

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 495,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 48,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 87,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 21,00/sc |

Ministério e estados avaliam transporte de frutas cítricas com pinta preta
Representantes
da área de sanidade vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa) e dos
serviços de Defesa Agropecuária dos principais estados produtores de
citrus se reuniram para tratar do trânsito de frutas cítricas de áreas
contaminadas pela pinta preta para áreas livres da doença, nesta
quarta-feira (13), em Brasília. Estiveram representados Bahia, Paraná,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Com
base nas Instruções Normativas Nº 3, de janeiro de 2008, e Nº 1, de
janeiro de 2009, o grupo chegou ao consenso de que material vegetativo,
como folha e outras partes da planta, deve ser eliminado devido ao
risco de introdução da doença em áreas livres. Apenas uma pequena parte
do pedúnculo pode ser mantida para preservar a qualidade da fruta.
Na
próxima semana, em Aracaju/SE, especialistas se reunirão para avaliar o
risco de frutos com sintomas introduzirem a doença em áreas livres.
Pinta
preta - Também conhecida como mancha preta dos citros, a doença é
causada pelo fungo Guignardia citricarpa, que afeta todas as variedades
de laranjas doces, limões verdadeiros, tangerinas e híbridos. É
disseminada por meio de mudas, restos de material vegetal, água da
chuva e esporos do fungo espalhados pelo vento. A doença deprecia
esteticamente os frutos, no entanto, não provoca alterações no sabor
nem causa risco à saúde humana. (Da Redação).
Fonte: MAPA
Previsão do Tempo
O
tempo volta a ficar estável no Paraná nesta sexta-feira (15). A
previsão é de céu entre nuvens para todas as regiões paranaenses. O
avanço de uma massa de ar frio e seco deixa as temperaturas baixas, com
possibilidade de geadas fracas, entre os setores Oeste e Sul.
Curitiba 9°C 16°C
Paranaguá 10°C 21°C
Londrina 13°C 23°C
Maringá 11°C 24°C
Cascavel 8°C 18°C
Foz do Iguaçu 9°C 20°C
Ponta Grossa 8°C 17°C
Guarapuava 5°C 17°C
Fonte: Simepar.
Mercado de Commodities
Os
bons ventos sopram no mercado internacional da soja. Na Bolsa de
Chicago, nesta quinta feira (14 de maio), os fatores fundamentais deram
sustentação aos preços internacionais. Os contratos para maio/09
foram negociados a US$ 25,70 por saca de 60 quilos. Aplicando o dólar
vigente a cotação alcança R$ 53,52 por saca. Já os contratos para
setembro, período de entrada da safra americana, foram comercializados
a US$ 22,93 por saca. Ao dólar de R$ 2, 0820, tem-se R$ 47,76 por
saca.
No mercado doméstico, os preços continuam
firmes. No Porto de Paranaguá a base de preço passou para R$ 53,
50, ou seja, um aumento de R$ 1,50 por saca. Nas praças de
Londrina e Maringá as indicações são de R$ 50,00/saca. Em
Cascavel, o referencial passou para R$ 50, 00, um aumento de R$ 1,60
por saca.
Mais uma vez vale a recomendação da adoção por parte dos
produtores de uma estratégia de comercialização, visando a obtenção de
um preço médio rentável a partir dos repiques de preços no mercado
internacional.
Gilda M. Bozza
Economista – DTE
Gazeta mercantil
O
setor rural pede R$ 120 bilhões de crédito oficial para promover o
custeio, a comercialização e os investimentos necessários para a safra
2009/2010. Além disso, são solicitados reajustes dos preços mínimos das
principais culturas agrícolas e redução das taxas de juros, mesmo das
linhas que contam com subvenção do governo. Na última safra, o governo
destinou R$ 65 bilhões para o financiamento da agricultura comercial,
mais R$ 13 bilhões para a agricultura familiar.
O ministro da
Agricultura, Reinhold Stephanes, que recebeu ontem a proposta do setor
rural para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010 na sede da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alega que
trabalha com a hipótese de liberação de valor entre R$ 90 bilhões e R$
100 bilhões para a agricultura comercial. Embora tenha dito que
considerava as propostas elaboradas em conjunto pela CNA e pela
Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) "bem embasadas", não se
comprometeu em defender os R$ 120 bilhões pedidos. Recentemente, o
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chegou a comentar que até
mesmo os R$ 90 bilhões citados por Stephanes poderiam não ser
atingidos.
"O agronegócio é o setor mais importante da
economia, mantém a balança comercial superavitária há muitos anos",
disse a senadora Kátia Abreu (DEM/TO), presidente da CNA. Em defesa à
proposta, a parlamentar argumentou que investir no setor rural
impulsiona o conjunto da economia. Segundo ela, cada vez que o Produto
Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresce 1%, há um aumento de 0,25
ponto percentual no PIB total brasileiro e a geração de 1,3 mil novos
empregos. "E o governo quer manter a área plantada, não quer subir o
preço dos alimentos e nem aumentar o desemprego", disse Kátia Abreu, no
discurso em defesa da proposta ruralista.
Segundo cálculos
da CNA e OCB, a necessidade total de recursos para o crédito rural na
próxima safra alcança R$ 158,5 bilhões, valor que inclui grãos,
cana-de-açúcar, café e gado de corte e de leite. Desde total, os
ruralistas consideram que há R$ 41,6 bilhões de recursos próprios do
produtor e R$ 10,5 bilhões de recursos de terceiros (principalmente as
tradings), havendo, portanto, necessidade de aporte de R$ 106,4 bilhões
para sanar a demanda de custeio. Faltaria, ainda, mais R$ 15,2 bilhões
para investimento e outros R$ 3,5 bilhões para comercialização, em uma
conta que atinge os R$ 120 bilhões solicitados ao governo.
Para
as taxas de juros, o corte mais radical sugerido pelo setor rural é em
relação ao Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) Rural. Os
empréstimos dessa linha atualmente cobram juro anual de 6,25% e os
ruralistas querem que caia para 4,5% ao ano. Nas linhas de custeio e de
investimento, os ruralistas querem que o juro anual reduza de 6,75%
para 5% ao ano. O setor rural defende também o reajuste dos preços
mínimos para as principais culturas e também para o leite, em
percentuais que variam de 10% a 33,3%. Para a soja, por exemplo, a
proposta é aumentar o valor de referência da saca de soja com 60 quilos
de R$ 22,80 para R$ 29,40 nas principais regiões produtoras, em uma
correção de 28,95%.
CNA e OCB solicitam o aprimoramento do
seguro rural e o aporte de R$ 400 milhões para a subvenção oficial
nesse segmento. A ideia é elevar o teto máximo da subvenção de R$ 32
mil para R$ 40 mil por produtora. Na elaboração das propostas ao PAP
2009/2010 foram considerados como parâmetros o cultivo de 48 milhões de
hectares e colheita de 141,8 milhões de toneladas de grãos, ou seja,
pequena expansão em relação à safra deste ano, que conta com 47,5
milhões de hectares e colheita estimada em 136,6 milhões de toneladas
de grãos, conforme a mais recente estimativa divulgada pela COMPANHIA
NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).
O Plano Agrícola e
Pecuário é a proposta de financiamento do governo para a agricultura
familiar. No ano passado, foi lançado em dois de julho e em 2007, em 27
de junho. Ou seja, será necessário mais de um mês para a divulgação
oficial do PAP deste ano.
(Ayr Aliski)
O Estado de S. Paulo
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
Um
bilhão e setecentos milhões de aves, pelo menos oito milhões de suínos,
mais de onze milhões de toneladas de ração. Os números acima são a soma
do que Perdigão e Sadia produziram em 2008 e dão uma noção da gigante
que surge da união entre as duas empresas. E das implicações para o
futuro, já que a concentração é clara.
Juntas, as duas terão
quase 33% do abate nacional de aves e 31% do de suínos. No caso da
exportação, terão 52,6% dos embarques de carne de frango in natura do
país, que somaram 3,26 milhões de toneladas no ano passado, e cerca de
40% das de carne suína (total de 529 mil toneladas em 2008). Todos os
cálculos se baseiam em números das próprias empresas, da União
Brasileira de Avicultura (UBA), Abef (exportadores de frango) e Abipecs
(exportadores de suínos).
A concentração no varejo doméstico
também impressiona: no mercado de margarinas, a fatia das duas somará
65%; em industrializados de carnes, 57%; na categoria pizzas, juntas as
duas terão 68,3% do mercado e em massas prontas, 88%.
Os
números mostram que a tarefa do Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) ao avaliar a operação não será fácil (ver matéria
acima). Mas a companhia que surgir também deverá ter de lidar com os
órgãos antitruste estrangeiros, já que as duas são grandes fornecedoras
em vários mercados.
Se o consumidor não está feliz com a
perspectiva de ver uma menor concorrência no varejo, muito menos está
quem produz grãos, como soja e milho, e vende hoje para Perdigão e
Sadia. A estimativa é que a nova companhia compre cerca de 20% do
farelo de soja produzido no país - 11 milhões de toneladas - para a
fabricação de ração para aves e suínos. Sozinha, a Perdigão comprou
3,117 milhões de toneladas de milho em 2008 e 1,226 milhão toneladas de
farelo de soja. A Sadia adquiriu estimadas 4,8 milhões de toneladas de
milho e 1,3 milhão de farelo. Somado, o consumo de milho das duas
significará quase 14% da produção nacional de 58 milhões de toneladas
na safra passada.
"As duas empresas já têm um poder de
compra muito elevado, e isso vai aumentar", comenta um fonte do setor,
acrescentando que os fornecedores não estão satisfeitos. "Elas vão
arrochar mais".
Para um especialista do setor de carnes, a
decisão do governo de patrocinar uniões como as de Perdigão e Sadia é
errônea. "O governo está induzindo a concentração quando deveria lutar
contra ela", lamenta.
Preocupados também estão os quase 120
mil funcionários da empresa em todo o país. Cada uma tem 60 mil
empregados e é certo que haverá ajustes. Ainda não se sabe o tamanho
das mudanças, mas a expectativa é de que fábricas das duas empresas
localizadas em áreas muito próximas umas das outras sejam afetadas. A
Perdigão tem 25 unidades industriais de carne em oito Estados do país,
além de 15 de produção de lácteos. A Sadia tem 17 em nove Estados.
Uma
fonte familiarizada com as duas empresas afirma que a tendência é que a
operação no Rio Grande do Sul sofra ajustes. Lá a Perdigão tem um
grande número de fábricas - parte delas veio com a compra da Eleva, em
2007. As unidades estão em Bom Retiro do Sul, Caxias do Sul, Lajeado,
Marau, Porto Alegre e Serafina Correia. A Sadia tem planta em Três
Passos.
Há dúvida também sobre o que ocorrerá em Santa
Catarina, onde a Perdigão tem seis plantas e a Sadia, três. O fato de
serem unidades exportadoras pode permitir que sejam mantidas.
Hoje,
o maior complexo industrial da Perdigão é Rio Verde, em Goiás, onde a
empresa tem ainda fábricas em Jataí e Mineiros. A Sadia está
implantando o seu maior complexo em Lucas do Rio Verde (MT). Há demanda
para as duas atenderem, diz a fonte, mas é possível que os
investimentos em Lucas sejam revistos, pois a Perdigão também já tem
duas unidades no Mato Grosso.
No Paraná, a Perdigão tem
apenas uma unidade de carnes e a Sadia, cinco. Além disso, ambas acabam
de instalar fábricas no Estado de Pernambuco, para atender o Nordeste.
O Estado de S. Paulo
Gerusa Marques e Célia Froufe, BRASÍLIA
O
governo decidiu aumentar dos atuais 3% para 4% a mistura de biodiesel
no diesel. A elevação no porcentual, que começa a vigorar a partir de
julho, foi anunciada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão. A previsão é de que a mistura suba para 5% no próximo ano.
Para
evitar impacto inflacionário e aumento do preço final do diesel, o
Ministério da Fazenda vai extinguir o PIS e a Cofins que são cobrados
sobre o biodiesel. Isso será feito, segundo o ministro, por meio de uma
emenda a uma medida provisória que já está tramitando no Congresso
Nacional.
Segundo Lobão, o programa do biodiesel "está dando
certo" e a previsão é de geração de 100 mil empregos. Para incrementar
a produção, o governo está estudando a criação de uma fábrica de
biodiesel a partir do dendê no Estado do Pará.
O dendê, de
acordo com o ministro, produz 10 vezes mais biodiesel que a soja, hoje
responsável por 80% do volume do combustível vegetal produzido no País.
A
decisão foi tomada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, da qual participou também o ministro da Agricultora, Reinholds
Stephanes. A elevação do porcentual de mistura do biodiesel, segundo
Stephanes, serve como uma propaganda do País em relação às questões do
meio ambiente.
"O governo quer sinalizar ao mundo que o Brasil continua investindo em energia limpa, em biodiesel", comentou.
ADAPTAÇÃO
Segundo
uma fonte do governo, a renúncia fiscal com que o governo arcará com a
extinção da cobrança do PIS e da Cofins sobre o biodiesel é de
aproximadamente 1% sobre o valor total do volume comercializado do
produto. "Não é bem uma renúncia, é mais uma adaptação", disse a fonte.
O
biodiesel começou a ser adotado obrigatoriamente no Brasil em 1º de
janeiro de 2008, com um porcentual de mistura de 2%. Em 2009, a mistura
subiu para 3%. O plano inicial do governo era subir de 2% para 5%
somente em 2013, mas se optou pela elevação gradual da mistura e pela
antecipação dos 5% para 2010.
Política agrícola: Crédito é para a safra 2009/10; demanda ultrapassa as previsões oficiais
Mauro Zanatta, de Brasília
Mesmo
com a previsão de um incremento de 1% na área cultivada da próxima
safra (2009/10), que começa oficialmente em julho, cooperativas
agropecuárias e produtores rurais pediram ontem ao governo quase o
dobro de recursos destinados no atual ciclo (2008/09) para financiar as
operações de custeio, investimento e comercialização.
O pedido
conjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e da
Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) soma R$ 120 bilhões. O
atual plano de safra prevê a destinação de R$ 65 bilhões ao setor. O
pedido dos ruralistas também inclui a redução dos juros do crédito
rural de 6,75% para 5% ao ano - médios produtores teriam taxa de 4,5%.
A
proposta do consórcio ruralista reforçou a necessidade de elevação dos
subsídios da União ao setor. Para garantir as operações de seguro
rural, o setor prevê que o orçamento do subsídio oficial deveria dobrar
para R$ 400 milhões no próximo ciclo.
Além disso, pede-se a
criação de um programa de subvenção ao frete de acordo com o perfil do
produtor e sua localização geográfica. Quanto mais longe dos portos,
mais subsídios. Os dirigentes do setor também propuseram a concessão de
subsídios ao prêmio dos contratos de opção lançados pelo governo.
"Nós
sempre respondemos aos estímulos do governo. A cada R$ 100 milhões em
subsídios ao setor, elevamos o PIB global do Brasil em R$ 1 bilhão",
afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "A
subvenção ao setor rural compensa para o governo e a sociedade. É isso
o que se faz em todo o mundo".
Alçado à condição de "fundamental"
para o setor, a criação de um fundo de aval para mitigar riscos de
crédito do setor seria bancada com recursos do Tesouro Nacional. A
medida seria conjugada com a revogação de uma resolução do Banco
Central que obriga a reclassificação automática, para baixo, em
operações rurais renegociadas. "Isso é considerado ponto crucial nas
questões estruturantes", disse o secretário-executivo da OCB, Renato
Nobile.
Com a estimativa de produzir um adicional de 5,3 milhões
de toneladas de grãos, fibras e cereais na comparação com a última
previsão do governo, os ruralistas solicitaram reajuste dos preços
mínimos de garantia de todas as principais culturas. A correção
variaria de 10% para arroz e algodão até 33% para leite. Os limites
individuais de financiamento também teriam alta de 9% a 200%, segundo a
cultura.
Em situação financeira delicada, os cooperativistas
solicitaram ao governo a autorização para que o segmento de crédito
dessas sociedades possa fazer operações rurais com recursos mais
baratos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos fundos
constitucionais (FNE, FNO e FCO). As cooperativas pediram a alocação de
R$ 2,5 bilhões para nova linha de capital de giro, além da elevação do
orçamento do programa de investimentos do segmento (Prodecoop) de R$ 1
bilhão para R$ 2,2 bilhões a juros de 5% ao ano.
O segmento também solicitou a criação do "Proger Cooperativo", onde associados teriam acesso a crédito a juros mais baixos.
Na
área tributária, o setor rural pediu medidas de R$ 3,1 bilhões em
desonerações de impostos, como IOF, PIS-Cofins e adicional de frete da
Marinha Mercante para fertilizantes, rações e sal mineral, além da
manutenção da tarifa zerada para importação de matérias-primas usadas
na fabricação de fertilizantes. O ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, afirmou que analisará os pedidos e tentará defendê-los no
governo. "Mas não quer dizer que tudo será incluído no plano", afirmou.
Folha de S. Paulo
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@grupofolha.com.br
Apesar
da crise mundial e do fechamento das torneiras do crédito, a entrega de
fertilizantes neste ano não foi tão ruim como se previa. De janeiro a
abril, as indústrias entregaram 5,2 milhões de toneladas, 1,89 milhão a
menos do que em igual período de 2008.
ANTECIPAÇÕES
As
entregas de adubos do início do ano passado estavam impulsionadas pelas
antecipações de compras pelos produtores, devido à disposição maior de
crédito e às perspectivas de alta do preço do produto.
FREIO NA IMPORTAÇÃO
Com
elevado volume de estoques na passagem de 2008, as indústrias reduziram
as importações para 1,5 milhão de toneladas no ano, ante 3,1 milhões de
janeiro a abril de 2008, segundo a Anda (associação que congrega as
indústrias).
RELAÇÃO DE TROCA
Com a queda nos
preços internacionais dos fertilizantes e a alta das commodities, a
relação de troca ficou mais favorável para o produtor neste ano em
relação a 2008, diz a Anda. Mas é desfavorável quando comparada a 2007
e a 2006.
NA PONTA DO LÁPIS
A SLC Agrícola, que
semeou 220 mil hectares na safra 2008/9, mostrou no balanço do primeiro
trimestre deste ano que os fertilizantes representaram 30% dos custos
totais de produção da empresa, acima dos 24% de 2007/8 e dos 19% de
2006/7.
CAMINHO INVERSO
Já os custos totais dos
defensivos tiveram participação de 23% na safra 2008/9, abaixo dos 25%
de 2007/8 e dos 28% de 2006/7. A empresa tem lavouras nos Estados de
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia e Piauí.
CARTEIRA DO BB
A
carteira de crédito do agronegócio do Banco do Brasil cresceu para R$
64,3 bilhões no primeiro trimestre do ano, 14% acima da de março de
2008. Mas enquanto os "spreads" cobrados de pessoas físicas e jurídicas
recuaram no trimestre, os do agronegócio subiram.
CANA EM SP
A
área paulista de cana teve queda de 0,2% neste ano, para 5,37 milhões
de hectares. Já a produção subirá 2,2%, para 400,5 milhões de
toneladas, segundo o Instituto de Economia Agrícola. A área de café
cresce 2%, para 228 mil hectares, mas a produção recua 10,2%, para
241,6 mil toneladas.
MENOS TRIGO NO RS
Com o
retorno das chuvas e o fim da safra de verão, os produtores gaúchos se
preparam para semear o trigo. Para a Emater/RS, haverá queda de 11% na
área, para 865 mil hectares, e a produção recua para 1,71 milhão de
toneladas, 22% abaixo da de 2008.
Valor Econômico
Mauro Zanatta, de Brasília
Em
reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprova hoje
R$ 950 milhões em ajuda a produtores rurais castigados pela estiagem no
Sul e inundações no Norte e Nordeste. O Ministério do Desenvolvimento
Agrário divulgou ontem a prorrogação das dívidas de custeio e
investimento doe produtores, concessão de crédito emergencial e
financiamento de insumos para alimentação de animais.
O
governo usará R$ 454 milhões do seguro "Proagro Mais" para atender a 61
mil pedidos de indenização. Quem não tiver seguro, poderá prorrogar as
operações por três anos, com um ano de carência. Dívidas de
investimento terão parcela de 2009 prorrogada para o fim dos contratos.
Há
187 municípios na região Sul em situação de emergência ou calamidade. A
medida custará R$ 50 milhões ao Tesouro. Haverá, ainda, crédito
emergencial de R$ 285 milhões para todos os Estados. As operações serão
de até R$ 1,5 mil, com juros de 0,5% e dois anos para pagar. Outros R$
103 milhões "Garantia Safra" financiarão ajuda de R$ 550 em cinco
parcelas.
Correpar
CARIOCA:
Quinta feira com mercado estável mantendo em diversas fontes o mesmo
número ao redor de R$ 65,00 ate R$ 70,00 por saco de 60 kg. Os repiques
de plantio comuns quando os preços estão altos, como no ano passado,
principalmente nos pivôs durante o período de março até setembro e
outubro deve ser muito reduzidos. O plantio que ocorre agora também. No
entanto reporta-se boa venda feijão comercial para plantio no nordeste
uma vez que com as chuvas planta-se aonde for possível. No ano passado
antracnose e outras doenças afetaram a safra nordestina.
FEIJÃO PRETO:
Mercado estável sem qualquer novidade durante o dia de ontem.
Produtores mantêm os preços baseados no preço mínimo não desejam vender
abaixo de R$ 65,00 produto na fazenda sem pré-limpeza e mais despesas
de nota.
FIQUE DE OLHO - Você que é produtor de feijão e
estava ansioso pelo PEPRO Prêmio Equalizador Pago ao Produtor tem agora
boa chance de participar, quem sabe, já a partir da próxima
semana. O Ministério da Agricultura pretende atender via leilão
esta demanda dos produtores, quem sabe, alternando com os leilões de
PEP. Ontem no leilão de PEP a CONAB obteve a demanda para 55,03%
da oferta de 12,5 mil toneladas. A novidade foi Mato Grosso com demanda
total de 1.500 t sem deságio para o valor do prêmio, que foi de R$ 9,48
por saca de 60 kg. No Paraná, vendeu 77,24% ou 4.248.200 t, do
total ofertado de 5.500 t. O premio sem deságio foi de R$
6,90 a saca. Santa Catarina, com demanda de 53,55% 929 t,
de um total de 2000 t, e premio de R$ 6,90 a saca. Já em
Goiás, a demanda foi de 4% 60 t, com oferta total de 1.500 t e
prêmio sem deságio, a R$ 8,16 por saca. Em Minas Gerais oferta de 1000
t e no Rio Grande do Sul 1 mil t não apresentaram interesse.
Comente esta matéria através do email marcelo@correpar.com.br
Valor Econômico
Mauro Zanatta, de Brasília
A
medida provisória da regularização fundiária na Amazônia, aprovada na
noite de quarta-feira pela Câmara dos Deputados, enfrentará dura
resistência de ambientalistas no Senado. Sob a liderança da ex-ministra
Marina Silva (PT-AC), a reação contra o texto da MP nº 458 tentará
derrubar alterações feitas pelo deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) no
texto original da proposta do Executivo. A medida deve regularizar a
situação jurídica de 400 mil posses em 436 municípios da Amazônia.
Mesmo
contra a orientação do Palácio do Planalto, que comemorou a aprovação
na Câmara, ambientalistas ligados ao governo decidiram combater quatro
pontos: a permissão da regularização da posse para empresas, a
indenização de benfeitorias, a titulação para áreas exploradas por
terceiros e a autorização para a venda dessas terras após três anos da
emissão dos títulos definitivos. "Tivemos um claro retrocesso na Câmara
e precisamos separar o joio do trigo, sem a política do fato consumado
ou de terra arrasada", diz Marina, que afirma ter o apoio do senador
Aloizio Mercadante (PT-SP) em sua cruzada contra as regras da MP.
A
primeira batalha no Senado, prevista para ocorrer já na próxima semana,
será pela relatoria da medida. Na disputa, estão a senadora Kátia Abreu
(DEM-TO), uma das principais líderes ruralistas do Congresso, e o
senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da Maioria na Casa. Relator da MP
na Câmara, o deputado Asdrúbal Bentes afirma que não alterou nenhuma
das condicionantes ambientais previstas na MP. "Quem desmatar além da
reserva legal, terá que assinar o termo de compromisso para
recomposição. E se não fizer isso em 30 anos, perderá a terra para a
União", diz. Bentes admite, porém, ter aumentado, de dez para 30 anos,
o prazo para recuperação de áreas desmatadas.
A queda de
braço entre governo e oposição também deve acirrar os ânimos. No
Senado, a margem de manobra da base política governista é bem menor do
que na Câmara. Autor da proposta original da MP, o ministro do
Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, defende o texto aprovado na
Câmara. "Não temos nenhum problema grave para resolver na MP. Para uma
matéria delicada, ficou melhor do que esperávamos", diz. "Acho que está
muito próximo da MP original e preservou o espírito da prioridade aos
pequenos e de inibição da grilagem. Temos que separar regularização
fundiária da reforma do Código Florestal", afirma o ministro.
A
senadora Marina Silva insiste, entretanto, que permaneceram no texto
aprovado pela Câmara alguns "vícios de origem" que precisariam ser
alterados no Senado. "Essa MP, do jeito que está, vai favorecer 80% dos
pequenos posseiros da Amazônia. Mas eles têm apenas 11,5% das terras
lá", argumenta a ex-ministra. "Os outros 20% de grandes posseiros vão
ficar com 88,5% das terras". Segundo a senadora, a MP deve restringir
os benefícios da regularização a áreas com até 4 módulos fiscais, ou
cerca de 400 hectares. "Nas demais posses, o governo deveria fazer uma
análise para verificar a função social da terra". Marina Silva diz que
as cláusulas para evitar abusos na regularização caíram com a dispensa
de vistoria pelo Incra. "Por isso, precisamos de um relator que possa
dialogar com todos os lados", apela.
A senadora afirma que a
MP ajudará a consolidar uma situação de grilagem de terras na Amazônia.
"O governo só poderia fazer isso mediante cumprimento social da terra.
Mas qual é a função social de aumentar o patrimônio de grandes
produtores?", questiona. Os artigos que beneficiam empresas donas de
terras e permitem a regularização de áreas exploradas por terceiros
serão questionadas no Senado. "Mesmo tendo outro imóvel, um grande
posseiro poderá ter a posse regularizada com direito de preferência em
licitação. Além disso, o governo permitiu a venda da terra após três
anos. Com isso, esses posseiros se capitalizam e vão grilar novamente".
Gazeta Mercantil
Artigo
Desde
a liberação do cultivo da soja geneticamente modificada no Brasil - a
chamada soja transgênica -, rios de tinta e toneladas de papel foram
consumidos, destacando-se a superioridade técnica da novidade
agronômica, a ponto de diversas vozes profetizarem o fim dos cultivos
convencionais.
Discussões ideológicas à parte, tais afirmações
incorrem em evidente exagero. Se os produtos geneticamente modificados
apresentam inegáveis vantagens, o fato é que as culturas convencionais
não apenas têm espaço assegurado no cenário da produção agrícola
brasileira, como também são aquelas que efetivamente maior valor
agregam ao agronegócio nacional. Com efeito, tome-se o exemplo das
exportações brasileiras de soja não transgênica. As vendas externas do
complexo soja não transgênica (grãos, farelo e óleo) movimentaram US$
4,7 bilhões, o equivalente a 26,13% do total exportado de soja e
derivados, que somaram US$ 17,98 bilhões em 2008.
Com
isso, o Brasil figura na liderança mundial da produção e exportação de
produtos não transgênicos, posição que, mais do que ser motivo de
orgulho, é um diferencial de mercado que merece ser preservado por
conta de suas vantagens econômicas. Isso porque os principais países do
mercado europeu fazem sérias restrições ao cultivo e à comercialização
de grãos geneticamente modificados por razões de biossegurança e
ambientais, posição adotada por outras nações asiáticas. E, o mais
importante, pagam substanciais prêmios para ter acesso a esses produtos
diferenciados.
Para assegurarem a identidade dos grãos não
geneticamente modificados que exportam, indústrias e traders arcam com
os custos de segregação da produção - o chamado "Hard Identity
Preserved", contratando empresas certificadoras independentes,
internacionalmente reconhecidas, que atestam a qualidade e a sanidade
da produção em todos os seus estágios, do plantio ao transporte, do
processamento ao embarque.
Mais ainda: ganham os
agricultores que optam pelo cultivo de não transgênicos porque as
indústrias e traders que investem neste modelo de produção repassam a
eles parte de seus prêmios. Na safra que acaba de ser colhida,
cooperativas e agroindústrias pagaram prêmios de até R$ 2 por saca.
Como se vê, a produção de não transgênicos não é, em absoluto, uma
concorrente dos transgênicos, mas trata-se de atividade de grande
complementaridade, que reforça o ingresso de divisas para o País, abre
novas oportunidades de negócios para as empresas e injeta renda
adicional no campo.
Essa riqueza, obviamente, precisa ser
preservada. Seu interesse repousa não apenas no diferencial de mercado
que representa, mas também por constituir reserva genética estratégica
como alternativa para a ocorrência de fatores imprevistos na produção
de grãos geneticamente modificados.
Tais ocorrências,
aliás, já vêm sendo registradas: no Mato Grosso, o maior produtor de
soja do País, o custo de produção da soja não transgênica na última
safra foi de 35,06 sacas por hectare, uma substancial economia de 7,37%
em relação ao custo de produção da soja transgênica, que ficou em 37,85
sacas por hectare, conforme dados da COMPANHIA NACIONAL DE
ABASTECIMENTO (CONAB), órgão do Ministério da Agricultura.
Tal
desempenho derruba o mito de que as culturas tradicionais são
"atrasadas" e "ultrapassadas". Na verdade, os grãos não transgênicos
carregam elevada carga de tecnologia, a ponto de constituírem
referência para o trabalho de desenvolvimento genético dos próprios
transgênicos.
Prova do potencial produtivo dos grãos
convencionais é o trabalho de melhoramento genético que vem sendo
desenvolvido pela Embrapa com a soja não transgênica, focado num
aumento de produtividade da ordem de 1,5% ao ano, nos próximos dez
anos.
Neste debate, por fim, é preciso ter claro que a
produção de grãos transgênicos e de grãos não transgênicos não pode
assumir contornos maniqueístas. Longe de serem antagônicos e
excludentes, os dois sistemas de produção são complementares,
sinérgicos. A defesa deste diversificado sistema de produção interessa
a todos empenhados na defesa do agronegócio.
kicker: O diferencialde mercado dos não transgênicos tem de ser preservado
RICARDO TATESUZI DE SOUSA* - Secretário-executivo da Associação Brasileira de Grãos Não Geneticamente Modificados )
Gazeta Mercantil
Desde
o início do ano a Sadia já demitiu pelo menos 900 funcionários de um de
seus principais complexos industriais do país, localizado em Toledo, no
Oeste paranaense, onde unidades de aves, suínos e fábrica de empanados,
entre outros, empregam 9 mil pessoas, quase 10% da população da cidade
com pouco mais de 100 mil habitantes. A informação é da assessora
jurídica do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de
Toledo, Carmem Galassini. Segundo ela, as demissões ocorrem todas as
semanas e se acentuaram nos últimos tempos com o encerramento do
terceiro turno da unidade de aves, que tem capacidade de abate de 360
mil frangos diários.
A Sadia, através de sua assessoria, disse
que não reconhece e que "há exagero nas informações do sindicato", mas
confirma que estão ocorrendo demissões. Em comunicado oficial, a
empresa afirma que "em função da necessidade de adequar seu nível de
produção ao cenário econômico mundial, decidiu desativar o terceiro
turno de aves em sua unidade de Toledo de modo a otimizar a
produtividade dos outros dois turnos existentes". A nota acrescenta que
"como forma de minimizar ao máximo o impacto da iniciativa, a companhia
optou por não substituir funcionários que se desligaram da unidade
recentemente, além de transferir os colaboradores do terceiro turno
para os outros dois turnos em operação. A Sadia também ofereceu a essas
pessoas oportunidades em outras unidades da companhia que possuem vagas
em aberto".
Segundo a assessora do sindicato, a maior
parte das demissões efetivamente vem ocorrendo no setor de aves "onde
não há propriamente uma redução da produção e sim uma mudança do mix.
Antes se produzia muitos cortes diferenciados e agora se produzem mais
frangos inteiros, o que emprega menos mão-de-obra".
Desde
janeiro há movimentação neste setor e, inicialmente, elas atingiram
apenas empresas terceirizadas que faziam abates para a Sadia. A
Globoaves, do Paraná, cujo contrato com a empresa venceu janeiro e não
foi renovado, teve de dispensar de 460 pessoas. A Nicolini, do Rio
Grande do Sul, depois de quatro anos de parceria, teve de cortar mais
de 10% do quadro de 3 mil empregados. A Sadia possui cerca de 60 mil
funcionários em todo o país e, desde o início do ano, anunciou dois
cortes de pessoal: um de 71 e outro de 350 empregados, mas somente na
área administrativa. Agora as demissões chegam ao chão de fábrica.
(Norberto Staviski Curitiba)
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