

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 480,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 44,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 18,50/sc |

AGRICULTURA FAMILIAR
AGROECONOMIA INTERNACIONAL
ARMAZENAGEM
BIOENERGIA
BIOTECNOLOGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
CAFÉ
CNA
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
DEFESA SANITÁRIA
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LEGISLAÇÃO
LOGÍSTICA
MEIO AMBIENTE
OUTROS
POLÍTICA
Jornal de Braslia- DF
Ministro Paulo Bernardo admite apenas aumento no valor do
tíquete-refeição
O
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que o valor do
auxílio-alimentação dos servidores públicos federais está "muito
defasado". Disse, inclusive, que o governo vai fazer alterações no
orçamento de 2010 para aumentar o valor. Porém, foi enfático ao dizer
que não está nos planos do governo dar reajustes salariais à categoria.
"Com relação a reajuste salarial, nem pensar. Nós temos acordos feitos
que vão inclusive ser pagos no ano que vem. Nós fizemos pagamento em
2008, em 2009 e vamos pagar em 2010. Portanto, não está nos nossos
planos isso", enfatizou.
As declarações foram dadas ontem,
quando o ministro foi questionado sobre a paralisação de 48 horas
deflagrada por várias categorias do serviço público, cobrando o
atendimento de uma extensa pauta de reivindicações. Sobre o
tíquete-alimentação, Bernardo destacou que "de fato, está muito
defasado. A reivindicação me parece justa, e nós estamos trabalhando
para resolver."
Os servidores públicos federais estão com
indicativo de greve marcado para o dia 10 de novembro, quando podem
parar por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Servidores
Públicos Federais (Sindsep), entre as reivindicações da categoria,
estão a revisão das tabelas salariais, a aprovação de planos de
carreira e o reajuste do auxílio-alimentação e do plano de saúde, além
da paridade entre ativos e inativos.
Participam da greve de advertência, entre outros, servidores da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), Advocacia-Geral da União (AGU), do Judiciário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), dos ministérios da Agricultura, Fazenda, Cultura, Saúde e do Trabalho e Emprego, do Ibama e das agências reguladoras.
DEFASAGEM
Desde
2004 o valor do tíquete-alimentação não é reajustado para os servidores
do Poder Executivo Federal. Isso fez com que a defasagem em relação ao
benefício pa-go pelos poderes Executivo e Legislativo aumentasse ainda
mais. Hoje, o valor chega a ser quatro vezes maior para os demais
funcionários. No Executivo, o valor depende da cidade onde está lotado
o servidor e varia entre R$ 126 e R$ 161 (caso de Brasília).
Dividido
pelo número de dias úteis (22), o benefício chega a pouco mais de R$ 7
por dia, valor in-suficiente para garantir uma refeição completa. Por
isso, o benefício foi batizado de Vale-Coxinha. Segundo entendimento de
alguns sindicatos que representam os servidores, o governo precisa
apenas de vontade política para atualizar o valor, já que isso pode ser
feito por portaria.
Em relação às críticas feitas por representantes do Governo Federal, e particularmente do Incra, sobre pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Ibope Inteligência esclarece que a amostra representa os maiores assentamentos com status “consolidado”, segundo classificação do Incra, de cada um dos nove estados pesquisados.
Segundo explica a assessora de Comunicação Social do Ibope, Valéria Segato Covre Fernandez, ao criticar a pesquisa o Incra cita outros estudos já realizados sobre pequenas propriedades, ou sobre agricultura familiar. São universos distintos, pois a pesquisa trata de um universo bastante específico, que são os assentamentos consolidados em nove Estados brasileiros, e não há sentido em fazer entre ambos uma comparação direta.
A pesquisa trata de condições gerais de vida dos assentados, e não somente do tipo de atividade econômica praticada pelas famílias. “O Ibope espera com este estudo contribuir para um debate mais amplo do que este que tem ocorrido até este momento, centrado exclusivamente na questão da produção ou não nas propriedades pesquisadas, já que o escopo do estudo é muito mais amplo”, diz Valéria.
Contudo, afirma, ressaltamos ainda que o Ibope não se posiciona a favor ou contra este modelo de reforma agrária, e que todas as informações da pesquisa foram levantadas diretamente com os responsáveis pelas famílias, dentro das propriedades.
Valéria explica que o Ibope Inteligência atende aos códigos de autorregulação e de ética elaborados pela associação mundial de profissionais de pesquisa, a European Society for Opinion and Marketing Research (Esomar), e pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A empresa também é certificada pela ISO 9.001 e pela ISO 20.252, que destaca a excelência dos processos nas empresas de pesquisa social, de opinião pública e de mercado.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou quinta-feira (15) a liquidação de dívidas de café vinculadas à Cédula do Produto Rural (CPR) com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), inclusive aquelas com vencimento até 2007 e 2008, emitidas por produtores rurais ou suas cooperativas, com taxa de 6,75% ao ano.
Outra medida aprovada concede novos prazos para negociação das dívidas rurais, previstos na Lei nº 11.775, de 2008. A prorrogação vale para as operações como aquelas relativas ao Funcafé, cacau e crédito de investimento com recursos dos Fundos Constitucionais.
Confira os Votos Agrícolas aprovados pelo CMN. (Da Agência Brasil).
A sexta-feira (16) será de tempo instável no Paraná. Há previsão de
chuvas para todas as regiões no Estado, com raios e trovoadas
principalmente na região oeste. As temperaturas continuam amenas.
Curitiba
12°C 23°C
Paranaguá
15°C 24°C
Londrina
15°C 26°C
Maringá
16°C 26°C
Cascavel
14°C 25°C
Foz do Iguaçu 15°C 26°C
Ponta Grossa 10°C 22°C
Guarapuava 11°C
22°C
Fonte: Simepar.
Valor Econômico- SP
Não é mais possível alimentar 1 bilhão de pessoas apenas com ações de
socorro emergenciais
Em diferentes pontos do planeta, o destino de um bilhão de seres humanos depende de respostas concretas à pergunta que lateja neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação: como ampliar a segurança alimentar em época de crise?
Na América Latina, o chamado Corredor Seco da Guatemala é um dos cenários onde pulsa a angústia da espera. A região sucumbe sob urgências humanitárias agravadas por desequilíbrios climáticos extremos. O El Niño trouxe precipitações até 87% abaixo da média anual em algumas áreas de lavoura gerando quebras de safra que tiveram um efeito devastador na dieta básica de mais de 90 mil famílias.
A seca piora a insegurança alimentar em um país onde a desnutrição crônica afeta 49% das crianças (69% no caso das indígenas). Com uma arrecadação fiscal abaixo da já modesta média latino-americana e sofrendo as consequências da crise internacional - entre outras coisas ela reduz as remessas dos emigrantes, equivalentes a 10% do PIB do país- a Guatemala não tem condições de enfrentar a urgência da crise sem solidariedade externa.
A crise na Guatemala é um microcosmo dos dilemas da fome no século XXI. O passaporte para a segurança alimentar não virá encapsulado em nenhuma panaceia fabricada em laboratórios ou gabinetes do dogmatismo econômico. Ela depende, antes de mais nada, de iniciativas articuladas no plano local e internacional que contemplem, em primeiro lugar, a criação de mecanismos de resposta rápida a crises alimentares, cada vez mais agravadas pela sobreposição de eventos climáticos extremos.
Mas, sobretudo, é necessário um novo consenso político e fiscal que forneça ao Estado o fôlego tributário indispensável à execução de políticas de desenvolvimento social. E, acima de tudo, que devolva ao desenvolvimento agrícola a centralidade no esforço de erradicação da fome. Definitivamente, não bastam afirmações exclamativas. O mundo da política precisa erguer uma ponte efetiva de recursos à altura dos desafios cobrados pelo fomento agrícola e o combate à fome.
No plano internacional, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) projeta a necessidade de investimentos agrícolas da ordem de US$ 83 bilhões por ano em todo o planeta, para obter um aumento de produção de 70% e assim alimentar a humanidade que reunirá 9,1 bilhões de pessoas em 2050.
Trata-se, entre outras coisas, de reverter a omissão predominante nos últimos anos quando se delegou aos mercados a tarefa de prover a segurança alimentar da sociedade. A verdade é que os investimentos na agricultura perderam espaço na própria repartição dos recursos internacionais destinados à luta contra a fome nas últimas décadas. Desde 1980 a fatia reservada ao desenvolvimento agrícola diminuiu 58% em termos reais, recuando de 17% para 3% do total das transferências.
A crise mundial sentenciou a inviabilidade dessa aritmética. Não é mais possível alimentar 1 bilhão de pessoas apenas com ações de socorro emergenciais. Ainda que essa seja a única saída de momento, a centralidade do processo deve ser devolvida ao apoio à produção agrícola dos países pobres e em desenvolvimento.
De novo, o caso da Guatemala é pedagógico: o país tem uma lei de segurança alimentar, mas, sem financiamento, sua eficácia é limitada. A busca pela ajuda internacional foi um dos motivos que levou o presidente Álvaro Colom a decretar o estado de calamidade pública no mês passado. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Colom acrescentou que a calamidade não era resultado apenas da seca, mas uma calamidade histórica, fruto do abandono secular de populações pobres a sua própria sorte.
Infelizmente, a Guatemala não é um caso isolado. A fragilidade das políticas públicas na região é proporcional ao engessamento proveniente de uma carga tributária média de 18,2% do PIB, contra 39,8% da União Europeia. Pior, mais de 50% da arrecadação regional é baseada em impostos indiretos, pagos de forma linear por toda população que tem efeito redistributivo nulo ou regressivo. Em comparação, na União Europeia, cerca de 40% da arrecadação provêm de impostos diretos e o restante se divide entre impostos indiretos e segurança social.
Na maioria dos países a situação só se resolve como uma reforma tributária: os ricos dos países pobres e em desenvolvimento também precisam dar sua contribuição para o desenvolvimento inclusivo da sociedade. No entanto, enquanto não se consegue um acordo político para um novo pacto fiscal que permita aumentar a arrecadação e torná-la mais equitativa, o espaço das políticas públicas permanece acanhado. Isso traduz-se diretamente em exclusão social e baixo desenvolvimento humano.
Na Guatemala, um dado resume todos os demais: o gasto social do país de US$ 350 per capita/ano é o menor de toda a América Latina. Em contraposição, os índices globais de desnutrição no país são os maiores da região.
O Brasil é um caso notável de sucesso ancorado nessa convergência entre vontade política, marcos institucionais específicos e recursos adequados ao desenvolvimento agrícola e à segurança alimentar. A partir do Fome Zero, o governo brasileiro adotou o enfoque de dupla via recomendado pela FAO. Ações emergenciais foram acionadas em paralelo a políticas emancipatórias para que as famílias - em especial as que formam a pobreza rural, onde se concentra 50% da fome no país - pudessem se credenciar à auto-suficiência no futuro.
A assistência técnica à agricultura familiar e aos assentamentos, as aquisições de alimentos dos pequenos produtores, bem como a expansão do crédito do Pronaf são exemplos desse modelo a ser multiplicado. Em que pese a persistente concentração da terra no país, como se verificou no último Censo agrícola do IBGE, o fato é que um segmento de média e pequena propriedade consolidou sua presença na economia, como principal fonte de alimentos, emprego e estabilidade no campo.
Não surpreende, assim, que o mercado interno brasileiro tenha se revelado um importante contrapeso à contração mundial nesta crise, sustentando o nível de atividade graças à demanda popular. O paradigma brasileiro oferece uma resposta encorajadora ao desafio de garantir a segurança alimentar em época de crise. Ocupará, por certo, um espaço relevante nas discussões da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, que acontece de 16 a 18 de novembro, em Roma.
DCI- SP
O atraso na safra norte-americana de milho pode ajudar o produtor
brasileiro a escoar sua produção. O grão que no País já chegou a ficar
do lado de fora dos armazéns, em razão da falta de compradores,
atualmente volta a ter a oportunidade de ser alvo de aquisições no
mercado internacional. A aprovação de novas variedades de sementes de
milho geneticamente modificada ontem, por sua vez, pode aumentar a
produtividade e reduzir custos.
De acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o
mercado brasileiro, apesar de registrar ainda baixos preços, tem se
mantido bem acima da paridade nos portos e os operadores domésticos têm
utilizado os prêmios da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB)
para escoar uma boa quantidade de produto ao mercado externo.
Na próxima terça-feira, a estatal realizará mais um leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), ofertando prêmios para mais 800 mil toneladas de milho. No caso do Mato Grosso, o prêmio pode alcançar até R$ 6,66 a saca no norte do estado, onde o grão é comercializado até abaixo de R$ 7 a saca. "Sob estes valores, tradings têm conseguido com facilidade escoar o milho até os portos, o que vai contribuindo para a firmeza dos preços nas principais regiões produtoras do País", avalia Adriano Vendeth, responsável técnico da Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg.
Segundo Vendeth, com as chuvas e as baixas temperaturas nos Estados Unidos (EUA), o mercado em Chicago alcançou US$ 150 a tonelada, com uma recuperação acumulada de 20% nos últimos 30 dias, subindo ao melhor nível desde julho. A previsão é a de que as notícias sobre a evolução na da safra norte-americana continue sendo benéfica para o Brasil. A maturação do milho nas lavouras dos EUA está 20% mais baixa que a média dos últimos cinco anos. Até a segunda semana de outubro, apenas 3/4 do milho estava completamente maduro, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A colheita do milho também está em ritmo lento: 13% da safra já está fora dos campos, quando a média para o período seria de 35%.
O aumento nos embarques e a melhora dos preços internacionais já refletem no mercado interno. A demanda interna por milho sinalizou reação nas últimas semanas, após permanecer desaquecida durante parte do ano. Segundo pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), alguns compradores fizeram estoques, inclusive, para início do próximo ano. "Produtores, no entanto, não mostraram interesse em negócios em grandes quantidades por não necessitar de caixa neste momento. Dessa forma, os preços seguiram em alta em praticamente todas as regiões analisadas pelo Cepea", disse Lucílio Alves, pesquisador do Centro.
Transgênicos
Além dos fundamentos de mercado apontarem para um cenário mais
favorável aos produtores, lançamentos que prometem reduzir os custos de
produção podem ser um incentivo a mais para os produtores de milho na
próxima temporada.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou
ontem o plantio e a comercialização de três novas variedades
transgênicas no País, entre elas duas sementes de milho, uma resistente
a insetos (Monsanto) e outra resistente a insetos da ordem lepidóptera
e tolerante aos herbicidas glufosinato de amônio e glifosato (Dow
AgroSciences e Du Pont do Brasil - Divisão Pioneer Sementes). Com essas
novas liberações comerciais, o Brasil tem aprovadas 11 variedades de
milho transgênicos. O plantio de transgênicos pode amenizar a redução
esperada para a próxima safra. Segundo o Instituto Mato-grossense de
Economia Agropecuária (IMEA) ao mesmo tempo em que se amplia a
disponibilidade de áreas não há estímulos comerciais que possibilitem a
tomada de decisão.
Além dessas duas aprovações, a Comissão autorizou a comercialização do
algodão geneticamente modificado resistente a insetos da ordem
lepidóptera e tolerante ao herbicida glifosato (Monsanto) e a venda de
uma vacina para uso animal contra a bactéria Escherichia Coli.
O atraso na safra norte-americana de milho pode ajudar o produtor brasileiro a escoar sua produção. O grão que no País já chegou a ficar do lado de fora dos armazéns, em razão da falta de compradores, atualmente volta a ter a oportunidade de ser alvo de aquisições no mercado internacional. A aprovação de três novas variedades de sementes de milho geneticamente modificada ontem, por sua vez, pode aumentar a produtividade e reduzir custos. As empresas beneficiadas foram a Monsanto e a Dow Agroscience.
Valor Econômico- SP
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) informou que
aprovou em reunião na quinta-feira a liberação comercial de duas
variedades de milho e uma de algodão transgênicos. A comissão também
deu sinal verde para uma vacina contra infecção intestinal de aves.
Um dos "milhos" aprovados (MON 89034 ), resistente a insetos, foi
desenvolvido pela americana Monsanto, que também desenvolveu o algodão
resistente a insetos e tolerante a glifosato que foi liberado (MON 531
x MON 1445).
A CTNBio aprovou, também, 13 pedidos de liberação planejada no ambiente e 17 pedidos para pesquisa. A comissão excluiu sete Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e cancelou 35 processos de liberação planejada. Quanto à importação e exportação de material genético, foram aprovados sete pedidos de importação (arroz, soja, cana-de-açúcar e milho), de acordo com a comissão.
O Estado de S. Paulo
Técnicos da Rússia devem vir ao Brasil até o fim do ano para discutir
uma parceria para transferência de tecnologia de produção de potássio
em troca de contratos de fornecimento de alimentos. A informação foi
dada ontem pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos
da Presidência da República, Daniel Vargas, que participou do 1º Fórum
Inovação: Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável. Em sua
palestra, o ministro classificou a dependência dos fertilizantes com um
dos maiores desafios do setor. O maior impasse está na produção de
potássio, já que o Brasil importa 91% da demanda nacional.
Valor Econômico- SP
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) estima que a crise
e os decorrentes processos de recuperação judicial dos frigoríficos
Quatro Marcos, Independência e Arantes já deixaram de girar R$ 4,2
bilhões na economia do Estado. Mais de 700 pecuaristas têm, no total,
R$ 120 milhões a receber dessas empresas. Mais de 40% da capacidade
estadual de abate foi comprometida.
Valor Econômico- SP
A Cia. Albertina, que entrou com pedido de recuperação judicial no fim do ano passado, informou que, em linha com o plano apresentado, já pagou 70% dos débitos referentes aos contratos de parceria agrícola.
Diário de Cuiabá- MT
A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) conclui hoje, em Mato
Grosso, a primeira etapa do processo de cadastramento e recadastramento
de armazéns, com o objetivo de atualizar os números do Cadastro
Nacional de Unidades Armazenadoras de todo o país. O levantamento será
realizado em duas etapas, sendo que a segunda fase começará no dia 26
deste mês. A conclusão está prevista para 27 de novembro.
Os técnicos da estatal estão visitando unidades de todas as regiões
produtoras do Estado. Eles avaliam quesitos como localização,
características técnico-operacionais, capacidade e importância das
unidades para o desenvolvimento da produção agrícola. "Essas
informações são usadas para subsidiar o governo federal na gestão da
política agrícola", diz o diretor de Gestão de Estoques, Rogério
Colombini.
No último trabalho, em 2007, o Mato Grosso contava com 2.053 armazéns, com capacidade estática para quase 24 milhões de toneladas, representando aproximadamente 19% da capacidade total do país. A previsão do cadastramento é de aumento dessa quantidade no Estado. Hoje, o Brasil tem estrutura para estocar até 130,8 milhões de toneladas de produtos, sendo 79,5% a granel e 20,5% para armazenagem convencional.
Valor Econômico- SP
Agroenergia: Acordo com LD torna o grupo um "coadjuvante de luxo"
O anúncio da incorporação da Santelisa Vale, de Sertãozinho (SP), pela companhia francesa Louis Dreyfus será feito nos próximos dias. O fechamento do negócio depende da assembleia dos acionistas da companhia, que foi remarcada para o dia 26, na sede da usina, para definir os detalhes da operação. A transação marcará o fim do papel de protagonista da família Biagi do setor sucroalcooleiro.
A família, uma das mais tradicionais do país no segmento, vira, assim, uma página importante de sua história. Deixa de ser proprietária do segundo maior grupo de açúcar e álcool do Brasil para se tornar acionista - e coadjuvante - da companhia que será criada pela multinacional francesa após a incorporação da Santelisa Vale.
Os cálculos são que os irmãos Biagi, exceto Maurílio Biagi Filho, e a família Junqueira Franco ficarão com uma fatia entre 16% e 17% da nova empresa. O banco Goldman Sachs e o BNDESPar terão, cada um, cerca de 1%. A Louis Dreyfus passará a ser majoritária, com 62% de participação, e o restante será distribuído entre novos investidores, boa parte ligada ao grupo francês.
Mesmo diluída a participação dos acionistas na nova empresa, o
bolo é grande. Trata-se da segunda maior companhia de açúcar e álcool
do país, com capacidade de moagem de cerca de 40 milhões de toneladas
de cana, volume inferior apenas ao do grupo Cosan, que pode processar
até 60 milhões de toneladas.
Não foi uma negociação fácil para a Louis Dreyfus, que teve de vencer a
concorrência com pesos pesados como Bunge, Cosan, São Martinho com GP e
Cargill. Depois de meses de discussão, o grupo francês ainda encontrou
muita resistência dos principais acionistas da Santelisa Vale: as
famílias Biagi e Junqueira Franco.
Os principais acionistas da companhia, com sede em Sertãozinho, não
queriam dividir a gestão com ninguém. É que a empresa passou por um
processo recente de união, em 2007, quando o grupo Cosan fez uma oferta
pela compra da Cia. Vale do Rosário, de Morro Agudo (SP). Àquela época,
a Vale do Rosário atuava de forma independente e era coordenada pelo
usineiro Cícero Junqueira Franco.
Junqueira Franco não se rendeu à proposta feita pelo empresário Rubens Ometto e preferiu unir forças com a Santa Elisa, controlada pela família Biagi, para criar uma das maiores companhias do setor. Nascia a Santelisa Vale, resultado da fusão entre a Santa Elisa, Vale do Rosário e outras cinco usinas paulistas, com capacidade de moagem de quase 20 milhões de toneladas.
As famílias Biagi e Junqueira Franco só não contavam com a crise financeira. Alavancada, a Santelisa foi abatida pela turbulência global. Com dívidas que beiravam R$ 3 bilhões, não restou outra alternativa senão a procura por novos investidores.
Era isso ou a recuperação judicial, caminho que foi trilhado
por dezenas de usinas do setor. Para coordenar o processo de
reestruturação, a Santelisa Vale contratou a consultoria Angra Partners
e o executivo Luiz Kauffman. Kauffmann deixa a empresa no dia 20.
Luiz Biagi, um dos acionistas da Santelisa, reconhece a
responsabilidade dessa operação. Ele, seu irmão André Biagi, presidente
do conselho de administração da empresa, Cícero Junqueira Franco e os
outros acionistas da família sabiam que não restavam muitas
alternativas.
Discreto, Luiz Biagi, formado em economia, prefere não falar
diretamente da Santelisa. O empresário orgulha-se de sua passagem pelo
setor de bens de capital nos anos 80. A Renk-Zanini, uma das principais
empresas de equipamentos para o setor sucroalcooleiro, também é
controlada pela família Biagi. No início dos anos 90, a Renk-Zanini
chegou a se fundir com a Dedini operação desfeita mais tarde. Hoje, a
companhia está em delicada situação financeira.
A família Biagi também tem outros negócios fora do setor. Luiz, André e Alexandre Biagi controlam empresas engarrafadoras da Coca-Cola. Cristiano Biagi, filho de Luiz, está à frente da Sorocaba Refrescos. Luiz também atua no segmento de concessionária de veículos e possui uma holding, a B5, que faz investimentos em vários segmentos da economia. André Biagi está à frente da Refrescos Ipiranga e Alexandre controla uma engarrafadora da Coca-Cola na região de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
A usina Santelisa tem, contudo, forte apelo emocional para a
família. Originalmente, o usineiro Maurílio Biagi herdou a fazenda
Santa Elisa de seu pai e passou os negócios para seus filhos. Maurílio
Biagi Filho comandou a usina por décadas, até deixar a empresa, em 2002.
Uma das primeiras usinas a ter gestão profissionalizada, a Santelisa
foi bem-sucedida até um pouco antes da crise financeira global. "Houve
até um sopro de esperança de [a usina] não mudar de mãos por conta da
recuperação dos preços do açúcar no mercado internacional, mas não
havia mais jeito", afirmou uma fonte familiarizada com o negócio.
Os detalhes para a incorporação estão praticamente definidos. Basta apenas o cumprimento de trâmites burocráticos para que a operação seja efetivada. "O negócio está pronto, praticamente fechado. Ainda não está assinado, mas não acredito em mudanças", diz a mesma fonte.
Para a Louis Dreyfus, resta esperar mais alguns dias. A assembleia de acionistas foi remarcada pela segunda vez. A primeira estava prevista para 8 de outubro, mas foi adiada para o dia 16. Com o falecimento de um dos acionistas, foi novamente remarcada, agora para o dia 26. A empresa, que fez sua estreia no setor sucroalcooleiro em 2000, com a compra de sua primeira usina, saltará da oitava posição no ranking do país para a vice-liderança. Basta apenas uma série de "canetadas" dos acionistas para o grande salto do grupo francês.
Caravana presidencial no São Francisco ganha ar de campanha, enquanto obras da transposição avançam devagar
SEM DISPENSAR uma pescaria de barranco, a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desce o São Francisco desde quarta-feira. A pretexto de fiscalizar a transposição do rio, a caravana partiu de Minas, cruzou a Bahia e vai desaguar em Pernambuco. As obras andam devagar, mas o foguetório eleitoral foi para lá transposto assim mesmo.
No primeiro dia, com dois pré-candidatos à sua sucessão no palanque -a ministra Dilma Rousseff (PT) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB)-, Lula revelou o que pretendia esconder: originalmente estava previsto apenas visitar canteiros, e não "fazer comício", disse o presidente.
Embarcado em 69% de aprovação popular, Lula seguiu adiante: "Tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra em um Estado e prometiam não fazer no outro". Lula, pelo contrário, promete fazer em todos ao mesmo tempo. O problema é o ritmo da construção dos 700 quilômetros de canais que vão levar a água do rio ao semiárido nordestino.
A execução média das obras de transposição está em 15,3%, segundo balanço divulgado pelo próprio governo. Para cumprir as metas estipuladas para dezembro deste ano, seria preciso realizar em 75 dias mais que tudo o que foi feito desde 2007. Nem as mais poderosas carrancas que, afixadas nas proas dos barcos, afugentam os maus espíritos no Velho Chico poderiam conduzir a tal milagre.
Com custo de R$ 7 bilhões, destinados à transposição e à revitalização do rio -bem como a investimentos ambientais-, o empreendimento está dividido em dois eixos: o leste e o norte. O governo pretende concluir ao menos o leste, que chegará até o sul da Paraíba, no ano eleitoral de 2010. Seria uma alavanca para candidaturas à Presidência e aos governos estaduais que viajam na generosa barcaça lulista.
Mesmo a consecução desta meta, contudo, é difícil. No eixo leste foram executadas apenas 21,6% das obras. Já a conclusão do trecho norte, que atingirá o Rio Grande do Norte, está prevista para 2012.
Apesar de governadores do Nordeste desfilarem rio abaixo com Lula, tem faltado empenho das administrações estaduais para a realização do projeto. A fim de que recebam as águas da transposição, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande Norte deveriam criar agências próprias de recursos hídricos, bem equipadas e com pessoal treinado. Apenas o Ceará está em estágio avançado para constituir uma autarquia com esse propósito.
Quando concluído, o projeto promete beneficiar 12 milhões de brasileiros hoje com escasso acesso a recursos hídricos. Por enquanto, beneficia apenas o projeto eleitoral de um punhado de políticos que têm sido incapazes de melhorar a capacidade do setor público de fazer investimentos em infraestrutura.
Valor Econômico- SP
A canadense Alta Inc., que atua no Brasil desde 1996, informou que
inaugurou uma central de produção e tecnologia de sêmen na China, a
partir de um investimento de US$ 2,5 milhões. Segundo a empresa, ela é
a primeira multinacional de inseminação a se instalar no país asiático,
e seu foco inicial será o mercado leiteiro. No Brasil, a matriz da Alta
é em Uberaba (MG).
Folha de S. Paulo
A rede de frigoríficos Bertin inaugurou ontem em Campo Grande
(MS) um complexo industrial de carnes projetado para ser o maior da
América Latina. A unidade, erguida com investimento de R$ 138 milhões,
tem capacidade para o abate de até 4.000 cabeças por dia e terá 2.300
funcionários em linhas de abate e desossa.
Ontem a empresa também anunciou um projeto de expansão de R$ 50
milhões, que prevê a construção de uma unidade de alimentos
industrializados da linha dos "supergelados": hambúrgueres, almôndegas
e quibes.
Em setembro, a empresa acertou sua fusão ao grupo JBS-Friboi, em um negócio estimado em R$ 5,2 bilhões e que fez surgir a maior companhia do setor de proteína animal no mundo.
"Até 2011, estaremos operando em capacidade total", disse o superintendente da divisão de carnes da Bertin, Evandro Miessi. Ele falou que são "infundadas" as dúvidas levantadas após o anúncio da fusão. Os pecuaristas, por exemplo, consideram que a medida pode levar à concentração do mercado, com reflexos negativos para o preço da arroba.
Bloomberg
BOGOTÁ - A safra de café da Colômbia, o terceiro maior produtor
mundial, vai saltar 18% em 2010 com o maior uso de fertilizantes, que
aumenta o rendimento, diz Luis Genaro Muñoz, diretor-geral da Federação
Nacional de Produtores de Café da Colômbia.
A safra ultrapassará 11 milhões de sacas (de 60 quilos), recuperando-se
da queda vertical causada pelo excesso de chuvas deste ano, disse Muñoz
em reunião com a imprensa em Nova York. Os produtores colombianos
empregaram 20% mais fertilizantes este ano, até setembro, do que na
média das safras, disse ele.
"Teremos pés de café muito bem nutridos", disse Muñoz. "Se o clima
também for propício, a produção, certamente, será superior a 11 milhões
de sacas."
Os cafeicultores colombianos deverão colher aproximadamente 9,3 milhões de sacas de café este ano, 19% menos que o colhido no ano passado, depois que o volume "anormalmente alto" de chuvas danificou os pés de café, disse Muñoz. Seu grupo, com sede em Bogotá, representa aproximadamente 500.000 produtores colombianos.
Folha de S.Paulo
"A pesquisa do Ibope feita a pedido da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária ("Pesquisa revela produção baixa de assentados", Brasil, 14/10) acaba por confirmar a declaração do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, de que a agricultura familiar dos assentados pelo ministério é mais produtiva do que o agronegócio. Ela produz muito mais miséria, muito mais atraso e um enorme desperdício do nosso dinheiro, aplicado nessa empreitada sem sentido."
RONALDO GOMES FERRAZ (Rio de Janeiro, RJ)
"A pesquisa apresentada pela Confederação Nacional de Agricultura e
Pecuária relacionada à produtividade dos assentados pela reforma
agrária lembra o comentário do ex-primeiro-ministro britânico B.
Disraeli (algumas vezes atribuída a Mark Twain): existem mentiras,
mentiras extremas e a estatística."
FERNANDO ALVAREZ , Instituto de Física da Unicamp (Campinas, SP)
Folha de S. Paulo
O CMN (Conselho Monetário Nacional) deu novos prazos para que os
produtores possam aderir aos diversos programas do governo para a
renegociação de créditos rurais.
ATÉ NOVEMBRO
A reabertura das inscrições foi prorrogada até 30 de novembro e a
medida vale para as operações de várias modalidades como Funcafé e
Recoop (cooperativas). O limite para a liquidação dos débitos ou o
pagamento mínimo exigido nas renegociações continua sendo 30 de
dezembro deste ano.
ENCHENTES
O CMN também aprovou a prorrogação dos prazos para pagamento de
financiamentos tomados por agricultores das regiões de Santa Catarina
atingidas por enchentes e para os fruticultores do Nordeste que
registraram perdas durante a crise financeira internacional.
AINDA O DEFICIT
Preocupações com um eventual prolongamento do deficit mundial de açúcar
deram novo impulso aos preços do produto. O primeiro contrato de Nova
York registrou elevação de 5,2%, ontem.
SITUAÇÃO DIFÍCIL
Os produtores de trigo mais uma vez foram vítimas do clima. Houve
redução no volume e na qualidade do cereal produzido. Agora se
defrontam com outro problema: a falta de espaço para armazenagem.
PROGRAMA DIFERENTE
Como prometeu no início da safra, o governo deve utilizar o instrumento
de PEP (Prêmio de Escoamento de Produto) para aliviar a situação. Para
os produtores, isso não resolve porque apenas coloca o trigo em outra
região. O governo deveria fazer um programa de AGF (Aquisição do
Governo Federal).
SEM DINHEIRO
O programa de AGF depende, no entanto, de liberação de recursos do Ministério da Fazenda, que depende de um incentivo do presidente Lula. Outra saída é a busca de mercado externo para o trigo, onde a concorrência está difícil.
EM ASCENSÃO
Os uruguaios, que já haviam aumentado o consumo interno de carnes em 2008, devem obter novo recorde neste ano. A distribuição interna de carnes vem aumentando 11,5% neste ano em relação ao anterior, segundo informações do Inac (Instituto Nacional de Carnes).
ABATE MAIOR
Após um primeiro semestre afetado pela crise internacional, os abates
uruguaios de bovinos estão começando a reagir, aumentando 27% em julho
e agosto em relação a igual período anterior. No primeiro semestre
haviam caído 11%.
Valor Econômico- SP
Não são apenas os preços domésticos do etanol que reagem à influência
das chuvas sobre o ritmo da colheita de cana no Brasil. O atraso
provocado pela adversidade climática também colaborou para elevar as
cotações do açúcar na quinta-feira na bolsa de Nova York, conforme a
agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março
fecharam a 23,85 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 114 pontos,
enquanto os papéis para maio subiram 102 pontos e atingiram 22,86
centavos de dólar. A alta do petróleo também colaborou para a
valorização observada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para
a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociado em São Paulo registrou
variação positiva de 0,42% e alcançou R$ 57,06.
Vendas especulativas
Um movimento de realização de lucros liderado por fundos especulativos
determinou a queda das cotações da soja na quinta-feira na bolsa de
Chicago, informou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com
vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 9,83 por
bushel, em baixa de 11 centavos de dólar, ao passo que os papéis para
entrega em janeiro recuaram 10,25 centavos de dólar, para US$ 9,8775. O
farelo também caiu, mas o óleo registrou valorização, e o mercado segue
atendo às variações meteorológicas nos EUA, que já colhe a safra
2009/10 de grãos. Em Alto Araguaia (MT), a saca de 60 quilos do grão
saiu, em média, por R$ 40,90, segundo o Instituto Mato-grossense de
Economia Agropecuária (Imea).
Traders pessimistas
A realização de lucros liderada por fundos especulativos que determinou a queda das cotações da soja também derrubou os preços do trigo na quinta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para entrega em março fecharam a US$ 5,2375 por bushel, em baixa de 8,25 centavos de dólar; em Kansas, o mesmo vencimento recuou 6 centavos de dólar, para US$ 5,3325. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires mostraram-se céticos em relações a possíveis altas significativas nos próximos dias. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada, em média, a R$ 25,34, 0,04% mais do que na véspera, conforme levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Nova alta em SP
O IqPR , índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários
paulistas pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) -
vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira
quadrissemana de outubro com variação positiva de 0,82%. Foi a sétima
alta seguida do indicador, e a maior desde meados de setembro. O
resultado foi novamente determinado pelo comportamento das cotações no
grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Este subiu 1,88% no
período, impulsionado por ganhos para os produtores de laranja para
mesa (14,29%), tomate para mesa (17,09%) e batata (10,58%). No grupo de
produtos de origem animal, composto por seis itens, houve queda média
de 1,82%, puxada por retrações nos ovos (12,91%) e leite C (2,99%).
Correio Braziliense- DF
Ambientalistas tentam votar pelo menos dois projetos antes do encontro
internacional para discutir mudanças climáticas
Depois de perderem a batalha na comissão especial destinada a
analisar a proposta do novo Código Florestal, a bancada ambientalista
da Câmara entrou em uma nova guerra. Pretende, agora, tentar incluir na
pauta prioritária de votações no plenário pelo menos dois projetos
referentes ao setor. Na última terça-feira, o líder do PV, Edson Duarte
(BA), apresentou uma lista de matérias que considera emergenciais ao
presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), e começou a fazer campanha
por apoio à entrada dessas propostas na pauta.
"Temos a colaboração de alguns líderes que entendem a necessidade de
votarmos projetos ambientais às vésperas da ida do Brasil para
Copenhague. Precisamos mostrar que a Câmara(1) também trabalha pelo
meio ambiente. Espero que o presidente entenda isso", argumenta o líder
do PV. Entre as propostas apresentadas pelos ambientalistas, estão as
que criam a política de mudanças climáticas, a que institui o Fundo
para a Revitalização Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável das
Bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba, além do projeto que
inclui o cerrado entre os biomas considerados patrimônio nacional.
Enquanto a bancada ambientalista promete brigar pela votação de alguns
dos sete projetos que constam na lista de propostas na fila de votação
do plenário, a bancada ruralista - mais numerosa e influente - não
expôs maiores preocupações com a entrada de algum dos seus 13 projetos
prontos para serem apreciados. Na reunião de lideranças, o líder do
DEM, Ronaldo Caiado (GO), não apresentou nenhum pedido de prioridade
para as propostas da bancada da qual é um dos principais
representantes. "Não pedimos nada porque não acredito que as votações
este ano evoluam. Não adianta fazer campanha pelos projetos, porque
serão votações conturbadas e com poucos acordos. Não vislumbro
possibilidades a curto prazo de votarmos muita coisa", comenta Caiado,
autor de quatro dos projetos de lei prontos para a entrada na pauta.
A maioria das propostas apresentadas pelos ruralistas trata de
políticas de créditos rurais. "Temos muitos projetos porque o setor
ruralista está em crise. Faltam linhas de crédito e o cultivo de
diferentes produtos precisa de ajuda urgentemente. Essa deve ser a
explicação para o fato de termos muitos projetos prontos para a pauta",
diz o líder do DEM. "Para mim, os ruralistas possuem mais propostas na
fila de votação porque atuam por mudanças na legislação ambiental. Nós,
ambientalistas, atuamos muito mais na tentativa de fazer com que as
atuais leis sejam cumpridas do que tentando flexibilizar as regras
atuais como eles fazem", argumenta Edson Duarte.
1 - Convenção do Clima
O Brasil irá participar da 15ª Reunião da Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague, na Dinamarca, que acontece entre 7 e 18 de dezembro. O encontro pretende definir as metas do mundo em relação às mudanças climáticas depois do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. O Brasil - que é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa - promete apresentar propostas e resultados sobre política ambiental.
Super-herói do Senado
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) desfilou como o Super Homem no
Senado, ontem, ao vestir uma sunga vermelha por cima do terno. Ele
atendeu ao pedido da apresentadora de televisão Sabrina Sato, que
colocou o adereço no petista. "Ela (Sabrina) me procurou perguntando se
no Senado existiam super-heróis. E disse que tinha um presente para me
dar e me ajudou a colocar a sunga", disse Suplicy. O senador disse,
ainda, não temer que o caso gere desgaste em sua imagem. "Foi uma
brincadeira e não acredito que houve quebra de decoro parlamentar." Em
outro episódio, Suplicy deu um cartão vermelho ao presidente do Senado,
José Sarney (PMDB-AP), no auge da crise política da Casa, atendendo ao
pedido de um programa humorístico.
DCI- SP
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)
rejeitou o Projeto de Lei 3649/08, do deputado Edson Duarte (PV-BA),
que tipifica como crime o uso excessivo de agrotóxicos em produtos
agrícolas ou a aplicação do agrotóxico fora das recomendações do
fabricante. A proposta será arquivada, a menos que haja recurso
assinado por 52 deputados para levá-la ao Plenário. O relator, deputado
Felipe Maia (DEM-RN), argumentou que não existe necessidade de legislar
sobre a matéria, pois o tema já é tratado na legislação vigente (Lei n.
7.802/89). "A lei atual pune com maior severidade do que pretende o
projeto a conduta nele definida", diz.
Folha de S. Paulo
Meio milhão de famílias serão incluídas no Bolsa Família na próxima
segunda-feira, levando o total a 12,4 milhões. É o resultado da
ampliação dos critérios de atendimento pelo Ministério do
Desenvolvimento Social. O governo estuda um novo aumento para 2010.
DCI-SP
A agricultura brasileira precisa de um planejamento de longo prazo,
seguindo o exemplo de outros setores da economia nacional, como o de
educação, energia e transporte, cujo plano de desenvolvimento trabalha
com horizontes de 10 a 30 anos. A afirmação é ministro-chefe da
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Daniel
Vargas, que participou do 1º Fórum Inovação: Agricultura e Alimentos
para o Futuro Sustentável.
"A agricultura ainda não tem um planejamento que organize o setor para
as próximas décadas. A cadeia produtiva precisa se aliar ao governo e
criar um plano que trabalhe com um horizonte de longo prazo", afirmou.
Vargas calcula que o planejamento deveria contemplar investimentos
essenciais para promover o desenvolvimento do setor nos próximos 20
anos. Para isso, governo e setor privado deveriam trabalhar a partir de
três premissas: promover a industrialização rural; superar o conflito
entre agricultura familiar e empresarial; e estimular a formação de uma
forte classe média rural.
"A agricultura é vanguarda no desenvolvimento econômico e não a
retaguarda. Vejo o exemplo de grandes centros industriais urbanos, como
na Califórnia, que se organizaram em regime de concorrência
cooperativa. A indústria nacional não trabalha com este sistema, mas em
partes de São Paulo e nos estados do Sul do País este é um modelo muito
forte", destaca.
De acordo com o ministro, é a partir destas premissas que o
governo deve adotar medidas que promovam o desenvolvimento sustentável
do setor. Ele afirma que para cada hectare cultivado há de três a
quatro hectares de pastagens degradadas ou áreas abandonadas.
"Para avançar em áreas virgens, o produtor gasta R$ 600 por hectare,
mas para recuperar uma área degradada os gastos variam de R$ 3 mil a R$
4 mil. É preciso criar um benefício para aqueles que querem incorporar
estas áreas sem uso econômico", sugere.
Outra medida essencial, na avaliação do ministro, é organização das obras logísticas que facilitem o escoamento da safra agrícola pelo norte do país. "A competitividade é minada pelo alto gasto com escoamento, que chega a representar 40% dos custos de produção em algumas regiões", observou Vargas, referindo-se à reclamação recorrente dos produtores rurais. O ministro destacou ainda a conclusão da BR-163, da Ferrovia Norte-Sul e da hidrovia Teles Pires-Tapajós. "O desafio é ligar estes modais às áreas de produção com estradas vicinais", afirmou Vargas.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA : Mercado sem novidades segue mantendo o ritmo de maior oferta do que demanda. Máximo de R$ 60,00 - R$ 65,00 em GO e MG. Em São Paulo, no atacado, os preços mal chegam aos R$ 78,00 por saca de 60 kg. A oferta de feijão comercial é grande e aparentemente sobrará para o próximo ano.
FEIJÃO PRETO: Com a queda do dólar os importadores ofertam seu produto um pouco mais baixo do que nas semanas anteriores. US 600,00 T para compra da Argentina e R$ 80,00 - R$ 82,00 foi a referencia no dia de ontem.
FIQUE DE OLHO: Pelo boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná a situação atual é a seguinte.
As lavouras de feijão da primeira safra eram boas para 85% das áreas em produção, com 13% em condições médias e apenas 2% em condições ruins. 52% das lavouras encontravam-se no estágio de desenvolvimento vegetativo, 21% em floração, 19% em germinação e 8% em frutificação.Na primeira safra paranaense, segundo Deral pode chegar a ser colhida 553.646 toneladas de feijão, elevação de 34% na comparação com as 413.986 toneladas do ano passado. A área cultivada caiu 11% em 330.565 hectares.
Diário de Cuiabá- MT
Preferência do mercado externo por grãos alterou o faturamento
Rondonópolis, município localizado a 210 quilômetros ao sul de Cuiabá,
é o maior exportador mato-grossense, mas durante os nove primeiro meses
de 2009, vem mostrando constante perda no ritmo de negócios, chegando
no início do ano, a ceder posição para a agrícola cidade de Sapezal,
nordeste estadual. No mês passado, Rondonópolis conseguiu reduzir
perdas e comercializou US$ 752,77 milhões, cifras 14,79% inferiores aos
US$ 883,46 milhões do acumulado em igual período de 2008.
Durante o exercício atual, a cidade considerada um dos maiores pólos industriais do Estado, chegou a ter retração de mais de 30% nas vendas, refletindo até então a tendência mundial, que no pós-crise, ampliou interesse por grãos, em detrimento ao farelo e ao óleo de soja, por exemplo.
E é justamente neste cenário que Sapezal amplia mês a mês as exportações. De janeiro a setembro deste ano, a cidade ampliou em 71,78% o volume de vendas ao comercializar US$ 515,09 milhões contra US$ 302,17 milhões no realizado em igual período de 2008. Sapezal liderou o ranking estadual em janeiro e fevereiro, ao desbancar de maneira inédita, Rondonópolis.
No ranking nacional, as duas cidades estão entre as 50 maiores exportadoras do Brasil, ocupando a 34ª e a 45ª posições, respectivamente. Entre os 100 maiores do País, Mato Grosso conta com outros seis representes: Sorriso, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum e Primavera do Leste.
ESTADO - Ainda de acordo com dados liberados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) dentro do ranking estadual os municípios citados entre os 100 maiores são também, os oito primeiros. Com exceção de Rondonópolis, todos apresentam evolução positiva na comparação com os nove primeiros meses de 2008.
Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), município que
detém a maior área destinada às lavouras de soja do mundo, mais de 600
mil hectares), tem faturamento 60,29% maior. Neste ano acumula saldo de
US$ 375,79 milhões, contra US$ 234,44 em 2008.
A capital do Estado revela a maior variação relativa, 195,50%, mas o
assessor econômico da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso
(Fiemt), Carlos Vitor Timo Ribeiro, adverte para o que ele chama de
'armadilha estatística', já em até setembro de 2008 Cuiabá havia
exportado US$ 121,96 milhões e neste ano apresenta receita de US$
360,40 milhões. "Tinha um volume menos expressivo e por isso tem agora
um percentual alto".
Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá),
conhecido pelo cultivo da soja de variedade precoce e dono da maior
área destinada ao milho segunda safra do Estado, ampliou em 39,25% as
vendas, passando de US$ 248,89 milhões para atuais US$ 346,60 milhões.
Campo Novo do Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), aumentou
as vendas em cifras em mais de 30%, ao atingir US$ 344,22 milhões. Nova
Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá) e Primavera do Leste (239
quilômetros ao sul de Cuiabá), também apresentam a armadilha
estatística e contabilizam em 2009 vendas de US$ 327,12 milhões e US$
224,11 milhões, respectivamente.
Valor Econômico- SP
Frutas: Exportações recuam, estoque cresce e preço cai até na
entressafra
As empresas produtoras de maçã vivem em 2009 um dos seus piores anos.
Com queda significativa nas exportações da fruta, o setor, cuja
produção concentra-se no Sul do país, enfrenta um mercado interno de
preços deprimidos em plena entressafra. "Este é um ano que certamente
todos vão querer esquecer", resume Pierre Nicolas Pérès, presidente da
Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).
De acordo com dados apurados pela Epagri/Cepa, empresa de pesquisa agrícola do governo de Santa Catarina, o setor exportou 93,3 mil toneladas no primeiro semestre, um recuo de 9,6% em relação ao mesmo período de 2008 - os embarques concentram-se entre fevereiro e junho, logo após a colheita. O volume correspondeu a US$ 53,8 milhões, queda de 27% em comparação com o ano anterior.
O recuo das exportações mostrou que mesmo a maçã, que poderia passar ilesa pela crise econômica mundial em razão de ser um alimento barato e de consumo em domicílio, também sofreu com o declínio da demanda. Somada a esse fator esteve a valorização do real, que diminuiu o interesse de empresas brasileiras pela exportação.
A Renar, indústria de Fraiburgo (SC), reduziu neste ano os
embarques para 2,2 mil toneladas - em 2008 haviam sido 5,2 mil
toneladas. A empresa processou cerca de 44 mil maçãs em 2009. Já a
Cooperativa Sanjo, de São Joaquim (SC), deixou de exportar há cinco
anos e não teve interesse em reabrir o mercado externo em 2009 em
decorrência das condições não favoráveis para isso. A Sanjo processa 30
mil toneladas de maçã por ano. A Rasip, de Vacaria (RS), por sua vez,
manteve a exportação em 10% do seu processamento: 4 mil toneladas.
A retração do mercado externo não podia ter ocorrido em momento mais
desfavorável. Ela ocorreu ao mesmo tempo em que a safra do ano também
atingiu volume elevado, de 1 milhão de toneladas, cerca de 10% acima da
colheita de 2008. "As empresas esperavam uma exportação maior porque o
volume produzido também foi superior neste ano, mas o escoamento das
exportações não foi tão veloz nem em grandes quantidades", diz Anderson
Tholozan, gerente comercial da Rasip.
Como efeito da queda das exportações em meio a uma produção farta, o mercado interno tem apresentado excesso de oferta e preços baixos. Segundo informações do setor, o recuo dos exportações elevou os estoques em 20%.
Para Roberto Katto, presidente da Sanjo, cooperativa com 80
produtores associados, o mercado está em um de seus momentos mais
"difíceis" porque a safra, além de grande, é de pouca qualidade.
Segundo ele, o produtor recebeu 30% menos neste ano pelo quilo da maçã
do que em 2008: R$ 1,20, em média, em comparação com R$ 1,70 por quilo
do ano passado.
Levantamento da Epagri/Cepa mostra preços reduzidos no mercado nacional
mesmo na entressafra, momento habitualmente de ascensão. Uma caixa de
18 quilos da maçã gala, composta por 70 a 120 frutas, foi vendida no
atacado, em setembro, por R$ 22,22, um recuo de 43% em relação aos R$
38,95 de setembro de 2008. A caixa de 18 quilos composta por 120 a 135
frutas era vendida a R$ 25,78, queda de 22% em relação ao mesmo mês de
2008, quando seu preço era de R$ 33,18.
Pérès diz que é difícil explicar os preços baixos neste segundo
semestre. "Houve alguma queda de exportação, o que elevou os estoques,
mas eles já não estão mais tão altos assim. Eram elevados em junho, mas
agora existe também no mercado interno o efeito uma fruta de má
qualidade. Essa fruta foi colocada no mercado e está impedindo que o
preço suba", diz.
Essa maçã sofreu com granizo leve, mas em quantidades
frequentes, avalia o presidente da ABPM. A fruta ficou problemas de
aparência: formato irregular e marcas na casca, mas não a ponto de ser
descartada para o processamento no setor industrial, que geralmente usa
maçã de qualidade inferior para a produção de doces. "Ela acabou sendo
colocada para venda in natura. O consumidor até compra essa fruta, mas
não quer pagar muito por isso".
O setor vive neste momento a fase da florada nas macieiras, a prévia da
nova colheita, que ocorrerá a partir do primeiro trimestre de 2010.
Houve fortes chuvas nesta etapa, o que pode prejudicar a polinização
pelas abelhas e resultar em uma produção menor de frutas. Por enquanto,
a ABPM diz, contudo, que é cedo para fazer previsão de safra.
Valor Econômico- SP
Os produtores de frutas do Nordeste poderão prorrogar o pagamento das
parcelas de financiamento de investimento e custeio. O benefício,
aprovado nesta quinta-feira pelos integrantes do Conselho Monetário
Nacional (CMN), está limitado às operações de crédito com recursos do
Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). As adesões serão aceitas até 15
de novembro.
O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da
Fazenda, Gilson Bittencourt, explicou que a medida é necessária porque
esses produtores, geralmente exportadores, foram muito prejudicados
pela retração do crédito e pela queda da demanda internacional durante
a crise econômica mundial. Para as operações de investimento, as
parcelas previstas entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 vencerão
após a última obrigação contratual. A condição é o pagamento de 2% do
saldo devedor vencido e atualizado até a data da renegociação.
Nas operações de custeio desses fruticultores, a condição é o pagamento
de 5% do saldo devedor vencido e atualizado até a renegociação. O
restante é prorrogado em cinco parcelas anuais e sucessivas a partir de
2010.
Além do benefício dado aos fruticultores, o governo também regulamentou na reunião extraordinária do CMN a reabertura dos prazos para a renegociação de dívidas rurais que têm risco da União. A Medida Provisória 462 foi convertida na Lei 12.058, publicada na quarta-feira, e há mudanças nas normas da renegociação prevista na Lei 11.775 de 17 de setembro de 2008.
As operações de crédito incluídas na reabertura de prazos são
dos programas Securitização 1 e 2, Recoop, Funcafé, Cacau, crédito de
custeio para a reforma agrária no âmbito do Pronaf e crédito para
investimento com recursos dos fundos constitucionais. Bittencourt
comentou que esses mutuários terão até 30 de novembro para aderir ao
processo de renegociação de suas dívidas.
Eles também terão até 30 de dezembro para liquidar a operação ou fazer
a amortização mínima exigida. Os bancos têm até 30 de junho de 2010
para formalizar os contratos. Os mutuários com dívidas do Programa
Especial de Saneamento de Ativos (Pesa), de 2001, tiveram o mesmo
benefício.
Isso é necessário, segundo Bittencourt, porque foram muitas as
dificuldades operacionais por conta do grande volume de contratos que
teriam de ser renegociados até 12 de dezembro de 2008.
No âmbito do Pronaf, os produtores catarinenses prejudicados pelas enchentes de 2008 e pelo recente vendaval também terão prorrogação, de 15 de outubro de 2009 para 15 de junho de 2010, para o vencimento das suas parcelas de custeio e investimento.
A compra de Cédulas de Produto Rural (CPR) com recursos do Funcafé, a partir de 1º de outubro de 2009, também foi incentivada com a redução da taxa de juros, de 7,5% ao ano para 6,75%.
o Globo
Objetivo é evitar ações trabalhistas contra órgãos públicos e garantir
o direito de funcionários
Para evitar ainda mais despesas com funcionalismo, o Ministério do
Planejamento anunciou ontem medidas para enquadrar os contratos de
prestação de serviços terceirizados no âmbito da máquina pública
federal. A partir de agora, o governo federal poderá intervir nesses
contratos para garantir os direitos de trabalhadores, a continuidade
dos serviços e, com isso, também evitar ações judiciais contra a
administração pública. Só a Infraero teria ações trabalhistas movidas
por terceirizados que somam R$ 100 milhões, de acordo com a
Confederação Nacional dos Vigilantes.
A administração pública federal tem 2.480 contratos com fornecedores em
todo o país a um custo de R$ 530 milhões.
Cada empresa pode contratar quantos funcionários quiser e se
responsabiliza por todos os custos trabalhistas.
A instrução normativa assinada pelo ministro Paulo Bernardo determina
que as empresas terceirizadas, ao participarem de uma licitação, terão
de concordar com a abertura de uma conta vinculada na Caixa Econômica
Federal, na qual será depositado diretamente pelo órgão público
contratante os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS).
A terceirizada só terá permissão para mexer nesta conta quando
chegar ao fim do contrato com o trabalhador.
Se a administração pública perceber atrasos de salários, poderá
suspender o repasse dos recursos e pagá-los diretamente aos
trabalhadores. As novas regras vigoram para os contratos assinados a
partir de hoje e valem para todos os órgãos públicos federais, como
ministérios e autarquias.
- Se contratarmos mal corremos o risco de pagar duas vezes.
Pagamos a empresa, ela dá o calote nos trabalhadores e depois temos de
pagar de novo, com custos judiciais - disse Bernardo, que enviará
ofício às estatais recomendando que elas adotem a nova regra
Correio Braziliense - DF
Julgamento do plano de saúde que pode afetar 250 mil funcionários
públicos tem um voto a favor e outro contra no STF
Com um voto a favor e outro contrário ao sistema de convênios firmados entre a Fundação de Seguridade Social (Geap) e órgãos públicos, o julgamento que definiria o futuro da maior operadora de planos de saúde para servidores foi suspenso ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Associados, patrocinadores e empresas privadas esperavam pelo fim de uma novela que se arrasta desde 1995, mas a decisão final sobre o caso acabou adiada por um pedido de vista feito pelo ministro Ricardo Lewandowski.
A ação em análise pela Suprema Corte teve como origem um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que impede a entidade de firmar parcerias sem licitação com órgãos diferentes daqueles que a instituíram. Caso o STF siga o entendimento do TCU, 250 mil pessoas ficam sem cobertura. Para o Tribunal de Contas, os instituidores originais da Geap são apenas os ministérios da Previdência, da Saúde, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (DataPrev) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A fundação tem 90 patrocinadores e cerca de 700 mil associados.
O relator do processo, Carlos Ayres Britto, votou pela manutenção do atual modelo. O ministro ressaltou o direito constitucional "líquido e certo" de acesso à assistência por meio de saúde suplementar. Lembrou ainda trechos da lei que rege o funcionalismo (8.112/90), que autoriza órgãos públicos a assinar convênios livremente sem a exigência de licitação. Britto, no entanto, determinou que entes municipais e estaduais sejam excluídos do grupo de patrocinadores e ordenou ainda que a Geap reformule seu conselho deliberativo para que representantes de mais servidores tenham assento e participem diretamente da gestão do plano. "Há que se fazer ajustes no estatuto para possibilitar a efetiva cogestão dos participantes", disse Britto.
A ministra Cármen Lúcia votou contra o relatório. Segundo ela, só as quatro instituidoras originais podem celebrar convênio com a Geap. A posição da ministra fortaleceu os argumentos apresentados durante o julgamento pelo TCU e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos destacaram que o cenário atual favorece, a longo prazo, um tipo de monopólio na prestação de assistência à saúde do servidor - já que a Geap é uma entidade sem fins lucrativos e pode praticar preços de custo na oferta de seus produtos. O TCU justificou ainda que da forma como os repasses da União por meio dos órgãos conveniados são feitos a fiscalização fica prejudicada. Conforme o Tribunal de Contas, em 2008 essas transferências chegaram a R$ 1 bilhão.
Expectativa
Não há previsão de quando o assunto voltará a ser discutido pelo STF. O adiamento frustrou mais uma vez o funcionalismo e, em especial, os servidores que acompanharam o julgamento ontem. "O voto do relator foi coerente, mas em se tratando de Supremo não dá para mensurar resultados", disse Marinalva Barros, servidora aposentada do Ministério da Saúde.
Embora decepcionados, funcionários de quase todos os órgãos patrocinadores que compareceram à sessão do STF apostam em uma decisão favorável. Segundo Quintino Lima, presidente da Associação dos Servidores do Ministério da Justiça, a cobertura da Geap é a mais acessível do mercado. "Os servidores não têm condições de pagar outro plano de saúde", completou.
Há que se fazer ajustes no estatuto para possibilitar a efetiva cogestão dos participantes"
Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal
Estou otimista. As entidades vão trabalhar para que a Justiça
continue prevalecendo"
Cleuza Nascimento, diretora da Federação dos Sindicatos dos
Trabalhadores de Saúde (Fenasps)
Os servidores não têm condições de pagar outro plano de saúde"
Quintino Lima, presidente da Associação dos Servidores do Ministério da
Justiça
Dois dias parados
No primeiro dia da paralisação de 48 horas convocada por sindicatos
ligados a 10 setores do funcionalismo federal e prevista para durar até
hoje, a Esplanada dos Ministérios não ficou congestionada, os protestos
foram discretos e as repartições funcionaram normalmente ontem. Apesar
disso, a avaliação dos organizadores é de que o ato correspondeu às
expectativas e serviu de prévia para uma greve por tempo indeterminado
que está programada para começar a partir de 10 de novembro.
Concentrados pela manhã em frente ao Ministério do Planejamento, um grupo de cerca de mil servidores saiu em caravana até o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), para onde foi transferida provisoriamente toda a estrutura do Palácio do Planalto, inclusive o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com faixas e gritos de protesto, o grupo cobrou do governo o cumprimento integral dos acordos salariais fechados em 2008 e 2009 e o reajuste de benefícios como o auxílio-alimentação. Lula não viu o protesto porque está em viagem oficial ao Nordeste acompanhando as obras de transposição do rio São Francisco.
Oton Neves, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Público Federais no DF (Sindsep-DF), disse que os funcionários da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), administrativos da Advocacia-Geral da União (AGU), ministérios da Justiça, Agricultura, Fazenda, Cultura, Trabalho, Saúde, Ciência e Tecnologia, civis de órgãos militares e agências reguladoras estão dispostos a parar no mês que vem se as negociações não forem reabertas. "A falta de lógica na política de recursos humanos", afirmou. O governo nega que os acordos firmados com as categorias não estejam sendo respeitados.
Ontem, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reconheceu que alguns benefícios pagos ao pessoal do Executivo estão defasados. Segundo ele, o caso mais urgente é o do tíquete-alimentação. Bernardo disse que já está negociando para incluir no Orçamento os recursos necessários para atualizar o valor do benefício que atualmente varia de R$ 126 a R$ 161,99 por mês e está congelado desde 2004. (LP)
DCI-SP
Marc Reichardt
A abundância de alimentos nas grandes cidades faz um importante
contraste com a segurança alimentar da população mundial. Segundo a FAO
(Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), é
necessário um aumento de 70% na produção agrícola para que se consiga
alimentar os bilhões de habitantes previstos para 2050. Os preços de
arroz, trigo e milho do passado recente já causaram uma crise de
abastecimento. Hoje os preços voltaram a baixar, mas continuam acima da
média. É mais do que necessário debater e colocar em prática ações para
minimizar impactos totalmente previsíveis.
Estatísticas indicam que, em breve, o mundo terá quase um
bilhão de pessoas passando fome e se forem mantidas as atuais técnicas
de cultivo o problema será muito maior. Sabe-se que em 1950 havia 0,52
hectare de terra cultivada para cada habitante e esse número está em
queda. Hoje está em torno de 0,25 ha/pessoa e deverá chegar em 0,16 per
capta em 2050.Vem caindo vertiginosamente a proporção de terra
agriculturável por pessoa. Apenas 40% da terra per capita disponível
para plantar alimentos em 1950 estarão disponíveis para o mesmo fim em
2050.
Desde 2005 vem ocorrendo uma alta dos preços dos grãos, com a crescente
demanda por alimentos. Sem contar os problemas de falta de água e de
terras, das crescentes inundações e secas, além dos problemas
energéticos, insumo essencial para o trabalho das máquinas agrícolas e
tratamento de grãos. Para se aumentar a produção de alimentos também é
necessário aumentar a geração de energia, muitas vezes conseguida com a
própria produção de culturas como a cana-de-açúcar. Como agravante, há
o aumento populacional e mudança nos hábitos alimentares - em especial
na China - onde o aumento do consumo de proteína animal reflete
automaticamente no aumento da quantidade necessária de ração para
alimentar os animais. Nas décadas de 60 e 70, houve uma grande melhoria
na produtividade agrícola, principalmente nos países menos
desenvolvidos. Este desenvolvimento ficou conhecido como "a revolução
verde". Durante este período, iniciou-se o uso de sementes melhoradas,
particularmente as híbridas, insumos industriais, como fertilizantes e
defensivos, da mecanização e diminuição do custo de manejo, assim como
o uso extensivo de tecnologia no plantio, na irrigação, na colheita e
no gerenciamento da produção. Foi importante para aquele momento.
Mas o desenvolvimento econômico e humano acontece em saltos exponenciais. A crise agrícola e alimentar que se avizinha deve obviamente ser cuidada pelas políticas governamentais e ações mundiais da ONU. Mas as políticas globais devem ser direcionadas para o fortalecimento do abastecimento de forma sustentável. E mais do que nunca devem contar com a importante e inestimável colaboração das companhias voltadas para pesquisa e desenvolvimento de novas soluções para o aumento de produtividade dos cultivos.
Ao se manter o uso das tecnologias agrícolas convencionais, pode-se esperar um aumento de apenas 2% ao ano na produção de alimentos. E sabe-se que as áreas de cultivos não tratadas perdem 50% de produtividade com ataques de insetos, fungos e plantas daninhas. É preciso aumentar muito a produtividade para alimentar a população dos próximos 40 anos, com produtos de alta qualidade a preços compatíveis. E os preços dos alimentos só serão menores com o aumento da produção.
Por isso, é urgente uma "segunda revolução verde"! O desejado aumento de 70% na produção de alimentos só será alcançado com o uso de todas as tecnologias disponíveis. É preciso incentivar a rotação de culturas, a irrigação consciente, o uso de novos e inovadores defensivos agrícolas, sementes com maior potencial de rendimento, além da fundamental implantação da biotecnologia agrícola.
De acordo com o Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional, o uso da biotecnologia vegetal permitirá um aumento do potencial produtivo em 25%. Não podemos alcançar a segurança alimentar sem o uso da engenharia genética. Ela permitirá uma segunda revolução verde.
É urgente uma "segunda revolução verde" para aumentar a produtividade da agricultura.
Ambiente Brasil
Quantas sacolas plásticas você usou ontem? E durante toda a semana? Se o cálculo se estender pelo ano todo, os números começam a assustar.
Segundo uma estimativa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente a cada hora são consumidas cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas no Brasil. Ao final de um dia essa conta chega a 36 milhões. Anualmente são descartadas inadequadamente 500 bilhões de sacolas em todo o mundo.
Esse material, além de poluente, pode causar outros impactos ambientais, como entupir bueiros e ser ingerido por tartarugas, que acabam sufocando.
Pensando em minimizar esse impacto está sendo lançada a
campanha Saco é um Saco, pelo Ministério do Meio Ambiente. Nesta
quarta-feira, dia 15, foi proposto um “Dia Sem Sacola Plástica”,
convidando os consumidores a buscar alternativas para este material.
A campanha terá continuidade, principalmente nos meios eletrônicos e
redes sociais da internet como Orkut, Youtube e Twitter. Um concurso,
lançado pelo Instituto Akatu, ainda estimula o consumo consciente
através de vídeos de um minuto, em que os concorrentes deveem responder
à pergunta: "O que você faz para reduzir seu consumo de sacolas
plásticas?".
Para participar do concurso, denominado “Saco de Ideias” o usuário deve acessar o site www.sacodeideias.com.br, preencher o formulário de inscrição e fazer o upload do vídeo. O julgamento do material será feito pelos próprios usuários. Uma comissão julgadora vai avaliar os dez mais votado e os três mais criativos devem ser veiculados em TV aberta.
O concurso vai permitir uma ampliação na discussão do tema, de acordo com o diretor presidente do Instituto Akatu, Helio Matar, “hoje, por exemplo, muitos consumidores já usam racionalmente as sacolas plásticas. Temos certeza que muitas ideias já estão sendo colocadas em prática pelo país. O que queremos é compartilhar a sabedoria das multidões”, explica.
Valor Econômico- SP
As exportações brasileiras de mel somaram 21,16 mil toneladas e
renderam US$ 52,7 milhões entre janeiro e agosto deste ano, conforme o
Sebrae. "O valor já superou o total exportado em 2008 [US$ 43,57
milhões], que bateu o recorde de 2003", diz Reginaldo Resende, da
Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional e coordenador da Rede
Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis).
Folha de S. Paulo
"Se trocar a placa na porta da comissão do novo Código Florestal por
"reunião da bancada ruralista", ninguém vai notar diferença."
Do deputado EDSON DUARTE (PV-BA), sobre o domínio de deputados ligados
ao agronegócio na comissão que debate mudanças na legislação ambiental.
Correio Braziliense- DF
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investigará
repasses de recursos federais e internacionais ao Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deve ser criada na próxima
quarta-feira, às 10h, quando haverá sessão conjunta da Câmara e do
Senado. "Nós temos as assinaturas necessárias, vamos apresentar o
pedido de CPI e, pelo regimento interno, o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP) é obrigado a fazer a leitura. O problema é que até a
meia-noite de terça-feira o governo vai fazer de tudo para convencer a
base aliada a retirar assinaturas do requerimento", afirmou o líder do
DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO). A proposta de CPI ganhou força no
Congresso depois da invasão, por integrantes do MST, da fazenda Santo
Henrique, no interior de São Paulo, que resultou na destruição de parte
do laranjal da propriedade.
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