Assessoria de Comunicação Social

01  de outubro  de 2008


Notícias Sistema FAEP


Ministério e estados avaliam transporte de frutas cítricas com pinta preta

Representantes da área de sanidade vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa) e dos serviços de Defesa Agropecuária dos principais estados produtores de citrus se reuniram para tratar do trânsito de frutas cítricas de áreas contaminadas pela pinta preta para áreas livres da doença, nesta quarta-feira (13), em Brasília. Estiveram representados Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Com base nas Instruções Normativas Nº 3, de janeiro de 2008, e Nº 1, de janeiro de 2009, o grupo chegou ao consenso de que material vegetativo, como folha e outras partes da planta, deve ser eliminado devido ao risco de introdução da doença em áreas livres. Apenas uma pequena parte do pedúnculo pode ser mantida para preservar a qualidade da fruta.
Na próxima semana, em Aracaju/SE, especialistas se reunirão para avaliar o risco de frutos com sintomas introduzirem a doença em áreas livres.
Pinta preta - Também conhecida como mancha preta dos citros, a doença é causada pelo fungo Guignardia citricarpa, que afeta todas as variedades de laranjas doces, limões verdadeiros, tangerinas e híbridos. É disseminada por meio de mudas, restos de material vegetal, água da chuva e esporos do fungo espalhados pelo vento. A doença deprecia esteticamente os frutos, no entanto, não provoca alterações no sabor nem causa risco à saúde humana. (Da Redação).
Fonte: MAPA

Previsão do Tempo

O tempo volta a ficar estável no Paraná nesta sexta-feira (15). A previsão é de céu entre nuvens para todas as regiões paranaenses. O avanço de uma massa de ar frio e seco deixa as temperaturas baixas, com possibilidade de geadas fracas, entre os setores Oeste e Sul.

Curitiba           9°C    16°C
Paranaguá       10°C    21°C
Londrina         13°C    23°C
Maringá          11°C    24°C
Cascavel           8°C    18°C
Foz do Iguaçu   9°C    20°C
Ponta Grossa     8°C    17°C
Guarapuava       5°C    17°C

Fonte: Simepar.

Coluna Mercado


Mercado de Commodities

Os bons ventos sopram no mercado internacional da soja.  Na Bolsa de Chicago, nesta quinta feira (14 de maio), os fatores fundamentais deram sustentação aos preços internacionais.  Os contratos para maio/09 foram negociados a US$ 25,70 por saca de 60 quilos. Aplicando o dólar vigente a cotação alcança R$ 53,52 por saca.  Já os contratos para setembro, período de entrada da safra americana, foram comercializados a US$ 22,93 por saca.  Ao dólar de R$ 2, 0820, tem-se R$ 47,76 por saca. 
No mercado doméstico, os preços continuam firmes.  No Porto de Paranaguá a base de preço passou para R$ 53, 50, ou seja, um aumento de R$ 1,50 por saca.  Nas praças de Londrina e Maringá as indicações são de R$ 50,00/saca.  Em Cascavel, o referencial passou para R$ 50, 00, um aumento de R$ 1,60 por saca.
Mais uma vez vale a recomendação da adoção por parte dos produtores de uma estratégia de comercialização, visando a obtenção de um preço médio rentável a partir dos repiques de preços no mercado internacional.


Gilda M. Bozza
Economista – DTE




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Clipping dos Jornais


DESTAQUES

Setor rural quer R$ 120 bilhões para financiar safra 2009/10


Gazeta mercantil

O setor rural pede R$ 120 bilhões de crédito oficial para promover o custeio, a comercialização e os investimentos necessários para a safra 2009/2010. Além disso, são solicitados reajustes dos preços mínimos das principais culturas agrícolas e redução das taxas de juros, mesmo das linhas que contam com subvenção do governo. Na última safra, o governo destinou R$ 65 bilhões para o financiamento da agricultura comercial, mais R$ 13 bilhões para a agricultura familiar.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que recebeu ontem a proposta do setor rural para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010 na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alega que trabalha com a hipótese de liberação de valor entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões para a agricultura comercial. Embora tenha dito que considerava as propostas elaboradas em conjunto pela CNA e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) "bem embasadas", não se comprometeu em defender os R$ 120 bilhões pedidos. Recentemente, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chegou a comentar que até mesmo os R$ 90 bilhões citados por Stephanes poderiam não ser atingidos.


"O agronegócio é o setor mais importante da economia, mantém a balança comercial superavitária há muitos anos", disse a senadora Kátia Abreu (DEM/TO), presidente da CNA. Em defesa à proposta, a parlamentar argumentou que investir no setor rural impulsiona o conjunto da economia. Segundo ela, cada vez que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresce 1%, há um aumento de 0,25 ponto percentual no PIB total brasileiro e a geração de 1,3 mil novos empregos. "E o governo quer manter a área plantada, não quer subir o preço dos alimentos e nem aumentar o desemprego", disse Kátia Abreu, no discurso em defesa da proposta ruralista.


Segundo cálculos da CNA e OCB, a necessidade total de recursos para o crédito rural na próxima safra alcança R$ 158,5 bilhões, valor que inclui grãos, cana-de-açúcar, café e gado de corte e de leite. Desde total, os ruralistas consideram que há R$ 41,6 bilhões de recursos próprios do produtor e R$ 10,5 bilhões de recursos de terceiros (principalmente as tradings), havendo, portanto, necessidade de aporte de R$ 106,4 bilhões para sanar a demanda de custeio. Faltaria, ainda, mais R$ 15,2 bilhões para investimento e outros R$ 3,5 bilhões para comercialização, em uma conta que atinge os R$ 120 bilhões solicitados ao governo.


Para as taxas de juros, o corte mais radical sugerido pelo setor rural é em relação ao Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) Rural. Os empréstimos dessa linha atualmente cobram juro anual de 6,25% e os ruralistas querem que caia para 4,5% ao ano. Nas linhas de custeio e de investimento, os ruralistas querem que o juro anual reduza de 6,75% para 5% ao ano. O setor rural defende também o reajuste dos preços mínimos para as principais culturas e também para o leite, em percentuais que variam de 10% a 33,3%. Para a soja, por exemplo, a proposta é aumentar o valor de referência da saca de soja com 60 quilos de R$ 22,80 para R$ 29,40 nas principais regiões produtoras, em uma correção de 28,95%.


CNA e OCB solicitam o aprimoramento do seguro rural e o aporte de R$ 400 milhões para a subvenção oficial nesse segmento. A ideia é elevar o teto máximo da subvenção de R$ 32 mil para R$ 40 mil por produtora. Na elaboração das propostas ao PAP 2009/2010 foram considerados como parâmetros o cultivo de 48 milhões de hectares e colheita de 141,8 milhões de toneladas de grãos, ou seja, pequena expansão em relação à safra deste ano, que conta com 47,5 milhões de hectares e colheita estimada em 136,6 milhões de toneladas de grãos, conforme a mais recente estimativa divulgada pela COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).


O Plano Agrícola e Pecuário é a proposta de financiamento do governo para a agricultura familiar. No ano passado, foi lançado em dois de julho e em 2007, em 27 de junho. Ou seja, será necessário mais de um mês para a divulgação oficial do PAP deste ano.

(Ayr Aliski)


AVICULTURA

Domínio na exportação de frangos

O Estado de S. Paulo

Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
Um bilhão e setecentos milhões de aves, pelo menos oito milhões de suínos, mais de onze milhões de toneladas de ração. Os números acima são a soma do que Perdigão e Sadia produziram em 2008 e dão uma noção da gigante que surge da união entre as duas empresas. E das implicações para o futuro, já que a concentração é clara.


Juntas, as duas terão quase 33% do abate nacional de aves e 31% do de suínos. No caso da exportação, terão 52,6% dos embarques de carne de frango in natura do país, que somaram 3,26 milhões de toneladas no ano passado, e cerca de 40% das de carne suína (total de 529 mil toneladas em 2008). Todos os cálculos se baseiam em números das próprias empresas, da União Brasileira de Avicultura (UBA), Abef (exportadores de frango) e Abipecs (exportadores de suínos).


A concentração no varejo doméstico também impressiona: no mercado de margarinas, a fatia das duas somará 65%; em industrializados de carnes, 57%; na categoria pizzas, juntas as duas terão 68,3% do mercado e em massas prontas, 88%.


Os números mostram que a tarefa do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao avaliar a operação não será fácil (ver matéria acima). Mas a companhia que surgir também deverá ter de lidar com os órgãos antitruste estrangeiros, já que as duas são grandes fornecedoras em vários mercados.


Se o consumidor não está feliz com a perspectiva de ver uma menor concorrência no varejo, muito menos está quem produz grãos, como soja e milho, e vende hoje para Perdigão e Sadia. A estimativa é que a nova companhia compre cerca de 20% do farelo de soja produzido no país - 11 milhões de toneladas - para a fabricação de ração para aves e suínos. Sozinha, a Perdigão comprou 3,117 milhões de toneladas de milho em 2008 e 1,226 milhão toneladas de farelo de soja. A Sadia adquiriu estimadas 4,8 milhões de toneladas de milho e 1,3 milhão de farelo. Somado, o consumo de milho das duas significará quase 14% da produção nacional de 58 milhões de toneladas na safra passada.


"As duas empresas já têm um poder de compra muito elevado, e isso vai aumentar", comenta um fonte do setor, acrescentando que os fornecedores não estão satisfeitos. "Elas vão arrochar mais".


Para um especialista do setor de carnes, a decisão do governo de patrocinar uniões como as de Perdigão e Sadia é errônea. "O governo está induzindo a concentração quando deveria lutar contra ela", lamenta.


Preocupados também estão os quase 120 mil funcionários da empresa em todo o país. Cada uma tem 60 mil empregados e é certo que haverá ajustes. Ainda não se sabe o tamanho das mudanças, mas a expectativa é de que fábricas das duas empresas localizadas em áreas muito próximas umas das outras sejam afetadas. A Perdigão tem 25 unidades industriais de carne em oito Estados do país, além de 15 de produção de lácteos. A Sadia tem 17 em nove Estados.


Uma fonte familiarizada com as duas empresas afirma que a tendência é que a operação no Rio Grande do Sul sofra ajustes. Lá a Perdigão tem um grande número de fábricas - parte delas veio com a compra da Eleva, em 2007. As unidades estão em Bom Retiro do Sul, Caxias do Sul, Lajeado, Marau, Porto Alegre e Serafina Correia. A Sadia tem planta em Três Passos.


Há dúvida também sobre o que ocorrerá em Santa Catarina, onde a Perdigão tem seis plantas e a Sadia, três. O fato de serem unidades exportadoras pode permitir que sejam mantidas.


Hoje, o maior complexo industrial da Perdigão é Rio Verde, em Goiás, onde a empresa tem ainda fábricas em Jataí e Mineiros. A Sadia está implantando o seu maior complexo em Lucas do Rio Verde (MT). Há demanda para as duas atenderem, diz a fonte, mas é possível que os investimentos em Lucas sejam revistos, pois a Perdigão também já tem duas unidades no Mato Grosso.


No Paraná, a Perdigão tem apenas uma unidade de carnes e a Sadia, cinco. Além disso, ambas acabam de instalar fábricas no Estado de Pernambuco, para atender o Nordeste.


BIOTECNOLOGIA

Mistura de biodiesel no diesel sobe para 4%

O Estado de S. Paulo
Gerusa Marques e Célia Froufe, BRASÍLIA

O governo decidiu aumentar dos atuais 3% para 4% a mistura de biodiesel no diesel. A elevação no porcentual, que começa a vigorar a partir de julho, foi anunciada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A previsão é de que a mistura suba para 5% no próximo ano.


Para evitar impacto inflacionário e aumento do preço final do diesel, o Ministério da Fazenda vai extinguir o PIS e a Cofins que são cobrados sobre o biodiesel. Isso será feito, segundo o ministro, por meio de uma emenda a uma medida provisória que já está tramitando no Congresso Nacional.


Segundo Lobão, o programa do biodiesel "está dando certo" e a previsão é de geração de 100 mil empregos. Para incrementar a produção, o governo está estudando a criação de uma fábrica de biodiesel a partir do dendê no Estado do Pará.


O dendê, de acordo com o ministro, produz 10 vezes mais biodiesel que a soja, hoje responsável por 80% do volume do combustível vegetal produzido no País.


A decisão foi tomada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da qual participou também o ministro da Agricultora, Reinholds Stephanes. A elevação do porcentual de mistura do biodiesel, segundo Stephanes, serve como uma propaganda do País em relação às questões do meio ambiente.


"O governo quer sinalizar ao mundo que o Brasil continua investindo em energia limpa, em biodiesel", comentou.


ADAPTAÇÃO


Segundo uma fonte do governo, a renúncia fiscal com que o governo arcará com a extinção da cobrança do PIS e da Cofins sobre o biodiesel é de aproximadamente 1% sobre o valor total do volume comercializado do produto. "Não é bem uma renúncia, é mais uma adaptação", disse a fonte.


O biodiesel começou a ser adotado obrigatoriamente no Brasil em 1º de janeiro de 2008, com um porcentual de mistura de 2%. Em 2009, a mistura subiu para 3%. O plano inicial do governo era subir de 2% para 5% somente em 2013, mas se optou pela elevação gradual da mistura e pela antecipação dos 5% para 2010.



CNA

CNA e OCB pedem plano de R$ 120 bi

Política agrícola: Crédito é para a safra 2009/10; demanda ultrapassa as previsões oficiais
Mauro Zanatta, de Brasília

Mesmo com a previsão de um incremento de 1% na área cultivada da próxima safra (2009/10), que começa oficialmente em julho, cooperativas agropecuárias e produtores rurais pediram ontem ao governo quase o dobro de recursos destinados no atual ciclo (2008/09) para financiar as operações de custeio, investimento e comercialização.
O pedido conjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) soma R$ 120 bilhões. O atual plano de safra prevê a destinação de R$ 65 bilhões ao setor. O pedido dos ruralistas também inclui a redução dos juros do crédito rural de 6,75% para 5% ao ano - médios produtores teriam taxa de 4,5%.
A proposta do consórcio ruralista reforçou a necessidade de elevação dos subsídios da União ao setor. Para garantir as operações de seguro rural, o setor prevê que o orçamento do subsídio oficial deveria dobrar para R$ 400 milhões no próximo ciclo.
Além disso, pede-se a criação de um programa de subvenção ao frete de acordo com o perfil do produtor e sua localização geográfica. Quanto mais longe dos portos, mais subsídios. Os dirigentes do setor também propuseram a concessão de subsídios ao prêmio dos contratos de opção lançados pelo governo.
"Nós sempre respondemos aos estímulos do governo. A cada R$ 100 milhões em subsídios ao setor, elevamos o PIB global do Brasil em R$ 1 bilhão", afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "A subvenção ao setor rural compensa para o governo e a sociedade. É isso o que se faz em todo o mundo".
Alçado à condição de "fundamental" para o setor, a criação de um fundo de aval para mitigar riscos de crédito do setor seria bancada com recursos do Tesouro Nacional. A medida seria conjugada com a revogação de uma resolução do Banco Central que obriga a reclassificação automática, para baixo, em operações rurais renegociadas. "Isso é considerado ponto crucial nas questões estruturantes", disse o secretário-executivo da OCB, Renato Nobile.
Com a estimativa de produzir um adicional de 5,3 milhões de toneladas de grãos, fibras e cereais na comparação com a última previsão do governo, os ruralistas solicitaram reajuste dos preços mínimos de garantia de todas as principais culturas. A correção variaria de 10% para arroz e algodão até 33% para leite. Os limites individuais de financiamento também teriam alta de 9% a 200%, segundo a cultura.
Em situação financeira delicada, os cooperativistas solicitaram ao governo a autorização para que o segmento de crédito dessas sociedades possa fazer operações rurais com recursos mais baratos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos fundos constitucionais (FNE, FNO e FCO). As cooperativas pediram a alocação de R$ 2,5 bilhões para nova linha de capital de giro, além da elevação do orçamento do programa de investimentos do segmento (Prodecoop) de R$ 1 bilhão para R$ 2,2 bilhões a juros de 5% ao ano.
O segmento também solicitou a criação do "Proger Cooperativo", onde associados teriam acesso a crédito a juros mais baixos.
Na área tributária, o setor rural pediu medidas de R$ 3,1 bilhões em desonerações de impostos, como IOF, PIS-Cofins e adicional de frete da Marinha Mercante para fertilizantes, rações e sal mineral, além da manutenção da tarifa zerada para importação de matérias-primas usadas na fabricação de fertilizantes. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que analisará os pedidos e tentará defendê-los no governo. "Mas não quer dizer que tudo será incluído no plano", afirmou.

COMMODITIES


Não foi tão ruim (Vaivém das commodities)


Folha de S. Paulo

MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@grupofolha.com.br

Apesar da crise mundial e do fechamento das torneiras do crédito, a entrega de fertilizantes neste ano não foi tão ruim como se previa. De janeiro a abril, as indústrias entregaram 5,2 milhões de toneladas, 1,89 milhão a menos do que em igual período de 2008.

ANTECIPAÇÕES

As entregas de adubos do início do ano passado estavam impulsionadas pelas antecipações de compras pelos produtores, devido à disposição maior de crédito e às perspectivas de alta do preço do produto.

FREIO NA IMPORTAÇÃO

Com elevado volume de estoques na passagem de 2008, as indústrias reduziram as importações para 1,5 milhão de toneladas no ano, ante 3,1 milhões de janeiro a abril de 2008, segundo a Anda (associação que congrega as indústrias).

RELAÇÃO DE TROCA

Com a queda nos preços internacionais dos fertilizantes e a alta das commodities, a relação de troca ficou mais favorável para o produtor neste ano em relação a 2008, diz a Anda. Mas é desfavorável quando comparada a 2007 e a 2006.

NA PONTA DO LÁPIS

A SLC Agrícola, que semeou 220 mil hectares na safra 2008/9, mostrou no balanço do primeiro trimestre deste ano que os fertilizantes representaram 30% dos custos totais de produção da empresa, acima dos 24% de 2007/8 e dos 19% de 2006/7.

CAMINHO INVERSO

Já os custos totais dos defensivos tiveram participação de 23% na safra 2008/9, abaixo dos 25% de 2007/8 e dos 28% de 2006/7. A empresa tem lavouras nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia e Piauí.

CARTEIRA DO BB

A carteira de crédito do agronegócio do Banco do Brasil cresceu para R$ 64,3 bilhões no primeiro trimestre do ano, 14% acima da de março de 2008. Mas enquanto os "spreads" cobrados de pessoas físicas e jurídicas recuaram no trimestre, os do agronegócio subiram.

CANA EM SP

A área paulista de cana teve queda de 0,2% neste ano, para 5,37 milhões de hectares. Já a produção subirá 2,2%, para 400,5 milhões de toneladas, segundo o Instituto de Economia Agrícola. A área de café cresce 2%, para 228 mil hectares, mas a produção recua 10,2%, para 241,6 mil toneladas.

MENOS TRIGO NO RS

Com o retorno das chuvas e o fim da safra de verão, os produtores gaúchos se preparam para semear o trigo. Para a Emater/RS, haverá queda de 11% na área, para 865 mil hectares, e a produção recua para 1,71 milhão de toneladas, 22% abaixo da de 2008.



CRÉDITO RURAL

Produtor prejudicado por seca e chuvas terá crédito

Valor Econômico
Mauro Zanatta, de Brasília

Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprova hoje R$ 950 milhões em ajuda a produtores rurais castigados pela estiagem no Sul e inundações no Norte e Nordeste. O Ministério do Desenvolvimento Agrário divulgou ontem a prorrogação das dívidas de custeio e investimento doe produtores, concessão de crédito emergencial e financiamento de insumos para alimentação de animais.


O governo usará R$ 454 milhões do seguro "Proagro Mais" para atender a 61 mil pedidos de indenização. Quem não tiver seguro, poderá prorrogar as operações por três anos, com um ano de carência. Dívidas de investimento terão parcela de 2009 prorrogada para o fim dos contratos.


Há 187 municípios na região Sul em situação de emergência ou calamidade. A medida custará R$ 50 milhões ao Tesouro. Haverá, ainda, crédito emergencial de R$ 285 milhões para todos os Estados. As operações serão de até R$ 1,5 mil, com juros de 0,5% e dois anos para pagar. Outros R$ 103 milhões "Garantia Safra" financiarão ajuda de R$ 550 em cinco parcelas.

FEIJÃO

Mercado

Correpar

CARIOCA:   Quinta feira com mercado estável mantendo em diversas fontes o mesmo número ao redor de R$ 65,00 ate R$ 70,00 por saco de 60 kg. Os repiques de plantio comuns quando os preços estão altos, como no ano passado, principalmente nos pivôs durante o período de março até setembro e outubro deve ser muito reduzidos. O plantio que ocorre agora também. No entanto reporta-se boa venda feijão comercial para plantio no nordeste uma vez que com as chuvas planta-se aonde for possível. No ano passado antracnose e outras doenças afetaram a safra nordestina.

FEIJÃO PRETO:  Mercado estável sem qualquer novidade durante o dia de ontem. Produtores mantêm os preços baseados no preço mínimo não desejam vender abaixo de R$ 65,00 produto na fazenda sem pré-limpeza e mais despesas de nota.

FIQUE DE OLHO - Você que é produtor de feijão e estava ansioso pelo PEPRO Prêmio Equalizador Pago ao Produtor tem agora boa chance de participar, quem sabe, já a partir da próxima semana.  O Ministério da Agricultura pretende atender via leilão esta demanda dos produtores, quem sabe, alternando com os leilões de PEP. Ontem no leilão de PEP a CONAB obteve a demanda  para 55,03% da oferta de 12,5 mil toneladas. A novidade foi Mato Grosso com demanda total de 1.500 t sem deságio para o valor do prêmio, que foi de R$ 9,48 por saca de 60 kg. No Paraná, vendeu  77,24% ou 4.248.200 t, do total ofertado  de 5.500 t. O premio sem deságio foi de  R$ 6,90 a saca. Santa Catarina, com  demanda  de 53,55% 929 t, de um total de 2000  t, e premio de R$ 6,90 a saca. Já em  Goiás, a demanda foi de  4% 60 t, com oferta total de 1.500 t e prêmio sem deságio, a R$ 8,16 por saca. Em Minas Gerais oferta de 1000 t e no Rio Grande do Sul 1 mil t  não apresentaram interesse.


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MEIO AMBIENTE

Ambientalistas mobilizam-se para derrubar MP fundiária no Senado

Valor Econômico

Mauro Zanatta, de Brasília
A medida provisória da regularização fundiária na Amazônia, aprovada na noite de quarta-feira pela Câmara dos Deputados, enfrentará dura resistência de ambientalistas no Senado. Sob a liderança da ex-ministra Marina Silva (PT-AC), a reação contra o texto da MP nº 458 tentará derrubar alterações feitas pelo deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) no texto original da proposta do Executivo. A medida deve regularizar a situação jurídica de 400 mil posses em 436 municípios da Amazônia.


Mesmo contra a orientação do Palácio do Planalto, que comemorou a aprovação na Câmara, ambientalistas ligados ao governo decidiram combater quatro pontos: a permissão da regularização da posse para empresas, a indenização de benfeitorias, a titulação para áreas exploradas por terceiros e a autorização para a venda dessas terras após três anos da emissão dos títulos definitivos. "Tivemos um claro retrocesso na Câmara e precisamos separar o joio do trigo, sem a política do fato consumado ou de terra arrasada", diz Marina, que afirma ter o apoio do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) em sua cruzada contra as regras da MP.


A primeira batalha no Senado, prevista para ocorrer já na próxima semana, será pela relatoria da medida. Na disputa, estão a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das principais líderes ruralistas do Congresso, e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da Maioria na Casa. Relator da MP na Câmara, o deputado Asdrúbal Bentes afirma que não alterou nenhuma das condicionantes ambientais previstas na MP. "Quem desmatar além da reserva legal, terá que assinar o termo de compromisso para recomposição. E se não fizer isso em 30 anos, perderá a terra para a União", diz. Bentes admite, porém, ter aumentado, de dez para 30 anos, o prazo para recuperação de áreas desmatadas.


A queda de braço entre governo e oposição também deve acirrar os ânimos. No Senado, a margem de manobra da base política governista é bem menor do que na Câmara. Autor da proposta original da MP, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, defende o texto aprovado na Câmara. "Não temos nenhum problema grave para resolver na MP. Para uma matéria delicada, ficou melhor do que esperávamos", diz. "Acho que está muito próximo da MP original e preservou o espírito da prioridade aos pequenos e de inibição da grilagem. Temos que separar regularização fundiária da reforma do Código Florestal", afirma o ministro.


A senadora Marina Silva insiste, entretanto, que permaneceram no texto aprovado pela Câmara alguns "vícios de origem" que precisariam ser alterados no Senado. "Essa MP, do jeito que está, vai favorecer 80% dos pequenos posseiros da Amazônia. Mas eles têm apenas 11,5% das terras lá", argumenta a ex-ministra. "Os outros 20% de grandes posseiros vão ficar com 88,5% das terras". Segundo a senadora, a MP deve restringir os benefícios da regularização a áreas com até 4 módulos fiscais, ou cerca de 400 hectares. "Nas demais posses, o governo deveria fazer uma análise para verificar a função social da terra". Marina Silva diz que as cláusulas para evitar abusos na regularização caíram com a dispensa de vistoria pelo Incra. "Por isso, precisamos de um relator que possa dialogar com todos os lados", apela.


A senadora afirma que a MP ajudará a consolidar uma situação de grilagem de terras na Amazônia. "O governo só poderia fazer isso mediante cumprimento social da terra. Mas qual é a função social de aumentar o patrimônio de grandes produtores?", questiona. Os artigos que beneficiam empresas donas de terras e permitem a regularização de áreas exploradas por terceiros serão questionadas no Senado. "Mesmo tendo outro imóvel, um grande posseiro poderá ter a posse regularizada com direito de preferência em licitação. Além disso, o governo permitiu a venda da terra após três anos. Com isso, esses posseiros se capitalizam e vão grilar novamente".

OUTROS

Agregar valor ao agronegócio brasileiro (Artigo)

Gazeta Mercantil

Artigo

Desde a liberação do cultivo da soja geneticamente modificada no Brasil - a chamada soja transgênica -, rios de tinta e toneladas de papel foram consumidos, destacando-se a superioridade técnica da novidade agronômica, a ponto de diversas vozes profetizarem o fim dos cultivos convencionais.

Discussões ideológicas à parte, tais afirmações incorrem em evidente exagero. Se os produtos geneticamente modificados apresentam inegáveis vantagens, o fato é que as culturas convencionais não apenas têm espaço assegurado no cenário da produção agrícola brasileira, como também são aquelas que efetivamente maior valor agregam ao agronegócio nacional. Com efeito, tome-se o exemplo das exportações brasileiras de soja não transgênica. As vendas externas do complexo soja não transgênica (grãos, farelo e óleo) movimentaram US$ 4,7 bilhões, o equivalente a 26,13% do total exportado de soja e derivados, que somaram US$ 17,98 bilhões em 2008.


Com isso, o Brasil figura na liderança mundial da produção e exportação de produtos não transgênicos, posição que, mais do que ser motivo de orgulho, é um diferencial de mercado que merece ser preservado por conta de suas vantagens econômicas. Isso porque os principais países do mercado europeu fazem sérias restrições ao cultivo e à comercialização de grãos geneticamente modificados por razões de biossegurança e ambientais, posição adotada por outras nações asiáticas. E, o mais importante, pagam substanciais prêmios para ter acesso a esses produtos diferenciados.


Para assegurarem a identidade dos grãos não geneticamente modificados que exportam, indústrias e traders arcam com os custos de segregação da produção - o chamado "Hard Identity Preserved", contratando empresas certificadoras independentes, internacionalmente reconhecidas, que atestam a qualidade e a sanidade da produção em todos os seus estágios, do plantio ao transporte, do processamento ao embarque.


Mais ainda: ganham os agricultores que optam pelo cultivo de não transgênicos porque as indústrias e traders que investem neste modelo de produção repassam a eles parte de seus prêmios. Na safra que acaba de ser colhida, cooperativas e agroindústrias pagaram prêmios de até R$ 2 por saca. Como se vê, a produção de não transgênicos não é, em absoluto, uma concorrente dos transgênicos, mas trata-se de atividade de grande complementaridade, que reforça o ingresso de divisas para o País, abre novas oportunidades de negócios para as empresas e injeta renda adicional no campo.


Essa riqueza, obviamente, precisa ser preservada. Seu interesse repousa não apenas no diferencial de mercado que representa, mas também por constituir reserva genética estratégica como alternativa para a ocorrência de fatores imprevistos na produção de grãos geneticamente modificados.


Tais ocorrências, aliás, já vêm sendo registradas: no Mato Grosso, o maior produtor de soja do País, o custo de produção da soja não transgênica na última safra foi de 35,06 sacas por hectare, uma substancial economia de 7,37% em relação ao custo de produção da soja transgênica, que ficou em 37,85 sacas por hectare, conforme dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), órgão do Ministério da Agricultura.


Tal desempenho derruba o mito de que as culturas tradicionais são "atrasadas" e "ultrapassadas". Na verdade, os grãos não transgênicos carregam elevada carga de tecnologia, a ponto de constituírem referência para o trabalho de desenvolvimento genético dos próprios transgênicos.


Prova do potencial produtivo dos grãos convencionais é o trabalho de melhoramento genético que vem sendo desenvolvido pela Embrapa com a soja não transgênica, focado num aumento de produtividade da ordem de 1,5% ao ano, nos próximos dez anos.


Neste debate, por fim, é preciso ter claro que a produção de grãos transgênicos e de grãos não transgênicos não pode assumir contornos maniqueístas. Longe de serem antagônicos e excludentes, os dois sistemas de produção são complementares, sinérgicos. A defesa deste diversificado sistema de produção interessa a todos empenhados na defesa do agronegócio.


kicker: O diferencialde mercado dos não transgênicos tem de ser preservado


RICARDO TATESUZI DE SOUSA* - Secretário-executivo da Associação Brasileira de Grãos Não Geneticamente Modificados )




Sadia demitiu ao menos 900 em Toledo (PR), informa o sindicato


Gazeta Mercantil

Desde o início do ano a Sadia já demitiu pelo menos 900 funcionários de um de seus principais complexos industriais do país, localizado em Toledo, no Oeste paranaense, onde unidades de aves, suínos e fábrica de empanados, entre outros, empregam 9 mil pessoas, quase 10% da população da cidade com pouco mais de 100 mil habitantes. A informação é da assessora jurídica do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Toledo, Carmem Galassini. Segundo ela, as demissões ocorrem todas as semanas e se acentuaram nos últimos tempos com o encerramento do terceiro turno da unidade de aves, que tem capacidade de abate de 360 mil frangos diários.

A Sadia, através de sua assessoria, disse que não reconhece e que "há exagero nas informações do sindicato", mas confirma que estão ocorrendo demissões. Em comunicado oficial, a empresa afirma que "em função da necessidade de adequar seu nível de produção ao cenário econômico mundial, decidiu desativar o terceiro turno de aves em sua unidade de Toledo de modo a otimizar a produtividade dos outros dois turnos existentes". A nota acrescenta que "como forma de minimizar ao máximo o impacto da iniciativa, a companhia optou por não substituir funcionários que se desligaram da unidade recentemente, além de transferir os colaboradores do terceiro turno para os outros dois turnos em operação. A Sadia também ofereceu a essas pessoas oportunidades em outras unidades da companhia que possuem vagas em aberto".


Segundo a assessora do sindicato, a maior parte das demissões efetivamente vem ocorrendo no setor de aves "onde não há propriamente uma redução da produção e sim uma mudança do mix. Antes se produzia muitos cortes diferenciados e agora se produzem mais frangos inteiros, o que emprega menos mão-de-obra".


Desde janeiro há movimentação neste setor e, inicialmente, elas atingiram apenas empresas terceirizadas que faziam abates para a Sadia. A Globoaves, do Paraná, cujo contrato com a empresa venceu janeiro e não foi renovado, teve de dispensar de 460 pessoas. A Nicolini, do Rio Grande do Sul, depois de quatro anos de parceria, teve de cortar mais de 10% do quadro de 3 mil empregados. A Sadia possui cerca de 60 mil funcionários em todo o país e, desde o início do ano, anunciou dois cortes de pessoal: um de 71 e outro de 350 empregados, mas somente na área administrativa. Agora as demissões chegam ao chão de fábrica.


(Norberto Staviski Curitiba)


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