

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 260,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 40,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 17,50/sc |


ARMAZENAGEM
BOVINOCULTURA DE CORTE
BOVINOCULTURA DE LEITE
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
EVENTOS
GRÃOS
Jacarezinhonanet - Curitiba/PR
A
região de Jacarezinho é a segunda maior produtora de morango do Paraná.
Estes dados foram apresentados recentemente pelo Conselho Estadual de
Sanidade Agropecuária, em parceria com a Federação da Agricultura do
Paraná (FAEP) e a Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento
(SEAB) em Santo Antônio da Platina.
O morango é uma fruta que
contém grande quantidade de vitamina C, que evita a fragilidade dos
ossos, má formação dos dentes, dá resistência aos tecidos, age contra
infecções, ajuda a cicatrizar ferimentos e evita hemorragias.
Ele possui também, em menor quantidade, vitamina B5 (Niacina) e Ferro. A Niacina tem como função evitar problemas de pele, aparelho digestivo, sistema nervoso e reumatismo; e o mineral Ferro é importante porque faz parte da formação do sangue.
Por ser fruto rasteiro, convém
lavá-los cuidadosamente para eliminar eventuais impurezas. Deve-se
limpá-los em água corrente e se possível deixá-los de molho em água
acidificada (limão ou vinagre) durante 15 minutos. Altamente sensíveis,
os morangos não podem ser guardados por muito tempo, no máximo por três
dias, na geladeira, sem serem lavados, pois a água favorece o
apodrecimento.
No Norte Pioneiro os municípios que se
destacam na produção do morango estão Jaboti que tem 21% de sua
produção rural do produto e Pinhalão 6%.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
Com
a produção de soja global crescendo 20% na safra 2009/2010 e a demanda
estimada para aumentar bem menos, algo em torno de 6% em relação a
2008/2009, a disputa para ocupar o mercado mundial deve ser acirrada
neste ano, disseram analistas e corretores.
Esse acirramento
na competição, que pode resultar em preços mais frouxos, será
intensificado após a confirmação de grandes safras no Brasil e na
Argentina, segundo e terceiro produtores globais, que serão somadas a
uma colheita também recorde dos Estados Unidos, o principal player
mundial.
Enquanto a safra norte-americana já está colhida,
resultando em mais de 90 milhões de toneladas, o Brasil apenas começou
os trabalhos de colheita no centro-oeste, e a safra da Argentina deverá
chegar ao mercado apenas ao final de março.
"Isso fará com
que os estoques mundiais voltem aos níveis de anos anteriores deverá
segurar reações de preços", afirmou o analista Lucílio Alves, do Cepea,
referindo-se às previsões para a oferta e demanda global em 2009/2010.
Os preços em Chicago já refletem a expectativa de uma oferta maior, com
queda de cerca de 10% no acumulado do mês.
"Nesta situação
(de oferta), sem dúvida, a concorrência aumentará", acrescentou o
analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea),
da Esalq/USP.
O analista de soja da corretora Cerealpar,
Steve Cachia, com escritório em Malta, disse que a força da Argentina
não pode "ser subestimada", embora o clima ainda precise continuar
favorável para a confirmação da safra, recém-semeada.
"A disputa tende a ser bastante acirrada", ressaltou Cachia, lembrando que a Argentina deve retomar boa parte do mercado de soja em grão perdido para Brasil e EUA em 2008/2009. Na temporada passada, uma severa seca no país vizinho resultou em uma safra argentina com 20 milhões de toneladas menor em relação às estimativas iniciais.
Mas agora, com a Argentina exportando em 2009/2010 cerca de 10 milhões de toneladas, quase o dobro da temporada passada, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas do Brasil tendem a recuar do recorde de 2009 (DCI, 21/1/10)
Gazeta do Povo Online
Soja,
milho e trigo, principais commodities agrícolas negociadas no mercado
internacional, tiveram mais uma semana de perdas e recuaram ao menor
nível em três meses na Bolsa de Chicago (CBOT). O trigo foi o produto
que mais caiu nos últimos sete dias, com desvalorização de 8% na semana
e queda de 7% no ano. O milho, que recuou 4% na semana, já acumula
baixa de 11% em 2010. A soja registra desvalorização de 3% na semana e
de 9% no ano.
A expectativa de safras cheias na América do
Sul após uma colheita recorde de grãos nos Estados Unidos continua
pesando sobre as cotações. A recuperação da safra no Brasil e Argentina
vai aumentar significativamente os estoques finais mundiais e mantém o
mercado sob pressão, observa Daniele Siqueira, analista da Agrural.
No caso da soja, o excendente global deve ser 40% maior do que na temporada passada, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O órgão prevê aumento de 6% na demanda, mas estima crescimento ainda maior na oferta, que deve ser 20% maior no ciclo 2009/10.
“A soja manteve-se em alta no ano passado e agora não encontra espaço para subir”, diz Daniele. Ela acrescenta que mercado da oleaginosa reage também às incertezas quanto à demanda chinesa. “Por enquanto continua forte. Mas eles podem pisar no freio a qualquer momento. O próprio governo chinês já admitiu que há uma bolha e quer frear o crescimento da economia do país.”
Ontem, o primeiro contrato da soja caiu 13,5 pontos e finalizou os negócios na CBOT valendo US$ 9,5 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 20,96 a saca. O milho fechou cotado a US$ 3,68 o bushel (25,4 quilos), ou US$ 8,69 a saca de 60 quilos, com queda de 1,25 ponto no dia. O trigo caiu 3 pontos e terminou o pregão cotado a US$ 4,98 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 10,99 a saca.
No Brasil, os preços internos variaram
pouco ontem. Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural
(Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab), o produtor
paranaense recebeu em média R$ 36,92 pela saca de soja (+0,08%), R$
14,91 pela saca de milho (+0,74%) e R$ 23,76 pela saca de trigo
(-0,13%).
O sistema frontal continua atuando sobre o Paraná e deixa o
tempo bastante instável nesta quinta-feira. Chove principalmente entre
o litoral, o leste e o norte do Estado e o risco de temporais (com
ventos fortes) diminui em relação aos últimos dias. Os acumulados de
chuva ainda podem ser significativos nestes setores. Em função das
precipitações as temperaturas ficam mais amenas. Nas regiões oeste e
sudoeste o tempo melhora e o sol predomina, por isso o tempo ainda fica
abafado.
Curitiba 18º 24º
Paranaguá 20º 28º
Londrina 20º 27º
Maringá 19º 28º
Cascavel 18º 29º
Foz do Iguaçu 19º 30º
Ponta Grossa 18º 25º
Guarapuava 17º 25º
Folha do MS
O governador André Puccinelli recebeu esta tarde (19) a resposta positiva para o pedido encaminhado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de viabilizar espaço para estocagem da soja que começa a ser colhida em fevereiro. O deputado federal Waldemir Moka, que participou ativamente com o governo e a Secretaria de Produção (Seprotur) da articulação junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), recebeu do presidente da companhia, Wagner Rossi, garantias de que os produtores terão espaço para armazenar a safra. Segundo o parlamentar informou hoje a Puccinelli, em conversa por telefone Rossi tranquilizou o setor e disse que a Conab irá transferir cerca de 200 mil toneladas de milho, estocadas nos armazéns do Estado, até a segunda quinzena de fevereiro. A perspectiva é que a partir dessas duas semanas os armazéns já estarão liberados para receber a soja. "Fizemos um trabalho muito grande, estamos brigando há um mês junto com a Conab, porque os produtores estão preocupados por não terem onde colocar a produção", diz a secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. De acordo com ela, a quantidade de milho atualmente estocada ocupando os armazéns no Estado chega a 660 toneladas. Nas articulações, o governador André Puccinelli enviou correspondência diretamente à direção da Conab sobre a solicitação e contatou também o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. A safra agrícola de soja deste ano é estimada em cinco milhões de toneladas. Tereza Cristina explica que, tendo armazéns, o produtor pode aproveitar o melhor o mercado para venda, sem precisar se desfazer da produção "a toque de caixa". O empenho do governo, dos produtores e parlamentares que trabalharam por espaços nos armazéns foi ainda maior porque os sojicultores não estão podendo contar com os armazéns da Coagri. Segundo a Seprotur, nesses armazéns existe a capacidade de 400 mil toneladas estáticas, que poderiam estocar 1,2 milhão de toneladas.
Londrix - Londrina/PR
O Brasil segue líder mundial no recolhimento de embalagens de
agrotóxicos. Em 2009, foram recolhidas cerca de 28 mil toneladas, um
retorno de 90%. Apesar de 10% dos recipientes provavelmente ainda
estarem em contato com a natureza, podendo causar danos à saúde humana
e animal e ao meio ambiente, a taxa é bem superior à de outros países.
Canadá, Estados Unidos e Japão têm índices de recolhimento entre 20% e
30%.
Desde 2002, quando entrou em funcionamento o Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), o país já recolheu mais de
136 mil toneladas de recipientes usados. Os estados de Mato Grosso,
Paraná, Goiás e São Paulo participaram com mais de 60% desse volume.
Segundo o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luís
Carlos Rangel, o diferencial brasileiro é o sistema de fiscalização, no
qual o revendedor e o comprador são identificados e a devolução das
embalagens monitorada, inclusive com punições previstas nas leis de
agrotóxicos e de crimes ambientais.
As embalagens podem ficar armazenadas por até um ano. Após a devolução,
o produtor tem que guardar o comprovante por mais um ano para fins de
fiscalização. Antes de devolvê-los, o agricultor deve fazer a tríplice
limpeza dos recipientes, que consiste em seu esvaziamento, lavagem e
perfuração, para que não sejam reutilizados.
Quando não havia programa de recolhimento de embalagens e nem legislação específica sobre o assunto, elas eram enterrados, queimados ou jogados em rios. Essas práticas são nocivas ao meio ambiente e aos seres vivos.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
No Ministério da Agricultura, há uma crescente preocupação com a saúde financeira dos confinadores de gado do Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso e Goiás. O temor é que as dificuldades dos frigoríficos da região, alguns deles em recuperação judicial, provoquemum efeito dominó.
Alguns abatedouros não pagam aos confinadores há mais de seis meses. No governo, há quem defenda a criação de uma linha especial de crédito para o setor no âmbito do Banco do Brasil (Relatório Reservado, 21/1/10)
Jornal União - Londrina/PR
Uma iniciativa da Prefeitura Municipal em conjunto com a Associação dos
Produtores de Leite de Ibiporã, que contou com recursos do Governo do
Estado
Em breve deverá ser iniciada a construção da Usina de
Beneficiamento de Leite de Ibiporã, uma iniciativa da Prefeitura
Municipal em conjunto com a Associação dos Produtores de Leite de
Ibiporã, que contou com recursos do Governo do Estado, através da
Secretaria de Ciência e Tecnologia (Seti) e do Iapar.
A usina de leite começou a se tornar realidade quando a Prefeitura doou
à Associação de Produtores um terreno de 7.500 m2 para a construção do
barracão onde funcionará o laticínio. Desde então, o município vem
acompanhando todo o processo de busca de recursos junto ao Governo do
Estado para a compra de equipamentos e a construção.
Em julho de 2009, a Administração Municipal conquistou, por
meio do prefeito José Maria, um repasse dos R$ 350 mil que faltava para
a concretização do projeto. O recurso veio da Seti e garantido pela
secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Lygia Puppato. O anúncio e
a assinatura do convênio entre as partes aconteceu durante a festa do
Dia do Agricultor, realizada no Centro de Eventos de Ibiporã.
A compra dos equipamentos, que são a usina de pasteurização e
processamento de leite, ficou a cargo do Iapar, que já homologou o
processo e a licitação está em fase final. Os equipamentos custarão R$
198 mil.
Já a construção do barracão de 135 m2 será competência da Prefeitura e
custar`R$ 135.900. A obra estará pronta até o mês de novembro. De
acordo com o diretor da Secretaria Municipal de Agricultura, Tomás
Falkowski, o que atrasou um pouco a obra foram os trâmites de troca do
terreno que havia sido inicialmente doado pelo município à associação.
“Como o primeiro terreno ficava numa área já bem urbanizada,
no Jardim Antônio Semprebom, e o prefeito José Maria pretende
aproveitá-lo melhor para construir no local uma escola para atender à
população, optou-se por edificar a usina de leite em outra área mais
rural, porém na mesma região do município”, explicou Falkowski.
O diretor ressalta que a decisão de mudança de terreno teve a
concordância unânime dos produtores, que entenderam os motivos da
Prefeitura e sabem que continuarão com um terreno com boa localização.
Folha de S. Paulo
COM NATURALIDADE O próprio setor sucroalcooleiro tem olhado com
naturalidade -e até incentivado- a substituição do álcool pela gasolina
nesses tempos de produção menor e preços elevados do combustível
derivado de cana. Quanto menor a pressão nesta entressafra, menos o
setor se expõe. E EM MAIO? A preocupação de alguns participantes desse
mercado de álcool recai, no entanto, sobre maio, quando as usinas
voltam com força total e elevam a produção. Eles têm medo que, mesmo
com o preço do álcool favorável, o consumidor demore para sair da
gasolina. MELHOR NO NORDESTE O tempo seco no Nordeste do Brasil tem
elevado a qualidade da cana colhida, ajudando a compensar o ligeiro
declínio no volume de moagem no ano-safra 2009/10, apurou a Reuters.
Mas, se o efeito é favorável agora, pode complicar a produtividade na
próxima safra. PRESSÃO NA INFLAÇÃO A alta nos preços do álcool foi de
9,1% nos últimos 30 dias nas bombas dos postos da cidade de São Paulo.
Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas), da Universidade de São Paulo. ALTA
CONTÍNUA Pelo sexto mês, o Departamento de Agricultura dos EUA reavalia
para cima a safra mundial de trigo. As estimativas atuais indicam alta
de 2,3 milhões de toneladas, principalmente devido à elevação de 2
milhões na Rússia. DE VOLTA Essa produção maior na Rússia permite que
os russos voltem a participar do mercado brasileiro, após quase uma
década de ausência. Há um carregamento de 25 mil toneladas pronto para
deixar a Rússia em direção ao Brasil, o que seria o primeiro teste para
os dois países. OS NÚMEROS Os dados mais recentes do Usda indicam que a
safra mundial de trigo sobe para 676 milhões de toneladas na safra
2009/10, enquanto o consumo cai para 645 milhões. Com isso, os estoques
finais aumentam para 196 milhões de toneladas. REFLEXOS Estimativas de
maior oferta e de menor consumo estão refletindo sobre os preços em
Chicago, que estão em queda. FLORESTAS Floresta e sustentabilidade
serão temas de discussões em São Paulo. Em abril, no seminário "Brasil
Certificado", a discussão gira em torno de manejo florestal e produção
agrícola responsáveis. Em junho, será a vez de o "Madeira 2010"
discutir a importância das florestas plantadas na redução dos efeitos
do aquecimento.
Jornal A Cidade - Votuporanga
A tecnologia de aplicação no Brasil tem evoluído de forma expressiva,
especialmente nos últimos 20 anos. Hoje, os produtores rurais têm à sua
disposição equipamentos que incorporam tecnologias altamente eficazes;
as inovações minimizam os possíveis riscos de impactos sobre o ambiente
e a segurança dos aplicadores, além de aperfeiçoar a aplicação dos
defensivos. No entanto, há alguns aspectos importantes para os quais os
agricultores devem estar atentos nos dias atuais, para uma aplicação
com qualidade. Um primeiro cuidado se refere à regulagem de todo o
equipamento. Para tanto, sugere-se aos agricultores recorrerem sempre à
orientação de um técnico especializado em aplicação. Também são
bastante úteis as informações disponíveis nos diversos materiais
informativos preparados pelas empresas fabricantes, instituições de
ensino e entidades. Entre outras, podemos citar os diversos materiais
de Educação e Treinamento visando as Boas Práticas Agrícolas,
elaborados pela Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal). O avanço
de novas tecnologias é constante, o que exige o aperfeiçoamento
permanente na nossa vida pessoal e profissional. Não é diferente na
agricultura. E, no campo, é importante que a sociedade e o governo
sejam parceiros no desafio de aperfeiçoar os hábitos do agricultor,
sobretudo os pequenos. Esses produtores, sem dúvida, precisam cada vez
mais atuar como empresários rurais; no entanto, muitos se ressentem de
conhecimentos técnicos e gerenciais que os auxiliem a minimizar seus
custos e a alcançar melhor rentabilidade. O sucesso da agricultura
familiar reside exatamente na ideia de que, ao investir em tecnologia e
ganhar produtividade, o pequeno produtor se qualifica para participar
do mundo do agronegócio. Como lembra o engenheiro agrônomo Xico
Graziano, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, são
milhões desses agricultores querendo escapar da sofrida subsistência,
ganhar seu dinheiro, educar suas crianças, ter saúde, crescer na vida.
Uma política agrária moderna deve ter como meta emancipar, econômica e
culturalmente, o pequeno agricultor, transformando-o em empresário, ao
invés dos devaneios sem qualquer cunho científico que apenas mostram o
problema, mas não a solução. Tais atitudes nada constroem - muito ao
contrário, induzem a sociedade a acreditar que o produtor rural e o
agronegócio não estão preocupados com sua saúde, meio ambiente e,
principalmente, o seu cliente, o consumidor. Portanto, é tempo de o
país pensar onde estamos e, decisivamente, dizer onde queremos chegar.
O mundo terá, até 2050, mais 2,3 bilhões de pessoas para alimentar;
serão necessárias tecnologias capazes de atender a esta demanda,
buscando um equilíbrio entre o meio ambiente e a agricultura. Como bem
ressaltou Xico Graziano, "milhões de excelentes produtores de café,
soja, feijão, arroz, leite, carne, mandioca, frutas, verduras dependem
do agronegócio para viver. Desejosos do progresso aprimoraram-se
tecnicamente, organizaram-se em cooperativas, vendem com qualidade.
Pequenos na roça, gigantes no mercado". Ou seja, são bem-vindas
críticas e sugestões, mas sobretudo quando acompanhadas de conhecimento
e atitudes. Só assim poderemos melhorar e auxiliar o produtor rural a
aumentar sua produtividade e a se consolidar como referência mundial em
tecnologia na agricultura.
José Annes Marinho é engenheiro agrônomo e gerente de Educação e Treinamento da Associação Nacional de Defesa Vegetal - Andef
Valor Online
SÃO PAULO - O mercado de trabalho formal no Brasil encerrou
2009 com a criação de 995.110 vagas com carteira assinada. Trata-se do
pior resultado desde 2003, quando foram gerados 645.433 empregos.
O número, divulgado hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), ficou abaixo da expectativa do ministro da
pasta, Carlos Lupi, que projetava a criação de 1 milhão de postos de
trabalho no ano passado.
A indústria de transformação desponta como a principal responsável pela
queda nas contratações em relação a 2008. Naquele ano, foram gerados
1.452.204 empregos, sendo 178.675 no setor.
Para efeitos de comparação, em 2009, a indústria de transformação
fechou com um saldo de 10.865 vagas. O setor foi fortemente atingido
pela crise financeira entre o final de 2008 e o começo de 2009.
Ao comentar os números do Caged, Lupi disse que não havia motivos para
preocupação, sobretudo se for levado em conta que o país passou por uma
crise global.
"Não considero o pior por causa da realidade que estamos vivendo. Os
Estados Unidos perderam quatro milhões de empregos. Toda a Europa
fechou com perdas astronômicas. No G20 (grupo dos países mais ricos), o
Brasil é o único a ter esse número", argumentou o ministro.
Em dezembro, houve um alto número demissões em vários setores, o que provocou um saldo negativo no mês de 415.192 vagas. Esse montante também superou as previsões do ministro, que esperava um saldo negativo em torno de 300 mil.
Ainda assim, o desempenho foi melhor do que registrado no mesmo mês de 2008, quando foram fechados 654.946 empregos. Dezembro geralmente tem um número significativo de baixas por conta da dispensa de funcionários temporários.
Novamente a indústria de transformação aparece no mês como a grande vilã, com a perda de 166.040 postos de trabalho, sendo o setor de alimentos o que mais demitiu (94.567).
Já a agricultura fechou o mês com a demissão de 117.216
empregos. Neste caso, pesaram fatores como a entressafra de várias
culturas. Os serviços também tiveram desempenho ruim, com saldo
negativo de 68.082.
O comércio, por sua vez, foi o único setor que conseguiu no período
ficar no azul. Criou 10.596 vagas.
Safras & Mercado
SAFRAS (20) - A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, lança nesta quinta-feira (21), um
amplo programa de arrecadação de alimentos para a população do Haiti,
vítima do mais devastador terremoto que já assolou as Américas. A CNA
vai agregar entidades de todos os segmentos do agronegócio brasileiro,
desde a produção primária até a indústria, para promover uma ação
articulada de coleta e envio de alimentos para aquele país. O
lançamento da campanha de arrecadação de alimentos para o Haiti será
feito pela senadora Kátia Abreu em entrevista coletiva marcada para as
14h30min, na sede da CNA, em Brasília/DF, informou a assessoria da CNA.
(VA)
Centro de Inteligência do Feijão - Belo Horizonte/MG
A estiagem que castigou várias propriedades nos últimos anos
não apareceu no Sudoeste até agora.
A estiagem que castigou várias propriedades nos últimos anos não
apareceu no Sudoeste até agora. As chuvas bem distribuídas neste início
de ano são motivos de comemoração para produtores da região, que
vislumbram um ano ótimo para a agricultura.
Os primeiros índices do Deral (Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento) já foram calculados e transformam em números e porcentagens a esperança dos agricultores. No cultivo do feijão das águas, por exemplo, nos 27 municípios da microrregião de Francisco Beltrão, foram plantados 6.200 hectares, o que significa uma produção de 1.700 quilos por hectare, totalizando 10.800 toneladas. “A área plantada é 2% menor que a da safra 2008/09, mas isso não significa uma perda muito grande. Mostra que a cultura se estabilizou na casa dos 6.200 hectares”, explica o engenheiro agrônomo do Deral, Ricardo Kaspreski. “Ano passado, em decorrência da severa estiagem, tivemos apenas 1.600 quilos de rendimento por hectare, isso mostra o quanto avançamos na safra 2009/10”, ratifica.
Produtores da região já plantaram 30% do feijão safrinha. Estimativas do Deral apontam que a área plantada será de 15 mil hectares.
Soja
Maior liquidez e baixo custo de produção fazem do cultivo da soja um
dos preferidos pelos agricultores da região. Em 2010 a estimativa é que
a área plantada da cultura seja de 222.370 hectares, com rendimento de
678.500 toneladas (média de 3.050 toneladas por hectare). “Esta área é
18% maior que a do ano anterior”, esclarece Kaspreski, destacando que o
baixo custo de produção também em um dos atrativos no plantio da soja.
A colheita inicia em fevereiro.
DCI - São Paulo/SP
SÃO PAULO - A oferta de arroz no mercado brasileiro e mundial é cada
vez menor e os preços internos estão reagindo de maneira rápida e
expressiva. Em 15 dias úteis, o mês de janeiro já acumula alta acima de
10% para o produto, lembrando que se trata de um cereal com transmissão
de preço quase total para o consumidor. A aceleração é resultado de um
cenário de estoques de passagem ajustados e preços em elevação no
mercado internacional, tendência reforçada pelas intempéries climáticas
que atingem o Brasil e grandes produtores no Hemisfério Norte.
Apesar de a escassez da oferta ter levado os estoques internos de arroz
abaixo de 1 milhão de toneladas - o suficiente para um mês de consumo
-, o País deve bater recorde nas exportações do cereal no ano-safra que
se encerra no mês de fevereiro e deve superar a marca histórica de 791
mil toneladas embarcadas alcançada na temporada anterior.
De acordo com Rafael Poerschke, analista da Safras & Mercado, o quadro de oferta interno é apertado e a tendência para os preços é totalmente altista. "De um lado está a indústria olhando lá na frente, tentando formar estoques, já prevendo um mercado ajustado. De outro está o produtor retraído, esperando a posição que deve melhorar ainda mais, com preços subindo todo dia", disse. "Todos os fatores fundamentais internos e externos contribuem para um cenário otimista dos preços, no médio e longo prazo", complementa o analista. Segundo Poerschke, a indústria deve passar a dar mais atenção aos leilões privados.
Para ele, a tendência é de alta linear até que se atinja o pico da safra, em meados de abril (apesar do início da safra normalmente ser em março, problemas climáticos deverão atrasar a colheita) e mesmo nesse período os preços podem ser sustentados pelo mercado internacional. Estão previstas quebras na safra asiática e o exportador brasileiro poderá aproveitar o momento para ganhar market share, diminuindo a oferta doméstica. "Se o Brasil se consolidar como exportador será mais um fator altista lá fora que vai refletir aqui dentro", avalia o analista da Safras.
No que depender dos produtores gaúchos, o Brasil, mesmo em um contexto de oferta interna ajustada, deverá manter os níveis recordes de exportações alcançados nas duas últimas temporadas. "A meta de exportar 10% da produção do Rio Grande do Sul continua", afirmou Marco Aurélio Tavares, consultor de mercado do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) e vice-presidente de mercado da Federarroz.
A projeção das entidades gaúchas está bem acima das previsões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima um embarque da ordem de 500 mil toneladas para o próximo ano-safra, e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), que revisou as exportações brasileiras de 700 mil toneladas para 440 mil.
O que irá definir o volume, segundo Tavares, é o câmbio e a
paridade de importação. Esses fatores fizeram com que dentro do
ano-agrícola do arroz (fevereiro a março) o Brasil já tenha exportado
763 mil toneladas do produto e é provável que, nos dois meses que
restam para a safra acabar, o País supere o recorde de 791 mil
toneladas. O numero histórico deve ser superado apesar da queda do
volume embarcado no último mês, de 26 mil toneladas em novembro para 16
mil toneladas em dezembro. Desde novembro, quando houve a reversão dos
preços - na época a primavera chuvosa resultou no atraso do plantio na
Região Sul do País - a cotação interna já se elevou em 22,66% e, hoje,
a saca de arroz é negociada acima de R$ 32.
Segundo o consultor de mercado do Irga, o mercado está reagindo em
função dos fundamentos e principalmente por ser um ano-safra com
estoque de passagem muito ajustado à demanda, adicionado a um mercado
internacional com tendência de preços firmes. Os problemas climáticos,
como o excesso de chuva na Região Sul do País teriam apenas
potencializado a situação. "No ano passado, os produtores já haviam
vislumbrado esse cenário, mas a indústria do sul não acreditou nos
números e permitiu que mais de 500 mil toneladas de arroz fossem
vendidas para o governo", disse. Na época, as sacas foram vendidas ao
governo pelo valor de R$ 30,35, valor já superado pelo mercado atual.
A oferta de arroz no mercado brasileiro e mundial é cada vez menor e os
preços internos estão reagindo de maneira rápida e expressiva. Em 15
dias úteis, o mês de janeiro já acumula alta acima de 10% para o
produto. A aceleração é resultado de um cenário de estoques de passagem
ajustados e preços em elevação no mercado internacional, tendência
reforçada pelas chuvas.
Centro de Inteligência do Feijão - Belo Horizonte/MG
O Brasil terá a segunda maior produção da história, com previsão de
colheita de 141,35 milhões de toneladas.
O Brasil terá a segunda maior produção da história, com previsão de
colheita de 141,35 milhões de toneladas. O resultado é 4,6% superior ou
6,21milhões t a mais que as 135,13 milhões t da temporada anterior. A
maiorcolheita registrada até agora é de 144,1 milhões t, em 2007/08. É
o que garante o quarto levantamento da safra de grãos2009/10 elaborado
pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. A estimativa
divulgado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Reinhold Stephanes e se deve às boas condições climáticas ocorridas
durante o desenvolvimento dos grãos de algodão, arroz,feijão primeira
safra, milho primeira safra e soja, ocorridas nos meses de outubro a
dezembro e cujo plantio está praticamente concluído. O incremento do
quadro atual é devido, sobretudo, à recuperação das lavouras de milho
primeira safra e da soja, culturas que na safra passada sofreram com a
estiagem, principalmente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de
Mato Grosso do Sul. No caso específico da soja, o estudo confirma a
oleaginosa como a que mais cresce no país, com 65,16 milhões t, 14% ou
7,99 milhões t a mais que as 57,17milhões t produzidas em 2008/09. Se
não houver alterações significativas no clima nos próximos meses, a
produção de soja será recorde. Outra cultura que registra crescimento,
mesmo com redução de área, é o feijão primeira safra, com aumento de
8,3%, ou colheita de 111,1 mil t, resultado da recuperação da
produtividade afetada no ano passado pela estiagem,especialmente no
Paraná.
Gazeta do Povo Online
Metade dos 75 mil pés de tomate da propriedade de Cesár Fonseca, em
Wenceslau Braz, foi afetada e não deve produzir
No Norte Pioneiro do Paraná, são os produtores de tomate e feijão que
registram os maiores prejuízos com o excesso de chuva. Há três semanas
a precipitação não dá trégua, o que tem tornado o trato da lavoura mais
difícil, principalmente por conta da incidência de doenças.
A situação é mais grave nos pomares de tomate em Wenceslau Braz,
principal produtor da região e um dos maiores do Paraná. Em situação
normal, a chuva sempre é bem-vinda na cultura, explica o técnico em
agropecuária da prefeitura de Wenceslau Braz, Luis Tortini. Porém, com
o excesso de água as lavouras estão apresentando doenças que
comprometem a qualidade do fruto. “A chuva em excesso faz com que o
cálcio e os demais nutrientes fiquem muito diluídos na terra. Então a
planta acaba absorvendo uma quantidade menor, o que causa o
aparecimento de deficiências na fruta, como podridão e manchas
necrosadas. Outro efeito causado pelo excesso de umidade é a
dificuldade de polinização”, explica o técnico. Com o aparecimento de
doenças, os produtores também tiveram que investir mais em defensivos,
o que deixou o custo de produção das lavouras 15% mais caro.
A região de Wenceslau Braz tem quase duas dezenas de produtores de
tomate. A safra projetada para esse ano era de mais de 17 mil
toneladas, o que representaria 70% da produção total do Norte Pioneiro.
No entanto, com as chuvas das últimas semanas a queda deve ficar entre
60% e 70%. O levantamento mais otimista do Departamento de Economia
Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento
(Seab) é que a produção atinja apenas 7 toneladas.
Para o produtor César da Silva Fonseca, a exuberância dos seus pomares de tomate se transformaram em decepção. A poucos dias de iniciar a colheita dos 75 mil pés de sua propriedade, ele deve descartar quase 50% da produção projetada no plantio, que era de quase dez toneladas. “Tivemos uma perda considerável. Desmanchamos três áreas. Só nos resta começar novamente”, desabafa.
Valor Econômico - São Paulo/SP
Os citricultores paulistas esperam conseguir na safra 2010/11, cuja colheita começa em maio, uma remuneração média pela caixa de laranja vendida às indústrias exportadoras de suco pelo menos 40% superior à obtida na recém-encerrada temporada 2009/10.
Em reunião realizada ontem na sede da Federação da Agricultura
do Estado de São Paulo (Faesp), no centro da capital, presidentes de
quase 30 sindicatos rurais de praticamente todas as regiões concluíram
que as perspectivas de redução da oferta da fruta e de reação do
consumo externo de suco permitem o aumento estimado, necessário para
amenizar os efeitos do deficitário ciclo passado.
Segundo Marco Antonio dos Santos, coordenador da mesa diretora de
citricultura da Faesp e presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga,
o cenário indica que as indústrias exportadoras de suco (Cutrale,
Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus) terão de oferecer, no mínimo, R$
10 por caixa de 40,8 quilos de laranja para processamento em 2010/11,
ante R$ 7, em média, pagos em 2009/10.
José Osvaldo Junqueira Franco, presidente do Sindicato Rural de
Bebedouro, vai além: para ele, é possível obter entre R$ 12 e R$ 15,
até porque os custos médios de produção seguem em torno de R$ 10 -
ainda que muitos citricultores consigam gastar menos, apesar da alta
dos custos com mão-de-obra e controle de doenças. Os insumos, por
exemplo, caíram em relação à safra 2009/10.
Com as cotações internacionais do suco em alta desde o ano
passado, graças a projeções de redução da oferta de laranja em São
Paulo e na Flórida - que reúnem os dois maiores parques citrícolas do
mundo - e a uma leve recuperação do consumo nos EUA, as próprias
indústrias, reunidas na Associação Nacional dos Fabricantes de Sucos
Cítricos (CitrusBR), previram no fim de 2009 que os benefícios da
valorização chegariam aos citricultores agora.
Os produtores sabem, porém, que isso não significa que as empresas
concordarão em repassar toda esta valorização a seus fornecedores de
matéria-prima, inclusive porque boa parte da nova safra já está
comprometida com as indústrias em contratos de longo prazo com valores
pré-definidos. Ontem, na bolsa de Nova York, o suco concentrado e
congelado subiu 1,7% e voltou ao maior patamar desde o início de 2008.
Nos últimos 12 meses, a alta chega a 83,63%, conforme cálculos do Valor
Data baseados nos contratos de segunda posição de entrega.
Em Roterdã (Holanda), principal porto de entrada do suco
brasileiro na Europa, maior mercado da commodity no exterior, as
cotações subiram para US$ 1.550 a tonelada e se estabilizaram nesse
patamar no início do mês, conforme informou recentemente ao Valor
Maurício Mendes, da AgraFNP e do Grupo de Consultores em Citrus
(GConsi).
Os produtores projetam que a atual safra de laranja da Flórida ficará
entre 92 milhões e 94 milhões de caixas, cerca de 30% menos do que em
2009/10. No Estado americano, doenças nos pomares e adversidades
climáticas anteriores ao frio atual prejudicaram a produção. Para São
Paulo, eles estimam 300 milhões de caixas, uma queda de 20%.
Esta retração também não está sendo determinada pelas chuvas de agora, mas pelas precipitações acima da média na florada da safra, em setembro passado. Junqueira Franco explica que a umidade da época motivou a proliferação do fungo conhecido como "estrelinha", o que ajudou a prejudicar a produtividade.
Outro tema tratado na reunião da Faesp foi a confirmação de
que o tradicional Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus),
mantido com contribuições de indústrias e produtores, reduzirá
drasticamente seus trabalhos de inspeção e erradicação de pomares,
intensificado nos últimos anos por causa do avanço da doença conhecida
como greening, que também afeta as árvores da Flórida. E o sentimento
geral a respeito da decisão foi positivo, já que as divergências com as
empresas nessa frente também vinham se avolumando.
Instrução Normativa do Ministério da Agricultura determina que o
produtor é obrigado a inspecionar seus pomares e a entregar um
relatório à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria da
Agricultura do Estado com informações sobre a inspeção e erradicações.
Marco Antonio dos Santos diz que os produtores querem que o governo
federal assuma os custos da inspeção e de eventuais erradicações e que
o assunto será tratado em reunião em Brasília no dia 27, até porque
produtores já entraram na Justiça para receber indenizações, que não
estão previstas na instrução.
"Independentemente disso, o produtor vai continuar fazendo a sua
inspeção, inclusive por conta de outras doenças. O pomar é o nosso
patrimônio e somos os maiores interessados em preservá-lo. Só não
podemos concordar em erradicar pés saudáveis em nome de uma
possibilidade de contaminação", afirma Junqueira Franco, de Bebedouro.
Os citricultores também decidiram que vão reduzir significativamente as
contribuições ao Fundecitrus, que estava fixada em R$ 0,10 por caixa.
Revista Cultivar - Pelotas/RS
O projeto de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em
Microbacias Hidrográficas (Pisa), do Ministério da Agricultura,
incentiva a transformação da produção convencional em tecnológica,
sustentável, rastreável e certificável. O Mapa elaborou uma cartilha
com as principais informações sobre o programa para os produtores.
As etapas de desenvolvimento do trabalho incluem inovação no processo
de produção, recuperação da capacidade produtiva dos solos e redução
dos custos para o agricultor com aumento da produtividade e
rentabilidade.
De acordo com o coordenador-geral de Desenvolvimento
Sustentável do Ministério da Agricultura, Adilson Kososki, o programa
envolve diretamente três mil pessoas em 340 instituições nos estados de
Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio
Grande do Sul. “O Pisa é composto por sistemas sustentáveis de produção
agropecuária, para a viabilização econômica, ambiental e social
aplicados nas propriedades rurais”, garante.
Serviço - Os interessados em receber a cartilha e mais informações
sobre o Pisa devem procurar a Coordenação-Geral de Desenvolvimento
Sustentável, do Mapa, pelo telefone (61) 3218-3216.
Fonte e informações adicionais: Mapa - www.agricultura.gov.br
Canal do Produtor - Brasília/DF
Depois de assinar no fim do ano passado o novo decreto 91 que
prorroga por dois anos o prazo para que os produtores rurais que
desmataram possam se regularizar, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva vai retomar as discussões sobre o código florestal, agora
envolvendo a equipe ministerial. Ao que tudo indica, as pastas de Meio
Ambiente e da Agricultura sentarão na próxima semana para tentar acabar
com a polêmica em torno do novo texto. O pedido partiu do próprio
presidente, que já criticou, em dezembro do ano passado, a falta de
entendimento entre os dois setores. “As pessoas vão ter que me
convencer sobre o que pode ou não ser modificado”, desabafou Lula a
interlocutores à época.
A necessidade em desenterrar o assunto está ligada à preocupação de
Lula em evitar novos desgastes dentro do governo. Além disso, existe a
pressão do setor ambientalista que teme uma arrancada da proposta dos
ruralistas no Congresso que inclui pontos polêmicos, como a permissão
para os estados concederem licenças ambientais, atribuição que hoje é
exclusiva da União. A data para retomar o tema no Legislativo já tem
data marcada: 2 de fevereiro. É quando os parlamentares que representam
o setor começam a percorrer regiões de diferentes biomas em audiências
públicas para afinar o documento. Até 8 de fevereiro, cinco estados
serão visitados, segundo o cronograma. O presidente da Frente
Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), quer
ver a aprovação da proposta até abril. “Não podemos esperar medidas
tapa-buraco do governo sobre esse assunto. Temos cerca de 29% das
terras agricultáveis por conta de reservas e outras áreas protegidas e
o país está decidindo se quer produzir ou estagnar”, afirma, com o
típico discurso dos ruralistas.
Além de mudar a legislação para o licenciamento ambiental, os
ruralistas querem reformular o tamanho das reservas legais (área
nativa) dos biomas. A lei atual prevê a manutenção dessas áreas em 80%
no caso da Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais áreas. A pasta da
Agricultura quer reduzir todos os percentuais para evitar um freio na
produção. Outro embate é quanto a aplicação da lei. Os ambientalistas
querem manter a competência da União, enquanto os ruralistas pedem que
cada estado tenha a sua lei. Por último, a revisão dos conceitos de
áreas de preservação permanente e reserva legal. E exatamente sobre a
reserva legal, a polêmica ganhou contornos na Justiça na semana
passada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou no Supremo
Tribunal Federal (STF) a Lei da Mata Atlântica, que desobriga os
proprietários rurais de recomporem suas próprias reservas desmatadas.
Na prática, pela lei, eles podem desmatar, mas podem compensar
replantando em áreas públicas.
“Devemos fazer cumprir a Constituição, segundo a qual compete à União
determinar as normas de ação relativas ao meio ambiente, com a
operacionalidade a cargo dos estados”, explica o presidente da Comissão
especial que trata do Código Florestal, Moacir Micheletto (PMDB-PR).
1 - Anistia
Essa é a segunda vez que o governo adia o prazo que pune o agricultor responsável por desmatar na reserva legal. Essa área é protegida pela lei que rege o código florestal brasileiro. Ela deve existir em todas as propriedades rurais, que têm de separar entre 20% e 80% de suas áreas, dependendo de cada região, para a conservação da biodiversidade e proteção da fauna e flora nativas. Mas a maioria das propriedades descumpre a regra, contribuindo para o aumento da devastação de matas nativas. A pena para quem desmata em área de reserva legal vai desde o pagamento de multas de R$ 50 a R$ 500 até a perda da parcela da terra.
O que está em jogo
Reserva legal — Ambientalistas defendem a manutenção da preservação
dessas áreas dentro das propriedades particulares em 80% no caso da
Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais áreas. A ala ruralista quer
uma revisão para evitar prejuízos à produtividade.
Áreas de preservação permanente — São topos de morro, beiras
de rio e encostas considerados intocados. A briga está entre tentar
incluí-las no tamanho da reserva legal para todos os agricultores ou
somente a agricultores familiares. A mudança prevê, na prática, uma
redução ainda maior das áreas protegidas dentro da propriedade.
Legislação — O ministério da Agricultura defende que a lei deve seguir
a realidade produtiva de cada região do país, mas esbarra na
resistência dos ambientalistas que querem manter uma lei para todo o
país.
Jornal Diário
Os produtores de amendoim iniciaram neste mês de janeiro a colheita da
variedade ST (Super Tatu), que apesar da boa produtividade a ser
alcançada, representa apenas 10% de ocupação. Os outros 90% estão
ocupados com a variedade do tipo Hunner (amendoim rasteiro), e que é de
ciclo longo, variando de 125 a 130 dias.
Em entrevista ao DIÁRIO, o secretário Municipal de Agricultura, Edson Schiavon, informou que a colheita do amendoim do tipo Super Tatu deverá ser concluída ainda neste mês, já que o tamanho da área ocupada com essa variedade é significativamente menor que a do amendoim rasteiro. “A colheita dessa variedade de amendoim já atingiu cerca de 50% da área plantada e a estimativa de produtividade é muito boa, devendo chegar a 300 sacas por alqueire”, disse.
Já a colheita do amendoim rasteiro, do tipo Hunner, que ocupa cerca de 90% de toda área voltada para o plantio desse tipo de cultura, terá início no próximo mês de fevereiro.
Essa variedade de amendoim, segundo Schiavon, está em fase de desenvolvimento, mas em virtude do excesso de chuva que tem ocorrido na região, os produtores já preveem uma perda estimada em cerca de 20% na produtividade.
Além das perdas provocadas pelas chuvas, houve também uma diminuição de 15% da área cultivada com essa cultura.
O preço da saca ainda em baixa desde o ano passado, segundo o secretário de Agricultura, pode ter contribuído na redução cada vez maior da área ocupada com o plantio de amendoim. A cada ano que passa, o amendoim vem perdendo espaço para a cana-de-açúcar. E isso reflete diretamente na economia local, já que o amendoim sempre se destacou como carro chefe da agricultura tupãense.
Apesar das perdas já previstas para esta safra, Schiavon observou que a baixa produtividade pode contribuir para a valorização do preço da oleaginosa. A expectativa é de que o preço da saca aumente e recupere o valor de R$ 27,00 praticado em 2007/2008.
Ainda segundo o secretário da Agricultura, a produção nacional de amendoim representa apenas 1% da produção mundial. E Tupã, conforme destacou, tem toda uma infraestrutura favorável para aumentar a produção. “O problema é que alguns fatores impedem esse aumento, como a perda de área para outras culturas, preço desestimulante e fatores tributários”, comentou.
Visando reverter esse cenário e estimular os produtores a aumentar a área cultivada com amendoim, o secretário da Agricultura disse que sua pasta vem desenvolvendo várias ações, sendo uma delas a disponibilidade de recursos para os produtores através de empréstimos pelo governo federal (EGF). “Também temos feito o acompanhamento de algumas áreas, e dando toda a instrução necessária ao produtor”, disse.
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