CPMI é prioridade. Segundo ele, se é possível que tenha havido desvio de recursos públicos isso precisa ser apurado, e portanto a CPMI não deve ser "nervosa". "O conflito já existe no campo; não vamos fazer conflitos no Congresso", afirma.
Estratégia - O plano de trabalho separa as reuniões da CPMI em duas linhas. Uma será a investigação das associações e ONGs citadas pela imprensa e por investigações do Ministério Público e da Polícia Federal. Por outro lado, o relator reservou um espaço para o debate sobre o que tem acontecido com a reforma agrária no Brasil, para que a CPMI proponha soluções além de procurar culpados.
Esse debate ideológico
que permeia a investigação, segundo Tatto, não poderia ser colocado de
lado. Ele acredita que especialistas poderão trazer ao Congresso um
debate mais teórico da questão fundiária, para tentar desvendar por que
há uma concentração tão forte de terras e por que as ocupações de
propriedades continuam ocorrendo. "Isso permite que não desviemos a
investigação do requerimento de criação da CPMI, mas alguma coisa está
acontecendo e podemos gerar políticas para tentar amenizar a questão",
argumenta.
Para o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), isso não deve
amenizar a vontade da oposição de transformar a CPMI numa disputa
eleitoral. Ele foi contra a CPMI e não mudou de ideia, pois acredita
que as irregularidades já estão sendo investigadas e trazer o debate
para o Congresso tem fins políticos. "Em convênios em relação ao MST ou
aos fazendeiros podem ser encontradas irregularidades, mas essa não é a
questão; querem fazer da CPMI um palanque para os primeiros seis meses
deste ano, olhando para as eleições", ressalta.
Dr. Rosinha
lembra que os convênios citados estão sendo investigados pelo Tribunal
de Contas da União (TCU), que recomenda correções. Para ele, a
diferença principal é esta: as investigações do TCU têm a intenção de
corrigir erros, enquanto a oposição busca com a CPMI atacar o MST. "Nas
minhas conversas com o movimento, percebo que o MST encara o assunto
com essa visão e não teme as investigações", afirma.
Ruralistas
- Onyx Lorenzoni também ressalta que a Confederação Nacional da
Agricultura (CNA) não vê nenhum problema em investigações quanto ao
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que usa recursos
públicos em programas para pequenos proprietários e trabalhadores
rurais. Já existem requerimentos para que os convênios com a entidade
também sejam investigados.
Segundo o deputado Dr. Rosinha,
este é o problema da CPMI: “Pelo requerimento pode-se tudo, pode
investigar o MST, o governo e toda e qualquer cooperativa, mas isso não
vai ser feito em seis meses, e ninguém vai ficar depois de junho
investigando".
Lorenzoni diz que não há nada a ser escondido,
mas exatamente por isso espera que a CPMI não saia do seu foco para
investigar a CNA ou o Senar. "Espero que não; seria desviar o trilho do
requerimento que criou a CPMI, e foi feito um acordo para nos determos
no foco do requerimento", argumenta.
Ele adverte que politizar uma CPI leva sempre a um impasse que não ajuda o País a se livrar de problemas sérios. "Todas as que tiveram esse impasse foram neutralizadas pela queda-de-braço entre governo e oposição, como as CPIs das ONGs e da Petrobras", lembra.
Deputado quer identificar os dirigentes do MST
O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) apresentou requerimentos para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST tenha acesso às agendas de diversas autoridades, inclusive ministros e o próprio presidente Lula. Ele quer saber quem essas pessoas receberam como representantes do MST.
Como o movimento não é formalizado, o deputado argumenta que seria preciso definir um critério objetivo para a CPMI encontrar os seus dirigentes. "Quando as autoridades recebem um representante do MST, esse é um sinal, e a forma de fazer isso é ver o nome de quem foi recebido", explica.
Bruno Araújo acredita que os governistas vão dar mais trabalho do que aparentam, mas também vê uma linha clara de investigação: "Vamos ver se essas organizações ligadas ao MST cumprem os seus objetivos de educação e apoio à agricultura, ou se houve desvio para financiar invasões de propriedades".
Nomes - Apesar de os ânimos não estarem acirrados, os deputados devem analisar requerimentos delicados, além dos que pedem a investigação do Senar. Entre os 70 já apresentados, há pedidos para que sejam ouvidos os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; da Justiça, Tarso Genro; e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; além do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart; do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Por outro lado, especialistas em reforma agrária e três bispos da Igreja Católica estão entre os convidados para falar sobre a situação no campo.
O relator Jilmar Tatto (PT-SP) avalia que algumas dessas audiências podem não ser necessárias, pois bastaria repassar informações à CPMI; mas, segundo ele, nada será descartado sem análise dos parlamentares. "Vou avaliar o que está dentro do foco, mas em tese nenhum requerimento vai ser desconsiderado", informa.
Nesta sexta-feira a possibilidade de chuvas fortes diminui no
Paraná, mas o tempo segue instável. No norte e no noroeste chove a
qualquer momento do dia, enquanto que em parte do oeste e centro do
Estado as precipitações ocorrem, preferencialmente, a partir da tarde.
Entre os Campos Gerais, a RMC e o Litoral o céu fica encoberto, com
condições para chuviscos ocasionais e, consequentemente, as
temperaturas ficam mais amenas.
Curitiba 16°C 22°C
Paranaguá 20°C 27°C
Londrina 19°C 27°C
Maringá 21°C 29°C
Cascavel 18°C 27°C
Foz do Iguaçu 18°C 30°C
Ponta Grossa 16°C 23°C
Guarapuava 17°C 23°C
Portal Dia de Campo
Este estudo teve como objetivo analisar a experiência do sistema Ecosol
de cooperativas de crédito da agricultura familiar e economia solidária
em Minas Gerais e refletir sobre como estas cooperativas estão
construindo um sistema financeiro solidário e alcançando um público
historicamente excluído do circuito financeiro formal
Este estudo teve como objetivo analisar a experiência do sistema Ecosol
de cooperativas de crédito da agricultura familiar e economia solidária
em Minas Gerais e refletir sobre como estas cooperativas estão
construindo um sistema financeiro solidário e alcançando um público
historicamente excluído do circuito financeiro formal, sinalizando
ainda à suas contribuições para desenvolvimento sustentável das
localidades em que atuam. Para tanto, foram realizadas entrevistas,
análises documentais e observação participante em reuniões, assembléias
e no planejamento da Ecosol Base Minas. A atuação da Ecosol promove a
capilaridade do crédito no local em que está inserida, proporcionando o
desenvolvimento de atividades voltadas para a agroecologia e economia
solidária, sob a qual se edifica um sistema financeiro solidário.
Agricultura Familiar Agroecológica nos Municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra - Paraná como Estratégia de Inclusão Social e Territorial
Portal Dia de Campo
O principal objetivo desse projeto de extensão é compreender as
características da produção de alimentos orgânicos em unidades rurais
familiares nos municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra
(PR)
O principal objetivo desse projeto de extensão é compreender as
características da produção de alimentos orgânicos em unidades rurais
familiares nos municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra
(PR). Através do conhecimento do estado da arte da Agroecologia nesses
municípios, estaremos promovendo atividades de cooperação para a
qualificação da produção agroecológica e contribuindo para a geração de
emprego e/ou melhoria na renda familiar e inclusão social. Para tanto,
utilizamos uma sistemática de pesquisa e de extensão envolvendo
docentes, discentes e entidades parceiras, destacando as reuniões, as
assembléias, as entrevistas e a pesquisa bibliográfica. Até o momento,
fizemos reuniões de estudos, aplicação de questionários, além de
reuniões com as entidades parceiras e trabalhos de campo em
propriedades de agricultores orgânicos/agroecológicos. Estes são os
principais resultados obtidos até o momento e caracterizam as duas
fases iniciais: pesquisa-análise e contato com os agricultores.
Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR
O Ministério da Agricultura do Paraguai alterou a portaria que proibia a importação de tomates e cenouras do Brasil e da Argentina. A partir de agora, a entrada de hortifrutis está liberada, mas o governo impôs uma série de novas regras para importadores e comerciantes.
Para que a importação fosse permitida novamente, os
atacadistas e varejistas paraguaios tiveram de se comprometer a comprar
toda a produção local de hortifrutis. Essa medida, segundo informações
do Ministério da Agricultura, vai fortalecer a agricultura paraguaia.
Para barrar o crescimento do contrabando de alimentos do Brasil para o
Paraguai, o governo informa que apenas importadores cadastrados poderão
atravessar a ponte com o produtos. Para a primeira semana de importação
foi imposto um limite de 264 toneladas. Nas próximas, o Ministério vai
estipular o limite conforme a demanda.
As novas medidas são uma tentativa de acalmar os setores de produção e importação. Desde que a proibição entrou em vigor, em dezembro de 2009, o governo paraguaio sofreu uma forte pressão dos produtores, que queriam o fim do contrabando de alimentos. Ao mesmo tempo, os importadores pediam a liberação total, já que nos outros países a mercadoria é mais barata.
Para Silvio Riveros, presidente da Associação de Hortifrutis do Paraguai, a medida agradou todo mundo. “Tanto nós, quanto os produtores, estamos satisfeitos com a decisão. Vamos cumprir com o que foi determinado. E esperamos que o governo também cumpra”, afirma.
A liberação da importação aumentou ainda mais a expectativa dos comerciantes da Central de Abastecimento (Ceasa) de Foz do Iguaçu, onde, segundo os atacadistas, 45% dos compradores são paraguaios. Com a liberação da importação, o acréscimo de vendas esperado é de 20%. Na Ceasa de Foz, em 2009, foram comercializadas 70,5 mil toneladas.
Contrabando
Mesmo com a liberação do tomate e da cenoura, o contrabando de
alimentos vai continuar,na opinião do comerciante paraguaio Jorge
Gonzalez Martinez, de 53 anos. “Os preços no Paraguai, mesmo com a
importação liberada, vão continuar mais altos que no Brasil e na
Argentina. Não tem como evitar que o cidadão paraguaio que não seja
importador deixe de ir para o Brasil”, explica.
Com as restrições à importação, a apreensão de alimentos também aumentou. Autoridades paraguaias chegaram a apreender 20 toneladas de tomate na semana passada. “Agora, com a liberação, pode ser que os preços caiam um pouco no Paraguai, mas o contrabando não vai parar completamente”, opina.
Valor Econômico - São Paulo/SP
Depois de um 2009 com um volume de exportações de frango
praticamente estável - em 3,63 milhões de toneladas - , o setor espera
elevar as vendas externas entre 3% e 5% este ano, segundo Francisco
Turra, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e
Exportadores de Frango (Abef). "Imaginando que tenhamos uma política
cambial diferente", observou em relação à previsão. Para a receita, a
expectativa é de avanço de 10%. "Precisamos ter aumento de 10% em
reeita", afirmou o dirigente.
Enquanto os volumes embarcados recuaram 0,3% em relação a 2008, a
receita com as vendas externas de frango despencou para US$ 5,8 bilhões
contra US$ 6,9 bilhões do ano anterior. O tombo foi de 16,33%.
De acordo com a Abef, as exportações de carne de frango foram afetadas
pela crise financeira internacional, que impactou a demanda de
importantes clientes, como Rússia e Japão, e os preços de venda. A
valorização do real ante o dólar também prejudicou as vendas.
A expectativa é de recuperação de mercados como Japão, Rússia, Oriente
Médio, países da África e da Ásia, segundo Turra. As dificuldades no
mercado europeu devem persistir por conta de barreiras técnicas.
Mas o executivo afirma que 2010 pode trazer surpresas positivas.
Segundo ele, uma das possibilidades é a redução das tarifas de
importação da Índia, hoje de 100%, o que inviabiliza as exportações
brasileiras de frango ao país. Há sinais de que o país estaria disposto
a cortar a tarifa, disse. Além disso, afirmou, a Rússia também indicou
que poderia ampliar as compras de carne de frango (e também de suíno)
do Brasil se o país ampliar as aquisições de trigo russo.
Francisco Turra recebeu essa notícia do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, que se reuniu, durante feira na Alemanha, com chefe do serviço sanitário da Rússia, Sergei Dankvert. Qualquer decisão, porém, dependerá de negociações entre os dois governos.
No fim do ano passado, a Rússia elevou suas cotas para importação de carne de frango. A categoria "outros países", na qual o Brasil se inclui, saiu de 12.400 toneladas em 2009 para 35.700 toneladas este ano.
Além de criticar a política cambial, que reduz a competividade das exportações e a rentabilidade das empresas, a associação também defende a desoneração do PIS e Cofins para o setor, como já ocorreu na cadeia da carne bovina.
Ouro Fino Online
Prazo para o pagamento venceu há um mês
Ministério da Agricultura ainda não fez o pagamento das 800
mil sacas de café compradas junto aos agricultores de Minas Gerais em
2009. Depois de uma negociação que durou cerca de 8 anos, ficou
decidido que o governo faria o pagamento, mas o prazo venceu dia 15 de
dezembro e até agora os agricultores esperam o dinheiro.
Até agora já foram realizados três leilões eletrônicos com a opção de
compras pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com o objetivo
de negociar 3 milhões de sacas.
As sacas de café foram adquiridas pelo governo na política do preço mínimo, em que cada saca saiu por R$ 300, sendo que nos próximos meses mais 2 milhões de sacas deveriam ser entregues à Conab.
No Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha, 160
cafeicultores assinaram os contratos e metade deles entregou o café.
Lauro Helsio Nogueira disse que espera o pagamento e que já teve de
arrecadar dinheiro para poder saldar as dívidas contraídas.
O presidente do Conselho Nacional do Café, Gilson Ximenes, enviou uma
carta de cobrança ao Ministério da Agricultura. Segundo Ximenes, os
produtores atrasaram até o pagamento do 13º salário e do repasse ao
Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). "Essa é a primeira vez
que isso acontece e é um absurdo," completa Ximenes.
O superintendente de operações comerciais da Conab, João Paulo de
Morais Filho, disse que "o prazo de entrega dos documentos foi
postergado e para que os produtores não perdessem a oportunidade por
falta de documentação o prazo foi ampliado. Também houve a mudança do
sistema de nota fiscal comum para nota fiscal eletrônica, o que
contribuiu para um certo atraso," conclui Morais Filho.
A Conab prometeu o pagamento ainda para este mês.
Revista Cultivar - Pelotas/RS
A linha de pesquisa que abrange os métodos alternativos na indução de
resistência contra doenças, do Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia do Café (INCT), está próxima de ultrapassar a barreira
acadêmica para agregar valor à cadeia produtiva do café.
Em breve estará em operação, na Universidade Federal de Lavras (Ufla),
a biofábrica para o processamento em escala comercial do composto
desenvolvido sob a coordenação do professor Mário Lúcio Vilela de
Resende, que inova ao aliar a indução de resistência a doenças ao
aproveitamento dos resíduos da cultura do café (folhas, cascas e restos
de podas). A Ufla é uma das fundadoras do Consórcio Pesquisa Café, cujo
programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café.
O composto é resultado de mais de cinco anos de pesquisa de base
biotecnológica voltada para a inovação do manejo integrado na
agricultura. Diferente dos outros produtos disponíveis no mercado, a
formulação atua diretamente no sistema de defesa da planta e não nos
agentes causadores das doenças. “É como uma vacina”, explica o
professor Mário Lúcio, que direciona suas pesquisas para aplicações
práticas no campo. Este direcionamento já rendeu dois pedidos de
patentes, sendo que duas empresas já se mostraram interessadas em
comercializar o produto.
Para a cultura do café, a tecnologia é duplamente benéfica.
Primeiro, porque os compostos são produzidos a partir de extratos
denominados EFID 100 e ECFC, tendo como matéria prima principal o
resíduo processado das lavouras de café. “Usa-se uma matéria prima
abundante, rica em compostos e de baixo custo”, complementa o
professor. Para completar, testes do composto em lavouras cafeeiras
demonstraram sucesso no controle da ferrugem, cercosporiose e phoma. O
produto natural demonstrou eficiência semelhante ou melhor quando
comparado aos produtos protetores comerciais disponíveis.
Estes resultados vêm sendo avaliados e já renderam diversas
dissertações e teses de doutorado. Os compostos passaram por testes de
laboratório, avaliação em casa de vegetação e experimentos de campo.
Dentre as culturas estudadas, além do café, destacam-se as culturas de
eucalipto, roseira, algodão e tomate. Por ser um composto natural,
também vem sendo avaliado seu resultado em lavouras orgânicas. PhD em
Fitopatologia e especilista em bioquímica de plantas, Mário Lúcio
destaca que embora o composto não traga imunidade total, pode ser
considerado multiuso na defesa contra fungos e bactérias.
Os compostos serão submetidos a pedido de registro no Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Do ponto de vista científico,
Mário Lúcio adianta que a próxima fase será direcionar os estudos sobre
os compostos com o auxílio de ferramentas da nanotecnologia. Concedido
o registro, o produto poderá ser comercializado. Os compostos fazem
parte de um amplo projeto que participa do Programa de Incentivo à
Inovação da Ufla e do Programa Prime, da Financiadora de Estudos e
Projetos (FINEP). Também participam do projeto o consultor em
cafeicultura Clayton Grillo Pinto e o biólogo Moisés Antônio de Pádua,
além de vários estudantes de pós-graduação e pós-doutores.
INCT/Café
Além deste projeto, o INCT/Café possui 14 linhas de pesquisa, a maioria
com enfoque biotecnológico, por meio da integração de competências
institucionais, capacitação de recursos humanos, estímulo à capacidade
de inovação e geração de negócios de alto valor agregado. Participam do
INCT/Café 62 pesquisadores das instituições de pesquisa signatárias do
projeto: Ufla, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Empresa de
Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do
Paraná (Iapar), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa
Café, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão
Rural (Incaper) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O INCT/Café
tem o aporte financeiro do CNPq e da Fapemig.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
A demanda pelo açúcar brasileiro pode registrar novos
incrementos decorrentes do aumento da procura pelo tipo refinado. Dois
dos maiores importadores da commodity pretendem ampliar a produção em
2010. A Rússia deve produzir entre 5,6 milhões e 5,8 milhões de
toneladas de açúcar refinado este ano, ante 5,05 milhões de toneladas
produzidas em 2009, segundo informações divulgadas pela associação
nacional de produtores russos (Soyuzrossakhar). Do volume total, 2,1
milhões de toneladas do produto deverão ser produzidas a partir de
matérias-primas importadas.
Em 2009, o Brasil embarcou para a Rússia 2,66 milhões de toneladas de
açúcar e gerou uma receita de US$ 852,51 milhões, sendo a commodity a
segunda na pauta de exportações para o país. Apesar de manter a
posição, o resultado aponta uma queda de 24,83% no desempenho do
produto na balança comercial entre os dois países. Com o avanço na
produção russa, a expectativa é a de que o País possa recuperar parte
desse mercado comprador.
A Índia, maior país consumidor de açúcar, também deve continuar
reforçando o comércio mundial de açúcar. Nesta semana, Sharad Pawar,
ministro da Agricultura da Índia, anunciou a aprovação pelo governo
indiano da extensão de um prazo para importação de açúcar refinado
livre de impostos. A autorização inclui ainda o processamento de açúcar
demerara importado em algumas províncias. A medida é uma tentativa de
aumentar as ofertas e aliviar os preços.
Duas quebras de safras sucessivas transformaram a Índia no
maior importador global atualmente. O país necessita de 23 milhões de
toneladas por ano, enquanto a produção interna está estimada em
aproximadamente 16 milhões de toneladas no ano-safra que acaba em 30 de
setembro. Nesse contexto, o Brasil foi o principal beneficiado,
elevando as exportações de açúcar para a Índia para 4 milhões de
toneladas no ano passado, ante 159,6 mil toneladas do ano anterior.
Os preços internos do produto no País responderam rapidamente aos
fundamentos do mercado. Nesta semana, o preço do açúcar cristal atingiu
o maior patamar já registrado pelo Centro de Estudos Avançados em
Economia Aplicada (Cepea), em termos reais. Na terça-feira, o Indicador
do Açúcar Cristal Cepea/Esalq (Estado de São Paulo) fechou a R$ 71,33 a
saca, subindo 7% em uma semana. Até então, o maior valor registrado
pelo Cepea tinha sido observado em fevereiro de 2003, quando o
Indicador fechou a R$ 65,03, em termos reais (DCI, 15/1/10)
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Variedades genéticas mais vulneráveis estão em 228 mil hectares de SP, MT e MS. Primeiro foco da doença foi detectado em lavoura de Rincão; praga chegou "com força total" ao país, afirma nota técnica do CTC.
Duas variedades genéticas da cana-de-açúcar conhecidas como 454 e 1.115, suscetíveis à ferrugem laranja, estão presentes em 228 mil hectares de lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, segundo levantamento da UFSCar (federal de São Carlos).
A área corresponde a 7,6% dos cerca de 3 milhões de hectares de cana cultivada distribuídos em 132 propriedades. Na região de Ribeirão Preto, 89 cidades totalizam 1,8 milhão de hectares de canaviais.
Depois do primeiro foco brasileiro detectado em uma fazenda de Rincão, no mês passado, o Ministério da Agricultura trabalha com fortes indícios de que a ferrugem se espalhou para Ribeirão, Araras, Piracicaba, Conchal e Araçatuba.
Testes realizados pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), entidade mantida por empresas do setor sucroalcooleiro, mostraram que, além da 454 e da 1.115, outras três variedades tiveram resistência parcial ao fungo Puccinia kuehnii, que ataca as folhas da cana e pode reduzir 20%, em média, sua produtividade.
O risco de propagação da ferrugem laranja tem preocupado os produtores de todo o centro-sul do país, conforme publicou ontem a Folha. Em nota, o corpo técnico do CTC afirmou que a doença "chegou com força" ao Brasil e pode causar "perdas representativas".
O engenheiro agrônomo e fitopatologista do CTC Enrico Arrigoni afirmou ontem que a alternativa para produtores reduzirem os impactos da ferrugem em seus canaviais é investir no plantio das espécies resistentes à doença. Das 34 variedades de cana testadas pela entidade, 29 demonstraram resistência.
Segundo estudos encomendados pelo Ministério da Agricultura, os prejuízos ao setor sucroalcooleiro poderiam chegar a R$ 1 bilhão. Mesmo assim, Arrigoni disse acreditar que a doença não deve motivar mais altas nos preços do açúcar e do álcool ao consumidor.
Professor na área de melhoramento genético da UFSCar em Araras, Antonio Ismael Bassinello disse que a chegada da doença ao Brasil tende a acelerar o desaparecimento das variedades suscetíveis.
A preocupação com a ferrugem tem movimentado técnicos e autoridades ligadas ao setor. Anteontem, um grupo do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura, debateu o problema em Ribeirão. Na segunda-feira, uma equipe do Ministério da Agricultura estará na capital com o mesmo objetivo (Folha de S.Paulo, 15/1/10)
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
A redução de 5% de etanol na gasolina não deve influenciar o preço do
combustível nas bombas, segundo analisam especialistas de mercado e do
setor. A partir de 1 de fevereiro o novo percentual de mistura, que
passa a ser de 20%, entra em vigor em todo o País. O governo diz que a
medida pressionará para baixo o preço do litro do etanol nos postos de
combustíveis, hoje desvantajoso ao consumidor na comparação com a
gasolina.
A interferência do governo na política de preço dividiu opiniões no
setor sucroalcooleiro. Para os representantes da cadeia, o
abastecimento do mercado e dos estoques reguladores só ocorrerá quando
as usinas retomarem a moagem da nova safra, prevista para abril.
Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), a
redução da mistura representa a oferta de cerca de 100 milhões de
litros de etanol no mercado, equivalente a 7% do consumo dos veículos
movidos com esse combustível.
"As razões pelas quais o governo decidiu pela redução são aceitáveis, mas é preciso respeitar o prazo de 90 dias para voltar ao patamar atual. A disponibilidade de anidro dará segurança ao consumidor por conta de migração do etanol hidratado para a gasolina", avalia Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
Já a UDOP (União dos Produtores de Bioenergia) acredita que a medida governamental não influenciará nos preços praticados pelo mercado. Para a entidade, o setor retornará à normalidade em abril, quando as usinas estiverem moendo a sobra da cana da safra passada, estimada pelo setor em 50 milhões de toneladas.
Esta não é a primeira vez que o governo faz alterações na mistura da gasolina. A última redução ocorreu em março de 2006, quando caiu de 25% para 20%. Em novembro deste mesmo ano, houve aumento de 20% para 23% e, em julho de 2007, subiu novamente de 23% para 25%.
"É louvável o fato de o governo ter ouvido o setor e estabelecido um prazo para a vigência da medida, cujo término, aliás, ocorrerá no início da maior safra histórica estimada no País", conclui Pádua (Campo News, 14/1/10)
Valor Econômico - São Paulo/SP
Realização de lucros. Os contratos de açúcar para maio terminaram os
negócios desta quinta-feira em queda de 25 pontos na bolsa de Nova
York, cotados a 26,52 centavos de dólar por libra-peso. O recuo foi
atribuído a um movimento de vendas para realização de lucros, segundo a
Dow Jones Newswires. Analistas disseram, no entanto, que a tendência de
alta para o produto não foi alterada e os fundamentos continuam a dar
suporte para preços. Apesar do movimento técnico do mercado, o
sentimento de que os canaviais da Flórida não foram tão prejudicados
pelo frio como se imaginava, também contribuíram para a queda de ontem.
No mercado interno, a quinta-feira também foi de queda. O indicador
Cepea/Esalq fechou o dia valendo R$ 70,97 a saca, queda de 0,07%.
Vendas especulativas. Os preços futuros do café na bolsa de Nova York
fecharam o pregão desta quinta-feira em queda. Os contratos com
vencimento terminaram o pregão a 146,04 centavos de dólar por
libra-peso, baixa de 85 pontos em relação ao dia anterior. Segundo
analistas consultados pela Dow Jones Newswires, a queda foi atribuída a
fatores técnicos, com os investidores se baseando nos gráficos para
direcionar a tendência dos preços. De qualquer modo, os analistas
consideram que ainda existe um forte suporte nas cotações do café
diante da menor oferta do produto neste ano e com o aumento da demanda.
No mercado interno os preços seguiram a mesma tendência e caíram. O
indicador Cepea/Esalq terminou a quinta-feira a R$ 281,46 por saca,
queda de 0,03%. Novas perdas. Os preços do milho na bolsa de Chicago
ampliaram as perdas e terminaram os negócios desta quinta-feira
novamente em queda. Os contratos com vencimento em maio terminaram o
dia valendo US$ 3,91 por bushel, baixa de 3,25 centavos de dólar. O
mercado foi pressionado por vendas especulativas diante de uma grande
oferta do cereal e de exportações americanas decepcionantes, segundo a
Dow Jones Newswires. A queda só não foi maior porque existia no mercado
o sentimento de que fundos aumentassem suas compras no final do dia
para reajustar suas posições. No Paraná, as cotações do milho seguiram
o mercado externo e também caíram. A saca do milho foi negociada a R$
14,81, queda de 0,20% em relação ao dia anterior, segundo dados do
Deral. Estoques maiores. Os preços futuros do trigo na bolsa de Chicago
fecharam a quinta-feira em queda de 9,25 centavos de dólar em relação
ao dia anterior. Os contratos com vencimento em maio encerraram a US$
5,40 por bushel. Na bolsa de Kansas, o contrato com o mesmo vencimento
fechou a US$ 5,38 por bushel, um recuo de 9,5 centavos de dólar sobre o
dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado ainda sente o
ajuste feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), que elevou os estoques finais do grão. Com isso, o mercado
eliminou o ganho registrado na quarta-feira, quando compras
especulativas puxaram as cotações. No mercado doméstico, o preço do
grão ficou estável em R$ 23,79 por saca no Paraná, segundo o
Departamento de Economia Rural (Deral).
Revista Cultivar - Pelotas/RS
As exportações do agronegócio mineiro atingiram um volume recorde em
2009. Os embarques do ano somaram 6,1 milhões de toneladas, um
crescimento de 24,3% em relação ao mesmo período de 2008.
Os números foram organizados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, com base nas informações do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Mesmo com o volume recorde, a crise econômica mundial – que derrubou os preços no mercado externo – fez com que o valor comercializado apresentasse uma retração de 3,9% em relação a 2008. As vendas do agronegócio de Minas Gerais somaram, em 2009, US$ 5,6 bilhões. A queda no Estado foi inferior à media nacional. No ano passado, o país apresentou uma redução de 9,8% nos valores exportados, segundo o MDIC.
As vendas do complexo soja (grão, farelo e óleo) por Minas
Gerais em 2009 se destacaram. As exportações somaram US$ 493 milhões,
apresentando um crescimento de 81,6% em relação ao ano anterior. Em
volume embarcado, o aumento foi de 128%, com 1,1 milhão de toneladas.
As exportações de soja em grão e de farelo de soja foram as
responsáveis pelo crescimento dos números neste grupo.
A comercialização de açúcar também apresentou números positivos, tanto
em volume quanto em valores. O produto foi um dos poucos que registrou
valorização de preços no mercado internacional em 2009. Minas Gerais
exportou 1,7 milhão de toneladas de açúcar, 40% a mais que em 2008. As
vendas movimentaram US$ 611 milhões. Alta de 74,6%.
O grupo das carnes (bovina, suína e de aves) também apresentou
resultado positivo, com vendas atingindo 308 mil toneladas. Cerca de
17,6% a mais que em 2008. Em valores, foram US$ 652,8 milhões. Um
pequeno aumento de 0,5%. Neste grupo, a carne suína foi o principal
destaque com aumento de 89% no volume embarcado. Foram 50,2 mil
toneladas embarcadas no ano passado, que movimentaram US$ 108,6
milhões. Um crescimento de 67,3% no valor comercializado.
Já as vendas de café, principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro, representaram US$ 2,9 bilhões. Uma redução de 3,9% na comparação com 2008. No entanto, o volume embarcado, de 1,2 milhão de toneladas, cresceu 10%.
Os principais destinos dos produtos exportados pelo agronegócio de Minas Gerais em 2009 foram: Alemanha, Estados Unidos, China, Japão, Holanda, Itália, Rússia, Bélgica, Índia e França.
Dezembro
Seguindo uma tendência já registrada em novembro, as exportações do
agronegócio de Minas em dezembro de 2009 apresentaram números positivos
em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas, de US$ 531
milhões, representaram um aumento de 4,5% em relação a dezembro de
2008. O volume embarcado também cresceu. Foram 461 mil toneladas. Alta
de 5,2%.
Apucarana Notícias - Apucarana/PR
O Rio Grande do Sul imunizou 92,16% do rebanho na última etapa de 2009
da campanha de vacinação contra a febre aftosa. O dado integra o
balanço da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio.
Dirigida aos bovídeos jovens de até 24 meses de idade, a campanha
superou as expectativas do governo do Estado, que calculava atingir 90%
devido ao excesso de chuvas, compensado pela prorrogação de 15 dias.
Apesar dos eventos climáticos negativos que atingiram o
Estado, dos 496 municípios gaúchos, 383 vacinaram o rebanho em
percentual superior aos 90%. "Embora tenhamos prorrogado o período de
vacinação até 15 de dezembro, as chuvas não nos deram trégua,
interrompendo estradas e causando dificuldades de acesso", lembrou o
secretário da Agricultura, João Carlos Machado, salientando que da
população de 5.445.291 bovídeos jovens, 5.018.378 receberam a vacina
contra a aftosa.
Um ponto bastante positivo apresentado pelo balanço da campanha é de
que 88 municípios alcançaram 100% de cobertura vacinal. Em 2009,
excepcionalmente, a vacinação contra a doença teve três etapas -
janeiro, maio e novembro - a fim de alinhar o calendário gaúcho ao dos
demais Estados que imunizam bovinos e bubalinos. E, também, para
atender antiga reivindicação dos produtores rurais do Rio Grande do
Sul. Machado disse que apesar das adversidades, "a campanha foi
amplamente exitosa, demonstrando a consciência dos produtores e o
trabalho dedicado dos servidores da Secretaria".
Concluída a transição de calendário, em 2010 a campanha volta a ocorrer
em duas etapas, agora nos meses de maio e novembro. A primeira fase é
dirigida à todos os bovídeos, jovens e adultos, sendo que estes ficam
imunizados por 12 meses. Os jovens até 24 meses, entretanto, necessitam
de reforço da vacina, aplicado na última etapa das campanhas.
O Rio Grande do Sul possui 296.896 propriedades com bovídeos jovens. Dessas, 212.458 foram beneficiadas com vacina doada pelo governo do Estado. Na última fase da campanha foram disponibilizadas para doação 1.734.040 de doses para os produtores com até 50 cabeças enquadrados no Pronaf e de áreas urbanas com até 15 cabeças. As vacinas gratuitas foram retiradas por 81,34 % dos criadores, totalizando um rebanho de 1.546.869 animais vacinados com estas doações.
Jacarezinhonanet - Curitiba/PR
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove o curso
“Artesanato em Sementes-Bijuterias”, com realização do Sindicato Rural
de Ourinhos e apoio da Prefeitura Municipal de Ourinhos.
O Curso acontece de 08 a 10 de fevereiro, no Parque Ecológico
Municipal, das 08 às 17 horas, com intervalo para almoço e lanche
gratuito.
A instrutora do curso de “Artesanato em Sementes-Bijuterias” será a artesã Carmen Lúcia Bargas, de Bariri (SP).
Estão sendo oferecidas 20 vagas e no ato da inscrição, os interessados devem levar cópia do RG, CPF e comprovante residencial. As inscrições podem ser feitas com Rodrigo na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, situado na Rua Benjamin Constant, nº 818, telefone: (14) 3302-3042 ou no Sindicato Rural de Ourinhos com Nilce, pelo telefone (14) 3322-6411.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Estratégias para Cana no Brasil – Um Negócio Classe Mundial – livro
lançado em 11 de dezembro, pela editora Atlas, está alinhado ao
trabalho desenvolvido pela BASF nesse segmento brasileiro da economia e
agricultura.
No estudo, os autores Marcos Fava Neves e Marco Antonio Conejero tratam dos negócios gerados na cadeia sucroenergética. Em uma versão exclusiva, a obra traz prefácio do engenheiro-agrônomo Eduardo Leduc, diretor de Proteção Cultivos da BASF no Brasil.
Na introdução, Leduc destaca o crescimento expressivo do segmento, frisando que o Brasil é líder mundial na produção e industrialização da cana-de-açúcar tornando-se uma referência em energia limpa e renovável. “Ela contribui, decisivamente, para a sustentabilidade do planeta e para a luta contra o aquecimento global, já que hoje é a matéria-prima mais eficiente para a produção de etanol e bioeletricidade“, escreveu.
Estudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) Ribeirão Preto destaca que o setor sucroenergético brasileiro movimenta US$ 87 bilhões por ano. Apenas as vendas de bens finais (etanol, açúcar, bioeletricidade, levedura e aditivo e crédito de carbono, entre outros) representam 1,5% do PIB nacional, ou US$ 28,1 bilhões.
A BASF patrocina parte da tiragem de 3 mil exemplares com o
intuito de difundir informações importantes e novidades da cultura para
a cadeia agroindustrial. De acordo com Redson Vieira, gerente de
Marketing de Cana e Amendoim da BASF, a cultura da cana-de-açúcar é uma
das três mais importantes para a empresa. “O cultivo da cana tem
capacidade de produção de energia, açúcar e etanol e seus resíduos são
reaproveitados. A atividade sucroalcooleira tem alinhamento com os
pilares estratégicos de nossa empresa e um deles é a produção de forma
sustentável”, justifica.
O trabalho é uma coletânea de textos, resultado de um projeto que
compartilha o conhecimento dos autores, especialmente na análise e
planejamento para o setor da cana-de-açúcar. Segundo a editora Atlas, a
obra será referência para profissionais e acadêmicos envolvidos com
agronegócio e bioenergia, nas áreas de Gestão da Cadeia de Suprimentos,
Gestão de Canais de Distribuição, Responsabilidade Social Corporativa,
Direito Econômico e Ambiental, Certificações Socioambientais,
Sustentabilidade Empresarial, Políticas Públicas, Estratégias
Empresariais e Planejamento de Associações de Interesse Privado.
Organizado em dez capítulos, o titulo começa tratando da produção de
cana e seus desafios, depois segue explicando como se dão as transações
mais importantes do setor. Abrange ainda a indústria, seus movimentos,
estratégias de crescimento e diversificação, e internacionalização.
Fala também dos negócios do açúcar e das transações nacionais e
internacionais do etanol, e trata ainda da agenda socioambiental da
cana e da indústria de etanol nos EUA. Ao final, o livro apresenta o
plano estratégico ao setor de cana.
Para desenvolver o estudo, os autores empregaram o método GESsis (Planejamento e Gestão Estratégica de Sistemas Agroindustriais), com mapeamento e quantificação dos elos que compõem o sistema agroindustrial da cana-de-açúcar. Com estas informações, os autores elaboraram até estimativas de vendas e movimentações financeiras do setor.
O evento de lançamento foi realizado dia 17 de dezembro, na livraria Paraler no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto (SP).
A editora Atlas, responsável por este projeto editorial, tem 65 anos de mercado e conta, hoje, com um catálogo que abrange mais 1,3 mil livros, contribuindo para a evolução da educação brasileira. Informações adicionais: www.editoraatlas.com.br
Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br (Assessoria de Comunicação, 14/1/10)
Revista Cultivar - Pelotas/RS
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), abriu
inscrições para empresários da área de alimentos e bebidas interessados
em participar de missão comercial aos Emirados Árabes Unidos, em
fevereiro.
Pelo terceiro ano seguido, o ministério e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira organizam participação na maior feira do setor no Oriente Médio, a Gulfood. O evento será realizado entre 21 e 24 de fevereiro, em Dubai.
Os inscritos terão direito a espaço individualizado e acesso à
área comum do estande brasileiro, além de espaço no catálogo das
empresas presentes no evento. Para fazer parte da delegação organizada
pelo Mapa, é preciso preencher formulário de inscrição, que pode ser
acessado no site www.agricultura.gov.br ou solicitado pelo e-mail
dpi@agricultura.gov.br e enviado até o dia 20 de janeiro de 2010.
Em virtude do limitado número de vagas, o ministério divulgará, após o
encerramento das inscrições, a lista das empresas selecionadas, que
deverão efetuar pagamento da taxa de inscrição. Mais informações pelo
telefone (61) 3218-2817.
Vendas para os Emirados Árabes - As participações em missões, como a
Gulfood, divulgam o agronegócio nacional e incrementam as exportações
do setor. Exemplo disso é o crescimento de 49% dos embarques
para os Emirados Árabes, na comparação entre 2008 e 2009. No último
ano, a receita foi de mais de US$ 1,14 bilhão.
As vendas que apresentaram maior crescimento foram as do complexo sucroalcooleiro (244%), farinhas e preparações (335%), produtos oleaginosos, com exceção da soja (quase 6.000%) e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (423%).
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
A primeira leguminosa a ter seu genoma sequenciado é a soja, em
pesquisa destacada na edição desta quinta-feira (14/1) da Nature. O
sequenciamento da soja, destaca a revista, abre o caminho para
melhorias no cultivo que poderão ter grande impacto na produção de
alimentos e até mesmo na geração de energia.
A soja é hoje uma das mais importantes plantas cultivadas em todo o mundo para a produção de alimentos e de óleo e tem grande capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico por meio de simbiose com microrganismos presentes no solo.
Após mais de 15 anos de pesquisa, um grupo internacional de pesquisadores conseguiu sequenciar 85% dos 1,1 bilhão de pares de base da soja, por meio da técnica conhecida como “shotgun do genoma completo”, por meio da qual o genoma é “explodido” em fragmentos pequenos e sequenciado em larga escala.
No artigo, Scott Jackson, do Departamento de Agronomia da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, e colegas destacam que o trabalho será importante referência para decifrar a genética de mais de 20 mil outras espécies de leguminosas.
A Nature ressalta que o trabalho de sequenciamento ajudará a compreender a capacidade da soja em transformar dióxido de carbono, água, luz solar, nitrogênio e outros minerais em energia, proteína e nutrientes para uso tanto humano como animal.
“A soja e outras leguminosas têm papel fundamental na segurança alimentar global e na saúde humana, sendo usadas em uma ampla gama de produtos, como farinha, leite, substitutos da carne, tofu, óleo e biodiesel. Essas novas informações sobre a genética da soja poderão levar ao desenvolvimento de variedades que produzam mais proteína e mais óleo, que se adaptem melhor a condições climáticas adversas ou que sejam mais resistentes a pragas e a doenças”, destacou Molly Jahn, da divisão de pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O artigo Genome sequence of the palaeopolyploid soybean (doi:10.1038/nature08670), de Scott Jackson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com (Agência Fapesp, 14/1/10)
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Começou com preços mais baixos a colheita de soja nos principais polos de Mato Grosso, maior Estado produtor do grão do país. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 12 praças aponta quedas médias entre 13,3% (Campo Novo do Parecis) e 17,4% (Sapezal) neste início de janeiro na comparação com igual intervalo do ano passado.
Na média mensal até o último dia 13, em Campo Novo do Parecis a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 31,14, ante R$ 35,91 na média de janeiro de 2009 fechada no dia 14. Em Sapezal, o preço recuou de R$ 37,28 para R$ 30,79. São retrações que não surpreendem os agricultores, que já sabiam que a deterioração do dólar tiraria sustentação dos preços em real. Mas que mantêm o sinal de alerta ligado, tendo em vista novas projeções de queda do patamar de cotações no mercado internacional.
"Esperamos que o bushel não caia abaixo de US$ 10 na bolsa de Chicago. Mas se cair a US$ 9 e o dólar subir, também poderá haver uma compensação", afirma Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), ao Valor. Silveira realça, ainda, que metade da produção esperada para esta safra 2009/10 já está com preços "travados" nos elevados níveis dos últimos meses, o que também serve de proteção para os produtores em caso de tombos futuros.
Ontem, em Chicago, parte dos temores de Silveira se confirmou. Os contratos do grão com vencimento março (que ocupam a segunda posição de entrega naquele mercado, normalmente a de maior liquidez), encerraram a sessão negociados a US$ 9,84 por bushel, queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,85%, em relação à véspera. O dólar registrou valorização em relação ao real, é verdade, mas ela foi de 0,28% em relação a quarta-feira - menor, portanto, que a queda dos preços.
Para os analistas da Newedge nos EUA, há espaço para uma queda de quase 10% das cotações em Chicago em relação aos níveis atuais. Há fatores técnicos inerentes aos movimentos dos investidores em Chicago que justificariam parte dessa retração, mas há ainda um quadro fundamental que, até agora, também justifica alguma pressão.
O último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) trouxe correções para cima da produção mundial do grão em 2009/10. Ainda que leve em consideração resultados concretos no Hemisfério Norte e apenas projeções no Hemisfério Sul, onde o grosso da safra ainda está em desenvolvimento, o cenário atual pode ser considerado baixista.
Silveira se apoia nesse ponto - o das projeções para Brasil e Argentina - para justificar os motivos pelos quais considera ser precoce qualquer previsão para os dois países. É um ano de El Niño, e fortes chuvas no Sul do Brasil e adversidades também no campo argentino podem provocar reviravoltas nos fundamentos de oferta e demanda e, portanto, nos preços internacionais do grão.
Até agora, contudo, as projeções oficiais apontam para uma safra recorde no Brasil, liderada por Mato Grosso, e para recuperação na Argentina após a quebra climática observada no ciclo 2008/09. Silveira lamenta, de qualquer forma, que esta será uma safra de margens menores (Valor, 15/1/10
BGA - Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro
Pressão de oferta. Os preços do milho tiveram mais um dia de queda na
bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o
pregão de quarta-feira cotados a US$ 3,95 por bushel, queda de 8
centavos de dólar em relação aos negócios do dia anterior e no limite
de baixa do dia. Segundo a Dow Jones Newswires, a queda de ontem ainda
foi reflexo da estimativa anunciada na terça-feira pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A entidade prevê uma safra
americana recorde, de 334,05 milhões de toneladas. Analistas consideram
que a safra maior no ciclo 2009/10 deixará os estoques finais em níveis
acima do esperado pelo mercado. No mercado interno, os preços do milho
fecharam a terça-feira a R$ 14,84 por saca, queda de 0,34% no Paraná,
segundo o Deral.
Safras & Mercado
SAFRAS (14) - O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e
o diretor comercial, Rubens Silveira receberam nesta quarta-feira (13)
a visita de três representantes do Departamento da Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), na sede da Autarquia, em Porto Alegre (RS). O
encontro teve como objetivo avaliar as condições da safra brasileira de
arroz. Participaram os analistas do Derrick Williams, diretor de
análise de produção mundial de grãos FAS/USDA, Curt Reynolds, analista
de produção de grãos do Brasil e Jeff Zimmerman, adido agrícola do USDA
no Brasil. Para Zimmerman, o encontro foi importante para ampliar
conhecimentos sobre arroz, bem como as tendências do setor. O USDA
projeta para o Brasil uma safra de 11,5 milhões de toneladas. Os
dirigentes consideram o Irga como principal fonte para as projeções da
safra de arroz no Brasil. Também participou do encontro o assessor do
Irga, Tiago Barata. As informações partem da Assessoria de Comunicação
Social do Governo do Rio Grande do Sul e do Irga. (CBL)
DCI - São Paulo/SP
SÃO PAULO - Mais de 30% da safra de citrus da Flórida foi danificada
após forte geada atingir a região. As perdas devem somar centenas de
milhões de dólares, segundo o Departamento de Agricultura da Flórida.
"Acreditamos que 30% da safra tenha sido danificada ou completamente
destruída", informou Charlos H. Bronson, comissionário do Departamento.
Nos locais mais frios, os pomares enfrentaram temperaturas de -6º C,
segundo Dan Kottlowski, meteorologista da AccuWeather. Durante a onda
de frio, muitas das regiões produtoras do estado tiveram até dez dias
de clima de frio atípico para a área.
"Nós tivemos temperaturas baixas assim em outras ocasiões no
passado, mas só em 1949 elas duraram tanto tempo assim", disse Terence
McElroy, representante do departamento. Ele citou o anúncio de Bronson
e uma audiência realizada no Comitê de Políticas Agrícolas e de
Recursos Naturais, durante o discurso sobre os efeitos da onda de frio.
"Precisaremos de alguns dias para avaliar os danos causados às lavouras
de citrus, morango e cana-de-açúcar", disse McElroy. As temperaturas
caíram abaixo de zero também na região central da Flórida ontem.
A Flórida é o maior produtor de laranja depois do Brasil e o maior
produtor de citrus dos Estados Unidos. Os produtores do estado
norte-americano também plantam morangos, tomates, pepinos e outros
vegetais. Os danos que o frio causou aos peixes típicos do estado
também serão contabilizados, segundo McElroy.
Safras & Mercado
SAFRAS (14) - A produção e a importação de agrotóxicos e seus
componentes, como o ingrediente ativo (molécula à base de Cyhexatina),
que atua como acaricida (combate aos ácaros), serão proibidas, a partir
de 31 de outubro de 2011, quando esses registros serão cancelados. Essa
decisão ocorreu após a reavaliação toxicológica do produto em análises
do Ministério da Agricultura, de pesquisadores e do setor produtivo,
que identificaram outras alternativas para controle de ácaros. Para que
o setor agrícola não fique desprovido de produtos sem aumentar os
custos, o ministério está priorizando a análise de ingredientes
substitutivos, explicou o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins da
Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Pacifici Rangel. O
ingrediente ativo Cyhexatina é mais usado na plantação de citros
(laranja, limão, lima e tangerina) e é o primeiro dos 14 produtos que
estão sendo reavaliados pelos órgãos de registro. O Ministério da
Agricultura deverá fazer análise de risco e dos benefícios dos
produtos, além de propor novas formas de manejo ou substituição. As
informações partem do Mapa. (VA)
DCI - São Paulo/SP
SÃO PAULO - As obras para a criação da Ferrovia Transnordestina serão
aceleradas em julho conforme declaração dada pelo Ministro dos
Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento, ontem, após reunião com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O empreendimento que enfrentou grandes dificuldades com as licenças
ambientais e as desapropriações, terá a extensão de 1.730 quilômetros e
ligará os Estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí, além disso deverá
custar em torno de R$ 5,4 bilhões.
A ferrovia fará a ligação dos centros de produção de grãos, gesso, avicultura e agricultura irrigada do semi-árido nordestino, aos portos de Suape em Pernambuco, e Pecém no Ceará. A partir do segundo semestre deste ano a perspectiva é de que as obras ganhem ações em todos os trechos e por conta disso deverão ser criados até 7 mil empregos diretos.
O traçado atual foi concebido por empresas de consultorias em pesquisas agrícolas e minerais, onde foram identificadas cargas potenciais que dariam suporte ao crescimento da ferrovia. O ponto que mais chamou a atenção foi o crescimento agrícola no cerrado nordestino e a dificuldade para escoar esta produção.
O objetivo da criação desta ferrovia é elevar a competitividade da produção agrícola e mineral da região, com uma moderna logística que une uma ferrovia de alto desempenho, a portos de calado profundo que podem receber navios de grande porte.
DCI - São Paulo/SP
BRASÍLIA - O Programa Nacional de Dragagem (PND) vai investir este ano
R$ 1,2 bilhão, contra R$ 800 milhões aplicados no ano passado, segundo
informou o ministro chefe da Secretaria Especial de Portos, (SEP), da
Presidência da República, Pedro Brito. O trabalho de melhoria no acesso
de navios aos portos vem sendo desenvolvido desde 2007.
O desenvolvimento do comércio internacional tem provocado a circulação de navios cada vez maiores nos portos, exigindo a ampliação de piers e a realização de obras para aumentar a profundidade necessária atracação de embarcações de 125 metros a 330 metros do comprimento.
Brito informou que a SEP vai dar início em fevereiro à implantação de Plano Estratégico Portuário para os próximos 20 anos, com a previsão de investimentos públicos e privados destinados a apoiar o crescimento da economia brasileira através do comércio exterior. O porto de Santos movimenta atualmente 80 milhões de toneladas de produtos. Esse volume deve alcançar 130 milhões de toneladas em 2024.
O Programa Nacional de Dragagem abrange 18 portos brasileiros e busca atrair para o país o que há de mais moderno na tecnologia de dragagem praticada em todo o mundo. O resultado, diz o secretário, vai ser "uma mudança na forma de fazer atividade portuária no Brasil", com reflexo sobre os preços de produtos exportados e importados.
O Brasil está em 61º lugar no mundo no trâmite para liberação de mercadorias. Para mudar essa situação, vai ser desenvolvido a partir de abril pela o Projeto Porto sem Papel, que vai começar nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. O objetivo é integrar as atividades da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Marinha e a Autoridade Portuária.
DCI - São Paulo/SP
BRASÍLIA - O confronto entre ruralistas e ambientalistas no governo
federal deverá ser amenizado no início de 2010. Já há cinco pontos de
convergências sobre a revisão do Código Florestal. Até março, uma nova
proposta será acordada. Mas, no Congresso Nacional, há fortes atritos
sobre a concessão de novos benefícios a proprietários rurais
responsáveis por desmatamentos irregulares.
Uma trégua momentânea foi acertada no último dia 11, quando o governo atendeu reivindicação da Bancada Ruralista, ao editar o Decreto 7.029, que dilatou para junho de 2011 o prazo para a regularização em cartório das áreas de reserva legal dos imóveis. A medida também suspendeu a cobrança de multas diárias de até R$ 500 por hectare de quem usou ou desmatou essas áreas.
Entre os cinco pontos que estão em aberto para discussão até março, já há consenso entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura sobre quatro questões. O principal ponto de desequilíbrio é quanto à reserva legal a ser respeitada pelas pequenas propriedades cujas construções foram feitas às margens de riachos. A legislação prevê que essa distância tem que ser de pelo menos 30 metros da margem do riacho. "Milhares de propriedades estão nessa situação e os donos simplesmente não têm condições de fazer a mudança exigida na lei", criticou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Em sintonia com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o Ministério da Agricultura defende a ideia de que os estados tenham autonomia para definir a melhor forma de resolver esse problema, proposta não foi aceita pela área ambiental.
De acordo com o ministro, o governo já conseguiu construir um consenso sobre as questões relativas ao plantio em áreas de topos de morros, em várzeas e em encostas, sobre a compensação da reserva quando tem que ser feita fora do estado, fora da bacia, mas dentro de um mesmo bioma. Segundo ele, existe um acordo também para a possibilidade de somar a necessidade de reserva legal com florestas de proteção de beira de rio em caso de propriedades com até 150 hectares. Há entendimento também, de acordo com Stephanes, sobre a possibilidade de se plantar parte de florestas comerciais.
Negociações
As discussões devem ser retomadas ainda neste mês. Por enquanto, surte
efeito a estratégia dos ruralistas de adiar a exigência até que haja a
redefinição do conceito de reserva legal com base nas características
de cada estado e dos respectivos biomas.
A ideia é estender para o País a experiência do governo de
Santa Catarina, que modificou de 30 para 5 metros a distância das matas
ciliares. "Não atendemos os ruralistas que querem acabar com a reserva
legal", reagiu o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
"As pessoas não precisam ter preocupação em fazer essa averbação",
prega o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado
federal Valdir Colatto (PMDB-SC), autor de Projeto de Lei 5.367/2009
que estabelece competência a cada estado para definir a reserva legal
das propriedades. Esse e outros projetos estão em análise em comissão
especial implantada este ano para discutir o tema.
"Nós vamos ter uma legislação nova, que com certeza vai resolver essa questão ambiental. Nós vamos trabalhar para mudar esse conceito de reserva legal", prevê o presidente da bancada ruralista. Ele elogiou a dilatação do prazo, porque, sem isso, cerca de 3 milhões de produtores rurais estariam na ilegalidade.
Em tom semelhante, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também acha difícil atender a regularização exigida, mesmo que o prazo tenha sido dilatado. Para, ele há dificuldades para o agricultor, o pecuarista e o próprio governo. "Haverá muita dificuldade, mas é o que foi estabelecido", reconhece. "O volume é muito grande. São milhões de propriedades", afirma.
Medida provisória
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),
senadora Kátia Abreu (DEM-TO), defende que o novo Código Florestal saia
por medida provisória. Vale destacar que a bancada ligada ao setor não
só é grande como muito atuante, principalmente na Câmara dos Deputados.
Uma das diretrizes dos ruralistas está no livro "Reserva Legal",
recentemente lançado pelo deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS).
Na obra, ele argumenta que "não cabe ao proprietário rural arcar
sozinho com os problemas ambientais, que é de toda a sociedade".
"Como se não bastasse a moratória com a dilatação da averbação, que pode chegar até a R$ 13 bilhões em multas e infrações de crimes ambientais anistiados para grandes empreendimentos agropecuários, a bancada ruralista ainda pretende cometer coisas ainda mais graves", acusou, por sua vez, o líder do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP).
Já há cinco pontos de convergência entre ruralistas e ambientalista sobre a revisão do Código Florestal. Mas no Congresso há atritos sobre a concessão de benefícios a proprietários que desmataram.
Canal do Produtor - Brasília/DF
Dirigentes das entidades dos produtores de tabaco e das empresas
fumageiras, não conseguiram firmar acordo sobre o preço do produto da
safra atual no encontro realizado nos dias 13 e 14/01 na sede da
Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – FARSUL, em Porto Alegre.
Os fumicultores estão pedindo 19,5% de aumento sobre a tabela do ano
passado. A Aliance One apresentou proposta de 10,2% de reajuste; a
Kannenberg propôs 10% e a Souza Cruz 6,10%. A Universal Leaf solicitou
mais algumas semanas de prazo para ver a definição do mercado
internacional. A representação dos produtores, formada pelas Federações
de Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura dos três estados do
sul e Afubra, não aceitou nenhuma das ofertas por terem ficado muito
abaixo do solicitado. A negociação ficou em aberto e nova rodada deve
ocorrer nas próximas semanas. Frente ao impasse, a representação dos
produtores recomenda que os fumicultores não comercializem o produto
abaixo da média de R$ 6,79 por quilo, ou R$ 101,85 a arroba para o Tipo
TO2.
Nos dois dias de encontro também foram avaliadas as perdas causadas
pelas enchentes. O coordenador da Comissão do Fumo da FARSUL, Mauro
Flores, informou que o percentual estimado pelas empresas fica entre 8
e 15%. Mauro ressalta que levantamento da comissão sinaliza perdas
acima de 20% porque há muito fumo que está secando no pé devido ao
excesso de umidade. “Os prejuízos começaram em outubro, seguiram em
novembro e se agravaram agora”, salienta Mauro.
Limão - - ECONOMIA
O Afeganistão pretende obter o apoio do Brasil para desenvolver a
agricultura. O objetivo é oferecer alternativas de trabalho aos jovens
que são recrutados pela guerrilha do grupo fundamentalista Taleban,
segundo disse hoje o embaixador afegão Said Jawad.
O diplomata se reuniu com funcionários da estatal Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para discutir o envio de técnicos brasileiros que ajudem a aumentar o cultivo de uvas, trigo, romãs e damasco.
"Existe um número grande de jovens que se unem ao Taleban porque lhes prometem o paraíso e lhes pagam bem. Para tirá-los disso, precisamos oferecer emprego. E para isso precisamos desenvolver nossa agricultura", disse Jawad.
O embaixador afegão também se reuniu com funcionários da Agência Brasileira de Promoção à Exportação (Apex) e pediu auxílio para ampliar a venda de produtos afegãos para além dos países vizinhos.
Jawad é embaixador do Afeganistão em Washington, mas exerce a função de representante não presente do país da Ásia Central na Argentina, Brasil, Colômbia e México.
Safras & Mercado
SAFRAS (14) - A partir de março, através de parceria com a Associação
Brasileira de Supermercados - ABRAS, a Associação Brasileira dos
Criadores de Suínos - ABCS - distribuirá a supermercados de todo o pais
30 mil livretos, de 32 páginas, sobre a carne suína vista como
oportunidade de negócio no varejo. O livreto aborda o interesse do
cliente pelos novos cortes, informações nutricionais destinadas a
minimizar o impacto do preconceito sobre as vendas e aspectos da
produção, do armazenamento e da apresentação da carne suína nas lojas.
A Revista da ABRAS atinge a quase totalidade do setor varejista
brasileiro e serve como referência de informações do segmento. A
distribuição do encarte é fruto ainda de um acordo realizado entre o
ex-Presidente da ABCS, Rubens Valentini, e o Presidente da ABRAS,
Sussumo Honda, no âmbito de entendimentos desenvolvidos no Protocolo de
Fomento do Consumo da Carne Suína, firmado sob a coordenação do
Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio. A impressão
dos livretos faz parte do convênio com o MAPA (Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento) que inclui ainda produção e
divulgação de um catálogo com fotos, apresentando técnicas de cortes
utilizadas na carne suína, com demonstração dos passos necessários para
confecção dos cortes destinados aos diversos mercados, além do DVD com
um curso de mais de duas horas, com de passo a passo dos cortes
comercias: filé mignon, coxão mole, alcatra, picanha, entre outros.
"Uma oportunidade única de crescimento para os profissionais de açougue
e de melhoria de desempenho para os varejistas", explica o presidente
da ABCS, Irineu Wessler. Contrapartida ao Programa Nacional de
Desenvolvimento da Suinocultura - PNDS, o objetivo da divulgação é
auxiliar na reestruturação da oferta de carne suína in natura que vem
sendo realizada pela ABCS, com a meta de ampliar em dois quilos per
capita o consumo de carne suína no país, no prazo de três anos. Por
meio de uma nova forma de comercialização do produto, o mercado
varejista vai se aproximar mais dos interesses e expectativas dos seus
clientes nas lojas, afirma Irineu Wessler. Segundo ele, "para
alcançarmos as metas estabelecidas e revertê-las em reações positivas
para toda a cadeia produtiva é preciso prestar atenção no cliente. Esse
é o conceito dos projetos desenvolvidos pela ABCS", conclui Wessler.
Com informações da assessoria de imprensa da ABCS. (AB)
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