

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 250,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 42,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 72,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 18,00/sc |


AGRICULTURA FAMILIAR
ARMAZENAGEM
BIOENERGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
CAFÉ
CANA-DE-AÇÚCAR
CNA
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
FEIJÃO
FUNDIÁRIO / MST
GRÃOS
LOGÍSTICA
Gazeta do Povo
Em votação que uniu situação e oposição, deputados derrubaram o veto de Requião que liberaria a cobrança dos grandes produtores rurais
Nenhum produtor rural do Paraná vai pagar pelo uso da água retirada dos rios quando entrar em vigor a nova lei criando o Instituto das Águas do Paraná (Ipaguas), órgão que será responsável pela cobrança do uso de recursos hídricos extraídos da natureza por grandes indústrias e companhias energéticas e de saneamento. O governador Roberto Requião (PMDB) queria cobrar dos grandes produtores rurais, mas a Assembleia Legislativa barrou os planos do Executivo. Em uma votação que uniu situação e oposição, os deputados estaduais derrubaram ontem, por 36 votos a 3, o veto do governador ao artigo do projeto de lei que isentava do pagamento os agricultores com propriedades acima de 144 hectares.
A estimativa inicial do governo é de que o Ipaguas irá cobrar R$ 0,03 por mil litros de água captada das bacias hidrográficas por grandes indústrias e companhias - como a Itaipu Binacional, Sanepar, Klabin, Repar e Cocelpa Papel e Celulose.
Os agricultores acabaram ficando isentos. O governo incialmente queria que apenas produtores rurais com consumo de água insignificante ficassem isentos. Como o termo "consumo insignificante" era vago, os deputados propuseram que apenas os pequenos produtores rurais, com propriedades de até 6 módulos fiscais (em torno de 144 hectares ou 70 alqueires) não pagassem pela água. Mas os deputados, na votação do projeto, estenderam o benefício a todas as propriedades do campo. Requião vetou essa parte do projeto. Mas a Assembleia derrubou o veto.
A votação de ontem foi no mínimo curiosa. O próprio líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), orientou a bancada a derrubar o veto de Requião. O deputado foi um dos autores da emenda ao projeto que garante isenção a todos os produtores rurais.
A mudança no projeto original, segundo ele, foi resultado de consenso entre os parlamentares da oposição e do governo. "Os valores que o governo pretende cobrar são insignificantes. Pedi para o governador não vetar, mas ele vetou. Como nosso entendimento é pela isenção, peço a todos que derrubem o veto", disse Romanelli, ao pedir ajuda aos aliados.
Oposição e governo se juntaram na derrubada do veto. O deputado Augustinho Zucchi (PDT) disse que não se tratava de privilegiar grandes produtores porque muitos que são donos de mais de 144 hectares de terra são pequenos agricultores - como é o caso dos produtores de leite. O líder do PSDB, Ademar Traiano (PSDB), disse que era um "contrassenso" a decisão do governo de cobrar taxa de água dos produtores num estado que tem a economia baseada na agricultura.
O único que se manifestou pela manutenção do veto foi o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que é ligado a entidades ambientalistas. Ele defendeu que os grandes produtores deveriam pagar pela captação. "O que o governo está propondo é que 10% que usa a agricultura de forma intensiva, que usa agrotóxico, polui os rios, retira oxigênio da água e mata os peixes, deve colaborar", disse. "Se temos projetos que dão dinheiro ao agricultor que preserva a propriedade, por que não fazer o contrário?", emendou.
Valor Econômico
As
polêmicas alterações no Código Florestal Brasileiro começam a sair do
papel hoje. A bancada ruralista apresentará uma nova versão do projeto
de anistia a desmatamentos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
deve anunciar o adiamento do decreto de crimes ambientais para junho de
2011.
Em uma silenciosa costura política de bastidores, os ruralistas dizem ter superado resistências ao relatório do deputado Marcos Montes (DEM-MG) com a alteração de quatro pontos considerados cruciais: anistia a desmatadores limitada até 2001 (o texto anterior previa até 2006); retirada da delegação de poderes aos Estados em questões ambientais; permissão para recomposição de até 30% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) na Amazônia com espécies exóticas, mas sem possibilidade de corte raso dessa vegetação; e "aluguel" de até 30% das áreas de reserva legal na Amazônia para projetos de "servidão ambiental".
O texto também permitirá a soma de APPs como reservas legais, além da compensação florestal fora da bacia hidrográfica, mas nos mesmos biomas. "As alterações que fizemos deixam o projeto leve e confortável ao próprio presidente Lula", argumenta o deputado Marcos Montes. "Ele quer uma ação nossa. Eu quero preservar e não sinto tanta dificuldade no PT. Há um clima favorável porque o projeto ajuda a todos".
A última tentativa de votar o relatório, considerado "muito amplo", na Comissão de Meio Ambiente provocou um racha na bancada ruralista e nos partidos de oposição. Cada grupo queria uma fatia das propostas do projeto para usar como bandeira eleitoral em 2010. Os ruralistas da comissão especial de reforma do Código Florestal não aceitavam tratar da delegação das leis ambientais aos Estados neste projeto. A estratégia é postergar uma solução para ouvir as bases em todas as regiões do país. Com isso, esses parlamentares podem reivindicar a paternidade dos eventuais benefícios aos produtores. Os partidos de oposição, sobretudo os parlamentares da ala paulista do PSDB, temiam a perda de apoio político em camadas da classe média urbana mais sensíveis aos temas ambientais.
Ao governo também não convinha ceder a todos os apelos ruralistas, já que a bancada ambientalista e as ONGs da área têm uma ação agressiva de denúncia contra qualquer alteração no Código Florestal. Seria um desgaste desnecessário às vésperas da Cúpula do Clima, em Copenhague, na Dinamarca. Além disso, a aprovação do relatório anterior de Montes deixaria os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura) sem discurso em plena campanha eleitoral de 2010. Ambos têm dedicado muito tempo a negociações para alterar o Código Florestal a seu jeito. Daí, a necessidade de arbitragem do próprio presidente Lula para "equilibrar" o jogo entre as teses ruralistas e ambientalistas.
Diante das resistências generalizadas, no Congresso e no governo, Montes recuou da proposta original. Ainda assim, prevê problemas futuros para aprovar o texto mais "suave" que será protocolado hoje na Câmara. "Os ambientalistas sempre vão ficar contra. Mas a discussão já ficou madura", afirma o relator da proposta em tramitação desde 2005.
O novo texto do relator também deve provocar reação na bancada parlamentar e no governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), cuja influência no governo federal é bastante relevante. A anistia a desmatamentos até 2001 excluirá boa parte da abertura de áreas mais recentes da fronteira agrícola em Mato Grosso. "Vai ficar um pedaço de Mato Grosso de fora, mas eles vão poder compensar suas áreas fora da bacia hidrográfica e no mesmo bioma", afirma Marcos Montes. Além disso, argumenta o deputado, os produtores de Mato Grosso que preservaram 80% da reserva legal na Amazônia poderão "alugar" parte de suas áreas a quem desmatou acima do permitido em lei. "Eles podem "alugar" a diferença entre 80% e 50%", afirma Montes.
Valor Econômico
Política agrícola: Rolagem com cooperativas de crédito pode não sair
Os produtores de café voltaram ontem a pedir novas medidas de apoio ao governo. Em reunião no Ministério da Agricultura, dirigentes e políticos ligados ao setor apelaram pela criação e alteração de normas que poderiam beneficiar os produtores.
Uma dessas medidas, porém, corre risco de não sair do papel. O governo avalia permitir, por meio de voto enviado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), o refinanciamento das dívidas dos cafeicultores diretamente com cooperativas de crédito.
Ocorre que a linha de R$ 100 milhões do Fundo de Defesa da Economica Cafeeira (Funcafé) é repassada por agentes financeiros, que têm obrigação de assumir 100% do risco das operações. E os bancos não estariam dispostos a operar dessa forma. O Ministério da Fazenda já foi informado do desacordo. A linha ofereceria remuneração de 4,5% ao ano aos bancos e os produtores teriam limite "extra" individual de R$ 200 mil, além do limite atual de R$ 400 mil.
O governo federal também estaria disposto a alterar as regras para Cédulas de Produto Rural (CPRs) ao equiparar tratamento para operações contratadas até 30 de setembro e a partir de 1º de outubro deste ano. Em ambos os casos, a quitação da dívida passaria a ser 31 de outubro de 2010. A primeira parcela poderia ser paga até 12 meses depois da data da contratação. "Estou otimista porque temos boa receptividade no governo e acho que podemos avançar nesses pontos", acredita o deputado Carlos Melles (DEM-MG).
Na reunião realizada ontem, os produtores foram informados de que foi finalizada a regulamentação sobre a conversão das dívidas do Funcafé atreladas à linha Dação em Pagamento e à Estocagem pelo equivalente em sacas de café. Mas será preciso procurar os agentes financeiros.
No caso das compras diretas do governo (AGFs), os cafeicultores já poderiam iniciar a entrega do café nos armazéns credenciados pelo Ministério da Agricultura. Para as operações de custeio e colheita a vencer até o próximo ano, e financiadas pelo Funcafé, o setor pediu a alteração do vencimento da primeira parcela de 20% para o fim de 2010. Isso teria que ser pago em data prevista ainda para este ano.
Também solicitou prorrogação automática, sem necessidade de comprovação de incapacidade de pagamento. "Houve simpatia do governo, mas ainda vamos voltar a nos reunir para tratar do tema", informou o deputado Carlos Melles.
O superintendente do SENAR-PR, Ronei Volpi, visita hoje o Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Ibiporã, para fazer uma avaliação da estrutura para cursos de mecânica. Também participam da visita o gerente técnico do SENAR-PR Élcio Chagas, o técnico Neder Maciel Corso e o administrador do CTA José Ivo da Silva.
Em Pinhais o técnico do SENAR-PR Johnny Fuzinato Franzon, participa da atualização dos instrutores dos cursos de agrotóxicos.
A Assembleia Legislativa promove uma audiência pública, nesta quarta-feira (18), para debater sobre a política estadual de mudanças climáticas. A Comissão de Ecologia e Meio Ambiente reunirá representantes de vários setores para debater sobre as mudanças do clima. A engenheira-agrônoma do Sistema FAEP Carla Beck participa da audiência representando a instituição. A ideia é que durante a reunião seja discutida a minuta do projeto de lei que instituirá a política estadual de mudanças climáticas.
Uma nova frente fria se aproxima da região sul nesta quarta-feira
(18). No Paraná, o sol ainda predomina e o tempo fica abafado no
período da tarde. O aquecimento e a instabilidade provocada pelo avanço
da frente fria favorecem a formação de nuvens de chuva no sudoeste do
estado. As chuvas devem ocorrer entre a tarde e noite e de forma rápida
e irregular.
Curitiba
17°C 26°C
Paranaguá
19°C 30°C
Londrina
20°C 30°C
Maringá
21°C 32°C
Cascavel
20°C 31°C
Foz do Iguaçu 21°C
32°C
Ponta Grossa 18°C 27°C
Guarapuava 16°C
28°C
Fonte: Simepar
Topo
O Estado de S.Paulo
Na região central do Estado de São Paulo semeadura está adiantada e perspectiva [br]é de boa produtividade
- A semana foi marcada por sol, muito calor e chuvas no fim de semana em Barretos, Garça, Itapeva, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos e Sorocaba.
Nestes locais, não houve deficiência hídrica e a umidade do solo está próxima da saturação, assegurando o desenvolvimento das lavouras de milho, feijão e amendoim já semeadas, mas dificultando a semeadura de novas áreas.
Nas lavouras de soja no centro do Estado a semeadura está adiantada por causa da boa regularidade da chuva, com germinação e desenvolvimento inicial indicando boa produtividade neste ano.
Além do monitoramento fitossanitário das lavouras, a preocupação dos sojicultores também está na tendência de queda da taxa de câmbio, que pode comprometer a atividade apesar da perspectiva de alta produtividade.
O excesso de umidade em Garça, Franca e São José do Rio Pardo também pode comprometer a qualidade do café na próxima safra, por causa da sucessão de floradas e dos diferentes estágios de desenvolvimento dos frutos. Outra preocupação dos cafeicultores é a incidência da broca do cafeeiro.
Nas demais localidades do Estado, a umidade caiu porque a chuva foi insuficiente para compensar as altas taxas de evapotranspiração - acima de 4 milímetros por dia -, consequência do forte calor e do maior comprimento do dia. Apesar dessa queda na reserva hídrica dos solos, o nível de água ainda é adequado, suprindo a demanda dos canaviais em fase de brotação e crescimento, com exceção e Ilha Solteira, Jaboticabal, Piracicaba e Taubaté, onde a reserva hídrica no solo já caiu abaixo de 50% da capacidade.
Os pastos também têm condições favoráveis de desenvolvimento em praticamente todo o Estado, favorecidos pela chuva bem distribuída, sol e calor desde o início da primavera. Para os pecuaristas, contudo, a maior dificuldade está na queda de preço e redução na demanda por animais.
O regime de chuva desta primavera também tem favorecido os seringais do noroeste do Estado, elevando a produtividade neste início de safra. O tempo também permitiu o início da colheita uva niagara em Vinhedo, Campinas, Louveira e Jundiaí.
*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br
Revista Cafeicultura
Produtor é surpreendido com edital que altera qualidade da mercadoria e impõe limite de grãos moca de 15% em lotes de grãos chatos e vice e versa
A partir desta semana o cafeicultor entra oficialmente no período de entrega à Conab referente ao leilão de opções do dia 15 de julho. Porém, o produtor foi surpreendido com um edital que altera a qualidade da mercadoria e impõe limite de grãos moca de 15% em lotes de grãos chatos e vice e versa.
De acordo com os cafeicultores, antes do início de entrega foram cumpridas todas as normas especificadas no edital de leilão, inclusive prepararam mercadoria acompanhando as determinações na clausula 1.1, sendo contratos de opção de venda de café arábica de 6 toneladas cada, safra colhida em 2009, tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitindo até 10% de vazamento, e teor de umidade de até 12,5% em sacas de 60kg.
Os cafeicultores deixaram claro que qualquer documento entregue fora do prazo automaticamente acarretaria a perda do direito de entregar para o governo. Mas, no dia 12, com todos os produtores preparados para entrega, foram surpreendidos pela circular da CONAB que alterou a qualidade da mercadoria originalmente no edital do leilão.
A Conab colocou inclusive um limite de grãos moca de 15% em lotes de grãos chatos e vice e versa. Os cafeicultores entendem que seja interessante a retirada do termo vice e versa, pois a maioria já padronizou o café sem se atentar para essa medida que foi divulgada de ultima hora.
A mudança no padrão da mercadoria causa desconforto e afeta a credibilidade dos leilões da CONAB, ou seja, para o próximo leilão os produtores podem enfrentar problemas, já que não sabem qual será a mercadoria que o governo estará comprando. A mudança de regra de última hora impõe sérios riscos ao produtor e até mesmo a data da entrega da mercadoria.
Aquele que agiu com presteza e preparou seu café para entrega no período agora será penalizado. É possível que não haja tempo de passar o café no maquinário novamente e entregar a mercadoria até o dia 30 de novembro, como pede a CONAB. Muito está sendo feito pelo produtor, mas ao mesmo tempo uma alteração desta pode colocar tudo a perder, anunciou a Associação de Cafeicultores Arrematadores do Plano de Opções.
ARMAZENAGEM
A partir desta segunda-feira até o dia 30, a Superintendência Regional
da CONAB em Minas Gerais vai receber aproximadamente 800 mil sacas de
café arábica leiloados por produtores/cooperativas em julho, por meio
de Contrato de Opção. Ao todo, foram comercializados cerca de 8 mil
contratos. "Esta ação vai movimentar o mercado cafeeiro no estado, o
maior produtor do grão", afirma a superintendente Cleide Laia.
A regional também investiu em cursos voltados aos empregados da Companhia sobre as normas dessa operação para o recebimento do produto. "A expectativa é armazenarmos todo o café nos nossos próprios armazéns", explica o Gerente de Operações Eduardo Dumont. Segundo ele, o café ficará à disposição do governo federal, nas unidades de Varginha, São Sebastião do Paraíso, Campos Altos, Conceição do Rio Verde, Perdões, Juiz de Fora e Uberlândia.
A saca de 60kg será adquirida por R$ 303,50. No máximo são quatro contratos de 100 sacas cada para o produtor ou cooperativa, totalizando 400 sacas. O valor da saca de café pago ao produtor em MG está cotado em cerca de R$ 255,91, de acordo com o fechamento da última semana. As informações são do DIÁRIO DA FRANCA.
Valor Econômico
Agroenergia: Preços do álcool hidratado estão próximos ao limite de sua competitividade em relação à gasolina
O Estado de São Paulo, maior produtor e consumidor de álcool hidratado do país, está muito perto de ver o combustível ficar menos competitivo do que a gasolina nas bombas dos postos, o que não é comum. Levando-se em consideração preço e rendimento dos motores, compensa encher o tanque com etanol se este custar até 70% do valor da gasolina. O percentual já superou 60%, e em dezembro, se a tendência atual for mantida, os 70% também ficarão para trás.
Se a expectativa for confirmada, será a primeira vez desde 2006 que os preços médios do hidratado vão superar seu limite de competitividade durante a safra - de abril de um ano a março do seguinte -, disse ao Valor Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar). Não é um bom sinal, já que o Estado responde por quase 60% da produção de cana do país e entre 50% e 55% do consumo nacional do hidratado.
O etanol é mais competitivo em território paulista por diversos motivos. Primeiro, porque o mercado é concorrido - tanto na produção como na distribuição. Mas também porque tem o ICMS mais baixo, de 12%, que o de outros Estados. "O custo logístico em São Paulo também é o menor do país", afirmou Padua.
Levantamento da ANP mostra que entre 8 e 14 de novembro o litro do etanol hidratado valia, em média, 64% do litro da gasolina C (já com 25% de álcool anidro) em São Paulo, mas o percentual está acima de 60% desde outubro. O consumo mensal de gasolina C em São Paulo ficou em 545 milhões de litros em setembro, enquanto o de álcool atingiu 722,16 milhões de litros.
No dia 13, o litro do hidratado vendido pelas usinas às distribuidoras atingiu R$ 0,9253 (sem impostos), segundo o Cepea/USP, com alta acumulada de 64% nesta safra. Nas bombas, o preço médio do litro do hidratado no país está em R$ 1,679, alta de 14% no acumulado da safra. Em São Paulo, a valorização na safra é de 22%, com cotação média de R$ 1,549 em novembro.
Na média de 2006, os preços do hidratado no Estado de São Paulo ficaram em 53,3% do valor da gasolina nos postos; em 2007, o perceutal caiu para 53,09%, para depois subir para 53,54% em 2008. Nesta safra até novembro, a média está em 54,69%, informou Padua com base no levantamento da ANP.
No último relatório da agência, o álcool hidratado permanecia mais vantajoso que a gasolina em seis Estados - Goiás, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Tocantins. Em outros três (Alagoas, Mato Grosso do Sul e Rondônia), os preços atingem exatamente o limite de 70%. Nos outros Estados e no Distrito Federal a relação ultrapassou 70%.
As novas altas dos preços em São Paulo acendem a luz amarela no setor. Guilherme Nastari, da Datagro, observa que, se o etanol hidratado perde competitividade também em São Paulo, a tendência é que aconteça uma retração significativa no consumo nacional - o que certamente reduzirá os preços. Mas o espaço para isso será pequeno, porque a região Centro-Sul entra em dezembro no período de entressafra, que vai até março.
A expectativa é que as cotações do álcool combustível tenham uma certa folga para subir até 10% nas usinas durante a entressafra, segundo Júlio Maria Martins Borges, da Job Economia. Segundo ele, as cotações não devem ter uma alta significativa, mas deverão se acomodar em patamares elevados.
O governo anunciou há algumas semanas que poderia estudar a redução do percentual de mistura do álcool anidro na gasolina - dos atuais 25% para 20% - para evitar novas altas de preços e garantir o abastecimento. Mas qualquer decisão nesse sentido não deverá sair antes de dezembro. Nem o Ministério da Fazenda está pressionando por causa da inflação nem a Agricultura está muito preocupada com abastecimento, apurou o Valor. O governo aguarda balanço do setor para saber se o abastecimento é suficiente até março. (Colaborou Mauro Zanatta, de Brasília)
Jornal DCI
Uma missão chilena de técnicos inspeciona os estabelecimentos de abate
e de processamento de carne bovina do Mato Grosso e de Tocantins. A
comissão chegou na segunda-feira e ficará no Brasil até o dia 28,
quando fará um balanço das visitas no Ministério da Agricultura. O
objetivo do grupo é o de habilitar frigoríficos desses estados visando
a exportar carne in natura para o Chile. No início do mês, o país
vizinho considerou satisfatória a situação sanitária dos dois estados,
além de reconhecê-los como áreas livres de febre aftosa com vacinação.
Hoje, nove estados já estão autorizados a vender carne para o Chile:
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso,
Rondônia, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As informações foram
obtidas junto ao Ministério da Agricultura.
Valor Econômico
Enquanto aguarda o desfecho da transação que resultará na formação de um dos maiores grupos de saúde animal do planeta, a Merial continua a avançar no mercado veterinário brasileiro, principalmente na área de bovinos.
De acordo com Amauri Cavalheiro, diretor de operações da divisão de ruminantes da empresa no país, depois de um início de ano assustador, o faturamento da frente sob seu comando deverá atingir R$ 108 milhões em 2009, 5,4% mais que em 2008.
O valor, equivalente a 30% da receita da empresa no Brasil, exclui a linha de vacinas contra a febre aftosa. Com ela, o faturamento representa 70% do montante total.
A taxa de crescimento deste ano é menor que a de 2008 - de 8,2%, acima do incremento de 3,5% do mercado em geral -, mas no contexto da desaceleração global derivada do debacle financeiro americano é motivo de efusivas comemorações internas.
Tal desaceleração, combinada a barreiras sanitárias europeias e à depreciação do dólar, ainda prejudica as exportações de carnes em geral e preocupa os pecuaristas - que também encaram os problemas derivados da crise que abalou frigoríficos como Independência.
Tivemos um primeiro trimestre complicado, com fortes quedas de demanda e vendas. Como somos fortes em produtos premium, caímos mais que o mercado em geral no intervalo. Mas em abril tivemos sinais de melhora e em maio o panorama mudou, diz Cavalheiro.
Segundo ele, maio foi o primeiro mês de 2009 em que houve alta das vendas em relação ao mesmo mês de 2008. No último mês de agosto, lembra o executivo, a divisão de ruminantes da Merial registrava novo recorde de demanda.
Com isso, a companhia voltou a ganhar fôlego para manter a liderança de mercado nas vendas para pecuaristas. Após cinco anos na segunda posição, a ponta foi alcançada em 2008. Segundo a Kleffmann, multinacional de pesquisas, o market share da Merial nos segmentos de pecuária de corte e de leite foi de 14,8%.
Foi a pecuária de corte que puxou esse avanço, que passou a ser ainda mais estratégico depois que o grupo definiu centrar o foco nos países emergente do Bric Brasil, Rússia, Índia e China, há dois anos. Nos próximos anos, nosso potencial de crescimento na pecuária leiteira é grande, diz Cavalheiro.
Até outubro deste ano, informa Cavalheiro, a demanda por produtos da divisão liderada por ele aumentou 15% em relação a igual intervalo de 2008.
Para o futuro, estratégia e tática da Merial dependem do desenlace das negociações entre as farmacêuticas Sanofi-Aventis (sua atual controladora) e Merck & Co. para a criação de uma joint venture de saúde animal que deverá incluir as operações da Schering-Plough.
Folha de São Paulo
O preço do leite em caixinha (embalagem longa vida) voltou a cair e
está se aproximando dos valores do começo do ano. Segundo Martinho
Paiva Moreira, vice-presidente da Apas (Associação Paulista de
Supermercados), o preço médio do litro nos supermercados do Estado é,
hoje, R$ 1,49 -até setembro, o valor era R$ 2,59. "Em promoções, o
consumidor pode encontrar preços de até R$ 0,99", afirma Moreira.
Segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da FGV (Fundação Getulio Vargas), o preço médio do leite está 9,19% menor do que no mês passado e mais próximo do valor do início do ano.
De acordo com André Braz, economista da FGV, no início do ano o leite longa vida custava, em média, R$ 1,90, considerando tanto supermercados como padarias. "No auge da seca, chegou a custar R$ 3,20. Agora deve voltar ao preço anterior", diz.
Na pesquisa da FGV, o alimento chegou a registrar alta de 12% em junho. Segundo Braz, o preço do leite varia muito durante o ano devido às mudanças de estação. "No inverno, durante a entressafra, chove pouco e é preciso investir na alimentação do gado. Esse custo é repassado para os consumidores", diz.
Além disso, é possível encontrar grandes diferenças de preço. Pesquisa feita em 15 mercados e padarias da capital paulista encontrou, para o leite em caixinha, preços que vão de R$ 1,95 -em um mercadinho em Higienópolis (região central da capital)- a R$ 3,50 por unidade -em padarias na Casa Verde (zona norte) e na Vila Madalena (zona oeste).
De acordo com a Apas, apesar da queda atual, no acumulado do ano o litro do leite longa vida registra alta, nos mercados, de 14,22%.
Agência Estado
Um dia depois de o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmar
que não há previsão para a realização de Aquisição do Governo Federal
(AGF) de café "neste momento", o secretário de Agroenergia, Manoel
Bertone, revelou que uma operação deste tipo deve ser feita até o fim
do ano. "Vai ter AGF", resumiu o secretário.
De acordo com ele, um dos obstáculos para a realização da aquisição do produto é o orçamento, mas não necessariamente falta de dinheiro. Em outras palavras, será preciso retirar recursos de um lugar para outro dentro da contabilidade da Pasta. "Estamos fazendo o possível. O estudo sobre o orçamento está em curso", disse Bertone.
O secretário salientou que a expectativa no mercado é de alta dos preços por conta, entre outros fatores, da quebra da safra na Índia e na Colômbia. "Vamos fazer AGF este ano ainda. É o que estamos falando para as cooperativas", disse. Ele ressaltou que a instrução para a operação já está disponível na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pela realização da aquisição.
Na avaliação de Bertone, o preço do café já deveria ter subido após todas as medidas tomadas pelo governo até agora. Uma delas é a possibilidade de pagamento da dívida do agricultor com produto. "O mercado só caiu na semana passada porque não acreditaram nas opções", considerou, referindo-se ao leilão dos contratos de opções de venda, cujo primeiro vencimento ocorreu na sexta-feira passada. Os próximos estão previstos para janeiro, fevereiro e março de 2010.
O secretário afirmou também "não ter dúvidas" de que o próximo ano será melhor para o cafeicultor do que foi 2009. Ele salientou que a forte atuação do governo este ano foi importante para o setor em virtude das condições desfavoráveis de mercado, mas que houve obstáculos no uso das ferramentas. "Reconheço que encontramos dificuldades de reintroduzir instrumentos que não estávamos mais acostumados a fazer", admitiu. (Célia Froufe)
Portal do Agronegócio
Grupo de Trabalho criado pelo Mapa se reuniu com os representantes do
setor produtor, oportunidade na qual foi exposto o andamento das ações
Nesta terça-feira, o Grupo de Trabalho criado pelo Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para acompanhar a
implementação das medidas anunciadas pelo Governo Federal em prol da
cafeicultura se reuniu com os representantes do setor produtor,
oportunidade na qual foi exposto o andamento das ações.
Conversão em sacas — Em relação à conversão das dívidas do Funcafé
atreladas à Dação em Pagamento e à Estocagem, os representantes do
Ministério da Agricultura deixaram claro que está tudo regulamentado,
recomendando que os produtores interessados procurem os agentes
financeiros para que coloquem em prática a troca da dívida financeira
por sacas de café.
AGF’s — No que diz respeito às Aquisições do Governo Federal, o Mapa
também expôs que as instruções normativas já foram publicadas no Diário
Oficial da União e que as Aquisições do Governo Federal já podem ser
realizadas, bastando, para isso, que os cafeicultores dêem início à
entrega do café nos locais credenciados ao recebimento.
CPR’s — Sobre as Cédulas de Produto Rural, os titulares da Pasta da Agricultura informaram que enviaram voto ao Conselho Monetário Nacional (CMN) solicitando tratamento isonômico para quem recontratou as CPR’s até 30 de setembro e a partir de 1º de outubro deste ano.
Essa ação vem de encontro ao que solicitávamos, uma vez que, para quem recontratou as CPR’s até 30 de setembro, o pagamento da primeira parcela deveria ser feito até 31 de outubro deste ano, ao passo que, para quem contratou a partir do dia 1º do mês passado, o pagamento poderá ser feito até 31 de outubro do ano que vem.
Nesse voto encaminhado ao CMN, os representantes do Ministério da Agricultura indicam que o pagamento da primeira prestação possa ser feito até 12 meses após a data da contratação, desde que respeitado o limite de 31 de outubro de 2010.
Cooperativas de crédito — A respeito da linha de crédito de R$
100 milhões do Funcafé para que as Cooperativas de Crédito refinanciem
as dívidas dos cafeicultores, o Mapa também informou o envio de um voto
ao CMN, propondo que essa linha possa ser operacionalizada por
cooperativas de crédito, diretamente, e também que elas possam
contratar esses recursos por intermédio de bancos oficiais e de bancos
cooperativos.
Além disso, os representantes da Pasta mencionaram que foi solicitado
que a remuneração dos agentes operadores seja de 4,5% ao ano e que o
limite de crédito por produtor rural, de até R$ 200 mil, seja
considerado extra-limite, ou seja, não impacte no valor total
permitido, de até R$ 400 mil, por produtor, conforme designado pelo
Manual de Crédito Rural.
Custeio e Colheita — As operações de Custeio e Colheita com recursos do
Funcafé, com vencimentos programados para o período entre outubro de
2009 e março de 2010, totalizam cerca de R$ 864 milhões. O Governo
permitiu o reescalonamento desse valor em quatro parcelas anuais, com
pagamento mínimo de 20% do valor do débito na data de vencimento da
parcela contratada, mediante comprovação de incapacidade de pagamento.
O setor solicitou que o pagamento desses 20% seja condicionado para o
ano que vem e que se exclua a necessidade de comprovação de
incapacidade de pagamento. A realocação do pagamento dos 20% para 2010
se justifica pela excepcionalidade da safra deste ano, que, além de
estar em ciclo de baixa na bienalidade, sofreu com adversidades
climáticas.
Já a exclusão da incapacidade de pagamento se faz necessária para que,
entre outros pontos, os agentes financeiros parem de ameaçar os
produtores, alegando que perderão o direito ao crédito exatamente
porque estariam alegando a incapacidade de pagamento. O Ministério da
Agricultura se comprometeu a tentar buscar soluções para esses dois
pontos.
Participantes da reunião:
* Conselho Nacional do Café: Gilson
Ximenes (presidente), José Fichina (diretor conselheiro – Cooparaíso),
Francisco Miranda Figueiredo Filho (diretor conselheiro – Cocatrel),
Francisco Garcez Ourique (consultor), Sivanilto Cruz (coord.
administrativo) e Paulo André C. Kawasaki (assessor).
* Frente Parlamentar do Café: deputado Carlos Melles (presidente) e deputado Odair Cunha.
* CNA: Breno Mesquita (presidente dacomissão Nacional do Café).
* Banco do Brasil: José Carlos
Vaz (diretor de agronegócios) e Ricardo Pissanti Jr. (gerente executivo)
* Itamaraty: Fernando Zelner (assessor
da Divisão de Produtos de Base do MRE)
* Mapa: ministro Reinhold Stephanes, Manoel Bertone (secretário de Produção e Agroenergia), Robério Silva (chefe de gabinete/SPAE), Lucas Ferreira (diretor do Dcaf), Thiago Masson (assessor do Dcaf) e Isabel Carneiro Roxo (assessora parlamentar).
* Convidado: João Lopes Araújo, presidente da Assocafé (BA).
Canal do Produtor
Um grupo de trabalho composto por membros governo e das principais
entidades ligadas à cafeicultura será criado para acompanhar a
operacionalização das últimas medidas anunciadas pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) para aliviar o endividamento do setor. A
decisão foi tomada nesta terça-feira (17/11), durante reunião das
principais lideranças da atividade cafeeira com o ministro da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
Uma das queixas feita pelos representantes do setor ao ministro foi a falta de informação dos bancos sobre estas medidas, o que dificultava o acesso dos produtores às ações já regulamentadas. “Mesmo com as medidas vigorando, muitos produtores enfrentavam dificuldade para serem beneficiados, pois muitas agências bancárias ainda não tinham recebido qualquer orientação do governo. Por isso, este grupo de trabalho vai acompanhar tudo para agilizar estas medidas em curto prazo” explicou o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.
Também estavam presentes os deputados Odair Cunha (PT-MG) e Carlos Melles (DEM-MG), presidente da Frente Parlamentar do Café, o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, e o gerente executivo Ricardo Pissante, e presidentes de cooperativas. Além da CNA, farão parte deste grupo de trabalho o Conselho Nacional do Café (CNC), os Ministérios da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Banco do Brasil.
Medidas - Entre as medidas anunciadas recentemente pelo governo, estão a redução da taxa de juros da linha de crédito para financiar a liquidação de débitos de cafeicultores vinculados à Cédula de Produto Rural (CPR), de 7,5% para 6,75%, válida para operações contratadas a partir de 1º de outubro deste ano. O prazo de reembolso da linha de financiamento é de quatro anos. Para as operações contratadas até 30 de setembro deste ano, a primeira parcela vence em 31 de outubro próximo. No caso das operações contratadas a partir de 1º de outubro, o vencimento ocorre em 31 de outubro de 2010. O prazo para a contratação da linha de crédito termina em 18 de dezembro.
Os produtores com dívidas relativas ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) também ganharam prazo até 30 deste mês para manifestar interesse junto aos bancos em aderir ao processo de renegociação de seus passivos. A decisão, regulamentada pelo CMN, está na Lei 12.058/09, que tem dispositivos estabelecendo novas condições para a renegociação de dívidas rurais, alterando a Lei 11.775/08. Quem aderir terá até 30 de dezembro para liquidar a operação ou fazer a amortização mínima exigida para reescalonamento das parcelas.
O mesmo prazo de 30 de novembro e as regras para adesão também valem para dívidas de Securitização I e II, Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira, crédito de custeio no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e operações de investimento com recursos dos Fundos Constitucionais.
GLOBO RURAL ONLINE
A partir desta segunda-feira (16/11) até o dia 30, a Superintendência
Regional da Conab em Minas Gerais vai receber cerca de 800 mil sacas de
café arábica leiloados por produtores e cooperativas em julho, por meio
de Contrato de Opção. Ao todo, foram comercializados cerca de oito mil
contratos.
A regional também investiu em cursos voltados aos empregados da Companhia sobre as normas da operação para o recebimento do produto. "A expectativa é armazenarmos todo o café nos nossos próprios armazéns", explica o Gerente de Operações Eduardo Dumont. Ele afirma que o café ficará à disposição do governo federal nas unidades de Varginha, São Sebastião do Paraíso, Campos Altos, Conceição do Rio Verde, Perdões, Juiz de Fora e UberlândConab vai armazenar 800 mil sacas de café em MG
A partir desta segunda-feira (16/11) até o dia 30, a Superintendência Regional da Conab em Minas Gerais vai receber cerca de 800 mil sacas de café arábica leiloados por produtores e cooperativas em julho, por meio de Contrato de Opção. Ao todo, foram comercializados cerca de oito mil contratos.
A regional também investiu em cursos voltados aos empregados da Companhia sobre as normas da operação para o recebimento do produto. "A expectativa é armazenarmos todo o café nos nossos próprios armazéns", explica o Gerente de Operações Eduardo Dumont. Ele afirma que o café ficará à disposição do governo federal nas unidades de Varginha, São Sebastião do Paraíso, Campos Altos, Conceição do Rio Verde, Perdões, Juiz de Fora e Uberlândia.
A saca de 60kg será adquirida por R$ 303,50. Cada produtor ou cooperativa tem direito a quatro contratos de 100 sacas. O valor da saca de café pago ao produtor em Minas está cotado em cerca de R$ 255,91, de acordo com o fechamento da última semana.
A saca de 60kg será adquirida por R$ 303,50. Cada produtor ou cooperativa tem direito a quatro contratos de 100 sacas. O valor da saca de café pago ao produtor em Minas está cotado em cerca de R$ 255,91, de acordo com o fechamento da última semana.
O Estado de S.Paulo
Preço de exercício mais elevado do que o valor de mercado
torna[br]vendas do produto ao governo bom negócio
- A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$ 303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$ 265/R$ 272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.
Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$ 288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.
Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.
Portal do Agronegócio
Para alcançar uma variedade eficiente de cana-de-açúcar, do ponto de
vista comercial, é necessário percorrer um longo caminho de estudos e
pesquisas
Segundo afirmou o professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Marcos Sanches, nesta terça-feira (17/11), o Brasil alcançou o sucesso na produção canavieira devido, em grande parte, ao trabalho de melhoramento genético iniciado na década de 70 e que dura até hoje. Sanches, que também é diretor-executivo da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa), participa da 2ª Semana do Etanol, em Ribeirão Preto/SP.
“A duração de cada pesquisa pode chegar a dez anos, até encontrar uma espécie ideal”, ressaltou o pesquisador. De acordo com Sanches, é preciso que a planta apresente uma série de características para o desenvolvimento da espécie de sucesso. Cada estudo reúne aproximadamente três mil variedades de plantas, nos quais apenas 2%, aquelas com as melhores características genéticas, são aproveitadas. “Temos que avaliar, filtrar e inserir na planta a quantidade ideal de fibra, de caldo, dentre outros pontos, e incorporar tudo dentro daquela variedade”, explicou.
Pesquisa - A Ridesa é composta por sete universidades federais brasileiras. No total, são 142 pesquisadores, 83 técnicos e 21 estações experimentais, que trabalham na busca de novas variedades de sucesso. O trabalho é realizado de acordo com as especificidades e condições climáticas de cada região. Mais de 50% das espécies encontradas hoje no mercado brasileiro são provenientes de pesquisas da Ridesa.
Em média, 2,5 mil cruzamentos, com diferentes espécies de cana, são realizados por ano, nas sete unidades da Ridesa. Depois de escolhidas as espécies em potencial, são processadas em sementes e distribuídas para as universidades, que irão fazer a semeadura, de acordo com luz, temperatura e umidade. Esse controle é feito artificialmente em estufa, para uma germinação eficiente, com aproveitamento de quase 100%. “Cada planta apresenta características genéticas diferentes, que garante o sucesso das pesquisas”, finaliza o pesquisador.
Canal do Produtor
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal
aprovou nesta terça-feira, 17 de novembro, requerimento da presidente
da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora
Kátia Abreu (DEM-TO) para que seja realizada audiência pública para
esclarecer os erros apurados no Censo Agropecuário de 2006, divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando foi
lançado, em setembro, o estudo indicava que teria ocorrido um aumento
na concentração de terras na comparação com o Censo anterior, de 1996.
Cerca de um mês depois o IBGE apresentou uma retratação e admitiu o
contrário. Ou seja, que houve recuo na concentração, com aumento da
distribuição de terras nesse intervalo de dez anos.
“Será necessário demonstrar quanto esses constrangedores equívocos primários cometidos pelo IBGE podem prejudicar o Brasil e a sua principal atividade, que é o agronegócio brasileiro”, disse a senadora Kátia Abreu. A audiência pública deverá ocorrer na próxima semana. Conforme solicitado pela presidente da CNA, deverão participar da audiência pública Rodolfo Hoffmann, professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Ignez Vidigal Lopes, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em Estatística; Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBGE; e um representante da CNA. Hoffmann, destacou a senadora, foi o primeiro estudioso a apontar os erros no Censo Agropecuário de 2006 do IBGE. A proposta é que a audiência seja realizada em conjunto com a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), do Senado.
A presidente da CNA alertou que há erros ‘crassos’ e ‘gritantes’ no Censo Agropecuário 2006. Destacou que o IBGE realiza regularmente duas linhas de estudo sobre a produção rural brasileira: a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada anualmente, e Censo Agropecuário, preparado a cada dez anos, e que essas duas pesquisas, preparadas pelo mesmo órgão, apresentam diferenças bastante fortes nos resultados. Por isso a necessidade da audiência pública para esclarecer os erros do Censo Agropecuário 2006, alertou a senadora.
“Se compararmos dados da PPM e do Censo, que são preparados pelo mesmo órgão, ambos com dados do mesmo ano, ou seja, de 2006, sumiram com 5,2 bilhões de litros de leite, 21% a menos”, destacou Kátia Abreu. Essa diferença representa a divergência entre a PPM de 2006, que apontou para produção de 25,3 bilhões de litros de leite; e o Censo 2006, que indicou oferta de 20,1 bilhões de litros de leite. Outra incoerência é o rebanho bovino de 205,9 milhões de cabeças apontado pela PPM e de 171,6 milhões de cabeças indicado pelo Censo, uma diferença de 34,3 milhões de bovinos, em estudos da mesma instituição de pesquisa, criticou a senadora.
As críticas de Kátia Abreu ganharam apoio imediato. “Chega a ser ridículo. Se colocarmos 34 milhões de cabeças, uma atrás da outra, vai dar uma fila imensa”, disse o senador Osmar Dias (PDT/PR). Ele argumentou que as discussões sobre mudanças nos índices de produtividade no campo ficam comprometidas com tamanha divergência de informações.
O Censo Agropecuário 2006 foi originalmente divulgado em 30 de setembro deste ano, apontando erroneamente que o Brasil teria enfrentado um processo de concentração das propriedades rurais. Mais de um mês depois, em cinco de novembro, o IBGE admitiu que errou no cálculo do índice de Gini e divulgou uma curta nota à imprensa advertindo que havia ocorrido o contrário, ou seja, houve um processo de desconcentração de propriedades nos últimos dez anos.
“Houve um equívoco grande, mas não sabemos se foi um equivoco de verdade ou se foi mal intencionado, pois o IBGE ganhou as manchetes dos jornais por mais de dez dias, denunciando que havia um aumento na concentração de terras no Brasil. E o que houve foi exatamente o contrário”, destacou Kátia Abreu. “Quais os prejuízos que isso pode trazer ao setor? São incalculáveis. Em primeiro lugar, de imagem. O IBGE fez que se noticiasse uma notícia errada, informando mal a opinião pública”, apontou a senadora.
A presidente da CNA alertou que o Censo Agropecuário serve como norteador para programas de investimento, políticas públicas e relações de mercado. Se o Censo está errado, a percepção global sobre a agropecuária brasileira fica equivocada, advertiu. “O dia em que um país duvidar da ciência, da sua entidade de pesquisa, estaremos fadados ao fracasso e ao insucesso. A pesquisa, no mundo inteiro, apesar de ser feita por órgãos governamentais, é totalmente independente, sendo inadmissível o aparelhamento dessas instituições sob qualquer hipótese”, concluiu Kátia Abreu.
Folha de São Paulo
Álcool no ar
Quatro empresas -duas brasileiras e duas norte-americanas- estão debruçadas sobre um projeto para o uso de um combustível para jatos derivado da cana-de-açúcar. O combustível não será exatamente o álcool atual, mas a base será a cana. As novidades podem aparecer em dois ou três anos.
Os envolvidos
A Amyris, uma instituição de pesquisa, desenvolve o combustível. A General Electric adapta o motor ao combustível. Já a Embraer passa a utilizar os motores em seus jatos, enquanto a Azul utilizará as aeronaves e o novo combustível.
Tradição
A Embraer já tem um avião a álcool -o Ipanema. Para fins agrícolas, o avião foi certificado em 2004 e ficou muito competitivo neste período de queda nos preços do álcool.
Recuo no arroz
O preço do arroz voltou a cair ontem no Rio Grande do Sul, devido ao ritmo lento das vendas. O agulhinha em casca chegou a ser negociado a R$ 26 por saca, enquanto a média de preços foi de R$ 26,67. No mês, a queda é de 3%.
Safra menor
A produção nacional de café deverá crescer menos do que o previsto nesta safra, segundo Gil Carlos Barabach, da Safras & Mercado. O analista informou à Bloomberg que chuvas acima da média durante a floração prejudicarão o rendimento.
Sem números
A Safras & Mercado ainda não divulgou uma estimativa para a safra atual de café, mas há previsões de até 55 milhões de sacas no mercado.
Tributação menor
O trigo produzido em Minas Gerais terá a alíquota do ICMS reduzida de 12% para 2% nas vendas para fora do Estado -principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro.
Competitividade
Lindomar Antônio Lopes, da Secretaria mineira de Agricultura, diz que o objetivo da redução é garantir aos produtores mineiros as mesmas condições de que dispõem os do Sul, quando comercializam o cereal fora de seus Estados.
Incentivo à produção
Para Lopes, a redução da carga tributária sobre o trigo pode dar fôlego à cultura do cereal no Estado. Os mineiros produziram 97 mil toneladas neste ano, segundo o IBGE.
Mais feijão
Silvio Farnese, do Ministério da Agricultura, não concorda com as previsões de queda na produção de feijão. "A redução nos custos de produção trouxe otimismo aos produtores." Para o Ibrafe (instituto do feijão), a produtividade maior pode garantir até 20% a mais na primeira safra.
Valor Econômico
A oferta mundial de café pode cair 3,2% na safra atual, por conta das
chuvas sobre as produções do Brasil, Vietnã e Colômbia, informou Néstor
Osorio, diretor da Organização Internacional do Café (OIC), à
Bloomberg. A expectativa é de que a produção global do grão fique em
124 milhões de sacas na safra 2009/10, iniciada em outubro, ante 128,1
milhões de sacas do ciclo anterior. Os preços internacionais do grão
subiram 24% este ano em Nova York, sustentados em parte pela menor
produção da Colômbia. Em Nova York, os contratos para março fecharam
ontem a US$ 1,3885 a libra-peso, recuo de 60 pontos. Em Londres, os
contratos para janeiro fecharam a US$ 1.328 a tonelada, queda de US$
11. Em São Paulo, o café de boa qualidade fechou entre R$ 265 a R$ 270
a saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
Movimentos técnicos. Movimentos técnicos determinaram nova queda das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York, em um pregão de poucos negócios. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,1240 por libra-peso, baixa de 80 centavos de dólar em relação à véspera, enquanto os papéis para entrega em março caíram 85 pontos, para US$ 1,1590. Segundo a agência Dow Jones Newswires, traders notaram que o recuo aconteceu apesar de novos levantamentos apontarem uma moderada recuperação da demanda no varejo dos Estados Unidos. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,54 no mercado spot, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, há alta de 0,93%.
Maior demanda. Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo da maior demanda internacional pelo grão americano, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos do grão para março fecharam a US$ 10,3575 o bushel, com aumento de 20 centavos. As exportações americanas de soja atingiram 1,27 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 5 de novembro, 82% maior em relação à média das últimas quatro semanas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). "A demanda é forte", disse Joel Karlin, da Western Milling LLC, na Califórnia. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 44,16, com queda de 0,7%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Clima úmido. Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, pelo sétimo pregão consecutivo, como reflexo das especulações de que a produção americana poderá cair mais do que o previsto por causa do inesperado clima úmido sobre as regiões produtoras do cereal dos EUA, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram a US$ 5,9650 o bushel, com aumento de 12,75 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos para março encerraram o dia a US$ 5,9025 o bushel, com elevação de 13,75 centavos. O atraso na colheita de grãos também prejudicou o andamento do plantio do trigo nos EUA. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 25,39, com aumento de 1,72%, segundo o Deral.
Folha de São Paulo
GUILHERME CASSEL e BRUNO LE MAIRE
Uma nova política alimentar e agrícola mundial é possível. França e
Brasil se comprometem a trabalhar para torná-la realidade
UM ANO após a crise alimentar de 2008, 1 em cada 6 pessoas sofre com a fome e com a desnutrição. Não devemos esquecer que o planeta deverá alimentar 9 bilhões de habitantes em 2050 e que as mudanças climáticas e os riscos econômicos pesarão ainda mais sobre a renda dos produtores, particularmente da agricultura familiar, e sobre o abastecimento de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Não devemos esquecer que a insegurança alimentar põe em perigo a independência dos países e fragiliza os nossos modos de vida.
A segurança alimentar é um bem público mundial, e a agricultura, em especial a familiar, é um setor econômico de interesse social.
Sabemos que as escolhas feitas no passado não poderão ser as respostas do futuro. Por isso, na Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, em Roma, defendemos que a comunidade internacional estabeleça uma verdadeira política pública mundial da alimentação e de agricultura.
O sucesso dessa política depende de novos investimentos financeiros para que a produção global de alimentos cresça 70% e abasteça o mundo inteiro em 2050. Para garantir esse investimento, diversos países, entre os quais o Brasil e a França, comprometeram-se a investir 22 bilhões de dólares em três anos.
Mas não bastam novos investimentos. Esse novo compromisso só será eficaz se for coerente e coordenado.
Essa é exatamente a ambição de uma Parceria Global para a Agricultura, a Segurança Alimentar e a Nutrição, idealizada em 2008 e que entra em uma nova etapa ao ser assumida por um fórum global das Nações Unidas.
Criada a partir do Comitê de Segurança Alimentar da FAO, a Assembleia Mundial da Segurança Alimentar reunirá representantes dos países, da ONU e de Bretton Woods, associações profissionais e de camponeses, empresas e ONGs. Sua missão será coordenar as diversas posições, formular e legitimar estratégias comuns para a segurança alimentar no âmbito da economia, das finanças, do comércio e do meio ambiente. Seu desafio será o cumprimento dos compromissos assumidos e a coerência das ações internacionais.
A voz dos países mais pobres e da sociedade civil se fortalece e o multilateralismo é consolidado.
Um passo importante foi dado na governança global, mas é apenas o início de um longo caminho. Propomos um plano de trabalho de dois anos a ser rapidamente discutido e aprovado pelo novo Comitê de Segurança Alimentar da FAO.
Um plano a ser compartilhado por todos os atores, que consolida ações para uma alimentação sustentável, suficiente e saudável, para impulsionar revisões das políticas de segurança alimentar, favorecendo a integração regional e nacional, e para melhorar a eficácia e a coordenação do apoio financeiro.
Um plano orientado para implementar os cinco princípios adotados na cúpula: liderança e responsabilidade nacionais; coordenação; atuação abrangente; reforço do multilateralismo; e compromissos financeiros firmes e estáveis.
De imediato, é preciso enfrentar três temas cruciais. Analisar as causas da volatilidade dos preços dos alimentos nos mercados mundiais e encontrar soluções, incluindo novos tipos de regulação para remediar e limitar seus efeitos, particularmente sobre a agricultura familiar.
Reconhecer a importância do desenvolvimento rural, das políticas integradas de apoio à produção e à segurança alimentar em países em desenvolvimento, da reforma agrária e do ordenamento territorial para fazer frente aos riscos da especulação e do investimento predatório.
Por fim, temos que dedicar um novo esforço coletivo à adaptação e à atenuação das mudanças climáticas, sobretudo no que diz respeito à pesquisa e ao intercâmbio, nos termos da posição comum do Brasil e da França.
Queremos que a segurança alimentar saia fortalecida das negociações comerciais e das reformas das instituições internacionais, da FAO, do sistema financeiro e dos fóruns de pesquisa. Para isso, no âmbito da Aliança para a Mudança lançada pelos presidentes Lula e Sarkozy por uma melhor governança mundial, o Brasil e a França vão reforçar a cooperação bilateral.
A segurança alimentar não é um direito já conquistado. A agricultura, e em particular a familiar, é uma escolha estratégica, e a democratização do acesso à terra é crucial. Uma nova política alimentar e agrícola mundial é possível. França e Brasil comprometem-se a trabalhar com a comunidade internacional para torná-la realidade.
* GUILHERME CASSEL é o ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil.
* BRUNO LE MAIRE é o ministro da Alimentação, Agricultura e Pesca da França.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA : Mercado estável com negócios mais acelerados no
interior de São Paulo onde ocorrem negócios até por R$ 75. Nos demais
estados onde ainda há oferta o mercado está mais calmo esta semana.
Menor pressão dos compradores e vendedores havidos por algum negócio
acima de R$ 50 para nota 7,5. A tendência da semana é que tenhamos a
continuidade do mercado morno e bem ofertado.
FEIJÃO PRETO: Mercado calmo, porém com menos ofertas. Com a dificuldade de adquirir do produtor pequenos lotes, formar um lote e vender o mercado segue muito quieto. Já existem pequenos lotes de mercadoria sendo comercializados de feijão novo, porém ainda não cargas completas que permitam fluir. Acabam sendo vendidos na vizinhança e atendem a demanda das micro regiões. Com o passar dos dias segue a planta de lavouras perdidas bem como alguns plantios pós trigo nos estados do sul. R$ 80 é a pedida de vendedores de feijão argentino que estão em mãos importadores.
Valor Econômico
A Comissão de Agricultura da Câmara antecipou ontem o clima de disputa
política a ser vivida na Comissão Parlamentar de Inquérito que
investigará repasses de verbas federais a cooperativas ligadas ao
Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST).
Em audiência pública, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, foi bombardeado por questões de vários deputados da oposição e da bancada ruralista, a maioria deles parte da base política de apoio ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em defesa de Hackbart, apenas três parlamentares do Núcleo Agrário do PT. A diferença na CPI do MST, ao que parece, será apenas numérica em favor do governo porque o tom agressivo de deputados da base governista já preocupa os operadores políticos no Congresso.
No início da sessão, Hackbart passou ao ataque contra a CPI do MST. "Está tudo claro, tudo demonstrado no Siafi (sistema federal de controle de gastos), no Orçamento Geral da União. A sociedade conhece. Não vejo necessidade nenhuma de CPI", afirmou o presidente do Incra. Convidado para esclarecer denúncias de mau uso de passagens aéreas e diárias por servidores do Incra, Rolf Hackbart rejeitou as acusações do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). "São gastos normais, legais, que eram baixos, mas que são aplicados em vistorias a campo, são despesas administrativas para a área finalística do Incra", defendeu.
O deputado tucano atacou a gestão do Incra ao insinuar a contratação de dirigentes do MST para consultorias em projetos do órgão federal responsável pela reforma agrária. "O Incra paga passagens a colaboradores eventuais, pessoas ligadas à direção do MST?", questionou Nogueira. Em resposta, Hackbart afirmou que "o Incra contrata colaboradores porque precisa muito" dessas consultorias especializadas. Mas não informou se os consultores eram ligados ao MST. Coube ao deputado Assis do Couto (PT-PR) rejeitar a inquirição do tucano: "Não cabe aqui saber a origem das pessoas, se minha mulher era ligada ao MST, se alguém do Incra tinha essa origem", atacou. O deputado Duarte Nogueira havia pedido esclarecimentos sobre a nomeação do ex-integrante do MST Neuri Mantovani para a sub-chefia de Assuntos Parlamentares da Casa Civil.
O clima de luta política na Comissão de Agricultura seguiu com a acusação de que o governo financiaria invasões de terras produtivas. O presidente do Incra afirmou que "todos os convênios" são auditados por órgãos de controle federal. Mas deu uma pista de até onde o governo está disposto a proteger o MST das denúncias na CPI. "Onde tiver erro nós estamos corrigindo. Nossos convênios são com as entidades para executar os objetos. Os movimentos sociais são responsáveis pelas suas ações", disse.
Em momento de ataque, Rolf Hackbart desqualificou os dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária que demonstrariam a improdutividade em parte dos assentamentos dos MST. "A pesquisa está mal feita. Escolheram nove assentamentos em 3,3 mil. O próprio Ibope disse que mandaram uma amostra com conceito de assentamento emancipado, que são os antigos, de governos anteriores. Então, a amostra é viciada. Os assentamentos produzem e a agricultura familiar produz", disse Hackbart.
Em demonstração de outra estratégia que deve ser adotada pelos governistas na CPI, Hackbart fez várias comparações da reforma agrária nos governos de Lula e de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Disse que a gestão Lula encontrou apenas 67 projetos em 9,8 milhões de hectares com 117,8 mil famílias. De 2003 até 2009, a reforma agrária teria avançado, segundo dados do Incra, para 8,3 mil projetos em 80,05 milhões de hectares com 920,8 mil famílias. O número de municípios com assentamentos rurais aumentou de 61 para "mais de dois mil", segundo Hackbart. Pelo dado oficial, houve avanços na área ambiental dos assentamentos. Haveria hoje no Brasil cerca de 1,6 mil licenças ambientais para assentamentos.
Jornal de Brasília
É o que afirma o presidente do Incra sobre verbas destinadas ao MST
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, criticou ontem a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Congresso Nacional com o objetivo de investigar supostos repasses do Governo Federal para a organização.
Apesar de a base governista ter firmado o compromisso de indicar os integrantes da comissão, Hackbart disse que não há necessidade de se investigar os repasses de recursos do ministério para entidades rurais. "Está tudo claro, tudo demonstrado no Siafi [sistema de gastos do governo], no Orçamento Geral da União, a sociedade conhece. Não vejo necessidade nenhuma de CPI", afirmou.
Questionado se o governo repassa recursos para financiar invasões de terras promovidas pelo MST, Hackbart disse que todos os convênios firmados com entidades sociais "estão de acordo" com a legislação do País. "Todos os convênios são auditados, estão dentro da lei. Onde tiver erro nós estamos corrigindo", afirmou.
SEM REPASSE DIRETO
Segundo Hackbart, o Incra firmou convênios com entidades sociais somente para a execução de obras, sem o repasse direto de recursos ao MST - como acusa da oposição. "Nossos convênios são com as entidades para executar os objetos. Os movimentos sociais são responsáveis pelas suas ações", afirmou.
Os líderes governistas haviam se comprometido a indicar até o início da noite de ontem, seus representantes na CPMI do MST. O governo teme represálias da oposição na votação de projetos do pré-sal, por isso decidiu indicar os representantes da comissão. A oposição aposta na agenda positiva do governo para reverter a estratégia dos aliados de deixar a instalação da CPMI para o ano que vem. Em meio ao período eleitoral, DEM e PSDB temem o esvaziamento das investigações por partidos governistas, por isso cobram a instalação da CPMI neste ano.
DEM e PSDB acusam o Governo Federal de repassar recursos para financiar
atividades do MST por meio de entidades laranjas. O dinheiro, segundo a
oposição, seria utilizado pelo MST para promover invasões de terras no
País. O Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário negam o
financiamento à entidade.
DENÚNCIAS
O presidente do Incra rebateu pesquisa elaborada pela CNA (Confederação Nacional da Indústria) que aponta que 72% dos assentamentos do País não produzem o suficiente para gerar renda. De acordo com a pesquisa, 37% dos assentados brasileiros vivem mensalmente com no máximo um salário mínimo. "A pesquisa está mal feita, escolheram nove assentamentos em 3,3 mil, e o próprio Ibope disse que mandaram uma amostra com conceito de assentamento emancipado, que são aqueles antigos de governos anteriores. Então a amostra está viciada, os assentamentos produzem, a agricultura familiar produz", afirmou.
Sobre a denúncia de que servidores do Incra teriam gasto, somente neste ano, mais de R$ 40 mil em diárias e passagens, Hackbart negou abusos na pasta no que diz respeito ao deslocamento dos servidores.
A instalação da CPMI do MST foi resultado de uma forte queda de braço entre o governo e a oposição. Na primeira tentativa, o governo conseguiu barrar a investigação. Mas não obteve sucesso na contra ofensiva dos oposicionistas.
Setores governistas ameaçam os parlamentares da bancada ruralista com uma investigação sobre repasse de recursos públicos a entidades vinculadas aos produtores.
ANÁLISE
Integrantes do governo têm repetido que não se deve criminalizar movimentos sociais. Não se trata disso. O que se espera que nenhum movimento social cometa crimes e fique impune, como invasões de fazendas e destruição de plantações, no caso do MST. A lei vale para todos. Também é direito do cidadão saber para onde está indo o dinheiro recolhido em impostos. É preciso ficar claro que entidades são essas que receberam cerca de R$ 115 milhões em quatro anos, por que e para onde foi o dinheiro. Se são entidades laranjas do MST é preciso punição.
Correio Braziliense
Os altos gastos com passagens e diárias realizados este ano pelo
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ultrapassam
a marca dos R$ 58 milhões, de acordo com levantamento do deputado
Duarte Nogueira (PSDB-SP). Ontem, ao participar de audiência pública na
Comissão de Agricultura da Câmara destinada a ouvir o presidente do
órgão, Rolf Hackbart - sobre as denúncias do Correio de que as despesas
da pasta com viagens ultrapassam as realizadas por grandes ministérios
-, o tucano criticou a gestão e o uso dos recursos. "Esse valor
demonstra que há algo errado na escolha dos critérios que determinam os
gastos. É absurdo e bem maior do que tudo o que foi divulgado", atacou.
De acordo com Nogueira, que solicitou a audiência, enquanto o Incra gasta com diárias e hospedagens, as famílias assentadas reclamam da falta de recursos e de benefícios sociais. "As pessoas têm sempre justificativas para as despesas, mas não explicam o motivo de não terem realizado esses gastos com o que realmente interessa à política de reforma agrária", comentou.
Em defesa do órgão, o presidente Rolf Hackbart afirmou que os gastos se justificam pela natureza do trabalho do órgão, que requer incursões nas diversas regiões do país. "As ações de ordenamento e de reforma agrária ocorrem muito longe das capitais. Existem assentamentos a mais de mil quilômetros da sede mais próxima, como no Amazonas, por exemplo, e precisamos ir lá. Trabalhamos nas mais diferentes e remotas regiões", afirmou.
Hackbart negou que as despesas com viagens sejam altas demais em relação a anos anteriores. De acordo com ele, desde 2003 a tendência é gastar cerca de 15% do orçamento do órgão em locomoção e hospedagem dos servidores para os lugares onde há assentamentos. O orçamento do Incra pulou de R$ 1,5 bilhão em 2003 para R$ 4,6 bilhões em 2009."O orçamento aumentou, o trabalho nos assentamentos também. Obviamente, os gastos com viagens tiveram de crescer na proporção", argumentou.
Memória
Indícios de distorções
Um mapeamento realizado pelo Correio nos gastos com diárias realizados até 5 de outubro detectou o pagamento a 3.508 servidores do Incra, sendo que 447 foram ressarcidos em mais de R$ 10 mil desde o início do ano. Foram encontrados registros de funcionários que receberam até R$ 40 mil para cobrir despesas com alimentação e hospedagem em viagens a serviço. Na lista dos que mais receberam diárias, havia casos polêmicos, como o de um funcionário que teve a demissão ordenada por fazer mau uso da verba, mas que continua exercendo cargo amparado por liminar judicial, e o de uma servidora que está desde março fazendo um curso no Rio, recebendo, além do salário, as diárias. No fim deste mês, ela terá recebido R$ 40,8 mil para cobrir os gastos, além dos vencimentos.
O Estado de S.Paulo
Mato Grosso registrou, sexta-feira, o 1º foco de ferrugem asiática da safra de soja 2009/2010. A doença foi detectada em zona urbana e não comercial no município de Campo Verde, informou a Aprosoja. A ferrugem apareceu mais cedo este ano no Estado. No ano passado, o primeiro caso foi confirmado no início de dezembro, em Canarana.
Gazeta do Povo
Ex-presidente da Fundação Copel afirma que a Appa manifestou interesse
em comprar ações do Terminal Ponta do Félix e que, por isso, a entidade
não entrou na negociação
O ex-presidente da Fundação Copel, Edílson Bertholdo, garante que não houve nenhum tipo de “traição” por parte da entidade ao governo do Paraná no caso da venda das ações do Terminal Portuário Ponta do Félix, em Antonina. As ações pertenciam à Previ (o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil). A Previ – que manifestou a intenção de vender as ações há quase um ano – fechou negócio no início deste mês com o grupo Equiplan, empresa ligada ao operador portuário Fortesolo, de Paranaguá.
O resultado da negociação irritou o governador Roberto Requião. Ele pretendia retomar o terminal para o estado por meio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e da Fundação Copel. A fundação tinha direito de preferência na compra por ter 20,41% das ações do terminal. Porém, a entidade, que gerencia o fundo de pensão dos funcionários da Copel, não exerceu esse direito e causou a ira de Requião. Na Escola de Governo da semana passada, o governador acusou o então presidente da fundação de ter contrariado os interesses do estado e de ter agido por interesses próprios na transação. Bertholdo, que ontem falou pela primeira vez com a imprensa desde que a polêmica começou, nega que tenha agido por interesse próprio. Ele argumentou que “não existem decisões individuais nos fundos de pensão. Existe um colegiado que toma a decisões. E elas são baseadas em pareceres técnicos”. Bertholdo estará hoje na Comissão de Fiscalização da Assembleia para falar sobre o assunto.
Segundo ele, a Fundação Copel não usufruiu do direito de preferência na compra das ações da Previ porque a Appa enviou um ofício a todos os acionista do terminal informando o interesse do governo na negociação. “Porque iríamos entrar como compradores se o poder concedente estava querendo para si a compra?”, questionou. “Até porque, pela resolução do CNM (Conselho Monetário Nacional), só podemos ser detentores de até 25% das ações. Seria até possível comprar um valor superior de ações, mas isso deveria ser vendido depois na bolsa de valores. Assim não existe uma garantia de quem será o comprador.”
A correspondência da Appa aos acionistas, segundo ele, chegou um dia após Requião comentar publicamente o desejo de que o terminal voltasse à administração do estado. “Então, aparentemente, o desejo do governo já estava sendo cumprido pelo órgão de Estado.”
Segundo ele, o colegiado não chegou a se reunir para deliberar sobre esse tema porque a Appa manifestou o interesse em adquirir as ações antes. “O poder concedente estava assumindo a negociação. Não nos restava alternativa a não ser aguardar o desenrolar da situação”, justificou. No dia 3 de novembro, disse Bertholdo, a Previ enviou uma correspondência à fundação informando que a posição da Appa era “uma mera consulta” e que havia expirado o tempo para exercer o direito de preferência.
Críticas
Requião voltou a tratar da polêmica ontem. Ele justificou o pedido de exoneração de Bertholdo da presidência da fundação e criticou os sindicatos que divulgaram nota contra a ingerência do governo sobre a fundação.
“O presidente da Fundação Copel é indicado pelo presidente da Copel, que é nomeado pelo governador do estado. A Copel participa dos recursos que compõem o fundo que dá sustentação à Fundação Copel. Logo, essa ingerência não é só legítima, mas, como vou mostrar a vocês, é necessário”, afirmou o governador. Bertholdo pediu afastamento da presidência do fundo de pensão depois das críticas de Requião.
O governador ainda alegou ontem que a transação seria nula porque ela deveria ter sido feita na bolsa de valores, segundo resolução do CMN de setembro deste ano. O governador informou que a Copel já oficiou uma reclamação ao conselho contra a operação realizada pela Previ.
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