Assessoria de Comunicação Social

01  de outubro  de 2008


Notícias Sistema FAEP



Curso de Oficina sindical

Nos dias 21 e 22 de maio de 2009 acontece no Hotel Roochele a 2ª Turma da Oficina Sindical 2009. Destinada a funcionários de sindicatos do Sistema FAEP que estão iniciando suas atividades, tem por objetivo apresentar o sistema sindical, e situar o funcionário neste contexto, repassando as informações essenciais e necessárias a um bom desempenho profissional no sindicato patronal rural e o conhecimento básico para informação adequada ao produtor rural.


Funcafé libera R$ 125 milhões para colheita da safra 2009

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou, na quarta-feira (20), a liberação de R$ 125 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para financiar a colheita do café safra 2009. Estes recursos são parte dos R$ 450 milhões aprovados em abril para esta modalidade de financiamento, conforme determina a Portaria Interministerial (ministérios da Agricultura e da Fazenda) nº 271/2009.
A medida contempla o Banco Cooperativo do Brasil com R$ 120 milhões e o Banco Ribeirão Preto com R$ 5 milhões. “Essas são as duas primeiras liberações de recursos para colheita. Ao todo, serão 16 agentes financeiros contratados para operar a linha de crédito e nos próximos dias haverá mais liberações à medida em que os contratos forem efetivados”, explica o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Lucas Ferreira. (Da Agência Brasil).
Confira a Portaria Interministerial nº 271/2009

Publicado zoneamento agrícola do feijão no Paraná

O zoneamento agrícola para a cultura do feijão no Paraná, safra 2009/2010, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19), por meio da Portaria nº 69. Foram identificados os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático.
O cultivo do feijão é realizado no estado em três fases, sendo a primeira denominada “safra das águas”, a segunda “safra seca” e a terceira “safra de outono/inverno”. A primeira, normalmente cultivada no segundo semestre do ano, é responsável por mais da metade da produção total.
A cultura não tolera geada em nenhuma etapa do ciclo de desenvolvimento e é sensível ao excesso de calor e à grande quantidade de chuva durante a colheita. Dependendo da duração do período chuvoso, as perdas podem ser totais.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná é o maior produtor de feijão do País, com área de 624 mil hectares. A colheita na safra 2008/2009 foi de 801 mil toneladas. Da Agência Brasil.

Previsão do tempo

O tempo permanece estável no Paraná nesta quinta-feira (21). O avanço de uma massa de ar seco sobre o litoral sul do país inibe a formações de áreas de instabilidade no Estado. O sol deve aparecer entre poucas nuvens na maioria das regiões paranaenses. O transporte de umidade do mar pelos ventos mantém a nebulosidade variável no leste.
Curitiba     12°C    24°C
Paranaguá     15°C    27°C
Londrina     14°C    28°C
Maringá     15°C    29°C
Cascavel     14°C    27°C
Foz do Iguaçu     16°C    29°C
Ponta Grossa     12°C    24°C
Guarapuava     9°C    24°C
Fonte: Simepar.






  << voltar para o site da FAEP

Clipping dos Jornais


DESTAQUES


CNA lança programa de inclusão digital


Gazeta do Povo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou ontem o programa de Inclusão Digital Rural. A meta é atender 500 mil pessoas nas regiões produtoras do país até o final de 2010. O objetivo é promover a informatização no campo e a capacitação de produtores, trabalhadores e suas famílias.
No lançamento, foram doados os primeiros 1,5 mil computadores, por entidades que já aderiram ao projeto. Até o fim do ano, devem ser equipadas 500 salas de informática nos 500 maiores sindicatos rurais do Brasil.
Também foi lançado o Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br), um portal que dará acesso a informações como previsão do tempo, cotação de preços das principais commodities agrícolas e notícias econômicas. A partir de agora, o produtor poderá se cadastrar no Canal do Produtor para ter acesso ao conteúdo.



AGROECONOMIA INTERNACIONAL


Potencial produtivo do Brasil atrai árabes


Gazeta Mercantil

O potencial da cadeia produtiva de alimentos no Brasil está atraindo a atenção dos países árabes. A aproximação já proporcionou, inclusive, a abertura do mercado para algumas empresas exportadoras. Para o País, novos parceiros são bem vindos em meio à instabilidade dos Estados Unidos e Europa, uma vez que são os principais destinos dos produtos brasileiros. Preocupados em buscar novas opções de fornecimento, um grupo de importadores do Oriente Médio participa de uma rodada de negócios em São Paulo com indústrias nacionais de frutas, café, vinhos, leite e sucos.
A rodada foi promovida durante a Apas 2009, encontro anual dos supermercadistas, que termina hoje. O evento serviu como base para a segunda etapa do "Sabores do Brasil", realizado em Dubai em fevereiro, que foi elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex-Brasil) e apoiado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. À época, 35 empresas participaram de 720 reuniões com 400 compradores da região. Foram apresentados principalmente produtos de alto valor agregado, até então desconhecidos pelos árabes.
Segundo Márcio Eduardo Bertin, da Daros Br, exportadora de frutas e café, a segunda etapa consolidou novas perspectivas. Conforme disse, os encontros renderam contratos de embarque de 24 toneladas de limão por semana por meio de transporte marítimo. Além disso, 8 toneladas de papaya serão embarcados por semana via transporte aéreo. "No começo tudo deve ser mais devagar. Mesmo assim, tivemos três reuniões positivas". Ele revelou ainda que será enviado mais 1 tonelada de café para uma primeira experiência.
Rubens Hannun, vice-presidente de marketing da Câmara Árabe de Comércio, revela que a aproximação dos árabes está crescendo e foi motivada por dificuldades. "O excesso de demanda mundial aumentou a competição e deixou eles assustados. À época eles tiveram dificuldades em encontrar produtos". Ele destacou a fidelidade e compromisso dos compradores. "Depois de conquistados, são fiéis aos fornecedores".


BIOENERGIA

Moagem de cana dispara acima de 100%


Gazeta do Povo

Com 231 das 308 usinas do Centro-Sul processando em 2009/10 até 1º de maio, ante 166 no mesmo período de 2008/09, a moagem da cana-de-açúcar na região disparou 101,8% no primeiro mês de safra em relação a igual período do ano passado, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Até 1º de maio foram moídas 43,248 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, recorde histórico, ante 21,431 milhões em igual período de 2008.
No Paraná, a cana moída atingiu 6,093 milhões de toneladas, contra 3,670 no mesmo período do ano passado, uma variação de 66%. O estado tem disponível para processamento nesta safra 48,8 milhões de toneladas de cana. A Região Centro-Sul deve moer 550 milhões de toneladas este ano.
A produção de açúcar disparou 149,69%, se comparados os mesmos períodos, de 673,5 mil t para 1,681 milhão de t. Já a produção de álcool total cresceu 100,34%, de 888,5 milhões de litros, para 1,78 bilhão de litros. O destaque é para o aumento de 121% na produção de etanol hidratado até 1º de maio, em comparação a igual período de 2008, de 713,8 milhões de litros para 1,577 bilhão de litros. A produção de anidro aumentou 15,95%, para 202,5 milhões de litros.
A Unica informou também que o mix de destino da matéria-prima processada foi de 63,16% para a produção de álcool e de 36,84% para o açúcar, o que já aponta, juntamente com o crescimento forte na produção, para um cenário menos alcooleiro na safra 2009/10, graças aos preços mais remuneradores do açúcar.
No mesmo período da safra passada, esse mix era de 68,2% para o álcool e de 31,8% para o açúcar. O Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana (ATR/t) chegou a 110,76 kg até maio, alta de 6,81% sobre os 103,7 kg, o que mostra uma melhor produtividade na matéria-prima moída pelas usinas, ao menos neste início de safra 2009/2010.
Segundo a Unica, os resultados recordes acumulados até 1º de maio da moagem de cana na safra 2009/10 são fruto da antecipação da safra por parte de muitas usinas em um cenário de crise. “Condições favoráveis para a colheita, a disponibilidade de cana não-processada na safra 2008/09 e os efeitos da crise financeira – particularmente a falta de limite de crédito para obtenção de novos financiamentos de capital de giro – levaram um número maior de unidades produtoras a iniciar a moagem de cana com antecedência”, justificou a entidade em nota.
Mesmo com a antecipação da safra, até o início de maio, nenhuma das 23 novas unidades previstas serem inauguradas na safra 2009/10 havia iniciado a moagem de cana.



CAFÉ


Dólar recua e valoriza café


Gazeta Mercantil

O café registrou seu preço mais alto desde setembro à medida que as ações nos Estados Unidos avançaram e o dólar recuou, elevando a atração pelas commodities em Nova York para os compradores que negociam com outras moedas. O preço do cacau também aumentou.
O índice Standard & Poor´s 500 avançou 1,8% e o dólar registrou a maior queda este ano, em relação a uma cesta de seis importantes moedas. O índice Reuters/Jefferies CRB de 19 matérias-primas apresentou um crescimento de 1,3%, liderado pelos preços do setor de energia.
"O dólar mais fraco está fazendo todas essas commodities avançar", disse Jimmy Tintle, analista da Transworld Futures em Tampa, Flórida. "Os preços mais altos do petróleo e das ações apoiam o café e o cacau."
Os futuros do café tipo arábica para entrega em julho avançaram US$ 0,01 ou 0,8%, para US$ 1,333 a libra-peso na ICE Futures U.S. em Nova York. Anteriormente, o preço alcançou US$ 1,346, o mais alto para um contrato muito ativo desde 26 de setembro.
O café se recuperou 19% este ano em meio ao arrocho nos fornecimentos da Colômbia , segundo país maior fornecedor mundial de grãos tipo arábica, depois do Brasil .
A Colômbia irá produzir 10,5 milhões a 11,5 milhões de sacas de café este ano, em comparação com 11,5 milhões de sacas em 2008, disse Gabriel Silva, principal executivo da Federação Nacional de Produtores de Café, em 13 de maio. Cada saca de café pesa 60 quilos.



COMMODITIES


Vai e vem das commodities


Folha de São Paulo

1 POR 6
Em 2006, o Brasil necessitava de 6 milhões de bois para atender ao mercado da União Europeia. Com as novas exigências sanitárias do bloco, basta 1 milhão, diz Otávio Cançado, da Abiec. O cálculo inclui os 70 a 80 quilos de carne nobre por animal que vão à UE.

CONTRA A OMC
Essa perda se deve às rígidas exigências europeias à carne brasileira, impostas por pressão emotiva -e não técnica- dos irlandeses. Namíbia e Botsuana não têm essa exigência, caracterizada como discriminação contra o Brasil, na avaliação da OMC, diz Cançado.

FALTA DE BOI
A dificuldade para comprar bois aqueceu os preços da arroba, que, conforme cotações do Instituto FNP, subiu para R$ 80 ontem no mercado paulista.

PARA A CHINA
O setor de carne bovina fez os primeiros embarques à China, enquanto o de frango começará em breve. O de suíno continua enrolado na burocracia, diz Pedro de Camargo Neto, da Abipecs. Nem a viagem de Lula cortou as amarras por lá.

MAIS SERVIÇO
O produtor tem de ter cada vez mais informações sobre o seu negócio: de legislação ambiental a novas técnicas de produção. Por isso, a Bahia Farm deste ano, feira que será realizada em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, no início de junho, terá mais orientações de serviços aos produtores.

PASSIVO AMBIENTAL
O novo foco da feira foi anunciado ontem pelo presidente do evento, Walter Horita. A Bahia Farm terá, ainda, a assinatura de um acordo de cooperação entre produtores, Estado e Ibama para a erradicação do passivo ambiental da região.

RITMO ACELERADO
A moagem de cana da safra 2009/10 atingiu 43 milhões de toneladas até o final de abril na região centro-sul, 102% a mais do que em igual período anterior. A produção de açúcar subiu 150% e a de álcool hidratado, 121%, segundo a Unica.

SAFRA DE LARANJA
A produção paulista de laranja deve atingir 353 milhões de caixas, com redução de 0,6% em relação à obtida no ano agrícola anterior, segundo a Secretaria de Agricultura de SP.

MAIOR PROCURA
A maior demanda por algodão continua elevando os preços do produto. Em 30 dias, a alta é de 20%.

CONTROLE DO MOFO
O mofo branco, que pode causar redução de produtividade de até 40% na soja, terá outros três grupos de fungicidas no controle da doença, informou ontem Mauricio Meyer, da Embrapa, no congresso de soja que se realiza em Goiânia.

CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA



Brasil Foods concentra 44% do abate de suínos


Gazeta do Povo

Nova empresa formada pela compra da Sadia pela Perdigão vai responder por quase a metade da carne suína e 1/3 do frango produzido no Paraná
A fusão da Perdigão e da Sadia na Brasil Foods, confirmada esta semana, vai concentrar 44,3% do abate de suínos e 31,57% de aves nas mãos de uma única empresa no Paraná, conforme estatísticas internas do setor de carnes. Diariamente o estado abate 3,23 milhões de aves e 13,27 mil suínos. O novo quadro causa apreensão, principalmente entre os suinocultores. A avaliação geral sobre a fusão, no entanto, é positiva.
“O pessoal está com o pé no freio. Quem pensava em expandir adiou os planos, por causa do mercado e das últimas notícias da indústria”, afirma João Batista Manfio, diretor administrativo da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) e presidente da Comissão de Suinocultura na Federação da Agricultura do Paraná (Faep). A principal concorrente da Brasil Foods em suínos no estado será a Frimesa, que tem 15% de participação nos abates. A diferença é de 29 pontos.
Apesar de considerar que a concorrência entre os compradores favorece o suinocultor, Manfio observa que atualmente os integrados à Perdigão e à Sadia atuam em condições praticamente idênticas. As mudanças não devem elevar os preços iniciais da cadeia, lamenta. O lado positivo, avalia, é que a fusão tranquiliza quem previa fechamento de frigoríficos.
Os cerca de 7 mil criadores de suínos do estado tiveram sua renda reduzida por restrições às exportações. Calejados pela aftosa (2005), eles dizem que a gripe H1N1, inicialmente chamada de gripe suína, foi o golpe mais recente. A nova doença pouco afetou o consumo, mas adiou a elevação dos preços esperada para abril e maio. Atualmente, segundo a APS, o produtor gasta de R$ 2,3 a 2,5 para produzir um quilo de carne e recebe entre R$ 1,7 e 1,9. Como mais de 70% trabalham no sistema de integração com as indústrias, os preços são uniformes. Uma alternativa é a ampliação do mercado interno.

Frango

A apreensão dos criadores de aves deve se dissipar nos próximos meses, conforme avaliação do presidente a União Brasileira de Avicultura (UBA), Ariel Mendes. Ele considera que uma empresa grande e forte tende a oferecer bases sólidas a qualquer setor. Como as plantas da Sadia e da Perdigão estão estrategicamente posicionadas em regiões distintas, por força da histórica concorrência entre as empresas catarinenses, as mudanças nas negociações de contratos devem ser pequenas, avalia.
O avicultor não ficará sem opção, defende o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins. Ele considera que hoje existem 31 empresas e cooperativas que atuam na industrialização de frangos no estado. A ampliação das exportações é a bandeira do Sindiavipar. “Queremos que as 19 empresas que exportam sejam habilitadas para embarques à China”, afirma.
Para atingir a marca de 100 milhões de frangos abatidos todos os meses, o Paraná precisa manter 5 mil aviários (de 20 mil cabeças) lotados. Mais de 10 mil avicultores dependem da situação da indústria para recuperar investimentos de R$ 250 mil por criadouro financiados em seis anos. Atualmente, os preços pagos ao produtor oscilam de R$ 1,5 a R$ 1,7 o quilo e o custo é variável, com margens de lucro consideradas boas apenas para os sistemas verticalizados, que produzem do ovo à ração.



DEFESA SANITÁRIA


Fiscalização barra cargas de tangerina


Gazeta do Povo

Quatro caminhões carregados de tangerinas foram barrados na divisa com Santa Catarina na última semana e tiveram que voltar para Cerro Azul porque as frutas tinham galhos e folhas. Desde 22 de abril, a presença de ramos nas caixas é proibida por resolução estadual que atende a instrução normativa nacional de janeiro. Cada caminhão carrega cerca de 550 caixas de 20 quilos.
Diariamente saem de Cerro Azul até 20 caminhões de tangerinas nesta época do ano. Um único agente da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) fiscaliza o setor. O expediente, que normalmente era encerrado às 17 horas, agora vem sendo estendido por duas horas. Mesmo assim, nem todas as cargas estão seguindo as novas exigências.
Na avaliação de José Alberto Grobe, técnico da Seab que fiscaliza o setor em Cerro Azul, os produtores estão adequando a colheita rapidamente. “A maioria está fazendo o trabalho direito, apesar de ainda estar saindo material com folha.” Ele conta que, por enquanto, os caminhões barrados por Santa Catarina estão apenas retornando para a limpeza da carga. Porém, a partir de junho, as cargas poderão ser apreendidas e destruídas, alerta.
A produção que seguem para outros estados precisa de permissão de trânsito vegetal (PTV). Os caminhões barrados estariam sem este documento. Considerando uma carga completa, os ramos podem pesar 50 quilos a mais.
Cerro Azul é o maior produtor nacional de tangerina, colhendo 7 milhões de caixas ao ano. Os produtores chegaram a programar protesto contra a medida, mas, pressionados pelos governos estadual e nacional, decidiram se adequar. Eles reclamam que a medida sanitária aumenta o custo da colheita em até 100%, de R$ 1 para R$ 2 a caixa.


GRÃOS


Acima de US$ 11, cotação da soja retoma os níveis pré-crise


Gazeta do Povo

Os preços futuros da soja voltaram a subir ontem na Bolsa de Chicago (CBOT) e encerraram os negócios do dia no maior nível desde meados de setembro do ano passado, antes do estouro da crise econômica mundial. Depois de encerrar 2008 estacionadas na casa dos US$ 9, as cotações da oleaginosa avançaram ontem para US$ 11,69 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 25,77 a saca de 60 quilos, com alta de 20% em 2009. Na comparação com fevereiro, quando os preços internacionais do grão caíram abaixo de US$ 8, a valorização acumulada é de 38%.
Apesar das altas recentes, os preços da soja na CBOT ainda estão abaixo do registrado em maio de 2008. Há um ano, o bushel do grão estava cotado acima de US$ 13. Na época, a oleaginosa dava início a uma escalada de preço sem precedentes na história, que levou as cotações do grão a recordes US$ 16,58 em junho daquele ano.
Atualmente, o mercado internacional da soja responde com altas sucessivas ao aperto da relação entre oferta e demanda mundial. A demanda da China, maior importadora do grão do mundo, continua firme, alheia à crise. O consumo chinês deve saltar de 37,8 milhões de toneladas no cilco 2008/09 para 38,1 milhões em 2009/10.
Do outro lado da balança, a oferta global de soja segue justa. Na América no Sul, a estiagem reduziu a safra 2008/09 em cerca de 20 milhões de toneladas (16 milhões a menos na Argentina e 4 milhões no Brasil).
Mercado interno
Os preços da soja no mercado doméstico acompanham a escalada internacional, mas em menor ritmo. No Paraná, o produtor recebe em média R$ 47,5 pela saca do grão, quase 7% mais que em abril. Em praças como Ponta Grossa, nos Campos Gerais, o grão atingiu ontem máxima de R$ 52. Já na CBOT, a alta acumulada em maio foi de 9%. Internamente, a escalada de preços é limitada pelo dólar, que caminha em direção oposta e acumula queda de 7% no mês, para próximo de R$ 2. No Porto de Paranaguá, o impacto negativo do câmbio é amenizado pelos prêmios de exportações. Ontem, o mercado exportador do porto paranaense pagava pela soja para embarque em maio um prêmio de US$ 0,41 por bushel sobre o preço de Chicago, ou US$ 0,90 por saca.
Ainda assim, mesmo com preços remuneradores, o produtor paranaense não parece muito disposto a negociar sua produção. Até o início da semana, 55% da safra estadual havia sido negociada, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab). Isso significa que o Paraná ainda tem 4,5 milhões de toneladas de soja por comercializar. A colheita já foi encerrada e rendeu ao estado 10 milhões de toneladas do grão, conforme apurou a equipe da Expedição Safra RPC.



Soja brasileira transgênica deve chegar ao campo até a safra 2010/11


Gazeta Mercantil

Os produtores brasileiros de soja poderão contar a partir da safra 2010/11 com sementes geneticamente modificadas (GM) resistentes a herbicidas e de baixo impacto ambiental e financeiro. A tecnologia inédita foi desenvolvida totalmente no Brasil pelos pesquisadores da Embrapa Soja e consumiu três anos de pesquisa. O gene utilizado na elaboração é do grupo químico das imidazolinonas, tornando as plantas resistentes a herbicidas daquele grupo. Conforme pesquisadores que participaram do processo, as moléculas utilizam apenas 14% da dosagem de defensivos necessária para o controle efetivo de pragas daninhas, o que diminui a agressão ao meio-ambiente e, por ser aplicado em pequenas concentrações, reduz o custo. Além disso, especialistas lembram que novas tecnologias GM para cultivo no campo restringem o surgimento de plantas daninhas resistentes aos herbicidas já utilizados.
O material genético utilizado na planta veio do banco de germoplasma da empresa química alemã Basf. Porém todo o processo de inserção do material, pesquisa, desenvolvimento e credenciamento nos órgãos reguladores foi feito por pesquisadores brasileiros. Carlos Arrabal Arias, pesquisador da Embrapa Soja, revela ainda que a descoberta do material fornecido pela companhia alemã também contou com participação de cientistas brasileiros. Ele ressaltou sobretudo a importância sustentável e econômica da nova varie-dade nacional. "Enquanto outros herbicidas tem 500g de principio ativo, o "imi" (apelido da soja brasileira) tem apenas 70 gramas. Além de ser 99% brasileira. Isso reduz o custo e o impacto dos produtos químicos no meio ambiente". Ele lembrou ainda a importância da tecnologia para controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato já utilizado nas lavouras.
O pedido de liberação comercial foi protocolado na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em dezembro. Dessa maneira, a institui-ção tem prazo de um ano para avaliar a petição. Conforme explicou o pesquisador, são necessários pelo menos dois anos para as sementes serem comercializadas. "Depois de liberada, precisa ser avaliado qual variedade será utilizada. Sem contar o registro em cada estado, que também precisa de ensaios específicos para avaliação de comportamento dos insumos". Por esse motivo, o pesquisador calcula que a tecnologia chegará na safra 2011. "A menos que a liberação avance muito rápido, o que acho um pouco difícil". Hoje, a CTNBio estará reunida em Brasília para avaliar a liberação comercial de 12 Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Entre eles estão a soja da Embrapa, arroz tolerante a glufosinato de amônio, uma solicitação para variedade de algodão GM resistente a insetos, dois para soja modificada tolerante ao herbicida glufosinato de amônio, duas solicitações para milho resistente a insetos, além de cinco pedidos para liberação comercial de vacina de uso veterinário. Os membros da comissão também devem avaliar 26 novos pedidos para liberação planejada no meio ambiente (pesquisas).





topo

  << voltar para o site da FAEP

       
       Edições Anteriores

 Boletim Diário Sistema FAEP | Clipping dos Jornais