



| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 230,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 51,50/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 76,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 20,80/sc |
Gazeta do Povo
Volume de recursos mobilizado para financiar a próxima safra é quase
38% superior ao do ciclo 2008/2009
A ampliação do crédito para o setor rural – a ser oficializada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), em Londrina – compõe a estratégia do governo para aquecer a economia e melhorar o saldo da balança comercial. O governo espera, ainda no segundo semestre, colher os primeiros efeitos da injeção de R$ 107,5 bilhões em financiamentos para a safra 2009/10, disseram ontem os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. O valor é 37,82% maior que os R$ 78 bilhões oferecidos no ciclo passado, e que não foram usados totalmente.
Os dois ministros deram detalhes do plano ontem, em Londrina, em antecipação à chegada de Lula. “O agronegócio representa um terço da economia e é responsável todo ano pelo superávit da balança comercial, cobrindo o déficit dos outros setores”, argumentou Stephanes. Em sua avaliação, mesmo que o Brasil plante a mesma área do último ano, a produção agrícola deve crescer de 5% a 8%, se não houver nova seca e a produtividade continuar aumentando, chegando a cerca de 142 milhões de toneladas.“Considerando essa previsão, o setor vai dar uma boa contribuição para melhorar a economia”, avaliou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial do agronegócio foi 12,49% inferior à do mesmo período do ano passado, com superávit de US$ 19,73 bilhões. O quadro favoreceu a pressão do setor agropecuário por mais recursos. Dos R$ 107,5 bilhões, R$ 92,5 bilhões vão para a agricultura comercial e R$ 15 bilhões para a familiar.
O investimento do governo é na equalização de juros. Segundo Paulo Bernardo, “será aplicado R$ 1,7 bilhão, 40% a mais que no último ano”. A expectativa é que a balança comercial geral tenha saldo pelo menos parecido com o do ano passado, que foi de US$ 24,74 bilhões.
Mudanças
O
governo tomou algumas precauções para fazer com que o dinheiro chegue
aos agricultores. Uma delas foi ampliar de R$ 2,5 bilhões para R$ 5
bilhões os recursos do Proger Rural. Neste programa, o juro é de 6,25%
ao ano, meio ponto porcentual abaixo do juro padrão. “Os bancos serão
obrigados a repassar 100% desses recursos”, disse Stephanes. O limite
do faturamento dos agricultores que podem acessar esses recursos foi
ampliado de R$ 250 para R$ 500 mil. “Mais produtores poderão acessar
esses recursos, principalmente no Paraná. As pequenas e médias
propriedades, que têm renda nesta faixa, predominam aqui”, disse o
secretário estadual da Agricultura, Valter Bianchini, que também
participou da apresentação.
Stephanes disse que o acesso dos produtores endividados aos recursos deve ser mais fácil. Ele afirmou que os bancos estão sendo monitorados, para que não imponham restrições exageradas. “99% dos agricultores inadimplentes devem porque a safra quebrou ou porque os preços caíram muito em relação aos custos”, argumentou.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireeff, disse que o PAP vai estimular a produção. “O plano estimula o uso de áreas de pastagens na agricultura. Além disso, o limite de financiamento por produtor também está sendo ampliado. Numa avaliação que considera os preços no mercado internacional, o produtor tende a plantar mais.”
O Estado de São Paulo
Governo federal detalha hoje plano de R$ 107,5 bilhões para a agricultura
O governo federal vai destinar R$ 107,5 bilhões ao setor agrícola, segundo o Plano de Safra 2009/2010 divulgado ontem pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Ele destacou que a prioridade será incentivar o médio produtor rural, o cooperativismo e a produção agropecuária sustentável.
O valor, 37% superior ao da safra 2008/2009, ficou um pouco acima da expectativa do mercado e do próprio ministro da Agricultura, que esperava R$ 100 bilhões. O plano será lançado oficialmente hoje pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que estará em Londrina, no Paraná.
O aumento na disponibilidade de dinheiro para o setor mostra a preocupação do governo federal com a estagnação da produção. Com o aperto no crédito por causa da crise, os agricultores reduziram o volume de investimento, o que resultou numa safra menor. Também houve redução dos gastos com insumos e, consequentemente, queda na produtividade.
Os dados antecipados ontem mostram que a agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e a familiar terá outros R$ 15 bilhões. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que terá R$ 2 bilhões. As cooperativas são responsáveis por 40% da produção nacional de grãos.
Segundo as regras do programa, os recursos poderão financiar a aquisição ou a integralização das cotas-partes do capital social das cooperativas e também será possível aumentar o capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do saneamento financeiro da cooperativa.
O limite de empréstimo será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa de juro de 6,75% ao ano. O objetivo do programa é desenvolver a ampliação do capital de giro e a reestruturação patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.
MEIO AMBIENTE
Apesar
do foco no agricultor médio, o governo também tentou contemplar no novo
plano as preocupações sobre a questão ambiental, que ameaça prejudicar
os mercados para alguns produtos agropecuários brasileiros. O Programa
de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) teve os
recursos elevados de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
O Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural) também foi beneficiado. A verba subirá de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões. Nesse caso, o governo também dobrou o limite de renda de produtores que podem participar.
Agora, agricultores que tenham renda de até R$ 500 mil anualmente podem acessar esse tipo de crédito. "O novo Proger Rural foi desenhado com a intenção de dar ao médio produtor condições para crescer mais e reforçar a sua contribuição no desenvolvimento da economia do país", disse o secretário de Política Agrícola, Edílson Guimarães.
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%, informou o ministério. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (+20%), o leite (15%), raiz de mandioca (12%), soja (10%) e milho (6%).
O Plano de Safra 2009/2010 prevê ainda um aumento de 25 para 39 do número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático, programa que tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.
O Globo
O governo federal elevou fortemente os recursos que estarão disponíveis para o setor agropecuário, principalmente a agricultura empresarial, no próximo ano safra, para estimular o crescimento da produção.
No
total, estarão disponíveis 107,5 bilhões de reais para o setor em
2009/10 (julho-junho), volume 37 por cento maior que o do ano passado.
O crescimento das linhas de crédito foi maior para a chamada agricultura comercial de grande escala, que terá 92,5 bilhões de reais, ante 65 bilhões em 2008/09, alta de 42,3 por cento.
O crédito para a chamada agricultura familiar, em comparação, subiu 15,3 por cento, para 15 bilhões de reais.
"A edição (do plano) para a safra 2009/2010 tem como foco central o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária com respeito ao meio ambiente", informou o Ministério da Agricultura nas notas sobre o PAP 2009/10 (Plano Agrícola e Pecuário).
O volume total de recursos ficou um pouco acima do que esperava o mercado. Analistas e o próprio ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, haviam falado em volume de aproximadamente 100 bilhões de reais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura vão lançar oficialmente o programa na segunda-feira, em Londrina (norte do Paraná).
Agricultores brasileiros tiveram um cenário complicado em relação a crédito na safra passada, o que levou a uma redução no investimento no campo e a uma safra menor do que o potencial.
Houve menor gasto com insumos como fertilizantes, o que resultou em queda na produtividade.
A pouca disponibilidade de dinheiro no campo foi resultado do aperto no crédito global, que levou tradings e fabricantes de insumos a reduzirem os financiamentos ao setor, e também a questões de inadimplência de muitos produtores, o que impede que eles acessem linhas oficiais de crédito.
A estagnação da produção tem preocupado o governo.
Além do PAP de 107,5 bilhões de reais, circulam comentários de que o governo possa formar um fundo garantidor para o setor rural de até 10 bilhões de reais, que avalizaria as operações financeiras com os bancos, facilitando o processo de obtenção de financiamentos.
FOCO NO MÉDIO PRODUTOR E
PREOCUPAÇÃO AMBIENTAL
Apesar do foco no agricultor médio, o governo também tentou contemplar no novo plano as preocupações sobre a questão ambiental, que ameaça prejudicar os mercados para alguns produtos agropecuários brasileiros.
Em linhas como o Proger, foi dobrado o limite de renda de produtores que podem participar. Agora, agricultores que tenham renda de até 500 mil reais anualmente podem acessar esse tipo de crédito.
"O novo Proger Rural foi desenhado com a intenção de dar ao médio produtor condições para crescer mais e reforçar a sua contribuição no desenvolvimento da economia do país", disse o secretário de Política Agrícola, Edílson Guimarães.
Do total de recursos do plano, 54,2 bilhões serão com juros controlados de 6,75 por cento ao ano. Essa parcela de crédito a juros subsidiados pelo governo cresceu 20,8 por cento ante o ano passado e poderá ser acessada por um maior número de produtores, já que os limites para participação foram afrouxados.
Na área de conservação, o governo elevou em 50 por cento o crédito para recuperação de áreas degradadas, para 1,5 bilhão de reais.
No lançamento do plano, na segunda-feira, Lula deverá homenagear o produtor Herbert Arnold Bartz, considerado o pioneiro da técnica de plantio direto no Brasil (sistema em que o cultivo da próxima safra é realizado sobre a palha da safra anterior, sem queimada ou revolvimento da terra, o que reduz o dano pela atividade agrícola nos solos).
O Estado do Paraná
O governo federal vai destinar R$ 107,5 bilhões ao setor agrícola, de acordo com o Plano de Safra 2019/2010 divulgado hoje em Londrina, no Paraná, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. De acordo com ele, o foco central será o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária sustentável. O total previsto acrescenta mais 37% de recursos para o crédito rural em relação ao Plano Agrícola e Pecuário do período anterior. Para a nova safra, a agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e a familiar terá R$ 15 bilhões.
Os programas de investimento para a safra 2009/2010 vão contar com R$ 14 bilhões, um avanço de 37% em relação ao plano anterior. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que contará com R$ 2 bilhões. Além disso, serão ampliados o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural), cuja verba subirá de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e o Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), com alta de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%, informou o ministério. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (20%), o leite (15%), a raiz de mandioca (12%), a soja (10%) e o milho (6%). Para a safra 2009/2010, o governo aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático, programa que tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.
Médio produtor e
cooperativas
O
médio produtor agrícola terá na safra 2009/2010 R$ 5 bilhões para
financiar a lavoura, uma alta de 72% nos recursos previstos no ciclo
anterior. Esses recursos serão ofertados por meio do Proger Rural,
programa que foi reformulado pelo ministério para facilitar o acesso ao
crédito com condições facilitadas. Além da ampliação do volume
financeiro, o programa dobrou o limite de renda do produtor que pode
ter acesso aos recursos. Agora, será necessário comprovar uma renda
superior a R$ 110 mil e inferior a R$ 500 mil. Os limites de crédito
para custeio, investimento e comercialização, subiram de R$ 150 mil
para R$ 250 mil.
O cooperativismo, responsável por quase 40% da produção nacional de grãos, foi contemplado no Plano de Safra com R$ 2 bilhões por meio do Procap Agro, programa criado para desenvolver a ampliação do capital de giro e a reestruturação patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.
Segundo as regras do programa, os recursos poderão financiar a aquisição ou a integralização das cotas-parte do capital social das cooperativas e também será possível aumentar o capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do saneamento financeiro da cooperativa. O limite de financiamento será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa de juro anual de 6,75%.
Nesta segunda-feira (22/6), às 15 horas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes lançam, em Londrina\PR, o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2009\2010. Serão anunciados o crédito para plantio, colheita, comercialização e acesso facilitado ao seguro rural. Dentre as principais metas desta edição do plano estão um incentivo maior ao médio produtor rural, à agropecuária sustentável e ao cooperativismo.
Folha de S. Paulo (21/06)
O governo federal prepara a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, a exemplo de medida adotada recentemente para estimular o crédito a micro e pequenas empresas. A ideia é que o Banco do Brasil, que tem tradição na concessão de crédito rural, seja o gestor do fundo. O valor, ainda em estudo, oscila entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões.Os ruralistas alegam que a crise internacional e as dívidas agrícolas acumuladas nos últimos anos frearam novos empréstimos bancários. Assim, o fundo entraria como uma espécie de avalista para os produtores endividados.
A proposta surgiu após pleito da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) a ministros da área econômica. Presidente da CNA, a senadora oposicionista Kátia Abreu (DEM-TO) apresentou a proposta aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A senadora tem boa relação com o comandante do BC.
O governo ficou preocupado com a queda do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio no primeiro trimestre deste ano. Houve redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2008 -nessa mesma comparação, o PIB geral recuou 1,8%. Desde o início da crise, em outubro de 2008 (quando a quebra do banco americano Lehman Brothers congelou o mercado de crédito no mundo todo), o setor do agronegócio acumula perda de 2,26%.
Eleições
A
Folha apurou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deu o aval
para a criação do fundo. Preocupado em obter uma taxa positiva do PIB
nacional neste ano, o presidente tem estimulado medidas que possam
aquecer a economia. Para Lula, é questão de honra evitar PIB zero ou
negativo. Ele deseja ter discurso contra a oposição para chegar a 2010
com argumentos que lhe permitam defender o seu governo e a eventual
candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência.
O fundo garantiria empréstimos ao setor de agronegócio. Na visão do governo, não há pressão inflacionária à vista por parte dos alimentos. A medida seria uma forma de incentivar a safra de 2009/2010 e de evitar aumento no preço dos alimentos. Na prática, oferecer uma oportunidade de recursos aos agricultores neste momento é uma forma de colher uma safra volumosa no ano eleitoral, evitando tensões no setor e reduzindo pressão sobre os preços.
"Se a empresa ou o agricultor não tiver limite no banco, o fundo funcionaria como um avalista, um reforço para o banco liberar o dinheiro e garantir a capitalização da agropecuária", disse o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), um dos líderes da bancada ruralista no Congresso.
Novos financiamentos
Nessa
relação com os bancos, outra preocupação dos ruralistas é com o grau de
risco dos produtores endividados. Eles querem que, em reunião do CMN
(Conselho Monetário Nacional) prevista para ocorrer nesta semana, o
nível de classificação desses produtores (com dívidas atrasadas ou
renegociadas) não seja um empecilho para a captura de novos
financiamentos.
Na cidade paranaense de Londrina, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e o presidente Lula anunciam o Plano Agrícola Pecuário 2009/2010. O montante em créditos para o período será de R$ 93 bilhões, sendo R$ 12,3 bilhões para capital de giro das agroindústrias.
Com o objetivo de ajudar a agricultura, o governo Lula, a exemplo de administrações anteriores, já renegociou dívidas dos produtores agrícolas.
Gazeta do Povo
O novo serviço estadual de inspeção de produtos de origem animal, que
será anunciado hoje em Londrina, não vai dispensar o Serviço de
Inspeção do Paraná (SIP). O estado é o primeiro do país a adotar o
Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal
(Sisbi/Poa), que autoriza a circulação dos produtos certificados em
todo o país. Porém, como a adesão dos fabricantes de alimentos a este
sistema não é obrigatória, será necessário manter dois serviços, disse
ontem o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.
O Sisbi faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), que autoriza estados e municípios a inspecionarem alimentos para circulação nacional. Para integrar o Suasa, é necessário seguir os métodos e possuir estrutura para atuar como braço do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que deve se concentrar nos produtos destinados à exportação.
Bianchini explica que foram necessários dois anos de trabalho para atender as exigências do Suasa, com novas contratações e melhoria da estrutura física do SIP. O treinamento dos fiscais está na fase final e os primeiros selos dos Sisbi devem ser emitidos em setembro. A previsão é que as empresas interessadas em ampliar seus mercados dentro do país troquem o SIP pelo Sisbi, sem custos adicionais.
Ele prevê uma rápida migração para o novo sistema, mas não há data para a extinção do SIP. “Vamos sentir agora qual o nível de dificuldade do novo sistema. Ainda temos que mostrar na prática que o estado é capaz de desempenhar o papel da fiscalização federal.”
O governo federal prevê adesão ampla de estados e municípios ao Suasa. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com isso, a estrutura do SIF poderá ser melhor aproveitada. A meta, afirma, é evitar vigilância dupla (ou tripla) e desburocratizar as inspeções, facilitando o crescimento de médias e pequenas empresas.
Valor Econômico
As exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia ensaiam recuperação, mas ainda estão aquém dos volumes mensais vistos em 2007, ano em que o bloco ainda não impunha restrição ao produto brasileiro.
Levantamento da Scot Consultoria, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, mostra que em maio, o Brasil exportou 21.320 toneladas (equivalente carcaça) ao bloco. Os volumes incluem carnes in natura, industrializada e miúdos. Sobre abril, a alta é de 0,22% e ante maio de 2008, de 5,04%.
Nesse intervalo de tempo, porém, os preços da carne subiram por causa da oferta mais restrita. Assim, em maio, as vendas totalizaram US$ 47,496 milhões, acima das US$ 36,346 milhões do mesmo mês de 2008, segundo a Scot.
“As vendas estão melhorando, mas num ritmo lento”, diz Maria Gabriela Tonini, analista da consultoria. As vendas ao bloco caíram a partir de janeiro de 2008, quando a UE passou a exigir que apenas um número restrito de fazendas - rastreadas e certificadas - fornecesse animais para exportação a seu mercado. Atualmente, cerca de 900 propriedades são autorizadas.
No ritmo atual, dificilmente, o Brasil conseguirá retomar os volumes que vendeu à UE em 2007 - 504 mil toneladas (equivalente-carcaça). Até maio, foram 100,9 mil toneladas, 25% a menos que em igual intervalo de 2008.
Folha de São Paulo
Num momento em que matérias-primas minerais enfrentam retração global
de demanda, a Xstrata afirmou ontem que busca forjar uma fusão com a
Anglo American.
A empresa, com sede na Suíça, relatou ter enviado uma proposta por escrito para a diretoria da rival.
O valor de mercado das duas soma US$ 68 bilhões -US$ 35 bilhões da Anglo e US$ 33 bilhões da Xstrata.
"Uma fusão dessas duas companhias mundiais com seus ativos complementares é altamente convincente", disse a Xstrata em comunicado. Destacou os ganhos de escala e a economia de custos que o negócio pode gerar.
No ano passado, a Xstrata fracassou na tentativa de assumir outra rival, a Lonmin, por US$ 10 bilhões. Antes, no começo de 2008, tinha sido a vez dela de recusar proposta da brasileira Vale -que não foi oficialmente divulgada.
Em agosto do ano passado, após seis meses de negociação, a Anglo American comprou a brasileira MMX, de Eike Batista. O acordo foi fechado por US$ 5,5 bilhões.
Para a Xstrata, unir-se à Anglo faz sentido pela competição acirrada com as maiores mineradoras do mundo. O valor de mercado da BHP Billiton é calculado em US$ 144 bilhões. Da Vale, em US$ 93 bilhões. E da Rio Tinto, em US$ 74 bilhões.
A abordagem da companhia suíça ocorre depois de a BHP Billiton e a Rio Tinto terem anunciado, no início do mês, uma joint venture para a operação de minério de ferro na Austrália.
Comunicado da Anglo American se limitou a dizer que a negociação se encontra em estágio muito preliminar.
Pessoa próxima à Anglo disse que a empresa provavelmente vai resistir à oferta: seus ativos são considerados de qualidade mais alta. Espera-se para suas minas vida útil maior que as da Xstrata.
Valor Econômico
Nova guinada. Os contratos futuros de açúcar fecharam com a maior alta em quase duas semanas na sexta-feira, no pregão de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu à desvalorização do dólar, que torna as commodities americanas mais atraentes aos investidores. "O dólar mais fraco deu suporte ao açúcar", disse Mark Hansen, diretor da CPM Group, de Nova York. O U.S. Dollar Index, que mede a cotação da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,8%, atingindo o menor preço desde 12 de junho passado. Com isso, os papéis para outubro subiram 23 pontos em Nova York, para 16,07 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 41,01, queda diária de 1,16%, segundo o Cepea/Esalq.
Menos importações. Os contratos futuros do algodão também recuaram na sexta-feira, provocando a maior queda semanal da fibra em mais de quatro meses. Desta vez, especulações de que a China (o maior comprador de algodão do mundo) irá reduzir as importações dos Estados Unidos (o maior vendedor) jogaram os preços para baixo. "As reservas chineses de algodão são recordes", explicou à agência Bloomberg Jeffery Lu, analista do Noble Group. Com isso, os papéis com vencimento em outubro fecharam a 54,25 centavos de dólar por libra-peso, com queda diária de 264 pontos. No mercado doméstico, a fibra fechou o dia a R$ 1,1949 por libra-peso, com alta diária de 0,09%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 4,99%.
Clima ajuda lavouras. Os contratos futuros do milho recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago, revertendo ganhos do começo do pregão. A queda foi motivada por especulações de que o tempo mais quente e a normalidade de chuvas no Meio-Oeste americano acabem por impulsionar as lavouras com a cultura. Segundo o USDA, 70% do milho estava em boas ou excelentes condições até 14 de junho, frente aos 58% no mesmo período de 2008. Para Dan Cekander, da Newedge USA, a chuva e o calor previstos para os próximos dez dias ajudarão no desenvolvimento das plantas. Em Chicago, os papéis para setembro caíram 4,50 centavos, para US$ 4,0725 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 22,36, queda diária de 0,12%, segundo o indicador Cepea/BM&FBovespa.
Sétima queda. Os contratos futuros do trigo caíram na sexta-feira pela sétima vez em oito pregões, em Chicago, na medida em que o clima favorável eleva as projeções de safra na Europa e a cultura de inverno prossegue nos Estados Unidos. Cerca de 9% do trigo americano já havia sido colhido até 14 de junho, informou o Departamento de Agricultura americano (USDA). "Estamos com uma boa safra", disse à Bloomberg Larry Young, trader-sênior da Infinity Futures. Em Chicago, os papéis com vencimento em setembro caíram 4,75 centavos, para US$ 5,8450 por bushel. Em Kansas, a queda foi de 4,25, para R$ 6,2525 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28, com queda de 0,88%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral).
O Estado do Paraná (Coluna de Fábio Campana)
Hoje, o presidente Lula terá ao seu lado, em Londrina, os dois principais personagens da aliança que pretende construir no Paraná para dar sustentação à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O senador Osmar Dias, do PDT, é o candidato in pectore de Lula. Todos sabem que o presidente faria qualquer coisa para ter Osmar como candidato a governador, com Jorge Samek na vice. O ato será na Sociedade Rural, onde o presidente Lula vai lançar o Plano Agrícola Pecuário 2009-2010 e apresentar as diretrizes da política agrícola para a safra. Tema que costuma colocar Osmar Dias e Requião em campos opostos. O primeiro é entusiasta da grande produção e do agronegócio. Requião discursa em favor da agricultura familiar e faz graves restrições ao agronegócio.
Plano Safra
O presidente Lula vai anunciar hoje a disponibilidade de cerca de R$
100 bilhões para financiar a safra agrícola comercial e da agricultura
familiar de todo o País, além dos programas que envolvem a política
agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O
presidente Lula estará acompanhado do ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes.
O Estado de São Paulo
Usinas e frigoríficos devem R$ 260 milhões a produtores
As dificuldades do agronegócio não abateram apenas os donos de usinas e frigoríficos. O amontoado de pedidos de recuperação judicial nos dois setores encobre um outro elo frágil do agronegócio. Com a crise, os produtores têm acumulado calotes.
Só em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a estimativa, segundo as federações que representam os produtores, é que dívida de usinas e frigoríficos com os produtores rurais chegue a R$ 260 milhões. Mas não são apenas as empresas do agronegócio em recuperação judicial que têm deixado de arcar com os compromissos, como conta Feliciano Moura Ribeiro Neto, de Morrinhos (a 120 km de Goiânia), pequeno produtor de cana.
Ribeiro assinou um contrato de arrendamento de sua propriedade para fornecer cana à usina Camen. A empresa pagaria aluguel anual, sempre em setembro, de 2008 a 2010. O dinheiro do ano passado, R$ 12 mil, ainda não saiu e daqui a três meses vence a segunda parcela. A dívida com os produtores, calcula-se, passa de R$ 5 milhões. "O projeto da usina ficou pela metade e agora a esperança é que outro grupo a compre. Tem cana na minha propriedade à espera da colheita há dois anos."
Luiz Carlos Tasso Júnior, de Sertãozinho (SP), é a terceira geração da família que vive do plantio de cana-de-açúcar. A produção do Sítio Ana Paula abastece três usinas da região. Uma delas - Tasso prefere não revelar o nome porque está no meio da negociação - deveria ter pago pela cana em 30 de abril, mas pediu mais prazo e agora promete acertar as contas nesta semana.
Além do atraso, há o problema da defasagem no preço do produto. A tonelada reverte para o produtor R$ 22, já descontado o custo do corte, o carregamento e o gasto com o caminhão. É um valor 10% maior que o da safra passada. Mas os custos subiram 19% no período. "E para piorar falta dinheiro para nos capitalizarmos."
O problema, segundo Ismael Perina, presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba (SP), é agravado pela falta generalizada de crédito desde o início da crise financeira global. "Podemos esperar o comprometimento da produção nos próximos anos. Vai faltar dinheiro para muita gente que está na atividade." Perina também administra uma cooperativa de crédito, que atualmente tem uma inadimplência de 5% ("era quase zero", lembra). Para socorrer os cooperados, cerca de 1 mil ativos, foi preciso recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O pedido foi feito há um mês, mas o sinal verde ainda não foi dado.
O BNDES registrou um aumento da demanda por crédito entre as cooperativas agrícolas e agropecuárias. Na comparação entre o período de janeiro a maio de 2008 e 2009 a alta foi de 44%, segundo Marcos Fernandes Machado, gerente do departamento de suporte e controle operacional da Área de Operações Indiretas.
Já no Banco do Brasil, principal financiador da atividade agropecuária no País, por enquanto não houve alta na inadimplência ou nos pedidos de renegociação de financiamentos, segundo o diretor de Agronegócios, José Carlos Vaz.
"Mas é claro que o comprador com problema, no caso as usinas e os frigoríficos, resulta em fornecedores com problemas." Prevendo um crescimento da demanda, o BB tem reforçado os recursos para as empresas do agronegócio. Dos R$ 10 bilhões do BNDES, já emprestou desde o início do ano R$ 2,5 bilhões e deve desembolsar outros R$ 6 bilhões nos próximos 60 dias.
"Quando o produtor deixa de receber, a economia do interior se fragiliza. Ele deixa de pagar o banco, supermercado, funcionário, borracheiro. É um efeito terrível nas pequenas cidades", diz José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura de Goiás. No Estado, calcula, o calote na pecuária já está em R$ 60 milhões.
Ademar Silva Júnior, presidente da Federação da Agricultura do Mato Grosso do Sul, diz que no Estado, nos últimos 12 meses, o passivo acumulado só nos frigoríficos é de R$ 100 mil.
Os citricultores também têm dificuldades. Flávio Viegas, presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) explica que o custo de produção da caixa de laranja é de R$ 15, mas as indústrias de processamento de suco têm pago entre R$ 3 e R$ 3,5.
Valor Econômico
Notabilizada especialmente por sua atuação no ramo de seguros de automóveis, a Tokio Marine Seguradora decidiu entrar no ramo de seguro agrícola neste ano. A linha de produtos da empresa nessa seara já foi lançada, mas o trabalho deve ganhar corpo com o desenrolar da safra 2009/10, que começará oficialmente em julho, a primeira em que a Tokio atuará desde o início.
Nesta fase inicial, a companhia oferecerá apenas seguros para máquinas e implementos agrícolas, de acordo com René Leitão, gerente de ramos diversos da Tokio Marine. Será a estratégia para estreia nessa carteira, mas o trabalho não se limitará ao seguro do maquinário, segundo ele. Até 2011 a Tokio passará a ofertar também seguro contra sinistros relacionados a perdas na lavoura.
O projeto de entrada da seguradora nesse novo segmento começou a ser desenhado no início de 2008. Em novembro foi lançado o projeto-piloto e, entre março e abril deste ano, foram realizados os treinamentos com os corretores que atuarão nessa nova frente. Embora esteja disponível em todo o país, o foco de negócios ficará concentrado em São Paulo, Minas Gerais, nos Estados do Sul e em alguns polos do Centro-Oeste.
Com receita de prêmios de cerca de R$ 1,5 bilhão em 2008, a fatia de mercado global da Tokio Marine é de 6%, segundo Leitão. Mais do que almejar posições no ranking do seguro agrícola, afirma ele, a empresa quer, nessa carteira, também ocupar os 6% que ela tem no conjunto de suas áreas de atuação.
O segmento do seguro agrícola é marginal no mercado brasileiro de seguros, com fatia de cerca de 1,5% - a receita de prêmios é de R$ 1,5 bilhão, de acordo com Leitão. A Tokio Marine pretende atingir 6% nessa carteira entre o fim de 2010 e o começo do ano seguinte.
A seguradora pretende diluir a importância do ramo de automóveis em seus negócios. A carteira responde atualmente por mais da metade da receita de prêmios da empresa. "Automóvel ainda será nosso principal negócio, mas queremos diminuir a participação para 35% ou 40%", afirma Leitão.
A entrada no novo segmento ocorre no ano em que a seguradora, de origem japonesa - ela é a maior seguradora so Japão -, completa 50 anos de presença no mercado brasileiro. Ainda que não seja o objetivo primordial, a estratégia de entrar em uma nova frente de trabalho ajudará a empresa a massificar sua marca.
A massificação ganhou impulso a partir de 2005, quando a Tokio comprou a Real Seguros. Antes disso, sua atuação estava voltada basicamente ao atendimento das necessidades de seus clientes japoneses no Brasil. A Tokio tem um acordo operacional com o Santander para comercialização de produtos nas agências do banco. O Santander comprou neste ano a Real Tokio Marine Vida e Previdência, joint venture criada em 2005 entre o Banco Real e a japonesa Tokio.
Valor Econômico
Exportadores de carne suína queixam-se de que as Filipinas estão discriminando o produto brasileiro. Em 2002, uma missão veterinária do país esteve no Brasil visitando estabelecimentos exportadores, mas só habilitou frigoríficos de carnes de frango e bovina. Uma nova missão esteve no Brasil em fevereiro deste ano e voltou a visitar estabelecimentos de carne suína, mas o ministro da Agricultura das Filipinas, Artur Yap, não homologou o trabalho dos veterinários, segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
A decisão de Yap, que inicia visita ao Brasil esta semana junto com a presidente das Filipinas Gloria Arroyo, contraria informações obtidas pelos exportadores no Ministério da Agricultura. Segundo Camargo Neto, uma delegação do ministério foi às Filipinas e informou que três fábricas de Santa Catarina seriam habilitadas a exportar carne suina.
De acordo com o presidente da Abipecs, pressão de produtores de suínos das Filipinas teria contribuído para a decisão de Yap.
O mercado de carne suína das Filipinas é pequeno - cerca de 10.000 toneladas anuais - e hoje é atendido por União Europeia, Estados Unidos e Canadá. Mesmo assim é importante na estratégia dos exportadores e obter novos mercados para a carne suína brasileira, já que ainda são muito dependentes das vendas para a Rússia. "A não habilitação do Brasil protege nossos concorrentes" e não o produtor filipino, reclama o dirigente.
Apesar dos sinais negativos, a "esperança" dentro do governo é de que a presidente Gloria Arroyo anuncie a habilitação.
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