

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | - |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | - |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | - |
| Boi (PR) - R$/@ | - |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | - |


AGRICULTURA FAMILIAR
BIOENERGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
CAFÉ
CANA-DE-AÇÚCAR
COMMODITIES
FEIJÃO
GRÃOS
HORTIFRUTICULTURA
MEIO AMBIENTE
OUTROS
SUINOCULTURA
Correio Braziliense
A
senadora Kátia Abreu, do DEM-TO, presidente da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), virou defensora da Amazônia na
Conferência do Clima, em Copenhague, na Dinamarca. Além de defender
serviços ambientais e recompensas econômicas para os produtores rurais
brasileiros, a senadora sustentou que o agronegócio está deixando de
produzir alimentos, gerar riquezas, divisas e empregos, para preservar
o meio ambiente. "O Brasil está efetivamente abrindo mão de terras
produtivas em favor da preservação ambiental. Temos a segunda floresta
nativa do mundo quase que integralmente preservada. Nós acreditamos no
desmatamento zero já, imediatamente", afirmou.
O Estado de São Paulo
Conforme
o que institui a lei nº 4.771 de 1965, que criou o atual Código
Florestal, todas as propriedades rurais, independentemente da sua
extensão, devem possuir uma porcentagem mínima de mata nativa. O
tamanho dessa reserva varia de acordo com a região na qual está o
imóvel rural, sendo que na Amazônia ela corresponde 80% da área; na
região do Cerrado, a 35% e 20% nas demais regiões do Brasil.
"Vale lembrar, no entanto, que a reserva legal são áreas de mata nativa fora das áreas de proteção permanente (APPs)", esclarece o agrônomo e advogado especializado na área ambiental Paulo Junqueira. Segundo ele, as matas ciliares, ou seja, trechos de floresta que margeiam os rios, não entram na conta da reserva legal. "Dependendo da largura do rio, o código considera como APP uma faixa de até 600 metros da margem." Para as nascentes essa faixa é de 50 metros do seu entorno.
Trechos com declividade acima de 45% também não podem ser computados para compor a reserva legal, segundo o advogado. Outra área considerada como APP e que portanto não deve contar como reserva legal são os topos de morros cuja altura esteja acima dos 1.200 metros, segundo Junqueira. Em relação ao reflorestamento da reserva legal, necessário na maioria dos casos, o especialista explica que nas propriedades com até quatro módulos rurais ele pode ser feito com árvores frutíferas. "Ou seja, pode-se averbar um pomar."
De segunda-feira (14) até esta quinta-feira (17) acontece na sala de mecânica do Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Ibiporã a formação de instrutores do curso de mecânica do SENAR-PR. O instrutor do SENAR-PR, Daniel De Vergennes, este ministrando o curso que tem ênfase nos motores de trator. O curso de mecânica de motor de trator estará disponível para os produtores rurais no próximo ano. Cada turma do curso tem vaga para até 12 participantes. Este curso é uma realização do SENAR-PR em parceria com a fábrica de tratores Valtra.
Os produtores têm mais uma chance de comercializar o que sobrou do trigo da safra 2009. O oitavo e último leilão do ano de trigo via Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) acontece neste dia 17 de dezembro, quando haverá uma nova oferta de 190 mil toneladas de trigo paranaense.
Produtores interessados em participar dos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) devem procurar as cooperativas e cerealistas. Há uma previsão para que os leilões sejam retomados em 2010.
Na semana passada a Conab promoveu o sétimo leilão e foram comercializadas 90,9 mil toneladas de trigo, que correspondeu a 47,8% das 190 mil ofertadas no Paraná.
Os leilões de trigo via Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) no Paraná já comercializaram 887.248.298 toneladas das 2,53 milhões de toneladas, ou 35% do que sobrou da safra no Estado.
Os preços do trigo em grãos para efeito de emissão da nota fiscal e pagamento pelo arrematante do PEP, são os seguintes, livres de ICMS:
Clique abaixo e veja:
Volta a chover no Paraná nesta quarta-feira (16). Uma frente fria
avança pelo sul do Brasil e favorece a formação de nuvens de chuva no
estado. Há possibilidade de temporais entre a tarde e a noite nas áreas
mais quentes.
Curitiba
16°C 27°C
Paranaguá
17°C 30°C
Londrina
19°C 29°C
Maringá
20°C 33°C
Cascavel
18°C 31°C
Foz do Iguaçu 20°C
33°C
Ponta Grossa 16°C 28°C
Guarapuava 15°C
27°C
Fonte: Simepar
O Estado de São Paulo
Data final para demarcar área de reserva legal nas propriedades rurais foi estendida para junho de 2011
Os donos de imóveis rurais que ainda não demarcaram as reservas legais de suas propriedades e estão em desacordo com o Código Florestal podem respirar aliviados. O prazo final para averbar a área a ser protegida ou reflorestada, que terminava na última sexta-feira (dia 11), foi prorrogado por meio de um decreto do presidente da República. Assim, os cerca de 4 milhões de proprietários rurais que estariam sujeitos a multa (que varia entre R$ 50 e R$ 500 ao dia por hectare da reserva legal) têm até junho de 2011 para assinar o Termo de Adesão e Compromisso (TAC), documento no qual o proprietário assume a responsabilidade de recuperar ou manter a reserva legal.
Na prática, diz o agrônomo e advogado especialista na área ambiental Paulo Junqueira, a extensão do prazo é de dois anos, já que as multas para quem não fizer a averbação começam a ser aplicadas seis meses após o fim do prazo para a assinatura do termo, ou seja, dezembro de 2011. O decreto prevê ainda a criação de um programa para oferecer apoio para pequenos proprietários que vivem da agricultura familiar realizarem a regularização das suas propriedades sem custos. "A lei de registro público de terras já previa essa gratuidade para a medição do perímetro de propriedades com até quatro módulos rurais, sendo que o módulo rural varia conforme o município. Agora o decreto inclui também o levantamento interno da reserva legal e as áreas de preservação permanente", explica Junqueira. Segundo ele, como esse levantamento tem de ser georreferenciado, os custos para esses pequenos proprietários poderiam ser altos.
Apesar de julgar positiva a criação do programa, o advogado agroambientalista Augusto Ribeiro Garcia crê que o decreto tenha servido apenas para dar tempo para que a discussão em torno de um novo Código Florestal seja concluída. "Até então os ruralistas não fizeram a averbação porque estavam esperando mudanças nas regras. Desta vez não será diferente", diz Garcia. O mesmo pensa Junqueira. Para ele, o prazo estabelecido é mais que suficiente para que ambientalistas e ruralistas cheguem a um acordo.
Folha de São Paulo
Penduricalhos do governo para o Bolsa Família ignoram limites fiscais e
a verdadeira finalidade do programa
O GOVERNO Lula analisa mais uma proposta para o seu pacote pré-eleitoral: oferecer abatimento de R$ 10 nos botijões de gás, que valem cerca de R$ 30, quando vendidos para os 12,5 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família. Calcula-se que o custo total do subsídio possa chegar a R$ 1 bilhão. Nem o governo sabe de onde poderia tirar dinheiro para bancar o agrado.
Não têm sido poucas as iniciativas de gastos extras -ou de abatimento no recolhimento de impostos- feitas pelo governo federal. A ideia mais estapafúrdia surgiu há pouco mais de um mês. Propunha-se distribuir, também para os atendidos pelo Bolsa Família, celulares pré-pagos gratuitos. O projeto de um "Bolsa Celular", após duras críticas, terminou engavetado.
O problema de fundo é sempre o mesmo: o governo contrata gastos futuros que não será capaz de cumprir sem desequilibrar suas contas. Aumentos concedidos ao funcionalismo neste ano, por exemplo, combinados com isenções de impostos e consequente queda na arrecadação já põem em risco as metas de superavit fiscal em 2008 e 2009.
O aumento do deficit federal por conta de despesas de custeio acarreta sacrifício dos investimentos em infraestrutura, manutenção de uma carga de impostos asfixiante e de uma taxa de juros elevada. Ao conceder estímulos adicionais a um mercado consumidor já em forte aceleração, o governo alimenta a inflação -o que vai prejudicar, cedo ou tarde, o crescimento.
Quer nos programas assistenciais, quer nas desonerações recentes para segmentos agraciados da economia, justificativas nobres têm sido invocadas a pretexto de concretizar uma estratégia eleitoreira.
O Bolsa Família, por exemplo, se faz necessário para mitigar a pobreza extrema do país, mas as políticas que podem significar a emancipação da pobreza ficam em segundo plano. Em vez de propugnar por planos regionais de atração de investimentos e geração autônoma de renda, mais difíceis de realizar e de maturação mais longa, a intenção implícita do governo é estender indefinidamente o assistencialismo.
Até mesmo a tarefa de fiscalizar se as famílias atendidas pelo Bolsa Família cumprem a obrigação de manter os filhos na escola -pois a escolarização tem o condão de, no médio prazo, melhorar a condição financeira dos egressos dessas famílias- é precariamente realizada.
No lugar de "penduricalhos" imediatistas e eleitoreiros, como a oferta de celulares ou subsídios para a compra de gás, melhor faria o governo federal se garantisse a correta aplicação do programa que já existe. E cuidasse de oferecer as chamadas portas de saída para um nível de dependência do assistencialismo que não deixa de ser preocupante.
Valor Econômico
A produção sistemática de excluídos não resultará em equilíbrio
duradouro
A sociedade não pode mais negligenciar: enquanto houver fome não haverá futuro sustentável
Quando se coloca na balança uma criança subnutrida, o que está sendo pesado na verdade não é apenas um organismo enfraquecido, mas a síntese de uma lógica tão nefasta quanto a que derruba florestas, sopra destruição e exclui a possibilidade de vida digna a bilhões de pessoas em todo o mundo. A consciência do século XXI não pode mais negligenciar que, enquanto houver fome no mundo, não haverá futuro sustentável.
Nada que se confunda com a produção sistemática de excluídos resultará em equilíbrio duradouro. As respostas aos desafios que ameaçam a humanidade não podem mais repetir o enfoque segmentado predominante no padrão de desenvolvimento do século XX que nos deixou como legado impasses sociais e ambientais. Elas dependem, necessariamente, do diálogo entre as demandas sociais, econômicas e ambientais.
A mudança climática atinge populações pobres, institucionalmente desamparadas e com menor capacidade de reagir a eventos desestabilizadores. Enquadram-se aí, por exemplo, os contingentes excluídos do mercado e os pequenos produtores rurais. Em quase todas as regiões do mundo, populações encurraladas pela fome e a pobreza ocupam áreas de risco e figuram entre as principais vítimas de desastres ambientais acentuados por fenômenos como o El Niño e La Niña.
A mudança climática também aumenta a intensidade e imprevisibilidade de desastres climáticos. As consequências já são visíveis, por exemplo, no aumento do custo de seguros agrícolas e na escassez de água que afeta algumas regiões do mundo e se torna a principal limitante à expansão agrícola. Ademais, a incerteza relacionada ao clima contribui para a volatilidade dos preços dos alimentos.
Para 2050, a FAO prevê que a produção agrícola dos países em desenvolvimento caia entre 9% e 21% por conta do aquecimento global.
Mesmo um aumento relativamente pequeno da temperatura média global pode ter impactos significativos na segurança alimentar mundial porque causaria uma queda de produtividade e inutilizaria até 110 milhões de hectares de terra, principalmente nas zonas mais próximas à linha do Equador, onde estão a maioria dos países em desenvolvimento.
Por outro lado, a população mundial cresce o equivalente a uma Etiópia por ano (80 milhões de pessoas). Em 2050, a humanidade somará 9 bilhões de bocas. Para garantir seu abastecimento, a FAO prevê a necessidade de se agregar uma Austrália agrícola à oferta mundial de alimentos a cada ano. Não há, portanto, nenhum malthusianismo em reconhecer que a mudança climática pode ameaçar a segurança alimentar.
No entanto, há terra suficiente, bem como tecnologia e conhecimento disponíveis para aumentar a produção e alimentar todos os habitantes do planeta hoje. E será possível alimentar a população mundial em 2050 praticamente sem expandir a fronteira agrícola: a FAO estima que 90% do aumento da produção necessária para alimentar o mundo em 2050 virá de ganhos de produtividade e apenas 10% do aumento da área plantada.
O que falta são recursos e decisão política que permitam aproveitar o potencial disponível. Isso reafirma a urgência de uma ação articulada para vencer a fome e o desequilíbrio ambiental conjuntamente.
Assim como Copenhague pode inaugurar um novo ciclo em relação aos objetivos de mitigar a mudança climática, a Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar realizada na FAO, em novembro, sugere um ponto de inflexão no caso da luta contra a fome.
O que se esgotou neste caso talvez tenha sido algo até maior. Desde os anos 80, os governos, sobretudo dos países em desenvolvimento, foram instados pela agenda do Estado mínimo a transferir a responsabilidade pelo abastecimento doméstico de alimentos às tradings internacionais, que providenciariam oferta just in time a um custo inferior ao carregamento de estoques e ao fomento local.
Políticas de desenvolvimento rural, em especial as destinadas aos pequenos produtores, foram desmontadas. Estoques de emergência de alimentos murcharam. A parcela da ajuda internacional ao desenvolvimento agrícola regrediu de 17% nos anos 80 a menos de 5% atualmente. Num mundo de oferta abundante e mercados obsequiosos, que sentido haveria em destinar recursos fiscais escassos a agricultores pobres?
A resposta veio na forma de desastre. A explosão dos preços da comida em 2008 acrescentaram um recorde sombrio à contagem dos famintos, que saltaram de 873 milhões para mais de um bilhão nos últimos dois anos.
As Metas do Milênio ficaram ainda mais distantes e a ajuda internacional, insuficiente. Diante da emergência, a resposta da reunião de Roma foi clara: é hora de reforçar o pé de apoio desenvolvimentista que compõe a estratégia de duas vias proposta pela FAO contra a fome.
A responsabilidade decisiva pela segurança alimentar deve ser reassumida pelos governos dos países em desenvolvimento. Estratégias de combate à fome e à pobreza não podem ser impostas de fora; precisam ser construídas a partir de diálogos nacionais com o apoio da comunidade internacional, quando necessário.
Nações ricas continuarão sendo pressionadas a destinar 0,7% do PIB à ajuda internacional, garantindo-se ao fomento agrícola uma fatia equivalente à dos anos 80. No entanto, nenhum outro protagonista que não os próprios governos pode preencher o duplo vazio gerado pela crise mundial: o vazio deixado pelo mito da autorregulação dos mercados e o vazio aberto pelas fraudadas expectativas na solidariedade internacional como bote de salvação para um bilhão e cem milhões de famintos.
Em 31 de dezembro de 2009, 28% das crianças dos países pobres dormirão da mesma forma que despertaram no primeiro dia do ano: enredadas na teia asfixiante de um mal que tem cura. A fricção entre o possível e o impossível no caso da fome e do ambiente argui a inércia da política e convoca a energia transformadora da sociedade para coordenar respostas que Copenhague e Roma demonstram fazer parte de uma agenda indivisível: a civilização sustentável.
José Graziano da Silva é representante regional da FAO para América Latina e Caribe
Valor Econômico
A Brasil Ecodiesel informou ontem à CVM que desativou suas unidades de
produção de biodiesel de Crateús (CE) e Floriano (PI). A decisão foi
tomada pela dificuldade logística "incontornável" na obtenção de
matéria-prima, segundo o comunicado. Isso afetou a competitividade
dessas usinas nos leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A
companhia afirmou que a perda da capacidade dessas unidades não altera
o planejamento da produção e vendas de curto e médio prazos. A empresa
não informou o número de funcionários que serão dispensados, apenas
que, informou que, "na medida do possível" buscará realocá-los nas
unidades de Iraquara (BA), Itaqui (MA) e Porto Nacional (TO). A usina
Crateús já estava sem produzir desde o segundo trimestre deste ano e a
produção da Floriano estava muito abaixo da capacidade. No terceiro
trimestre de 2009, a Brasil Ecodiesel registrou um lucro líquido de R$
5,25 milhões, o maior lucro líquido da história da empresa.
O Estado de São Paulo
Bom desenvolvimento do pasto dá ao pecuarista opção de segurar animais
na propriedade à espera de melhores preços
O aumento da demanda e a falta de oferta de gado confinado deixam o mercado do boi gordo mais aquecido nesta semana. Grandes frigoríficos buscam animais no mercado para cumprir escalas. A tentativa de pagar R$ 70 a arroba a prazo, para descontar Funrural, no mercado paulista, não deu resultado. Isso porque os pequenos frigoríficos seguem firmes no mercado, também com escalas curtas e pagam até R$ 75 por arroba nas mesmas condições. Mesmo assim, encontram dificuldades para comprar. Há uma boa oferta de boi não confinado, mas as chuvas constantes ajudaram no bom desenvolvimento dos pastos e deram a opção ao pecuarista de segurar o animal engordando nas propriedades. "O produtor prefere até arriscar e espera por um preço melhor. Se cair, ele consegue compensar no maior peso do animal", disse um corretor.
Já em Mato Grosso do Sul, um frigorífico teria comprado lote por até R$ 70 a arroba a prazo, livre do Funrural, preço R$ 2 por arroba acima do oferecido até então. Se os frigoríficos grandes passaram a buscar animais, os pequenos, que pagam mais por eles, reclamam da competitividade na hora de vender a carne no atacado.
O preço no atacado voltou a registrar alta no fim da semana passada, de acordo com o levantamento da Scot Consultoria. O corte traseiro saltou R$ 0,05 por quilo, para R$ 6,45; o dianteiro aumentou R$ 0,10 o quilo, a R$ 3,40, e o quilo da ponta de agulha para o consumo subiu R$ 0,15 e encerrou a semana a R$ 3,20. "As vendas do dianteiro e da ponta de agulha seguem aquecidas e os preços em alta; aumentos como esses normalmente são relacionados ao crescimento de renda", disse a analista da Scot Consultoria Maria Gabriela Tonini.
Canal Rural
Produtores e indústria receberam confiantes o anúncio de elevação da
Tarifa Externa Comum (TEC) de importação de lácteos, de 14% e 15% para
28%. A medida foi aprovada na semana passada, dia 8 de dezembro, pelo
Conselho do Mercado Comum do Mercosul e envolve Brasil, Argentina e
Uruguai.
A nova tarifa deverá ajudar a nivelar os preços internacionais do leite e derivados que entram no país e prejudicam a produção. Apesar do avanço, produtores e indústria acreditam que o passo ainda é pequeno para que se tenha um aumento significativo da produção de leite no Brasil. Os produtos de fora chegavam ao Brasil custando menos do que os feitos aqui. O presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, acredita que a TEC de 28% vai ajudar a equilibrar essa situação.
Rubez afirma que países como EUA, Austrália e a União Europeia praticavam dumping e subsídios que prejudicavam a produção nacional. Por outro lado, admite que a tarifa maior não é suficiente e cobra mais investimentos na produção.
No ano passado, o volume chegou a 27 bilhões de litros e deve se manter em 2009. Para Rubez, uma saída é incentivar os pequenos produtores, que, atualmente, respondem por 30% do volume produzido no país.
O presidente da Leite Brasil diz que se o pequeno produtor for bem remunerado e tiver lucro, é possível até dobrar a produção brasileira em dois anos. A decisão foi bem avaliada também pelos exportadores.
O coordenador da Assessoria Internacional e de Promoção Comercial do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Muller, considera a medida como a consolidação de uma política de apoio à produção nacional. Segundo ele, o aumento na taxa proporciona maior segurança para agricultores familiares e cooperativas de leite do Mercosul e dificulta a entrada de produtos de países com altos subsídios.
Para o diretor da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Vicente Nogueira, a medida ajuda a defender o produto brasileiro e a deixá-lo mais competitivo no mercado. Para Nogueira da decisão do Governo "é uma medida positiva e uma medida que vai trazer estímulo para produção de leite no Brasil. Vai dar mais segurança para o setor de que não virão de fora, sobretudo da União Européia e dos Estados Unidos, produtos com subsídios para internalizar no Brasil".
Portal do Agronegócio
A Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores concluiu, hoje, a
primeira estimativa de safra para 2010 referente à sua área de ação,
onde se produz exclusivamente café arábica
A previsão de colheita para o próximo ano é de 9.361.948 sacas, englobando todos os núcleos e filiais. A notícia parte da assessoria de comunicação da Cooxupé. O volume colhido em 2009, na área de ação da Cooxupé, foi de 6.422.757 sacas. Assim, a safra 2010 na região deverá ser 45,7% superior a de 2009.
A Cooxupé possui unidades no sul de Minas, cerrado mineiro (região formada por municípios do Alto Paranaíba, Triângulo e Noroeste) e em menor escala no Estado de São Paulo, onde estão situados o núcleo de São José do Rio Pardo e a filial de Caconde.
A produção deste ano de 2009 ocorre em menor escala, em todo o país, em função da característica de bienalidade da cafeicultura. A colheita em 2008 foi confirmada em 9.780.980 sacas, volume também referente à área de ação da Cooxupé. Com base neste levantamento, a Cooxupé conclui que a safra de café a ser colhida em 2010 será 4,3% inferior ao volume registrado em 2008, último ano de ciclo alto produtivo. O decréscimo também deve acontecer no sul de Minas, onde se espera uma queda de 8,7%. Já no cerrado mineiro, deve-se verificar um acréscimo de 2,8% e um aumento de 7,3% nos municípios paulistas em relação à colheita de 2008. Os comparativos referem-se à área de ação da Cooxupé.
Na coleta dos dados, o departamento técnico analisou o potencial produtivo (estado vegetativo) das lavouras, comparando-o com informações coletadas na mesma época em anos anteriores. O nível médio histórico de precisão deste estudo, efetuado anualmente pela Cooxupé, é da ordem de 98%.
Valor Econômico
Em pleno pico de safra no Nordeste, em vez de pagar menos, o mercado
está pagando mais pelo açúcar para exportação produzido na região.
Historicamente, nesta época do ano a oferta é maior e o porto de Maceió
oferece descontos no preço de até 30 pontos no açúcar bruto (VHP). Mas,
nesta semana, o mercado passou a pagar de 7 a 30 pontos de prêmio, uma
diferença que pode significar US$ 13,90 adicionais por tonelada.
Além de uma safra de açúcar ligeiramente menor do que no ciclo anterior e de uma demanda mais forte de exportação, também é possível que algumas tradings estejam buscando açúcar no Nordeste para cumprir contratos de usinas do Centro-Sul. Rodrigo Martini, da consultoria FCStone, conta que há um mês o mercado nordestino vem sinalizando uma inversão. "Nesta semana, se configurou o prêmio de até 30 pontos para embarque imediato", acrescenta. Para se ter uma ideia do que significa essa diferença, ao preço do fechamento de hoje da bolsa de Nova York (24,82 centavos de dólar a libra-peso no contrato março) uma tonelada de açúcar VHP vale US$ 553,8 com prêmio de 30 pontos. A mesma tonelada valeria US$ 540 com desconto de 30 pontos.
O Nordeste está no auge de sua safra. Até agora, as usinas da região moeram 29,1 milhões de toneladas de cana, praticamente metade do volume de 62 milhões de toneladas previsto, segundo Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar). "Já era para esse percentual estar em 60%. Também tivemos atrasos por conta de dificuldades das usinas de concluírem manutenção", afirma.
Como no Centro-Sul, a previsão é que a produção de açúcar no Nordeste recue para 4,8 milhões de toneladas, ante as 5 milhões de toneladas do ciclo anterior. Cunha diz que o embarque em março também está com prêmio forte, quando o normal seria um desconto. "O mercado está pagando 30 pontos", complementa. A produção de álcool do Nordeste deve ser praticamente a mesma do ciclo anterior, 2,15 bilhões de litros.
Outro efeito do mercado aquecido tem sido o embarque de açúcar no início dos contratos com as usinas e, ainda, com pagamento de prêmio, o que é incomum, segundo Martini, da FCStone. "Em um contrato de dezembro a março, por exemplo, a trading tem essa janela de tempo para embarcar sendo que, quando embarca antecipado, desconta o valor da usina, que vai deixar de carregar estoques. Com essa demanda externa aquecida, as tradings descontam esse valor da antecipação (entre 20 e 40 pontos), uma vez que já estava previsto no contrato, mas compensa parte pagando mais 20 pontos de prêmio", conta Martini.
Assim, o volume de açúcar programado para ser embarcado nos próximos 15 dias em Santos está elevado. De acordo com dados da Santos Associados, ontem o porto de Santos tinha 734 mil toneladas de açúcar (entre VHP e branco) programados para serem embarcados até dia 26 de dezembro (navios atracados, na barra e que estão para chegar). "O mês está muito apertado", avalia Luiz Carlos dos Santos Júnior, do escritório Kingsman. No mês de novembro , esse volume foi de 1,29 milhão de toneladas de açúcar.
O Estado de São Paulo
Os preços futuros do açúcar tipo demerara caíram ontem na bolsa de Nova
York (ICE Futures US). O contrato mais negociado, com vencimento em
março de 2010, fechou em baixa de 2,86%, cotado a 24,82 cents/lb.
Segundo analistas, boatos sobre possíveis cancelamentos de contrato
entre tradings e produtores no Brasil levaram especuladores a embolsar
os lucros recentes, concluindo que não há demanda pela commodity nos
níveis de preço atuais. Mais cedo, o açúcar registrou a maior cotação
em três meses.
Valor Econômico
Realização de lucros.Um movimento de realização de lucros e a
perspectiva de renegociações de contratos de exportação do Brasil
devido à redução da oferta provocada pelas chuvas na região Centro-Sul
do país ajudaram a derrubar as cotações do açúcar ontem na bolsa de
Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão
negociados a 24,82 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 46
pontos, enquanto os papéis para entrega em maio caíram 69 pontos e
fecharam a 23,43 centavos de dólar, segundo a agência Dow Jones
Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de
50 quilos de açúcar cristal registrou variação negativa de 0,24%, para
R$ 57,73. No acumulado deste mês de novembro, ainda há valorização do
indicador de 4,07%.
Menor oferta. Os contratos futuros de café em Nova York atingiram o patamar mais elevado dos últimos 15 meses ontem diante de especulações sobre uma queda nas exportações do Brasil e do Vietnã, os dois maiores produtores mundiais. Dados da Organização Internacional do Café (OIC) indicam que a safra atual será de 123 milhões de sacas ante as 128 milhões do ciclo anterior. Segundo analistas consultados pela Bloomberg, no mercado, a expectativa é de que os fundamentos ofereçam um forte suporte aos preços do produto. Ontem, os contratos com vencimento em março terminaram o dia valendo 147,25 centavos de dólar por libra-peso, alta de 135 pontos. No Brasil o dia também foi de alta. A saca foi negociada ontem a R$ 286,95, ganho de 0,66%, segundo o Cepea/Esalq.
Queda em Nova York. Os preços do suco de laranja terminaram o pregão de ontem em baixa, depois de terem atingido na segunda-feira o nível mais elevado desde fevereiro do ano passado. Apesar da notícia de que a Flórida reduzirá em 17% sua produção para 135 milhões de caixas, analistas consultados pela Bloomberg disseram que o mercado aproveitou o dia para realizar lucros. Os contratos para março fecharam os negócios a 134,70 centavos de dólar por libra-peso, queda de 210 pontos em relação ao dia anterior. Aliada à realização, os analistas disseram que a valorização do dólar no mercado internacional reduziu o interesse dos investidores por algumas commodities. No mercado interno, o preço da caixa de laranja medido pelo Cepea caiu 0,14% para R$ 6,91.
Dólar pressiona. Os preços do trigo terminaram o pregão na bolsa de Chicago em queda, devolvendo praticamente todo o ganho do início da semana. Os contratos para maio terminaram a terça-feira a US$ 5,50 por bushel, queda de 6,75 centavos de dólar. Já em Kansas, as perdas foram de 7,25 centavos de dólar, com as entregas para maio cotadas a US$ 5,38 por bushel. Segundo a Bloomberg, a valorização do dólar no reduziu a competitividade do trigo americano, prejudicando os embarques semanais. O sentimento do mercado é que a alta do dólar possa reduzir a demanda pelo cereal americano. No mercado interno, o dia foi de ganhos. Dados do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) indicam que a saca de trigo foi negociada ontem a R$ 24,85, alta de 0,32%.
Folha de São Paulo
REAÇÃO DOS PREÇOS
Passado o início do mês, houve redução na necessidade de formação de caixa para pagamentos de contas por parte de algumas usinas paulistas. Com isso, os preços médios dos produtos do setor sucroenergético reagiram.
PARIDADE
Na semana passada, as usinas obtinham receitas 55% maiores com a venda do açúcar cristal do que com o álcool anidro, conforme cálculos do Cepea. Em relação ao hidratado, a rentabilidade era 68% maior. Na comparação entre os dois álcoois, o anidro remunera 8% mais do que o hidratado.
NOVA ALTA
O mercado de arroz permanece aquecido no Rio Grande do Sul. Ontem, a saca do produto tipo agulhinha chegou a ser comercializada a R$ 28,50. Neste mês, o aumento acumulado chega a 6,3%.
NAS MÃOS DO VIZINHO
A possibilidade de compra de trigo do Paraguai e do Uruguai pelos moinhos brasileiros é menor do que se esperava, devido à qualidade do produto dos dois países -o que também ocorreu com o trigo brasileiro. Já o trigo argentino, embora em volume menor nesta safra, deverá ter qualidade melhor.
EXPORTAÇÕES
Esse cenário faz os moinhos brasileiros olhar mais para a Argentina, onde visam mais qualidade do que preço, segundo "traders" informaram à Reuters. O governo argentino prometeu liberar licenças de exportação para 3 milhões de toneladas nesta safra -2,5 milhões já estariam autorizadas, segundo o mercado.
FORA DO MERCOSUL
O volume ofertado pela Argentina não será suficiente para atender às necessidades do Brasil, devido à perda de qualidade do produto nacional. O país não terá, no entanto, dificuldades na importação de trigo de outros mercados, mas os preços serão mais elevados.
PARA CIMA
A redução na quantidade de animais para abate fez o preço do boi subir ontem no mercado paulista. Cotações do Instituto FNP registraram a arroba do animal a R$ 76.
PERDAS
As commodities agrícolas tiveram queda de 4% nos Estados Unidos em novembro em relação a igual período de 2008. Um dos destaques dessa queda ficou para frango e ovos, que recuaram 8% em média.
EM QUEDA
O preço do milho interrompeu a tendência de alta dos últimos dias e fechou em queda ontem no mercado futuro de Chicago. O contato de março terminou o pregão a US$ 4,10 por bushel, com queda de 0,24% em relação ao dia anterior.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA: Ou se compra agora ou somente no ano que vem. Com esta
premissa o mercado trabalha com um volume maior de negócio nas fontes.
R$ 50 a R$ 55 vem sendo o máximo pago por feijão de qualidade melhor,
mas que não passa de nota 8.
FEIJÃO PRETO: Mercado com menor oferta, não por falta de feijão, mas por falta de vontade de vender. R$ 50 não interessam aos produtores. Certamente este mercado não deverá apresentar valorização mais forte a não ser que haja um grande problema climático.
FIQUE DE OLHO - Pode haver forte valorização do feijão durante o próximo ano desde que os cálculos sobre a intenção de plantio levantado nos Campos Gerais, onde já iniciaram o plantio do feijão da 2ª safra ou feijão das secas, pelo Departamento de Economia Rural (Deral), estejam corretos. A expectativa do Deral é que a área cultivada recue 30% na comparação com o ciclo anterior, passando de 60,5 mil hectares para 42 mil hectares. O plantio, segundo o engenheiro agrônomo do órgãol, José Roberto Tosato, começou no final de novembro. "A área cultivada será menor já que os produtores não têm perspectivas de melhora nos preços a curto prazo",explica. Assim abra o olho e nade contra maré.
Portal do Agronegócio
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou na quinta-feira
(10/12) o seu relatório de oferta e demanda mundial
O documento do mês de dezembro não trouxe muitas novidades, entre outros motivos porque, como manda a tradição, o órgão não mexe nos números de oferta de soja e milho no país nessa altura do campeonato. Quer dizer, as estimativas de safra do cereal e da oleaginosa continuaram calculadas em, respectivamente, 328,19 milhões e 90,33 milhões de toneladas, que já haviam sido projetadas em novembro. A situação das duas culturas, contudo, é muito diferente.
Mesmo com muito atraso, os produtores norte-americanos conseguiram encerrar a colheita da oleaginosa no país e, apesar de o USDA ainda poder promover algum ajuste na estimativa de produção do grão, é bem provável que a safra de soja 2009/10 nos EUA fique mesmo em torno de 90 milhões de toneladas.
Para o milho, a história é diferente. Até o dia 06 de dezembro, os produtores norte-americanos ainda precisavam colher aproximadamente 12% da área plantada nesta temporada. O problema é que a neve já chegou aos estados mais ao norte do cinturão de produção norte-americano, impedindo a entrada das máquinas para o encerramento dos trabalhos de campo.
Se o gelo não derreter nos próximos dias, as plantações de milho que ainda estão no campo só poderão ser colhidas na primavera. E aí, como diz o ditado, enquanto as lavouras estiverem no campo tudo será possível. Inclusive o registro de perdas. O que faz do número de produção de milho nos EUA mais uma incógnita a ser decifrada para quem milita no mercado de grãos.
Jornal DCI
O governo aposta em um acordo assinado ontem sobre o comércio de bananas para atrair investimentos ao Nordeste. O tratado fechado entre a Europa e a América Latina colocou fim à chamada guerra da banana, disputa que já durava 16 anos. Brasília estima que empresas esperavam o entendimento para desbloquear investimentos no nordeste. A principal investidora seria a norte-americana Del Monte, com projetos já no Rio Grande do Norte e Ceará. O entendimento facilitando as exportações de bananas da região para a Europa foi assinado ontem em Genebra. O acordo estabeleceu que a tarifa de importação na UE de 176 euros por tonelada de passasse a 148 euros. Em oito anos, cairá para 114 euros.
O Estado de São Paulo
Para ministro, desmatamento na Amazônia pode cair 90% e não 80%
Afra Balazina e Andrei Netto, Copenhague
O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, disse ontem, em Copenhague, que o País pode aumentar as metas propostas para o combate às mudanças climáticas. Em vez de cortar o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, Minc disse que taxa pode chegar a 90%. Ele ainda brincou dizendo que só não aumentaria mais o número para não acabar com o trabalho do Greenpeace, que defende o desmatamento zero. De acordo com o ministro, o compromisso assumido no Cerrado pode subir de 40% para 60%.
Com números mais ambiciosos, Minc espera que mais países se interessem em fazer doações para o Fundo Amazônia, que até agora tem recursos da Noruega e pode receber dinheiro da Alemanha. O País tem um estande na COP-15 para dar publicidade ao fundo.
Minc avalia ainda que o País precisará de um total de R$ 10 bilhões por ano para as ações na área de clima. "O governo não tem um cálculo, mas o Ministério do Meio Ambiente tem uma ordem de grandeza do que precisaremos por ano, contando recursos públicos e privados."
Minc disse ainda que o Brasil está disposto a abrir mão dos recursos do Fundo de Adaptação (para ajudar os países na adaptação às mudanças climáticas), pois considera que os mais pobres e vulneráveis devem ter prioridade. Ele afirmou, porém, que o Brasil deseja receber recursos para mitigação (corte de emissões de CO2).
Horas depois, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, afirmou: "Pedi para o Minc esclarecer isso porque, às vezes, as pessoas confundem. O que queremos são financiamentos para mitigação."
Jornalistas estrangeiros presentes à entrevista de Minc se divertiam com suas respostas bem humoradas. Ele chamou as integrantes da mesa de "mulheres guerrilheiras maravilhosas". No telão, Minc aparecia em fiscalizações na Amazônia.
MECANISMO
Em Copenhague, uma das maiores preocupações na área de florestas é o documento sobre o mecanismo de redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (Redd). O texto agora está nas mãos dos ministros para ser negociado. O instrumento premiará quem conseguir reduzir o desmatamento e conservar a floresta.
Uma das questões pendentes é se a implantação deverá ser nacional ou se poderá ser subnacional - em nível estadual, por exemplo. O Ministério do Meio Ambiente considera que a implantação nacional é ideal, pois pode haver complicações e "vazamentos" (se um Estado for rigoroso no controle do programa e outro, mais frouxo, o resultado positivo será anulado pelo negativo). Mas os governadores da região amazônica têm intenção de gerir os recursos do mecanismo e defendem que ele seja subnacional.
O financiamento é outro ponto indefinido. Há países, entre eles os EUA, bastante interessados em Redd que funcione como mercado de carbono. Dessa forma, os países que precisarem reduzir as emissões para alcançar sua meta poderiam financiar as ações contra o desmatamento, obtendo o equivalente em crédito de carbono.
O Estado de São Paulo
Estimulada por Lula, empresa quer mudar estatuto para se internacionalizar
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) se prepara para aumentar sua atuação no exterior e passar também a receber royalties de seus cultivares - qualquer variedade de planta produzida por meio de técnicas de cultivo, normalmente não encontrada em estado silvestre.
Para isso, o conselho de administração da empresa aprovou na segunda-feira o texto de um anteprojeto de lei para mudar o estatuto. A intenção é que o projeto seja enviado ao Congresso no início de 2010.
"Temos urgência e vamos levar (o projeto) para o Congresso no próximo ano", disse o chefe da Assessoria Jurídica da Embrapa, Antonio Nilson Rocha.
Hoje, o estatuto da instituição não permite atuação fora do País. Mas a cada viagem internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a demanda por serviços da Embrapa aumenta, segundo Rocha.
Lula se tornou o principal divulgador da excelência do trabalho da Embrapa, que incorporou à ação diplomática com os países emergentes. "Cada vez que o presidente viaja para um país diferente, a nossa demanda cresce e nem sempre podemos responder", disse Rocha.
Apesar de ter laboratórios virtuais nos Estados Unidos, na Coreia, Holanda e França, as ações da Embrapa no exterior hoje são limitadas pelo estatuto, que prevê atuação plena apenas dentro do País.
O trabalho externo ocorre apenas por meio de intercâmbios, termos de cooperação e de transferência de tecnologia. Daí a intenção de abrir escritórios em países de interesse do Brasil e também em nações que necessitem de conhecimento técnico brasileiro, como ocorre com Gana, na África.
Sem poder fazer despesa fora do Brasil, a Embrapa depende de parceiros externos para realizar algum projeto lá fora. Os gastos de intercâmbios e de pesquisa conjunta, por exemplo, são bancados pelo país que recebe os pesquisadores brasileiros, o que acaba limitando o desenvolvimento da companhia.
VERBA REFORÇADA
As perspectivas com o novo estatuto são de gerar riquezas para o Brasil e a de estimular o crescimento da agricultura doméstica. "A principal vantagem da mudança seria a possibilidade de recebermos royalties de cultivares que temos no Brasil. A ideia é obter recursos", explicou o chefe da Assessoria Jurídica.
Ele lembra que Lula também já demonstrou que gostaria de ver a estatal atuando de forma mais efetiva no exterior. "O presidente Lula quer que a gente tenha escritório internacional, mas não podemos ir hoje além do que a lei autoriza", disse.
O orçamento da Embrapa para o próximo ano deve ficar em R$ 1,8 bilhão, R$ 300 milhões a mais que em 2009, segundo indicação feita no relatório setorial da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Os técnicos da empresa esperam que essa verba seja reforçada depois que for aprovada a atuação da companhia no exterior.
Para Rocha, a empreitada dará retorno. "Não temos como mensurar a quantia necessária, mas o que entendemos é que nossas necessidades iniciais se pagariam posteriormente com o recebimento dos royalties", argumentou.
O interesse pelos produtos agropecuários trouxe 17 missões técnicas internacionais ao Brasil, em 2009, para inspeções na área de defesa agropecuária
Portal do Agronegócio
A manutenção das exportações de carne bovina e a abertura de mercado
para carne suína e bovinos vivos aos 27 países que integram a União
Europeia foram destacadas pelo secretário de Defesa Agropecuária,
Inácio Kroetz ao fazer uma retrospectiva das visitas. Ele lembrou que
esses importadores são expressivos consumidores de produtos
brasileiros, com peso significativo na balança comercial.
Outras duas missões evidenciadas por Inácio Kroetz foram as do Chile e dos Estados Unidos. Os chilenos analisaram a ampliação da área aprovada para exportar carne bovina e a habilitação de estabelecimentos produtores de alimentação animal. “As inspeções norte-americanas concentraram-se na área de sanidade avícola, como parte do processo de análise de risco para importação de carne de aves in natura,” explicou.
A missão da Coreia do Sul, informa Kroetz, foi verificada a possibilidade de importar a carne suína in natura e carnes suína e bovina termoprocessadas. No caso do Canadá, o enfoque foi a habilitação de fabricantes de produtos para alimentação de animais de companhia. Já os chineses conheceram a experiência brasileira no reconhecimento internacional de zonas livres de doenças.
Com o crescimento da demanda, em 2009, a Secretaria de Defesa Agropecuária respondeu 22 questionários para abertura de mercados, contrapondo aos oito preenchidos no ano passado. Os resultados obtidos foram a aprovação das exportações de material genético avícola para a União Europeia, de carne suína para o Vietnã e Filipinas, de carne bovina in natura para Indonésia e a consolidação das exportações de carne bovina para a Venezuela e retomada para o Chile, com o reconhecimento do status de área livre de febre aftosa para o Mato Grosso do Sul e Tocantins. Esses estados somaram-se aos anteriormente aprovados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, com habilitação de estabelecimentos.
Rússia - Inácio Kroetz aponta o sucesso da criação do Grupo de Trabalho Brasil e Rússia, em janeiro de 2009, que discutiu assuntos fitossanitários (área vegetal). “Seguimos a linha de 2008, quando instituímos o grupo de trabalho semelhante para tratar de sanidade animal. Com isso, as negociações para exportações brasileiras de soja (grão e farelo) avançaram e assinamos memorando de cooperação técnica nas áreas laboratorial e de controle de resíduos e contaminantes”, explica o secretário. O objetivo, esclareceu Kroetz, é promover o intercâmbio técnico e científico para harmonização de programas de controle de resíduos e contaminantes entre os dois países. Na opinião do secretário, as reuniões imprimiram agilidade nas negociações.
Em 2010, missões da Rússia devem inspecionar estabelecimentos, com base em indicação da secretaria, para definir novas habilitações. Técnicos do México são aguardados para conhecer o sistema de produção de carne suína em Santa Catarina e a missão da África do Sul para estudar a possibilidade de importar material genético avícola.
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