

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 260,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 470,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 40,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | - |


AGROECONOMIA INTERNACIONAL
ARMAZENAGEM
BIOTECNOLOGIA
BOVINOCULTURA DE CORTE
CAFÉ
CANA-DE-AÇÚCAR
COMMODITIES
CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA
EVENTOS
Canal do Produtor - Brasília/DF
Com
a produção de soja global crescendo 20 por cento na safra 2009/10 e a
demanda estimada para aumentar bem menos, algo em torno de 6 por cento
em relação a 2008/09, a disputa para ocupar o mercado mundial deve ser
acirrada neste ano, disseram analistas e corretores.
Esse
acirramento na competição, que pode resultar em preços mais frouxos,
será intensificado após a confirmação de grandes safras do Brasil e
Argentina, segundo e terceiro produtores globais, que serão somadas a
uma colheita também recorde dos Estados Unidos, o principal player
mundial.
Enquanto a safra norte-americana já está colhida,
resultando em mais de 90 milhões de toneladas, o Brasil apenas começou
os trabalhos de colheita no Centro-Oeste, e a safra da Argentina deverá
chegar ao mercado apenas ao final de março.
"Isso fará com que os estoques mundiais voltem aos níveis de anos anteriores... deverá segurar reações de preços", afirmou o analista Lucílio Alves, do Cepea, referindo-se às previsões para a oferta e demanda global em 09/10.
Os preços em Chicago já refletem a expectativa de uma oferta maior, com queda de cerca de 10 por cento no acumulado do mês.
"Nesta situação (de oferta), sem dúvida, a concorrência aumentará", acrescentou o analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
O analista de soja da corretora Cerealpar, Steve Cachia, com escritório em Malta, disse que a força da Argentina não pode "ser subestimada", embora o clima ainda precise continuar favorável para a confirmação da safra, recém-semeada.
"A disputa tende a ser bastante acirrada", ressaltou Cachia, lembrando que a Argentina deve retomar boa parte do mercado de soja em grão perdido para Brasil e EUA em 08/09.
Na temporada passada, uma severa seca no país vizinho resultou em uma safra argentina 20 milhões de toneladas menor em relação às estimativas iniciais.
Mas agora, com a Argentina exportando em 09/10 cerca de 10 milhões de toneladas, quase o dobro da temporada passada, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas do Brasil tendem a recuar do recorde de 2009.
Em 2009, as exportações brasileiras do complexo soja, o principal produto do agronegócio do Brasil, atingiram 17 bilhões de dólares. E só ficaram estáveis ante 2008, em meio a preços mais baixos, porque o volume exportado de grãos foi recorde, alcançando 28,5 milhões de toneladas, segundo o Ministério da Agricultura.
O USDA prevê redução de 5 milhões de toneladas nas exportações do Brasil em 09/10, volume semelhante ao aumento esperado para as exportações da Argentina, que é o maior exportador global de farelo e óleo de soja.
Para este ano, com uma safra estimada para crescer 8 milhões de toneladas, a 65 milhões de toneladas, os brasileiros também enfrentarão uma concorrência maior dos Estados Unidos, que já firmaram contratos para vendas à China, o maior importador global, em volume 70 por cento maior ante a mesma época do ano passado.
COMPETITIVIDADE
Os especialistas são
unânimes em afirmar que o real forte frente ao dólar é o principal
problema para a competitividade da soja brasileira, reduzindo a
rentabilidade do produtor.
"Se considerar a exportação, o que
mais pesa é a taxa de câmbio, não só para a soja, mas também para as
demais commodities exportadas", afirmou o analista da Céleres Leonardo
Menezes.
Do lado da Argentina, o câmbio não é tão
desfavorável para a formação dos preços locais, mas o governo argentino
taxa em 35 por cento as exportações da oleaginosa, lembrou Menezes.
Esse sistema tarifário frequentemente gera protestos da parte de
produtores.
Sem prever grandes mudanças no câmbio e antevendo
a grande safra global, os produtores já se preparam para ganhar mais na
escala vendida do que com preços.
"O produtor está vendo é
que o preço vai ser menor, mas a safra vai ser maior. Aqui no Paraná
vão ser até 4,5 milhões de toneladas a mais de soja no mercado. Não
vamos vender a 42 (reais por saca), mas vamos vender a 35, 37, 38, e o
valor (bruto) da produção total vai ser melhor do que o ano passado",
afirmou Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico da Ocepar
(Organização das Cooperativas do Paraná), lembrando que os custos de
produção foram mais baixos em 09/10.
As menores exportações esperadas para o Brasil também permitirão que o país recupere estoques e aumente o processamento interno, acrescentaram os analistas.
Jornal de Maringá
Empresas
e entidades do agronegócio brasileiro doaram cerca de 130 toneladas de
alimentos para serem doados às vítimas do terremoto que devastou o
Haiti, no último dia 12, anunciou hoje (21) a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil.
A entidade pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, apoio do governo para transportar a ajuda humanitária para o país caribenho. A Força Aérea Brasileira (FAB) se comprometeu em enviar dez aviões àquele país com os alimentos, a partir da próxima semana, informou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.
Serão enviadas para o Haiti 65 toneladas de carne enlatada, 13 toneladas de açúcar, 39 toneladas de leite evaporado, mais denso, e 13 toneladas de suco de laranja.
As doações foram
feitas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
(Abiec), Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), União da
Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural (Senar) e Cutrale.
Segundo a presidente da CNA, a
quantidade de alimentos arrecadada até o momento faz representa apenas
a etapa inicial da campanha, que continuará recebendo doações.
JB Online - Rio de Janeiro/RJ
Julia Borba, Rádio das Nações Unidas
NOVA
YORK - O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação, FAO, Jacques Diouf, afirmou que a ajuda
internacional para o Haiti também deve se concentrar no apoio urgente à
produção alimentar e à reabilitação da agricultura.
Em comunicado emitido nesta quinta-feira, Diouf lembrou que a catástrofe na ilha caribenha é nacional, apesar do terremoto ter afetado com mais intensidade as áreas ao sul e oeste do país.
O diretor-geral disse que a distribuição de sementes, fertilizantes, ferramentas e o investimento em irrigação e galpões de armazenamento estão entre as prioridades da agência da ONU para o Haiti.
Ele ressaltou ainda que isso deve ser feito enquanto está em andamento a primeira fase de operação de resgate.
O Representante Regional para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, disse à Rádio ONU, de Santiago, que a FAO quer investimentos de US$ 23 milhões, cerca de R$ 40 milhões, para o país.
- Isso
representa aproximadamente 4%, 5% da ajuda extraordinária que foi
pedida pelo que chamamos flash appeal da Ocha, que é a agência das
Nações Unidas para apoio humanitário de emergência - aponta.
A ONU lançou apelo humanitário para o Haiti de mais de US$560 milhões,
quase R$1 bilhão.
A
FAO alerta que a primavera é a temporada mais importante de plantio
para o país, responsável por 60% da produção nacional de alimentos.
Segundo
a agência da ONU, 53% da população haitiana vive em áreas rurais e
quase metade sofre de desnutrição. A Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação afirma que mais de 70 especialistas da FAO
estão no Haiti.
Canal do Produtor - Brasília/DF
A
produção de alimentos seguros, incluindo o aprimoramento dos mecanismos
de rastreabilidade animal e vegetal, foi tema prioritário da
apresentação que a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, fez a secretários estaduais de
agricultura de todo o País na manhã desta quinta-feira, 21 de janeiro,
em Brasília. “Em minhas viagens internacionais comprovei que a questão
do alimento seguro não é só uma barreira comercial imposta pelos outros
países, mas é uma exigência do consumidor. E isso não vale só no
mercado externo. O consumidor brasileiro pede o mesmo”, alertou. Kátia
Abreu abriu a reunião ordinária do Conselho Nacional dos Secretários
Estaduais de Agricultura (Conseagri).
A reunião do Conseagri
foi realizada na sede da CNA e teve como assunto principal justamente o
aprimoramento do Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e
Bubalinos (Sisbov), que garante a rastreabilidade da cadeia da carne.
Kátia Abreu destacou a parceria firmada em outubro do ano passado,
quando a CNA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa) assinaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento
e implantação de plataforma de dados sobre o rebanho bovino do Brasil.
Trata-se, portanto, de uma nova etapa do Sisbov, que terá mais
qualidade no controle do rebanho.
A presidente da CNA alertou
aos secretários de Agricultura que é preciso avançar no debate sobre a
produção de alimentos seguros. “O Sisbov é importante nesse processo.
Mas temos que ir em frente. Quando se fala de alimento seguro, não se
trata apenas de sanidade”, afirmou a presidente da CNA na reunião do
Conseagri. Ela lembrou que a pecuária nacional enfrentou, no passado,
dificuldades na implantação do Sisbov. “Não podemos ficar contra o
programa por causa do modelo anterior que foi imposto. Precisamos
avançar”, disse.
Outro destaque na apresentação, na área de
sustentabilidade ambiental, foi o desenvolvimento do projeto Biomas, em
parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
que vai permitir a construção de mecanismos responsáveis por recuperar
áreas frágeis na área rural, mas garantindo que o Brasil mantenha a
liderança na produção de alimentos. Kátia Abreu destacou que, com o
projeto Biomas, a CNA defende o desmatamento zero. “Em lugar nenhum do
mundo há alguém fazendo isso, recuperando áreas de beiras de rios,
áreas degradadas. Só o Brasil está abrindo mão de terras produtivas”,
afirmou.
Responsabilidade social foi outro foco de ação da CNA ressaltado durante a palestra. Kátia Abreu disse que a CNA está agindo para incluir o produtor rural como agente de forte destaque nesses dois assuntos. “Precisamos, agora, tirar os olhos de nossas propriedades e ver por cima da cerca”, afirmou. Por isso, destacou, a CNA colocou em prática atividades como o programa “Útero é Vida”, voltado para a saúde da mulher do campo; e o projeto“Terra Adorada”, que promove atividades de formação e conscientização para melhorar a qualidade de vida, a inserção social e a preservação ambiental no campo.
Apesar do deslocamento do eixo mais instável da frente fria para São
Paulo, o tempo continua instável em parte do Paraná nesta sexta-feira.
As chuvas se distribuem com mais intensidade entre as áreas do leste e
norte do Estado, mas também chove de forma isolada nas outras áreas.
Entre as regiões Oeste e Sudoeste o sol continua predominando e as
temperaturas ganham maior elevação.
Curitiba
16°C 24°C
Paranaguá
20°C 27°C
Londrina
18°C 28°C
Maringá
19°C 29°C
Cascavel
17°C 30°C
Foz do Iguaçu 18°C 33°C
Ponta Grossa 16°C 24°C
Guarapuava
15°C 25°C
Valor Econômico - Reuters, de Moscou
As negociações entre Rússia e Estados Unidos acerca do embargo russo à
carne de frango americana se encerraram ontem em Moscou sem definição,
mas os dois lados disseram que progressos foram feitos nos dois dias de
discussões e que as conversas seriam retomadas logo para solucionar a
disputa. Além do embargo ao frango americano por conta da nova lei
russa que proíbe o uso de cloro na higienização da carcaça das aves,
russos e americanos também trataram da proibição imposta a seis
processadoras de carne suína dos EUA por causa do excesso de resíduos
de antibióticos.
A falta de acordo pesou sobre o mercado futuro de suínos na bolsa de
Chicago e fez com que os importadores russos busquem alternativas de
fornecimento, segundo Sergei Yushin, chefe da Associação Nacional da
Carne. No caso do frango, o chefe do serviço veterinário da Rússia,
Sergei Dankvert, disse, na quarta-feira, que a Tailândia poderia ser um
fornecedor do produto.
A Rússia suspendeu as importações de frango dos Estados Unidos
alegando que o país não cumpre os padrões de sanidade exigidos. Os EUA,
por seu lado, dizem que seu frango é seguro e alguns críticos da
proibição russa acreditam que o embargo possa razões políticas. O uso
de cloro na lavagem da carcaça de frango é disseminada nas indústrias
dos EUA para evitar a contaminação com listeria e salmonela.
As negociações entre as autoridades russas e dos EUA ocorreram sob
forte segredo em Moscou. O Rospotrebnadzor, órgão responsável pela
proteção do consumidor na Rússia, apenas soltou comunicado dizendo que
"os participantes acreditam que as conversas permitiram que cada lado
esclarecesse muitos aspectos de suas posições e os aproximaram". "As
partes concordaram em manter novas conversas no futuro próximo".
Os representantes americanos não quiseram dar entrevista. O secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, disse que será necessário mais trabalho para resolver a questão. "Estamos trabalhando com afinco para tentar encontrar um denominador comum", disse.
Não foi definida uma data para a retomada das conversas.
As exportações combinadas de carnes de frango, suína e bovina dos
Estados Unidos para a Rússia somaram mais de US$ 1,3 bilhão em 2008. Só
em carne de frango, foram US$ 800 milhões naquele ano. No ano passado,
os americanos venderam 750 mil toneladas à Rússia - para este ano a
cota russa para importação de frango dos EUA é de 600 mil toneladas.
Brasil agro - Ribeirão Preto/SP
O Brasil deve montar em 2010 um grande estoque regulador de álcool
combustível, para evitar fortes oscilações de preço como no início do
ano, informou ao Valor o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
"O governo está atento a esta necessidade e destinou R$ 2 bilhões do
BNDES para financiar a constituição de estoques", comentou o ministro.
"Deveríamos começar na última safra, mas, com as chuvas, a produção não
aconteceu", explicou. Stephanes previu que, neste ano, as usinas, que
não se interessaram em fazer estoques, serão levadas a armazenar
álcool, porque haverá excesso de produção.
O governo deve decidir, ainda, na primeira reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do ano, em fevereiro, sobre o pedido da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), para reduzir a zero o imposto de importação sobre as compras de etanol dos Estados Unidos.
O pedido foi entregue em outubro, mas só nesta semana encaminhado aos técnicos para avaliação, antes de ser levado aos ministros da Camex. O Ministério do Desenvolvimento já informou aos usineiros que, se liberada, a importação de etanol com tarifa zero será aberta a todos os produtores, não apenas aos EUA.
Stephanes afirmou que "conceitualmente", aprova a medida. "Se a Unica quer abrir mercados e eliminar tarifas não cabe manter tarifas aqui, isso reduz o poder de negociação". O ministro classificou de "anormalidade" a situação atual do mercado, com a forte alta do preço do petróleo combustível. Ele reconhece que a alta do açúcar no mercado internacional levou a uma queda de quatro pontos percentuais na parcela da colheita de cana destinada à produção de álcool anidro, mas afirma que há estoques suficientes desse combustível e, em menor quantidade, de álcool hidratado. "Quando o estoque é muito justo, os preços aumentam mais que proporcionalmente", comentou.
O ministério prevê uma safra recorde de 612,21 milhões de toneladas, e calcula que 40% desse total devem ser convertidos em álcool hidratado, um ponto percentual acima da proporção verificada na última safra. Já a percentagem de cana transformada em álcool anidro, para mistura à gasolina, deve baixar para 16%, de 28% na safra 2008/9. "As chuvas que atrasaram a colheita vão garantir maior produtividade à cana a ser colhida, e ainda há em campo 60 milhões de toneladas", relata o ministro da Agricultura.
"Os preços tendem a cair muito, e o setor privado vai ser levado a comprar para formar estoques, se não quiser baixar as cotações no mercado", previu, garantindo que o governo financiará a formação dos estoques privados. Ele não quis comentar as informações sobre discussões, no governo, para que a Petrobras entre no esforço de formação de estoques reguladores de álcool combustível. Há defensores da medida em Brasília, mas a estatal resiste à ideia.
A eliminação da tarifa de importação do álcool combustível, se aprovada, não terá efeito sobre o atual aumento nos preços do álcool combustível, porém, porque não haveria tempo hábil de contratar as importações antes do início da colheita e processamento da safra de cana. Os produtores de cana-de-açúcar já informaram ao Ministério da Agricultura que pensam em antecipar, neste ano, a moagem da cana, que deve se iniciar em março, e não em abril.
Na quinta-feira, a Unica divulgou nota explicando a proposta de eliminação da cobrança de imposto como uma "posição histórica" da associação, "que sempre defendeu o livre comércio, sem barreiras tarifárias ou não-tarifárias para os combustíveis renováveis". Os usineiros avaliam que o álcool brasileiro é competitivo em relação ao americano, mesmo com os subsídios nos EUA à produção, e que a eliminação d a cobrança do imposto facilitaria as negociações para eliminar esse tributo em outros países, como os próprios Estados Unidos. Na nota, a Unica diz trabalhar "em inúmeras frentes, inclusive por meio de seus escritórios em Washington e Bruxelas" para abrir mercados ao etanol brasileiro.
A intenção dos produtores é transformar o etanol em commodity energética global, com estoques mundiais e preços cotados em bolsas de mercadorias. "O livre comércio deve ocorrer em todos os sentidos", argumentou a Unica, na nota divulgada ontem. "O Brasil, como maior produtor de etanol de cana e maior exportador de etanol do mundo, com 60% do mercado global, deve dar o exemplo e eliminar barreiras", defendem os usineiros, com o argumento de que a medida credenciaria o país "a pleitear medidas similares por parte de países que hoje mantém mercados protegidos".
A redução do imposto é vista com simpatia também nos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Relações Exteriores. Ainda não há data marcada para a reunião da Camex, mas o governo espera que ela ocorra ainda na primeira quinzena de fevereiro (Valor, 22/1/10)
AgroRede Notícias
As instituições e empresas de melhoramento contam com nova
possibilidade de identificação das variedades vegetais protegidas e
comercializadas no País. As orientações estão na Instrução Normativa
(IN) nº 58/2009 que permite ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) guardar as informações genéticas das cultivares
protegidas na forma de banco de DNA, o que era feito, anteriormente,
somente por meio de sementes ou mudas.
O DNA é o código genético de todo ser vivo e o banco poderá facilitar, por exemplo, a comprovação da identidade de variedades de frutas, flores e ainda de alguns grãos, como soja e arroz. Segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC) do Mapa, Daniela de Moraes Aviani, a medida possibilita o combate mais eficiente à pirataria de sementes e mudas. “Esta é mais uma alternativa para garantir a defesa de propriedade intelectual de variedades vegetais”, garante.
Atuação - A proteção de cultivares de espécies vegetais assegura o direito dos pesquisadores especializados em obter plantas com características superiores. Com isso, fomenta parcerias entre os setores público e privado e entre instituições de pesquisa e produtores de sementes. As diversas espécies de plantas, na medida em que foram melhoradas, resultaram em cultivares adaptadas às diferentes regiões do Brasil.
Responsabilidade Social
O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora –
acaba de abrir a última etapa da consulta pública que definirá
critérios específicos para sistemas responsáveis de produção, que
permitirão a certificação socioambiental da pecuária.
Nessa fase, as partes interessadas (produtores rurais, frigoríficos, sindicatos de trabalhadores, ONGs, entre outras) terão até o dia 11 de março para fazer considerações a respeito da primeira versão das normas, por meio da página eletrônica www.sanstandards.org, criada pela Rede de Agricultura Sustentável.
De março a junho será dada a redação final ao documento, que entrará em vigor em julho desse ano e que valerá para os países da América Latina, África, Ásia e Oceania.
Primeira rodada: A primeira fase da consulta pública aconteceu no segundo semestre de 2009, no Brasil, Colômbia, Costa Rica e Nicarágua. Além das manifestações por escrito, as partes interessadas puderam se posicionar nas diversas consultas presenciais ocorridas nesses países.
As sugestões apresentadas foram testadas em campo e, a partir da avaliação prática, foi redigida a primeira versão da norma .
O Imaflora coordena o processo de consulta no Brasil.
Revista Cafeicultura
LUANDA, ANGOLA [ ABN NEWS/Macauhub ] - A variedade de café angolano
Amboim poderá ser aproveitada para o projecto africano de produção de
"café gourmet", com início previsto para este ano, disse quinta-feira
em Luanda a secretária-geral da Organização Inter-africana do Café
(OIAC).
Numa palestra sobre "A situação da cafeicultura em África - os desafios
do futuro e a sua contribuição no desenvolvimento", Josefa Leonel
Correia Sacko adiantou que a OIAC vai cooperar com o Instituto Nacional
do Café de Angola para determinar como e onde será executado o projecto
"café gourmet", uma iniciativa do Uganda.
"Em Setembro de 2009, numa das reuniões da OIAC em Londres, o
Uganda apresentou um projecto sobre o "café gourmet" e os membros
presentes decidiram seleccionar Angola e a Tanzânia para integrarem o
programa e dotá-lo de um carácter regional", recordou Josefa Sacko.
Sobre outros projectos para Angola, a responsável salientou que a OIAC
tenciona incluir o sector cafeeiro angolano nos seus projectos de
criação de centros de excelências de conservação de germo-plasmas, com
vista a fornecer o material genético para os referidos bancos.
Por seu turno, o vice-ministro da Agricultura de Angola, Zacarias
Sambeny, recordou que Angola foi, no passado, o quarto produtor mundial
de café, produção que proporcionava um rendimento anual superior a 300
milhões de dólares.
Por isso, disse, o Ministério da Agricultura traçou políticas e projectos que se espera conduzam à retoma, relançamento e comercialização do café, actividade que desempenha um papel preponderante na criação de postos de trabalho, bem como na geração da riqueza.
Canal do Produtor - Brasília/DF
A espécie Coffea arabica é comercialmente propagada apenas por
sementes. Mas esta realidade vai mudar, a partir deste ano, quando as
primeiras mudas clonadas de café arábica produzidas em larga escala
serão distribuídas para venda. O objetivo é a consolidação da
tecnologia de clonagem e a avaliação do comportamento dos clones pelos
produtores rurais e cooperativas mineiras. O trabalho está sendo
realizado por meio de parceria das unidades de Café e de Recursos
Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) com a Fundação Procafé, por intermédio da
Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais.
Há 12 anos, a pesquisa vem selecionando, por meio de propagação
vegetativa, plantas matrizes com características de grande interesse
agronômico. São cafezais com resistência ao bicho-mineiro e à ferrugem,
boa qualidade de bebida e alta produtividade. O pesquisador da Embrapa
Café, Carlos Henrique Carvalho, explica que o desenvolvimento de
cultivares de Coffea arabica é um processo longo que, normalmente, leva
cerca de 30 anos para uma nova cultivar chegar ao campo. Esse tempo
pode ser reduzido para aproximadamente 10 anos, com a seleção de
plantas originais de grande importância agronômica e produção de mudas
clonadas. A técnica é considerada a mais adequada alternativa para a
multiplicação de plantas híbridas (cruzada geneticamente) em larga
escala.
Vantagem - O programa de melhoramento genético do café desenvolve
pesquisas sobre cultivares que reúnam resistência, qualidade superior
de bebida e elevada produtividade. Para que esse material chegue ao
mercado, pelo método tradicional, o prazo é longo. Neste sentido, a
produção de cultivares clonadas a partir de plantas superiores já
selecionadas, permitirá a liberação comercial em menor tempo, nesse
caso, ainda este ano.
* Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Campo News
Proliferação do fungo obriga governo a criar grupo de combate
disseminação é inevitável, afirmam especialistas
Menos de dois meses após ser detectado o primeiro foco da ferrugem
alaranjada nos canaviais paulistas, as autoridades sanitárias
redobraram os cuidados para evitar o avanço da doença no País.
Até o momento já foram confirmados oito municípios com foco da ferrugem
alaranjada no interior de São Paulo. Um estudo preliminar financiado
pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estima
que os prejuízos com a doença possam chegar a R$ 1 bilhão no ano.
Técnicos do Mapa, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária), do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e da
CDA (Coordenadoria de Defesa Agropecuária) criaram um grupo consultivo,
que irá orientar principalmente os agentes da CDA, que ficarão
responsáveis pelas vistorias nos canaviais.
Comparação de folha saudável e folhas com a doençaSegundo Odilson
Silva, diretor do departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria da
Defesa Agropecuária do Mapa, neste primeiro momento haverá um
acompanhamento dos trabalhos feitos pelos técnicos paulistas. Além
disso, entre as informações a serem levantadas pelo grupo, estão a
definição da escala de danos e orientações a produtores de como
encaminhar amostras aos laboratórios para análise.
“Serão feitos ainda treinamentos dos técnicos do Ministério
para que eles repassem (aos produtores) quais as formas de coleta de
plantas com sintomas e o encaminhamento das amostras para outras
unidades", disse Silva.
Uma das maiores preocupações dos técnicos é a facilidade de
disseminação dos esporos da ferrugem alaranjada, que são facilmente
carregados por insetos, outras plantas e pelo vento.
“É muito difícil conter o avanço, já que o fungo da ferrugem alaranjada pode dispersar facilmente com o vento. Restringir o acesso a essas áreas é uma boa medida”, recomenda Cláudio Alvarenga de Melo, coordenador da CDA.
Combate
Até o final do mês de março o Mapa aprovará o primeiro registro de agrotóxico para ser usado no combate à ferrugem alaranjada, mas não será recomendado como primeira opção. A ideia é que o canavicultor realize o plantio de variedades mais resistentes ao ataque do fungo.
“O produtor também tem que levar em conta uma série de fatores, principalmente econômicos. Às vezes, o produtor acabou de plantar uma variedade suscetível e nestes casos o uso do fungicida é uma opção viável, mas assim que possível, é importante realizar o plantio de mudas resistentes à praga”, explica Silva.
Áreas suscetíveis
De acordo com o levantamento feito pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), as duas variedades genéticas da cana mais frágeis à doença, conhecidas como 454 e 1.115, estão presentes em 228 mil hectares em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A área corresponde a 7,6% dos cerca de três milhões de hectares de cana-de-açúcar, distribuída em 132 propriedades pesquisadas.
Outras três variedades se mostraram parcialmente suscetíveis. A lista das mais vulneráveis, no entanto, pode crescer, de acordo com Enrico Arrigoni, engenheiro agrônomo do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
“Os técnicos farão mais observações de campo e, com isso, é provável que o fungo seja encontrado em outras variedades”, disse. Ao menos 34 variedades já foram testadas pelo CTC. Estima-se que existam cerca de 80 no País”, comenta Arrigoni.
InvesMax
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) informou hoje que técnicos da
instituição de pesquisa em cana-de-açúcar relataram um foco de ferrugem
alaranjada da cana-de-açúcar no Paraná. O caso da doença foi registrado
em uma lavoura de Paranacity, no noroeste daquele Estado, próxima à
divisa com São Paulo, onde a doença estava restrita desde dezembro,
quando os primeiros casos foram confirmados no País.O diretor do
Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária
do Ministério da Agricultura, Odílson Silva, informou, por meio da
assessoria de imprensa, que a Pasta ainda não foi informada
oficialmente do foco no Paraná.O Ministério afirmou, ainda que, na
próxima semana, técnicos paranaenses irão a São Paulo para um
treinamento sobre a doença causada pelo fungo Puccinia kuenii que
danifica as folhas, responsáveis pela fotossíntese, e causa perda de
produtividade na cana.A grande preocupação do Paraná, segundo maior
produtor de cana do País, atrás de São Paulo, é que o Estado tem 23% da
área cultivada com a variedade de cana RB 454, uma das poucas no País
altamente suscetíveis à ferrugem alaranjada. Em todo o País, o
porcentual de lavouras cultivadas com variedades suscetíveis é de 11% e
em São Paulo é de 8%.
Valor Econômico
Ainda no teto. As cotações do açúcar subiram novamente na quinta-feira
na bolsa de Nova York e permaneceram no maior patamar em 29 anos, de
acordo com relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos para
entrega em março subiram 15 pontos e atingiram 29,26 centavos de dólar
por libra-peso, ao passo que os futuros com vencimento em maio
encerraram o pregão negociados a 28,02 centavos de dólar, ganho de 23
pontos em relação à véspera. Traders acreditam que a "barreira
psicológica" dos 30 centavos de dólar será testada, mas têm dúvidas se
será de fato superada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para
a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu
0,76% e alcançou R$ 72. Neste mês, a valorização acumulada chega a
11,61%.
Nova alta em NY. As cotações do suco de laranja voltaram a subir na quinta-feira na bolsa de Nova York, novamente impulsionadas pela expectativa de que as baixas temperaturas na Flórida prejudiquem ainda mais a safra de laranja do Estado americano. Os contratos para março encerraram a sessão negociados a US$ 1,3675 a libra-peso, ganho de 95 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em maio subiram 90 pontos e alcançaram US$ 1,4000. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que estão à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre a produção da Flórida, que sai no dia 9. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria saiu por R$ 8,13, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Dia de recuperação. Os preços do algodão fecharam os negócios desta quinta-feira em alta, a primeira da semana. Os contratos com vencimento em maio fecharam os negócios cotados a 73,06 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 105 pontos sobre a véspera. Depois de uma sequência de quedas na bolsa de Nova York, os baixos preços da pluma voltaram a atrair compradores no mercado, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que o mercado do algodão está diretamente relacionado com a direção do dólar no mercado internacional. "Os investidores tendem a vender commodities quando o dólar sobe", disse um analista. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou a quinta-feira estável, cotado a 144,20 centavos de real por libra-peso.
Enfim, valorização. O mercado futuro de soja fechou em alta ontem na bolsa de Chicago, conseguindo se consolidar depois de nove quedas nos últimos dez pregões. Os contratos com vencimento em março subiram 4 centavos de dólar a US$ 9,54 por bushel e os com vencimento em maio tiveram ganho de 4,25 centavos de dólar a US$ 9,61. De acordo com a Dow Jones Newswires, o mercado estava um pouco sobrevendido no curto prazo, abrindo espaço para cobertura especulativa de posições depois de vários pregões em baixa. Notícias de novas exportações para a China quando os participantes do mercado esperavam uma redução da demanda também deu suporte à soja. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja ficou em R$ 38,47, queda de 0,85%.
IRGA - Instituto Rio Grandense do Arroz
Porto Alegre - Na tarde desta quarta-feira, 21/01, na sede da
Secretaria Estadual de Agricultura, Pesca e Pecuária, aconteceu uma
reunião que poderá definir o futuro de produtores de arroz atingidos
pela chuva no Rio Grande do Sul, principalmente na região da Depressão
Central.
Nesta reunião que durou aproximadamente 2h30, foi encaminhado um
documento com reivindicações aos representantes do Ministério da
Agricultura. A Secretaria de Agricultura, juntamente com
o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Federarroz,
produtores e associações e demais entidades elaboraram uma sugestão
para amenizar a perda que chega a quase 95% das lavouras de arroz em
alguns municípios da região.
O Irga e a Federarroz estimam que 60 mil hectares nesta região
foram alagados. Em cima disso, a proposta é que o Governo Federal
disponha de uma nova linha de crédito de R$ 2,5 mil por hectare
perdido, com carência de três anos, sem cobrança de juros.
Segundo o presidente do Irga, Maurício Fischer, o Governo Federal tem
que tomar medidas rápidas para que estes produtores possam recomeçar.
“A situação é pontual, mas preocupante, pois atingiu pequenos e médios
produtores que perderam praticamente tudo”, comentou.
O secretário estadual de Agricultura, João Carlos Machado, salienta que o Governo do Estado está se empenhando ao máximo para atender os agricultores. “É uma situação extremamente delicada e por isso, deixa todos sensibilizados”, completa Machado.
Revista Cafeicultura
Por Redação Pantanal News/Governo Federal
A aplicação de recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) totalizou R$ 1,38 bilhão, de julho a novembro de 2009, contra R$ 230 milhões investidos no mesmo período de 2008. O maior crescimento foi verificado entre os médios produtores rurais, cuja tomada de crédito foi 500% superior ao da safra passada.
O resultado se deve à decisão do governo federal de ampliar o Proger Rural para que atendesse o maior número de beneficiários na safra 2009/2010. O volume de recursos programado para este período atinge R$ 5 bilhões, representando 72% a mais que na safra anterior. Segundo Marcelo Guimarães, coordenador-geral de análises econômicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com estas modificações, o programa oferece condições efetivas para esse agricultor crescer e ampliar a produção. “O médio produtor rural gera renda e empregos no campo”, explica ele.
Limite maior – O limite de financiamento pode ser elevado em 15% se o beneficiário comprovar, por exemplo, a existência de reservas legais e áreas de preservação permanente previstas na legislação ou apresentar plano de recuperação aprovado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Ibama ou Ministério Público Estadual. Ou ainda se participar do Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi) e possua certificação da sua produção concedida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), entre outros.
O prazo para reembolso do custeio agrícola é de até dois (2) anos, conforme o ciclo de cada safra; o de custeio pecuário é até um ano; e o de investimento, até oito anos, incluindo três anos de carência.
Referência - Um dos principais objetivos do Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010 foi justamente fortalecer o apoio aos médios produtores. Entre as medidas de incentivo à classe média rural estão:
- ampliação dos limites de financiamento para custeio de R$ 48 mil para R$ 250 mil (e o de investimento para R$ 200 mil)
- criação de nova modalidade de crédito rotativo (R$ 50 mil)
- duplicação do limite de renda bruta anual para enquadramento do beneficiário (passando de R$ 250 mil para R$ 500 mil)
- criação da subexigibilidade de 6% sobre depósitos à vista dos bancos, garantindo recursos para os agricultores.
“Com isso, foi estabelecida destinação obrigatória ao médio produtor rural”, garante Guimarães. Os beneficiários podem ser proprietários rurais, posseiros, arrendatários ou parceiros, cuja renda seja originaría, no mínimo em 80% de sua atividade agropecuária ou extrativa vegetal.
Também houve alteração no cálculo da renda bruta, levando em conta a atividade do produtor, de forma que um percentual de desconto, o rebate, seja aplicado conforme determinado setor. Os percentuais de rebate são de 20% para ovinocaprinocultura, aquicultura, sericicultura, fruticultura, cafeicultura e cana-de-açúcar; 40% para olericultura, floricultura, pecuária leiteira, avicultura e suinocultura não integradas; e 80% para avicultura e suinocultura integradas ou em parceria com a agroindústria.
Canal do Produtor - Brasília/DF
Estão abertas as inscrições para os cursos à distância da Escola do
Pensamento Agropecuário.
As aulas são oferecidas gratuitamente pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), juntamente com o Instituto CNA e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).
Este Programa de Capacitação pela Internet da Escola do Pensamento Agropecuário é uma ação inovadora da CNA para que os produtores e a suas famílias possam desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes coesas em relação à agropecuária no Brasil. Todos os produtores que concluírem o curso receberão um certificado da CNA.
Para o Sistema CNA / SENAR, a Escola se tornará um referencial nacional em agropecuária, fornecendo embasamento científico ao debate que permeia o setor, valorizando a ciência. O conhecimento é o que vem trazer autoridade necessária para acompanhar os imensos desafios que movem a agropecuária no Brasil.
Os seis cursos são destinados a produtores rurais interessados nos seguintes temas: Abastecimento e Renda, Meio Ambiente, Educação e Qualificação Profissional, Trabalho Decente, Pobreza Rural e Direito de Propriedade.
Centro de Inteligência do Feijão
O preço da saca de feijão carioca nota 9 variou pouco nos primeiros
dias de janeiro se mantendo em torno de R$80 no mercado atacadista de
São Paulo.
O preço da saca de feijão carioca nota 9 variou pouco nos primeiros dias de janeiro se mantendo em torno de R$80 no mercado atacadista de São Paulo. Se por um lado essa baixa de preços se reverte em feijão mais barato nas prateleiras para o consumidor final - um quilo de feijão pode ser comprado hoje nos supermercados por cerca de R$1,65, valor bem abaixo dos quase R$8 que o grão atingiu em 2008 -, por outro, com os custos de produção de um feijão de boa qualidade, não sobra margem de lucro para o produtor.
O valor pago pela saca chega a ser menor que o gasto pelo produtor em algumas regiões do Paraná, por exemplo. Dados do Sindicato Rural de Castro mostram que na região o custo de produção de cada 60 quilos de feijão chega a R$81,13.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Abastecimento do Paraná, são gastos em média, no Brasil, R$ 2,319 mil por hectare plantado. Com uma média de produtividade de cerca de 29 sacas por hectare, no Paraná o custo mínimo para produzir uma saca de feijão gira em torno de R$79.
“Eu estou tendo só prejuízo”, afirma o produtor de feijão carioca em Castro, Eduardo Medeiros Gomes. Segundo Gomes ele chega a vender o feijão por quase a metade do custos que tem para produzir. “Aqui na região, como existe bastante oferta, o feijão está sendo vendido a R$ 45, R$50. Há quem diga que gasta isso pra produzir, eu gasto o dobro, ás vezes mais”, comenta.
Para Marcelo Eduardo Lüders, que opera no mercado do feijão há mais de 20 anos, ainda não há perspectiva de melhora para esse cenário. “Com essa superoferta, pelo menos nos próximos 30 dias, os preços só devem melhorar para o feijão de ótima qualidade - o nota 10 - que devido ao excesso de chuvas quase não existe no mercado”, relata.
COMPARATIVO - O valor da saca do feijão carioca caiu cerca de 50% se comparado ao mesmo período em 2009. Desde meados de julho (último) não passa do R$90. Para o feijão preto, que em janeiro de 2009 mantinha preços em torno de R$ 170 a saca de 60 quilos, a queda foi de mais de R$ 100%. Hoje o grão pode ser comprado por cerca de R$ 83, mas neste caso a média de preços se mantém desde março.
Os baixos preços, que persistem há pelo menos oito meses, são conseqüência do excesso de oferta que há no mercado desde meados de 2009. Em janeiro do ano passado o feijão carioca (nota 9) chegou a atingir R$ 140 nos primeiros dias, mas fechou o mês em torno de R$ 105. Já no final de fevereiro e início de março os preços variavam de R$ 90 a R$ 65 a saca. Os preços foram caindo conforme a oferta aumentava.
Os dados do último levantamento da safra 2008/09 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção de feijão no último ano foi de 3.478,6 mil toneladas.
Em dezembro de 2009 os estoques públicos de feijão do Ministério da Agricultura totalizavam 156.889 mil toneladas de feijão armazenadas, segundo a Conab. Somando a isso o que foi colhido nos últimos meses e o que está sendo produzido na safra das águas 2009/2010, não há perspectivas de que a oferta diminua tão cedo. Já que a produção e o estoque são de feijão carioca, variedade consumida somente no Brasil.
CAUSAS - Conforme Lüders, o problema da superoferta hoje é conseqüência da falta que houve na safra de 2008 quando a seca dificultou o cultivo do feijão. “Os produtores acabaram plantando em 2009 tudo o que podiam imaginando que o valor da saca chegaria ao patamar de 2008, quando atingiu até R$300. O resultado é uma enorme produção sem mercado para escoar”, explicou.
“Isso ocorre porque a demanda de consumo de feijão no Brasil é inelástica, ou seja, independente de quanto se produza o consumo é quase sempre o mesmo variando em percentuais mínimos. Noventa e quatro por cento da população consume feijão todos os dias, seja por R$ 2 ou por R$ 8 o quilo”, finalizou. As informações são de assessoria de imprensa.
DCI - São Paulo/SP
SÃO PAULO - A supersafra norte-americana de milho, a sobrevalorização
do real e o mercado interno saturado está levando o produtor brasileiro
a minimizar perdas com a diminuição de custos na safrinha.
Apesar dos problemas enfrentados com as geadas, os Estados Unidos
bateram recorde este mês na colheita do milho. Ao todo, de acordo com a
Cerealpar, foram colhidas 334 milhões de toneladas, ante as 328 milhões
de toneladas de dezembro.
Segundo Steve Cachia, analista de commodities da corretora de
cereais, o preço do milho no Brasil deve continuar pressionado.
Indicador da Escola Superior de Agricultura (Esalq/BM&F
Bovespa) apontou, entre os dias 11 e 18, queda de 2,8% no preço do
milho. Fechando a R$ 19,62 a saca de 60 quilos. Ontem, o milho fechou
em R$ 19,27 a saca de 60 quilos (-0,68%). Em dólar, o preço ficou em
US$ 10,71 a saca (-1,13%).
Para Antônio Álvaro Corsetti Purcino, chefe de pesquisa e
desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), existe a possibilidade de a safrinha sofrer queda de
produção, já que os produtores buscam diminuir os gastos na lavoura
utilizando menos insumo e adubo, além de cultivar sementes mais
baratas. "O plantio de semente do híbrido duplo pode reduzir a produção
em 20%, já a utilização do milho da colheita anterior, pode diminuir de
40 a 45% o resultado de cultivo", calcula.
Ainda de acordo com Purcino, os estoques de passagem de dois anos atrás
precisam ser exportados com urgência. "Aqui, quem tinha que comprar já
comprou. O estoque vai ter de ser exportado", afirma.
Segundo Leonardo Soluguren, diretor de Mercado da Céleres Consultoria,
seria ideal uma subvenção imediata do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa). "O governo federal deveria criar
ferramentas pré-safrinha para incentivar o plantio, mas acredito que o
governo vai apenas acompanhar o desenvolvimento das exportações no 1°
semestre", diz.
De acordo com a Agra FNP, a Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) prepara um leilão para este mês, mas a data não
estaria definida. Segundo a Conab, não há nada definido. "Estamos
aguardando as diretrizes do Mapa. Não tem nada acertado sobre leilão ou
armazenagem."
Levantamento da Agra FNP, aponta uma produtividade 6% maior, quando
comparada a de 2009, se a previsão de boas condições climáticas se
confirmar.
De acordo com Jacqueline Bierhals, gerente de Agroenergia da Agra, a safra de verão em torno de 33 milhões de toneladas, mais os 18,305 milhões de toneladas previstos para a safrinha, acumularão 51,338 milhões de toneladas. Para a Conab, a safra total será um pouco maior, 50,488 milhões de toneladas. A gerente estima ainda 8,019 milhões de toneladas de estoque final para 2010. Já a Conab espera estoque de 8,149 milhões de toneladas. "A subvenção do governo deve ser semelhante à de 2009, em torno de 6 milhões de toneladas. Tudo o que o Brasil exportou no ano passado - 7,8 milhões de toneladas - chegou ao porto por meio dos leilões", comenta.
Para o consumo doméstico, a Agra prevê aumento de 4% em
relação a 2009, para 47,3 milhões de toneladas, diante das 45,5 do ano
anterior. "A exportação para este ano deve ser algo na casa de 7
milhões de toneladas. Em 2009, foram 7,864 milhões de toneladas",
calcula a gerente.
João Carlos Werlang, presidente da Associação Brasileira dos Produtores
de Milho (Abramilho), vê um ano difícil para a comercialização do
produto. "Estamos pessimistas pelo estoque excedente e o preço baixo.
Ao meu ver o governo tem a obrigação de proporcionar ao produtor meios
de negociação", diz.
Apesar da safra recorde dos Estados Unidos, Leonardo Soluguren, diretor
de Mercado da Céleres, acredita que, por se tratar de um ano de
recuperação econômica, o Brasil tem espaço para crescer no mercado
externo. Segundo o diretor, os principais clientes do País são a Ásia e
o Oriente Médio. "Exportamos para mais de 70 países. Temos a
possibilidade de ampliar o mercado asiático, Coreia do Sul, Irã e
Europa, inclusive América Latina."
Para João Carlos Werlang, da Abramilho, um câmbio ideal, seria
o dólar acima de R$ 2.
A supersafra norte-americana de milho, a sobrevalorização do real e o
mercado interno saturado estão levando o produtor brasileiro a
minimizar perdas com a diminuição de custos na safrinha. Apesar dos
problemas enfrentados com as geadas, os EUA bateram recorde este mês na
colheita do milho. Ao todo, de acordo com a Cerealpar, foram colhidas
334 milhões de toneladas, ante as 328 milhões de toneladas de dezembro.
Para Steve Cachia, analista da corretora, o preço do milho no Brasil
deve seguir pressionado.
Agência Estado
Reunidos na tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre, produtores de
arroz pediram aos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento
Agrário crédito emergencial de R$ 2,5 mil por hectare perdido com as
chuvas no Rio Grande do Sul e abatimento de dívidas de custeio e
investimento. A Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz)
estima que aproximadamente 70 mil hectares foram perdidos com as chuvas.
Os agricultores reivindicam abatimento de 50% nos financiamentos de
investimento, no caso daqueles que perderam até metade de sua área
semeada. Nos contratos de custeio, pedem redução proporcional aos
prejuízos na lavoura.
O presidente da Federarroz, Renato Rocha, disse que o setor
terá uma audiência com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
na próxima semana para receber a resposta do governo. Na reunião dez
produtores de Restinga Seca, Agudo e Cachoeira do Sul apresentaram um
relato dos problemas causados pelas chuvas. Em alguns casos, apesar de
terem replantado a área mais de uma vez, não será possível produzir
porque o trabalho foi destruído por novas chuvas, explicou o dirigente.
A Emater informou nesta quinta, em relatório da agropecuária gaúcha,
que os últimos dias foram de reconstrução de canais, taipas e vias de
acesso para os produtores atingidos pelas chuvas. Nos demais casos, os
agricultores priorizaram o manejo e combate de pragas.
Em alguns casos, a baixa insolação torna o desenvolvimento da safra apenas regular, comentou o órgão, mas há tempo para a recuperação. A safra tem 15% da área em fase de floração e 5% em enchimento de grãos. O Instituto Riograndense do Arroz estima a área semeada em 1,073 milhão de hectares.
Safras & Mercado
SAFRAS (21) Para o milho da Argentina e com relação ao comunicado do
relatório mensal anterior do Ministério da Agricultura do país,
registra-se a mesma intenção de área, que ocupa a superfície plantada
de 3,1 milhões de hectares, com reduções em quase a totalidade das
zonas produtoras em comparação com a safra anterior. Dessa forma, a
diminuição da área plantada é de 9,6%. Do total, cerca de 80%
corresponde ao milho com destino final de colheita e o restante 20%
para forragem. O avanço nas tarefas de cobertura ascendeu a 91% como no
caso anterior, que refletiu uma diminuição de 5% em comparação ao ciclo
de antes. As condições das lavouras são consideradas de boas a
excelentes, em quase a totalidade das zonas produtoras, em função dos
importantes aportes hídricos, produto de chuvas significativas nos
últimos dias. As informações partem do Ministério da Agricultura da
Argentina. (CBL)
DCI - São Paulo/SP
SÃO PAULO - O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) confirmou
ontem que irá deixar os trabalhos de inspeção e fiscalização de pomares
no Estado de São Paulo, os quais ficarão sob a responsabilidade da
Secretaria de Agricultura, por meio da Coordenadoria de Defesa
Agropecuária (CDA).
Segundo comunicado divulgado pelo Fundecitrus, um novo
convênio a ser assinado entre a entidade e o governo paulista "visa
maior enfoque na conscientização e educação fitossanitária, prestação
de serviços e capacitação de produtores". O Fundecitrus admitiu, ainda,
que a decisão de deixar as ações de campo na defesa sanitária foi
tomada porque a inspeção e a fiscalização não evitaram a perda de
controle do greening, considerada a pior doença da citricultura.
"As novas diretrizes foram necessárias, pois as ações de controle do
greening foram insuficientes frente à dinâmica da doença", informa o
documento, o qual aponta que, em cinco anos, a incidência de talhões
com a presença da doença passou de 3,4% para 24%. "Dessa forma, o
Fundecitrus vem buscando mecanismos que se mostrem mais efetivos no
manejo da doença".
O Fundecitrus não informou oficialmente, entretanto, o destino da
equipe de 1.400 funcionários que trabalham na operação de campo, bem
como qual será o orçamento para 2010. Segundo a entidade, a decisão do
Fundecitrus representará queda de 80% no orçamento anual - que sairá
dos R$ 50 milhões para R$ 10 milhões - e o quadro de inspetores deve
cair entre 150 a 200.
AgroRede Notícias
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizará
auditorias no sistema de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul,
Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais, estados interessados na abertura do
mercado europeu para a carne suína. Na quarta-feira (20/01),
representantes da indústria e de entidades de classe do setor estiveram
no ministério para pedir o apoio do ministro Reinhold Stephanes na
exportação de carne suína in natura para a União Europeia.
As auditorias foram solicitadas pelos estados durante reunião com
Stephanes e o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. “O Mapa
acolheu o pleito dos estados e vai atendê-los, verificando, por meio de
auditorias, a qualidade de seus serviços de defesa e os demais
requisitos sanitários para acesso àquele mercado”, explicou Kroetz.
Está em análise, pelas autoridades europeias, a possibilidade dessa
exportação ocorrer a partir de Santa Catarina. Em outubro de 2009,
técnicos do Escritório de Alimentação e Veterinária da União Europeia
(FVO, sigla em inglês) estiveram no estado para inspecionar sistema de
produção, frigoríficos, entrepostos e portos.
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