Assessoria de Comunicação Social

25 de Junho de 2008




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 250,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 730,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 53,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 90,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 27,00/sc
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Notícias Sistema FAEP


Aprovado zoneamento para plantio da soja em 8 estados

O Diário Oficial da União desta terça-feira (24) publicou portarias que aprovam o zoneamento agrícola de risco climático para cultura da soja em oito estados, safra 2008/2009. São beneficiados o Paraná, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

Notas Técnicas anexas às portarias apresentam as metodologias utilizadas além de relacionar os municípios que atendem aos parâmetros de risco climático para o cultivo, os tipos de solo e os períodos mais indicados para o plantio da soja nos estados.

O estado do Paraná plantou 3,93 milhões de hectares e colheu 11,91 milhões de toneladas do grão, o que corresponde a 57,70% da produção regional.

A escolha da época de semeadura indicada no zoneamento é fundamental para que não ocorra quebra na produção da cultura. A regionalização das épocas do plantio tem como objetivo principal a redução dos riscos associados aos fatores climáticos.

O zoneamento agrícola de risco climático indica períodos de plantio por município, por tipo de solo e por ciclo de cultivares de forma a reduzir as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais crítica da cultura. Seguindo esses indicativos, existe a probabilidade de ocorrerem 8 anos favoráveis a boas colheitas, em um horizonte de 10 anos.

Mais informações no site do Mapa (www.agricultura.gov.br).

Confira a íntegra das Portarias:
Nº 122 - Paraná

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Renegociação de dívidas do Funcafé

A Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esclarece aos cafeicultores devedores de contratos alongados do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), com vencimento até 2014, que tais operações foram prorrogadas até 2020, segundo o artigo 6º da Medida Provisória nº. 423, de 27 de maio de 2008.

De acordo ainda com esse mesmo artigo e, conforme a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) 3.572, de 29 de maio de 2008, os devedores, em dia ou não, terão até 30 de setembro de 2008 para optar pelos termos da prorrogação concedida pelo Governo Federal.

Contudo, os produtores que não estão em dia deverão fazer um pagamento mínimo de 5% do valor da dívida, ajustada até a data da renegociação, o qual deverá ser efetuado até 30 de dezembro de 2008. O saldo remanescente será distribuído em parcelas anuais até 2020.

Os produtores que se encontram incluídos no prazo de espera do pagamento da parcela de 2008, e que estão em dia, terão prazo até o próximo dia 30 de setembro para aderir à renegociação e, até o último dia útil de dezembro de 2008, para o pagamento da primeira parcela. Assim, não será exigido qualquer pagamento até 1º de julho de 2008.

As parcelas dos anos seguintes serão renegociadas com o agente financeiro, podendo ser distribuídas em parcelas trimestrais, semestrais ou anuais, até 2020.

Essas medidas também prevêem descontos para os produtores que liquidarem a dívida à vista. Por último, recomenda-se aos cafeicultores que formalizem as propostas de repactuação na agência bancária na qual efetuaram essa operação, com a brevidade possível.

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MST é uma organização criminosa, diz promotor


O promotor gaúcho Gilberto Thums, em entrevista à imprensa na terça-feira (24), classifica o MST  como "organização criminosa". Membro do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Thums foi um dos promotores que aprovaram relatório no final de 2007 pedindo a "dissolução" do movimento. “Para o Ministério Público, o MST é um braço de guerrilha da Via Campesina”, declara.

Thums argumenta que o Ministério Público não é contrário a nenhuma manifestação pacífica, mas considera o MST um "movimento político". O promotor afirma que a organização já passou dos limites da luta pacífica. O Boletim Informativo da FAEP vai publicar na próxima edição (N.º 1011) trechos da entrevista com o promotor Gilberto Thums.

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Coluna Mercado

PARANÁ – Exportações do Complexo Soja Janeiro-Maio/08

As divisas arrecadas com as exportações do complexo soja, via Porto de Paranaguá, no período janeiro/maio de 2008 foram de US$ 1,9 bilhão, um crescimento de 102% em relação a igual período de 2007 (US$ 939 milhões).

No que se refere à soja em grão, os aumentos se deram via preço e quantidade comercializada. No acumulado janeiro/maio de 2008 foram geradas divisas de US$ 895 milhões e exportadas 2,2 milhões de toneladas, mostrando um crescimento de 130% nas divisas e de 50% no quantum exportado. O preço médio de exportação no período em análise foi de US$ 406,51/tonelada, cerca de 54% superior em comparação a igual período de 2007 (US$ 264,27/t).   Já no mesmo período de 2007, as exportações de soja em grão somaram US$ 388 milhões e volume comercializado de 1,47 milhão de toneladas.

De acordo com dados do Agrostat – Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro, as exportações de farelo de soja totalizaram de janeiro a maio de 2008, o montante de US$ 542 milhões, isto é, um crescimento de 68% relativamente ao período de 2007 (US$ 323 milhões), podendo inferir que o crescimento se deu via preço, haja vista que o volume comercializado cresceu apenas 5%.  O preço médio de exportação de farelo de soja, no período janeiro/maio de 2008 foi de US$ 352,38/t contra US$ 220,87/t no mesmo período de 2007.

A propósito do óleo bruto de soja, as exportações no período em análise somaram US$ 271 milhões, cerca de 66% superior às exportações de igual período de 2007 (US$ 163 milhões).

Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP

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Coluna Pecuária

Segurança alimentar sob a ótica do consumidor

Consumidores exigentes, que buscam informações sobre os produtos que adquirem e consomem e sabem que estão amparados  por um código de defesa da qualidade reconhecido em diversos países. Há muito se fala deste perfil de consumidor, mas ele nunca esteve tão evidente quanto na 5ª reunião da Comissão Pan-Americana de Inocuidade dos Alimentos (COPAIA 5) que fez parte da 15ª Reunião Interamericana em Nível Ministerial, sobre Saúde e Agricultura (RIMSA 15), realizada no dia 10 de junho, no Rio de Janeiro.

Todos os palestrantes, de pesquisadores a ministros de Estado, destacaram a importância do consumidor na cadeia produtiva. Consumidores que querem participar dos principais fóruns de discussão e deixar bem claro suas necessidades, expectativas e padrões. Questões que vão além de pagar um preço justo.

Maior demonstração disso acontecia simultaneamente à reunião. Na Coréia do Sul, mais de 700 mil cidadãos foram às ruas, no que se revelou como o maior protesto no país nos últimos 21 anos, desde o fim da ditadura militar. Em 18 de abril, o governo coreano firmou um acordo com os EUA para abrir o mercado do país à carne bovina americana, inclusive a de animais com mais de 30 meses. Desde 2 de maio, milhares de cidadãos sul-coreanos se manifestaram contra à decisão, por considerar que o produto põe em risco a saúde pública, pelo risco de contaminação em função da “doença da vaca louca”.

Após a renúncia de todo o gabinete do primeiro ministro e pedido formal de desculpa à população, os protestos continuam, em menor intensidade, apesar do governo coreano ter restringido a compra de carne americana para animais com menos de trinta meses de idade.

A RIMSA é o único fórum regional para colaboração e coordenação em temas de saúde pública veterinária e conta com a participação de Ministros da Saúde e de Agricultura dos países membros da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS). Por meio da RIMSA, a OPS recebe o respaldo político necessário à cooperação técnica desenvolvida entre esses países


Fabrício Amorim Monteiro
DTE/FAEP

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Clipping dos Jornais

Destaques

Ruth Cardoso morre aos 77 anos em SP

FOLHA DE SÃO PAULO


Ex-primeira-dama estava em casa quando teve arritmia grave; velório será na Sala São Paulo e enterro, amanhã, no cemitério da Consolação

Antropóloga passou o fim de semana no hospital, teve alta na 2ª e foi submetida a um cateterismo; Serra decretou luto oficial de três dias em SP

A antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Corrêa Leite Cardoso, 77, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), morreu às 20h40 de ontem, na residência dela, em São Paulo, no bairro de Higienópolis, região central.

Segundo informe médico, divulgado ontem por meio de nota, em frente à casa do ex-presidente, Ruth morreu de arritmia grave decorrente de doença coronariana, que já havia sido revelada em dois cateterismos prévios feitos em 2004 e 2006.

A ex-primeira-dama havia sido internada no hospital Sírio-Libanês na última sexta-feira com angina (dores no peito). Chegou a passar pela UTI.

Na segunda-feira pela manhã, recebeu alta do hospital e, por recomendação do médico Artur Beltrame Ribeiro, se submeteu a um cateterismo no Hospital do Rim, da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). Recebeu alta no mesmo dia.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), amigo de Ruth, decretou luto oficial no Estado de três dias.

O velório será hoje, das 10h às 21h, na Sala São Paulo (centro). O enterro está previsto para amanhã pela manhã no cemitério da Consolação, na capital. A família quer esperar uma das filhas, que está na Espanha.

Segundo a reportagem apurou, a ex-primeira-dama estava na da cozinha, conversando com o filho Paulo Henrique, quando passou mal. Ao ver que a mãe iria cair, ele a segurou. O ex-presidente, que estava em seu escritório no Instituto Fernando Henrique Cardoso, no centro, foi avisado pelo filho.

O anúncio da morte chocou os amigos. Alguns disseram que haviam conversado com ela por telefone após a alta hospitalar e que Ruth se mostrava confiante no tratamento.


Hospital

Segundo o médico Ribeiro, Ruth deixou o Hospital Sírio-Libanês para se submeter a um cateterismo no Hospital do Rim, onde estão todos os exames anteriores realizados por ela. "O cardiologista, que já tinha feito a intervenção, também poderia ter feito no hospital Sírio, mas ficava mais prático para todos nós no Hospital do Rim. Era uma questão de usar o que tinha lá", afirmou.

Na ocasião, os médicos afastaram a possibilidade de cirurgia cardíaca e de colocação de stent (espécie de malhinha de metal, inserida por cateter, que serve para filtrar placas de gordura e desbloquear artérias).

Segundo Ribeiro, o resultado do cateterismo foi igual ao anterior, feito há quatro anos. "E não precisava, portanto, nem colocar nada, nem stent nem cirurgia nem nada. Então, a equipe que tinha cuidado dela anteriormente, sob a chefia do dr. Walter Lima, falou: "Está tudo igual". O dr. Edson [Stefanini] e eu concordamos. Dissemos: "Vai tratar clinicamente". Ela teve alta e celebramos. Para os médicos, [a morte] foi uma triste surpresa", afirmou.

Bacharel em ciências sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, a ex-primeira-dama se casou em 1953 com Fernando Henrique, com quem teve três filhos.

Em nota, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, informou o cancelamento da festa dos 20 anos do partido prevista para hoje. "O PSDB perdeu hoje uma parte de sua história no momento em que comemorava os 20 anos de sua fundação. Os brasileiros ficaram sem a presença de uma mulher generosa, forte e combativa, que sempre sonhou com um país mais solidário, rico e justo."

Até as 22h de ontem, vários amigos continuavam na residência da família.

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Lavoura no Brasil não cresce; só recupera a área de 2004/05

GAZETA MERCANTIL - Fabiana Batista e Roberto Tenório


25 de Junho de 2008 - Apesar de os preços recordes dos grãos, o Brasil não expandirá o cultivo para novas áreas na safra 2008/09. Deve apenas recuperar o desempenho do ciclo 2004/05, voltando a plantar 49 milhões de hectares. "Serão mais 2 milhões de hectares (4,2% de retomada), sobretudo com soja, milho e trigo", anunciou ontem o ministro da Agricultura (Mapa) Reinhold Stephanes. Mas o titular garante que, ainda assim, haverá combate à inflação. "Vamos estimular, com condições especiais, o cultivo de produtos sensíveis, como arroz, feijão e trigo", acrescenta.

No dia 2 de julho, o Mapa deve divulgar oficialmente as condições de financiamento e comercialização da safra 2008/09 no Brasil. No entanto, algumas informações antecipadas por Stephanes na última semana foram recebidas com desânimo pelo setor. Entre elas, a destinação de R$ 65 bilhões para financiamento aos produtores empresariais. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou ao governo pedido de R$ 100 milhões, como volume necessário para financiar esta safra, cujo custos de produção estão cerca de 50% maiores.

Para Stephanes, além do preço do produto, também influencia a decisão de plantar do produtor o acesso a crédito. "E na nossa avaliação, esse volume de recursos de R$ 65 bilhões é suficiente, sim", rebate. No entanto, ele reconhece que o estado de Mato Grosso - maior produtor de soja do País - tem condições especiais de produção, devido, principalmente, às dificuldades logísticas do estado. "Mas não temos neste Plano Agrícola nenhuma medida que resolva de imediato essa questão. Só sabemos que duas rodovias importantes na região obtiveram licença ambiental para serem asfaltadas".

O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, afirma que, Mato Grosso vai no próximo ciclo, no máximo, manter a mesma área plantada da safra 2007/08, de 5,5 milhões de hectares. "Já existe uma crise de crédito no Estado. As tradings estão com negociações fechadas por conta de riscos de margem na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, tivemos recentemente esses problemas com a Agrenco, que responde por cerca de 10% do crédito ao produtor de soja de Mato Grosso", afirma.O resultado, segundo ele, é mais concentração do cultivo entre os produtores de maior porte. "Devem aumentar os arrendamentos. Os maiores vão plantar nas áreas dos produtores menores, mantendo a mesma área para o estado".

A altas dos custos de produção, as restrições de crédito no Centro-Oeste devem ser os principais motivos dessa ínfima retomada da área no Brasil, ou seja, do aumento de 2 milhões de hectares no plantio de grãos da safra 2008/09. Segundo dados do próprio Mapa, ainda há para serem ocupados com agricultura cerca de 100 milhões de hectares, sem interferir no bioma amazônico, quase cinco vezes a atual área ocupada com soja (21 milhões de hectares).

Mas, Stephanes garante, que, mesmo com esse crescimento tímido, a inflação deve ser minimizada com o estímulos à comercialização de produtos considerados "sensíveis" à inflação. "Temos medidas especiais para trigo, arroz e feijão, como aumento do preço mínimo. O milho também é importante nesse contexto, mas já está com preços estimulantes ao aumento de área, por isso, por enquanto, vamos apenas acompanhar o mercado, até que seja necessária alguma medida", afirma.

Mesmo com a alta no custo de produção, deve haver acréscimo de até 10% na área plantada de milho em algumas regiões produtoras do Centro-Oeste. Segundo Leonardo Solouguren, da Consultoria Céleres, Rio Verde (GO) é uma dessas regiões. Lá, o custo de produção do milho verão foi de R$ 1,599 mil por hectare na safra 2007/08, valor que está em R$ 2,0392 mil por hectare na safra 2008/09. "Os preços do milho estão muito atrativos e a tendência é que continue nesse patamar, por causa da demanda crescente, sobretudo a da produção de etanol nos Estados Unidos", diz.

Para Paulo Rabelo de Castro, economista da RC Consultores, que a inflação brasileira tenha relação direta com o preço de alimentos. "Antes, essa inflação foi produzida por alguma política monetária e, no caso do Brasil, pela política dos Estados Unidos e a do governo brasileiro. Temos uma taxa de juros que não estimula a produção, mas a especulação", protesta o especialista.

Para ele, o problema do Brasil está nas atuais taxas de juros ao produtor. "O custo financeiro aqui é um dos mais elevados do mundo", alerta Castro.

E ainda não há definições sobre o volume de juros subsidiados serão oferecidos nesse plano safra, de acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Edilson Guimarães. No ciclo 2007/08, 73% dos R$ 58 bilhões oferecidos no Plano Agrícola foram a juros menores, de 6,75%. "Estamos com dificuldades na fonte dos recursos (Poupança Rural) e nas exigibilidades bancárias", diz Guimarães.

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BNDES investirá R$1 bi na recuperação de terras

GAZETA MERCANTIL


São Paulo, 25 de Junho de 2008 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinará R$ 1 bilhão em um programa inédito de recuperação de áreas degradadas para agricultura, revelou ontem o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O plano integra um programa do governo para elevar a produção agrícola e amenizar os efeitos inflacionários causados pelo aumento de preços dos principais produtos.

"O BNDES vai contribuir para o novo Plano Safra, por meio de empréstimos a juros negativos. É a primeira vez que isso acontece", afirmou o ministro, após sua palestra no seminário "Perspectivas para o Agribusiness 2008 e 2009".

O programa de recuperação de áreas degradadas deve ter juros de 5,75% ao ano, contra uma inflação prevista pelo ministro em 6%. "Daí os juros negativos." Stephanes explicou que esse tipo de financiamento normalmente tem taxas de 9% ao ano.

Durante a sua palestra, Stephanes lembrou que o Brasil conta com uma área de pastagem, bem utilizada ou não, em torno de 210 milhões de hectares, quatro vezes mais do que a atual área plantada no país.

O ministro da Agricultura trabalha com a possibilidade de elevar o plantio no país em cerca de 70 milhões de hectares apenas por meio da ocupação de áreas não utilizadas adequadamente para a agropecuária.

Segundo Stephanes, a medida também tem o objetivo de evitar o desmatamento para a expansão agropecuária. "Não precisamos derrubar árvores, precisamos melhorar as terras que temos", acrescentou.

Insumos

Stephanes declarou ontem que é essencial que o Brasil se torne auto-suficiente na produção de fosfato e dos fertilizantes nitrogenados. "A auto-suficiência desses insumos é uma questão estratégica que depende basicamente de pesquisa e investimento. Estimamos que este objetivo deve ser alcançado entre cinco a 10 anos", explicou.

Conforme o ministro declarou ontem em São Paulo, estudos técnicos e ambientais já foram iniciados pelo governo com a finalidade de atingir essa meta.


Brasil eleva pressão contra barreiras

VALOR ECONÔMICO - Assis Moreira

O Brasil diz que vai ampliar pressões sobre Colômbia, Uruguai, Indonésia e Israel para derrubar diferentes barreiras às exportações, em ações à margem do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitosanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além de México e Coréia, já alvos de preocupações comerciais específicas na OMC, a delegação brasileira quer discutir o desmonte de pendências envolvendo produtos como carnes, açúcar, gelatina, lácteos, animais vivos, sêmen e embriões. 

No Comitê SPS, Brasil e México protagonizaram ontem um afrontamento diante das outras delegações. Foi quando a delegação brasileira manifestou queixas pelos problemas para a entrada de carne cozida e carne suína naquele país. 

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Commodities

Vaivém das commodities

FOLHA DE SÃO PAULO - MAURO ZAFALON - mzafalon@folhasp.com.br


CUSTOS
Os custos de produção e a infra-estrutura são os grandes problemas no momento para a agricultura, segundo Edilson Guimarães, secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura. "Vamos ver o que podemos fazer para melhorar essa questão", diz ele.


RECURSOS
O novo plano de safra, a ser divulgado no início do próximo mês, ainda não tem um volume de recursos definido. O governo trabalha com R$ 65 bilhões, "mas ainda estamos em busca desses recursos", diz Guimarães. O valor pode ser inferior, mas também pode superar esse patamar, acrescenta.


CENÁRIO MELHOR
Há uma melhora nas perspectivas do mercado de açúcar. A curva de preços é ascendente, diz Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting. Nesta safra, as usinas fixaram preços em 11,5 centavos de dólar por libra-peso, na média, Na de 2009/10, devem conseguir 14 centavos.


FATORES
Corrêa diz que os fatores de recuperação são uma safra brasileira não tão grande como a prevista anteriormente, pequeno déficit de açúcar no mundo, possibilidade de a Rússia entrar no mercado e fretes internacionais 20% mais baratos nos últimos meses.


DIFICULDADES
As tradings participaram com 31,1% do crédito dos produtores na safra 2007/8. Na de 2008/9, a participação deverá ser de apenas 15,6%. Com isso, o produtor terá de elevar a utilização de capital próprio para 40,3%, contra 22,8% na safra 2007/8, diz André Pessoa, da Agroconsult.


BUSCA NA BOLSA
O mercado futuro de produtos agrícolas avança neste ano na BM&F. Analistas dizem que esse mercado deve se desenvolver ainda mais nos próximos anos devido à ampliação do agronegócio brasileiro e à procura de hedge (proteção) pelos segmentos envolvidos no setor.


PARANÁ PASSA
A alta dos fertilizantes -encarecidos ainda mais pelos transportes- deve fazer com que os produtores de Mato Grosso utilizem um volume desse insumo inferior ao do Paraná. A soja lidera o consumo no país, com 35% do total, seguida de milho (17%) e de cana-de-açúcar (15%). Os produtores de café utilizam 7%.


DESAQUECEU
Em alta desde abril, o preço da arroba de boi gordo caiu ontem para R$ 94 em São Paulo, segundo o Instituto FNP. Já a pesquisa da Folha indicou que os frigoríficos pagam, em média, R$ 92,30. O preço do suíno acompanhou o da carne bovina e caiu para R$ 60 por arroba.

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Commodities Agrícolas

VALOR ECONÔMICO


Vendas em queda
Os preços futuros do café arábica fecharam em alta ontem, puxados pela contínua desvalorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras, e também por baixas vendas do Brasil, maior produtor e exportador mundial. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,4835 a libra-peso, aumento de 190 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos do café robusta para setembro fecharam a US$ 2.335 a tonelada, baixa de US$ 1. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que a queda do dólar estimula a compra de commodities em geral. No caso do café, os preços também ganham suporte por conta do atraso na colheita de café arábica do Brasil. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 257,84, com alta de 1,27%, segundo o Cepea/Esalq. 


Chuvas insuficientes
As poucas chuvas sobre as regiões produtoras de algodão do Texas, nos EUA, deram suporte aos preços futuros do algodão na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que a falta de chuvas sobre as lavouras do oeste do Texas, maior Estado produtor da pluma, poderá afetar a produção daquela região. O plantio de algodão nos EUA deverá cair 13% sobre o ciclo anterior, por conta do avanço das culturas de soja e milho, com preços mais atraentes. Em Nova York, os contratos para outubro fecharam a 76,80 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 118 pontos. A desvalorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras também deu sustentação às cotações da pluma. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2832 a libra-peso, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Clima promissor
As condições climáticas no Meio-Oeste americano voltaram a dominar a atenção dos investidores na bolsa de Chicago. A expectativa de chuva para os próximos cinco dias na região e de temperaturas pouco abaixo do normal, que podem beneficiar as plantações, puxou a queda da cotação da soja. Em Chicago, depois de registrar alta no início do pregão, os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 13 centavos de dólar, a US$ 15,04 por bushel. Para o período entre 30 de junho e 4 de julho, a previsão é de que as temperaturas e as chuvas fiquem dentro do normal para essa época do ano. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada por R$ 41,80, sem variação, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato). 


Melhora no campo
Os preços futuros do milho registraram queda ontem, revertendo os ganhos do pregão de segunda-feira. Desta vez, o motivador da queda foi a divulgação de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou uma melhora no desenvolvimento das lavouras no país, na esteira do tempo mais quente e seco. Cerca de 59% das lavouras de milho estavam em boa ou excelente condições até o dia 22. Na semana anterior, o percentual era de 57%. "As lavouras melhoraram com o tempo o sol", diz Jason Roose, analista da U.S. Commodities, em Iowa. Em Chicago, os papéis para entrega em dezembro recuaram 12,5 centavos, para US$ 7.4675 por bushel. Em São Paulo, a saca de 60 quilos ficou em R$ 28,70, alta de 0,29%, segundo o índice Cepea/BM&F 


Grãos

Zoneamento para soja


VALOR ECONÔMICO


O Diário Oficial da União publicou ontem portarias aprovando o zoneamento agrícola de risco climático para cultura da soja em oito Estados, para a safra 2008/09. Foram beneficiados o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A regionalização das épocas do plantio tem como objetivo principal a redução dos riscos associados aos fatores climáticos. 

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Conjuntura

Stephanes vê efeito positivo da alta de preços de alimentos

GAZETA DO POVO


O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta terça-feira que o aumento de preços dos alimentos poderá sim ter um efeito no bolso do consumidor final por conta das seguidas altas, mas irá beneficiar cerca de 4 mil municípios que têm o agronegócio como base econômica.


"Nessas regiões não faltam empregos, elas estão crescendo. Vamos ter o impacto negativo em uma ponta, mas um positivo na outra. Em alguns países o efeito negativo é nas duas pontas", disse Stephanes.


Para evitar que os preços dos alimentos subam ainda mais, o ministro disse que o Brasil vai estimular o aumento da produção de grãos na próxima safra, com a liberação de um volume maior de recursos para o financiamento da produção.

"Queremos voltar a plantar uma área equivalente a que foi cultivada na safra 2004/05 (recorde de 49,068 milhão de hectares) e acreditamos que o volume de recursos disponibilizados será suficiente para isso", disse o ministro.

Mesmo com o forte aumento dos custos de produção previstos para a safra 2008/09 e a logística ainda longe de ser eficiente, Stephanes considera que, exceto Mato Grosso, os atuais patamares dos preços das commodities agrícolas compensam o aumento das despesas com o plantio. O ministro disse que Mato Grosso não terá nenhuma diferenciação em relação a outras regiões para o plantio, mas deverá ser mantido o apoio à comercialização do Estado.

"Mato Grosso sempre será uma questão especial por conta da logística, mas já conseguimos avançar nas licenças ambientais para asfaltar duas das mais importantes rodovias de escoamento", disse Stephanes.


Pressão do governo acelera projetos na área de fertilizantes


VALOR ECONÔMICO - Vera Saavedra Durão, Fernando Lopes e André Vieira


A Vale busca elevar sua produção de insumos para a produção de fertilizantes para responder à pressão do governo brasileiro para que os investimentos privados no segmento sejam acelerados. Ainda que os dois projetos mais maduros da mineradora não sejam no Brasil, o que serviria para reduzir a dependência do país das importações de adubos - que cobrem de 65% a 70% da demanda nacional -, a possibilidade de a Vale se associar à Petrobras no maior deles, localizado no Peru, é encarado com bons olhos por representar a garantia de uma oferta adicional garantida e expressiva. 

Em território peruano, a empresa apressa seu projeto de produzir fosfato na região de Bayovar. A licitação foi vencida pela empresa há cerca de dois anos. O investimento previsto é de US$ 479 milhões, e a produção deverá chegar a 3,9 milhões de toneladas por ano a partir de 2011. Para industrializar o fosfato a Vale já procura um parceiro, e é aí que entra a Petrobras. O Valor apurou que existem conversações em curso com o braço peruano da Petrobras para agilizar o escoamento do produto final para os agricultores brasileiros. 

Além do projeto peruano, a Vale trabalha em pesquisas e desenvolvimento de suas jazidas de potássio na Província de Neuquen, na região central da Argentina. Os planos da companhia passam, ainda, por buscar novas jazidas de fosfato e potássio no Chile e no Peru. Na área de fertilizantes, potássio é o foco da empresa no Brasil. Só ela atua com a matéria-prima no país. Na mina de Taquari-Vassouras (SE), a produção alcança 850 mil toneladas anuais, volume suficiente para cobrir menos de 20% do consumo interno. 


Mas a Vale tem estudos para expandir investimentos em novas minas de potássio na região Centro-Oeste. Por questões geográficas, a região é uma área de reserva de potássio em potencial, e por isso está no escopo de análise da Vale. Não há, porém, qualquer projeto até o momento. Outra jazida de potássio que o governo gostaria que fosse explorada, em Nova Olinda (AM), enfrenta obstáculos ambientais e poderá demorar para sair das pesquisas. 

Diante da pressão do governo para tentar ampliar a disponibilidade doméstica do insumo - e assim garantir a expansão da produção brasileira de grãos e outros produtos agropecuários -, chegou a ser cogitada a possibilidade de a Vale voltar a participar do controle da Fosfertil (maior fabricante de matérias-primas para adubos do país), hoje dominada por três multinacionais - Bunge, Mosaic e Yara. Não houve avanço concreto nesse sentido. Consultados, os ministros Dilma Roussef (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia) negaram conversações nesse sentido. E é fato que as atuais controladoras, que têm divergências entre si na Justiça, não manifestaram qualquer interesse em vender. 

Ontem, em São Paulo, o presidente da Vale, Roger Agnelli, descartou esta possibilidade. "Já deixamos a empresa e não temos interesse em voltar", afirmou Agnelli. A Vale teve 11% das ações da Fosfertil, fatia vendida para a Bunge em outubro de 2003, por R$ 240 milhões. Na época, a Vale justificou o interesse em concentrar o foco nas áreas de mineração e logística. Segundo o executivo, o interesse da Vale na área de fertilizantes é concentrado no desenvolvimento da mina peruana. 

Para o governo, os planos da Vale não resolvem o problema da dependência de produtos importados, e por isso a pressão sobre a iniciativa privada aumenta progressivamente, em velocidade proporcional à escalada das cotações internacionais e, por conseguinte, domésticas. "Este agora é um assunto de governo", afirmou ontem em São Paulo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, durante o seminário "Perspectivas para o Agribusiness em 2008 e 2009", promovido pelo próprio ministério e pela BM&FBovespa. 

Segundo Stephanes, Brasília quer que o país se torne auto-suficiente na produção de nutrientes derivados de fosfato e nitrogênio em "cinco ou dez anos". No caso do potássio, que completa o tripé que fornece os principais nutrientes necessários para uma adubação eficiente, o ministro admite que não existem recursos naturais suficientes para reduzir significativamente a dependência externa. O ministro disse que tem pressa para estabelecer uma agenda positiva com as empresas do ramo para acelerar os cronogramas de pesquisas e explorações, sobretudo na área de fosfato, frente na qual o Brasil tem dezenas de jazidas conhecidas. "Há três ou quatro empresas que dominam o mercado, mas elas sentaram em cima das minas". 

Mário Barbosa, presidente da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) e da Bunge Fertilizantes, rebate a crítica e afirma que os investimentos privados em ampliação da produção no país deverão somar US$ 4 bilhões nos próximos quatro anos. Os aportes, a maior parte deles prometidos por Fosfertil e pela própria Bunge, foram confirmados nas últimas semanas, ainda que Barbosa negue que isso tenha acontecido por causa de pressão do governo. O executivo pondera, que auto-suficiência a qualquer preço pode não se mostrar a melhor saída para resolver a dependência. Ele diz que no caso das regiões Norte e Nordeste, carentes até em fosfato, pode ser economicamente mais interessante continuar com importações, até por conta das conhecidas carências logísticas brasileiras. 

Se considerar necessário, garante Stephanes, o governo vai mesmo entrar diretamente na exploração. Nesse sentido, a idéia é formar consórcios com produtores - e há planos avançados para isso no Mato Grosso, de acordo com o ministro. Stephanes deixou claro em sua passagem por São Paulo que os reflexos da escalada dos fertilizantes nos preços dos alimentos e, consequentemente, na inflação, precisam ser logo debelados. Até porque, disse, até agora o Brasil é um dos países que vêm sofrendo menos com pressões "altistas" das commodities ligadas à produção de alimentos por ser grande produtor e exportador agropecuário. 

O ministro voltou a prever aumento da produção brasileira de grãos na safra 2008/09, cujo plantio deve ganhar força no quarto trimestre deste ano. No caso da soja, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já prevê para o Brasil aumento de 3 milhões de toneladas na produção, que alcançaria 64 milhões de toneladas. 


Além dos preços, que estão elevados e remuneradores para grande parte das lavouras cultivadas no país, Stephanes acredita que os recursos que o governo pretende empregar no novo Plano de Safra são suficientes para expansões. Para a agricultura empresarial, ele estima entre R$ 65 bilhões e R$ 68 bilhões em crédito rural no novo ciclo, com maior participação de recursos com juros subsidiados. 

Como repete em praticamente todas as suas aparições públicas, Reinhold Stephanes defendeu que a tendência de aumento global dos preços das commodities é uma oportunidade para o Brasil. A demanda aquecida, disse, motiva o aumento da produção e das exportações e, com isso, do desenvolvimento. "Há 4 mil 'municípios agrícolas' no país, e neles não se vê desemprego, a não ser em casos pontuais". 

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Agroeconomia internacional

Ucrânia exportará três vezes mais grãos no próximo ano


GAZETA MERCANTIL

Kiev, 25 de Junho de 2008 - A Ucrânia, a segunda maior exportadora mundial de cevada, afirmou que suas vendas externas de grãos triplicarão no ano de comercialização que se inicia no mês que vem, amenizando dois anos de retração causados pela seca e pelos preços recordes. As exportações de grãos vão ficar entre 13,5 e 14 milhões de toneladas no período de doze meses a partir de julho, ante os 3,7 milhões de toneladas deste ano. A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura do país, Yuriy Melnyk, à imprensa, em Kiev. "A colheita de grãos vai avançar 37%, para 40 milhões de toneladas, em virtude do clima favorável no país", afirmou.

Os preços do milho, do trigo e da soja subiram para patamares recorde este ano na Bolsa de Mercados Futuros de Chicago (Cbot), o referencial mundial, depois que a demanda cresceu e que as secas e enchentes prejudicaram as lavouras. O Banco Mundial disse que 33 países deverão passar por distúrbios sociais devido à escalada dos custos dos alimentos e ao agravamento da pobreza, depois que os preços das commodities avançaram por seis anos consecutivos.Da colheita de 40 milhões de toneladas, a metade será de trigo, 9 milhões de toneladas de cevada e 9 milhões de milho, disse o ministro. Melnyk reiterou que as exportações de grãos continuarão a ter limites fixados pelo governo.

A Ucrânia deverá exportar 4 milhões de toneladas de cevada no ano-safra a se encerrar em setembro de 2009, uma alta em relação ao volume de 1,7 milhão de toneladas deste ano, segundo previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, pelas iniciais em inglês). Isso coloca o país em igualdade com a Austrália e atrás da União Européia. Já as exportações de trigo da Ucrânia no ano-safra que fecha em junho de 2009 serão de 6 milhões de toneladas, contra as 700.000 toneladas deste ano, estima o USDA. As exportações de milho, que serão concluídas em setembro de 2009, serão de 2,5 milhões de toneladas, contra 1 milhão de toneladas deste ano.


Governo argentino e ruralistas brigam por "barracas"

GAZETA DO POVO


O acirrado conflito entre o governo da Argentina e o setor ruralista chegou nesta terça-feira (24) às ruas quando partidários da presidente Cristina Fernández e membros de entidades agropecuárias montaram barracas na frente do Congresso, onde se debate uma forma de resolver a disputa.


Durante o fim de semana, diferentes grupos governistas - entre os quais um comandado pelo filho da presidente - ergueram grandes tendas com cartazes explicando os motivos das autoridades argentinas para aumentar os impostos sobre a exportação de grãos, medida essa que detonou o conflito.


No entanto, esses grupos não pediram autorização prévia da prefeitura, controlada atualmente por Mauricio Macri, um dos principais nomes da oposição, o que transformou o ato no cenário de um novo choque político, enquanto membros dos governos municipal e federal trocavam farpas.


Na segunda-feira, funcionários da prefeitura chegaram ao local para desmontar as seis tendas, mas os manifestantes resistiram e a polícia fez ouvidos moucos ao pedido do governo municipal porque não existiria uma ordem judicial nesse sentido.

No dia seguinte, chegaram os representantes do setor ruralista para também montar barracas na praça que fica em frente ao Congresso, apesar de verem-se obrigados a erguer sua tenda em uma área lateral porque não havia mais espaço diante do prédio do Poder Legislativo.

Tudo ocorreu sob os olhares atentos de membros da polícia, presentes ali para garantir que não haja enfrentamentos entre os grupos.

"Nós teríamos preferido estar do outro lado da praça, mas nós temos outra forma de agir e esperamos o trâmite do pedido de autorização", disse a meios de comunicação argentinos Nicolás Mattiuda, membro de uma das entidades agropecuárias.

Há mais de cem dias, os ruralistas mobilizam-se contra uma alta dos impostos sobre a exportação de grãos. Na semana passada, no entanto, e depois de quatro locautes e vários bloqueios nas estradas, o agronegócio suspendeu as manifestações a fim de permitir o debate da medida no Congresso.

A montagem de barracas na frente do Congresso ocorreu pela primeira vez em 1997, quando um sindicato de professores ergueu uma enorme tenda branca no local a fim de exigir melhores salários do governo do então presidente argentino, Carlos Menem. Aquela tenda permaneceu montada por mais de mil dias.

Vendo de forma humorística a "guerra das barracas," o jornal Crítica de la Argentina publicou em sua primeira página de terça-feira o seguinte texto: "Macri quis desmontar o acampamento, a polícia não quis nem mesmo ver o local. Peça neste jornal a sua própria barraca!! Instale-se onde melhor lhe aprouver!! Ame o camping!!".

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Bioenergia


Brasil tenta derrubar na UE "taxa verde" ao álcool


FOLHA DE SÃO PAULO - MARCELO NINIO


País ameaça ir à OMC contra lei que tenta reduzir vantagem dos biocombustíveis

Brasil mobiliza diplomacia para convencer europeus das vantagens ambientais do álcool, que emite menos gases do que a gasolina

O Brasil mobilizou sua diplomacia para convencer a União Européia a não levar adiante uma lei que reduziria a vantagem ambiental dos biocombustíveis, comprometendo a imagem do álcool e a campanha do governo Lula para transformar o produto em commodity internacional. Num encontro com representantes da UE na segunda-feira, diplomatas brasileiros deixaram claro que não descartam recorrer à OMC contra a iniciativa.

O projeto que está atualmente em estudo no Parlamento Europeu prevê o corte de 24% na taxa de redução de emissões de gases poluentes de cada biocombustível, tornando-os menos atraentes. O álcool brasileiro, que emite 74% menos gases do que a gasolina, teria essa taxa reduzida para 50%.

A preocupação com os possíveis danos dessa lei a seus interesses levou o Brasil a reunir, em sua missão em Bruxelas, membros da CE (Comissão Européia), o braço executivo da UE, e representantes de nove países. Embora a reunião tenha sido de nível técnico, e não político, os interesses comerciais não puderam ser ignorados.

Elaborado pelo deputado sueco Anders Wijkman, o projeto cria uma taxa sobre o "uso da terra", com base numa idéia polêmica: a de que mesmo os biocombustíveis mais "verdes" provocam dano ambiental indireto, pois forçam o deslocamento de plantações e, nos piores casos, causam desmatamento. É exatamente a idéia que o Brasil tenta combater nos fóruns internacionais.

Para convencer as autoridades européias das vantagens ambientais do álcool, o Itamaraty levou a Bruxelas o professor Isaías Macedo, especialista em biocombustíveis da Unicamp. A UE respondeu convocando seu próprio expert, Robert Edwards. O Brasil mostrou números da eficiência do álcool de cana, mas não deixou de lado a ameaça velada de apresentar uma queixa à OMC.

O conceito de Wijkman, membro do Comitê de Meio Ambiente do Parlamento, divide opiniões também dentro da Comissão Européia. Há uma queda-de-braço entre os setores de Energia e Transporte, que são favoráveis aos biocombustíveis, e o de Meio Ambiente, que os vê com desconfiança.

Os ambientalistas não conseguiram fazer a UE rever a meta de ter, até 2020, 10% do transporte rodoviário movido a biocombustíveis. Mantida a meta, abre-se um grande mercado para o biocombustível estrangeiro, principalmente o biodiesel, o mais usado na Europa.

A nova norma, se aprovada, atingiria outros biocombustíveis com mais força que o álcool, mas o Itamaraty acha que a imagem do mercado como um todo sofreria um golpe. "Seria uma pancada" nos biocombustíveis, reconhece um especialista no assunto. O Brasil também prefere manter um recurso à OMC como uma opção remota, pois acha que causar barulho em torno do assunto pode ferir seus interesses mais do que uma possível vitória.


Café

Abic tem novo presidente


VALOR ECONÔMICO


O empresário Almir José da Silva Filho, diretor-sócio da torrefadora mineira Café Toko, foi eleito ontem novo presidente da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) para o triênio 2008-2011. A vice-presidência será ocupada por Guivan Bueno, da indústria paranaense Café Damasco, que durante as duas últimas gestões presidiu a entidade. 

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Crédito rural

Crédito rural aplicado


VALOR ECONÔMICO

Os desembolsos do crédito rural para agricultura empresarial atingiram R$ 58,3 bilhões na safra 2007/08, superando os R$ 50 bilhões previstos para o período, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães. Para o secretário, o seguro rural é uma das prioridades do ministério para a próxima safra. Atualmente a cobertura é de 4% da área agricultável. Entre as medidas para alavancar o seguro estão a abertura do mercado de resseguro em 2007 e o envio do Projeto de Lei Complementar que cria o Fundo de Catástrofe, em maio deste ano. 


Feijão

Mercado do feijão


CORREPAR


FEIJÃO CARIOCA:Nesta madrugada o mercado em São Paulo apresentou uma demanda de 13.000 sacas e a oferta não foi maior do que 17.000. Houve uma elevação nos preços referência para o feijão extra de R$ 220,00 por saco. No interior ontem, no centro oeste e sul de Minas o mercado teve uma procura não muito grande, porém suficiente para esgotar toda oferta por até R$ 190,00. Produtores pedem até R$ 200,00 por saco. Em Goiás os preços estão mais próximos a R$ 185,00 por saco. A expectativa é de que entre 8 e 10 dias haja mais ofertas nesta região, entretanto irá coincidir com a diminuição paulatina em outras regiões.


FEIJÃO PRETO:Feijão preto aponta para leve baixa. A entrada concentrada e o fato de que os maiores empacotadores estão importando a Argentina ou da China, deixa o mercado calmo neste início de semana com tendência de queda. Isto deverá acalmar também os ânimos na fonte no Brasil e também na Argentina. Assim fica muito difícil vender feijão acima de R$ 160,00 por saco de 60 kg.

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Meio ambiente

Consumo é vilão ambiental, diz americano


FOLHA DE SÃO PAULO

Para antropólogo Emilio Moran, nascido em Cuba, é preciso "aprender a desligar a televisão" e dizer "não" a mercados

Estudioso da Amazônia, pesquisador cobra estímulo à indústria regional; "em 30 anos, PIB da população da região subiu menos de 1%"

Para resolver o problema ambiental nº 1 do mundo, a receita do antropólogo Emilio Moran, 61, nascido em Cuba, mas morador dos Estados Unidos desde os 14 anos, chega a ser prosaica. "Temos que aprender a desligar a televisão. Ela é a principal ferramenta do consumismo", afirma o especialista em América Latina, que há mais 30 anos investiga o desenvolvimento humano da Amazônia brasileira.

Apesar de a entrevista ter sido feita em um hotel a meio quarteirão da rua Oscar Freire (o palco das grandes grifes mundiais em São Paulo fora dos shoppings) o entrevistado, com orgulho, comenta: "Esta calça que estou usando eu comprei há 25 anos."

Moran é um acadêmico tradicional e assiste televisão. Na Universidade de Indiana, ele dirige um centro que une a antropologia às mudanças climáticas globais - o agricultor amazônico, por exemplo, segundo uma pesquisa feita pelo grupo, não sabe se proteger contra o El Niño, porque ele não registra essas oscilações naturais ao longo do tempo.

Pobreza amazônica

Se o modelo mundial de desenvolvimento, para o pesquisador, está errado, o da Amazônia idem. "Nos últimos 30 anos, o aumento do PIB da população amazônica subiu menos de 1%. Na região, quem ganha é quem já era rico em São Paulo e no Rio de Janeiro."

O antropólogo, que chegou à floresta no início das obras da rodovia Transamazônica, diz que pouco mudou na região. "Não existe infra-estrutura para o pequeno agricultor. A estrada, por exemplo, não mudou muito, continua ruim. Existe ausência de governo na Amazônia com toda a certeza."

Os grandes produtores, lembra o pesquisador, montam sua própria infra-estrutura e acabam fugindo do problema encontrado pelos menores.

"Falta compromisso com a indústria regional, que poderia valorizar os produtos amazônicos. Daria, por exemplo, para fazer uma fábrica de abacaxi enlatado, ou de suco". São várias opções disponíveis, diz Moran, que trabalha em áreas críticas, como Altamira (PA).

A experiência acumulada no campo, inclusive nos recantos amazônicos, é que leva o antropólogo a afirmar: "O maior problema ambiental do mundo é o consumismo. O mercado ensina egoísmo e o indivíduo cada vez mais está centrado em si mesmo", afirma.

Parte do caminho para sair dessa cilada ambiental, Moran apresenta no livro "Nós e a Natureza" (Editora Senac), lançado anteontem no Brasil. "É um livro mais apaixonado. Experimentei a sensação de ir além dos escritos acadêmicos", diz.

Para reforçar seu ponto de vista, de que o modelo mundial é insustentável, Moran usa exemplos da classe média brasileira e da sociedade americana. Ambas ele conhece bem.

No caso nacional, cita a história em que um filho de uma família de classe média do interior de São Paulo comentou com a mãe que eles eram pobres. O motivo era a ausência de uma televisão de plasma na sala, em comparação com a residência do vizinho.


"Subprime" ambiental

"No caso americano, a crise imobiliária é também um problema claro de consumismo", afirma Moran. "O americano, na média, está todo endividado. A maioria paga apenas os juros. Cada um tem uns US$ 20 mil em dívidas só no cartão de crédito". E isso, segundo ele, apenas para querer ter mais e mais. "No caso do mercado imobiliário, por exemplo, muitos fazem a segunda hipoteca [antes de quitar a primeira] para mudar para uma casa maior.

Segundo o antropólogo, enquanto nos anos 1950 a casa de uma família média americana tinha uma vaga na garagem e 140 metros quadrados para seis pessoas, hoje ela tem espaço para três carros e 300 metros quadrados para quatro pessoas.

E os carros, lembra Moran, queimam petróleo cada vez mais em maior quantidade, por causa do tamanho e da potência do motor. "Tenho feito o caminho inverso. Hoje, tenho um carro pequeno e de quatro cilindros", conta o cientista.

Apesar de o quadro ambiental mundial ser dramático, o antropólogo afirma ser otimista e retrata isso em seu novo livro também. "Se não existir esperança, o melhor é pendurar as chuteiras e ir embora."

Para Moran, é o consumidor individual o único que tem poder de ação de fato. "As pessoas podem chegar e dizer "não". Elas podem não consumir mais porque aquilo vai endividá-las e criar pressões [ambientais]".

Além de ensinar os filhos a lerem com um olhar crítico os comerciais, todos deveriam olhar suas gavetas, seus armários, diz ele. "O importante é saber que não se está sozinho. Existem milhões de pessoas no mundo que já não aceitam esse modelo [de desenvolvimento] que nos levará ao colapso."

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Minc: "Boi pirata vai virar churrasco do Fome Zero"


GAZETA DO POVO

"Acabou a moleza. Boi pirata vai virar churrasco do Fome Zero", anunciou nesta terça-feira (24) ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao divulgar a apreensão, pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Polícia Federal, de 3.100 cabeças de gado criados ilegalmente na estação ecológica Terra do Meio, em Altamira, no Pará. Desde 2005, a área foi declarada de conservação e há um ano a Justiça determinou a saída dos criadores de gado do local. De acordo com Minc, os bois serão leiloados dentro de duas semanas.

Na Terra do Meio estão ainda outras 40 mil cabeças de gado, mas os fazendeiros já as estão retirando, com a transferência para propriedades legais, em São Félix do Xingu, visto que ficaram assustados com a apreensão dos 3.100 bois pertencentes ao fazendeiro Lourival Medrado Novaes dos Santos, da fazenda Lourilândia. O fazendeiro tinha sido autuado e fora intimado pela Justiça a sair do local. Levando-se em conta que o valor médio de uma rês nelore - igual às apreendidas - é de R$ 4 mil, o prejuízo do fazendeiro é estimado em R$ 12 milhões, pelo menos.

As outras 40 mil cabeças de gado que vinham sendo criadas ilegalmente em áreas invadidas na Terra do Meio pertencem a 17 fazendeiros diferentes. Destes, 15 já foram notificados. "Queremos que eles tirem o gado das áreas de preservação e o transfiram para fazendas legais", disse Minc. "Somos a favor do agronegócio. Queremos que eles atuem na legalidade, porque assim conseguirão riquezas para o Brasil. Na ilegalidade, serão combatido sem tréguas", afirmou.

De acordo com o ministro, os proprietários da fazenda Lourilândia confiavam que não seriam importunados, apesar das advertências feitas anteriormente. Tanto é que nos dias 9, 10 e 11 vacinaram o gado. No curral de vacinação, foram encontrados pelos agentes 60 frascos de vacina contra febre aftosa - suficientes para três mil cabeças -, dez frascos de vacina contra brucelose e seis litros de vermífugos. Foram encontrados ainda 24 eqüinos, galinhas, porcos, cachorros e gatos.

Minc informou também que nesta terça-feira (24) pela manhã uma grande operação do Ibama e da Polícia Federal fez o embargo da fazenda Simonato, de dez mil hectares, em Costa Marques, Rondônia. De acordo com o ministro, houve derrubada da mata nativa no local. O proprietário tem 15 dias para retirar o gado de lá e levar para algum pasto regular. Caso contrário, também pode perder seu rebanho bovino.

Minc disse que a atividade ilegal tem contado com o beneplácito das autoridades políticas locais, o que torna um pouco mais difícil a atividade dos fiscais. Mas ele afirmou que entende o papel dos políticos. "Eles são mais sensíveis à pressão, porque estão no local. Então, a tendência é querer ajudar", disse. "Nosso papel, ao contrário, é evitar o desmatamento. Por isso, vamos usar a inteligência. Mexemos na cadeia produtiva e isso está fazendo efeito. Vai nos ajudar a combater o desmatamento".

Num coro ao ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, Minc disse que o grande problema da Amazônia hoje é a falta de regularização fundiária. "Sem a regularização, não há política pública. Por isso, temos de resolver logo a questão fundiária", afirmou.

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Sucroalcooleiro

Usinas fazem acordo inédito em etanol


GAZETA MERCANTIL - Fabiana Batista


São Paulo, 25 de Junho de 2008 - Os grupos Cosan, Nova América, Alcoeste e Guarani informaram ontem que anunciariam hoje o fechamento de contrato com uma empresa européia. Segundo apurou a Gazeta Mercantil, os quatro grupos fornecerão com exclusividade etanol certificado para a Sekab BioFuels & Chemicals, a maior empresa da Suécia na área de biocombustíveis. Segundo fontes do mercado, a companhia sueca possui demanda anual de importação de 200 milhões de litros de álcool.

Executivos da Sekab estiveram no Brasil na semana passada para concluir o acordo de fornecimento de etanol de cana-de-açúcar com garantia de qualidade ambientais, climáticas e sociais.

Segundo fontes do mercado, o critério do "etanol certificado" foi desenvolvido pela Sekab juntamente com esses quatro grupos alcooleiros e abrange todo o ciclo de produção do etanol, desde a plantação da cana-de-açúcar.

Conforme apurou a reportagem, esses critérios ambientais e sociais da Organização das Nações Unidas (ONU), União Européia (UE), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e diversas Organizações Não-Gover-namentais (ONGs).

Cia Sueca

A Sekab possui plantas de reprocessamento de álcool na Suécia, onde mistura álcool à gasolina. Também possui rede de distribuição do combustível no norte da Europa. Estima-se que a Sekab forneça em torno de 90% de todo o etanol na Suécia, país que possui uma frota de 490 ônibus movidos a biocombustíveis. A Sekab é também uma das líderes mundiais no desenvolvimento de tecnologia e processos de produção do etanol a partir de celulose, com uma usina piloto em operação desde 2004, em Ornskoldsvik, na Suécia.

As exigências do contrato com os quatros grupos brasileiros têm tolerância zero com desrespeito às leis trabalhistas e desmatamento ilegal. Segundo fontes, o acordo também inclui a exigência de colheita mecanizada em 30% e o compromisso de aumentar para 100% até 2014.

Há informações ainda de que uma companhia internacional e independente de verificação irá auditar duas vezes por ano as unidades de produção para garantir o cumprimento dos critérios estabelecidos no contrato.


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 Bovinocultura de Corte

Aumento no preço da carne bovina preocupa o governo

FOLHA DE SÃO PAULO – Mauro Zafalon


Preço baixo nos últimos anos levou a grande abate de fêmeas e à redução na oferta de bezerros; agora, faltam bois para o abate

A forte alta nos preços da carne bovina já começa a preocupar o governo. Essa elevação, além de ter impacto interno, afeta o mercado de países importadores, "que já estão perguntando por que a carne sobe tanto". A afirmação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Entre os países que já começam a sentir os efeitos dessa alta, estão Irã e Argélia, que podem reduzir o consumo interno. "Temos de ter um certo cuidado [com essa evolução dos preços]", afirmou o ministro.

Os preços baixos da arroba de boi nos últimos anos provocaram o abate de fêmeas em ritmo acima do normal. Com isso, houve redução na oferta de bezerros e, conseqüentemente, de bois prontos para o abate. A redução da oferta de animais prontos para o abate vem pressionando os preços, que já chegaram a R$ 96 por arroba, conforme mostrou ontem a Folha.

Ontem, o mercado fechou em baixa. A arroba recuou para R$ 94. Essa queda já se deve às dificuldades de repasse, ao varejo, das recentes altas de preços, diz o Instituto FNP.

Diante da demanda mundial forte pela carne e o constante aumento interno de preços, Stephanes diz que o país deve ir devagar, inclusive com a retomada das vendas para a União Européia. "Se nós efetivamente voltarmos a exportar no mesmo volume anterior para a União Européia, não vamos ter bois suficientes e o preço vai ainda mais para cima."

As manifestações do ministro ocorreram ontem, em São Paulo, no seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2008 e 2009, patrocinado pelo Ministério da Agricultura e pela BM&F Bovespa.

Preço bom, custo alto

O encontro mostrou, ainda, que o setor agrícola pode ter um novo calcanhar-de-aquiles daqui para a frente. Enquanto os ministros anteriores -Roberto Rodrigues e Luís Carlos Guedes Pinto- administraram uma agricultura endividada e sob os efeitos de preços baixos e de câmbio desencontrado entre plantio e colheita, Stephanes terá à frente uma agricultura dominada por preços bons para o produtor, mas com custos bastante elevados.

Esses custos podem fazer com que os produtores percam rentabilidade, apesar dos preços altos. "Isso ainda não está ocorrendo, mas estamos atentos aos custos", diz o ministro.

E o principal custo neste momento é o dos adubos e fertilizantes, "setor que parou de ser apenas preocupação do ministério, mas também do governo", diz ele. O ministro diz que está sendo feito um convite para empresas nacionais e cooperativas entrarem na produção de fertilizantes para diminuir a dependência nacional das importações.

Com o novo plano de safra, a ser divulgado no início de julho, o governo espera que as medidas favoreçam o aumento da área cultivada de 3 milhões a 5 milhões de hectares.

Entre as medidas, está a redução dos juros para apenas 5,75% nos investimentos em áreas degradadas. Essa contribuição virá do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), "que vai colocar, inicialmente, R$ 1 bilhão para recuperação de áreas degradadas a juros que possivelmente serão negativos", afirmou Stephanes. Os pequenos produtores também terão juros diferenciados, de 2%, segundo o ministro.

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Não precisamos da UE, diz ministro

GAZETA MERCANTIL


25 de Junho de 2008 - Irritado com as cobranças em relação à União Européia (UE), o ministro da Agricultura (Mapa), Reinhold Stephanes, disse ontem que o Brasil não está preocupado em recuperar as exportações de carne para o bloco europeu. "Não teremos nem boi para embarcar volumes nos níveis de antes do embargo", dispara Stephanes.

Sobre possível embargo ambiental europeu, o ministro disse que, antes de criticar o Brasil, os países do bloco precisam recuperar suas áreas desmatadas. "O europeu que vá plantar suas matas ciliares, antes de dar palpite aqui no Brasil", indigna-se.

Segundo estudo da Scot Consultoria, até maio deste ano as exportações de carne bovina do Brasil para a UE recuaram 43,5% em volume e 42,7% em faturamento na comparação com janeiro a maio do ano passado.

"De fato, não temos condições de retomar todo o volume embarcado á UE, mas é possível aumentar os níveis atuais", avalia Fabiano Tito Rosa, da Scot. Ele explica que o rebanho brasileiro ainda passa por reajuste produtivo. Somente neste ano, a produção de carne deve ser, pelo menos, 7% menor do que a do ano passado. "Além disso, o real valorizado, está tornando a carne no mercado interno mais atrativa que o preço médio da exportação", acrescenta o especialista.

Mas, ele discorda que o mercado europeu seja dispensável. "A UE é um mercado que paga melhor e que consome cortes especiais, que são difíceis de se escoar no mercado interno. Além disso, os frigoríficos estão com custos altos, por causa da alta da arroba do boi", acrescenta Tito Rosa.

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Frigorífico suspende produção por falta de animais para o abate

FOLHA DE SÃO PAULO - RODRIGO VARGAS


A rede de frigoríficos Independência, uma das maiores do país, anunciou ontem a suspensão por um mês da produção de sua unidade em Campo Grande (MS). O motivo apresentado pela empresa é a "menor oferta de animais prontos para abate nesta região".

"A empresa decidiu otimizar a capacidade de abate das unidades de Mato Grosso do Sul, deslocando os animais da escala de Campo Grande para as unidades de Nova Andradina e Anastácio", diz trecho da nota divulgada ontem.

De acordo com a empresa, a decisão segue uma estratégia de "privilegiar as margens em detrimento do volume de produção".

"Esta é uma época característica de diminuição de oferta de animais para abate, situação agravada pelo momento em que nos encontramos na curva normal da pecuária (menor oferta de animais devido a abates de fêmeas matrizes nos últimos anos)", diz trecho da nota.

Com ramificações em sete Estados, a rede Independência tem capacidade de abate de 9.500 cabeças diárias e produção de 10 mil couros por dia. A empresa atua também na produção de biodiesel.

Crise

O presidente da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) disse "lamentar" a decisão da empresa, mas reconheceu que os pecuaristas têm encontrado dificuldades para atender ao reaquecimento da demanda.

Segundo Ademar Silva Júnior, a falta de bois decorre das seqüelas de uma crise que se estendeu pelo últimos cinco anos. "Durante esse período, os produtores se viram obrigados a vender suas matrizes. O resultado é que, sem bezerros, os rebanhos foram diminuindo."


Carne para Irã e Argélia 

VALOR ECONÔMICO

O Irã e a Argélia querem expandir as importações de produtos agrícolas brasileiros. A informação é do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, que esteve nos dois países entre os dias 13 e 18 de junho. Além da carne bovina, a pauta de negociações incluiu as exportações de bovinos vivos e de produtos lácteos. O governo iraniano tem interesse na importação de bovinos vivos para abate imediato e melhoramento genético bovino. Os argelinos querem o mesmo, mas na área leiteira. 

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