


| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 495,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 48,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 87,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 21,00/sc |

Nos
dias 21 e 22 de maio de 2009 acontece no Hotel Roochele a 2ª Turma da
Oficina Sindical 2009. Destinada a funcionários de sindicatos do
Sistema FAEP que estão iniciando suas atividades, tem por objetivo
apresentar o sistema sindical, e situar o funcionário neste contexto,
repassando as informações essenciais e necessárias a um bom desempenho
profissional no sindicato patronal rural e o conhecimento básico para
informação adequada ao produtor rural.
O
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou, na
quarta-feira (20), a liberação de R$ 125 milhões do Fundo de Defesa da
Economia Cafeeira (Funcafé) para financiar a colheita do café safra
2009. Estes recursos são parte dos R$ 450 milhões aprovados em abril
para esta modalidade de financiamento, conforme determina a Portaria
Interministerial (ministérios da Agricultura e da Fazenda) nº 271/2009.
A medida contempla o Banco Cooperativo do Brasil com R$ 120 milhões
e o Banco Ribeirão Preto com R$ 5 milhões. “Essas são as duas primeiras
liberações de recursos para colheita. Ao todo, serão 16 agentes
financeiros contratados para operar a linha de crédito e nos próximos
dias haverá mais liberações à medida em que os contratos forem
efetivados”, explica o diretor do Departamento do Café do Ministério da
Agricultura, Lucas Ferreira. (Da Agência Brasil).
Confira a Portaria Interministerial nº 271/2009
O
zoneamento agrícola para a cultura do feijão no Paraná, safra
2009/2010, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta
terça-feira (19), por meio da Portaria nº 69. Foram identificados os
municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático.
O
cultivo do feijão é realizado no estado em três fases, sendo a primeira
denominada “safra das águas”, a segunda “safra seca” e a terceira
“safra de outono/inverno”. A primeira, normalmente cultivada no segundo
semestre do ano, é responsável por mais da metade da produção total.
A
cultura não tolera geada em nenhuma etapa do ciclo de desenvolvimento e
é sensível ao excesso de calor e à grande quantidade de chuva durante a
colheita. Dependendo da duração do período chuvoso, as perdas podem ser
totais.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),
o Paraná é o maior produtor de feijão do País, com área de 624 mil
hectares. A colheita na safra 2008/2009 foi de 801 mil toneladas. Da
Agência Brasil.
O
tempo permanece estável no Paraná nesta quinta-feira (21). O avanço de
uma massa de ar seco sobre o litoral sul do país inibe a formações de
áreas de instabilidade no Estado. O sol deve aparecer entre poucas
nuvens na maioria das regiões paranaenses. O transporte de umidade do
mar pelos ventos mantém a nebulosidade variável no leste.
Curitiba 12°C 24°C
Paranaguá 15°C 27°C
Londrina 14°C 28°C
Maringá 15°C 29°C
Cascavel 14°C 27°C
Foz do Iguaçu 16°C 29°C
Ponta Grossa 12°C 24°C
Guarapuava 9°C 24°C
Fonte: Simepar.
Gazeta do Povo
A
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou ontem o
programa de Inclusão Digital Rural. A meta é atender 500 mil pessoas
nas regiões produtoras do país até o final de 2010. O objetivo é
promover a informatização no campo e a capacitação de produtores,
trabalhadores e suas famílias.
No lançamento, foram doados os
primeiros 1,5 mil computadores, por entidades que já aderiram ao
projeto. Até o fim do ano, devem ser equipadas 500 salas de informática
nos 500 maiores sindicatos rurais do Brasil.
Também foi lançado o
Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br), um portal que dará
acesso a informações como previsão do tempo, cotação de preços das
principais commodities agrícolas e notícias econômicas. A partir de
agora, o produtor poderá se cadastrar no Canal do Produtor para ter
acesso ao conteúdo.
Gazeta Mercantil
O
potencial da cadeia produtiva de alimentos no Brasil está atraindo a
atenção dos países árabes. A aproximação já proporcionou, inclusive, a
abertura do mercado para algumas empresas exportadoras. Para o País,
novos parceiros são bem vindos em meio à instabilidade dos Estados
Unidos e Europa, uma vez que são os principais destinos dos produtos
brasileiros. Preocupados em buscar novas opções de fornecimento, um
grupo de importadores do Oriente Médio participa de uma rodada de
negócios em São Paulo com indústrias nacionais de frutas, café, vinhos,
leite e sucos.
A rodada foi promovida durante a Apas 2009, encontro
anual dos supermercadistas, que termina hoje. O evento serviu como base
para a segunda etapa do "Sabores do Brasil", realizado em Dubai em
fevereiro, que foi elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de
Exportações (Apex-Brasil) e apoiado pela Câmara de Comércio Árabe
Brasileira. À época, 35 empresas participaram de 720 reuniões com 400
compradores da região. Foram apresentados principalmente produtos de
alto valor agregado, até então desconhecidos pelos árabes.
Segundo
Márcio Eduardo Bertin, da Daros Br, exportadora de frutas e café, a
segunda etapa consolidou novas perspectivas. Conforme disse, os
encontros renderam contratos de embarque de 24 toneladas de limão por
semana por meio de transporte marítimo. Além disso, 8 toneladas de
papaya serão embarcados por semana via transporte aéreo. "No começo
tudo deve ser mais devagar. Mesmo assim, tivemos três reuniões
positivas". Ele revelou ainda que será enviado mais 1 tonelada de café
para uma primeira experiência.
Rubens Hannun, vice-presidente de
marketing da Câmara Árabe de Comércio, revela que a aproximação dos
árabes está crescendo e foi motivada por dificuldades. "O excesso de
demanda mundial aumentou a competição e deixou eles assustados. À época
eles tiveram dificuldades em encontrar produtos". Ele destacou a
fidelidade e compromisso dos compradores. "Depois de conquistados, são
fiéis aos fornecedores".
Gazeta do Povo
Com
231 das 308 usinas do Centro-Sul processando em 2009/10 até 1º de maio,
ante 166 no mesmo período de 2008/09, a moagem da cana-de-açúcar na
região disparou 101,8% no primeiro mês de safra em relação a igual
período do ano passado, de acordo com a União da Indústria de
Cana-de-açúcar (Unica). Até 1º de maio foram moídas 43,248 milhões de
toneladas de cana no Centro-Sul, recorde histórico, ante 21,431 milhões
em igual período de 2008.
No Paraná, a cana moída atingiu 6,093
milhões de toneladas, contra 3,670 no mesmo período do ano passado, uma
variação de 66%. O estado tem disponível para processamento nesta safra
48,8 milhões de toneladas de cana. A Região Centro-Sul deve moer 550
milhões de toneladas este ano.
A produção de açúcar disparou
149,69%, se comparados os mesmos períodos, de 673,5 mil t para 1,681
milhão de t. Já a produção de álcool total cresceu 100,34%, de 888,5
milhões de litros, para 1,78 bilhão de litros. O destaque é para o
aumento de 121% na produção de etanol hidratado até 1º de maio, em
comparação a igual período de 2008, de 713,8 milhões de litros para
1,577 bilhão de litros. A produção de anidro aumentou 15,95%, para
202,5 milhões de litros.
A Unica informou também que o mix de
destino da matéria-prima processada foi de 63,16% para a produção de
álcool e de 36,84% para o açúcar, o que já aponta, juntamente com o
crescimento forte na produção, para um cenário menos alcooleiro na
safra 2009/10, graças aos preços mais remuneradores do açúcar.
No
mesmo período da safra passada, esse mix era de 68,2% para o álcool e
de 31,8% para o açúcar. O Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana
(ATR/t) chegou a 110,76 kg até maio, alta de 6,81% sobre os 103,7 kg, o
que mostra uma melhor produtividade na matéria-prima moída pelas
usinas, ao menos neste início de safra 2009/2010.
Segundo a Unica,
os resultados recordes acumulados até 1º de maio da moagem de cana na
safra 2009/10 são fruto da antecipação da safra por parte de muitas
usinas em um cenário de crise. “Condições favoráveis para a colheita, a
disponibilidade de cana não-processada na safra 2008/09 e os efeitos da
crise financeira – particularmente a falta de limite de crédito para
obtenção de novos financiamentos de capital de giro – levaram um número
maior de unidades produtoras a iniciar a moagem de cana com
antecedência”, justificou a entidade em nota.
Mesmo com a
antecipação da safra, até o início de maio, nenhuma das 23 novas
unidades previstas serem inauguradas na safra 2009/10 havia iniciado a
moagem de cana.
Gazeta Mercantil
O
café registrou seu preço mais alto desde setembro à medida que as ações
nos Estados Unidos avançaram e o dólar recuou, elevando a atração pelas
commodities em Nova York para os compradores que negociam com outras
moedas. O preço do cacau também aumentou.
O índice Standard &
Poor´s 500 avançou 1,8% e o dólar registrou a maior queda este ano, em
relação a uma cesta de seis importantes moedas. O índice
Reuters/Jefferies CRB de 19 matérias-primas apresentou um crescimento
de 1,3%, liderado pelos preços do setor de energia.
"O dólar mais
fraco está fazendo todas essas commodities avançar", disse Jimmy
Tintle, analista da Transworld Futures em Tampa, Flórida. "Os preços
mais altos do petróleo e das ações apoiam o café e o cacau."
Os
futuros do café tipo arábica para entrega em julho avançaram US$ 0,01
ou 0,8%, para US$ 1,333 a libra-peso na ICE Futures U.S. em Nova York.
Anteriormente, o preço alcançou US$ 1,346, o mais alto para um contrato
muito ativo desde 26 de setembro.
O café se recuperou 19% este ano
em meio ao arrocho nos fornecimentos da Colômbia , segundo país maior
fornecedor mundial de grãos tipo arábica, depois do Brasil .
A
Colômbia irá produzir 10,5 milhões a 11,5 milhões de sacas de café este
ano, em comparação com 11,5 milhões de sacas em 2008, disse Gabriel
Silva, principal executivo da Federação Nacional de Produtores de Café,
em 13 de maio. Cada saca de café pesa 60 quilos.
Folha de São Paulo
1 POR 6
Em
2006, o Brasil necessitava de 6 milhões de bois para atender ao mercado
da União Europeia. Com as novas exigências sanitárias do bloco, basta 1
milhão, diz Otávio Cançado, da Abiec. O cálculo inclui os 70 a 80
quilos de carne nobre por animal que vão à UE.
CONTRA A OMC
Essa
perda se deve às rígidas exigências europeias à carne brasileira,
impostas por pressão emotiva -e não técnica- dos irlandeses. Namíbia e
Botsuana não têm essa exigência, caracterizada como discriminação
contra o Brasil, na avaliação da OMC, diz Cançado.
FALTA DE BOI
A
dificuldade para comprar bois aqueceu os preços da arroba, que,
conforme cotações do Instituto FNP, subiu para R$ 80 ontem no mercado
paulista.
PARA A CHINA
O setor de carne bovina fez os
primeiros embarques à China, enquanto o de frango começará em breve. O
de suíno continua enrolado na burocracia, diz Pedro de Camargo Neto, da
Abipecs. Nem a viagem de Lula cortou as amarras por lá.
MAIS SERVIÇO
O
produtor tem de ter cada vez mais informações sobre o seu negócio: de
legislação ambiental a novas técnicas de produção. Por isso, a Bahia
Farm deste ano, feira que será realizada em Luís Eduardo Magalhães, no
oeste baiano, no início de junho, terá mais orientações de serviços aos
produtores.
PASSIVO AMBIENTAL
O novo foco da feira foi
anunciado ontem pelo presidente do evento, Walter Horita. A Bahia Farm
terá, ainda, a assinatura de um acordo de cooperação entre produtores,
Estado e Ibama para a erradicação do passivo ambiental da região.
RITMO ACELERADO
A
moagem de cana da safra 2009/10 atingiu 43 milhões de toneladas até o
final de abril na região centro-sul, 102% a mais do que em igual
período anterior. A produção de açúcar subiu 150% e a de álcool
hidratado, 121%, segundo a Unica.
SAFRA DE LARANJA
A produção
paulista de laranja deve atingir 353 milhões de caixas, com redução de
0,6% em relação à obtida no ano agrícola anterior, segundo a Secretaria
de Agricultura de SP.
MAIOR PROCURA
A maior demanda por algodão continua elevando os preços do produto. Em 30 dias, a alta é de 20%.
CONTROLE DO MOFO
O
mofo branco, que pode causar redução de produtividade de até 40% na
soja, terá outros três grupos de fungicidas no controle da doença,
informou ontem Mauricio Meyer, da Embrapa, no congresso de soja que se
realiza em Goiânia.
Gazeta do Povo
Nova
empresa formada pela compra da Sadia pela Perdigão vai responder por
quase a metade da carne suína e 1/3 do frango produzido no Paraná
A
fusão da Perdigão e da Sadia na Brasil Foods, confirmada esta semana,
vai concentrar 44,3% do abate de suínos e 31,57% de aves nas mãos de
uma única empresa no Paraná, conforme estatísticas internas do setor de
carnes. Diariamente o estado abate 3,23 milhões de aves e 13,27 mil
suínos. O novo quadro causa apreensão, principalmente entre os
suinocultores. A avaliação geral sobre a fusão, no entanto, é positiva.
“O
pessoal está com o pé no freio. Quem pensava em expandir adiou os
planos, por causa do mercado e das últimas notícias da indústria”,
afirma João Batista Manfio, diretor administrativo da Associação
Paranaense de Suinocultores (APS) e presidente da Comissão de
Suinocultura na Federação da Agricultura do Paraná (Faep). A principal
concorrente da Brasil Foods em suínos no estado será a Frimesa, que tem
15% de participação nos abates. A diferença é de 29 pontos.
Apesar
de considerar que a concorrência entre os compradores favorece o
suinocultor, Manfio observa que atualmente os integrados à Perdigão e à
Sadia atuam em condições praticamente idênticas. As mudanças não devem
elevar os preços iniciais da cadeia, lamenta. O lado positivo, avalia,
é que a fusão tranquiliza quem previa fechamento de frigoríficos.
Os
cerca de 7 mil criadores de suínos do estado tiveram sua renda reduzida
por restrições às exportações. Calejados pela aftosa (2005), eles dizem
que a gripe H1N1, inicialmente chamada de gripe suína, foi o golpe mais
recente. A nova doença pouco afetou o consumo, mas adiou a elevação dos
preços esperada para abril e maio. Atualmente, segundo a APS, o
produtor gasta de R$ 2,3 a 2,5 para produzir um quilo de carne e recebe
entre R$ 1,7 e 1,9. Como mais de 70% trabalham no sistema de integração
com as indústrias, os preços são uniformes. Uma alternativa é a
ampliação do mercado interno.
Frango
A
apreensão dos criadores de aves deve se dissipar nos próximos meses,
conforme avaliação do presidente a União Brasileira de Avicultura
(UBA), Ariel Mendes. Ele considera que uma empresa grande e forte tende
a oferecer bases sólidas a qualquer setor. Como as plantas da Sadia e
da Perdigão estão estrategicamente posicionadas em regiões distintas,
por força da histórica concorrência entre as empresas catarinenses, as
mudanças nas negociações de contratos devem ser pequenas, avalia.
O
avicultor não ficará sem opção, defende o presidente do Sindicato das
Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos
Martins. Ele considera que hoje existem 31 empresas e cooperativas que
atuam na industrialização de frangos no estado. A ampliação das
exportações é a bandeira do Sindiavipar. “Queremos que as 19 empresas
que exportam sejam habilitadas para embarques à China”, afirma.
Para
atingir a marca de 100 milhões de frangos abatidos todos os meses, o
Paraná precisa manter 5 mil aviários (de 20 mil cabeças) lotados. Mais
de 10 mil avicultores dependem da situação da indústria para recuperar
investimentos de R$ 250 mil por criadouro financiados em seis anos.
Atualmente, os preços pagos ao produtor oscilam de R$ 1,5 a R$ 1,7 o
quilo e o custo é variável, com margens de lucro consideradas boas
apenas para os sistemas verticalizados, que produzem do ovo à ração.
Gazeta do Povo
Quatro
caminhões carregados de tangerinas foram barrados na divisa com Santa
Catarina na última semana e tiveram que voltar para Cerro Azul porque
as frutas tinham galhos e folhas. Desde 22 de abril, a presença de
ramos nas caixas é proibida por resolução estadual que atende a
instrução normativa nacional de janeiro. Cada caminhão carrega cerca de
550 caixas de 20 quilos.
Diariamente saem de Cerro Azul até 20
caminhões de tangerinas nesta época do ano. Um único agente da
Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) fiscaliza
o setor. O expediente, que normalmente era encerrado às 17 horas, agora
vem sendo estendido por duas horas. Mesmo assim, nem todas as cargas
estão seguindo as novas exigências.
Na avaliação de José Alberto
Grobe, técnico da Seab que fiscaliza o setor em Cerro Azul, os
produtores estão adequando a colheita rapidamente. “A maioria está
fazendo o trabalho direito, apesar de ainda estar saindo material com
folha.” Ele conta que, por enquanto, os caminhões barrados por Santa
Catarina estão apenas retornando para a limpeza da carga. Porém, a
partir de junho, as cargas poderão ser apreendidas e destruídas, alerta.
A
produção que seguem para outros estados precisa de permissão de
trânsito vegetal (PTV). Os caminhões barrados estariam sem este
documento. Considerando uma carga completa, os ramos podem pesar 50
quilos a mais.
Cerro Azul é o maior produtor nacional de tangerina,
colhendo 7 milhões de caixas ao ano. Os produtores chegaram a programar
protesto contra a medida, mas, pressionados pelos governos estadual e
nacional, decidiram se adequar. Eles reclamam que a medida sanitária
aumenta o custo da colheita em até 100%, de R$ 1 para R$ 2 a caixa.
Gazeta do Povo
Os
preços futuros da soja voltaram a subir ontem na Bolsa de Chicago
(CBOT) e encerraram os negócios do dia no maior nível desde meados de
setembro do ano passado, antes do estouro da crise econômica mundial.
Depois de encerrar 2008 estacionadas na casa dos US$ 9, as cotações da
oleaginosa avançaram ontem para US$ 11,69 o bushel (27,2 quilos), ou
US$ 25,77 a saca de 60 quilos, com alta de 20% em 2009. Na comparação
com fevereiro, quando os preços internacionais do grão caíram abaixo de
US$ 8, a valorização acumulada é de 38%.
Apesar das altas recentes,
os preços da soja na CBOT ainda estão abaixo do registrado em maio de
2008. Há um ano, o bushel do grão estava cotado acima de US$ 13. Na
época, a oleaginosa dava início a uma escalada de preço sem precedentes
na história, que levou as cotações do grão a recordes US$ 16,58 em
junho daquele ano.
Atualmente, o mercado internacional da soja
responde com altas sucessivas ao aperto da relação entre oferta e
demanda mundial. A demanda da China, maior importadora do grão do
mundo, continua firme, alheia à crise. O consumo chinês deve saltar de
37,8 milhões de toneladas no cilco 2008/09 para 38,1 milhões em 2009/10.
Do
outro lado da balança, a oferta global de soja segue justa. Na América
no Sul, a estiagem reduziu a safra 2008/09 em cerca de 20 milhões de
toneladas (16 milhões a menos na Argentina e 4 milhões no Brasil).
Mercado interno
Os
preços da soja no mercado doméstico acompanham a escalada
internacional, mas em menor ritmo. No Paraná, o produtor recebe em
média R$ 47,5 pela saca do grão, quase 7% mais que em abril. Em praças
como Ponta Grossa, nos Campos Gerais, o grão atingiu ontem máxima de R$
52. Já na CBOT, a alta acumulada em maio foi de 9%. Internamente, a
escalada de preços é limitada pelo dólar, que caminha em direção oposta
e acumula queda de 7% no mês, para próximo de R$ 2. No Porto de
Paranaguá, o impacto negativo do câmbio é amenizado pelos prêmios de
exportações. Ontem, o mercado exportador do porto paranaense pagava
pela soja para embarque em maio um prêmio de US$ 0,41 por bushel sobre
o preço de Chicago, ou US$ 0,90 por saca.
Ainda assim, mesmo com
preços remuneradores, o produtor paranaense não parece muito disposto a
negociar sua produção. Até o início da semana, 55% da safra estadual
havia sido negociada, conforme levantamento do Departamento de Economia
Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab). Isso
significa que o Paraná ainda tem 4,5 milhões de toneladas de soja por
comercializar. A colheita já foi encerrada e rendeu ao estado 10
milhões de toneladas do grão, conforme apurou a equipe da Expedição
Safra RPC.
Gazeta Mercantil
Os
produtores brasileiros de soja poderão contar a partir da safra 2010/11
com sementes geneticamente modificadas (GM) resistentes a herbicidas e
de baixo impacto ambiental e financeiro. A tecnologia inédita foi
desenvolvida totalmente no Brasil pelos pesquisadores da Embrapa Soja e
consumiu três anos de pesquisa. O gene utilizado na elaboração é do
grupo químico das imidazolinonas, tornando as plantas resistentes a
herbicidas daquele grupo. Conforme pesquisadores que participaram do
processo, as moléculas utilizam apenas 14% da dosagem de defensivos
necessária para o controle efetivo de pragas daninhas, o que diminui a
agressão ao meio-ambiente e, por ser aplicado em pequenas
concentrações, reduz o custo. Além disso, especialistas lembram que
novas tecnologias GM para cultivo no campo restringem o surgimento de
plantas daninhas resistentes aos herbicidas já utilizados.
O
material genético utilizado na planta veio do banco de germoplasma da
empresa química alemã Basf. Porém todo o processo de inserção do
material, pesquisa, desenvolvimento e credenciamento nos órgãos
reguladores foi feito por pesquisadores brasileiros. Carlos Arrabal
Arias, pesquisador da Embrapa Soja, revela ainda que a descoberta do
material fornecido pela companhia alemã também contou com participação
de cientistas brasileiros. Ele ressaltou sobretudo a importância
sustentável e econômica da nova varie-dade nacional. "Enquanto outros
herbicidas tem 500g de principio ativo, o "imi" (apelido da soja
brasileira) tem apenas 70 gramas. Além de ser 99% brasileira. Isso
reduz o custo e o impacto dos produtos químicos no meio ambiente". Ele
lembrou ainda a importância da tecnologia para controle de plantas
daninhas resistentes ao glifosato já utilizado nas lavouras.
O
pedido de liberação comercial foi protocolado na Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio) em dezembro. Dessa maneira, a
institui-ção tem prazo de um ano para avaliar a petição. Conforme
explicou o pesquisador, são necessários pelo menos dois anos para as
sementes serem comercializadas. "Depois de liberada, precisa ser
avaliado qual variedade será utilizada. Sem contar o registro em cada
estado, que também precisa de ensaios específicos para avaliação de
comportamento dos insumos". Por esse motivo, o pesquisador calcula que
a tecnologia chegará na safra 2011. "A menos que a liberação avance
muito rápido, o que acho um pouco difícil". Hoje, a CTNBio estará
reunida em Brasília para avaliar a liberação comercial de 12 Organismos
Geneticamente Modificados (OGMs). Entre eles estão a soja da Embrapa,
arroz tolerante a glufosinato de amônio, uma solicitação para variedade
de algodão GM resistente a insetos, dois para soja modificada tolerante
ao herbicida glufosinato de amônio, duas solicitações para milho
resistente a insetos, além de cinco pedidos para liberação comercial de
vacina de uso veterinário. Os membros da comissão também devem avaliar
26 novos pedidos para liberação planejada no meio ambiente (pesquisas).
Edições
Anteriores