


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 242,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 580,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 47,50/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 87,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 21,00/sc |

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai fiscalizar, até o fim deste mês, 3,1 mil hectares de propriedades rurais beneficiadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Cerca de 20 técnicos da estatal estão percorrendo lavouras, pastos e florestas para conferir as informações declaradas na contratação do seguro rural, como área e tipo de cultura. Os dados coletados são um dos itens levados em conta pelo Governo Federal para a avaliação de quem participará do Programa nas próximas safras.
A cada quadrimestre, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento envia à Conab uma lista com amostragem de 2% de todas as apólices beneficiadas com o PSR. Nesta operação, a Companhia está vistoriando 30 apólices nos estados do Paraná, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo técnicos do DTE/FAEP, o produtor deve atender todos os requisitos do zoneamento agrícola para ter direito ao subsídio ao prêmio do seguro rural. Qualquer erro no planejamento dos prazos estipulados no zoneamento agrícola ou no uso incorreto de sementes pode inviabilizar o acesso a esse importante mecanismo da política agrícola de apoio à produção.
O governo, na avaliação dos técnicos, tem sido rigoroso na fiscalização quanto ao cumprimento do zoneamento agrícola, especialmente para os produtores que utilizam o crédito ou seguro rural. Havendo constatação de erro na aplicação das normativas, o produtor pode perder o benefício do subsídio ao prêmio do seguro e até ficar proibido de tomar novos empréstimos no Sistema Financeiro Nacional com recursos oficiais.
Mais informações desses indicativos podem ser consultadas também no site da FAEP, no ícone "Legislação" do lado direito da página www.faep.com.br
Programa - O PSR é uma subvenção utilizada pelo governo para tornar o seguro rural acessível a um número maior de produtores. O governo custeia uma parte do valor que o agricultor teria de pagar para colocar sua plantação no seguro. Qualquer participante que cultive um dos produtos da lista do programa, como arroz, trigo, sorgo, milho, abacaxi, tomate e uva, pode se candidatar à subvenção.
Com informações da CONAB e FAEP
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, apresentou na segunda-feira (18), em Brasília, estudo do governo para definir políticas de fertilizantes durante reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários. Segundo o ministro, no caso dos nitrogenados, a auto-suficiência deve ocorrer no prazo de cinco a dez anos. “Em relação ao potássio, importamos 91%. Devemos estudar as minas de Nova Olinda, Amazonas, além duas jazidas em Sergipe, que ainda não estão sendo exploradas. Além disso, devemos fazer análises mais profundas sobre a ocorrência de potássio no recôncavo baiano e a possibilidade de acertar com a empresa Rio Tinto a aceleração do cronograma para as minas de potássio da Argentina”, explicou. A informação é da Agência Brasil.
O ministro disse que o Brasil possui minas de fósforo suficientes, que precisam ser melhor exploradas. “Também devemos abrir novos mercados nesse setor. O Egito, que vai aumentar sua produção de fósforo, está interessado em encontrar parceiros na exploração de suas minas e fazer contratos de médio e longo prazos”, enfatizou.
De acordo com o presidente da Câmara Temática de Insumos, Cristiano Walter Simon, o agricultor tem racionalizado o uso do fertilizante pela correção da acidez do solo e uso mais racional do calcário, obtendo melhor absorção de nutriente pelas plantas.
Na reunião, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) apresentou dados sobre oferta de fertilizantes. Os números apontam crescimento do estoque inicial, ao sair de 2,2 milhões de toneladas, no período de janeiro a julho de 2007, para 4,3 milhões de toneladas nos primeiros sete meses deste ano. Em relação à produção, também houve aumento, de 5,3 milhões de toneladas, de janeiro a julho de 2007, para 5,5 milhões de toneladas no mesmo período de 2008.
Iniciativa ajuda agricultor a planejar produção
A FAEP disponibiliza em seu site um vídeo com a análise das tendências climáticas de médio prazo para o Paraná. Todo mês, o interessado poderá ter acesso a uma nova análise climática do meteorologista Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para tanto, basta acessar o ícone Tempo e Clima, localizado no lado esquerdo da página inicial da FAEP.
A novidade é mais um instrumento de apoio ao planejamento e manejo das culturas. O acesso às análises do clima ajuda o produtor rural a tomar decisões em relação à atividade que desenvolve em sua propriedade.
As informações oferecidas também podem ser utilizadas na gestão de riscos. O serviço oferecido surgiu da parceira entre Emater, Iapar, Embrapa, Inmet e demais instituições.
Clique aqui e veja o vídeo do meteorologista analisando o clima do Paraná
Estão abertas as inscrições para curso à distância, voltado a engenheiros agrônomos, que irá capacitar os profissionais a atuar na comprovação de perdas para o Seguro Agrícola e para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – Proagro. O valor das inscrições é de R$ 120,00.
O curso é oferecido pela Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS) e atende às exigências da nova legislação. As aulas começam no dia 1o de setembro. O curso é um importante instrumento para aumentar a oferta de seguro agrícola, visto que um dos gargalos do seguro rural é a falta de profissionais para atuar nesse mercado.
Metodologia de Ensino - O curso será realizado à distância e o seu conteúdo, as atividades pedagógicas, serão disponibilizados em um CDROM ou via Internet por meio de um Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem, customizado para o curso. Os alunos contarão com um acompanhamento para orientações sobre o conteúdo, sobre o uso do ambiente virtual e sobre dúvidas metodológicas.
Carga Horária - O Curso tem carga horária de 110 horas, com duração de até três meses.
Público Alvo - A primeira edição do curso está direcionada apenas para Engenheiros Agrônomos registrados no sistema CONFEA/ CREAs.
Mais informações: Fone: (61) 3349-0200
E-mail: cursos@abeas.com.br
Associação Brasileira de Educação Agricola Superior (ABEAS)
SEPN 516, Bloco A - Ed. Inácio de Lima Ferreira 3.º andar
CEP: 70770-515, Brasília - DF.
Inscrição/Matrícula
A inscrição/matrícula será realizada diretamente na página da ABEAS
www.abeas.com.br
BOLSA DE CHICAGO –
Contratos setembro de 2008
(US$/saca de 60 kg)
| Commodities | Preço em 14.08 |
Preço em 15.08 |
Variação |
| Soja | 27,45 | 26,70 | -0,75 |
| Milho | 13,17 | 12,51 | -0,66 |
| Trigo | 17,50 | 18,17 | -0,88 |
Fonte: Bolsa de Chicago - CBOT
Soja
–
A alta do dólar somada às condições de clima reinantes no Meio-Oeste
norte-americano derrubaram as cotações na Bolsa de Chicago
Os futuros da soja encerraram a semana de 11 a 15 de agosto em queda. Os contratos para setembro/08 passaram de US$ 27,45/saca para US$ 26,70/saca, um recuo de US$ 0,75/saca.
Milho –
Acompanhando o ritmo de queda das commodities agrícolas e do petróleo,
o milho mostrou a maior queda desde o dia 11 de agosto. Os
contratos para setembro caíram US$ 0,66/saca de 60 kg e fecharam em US$
12,51/saca de 60 kg.
Trigo –
O cereal em sintonia com o desempenho da soja e do milho também
apresentou queda nas negociações de futuros. As
cotações para setembro/08 passaram de US$ 19,05/saca para US$
18,18/saca de 60 kg (_US$ 0,88/saca de 60 kg).
Gilda M. Bozza
Economista – DTE/FAEP
GAZETA DO POVO
O
Brasil importa atualmente cerca de 60% dos produtos usados na
fabricação de adubos - fósforo, nitrogenados e potássio. O volume está
bem acima do que é importado por outros países com elevada produção de
alimentos. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (18) pelo ministro
da Agricultura, Reinhold Stephanes, após reunião da Câmara Temática de
Insumos Agropecuários, realizada no Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa).
"Entre os grandes produtores agrícolas
do mundo, o Brasil é o que está mais dependente da importação de
adubos, longe do segundo lugar. Normalmente, os grandes países
produtores são auto-suficientes ou têm uma dependência de 10% a 20%. O
Brasil tem uma dependência extremamente elevada", disse Stephanes.
Segundo
o ministro, não há como mudar a situação a curto prazo, na medida em
que não houve investimentos anteriores para reduzir a dependência.
"Estamos pensando numa estratégia de médio e longo prazo, o que não foi
feito no passado. [Se tivesse] não estaríamos, talvez, tão vulneráveis
como estamos em relação tanto ao preço como até ao abastecimento."
Para
minimizar a situação imediata, disse Stephanes, o ministério tem
estimulado a criação de organizações de cooperativas para que façam
importações diretas e também realizem a mistura dos três produtos.
Ele
informou ainda que o Brasil pretende fazer parcerias com outros
mercados para produzir essas matérias-primas. "O Egito, por exemplo,
vai aumentar sua produção de fósforo e está interessado em encontrar
parceiros na exploração das suas minas e fazer contratos de médio e
longo prazos para fornecimento do produto. Temos mais três países que
estão em situação idêntica ao Egito", afirmou.
Na semana
passada, o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do
Mapa, Célio Porto, disse que uma missão de técnicos e empresários seria
enviada ao norte da África, "onde haveria grandes produtores dos três
fertilizantes."
Em relação ao potássio, cuja dependência
brasileira das importações chega a 91%, Stephanes disse que é preciso
fazer análises mais profundas, técnicas e ambientais sobre as minas dos
estados de Amazonas e Sergipe, mas levantou a possibilidade de um
aumento da produção argentina, que poderia vir para o Brasil.
"Há
a possibilidade de se acertar com a empresa Rio Tinto a aceleração do
cronograma de exploração das minas de potássio da Argentina, porque aí
elas poderiam, via Rio Paraguai, abastecer o Centro-Oeste brasileiro,
já que nós temos ali um frete de retorno, porque exportamos minérios
por aquela hidrovia e as barcaças voltam vazias", explicou.
Para
a safra que começa a ser plantada agora, o ministro disse que os
fertilizantes representarão entre 30% e 50% dos custos de produção,
dependendo da região. O valor varia porque, como a dependência das
exportações é alta, quanto mais distante dos portos marítimos, maior
será o preço final do produto.
topo
FOLHA DE SÃO PAULO
A
safra 2008/9 de soja do Brasil, que prometia ser espetacular, pode não
render o esperado. O preço da commodity caiu cerca de 25% em relação ao
recorde de julho. As intenções de plantio são incertas. "O produtor
está paralisado", diz Seneri Paludo, superintendente do Imea (Instituto
Mato-Grossense de Economia Agrícola).
FOLHA DE LONDRINA
A
Ocepar e Faep querem que o governo implemente uma política de apoio à
comercilização da safra que será colhida no próximo ano. A direção
dessas insituições defende o uso de programas de incentivo à
comercialização, como a Aquisição do Governo Federal(AGF); leilão de
Prêmio de Escoamento do produto (PEP) para o trigo; e disponibilização
de recursos para Empréstimo do Governo Federal (EGF).
''Importar
dos países do Mercosul fica mais barato no frete e também porque não há
a TEC'', exemplifica o técnico da Ocepar Flávio Turra. Ele lembrou,
entretanto, que o preço do trigo em grão no mercado interno caiu 21%
nos últimos 45 dias. A farinha especial no Paraná caiu 15% no preço.
''Na parte da industrialização não observei esta alteração nos
derivados do trigo'', alfineta Turra, ao fazer referência ao setor de
panificação, que não rebaixou seus preços. ''O produtor de trigo está
pagando para trabalhar, não está tendo lucro'', finaliza. (E.P.F.)
VALOR ECONÔMICO
Produção menor
Os
preços futuros de açúcar tiveram ontem a maior alta em duas semanas
devido a previsões de que a demanda global excederá a produção em 2009,
o que reduzirá os estoques mundiais. Segundo Jonathan Kingsman, diretor
de análise de mercado da Kingsman, de Lausanne, o consumo superará a
produção em pelo menos 1 milhão de toneladas no ano-fiscal com início
em 1º de outubro. A Índia, segundo maior produtor do mundo, puxará a
queda. Analistas ouvidos pela Bloomberg prevêem uma queda de 20% na
produção do país, para 20,1 milhões de toneladas. Com isso, os
contratos em Nova York para entrega em março fecharam a 14,96 centavos
por libra-peso, alta de 45 pontos. No mercado paulista, a saca ficou em
R$ 28,91, alta de 0,56%, segundo o Cepea/Esalq.
Dólar impulsiona
Os
preços futuros do cacau subiram ontem pela primeira vez em quatro
pregões, na esteira da desvalorização do dólar. A moeda americana mais
fraca elevou o apetite por commodities negociadas. Na bolsa de Nova
York, os papéis para dezembro subiram 19 pontos e fecharam a US$ 2.606
por tonelada. Segundo Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures
Group, de Chicago, o mercado também contou com o suporte de
especulações de que a produção na Costa do Marfim, o maior produtor,
possam cair devido à distribuição limitada de pesticidas. "A Costa do
Marfim não está causando turbulências, mas é cedo para prever danos às
lavouras.". Em Itabuna e Ilhéus, a cotação média da arroba do cacau
ficou em R$ 68,60, segundo a Central Nacional dos Produtores de
Cacau.
Furacão na Flórida
Os
preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta ontem,
atingindo o maior patamar deste mês, com a ameaça de que a tempestade
tropical Fay poderá se transformar em furacão e atingir as regiões
produtoras da Flórida, o segundo maior produtor global de laranja. Na
bolsa de Nova York, os contratos para novembro fecharam a US$ 1,0865
centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 240 pontos. A produção
de laranja na Flórida caiu para 129 milhões de caixas na safra 2007/08,
a maior queda dos últimos 17 anos, depois que uma onda de furacões
prejudicou entre 2004 e 2005 as regiões produtoras da fruta nos Estados
Unidos. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as
indústrias fechou a R$ 9,58, segundo o índice Cepea/Esalq.
Menos área nos EUA
Milho,
trigo e soja voltaram a puxar os preços do algodão negociados nos EUA.
A pluma registrou ontem alta diante das expectativas de que os
incentivos dados aos agricultores americanos para que eles substituam
suas culturas reduza a área plantada com algodão no país. A queda do
dólar também teve influência no resultado. Os contratos negociados, em
Nova York, para entrega em dezembro fecharam a 67,37 centavos por
libra-peso, alta de 29 pontos (0,4%). "As commodities tiveram um bom
desempenho, e o algodão acompanhou o ritmo", disse Rogers Varner, da
Varner Bros, de Cleveland, no Mississippi. No mercado paulista, a
libra-peso do algodão fechou com queda de 0,12%, a R$ 1,2106, segundo o
indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 3,63
%.
FOLHA D ESÃO PAULO - MAURO ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br
SAFRA E PREÇOS
Os
dados de safra dos Estados Unidos indicam para alta de produção. Os
preços das commodities, no entanto, voltaram a subir ontem. Nos últimos
sete dias, o milho acumula 11,2% de alta; a soja, de 5,3%.
O QUE O MERCADO OLHA
"A
safra é gigante, mas não está no barracão", diz Fernando Muraro, da
AgRural, de Curitiba. A formação de espiga de milho está em 49% neste
ano, contra 68% na média histórica. Já a formação de "dentes" na espiga
indica apenas 14%, contra 38% na safra anterior. Uma mudança climática
e o cenário será outro, diz o analista.
SOJA TAMBÉM
As
lavouras de soja também mostram um grande atraso neste ano. A formação
de vagem é de 75%, contra 89% na safra anterior. Esse atraso nas
lavouras do Meio-Oeste norte-americano se deve às enchentes no período
de plantio.
PODE SER MENOR
A
tradicional turnê por sete dos maiores Estados norte-americanos
produtores de grãos, iniciada ontem, pode indicar uma safra inferior à
estimada até agora pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos).
EFEITO ENCHENTES
Analistas
ouvidos pela agência Bloomberg acreditam que as enchentes, que forçaram
o adiamento do plantio, devem prejudicar a produtividade. A turnê, da
qual participam 70 "vigilantes da safra", é patrocinada pelas empresas
Pioneer e Deere & Co.
MAIS RECEITAS
As
exportações de soja renderam US$ 108,5 milhões por dia útil até
sexta-feira. Esse valor supera em 95% o obtido no mesmo período de
2007, segundo a Secex.
RECEITA MENOR
A
Açúcar Guarani teve prejuízo líquido ajustado de R$ 1,5 milhão no
primeiro trimestre de 2009 (abril a junho). No mesmo período do ano
anterior, a empresa tinha registrado lucro líquido ajustado de R$ 15,1
milhões. Essa queda reflete a redução nos preços do açúcar e do álcool
e na apreciação do real em relação ao dólar.
PRODUÇÃO MAIOR
O
processamento de cana da Guarani atingiu 4,1 milhões de toneladas no
período, 22,5% a mais do que no ano anterior. A previsão para a safra é
de moagem de 14,2 milhões de toneladas. Já a produção de álcool atingiu
128,9 milhões de litros, com aumento de 44,9%.
INDEPENDÊNCIA
O
frigorífico Independência obteve lucro líquido de R$ 10,9 milhões no
segundo trimestre deste ano (abril a junho), 70,3% a mais do que em
igual período do ano anterior.
VALOR ECONÔMICO
A
alta do petróleo e a desvalorização do dólar guiaram o humor dos
investidores ontem e foram creditadas pelos analistas como os dois
fatores principais para a alta das principais commodities agrícolas
negociadas na bolsa de Chicago. A soja encerrou o dia com a alta máxima
permitida para uma única sessão.
O petróleo valorizado
reforça a demanda por combustíveis alternativos, como o etanol, que,
nos Estados Unidos, tem o milho como base de produção. Com isso, os
contratos de milho com vencimento em dezembro subiram 23,25 centavos de
dólar, para US$ 5,7275 por bushel.
"O avanço do petróleo
deu suporte à alta do milho e da soja hoje [ontem]", disse à Bloomberg
Daisuke Yamaguchi, analista da corretora Yutaka Shoji, de Tóquio. Os
contratos de soja com vencimento em novembro subiram em Chicago o
limite de 70 centavos de dólar, para US$ 12,89 por bushel.
A
queda do dólar, que desceu de seu maior patamar em seis meses, reforçou
a perspectiva de aumento das exportações das commodities agrícolas
produzidas nos EUA. Foi o cenário que mais teve influência na alta do
preço do trigo, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg.
O
preço do trigo também subiu depois que a Home-Grown Cereals Authority
informou que a colheita do cereal está atrasada no Reino Unido em
função do mau tempo - a colheita já ocorreu em 2% da área até o
momento, em comparação com os 50% nessa mesma época de 2007. Em
Chicago, os contratos de trigo para dezembro subiram 35,50 centavos de
dólar, para US$ 8,8475 por bushel. Em Kansas, os contratos que vencem
também em dezembro subiram 30,75 cents, para US$ 9,1575 por
bushel.
GAZETA DO POVO
Índices
mostram que a alta dos preços desacelerou bastante. Mesmo assim,
analistas acreditam que o BC continuará elevando a taxa Selic até o fim
do ano
Dois indicadores da Fundação Getulio Vargas (FGV)
divulgados ontem reforçaram a tendência de desaceleração da inflação no
atacado e no varejo, que já vinha sendo apontada por uma série de
índices publicados nas últimas semanas. No entanto, isso não deve ser
suficiente para mudar a atitude do Banco Central em relação à taxa
básica de juros (Selic). Na opinião da maioria dos analistas, o Comitê
de Política Monetária (Copom) vai elevar o juro básico, atualmente de
13% ao ano, em 1,75 ponto porcentual até dezembro, na tentativa de
frear o avanço do consumo. A estimativa consta do relatório Focus,
também divulgado ontem, elaborado pelo BC a partir da opinião de quase
uma centena de bancos e consultorias.
De acordo com a FGV, o
Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S), que acompanha as
variações no varejo, caiu ao menor nível desde a terceira semana de
março, fechando em 0,34% na segunda prévia de agosto, abaixo dos 0,44%
apurados na primeira parcial do mês. O outro indicador divulgado ontem
pela FGV sofreu um recuo ainda mais forte: o Índice Geral de Preços-10
(IGP-10), que compila resultados do atacado, varejo e construção civil,
baixou para 0,38% em agosto, frente aos 2% verificados em julho. Com
preços coletados entre 11 de julho e 10 de agosto, o índice atingiu o
menor patamar desde julho de 2007.
Como as variações do atacado
respondem por 60% do IGP-10, o índice é muito influenciado pela
oscilação dos preços de commodities. Exatamente por isso, o indicador
subiu com força há alguns meses e caiu agora, acompanhando as cotações
de produtos negociados no mercado internacional – várias despencaram
mais de 20% desde o pico atingido em junho e julho. Dos cinco produtos
com maior contribuição para a desaceleração do indicador em agosto,
três (soja, milho e trigo) são commodities agrícolas.
“Não vejo
essas taxas tão altas ocorrendo novamente, no curto prazo”, disse o
coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros,
referindo-se às altas de 1,96% e 2% registradas pelo IGP-10 em junho e
julho, respectivamente. Segundo ele, o índice deve continuar em
trajetória de desaceleração nos próximos meses, reduzindo ainda mais a
taxa acumulada em 12 meses, que até agosto ficou em 14,42%. Por isso, o
economista vê espaço para que o BC diminua o ritmo das altas da Selic.
“Na época em que eles elevaram [a Selic] em 0,75 ponto porcentual [em
julho], eu não vi motivo para uma elevação tão alta. É claro que eles
devem continuar subindo, e há motivos para isso. Mas não há razão para
outra rodada de aumento forte.”
Mas, apesar da opinião do
economista e dos seguidos sinais de desaceleração da inflação, bancos e
consultorias continuam acreditando que a Selic subirá 0,75 ponto na
próxima reunião do Copom, nos dias 9 e 10 de setembro. O curioso é que,
segundo o relatório Focus, essas mesmas instituições revisaram para
baixo sua expectativa para a inflação neste ano. A projeção para o IPCA
(indicador oficial do governo) recuou pela segunda semana seguida e
agora é de 6,44%.
Retração natural
Para o economista Fábio
Araújo, da Brain Consultoria, a inflação está recuando por dois
motivos: o alívio dos preços das commodities e a “retração natural” do
consumo provocada pelo próprio aumento dos preços. “A inflação subiu
nos últimos meses, corroendo o poder de compra do consumidor. Que
passou a consumir menos e, com isso, a pressionar menos a inflação”,
disse Araújo. “O que podemos garantir é que as quedas não têm a ver com
os recentes aumentos da Selic. Até porque o Banco Central não tem como
agir sobre a inflação das commodities, que é importada.”
O
diretor-presidente da Fundação Instituto de Administração da
Universidade de São Paulo (FIA/USP), Cláudio Felisoni, defende que o BC
aguarde antes de promover novas altas da taxa de juros. “Atuando de
forma isolada, o Banco Central terá pouco resultado sobre a inflação,
já que ela está sendo influenciada principalmente pela dinâmica
internacional. O problema é que, além de fazer pouco para controlar a
inflação doméstica, as altas da Selic prejudicam a atividade do varejo,
que tende a desacelerar”, diz Felisoni.
GAZETA DO POVO
O
presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta
segunda-feira (18) para investidores, em Nova York, que é "viável"
trazer a inflação para 4,5% em 2009. "A queda recente da inflação
corrente e das expectativas reforça que é viável trazer a inflação de
volta à meta em 2009", disse, acrescentando que a mudança nas
expectativas mostra a credibilidade do BC.
"A única forma de ver
que um BC está comprometido é ver expectativas de inflação caindo. Com
isso o custo da política monetária é menor", ressaltou.
Meirelles,
que participou de evento na Câmara de Comércio Brasil-EUA, na cidade
americana, ressaltou que a projeção do mercado para o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 caiu, segundo a pesquisa Focus
divulgada nesta segunda, de 6,45% para 6,44%.
Para 2009, porém,
a projeção mantém-se em 5%. "Já existem sinais de que a política
monetária começou a influenciar as expectativas de inflação", disse.
Este fato, reiterou, também ilustra que a economia do País desfruta dos
benefícios da estabilidade.
O centro da meta da inflação para
este ano e o ano que vem é de 4,5%, com margem de tolerância de dois
pontos porcentuais para baixo ou para cima.
Câmbio
O
presidente reafirmou que BC está comprometido com a meta de inflação e
que não tem meta para a taxa de câmbio. "O BC tem compromisso de não
influenciar a tendência do mercado de câmbio", afirmou. O presidente
enfatizou, no entanto, que o nível de reservas internacionais permite
ao BC enfrentar questões de volatilidade no mercado de moedas, se
necessário.
Meirelles enalteceu ainda a condição que o Brasil
alcançou de credor externo líquido, com o setor público credor em moeda
estrangeira. "Trata-se de uma mudança estrutural, fundamental em
relação ao passado de vulnerabilidade fiscal e externa", afirmou.
O
presidente do BC disse que além de inflação na meta em 2009, a
expectativa é de câmbio flutuante e balança de pagamentos mais saudável
que no passado. Meirelles ponderou que está ficando claro que pode
haver desaceleração global, mas acrescentou que o Brasil está em melhor
condição para enfrentar os cenários benigno e "menos benigno". Ele
acrescentou ainda que a atividade econômica do País permanece robusta.
Estabilidade
Os
benefícios da estabilidade econômica brasileira também foram destacados
hoje pelo presidente do Banco Central. Ele observou que o País desfruta
de crescimento estável, sem arrancadas e paradas repentinas, e tem sido
alimentado pela demanda, que tem de desacelerar.
"A estabilidade
do crescimento tem sido alimentada pelo aumento do emprego formal e
renda real maior do trabalhador", completou Meirelles, que participa de
evento na Câmara de Comércio Brasil-EUA.
Uma vez com crescimento
estável, citou o presidente, a demanda precisa desacelerar. Ele mostrou
tabelas indicando que setores sensíveis ao crédito, como vendas de
veículos, cresceram a taxas maiores que 22% nos primeiros três meses do
ano.
VALOR ECONÔMICO - Patrick Cruz
O
Grupo Campo, o mesmo que liderou o Programa de Desenvolvimento dos
Cerrados (Prodecer), considerado o divisor de águas na expansão da soja
no Centro-Oeste brasileiro, vai trabalhar em um projeto de produção de
soja na Venezuela que pretende tornar o país auto-suficiente na
produção do grão. A programação prevê início do plantio na safra
2009/10, em área de 50 mil hectares. Em cinco anos, a área deverá ser
ampliada para 500 mil hectares, que equivale à área ocupada pela soja
no Estado de São Paulo.
O modelo na Venezuela será o
mesmo adotado nas áreas do cerrado brasileiro ocupadas pela soja. O
Grupo Campo coordena toda a parte técnica da produção e também atrai
produtores e cooperativas para ocupar as terras - produtores
venezuelanos e brasileiros participarão do projeto. O plantio ocorrerá
em áreas do governo e em propriedades que serão desapropriadas, sempre
de acordo com as coordenadas técnicas do grupo.
"Queremos
fazer na Venezuela o mesmo que fizemos com o Prodecer no Brasil", diz o
presidente do Grupo Campo, Emiliano Botelho. Os detalhes do projeto
deverão ser acertados no fim deste mês, quando uma missão do governo
venezuelano virá ao Brasil.
As áreas de plantio serão
concentradas em propriedades de pequeno e médio portes, segundo Álvaro
Orioli, diretor-geral do grupo. A prioridade do projeto será para o
plantio de soja, mas, com o tempo, outras culturas deverão ser
contempladas . "Elas serão necessárias para a rotação de culturas",
diz. O valor do investimento no projeto ainda não foi definido, segundo
ele.
A Embrapa entrará como responsável pela parte
científica do projeto, dentro do qual estão atividades como a pesquisa
de sementes para o plantio. A empresa inaugurou em março um escritório
na Venezuela, e técnicos da estatal já trabalham em Caracas. De 2006 a
2007, a produção venezuelana de soja, ainda bastante embrionária,
passou de 5,6 mil toneladas para 23,8 mil toneladas. Na safra 2007/08,
o Brasil produziu cerca de 60 milhões de toneladas.
O
intercâmbio da Venezuela com a sojicultura brasileira tem ganhado
corpo. Em maio, as maranhenses Sementes Ribeirão e Sementes Cajueiro
venderam 1,8 mil toneladas de semente do grão (uma transação de US$ 3
milhões) para o país vizinho, em negócio que foi costurado depois da
visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao Estado, ocorrida em
março.
Em outros segmentos ligados ao agronegócio o
intercâmbio também tem ganhado musculatura. De 2006 a 2007, as
exportações de máquinas agrícolas para o mercado venezuelano cresceram
26,1%, para 2,4 mil unidades, o que faz da Venezuela o terceiro maior
destino das máquinas agrícolas brasileiras vendidas ao exterior - os
líderes nesse ranking são Estados Unidos e Argentina. No mesmo
intervalo, as exportações totais cresceram 21,4%, segundo a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A
Venezuela, que deverá concentrar o plantio nos Estados de Anzoátegui e
Monagas, tem áreas bastante similares às de cerrado do vizinho Estado
de Roraima, que é formado por 28% de cerrados. O interesse dos
venezuelanos pela soja é principalmente para a produção de farelo para
abastecer a crescente indústria de carnes suína e de frango do país,
afirma Emiliano Botelho.
De acordo com o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção de carne de frango
deverá crescer 5% neste ano em comparação com 2007, para 860 mil
toneladas. A produção brasileira em 2007 foi de 10,3 milhões de
toneladas.
O Grupo Campo, que completa 30 anos de vida
em 2008, é formado por capital brasileiro e japonês. O lado brasileiro,
reunido sob a holding Brasagro, é dividido entre recursos do Tesouro e
da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), segundo Botelho. A
fatia japonesa da companhia tem dinheiro do governo e também de um pool
de empresas reunido na holding Jadeco e que inclui, entre outras, a
Mitsubishi.
FOLHA DE SÃO PAULO
Um
mês depois do fim do conflito com o governo, produtores agropecuários
voltaram a protestar ontem em dois atos em estradas argentinas e
ameaçaram voltar ao locaute se o governo de Cristina Kirchner não
atender às reivindicações do setor.
"Se não há soluções para nossas
reclamações, vamos declarar antes do fim de agosto a volta do protesto,
que seria um locaute agropecuário ou a não comercialização de grãos",
disse o presidente da Federação Agrária Argentina, Eduardo Buzzi, que
comandou um "tratoraço" em Santa Fé.
Os produtores agropecuários
argentinos entraram em conflito com o governo em março, quando foi
decretado um aumento de impostos às exportações de grãos. Como reação,
decretaram um locaute rural, com bloqueios de estradas e
desabastecimento de alimentos. A crise se arrastou por 129 dias e levou
multidões de ambos os lados às ruas.
O aumento foi derrubado no
Senado há um mês, o que encerraria a crise. Mas os produtores agora
reivindicam outras medidas para o setor, como a criação de um plano
agropecuário nacional, liberação de exportações de alguns artigos e
criação de impostos diferenciados para pequenos produtores.
No outro
protesto de ontem, os produtores voltaram a bloquear a estrada 14,
conhecida como a rodovia do Mercosul, em Gualeguaychu, que foi o núcleo
mais radical durante o locaute.
Ali, o presidente da Federação
Agrária de Entre Ríos, Alfredo de Angeli, convocou todos os produtores
do país a participarem de uma assembléia nacional agropecuária no dia
30 de agosto e disse que pedirá que as entidades rurais realizem uma
"grande marcha federal" ao Congresso nacional.
Os dois protestos
ontem foram organizados pela Federação Agrária, de pequenos produtores,
mas tiveram apoio das outras entidades, que participaram da paralisação.
(ADRIANA KÜCHLER)
VALOR ECONÔMICO
As
exportações brasileiras de café ficaram comprometidas em julho e em
parte de agosto por conta do atraso na colheita do grão arábica nas
principais regiões produtoras do país. Mesmo com esse atraso, os
embarques da safra 2008/09 não serão ser afetados e devem ficar dentro
da média dos últimos anos, em torno de 28 milhões de sacas de 60
quilos. A comercialização da nova safra também não será atingida, uma
vez que já está mais adiantada em relação ao ciclo 2007/08.
O
avanço da comercialização reflete as negociações antecipadas por parte
dos cafeicultores, sobretudo entre fevereiro e março, quando os preços
dispararam nas bolsas internacionais, segundo a consultoria
Safras&Mercado. Àquela época, os produtores aproveitaram para
fixar
posições da safra nova. Neste momento, os negócios estão parados. Mas a
culpa não é da colheita atrasada. É que os produtores estão segurando o
café porque acreditam na recuperação das cotações.
Levantamento
da Safras mostra que a comercialização do ciclo 2008/09 atingiu 36% do
total até o final de julho, ante 29% em julho do ano passado. Já foram
comercializadas 18,30 milhões de sacas, considerando uma colheita de
50,4 milhões de sacas.
Analistas de mercado prevêem uma
safra recorde, em torno de 50 milhões de sacas. Além da bianualidade da
cultura, o clima favoreceu o desenvolvimento dos cafezais. A Conab
(Companhia Nacional de Abastecimento) trabalha com colheita de 45,54
milhões de sacas para o mesmo período.
Até o dia 12 de
agosto, a colheita tinha atingido 73% do total, ante 91% do mesmo
período de 2007. Vale lembrar a safra 2007/08 foi menor, em 33,74
milhões de sacas.
Para Guilherme Braga,
diretor-executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do
Brasil), as exportações neste segundo semestre devem ficar em torno de
15 milhões de sacas. Havia uma expectativa de que os embarques poderiam
atingir até 17 milhões de sacas. Para o próximo semestre, os embarques
poderão alcançar entre 12,5 milhões e 13 milhões de sacas, totalizando
os 28 milhões de sacas para o ciclo 2008/09. Ontem, os preços futuros
do café fecharam em alta. Na bolsa de Nova York, os contratos para
dezembro fecharam a US$ 1,3795 a libra-peso, alta de 115 pontos.
(MS)
FOLHA DE SÃO PAULO - VERIDIANA RIBEIRO
Excesso de inseticida causa fim de colméias, afirma biólogo de
universidade
O
combate ao "greening", considerada a pior doença da citricultura no
mundo, está dizimando abelhas no interior paulista. O alerta é do
biólogo Osmar Malaspina, pesquisador do Centro de Estudos de Insetos
Sociais do Departamento de Biologia da Unesp de Rio Claro.
Um laudo
comprovou que a morte das abelhas de pelo menos 700 colméias em Boa
Esperança do Sul e Brotas foi causado por excesso de inseticida.
Malaspina estima que outras 3.300 colméias no Estado possam ter morrido
neste ano devido aos agrotóxicos.
O número foi calculado com base no relato de apicultores de dez
municípios.
Francisco
Tomazin Neto, de Boa Esperança do Sul, afirma que perdeu metade de suas
800 colméias em março. As abelhas mortas foram enviadas ao laboratório
do AgroSafety Monitoramento Agrícola, de Piracicaba, empresa
desenvolvida na incubadora da Esalq (Escola Superior de Agricultura
Luiz de Queiroz), da USP.
De acordo com o laudo emitido pela empresa
em 11 de abril, foi encontrada a proporção de 0,04 miligrama por quilo
da substância Tiamexotan nos insetos mortos, quando o tolerado pelo
Ministério da Agricultura é 0,01 mg/kg.
O Ministério da Agricultura
informou que a substância está registrada para o uso contra o vetor do
"greening", o psilídeo Diaphorina citri. Segundo a pasta, o uso
recomendado pelo ministério -aplicação de 3 gramas por planta- é seguro.
Uso indiscriminado
"Eu
até entendo o lado desse pessoal. Só que, nesse caso, o produto foi
passado indiscriminadamente", disse o apicultor Tomazin, o mais antigo
produtor de Boa Esperança do Sul e um dos maiores da cidade (90
toneladas de mel por ano). Segundo Tomazin, seu prejuízo pode chegar a
R$ 800 mil.
Marcos Tavolaro, de Brotas, perdeu 300 de suas 1.500 colméias há três
meses.
"Essa
questão é muito séria. Alguns inseticidas estão proibidos na França e
na Alemanha porque dizimaram 80% das abelhas. Existe uma preocupação
mundial com os polinizadores. Nós vamos ficar sem eles", disse
Malaspina.
A Secretaria de Estado da Agricultura confirmou ter
recebido denúncias sobre mortandade de abelhas, mas disse não ter
constatado irregularidades nas cidades.
Flávio Viegas, presidente da
Associação Brasileira de Citricultores, disse não ter conhecimento
sobre morte de abelhas decorrente do uso de agrotóxico em pomares de
laranja de São Paulo. Afirmou que as denúncias são sérias e devem ser
discutidas com o setor.
Constantino Zara Filho, da diretoria técnica
da Associação Paulista dos Criadores de Abelhas Européias Melíficas,
estima que a produção de mel no país fique entre 40 mil e 45 mil
toneladas por ano.
GAZETA DO POVO
Plantio
de florestas desponta como forma de o campo contribuir para o
equilíbrio climático. Como o cultivo direto na palha, a atividade
seqüestra gás carbônico e reduz o efeito estufa
Publicado em
19/08/2008 | Giovani Ferreira Fale conosco RSS Imprimir Enviar por
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Diminuir letra Taxado como um dos principais vilões do aquecimento
global, o agronegócio tem a chance de dar a volta por cima e buscar a
redenção. O segmento, que também é o mais afetado pelas mudanças
climáticas, pode, agora, fazer a diferença. No esforço para
restabelecer o equilíbrio do planeta, vem do campo a alternativa mais
viável em busca da sustentabilidade. Novas técnicas de manejo do solo e
de sistemas de produção já permitem à pesquisa propor, com segurança,
ações efetivas para diminuir ou até interromper os impactos desses
fenômenos, sejam eles de causa natural ou então provocados pelo homem.
Duas ações, simples e conjugadas, despontam como promissoras na busca
pelo desenvolvimento agrícola sutentável. Com o sistema de plantio
direto, técnica amplamente difundida no Brasil e nos Estados Unidos, e
o plantio de florestas, para exploração econômica e ambiental, o
produtor rural começa a fazer a sua parte.
O plantio direto e
a recuperação de áreas degradadas estão entre as iniciativas mais
difundidas. Mas é do cultivo de florestas que surgem os primeiros
resultados concretos de ganho ambiental, com viés econômico e social. A
silvicultura, ou a integração agrosilvipastoril, se destaca dentro de
uma das duas grandes linhas de pesquisa, a mitigação. O objetivo é
desenvolver ações práticas, a partir da produção rural, no intuito de
reverter os reflexos negativos do aquecimento e, por conseqüência, das
mudanças bruscas do clima, explica o pesquisador Eder Zanetti, da
Embrapa Florestas, com sede em Colombo, na Região Metropolitana de
Curitiba.
A segunda via de enfrentamento do problema é a
adaptação, com ações voltadas a preparar a sociedade para absorver os
impactos negativos. Esse caminho contempla estudos de zoneamento
agrícola e controle de pragas e doenças. No caso das florestas e do
plantio direto, a discussão está ligada ao mercado de carbono, de
compensação e neutralização de poluentes.
Parte-se do princípio
de que o planeta fica mais quente por causa da intensificação do efeito
estufa. A causa está na poluição, com a emissão excessiva de CO2 (gás
carbônico), que traz o aumento da temperatura. Essa ação forçada,
provocada, acaba por ter um efeito dominó no comportamento do clima,
interfere nas estações e provoca um desequilíbrio de fauna e flora,
altamente prejudicial à produção agrícola. Enquanto as florestas agem
no sentido de seqüestrar o gás carbônico que se acumula na atmosfera, o
plantio direto tem como princípio evitar que o solo fique descoberto e
assim bloquear a emissão de gases naturais liberados com o manejo da
terra.
Algumas linhas de pesquisa defendem, no entanto, que
antes de qualquer reação para barrar este processo, é preciso,
primeiro, entender o que realmente está ocorrendo. Estiagem, enxurrada,
frio e geada fora de hora são manifestações naturais, de alterações
climáticas, registradas há milhares de anos e que vão continuar
acontecendo – isso é ponto comum. A pergunta é: qual a participação do
homem na mudança desse cenário? Ele tem alguma coisa a ver com o
aquecimento global ou isso é coisa da natureza? A resposta tem relação
com as duas situações. Os fenômenos são, sim, naturais, mas acelerados
e intensificados pela ação devastadora da exploração extensiva e
extrativista da sociedade.
Mas não vai ser fácil barrar ou
controlar esse processo. Por mais que a pesquisa se esforce e o campo
se conscientize da necessidade de se adotar o manejo sustentável do
solo e dos recursos naturais, isso só não basta. Nas mãos do
agronegócio está apenas uma das duas válvulas de escape com potencial
de reversão do aquecimento. A outra são os oceanos, uma área que o
homem ainda não domina. As algas presentes nos mares são responsáveis
por 85% do seqüestro de carbono da atmosfera. Os outros 15% são ações
diretamente relacionadas a atividades urbanas e rurais.
EDITORIAL
O ESTADO DE SÃO PAULO
Não
há exagero na previsão do Ministério da Agricultura de que, neste ano,
o agronegócio obterá um saldo comercial de US$ 62 bilhões, quase 25%
maior do que o de 2007, que foi de US$ 49,8 bilhões. Os resultados da
balança comercial do agronegócio nos sete primeiros meses do ano são
mais do que suficientes para justificá-la. Ao apresentar o desempenho
do setor, o secretário de Relações Internacionais do Ministério da
Agricultura, Célio Porto, disse que, em 2008, o agronegócio será o
grande responsável pelo superávit da balança comercial do País.
De
janeiro a julho, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 41,7
bilhões, 30,2% mais do que o total de US$ 32,0 bilhões exportado em
igual período de 2007. Por causa da recente queda dos preços dos
produtos agrícolas no mercado mundial, o Ministério da Agricultura
previu que, daqui até dezembro, o crescimento das exportações será um
pouco mais lento, de modo que, na média do ano, deverá ficar entre 26%
e 27%, alcançando o valor total de US$ 74 bilhões, ante os US$ 58,4
bilhões de 2007. As importações, que alcançaram US$ 8,6 bilhões em
2007, deverão totalizar US$ 12 bilhões neste ano.
O Brasil vem
ganhando espaço no comércio mundial do agronegócio. Em dez anos (entre
1997 e 2007), a fatia dos produtos brasileiros nesse comércio aumentou
de 4,9% para 6,9%, de acordo com o estudo Intercâmbio Comercial do
Agronegócio, do Ministério da Agricultura. Nesse período, o crescimento
médio do setor no Brasil foi de 9,6% ao ano. Nos últimos três anos, o
crescimento foi maior - média de 14% ao ano - graças, sobretudo, ao
aumento dos preços.
É surpreendente o desempenho das exportações
para a China. Em 1997, os cinco principais importadores do agronegócio
brasileiro eram a União Européia, Estados Unidos, Japão, Argentina e
China. No ano passado, a China tinha subido para o terceiro lugar. Em
2008, ela já ocupa a segunda posição. Nos sete primeiros meses do ano,
as exportações do agronegócio para a China alcançaram US$ 5,5 bilhões,
mais do dobro das exportações de US$ 2,7 bilhões registradas de janeiro
a julho do ano passado.
Há uma gradual desconcentração dos
mercados dos produtos brasileiros. Em 1997, os cinco principais
mercados absorviam 71,1% do total exportado; dez anos depois, a
porcentagem era de 63,5%. Há um rápido e contínuo crescimento das
exportações para os países em desenvolvimento (entre os quais está a
China). Em 1997, 39,6% do total exportado pelo Brasil teve como destino
os países em desenvolvimento; no ano passado, a participação desses
países nas exportações do agronegócio brasileiro tinha subido para
48,2%.
Um dado que deveria merecer atenção das autoridades da
área agrícola e do comércio externo é a notável perda de importância do
mercado norte-americano. Dos grandes mercados de produtos do
agronegócio brasileiro, é o único que está encolhendo. Nos sete
primeiros meses do ano passado, o Brasil exportou para os EUA US$ 3,8
bilhões em produtos do agronegócio; de janeiro a julho deste ano, as
exportações ficaram em US$ 3,6 bilhões, 5% menos.
Apesar de
terem, de maneira indisputada, a maior economia do mundo, os EUA ocupam
hoje apenas a terceira posição entre os países que mais importam
produtos do agronegócio brasileiro, atrás da China e dos Países Baixos.
O
Brasil vem conquistando novos mercados - as exportações para o Irã
cresceram à média anual de 20% entre 1997 e 2007, e, de 2002 para cá, o
crescimento foi de 28,8% ao ano; a Venezuela saltou da 12ª posição, em
2006, para o 9º lugar. Mas nem por isso pode dar menor atenção aos
mercados em que sua presença já é forte.
Porto não acredita que
os preços agrícolas continuem a cair, mesmo com o aumento da produção.
No seu entender, os custos de produção subiram muito por causa da alta
dos preços do petróleo e dos fertilizantes, razão pela qual não há
espaço para novas quedas acentuadas dos produtos agrícolas, como as
registradas nas últimas semanas.
Resta verificar se o mercado estará de acordo com essas previsões.
FOLHA DE SÃO PAULO
Grupo reúne 21 investidores na implantação de complexo com quatro
usinas em Rondonópolis, sul de Mato Grosso
Cluster programa produção de 1 bilhão de litros de álcool por ano e de
500 megawatts de energia; operação começa em 2013
O
Grupo Cluster de Energia S.A., formado há menos de um ano e que reúne
21 investidores de diversos setores, pretende investir R$ 3 bilhões na
implantação de um complexo de quatro usinas para a produção de 1 bilhão
de litros de álcool por ano e 500 megawatts de energia na região de
Rondonópolis (220 km de Cuiabá).
O projeto foi apresentado há uma
semana ao governador Blairo Maggi (PR) pelo diretor do grupo, o
investidor João Carlos de Souza Meirelles, que foi secretário das
pastas de Agricultura e Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo
entre 1998 e 2006.
O grupo prevê que o complexo esteja em plena atividade a partir de 2013.
"Se
tudo correr como o planejado, formalizaremos em setembro um protocolo
de intenções", disse Meirelles, que, citando a necessidade de aguardar
o anúncio formal, preferiu não revelar detalhes sobre os outros
investidores do grupo.
O secretário estadual Pedro Nadaf (Indústria,
Comércio, Minas e Energia) disse que se trata do maior investimento
privado da história de Mato Grosso. "Esse projeto tem potencial para
mudar o contexto econômico de toda a região."
Rede de produtores
A
demanda por matéria-prima, de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar
por safra, será obtida a partir de uma área de cultivo estimada em 180
mil hectares. O projeto prevê a formação de uma rede de produtores
locais, que não incluiria apenas os já estabelecidos no cultivo da cana.
Como
a região de Rondonópolis abriga muitas áreas abertas para a pecuária
extensiva, o grupo planeja empregar parte dessas áreas para a produção
da cana-de-açúcar em consórcio com a criação intensiva.
"Vamos empregar o bagaço da cana hidrolisado na engorda do gado em
confinamento", afirmou Meirelles.
"Ao fazer isso, em vez de redução, esperamos aumento dos rebanhos da
região."
Segundo
Nadaf, a opção pelas áreas já utilizadas pela pecuária -e seu uso em
consórcio com o confinamento- atende a duas preocupações: as crises
ambiental e alimentar.
"Ao mesmo tempo em que vamos continuar a
produzir alimentos, teremos ainda recuperação de áreas degradadas. Ou
seja, vamos atacar em duas frentes", disse Nadaf.
O projeto prevê que as áreas de cana, a cada ciclo de seis anos, sejam
rotacionadas com outras culturas.
Segundo o grupo, serão gerados 7.500 empregos diretos e 20 mil
indiretos.
Alcoolduto
Para
o governo de Mato Grosso, a chegada do grupo Cluster reforça a
necessidade de investimentos em infra-estrutura para o transporte da
produção de biocombustíveis na região sul do Estado.
A região abriga
uma das maiores usinas do projeto do grupo Brenco -que prevê a produção
de 3,2 bilhões de litros anuais, a partir de unidades instaladas em
Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Segundo Nadaf, a Brenco
planeja a construção de um alcoolduto privado, previsto para ligar a
cidade de Alto Taquari (450 km de Cuiabá) ao porto de Santos. "A
chegada desse novo investimento reforça a necessidade de a região
dispor de meios economicamente viáveis para escoar essa produção."
topo
FOLHA DE SÃO PAULO
Puxada
por queda na Índia, a produção mundial de açúcar cairá a seu menor
patamar desde 2005/6. Segundo a Czarnikow Group, a produção deve recuar
a 164,1 milhões de toneladas em 2008/9. A demanda passará a oferta em
cerca de 3,3 milhões de toneladas. Em 2007/ 8, o excedente superou 11
milhões de toneladas.
VALOR ECONÔMICO
O
frigorífico Independência S.A fechou o segundo trimestre deste ano com
receita bruta de R$ 429 milhões, 31,6% mais do que em igual intervalo
de 2007. Conforme informou a empresa, as vendas no mercado interno
avançaram 93% no período, para R$ 214,8 milhões. Já as exportações
caíram 0,3%, para R$ 213,6 milhões. Do total das vendas, a carne
representou 84,7%, o couro 14,7% e os serviços de transporte para
terceiros, 0,5%.
Segundo a empresa, a receita cresceu
principalmente por conta do aumento de 24% no abate de bovinos. Isso
foi possível, segundo o Independência, porque a companhia tem 43% de
sua capacidade de abate concentrada em Mato Grosso, Goiás e Rondônia,
"onde o fornecimento de gado é mais abundante e, consequentemente, os
preços da arroba são menores do que outras regiões do país".
O
Independência ampliou a receita com vendas internas porque conseguiu
repassar a alta do boi gordo para a carne bovina. Do primeiro para o
segundo trimestre, o incremento foi de 13%. Mas a empresa também acabou
vendendo mais no Brasil por conta das restrições impostas pela União
Européia à carne brasileira e porque os preços altos internacionais
fizeram importadores se retrair.
O faturamento maior e o
melhor resultado financeiro levaram o Independência a um lucro líquido
de R$ 10,935 milhões no segundo trimestre, alta de 70% ante o mesmo
período de 2007. A margem líquida ficou em 2,8% acima dos 2,7% do
segundo trimestre de 2007.No segundo trimestre deste ano, o EBITDA do
Independência subiu 15,5% ante o mesmo intervalo no ano passado, para
R$ 56,8 milhões. Já a margem EBTIDA do período foi de 14,7% contra
16,3% do segundo trimestre de 2007.
A companhia informou
que a redução ocorreu principalmente devido ao aumento dos custos de
produtos vendidos. Nesse caso, pesou o boi gordo, cuja arroba teve alta
de 20% no período.