

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 52,70/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 75,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 20,00/sc |

Folha de São Paulo
Indicação foi dada pelo presidente do Cade, Arthur Badin, caso seja
preciso reverter operação no futuro
O presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, disse ontem que a preocupação atual com o processo de criação da Brasil Foods é garantir as condições para que a operação possa ser revertida no futuro, caso o tribunal administrativo decida pelo veto -parcial ou integral- no julgamento do negócio.
As declarações de Badin indicam que o Cade deverá negociar com a Perdigão-Sadia um acordo para "congelar" a operação, o chamado Apro (Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação). A expectativa é que a fusão seja analisada até o final do ano.
"O Cade se preocupa, no primeiro momento, com a reversibilidade da operação, não só dos ativos, máquinas, como da mão de obra", disse Badin, informando que a fusão ainda não foi notificada oficialmente pelas empresas ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Depois do anúncio da operação, há um prazo de 15 dias úteis para a notificação aos órgãos antitruste.
Hoje, representantes da Sadia e da Perdigão apresentarão, informalmente, aos conselheiros do Cade o modelo da operação. De acordo com relatório da corretora Santander, as maiores concentrações resultantes da fusão ocorrem no mercado de massas prontas (quase 90%) e no segmento de pizzas semiprontas (70%).
Os executivos da nova empresa ainda deverão se reunir com representantes da SDE (Secretaria de Direito Econômico) e da Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico), que realizarão a instrução conjunta do processo de fusão.
Sintonia
Em sintonia com as afirmações de Badin, a diretora do DPDE
(Departamento de Proteção e Defesa Econômica), Ana Paula Martinez,
declarou que a lei permite aos órgãos antitruste "adotar medida
cautelar ou realizar o Apro, caso em uma análise preliminar da operação
se verifique que há risco para determinado mercado". O DPDE é um órgão
da SDE.
A diferença entre uma medida cautelar e um acordo é que, no primeiro caso, trata-se de um ato unilateral do governo. No acordo, as condições são negociadas entre as empresas e o Cade.
O presidente do Cade disse ainda que a fusão Sadia-Perdigão é muito complexa, não podendo ser reduzida à soma da participação de mercado das duas empresas.
Ele rebateu, porém, a avaliação de especialistas em defesa da concorrência de que a análise desse caso seria o maior desafio da história do Cade.
"Não vejo nenhuma especificidade que torne essa operação especial. Vamos analisar com a mesma tranquilidade, independência e imparcialidade de outros processos."
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse ontem que, do ponto de vista das exportações brasileiras, a fusão Perdigão-Sadia traz ganhos de eficiência para a nova empresa.
"Principalmente neste momento de abertura do mercado internacional, uma fusão como essa cria eficiência em termos de marketing e redistribuição", declarou o secretário.
Badin acrescentou que as empresas, provavelmente, terão de notificar a fusão também às autoridades de defesa da concorrência internacionais, entre elas as da União Europeia, devido ao caráter internacional da nova empresa.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou apoio do Banco do Brasil, maior financiador do crédito rural, para a criação de um fundo de compensação de riscos para o setor agropecuário. A idéia é reduzir o nível de inadimplência dos produtores e evitar a elevação do nível de classificação de risco das operações de crédito rural na safra 2009/2010.
Seria injetado neste fundo o volume de recursos necessários para garantir o aprovisionamento (percentual do financiamento reservado em caso de inadimplência) dos contratos de acordo com o nível de risco de inadimplência dos empréstimos. A proposta prevê um aporte inicial da União, para facilitar o acesso do produtor rural aos novos recursos de financiamento para a lavoura.
“A nossa prioridade é mobilizar esforços para a criação deste fundo, nos moldes dos já existentes, para amenizar os riscos do agricultor para a próxima safra”, disse a presidente da CNA, Kátia Abreu. Uma proposta, resultado de esforços reunindo os Ministérios da Fazenda e Agricultura, Banco do Brasil e CNA, deverá ser apresentada até a próxima semana.
O novo site da CNA estreou na rede nesta semana. Além do domínio www.cna.org.br, pode ser acessado também por www.canaldoprodutor.com.br. O novo portal foi construído para facilitar o acesso aos temas de maior importância para o setor, como previsão do tempo, cotações, notícias econômicas e ações de capacitação promovidas pelo SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), entre outras.
Poucas alterações nas condições do tempo nesta sexta-feira no Paraná. A massa de ar seco mantém o céu com pouca nebulosidade nas diversas regiões paranaenses na maior parte do dia.
No oeste e noroeste faz calor à tarde.
Fonte: Simepar
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Ponta Grossa 10°C 24°C
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Valor Econômico
Uma missão científica da União Europeia (UE) recomendou uma ampliação
nos controles do Ministério da Agricultura sobre os organismos
geneticamente modificados no Brasil.
Em visita de duas semanas ao país, os especialistas europeus sugeriram ao governo brasileiro, em relatório preliminar, o aumento dos investimentos públicos na rede oficial de laboratórios dedicados à análise de transgênicos no país. Também recomendaram a troca progressiva do sistema de credenciamento de instalações privadas pela estruturação de laboratórios dentro do organograma estatal.
O sistema federal de controle sobre a produção, transporte e armazenagem de transgênicos tem sido questionado ao longo dos últimos meses. O Ministério da Agricultura tem compromissos internacionais a cumprir com parceiros comerciais, em acordos bilaterais, e depende do aval de organismos internacionais, como a OCDE, clube dos países mais ricos do mundo, para reconhecer e validar métodos.
A missão da UE percorreu várias regiões do Brasil para acompanhar a inspeção de áreas de produção de soja, milho e algodão, além de empresas comercializadoras, laboratórios e a estrutura de controle de transgênicos no país. Foram visitadas lavouras em Itumbiara (GO), Luis Eduardo Magalhães (BA) e instalações industriais e laboratoriais em Minas Gerais e São Paulo. Os europeus acompanharam os testes de campo contra a pirataria de sementes, que inclui ações de controle sobre a difusão de transgênicos.
A avaliação preliminar da missão apontou a precariedade da estrutura de transporte e armazenagem para eventual segregação da produção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 99% das lavouras são semeadas com transgênicos. Apenas alguns nichos estão isentos de transgênicos. Os especialistas da UE notaram, entre as principais carências do sistema brasileiro, a falta de legislação adequada para a segregação.
Além disso, a missão científica apontou que o Brasil não conta com limites máximos percentuais de presença de transgênicos em cada lote. O Ministério da Agricultura faz apenas a coleta de amostras laboratoriais com sementes convencionais para fixar padrões de presença de transgênicos nessas sementes. O objetivo é restrito a determinar se pode haver perdas de rendimento agronômico nessas cultivares, e não avança em questões de modificação genética. (MZ)
Valor Econômico
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou na quinta-feira parecer favorável à liberação comercial da quinta variedade de algodão geneticamente modificado no país. E avançou na criação da norma que permitirá a aprovação automática de transgênicos resultantes do cruzamento de duas ou mais modificações genéticas.
Por 16 votos contra quatro, o colegiado aceitou os argumentos da multinacional americana Monsanto para dar sinal verde ao algodão transgênico resistente a insetos "Bollgard II", cujo pedido havia sido feito em junho de 2007. É o 12º produto geneticamente modificado aprovado pela comissão desde 1996.
Em uma discussão recheada de polêmica, os membros da CTNBio avançaram na construção de uma regra que poderá isentar de análise prévia produtos transgênicos originados do cruzamento de espécies já avaliadas pelo colegiado.
A regra valeria para transgênicos combinados por meio de processos de melhoramento genético clássicos. Para boa parte da comissão, esses novos produtos, submetidos aos métodos tradicionais de manipulação em laboratório, mantêm características equivalentes aos transgênicos originais.
Assim, estariam dispensados de análise e da emissão de um novo parecer técnico. Outra parcela dos membros do colegiado pregam cautela porque não haveria base científica para comprovar a equivalência entre o produto original e seu cruzamento com outro transgênico.
Na fila de pedidos apresentados pelas empresas de biotecnologia , há três "eventos" cuja avaliação já teve a tramitação iniciada: algodão resistente a insetos e glifosato da Monsanto que combina as características modificadas dos produtos "MON531" e "MON1445"; o milho da Monsanto "MON810 + NK603"; e o milho da Syngenta "Bt11 + GA21". Existe, ainda, um pedido conjunto da Dow AgroSciences e da DuPont para o milho combinado "TC1507 + NK603".
A permissão da CTNBio para esses produtos, considerados de "segunda geração" pelas empresas, reabriu a divisão interna no colegiado. A nova regra seria um sinal de "liberou geral" da comissão, segundo cientistas com restrições ao uso da biotecnologia no campo. Para os membros favoráveis à tecnologia de modificação genética, a medida ajudaria a "acelerar" a avaliação de processos na comissão.
Iniciado com celeridade, o processo de criação da nova norma esbarrou em alegações de eventual ilegalidade na isenção da análise prévia pela CTNBio. O Ministério Público Federal aguarda o desdobramento para questionar a norma na Justiça. "Há um interesse muito grande do MP sobre isso. Mas já estamos acostumados. Se for ilegal, é ilegal e pronto. Somos eventualmente ameaçados pelo MP", diz o presidente da CTNBio, o médico bioquímico Walter Colli.
A contrariedade de parte dos membros da comissão suscitou uma reação antecipada de Colli: "É preocupante porque parece um 'prato feito' para que a coisa desande como em 2006. Nossa posição técnica não tem nada a ver com CNBS [conselho de ministros], Anvisa ou Ibama", disse.
Em parecer, o especialista Leonardo Melgarejo afirmou que os membros da CTNBio poderiam responder de forma solidária por eventuais danos causados pelos novos transgênicos cruzados. Em outro texto, o biólogo molecular Giancarlo Pasquali contestou as diferenças entre os produtos originais e o transgênico resultante de cruzamento. A consultora jurídica do Ministério da Ciência e Tecnologia, Lídia de Lima Amaral, afirmou que, em sua opinião, não haveria motivos para preocupação: "De antemão, tranquilizo os membros sobre a legalidade do pedido. Não há motivo para temer a responsabilização civil ou penal".
Mesmo assim, diante do racha e dos questionamentos, o presidente da CTNBio decidiu retirar os pedidos das empresas da pauta da reunião de ontem e aguardar o prazo de consulta pública para retomar a avaliação de uma nova norma. Mas a discussão só deve ocorrer em julho, já que o relator do assunto, o biofísico Paulo Paes de Andrade, reivindicou mais tempo para completar seu parecer.
Gazeta Mercantil
Para o infortúnio das indústrias frigoríficas, os preços da arroba do
boi se mantiveram relativamente sustentados na safra pecuária, que
começou em meados de janeiro e termina agora em meados de maio, com a
entrada da estação seca. Houve arrefecimento das cotações em alguns
mercados, mas não na proporção esperada e, agora a entressafra deve
contar com uma oferta de boi de confinamento 20% menor que no ano
passado. A pressão sobre os preços deve ser potencializada com a
retomada do abate de alguns frigoríficos que estavam paralisados. A
tendência é de mais arrocho nas margens da indústria.
Com custo de produção alto e custo financeiro maior, os frigoríficos devem, portanto, manter rentabilidade espremida nos próximos meses. O recuo já foi bem crítico do fim de 2008 para o início deste ano, segundo balanço dos frigoríficos que têm capital aberto em bolsa de valores. O JBS, por exemplo, teve sua margem ebitda (antes de juros, impostos, amortização e depreciação), ou seja, de geração de caixa, reduzida de 6,1% no terceiro trimestre de 2008 para 2,8% no trimestre seguinte, até bater 2,3% entre janeiro a março deste ano.
"A oferta de boi foi muito pequena nesta safra. O abate de matrizes está refletindo em uma recuperação mais lenta do rebanho brasileiro", avalia Maria Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria. As margens do frigorífico Marfrig (ebitda) também caíram fortemente. De 18,6% no quarto trimestre para 7,3% no primeiro trimestre deste ano. Na mesma direção foram as margens do Minerva, que recuaram de 6,3% para 5,7% no mesmo período.
A arroba do boi em Barretos (SP) - usado como referência para outras regiões do País -, começou o mês de janeiro em R$ 87 e, só foi sair do patamar de R$ 80 no início do mês de março. Ainda assim, não passou de R$ 75 e já em abril, retornou aos patamares de R$ 80. Ontem, fechou em R$ 81, leve alta de 1,25% no dia, segundo dados da Scot Consultoria.
Esses preços sustentados na entressafra surpreenderam o mercado, sobretudo pelo número elevado de frigoríficos paralisados, ou seja, uma menor demanda pelo boi. "A safra foi muito conturbada. O excedente de fêmeas abatidas afetou muito o plantel. Houve ainda estiagens que não foram favoráveis para incrementar a oferta de boi e, em algumas regiões, o pecuarista segurou o gado para ter preço melhor", avalia Hélio Toledo, diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Frio do Estado de São Paulo (Sindifrio). Ele acrescenta que os preços dos cortes no mercado estão estanques. "A margem da indústria, portanto, está arrochada".
No mercado de exportação a rentabilidade também é avaliada como nula. "Houve alguma recuperação de preços, mas que ficou estacionada. Havia também expectativa que a arroba caísse, o que não aconteceu. Os custos se mantiveram, o crédito ficou mais caro. Portanto, frigoríficos estão empatando", diz Ivanir Rocha, diretor-presidente da Meat Center.
Agora, explica Ana Gabriela, da Scot, a entressafra já está começando, e espera-se uma oferta menor de boi de confinamento, que já tem uma representatividade bem pequena, perto de 6% do que o Brasil abate. A expectativa é que a oferta de bois confinados seja 20% menor do que no ano passado, segundo Juan Lebron, diretor-operacional da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). "Faltou bezerros para serem confinados. Acredito que no Brasil o recuo será de 20% para 2,5 milhões de cabeças", avalia Lebron.
Além da entrada da entressafra bovina, algumas regiões do País estão com preços em alta por causa da retomada de abates de frigoríficos paralisados. É o caso de Rolim de Moura, em Rondônia, onde o frigorífico Independência voltou a abater 500 cabeças por dia. "Neste município, os preços subiram de R$ 67 para R$ 68 de um dia para outro", conta Ana Gabriela.
Em algumas praças, como em Mato Grosso do Sul, a seca antecipada fez os preços despencarem de R$ 75 para R$ 70 em abril (o pecuarista vende mais rápido na seca para o boi não perder peso), mas agora em maio já subiu para R$ 73. "Quando outras plantas paralisadas retomarem os abates, há chances do preço da arroba subir fortemente", avalia a especialista da Scot Consultoria.
Friboi em Manaus
Dentro de sua estratégia agressiva de ganhar espaço no mercado interno,
o JBS informou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que foi
aprovada pelo conselho da companhia a abertura de uma filial atacadista
de carnes (bovina, suína e embutidos) em Manaus, capital do Amazonas.
Gazeta Mercantil
O dia nacional do café será celebrado no próximo domingo, dia 24 de maio, com uma mistura de várias conquistas e difíceis desafios. O saldo positivo, para analistas, fica com a grande competência produtiva de toda a cadeia, que do campo até a industrialização consegue ano após ano suprir o crescente consumo no mercado interno, mantendo a qualidade e praticamente a mesma área plantada. Nas exportações, o Brasil deve se destacar ainda mais em 2009 como o maior fornecedor mundial da commodity, respondendo por cerca de 25% do mercado internacional. E são justamente os triunfos que carregam os problemas. Os desafios, na visão de especialistas, estão na busca de políticas para melhorar a remuneração dos produtores, em grande parte endividados, e na melhora constante da qualidade. No mercado internacional, o entrave fica com o baixo valor agregado, uma vez que os embarques estão concentrados em verdes e não nos torrados e moídos, que oferecem maior rentabilidade.
O Brasil é o segundo maior consumidor mundial do grão, perdendo apenas para os Estados Unidos. Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), foram vendidas 17,6 milhões de sacas em 2008. Os americanos, por sua vez, compraram pouco mais de 20 milhões de sacas. Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, destacou a melhora constante na qualidade do grão cultivado e comercializado no País. "Essa história de que todo café bom é exportado não existe mais. Atualmente, é possível encontrar bebidas por aqui no mesmo nível das servidas em qualquer outro lugar do mundo". Conforme observou, boa parte dessa conquista na qualidade foi proporcionada pela criação da Abic e consolidada no final de 1989, com o lançamento do selo de pureza, cujo objetivo era resgatar a credibilidade do setor. Além disso, o analista destacou a importância dos trabalhos no combate a pragas e melhoramento genético realizados pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
"Além da melhora constante na qualidade, nosso foco será maior nos cafés sustentáveis. Nesse sentido, estamos em negociação com duas organizações que emitem esses selos. Com isso, esperamos aumentar a demanda desses produtos no Brasil", destacou Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. As ações, prosseguiu, ainda serão concentradas nos programas que ressaltam os benefícios à saúde e na promoção de cafés de alta qualidade. "O café expresso passou a ser tendência a partir de meados dos anos 1990, quando o setor buscava enfrentar a crise de preços baixos com grãos de alta qualidade", completou o diretor-executivo.
Carvalhaes acrescenta que a bebida expressa foi o marco na mudança do público alvo. "Até os anos 1980, o café era confundido com bebida de velho. Mas o trabalho de algumas empresas nesse sentido ampliou o consumo entre jovens. Até hoje, notamos nitidamente a diferença de público nas padarias e nas cafeterias", comparou. Por esse motivo, ele acredita que o País será o maior consumidor mundial da bebida nos próximos três anos. Almir Filho, presidente da Abic, acredita que até 2011, o consumo brasileiro atingirá 20 milhões de sacas. "Não sabemos como o mercado se comportará nos EUA, mas por aqui, é possível atingir esse número no máximo em 2012".
No entanto, Carvalhaes alerta que a baixa remuneração no mercado restringe o crescimento da produção na mesma proporção. "Os estoques estão baixos e qualquer catástrofe climática, que já aconteceu em outras ocasiões, pode fazer os preços dispararem. E, diferente daquela época, mesmo com a alta, não haverá como suprir a demanda".
Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), afirma que o produtor fez a lição de casa até hoje. "O cafeicultor brasileiro é imbatível. Mesmo reduzindo seu padrão de vida, conseguimos suprir o que o mercado consome. Porém é preciso rever as políticas públicas para capitalizar o produtor que está endividado". Ele reclama ainda das dificuldades no acesso aos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), cujos recursos encalhados chegam a R$ 1,4 bilhão. "Você já viu um fundo de defesa que restringe o acesso a seus recursos? Não queremos perdão das dívidas, mas condições para pagá-la como em vários setores do comércio". Ele destacou a distribuição de renda e emprego como os pontos fortes do setor. "Precisamos repensar esses problemas para a cafeicultura voltar a brilhar".
No mercado internacional, as exportações devem superar a inédita barreira das 30 milhões de sacas até 30 de junho, data que encerra o ano comercial. Carvalhaes afirma que o maior desafio nesse mercado é exportar com maior valor agregado. "O recorde sempre está com café verde. É claro que é muito difícil ganhar mercado com torrado e moído lá fora porque já existem marcas tradicionais. Mas é um trabalho contínuo e valioso". Prova disso, segundo disse, é o café solúvel, considerado o "fuzileiro naval da cafeicultura", por abrir novos mercados. "Por causa dele conseguimos acessar mercados no oriente."
Gazeta Mercantil
O açúcar deverá subir 20% até o fim do ano, uma vez que a queda da produção da Índia vai gerar déficit mundial, disse Rubens Ometto, presidente da Cosan.
A produção mundial de açúcar deverá ser inferior à demanda em 4,5 milhões de toneladas a 5 milhões de toneladas no período de 12 meses a encerrar-se em setembro de 2010, comparativamente ao déficit de 7,8 milhões de toneladas previsto para o atual ano safra, disse na semana passada a Organização Internacional do Açúcar (OIA). Os contratos futuros de açúcar deram um salto de 32 % puxados pela perspectiva de que o consumo mundial será maior do que a produção.
"O mercado de açúcar é muito auspicioso para os próximos anos", disse Ometto. "Os preços deverão ficar nesses patamares ou melhores". A Cosan vai aumentar a produção em 10% a 15% este ano, disse Ometto.
Gazeta Mercantil
Os preços da soja subiram pelo quarto dia consecutivo depois que um
relatório do governo americano mostrou uma queda na produção na América
do Sul, melhorando as perspectivas de demanda para os produtores
agrícolas dos Estados Unidos, maior produtor e exportador mundial da
oleaginosa. Em Chicago, o grão subiu mais sete pontos, para 1.136
centavos de dólar o bushel.
Os exportadores americanos registraram vendas de 700, 6 mil toneladas na semana passada, alta de 74% em comparação com período anterior, informou ontem o Departamento de Agricultura. Nas quatro semanas que se encerraram naquela data, as vendas de ração animal feitas de soja dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior. Na última quarta-feira, os futuros da soja alcançaram seu melhor nível em sete meses.
"As exportações continuam bastantes fortes", afirmou Mike Zuzolo, presidente da Risk Management Commodities, em Lafayette (Indiana). "A demanda não está caindo."
Café
Os preços do café no mercado de futuro saltaram para 135,8 centavos de
dólar a libra peso, a maior alta em 7 meses pelo terceiro dia
consecutivo uma vez que a redução da produção na Colômbia elevou os
preços do grão arábico a valores recordes.
A produção na Colômbia, maior produtora do grão arábico depois do Brasil, deve cair até 8,7% este ano devido ao excesso de chuva, afirmou um grupo de agricultores. Os preços à vista na Colômbia atingiram US$ 2,1796 a libra-peso na quarta-feira, melhor nível desde, outubro de 2001.
Os preços do café operam em alta devido aos "fundos de investimento e fundamentos", disse George Saffadi da Olam Americas, em White Plains (Nova York). "Os preços têm espaço para crescer mais" em meio à queda da produção colombiana".
Valor Econômico
Sob influência do dólar. Com a nova queda do dólar, que torna mais
atrativos para compradores de outros países os preços das commodities
agrícolas produzidas nos Estados Unidos, o açúcar valorizou-se nesta
quinta-feira. Foi a terceira alta nas quatro últimas sessões. O dólar
atingiu seu menor nível de 2009 em relação a uma cesta de seis moedas
estrangeiras, segundo o US Dollar Index. "O dólar caiu do penhasco. Há
mais fluxo de investimentos e especuladores fortalecendo o preço do
açúcar", disse à Bloomberg Mark Hansen, diretor do CPM Group. Em Nova
York, com isso, os contratos de açúcar com vencimento em outubro
avançaram 24 pontos, para 16,56 centavos de dólar por libra-peso. No
mercado interno, a saca de 50 quilos saiu por R$ 44,34, alta de 0,20%,
segundo o índice Cepea/Esalq.
Fator Colômbia. O preço do café, que já estava em seu maior nível dos últimos sete meses, ampliou ainda mais seu patamar nesta quinta-feira. Analistas ouvidos pela Bloomberg creditaram a valorização à projeção de que a produção colombiana - segundo maior fornecedor de arábica, atrás do Brasil - cairá 8,7% neste ano em função do excesso de chuvas, segundo a federação de produtores local. Em Nova York, os contratos de arábica para julho subiram 250 pontos, para US$ 1,3760 por libra-peso. Os papéis de robusta para julho encerraram a sessão em alta de US$ 4 em Londres, aos US$ 1.539 por tonelada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos foi negociada por R$ 271,91, uma alta de 0,58%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Em maio, o café acumula valorização de 5,69%.
Vendas especulativas. Com uma modesta pressão especulativa para a liquidação de contratos, o preço do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro encerrou a sessão desta quinta-feira em leve baixa. Também contribuiu para o recuo a expectativa de que a temporada de furacões deste ano seja menos intensa na Flórida, segundo maior polo citrícola do mundo, depois de São Paulo. Em Nova York, os contratos de suco de laranja com vencimento em setembro encerraram em baixa de 60 pontos, aos 93 centavos de dólar por libra-peso. Nesta semana, a Flórida registrou fortes chuvas, mais um fator a pressionar as cotações para baixo. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 4, de acordo com o Cepea/Esalq.
EUA exportam mais.O Departamento de Agricultura americano (USDA) reportou nesta quinta-feira que o país exportou 700,6 mil toneladas de soja na semana encerrada em 14 de maio, um volume 74% maior que o da semana anterior. O registro deu impulso ao preço do grão, que fechou em alta pela quarta sessão seguida. O aumento dos embarques pode ser um sinal de que a redução da produção na América do Sul, ocorrida em virtude de problemas climáticos, especialmente na Argentina, exigirá mais exportação da produção dos EUA. Na bolsa de Chicago, os contratos de soja para agosto subiram 7 centavos de dólar, para US$ 11,3650 por bushel. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos foi negociada por R$ 40,80, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Folha de São Paulo
ALTA DO AÇÚCAR
O açúcar deverá subir 20% até o final do ano. A estimativa é de Rubens
Ometto, presidente da Cosan, a maior processadora mundial de
cana-de-açúcar, e foi feita ontem à Bloomberg, em Nova York.
AUSPICIOSO
Para o empresário, o mercado de açúcar será muito auspicioso nos
próximos anos, com os preços ficando em bons patamares. A Cosan vai
aumentar de 10% a 15% a produção neste ano, informou o empresário.
OFERTA RESTRITA
A arroba de boi gordo já está em R$ 82 na região noroeste do Estado de
São Paulo. A oferta restrita de animais pelos pecuaristas, mesmo com a
ligeira recuperação dos preços nos últimos dias, mantém as cotações
aquecidas, na avaliação do Instituto FNP.
CAMINHO INVERSO
Já a carne suína, devido à retração na demanda, não para de cair. As
pesquisas de preço da Folha indicaram novo recuo ontem, para até R$ 36
por arroba. Na média, os frigoríficos pagam R$ 36,90, valor 21%
inferior ao de há 30 dias.
AINDA MENOR
A produção de soja da Argentina será de apenas 32,2 milhões de
toneladas, conforme a estimativa mais recente da Bolsa de Cereais de
Buenos Aires. A anterior foi de 46 milhões.
COMO JOIA
O café gourmet brasileiro é algo especial e raro como uma joia. Esse é
o tom de campanha que será lançada no Chile na terça-feira. Apex-Brasil
e Abic (associação das indústrias), responsáveis pela campanha, querem
dobrar, em dois anos, as exportações de café torrado e moído para os
chilenos.
CAFÉ E CRISE
Na segunda-feira, produtores, consumidores e mercado de café discutem
vários temas do setor. Os efeitos da crise mundial sobre o produto
serão um deles. O encontro faz parte do 3º Coffee&Dinner,
promovido pelo Cecafé, em São Paulo.
SEM VAZIO
A chuva no oeste baiano, além de derrubar a produtividade, reduziu a
produção de sementes de soja para o plantio da próxima safra. Devido à
dificuldade em buscar em outros Estados sementes apropriadas para a
região, os produtores querem plantar durante o "vazio sanitário" em
áreas irrigadas.
COM CONTROLE
Sérgio Pitt, da Aiba (associação de produtores), diz que o plantio
seria feito rigorosamente com o controle da Defesa Sanitária. O "vazio
sanitário" é a exigência de um período livre de plantio entre uma safra
e outra, para dificultar a propagação de doenças.
O Estado de São Paulo
Os contratos futuros de trigo com vencimento em julho fecharam em queda
na Bolsa de Chicago na quinta-feira, de 4,25 cents ou 0,71%, a US$
5,9350. O recuo foi visto pelo mercado como uma correção, após o ativo
ter atingido na quarta-feira a maior cotação em quatro meses. A
exportação dos Estados Unidos nos últimos dias foi muito superior às
projeções de mercado, incentivada pelo dólar barato. Mesmo assim, não
há expectativa de alta persistente para o cereal, pois os estoques
globais estão repletos.
Jornal de Maringá
Renan Colombo
A Expoingá deste ano recebeu 387 mil pessoas, público 35,5% menor que o estimado pela Sociedade Rural de Maringá, responsável pela feira. Eram esperados 600 mil visitantes. A informação foi divulgada ontem à tarde pela presidente da entidade, Maria Iraclézia de Araújo, junto com outros números do evento. Os organizadores da feira, realizada entre 7 e 17 de maio, atribuem o público reduzido ao novo formato da exposição, que este ano, diferentemente das edições anteriores, teve os shows realizados em uma arena fechada. Assim, havia ingressos separados para o parque e para os shows.
Correpar
FEIJÃO CARIOCA: Reportou-se negócios no MT de feijão tipo 3 cor 7,5 por
R$ 55,00 por saca de 60 kg. Assim foi muito bem vindo o
leilão de PEPRO que vendeu nesta edição 57,52% do total
ofertado (veja resultado abaixo) e também o anúncio de mais
um leilão na próxima semana de PEP. Outro detalhe interessante é que
muitos produtores estão conseguindo realizar o AGF com CPF, assim um
casal de produtores, consegue desde que ambos tenham nota fiscal, fazer
AGF cada um de 748 sacas. Estas informações e a continuidade do AGF e
PEP ou PEPRO vai demonstrando que o governo não vai mudar a regra do
jogo e que a intenção de manter a política atual até que o preço no
mercado alcance o preço mínimo será mantida.
Esta estratégia pode sinalizar que chegou a hora de trabalhar com um pouco mais de estoque. Como o mercado trabalha em ondas a situação atual pode apontar para o surgimento, a partir de agora, a qualquer momento, de um efeito “manada” onde de uma hora para a outra umas poucas notícias auspiciosas muda o humor do mercado. Em época de poucos ganhos financeiros e juros na descendente imaginar que em algum momento haja valorização, por menor que seja de digamos 5% algo como R$ 3,50 por saca significa ganho impensável em qualquer outra aplicação. Se isto ocorre, por exemplo, em 30 dias já vai ter valido a pena a mudança de estratégia de compra ou de venda no atual mercado.
FEIJÃO PRETO: Assim como no caso do feijão carioca o feijão preto
encontrou seu ponto de resistência. Abaixo dos R$ 70,00 está difícil de
comprar mercadoria maquinada e os produtores entendem que a pressa para
vender acabou. Da Argentina percebe-se que o volume total colhido ainda
é pequeno e assim a pressão de venda de lá ainda não começou. O
favorecimento que existe por conta do câmbio para os exportadores
argentinos deve ser levado em conta US$ 1,00 é igual $ 3,73.
FIQUE DE OLHO - A Secretaria da Agricultura do Paraná reuniu diversos
elos da cadeia produtiva para entender o que e como pode ser definida
uma linha de ação diante dos problemas pontuais e conjunturais. Em
atendimento a solicitação de representações de produtores e também do
IBRAFE estuda-se a formação da Câmara Setorial do Feijão do Paraná.
Como encaminhamento imediato da reunião realizada está sendo solicitada
a secretaria executiva da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura,
que seja entre outras coisas, estudado uma melhora nos valores que são
outorgados através dos leiloes de PEP e PEPRO. Que se removam o mais
rápido possível os estoques que ocupam a pequena capacidade de
armazenagem no Paraná. E que a Claspar mantenha o rigor na
classificação do feijão importado da Argentina.
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