Assessoria de Comunicação Social

24 de Novembro de 2009




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 250,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 470,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 42,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 72,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 17,70/sc
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Destaques

Stephanes prevê caos sem mudanças na lei ambiental

Jornal DCI

Cada vez que os debates sobre meio ambiente ganham mais espaço na sociedade e no próprio governo, a polêmica em torno do Código Florestal Brasileiro se torna mais evidente. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que a legislação tem que ser reformulada, sob pena de criar um caos no setor rural. Se não for feito de forma racional, vai acontecer de forma irracional. Daqui a pouco haverá agricultores no Rio Grande do Sul fechando estradas e tratores na rua, afirmou. Questionado se a situação poderia ser comparada ao bloqueio de estradas feito no ano passado na Argentina, o ministro respondeu que se nada for definido, vai ficar muito pior.

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O que há de errado com o Código Florestal (Artigo)

O Estado de São Paulo

Desde o final do ano passado o governo vem cozinhando uma divergência entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, sobre o Código Florestal Brasileiro. As tentativas de alterar a lei florestal não se restringem ao Executivo. Também no Congresso Nacional há um movimento em duas frentes para mudá-la: a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável analisa um projeto de lei (PL 6.424) e uma comissão especial avalia condensar toda a legislação ambiental num único diploma, o Código Ambiental, no bojo do qual o Código Florestal viria modificado.

Não é a primeira vez que esse debate vem à tona. Em 2002, no final do governo Fernando Henrique Cardoso, o Congresso tentou modificar a medida provisória por meio da qual o código vige. Houve um embate encarniçado entre os ruralistas do Congresso e os ambientalistas que resultou no arquivamento da proposta. Desde a instituição do nosso primeiro Código Florestal, em 1934, durante a ditadura Vargas, são recorrentes as tentativas de modificá-lo.

O debate sobre o Código Florestal tem estereótipos muito bem definidos. A lei é tida de forma quase dogmática como uma das melhores e mais avançadas leis de proteção ambiental do mundo. Logo, sempre que alguém tenta modificá-la é rapidamente rotulado como alguém que quer destruir o meio ambiente e qualquer um que se coloque contra a alteração recebe o rótulo de protetor do meio ambiente. A discussão se polariza e se transforma numa batalha entre os que querem destruir o meio ambiente, os ruralistas, e os que lutam para defendê-lo, os ambientalistas.

Olhando para o problema dessa forma simplória, o julgamento é imediato. Entretanto, a despeito da improbabilidade de alguém, em pleno século 21, continuar empenhado em destruir o meio ambiente, é esclarecedor nos fazermos a seguinte pergunta: a agropecuária brasileira quer mesmo desmatar mais?

Seguramente, deve haver alguém, em algum lugar, que queira, mas nem de forma muito irresponsável essa pecha pode ser jogada sobre todo o setor agropecuário. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representa o setor rural sindicalizado, publicou artigo em que advoga o desmatamento zero na Amazônia e na mata atlântica. Então, qual é o problema? Se os produtores rurais não querem destruir o meio ambiente, qual é a razão do descontentamento com a lei florestal?

O que incomoda o setor rural no Código Florestal é que ele joga o custo da preservação ambiental apenas nos produtores.

A nossa lei florestal obriga cada proprietário de imóvel rural a manter dentro dos limites de sua propriedade uma área de floresta, a chamada reserva legal. Essa reserva legal varia de tamanho de acordo com a localização da propriedade. Nas florestas amazônicas ela é de 80% da área do imóvel, nos cerrados amazônicos é de 35% e no restante do País é de 20%. Isso significa dizer que o proprietário rural não pode utilizar a sua propriedade como bem entender. Parte do seu direito de propriedade é sacrificado em nome de um benefício coletivo maior. É esse sacrifício que faz a lei ser percebida como uma legislação avançada e há todo um arcabouço legal - constitucional e infraconstitucional - que o legitima.

Mas não é esse o problema fundamental. O problema é que o fato de o proprietário não poder utilizar sua área da forma mais eficiente em termos econômicos faz com que ele incorra em perdas financeiras e a lei reza que esse é um problema, única e exclusivamente, dele.

Imagine-se uma propriedade de mil hectares em São Paulo - onde a reserva legal é de 20% - arrendada a uma usina de álcool. O imóvel é todo ocupado com cana-de-açúcar, que deverá virar biocombustível no final da safra, ocasião em que o proprietário receberá, digamos, R$ 300 por hectare com o arrendamento da fazenda. Ele receberia, então, R$ 300 mil por ano pelo aluguel do imóvel. Mas ele tem de manter uma reserva florestal de 20% da área, logo, ele só pode ter 800 hectares de cana e tem a obrigação, por lei, de reconstruir a mata original nos 200 hectares de reserva legal. Por outro lado, com apenas 800 hectares em produção ele terá uma redução na sua receita anual de R$ 300 mil para R$ 240 mil e ainda precisará investir pesadamente na reconstrução da floresta original da reserva legal, sem saber como fazê-lo. Imagino que apenas Deus saiba como construir uma floresta original.

Esse raciocínio pode ser estendido a qualquer propriedade rural, bastando substituir o porcentual de reserva legal e o valor da terra de acordo com a localização do imóvel e refazer as contas. É precisamente esse efeito do Código Florestal que causa a maior parte da motivação para os esforços de alteração da lei. É muito mais uma questão de preservar a área agrícola existente do que de aumentá-la com novos desmatamentos.

Há, sem dúvida, várias outras inquietações que a essa se somam. Alguns proprietários cumpriram a lei de 1934 e viraram criminosos em 1965, quando o código foi alterado; há alguns que cumpriram as exigências da lei de 1965 e viraram criminosos em 1996, quando a lei foi alterada novamente; alguns compraram de boa-fé áreas sem floresta e agora têm de internalizar o passivo. O tema não é simples.

É um desrespeito à sociedade brasileira reduzir o debate do Código Florestal a uma guerra entre ruralistas tentando destruir o meio ambiente e ambientalistas tentando salvá-lo. O Brasil precisa de leis realmente capazes de proteger os seus biomas sem que o setor rural reste inviabilizado. E não são os ruralistas que mais têm a ganhar com isso, é o meio ambiente, a princípio, e o povo brasileiro, ao cabo. A sociedade merece uma discussão racional e séria sobre o Código Florestal.

Ciro Siqueira é engenheiro agrônomo - E-mail: ciro.siqueira@gmail.com

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Brasil com carga total

Gazeta do Povo

Sondagem aponta plantio recorde de soja no país, com potencial para 64,64 milhões de toneladas. Milho perde área, mas ganha produtividade. Desempenho está nas mãos do clima

As apostas foram definidas, e agora a produção só depende do clima. A agricultura brasileira remanejou espaços e tem potencial para superar recordes de 2007/08. Ao final da primeira etapa do levantamento de campo, a Expedição Safra RPC estima que a soja cobre 22,84 milhões de hectares, área 5% maior que a do ciclo passado e sem precendentes no país. O potencial é para 64,64 milhões de toneladas, o maior volume já alcançado nesta cultura.

O milho de verão cobre 8,16 milhões de hectares, área 5% menor que a de um ano atrás, mas pode render 32,96 milhões de toneladas. Considerando uma provável produção de 19,63 milhões de toneladas na 2ª safra, o país pode chegar a 52,59 milhões de toneladas de milho, o segundo maior resultado da história, superado apenas em 2007/08.

As duas culturas, que representam 80% da produção nacional de grãos, devem chegar a 36 milhões de hectares e a 117,22 milhões de toneladas, prevê a Expedição. Durante a sondagem do plantio, técnicos e jornalistas percorreram 21,4 mil quilômetros em 12 estados, do Rio Grande do Sul ao Maranhão, nova fronteira agrícola do país.

As previsões são de produtividade 6,9% melhor na soja e 11,7% melhor no milho, índices que se sustentam não só na ex­­pectativa de um clima me­­lhor, mas também na redução dos custos de produção, principalmente dos fertilizantes, que está permitindo maior investimento em tecnologia. Com área e produtividade maior, a produção da soja tende a crescer 12,3% nesta sa­­fra, na comparação com os nú­­meros da Companhia Nacional de Abas­tecimento (Conab) do ano passado. O milho terá produção 1,88% menor. O incremento de 11,7% na produtividade será quase suficiente para compensar a redução de 12,1% na área de cultivo.

Se o clima colaborar e o de­­sempenho da produção brasileira confirmar as tendências apontadas pela Expedição Safra, o país pode retomar o crescimento in­­terrompido no ciclo anterior e perseguir a meta de 145 milhões de toneladas de grãos. Com um volume total estimado acima de 117 milhões de toneladas, soja e milho darão contribuição decisiva nesse sentido. As maiores safras de soja e milho do Brasil foram de 60 e 58 milhões de toneladas, respectivamente, na temporada 2007/08, quando a safra nacional de grãos apurada pela Conab superou as 144 milhões de toneladas. No ciclo passado, por conta da estiagem que prejudicou a Região Sul, houve um recuo para 135 milhões de toneladas.

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Notícias Sistema FAEP 

FAEP apresenta Informe Econômico

O Departamento Técnico Econômico da FAEP (DETE/FAEP) através da economista da FAEP Tânia Moreira, elaborou uma análise sobre a inflação de acordo com as projeções do Banco Central e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Clique aqui e leia a integra da análise.

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Previsão do tempo


Previsão de chuva para o Paraná nesta terça-feira (24). O tempo continua instável entre o sul e sudeste do Brasil, e favorece a formação de nuvens em todas as regiões do estado. Em razão do maior aquecimento à tarde, as chuvas nesse período devem ser mais fortes e podem vir acompanhadas de trovoadas.

Curitiba           16°C    27°C
Paranaguá        20°C    26°C
Londrina          20°C    32°C
Maringá           23°C    33°C
Cascavel          20°C    30°C
Foz do Iguaçu  22°C    34°C
Ponta Grossa   16°C    28°C
Guarapuava     17°C    27°C
Fonte: Simepar

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Coluna Mercado

Mercado de Commodities

Nesta segunda-feira (23/11), na Bolsa de Chicago, os preços experimentaram variações, No primeiro momento, o movimento foi de alta, na esteira do comportamento do petróleo, da depreciação do dólar frente às demais moedas e da demanda externa firme, fatores que exerceram pressão nos preços.

Ao longo do pregão, os preços do petróleo perderam fôlego e as commodities agrícolas sentiram o efeito.   Com isso, os contratos da soja, para março/10, o mais negociado, fecharam em ligeira queda a US$ 22,97 por saca, correspondente ao dólar vigente a R$ 39,69 por saca.

Quanto ao milho, o cenário foi semelhante, ou seja, operou a maior parte do pregão em alta e acabou influenciado pelo petróleo, encerrando o pregão em baixa. Os contratos para março/10 foram negociados a US$ 9,14 por saca, equivalente a R$ 15,79 por saca.

No mercado financeiro, o dólar registrou queda, resultante das declarações de dirigentes do Federal Reserve de Saint Louis, que o programa de compra de ativos deverá se estender por um prazo maior.  Assim, o dólar perdeu força em relação às demais moedas.

Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

Turismo Rural: agricultores serão qualificados para Copa 2014

Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA

Os agricultores familiares se preparam, a partir do início do ano que vem, para a Copa de 2014, que será realizada no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Turismo (MTur) irão realizar uma série de capacitações dos empreendimentos agroindustriais e de serviços da agricultura familiar, visando a agregação de valor e a geração de renda tendo como motivo o evento esportivo que acontecerá no País daqui a quatro anos. De acordo com dados do MTur, o Brasil receberá mais de 500 mil turistas estrangeiros com a realização da Copa daqui a quatro anos.

Segundo o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos, a ação visa a qualificação dos produtos da agricultura familiar para o mercado do turismo, além de proporcionar a “valorização dos aspectos naturais e culturais das comunidades e dos destinos turísticos”.

Campos explica que, o produto da agricultura familiar, quando associado à identificação de seu local de origem, contribui para a promoção do destino turístico. Já as visitas a propriedades rurais permitem aos turistas encontrar culturas e realidades distintas das que estão acostumados a viver.

A intenção do MDA é preparar os produtos da agricultura familiar para estarem presentes em hotéis, restaurantes, além da promoção de destinos próximos as 12 cidades-sedes da Copa. Nestas cidades, os turistas poderão conhecer um pouco mais da realidade da agricultura familiar, por meio do turismo rural, seja hospedado em um hotel-fazenda, participando de uma caminhada ecológica ou conhecendo um restaurante colonial, entre outros. “Isso vai permitir, ainda, que os turistas aumentem seu tempo de permanência e os gastos médios nos destinos da Copa 2014 no Brasil”, destaca Campos.

Parceria

Esta ação integra o termo de cooperação técnica assinado entre MDA e MTur para a implementação, em conjunto, de ações de identificação, organização, promoção e fortalecimento entre a agricultura familiar e a atividade turística no Brasil. A parceria tem o objetivo de gerar renda para os agricultores familiares e agregar valor à oferta turística. Além disso, serão fortalecidos os segmentos de turismo rural e ecoturismo e ampliado o acesso ao crédito rural para o turismo por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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AVICULTURA

Briga do frango com UE poderá chegar à OMC

Valor Econômico

Novas barreiras em gestação na União Europeia (UE) para a entrada de frango brasileiro no bloco comunitário entraram no radar do Itamaraty para uma contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC), no que poderá se transformar em mais um contencioso na área agropecuária. Nessa frente, o Brasil venceu batalhas anteriores na OMC contra a UE (açúcar) e contra os EUA (algodão).

A diplomacia recolhe as queixas do segmento, e o caminho para o problema da carne de frango, pelo menos no momento, tende a ser mesmo acionar o mecanismo de disputa da OMC. O problema é que os europeus não conseguem mais segurar a entrada dos vários tipos de cortes de frango brasileiro (fresco, congelado, processado) por meio do comércio administrado (cotas, altas tarifas etc.) e passaram a multiplicar os regulamentos para frear a entrada do produto.

Para o governo, o que a UE está fazendo impede a expansão das exportações. Em caso de unificação das diferentes alíquotas de importação para o frango, os brasileiros querem diminuir a tarifa média para US$ 320 por tonelada ou elevar o volume da cota de 640 mil para 806 mil toneladas, segundo fontes do segmento.

Em setembro, o Valor antecipou que a briga com os europeus estava por vir. Os exportadores já reclamavam, de um lado, do trabalho da UE para alterar seus padrões de comercialização de carne de aves para limitar, com elevação de tarifas, o uso de cortes preparados/processados na composição de outros produtos de frango. De outro, porque os europeus também tentam evitar que carnes congeladas sejam vendidas como não congeladas.

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BIOTECNOLOGIA

Triângulo se rende ao transgênico

Correio de Uberlândia

90% dos produtores rurais que cultivam o cereal na região vão colher em 2010 a primeira safra modificada

Cerca de 90% dos produtores rurais que cultivam milho no Triângulo Mineiro colherão, em 2010, a primeira safra do produto geneticamente modificado. Desde que foi autorizado o uso de 11 tipos de sementes transgênicas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em 2007, esta é a primeira vez que os produtores conseguiram quantidade suficiente de sementes modificadas para substituir o plantio convencional do produto na safra.

Com o gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), embutido no milho, que não agride a saúde humana e que faz a resistência da planta melhorar, principalmente contra o ataque de lagartas, os produtores esperam ter um ganho de, no mínimo, 7% na produtividade. É o caso do agricultor Delmiro Longhi, proprietário de uma fazenda com 2,4 mil hectares de plantação a 13 km de Romaria. "A expectativa é que tenhamos maior lucratividade. Já tivemos menos despesas com o manejo, uma vez que, com o plantio de transgênicos, nós diminuímos a aplicação de agrodefensores, do uso de água e de combustível para os equipamentos", afirmou.

Na avaliação do produtor Jorge Verde, que conta com uma fazenda de mil hectares de plantação a 20 km de Nova Ponte, a tendência é que todo o cultivo do milho na região seja feito por meio de sementes transgênicas. "Era inviável plantar aqui com a quantidade de pragas que temos. Agora, com os transgênicos, a realidade é outra", disse.

Na região do Triângulo Mineiro, estima-se que a área total plantada de milho - entre convencional e transgênico - se aproxime de 160 mil hectares, com uma produção em média de 5,2 mil kg/hectare, segundo levantamento feito com base em informações da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Reserva legal: 10% da área de cultivo

Mesmo com os produtores trocando as sementes naturais por outras geneticamente modificadas, o cultivo da planta não-transgênica deve permanecer. Por recomendação técnica, 10% da área total de cultivo deve ser feito com sementes naturais. É a chamada área de refúgio, que propõe manter a população de pragas suscetíveis ao efeito inseticida dos transgênicos, impedindo o surgimento de pragas resistentes.

De acordo com o técnico de uma empresa de sementes Ademir Torchetti o plantio com áreas de refúgio é essencial. "É uma técnica usual que preservará a eficiência da biotecnologia e preservará o milho natural", disse.

Cientistas

Apesar da eficiência na produtividade, o uso de transgênicos ainda não é consenso entre cientistas do ramo. O geógrafo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Roberto Resende dos Santos afirma que ainda são obscuras as consequências no meio ambiente advindas da troca do cultivo tradicional pelo transgênico. "A troca descaracterizará a paisagem original. Ainda não temos como afirmar se a flora e fauna sofrerão alterações significativas", afirmou.

A eficiência das chamadas áreas de refúgio também são uma dúvida pontual para a engenheira agrônoma da UFU Erika Sagata. "É uma prática que não garante totalmente que as pragas não ficarão resistentes. Além disto, há a questão da contaminação dos campos através de polinização [processo de reprodução das plantas]", disse.

Na defesa dos transgênicos, a agrônoma e diretora-excutiva da ONG Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, disse que, na ciência, não existe o risco zero. "Apesar disso, os transgênicos são uma ferramenta biotecnológica estratégica para contribuir com a diminuição dos problemas da produtividade e da fome", afirmou.

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BOVINOCULTURA DE CORTE

Antes de se unir à JBS, Bertin registra lucro

Valor Econômico

Em seu último balanço antes da incorporação pela JBS S.A., a Bertin S.A. divulgou ontem que teve um lucro líquido de R$ 40,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de R$ 395 milhões registrado em igual intervalo de 2008. A receita bruta da empresa no período foi de R$ 2,115 bilhões, alta de 9% sobre o terceiro trimestre de 2008. A receita líquida ficou em R$ 1,838 bilhão, aumento de 7,8% na mesma comparação.

Os resultados foram bons, disse Fernando Falco, diretor de lácteos da Bertin. Um dos indicadores positivos foi o Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que cresceu 52,4% em igual comparação, saindo de R$ 99, 4 milhões para R$ 151,6 milhões, segundo a empresa. A margem lajida subiu de 5,8% no terceiro trimestre do ano passado para 8,2% no último trimestre.

De acordo com Falco, a desvalorização do dólar ante o real ajudou a Bertin a reverter o prejuízo do terceiro trimestre de 2008, que havia sido causado pela forte alta do dólar em decorrência da crise financeira global. Ele afirmou que o aumento no lajida decorre da melhor utilização da capacidade de abate de bovinos - no período o abate subiu 12,4% para 860 mil cabeças.

A divisão de lácteos também contribuiu para o resultado. As vendas cresceram 14,7% em volume enquanto a receita líquida subiu 16%, para R$ 239,3 milhões, segundo a empresa. Entre os motivos para o crescimento estão a maior presença da empresa no varejo do Nordeste e a ampliação do portfólio de produtos da divisão, comercializados com a marca Vigor.

Ainda que a recuperação das exportações esteja ocorrendo mais lentamente do que o esperado, a divisão de carne bovina da Bertin também ampliou a receita líquida em 16,2% em relação ao terceiro trimestre de 2008, para R$ 1,340 bilhão.

A empresa, que estava alavancada antes da negociação com a JBS, informou que seu caixa era de R$ 1,528 bilhão no fechamento do período julho a setembro, o que garante liquidez frente às obrigações de curto prazo, diz comunicado.

Segundo Falco, o nível de alavancagem no período ficou em 3,4 (relação dívida líquida sobre lajida). Em recente entrevista para tratar dos resultados da JBS no terceiro trimestre, o presidente da empresa, Joesley Batista, disse que a Bertin tem dívidas de US$ 2 bilhões, mesmo montante que a JBS.

Questionado sobre o porquê da união das duas empresas diante da melhoria de resultados da Bertin, Falco disse que a intenção é ganhar escala e sinergias.

O acordo entre JBS e Bertin, que prevê troca de ações, está em fase de aprovação pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais. Juntos Bertin e JBS terão capacidade diária de abate de 90,4 mil cabeças de bovinos e um faturamento anual estimado de US$ 30 bilhões.

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CAFÉ

Abic 'autua' grãos especiais suspeitos

Valor Econômico

O avanço do consumo de cafés especiais no Brasil, largamente comemorado pelas indústrias do setor, tem sido alvo de investigação da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café). Almir Filho, presidente da Café Toko e também à frente da Abic, afirmou que há casos de torrefadoras no país que comercializam o grão como especial, mas a alta qualidade do produto não é comprovada.

Por meio do Programa de Qualidade do Café (PQC), criado pela Abic em 2004, a entidade colhe amostras do produto nos pontos-de-venda do país para testar a qualidade do grão. Segundo Almir Filho, algumas empresas, inclusive as associadas à Abic, foram autuadas por vender grãos de cafés como especiais, mas sem a qualidade comprovada.

"Há mais de 100 inquéritos contra este tipo de prática em Minas Gerais", afirmou o presidente da Abic. A entidade conta com 450 associados, de um total de cerca de 1.300 torrefadoras no país.

A comercialização de cafés especiais no Brasil ainda está restrito a cerca de 100 mil sacas por ano, segundo ele. A produção brasileira é estimada em 5 milhões de sacas, mas a grande maioria é exportada.

As empresas que cometem essa prática são primeiramente alertadas pela Abic a não cometer esse tipo de infração. No caso de reincidência, a Abic oficializa uma denúncia no Ministério Público, afirmou Almir Filho.

A associação já certificou no país cerca de 80 marcas de cafés especiais. "Em 2000, não havia nenhum grão especial negociado no país", afirmou Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da entidade. Ele estima que há no país cerca de 130 marcas.

Muitas torrefadoras, que industrializam o grão convencional, passaram a investir em cafés especiais para atrair consumidores. Américo Sato, presidente da Café Floresta, disse que optou pelos grãos especiais "para não ficar na mesmice". "Temos que estar atentos às necessidades do mercado", afirmou. Multinacionais como a Nestlé e a illycaffè buscam grãos selecionados no Brasil para compor o seu "blend".

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Custos podem dificultar maior qualidade no café

Folha de São Paulo

Processo de melhoria ocorre no momento em que o setor está com preços achatados

Setor conclui que qualidade significa custos maiores para produtor e indústria, mas consumidor terá de pagar mais pelo produto

As indústrias querem elevar a qualidade do café consumido no país. Para obter um café ainda melhor, são necessários o envolvimento da produção no campo, a melhora no processo de industrialização e a aceitação do consumidor final. O engajamento de produtor e indústrias em projetos sustentáveis também é recomendável.

Maior qualidade, no entanto, pode significar custo maior em toda a cadeia: produção, indústrias e consumo. Estariam todos afinados para esse desafio?

Essa é uma das questões que foram colocadas em evento que reuniu indústrias, produtores, exportadores e fornecedores de equipamentos para o setor, na semana passada, na Bahia.

Os números atualizados do setor indicam que a tarefa não será fácil. Desde o início do Plano Real, a inflação subiu 211% em São Paulo e o café em pó teve aumento de 49,9% nas gôndolas dos supermercados.

Ou seja, enquanto os custos aumentam, a renda cai no setor. Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP.

Esse descasamento de preços ocorreu no período em que a indústria já vem elevando a qualidade do café, com a adoção de um selo de qualidade.

Nesse mesmo período, porém, houve grande concentração no setor, tirando o poder de fogo das empresas menores.

A adoção do selo de qualidade pelas indústrias faz com que diminuam as empresas que, além de café, oferecem "algo mais" em suas embalagens, como palha de café, paus moídos e outras misturas indesejáveis.

Do lado do produtor, a situação não é menos difícil. O preço do café não acompanhou a evolução dos custos, forçando a saída de muitos do setor. Os preços do café estão estáveis há quatro anos, segundo Nelson Barrizzelli, da USP.

Quem não produzir pelo menos 40 sacas de café por hectare não consegue fechar as contas. E muitos produtores estão nessa situação, já que a média nacional é de 19 sacas por hectare.

Gigante na corda bamba

Há melhora na qualidade e aumento na oferta de café de qualidade, mas é preciso saber até onde o consumidor está disposto a pagar por esse produto. "O consumidor ainda está chegando muito devagar. Ainda é preciso muito trabalho para orientá-lo", diz Massimo Locatelli, da italiana Lavazza.

Eduardo Sampaio, da UTZ Certified, diz que os consumidores, inclusive os da Europa, já não estão tão dispostos a pagar por novos custos no café.

O produtor João Lopes Araújo, presente ao evento e com 36 anos no setor, reconhece a necessidade de melhorar a qualidade do café ao consumidor.

"Mas o programa cria custos. E o retorno disso? Somos um gigante na corda bamba [referência ao fato de o país ser o maior produtor mundial]."

Almir José da Silva Filho, presidente da Abic (associação que que reúne as indústrias e que promoveu o 17º Encafé na Bahia), diz que já está cansado de ouvir que "nós [indústrias] ficamos com os lucros e eles [produtores] com o esforço".

Segundo Silva Filho, indústria e produtores devem caminhar juntos e fazer parcerias.

O problema é ainda maior para as pequenas . A concentração de grandes grupos coloca-as em uma situação de "salve-se quem puder". Apesar desse cenário, as pequenas são as que têm as maiores oportunidades de aproveitar parte dos 1,52 milhão de pontos de venda de café no país, segundo Barrizzelli.

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Produto de excelência começa na muda e termina no barista

Folha de São Paulo

O mercado de cafés de alta qualidade cresce no Brasil e atinge 700 mil sacas por ano, 4% do consumo do país.

E o bom café começa logo no viveiro de mudas, que devem ser muito bem selecionadas, segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

Mas apenas a muda não faz a diferença e os cuidados devem se estender também com o solo e com o desenvolvimento da planta, acrescenta Bernardo Wolfson, presidente da Melitta no Brasil.

Outro ponto importante na produção de um café de alta qualidade é a colheita, que em algumas regiões do país já começa a ser manual, como na Colômbia. Esse tipo de colheita permite uma uniformização da matéria-prima, segundo o diretor-executivo da Abic.

Francisco Campiche, da Nespresso, inclui outros cuidados: secagem, armazenamento, transporte e manuseio do produto nos portos e na fábrica.

Percorrido o percurso do campo à porta da fábrica, a responsabilidade passa a ser da indústria, que deve fazer uma boa seleção dos grãos, segundo Sidney Marques Paiva, do Café Bom Dia.

Um dos cuidados básicos deve ser com os equipamentos usados, que não podem deteriorar o café no processo de torra e de moagem, segundo o empresário.

Almir da Silva, do Café Toko, afirma que a matéria-prima tem de estar nos padrões BM&F, ou seja, um café de excelente qualidade.

Ele recomenda que as empresas que lidam com cafés de alta qualidade implantem um sistema de venda específica e direcionada para o café superior e gourmet.

As empresas devem ter, ainda, um especialista em café, como nos Estados Unidos, que seja responsável pela qualidade final do produto.

O estágio final do bom café passa pelo barista, que deve estar preparado para "tirar uma boa bebida", diz Herszkowicz.

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CANA-DE-AÇÚCAR

Preço do açúcar cai com fraqueza da demanda

O Estado de São Paulo

Apesar da queda do dólar e do bom desempenho de outras commodities, os preços futuros do açúcar demerara caíram ontem na bolsa de Nova York. O contrato mais negociado, para entrega em março de 2010, terminou o pregão cotado a 22,14 cents/lb, em baixa de 1,47%. Segundo analistas, falta demanda no mercado físico com os preços no patamar atual. Diante desse cenário, fundos e especuladores resolveram liquidar contratos de compra, que indicam uma aposta na alta das cotações, e embolsar lucros.

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Bunge pode se tornar a 3ª maior do Brasil em açúcar e álcool

O Estado de São Paulo

Segundo fontes, empresa já teria fechado acordo para compra do Grupo Moema, em negócio de US$ 1,3 bilhão

A multinacional Bunge, um dos maiores grupos de agronegócio do mundo, está perto de se tornar a terceira maior produtora brasileira de açúcar e álcool. Segundo fontes, a empresa teria assinado um acordo para a aquisição das participações do Grupo Moema em seis usinas, por um valor estimado entre US$ 100 a US$ 105 por tonelada de cana-de-açúcar processada. Como o Grupo Moema possui uma capacidade de moagem de cerca de 13,5 milhões de toneladas, a estimativa é de que o negócio possa atingir US$ 1,35 bilhão. O valor estaria bem acima dos US$ 65 por tonelada pagos pela Cosan pela NovAmerica.

O controle do Grupo Moema é dividido de forma homogênea entre os empresários Maurilio Biagi, Eduardo Junqueira e os herdeiros de Armando Junqueira. Os principais motivos para a venda seria a divergência entre os sócios, além da dívida, estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão pelas fontes do mercado. Tanto a Bunge como o Grupo Moema negaram que um acordo de compra já tenha sido fechado.

Com sede em Orindiúva, no interior de São Paulo, o Grupo Moema é formado por seis usinas, das quais a empresa detém o controle de apenas duas: a Usina Moema, onde possui 100% do capital, e a Usina Frutal, com 56% do controle (os demais 44% estão nas mãos de minoritários). Nas demais quatro usinas, a empresa não possui o controle. Na Usina Vertente, possui 50% das ações e os outros 50% pertencem à Humus Participações. Na Itapagipe, a Moema possui 43,75%, a Cargill outros 43,75% e o restante está nas mãos de minoritários. Na Usina Guariroba, a Moema possui 40%, a CFM possui 30% e a Humus Participações outros 30%. Já a Usina Ouro Oeste tem 50% do controle com a Moema, e os 50% restantes estão com o Grupo Arakaki.

A aquisição fará com que a Bunge tenha uma moagem de 16 milhões de toneladas de cana já a partir da próxima safra. Apenas com o Grupo Moema, a Bunge leva uma moagem de cana-de-açúcar estimada em 13,5 milhões de toneladas, uma produção de 16,5 milhões de sacas de açúcar e de 637 milhões de litros de etanol por safra. A multinacional já possui 80% da Usina Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, que possui moagem estimada em 2,5 milhões de toneladas de cana. A Bunge também tem 2 projetos em construção: a usina Pedro Afonso, no Tocantins, sua segunda planta, que deve começar suas operações, em 2010, com moagem de 1,4 milhão de toneladas, e a Usina Monte Verde, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, também com capacidade inicial de moagem de 1,4 milhão de toneladas, em 2012.

Se confirmada, a compra do Grupo Moema pela Bunge coloca a empresa no topo dos maiores produtores do Brasil. Fica atrás apenas Cosan (60 milhões de toneladas de moagem de cana) e LDC-SEV (40 milhões) e um pouco à frente de São Martinho e Guarani (com cerca de 13 milhões de toneladas cada). A cooperativa Coopersucar possui capacidade de moagem de 67 milhões de toneladas de cana, levando-se em conta todos os seus sócios.

A intenção da Bunge era comprar todas as usinas do Grupo Moema integralmente. Fontes do mercado informam que isto, contudo, ainda não aconteceu. "O negócio com o Grupo Moema foi fechado e agora o próximo passo será a negociação com os demais acionistas, porque a Bunge quer o controle de todas as seis usinas", disse fonte próxima à negociação. Na configuração atual, a Bunge terá apenas maioria da Usina Moema e na Frutal.

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CAPRINOCULTURA E OVINOCULTURA

PB: leite de cabra deve expandir negócios

Agência SEBRAE

O Cariri paraibano, a região que mais contribui para a Paraíba figurar como maior produtor de leite de cabra no País, começa a diversificar os negócios com a demanda do mercado pela cadeia da caprinocultura. O contrato fechado pela Cooperativa Agro-Industrial (Coagril) com supermercados de João Pessoa e Campina Grande deverá expandir os negócios dos pequenos produtores. Eles vão comercializar derivados do leite caprino como queijo e, até o final do ano, doces e iogurtes.

"A meta até dezembro é chegar com os nossos produtos em 20 estabelecimentos comerciais nas duas principais cidades do Estado, incluindo uma grande rede de supermercado", adianta o presidente da Coagril e produtor, Aldo Sales.

Além dos derivados do leite, está previsto também para dezembro o funcionamento do segundo frigorífico do Estado para ovinos e caprinos, na cidade de Monteiro. "Já temos um abate entre 100 e 150 animais por dia no frigorífico de Mulungu e com a capacidade de mais 120 animais por dia no frigorífico de Monteiro, deve expandir também a produção do caprino de corte na Região do Cariri nos próximos anos", aponta o diretor do Sebrae na Paraíba e gestor do projeto Aprisco Nordeste.

O palestrante da OD Consulting, Osler Desouzart, que apresentou durante o 4º Sincorte a pesquisa "Abordagem e percepção do consumidor em relação ao mercado de carnes de ovinos e caprinos", diz que o potencial de mercado para a comercialização da carne de caprinos e ovinos de corte é amplo no Brasil. "Dos 87 quilos de carne que, em média, o brasileiro come por ano, apenas 700 gramas são de caprinos e ovinos. Se duplicarmos ou triplicarmos esse consumo, os criadores da região do semi-árido nordestino terão um impacto positivo muito forte", destacou o palestrante.

O frigorífico da cidade de Monteiro além de dispor já todos os equipamentos necessários para o funcionamento já conta com a autorização do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, o que irá facilitar ainda mais a comercialização do produto para os estados vizinhos. Para que o frigorífico entre em funcionamento, falta apenas definir o modelo de gestão e os custos, pois com as experiências de outros estados do abate no setor, como da Bahia é preciso viabilizar a sustentabilidade e a produção de caprino de corte que já logrou êxito no Estado para produção leiteira, que chega a quase 600 mil litros por mês, maior produção do país.

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Deputados pedem a prorrogação da Lei Ovina na Argentina

Agromeat

A Lei 25.422 da Argentina, conhecida como Lei Ovina, estabelece medidas básicas e necessárias que buscam a recuperação da pecuária ovina, agropecuária, comercialização de produtos e venda de gado. Essa lei deixará de existir em dois anos - temporada de 2011/12, de forma que alguns deputados argentinos, entre eles, Mario Pais e Juan Scalesi, estão pedindo a prorrogação da lei por 10 anos.

Além da prorrogação, a proposta dos deputados prevê modificar para que o Poder Executivo Nacional inclua no Orçamento da Administração Nacional um valor anual a ser integrado no Fundo de Recuperação da Atividade Ovina de não menos de 80 milhões de pesos (US$ 20,99 milhões). Esse valor será atualizado anualmente pelo Poder Executivo Nacional, segundo o índice Agropecuário do Sistema de Índices Básicos do Produtor (IPP) do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo da Argentina (INDEC).

Pais considerou que essa iniciativa deve levar em conta e usar como complemento a política agrícola-pecuária que vem sendo executada pelo Governo argentino. Para finalizar, Pais argumentou que sua adesão a essa iniciativa é devido à importância que a atividade ovina representa, assim como suas atividades conexas, na Província de Chubut, as quais são de grande difusão e alcance, sobretudo na região central e cordilheira.

"A estrutura para o desenvolvimento dessa atividade produtiva é muito complexa. Para acompanhar o esforço feito dia a dia por nossos pecuaristas, é necessário dar-lhes o apoio que precisam através da implementação de políticas que apoiem e fortaleçam o crescimento e diversificação dessa atividade. É necessário dar apoio econômico que permita a recomposição de rebanhos, a melhora da produtividade, a intensificação racional das propriedades, a melhora da qualidade da produção, a utilização de tecnologia adequada de manejo extensivo, a reestruturação, o fomento aos empreendimentos associativos, o melhoramento dos processos de tosquia, classificação e acondicionamento da lã, o controle sanitário, o aproveitamento e controle da fauna silvestre, o apoio às pequenas propriedades e as ações de comercialização e industrialização da produção realizadas de forma direta pelo produtor ou através de cooperativas ou outras empresas de integração vertical onde o produtor tenha uma participação direta e ativa em sua condução".

Em 19/11/09 - 1 Peso Argentino = US$ 0,26243

3,81052 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

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COMMODITIES

Commodities Agrícolas

Valor Econômico

Ajustes técnicos. Correções técnicas deram o tom ontem no mercado futuro de suco de laranja concentrado e congelado, nos Estados Unidos. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março encerraram o dia cotados a US$ 1,1505 por libra-peso, com recuo de 105 pontos. "O comércio de laranja esteve leve e, basicamente, técnico", disse um broker à agência Dow Jones Newswire. Os produtores americanos continuam a irrigar os pomares para manter as árvores saudáveis na Flórida - o maior produtor de laranja americano - e a previsão é de tempo mais seco ao longo desta semana na região. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 6,52, segundo o indicador Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, o preço médio da caixa ficou em R$ 6,56.

Dólar impulsiona. Os preços futuros do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, mais uma vez impulsionados pela queda do dólar, o que ajuda a elevar a demanda por commodities. Com a desvalorização da moeda americana, as matérias-primas dos Estados Unidos tornam-se mais baratas para os compradores estrangeiros. "O dólar mais baixo está dando suporte à fibra", disse, em entrevista à agência Bloomberg, Keith Brown, presidente da corretora de mesmo nome. Com isso, os papéis com entrega em março fecharam o dia a 74,48 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 44 pontos em Nova York. No mercado doméstico, a libra-peso fechou a R$ 1,2648, com recuo de 0,05%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a fibra já acumula alta de 4,85%.

Vendas aceleradas. Os produtores americanos aceleraram as vendas de soja da safra que chega ao fim, o que contribuiu para a maior queda da commodity ontem, na bolsa de Chicago. Previsões do USDA apontam para uma safra recorde, de 3,31 bilhões de bushels. "Temos aconselhado o produtores a vender mais para aproveitar essa safra excepcional", disse Joe Victor, diretor de marketing da Allendale, em entrevista à agência Bloomberg. Os papéis para janeiro fecharam a US$ 10,42 por bushel, queda de 4 centavos. Já os papéis para março encerraram a US$ 10,4775 por bushel, com queda de 2,50 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 43,78, com queda de 0,64%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 1,66%.

Clima bom. Os preços futuros de milho caíram ontem pelo quarto pregão consecutivo, na bolsa de Chicago, após atingir o maior preço em cinco meses na semana passada. O tempo mais seco e quente ajudou a colheita no Meio-Oeste americano. De acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção do grão americano atingirá um total de 12,9 bilhões de bushels na safra atual. Os papéis com vencimento em março recuaram 3,75 centavos de dólar (0,9%), fechando a US$ 4,0325 por bushel. Durante o dia, os mesmos papéis chegaram a valer US$ 4,19, ganho de 2,9%. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 20,21, com alta diária de 0,09%, segundo o Esalq/BM&FBovespa. No mês, a commodity acumula perda de 3,89%.

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Vaivém das commodities

Folha de São Paulo

NÃO É A SALVAÇÃO

Quem acha que a China possa ser uma solução para o mercado de café a curto prazo está enganado. A renda por lá é pequena e as exportações vão ser lentas. A avaliação vem da própria Organização Internacional do Café e foi feita pelo seu diretor-executivo, Néstor Osorio.

RITMO FORTE

As exportações norte-americanas de soja já estão projetadas em 35 milhões de toneladas na safra 2009/10. Desse volume, 9 milhões já foram embarcados, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

BEM ACIMA

Do volume projetado de exportações, 26 milhões já têm destino certo, 9,6 milhões a mais do que em igual período do ano anterior, segundo a consultoria Céleres.

NO VERMELHO

A Tyson registrou prejuízo de US$ 455 milhões no quarto trimestre do ano fiscal de 2009, terminado no final de outubro. Em 12 meses, o prejuízo acumulado foi de US$ 537 milhões, informou ontem a empresa nos Estados Unidos.

EFEITO BRASIL

O Brasil teve sua parte de cooperação nesse prejuízo, segundo a empresa. A valorização do real inibiu as receitas com exportações, que representam 50% dos negócios da empresa no país.

NO AZUL

A Bertin obteve Ebtida -lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações- de R$ 152 milhões no terceiro trimestre deste ano, acima dos R$ 99 milhões de igual período de 2008.

RAIO-X 1

O professor Marcos Fava Neves, da FEA/USP de Ribeirão Preto, fará um amplo estudo da citricultura brasileira, coletando dados sobre consumo mundial, novos mercados, propriedades produtivas e fornecedoras para a indústria, levantamento de árvores por produtor e produtividade.

RAIO-X 2

Christian Lohbauer, da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos), que encomendou o estudo, diz que "o objetivo é que esse trabalho, ao consolidar um importante banco de dados, propicie a convergência de posições dos participantes da cadeia, favorecendo o desenvolvimento de ações conjuntas".

NOVO MERCADO

Após incluir pela primeira vez empresas brasileiras na licitação para compra de espumantes moscatéis, a Systembolaget, monopólio responsável pela comercialização no varejo de bebidas alcoólicas na Suécia, quer comprar também vinho rosé nacional.

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CONJUNTURA / POLÍTICA AGRÍCOLA

Cresce peso do Brasil na exportação agropecuária

Valor Econômico

O Brasil continuou a ampliar sua fatia no comércio agropecuário internacional na década encerrada em 2007, enquanto concorrentes como Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Argentina perderam mercados, segundo levantamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a participação de seus membros no comércio desse setor.

O estudo também mostra que novos países entraram recentemente na lista dos grandes exportadores, como Índia (açúcar e carne bovina), Ucrânia (grãos), Bielorússia (leite em pó desnatado), China (leite em pó integral) e Chile (frutas e legumes). E há exportadores tradicionais em novos nichos, caso do fortalecimento americano no mercado de manteigas.

De modo geral, as exportações agropecuárias globais triplicaram no intervalo de 20 anos até 2007, último ano com todos os dados disponíveis. Entre 1986 e 1990, a média anual atingiu US$ 195 bilhões; há dois anos, quando os preços das commodities estavam em vertiginosa ascensão puxados pela demanda de emergentes como China e Índia, foram US$ 573,5 bilhões.

O levantamento da OMC mostra a predominância do Brasil em diversos segmentos e ajuda a entender por que o país tem dificuldades em amarrar acordos comerciais. Mesmo em períodos de câmbio desfavorável às exportações como o atual, a competitividade brasileira é grande e, em determinados casos, trava potenciais parcerias.

As exportações brasileiras de carne bovina, por exemplo, deram um salto de 413,6% entre 1999 e 2007, e sua fatia no mercado internacional pulou de 6,8% para 28,4%, apesar de tarifas muitas vezes proibitivas como as que vigoram na Europa. A parte da Argentina passou de 5,4% para 6,8%, enquanto a Índia mais do que dobrou sua participação, que chegou a 7%. A fatia da Austrália caiu de 21,3% para 18,6%, e a dos EUA "derreteu" , de 18% para 8,8%.

O domínio do Brasil também se consolidou na exportação de frango, mercado no qual o quinhão do país quase triplicou - de 12,6% em 1999 para 35,5% em 2007. As exportações dos EUA ficaram estáveis (35%), enquanto a parte da UE caiu pela metade, para 7,7%. Na carne suína, o salto brasileiro foi enorme, de 3,3%, em 1999, para 14,9% em 2007. Nesta frente, a parcela dos EUA quase dobrou, para 23,5%, enquanto a da UE despencou de 40,8% para 18,8%. Já o Chile entrou no grupo dos principais exportadores, saindo de quase nada para 5,2% do total.

Tampouco há surpresa no mercado de açucar. A participação das exportações brasileiras no total global pulou de 31,2% para 42,1%. A Austrália registrou pequena perda, mas a UE degringolou sem subsídios e viu sua fatia cair de 12,7% para 3,3%. Já o percentual da Índia saltou de 0,1% para 5,6% em 2007, antes de sofrer com problemas climáticos e ter que voltar a ampliar as importações.

No mercado de oleaginosas, que inclui a soja, as exportacoes brasileiras representaram 27% do total mundial em 2007, ante 16% oito anos antes. A Argentina dobrou sua fatia para 13,7% e EUA e Canadá perderam espaço. Nos grãos, o Brasil saiu do zero para conquistar 6,1% das exportações mundiais em 2007, por causa do milho, enquanto a UE declinou de 12,5% para 4,8% no intervalo (1999-2007). A fatia dos EUA caiu de 56% para 45%. O destaque nesse mercado foi a Ucrânia, que passou de 1% a 10,7% das exportações. A Argentina também avançou.

No caso do trigo, onde o Brasil se destaca como um dos maiores importadores do planeta, EUA e Canadá perderam mercado e a parte da Argentina também caiu, de 10% para 6,3%. Já a Rússia registrou salto de 0,5% para 13,5% em sua participação nas exportações mundiais. No arroz, a India se consolidou como grande exportador, mas adversidades climáticas já comprometeram a força do país no segmento.

No comércio de leite desnatado em pó, Nova Zelândia e EUA aumentaram suas fatias nas exportacoes, enquanto UE e Austrália perderam terreno. A Bielorússia aparece como novo exportador, com sua fatia subindo de 1% para 5,3%. No leite integral em pó, o Brasil saiu de zero para 2,4% das exportacoes mundiais entre 1999 e 2007. A Nova Zelândia quase duplicou sua parte, para 39%, enquanto a UE viu a sua cair pela metade, para 20,8%. A Argentina também perdeu mercado, mas a China ganhou.

Os EUA entraram na lista dos principais exportadores de manteiga com 5,1% das exportações em 2007, ante 0,5% em 1999. A Argentina cresceu, e a Nova Zelândia controla quase a metade do comércio mundial. No mercado de queijos, a surpresa é o surgimento da Arabia Saudita como grande exportador. O país tinha 0,1% das exportações em 1999, e em 2007 a participação subiu para 7%, mais que EUA (5,4%) e Argentina (2,4%).

Em frutas e legumes, o Brasil manteve a fatia de 3,7%, e o domínio segue com os EUA, com 14%. A parte da China quase dobrou, para 12,3%, e o Chile entrou no grupo, com sua parte passando de 3,4%, em 1999, para 6,7% há dois anos.

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EVENTOS

FAERN e SENAR-AR/RN promovem I Seminário de Segurança Pública Rural

CNA

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado Rio Grande do Norte (FAERN) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Regional do Rio Grande do Norte (SENAR-AR/RN) promovem amanhã, 24 de novembro, o I Seminário de Segurança Pública Rural do Rio Grande do Norte. O evento tem o objetivo de debater e buscar medidas eficazes de prevenção e combate à criminalidade no meio rural, com propostas de trabalho para a implantação de um programa de segurança pública rural adequado à realidade do Estado.

O campo vem sofrendo com a crescente onda de violência, notadamente com crimes relacionados ao furto e roubo de animais, implementos agrícolas, maquinários, veículos e insumos, invasão de residências, até o tráfico de drogas. Desta forma, o seminário contará com a presença de vários, como Osvaldo Moreira Guimarães, da Comissão de Segurança Pública Rural da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), que ministrará a palestra “Experiência brasileira na implantação de um programa de Segurança Pública Rural”.

Em seguida, haverá um debate com a participação da FAERN, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/RN), do Serviço de Apoio a Micros e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte  (SEBRAE/RN) e do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER-RN).

“O tema se reveste da mais alta importância para o agronegócio e precisa entrar com prioridade na pauta da segurança pública. A proposta do evento é reunir todos os interessados para uma mesa-redonda sobre o assunto, tendo como meta conjunta o combate à violência no campo e atendendo, assim, os anseios e as necessidades dos agropecuaristas locais”, destaca o presidente da FAERN, José Vieira.

O evento acontece na próxima terça-feira (24/11), a partir das 14h, no auditório do SEBRAE/RN.

Veja a programação

14h00 - Abertura

14h30 - Palestra: Experiência brasileira na implantação de um programa de Segurança Pública Rural
Palestrante: Osvaldo Moreira Guimarães, da Comissão de Segurança Pública Rural da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás - FAEG

15h30 - Mesa-redonda: Os desafios da Segurança Pública Rural no Rio Grande do Norte
Participantes: FAERN; Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social – SESED (Polícia Civil e Militar); Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca - SAPE; Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte - SEBRAE/RN; Polícia Rodoviária Federal; Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte - FEMURN; Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB/RN; e Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte - EMATER-RN.

17h00 - Debate

18h00 - Encerramento

Informações sobre o evento: (84) 3342-0200

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FEIJÃO

FEIJÃO

Correpar

FEIJÃO CARIOCA : As chuvas no interior de São Paulo vêm contribuindo para a colheita de feijões de baixo padrão. Isto só ajuda a deixar o mercado mais relaxado. Se a previsão estiver certa vem um volume bastante grande de chuvas nos próximos dias principalmente a partir de sábado. R$ 60 - R$ 70 é a referência para o interior de São Paulo. MG e GO seguem com negócios na casa de R$ 50 e o PR tem poucas oferta na casa de R$ 60.

FEIJÃO PRETO: Aumentam as ofertas junto aos produtores do Paraná e segue o mercado tendo mais oferta que demanda. Esta pressão desestimula qualquer empacotador a formar um estoque mínimo e seguem efetuando seu abastecimento carreta por carreta. Referência segue R$ 80 SP e R$ 83 MG.

FIQUE DE OLHO:  O IBRAFE  já encaminhou solicitações aos órgãos competentes  para que seja providenciada a remoção dos estoques dos armazéns no Paraná abrindo espaço para AGF da próxima safra.  Também solicitou Contrato de Opção e PEP.

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FUNDIÁRIO / MST

Conflito no campo tem redução, afirma pastoral

Gazeta do Povo

Pará é estado mais problemático. Paraná acompanha diminuição nos índices de violência

Os focos de tensão no meio rural brasileiro diminuíram, mas estão ficando mais violentos, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) – braço agrário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – divulgados ontem. Até 15 de novembro deste ano, foram 731 conflitos, uma média de 2,29 por dia. No mesmo período de 2008, foram registrados 942, uma média de 2,5 conflitos diários. No entanto, neste ano ocorreu uma morte no campo a cada 36,5 conflitos, enquanto no ano passado havia um assassinato a cada 47 conflitos.

Para o coordenador nacional da CPT, Dirceu Fumagalli, a redução não guarda relação com os assentamentos feitos pelo governo federal. “A reforma agrária avançou minimamente. O que ocorre é que houve um enfraquecimento dos movimentos sociais e um aumento da repressão pelos fazendeiros e o próprio Estado”, diz Fumagalli. Para ele, muitas famílias estão “cansadas”. “Tem gente há 4, 5 anos debaixo da lona. Isso desanima.”

Apesar da redução nos conflitos, o número de ocupações se manteve estável. Foram 232 em 2008, contra 231 até o momento em 2009. Assim como no ano passado, 20 pessoas foram mortas em conflitos envolvendo terras no Brasil. De acordo com Fumagalli, o estado mais problemático na questão de terra no país é o Pará. “É a região campeã no número de assassinatos”, afirma o coordenador da CPT.

Neste mês, três membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foram presos e acusados de depredar a fazenda Espírito Santo, da Agropecuária Santa Barbara, cujo sócio é o banqueiro Daniel Dantas.

De acordo com a CPT, o Paraná não apresentou mortes em conflitos agrários neste ano. O estado também viu recuar índices como as tentativas de ho­­micídio e ameaças de morte. “De modo geral, houve uma relativa tran­­quilização no estado”, diz Fumagalli.

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, os índices têm relação com as políticas públicas adotadas para a questão agrária. “Es­­ta­­mos cumprindo uma reintegração de posse a cada sete dias. E fazemos isso à luz do dia, depois de muita negociação e conversa e respeito tanto para com os sem-terra como para com os ruralistas”, afirmou.

O dado negativo fica por conta dos casos em que foi constatada si­­tuação de trabalho análoga à escravidão. O Paraná é o quinto estado do Brasil neste tipo de situação. “Foram 171 trabalhadores sendo mantidos como escravos, a maioria deles na extração de pínus no Vale do Ribeira. Um estado como o Pa­­raná não pode apresentar números como esses”, disse o secretário.

No Paraná
Os números do conflito no campo no estado em 2009, segundo a CPT:

Assassinatos
Nenhuma pessoa foi morta, mas houve três tentativas de assassinato.

Invasões
Foram contabilizadas 18 invasões de terra, envolvendo 1.499 famílias.

Acampamentos
Existem 2 acampamentos no estado, com 125 famílias.

Trabalho escravo
Foram identificadas 12 situações de trabalho escravo, com 171 trabalhadores envolvidos. Destes, 151 foram libertados.

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GRÃOS

Meta envolve pequenas e grandes áreas

Gazeta do Povo

Retrato da média dos produtores do Paraná, Guilherme Pelisson Filho, de Marialva (Norte), cultiva 60 hectares, lavoura considerada pequena para os padrões do Centro-Oeste ou da nova fronteira agrícola formada pelos estados do Maranhão, Piauí, Tocantis e Bahia (MaToPiBa). No entanto, seus planos coincidem com a tendência desta safra e o colocam ao lado de agricultores que estão há mais de 2 mil quilômetros de distância. “Esse ano, aumentei a área de soja e diminuí a do milho. Só deixei de lado o pasto e a reserva verde.”

Foi assim também na fazenda de Martin Luiz Beilfuss, que mora em Nova Santa Rosa, no Piauí, a pelo menos dois dias de estrada do Paraná. Ele ampliou a área de soja de 500 para 590 hectares e conseguiu manter a do milho em 100 hectares. Cultivando dez vezes mais terras que Pelisson, sente-se compelido a elevar a produção da mesma forma. “Para ter um custo menor e um retorno mais sustentável, só produzindo cada vez mais”, afirma.

“Nossa grande dúvida é sobre como as menores áreas vão se sustentar no futuro”, diz Beilfuss. Enquanto não há um limite definido para a sustentabilidade das áreas de grãos, os produtores que não podem comprar mais terras continuam investindo em insumos e adotando melhores práticas de manejo, relata.

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Diretoria da Aiba discute situação do milho em Brasília (23/11/2009)

Jornal Nova Fronteira-BA

Os produtores de milho e sorgo associados à Aiba foram representados por membros da diretoria da entidade no último dia 17 de novembro na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo em Brasília. Pauta recorrente, os mecanismos de subvenção da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB (PEP e Pepro) foram os mais questionados. Também foi criado um Grupo de Trabalho para discutir a comercialização para a próxima safra. A Aiba foi representada pelo diretor executivo Alex Rasia, pelo o diretor administrativo e membro titular da Aiba Câmara Setorial, Celestino Zanella e o conselheiro técnico, Raimundo Santos.

Os números apresentados pela CONAB sobre a conjuntura atual da cadeia do milho e do sorgo indicam ligeira redução na produção e estoques mundiais. No Brasil deve restar, ao final da próxima safra, estoque de passagem próximo a nove milhões de toneladas. Segundo a CONAB, atualmente há cerca de cinco milhões de toneladas em estoque.

De acordo com Rasia, houve muitos questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de subvenção no ano de 2009, sobretudo, por parte da Bahia, Goiás e Paraná. Estes questionamentos levaram à formação de um grupo de trabalho para discutir os aspectos relacionados à comercialização da próxima safra, no qual a Aiba está representada. A coordenação do GT ficou a cargo da FAEG/CNA, em função da proximidade com Brasília.

Grupo de Trabalho - Logo após a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Milho e Sorgo, que definiu a formação do Grupo de Trabalho para análise dos instrumentos de subvenção à comercialização (PEP E Pepro), a Aiba e os demais participantes da comissão se reuniram para pontuar questões relacionadas à operacionalização dos programas em 2009. Para a região Oeste, os representantes da Aiba enfatizaram o histórico negativo, com prêmios de escoamento de safra do Centro-Oeste e limitações de armazenagem.

Ficou definido que cada entidade participante do GT deverá pontuar problemas operacionais e sugestões sobre estes programas e encaminhá-las por e-mail à coordenação (FAEG/CNA). O próximo encontro deverá ocorrer na segunda quinzena de janeiro.

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MEIO AMBIENTE

A última chance

O Globo

Nenhum líder mundial hoje tem dúvidas de que o clima da Terra mudou — para pior — e que o ser humano e suas emissões de gases-estufa são os culpados. Também se sabe que as mudanças acontecem mais depressa do que o previsto. Hoje poucos discordam que uma elevação da temperatura global em 2 graus Celsius — suficiente para aumentar a fome e a miséria — é inevitável. Se a temperatura subir 3 graus, a Terra verá se multiplicarem os desastres naturais. São grandes as certezas.

Mas maior ainda é a falta de ação. Governos discutem, trocam acusações. E a Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, que deveria apresentar ao mundo um acordo capaz de evitar a tragédia, começa no próximo dia 6, em Copenhague, sob o signo da indefinição.

Um grande acordo político de intenções feito, de preferência, por chefes de estado, e a definição de uma nova data para a aprovação do tratado global para redução de emissões de gases do efeito estufa. Na análise de cientistas climáticos e especialistas em política internacional, este é o melhor resultado que se pode esperar da Conferência de Mudanças Climáticas da ONU. O impasse criado entre os líderes das nações ricas e os dos países em desenvolvimento sobre os cortes a serem adotados se estendeu por tempo demais para que haja a oportunidade de se aprovar, em Copenhague, um protocolo diplomático formal para substituir o de Kioto — que expira em 2012 sem nunca ter sido cumprido.

— Duvido muito que se chegue a um acordo em Copenhague — afirma Sérgio Barbosa Serra, embaixador extraordinário do Brasil para mudança do clima. — Acho que teremos uma decisão política sobre parâmetros ou faixas (de redução), mas dificilmente chegaremos a números concretos. Temos é que negociar uma boa declaração política, que seja o mais próxima possível das faixas de compromisso desejáveis, e acertar os números finais em algum momento depois.

De fato, o último fio de esperança que ainda restava sobre um acordo formal em Copenhague se foi há três semanas, quando EUA e China, os maiores emissores de gases-estufa do planeta, declararam que não havia mais tempo hábil de negociar um tratado formal e que o ideal seria postergar a decisão. A nova data será fixada em Copenhague, mas seria em meados de 2010, em Bonn, na Alemanha ou mesmo no fim do ano que vem, no México.

Resta saber se seis meses ou um ano farão diferença num debate que se arrasta há pelo menos dois anos, desde que ficou definido, em Bali, na Indonésia, que o acordo formal sairia em Copenhague.

Pelo documento final daquela conferência, ficou definido que a temperatura média do planeta não poderia aumentar mais de 2 graus Celsius para evitar as consequências mais catastróficas das mudanças climáticas.

Para Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não dá mais para imaginar uma elevação de temperatura menor do que essa: — Nosso destino já está traçado.

E mesmo neste cenário, considerado o mais otimista, as consequências do aquecimento já são bastante significativas, com redução da produção agrícola nos trópicos, secas frequentes, agravamento da escassez de água, aumento das ondas de calor e incêndios florestais, maior número de inundações devastadoras, sobretudo nos países mais baixos. Com essa elevação, o nível do mar pode aumentar de 40 centímetros a um metro até o fim do século.

— Deter o aumento das temperaturas em 2 graus Celsius já vai ser muito difícil, essa carroça está indo ladeira abaixo — admite o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. — Mas defendemos um limite de 2 graus justamente para que não passe muito disso, uma vez que as consequências já são graves o suficiente.

Para que a temperatura média não se eleve acima dos 2 graus, os países ricos deveriam se comprometer a reduzir, até 2020, suas emissões em 25% a 40% em relação aos níveis de 1990. O percentual chegaria a 80% em 2050. E países em desenvolvimento que são grandes emissores de gases-estufa, como China, Índia, Brasil, México e África do Sul, entre outros, deveriam apresentar ações de mitigação nacionais que comprovadamente fizessem cair de forma significativa o crescimento de suas emissões até 2020. A partir daí, essas nações também teriam que começar a cortar CO2.

Além disso, seria preciso acertar ações de transferência de tecnologias limpas dos países ricos para os mais pobres, o financiamento de ações de mitigação, e as verbas para a adaptação às mudanças climáticas das nações muito pobres — que serão, justamente, as mais castigadas.

— Este é um ponto dos mais importantes e dos menos discutidos: é preciso ter uma decisão firme em Copenhague sobre o fundo de adaptação dos países pobres — defende Carlos Nobre. — Esse é o pior tipo de unanimidade que existe todo mundo concorda que precisa ajudar, mas nada acontece.

De Bali pra cá, o diálogo entre os dois blocos não avançou quase nada. Para piorar tudo, os EUA, os maiores emissores históricos de gases-estufa, estão dependendo da aprovação, no Senado, da Lei do Clima, para o estabelecimento de seus limites de emissão. Sem a lei, o presidente Barack Obama não tem como se comprometer efetivamente em Copenhague, sob o risco de adotar uma promessa vazia, como aconteceu com Bill Clinton em Kioto.

— Para termos um acordo formal e forte, as principais variáveis são os números das emissões, até 2020, dos Estados Unidos, União Europeia e China.

Destes, o único que já se posicionou de forma bem clara foi a UE — analisa Eduardo Viola, especialista em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). — O mais importante agora, são as negociações bilaterais entre esses grandes emissores. Qualquer acordo básico dependerá disso.

Na análise do especialista, um acordo político poderá ter um peso importante, inclusive no sentido de fortalecer a posição de Obama dentro dos EUA, favorecendo a aprovação da lei.

— Estou apostando neste movimento político, dos chefes de estado, que levam à possibilidade de redefinir a reunião de Copenhague, transformandoa numa reunião de cúpula de líderes mundiais interessados em fazer um acordo político que dê um novo curso à política climática — analisa o cientista político Sérgio Abranches. — Na verdade, pelas regras diplomáticas, nunca vai sair nada. Aquele arranjo da convenção do clima só produz decisão aguada. Um grupo de 192 países, completamente heterogêneo, em que todos têm poder de veto, não vai a lugar algum. A única chance de se chegar a um mínimo denominador comum é justamente fazer um acordo político entre os 20 ou 25 maiores emissores, para romper esse bloqueio.

Para Abranches, não é relevante se um novo protocolo formal derivará ou não do acordo político.

— Se houver o compromisso de redução das emissões de gases cobrável e verificável, está ótimo, é disso que precisamos — sustenta o especialista.

— Se (Barack) Obama, Gordon Brown, Angela Merkel, Lula, Hu Jintao estiverem lá e firmarem um acordo desses é um grande avanço. Poderemos pensar que, por volta de 2015, teremos uma política mais ambiciosa em vigor.

Para o professor do Departamento de Economia e da pós-graduação em Relações Internacionais da USP José Eli da Veiga a transição para uma economia de baixo carbono é uma realidade.

— Essa transição está em curso, começou antes mesmo de o mundo ter noção da importância da questão climática e vai continuar acontecendo seja qual for o resultado de Copenhague — analisa. — Isto ocorre por razões de segurança energética, pelo fato de o petróleo, por exemplo, ser muito mal distribuído no mundo, de haver uma dependência muito séria dos países desenvolvidos. Por isso, do meu ponto de vista, não muda nada. O processo que interessa já está ocorrendo e quem ficar com esse discurso do sacrifício, do não querer se adaptar, está perdendo tempo.

Vale lembrar que, se a temperatura do planeta se elevar, em média, 4 graus Celsius — número tido como provável por muitos cientistas, sobretudo dada a demora da ação política —, eventos climáticos considerados irreversíveis e catastróficos passarão a ocorrer, como a perda total de gelo na Groenlândia, a paralisação da Corrente do Golfo, e o desaparecimento de nações insulares.

— É absolutamente urgente que os líderes mundiais encontrem uma solução para os cortes e sobre quem paga a conta — afirma o coordenador do Programa Brasileiro de Mudanças Climáticas, Paulo Artaxo, da USP. — Mas mesmo que um acordo não saia, com certeza Copenhague é um marco pelo menos no sentido de iniciar o processo de negociação internacional para a redução.

Pode ser tardio, limitado, mas é o que os líderes podem conseguir.

Planos pequenos para uma grande missão: salvar o ser humano do problema que ele próprio criou.

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O esquecido Cerrado

O Globo

Desprestigiado no rol de prioridades da política ambiental do país, o Cerrado ocupa uma área de 2,04 milhões de quilômetros quadrados e seu desmatamento exerce um papel relevante na soma das emissões de CO2 - o principal gás do efeito estufa - do Brasil. Levantamento recente do Ministério do Meio Ambiente e Ibama revelou que 48,2% de sua vegetação nativa já virou fumaça. Entre 2002 e 2008 a média anual desmatada foi de 21.260 quilômetros quadrados - mais do que o dobro do destruído na Amazônia. A derrubada do Cerrado gera, em média, a emissão de 350 milhões de toneladas de CO2 por ano, o mesmo montante do gás emitido pelo desmatamento amazônico - a floresta úmida armazena mais gás. Ainda assim, o bioma recebe bem menos atenção (tanto internacional quanto nacional) do que a Amazônia.

Com uma proposta climática basicamente centrada na redução do desmatamento, o Brasil promete reduzir em 40% a destruição do Cerrado até 2020. A base de referência é o período de 1999 a 2008, quando se desmatou em média 15,7 milhões de quilômetros quadrados por ano.

Se cumprir essa projeção, serão 104 milhões de toneladas de CO2 a menos lançadas na atmosfera até 2020. Isso significa, que, a exemplo do que já acontece na Amazônia há mais de duas décadas, o Cerrado também começará a ser monitorado por satélites de forma sistemática.

Ainda assim, a meta é a metade da prometida para a Floresta Amazônica. Para reduzir as emissões projetadas do país para 2020 de 36,1% a 38,9%, o governo prometeu diminuir o desmatamento da floresta em 80% nos próximos onze anos.

Ao apresentar a proposta, a explicação para o percentual menor para o Cerrado é a falta de experiência no combate ao desmatamento e monitoramento da região.

Ainda assim, o percentual é importante. Sem o Cerrado no compromisso que o Brasil vai levar a Copenhague, não seria possível chegar a uma posição tão ambiciosa, de praticamente zerar as emissões nacionais em 2020, com relação ao que era emitido em 2005. A avaliação é da secretária nacional de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Khan.

- No Cerrado é você vê uma pressão muito intensa. A maior parte da produção agrícola do país está concentrada nesse bioma.

A perda em termos de clima seria muito grande, se não fizéssemos nada - avalia.

E não é só o clima do planeta que está ameaçado com o avanço do agronegócio sobre as famosas árvores retorcidas do Centro-Oeste brasileiro. O abastecimento de água do Brasil é totalmente dependente da preservação do Cerrado. Três das principais bacias hidrográficas do país nascem ali.

Em termos de biodiversidade, o bioma é o segundo mais importante da América do Sul, perdendo apenas para a Amazônia.

São mais de 12.000 espécies de plantas registradas. Estima-se que 5% da biodiversidade do planeta esteja no cerrado.

Com tantos motivos para preservar o bioma, espanta o fato de só agora o governo acordar para a importância dessa vegetação, que está presente em 14 estados brasileiros.

- Fica todo mundo falando em preservar a Amazônia, mas se você não proteger o Cerrado, você não consegue conter a desertificação da Amazônia - observa Jonathan Novais, da ONG Instituto Cerrado.

O diretor da Fundação Amazônia Sustentável, Virgílio Viana, concorda: - Temos que olhar o Cerrado não apenas do ponto de vista de estoque de carbono que ele é capaz de armazenar. Talvez seja uma boa oportunidade para aumentar a importância do bioma nas políticas de conservação ambiental no Brasil.

No Plano Nacional de Combate ao Desmatamento do Cerrado, o governo se compromete a aumentar o número de unidades de conservação do bioma. Atualmente, apenas 7,5% da área total do Cerrado estão protegidos. O plano prevê aumentar esse montante para 10% até 2020.

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Desmate da Amazônia emite 1,5% do CO2 global

O Estado de São Paulo

O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgará hoje, em Brasília, dados que apontam para uma forte queda na emissão de dióxido de carbono (CO2) proveniente do desmatamento na Amazônia. Eles representam 1,5% dos gases-estufa no mundo, ante cálculos anteriores de cerca de 5%. O resultado é consequência da queda da derrubada da floresta nos últimos quatro anos.

O diretor-geral do Inpe, Gilberto Câmara, estimara, em agosto, que o índice seria de aproximadamente 2,5%. Já o pesquisador Jean Ometto, também do Inpe, havia informado na semana passada que a contribuição do desmatamento da Amazônia seria inferior a 5% das emissões de CO2 do mundo, e não apenas do Brasil, como erroneamente informou ontem o Estado na primeira página e na pág. A14.

Ontem, no Twitter, Gilberto Câmara escreveu que sua estimativa de 2,5% seria uma informação dentro da margem de erro. E afirmou em seguida que as emissões da Amazônia em 2008 foram de cerca de 1,5%. A assessoria de imprensa do Inpe confirmou a informação.

Segundo o Inpe, o desmatamento contribuiu consideravelmente para as emissões globais de dióxido de carbono. Por isso, o instituto se propôs a ter medidas confiáveis sobre a quantidade CO2 lançado à atmosfera pela retirada das florestas tropicais. O estudo pode responder qual a contribuição do desmatamento na Amazônia Legal para as emissões globais de CO2.

Para o cálculo das emissões, foram considerados os dados do sistema Prodes, que monitora por satélite e quantifica as áreas desmatadas na Amazônia. O estudo apresenta resultados até 2008 e projeções até 2020, sendo que um dos cenários considera a redução de 80% do desmatamento em relação aos níveis atuais, meta voluntária proposta pelo governo para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, no mês que vem.

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Brasil inflou dado de CO2, sugere estudo

Folha de São Paulo

Banco Mundial estima que em 2030 país emitirá 1,697 bilhão de toneladas; projeção do governo fala em 2,7 bilhões em 2020

Número foi usado no cálculo da meta voluntária que país levará a conferência do clima e implica em esforço menor de corte de emissões

Estudo do Banco Mundial a que a Folha teve acesso estima em US$ 21 bilhões - cerca de R$ 38 bilhões- por ano o custo para o Brasil reduzir em 21% as emissões de gases-estufa até 2030. O valor é pouco menor (17%) que todo o investimento público previsto com dinheiro dos impostos para 2010 no Orçamento da União.

Embora a economista-chefe de Desenvolvimento Sustentável do banco, Marianne Fay, tenha classificado ontem de "ambicioso" o compromisso de redução das emissões de carbono apresentado pelo governo brasileiro há duas semanas, há divergências entre os cenários apresentados pela instituição e pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto o governo prevê que o país esteja lançando na atmosfera 2,7 bilhões de toneladas de gás carbônico em 2020 se nada for feito, o banco projeta a emissão total nesse mesmo cenário em apenas 1,697 bilhão de toneladas em 2030.

Com os investimentos na economia de baixo carbono, o Banco Mundial indica que as emissões poderiam ser reduzidas de 1,259 bilhão de toneladas de gás carbônico, segundo estimativa feita para 2030, para 810 milhões em 2030. "Provavelmente, eles consideraram um cenário diferente.

Partimos de um cenário futuro mais pessimista, caso a economia crescesse sem considerar nenhum esforço para a redução das emissões", disse Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente. Ela participou da definição da meta de redução entre 36,1% e 38,9% das emissões brasileiras em relação à projeção feita para 2020. O governo não dispõe de cálculo oficial atualizado das emissões de gás carbônico.

"O governo inflou as estimativas de emissão para os setores de transporte e energia", criticou Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira. Feito com o apoio de representantes de vários ministérios e centros de pesquisa do país, o estudo do Banco Mundial considera cenários diferentes daqueles apresentados pelo governo. A divergência significa que o esforço acenado pelo governo para reduzir as emissões pode ser menor do que o previsto na meta "voluntária".

Embora sem comentar diretamente o relatório a que a Folha teve acesso -e que o Banco Mundial só deverá divulgar em dezembro ou janeiro-, Marianne Fay insistiu em que o corte de emissões no Brasil não significará redução no ritmo de crescimento da economia.

Ao contrário: o documento estima que os investimentos no baixo carbono poderão representar um aumento de 0,5% por ano no PIB, além de um crescimento extra anual de 1,13% na geração de empregos.

Em linhas gerais, a receita contida no estudo diverge pouco das propostas em discussão até aqui no governo, a começar pelo impacto atribuído à redução do desmatamento, o aumento da produtividade do agronegócio e o plantio de árvores para a produção de carvão para a siderúrgicas. Algumas das maiores divergências estão na área de energia, influenciada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Enquanto o governo considerou a expansão das hidrelétricas na Amazônia como ações de mitigação, o Banco Mundial considerou-as parte do cenário tendencial. O banco também enfatiza ações de eficiência energética, especialmente na indústria. "São as únicas que se pagam", diz Smeraldi.

O documento defende ainda a recuperação das áreas de reserva legal, uma obrigação dos produtores rurais cujo descumprimento o presidente Lula concordou em deixar sem punição até 2011. O texto também critica a abertura de novas rodovias na Amazônia, num ataque indireto à pavimentação da rodovia BR-319.

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IBGE e Conab na tentativa de uniformizar metodologia

Diário de Cuiabá

Encontro técnico, que contou com a participação do Imea, debateu os procedimentos utilizados

A cada dois meses, IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e CONAB (COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO) divulgam levantamentos sobre a safra agrícola. Mas nem sempre os números "batem". Com isso, o governo federal fica sem uma informação unificada sobre o prognóstico de plantio e estimativa de produção, informações que orientam todo o planejamento de política agrícola ao país.

Para tentar uniformizar estes dados, técnicos do IBGE e CONAB estiveram reunidos ontem na sede da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Várzea Grande, para discutir as metodologias de pesquisa entre as duas instituições, durante o I Encontro Técnico sobre Levantamento da Safra no Estado de Mato Grosso. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), outra entidade que executa o trabalho, também participou do evento.

"Trocamos experiências e mostramos a nossa metodologia para prognóstico de plantio e estimativa de safra em níveis municipal, estadual e nacional", explicou o superintendente do IBGE, em Mato Grosso, Delvaldo Benedito de Souza.

O objetivo do encontro, segundo ele, foi debater as metodologias colocadas em práticas hoje pelos institutos de pesquisa, entidades e órgãos governamentais. "Logicamente pode acontecer de os números não serem 100% iguais", admitiu Delvaldo.

"No caso do IBGE e CONAB, embora haja uma pequena diferença, os números são basicamente os mesmos, com margens mínimas e que servem de referência para a tomada de decisões".

De acordo com Pedro Nessi Snizek Júnior, supervisor de Pesquisa Agropecuária do IBGE, o levantamento do órgão já é feito em conjunto com os técnicos da CONAB, que atuam em municípios que detêm mais de 90% da produção agrícola do Estado. "Nossos dados são confiáveis e refletem bem a nossa realidade", aponta o pesquisador.

O IBGE conta com oito técnicos trabalhando em parceria com a CONAB. Em janeiro o órgão deverá divulgar a primeira estimativa com dados consolidados da safra 09/10 para todas as culturas.

Segundo Eledon Oliveira, técnico da área de avaliação de safra da CONAB, a metodologia para estimativa de safra em Mato Grosso é desenvolvida em conjunto com o IBGE e contempla seis roteiros de produção no Estado: Serra da Petrovina/Rondonópolis, Primavera do Leste/Campo Verde, Sorriso/Nova Ubiratã, Lucas do Rio Verde/Nova Mutum, Diamantino e Sapezal/Campo Novo.

"A cada dois meses visitamos empresas (tradings), produtores e órgãos ligados à agricultura nessas regiões para colher informações e atualizar nossas estimativas".

Ele explicou que a pequena diferença nos dados dos dois órgãos se deve à época da coleta das informações. "Se realizamos uma pesquisa na quarta-feira da semana passada, por exemplo, e no final da semana ocorreu uma alteração climática forte, ou um ataque de insetos nas lavouras, as projeções da CONAB serão um pouco diferentes por causa destes eventos que alteram as expectativas dos produtores em relação à produtividade e índices de perdas".

Outra entidade que realiza a pesquisa de safra no Estado é o Imea, vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária (Famato). De acordo com a analista de Grãos, Maria Amélia Tirloni, os técnicos do instituto mantém contatos com representantes de tradings, revendas, órgãos de defesa agropecuária, sindicatos rurais e produtores de sete regiões-polo do Estado, que respondem por 92% da produção agrícola, para colher informações. "Fazemos escala dos 60 maiores municípios produtores e divulgamos levantamentos mensais", explica ela.

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