Assessoria de Comunicação Social

25 de Abril de 2008


Notícias Sistema FAEP

Dívidas agrícolas:
Prorrogadas para outubro parcelas que começariam a vencer em abril

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (24) a Resolução 3.563 que concede prazo de espera para dívidas de investimento e da parcela de custeios prorrogados, que vencem de abril a setembro. O prazo de espera, na prática, é uma prorrogação que se aplica somente às parcelas atuais, não interferindo no cronograma de pagamento das outras parcelas.

A discussão sobre redução nos juros das operações e alongamento do perfil de algumas dívidas não entrou na pauta do Conselho, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Investimentos - No caso dos investimentos, as operações que tinham vencimento entre 1º de abril e 30 de setembro o pagamento deverá ser feito em 1º de outubro. A medida é valida para investimentos com recursos do BNDES, Pronaf, Proger Rural, FAT e Finame.

Custeios prorrogados - Já o prazo de espera do custeio refere-se às safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006 e é relativa às prestações que venciam entre 1º de abril e 30 de junho, que passarão a ter vencimento em 1º de julho.

O que falta fazer:
Medida Provisória - A proposta de renegociação das dívidas agrícolas está sendo finalizada. Na próxima semana já deverá estar pronto um esboço de uma medida legal – Medida Provisória ou Projeto de Lei - que será encaminhada para avaliação dos departamentos jurídicos dos ministérios envolvidos, Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário. Depois disso, se não houver nenhuma ilegalidade, o texto será encaminhando ao Congresso Nacional, que deverá fazer as emendas que julgar necessárias.

Dívidas antigas alongadas - A maior parte das medidas referentes à renegociação deverá estar contida nesta medida provisória, como é o caso das dívidas antigas alongadas como a Securitização, Pesa, Recoop, Funcafé Dação e Dívida Ativa da União.

Investimentos e custeios prorrogados - O restante deverá ser apresentado ao Conselho Monetário Nacional para serem transformadas em resoluções, como é o caso das linhas de financiamento de investimento e custeios prorrogados.

Avaliação da FAEP - Na análise de Pedro Loyola, economista da FAEP, essas medidas são importantes para garantir aos produtores rurais o acesso ao crédito nos bancos e evitar a inadimplência, enquanto o governo não edita todas as medidas do pacote de reestruturação das dívidas.

Segundo Loyola, a negociação com o governo sobre o endividamento se estendeu além do prazo previsto inicialmente, 10 de abril, e o produtor, na expectativa de ser beneficiado com as medidas, viu as dívidas começarem a vencer. Porém, o banco não libera novos financiamentos para produtores com operações em atraso.

“Isso poderia, inclusive, prejudicar o plantio das culturas de inverno. Agora isso trará maior tranquilidade aos bancos e produtores até a edição das resoluções”, explicou.

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Site estréia espaço para
publicações da FAEP

Relatórios de atividade, artigos, estudos, cartilhas e documentos de orientação aos produtores da FAEP ganharam um espaço exclusivo no site da Federação. A FAEP disponibiliza a partir desta sexta-feira (25) em seu site (www.faep.com.br) um espaço para suas publicações. O objetivo é concentrar e divulgar a íntegra das publicações produzidas pela FAEP, no decorrer do ano, nesse espaço.

Exemplo do que poderá ser encontrado pelos internautas nas “Publicações” são os documentos como “As Propostas da FAEP para o Plano Agrícola e Pecuário 2008/09”, o “Relatório de Atividades da FAEP”, os artigos dos técnicos da Federação, as cartilhas do Casa em Ordem e sobre o “Trânsito de Máquinas”. Para tanto, os interessados devem acessar o ícone “Publicações”, localizado no lado esquerdo da página inicial da FAEP.

PALESTRAS - Além das publicações, o site mantém um espaço para divulgar as palestras realizadas nas reuniões da FAEP e nos seus Sindicatos Rurais, além de eventos especiais no âmbito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ou feitas pela FAEP em outras entidades. Neste ano, até abril, o espaço já registrava 13 palestras sobre temas como meio ambiente, crédito rural, PIB agropecuário, Expedição Caminhos do Campo, gestão de riscos, meteorologia, biotecnologia e cafeicultura.  Para acessar as apresentações o internauta deverá clicar no ícone “Palestras”, localizado também no lado esquerdo da página inicial do site da FAEP.

INICIATIVA - As novidades no site fazem parte da estratégia da FAEP em fazer chegar aos produtores rurais informações com conteúdo e de forma organizada. Segundo Luiz Antônio Digiovani, superintendente técnico-sindical da FAEP, a iniciativa de facilitar o acesso às palestras e publicações da Federação tem o objetivo de disseminar as análises dos especialistas em eventos realizados para públicos menores, mas que graças ao site da FAEP poderá chegar na casa de milhares de produtores. “O uso dessas informações é mais uma ferramenta que serve de apoio no planejamento dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais”, afirmou.

Diagnóstico de sindicatos

Acontecem nesta sexta-feira (25) algumas das últimas reuniões de diagnóstico em sindicatos rurais, dentro do Programa de Desenvolvimento Sindical. Hoje os encontros são em Laranjeiras do Sul, Coronel Vivida e Pinhão.

Uma semana depois da visita para diagnóstico, cada sindicato recebe um documento com análise dos seus pontos fortes e fracos. Ainda dentro da Fase I, os dirigentes sindicais virão a Curitiba para dois dias de capacitação em liderança.

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Liderança para funcionários

Os funcionários do Sistema FAEP também vão passar pelo programa de Desenvolvimento Sindical. Quatro turmas foram formadas e, nesta semana, começaram os primeiros encontros no Hotel Lizon, em Curitiba. O curso tem como foco o desenvolvimento pessoal, e não está ligado à parte operacional e às tarefas de rotina. Segundo o coordenador do programa, Livaldo Gemin, é um ciclo virtuoso: os sindicatos se aprimoram para estar à altura de milhares de produtores rurais cada vez mais qualificados pelo próprio Sistema FAEP; e os funcionários do sistema também precisam dar resposta de qualidade à nova dinâmica de atuação desses líderes sindicais.

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Coluna Hortifruticultura

Hortifruticultura – como enfrentar a nova realidade I

Para ter avanços na horticultura é necessário levar em conta as demandas do mercado e o comprometimento da produção com a comercialização de maneira organizada. Atualmente o mercado exige volume, constância e qualidade.

O conceito de qualidade exigido pelo consumidor moderno é muito mais amplo e contempla, além da aparência e sabor, a inocuidade do produto, ou seja, a produção com ausência de perigos químico, biológico e físicos.

Já não prevalece o ditado que “o consumidor compra com o olho”. Hoje o consumidor é mais informado e vale a máxima que “o consumidor compra com olho, mas só volta a comprar se o produto tiver sabor”.

As ações para atender a crescente exigência deste mercado que está cada vez mais competitivo é a profissionalização da base produtiva e a assistência técnica comprometida com o resultado da atividade.

Na próxima coluna, mostrarei os principais aspectos que devem ser explorados pelos produtores quanto à organização, produção e comercialização e as oportunidades do mercado.

Elisangeles Baptista de Souza
Assessora técnica de Hortifruticultura da FAEP

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Clipping dos Jornais

Destaques

Planalto prorroga o pagamento de dívidas de produtores rurais

FOLHA DE SÃO PAULO - LUCIANA OTONI

A demora na regulamentação do acordo de renegociação de R$ 66 bilhões em dívidas de produtores rurais levou o governo a prorrogar o prazo de pagamento de prestações de dívidas de custeio e investimento com vencimento entre este mês e setembro.

O adiamento foi aprovado pelo CMN para evitar que agricultores e pecuaristas com prestações vencidas nas últimas semanas ou a vencer nas próximas sejam prejudicados.

As prestações de dívidas de investimento foram postergadas para 1º de outubro, e as de dívida de custeio das safras 2003/4, 2004/5 e 2005/6 foram adiadas para 1º de julho. Também foram prorrogados os vencimentos de prestações de produtores com propriedades em municípios atingidos por seca ou enchente, que estejam em situação de calamidade pública. O estoque dessas dívidas é de cerca de R$ 15 bilhões.

"Essas são medidas para serem ajustadas à negociação que vem sendo feita pelos ministérios da Fazenda e da Agricultura. Os resultados devem ser anunciados nos próximos dias", disse o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que integra o CMN.

Nos últimas dias, produtores com prestações vencidas começaram a ser pressionados pelos bancos a quitar os débitos. Como as medidas da renegociação estão na iminência de serem editadas, os ruralistas pediam providências enquanto o acordo não é oficializado.

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Confederações e centrais criticam regra sindical

FOLHA DE SÃO PAULO - FÁTIMA FERNANDES / CLAUDIA ROLLI

Grupo inicia ação com objetivo de suspender artigo

Um grupo formado por 16 confederações e quatro centrais sindicais deu início ontem a duas ações -política e jurídica- para suspender os artigos 20 a 24 da portaria nº 186 do Ministério do Trabalho, que estabelece regras para concessão de registros sindicais.

Um dos pontos principais da portaria, publicada no dia 10, é a possibilidade do surgimento de mais federações e confederações no país. Para elas, o ministério extrapolou o seu poder de ingerência, pois estabeleceu a pluralidade nas federações e confederações, o que é proibido pela Constituição.

A ação política será feita em encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que ainda não tem data marcada. "Vamos levar um documento assinado pelas entidades sindicais para pedir que não se abra a possibilidade de pluralidade nas federações e confederações", diz José Augusto da Silva Filho, diretor-secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio.

Para o secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, a portaria respeita a Constituição. "Pessoas querem manter o domínio mesmo que uma federação ou confederação não seja representativa. O sindicato tem liberdade para escolher a que federação ele quer se filiar", diz.

Depois da audiência com o ministro, o grupo vai entrar com petição no Congresso para que este determine que o ministério extrapolou o seu poder de influência.

"O artigo 49 da Constituição nos dá o direito de ingressar com essa petição. A pluralidade sindical, como determina a portaria 186, está proibida pelo artigo 8º da Constituição", diz Hélio Gherardi, consultor técnico do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), ligado a entidades sindicais.

Gherardi informa também que existe ainda a possibilidade de representantes de confederações e centrais sindicais entrarem no Supremo Tribunal Federal com pedido de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) dos artigos 20 a 24 da portaria.

"A portaria diz que o sindicato pode estar filiado a duas federações e que uma federação por estar filiada a duas confederações. O artigo 8º da Constituição, que trata da unicidade sindical, cita que essa situação não pode ocorrer", diz.

André Grandizoli, secretário-adjunto de Relações do Trabalho, diz que o ministério entende que a portaria 186 não é inconstitucional. "O direito dos representados é a liberdade sindical, preconizada na Constituição", afirma.

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Governo descarta imposição de barreiras às exportações de arroz

GAZETA DO POVO

Representantes do setor privado disseram hoje (24), na saída de reunião com representantes do ministério da Agricultura, convocada para definir o rumo das exportações de arroz, que o governo descartou qualquer possibilidade de impor barreiras às vendas externas do grão.

Segundo eles, os representantes do ministério da Agricultura alegaram que houve um mal entendido quanto à notícia divulgada nesta quarta-feira (23), sobre um possível pedido do governo para que o setor privado não exportasse arroz.

O ministro Reinhold Stephanes não participou da reunião, mas, ao sair do ministério, confirmou que não foi pedido aos agricultores que não exportem. “Nós vamos deixar o mercado fluir, desde que não haja risco de desabastecimento”, afirmou.

Quanto às barreiras (possíveis taxações ao arroz exportado), que estariam sendo estudadas pelo governo, o ministro disse que só serão adotadas em casos extremos.

De acordo com o representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Câmara Setorial do Arroz, Francisco Schardong, as exportações brasileiras de arroz totalizaram 800 mil toneladas no ano passado. “E a meta de exportação deste ano é a mesma”, afirmou.

O presidente da Federação das Associações do Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, disse que o Brasil só exporta arroz para ganhar novos mercados. “Os produtores continuam querendo alcançar a meta de 800 mil [toneladas de arroz exportadas]”, disse.

O governo marcou para o próximo dia 5 de maio leilão de 50 mil toneladas dos estoques do governo, armazenados no Rio Grande do Sul e de outras 5 mil toneladas, armazenadas em Santa Catarina. Até lá, não será tomada nenhuma decisão quanto às exportações.

Como o arroz desses estoques regulatórios é da safra 2004/2005, o preço da saca foi cotado a R$ 28 a saca, valor aceito pelos produtores e a indústria beneficiadora por ser de safra passada. O leilão é para conter a alta no mercado interno. Pelo índice Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP), que mede o preço médio do arroz do Rio Grande do Sul, valor da saca de 50 quilos passou de R$ 23,58 (registrado no dia 1º de abril) para R$ 32,06, no último dia 23.

O deputado federal, da bancada ruralista, Luiz Carlos Heinze (PP-RS) disse que, ao contrário do que foi dito anteriormente, será melhor exportar agora que o preço do arroz no mercado internacional está alto. “É importante o Brasil aproveitar o momento de preços altos para exportar também. Precisamos ganhar novos mercados”, observou Heinze. Ele se disse contrário à qualquer imposição de barreira às exportações.

Stephanes destacou que, depois do leilão marcado para maio, o governo passará a analisar o mercado semanalmente, para avaliar a necessidade de promover novos leilões dos estoques reguladores. O intuito é conter a alta de preços do arroz.

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Conjuntura pode abrir oportunidades ao país

VALOR ECONÔMICO

A "agroinflação", que eleva o custo de produção de alimentos, cria um ambiente favorável para derrubar barreiras que existem hoje em alguns países a produtos como carnes suína e de frango do Brasil. É o que pensa Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). 

O fenômeno da alta de preços - motivado pela maior demanda por grãos num momento de queda nos estoques - também tem efeitos nos custos de produção das carnes por aqui, mas o país, segundo Camargo Neto, ainda é mais competitivo nesse quesito se comparado a Estados Unidos e Europa. 

"No momento em que se torna mais importador, é mais fácil para um país prestar atenção ao Brasil", diz. No cenário atual, afirma ele, "aumenta a competitividade relativa do Brasil". E acrescenta: "Existe um ambiente favorável desde que o Brasil aproveite". Por enquanto, porém, não há indicação de países que, pressionados pela alta de custos de produção, estejam mostrando mais disposição de comprar do Brasil. Mas o Japão, cobiçado pelos exportadores brasileiros de carne suína, já mostra preocupação com o fluxo das exportações de uma maneira geral. 

Hoje, o país asiático compra carne suína dos EUA e da Europa e não adquire o produto brasileiro, pois não aceita o critério de regionalização para a febre aftosa, usado no Brasil e que é referendado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Camargo Neto reconhece que ainda há muitas incertezas em relação ao cenário de preços dos alimentos. Atualmente, porém, a carne suína brasileira tem um preço 10% a 20% menor do que o produto europeu ou americano, de acordo com ele. 

Fábio Meirelles, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e recém-reeleito presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), reforça o coro favorável à liberalização do comércio e ataca os subsídios concedidos pelos países desenvolvidos, que distorceram o mercado nas últimas décadas. 

Em Gana, discussões na 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) concluíram que os países em desenvolvimento precisam investir em infra-estrutura e agregar valor para avançar com a "agroinflação". (AAR; colaborou Fernando Lopes) 

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Commodities

Vaivém das commodities

MAURO ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br

CAMINHO INVERSO
O cenário mundial do arroz fez o governo inverter a política neste ano. Em 2007, o governo entrou no mercado comprando produto para elevar os preços. Agora, diante da forte elevação, inicia leilões dos estoques oficiais para baixar os preços.

BOI EM ALTA
O boi gordo voltou a subir ontem em São Paulo. Pesquisa da Folha mostra que a arroba chegou a R$ 80. O aumento ocorre devido à menor oferta de bois para abate. Em 30 dias, houve alta de 5%.

RESERVA LEGAL
Os proprietários rurais paulistas poderão recompor a reserva de mata nativa usando espécies arbóreas exóticas (frutíferas ou não), intercalando com espécies nativas. O produtor terá prazo de oito anos. É o que determina a lei nº 12.927, publicada ontem no "Diário Oficial" do Estado. A proposta foi do deputado Valdomiro Lopes (PSB).

SOLUÇÃO DO PROBLEMA
A lei permitirá o plantio de seringueiras, eucaliptos, abacateiros ou mangueiras, intercalados com mata nativa.

MAIS UMA VEZ
O Brasil terá mais uma oportunidade para explicar as diferenças entre o álcool proveniente da cana e o do milho. Isso ocorrerá em plena Nova York, em evento promovido pela brasileira Datagro e pela Organização Internacional do Açúcar, no próximo mês.

OS TEMAS
O tema central do encontro será sobre as novas oportunidades que trarão álcool e açúcar. Legislação nos Estados Unidos, o impacto dos fundos nos mercados futuros e tendências de consumo também estarão em pauta.

MÃOS À OBRA
Francisco Turra, novo presidente da Abef (Associação Brasileira dos Exportadores de Frango), começa a colocar em prática o objetivo de abrir o mercado chinês para a avicultura. O assunto foi colocado na mesa de negociações nesta semana em encontro com Chen Duqing, embaixador da China, e Lu Yuzhong, cônsul comercial da China em São Paulo.

ASSUNTO PARA OMC
O Japão, importador de alimentos, pedirá à OMC que impeça os países produtores de restringir as exportações agrícolas. "O Japão quer regras eqüitativas para exportadores e importadores", disse Hiroaki Kojima, do Ministério da Agricultura, à Bloomberg.

O OUTRO LADO
O Japão quer amarras nas exportações dos países produtores, mas adota até 700% de sobretaxa nas importações em alguns produtos. Ou seja, subsidia e impõe pesadas barreiras nas importações daquilo que produz.

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Commodities Agrícolas

VALOR ECONÔMICO

Menos demanda
Os contratos futuros do açúcar registraram ontem o menor preço em duas semanas, na medida em que a valorização do dólar e a queda nos preços do petróleo amenizaram a procura por etanol. O dólar ganhou ontem 1% em relação a uma cesta de seis moedas fortes. "Quando o petróleo sobre, o açúcar sobe, então quanto os preços do petróleo recuam, também vimos recuo no açúcar", disse Julio Sera, trader da Hencorp Futures, de Miami, em entrevista à agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em julho recuaram 46 pontos - 3,6% - e encerraram o dia cotados a 12,29 centavos de dólar por libra-peso. Foi o menor preço desde o dia 7 de abril. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 27,89, com queda de 0,32%, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Influência do dólar
O preço do café no mercado futuro voltou a recuar ontem, na quinta queda registrada nas últimas quatro sessões. Como em outras commodities negociadas em Nova York, a cotação caiu sob a influência da desvalorização do dólar. "Quando o dólar está em alta, isso significa custos mais altos para compradores que têm outras moedas", disse à Bloomberg Raymond Keane, trader de café da Balzac Bros. & Co. em Charleston, Carolina do Sul. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em julho caíram 475 pontos, para US$ 1,3160 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta também para julho recuaram US$ 61, a US$ 2.294 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou em queda de 1,09%, a R$ 252,36, de acordo com o Cepea/Esalq. 

Consumo arrefecido
Os contratos futuros do suco de laranja registraram queda ontem no mercado internacional. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a preocupações de que a alta nos estoques americanos sinalizam uma demanda mais fraca no país. Os estoques subiram 12% em março, para 1,05 milhões de galões, segundo informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O consumo no país caiu devido aos altos preços do varejo, que desencorajaram a demanda por suco. Os contratos com vencimento em julho recuaram 375 pontos na bolsa de Nova York e encerraram a US$ 1,158 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja ficou em R$ 8,44, segundo o Cepea/Esalq. A variação dos últimos cinco dias é de 0,72%. 

Exportação mais lenta
A valorização do dólar, que tende a diminuir o apelo pelas commodities negociadas em Nova York, voltou a puxar a queda do preço do algodão, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O lento andamento das exportações americanas da pluma aumentou o consenso de que os Estados Unidos podem exportar menos que o inicialmente previsto para o ano fiscal que se encerra em 31 de julho, o que também contribuiu para o declínio. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em julho encerraram em baixa de 195 pontos, a 72,13 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão foi negociado por R$ 1,3201 por libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em abril, a baixa acumulada é de 7,17%. 

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Grãos

Mesmo em plena safra, soja sobe no país

VALOR ECONÔMICO - Patrick Cruz

A interrupção das exportações argentinas acentuou o aperto da oferta mundial de grãos e ajudou a inflar os preços futuros da soja, já pressionados por fatores fartamente conhecidos: demanda pela commodity em alta, puxada especialmente pelo consumo chinês, enfraquecimento do dólar, preços recordes do petróleo e baixos estoques mundiais. E, para os preços da soja no mercado doméstico brasileiro, os problemas na Argentina tiveram uma influência ainda maior. 

Até a última quarta-feira, o preço médio da saca de 60 quilos em Cascavel (PR) no mercado de lotes aumentou 43% na comparação com abril de 2007, para uma média de R$ 42,43, e, em Paranaguá (PR), o preço médio cresceu mais de 46%. Em Sorriso (MT), a alta foi ainda mais forte: com o preço médio de R$ 35,28 apurada até quarta-feira, o aumento foi de 56% em comparação com abril do ano passado. 

"Petróleo, dólar e demanda chinesa são fatores que já puxavam os preços para cima. A Argentina teve impacto nas bolsas, afetou especialmente o Brasil", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora. "Os prêmios para exportação estão todo mês com viés de alta, e em plena época de colheita, quando costumam cair". 

Problemas climáticos no Rio Grande do Sul, onde foram registradas geadas neste mês, reforçaram o cenário de preços altos que já tem sido amplificado pelos problemas argentinos. Estima-se que a quebra da safra no Estado fique entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de toneladas. 

Com isso, a Tetras reduziu sua estimativa de produção brasileira na safra 2007/08 de 62,5 milhões de toneladas para algo entre 61,5 milhões e 62 milhões de toneladas. De acordo com a última estimativa apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de soja deve crescer 2,7%, para 59,9 milhões de toneladas. Para o Rio Grande do Sul, a estimativa é de queda de 18,2%, para 8,1 milhões de toneladas. 

Além de turbinar os preços no Brasil, a situação argentina reduziu a disponibilidade de grão nas unidades de processamento. Somadas, as indústrias localizadas em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais têm entre 20% e 30% de produto disponível para comercialização, afirma Sayeg. "Em plena safra, isso deveria estar entre 80% e 100%", avalia. 

"Mesmo com a oferta maior, em virtude do crescimento da produção, não houve decréscimo dos preços. O mercado interno acompanha as cotações na bolsa de Chicago, mas isso também é reflexo do que ocorre na Argentina", diz Gabriel Pesciallo, analista da Agência Rural. Ontem, os contratos de soja para julho caíram 24,50 centavos de dólar em Chicago, para US$ 13,61 o bushel. 

Nesta safra, com o aumento das vendas antecipadas, poucos produtores puderam se beneficiar do aumento do preço da soja. Até o dia 18 de abril, as vendas chegaram a 67% do volume esperado para a safra 2007/08, que, segundo a Agência Rural, deverá chegar a 63 milhões de toneladas. 

De acordo com o levantamento mais recente feito pela empresa, a colheita da soja chegou a 80% até a última terça-feira. O número é 11 pontos percentuais inferior ao apurado no mesmo período da safra 2006/07. 

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Conjuntura

Lucro trimestral da Perdigão cai 18,7%, para R$ 51 milhões

GAZETA DO POVO

O lucro líquido da Perdigão foi de R$ 51 milhões no primeiro trimestre do ano, valor que representa queda de 18,7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo divulgou nesta quinta-feira (24) a companhia.

A receita líquida atingiu R$ 2,461 bilhões, com alta de 61,6% sobre os primeiros três meses de 2007. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, na sigla em inglês) cresceu 10,7% sobre o primeiro trimestre do ano anterior, somando R$ 186,4 milhões.

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Ata do Copom abre possibilidade de novos aumentos da Selic

GAZETA DO POVO

O Banco Central aumentou a taxa básica de juros da economia em 0,50 ponto porcentual, e não 0,25, como esperava o mercado, por entender que está diante de "riscos relevantes" à estabilidade inflacionária e que, agindo preventivamente, pode tornar o ajuste total menos amargo para a economia.

A justificativa está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo BC, que também sugere a possibilidade de novos aumentos da Selic para tentar reduzir o "descompasso" entre a demanda superaquecida e a capacidade das empresas oferecerem produtos e serviços.

"O Comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros irá contribuir para a diminuição do risco inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado", afirma a ata, reiterando argumento utilizado no comunicado que anunciou a subida da Selic, na semana passada.

Na avaliação do BC, as projeções de inflação passaram a ficar acima da meta de 4,5% e há o risco de que a previsão de aumento inflacionário "possa se tornar persistente" entre os agentes econômicos. Além das pressões internas sobre a inflação, o BC também destaca as pressões vindas de fora, em especial a subida contínua dos preços do petróleo no mercado internacional. Formalmente, o Copom prevê que os preços da gasolina no Brasil permanecerão inalterados em 2008, apesar de admitir que "a probabilidade de se configurar um cenário alternativo vem aumentando".

Mesmo que a Petrobras não aumente os preços da gasolina, como está sendo especulado, o BC avalia que a alta internacional no preço do barril de petróleo deve se transmitir à economia brasileira tanto por meio de cadeias produtivas (que usam derivados de petróleo, como o setor petroquímico), quanto pela deterioração das expectativas de inflação dos agentes econômicos.

"A prudência passa a ter papel ainda mais importante, nesse processo, em momentos como o atual, caracterizado pela deterioração da dinâmica inflacionária corrente e esperada", afirma a ata.

Entre os sinais de agravamento dos riscos, a ata aponta o aumento das medidas de núcleo da inflação (expurgando preços de alimentos, por exemplo) acima da meta de 4,5% e, principalmente, o crescimento dos preços industriais no atacado, que já chega a 6,98% em 12 meses, mas ainda não foi repassado aos preços ao consumidor. O risco de repasse, segundo o BC, deve aumentar se o descompasso entre oferta e demanda não for contido.

"O ritmo de expansão da demanda doméstica continua bastante robusto e responde, ao menos parcialmente, pelas pressões inflacionárias que têm sido observadas no curto prazo", diz o texto. "O Copom e irá acompanhar atentamente a evolução da inflação, estando pronto a ajustar a postura de política monetária de forma a evitar a consolidação de um cenário no qual reajustes pontuais se transformem em reajustes persistentes ou generalizados de preços."

Críticas
Nas entrelinhas, a ata também tenta responder às críticas de que o aumento dos juros poderia ter sido prematuro e iria comprometer a boa fase de crescimento da economia brasileira. Ao agir em defesa da "estabilidade inflacionária", segundo o BC, ele estaria defendendo os ganhos de renda ocorridos no período recente e mantendo um ambiente macroeconômico favorável a investimentos em "horizontes mais longos".

"Ao permanecer pronto para atuar enquanto o balanço dos riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, o Comitê entende que está, de fato, contribuindo para a sustentação do crescimento", diz a ata. "O Copom conduzirá suas ações de forma a assegurar que os ganhos obtidos no combate à inflação em anos recentes sejam permanentes." Além disso, o BC argumenta que a expansão do crédito, da renda e dos gastos públicos vai continuar gerando efeito positivo sobre a atividade econômica.

De acordo com o Copom, os níveis de utilização da capacidade instalada estão crescendo em diversos setores e a despeito do aumento substancial do volume de investimentos. Por isso, a necessidade de começar a frear a demanda, enquanto o ritmo de maturação dos investimentos não acelere.

A ata justifica a ação preventiva do BC lembrando que outras economias emergentes que passam por fase de crescimento econômico, como no Brasil, também estão vivendo "ciclos de contração monetária". O texto ressalta ainda que o quadro de desaceleração da economia dos Estados Unidos está se consolidando, mas permanece a incerteza quanto à intensidade e duração desse processo.

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Agroeconomia Internacional

Agricultura de emergentes precisa de US$ 1,7 bi, alerta FAO

VALOR ECONÔMICO - Deise Vieira. da Agência Estado

Países em desenvolvimento devem ter acesso imediato a mais sementes, fertilizantes e ração animal

FRANKFURT - O diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), Jacques Diouf, afirmou hoje que US$ 1,7 bilhão deveria ser destinado a produtores agrícolas de países em desenvolvimento para que eles plantem mais a fim de resolver a crescente crise alimentar no mundo.

 
Segundo ele, um encontro internacional em Roma em junho dará ao mundo uma oportunidade de repensar políticas e agir. "A temporada atual e a próxima devem ser o foco (da ajuda) agora", enfatizou.

"Os fatos são claros. Precisamos oferecer alimentos e dinheiro para que as pessoas tenham algo para comer e precisamos reduzir os custos para os pobres para que eles tenham acesso aos alimentos", afirmou.

Segundo o diretor, produtores de países em desenvolvimento devem ter acesso imediato a uma quantidade maior de sementes, fertilizantes e ração animal para a temporada 2008. "Se não os ajudarmos agora, o problema irá piorar." As informações são das agências de notícias internacionais.

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Bioenergia

Produzam os biocombustíveis corretos

FOLHA DE SÃO PAULO - ROGER COHEN

DO "NEW YORK TIMES"

As modas chegam rápido e com toda força em nossa era da comunicação viral, e as reações a elas podem ser igualmente ferozes. É o que estamos vendo agora com os biocombustíveis, que todo mundo amava até que todo mundo decidisse que são o pior desde a Peste Negra.

Se no passado recente o combustível destilado de plantas vinha sendo saudado como resposta a toda espécie de problemas, do aquecimento global à redistribuição geoestratégica de poder em favor de estados petroleiros repressivos, ele agora se tornou "trapaça" e "parte do problema", de acordo com a revista "Time".

Os supostos crimes dos biocombustíveis são muitos. Disparada nas commodities, destruição da floresta amazônica, aumento em lugar da redução no efeito-estufa, tumultos relacionados à falta de comida e, sem dúvida, a dor de dente de sua sogra.

A maior parte dessas alegações é bobagem.

Eu admito que a mania dos biocombustíveis gerou excessos e que algumas das conversões de vegetais de uso alimentício em fonte de combustível, especialmente nos EUA e na Europa, que operam com forte subsídio, não fazem sentido. Mas os biocombustíveis continuam a ser parte da solução. A questão é determinar quais biocombustíveis.

Antes, é preciso demolir alguns mitos. Se os preços do arroz asiático disparam, acompanhados pelo trigo e milho, isso não se deve ao fato de Jon Doe, em Iowa, ou Jean Dupont, na Picardia, terem decidido transformar seu saboroso milho e beterrabas em álcool.

Há tendências muito maiores em ação. Na Ásia, centenas de milhões de pessoas ascenderam da pobreza e passaram a comer duas vezes por dia, não apenas uma, e a urbanização avançou.

Ao mesmo tempo, a ascensão do preço das commodities em 2007 acompanhou, em larga medida, a paridade declinante do dólar. Os preços do arroz dispararam em termos de dólares, mas subiram bem menos em euros. Países como China estão trocando reservas depreciadas de dólares em estoques valiosos de commodities.

A alta nos alimentos também está vinculada ao petróleo, insumo importante de fertilizantes a tratores.

Outro mito que precisa ser destroçado é o de que a floresta amazônica está sendo destruída para plantar cana com a qual o Brasil produz álcool. Quase todas as áreas viáveis para o cultivo de cana ficam a centenas de quilômetros da floresta. O Brasil dispõe de pradarias suficientes para multiplicar por dez o plantio de cana sem ter de chegar nem perto do ecossistema da Amazônia.

O perigo em toda essa histeria dos biocombustíveis é que terminemos por abrir mão do que é bom para nos livrarmos do que é ruim.

As centenas de milhões de chineses e indianos que agora comem mais estarão comprando carros em 25 anos. O que isso representará em termos de preços de petróleo está aberto a interpretações, mas está claro que o álcool representa a única alternativa técnica e economicamente viável para a substituição dos combustíveis fósseis no transporte nos próximos 15 ou 20 anos. Não é uma panacéia, mas é uma ponte necessária para o próximo grande avanço da tecnologia.

A questão a decidir é: que álcool? No momento, o mercado de biocombustíveis vem sendo grotescamente distorcido por subsídios e barreiras comerciais nos EUA e na União Européia. Isso torna compensador produzir álcool de milho e grãos que são bem menos produtivos que a cana, desviam terra dedicada à produção de alimentos e têm credenciais ambientais dúbias.

Por que temos um superávit de álcool brasileiro de cana, menos nocivo ao ambiente, se os EUA impedem que ele chegue ao seu mercado por meio de uma tarifa de US$ 0,14 por litro, enquanto o álcool de milho do Iowa tem subsídios?

A verdadeira trapaça está no protecionismo e nos subsídios distorcidos dos países desenvolvidos, não nos biocombustíveis como idéia.

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CNA

CNA critica intervenção no mercado de arroz


FOLHA DE LONDRINA/ AGÊNCIA ESTADO – Fabíola Salvador

Entidade acredita que decisão do governo pode abrir precedente para que outras exportações do setor sejam limitadas

Brasília - A decisão do governo de intervir no mercado de arroz e suspender a exportação do cereal para suprir a demanda interna foi duramente criticada pelo superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta. Segundo ele, o arroz não tem expressão em termos de exportação, mas a decisão do governo pode abrir um precedente para que outras exportações do setor agrícola também sejam limitadas. ''Agora é o arroz, depois é o milho e, em seguida, a carne de frango. Ninguém sabe onde essa idéia vai parar'', afirmou ele, lembrando que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já sinalizou que está avaliando a evolução do mercado de milho, um dos produtos que tem ganhado expressão no mercado internacional.

Conforme Cotta, no caso do arroz, há pouco volume excedente para exportação, o que não acontece no milho, cujas exportação devem alcançar 10 milhões de toneladas este ano. Para o superintendente da CNA, as declarações do ministro podem ser ''um tiro no pé'' ou um balde de água fria, cujo impacto negativo será observado no plantio da próxima safra. ''Ninguém vai querer plantar em um cenário de instabilidade'', garantiu ele.


A CNA argumenta que o atual cenário externo de alta de preço dos alimentos é favorável ao Brasil porque o País tem condições de incrementar sua produção e os volumes exportados. ''Somos contra qualquer tipo de intervenção'', ressaltou. ''Uma reposta do mercado ao aumento da demanda é resultado do aumento de preço'', disse ele, ao explicar que, se o preço dos alimentos sobe, o produtor investe mais e produz mais. Consequentemente, há um equilíbrio entre oferta e demanda.

Com relação à decisão do governo de barrar a exportação de arroz, Cotta salientou que não está claro para os produtores como será feito o controle da exportação, se é por meio de um imposto ou da não emissão de certificados fitossanitários para exportação.

Leilão
O Ministério da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciarão no próximo dia 5 de maio os leilões de estoques públicos de arroz para regular o abastecimento do mercado interno. Serão ofertadas 55 mil toneladas do cereal, com preço de abertura de R$ 28,00 por saca de 50 quilos tipo 1 com rendimento 58/10. Os remates dos estoques públicos serão semanais, mas o volume dos próximos leilões ainda serão definidos e levarão em consideração o resultado da primeira oferta.

A decisão da intervenção foi negociada com o setor produtivo e industrial em reunião realizada ontem, na Secretaria de Política Agrícola do ministério. O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuário, José Maria dos Anjos, disse que o Brasil não enfrenta problemas de abastecimento de arroz. ''Até fevereiro de 2009, final do ciclo da cultura, o mercado interno contará com 15,18 milhões de toneladas de arroz'', afirma. O cálculo leva em consideração uma produção de 11,95 milhões de toneladas da safra 2007/08, o estoque inicial da safra, de 1,85 milhão de toneladas e o estoque federal, de 1,38 milhão de toneladas.

O governo acredita que para os próximos dez meses existam disponíveis 13 milhões de toneladas de arroz. Nesse cálculo, o governo leva em consideração a colheita de 80% da safra brasileira e o consumo nacional dos últimos dois meses, de 2,18 milhões de toneladas.

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Cooperativas

Cooperativas vislumbram aumento no faturamento


VALOR ECONÔMICO - Vanessa Jurgenfeld

As cooperativas catarinenses esperam encerrar este ano com um faturamento 20% maior do que o obtido no ano passado, de R$ 9,11 bilhões, de acordo com projeção da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). As sobras (lucros), no entanto, poderão não aumentar no mesmo ritmo, por conta, principalmente, da pressão de custos dos grãos, que já estão afetando as margens das cooperativas locais, que atuam principalmente com suínos. 

Em 2007, as sobras das 256 cooperativas do Estado foram recordes: R$ 207 milhões, resultado 67% maior que o registrado no ano anterior e também superior, com folga, ao desempenho de 2004, quando os ganhos somaram R$ 165,6 milhões, o melhor patamar até então registrado. As receitas cresceram 20,1% sobre os R$ 7,6 bilhões de 2006. 

Os dados que tratam somente das 54 cooperativas agropecuárias mostram que as sobras chegaram a R$ 108,8 milhões em 2007, mais que o dobro do desempenho de 2006, de R$ 42,8 milhões. O faturamento das agropecuárias - que são a principal fatia do sistema cooperativista do Estado - somou R$ 5,98 bilhões, um crescimento de 25% em relação a 2006, quando as receitas somaram R$ 4,79 bilhões. 

De acordo com Neivor Canton, presidente da Ocesc e diretor-financeiro da Coopercentral Aurora, existe preocupação com as margens operacionais de 2008. 

"Em 2007, houve um forte aumento de custos, principalmente para as cooperativas agropecuárias por conta da valorização dos grãos, e essas cooperativas ainda não conseguiram repassar esse incremento para os preços por conta da forte competição no mercado nacional", disse ele. "Existe aquecimento do consumo no mercado interno, mas ele ainda não permitiu aumento de preços, o que deve ocorrer somente nos próximos 12 meses", acrescentou o dirigente. 

Além das cooperativas agropecuárias, o bom desempenho do sistema cooperativista de Santa Catarina no ano passado também foi motivado pela performance das cooperativas de crédito. Estas tiveram receita de R$ 514,9 milhões no ano passado, em comparação com os R$ 461 milhões registrados em 2006. No caso desse grupos, a atuação é focada principalmente na concessão de crédito ao consumo e no crédito rural. 

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Crédito rural

CMN aprova medida que visa elevar crédito para trigo

VALOR ECONÕMICO - Arnaldo Galvão


Bittencourt, da Fazenda: preocupação em reduzir pressão inflacionária

O governo decidiu estimular os bancos que operam com poupança rural a aumentar em aproximadamente R$ 1,2 bilhão o volume de recursos para o financiamento do custeio das culturas de inverno, principalmente trigo. Para os contratos assinados entre 1º de abril e 30 de junho, foi definido um fator de ponderação. Para cada real emprestado com taxa de juros de 6,75% ao ano, serão registrados R$ 3,461 para efeitos da exigibilidade de destinar 65% das captações da poupança rural ao crédito rural. 


Com o atual cenário de alta nos preços das commodities agrícolas e problemas no fornecimento de trigo pelos argentinos, o governo preocupa-se em aumentar a produção nacional e, portanto, reduzir pressões inflacionárias. 

O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, informou que a decisão foi aprovada ontem pelos integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN) e as condições especiais limitam-se a 3,5% dos valores que cada instituição financeira tem de aplicar em crédito rural. Os bancos que mais operam com poupança rural são, segundo ele, Banco do Brasil, Bansicred e Bancoob. 

Bittencourt explicou que o fator de ponderação foi a opção para evitar a equalização de taxas de juros pelo Tesouro. Segundo ele, o fim da CPMF reduziu em cerca de R$ 3 bilhões, no primeiro trimestre, os depósitos à vista nos bancos. Isso ocorreu porque investimentos de curto prazo passaram a ser interessantes sem a tributação. Como há exigibilidade de os bancos destinarem 25% desses recursos ao crédito rural com taxa de 8,75% ao ano, o volume de recursos aos produtores rurais foi reduzido. 

"Queremos estimular a produção de trigo e já tínhamos, há dez dias, elevado em 20% os preços mínimos e ampliado de R$ 300 mil para R$ 400 mil os limites para cada produtor", argumentou o secretário. Ele assegurou que, na média, os bancos terão remuneração de aproximadamente 10%. Isso porque, se cada R$ 1,00 terá taxa de 6,75%, os restantes R$ 2,641 serão vinculados à variação da Selic. 

O CMN também autorizou, em algumas situações, o adiamento do vencimento de parcelas de financiamentos de investimento e custeio. A medida serve para aguardar o pacote de renegociação da dívida rural que, segundo Bittencourt, será anunciado na primeira quinzena de maio. Segundo o secretário, o texto que está sendo elaborado já tem 23 páginas e cerca de 80% das normas devem ser previstas em medida provisória ou projeto de lei. O restante depende de deliberação do CMN. 

As parcelas de investimento que vencem entre 1º de abril e 30 de setembro, ligadas a Pronaf, Proger, BNDES e FAT-Integrar, serão adiadas para 1º de outubro. Nos financiamentos de custeio cujos vencimentos estão programados para o período entre 1º de abril e 30 de junho, passa a valer a data de 1º de julho. Nesses casos de custeio, essas obrigações vêm sendo prorrogadas desde a safra 2003/2004. 

Condições ainda mais especiais terão os produtores dos municípios que tiveram decretado estado de emergência porque ficam incluídos os vencimentos desde 1º de janeiro. No financiamento do custeio ficam incluídas as obrigações da safra 2007/08, sem seguro, cujos vencimentos de 1º de janeiro a 30 de junho foram adiados para 1º de julho. 

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Renegociação da dívida rural será reavaliada

FOLHA DE LONDRINA


Brasília - O secretário-adjunto de microfinanças do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que um esboço legal da proposta de renegociação da dívida rural começará a ser avaliado pela área jurídica do governo na próxima terça-feira. A expectativa do secretário é que no prazo de uma semana a dez dias a avaliação seja concluída e o texto possa ser remetido ao Congresso Nacional. Até agora, o texto tem 23 páginas e o governo precisou enumerar de 25 a 30 programas do setor agrícola para embasar a proposta.

Bittencourt afirmou que não está definido se a proposta será oficializada por meio de medida provisória ou projeto de lei. Ele explicou que uma medida provisória facilita o trâmite da proposta e a regulamentação das medidas, mas o governo só optará por este mecanismo caso haja um acordo com a bancada ruralista. ''O governo não pode proibir que os parlamentares apresentem emenda à MP, mas a idéia é manter o projeto fiel ao texto original'', afirmou. Segundo ele, a análise do que foi feito até agora permite dizer que 80% das medidas serão tratadas por meio de medida provisória ou projeto de lei.

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Feijão

Mercado do feijão

CORREPAR

FEIJÃO PRETO: Mercado muito firme ontem na origem e em São Paulo. Para diversos destinos as vendas foram para casa de R$ 135,00 e R$ 140,00 com poucos vendedores. Com dependência total agora do clima que permita colheita no Brasil, mesmo com volume abaixo do esperado, cogita-se que se o tempo permitir podemos ter um aumento de oferta nos próximos 10 ou 15 dias.

FEIJÃO CARIOCA: Mercado estável ontem mantendo o nível de preço nas fontes do Paraná e também de Santa Catarina, nos últimos lotes de feijão nota 8,5 que estão a disposição. O restante das ofertas é de feijão comercial alguns até com certa dificuldade de comercialização pela qualidade. Apesar de que na próxima semana teremos novamente um feriado, alguns operadores esperam mais movimentação no mercado. A venda de fardos já começou a aumentar ao que parece em algumas regiões, reação típica de fim e início de mês. Em São Paulo nesta madrugada houve sobra de 9.200 sacas com mercado calmo.

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Meio ambiente

Desmatar é remédio para crise da comida, diz Maggi

FOLHA DE SÃO PAULO - RODRIGO VARGAS

Para governador de Mato Grosso, derrubada legal é mecanismo "inevitável"


"Não há como produzir mais comida sem fazer ocupação de novas áreas e a retirada de árvores", declara o político e produtor de soja

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), defendeu ontem o direito ao desmatamento -desde que não o ilegal- como um mecanismo "inevitável" para enfrentar a crise global de alimentos.

A afirmação foi feita logo após a entrega à Assembléia Legislativa da proposta do Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado.

O documento, que define novos critérios para o uso e a ocupação do território mato-grossense, vem recebendo críticas de lideranças ruralistas por ser considerado restritivo em excesso. Em entrevista à Folha, Maggi avaliou que será preciso encontrar uma "posição intermediária" que assegure o aumento da produção agrícola.

"Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores."

Segundo o governador, a crise já mostra seus primeiros sinais e deverá se agravar. "As mudanças climáticas, que são reais, estão afetando negativamente muitas áreas de produção. Ao mesmo tempo, o consumo está crescendo."


Paliativo
Os investimentos em biotecnologia e aumento da produtividade, na opinião de Maggi, poderiam amenizar a tendência, mas apenas em curto prazo. "Está próximo o momento em que o volume de produção não será mais suficiente para a demanda. O mundo, então, terá de fazer um enfrentamento e discutir como ocupar mais espaço para fazer agricultura."

O impacto do uso de áreas já abertas -como pastagens degradadas- também foi minimizado por Maggi. Segundo ele, a maioria dessas áreas não é propícia à agricultura em larga escala, devido ao clima e ao risco de quebra na produção.

"Para que utilizem essas áreas marginais, será preciso que os agricultores tenham políticas de seguro agrícola, para que haja garantia de renda."

Rebatendo os críticos do atual modelo econômico do Estado, Maggi ironizou: "Algumas pessoas acreditam" que a produção agrícola de Mato Grosso "é para alimentar ETs".

"Nos últimos 30 anos, o Brasil forneceu comida barata para o mundo. Fez a sua parte. Neste momento de crise, o mundo precisa entender que o país tem espaço para fazer crescer sua produção, mas precisa de garantias para se lançar em uma aventura maior na questão da produção de alimento, quer seja na abertura de novas áreas, quer seja nas áreas mais antigas, abertas e que que ofereçam algum risco de rentabilidade."

O zoneamento entregue ontem, disse Maggi, é uma tentativa de vencer o "preconceito" em relação a Mato Grosso. "Nenhum Estado com essa potencialidade econômica tem tantos cuidados ambientais."

Sobre o grande passivo ambiental acumulado desde o início dos projetos de colonização das décadas 1970 e 1980, Maggi diz que a questão é analisada sob um ponto de vista "equivocado". Segundo ele, o processo se deu "de forma correta", de acordo com a legislação vigente à época. "Se há 30 anos houvesse as restrições ambientais que há hoje, com certeza Mato Grosso não seria o maior produtor de soja, de algodão e da pecuária. O que é ilegal hoje, nós somos contra."

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Bovinocultura de Leite

Uma boa oportunidade para o setor leiteiro

VALOR ECONÔMICO


25 de Abril de 2008 - O setor leiteiro está vivendo um momento de grande mudança no mundo todo. O segmento industrial está se concentrando, e empresas cada vez mais poderosas estão sendo constituídas. Faz sentido porque um dos pontos-chave para a rentabilidade desta cadeia produtiva é escala: o lucro por unidade é insignificante, quando existe, de modo que só com volumes bastante altos se pode progredir.

Mas faz sentido também pelo horizonte futuro do consumo de leite e de seus derivados. Nos últimos 25 anos, o consumo brasileiro per capita/ano de leite subiu de 90 litros para quase 140. E no mundo a tendência é a mesma. Tal fato se deve basicamente ao aumento da renda dos consumidores de países emergentes, puxando o aumento da produção. Alguns estudiosos acreditam que 2008 seja o último ano de equilíbrio entre a oferta e a produção de leite no mundo, com um número em torno de 680 bilhões de litros. E que, por volta de 2014, mantidos os atuais padrões de tecnologia e produtividade, poderá haver um déficit global da ordem de 30 bilhões de litros.

É claro que isto não acontecerá, porque os produtores, animados com a perspectiva de melhor remuneração, investirão em tecnologias, melhoria de raças, alimentação e manejo, tirando mais leite por animal e por hectare de forma competitiva.

No entanto, há limites para este crescimento em algumas áreas produtivas. Nos Estados Unidos, maior produtor mundial (com 80 bilhões de litros anuais), o aumento da produtividade só ocorrerá com custos muito elevados, enquanto os enormes subsídios recebidos pelos seus produtores vêm sendo questionados pela sociedade e discutidos na rodada de Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC). O tema dos subsídios também ameaça os europeus, enquanto neozelandeses (grandes exportadores) e australianos estão limitados pela terra disponível e por questões ambientais, inclusive disponibilidade de água.

O Brasil tem, neste cenário, uma grande oportunidade. E, de fato, vem crescendo a produção láctea no País. Nos últimos dez anos, saltou de 18,6 bilhões de litros para mais de 27 bilhões. Em 1997, importamos mais de 2 bilhões de litros para atender à demanda interna, sem exportar um único litro. E, já em 2006, exportamos mais do que importamos, pela primeira vez, invertendo a balança comercial.

Atualmente, nossa produtividade ainda é muito baixa: só 1% das fazendas brasileiras conseguem uma produtividade superior a dez litros por vaca por dia. Embora isto represente 29% de toda a produção nacional, estamos muito longe dos produtores da Nova Zelândia, Canadá, Dinamarca e Holanda, cujas médias superam 30 litros.

E 94% das nossas fazendas, representando 32% da produção total do país, estão abaixo de 5 litros/vaca/dia. É muito pouco.

Mas tem um lado positivo: podemos crescer em produtividade, usando novas tecnologias que estão disponíveis nos centros de pesquisa e universidades, melhorar a gestão das fazendas, agregar valor à matéria-prima através das cooperativas e de indústrias modernas já existentes.

Mas há outros temas para enfrentar.

O primeiro é o da informalidade. Não é mais possível, no interesse da sanidade pública, manter um grau tão alto, da ordem de 34%. E isto leva à rastreabilidade do produto, como um grande desafio operacional. Quando o Brasil for um importante player mundial no setor - e será - a certificação vai ser exigência tão forte quanto à que a União Européia (UE) faz hoje com a carne.Na área de sustentabilidade há também um desafio formidável. Neste capítulo está o tema do meio ambiente, com atenção para o uso da água, especialmente no tratamento de efluentes e resíduos; e o destino das embalagens usadas precisa ser normatizada.

A questão sanitária é igualmente fundamental, com ênfase para a perfeita sanidade dos animais, que devem ser livres de doenças como a brucelose, a tuberculose, a raiva, a toxoplasmose e a própria aftosa.

Mas não é só aí que a sanidade é importante.

O mercado não deve aceitar produtos de leite que tenham resíduos químicos ou contaminantes que representam riscos à saúde humana, assim como de antibióticos e pesticidas.

Em resumo, a qualidade da matéria-prima é absolutamente essencial para a conquista de mercados externos e consolidação do interno.

Estamos no bom caminho, e não podemos perder esta boa oportunidade. Nossos produtores estão modernizando sua atividade com grande competência e visão do futuro. Isso garantirá ao Brasil avanços importantes no promissor mercado lácteo mundial.

kicker: A partir deste ano, a demanda deve superar a oferta mundial do produto

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) ROBERTO RODRIGUES* - Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior de Agronegócio da Fiesp e professor de Economia Rural da Unesp/Jaboticabal. Ex-ministro da Agricultura. Próximo artigo do autor em 16 de maio)

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