Assessoria de Comunicação Social

15 de Janeiro de 2010




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Destaques

Agricultura nega ter aprovado decreto de Lula

Folha de S. Paulo

Pasta alega que texto do programa de direitos humanos avalizado pelos assessores de Stephanes foi modificado posteriormente

Casa Civil afirma que versão final foi encaminhada aos ministros; assessoria da Agricultura deu seu aval à versão sem tê-la analisado

O Ministério da Agricultura realizou estudo comparativo entre a versão original e o decreto final do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos e concluiu que o texto foi alterado depois de avalizado pelos assessores do ministro Reinhold Stephanes, que aguarda um chamado do presidente Lula para pedir a revisão das partes referentes à pasta.

O trecho do decreto que mais provocou reações no ministério e no setor ruralista não está na versão original: é a parte que acusa o agronegócio de não ter preocupação com índios e pequenos produtores. Para o ministro, trata-se de uma visão "preconceituosa e equivocada".

Eis o trecho completo que mais incomodou o setor: "Essa discussão [sobre questões climáticas] coloca em questão os investimentos em infraestrutura e modelos de desenvolvimento econômico na área rural, baseados, em grande parte, no agronegócio, sem a preocupação com a potencial violação dos direitos de pequenos e médios agricultores e das populações tradicionais".

A Secretaria de Direitos Humanos disse que mandou uma versão preliminar aos ministros em julho, e a Casa Civil, responsável pelo formato final, nega ter havido alteração após 9 de dezembro, quando a íntegra do decreto foi enviada a ministros e secretários especiais.

Segundo a assessoria da ministra Dilma Rousseff, uma versão diferente do programa pode ter sido submetida à Agricultura durante as consultas prévias, mas a íntegra da proposta final foi encaminhada à análise dos ministros. Essa proposta foi assinada pelo secretário-executivo da Agricultura, José Gerardo Fontelles.

Na versão do ministério, a assessoria do ministro Stephanes analisou e avalizou burocraticamente a versão original e nem ela, assessoria, nem o secretário executivo, nem o ministro foram avisados de que o texto fora mudado depois.

Quando chegou para a assinatura de Fontelles, no dia ministro interino, a dedução foi de que se tratava, não de nova consulta, mas de um procedimento de praxe: colher a assinatura.

Stephanes insiste em mudanças. "Vou levar ao presidente as questões que atingem diretamente o setor e esperamos que sejam consideradas, para as modificações necessárias."

Outros setores também mantêm as críticas. Hoje, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgará nota, e as entidades de comunicação ainda aguardam resposta à crítica ao controle da mídia.

Lula deu por encerrada a polêmica sobre o programa com a assinatura e a publicação do decreto que regulamenta o grupo de estudo que detalhará a proposta da comissão da verdade.

A comissão, cuja criação dependerá de aprovação de projeto de lei no Congresso, investigará violações de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 -embora o foco seja o período da ditadura (1964-1985).

Apesar das críticas, Lula poderá manter intacto o polêmico decreto de quase 80 páginas que instituiu o programa.

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Empresários tentam barrar novo mínimo

Gazeta do Povo Online

Lideranças empresariais do Paraná devem solicitar uma audiência com o governo do estado e a Assembleia Legis­lativa para discutir o reajuste do salário mínimo regional. A proposta do governo eleva o piso em 9,5% a 21,5%, dependendo da faixa salarial, e ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares.

A classe empresarial – representada pela Fiep, Faep, Fetranspar, Faciap, ACP e sindicatos empresariais – vai tentar convencer governo e deputados estaduais que o porcentual proposto é irreal e vai provocar um impacto negativo na economia, comprometendo a competitividade paranaense por conta do aumento no custo de produção.

“Não somos contrários ao reajuste do salário, mas defendemos um índice real, com base em estudos técnicos. Em nenhum momento fomos procurados para discutir o tema. A decisão foi unilateral”, disse Amilton Stival, coordenador do Conselho de Relações do Trabalho da Fiep. O presidente da Faciap, Ardisson Akel, alerta que os empresários do interior do estado terão maior dificuldade para praticar o piso proposto.

Para representantes dos trabalhadores, o reajuste é razoável. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agri­cultura (Fetaep), Ademir Mueller, afirma que o aumento da renda do trabalhador traz mais consumo. “É isso que gira a roda da economia. Mesmo com o mercado externo ruim, o interno está muito bom, e isso é positivo para os patrões”, diz.

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CPMI do MST tem acordo para investigar irregularidades em convênios

Diário do Noroeste - PR - Paranavaí/PR

Deputados em prol do Governo temem que a investigação possa ser usada com cunho eleitoreiro

Após um embate em torno de sua instalação, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará repasses de recursos públicos para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deverá começar os seus trabalhos no dia 3 de fevereiro às 11 horas, no Senado. O plano de trabalho aprovado antes do recesso, no dia 16 de dezembro, surpreendeu a oposição, que apostava em manobras dos governistas para impedir as investigações.

"O relator nos surpreendeu positivamente e demonstra o interesse em fazer uma investigação séria sobre o financiamento público para entidades que se dizem promotoras da reforma agrária, mas podem estar financiando o MST", diz o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais defensores da instalação da CPMI e seu vice-presidente.

O relator, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), avalia que foi escolhido por sua capacidade de negociação. Ele considera que evitar os conflitos entre parlamentares nas reuniões da CPMI é prioridade. Segundo ele, se é possível que tenha havido desvio de recursos públicos isso precisa ser apurado, e portanto a CPMI não deve ser "nervosa". "O conflito já existe no campo; não vamos fazer conflitos no Congresso", afirma.

Estratégia - O plano de trabalho separa as reuniões da CPMI em duas linhas. Uma será a investigação das associações e ONGs citadas pela imprensa e por investigações do Ministério Público e da Polícia Federal. Por outro lado, o relator reservou um espaço para o debate sobre o que tem acontecido com a reforma agrária no Brasil, para que a CPMI proponha soluções além de procurar culpados.

Esse debate ideológico que permeia a investigação, segundo Tatto, não poderia ser colocado de lado. Ele acredita que especialistas poderão trazer ao Congresso um debate mais teórico da questão fundiária, para tentar desvendar por que há uma concentração tão forte de terras e por que as ocupações de propriedades continuam ocorrendo. "Isso permite que não desviemos a investigação do requerimento de criação da CPMI, mas alguma coisa está acontecendo e podemos gerar políticas para tentar amenizar a questão", argumenta.

Para o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), isso não deve amenizar a vontade da oposição de transformar a CPMI numa disputa eleitoral. Ele foi contra a CPMI e não mudou de ideia, pois acredita que as irregularidades já estão sendo investigadas e trazer o debate para o Congresso tem fins políticos. "Em convênios em relação ao MST ou aos fazendeiros podem ser encontradas irregularidades, mas essa não é a questão; querem fazer da CPMI um palanque para os primeiros seis meses deste ano, olhando para as eleições", ressalta.

Dr. Rosinha lembra que os convênios citados estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que recomenda correções. Para ele, a diferença principal é esta: as investigações do TCU têm a intenção de corrigir erros, enquanto a oposição busca com a CPMI atacar o MST. "Nas minhas conversas com o movimento, percebo que o MST encara o assunto com essa visão e não teme as investigações", afirma.

Ruralistas - Onyx Lorenzoni também ressalta que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) não vê nenhum problema em investigações quanto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que usa recursos públicos em programas para pequenos proprietários e trabalhadores rurais. Já existem requerimentos para que os convênios com a entidade também sejam investigados.

Segundo o deputado Dr. Rosinha, este é o problema da CPMI: “Pelo requerimento pode-se tudo, pode investigar o MST, o governo e toda e qualquer cooperativa, mas isso não vai ser feito em seis meses, e ninguém vai ficar depois de junho investigando".

Lorenzoni diz que não há nada a ser escondido, mas exatamente por isso espera que a CPMI não saia do seu foco para investigar a CNA ou o Senar. "Espero que não; seria desviar o trilho do requerimento que criou a CPMI, e foi feito um acordo para nos determos no foco do requerimento", argumenta.

Ele adverte que politizar uma CPI leva sempre a um impasse que não ajuda o País a se livrar de problemas sérios. "Todas as que tiveram esse impasse foram neutralizadas pela queda-de-braço entre governo e oposição, como as CPIs das ONGs e da Petrobras", lembra.

Deputado quer identificar os dirigentes do MST

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) apresentou requerimentos para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST tenha acesso às agendas de diversas autoridades, inclusive ministros e o próprio presidente Lula. Ele quer saber quem essas pessoas receberam como representantes do MST.

Como o movimento não é formalizado, o deputado argumenta que seria preciso definir um critério objetivo para a CPMI encontrar os seus dirigentes. "Quando as autoridades recebem um representante do MST, esse é um sinal, e a forma de fazer isso é ver o nome de quem foi recebido", explica.

Bruno Araújo acredita que os governistas vão dar mais trabalho do que aparentam, mas também vê uma linha clara de investigação: "Vamos ver se essas organizações ligadas ao MST cumprem os seus objetivos de educação e apoio à agricultura, ou se houve desvio para financiar invasões de propriedades".

Nomes - Apesar de os ânimos não estarem acirrados, os deputados devem analisar requerimentos delicados, além dos que pedem a investigação do Senar. Entre os 70 já apresentados, há pedidos para que sejam ouvidos os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; da Justiça, Tarso Genro; e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; além do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart; do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Por outro lado, especialistas em reforma agrária e três bispos da Igreja Católica estão entre os convidados para falar sobre a situação no campo.

O relator Jilmar Tatto (PT-SP) avalia que algumas dessas audiências podem não ser necessárias, pois bastaria repassar informações à CPMI; mas, segundo ele, nada será descartado sem análise dos parlamentares. "Vou avaliar o que está dentro do foco, mas em tese nenhum requerimento vai ser desconsiderado", informa.

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Notícias Sistema FAEP 

Previsão do tempo


Nesta sexta-feira a possibilidade de chuvas fortes diminui no Paraná, mas o tempo segue instável. No norte e no noroeste chove a qualquer momento do dia, enquanto que em parte do oeste e centro do Estado as precipitações ocorrem, preferencialmente, a partir da tarde. Entre os Campos Gerais, a RMC e o Litoral o céu fica encoberto, com condições para chuviscos ocasionais e, consequentemente, as temperaturas ficam mais amenas.

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

A construção de um sistema financeiro solidário na agricultura familiar: A análise do sistema Ecosol em Minas Gerais

Portal Dia de Campo

Este estudo teve como objetivo analisar a experiência do sistema Ecosol de cooperativas de crédito da agricultura familiar e economia solidária em Minas Gerais e refletir sobre como estas cooperativas estão construindo um sistema financeiro solidário e alcançando um público historicamente excluído do circuito financeiro formal
Este estudo teve como objetivo analisar a experiência do sistema Ecosol de cooperativas de crédito da agricultura familiar e economia solidária em Minas Gerais e refletir sobre como estas cooperativas estão construindo um sistema financeiro solidário e alcançando um público historicamente excluído do circuito financeiro formal, sinalizando ainda à suas contribuições para desenvolvimento sustentável das localidades em que atuam. Para tanto, foram realizadas entrevistas, análises documentais e observação participante em reuniões, assembléias e no planejamento da Ecosol Base Minas. A atuação da Ecosol promove a capilaridade do crédito no local em que está inserida, proporcionando o desenvolvimento de atividades voltadas para a agroecologia e economia solidária, sob a qual se edifica um sistema financeiro solidário.

Agricultura Familiar Agroecológica nos Municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra - Paraná como Estratégia de Inclusão Social e Territorial

Portal Dia de Campo
O principal objetivo desse projeto de extensão é compreender as características da produção de alimentos orgânicos em unidades rurais familiares nos municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra (PR)

O principal objetivo desse projeto de extensão é compreender as características da produção de alimentos orgânicos em unidades rurais familiares nos municípios de Verê, Itapejara d´Oeste e Salto do Lontra (PR). Através do conhecimento do estado da arte da Agroecologia nesses municípios, estaremos promovendo atividades de cooperação para a qualificação da produção agroecológica e contribuindo para a geração de emprego e/ou melhoria na renda familiar e inclusão social. Para tanto, utilizamos uma sistemática de pesquisa e de extensão envolvendo docentes, discentes e entidades parceiras, destacando as reuniões, as assembléias, as entrevistas e a pesquisa bibliográfica. Até o momento, fizemos reuniões de estudos, aplicação de questionários, além de reuniões com as entidades parceiras e trabalhos de campo em propriedades de agricultores orgânicos/agroecológicos. Estes são os principais resultados obtidos até o momento e caracterizam as duas fases iniciais: pesquisa-análise e contato com os agricultores.

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AGROECONOMIA INTERNACIONAL

Paraguai autoriza importação de tomate

Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR

O Ministério da Agricultura do Paraguai alterou a portaria que proibia a importação de tomates e cenouras do Brasil e da Argentina. A partir de agora, a entrada de hortifrutis está liberada, mas o governo impôs uma série de novas regras para importadores e comerciantes.

Para que a importação fosse permitida novamente, os atacadistas e varejistas paraguaios tiveram de se comprometer a comprar toda a produção local de hortifrutis. Essa medida, segundo informações do Ministério da Agricultura, vai fortalecer a agricultura paraguaia.

Para barrar o crescimento do contrabando de alimentos do Brasil para o Paraguai, o governo informa que apenas importadores cadastrados poderão atravessar a ponte com o produtos. Para a primeira semana de importação foi imposto um limite de 264 toneladas. Nas próximas, o Ministério vai estipular o limite conforme a demanda.

As novas medidas são uma tentativa de acalmar os setores de produção e importação. Desde que a proibição entrou em vigor, em dezembro de 2009, o governo paraguaio sofreu uma forte pressão dos produtores, que queriam o fim do contrabando de alimentos. Ao mesmo tempo, os importadores pediam a liberação total, já que nos outros países a mercadoria é mais barata.

Para Silvio Riveros, presidente da Associação de Hortifrutis do Paraguai, a medida agradou todo mundo. “Tanto nós, quanto os produtores, estamos satisfeitos com a decisão. Vamos cumprir com o que foi determinado. E esperamos que o governo também cumpra”, afirma.

A liberação da importação aumentou ainda mais a expectativa dos comerciantes da Central de Abastecimento (Ceasa) de Foz do Iguaçu, onde, segundo os atacadistas, 45% dos compradores são paraguaios. Com a liberação da importação, o acréscimo de vendas esperado é de 20%. Na Ceasa de Foz, em 2009, foram comercializadas 70,5 mil toneladas.

Contrabando
Mesmo com a liberação do tomate e da cenoura, o contrabando de alimentos vai continuar,na opinião do comerciante paraguaio Jorge Gonzalez Martinez, de 53 anos. “Os preços no Paraguai, mesmo com a importação liberada, vão continuar mais altos que no Brasil e na Argentina. Não tem como evitar que o cidadão paraguaio que não seja importador deixe de ir para o Brasil”, explica.

Com as restrições à importação, a apreensão de alimentos também aumentou. Autoridades paraguaias chegaram a apreender 20 toneladas de tomate na semana passada. “Agora, com a liberação, pode ser que os preços caiam um pouco no Paraguai, mas o contrabando não vai parar completamente”, opina.

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AVICULTURA

Receita com embarque de frango tem tombo de 17%

Valor Econômico - São Paulo/SP

Depois de um 2009 com um volume de exportações de frango praticamente estável - em 3,63 milhões de toneladas - , o setor espera elevar as vendas externas entre 3% e 5% este ano, segundo Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). "Imaginando que tenhamos uma política cambial diferente", observou em relação à previsão. Para a receita, a expectativa é de avanço de 10%. "Precisamos ter aumento de 10% em reeita", afirmou o dirigente.

Enquanto os volumes embarcados recuaram 0,3% em relação a 2008, a receita com as vendas externas de frango despencou para US$ 5,8 bilhões contra US$ 6,9 bilhões do ano anterior. O tombo foi de 16,33%.

De acordo com a Abef, as exportações de carne de frango foram afetadas pela crise financeira internacional, que impactou a demanda de importantes clientes, como Rússia e Japão, e os preços de venda. A valorização do real ante o dólar também prejudicou as vendas.

A expectativa é de recuperação de mercados como Japão, Rússia, Oriente Médio, países da África e da Ásia, segundo Turra. As dificuldades no mercado europeu devem persistir por conta de barreiras técnicas.

Mas o executivo afirma que 2010 pode trazer surpresas positivas. Segundo ele, uma das possibilidades é a redução das tarifas de importação da Índia, hoje de 100%, o que inviabiliza as exportações brasileiras de frango ao país. Há sinais de que o país estaria disposto a cortar a tarifa, disse. Além disso, afirmou, a Rússia também indicou que poderia ampliar as compras de carne de frango (e também de suíno) do Brasil se o país ampliar as aquisições de trigo russo.

Francisco Turra recebeu essa notícia do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, que se reuniu, durante feira na Alemanha, com chefe do serviço sanitário da Rússia, Sergei Dankvert. Qualquer decisão, porém, dependerá de negociações entre os dois governos.

No fim do ano passado, a Rússia elevou suas cotas para importação de carne de frango. A categoria "outros países", na qual o Brasil se inclui, saiu de 12.400 toneladas em 2009 para 35.700 toneladas este ano.

Além de criticar a política cambial, que reduz a competividade das exportações e a rentabilidade das empresas, a associação também defende a desoneração do PIS e Cofins para o setor, como já ocorreu na cadeia da carne bovina.

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CAFÉ

Cafeicultores ainda aguardam pagamento das sacas negociadas com o governo

Ouro Fino Online  

Prazo para o pagamento venceu há um mês

Ministério da Agricultura ainda não fez o pagamento das 800 mil sacas de café compradas junto aos agricultores de Minas Gerais em 2009. Depois de uma negociação que durou cerca de 8 anos, ficou decidido que o governo faria o pagamento, mas o prazo venceu dia 15 de dezembro e até agora os agricultores esperam o dinheiro.

Até agora já foram realizados três leilões eletrônicos com a opção de compras pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com o objetivo de negociar 3 milhões de sacas.

As sacas de café foram adquiridas pelo governo na política do preço mínimo, em que cada saca saiu por R$ 300, sendo que nos próximos meses mais 2 milhões de sacas deveriam ser entregues à Conab.

No Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha, 160 cafeicultores assinaram os contratos e metade deles entregou o café. Lauro Helsio Nogueira disse que espera o pagamento e que já teve de arrecadar dinheiro para poder saldar as dívidas contraídas.

O presidente do Conselho Nacional do Café, Gilson Ximenes, enviou uma carta de cobrança ao Ministério da Agricultura. Segundo Ximenes, os produtores atrasaram até o pagamento do 13º salário e do repasse ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). "Essa é a primeira vez que isso acontece e é um absurdo," completa Ximenes.

O superintendente de operações comerciais da Conab, João Paulo de Morais Filho, disse que "o prazo de entrega dos documentos foi postergado e para que os produtores não perdessem a oportunidade por falta de documentação o prazo foi ampliado. Também houve a mudança do sistema de nota fiscal comum para nota fiscal eletrônica, o que contribuiu para um certo atraso," conclui Morais Filho.

A Conab prometeu o pagamento ainda para este mês.

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Projeto do INCT/Café lançará composto indutor de resistência em plantas

Revista Cultivar - Pelotas/RS

A linha de pesquisa que abrange os métodos alternativos na indução de resistência contra doenças, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT), está próxima de ultrapassar a barreira acadêmica para agregar valor à cadeia produtiva do café.

Em breve estará em operação, na Universidade Federal de Lavras (Ufla), a biofábrica para o processamento em escala comercial do composto desenvolvido sob a coordenação do professor Mário Lúcio Vilela de Resende, que inova ao aliar a indução de resistência a doenças ao aproveitamento dos resíduos da cultura do café (folhas, cascas e restos de podas). A Ufla é uma das fundadoras do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café.

O composto é resultado de mais de cinco anos de pesquisa de base biotecnológica voltada para a inovação do manejo integrado na agricultura. Diferente dos outros produtos disponíveis no mercado, a formulação atua diretamente no sistema de defesa da planta e não nos agentes causadores das doenças. “É como uma vacina”, explica o professor Mário Lúcio, que direciona suas pesquisas para aplicações práticas no campo. Este direcionamento já rendeu dois pedidos de patentes, sendo que duas empresas já se mostraram interessadas em comercializar o produto.

Para a cultura do café, a tecnologia é duplamente benéfica. Primeiro, porque os compostos são produzidos a partir de extratos denominados EFID 100 e ECFC, tendo como matéria prima principal o resíduo processado das lavouras de café. “Usa-se uma matéria prima abundante, rica em compostos e de baixo custo”, complementa o professor. Para completar, testes do composto em lavouras cafeeiras demonstraram sucesso no controle da ferrugem, cercosporiose e phoma. O produto natural demonstrou eficiência semelhante ou melhor quando comparado aos produtos protetores comerciais disponíveis.

Estes resultados vêm sendo avaliados e já renderam diversas dissertações e teses de doutorado. Os compostos passaram por testes de laboratório, avaliação em casa de vegetação e experimentos de campo. Dentre as culturas estudadas, além do café, destacam-se as culturas de eucalipto, roseira, algodão e tomate. Por ser um composto natural, também vem sendo avaliado seu resultado em lavouras orgânicas. PhD em Fitopatologia e especilista em bioquímica de plantas, Mário Lúcio destaca que embora o composto não traga imunidade total, pode ser considerado multiuso na defesa contra fungos e bactérias.

Os compostos serão submetidos a pedido de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Do ponto de vista científico, Mário Lúcio adianta que a próxima fase será direcionar os estudos sobre os compostos com o auxílio de ferramentas da nanotecnologia. Concedido o registro, o produto poderá ser comercializado. Os compostos fazem parte de um amplo projeto que participa do Programa de Incentivo à Inovação da Ufla e do Programa Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Também participam do projeto o consultor em cafeicultura Clayton Grillo Pinto e o biólogo Moisés Antônio de Pádua, além de vários estudantes de pós-graduação e pós-doutores.

INCT/Café
Além deste projeto, o INCT/Café possui 14 linhas de pesquisa, a maioria com enfoque biotecnológico, por meio da integração de competências institucionais, capacitação de recursos humanos, estímulo à capacidade de inovação e geração de negócios de alto valor agregado. Participam do INCT/Café 62 pesquisadores das instituições de pesquisa signatárias do projeto: Ufla, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Café, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O INCT/Café tem o aporte financeiro do CNPq e da Fapemig.

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CANA-DE-AÇÚCAR

Açúcar refinado ajudará país a alavancar exportações neste ano

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

A demanda pelo açúcar brasileiro pode registrar novos incrementos decorrentes do aumento da procura pelo tipo refinado. Dois dos maiores importadores da commodity pretendem ampliar a produção em 2010. A Rússia deve produzir entre 5,6 milhões e 5,8 milhões de toneladas de açúcar refinado este ano, ante 5,05 milhões de toneladas produzidas em 2009, segundo informações divulgadas pela associação nacional de produtores russos (Soyuzrossakhar). Do volume total, 2,1 milhões de toneladas do produto deverão ser produzidas a partir de matérias-primas importadas.

Em 2009, o Brasil embarcou para a Rússia 2,66 milhões de toneladas de açúcar e gerou uma receita de US$ 852,51 milhões, sendo a commodity a segunda na pauta de exportações para o país. Apesar de manter a posição, o resultado aponta uma queda de 24,83% no desempenho do produto na balança comercial entre os dois países. Com o avanço na produção russa, a expectativa é a de que o País possa recuperar parte desse mercado comprador.

A Índia, maior país consumidor de açúcar, também deve continuar reforçando o comércio mundial de açúcar. Nesta semana, Sharad Pawar, ministro da Agricultura da Índia, anunciou a aprovação pelo governo indiano da extensão de um prazo para importação de açúcar refinado livre de impostos. A autorização inclui ainda o processamento de açúcar demerara importado em algumas províncias. A medida é uma tentativa de aumentar as ofertas e aliviar os preços.

Duas quebras de safras sucessivas transformaram a Índia no maior importador global atualmente. O país necessita de 23 milhões de toneladas por ano, enquanto a produção interna está estimada em aproximadamente 16 milhões de toneladas no ano-safra que acaba em 30 de setembro. Nesse contexto, o Brasil foi o principal beneficiado, elevando as exportações de açúcar para a Índia para 4 milhões de toneladas no ano passado, ante 159,6 mil toneladas do ano anterior.

Os preços internos do produto no País responderam rapidamente aos fundamentos do mercado. Nesta semana, o preço do açúcar cristal atingiu o maior patamar já registrado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em termos reais. Na terça-feira, o Indicador do Açúcar Cristal Cepea/Esalq (Estado de São Paulo) fechou a R$ 71,33 a saca, subindo 7% em uma semana. Até então, o maior valor registrado pelo Cepea tinha sido observado em fevereiro de 2003, quando o Indicador fechou a R$ 65,03, em termos reais (DCI, 15/1/10)

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Cana de 7,6% das lavouras é mais suscetível à ferrugem

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

Variedades genéticas mais vulneráveis estão em 228 mil hectares de SP, MT e MS. Primeiro foco da doença foi detectado em lavoura de Rincão; praga chegou "com força total" ao país, afirma nota técnica do CTC.

Duas variedades genéticas da cana-de-açúcar conhecidas como 454 e 1.115, suscetíveis à ferrugem laranja, estão presentes em 228 mil hectares de lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, segundo levantamento da UFSCar (federal de São Carlos).

A área corresponde a 7,6% dos cerca de 3 milhões de hectares de cana cultivada distribuídos em 132 propriedades. Na região de Ribeirão Preto, 89 cidades totalizam 1,8 milhão de hectares de canaviais.

Depois do primeiro foco brasileiro detectado em uma fazenda de Rincão, no mês passado, o Ministério da Agricultura trabalha com fortes indícios de que a ferrugem se espalhou para Ribeirão, Araras, Piracicaba, Conchal e Araçatuba.

Testes realizados pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), entidade mantida por empresas do setor sucroalcooleiro, mostraram que, além da 454 e da 1.115, outras três variedades tiveram resistência parcial ao fungo Puccinia kuehnii, que ataca as folhas da cana e pode reduzir 20%, em média, sua produtividade.

O risco de propagação da ferrugem laranja tem preocupado os produtores de todo o centro-sul do país, conforme publicou ontem a Folha. Em nota, o corpo técnico do CTC afirmou que a doença "chegou com força" ao Brasil e pode causar "perdas representativas".

O engenheiro agrônomo e fitopatologista do CTC Enrico Arrigoni afirmou ontem que a alternativa para produtores reduzirem os impactos da ferrugem em seus canaviais é investir no plantio das espécies resistentes à doença. Das 34 variedades de cana testadas pela entidade, 29 demonstraram resistência.

Segundo estudos encomendados pelo Ministério da Agricultura, os prejuízos ao setor sucroalcooleiro poderiam chegar a R$ 1 bilhão. Mesmo assim, Arrigoni disse acreditar que a doença não deve motivar mais altas nos preços do açúcar e do álcool ao consumidor.

Professor na área de melhoramento genético da UFSCar em Araras, Antonio Ismael Bassinello disse que a chegada da doença ao Brasil tende a acelerar o desaparecimento das variedades suscetíveis.

A preocupação com a ferrugem tem movimentado técnicos e autoridades ligadas ao setor. Anteontem, um grupo do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura, debateu o problema em Ribeirão. Na segunda-feira, uma equipe do Ministério da Agricultura estará na capital com o mesmo objetivo (Folha de S.Paulo, 15/1/10)

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Para especialistas, só início da moagem derrubará preço do etanol

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

A redução de 5% de etanol na gasolina não deve influenciar o preço do combustível nas bombas, segundo analisam especialistas de mercado e do setor. A partir de 1 de fevereiro o novo percentual de mistura, que passa a ser de 20%, entra em vigor em todo o País. O governo diz que a medida pressionará para baixo o preço do litro do etanol nos postos de combustíveis, hoje desvantajoso ao consumidor na comparação com a gasolina.

A interferência do governo na política de preço dividiu opiniões no setor sucroalcooleiro. Para os representantes da cadeia, o abastecimento do mercado e dos estoques reguladores só ocorrerá quando as usinas retomarem a moagem da nova safra, prevista para abril. Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), a redução da mistura representa a oferta de cerca de 100 milhões de litros de etanol no mercado, equivalente a 7% do consumo dos veículos movidos com esse combustível.

"As razões pelas quais o governo decidiu pela redução são aceitáveis, mas é preciso respeitar o prazo de 90 dias para voltar ao patamar atual. A disponibilidade de anidro dará segurança ao consumidor por conta de migração do etanol hidratado para a gasolina", avalia Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Já a UDOP (União dos Produtores de Bioenergia) acredita que a medida governamental não influenciará nos preços praticados pelo mercado. Para a entidade, o setor retornará à normalidade em abril, quando as usinas estiverem moendo a sobra da cana da safra passada, estimada pelo setor em 50 milhões de toneladas.

Esta não é a primeira vez que o governo faz alterações na mistura da gasolina. A última redução ocorreu em março de 2006, quando caiu de 25% para 20%. Em novembro deste mesmo ano, houve aumento de 20% para 23% e, em julho de 2007, subiu novamente de 23% para 25%.

"É louvável o fato de o governo ter ouvido o setor e estabelecido um prazo para a vigência da medida, cujo término, aliás, ocorrerá no início da maior safra histórica estimada no País", conclui Pádua (Campo News, 14/1/10)

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COMMODITIES

Commodities Agrícolas

Valor Econômico - São Paulo/SP

Realização de lucros. Os contratos de açúcar para maio terminaram os negócios desta quinta-feira em queda de 25 pontos na bolsa de Nova York, cotados a 26,52 centavos de dólar por libra-peso. O recuo foi atribuído a um movimento de vendas para realização de lucros, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram, no entanto, que a tendência de alta para o produto não foi alterada e os fundamentos continuam a dar suporte para preços. Apesar do movimento técnico do mercado, o sentimento de que os canaviais da Flórida não foram tão prejudicados pelo frio como se imaginava, também contribuíram para a queda de ontem. No mercado interno, a quinta-feira também foi de queda. O indicador Cepea/Esalq fechou o dia valendo R$ 70,97 a saca, queda de 0,07%. Vendas especulativas. Os preços futuros do café na bolsa de Nova York fecharam o pregão desta quinta-feira em queda. Os contratos com vencimento terminaram o pregão a 146,04 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 85 pontos em relação ao dia anterior. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, a queda foi atribuída a fatores técnicos, com os investidores se baseando nos gráficos para direcionar a tendência dos preços. De qualquer modo, os analistas consideram que ainda existe um forte suporte nas cotações do café diante da menor oferta do produto neste ano e com o aumento da demanda. No mercado interno os preços seguiram a mesma tendência e caíram. O indicador Cepea/Esalq terminou a quinta-feira a R$ 281,46 por saca, queda de 0,03%. Novas perdas. Os preços do milho na bolsa de Chicago ampliaram as perdas e terminaram os negócios desta quinta-feira novamente em queda. Os contratos com vencimento em maio terminaram o dia valendo US$ 3,91 por bushel, baixa de 3,25 centavos de dólar. O mercado foi pressionado por vendas especulativas diante de uma grande oferta do cereal e de exportações americanas decepcionantes, segundo a Dow Jones Newswires. A queda só não foi maior porque existia no mercado o sentimento de que fundos aumentassem suas compras no final do dia para reajustar suas posições. No Paraná, as cotações do milho seguiram o mercado externo e também caíram. A saca do milho foi negociada a R$ 14,81, queda de 0,20% em relação ao dia anterior, segundo dados do Deral. Estoques maiores. Os preços futuros do trigo na bolsa de Chicago fecharam a quinta-feira em queda de 9,25 centavos de dólar em relação ao dia anterior. Os contratos com vencimento em maio encerraram a US$ 5,40 por bushel. Na bolsa de Kansas, o contrato com o mesmo vencimento fechou a US$ 5,38 por bushel, um recuo de 9,5 centavos de dólar sobre o dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado ainda sente o ajuste feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou os estoques finais do grão. Com isso, o mercado eliminou o ganho registrado na quarta-feira, quando compras especulativas puxaram as cotações. No mercado doméstico, o preço do grão ficou estável em R$ 23,79 por saca no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Volume exportado pelo agronegócio mineiro é recorde

Revista Cultivar - Pelotas/RS

As exportações do agronegócio mineiro atingiram um volume recorde em 2009. Os embarques do ano somaram 6,1 milhões de toneladas, um crescimento de 24,3% em relação ao mesmo período de 2008.

Os números foram organizados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, com base nas informações do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Mesmo com o volume recorde, a crise econômica mundial – que derrubou os preços no mercado externo – fez com que o valor comercializado apresentasse uma retração de 3,9% em relação a 2008. As vendas do agronegócio de Minas Gerais somaram, em 2009, US$ 5,6 bilhões. A queda no Estado foi inferior à media nacional. No ano passado, o país apresentou uma redução de 9,8% nos valores exportados, segundo o MDIC.

As vendas do complexo soja (grão, farelo e óleo) por Minas Gerais em 2009 se destacaram. As exportações somaram US$ 493 milhões, apresentando um crescimento de 81,6% em relação ao ano anterior. Em volume embarcado, o aumento foi de 128%, com 1,1 milhão de toneladas. As exportações de soja em grão e de farelo de soja foram as responsáveis pelo crescimento dos números neste grupo.

A comercialização de açúcar também apresentou números positivos, tanto em volume quanto em valores. O produto foi um dos poucos que registrou valorização de preços no mercado internacional em 2009. Minas Gerais exportou 1,7 milhão de toneladas de açúcar, 40% a mais que em 2008. As vendas movimentaram US$ 611 milhões. Alta de 74,6%.

O grupo das carnes (bovina, suína e de aves) também apresentou resultado positivo, com vendas atingindo 308 mil toneladas. Cerca de 17,6% a mais que em 2008. Em valores, foram US$ 652,8 milhões. Um pequeno aumento de 0,5%. Neste grupo, a carne suína foi o principal destaque com aumento de 89% no volume embarcado. Foram 50,2 mil toneladas embarcadas no ano passado, que movimentaram US$ 108,6 milhões. Um crescimento de 67,3% no valor comercializado.

Já as vendas de café, principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro, representaram US$ 2,9 bilhões. Uma redução de 3,9% na comparação com 2008. No entanto, o volume embarcado, de 1,2 milhão de toneladas, cresceu 10%.

Os principais destinos dos produtos exportados pelo agronegócio de Minas Gerais em 2009 foram: Alemanha, Estados Unidos, China, Japão, Holanda, Itália, Rússia, Bélgica, Índia e França.

Dezembro
Seguindo uma tendência já registrada em novembro, as exportações do agronegócio de Minas em dezembro de 2009 apresentaram números positivos em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas, de US$ 531 milhões, representaram um aumento de 4,5% em relação a dezembro de 2008. O volume embarcado também cresceu. Foram 461 mil toneladas. Alta de 5,2%.

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DEFESA SANITÁRIA

O Rio Grande do Sul imunizou 92,16% do rebanho na última etapa de 2009

Apucarana Notícias - Apucarana/PR

O Rio Grande do Sul imunizou 92,16% do rebanho na última etapa de 2009 da campanha de vacinação contra a febre aftosa. O dado integra o balanço da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio. Dirigida aos bovídeos jovens de até 24 meses de idade, a campanha superou as expectativas do governo do Estado, que calculava atingir 90% devido ao excesso de chuvas, compensado pela prorrogação de 15 dias.

Apesar dos eventos climáticos negativos que atingiram o Estado, dos 496 municípios gaúchos, 383 vacinaram o rebanho em percentual superior aos 90%. "Embora tenhamos prorrogado o período de vacinação até 15 de dezembro, as chuvas não nos deram trégua, interrompendo estradas e causando dificuldades de acesso", lembrou o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, salientando que da população de 5.445.291 bovídeos jovens, 5.018.378 receberam a vacina contra a aftosa.

Um ponto bastante positivo apresentado pelo balanço da campanha é de que 88 municípios alcançaram 100% de cobertura vacinal. Em 2009, excepcionalmente, a vacinação contra a doença teve três etapas - janeiro, maio e novembro - a fim de alinhar o calendário gaúcho ao dos demais Estados que imunizam bovinos e bubalinos. E, também, para atender antiga reivindicação dos produtores rurais do Rio Grande do Sul. Machado disse que apesar das adversidades, "a campanha foi amplamente exitosa, demonstrando a consciência dos produtores e o trabalho dedicado dos servidores da Secretaria".

Concluída a transição de calendário, em 2010 a campanha volta a ocorrer em duas etapas, agora nos meses de maio e novembro. A primeira fase é dirigida à todos os bovídeos, jovens e adultos, sendo que estes ficam imunizados por 12 meses. Os jovens até 24 meses, entretanto, necessitam de reforço da vacina, aplicado na última etapa das campanhas.

O Rio Grande do Sul possui 296.896 propriedades com bovídeos jovens. Dessas, 212.458 foram beneficiadas com vacina doada pelo governo do Estado. Na última fase da campanha foram disponibilizadas para doação 1.734.040 de doses para os produtores com até 50 cabeças enquadrados no Pronaf e de áreas urbanas com até 15 cabeças. As vacinas gratuitas foram retiradas por 81,34 % dos criadores, totalizando um rebanho de 1.546.869 animais vacinados com estas doações.

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EVENTOS

Fevereiro tem curso de “Artesanato em Sementes-Bijuterias”

Jacarezinhonanet - Curitiba/PR

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove o curso “Artesanato em Sementes-Bijuterias”, com realização do Sindicato Rural de Ourinhos e apoio da Prefeitura Municipal de Ourinhos.

O Curso acontece de 08 a 10 de fevereiro, no Parque Ecológico Municipal, das 08 às 17 horas, com intervalo para almoço e lanche gratuito.

A instrutora do curso de “Artesanato em Sementes-Bijuterias” será a artesã Carmen Lúcia Bargas, de Bariri (SP).

Estão sendo oferecidas 20 vagas e no ato da inscrição, os interessados devem levar cópia do RG, CPF e comprovante residencial. As inscrições podem ser feitas com Rodrigo na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, situado na Rua Benjamin Constant, nº 818, telefone: (14) 3302-3042 ou no Sindicato Rural de Ourinhos com Nilce, pelo telefone (14) 3322-6411.

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BASF FOMENTA lançamento de libvro sobre estratégias de cana-de-açúcar

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

Estratégias para Cana no Brasil – Um Negócio Classe Mundial – livro lançado em 11 de dezembro, pela editora Atlas, está alinhado ao trabalho desenvolvido pela BASF nesse segmento brasileiro da economia e agricultura.

No estudo, os autores Marcos Fava Neves e Marco Antonio Conejero tratam dos negócios gerados na cadeia sucroenergética. Em uma versão exclusiva, a obra traz prefácio do engenheiro-agrônomo Eduardo Leduc, diretor de Proteção Cultivos da BASF no Brasil.

Na introdução, Leduc destaca o crescimento expressivo do segmento, frisando que o Brasil é líder mundial na produção e industrialização da cana-de-açúcar tornando-se uma referência em energia limpa e renovável. “Ela contribui, decisivamente, para a sustentabilidade do planeta e para a luta contra o aquecimento global, já que hoje é a matéria-prima mais eficiente para a produção de etanol e bioeletricidade“, escreveu.

Estudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) Ribeirão Preto destaca que o setor sucroenergético brasileiro movimenta US$ 87 bilhões por ano. Apenas as vendas de bens finais (etanol, açúcar, bioeletricidade, levedura e aditivo e crédito de carbono, entre outros) representam 1,5% do PIB nacional, ou US$ 28,1 bilhões.

A BASF patrocina parte da tiragem de 3 mil exemplares com o intuito de difundir informações importantes e novidades da cultura para a cadeia agroindustrial. De acordo com Redson Vieira, gerente de Marketing de Cana e Amendoim da BASF, a cultura da cana-de-açúcar é uma das três mais importantes para a empresa. “O cultivo da cana tem capacidade de produção de energia, açúcar e etanol e seus resíduos são reaproveitados. A atividade sucroalcooleira tem alinhamento com os pilares estratégicos de nossa empresa e um deles é a produção de forma sustentável”, justifica.

O trabalho é uma coletânea de textos, resultado de um projeto que compartilha o conhecimento dos autores, especialmente na análise e planejamento para o setor da cana-de-açúcar. Segundo a editora Atlas, a obra será referência para profissionais e acadêmicos envolvidos com agronegócio e bioenergia, nas áreas de Gestão da Cadeia de Suprimentos, Gestão de Canais de Distribuição, Responsabilidade Social Corporativa, Direito Econômico e Ambiental, Certificações Socioambientais, Sustentabilidade Empresarial, Políticas Públicas, Estratégias Empresariais e Planejamento de Associações de Interesse Privado.

Organizado em dez capítulos, o titulo começa tratando da produção de cana e seus desafios, depois segue explicando como se dão as transações mais importantes do setor. Abrange ainda a indústria, seus movimentos, estratégias de crescimento e diversificação, e internacionalização. Fala também dos negócios do açúcar e das transações nacionais e internacionais do etanol, e trata ainda da agenda socioambiental da cana e da indústria de etanol nos EUA. Ao final, o livro apresenta o plano estratégico ao setor de cana.

Para desenvolver o estudo, os autores empregaram o método GESsis (Planejamento e Gestão Estratégica de Sistemas Agroindustriais), com mapeamento e quantificação dos elos que compõem o sistema agroindustrial da cana-de-açúcar. Com estas informações, os autores elaboraram até estimativas de vendas e movimentações financeiras do setor.

O evento de lançamento foi realizado dia 17 de dezembro, na livraria Paraler no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto (SP).

A editora Atlas, responsável por este projeto editorial, tem 65 anos de mercado e conta, hoje, com um catálogo que abrange mais 1,3 mil livros, contribuindo para a evolução da educação brasileira. Informações adicionais: www.editoraatlas.com.br

Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br (Assessoria de Comunicação, 14/1/10)

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Abertas inscrições para missão à maior feira de alimentos do Oriente Médio

Revista Cultivar - Pelotas/RS

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), abriu inscrições para empresários da área de alimentos e bebidas interessados em participar de missão comercial aos Emirados Árabes Unidos, em fevereiro.

Pelo terceiro ano seguido, o ministério e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira organizam participação na maior feira do setor no Oriente Médio, a Gulfood. O evento será realizado entre 21 e 24 de fevereiro, em Dubai.

Os inscritos terão direito a espaço individualizado e acesso à área comum do estande brasileiro, além de espaço no catálogo das empresas presentes no evento. Para fazer parte da delegação organizada pelo Mapa, é preciso preencher formulário de inscrição, que pode ser acessado no site www.agricultura.gov.br ou solicitado pelo e-mail dpi@agricultura.gov.br e enviado até o dia 20 de janeiro de 2010.

Em virtude do limitado número de vagas, o ministério divulgará, após o encerramento das inscrições, a lista das empresas selecionadas, que deverão efetuar pagamento da taxa de inscrição. Mais informações pelo telefone (61) 3218-2817.

Vendas para os Emirados Árabes - As participações em missões, como a Gulfood, divulgam o agronegócio nacional e incrementam as exportações do setor.  Exemplo disso é o crescimento de 49% dos embarques para os Emirados Árabes, na comparação entre 2008 e 2009. No último ano, a receita foi de mais de US$ 1,14 bilhão.

As vendas que apresentaram maior crescimento foram as do complexo sucroalcooleiro (244%), farinhas e preparações (335%), produtos oleaginosos, com exceção da soja (quase 6.000%) e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (423%).

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GRÃOS

Soja é sequenciada

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

A primeira leguminosa a ter seu genoma sequenciado é a soja, em pesquisa destacada na edição desta quinta-feira (14/1) da Nature. O sequenciamento da soja, destaca a revista, abre o caminho para melhorias no cultivo que poderão ter grande impacto na produção de alimentos e até mesmo na geração de energia.

A soja é hoje uma das mais importantes plantas cultivadas em todo o mundo para a produção de alimentos e de óleo e tem grande capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico por meio de simbiose com microrganismos presentes no solo.

Após mais de 15 anos de pesquisa, um grupo internacional de pesquisadores conseguiu sequenciar 85% dos 1,1 bilhão de pares de base da soja, por meio da técnica conhecida como “shotgun do genoma completo”, por meio da qual o genoma é “explodido” em fragmentos pequenos e sequenciado em larga escala.

No artigo, Scott Jackson, do Departamento de Agronomia da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, e colegas destacam que o trabalho será importante referência para decifrar a genética de mais de 20 mil outras espécies de leguminosas.

A Nature ressalta que o trabalho de sequenciamento ajudará a compreender a capacidade da soja em transformar dióxido de carbono, água, luz solar, nitrogênio e outros minerais em energia, proteína e nutrientes para uso tanto humano como animal.

“A soja e outras leguminosas têm papel fundamental na segurança alimentar global e na saúde humana, sendo usadas em uma ampla gama de produtos, como farinha, leite, substitutos da carne, tofu, óleo e biodiesel. Essas novas informações sobre a genética da soja poderão levar ao desenvolvimento de variedades que produzam mais proteína e mais óleo, que se adaptem melhor a condições climáticas adversas ou que sejam mais resistentes a pragas e a doenças”, destacou Molly Jahn, da divisão de pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

O artigo Genome sequence of the palaeopolyploid soybean (doi:10.1038/nature08670), de Scott Jackson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com (Agência Fapesp, 14/1/10)

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Com preço menor, colheita de soja começa a avançar em MT

Brasil agro - Ribeirão Preto/SP

Começou com preços mais baixos a colheita de soja nos principais polos de Mato Grosso, maior Estado produtor do grão do país. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 12 praças aponta quedas médias entre 13,3% (Campo Novo do Parecis) e 17,4% (Sapezal) neste início de janeiro na comparação com igual intervalo do ano passado.

Na média mensal até o último dia 13, em Campo Novo do Parecis a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 31,14, ante R$ 35,91 na média de janeiro de 2009 fechada no dia 14. Em Sapezal, o preço recuou de R$ 37,28 para R$ 30,79. São retrações que não surpreendem os agricultores, que já sabiam que a deterioração do dólar tiraria sustentação dos preços em real. Mas que mantêm o sinal de alerta ligado, tendo em vista novas projeções de queda do patamar de cotações no mercado internacional.

"Esperamos que o bushel não caia abaixo de US$ 10 na bolsa de Chicago. Mas se cair a US$ 9 e o dólar subir, também poderá haver uma compensação", afirma Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), ao Valor. Silveira realça, ainda, que metade da produção esperada para esta safra 2009/10 já está com preços "travados" nos elevados níveis dos últimos meses, o que também serve de proteção para os produtores em caso de tombos futuros.

Ontem, em Chicago, parte dos temores de Silveira se confirmou. Os contratos do grão com vencimento março (que ocupam a segunda posição de entrega naquele mercado, normalmente a de maior liquidez), encerraram a sessão negociados a US$ 9,84 por bushel, queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,85%, em relação à véspera. O dólar registrou valorização em relação ao real, é verdade, mas ela foi de 0,28% em relação a quarta-feira - menor, portanto, que a queda dos preços.

Para os analistas da Newedge nos EUA, há espaço para uma queda de quase 10% das cotações em Chicago em relação aos níveis atuais. Há fatores técnicos inerentes aos movimentos dos investidores em Chicago que justificariam parte dessa retração, mas há ainda um quadro fundamental que, até agora, também justifica alguma pressão.

O último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) trouxe correções para cima da produção mundial do grão em 2009/10. Ainda que leve em consideração resultados concretos no Hemisfério Norte e apenas projeções no Hemisfério Sul, onde o grosso da safra ainda está em desenvolvimento, o cenário atual pode ser considerado baixista.

Silveira se apoia nesse ponto - o das projeções para Brasil e Argentina - para justificar os motivos pelos quais considera ser precoce qualquer previsão para os dois países. É um ano de El Niño, e fortes chuvas no Sul do Brasil e adversidades também no campo argentino podem provocar reviravoltas nos fundamentos de oferta e demanda e, portanto, nos preços internacionais do grão.

Até agora, contudo, as projeções oficiais apontam para uma safra recorde no Brasil, liderada por Mato Grosso, e para recuperação na Argentina após a quebra climática observada no ciclo 2008/09. Silveira lamenta, de qualquer forma, que esta será uma safra de margens menores (Valor, 15/1/10

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MILHO: Preços do milho tiveram mais um dia de queda na bolsa de Chicago

BGA - Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro

Pressão de oferta. Os preços do milho tiveram mais um dia de queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão de quarta-feira cotados a US$ 3,95 por bushel, queda de 8 centavos de dólar em relação aos negócios do dia anterior e no limite de baixa do dia. Segundo a Dow Jones Newswires, a queda de ontem ainda foi reflexo da estimativa anunciada na terça-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A entidade prevê uma safra americana recorde, de 334,05 milhões de toneladas. Analistas consideram que a safra maior no ciclo 2009/10 deixará os estoques finais em níveis acima do esperado pelo mercado. No mercado interno, os preços do milho fecharam a terça-feira a R$ 14,84 por saca, queda de 0,34% no Paraná, segundo o Deral.

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Arroz: analistas do USDA visitam o irga no RS

Safras & Mercado

SAFRAS (14) - O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e o diretor comercial, Rubens Silveira receberam nesta quarta-feira (13) a visita de três representantes do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sede da Autarquia, em Porto Alegre (RS). O encontro teve como objetivo avaliar as condições da safra brasileira de arroz. Participaram os analistas do Derrick Williams, diretor de análise de produção mundial de grãos FAS/USDA, Curt Reynolds, analista de produção de grãos do Brasil e Jeff Zimmerman, adido agrícola do USDA no Brasil. Para Zimmerman, o encontro foi importante para ampliar conhecimentos sobre arroz, bem como as tendências do setor. O USDA projeta para o Brasil uma safra de 11,5 milhões de toneladas. Os dirigentes consideram o Irga como principal fonte para as projeções da safra de arroz no Brasil. Também participou do encontro o assessor do Irga, Tiago Barata. As informações partem da Assessoria de Comunicação Social do Governo do Rio Grande do Sul e do Irga. (CBL)

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HORTIFRUTICULTURA

Frio danifica 30% da laranja da Flórida

DCI - São Paulo/SP

SÃO PAULO - Mais de 30% da safra de citrus da Flórida foi danificada após forte geada atingir a região. As perdas devem somar centenas de milhões de dólares, segundo o Departamento de Agricultura da Flórida. "Acreditamos que 30% da safra tenha sido danificada ou completamente destruída", informou Charlos H. Bronson, comissionário do Departamento. Nos locais mais frios, os pomares enfrentaram temperaturas de -6º C, segundo Dan Kottlowski, meteorologista da AccuWeather. Durante a onda de frio, muitas das regiões produtoras do estado tiveram até dez dias de clima de frio atípico para a área.

"Nós tivemos temperaturas baixas assim em outras ocasiões no passado, mas só em 1949 elas duraram tanto tempo assim", disse Terence McElroy, representante do departamento. Ele citou o anúncio de Bronson e uma audiência realizada no Comitê de Políticas Agrícolas e de Recursos Naturais, durante o discurso sobre os efeitos da onda de frio.

"Precisaremos de alguns dias para avaliar os danos causados às lavouras de citrus, morango e cana-de-açúcar", disse McElroy. As temperaturas caíram abaixo de zero também na região central da Flórida ontem.

A Flórida é o maior produtor de laranja depois do Brasil e o maior produtor de citrus dos Estados Unidos. Os produtores do estado norte-americano também plantam morangos, tomates, pepinos e outros vegetais. Os danos que o frio causou aos peixes típicos do estado também serão contabilizados, segundo McElroy.

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Laranja: mapa estabelece substituição de acaricida a partir de 2011

Safras & Mercado

SAFRAS (14) - A produção e a importação de agrotóxicos e seus componentes, como o ingrediente ativo (molécula à base de Cyhexatina), que atua como acaricida (combate aos ácaros), serão proibidas, a partir de 31 de outubro de 2011, quando esses registros serão cancelados. Essa decisão ocorreu após a reavaliação toxicológica do produto em análises do Ministério da Agricultura, de pesquisadores e do setor produtivo, que identificaram outras alternativas para controle de ácaros. Para que o setor agrícola não fique desprovido de produtos sem aumentar os custos, o ministério está priorizando a análise de ingredientes substitutivos, explicou o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Pacifici Rangel. O ingrediente ativo Cyhexatina é mais usado na plantação de citros (laranja, limão, lima e tangerina) e é o primeiro dos 14 produtos que estão sendo reavaliados pelos órgãos de registro. O Ministério da Agricultura deverá fazer análise de risco e dos benefícios dos produtos, além de propor novas formas de manejo ou substituição. As informações partem do Mapa. (VA)

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LOGÍSTICA

Obras da ferrovia Transnordestina serão aceleradas

DCI - São Paulo/SP

SÃO PAULO - As obras para a criação da Ferrovia Transnordestina serão aceleradas em julho conforme declaração dada pelo Ministro dos Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento, ontem, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O empreendimento que enfrentou grandes dificuldades com as licenças ambientais e as desapropriações, terá a extensão de 1.730 quilômetros e ligará os Estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí, além disso deverá custar em torno de R$ 5,4 bilhões.

A ferrovia fará a ligação dos centros de produção de grãos, gesso, avicultura e agricultura irrigada do semi-árido nordestino, aos portos de Suape em Pernambuco, e Pecém no Ceará. A partir do segundo semestre deste ano a perspectiva é de que as obras ganhem ações em todos os trechos e por conta disso deverão ser criados até 7 mil empregos diretos.

O traçado atual foi concebido por empresas de consultorias em pesquisas agrícolas e minerais, onde foram identificadas cargas potenciais que dariam suporte ao crescimento da ferrovia. O ponto que mais chamou a atenção foi o crescimento agrícola no cerrado nordestino e a dificuldade para escoar esta produção.

O objetivo da criação desta ferrovia é elevar a competitividade da produção agrícola e mineral da região, com uma moderna logística que une uma ferrovia de alto desempenho, a portos de calado profundo que podem receber navios de grande porte.

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Secretaria aumenta recursos para melhoria de portos

DCI - São Paulo/SP

BRASÍLIA - O Programa Nacional de Dragagem (PND) vai investir este ano R$ 1,2 bilhão, contra R$ 800 milhões aplicados no ano passado, segundo informou o ministro chefe da Secretaria Especial de Portos, (SEP), da Presidência da República, Pedro Brito. O trabalho de melhoria no acesso de navios aos portos vem sendo desenvolvido desde 2007.

O  desenvolvimento do comércio internacional  tem provocado a circulação de navios cada vez maiores nos portos, exigindo a ampliação de piers e a realização de obras para aumentar a profundidade  necessária atracação de embarcações de 125 metros a 330 metros do comprimento.

Brito informou que a SEP vai dar início em fevereiro à implantação de Plano Estratégico Portuário  para os próximos 20 anos, com a previsão de investimentos públicos e privados destinados a   apoiar o crescimento da economia brasileira  através  do comércio exterior. O porto de Santos movimenta atualmente 80 milhões de toneladas de produtos. Esse volume deve alcançar 130 milhões de toneladas em 2024.

O Programa Nacional de Dragagem  abrange 18 portos brasileiros e busca atrair para o país o que há de mais moderno na tecnologia de dragagem praticada em todo o mundo. O  resultado, diz o secretário, vai ser "uma mudança na forma de fazer atividade portuária no Brasil", com  reflexo sobre os preços de produtos exportados e importados.

O Brasil está em 61º lugar no mundo no trâmite para liberação de mercadorias. Para mudar essa situação, vai ser desenvolvido a partir de abril pela o Projeto Porto sem Papel, que vai começar nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. O objetivo é integrar as atividades da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Marinha e a Autoridade Portuária.

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MEIO AMBIENTE

Ruralistas e ambientalistas ainda discutem Código Florestal

DCI - São Paulo/SP

BRASÍLIA - O confronto entre ruralistas e ambientalistas no governo federal deverá ser amenizado no início de 2010. Já há cinco pontos de convergências sobre a revisão do Código Florestal. Até março, uma nova proposta será acordada. Mas, no Congresso Nacional, há fortes atritos sobre a concessão de novos benefícios a proprietários rurais responsáveis por desmatamentos irregulares.

Uma trégua momentânea foi acertada no último dia 11, quando o governo atendeu reivindicação da Bancada Ruralista, ao editar o Decreto 7.029, que dilatou para junho de 2011 o prazo para a regularização em cartório das áreas de reserva legal dos imóveis. A medida também suspendeu a cobrança de multas diárias de até R$ 500 por hectare de quem usou ou desmatou essas áreas.

Entre os cinco pontos que estão em aberto para discussão até março, já há consenso entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura sobre quatro questões. O principal ponto de desequilíbrio é quanto à reserva legal a ser respeitada pelas pequenas propriedades cujas construções foram feitas às margens de riachos. A legislação prevê que essa distância tem que ser de pelo menos 30 metros da margem do riacho. "Milhares de propriedades estão nessa situação e os donos simplesmente não têm condições de fazer a mudança exigida na lei", criticou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Em sintonia com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o Ministério da Agricultura defende a ideia de que os estados tenham autonomia para definir a melhor forma de resolver esse problema, proposta não foi aceita pela área ambiental.

De acordo com o ministro, o governo já conseguiu construir um consenso sobre as questões relativas ao plantio em áreas de topos de morros, em várzeas e em encostas, sobre a compensação da reserva quando tem que ser feita fora do estado, fora da bacia, mas dentro de um mesmo bioma. Segundo ele, existe um acordo também para a possibilidade de somar a necessidade de reserva legal com florestas de proteção de beira de rio em caso de propriedades com até 150 hectares. Há entendimento também, de acordo com Stephanes, sobre a possibilidade de se plantar parte de florestas comerciais.

Negociações
As discussões devem ser retomadas ainda neste mês. Por enquanto, surte efeito a estratégia dos ruralistas de adiar a exigência até que haja a redefinição do conceito de reserva legal com base nas características de cada estado e dos respectivos biomas.

A ideia é estender para o País a experiência do governo de Santa Catarina, que modificou de 30 para 5 metros a distância das matas ciliares. "Não atendemos os ruralistas que querem acabar com a reserva legal", reagiu o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

"As pessoas não precisam ter preocupação em fazer essa averbação", prega o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), autor de Projeto de Lei 5.367/2009 que estabelece competência a cada estado para definir a reserva legal das propriedades. Esse e outros projetos estão em análise em comissão especial implantada este ano para discutir o tema.

"Nós vamos ter uma legislação nova, que com certeza vai resolver essa questão ambiental. Nós vamos trabalhar para mudar esse conceito de reserva legal", prevê o presidente da bancada ruralista. Ele elogiou a dilatação do prazo, porque, sem isso, cerca de 3 milhões de produtores rurais estariam na ilegalidade.

Em tom semelhante, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também acha difícil atender a regularização exigida, mesmo que o prazo tenha sido dilatado. Para, ele há dificuldades para o agricultor, o pecuarista e o próprio governo. "Haverá muita dificuldade, mas é o que foi estabelecido", reconhece. "O volume é muito grande. São milhões de propriedades", afirma.

Medida provisória
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), defende que o novo Código Florestal saia por medida provisória. Vale destacar que a bancada ligada ao setor não só é grande como muito atuante, principalmente na Câmara dos Deputados.

Uma das diretrizes dos ruralistas está no livro "Reserva Legal", recentemente lançado pelo deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Na obra, ele argumenta que "não cabe ao proprietário rural arcar sozinho com os problemas ambientais, que é de toda a sociedade".

"Como se não bastasse a moratória com a dilatação da averbação, que pode chegar até a R$ 13 bilhões em multas e infrações de crimes ambientais anistiados para grandes empreendimentos agropecuários, a bancada ruralista ainda pretende cometer coisas ainda mais graves", acusou, por sua vez, o líder do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP).

Já há cinco pontos de convergência entre ruralistas e ambientalista sobre a revisão do Código Florestal. Mas no Congresso há atritos sobre a concessão de benefícios a proprietários que desmataram.

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OUTROS

Entidades e empresas não fecham acordo para o preço do tabaco na atual safra

Canal do Produtor - Brasília/DF

Dirigentes das entidades dos produtores de tabaco e das empresas fumageiras, não conseguiram firmar acordo sobre o preço do produto da safra atual no encontro realizado nos dias 13 e 14/01 na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – FARSUL, em Porto Alegre.

Os fumicultores estão pedindo 19,5% de aumento sobre a tabela do ano passado. A Aliance One apresentou proposta de 10,2% de reajuste; a Kannenberg propôs 10% e a Souza Cruz 6,10%. A Universal Leaf solicitou mais algumas semanas de prazo para ver a definição do mercado internacional. A representação dos produtores, formada pelas Federações de Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura dos três estados do sul e Afubra, não aceitou nenhuma das ofertas por terem ficado muito abaixo do solicitado. A negociação ficou em aberto e nova rodada deve ocorrer nas próximas semanas. Frente ao impasse, a representação dos produtores recomenda que os fumicultores não comercializem o produto abaixo da média de R$ 6,79 por quilo, ou R$ 101,85 a arroba para o Tipo TO2.

Nos dois dias de encontro também foram avaliadas as perdas causadas pelas enchentes. O coordenador da Comissão do Fumo da FARSUL, Mauro Flores, informou que o percentual estimado pelas empresas fica entre 8 e 15%. Mauro ressalta que levantamento da comissão sinaliza perdas acima de 20% porque há muito fumo que está secando no pé devido ao excesso de umidade. “Os prejuízos começaram em outubro, seguiram em novembro e se agravaram agora”, salienta Mauro.

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POLÍTICA

Embaixador afegão pede apoio do Brasil na agricultura

Limão - - ECONOMIA

O Afeganistão pretende obter o apoio do Brasil para desenvolver a agricultura. O objetivo é oferecer alternativas de trabalho aos jovens que são recrutados pela guerrilha do grupo fundamentalista Taleban, segundo disse hoje o embaixador afegão Said Jawad.

O diplomata se reuniu com funcionários da estatal Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para discutir o envio de técnicos brasileiros que ajudem a aumentar o cultivo de uvas, trigo, romãs e damasco.

"Existe um número grande de jovens que se unem ao Taleban porque lhes prometem o paraíso e lhes pagam bem. Para tirá-los disso, precisamos oferecer emprego. E para isso precisamos desenvolver nossa agricultura", disse Jawad.

O embaixador afegão também se reuniu com funcionários da Agência Brasileira de Promoção à Exportação (Apex) e pediu auxílio para ampliar a venda de produtos afegãos para além dos países vizinhos.

Jawad é embaixador do Afeganistão em Washington, mas exerce a função de representante não presente do país da Ásia Central na Argentina, Brasil, Colômbia e México.

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SUINOCULTURA

Carne suina: ABCS divulgará livretos de cortes comerciais no varejo

Safras & Mercado

SAFRAS (14) - A partir de março, através de parceria com a Associação Brasileira de Supermercados - ABRAS, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos - ABCS - distribuirá a supermercados de todo o pais 30 mil livretos, de 32 páginas, sobre a carne suína vista como oportunidade de negócio no varejo. O livreto aborda o interesse do cliente pelos novos cortes, informações nutricionais destinadas a minimizar o impacto do preconceito sobre as vendas e aspectos da produção, do armazenamento e da apresentação da carne suína nas lojas. A Revista da ABRAS atinge a quase totalidade do setor varejista brasileiro e serve como referência de informações do segmento. A distribuição do encarte é fruto ainda de um acordo realizado entre o ex-Presidente da ABCS, Rubens Valentini, e o Presidente da ABRAS, Sussumo Honda, no âmbito de entendimentos desenvolvidos no Protocolo de Fomento do Consumo da Carne Suína, firmado sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio. A impressão dos livretos faz parte do convênio com o MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) que inclui ainda produção e divulgação de um catálogo com fotos, apresentando técnicas de cortes utilizadas na carne suína, com demonstração dos passos necessários para confecção dos cortes destinados aos diversos mercados, além do DVD com um curso de mais de duas horas, com de passo a passo dos cortes comercias: filé mignon, coxão mole, alcatra, picanha, entre outros. "Uma oportunidade única de crescimento para os profissionais de açougue e de melhoria de desempenho para os varejistas", explica o presidente da ABCS, Irineu Wessler. Contrapartida ao Programa Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura - PNDS, o objetivo da divulgação é auxiliar na reestruturação da oferta de carne suína in natura que vem sendo realizada pela ABCS, com a meta de ampliar em dois quilos per capita o consumo de carne suína no país, no prazo de três anos. Por meio de uma nova forma de comercialização do produto, o mercado varejista vai se aproximar mais dos interesses e expectativas dos seus clientes nas lojas, afirma Irineu Wessler. Segundo ele, "para alcançarmos as metas estabelecidas e revertê-las em reações positivas para toda a cadeia produtiva é preciso prestar atenção no cliente. Esse é o conceito dos projetos desenvolvidos pela ABCS", conclui Wessler. Com informações da assessoria de imprensa da ABCS. (AB)

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