


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 770,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 46,70/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 23,00/sc |

DESTAQUES
COMMODITIES
GRÃOS
INSUMOS
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
AGRICULTURA FAMILIAR
AGROECONOMIA INTERNACIONAL
BIOENERGIA
CRÉDITO RURAL
FEIJÃO
FUNDIÁRIO
OUTROS
Integrantes da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da FAEP reuniram-se nesta segunda-feira (14), em Curitiba, para discutir propostas que visam o aprimoramento da Instrução Normativa Nº 17 do Ministério da Agricultura, que estabelece a norma operacional do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
Durante o encontro, o representante da FAEP no Comitê Técnico Consultivo do Sisbov, Ronei Volpi, ressaltou a importância da mobilização dos representantes pecuaristas do Paraná para que o País avance nas questões de rastreabilidade. “Quanto a esse assunto, desde 2003, o Brasil prometeu muito e cumpriu muito pouco. Em todas as auditorias da União Européia desde aquele ano são recorrentes as recomendações dos europeus”, criticou.
Ao citar a atual presença de auditoras da União Européia (UE) no Brasil, Volpi defendeu maior profissionalismo do setor para atender as exigências do mercado europeu de carne. Ao defender um maior preparo dos pecuaristas para o trabalho de rastreabilidade, ele afirmou que essa melhor capacitação é possível por meio das ações voltadas à aprendizagem rural.
“O SENAR-PR é peça fundamental para a qualificação dos produtores e formação dos funcionários das propriedades”, disse. Segundo Volpi, os prestadores de serviço da entidade podem ser envolvidos em iniciativas que deverão contribuir para uma maior eficiência da rastreabilidade dos animais criados no Paraná. “O País não pode prescindir hoje de um sistema de rastreabilidade”, acrescentou.
Entre os assuntos discutidos pelos participantes da reunião, esteve o treinamento de auditores do Ministério para que possam fazer auditorias de acordo com as regras internacionais “O Ministério da Agricultura convocou todos os auditores fiscais dos estados autorizados a exportar carne à UE para treinamento com os auditores europeus. Ao todo, são 200 auditores treinados”, explicou o representante da FAEP.
Ao ser discutido um maior envolvimento dos pecuaristas nas ações referentes à rastreabilidade dos animais, o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da FAEP, Rogério Berger, cobrou uma maior atuação dos governos estadual e federal no cumprimento de suas obrigações. “Cabem a nós produtores vacinar, reastrear, acompanhar e embarcar os animais. Já o governo vai ter que cumprir com a parte dele. Nós cumprimos com a nossa”, disse.
Chega a Maringá nesta terça-feira (15) a fase regional e mais avançada do programa para o Desenvolvimento de Lideranças Sindicais. Na segunda e também na terça o encontro acontece em Londrina. Na semana passada já houve a capacitação em Pato Branco e Cascavel e ainda haverá encontros em Curitiba (28 e 29/04).
Os participantes se reúnem por dois dias para estudar e debater os temas "Negociação", "Parcerias Estratégicas" e "Mobilização". Haverá encontros para tratar de "Política Econômica e Agrícola" e "Organização Social, Poder e Participação Política". O desafio colocado aos líderes sindicais, nesta fase, é para que se mobilizem e façam parcerias no processo de reestruturação dos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária (CSAs) – dentro do esforço maior de recuperar para o Paraná a condição de “área livre de febre aftosa, com vacinação”.
O aumento dos estoques
finais norte-americanos provocou pressão nos preços na Bolsa de Chicago
no dia da divulgação do relatório de
abril. Num primeiro momento, as cotações
em Chicago esboçaram um movimento de alta haja vista a realização de
lucros por parte dos investidores e a procura de melhor
posicionamento das suas carteiras. No
encerramento da semana, as cotações fecharam em baixa, tendo como pano
de fundo o clima de intranqüilidade que reina na economia americana e a
situação da paralisação dos produtores argentinos que afeta o mercado
supridor internacional.
Na quarta-feira (9
de abril) os futuros para maio/08 fecharam em US$ 28,94/saca
de 60 kg. Na quinta-feira houve uma reação alcançando US$
29,89/saca e no encerramento da semana, na sexta-feira (11),
os contratos para maio/08 encerraram a US$ 29,38/saca.
topo
O
setor agropecuário pouco tem se preocupado com o licenciamento
ambiental, até porque poucas são as atividades do setor que precisam
obtê-lo. A crescente responsabilidade com os impactos das ações do
homem no meio ambiente, principalmente de atividades com potencial
poluidor, fez com que novos processos de licenciamento fossem criados.
Com isso, a preocupação que até recentemente era apenas da
suinocultura, agora abrange outras atividades.
No
caso do Paraná, atualmente, a avicultura e a piscicultura também
passaram a necessitar de licenciamento, procedimento pelo qual o órgão
ambiental competente permite a localização, instalação, ampliação e
operação de empreendimentos ou atividades utilizadoras de recursos
naturais.
Só está apto a receber a Licença Ambiental
o empreendedor que atender todos os requisitos básicos exigidos pelo
Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e entregar a documentação
solicitada. O empreendedor deve publicar que está requerendo a licença
no Diário Oficial do Estado e em periódico de grande circulação, no
prazo de 30 dias, sob pena de não receber a licença.
A
FAEP está participando da discussão sobre a modernização do processo de
licenciamento no Estado, tentando garantir que as propostas do setor
sejam atendidas e implementadas. No próximo artigo falaremos
mais sobre os novos tipos de licenciamento e as isenções aos pequenos
produtores rurais.
Gazeta do Povo
Cerca de 250 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam na manhã do último sábado (12) a Fazenda Itapema, em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná. De acordo com a coordenação regional do MST, a ocupação faz parte da Jornada Nacional de Luta Pela Reforma Agrária, que se estende até a próxima quinta-feira, dia 17, em todo país. Nesta data o movimento lembra os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, que matou 19 camponeses.
De acordo com o MST, a ocupação abre as manifestações da jornada nacional no Paraná. Uma série de outros protestos também deve marcar a semana, conhecida como “abril vermelho”, mas essas manifestações são mantidas em sigilo pela coordenação do movimento.
A área invadida no final de semana já havia sido desapropriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em janeiro e, de acordo com a assessoria de imprensa da superintendência regional do órgão no Paraná, o processo será concluído dentro de uma semana. O Incra também garantiu que a ocupação não interfere no processo, ao contrário do que acontece com processos que estão em fase de vistoria. Nestes casos, se a propriedade for invadida, antes da desapropriação, o processo volta à estaca zero e a fazenda só pode ser negociada novamente depois de dois anos.
Segundo o Incra, no caso específico da fazenda Itapema, basta agora que a procuradoria do órgão ajuíze a ação na Justiça Federal, para que os lotes possam ser demarcados. A fazenda tem 793 hectares.
As famílias que agora ocupam a área estavam acampadas na margem da estrada que dá acesso à propriedade desde fevereiro de 2006. De acordo com a coordenação do MST, pelo menos seis mil famílias permanecem acampadas nas margens de estradas no Paraná.
No Brasil
Na
semana passada, ocorreram invasões de terras em cinco Estados, as
quais, segundo o MST, servem para denunciar a ineficiência do programa
de reforma agrária e cobrar investimentos públicos em assentamentos do
governo federal, desde o começo do mês.
O MST, com
as novas
invasões, anuncia que deseja que o governo providencie o assentamento
das 150 mil famílias acampadas, a criação de uma linha de crédito
efetiva para produção de assentados e o atendimento da demanda de
construção de mais de 100 mil unidades de habitações rurais.
Somente
nesta segunda-feira (14) foram invadidas propriedades rurais em
Pernambuco. Em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, cerca de 700 pessoas
levantaram barracas dentro da fazenda Southal, depois de uma marcha
realizada pela manhã na BR-290.
No interior de São
Paulo,
na região de Bauru, 600 famílias ocupam uma área de 5.400 mil hectares
desde sábado. Segundo o MST, a área é utilizada para o plantio de
eucalipto e cana-de-açúcar e está no centro de uma região com 10 mil
hectares de terras reconhecidas como devolutas. Além disso, 15 mil
hectares de terras são improdutivos no município. As famílias
reivindicam que as áreas se transformem em assentamentos. Atualmente,
1.600 famílias estão acampadas no estado.
Em
Roraima, 500
trabalhadores rurais ocuparam na manhã de sexta-feira um fazenda do
governo federal de 4.000 mil hectares. Os trabalhadores já montaram
barracas e pretendem ficar até que as reivindicações sejam atendidas
pelos governos.
Na Bahia, cerca de 550 famílias do
MST
ocupam a Fazenda Bela Manhã, do grupo Aracruz Celulose, em Teixeira de
Freitas, desde 5 de abril.
No Pará, trabalhadores
mutilados
e as viúvas dos agricultores assassinados no massacre de Eldorado do
Carajás acampa em frente ao Palácio dos Despachos, sede do governo do
Estado, desde segunda-feira passada.
Gazeta do Povo
Karlos
Kohlbach
No
início da tarde fila chegou aos 30 km. Previsão era que durante a
madrugada de terça todos os caminhões entrassem no pátio de triagem
Um problema na estação telefônica da operadora Brasil Telecom no bairro Boqueirão, em Curitiba, derrubou o sistema Carga Online da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A falha, na noite de domingo (13), interrompeu a comunicação do sistema de dados do pátio de triagem com a Appa e provocou uma enorme fila de caminhões ao longo da BR-277. Às 20h30 desta segunda-feira (14), a fila estava em 17 km e a estimativa do Porto era de que durante a madrugada desta terça-feira (15) a fila fosse absorvida.
O problema na estação da Brasil Telecom foi solucionado ainda pela manhã - às 8h20. Mas foi no início da tarde que o reflexo da falha foi dimensionado. A fila de caminhões parados no acostamento chegou a 30 km - 25 km na BR-277 e 5 km na BR-116. Os caminhões tiveram de ser parados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116 para evitar que os veículos ficassem estacionados ao longo da Serra do Mar - assim como é feito durante a Operação Safra, da PRF. No fim da tarde, a fila diminuiu, mas voltou a aumentar entre 19h e 20h.
A longa fila se formou porque antes da entrada do caminhão no pátio de triagem, todas as informações da carga e do veículo são digitalizadas - o que não pôde acontecer, de 21h de domingo até as 8h20 desta segunda - por causa do problema no sistema.
Segundo o Departamento de Informática e Organização (Deinfo) da Appa, o problema no sistema Carga Online foi a queda de um link de dados da empresa Brasil Telecom, que afetou grande parte de Paranaguá e outras cidades do litoral. O problema interrompeu a comunicação de dados do pátio de triagem com a Appa.
Crescimento
superou em 6,4% mesmo mês do ano passado
Agência Brasil
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 4,776 bilhões em março e superaram em 6,4% as de março de 2007. No acumulado dos últimos 12 meses, o valor é recorde, de US$ 60,5 bilhões. Descontados os US$ 837 milhões em importações, o superávit de março foi de US$ 3,939 bilhões.
No primeiro trimestre, os produtos exportados já geraram US$ 13 9 bilhões em receitas, um aumento de 17,8% em relação a igual período no ano passado. Apesar da queda nas receitas de alguns produtos, as dos grandes setores cresceram: carnes, 15 5%; soja, 6,7%; e café, 14,8%, refletindo o aumento nos preços internacionais, segundo o Ministério da Agricultura.
Milho e arroz se destacaram pelo crescimento acentuado nas exportações. No primeiro caso, a receita aumentou 154,2%; a quantidade, 117,4%; e os preços, 16,9%. No segundo, um item tradicionalmente importado pelo país, as vendas renderam US$ 12 8 milhões no ano, com aumento de 375,4% no volume e de 38% nos preços.
As importações cresceram 9,1% em relação a março do ano passado e 49,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2007. O valor neste ano somou US$ 3 bilhões e as altas se devem, principalmente, s compras de trigo, cevada e papel.
Os Estados Unidos lideram o destino das exportações do agronegócio, com US$ 450 milhões em março, seguidos pelos Países Baixos, com US$ 420 milhões 13% a mais que há um ano. Apesar do embargo da União Européia carne bovina in natura, o bloco econômico elevou em 6,9% as compras de produtos brasileiros.
Folha de S. Paulo
MAURO
ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br
Se o PIB (Produto Interno Bruto) crescer 4,5% neste ano, o consumo total de carnes no Brasil deve atingir 6,24 milhões de toneladas, 1,4% a mais do que em 2007, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada).
DIVISÃO
Na
avaliação mais realista do Cepea, haveria o abate de 16,1 milhões de
cabeças de bois, 1,02 bilhão de frangos e 6,36 milhões de suínos. Os
resultados partem de estimativas de elasticidade-renda calculadas por
Thiago Carvalho, do Cepea.
EFEITO CHINA
A
presença chinesa no mercado de soja deu sustentação ontem à oleaginosa
no mercado internacional. Alguns analistas acreditam que a commodity
volte a US$ 14 por bushel nos próximos dias. O milho seguiu a soja, mas
o trigo caiu.
UM ANO DIFERENTE
O produtor precisa ficar atento à comercialização da soja da safra 2007/8. Anderson Galvão, da Céleres, diz que a retenção oferece risco de perda ao produtor. Os contratos do segundo semestre mostram queda nos preços.
VENDA IMEDIATA
O ideal para o produtor é fazer vendas imediatas e aplicar o dinheiro no mercado financeiro. Outra opção é usar o dinheiro para antecipar a compra de insumos para 2008/9, diz Galvão. Apenas uma forte frustração de safra nos Estados Unidos reverte esse cenário.
LUCROS EM ALTA
Outra gigante anuncia gordos lucros. No terceiro trimestre deste ano fiscal -terminado em fevereiro-, a Cargill Inc. obteve lucro líquido de US$ 1,03 bilhão, 86% a mais do que em igual período anterior. Em nove meses, os ganhos somaram US$ 2,9 bilhões, 69% a mais.
DE ONDE VIERAM
A empresa obteve ganhos maiores em quatro dos cinco segmentos em que atua. Os maiores lucros vieram dos negócios e processamento de grãos. As vendas de fertilizantes, com forte demanda global, também aumentaram substancialmente os lucros da empresa.
MARCAR PRESENÇA
Comitiva
de brasileiros vai a evento de criadores norte-americanos da raça
Brahman, em maio, no Texas. Além de buscar conhecer melhor a pecuária
de lá, a intenção é marcar presença e convidar os norte-americanos para
evento semelhante da raça Brahman no Brasil, diz Amauri Dimarzio.
SACA A R$ 110
A perda de qualidade do feijão derrubou os preços no mercado paulista. A saca do tipo carioquinha caiu para até R$ 110. A queda foi de 14,3%, ontem, com os preços médios ao produtor recuando para R$ 120.
O Estado
de S. Paulo
Os
contratos de soja tiveram forte valorização na Bolsa de Chicago (CBOT)
ontem. O futuro para entrega em maio fechou em alta de 3%, cotado a US$
13,7250/bushel. As cotações foram puxadas por compras de especuladores
diante do dólar fraco, do bom desempenho de outras commodities e, em
especial, da alta de preço dos óleos vegetais. Rumores de que geadas na
Argentina afetaram as lavouras de soja e as incertezas sobre a retomada
do protesto ruralista no país mantêm os vendedores fora do mercado.
Levantamento
mostra que Brasil colherá mais de 140 milhões de toneladas
Mapa
Bons
preços no mercado e uma melhor distribuição de chuvas são os principais
fatores que impulsionam a safra 2007/2008 de grãos que já é superior em
6,8% ao ciclo passado (131,7 milhões de toneladas). O resultado do
sétimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de
140,8 milhões de toneladas, valor recorde.
Além das
boas
condições climáticas registradas nos últimos quatro meses,
principalmente no Nordeste, o aumento na produtividade do milho 1ª
safra e da soja, impulsionada pelos bons preços no mercado e pelo uso
de novas tecnologias, também contribui para o crescimento da safra.
A soja saiu dos 58,4 milhões toneladas da
safra
passada para 59,9 milhões toneladas, um aumento de 2,7%. Já o milho
segunda safra, que estava em 14,8 milhões toneladas, chega agora a 17,4
milhões toneladas, um acréscimo de 18,1%. O feijão 2ª safra teve
crescimento de 39,6%, passando de 996,6 mil toneladas para 1,4 milhão
de toneladas. A primeira safra do grão está totalmente colhida e o
plantio da 3ª safra começa no final de abril. Também neste mês começa o
plantio de trigo. Os primeiros números constarão da próxima pesquisa.
Crescimento foi de 46,2 milhões de
hectares do período passado para 46,7 milhões
Mapa
A
área total plantada é 1,1% maior, passou de 46,2 milhões de hectares do
período passado para 46,7 milhões hectares. Em relação ao arroz, a área
diminuiu em todos os estados, exceto no Rio Grande do Sul, maior
produtor nacional, onde há incremento de 11,2% (107,2 mil ha). Esse
resultado ocorreu principalmente em função da retomada das áreas que
deixaram de ser plantadas na safra anterior devido à escassez de
chuvas. Já a área de algodão está praticamente definida, totalizando 1
milhão de hectares.
O estudo de campo foi feito no
período de
10 a 14 de março, com a participação de 39 técnicos que percorreram 350
municípios em todo o país. Eles entrevistaram 1.053 consultores de
órgãos dos governos federal, estadual e municipal.
Gazeta Mercantil
A expectativa de que a tonelada dos fertilizantes na safra 2008/09 fique até 50% mais cara pode reduzir a área plantada e a produção de algumas culturas no País. Se valorização deste insumo chegar a estes patamares, o produtor de soja em Rondonópolis (MT), por exemplo, deverá ficar com um custo de produção em torno de 20% maior. De acordo com a AgraFnp, na safra 2007/08, em Rondonópolis, o produtor gastou R$ 1.100 por hectare só com o desembolso de capital, sem levar em conta a parte contábil e outros fatores como o índice de depreciação das máquinas utilizadas.
Com esse cenário, Seneri Paludo, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea), afirma que a produção poderá ser prejudicada, principalmente se a logística for desfavorável, como é o caso de Mato Grosso. "Atualmente, os preços pagos ao produtor estão em um bom patamar. Mas se ocorrer uma inversão de custo, com preços pagos em baixa e custos em alta, a produção será prejudicada".
Fábio Turquino Barros, analista da AgraFnp, diz que o fertilizante corresponde entre 35% e 40% no custo de produção da oleaginosa. Segundo ele, os preços desse insumo acompanham relativamente a evolução das cotações das commodities, que são impulsionadas pelo aumento da demanda mundial por alimentos. "Isso pode significar um aumento de custo significativo para a próxima safra no País", avalia. Entretanto, ele lembra que deve ser levado em consideração que outros produtos como fungicidas e herbicidas para agricultura convencional tiveram uma queda nos preços, o que pode amenizar os gastos.
Em Goiás, onde o custo da produção da soja é de R$ 1.230 por hectare, na cidade de Rio Verde, de acordo com a AgraFnp, registrou-se um aumento de 23% da safra passada para a atual. De acordo com Alécio Maróstuca, presidente da Comissão de Grãos da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), o custo da saca passou de R$ 26,00 na safra 2006/07 para R$ 32,00 na atual. "Na média, os produtores que venderam parte da safra antecipada para poder plantar, receberam R$ 27,00. Isso não cobre nem os custos", lamenta. Ele revela que o produtor está receoso e se o preço cair muito, pode haver uma redução de soja na próxima colheita no estado. Ele acrescenta que para o feijão irrigado, os fertilizantes subiram até 120%.
Flávio Turra, gerente técnico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), revela que o custo médio de fertilizantes para a soja é de 12% no valor de cada saca. Somado aos defensivos, o custo sobe para 25,5%. "Isso sem contar os custos operacionais", avisa. Segundo a AgraFnp, o produtor de Cascavel gasta cerca de R$ 1.200,00 por hectare de soja plantado. Ele diz que a dependência externa em torno dos fertilizantes deve favorecer o aumento dos preços na próxima safra. "Em 2007, o País importou 67% da matéria prima utilizada. Para 2010, a expectativa é de 89%".
Ontem, o indicador diário do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) para a soja, apontava o valor de R$ 44,70 para a saca (60 quilos), uma valorização de 4,49% em relação a março. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Roberto Tenório)
O Estado de S. Paulo
Segundo
ministro, só os alimentos distorcem os índices
Nalu Fernandes
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considera o desempenho do Brasil quanto à inflação muito satisfatório. "Tirando alimentos, a inflação está bem comportada", afirmou, durante evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York. "Inflação de commodity é do mercado internacional."
Ao ser questionado se, por conta dessa avaliação, o Banco Central (BC) deveria passar a ter como meta o núcleo do índice de inflação, que exclui alimentos e energia, Mantega, visivelmente contrariado, disse que não caberia a ele dizer o que o BC deveria fazer. "Não sou eu quem vai dizer. O BC que sabe o que vai fazer", disse.
O ministro disse que o País é um dos que têm melhor controle da inflação entre os emergentes. "Há razões bastante claras para elevação da inflação", disse, em referência a preços maiores de commodities. "Não se deve à inflação estrutural."
Para Mantega, o Brasil pode tirar vantagem da alta dos preços agrícolas para aumentar a produção alimentos. Ainda com relação a preços mais elevados dos alimentos no mundo, ele acrescentou que "seria importante que os EUA retirassem as tarifas sobre etanol brasileiro e deixassem o preço do milho cair". Mas, para Mantega, os "preços maiores de commodity não ameaçam o projeto de etanol brasileiro".
Com relação à valorização da moeda brasileira, o ministro estima que "há alguma vantagem na valorização do real, que é permitir acesso a maquinário moderno". Durante a palestra, o ministro avaliou para os investidores que o País tem posição fiscal sólida, pouco depois de analistas de agências de classificação de risco observarem que precisariam de mais sinais do Brasil em relação ao comprometimento na área fiscal.
As agências citaram o potencial de crescimento do País em cerca de 4% a 4,5%. Mas, aos jornalistas, Mantega disse que as avaliações de PIB potencial representam o mesmo que "olhar pelo retrovisor".
O Estado do PR
Ligia
Martoni
Pequenos
produtores da região de Lapa e Contenda ainda amargam os prejuízos de
não conseguirem quitar suas dívidas junto aos bancos e à União. A prova
é que muitos têm perdido suas terras, bens e maquinários por não arcar
com o montante de financiamentos feitos há quase 15 anos. Hoje, na
Lapa, acontece o segundo leilão realizado pelos bancos para execução
das dívidas dos agricultores, com 61 itens à venda. Além dos
maquinários, 20 propriedades onde vivem e trabalham as famílias serão
leiloadas.
Os devedores que têm perdido suas terras são pequenos produtores de batata, feijão e cebola, membros de famílias agricultoras tradicionais. Entre os anos de 1994 e 1998, eles obtiveram financiamentos junto aos bancos em uma época de incentivo à produção desses itens. “Mas no mesmo período abriu-se as portas para o mercado livre do Sul e os produtos da Argentina vinham com preço abaixo do nosso custo”, lembra o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (SRT) de Contenda, Miguel Treziak.
A difícil concorrência, aliada a perdas por questões climáticas e aos altos juros cobrados à época, levou muitos agricultores a contrair dívidas que se tornariam verdadeiras bolas-de-neve. “Hoje, são em média 60 agricultores das regiões de Contenda e Lapa nessa situação”, contabiliza o sindicalista. Parte dessas dívidas foi repassada dos bancos à União, sendo que as que já estão indo à execução são as que continuam nas mãos das instituições financeiras. “Mesmo assim, os que devem à União acabarão tendo o mesmo fim”, lamenta o assessor jurídico da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), João Batista de Toledo.
O advogado afirma que os agricultores não pedem o perdão das dívidas, mas uma readequação do custeio, sem implicação de tantos juros e correção monetária. “Não acontece em outra parte do mundo o que estamos vendo aqui: por financiamento de custeio de uma lavoura, nem mesmo vendendo uma propriedade inteira se paga a dívida. Se não houver compreensão do governo e dos bancos nesse sentido, haverá uma reforma agrária aos inversos, tirando a terra de pessoas que a têm como sua única fonte de subsistência e tornando-as sem terra”, teme o assessor.
Folha de S.Paulo
Pesquisa de mercados e negociações de temas sanitários serão prioridades
Cargos serão criados por decreto presidencial após meses de negociação nos bastidores entre Itamaraty e Ministério da Agricultura
IURI
DANTAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após meses de negociação nos bastidores entre os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, o governo decidiu criar o cargo de adido agrícola em oito embaixadas no exterior para pesquisar mercados e facilitar negociações sobre temas sanitários.
Os cargos serão criados por meio de um decreto presidencial, cujo texto está na Casa Civil da Presidência e será publicado no "Diário Oficial" da União nos próximos dias.
Os destinos escolhidos foram as embaixadas brasileiras na Argentina, na China, no Japão, na Rússia, nos Estados Unidos, na África do Sul, em Bruxelas -por ser a capital da União Européia- e em Genebra, onde fica a sede das Nações Unidas na Europa.
O Itamaraty não comenta o assunto oficialmente. A assessoria de imprensa do ministério confirmou apenas que o texto do decreto presidencial já passou por lá, e que o diálogo técnico foi concluído.
Segundo a Folha apurou, os diplomatas brasileiros resistiram à idéia, não queriam o título de "adido" e insistiam para que os ocupantes dos postos recebessem algum treinamento em diplomacia. O Itamaraty também tinha o receio de nomeações políticas.
Para resolver esses detalhes, ficou acertado que os futuros adidos agrícolas deverão ser funcionários concursados do Ministério da Agricultura -veterinários ou engenheiros agrônomos. Depois de escolhidos, eles ainda passarão por treinamento no Instituto Rio Branco durante seis meses, antes de assumir as funções.
O Ministério da Agricultura espera que os primeiros adidos agrícolas iniciem o trabalho dentro de no máximo nove meses, provavelmente ainda neste ano.
Um dos maiores produtores mundiais de grãos, o Brasil entra atrasado nessa seara. Muitas embaixadas estrangeiras localizadas em Brasília, por exemplo, contam com especialistas nessa área há décadas.
Funções
Na
prática, os adidos não serão apenas auxiliares dos diplomatas. A idéia
é dar autonomia a esses técnicos para um trabalho independente.
Sozinhos, deverão fazer a prospecção de mercado para setores específicos da agricultura, para identificar produtos do agronegócio brasileiro que não entram em determinados países ou cuja exportação pode aumentar.
Como haverá apenas oito adidos inicialmente, serão responsáveis por uma série de assuntos e regiões. De Pretória o técnico acompanhará todo o mercado africano, por exemplo. Em Genebra, vai monitorar discussões e mudanças em regras sanitárias.
Uma outra função importante será auxiliar grupos do agronegócio brasileiro em compras internacionais, fornecendo informações gerais sobre o mercado de tratores ou colheitadeiras, por exemplo, em determinado país.
"É uma reivindicação histórica do setor, há muito tempo estamos pedindo isso porque é uma absoluta necessidade. O embaixador e a sua equipe diplomática não têm obrigação de conhecer a rotina do comércio e entender a linguagem do mercado", disse Gilman Viana Rodrigues, secretário de Agricultura de Minas Gerais e presidente do Conseagri (Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura).
Frase
"É uma reivindicação histórica do setor, (...) é uma absoluta necessidade"
GILMAN
VIANA RODRIGUES
presidente do Conseagri (Conselho Nacional dos
Secretários de Estado de Agricultura).
O
Estado de S.Paulo
(Ilan Goldfajn) (Artigo)
Há protestos em toda parte: Argentina, Egito, Haiti ou Tailândia. A alta dos preços do alimento no mundo está fazendo estragos. O Banco Mundial alertou que há risco de aumento da pobreza, desnutrição e violência nos países mais pobres. Na China e na Índia, a inflação de alimentos subiu de tal forma que está ameaçando a estabilidade política. Muitos países em desenvolvimento já reduziram tarifas para estimular as importações de produtos agrícolas e/ou restringiram as exportações - como na Argentina, o que gerou a crise recente com os agricultores -, o que tem acirrado as disputas nas negociações comerciais no mundo (Rodada de Doha). O que pode estar ocasionando a subida recente dos preços? Como as autoridades econômicas devem reagir a esse fenômeno?
O preço das commodities, de fato, tem subido significativamente. O Continuous Commodity Index (CCI) - que é um índice que representa a média de preço de 17 commodities (soja, milho, trigo, boi, açúcar, café, algodão, cobre, ouro, prata, etc.) - subiu 132% nos últimos cinco anos e 25% só nos últimos 12 meses. Como conseqüência, o preço dos alimentos tem subido no mundo todo. Nos últimos 12 meses, a inflação de alimentos na China foi de 23%; na Rússia, 18%; na Turquia, 12%; no Brasil, 11%. Na Argentina, a inflação foi mais modesta, de 7,7%, só que no mundo de fantasia do índice adulterado pelo governo.
Há razões fundamentais para a subida dos preços. Em primeiro lugar, a incorporação de uma população de milhões de pessoas à economia global nas economias em desenvolvimento - em especial na China e na Índia, agora dedicadas à produção de bens industriais e serviços - demanda cada vez mais alimentos com alta proteína, na medida em que a renda aumenta. Esse fenômeno explicaria por que os preços dos bens industriais tendem a cair, enquanto os dos alimentos, a subir. Uma mudança de preço relativo relevante e permanente.
O segundo fenômeno está relacionado com políticas que pretendem mudar a atual matriz energética no mundo para fontes menos poluidoras. A percepção de vários analistas é que essas novas políticas de combustível acabam desviando recursos da produção de alimentos. Por exemplo, a produção de etanol nos EUA estaria pressionando o preço do milho (e seus derivados), encarecendo os alimentos no mundo todo. Mas se deve reconhecer também que, de uma forma geral, as alternativas para a geração de energia mais limpa dificilmente virão de graça.
Já há vozes de preocupação com uma suposta tendência milenar de encarecimento dos alimentos no mundo e seus efeitos (vide alerta do Banco Mundial). A preocupação com a inflação de alimentos é uma mudança e tanto de paradigma. No passado se acreditava na tendência de queda dos preços das commodities agrícolas de tal forma que condenava os seus produtores à pobreza e se recomendava aos países em desenvolvimento que diversificassem a sua pauta de exportações e/ou substituíssem as importações de bens industrializados por produtos nacionais, para ficarem menos vulneráveis a essa tendência secular de queda das commodities agrícolas. Agora, o caminho é exatamente o inverso. Pode não ser o caso também.
A (mais recente) subida de preços tem também um componente especulativo. Um artigo publicado na revista Barron"s, Commodities: Who"s Behind the Boom?, estima que uma parte relevante das apostas na subida do índice CCI (chamadas de posições compradas nos contratos no mercado futuro) está na mão de investidores não especialistas, enquanto a posição dos especialistas - agricultores, fabricantes de alimentos e outros - é a de apostar na queda dos preços. O artigo leva a acreditar que a posição dos especialistas é sinal do caráter especulativo dos últimos aumentos. Será uma bolha?
Bolhas em ativos são aumentos de preço que são justificados pela crença de que vão continuar subindo ainda mais. Os fundamentos, por si só, não justificariam tal subida. O problema é que toda bolha que se preze tem sempre, concomitantemente, uma explicação fundamental de tal forma plausível que mantém a possibilidade de o aumento não ser uma bolha. Por exemplo, no recente boom imobiliário nos EUA, diversos economistas justificavam a subida de preços como sendo absolutamente racional, em função do aumento de renda e produtividade da economia. Não havia forma científica de provar a existência da bolha. Só agora, com a queda de mais de 11% sobre o ano passado, a evidência parece confirmar que era uma bolha.
Afora o componente especulativo, qual seria a forma de lidar com um aumento de preços dessa natureza? O mundo precisaria crescer de forma mais equilibrada para permitir que a oferta desses produtos acompanhasse a demanda. Mas há um problema de coordenação. A princípio, o fenômeno é global e pode parecer sem relação direta com as suas políticas. Desta forma, os países não combateriam a inflação na mesma intensidade se fosse um fenômeno advindo exclusivamente do seu excesso de demanda. Mas o problema é que, se todos os países agirem dessa forma, o mundo demoraria mais para se equilibrar e a inflação persistiria por mais tempo. Nesse sentido, apesar do custo da crise financeira, a atual desaceleração da economia americana contribui para o combate à inflação global.
Em suma, o aumento recente de alimentos tem gerado conseqüências globais e apreensões quanto ao futuro. Há componentes especulativos nesta alta recente, mas também há razões fundamentais para a subida dos preços: a economia está cobrando o preço do longo ciclo de prosperidade. A desaceleração vinda dos EUA sinaliza o fim desse ciclo. O perigo está em todos os países acreditarem que o problema de inflação vem de fora e, no conjunto, inadvertidamente, prolongarem o período inflacionário e os seus custos.
Ilan Goldfajn, sócio da Ciano Investimentos, diretor do Iepe da Casa das Garças, é professor da PUC-Rio. E-mail: igoldfajn@cianoinvest.com.br
Folha de S. Paulo
Crise provocada pelo aumento dos preços fez com que 30% dos agricultores descumprissem contrato
AGNALDO
BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL
Produtores de biodiesel não estão conseguindo manter o pleno abastecimento das distribuidoras de combustíveis do país. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) admitiu que 30% das entregas previstas para o semestre não foram cumpridas. A inadimplência foi de 54 milhões de litros. A Barralcool, instalada em Barra do Bugres (MT), usina que foi inaugurada pela presidente Lula, foi uma das que pararam a produção, segundo a associação do setor.
Embalados pelo Programa Nacional do Biodiesel, muitos produtores enfrentam agora uma crise que ameaça a sobrevivência de parte do setor. A chave do problema está na elevação do preço da soja, insumo usado por mais de 80% das usinas de biodiesel. O descasamento entre a cotação da matéria-prima e o baixo preço do combustível nos leilões levou a indústria a operar no prejuízo.
"O corte feito por alguns produtores chegou a 20%. Alguns chegaram a cortar 30%", afirmou um executivo de distribuidora. O problema não alcançou o varejo devido ao estoque de emergência de 100 milhões de litros feito pela Petrobrás no começou do ano. As distribuidoras são orientadas a buscar na Petrobrás os volumes de biodiesel equivalentes não entregues pelos produtores.
Segundo avaliações do mercado, a compra suplementar de mais 100 milhões de litros de biodiesel para entrega imediata, feito na semana retrasada pela Petrobrás, ocorreu apenas em razão dos problemas dos produtores e da baixa repentina desses estoques.
Desde o dia 1º de janeiro, as distribuidoras de combustíveis são obrigadas a fazer a mistura de 2% de biodiesel em todo o diesel vendido no país. Com essa mistura, a produção nacional de biodiesel terá de atingir entre 800 milhões a 1 bilhão de litros no ano para atender a mistura compulsória. O setor tem capacidade industrial mais do que suficiente. Atinge hoje cerca de 2,9 bilhões de litros e essa superoferta se tornou mais problema do que vantagem. A baixa demanda interna criou um "estresse de oferta", o que tem conduzido o preço de venda a um patamar incompatível com o custo do óleo de soja.
O
governo lançou um socorro para tentar auxiliar o setor. Uma nova
resolução determinou o aumento de 50% da mistura a partir de 1º de
julho, quando a adição de biodiesel no diesel subirá para 3%. Dois
leilões para compra de 330 milhões de litros foram feitos na semana
passada.
Delicada
O presidente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel), Odacir Klein, disse que a situação dos produtores é delicada neste momento. Para o atual patamar de preços de óleo de soja, o valor do litro teria de superar os R$ 3. No leilão para reforço dos estoques emergenciais, o valor-teto foi de R$ 3,20, e o preço médio de venda em razão da concorrência caiu para R$ 2,55.
Nos leilões feitos pela ANP, o preço médio para cada litro foi de R$ 2,69, com deságio de pouco mais de 4%. Sérgio Beltrão, diretor executivo da Ubrabio, afirma que a elevação da demanda interna com a nova mistura projeta uma necessidade de 1,3 bilhão de litros.
"Ainda não consegue ocupar toda a capacidade disponível, mas ajuda a reduzir o estresse de oferta que existe hoje no setor", diz. A própria Ubrabio acredita que parte do setor não irá suportar por muito tempo a diferença ainda existente entre os preços da matéria-prima e do biodiesel.
Em janeiro, o óleo de soja para
a indústria
custava R$ 2.320 a tonelada. O preço já supera os R$ 2.600. Para a
Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), o
setor deve encontrar outras fontes de matéria-prima além da soja para a
produção de biodiesel.
A situação tem
provocado redução da
produção. A Folha conversou com uma importante processadora de soja
sobre a situação. A posição é a seguinte: da capacidade de 100 milhões
de litros, apenas 22 milhões serão ocupados neste ano.
O
Estado de S. Paulo
Ataque de Ziegler,
comissário da ONU, é feito ao mesmo tempo em que França propõe
restrições ao combustível
Jamil Chade
A França radicaliza e usa a alta dos preços dos alimentos para defender medidas protecionistas na agricultura, uma alta nos subsídios e até o fim da expansão do etanol. Ontem, o governo francês propôs uma ampla ação para combater o aumento nos preços dos alimentos. Paris quer um novo critério para importar o etanol, acusado como um dos culpados pela alta das commodities, e ainda propõe a manutenção das barreiras comerciais contra as importações dos países emergentes.
A proposta foi feita no Conselho de Ministros da Agricultura da União Européia, praticamente ao mesmo tempo em que o relator da Organização das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, afirmava que o etanol seria uma "crime contra humanidade".
O relator pediu que a UE abandonasse sua meta de ter 10% dos carros movidos a etanol até 2020. Em Bruxelas, a UE rejeitou a tese de Ziegler e disse que a meta vai seguir.
Mas a pressão cresce. O governo francês sugeriu ontem que a produção de alimentos da Europa fosse incentivada e protegida para lidar com a inflação no setor. Segundo Paris, a crise poderia colocar 100 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento em situação de pobreza extrema. A União Européia, segundo a França, não poderia ficar passiva em relação a isso.
Para lidar com a crise, os franceses sugerem que a UE não aceite a liberalização do setor agrícola e continue a ser uma produtora de peso. Michel Barnier, ministro da Agricultura da França, deixou claro que isso significa não ceder em nada nas negociações da Organização Muncial do Comércio (OMC) e não aceitar a queda de tarifas e subsídios defendida pelo Brasil.
Para diplomatas brasileiros, a França está se utilizando da crise mundial para legitimar uma posição protecionista que já vinha defendendo. "A UE tem de ser manter como uma potência agrícola", afirmou Barnier, que rejeitou a idéia de países como o Reino Unido de reduzir os bilionários subsídios. Hoje, 45% do orçamento da UE vai para a agricultura e Barnier está convencido de que o volume de subsídios não pode cair. Para a França, na realidade, esses valores devem aumentar e recursos para o desenvolvimento público no bloco europeu deveriam ser redirecionados à agricultura.
A posição francesa deixou o governo brasileiro preocupado, já que Paris assume a presidência da UE em julho, exatamente quando o Brasil gostaria de retomar a negociação comercial entre a UE e o Mercosul. O acordo de comércio não consegue ser fechado diante das diferenças no setor agrícola.
Nem todos dentro da UE concordam com a posição francesa. Há dois meses, a Europa aboliu suas taxas de importação para o trigo para tentar baratear o custo do produto. Para o Brasil, essa pressão nos preços seria mais um argumento para que a liberalização comercial ocorresse na OMC.
Mas os franceses insistem no contrário. "Temos um motivo a mais, com a crise, para sermos cuidadosos e evitar um acordo desequilibrado", disse Barnier, afirmando que as maiores vítimas seriam os países mais pobres. Para ele, "há na agricultura muito liberalismo, muita confiança no livre mercado, com a especulação internacional sobre commodities" que afetam a inflação dos alimentos. "Não podemos deixar um assunto vital como alimentar pessoas à mercê das leis do mercado."
Para lidar com a crise mundial, a França sugeriu ontem que um acordo entre os países ricos para ajudar o desenvolvimento da agricultura nos mercados mais miseráveis do mundo. Outra proposta é a de garantir que esses países pobres não sejam as vítimas da Rodada Doha da OMC.
NOVO SELO
O governo francês ainda quer a criação de um novo selo na Europa que garanta que o etanol importado não foi produzido em terras que teriam de ser usadas para alimentos. Os franceses insistem que é essa produção de matéria-prima para o etanol, como milho ou cana, que estaria provocando a alta nos preços dos alimentos. A tese é de que produtores de alimentos e de etanol estariam concorrendo pelas mesmas terras.
"Deve haver um reconhecimento global de que a prioridade deve ser a produção de alimentos", afirmou Barnier, que sugeriu que seja repensada a meta da UE para que 10% dos carros europeus sejam movidos a etanol até 2020.
Em Bruxelas, a UE rejeitou a tese, alegando que apenas 2% da produção de cereais no bloco vai para o etanol. Michael Mann, porta-voz da UE para temas agrícolas, afirmou ao Estado que a Europa tem terras suficientes e a tese da disputa não deve se confirmar. Além disso, parte do consumo de etanol viria de importações, como do etanol brasileiro.
"Não é nem sequer uma questão a de suspender a meta de uso de etanol", afirmou Barbara Helfferich, porta-voz da UE para meio ambiente.
O
Estado de S.Paulo
Fábio Graner
O
ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que as
críticas de representantes da ONU à produção de biocombustíveis não se
aplicam ao Brasil, que produz etanol sem prejudicar a produção de
alimentos. "O Brasil está fora desse quadro de catástrofe que foi
traçado pela ONU", afirmou o ministro. "Nada que a ONU tem falado, que
o (presidente da França) Sarkozy tem falado tem aplicação prática no
Brasil. Nós temos uma política energética definida, produzimos álcool
há mais de 30 anos e não há nenhuma competição entre a produção de
etanol e de alimentos." Stephanes explicou que o Brasil produz
alimentos para toda sua população e ainda amplia anualmente os
excedentes exportáveis, como mostram o aumento da participação
brasileira nas vendas internacionais de carne, açúcar, soja, sucos e
grãos.
topo
Deputados e senadores ainda querem aumentar o período carência
Agência Brasil
A Medida Provisória que trata da renegociação da dívida agrícola será editada até a próxima terça-feira (15). A previsão foi feita pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) que, depois de reunião no Ministério da Agricultura, revelou que os parlamentares ainda tentarão avançar mais na resposta aos pedidos dos produtores.
Deputados e senadores ainda querem aumentar o período carência para que, aderidos ao novo plano, os produtores rurais possam ter um prazo maior para efetuar os pagamentos atualizados s novas taxas de juros. "Nós pedimos um ano. O governo colocou, nos investimentos, uma redução para 40% da parcela a ser paga, este ano. Isto é uma alternativa que nos satisfaz, desde que também valha para o custeio", disse Lorenzoni.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, não quis falar com a imprensa depois da reunião, mas, segundo o deputado, ele teria sido receptivo a algumas reivindicações adicionais feitas pelos parlamentares. "O ministro da Agricultura saiu daqui convencido. Falta a palavra do ministro da Fazenda, que é quem tem a chave do cofre", acrescentou.
No entanto, Stephanes havia declarado que a proposta feita era o limite a que o governo poderia chegar. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) informou que os pontos principais a serem discutidos antes da edição da MP são a dívida ativa e a dívida contraída junto ao Tesouro Nacional.
A primeira, já executada, representa R$ 7,1 bilhões. A segunda, ainda não executada, chega a R$ 7,4 bilhões. Para Heinze, é preciso retirar a gordura desses R$ 14,5 bilhões de dívidas, que sofreram aumento de mais de 200%, depois de somados os juros, e deixam os agricultores com a corda no pescoço.
Correpar
FEIJÃO PRETO:Alterou radicalmente sua trajetória e enseja agora voltar rapidamente aos patamares de um mês atrás. Já é difícil achar vendedores por R$ 130,00 CIF. O feijão que será colhido apresentará quebra considerável. Boa parte será destinada a semente. A safra foi plantada muito atrasada e o fantasma do frio ainda assusta, cerca de 40% em regiões como Prudentópolis ainda estão em floração. Assim ainda há um caminho longo até a colheita com todo tipo de possibilidades.
FEIJÃO CARIOCA:
Boa procura no dia de ontem nas lavouras. A oferta vem de Santa
Catarina, mas também um pouco do estado de São Paulo. Com as chuvas em
Santa Catarina não há pressa por conta dos produtores em vender. Quem
colheu e guardou já não tem a cor ideal e espera um pouco para vender.
Em São Paulo, nesta madrugada, foi vendido por R$ 150,00 com facilidade
para o feijão extra. Mesmo com pouca oferta, no entanto até o as 8
horas o volume total vendido era pequeno, nesta madrugada, cerca de
3.000 sacas e sobravam 11.000 sacas.
Site
www.correpar.com.br
Folha de S.Paulo
Principais ações do "abril
vermelho" são em Pernambuco, onde os movimentos sociais já invadiram 28
áreas
Invasões chegam ao Rio Grande do Sul, Alagoas e Goiás; no Pará, agricultores mantêm acampamento próximo à ferrovia da Vale
MST invade fazenda, ontem, em São Gabriel (RS); desde sábado ações atingiram 29 cidades
FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
O
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) anunciou ontem a
invasão de mais nove fazendas em Pernambuco. Segundo a organização, 28
áreas foram tomadas por lavradores no Estado desde sábado. Até o início
da noite, a Polícia Militar havia confirmado apenas três invasões, nos
municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Timbaúba.
No Rio Grande do Sul, cerca de 800 pessoas ligadas ao MST invadiram ontem uma fazenda de 4.000 hectares em São Gabriel (329 km de Porto Alegre). Houve invasões também em Alagoas e Goiás.
As ações fazem parte do "abril vermelho", conjunto de manifestações desencadeado no país pelos sem-terra durante o mês, em protesto contra a política de reforma agrária e a impunidade pela morte de 19 pessoas em confronto com a Polícia Militar do Pará, em 17 de abril de 1996.
Segundo o MST, o "abril vermelho" mobiliza cerca de 5.000 trabalhadores rurais em Pernambuco. Até quinta-feira, os sem-terra pretendem invadir cerca de 35 fazendas em todas as regiões do Estado.
A Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar) também promoveu invasões no fim de semana em Pernambuco. Em Santa Maria da Boa Vista (635 km de Recife), agricultores ligados à entidade tomaram duas fazendas pertencentes à família do irmão do deputado federal Carlos Wilson (PT-PE). A família ainda não se manifestou sobre a possibilidade de recorrer à Justiça contra a ação dos sem-terra.
Pelo país
Em Alagoas, o MST anunciou ontem a invasão de uma fazenda no município de Junqueiro (122 km de Maceió) por aproximadamente 200 famílias. Segundo o movimento, a área pertence ao Produban (Banco do Estado de Alagoas), hoje em fase de liquidação. Nem a Polícia Militar nem a ouvidoria agrária no Estado confirmaram a ação.
Em Goiás, cerca de 250 famílias ligadas ao MST invadiram a fazenda Mata Rica, em Edealina (156 km de Goiânia), na madrugada de sábado. No Pará, a Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar) anunciou ter promovido ontem sete ações em Santa do Araguaia, Dom Eliseu, Tomé-Açu, Benevides, Tucuruí, Santarém e Itaituba.
Na maior parte delas, houve bloqueio de estradas -inclusive BRs-, afirmou Raimundo Nonato de Souza, diretor de política agrícola da entidade. Em Santarém, a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi invadida. No total, a federação disse ter mobilizado cerca de 5.700 trabalhadores rurais.
A reportagem não localizou ninguém da chefia da PM paraense para confirmar os atos. Ainda no Pará, agricultores sem-terra e garimpeiros mantêm acampamento próximo à Estrada de Ferro Carajás, da Vale. A empresa divulgou nota na semana passada dizendo que há "ameaça anunciada" de invasão da ferrovia.
Colaboraram MATHEUS PICHONELLI, SÍLVIA FREIRE, KARIN BLIKSTAD e JOÃO CARLOS MAGALHÃES , da Agência Folha
Gazeta Mercantil
O aumento na renda do brasileiro elevará, naturalmente, o consumo por proteína animal. E, mesmo em ano de oferta bovina mais apertada, a indústria brasileira teria condições de atendê-la.Se quisesse aumentar a ofertassem precisar de mais áreas para pastagens, o País poderia apenas aumentar a produtividade. Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), divulgado ontem, mostra que em Minas Gerais, por exemplo, se as fazendas menos produtivas alcançassem a tecnologia das mais produtivas, a oferta de gado seria 86,7% maior - o índice mais elevado do País.
O menor aumento de oferta ocorreria em Mato Grosso: 25,74%. As projeções da CNA e do Cepea/USP para o aumento da demanda por carnes no País partem de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%. A partir deste aumento, a carne suína teria a maior variação percentual no ano: 2,52%. No entanto, é importante considerar que a base é menor que a de consumo das demais concorrentes. As estimativas projetam para 2008 um aumento de 1,78% na demanda por carne bovina e 0,59% para a de frango.
O pesquisador Thiago Carvalho, do Cepea/USP, explica que, tradicionalmente, quando a renda da população aumenta, há uma troca da carne de frango pela de boi. "Apesar do aumento dos preços, a população consegue absorver um pouco essas altas", afirma. No entanto, segundo ele, se por causa dos custos mais elevados - devido às cotações recordes das commodities agrícolas - os preços subirem muito, os consumidores podem fazer compensações. Neste caso, a procura seria maior para o frango. A relação entre o aumento da renda e o de consumo de proteína animal é mundial. Projeções americanas, por exemplo, mostram que para cada 10% de renda maior na China, a demanda por carne sobe 4%. Bovinos O estudo da CNA e do Cepea/USP mostra ainda que o Brasil tem muito para aumentar em produtividade de seu rebanho.
O levantamento, feito em nove estados brasileiros, mostra que em algumas fazendas brasileiras, por exemplo, a média alcançada é de 10 arrobas por hectare. Enquanto em outras, consegue-se até 22 arrobas por hectare. Pelo levantamento, o País poderia aumentar a oferta de carne apenas ganhando em produtividade. Segundo pesquisa do Cepea/USP, a bovinocultura brasileira está gastando mais para produzir. Levantamento da instituição mostra que houve reajuste da suplementação mineral, que representa 16,5% dos custos totais da atividade, de 20,18% de dezembro de 2007 para janeiro. O encarecimento dos insumos não estaria ligado ao aumento de demanda, mas à valorização das matérias-primas. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Neila Baldi)
Folha de Londrina
Elevação do valor do trigo nos
mercados internos e externos puxou a cotação da raíz
A
elevação do preço do trigo nos mercados internos e externos puxou a
cotação da mandioca. No Paraná, a raiz acumula uma das melhores
remunerações desde 2005, com preço nominal 10,4% maior do que o obtido
há um ano. O custo médio está na casa dos R$ 158 ante R$ 143 praticado
há um ano. ''Temos visto uma recuperação dos preços. Na última semana
houve uma leve retração, mas não deverá ocorrer novas baixas, qualquer
alteração (nos preços) será para cima'', avalia o pesquisador Fábio
Isaias Felipe, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Na
entressafra, a cotação atingiu picos de R$ 173 a tonelada. Segundo ele,
esse movimento no mercado ocorreu devido ao aumento da demanda por
parte das indústrias de trigo, que passaram a comprar mais fécula de
mandioca para adicionar à farinha de trigo para baratear o produto e
para suprir, em parte, a escassez do grão. ''A demanda por fécula vai
manter os preços aos produtores'', diz Felipe. Além do aumento do
consumo, fatores como a redução da área plantada no ano passado e
produtividade menor também teriam influência nos altos preços. Mesmo
assim, o Paraná tem cotação superior à média nacional, que está na casa
dos R$ 156.
No entanto, Ivo Pierin Júnior,
presidente da
Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam),
informa que os amidos em geral estão mais valorizados no mercado
externo. ''Os amidos acompanharam a tendência no mercado internacional,
puxados pela demanda do etanol (de milho) nos Estados Unidos. Além
disso, na Europa e na China também houve aumento da procura, mas para
alimentação humana'', informa Pierin. A China também importa ''chips de
mandioca'' (raiz fatiada e seca ao sol), utilizada para fabricação de
álcool e para ração animal.
Safra - Para esta safra
a
estimativa é de 180 mil hectares de área plantada com uma produção de
3,8 millhões de toneladas. A colheita será ser 3% maior do que o obtido
no ano passado, quando foi registrada produção de 3,7 milhões de
toneladas. Segundo levantamento do Departamento de Economia Rural da
Secretaria de Estado da Agricultura, a farinha paranaense tem como
principais destinos São Paulo, Rio de Janeiro e alguns Estados
nordestinos. Já a fécula atende todas as regiões brasileiras. O Brasil
é o segundo maior produtor de fécula do mundo, ficando atrás apenas da
Tailândia.
A fécula de mandioca é utilizada na
indústria da
panificação, para fabricação de biscoitos e pão de queijo. O produto
ainda é usado na produção de embutidos, como salsichas e mortadelas. A
fécula também é considerada importante insumo industrial, podendo ser
utilizada na fabricação de xampus, na indústria têxtil e na indústria
química. ''A fécula de mandioca substitui com vantagem o amido de milho
na fabricação de papel. O produto tem maior adesividade e acelera em
20% as máquinas, proporcionando ganho de produtividade'', diz Pierin.
Fernanda
Mazzini