



| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 230,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 52,50/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 76,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 21,00/sc |
Gazeta do Povo
A exigência sanitária federal que proíbe desde abril o transporte de frutas cítricas com folhas e galhos atrasou a colheita de cerca de 4 milhões de quilos de tangerina no Paraná – 5% da safra. A avaliação parte de números da Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar Integrada (Coopafi). As frutas estão maduras e só devem ser apanhadas à medida que as vendas voltarem ao normal.
O número já desconta os 2,2 milhões de quilos – entre 100 mil e 120 mil caixas de 20 quilos – vendidos para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nesta semana. Esse lote começou a ser retirado segunda-feira dos pomares do Vale do Ribeira, principal região produtora do estado, e deve ser distribuído para instituições de assistência sociais. O produtor vai receber do governo R$ 7 por caixa, o dobro do preço oferecido pelos atravessadores.
“A venda para a Conab fez o preço pago na roça subir de R$ 3 para R$ 4 por caixa imediatamente. Mas vai demorar para o escoamento voltar ao normal”, avalia o secretário de Agricultura de Cerro Azul, João Carlos Hilman. O município é o maior produtor de tangerina do Brasil.
Apesar de a safra deste ano ser 20% menor por causa da falta de chuvas no estado, a concentração de frutas nos pomares está acima do normal. “Em vez de 480 mil caixas, vendemos só 150 mil para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre abril e maio. Com a nova medida sanitária, muitos recusaram a tangerina sem folhas. Os produtores tiveram de adaptar a colheita, o que também atrasou as vendas. Tem muita fruta no pé”, afirma Hilman. A venda para a Conab, com investimento de R$ 1,1 milhão, resolveu um terço do atraso no escoamento.
Como o mercado catarinense e o gaúcho estão colhendo suas próprias safras de tangerina, o produtor do Paraná enfrenta dificuldade para recuperar as vendas. O mercado interno também mostra restrição às tangerinas sem galhos. “As pessoas pensam que a fruta é velha”, conta o comerciante Renato de Siqueira, que atua no Mercado Municipal de Curitiba. Ele estima que as vendas caíram 20%, por força da medida sanitária e da retração no consumo provocada pela crise econômica.
Os galhos verdes eram prova de fruta fresca. Os vendedores só limpavam as tangerinas quando os ramos começavam a ficar secos, a partir do terceiro dia de exposição. O mercado perdeu essa medida.
A vigilância sanitária de cada estado forma barreiras fiscais para impedir a saída e a entrada de cargas de tangerina e laranja com vegetação. A maior parte da produção de laranja já era transportada sem galhos. Todo esse esforço é para barrar a praga mancha preta. O problema, que reduz a produtividade dos pomares, está sob controle no Paraná, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura (Seab).
Apesar da fiscalização, ainda existem frutas com galhos no mercado. Ontem à tarde, tangerinas com folhas verdes estavam em exposição no Mercado Municipal. Eram poncãs de Cerro Azul e mexericas de São Paulo. Os comerciantes disseram que estão arrancando a maior parte dos galhos que vêm com as frutas para não ter a mercadoria apreendida.
A FAEP solicitou ao Governo Federal que seja ampliado o acesso à renegociação de dívidas em função da seca. No Paraná, onde a estiagem provocou perdas de 6 milhões de toneladas de grãos, apenas onze municípios podem se beneficiar da prorrogação de prazo e renegociação das dívidas de custeio e investimento.
Aos produtores já beneficiados pelas resoluções do Conselho Monetário Nacional, a orientação é para que procurem os agentes financeiros e formalizem a renegociação das dívidas.
Os benefícios foram concedidos pela Resolução 3730 para mais quatro municípios – Barracão, Iporã, Santa Helena e Esperança Nova. No total, agora 11 municípios estão contemplados; além dos já citados, Bom Jesus do Sul, Itaipulândia, Quinta do Sol, Renascença, São Jorge do Patrocínio, Santa Terezinha de Itaipu e São Pedro do Ivaí.
Veja abaixo:
I - a
prorrogação, para até 15 de agosto de 2009, da data de vencimento das
parcelas vencidas ou vincendas entre 1º de janeiro de 2009 e 14 de
agosto de 2009, desde que a operação estivesse em situação de
adimplência no dia 1º de janeiro de 2009, das seguintes operações de
crédito de:
a) custeio da safra 2007/2008, no caso de culturas bianuais, e de custeio da safra 2008/2009, contratadas com recursos equalizados da poupança rural, ao abrigo do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural ou Proger Rural Familiar), desde que não estejam amparadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou por outra modalidade de seguro agropecuário;
b) investimento, de programas coordenados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contratadas com recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou contratadas no âmbito do Programa Finame Agrícola Especial ou ao amparo do Proger Rural e do Proger Rural Familiar; e
c) custeio prorrogadas das safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006, inclusive aquelas ao abrigo do Proger Rural ou do Proger Rural Familiar;
II - desde que solicitada pelo mutuário até a data do respectivo vencimento, a renegociação da parcela com vencimento entre 15 de agosto de 2009 e 30 de dezembro de 2009 para até 3 (três) anos, com a 1ª parcela vencendo em 2010, observado o período de obtenção de receitas pelo produtor, das operações enquadradas na alínea "a" do inciso I, inclusive das parcelas que forem prorrogadas com base no referido inciso;
III - desde que solicitada pelo mutuário até a data do respectivo vencimento, a prorrogação, para até 1 (um) ano após o vencimento da última parcela prevista no contrato, da data para o pagamento das parcelas vincendas entre 15 de agosto de 2009 e 30 de dezembro de 2009 das operações enquadradas nas alíneas "b" e "c" do inciso I, inclusive das parcelas que forem prorrogadas com base no referido inciso. Art. 4º Em caso de prorrogação de operações de custeio ou investimento com base no Manual de Crédito Rural (MCR) 2-6-9, em decorrência de enchente e estiagem nos municípios de que tratam os arts. 1º e 2º desta Resolução, quando originalmente contratadas com recursos do MCR 6-2, fica dispensada a análise caso a caso.”
MODELO - PEDIDO DE PRORROGAÇÃO E RENEGOCIAÇÃO
RESOLUÇÃO BACEN 3.724 E 3.730
(Cidade), ____ de ________________ de 2009.
Ao ____________ (nome do banco) Agência nº ______Cédula rural: _________ contrato nº _________________
Eu,__________ (nome completo), produtor rural, _______(estado civil), portador da Carteira de Identidade nº ________, e CPF nº _______________, residente e domiciliado _____________(endereço), mutuário deste agente financeiro, devedor da(s) parcela(s) de financiamento nº _____, vencível em ________, dirijo-me à V. Sª para requerer a prorrogação do vencimento da dívida apontada pelo prazo de ___ (anos), sob os encargos financeiros de 6,75% já pactuados no instrumento de crédito, ressalvados eventuais direitos a benefícios de qualquer natureza que vierem a ser concedidos a contratos de crédito rural.
O pedido de prorrogação deve-se à minha incapacidade de pagamento, em razão de frustração de safra devido à seca. No mesmo sentido encontram-se as RESOLUÇÕES 3.724 E 3.730 do Banco Central do Brasil:
“Fica autorizada, para os produtores rurais dos municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo atingidos por estiagem e que tenham decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública, entre 1º de dezembro de 2008 e 13 de maio de 2009, reconhecido pelos respectivos governos estaduais até 27 de maio de 2009:
I - a prorrogação, para até 15 de agosto de 2009, da data de vencimento das parcelas vencidas ou vincendas entre 1º de janeiro de 2009 e 14 de agosto de 2009, desde que a operação estivesse em situação de adimplência no dia 1º de janeiro de 2009, das seguintes operações de crédito de:
a) custeio da safra 2007/2008, no caso de culturas bianuais, e de custeio da safra 2008/2009, contratadas com recursos equalizados da poupança rural, ao abrigo do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural ou Proger Rural Familiar), desde que não estejam amparadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou por outra modalidade de seguro agropecuário;
b) investimento, de programas coordenados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contratadas com recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou contratadas no âmbito do Programa Finame Agrícola Especial ou ao amparo do Proger Rural e do Proger Rural Familiar; e c) custeio prorrogadas das safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006, inclusive aquelas ao abrigo do Proger Rural ou do Proger Rural Familiar;
II - desde que solicitada pelo mutuário até a data do respectivo vencimento, a renegociação da parcela com vencimento entre 15 de agosto de 2009 e 30 de dezembro de 2009 para até 3 (três) anos, com a 1ª parcela vencendo em 2010, observado o período de obtenção de receitas pelo produtor, das operações enquadradas na alínea "a" do inciso I, inclusive das parcelas que forem prorrogadas com base no referido inciso;
III - desde que solicitada pelo mutuário até a data do respectivo vencimento, a prorrogação, para até 1 (um) ano após o vencimento da última parcela prevista no contrato, da data para o pagamento das parcelas vincendas entre 15 de agosto de 2009 e 30 de dezembro de 2009 das operações enquadradas nas alíneas "b" e "c" do inciso I, inclusive das parcelas que forem prorrogadas com base no referido inciso. Art. 4º Em caso de prorrogação de operações de custeio ou investimento com base no Manual de Crédito Rural (MCR) 2-6-9, em decorrência de enchente e estiagem nos municípios de que tratam os arts. 1º e 2º desta Resolução, quando originalmente contratadas com recursos do MCR 6-2, fica dispensada a análise caso a caso.”
Sendo o que se apresenta para o momento, aguarda-se o deferimento deste pedido, tendo em vista que meu empreendimento está em município em situação de emergência em conformidade com as citadas resoluções, conforme tabela abaixo:
Município Homologado em: Decreto Estadual
Bom Jesus do Sul 20/05/2009 4.518
Itaipulândia 06/05/2009 4.710
Quinta do Sol 01/04/2009 4.510
Renascença 06/03/2009 4.367
São Jorge do Patrocínio 15/05/2009 4.748
Santa Terezinha de Itaipu 24/04/2009 4.639
São Pedro do Ivaí 24/04/2009 4.639
Barracão 03/06/2009 4.852
Iporã 03/06/2009 4.852
Santa Helena 03/06/2009 4.852
Esperança Nova 10/06/2009 4.888
Fonte: Defesa Civil Estadual – PR
Atenciosamente,
_________________________
(assinatura do titular)
Protocolo de recebimento:
Recebido por_______ (nome completo). RG n° _______________________
Assinatura: ______________________ Data de recebimento: ___ / ____/ ____
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A FAEP encaminhou nesta quarta-feira (17) aos ministérios da Agricultura e Fazenda solicitação de prorrogação das parcelas de investimentos do BNDES com vencimento em 2009 para um ano após o final do contrato. “A avicultura e a suinocultura estão sofrendo com a queda nos preços pagos ao produtor. A avicultura passou por um ajuste de estoque. A crise econômica pressionou as indústrias com a queda na demanda internacional”, justificou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette.
Para manter os negócios as indústrias aumentaram o intervalo entre os lotes alojados, consequentemente os custos subiram e os produtores foram penalizados. Os produtores estão recebendo aproximadamente R$ 0,30/frango. No entanto os custos de produção estão próximos de R$ 0,35/frango.
Da mesma forma a suinocultura. Com a demanda mundial reduzida e a gripe AH1N1 os produtos foram direcionados para o mercado interno. Os preços caíram com a maior oferta e os produtores mais uma vez foram penalizados. Os custos de produção de janeiro a março ficaram, em média, próximos de R$ 1,80/kg de carne. No entanto o preço pago ao produtor ficou próximo de R$ 1,56. “As duas cadeias produtivas estão estagnadas e sem esperança de bons rendimentos”, afirmou.
A balança comercial do agronegócio obteve saldo positivo de US$ 19, 737 bilhões de janeiro a maio deste ano, queda de 12,49% em relação ao mesmo período de 2008. As exportações totalizaram US$ 24,103 bilhões no acumulado do ano, enquanto as importações somaram US$ 4,366 bilhões. Apesar do decréscimo, justificado pela redução do preço médio dos produtos embarcados para o exterior, houve aumento da participação do agronegócio brasileiro nas vendas externas totais nos cinco primeiros meses de 2009 na comparação com 2008, de 37,8% para 43,4%.
“Houve um ritmo maior de queda nas exportações totais, enquanto que no agronegócio esta queda ocorreu em menor proporção”, disse a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, ao justificar a maior participação do setor. Segundo ela, enquanto as vendas totais caíram 23% no acumulado de 2009, as exportações do agronegócio retraíram 11,5%. O complexo soja lidera a lista de produtos exportados, com um total embarcado de US$ 6,9 bilhões, 1% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Embora o preço médio praticado no mercado internacional até maio tenha caído 15,8% na comparação com 2008, o volume exportado compensou esta retração e apresentou expansão de 19,8%. “A elevação ocorreu em um cenário favorável, principalmente em função da redução dos estoques mundiais”, justificou a senadora.
Diferentemente da soja, o complexo carnes teve queda de 21,09% nas exportações. O recuo de 17,9% no preço médio da tonelada observado até agora e a queda de 4,8% no volume embarcado para o exterior fizeram com que o valor exportado totalizasse US$ 4,4 bilhões no acumulado deste ano. “Houve uma forte recessão nos países que demandam a carne brasileira”, justificou Kátia Abreu. Observou-se também que o complexo sucroalcooleiro reagiu e apresentou o maior crescimento em termos de volume exportado no período de janeiro a maio deste ano, de 27,8%. O total embarcado foi de 8,9 milhões de toneladas. Os preços médios praticados cresceram 27,9%, o que resultou em uma cifra de US$ 2,8 bilhões.
Já o café registrou aumento de 13,3% no volume exportado, passando de 611 mil para 961 mil toneladas nos cinco primeiros meses de 2009. No entanto, como os preços médios praticados no mercado internacional no período caíram de US$ 2.935 para US$ 2.366 por tonelada, os valores exportados registraram redução de 8,7%, de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,6 bilhão em 2009. Em relação aos destinos das exportações brasileiras, a China se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil no período de janeiro a maio, respondendo por 13,95% do total das vendas externas referentes ao agronegócio brasileiro, o equivalente a US$ 3,3 bilhões. Em 2008, no mesmo período, essa participação era de 11,97%, ou US$ 3 bilhões. Quanto às importações, também houve crescimento da participação do agronegócio nas aquisições realizadas pelo País, de 7,4% no ano passado para 9,5%. O trigo continua como principal produto adquirido de outros países. As importações do cereal de janeiro a maio somaram US$ 620 milhões, valor 30% menor que o volume importado nos cinco primeiros meses de 2008. A quantidade importada neste ano foi 3 mil toneladas, 4,9% a mais que o mesmo período do ano passado.
Veja o documento técnico na íntegra
Fonte: CNA
Devido ao seu enorme potencial biológico, o lixo orgânico pode se tornar um poderoso fertilizante e se tornar uma alternativa sustentável para os grandes geradores de lixo
O esgotamento da capacidade dos aterros sanitários de muitas cidades brasileiras vem demonstrando a urgência em se lidar com a questão do lixo. Em Curitiba, alternativas para o destino do lixo orgânico serão apresentadas durante o Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola de Resíduos de Origem Rural, Urbana e Industrial. O evento acontece simultaneamente à ReciclAção 2009 – Feira Brasileira de Reciclagem, Preservação e Tecnologia Ambiental, que a Monte Bello Eventos promoverá, dias 8 e 9 de julho, no Centro de Eventos Expo Unimed Curitiba.
Quando se fala em reciclagem do lixo, o pensamento imediato é de que apenas plástico, papel, vidro ou metal podem ser separados, para ganhar um destino mais adequado, como a reutilização. Mas os materiais orgânicos, tais como restos de alimentos, cascas e folhas também podem ser reutilizados, desafogando os aterros e contribuindo para a atividade agrícola. Para se ter ideia, hoje o Aterro da Caximba recebe cerca de 2.300 toneladas ao dia de lixo orgânico.
Estudos demonstram que, devido ao seu enorme potencial biológico, o lixo orgânico pode se tornar um poderoso fertilizante. “Poucas empresas conhecem as vantagens econômicas e ambientais da reciclagem agrícola. Mas acredito que no Paraná ela tenha um bom campo, principalmente em decorrência da forte pressão sobre os grandes geradores de lixo, que estão impedidos de depositar seus resíduos em aterros sanitários”, afirma o coordenador do curso de agronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Luiz Antonio Lucchesi, atual presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – Curitiba (AEAPR-Curitiba).
Coordenador técnico do Simpósio, Lucchesi assegura que, para os grandes geradores de lixo a reciclagem agrícola e o destino mais seguro. “Desde que atenda aos padrões adequados de tratamento, o processo de transformação de resíduos orgânicos em adubo é extremamente viável, porque é mais barato, não gera passivo, além de promover uma grande economia para atividade agrícola”, opina.
Apesar das vantagens, há questões conceituais, técnicas, legais e comportamentais a serem vencidas para o aproveitamento racional dos resíduos como fertilizantes, condicionadores de solo e, ou corretivos, em sistemas agrícolas de produção. “Ainda temos muito a caminhar para que a reciclagem agrícola se torne uma realidade. Este Simpósio vai traçar um panorama nacional sobre o lixo, debater questões legais, entender como as autoridades enxergam a questão, além de aprender com a experiência de países como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, entre outros”, define Lucchessi.
Entre os palestrantes, destaque para o professor doutor Jorge de Castro Kihel, engenheiro agrônomo e professor da Universidade de São Paulo (USP), um ícone no país sobre o tema, que vai discutir as formas de se compostar resíduos sustentavelmente.
A produção de resíduos na Região Metropolitana de Curitiba com potencial para reciclagem agrícola e seu mercado, a legislação ambiental e as necessidades do Paraná quanto aos resíduos orgânicos, os passos para o licenciamento ambiental de um projeto de reciclagem agrícola, a logística dos resíduos visando a reciclagem agrícola, sistema de reciclagem tratados pelo Processo N-Viro e as vantagens da aplicação destes resíduos em solos agrícolas são temas de palestras que integram o Simpósio.
Para conhecer a programação de palestras, inscrições, reserva de estandes e demais informações acesse www.montebelloeventos.com.br ou ligue (41) 3203-1189 / (41) 3022-0383.
O tempo segue frio no Paraná nesta quinta-feira (18). A massa de ar seco provoca resfriamento na atmosfera. Há risco de formação de geadas na regiões Central, Sudoeste, Sul e na Capital. O sol predomina em todo Estado, no entanto a sensação de frio deve permanecer durante a tarde.
Curitiba 5°C 18°C
Paranaguá 14°C 20°C
Londrina 10°C 23°C
Maringá 11°C 24°C
Cascavel 5°C 20°C
Foz do Iguaçu 8°C 22°C
Ponta Grossa 3°C 19°C
Guarapuava 1°C 18°C
Fonte: Simepar.
Valor Econômico
O ministro Cassel destacou o aumento de recursos no novo Plano de Safra
O governo instituiu oficialmente ontem o seguro para operações de investimento de produtores familiares, mas a operacionalização desse amparo ainda dependerá de um decreto do presidente Lula. Os produtores contribuirão com 2% sobre as operações de crédito de investimento para um fundo anti-cíclico. Em caso de catástrofe climática, esse dinheiro cobrirá as perdas. Se o prejuízo for superior ao capital do fundo, o Tesouro Nacional bancará a diferença.
O novo Plano de Safra 2009/10 reserva R$ 15 bilhões ao custeio, comercialização e investimento do segmento. Os produtores terão aumento nos limites de crédito de custeio, que passará de R$ 30 mil para R$ 40 mil por beneficiário com juros de 1,5% a 5,5% ao ano. As cooperativas agropecuárias com até 70% dos associados familiares terão uma nova linha de capital de giro a juros de 4% ao ano. Cada associado poderá emprestar R$ 10 mil via Pronaf Cota-Parte para fortalecer sua cooperativa. Em caso de centrais cooperativas, o limite às singulares passa a R$ 20 milhões. A medida vale para sociedades com patrimônio de até R$ 70 milhões.
"Esses R$ 15 bilhões são 525% a mais do que os recursos destinados ao segmento em 2003, no início do atual governo", destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
O plano do governo para o segmento incluiu também a elevação do limite de renda bruta para enquadramento de médios produtores no Pronaf. Os pequenos incluídos no programa de microcrédito rural passarão a ter R$ 2 mil de limite de financiamento com renda bruta de até R$ 6 mil anuais.
A agricultura familiar também ganhou o direito, por lei, de receber ao menos 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a aquisição de matéria-prima da merenda escolar. Os produtores familiares ganharam o direito de adquirir veículos utilitários por meio do Pronaf. A linha Pronaf Floresta também sofreu mudanças para apoiar as iniciativas de sistemas agroflorestais.
Gazeta do Povo
Estudo do Cepea/CNA revela que desempenho da agricultura terá que se superar para evitar retração ou pelo menos manter a estabilidade em 2009
Após dois anos de resultados positivos – crescimento de 7,89% em 2007 e de 6,95% em 2008– o PIB do Agronegócio terá que melhorar seu desempenho para não fechar 2009 em queda. Dado apresentado ontem pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), revela que no primeiro trimestre o índice fechou com retração de 0,53% em relação ao mesmo período do ano passado. A variação negativa é resultado de um recuo da agricultura e do modesto avanço da pecuária, explicam os pesquisadores.
Para a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade que financia o estudo feito pelo Cepea, o PIB é reflexo da crise mundial que atingiu vários setores da economia e segue trajetória de retração iniciada em outubro do ano passado, o que resultou em uma queda acumulada de 2,26% em seis meses. Em março, a variação do PIB ficou negativa pelo sexto mês consecutivo e fechou em -0,13%. “Se o PIB continuar neste ritmo, não deverá crescer este ano”, alertou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.
O segmento de insumos segue revertendo a forte expansão do ano passado e acumula queda de 1,16%. As atividades dentro da porteira do agronegócio completam o primeiro trimestre de 2009 com retração de 0,77%, pressionadas pela retração de 1,9% do segmento primário da agricultura, já que o da pecuária acumulou crescimento de 0,77% no período. A agroindústria quase não sai do lugar, com queda de 0,18% no período. Em suma, na agricultura a queda vai se agravando e leva também à retração do setor de insumos e da agroindústria. Na pecuária, não se observa retração, justificada ao crescimento dos preços de bovinos e aves.
Na avaliação da dirigente, para que o setor tenha, em 2009, comportamento semelhante ao de 2008, quando a expansão foi de 6,97% e o PIB totalizou R$ 764,6 bilhões (26,46% do PIB Brasil), o agronegócio precisaria crescer a uma taxa mensal de pelo menos 0,80%. “No entanto, isso é improvável, em um cenário de contração de crédito. Os segmentos mais afetados são os que normalmente demandam mais recursos”, afirmou Kátia Abreu. “Ao fim, quando a crise amenizar, o cenário do agronegócio poderá não mostrar grandes mudanças”, avalia o professor Geraldo Sant’Ana, coordenador do Cepea e responsável pelo PIB do Agronegócio Cepea-USP/CNA, apostando na estabilidade.
Balança Comercial
A
balança comercial do agronegócio obteve saldo positivo de US$ 19,737
bilhões de janeiro a maio deste ano, queda de 12,49% em relação ao
mesmo período de 2008. As exportações totalizaram US$ 24,103 bilhões no
acumulado do ano, enquanto as importações somaram US$ 4,366 bilhões.
Apesar do decréscimo, justificado pela redução do preço médio dos
produtos embarcados para o exterior, houve aumento da participação do
agronegócio brasileiro nas vendas externas totais nos cinco primeiros
meses de 2009 na comparação com 2008, de 37,8% para 43,4%.
Gazeta do Povo
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sergio Amaral, afirmou ontem que haverá aumentos nos preços do pão e da farinha de trigo se não houver uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de trigo de países de fora do Mercosul e se não for prorrogada a isenção de PIS e Cofins para trigo e derivados.
Segundo Amaral, o preço da farinha poderá subir em 38%, e o do pão, entre 15% e 18%. Amaral explicou que, pelos cálculos do setor, há um déficit de 1 milhão de toneladas de trigo que se manterá até o início da comercialização da próxima safra, em setembro e, apesar de estar entre 600 mil e 700 mil toneladas o estoque do governo, parte desses grãos não é adequada para a indústria da panificação.
O presidente da Abitrigo argumentou que a redução da TEC, neste momento, não prejudica a comercialização da safra doméstica de trigo. O ministro Reinhold Stephanes, no entanto, tem afirmado que a redução da tarifa poderia reduzir o preço do produto no Brasil.
A decisão sobre a redução da TEC será tomada hoje pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), formada por representantes de sete ministérios
Valor Econômico
Leilão adiado. O Ministério da Agricultura adiou o lançamento dos dois avisos de leilão para o contrato de opção de venda de café previstos para os dias 19 e 24 deste mês. A medida visa alterar o tipo de peneira do café arábica, que passará de 14 para 13, mantendo as demais especificações (café tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos). Ontem, os preços futuros da commodity fecharam com forte queda no mercado internacional, pressionados por sinais de que a demanda global por café arábica não está tão aquecida. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 1,2085 a libra-peso, com baixa de 370 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.486 a tonelada. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 248,09, baixa de 2,07%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recessão derruba. Os preços futuros do cacau fecharam com forte queda ontem, atingido o menor patamar das últimas três semanas, nas bolsas internacionais, pressionados por especulações de que a economia americana deverá se recuperar lentamente da recessão, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 2.539 a tonelada, com baixa de US$ 117. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a 1.634 libras esterlinas, com recuo de 49 libras. O mercado está atento aos dados macroeconômicos. O fim da greve dos trabalhadores do porto da Abidjan (Costa do Marfim) também ajuda a exercer pressão sobre a amêndoa. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba do cacau fechou a R$ 83, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Chuva na lavoura. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em queda ontem no pregão de Nova York. Os papéis com entrega em setembro encerraram o dia a 80 centavos por libra-peso, com queda de 95 pontos. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu ao clima, que ajuda as lavouras da Flórida, o maior produtor dos Estados Unidos, cuja colheita será iniciada em outubro. "Tivemos uma melhora no quadro de chuvas e isso tirou parte do suporte do mercado", disse Judith Ganes-Chase, analista independente de commodities em Katonah, Nova York. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista fechou o dia a R$ 3,56 de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Na variação de cinco dias, a commodity acumula queda de 0,56%.
Chuvas atrapalham. Os preços futuros da soja fecharam em alta na quarta-feira, na bolsa de Chicago, impulsionados por especulações de que as chuvas vão levar a um aumento menor na área de grão nos Estados Unidos, o maior produtor e exportador mundial, informou a agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para agosto encerraram a US$ 11,4150 o bushel, com aumento 13 centavos. Até o dia 14 de junho, o plantio de soja tinha atingido 87% da área nos EUA, comparado com uma média de 92% dos últimos cinco anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado paranaense, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 49,61, com alta de 0,98%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o grão acumula queda de 0,2%.
Folha de São Paulo
DESEMPENHO PÍFIO
É o que mostra o PIB do agronegócio no primeiro trimestre deste ano, segundo acompanhamento do Cepea. Houve retração de 0,53%.
LAVOURA CAI
O PIB da agricultura, devido à menor produção e à queda nos preços, mostrou recuo de 0,82%. Já o da pecuária subiu 0,16% devido à alta das carnes bovina e de frango.
DE NOVO A TEC
A Abitrigo quer a TEC (Tarifa Externa Comum) zerada para a importação de 1 milhão de toneladas de trigo de países fora do Mercosul. A taxa é de 10%. Segundo a entidade, haverá escassez do produto no mercado nacional até a entrada da nova safra brasileira, em setembro.
PRODUTORES CONTRA
Os produtores já se posicionam contra a liberação da TEC. Rui Polidoro, da Fecoagro (RS), diz que ainda há estoques e preços condizentes com os da produção. Qualquer modificação é prejudicial para a implantação da atual safra, que já contabiliza redução de 17% na área.
DURO GOLPE
A liberação agora será um duro golpe para os produtores. Os estoques oficiais somam 715 mil toneladas e os de cooperativas e produtores, 1,5 milhão de toneladas, diz o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR).
TESTAR O MERCADO
A Feicorte, feira que se realiza em São Paulo até o dia 20, recebe uma das últimas raças bovinas a entrar no país: a wagyu. Além da exposição de animais, haverá um leilão, no qual os produtores da raça querem conhecer a aceitação desse gado pelo mercado, diz Rogério Uenishi, da fazenda Yakult.
EFEITO CRISE
São Paulo não ficou imune à crise. Até maio, as exportações do agronegócio somaram US$ 5,60 bilhões, 9,5% menos do que em igual período de 2008.
MENOS IMPORTAÇÃO
A retração da economia gerou também queda de 20,1% nas importações, que somaram US$ 2,22 bilhões. Com isso, o saldo do agronegócio ficou em US$ 3,38 bilhões, com recuo de 0,9% sobre o de 2008.
REFORÇO NO CAFÉ
O Funcafé vai repassar R$ 1,8 bilhão para custeio (R$ 200 milhões), colheita (R$ 450 milhões), estocagem (R$ 460 milhões), Financiamento para Aquisição de Café (R$ 400 milhões) e reescalonamento de dívida (R$ 100 milhões).
LAVOURAS
O Funcafé destina, ainda, R$ 100 milhões para a aquisição de CPR e outros R$ 90 milhões para a recuperação de lavouras atingidas por chuva de granizo. O Ministério da Agricultura informou, ainda, o adiamento dos leilões de amanhã e do dia 24.
Folha de São Paulo
Moinhos pedem taxa zero para trazer 1 milhão de toneladas de cereal de fora do Mercosul até entrada da safra brasileira
Agricultor defende manter alíquota de 10%; Argentina, a principal fornecedora do país, enfrenta quebra de safra; Camex se reúne hoje
Representantes
da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria de Trigo) estiveram
ontem em Brasília para reivindicar uma isenção na TEC (Tarifa Externa
Comum) para importações de trigo de países não integrantes do Mercosul.
Os moinhos querem que a TEC do trigo, atualmente de 10%, seja zerada para uma cota de 1 milhão de toneladas.
Há escassez na oferta no principal fornecedor para o Brasil, a Argentina -importações do cereal de países do Mercosul são isentas de tarifa. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) reúne-se hoje.
Se não houver essa mudança, o preço do pão pode subir. "Os argentinos neste ano (2008/ 09) tiveram uma quebra muito grande da safra. Segundo os cálculos do setor, temos uma falta de cerca de 1 milhão de toneladas", afirmou o presidente da Abitrigo, o embaixador de carreira Sérgio Amaral.
Ele observou que os argentinos normalmente exportam 5 milhões de toneladas por ano ao Brasil. Mas as vendas estão abaixo da média em 2009.
De janeiro a maio, segundo o Ministério da Agricultura, as importações brasileiras da Argentina somaram 2,39 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões no ano passado, quando a Camex também teve de zerar a TEC para um volume semelhante ao reivindicado pela Abitrigo atualmente, por conta de problemas na Argentina.
A indústria brasileira vem importando mais do Uruguai e do Paraguai. Até maio, as importações desses dois outros integrantes do Mercosul, que são isentas de tarifa a exemplo das compras da Argentina, duplicaram ante 2008, para o volume de 670 mil toneladas.
As importações totais do Brasil no acumulado do ano somaram 3 milhões de toneladas, pouco acima das registradas em igual período de 2008 (2,86 milhões de toneladas).
Apesar de importações totais maiores, a Abitrigo calcula que haverá escassez no mercado nacional até a entrada da nova safra brasileira, em setembro.
Agricultores dizem que a TEC não deve ser reduzida neste ano. Uma isenção de tarifa, mesmo que provisória, pressionaria os preços pagos aos produtores agrícolas.
A Abitrigo entende de outra forma. Sem redução da TEC, avalia que os moinhos terão de repassar custos adicionais com o cereal para a farinha de trigo.
O Estado de São Paulo
Indústria do trigo quer prorrogar isenção de PIS e Cofins e reduzir a Tarifa Externa Comum na importação; farinha poderá ficar até 38% mais cara
Representante da indústria do trigo disse ontem que, se o governo não prorrogar a isenção de PIS e Cofins e não conseguir uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de trigo de países de fora do Mercosul, o preço da farinha poderá subir 38%, e o do pão, entre 15% e 18%. "Os moinhos não têm como suportar o encarecimento do preço da matéria-prima", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sergio Amaral, ao sair de audiência com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Amaral disse que, pelos cálculos do setor, há um déficit de 1 milhão de toneladas de trigo que se manterá até o início da comercialização da próxima safra, em setembro.
Ele acrescentou que, apesar de o estoque do governo estar entre 600 mil e 700 mil toneladas, parte desses grãos não é adequada para a indústria da panificação e pode ser usada apenas na produção de massas e biscoitos.
O presidente da Abitrigo argumentou que a redução da TEC, neste momento, não prejudica a comercialização da safra doméstica de trigo. O ministro Stephanes tem dito que a redução da tarifa poderia reduzir o preço do produto no Brasil, já que os moinhos poderiam fazer estoques.
Em relação à isenção de PIS e Cofins, que vigora até 30 de junho, Amaral disse que entende o problema do Ministério da Fazenda para administrar a perda de receita, mas acredita que o aumento do preço do pão neste momento seria muito ruim, já que o produto representa 16% do custo da cesta básica.
Segundo Amaral, a perda fiscal do governo com a desoneração de PIS e Cofins para o trigo e derivados é relativamente pequena porque, na indústria de massas e biscoitos, a isenção de imposto só ocorre na origem (nos moinhos), mas os dois encargos são cobrados integralmente da indústria.
A parcela de trigo usada em massas e biscoitos, segundo o presidente da Abitrigo, é de 43%. Os outros 57% são destinados à panificação e ao consumo doméstico da farinha. Cálculos do setor indicam renúncia fiscal, no caso do pão, de R$ 35 milhões por mês. A Abitrigo defende a incidência da redução da TEC sobre uma cota de 1 milhão de toneladas de trigo, podendo ser em duas vezes. Amaral informou que, além da conversa com Stephanes, o setor já discutiu o assunto, há algumas semanas, com autoridades do Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento e Ministério do Planejamento.
A decisão sobre a redução da TEC será
tomada amanhã pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), formada por
representantes de sete ministérios. Amaral disse que, até o fim do mês,
a Abitrigo continuará trabalhando para conseguir a prorrogação da
isenção do PIS e da Cofins.
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Gazeta do Povo
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem, em reunião extraordinária, 13 votos agrícolas, incluindo as medidas relativas ao Plano Safra 2009/10, que serão anunciadas pelos ministérios da Agricultura (no caso da agricultura empresarial) e do Desenvolvimento Agrário (agricultura familiar).
O CMN também aprovou medidas complementares às resoluções divulgadas no mês passado para auxiliar os produtores dos municípios atingidos pela seca da região Sul e enchentes no Nordeste. No caso da seca, ficam alteradas as datas de vencimentos das operações de crédito rural do Pronaf com vencimento a partir de 1º de janeiro para 15 de agosto de 2009.
O Conselho aprovou ainda os novos preços mínimos de garantia, um programa de capitalização das cooperativas e mudanças no Proger Rural. A dúvida que ainda permanece é em relação à taxa de juros do crédito agrícola, hoje em 6,75% ao ano. A proposta do Ministério da Agricultura é a redução para 6%, proposta que enfrenta registência no Ministério da Fazenda e no Banco Central.
As
medidas serão anunciadas na segunda-feira, em Londrina, pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Reinhold Stepanhes. O governo
vai disponibilizar R$ 93 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 15
bilhões aos agricultores familiares.
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Folha de São Paulo
Segundo PM, motoristas retidos em rodovia entraram em confronto com trabalhadores rurais; outros 2 ficaram feridos
Mortos eram agricultores, que protestavam contra reintegração de posse de fazenda; Incra solicita que local seja desapropriado
Duas pessoas morreram ontem e outras duas ficaram feridas a tiros em um confronto entre sem-terra e caminhoneiros em Bom Jesus do Araguaia (cerca de mil km de Cuiabá), em Mato Grosso. A informação é das polícias Militar e Rodoviária Federal e da CPT (Comissão Pastoral da Terra).
O comandante da PM na cidade, sargento Fernando Alves Moreira, disse que o conflito ocorreu na rodovia BR-158, onde um protesto de sem-terra fechava o trânsito. Ele afirmou que caminhoneiros retidos no bloqueio entraram em confronto com os agricultores.
Os sem-terra eram ligados à CPT e à Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura).
Ontem, a polícia não tinha detalhes de como se originou o tiroteio. "Só foi me informado que os mortos são sem-terra", afirmou o sargento.
Os corpos dos agricultores Abiné José da Costa, 49, e Edelton Rodrigues Nascimento, 48, alvejados com um tiro no tórax cada um, permaneciam na região do protesto no início da noite, no km 340 da rodovia.
De acordo com o padre Rosécio Santana, um dos representantes da CPT na região, as 200 famílias de manifestantes sem-terra aguardavam que policiais fossem até o local para fazer a perícia dos corpos.
"As famílias dos sem-terra estão fazendo o protesto há 11 dias na rodovia. Ninguém vem negociar nada aqui. Nem mesmo quando há mortes. É uma omissão por parte de todos, do governo e da própria polícia", disse o padre. De acordo com ele, outros três sem-terra foram feridos a pedradas.
Hoje, os manifestantes devem decidir se continuam com o protesto na rodovia.
Reintegração
Segundo
a assessoria da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato
Grosso, os sem-terra estavam acampados em uma fazenda da região, onde o
proprietário conseguiu a reintegração de posse.
A secretaria informou que cerca de mil pessoas estavam na propriedade rural e, após serem retiradas da localidade, começaram uma série de bloqueios na rodovia.
Em nota, o Incra de Mato Grosso afirmou que uma equipe do órgão se deslocava no fim da tarde para se encontrar com parte dos sem-terra na Câmara Municipal de Bom Jesus do Araguaia.
A fazenda Bordolândia, onde estavam os trabalhadores rurais antes de serem retirados por ordem judicial, tem ações movidas pelo Incra na Justiça para ser desapropriada para fins de reforma agrária.
Além do confronto na BR-158, uma ponte que estava sendo utilizada para desviar do bloqueio foi incendiada por manifestantes.
Anteontem, o comandante do policiamento da cidade chegou a ficar refém, sem poder transitar pela estrada, só que pelo grupo de caminhoneiros. "Fui refém deles por cerca de meia hora", disse o sargento.
Procurados, os representantes da Fetagri no Mato Grosso não responderam aos recados deixados pela reportagem.
Gazeta do Povo
Depois
de começar a semana abaixo dos US$ 11 o bushel, os contratos futuros da
soja inverteram a mão e emplacaram ontem a terceira alta consecutiva na
Bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em julho, que ocupam a
primeira posição de entrega, avançaram cinco pontos nesta quarta-feira
e fecharam os negócios do dia a US$ 12,08 por bushel (27,2 quilos), o
equivalente a US$ 26,65 a saca de 60 quilos. Com o novo salto, acumulam
altas de 2% e junho e de 24% em 2009.
A barreira dos US$ 12 foi ultrapassada no início de junho. Foi a primeira vez neste ano que o mercado da soja viu os preços chegarem a esses níveis. Entre setembro de 2008 e maio de 2009, as cotações do grão trabalharam abaixo desse patamar, entre US$ 9 e US$ 11.
O estoque americano de soja, o mais baixo dos últimos anos, é um dos principais combustíveis para a recuperação, observa o analista da Intertrading Carlos Alexandre Gallas. Conforme o USDA, o departamento de agricultura do país, os Estados Unidos encerrarão a temporada 2008/09 com 2,99 milhões de toneladadas armazenadas, o que coloca a relação entre estoque e consumo do país em perigosos 3,6%. Como o plantio está atrasado, teme-se que esse volume seja insuficiente para abastecer o país até a entrada da nova safra (2009/10).
A tendência positiva desenhada no mercado da soja na Bolsa de Chicago é acompanhada pelo milho. Depois de cair abaixo dos US$ 4 o bushel durante a sessão de ontem, as cotações do cereal se recuperaram e fecharam o dia em alta, ainda que modesta. Os contratos com vencimento em dezembro (primeira posição) avançou 3,75 pontos ontem, para US$ 4,0775 o bushel (25,4 quilos), ou US$ 9 a saca. Os papéis do cereal acumulam queda de 7% e no mês, leve alta de 0,2% no ano e retração de 45% nos últimos doze meses.
Como os estoques estão mais folgados que os da soja, o mercado do milho tem mais dificuldade para deslanchar. Isso é especialmente verdade no Brasil. Por aqui, o excedente recorde (de 9,14 mi de t segundo a Companhia Nacional de Abastecimento) impede o avanço da cotações da saca mesmo diante de uma produção 12% menor (de 51,38 mi de t neste ano contra 58,65 mi no ano passado, de acordo com a Conab).
No Paraná, os
preços da saca do cereal mantêm-se estáveis desde o início do ano, em
torno de R$ 17. Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural
(Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento
(Seab), o produtor paranaense que negociou seu milho ontem recebeu em
média R$ 17,71 pela saca. No caso da soja, as vendas também evoluem de
maneira lenta, apesar do preços remuneradores. No Paraná, onde a saca
do grão mantém-se acima dos R$ 40 desde o início do ano, pagou-se em
média R$ 45,39 ontem. De acordo co o Deral, há ainda cerca de 30% da
safra por comercializar no estado, o equivamelente a pouco mais de 3
milhões de toneladas.
Ministro prestará esclarecimentos a respeito da manifestação contra produtores rurais no final de maio
O Estado de São Paulo
Parlamentares
da Comissão de Agricultura da Câmara aprovaram nesta quarta-feira,
17, a proposta do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de
adiar para quarta-feira da semana que vem a audiência pública em que
prestará esclarecimentos a respeito da manifestação contra produtores
rurais no final de maio, quando chegou a chamá-los de "vigaristas".
Inicialmente, a audiência estava prevista para hoje, mas Minc já havia
marcado uma viagem para o Ceará. "Conversei com alguns deputados a
respeito da proposta do ministro e decidimos flexibilizar", explicou o
presidente da Comissão, o deputado Fábio Souto (DEM-BA).
Como Minc já havia informado aos integrantes da comissão da impossibilidade de estar presente, alguns parlamentares chegaram a cogitar que, na hora em que estava prevista a audiência com o ministro, se decidisse pela solicitação ao presidente da Câmara, Michel Temer, de uma abertura de processo contra Minc por crime de responsabilidade. "Vamos aceitar (a proposta de uma nova data para a audiência pública) e não vamos radicalizar, pois queremos ouvi-lo sobre o tema", explicou o deputado Waldemir Moka (PMDB/MS). Minc será ouvido na próxima quarta-feira a partir das 10 horas.
Na última segunda-feira, o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), autor da convocação do ministro para a audiência, havia manifestado preocupação em relação à nova data sugerida por Minc, já que há a possibilidade de ausência dos parlamentares do Nordeste, que devem estar envolvidos com as festas juninas de seus respectivos Estados. A preocupação foi descartada hoje, entretanto, por Moka. "Não temos esse tipo de problema. Temos certeza que no dia 24 os componentes estarão presentes. Tanto que votaram a favor da nova data", argumentou.
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