

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | - |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | - |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | - |
| Boi (PR) - R$/@ | - |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | - |


BOVINOCULTURA DE CORTE
CAFÉ
Gazeta do Povo
O real se converteu na moeda mais sobrevalorizada do mundo devido a uma crescente "muralha de dinheiro" que tem compensando os esforços do governo para conter a valorização, afirmou na quarta-feira o banco Goldman Sachs.
Os investimentos líquidos de portfólio mensais atingiram a assombrosa cifra de 17,6 bilhões de dólares em outubro, saltando do intervalo de entre 6 bilhões e 8 bilhões de dólares registrado desde março, quando os mercados financeiros começaram a se recuperar, afirmou a instituição.
O Brasil estabeleceu um imposto financeiro de 2 por cento sobre os investimentos estrangeiros em ações e renda fixa e um imposto de 1,5 por cento sobre as operações realizadas com ADR de empresas brasileiras.
Embora os impostos inicialmente ajudaram a estabilizar os investimentos, "há indicações de que as pressões de valorização estão em alta de novo", disse o economista da Goldman Sachs Thomas Stolper em um relatório.
"Isso incrementa a pressão para implementar uma mescla de políticas mais coerentes ou, alternativamente, existe um risco crescente de que medidas adicionais têm de ser implementadas para frear os ingressos de capital", acrescentou.
Valor Econômico
Grãos: Produção da oleaginosa aumentará 43% após quebra em 2008/09
Após a ocorrência de chuvas durante o plantio das culturas de verão, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná, concluiu ontem um levantamento com a previsão para a safra 2009/10 e mostrou que o Estado deverá colher 20,6 milhões de toneladas de grãos, o que representa crescimento de 25% em relação às 16,5 milhões de toneladas do período 2008/09. No caso da soja, são esperadas 13,4 milhões de toneladas, 43% mais que na safra passada, e o plantio já foi feito em 92% da área, que soma 4,4 milhões de hectares.
A preocupação de que as chuvas atrasariam o plantio ficou para trás, segundo o chefe do Deral, Francisco Simioni, e foi mantida a expectativa de produção recorde de soja, que deve representar 65% dos grãos a serem colhidos no Estado. "O clima foi favorável em novembro e o plantio está na fase final", explicou.
"Atrasou um pouco no caso do feijão, mas não chegou a comprometer a cultura", acrescentou Simioni. Para o produto, que está com 95% da área plantada, é esperado crescimento de 27% na colheita, para 534 mil toneladas, mesmo em uma área 12% menor, da ordem de 324,9 mil hectares.
Como era esperado pelos técnicos, as lavouras de soja avançaram sobre outras culturas no Paraná, e um grão que perdeu espaço foi o milho, cuja área teve expressiva queda de 27%, para 923,4 mil hectares. Mesmo assim, há a expectativa de aumento na produtividade e a colheita deve chegar a 6,5 milhões de toneladas, com pequena redução de 1% na comparação com o volume da temporada anterior.
De acordo com o Deral, os produtores preferiram apostar na soja por ter maior liquidez e porque os preços estavam mais favoráveis que os do milho.
O levantamento mostra também que a área destinada ao algodão caiu 94%, para apenas 199 hectares, e a colheita prevista para o produto é de 441 toneladas, ante 7.362 toneladas na safra passada. A cultura perdeu importância no Estado nos últimos anos.
Outro que teve o espaço reduzido foi o amendoim, que teve queda de 30% na área, para 4,2 mil hectares, e cuja produção está prevista em 8,6 mil toneladas. O produto que teve maior crescimento em área foi a mamona (146%), que ocupará 1,9 mil hectares. A produção esperada é de 3,3 mil toneladas.
Simioni afirmou que o cenário atual está mais favorável para comercialização de soja que na safra passada. Segundo ele, outro fator que pode ser positivo para o produtor é o aumento do biodiesel na mistura de diesel, em 2010. "É uma alternativa a mais", disse.
Na primeira estimativa da safra de verão, divulgada em agosto, o Deral havia projetado um volume de 20,8 milhões de toneladas de grãos, previsão menor que em anos anteriores, quando se falava em 22 milhões de toneladas, porque a produtividade do milho é maior que a da soja e o cereal perdeu espaço.
Correio Braziliense
O Diário Oficial da União publicou portaria que autoriza o pagamento dos benefícios referentes à safra 2008/2009 aos agricultores que aderiram ao Garantia-Safra. Os pagamentos serão feitos a partir de dezembro. Ao todo, 82 municípios foram contemplados: 50 no Ceará, 26 na Paraíba, quatro no Maranhão e dois na Bahia. O Garantia-Safra é um programa do Ministério da Agricultura, executado pela Secretaria da Agricultura Familiar, que funciona como seguro da produção. Com esse benefício, o agricultor familiar do semiárido, residente nos municípios que teve perda comprovada de mais da metade da produção agrícola, em função da seca ou excesso hídrico, recebe um recurso no valor de R$ 550, pago em cinco parcelas. Na safra 2007/2008, mais de 500 mil agricultores familiares aderiram ao Garantia-Safra.
O Sistema FAEP promove na sexta-feira (27) a solenidade de encerramento das atividades das turmas do Programa Empreendedor Rural, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR-PR), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (FETAEP) e Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), em parceria com o SEBRAE-PR.
O evento começou às 8h30, no ExpoTrade Convention & Exhibition Center, em Pinhais, e conta com palestras do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu.
BHC
Dia 30 de novembro (segunda-feira) é a data limite para produtores rurais efetuarem a vacina contra a febre aftosa em seus rebanhos, além de fazer a declaração de posse de BHC – Hexabenzeno de Cloro. O BHC é considerado um veneno perigosíssimo e seu uso está proibido desde 1985. Antes disso, era usado como agrotóxico no combate a formigas ou brocas em plantações de café. A declaração de posse deve ser feita à Cooperativas, Sindicato Rural, escritórios do SEAB ou da Emater. A partir de dezembro, quem não tiver feito a declaração e for flagrado com o produto pagará multas pesadas. Especula-se que possam existir até 142 mil toneladas de BHC.
Aftosa
Trinta de novembro também é o último dia para os produtores apresentarem a comprovação de vacinação de seus rebanhos contra a febre aftosa. O procedimento é obrigatório, previsto em legislação estadual. Caso contrário, o produtor pagará multa de R$ 87,27 por cabeça não vacinada, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade. Segundo o SEAB, na última campanha de vacinação que envolveu a totalidade do rebanho, em 2008, foram vacinados 98,23% das 9.636.726 cabeças, distribuídas em 208.693 propriedades. O Paraná é uma Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal - OIE. O certificado é fundamental para a exportação da carne paranaense, principalmente para Europa
ADA
Em 31 de dezembro termina o prazo do ADA - Ato Declaratório Ambiental (que comprova a isenção do ITR para áreas de preservação ambiental).
Securitização e Pesa
No próximo dia 30 encerra também o prazo para o produtor aderir à renegociação da securitização e PESA no Banco do Brasil.
Dívida Ativa da União
Para liquidação da dívida, o prazo termina em 30 de dezembro para o crédito rural inscrito em Dívida Ativa da União.
Nesse caso, os produtores pagam toda a dívida à vista e obtém descontos que variam de 33% a 70%, conforme tabela abaixo.
No caso de parcelamento em até 10 anos o prazo final para adesão vai até 31 de março, conforme abaixo.
A Lei n° 12.058, de 13 de outubro de 2009, alterou os artigos 8º e 9º da Lei n° 11.775, de 17 de setembro de 2008, que instituiu a possibilidade de renegociação e liquidação dos débitos oriundos de operações de crédito rural. O novo prazo será encerrado em 31 de março de 2010. No caso da liquidação o prazo permanece o mesmo, ou seja, 30 de dezembro de 2009. Além da dilação do prazo para renegociação, a Lei 12.058/09 também incluiu nos benefícios da Lei as dívidas inscritas em DAU até 30 de novembro de 2009. A redação inicial da Lei nº 11.775/08 trazia a possibilidade de inclusão de débitos inscritos somente até 29 de maio de 2009.
O pedido deve ser formulado junto à central de
atendimento do Banco do Brasil pelos telefones 4003-0494 (capitais e
regiões metropolitanas) e 0800-880-0494 (demais localidades). No caso
de parcelamento o valor da parcela será acrescido de taxa Selic e a
concessão da renegociação independerá de apresentação de garantias. A
consolidação dos débitos incluirá todas as inscrições originárias de
operações de crédito rural existentes em nome do devedor na data do
pedido de adesão aos benefícios da Lei. Se após a efetiva adesão à
liquidação ou à renegociação surgirem, até 30 de novembro de 2009,
novas inscrições originárias de operações de crédito rural em nome do
devedor, este poderá solicitar nova liquidação ou renegociação.
DESCONTOS APLICÁVEIS NA LIQUIDAÇÃO (À VISTA)
|
FAIXAS |
Total
dos saldos devedores
na data da liquidação |
Desconto |
Desconto fixo, após o desconto percentual (R$) |
|
1 |
Até 10 |
70 |
- |
|
2 |
Acima de 10 até 50 |
58 |
1.200,00 |
|
3 |
Acima de 50 até 100 |
48 |
6.200,00 |
|
4 |
Acima de 100 até 200 |
41 |
13.200,00 |
|
5 |
Acima de 200 |
38 |
19.200,00 |
DESCONTOS APLICÁVEIS NA RENEGOCIAÇÃO
EM ATÉ 10 ANOS
|
FAIXAS |
Total
dos saldos devedores |
Desconto |
Desconto
fixo, após o |
|
1 |
Até 10 |
65 |
- |
|
2 |
Acima de 10 até 50 |
53 |
1.200,00 |
|
3 |
Acima de 50 até 100 |
43 |
6.200,00 |
|
4 |
Acima de 100 até 200 |
36 |
13.200,00 |
|
5 |
Acima de 200 |
33 |
19.200,00 |
Folha de Londrina
São Paulo - O anúncio de que os cinco maiores frigoríficos do
Brasil se uniram à Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace e à
Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para criar um modelo
unificado de certificação de origem da carne comercializada no Brasil
provocou reações entre os pecuaristas. A parceria das indústrias com a
ONG e o setor varejista é considerada pelos produtores ''perigosa e
assustadora'' e tem como objetivo final não uma preocupação ambiental,
mas sim, um interesse comercial, na avaliação do superintendente da
Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
''Se o G5 (numa referência aos cinco maiores frigoríficos do País: JBS,
Bertin, Marfrig, Minerva e Frigol) se reúne para ditar regras de
certificação, quem nos garante que não se reúne também para combinar
escala de compra de gado, preço de arroba, distribuição de carne? Isso
nos faz lembrar as ações de cartéis e a conta final quem paga é o
consumidor e o pecuarista'', afirmou Vacari.
De acordo com ele, já existe um fórum de discussão sobre temas
relacionados à sustentabilidade e certificação de origem da carne, que
é o Grupo de Trabalho (GT) da Pecuária Sustentável. O grupo foi criado
em julho deste ano, incentivado pelo International Finance Corporation
(IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e que tem por objetivo
promover o investimento sustentável do setor privado dos países em
desenvolvimento. ''Esses frigoríficos já fazem parte do GT. Se eles
assumiram o compromisso com o GT, não poderiam assumir outros
compromissos paralelos'', disse Vacari.
O grupo de trabalho é formado por representantes dos produtores,
indústrias, comércio e serviço, instituições financeiras e sociedade
civil. Fazem parte do conselho diretor do GT: Vicente Falcão, Leonardo
Leite de Barros e Luciano Vacari, que representam os produtores.
Representando os frigoríficos estão: Simone de Carvalho Soares
(Bertin), Ocimar Vilela (Marfrig) e Ângela Garcia (JBS). O varejo é
representado por Paulo Pianez (Carrefour) e Yuri Nogueira Feres (Wal
Mart), enquanto Reginaldo Magalhães (IFC), Daniela Mariuzzo (Rabobank)
e Ana Lizete (Real-Santander) representam os bancos. A sociedade civil
é representada por José Benedito Ferreira (TNC) e Marcos Reis (Aliança
da Terra).
Em setembro, o grupo definiu o ''Desmatamento Zero'' como ponto central
para os trabalhos a serem desenvolvidos até 2010, com prioridade para o
monitoramento do desmatamento em todos os biomas, a construção de um
sistema de rastreamento de produtos e a criação de condições e formas
de compensação dos produtores que não desmatarem. Esses são
praticamente os mesmos pontos que estão sendo abordados pelo G5, que se
juntaram para harmonizar o processo de sustentabilidade na venda de
carne com Greenpeace, Ministério da Agricultura, Ministério Público
Federal do Pará e Abras.
O Estado de S. Paulo
Os preços futuros do café robusta negociado na bolsa de Londres terminaram a sessão de ontem em baixa. O contrato mais negociado - o de janeiro -, caiu 0,67% e fechou cotado a US$ 1.331 por tonelada. A queda da moeda do Vietnã, o dong, fez com que participantes do mercado adiassem exportações. O país é maior produtor mundial do tipo robusta. Além disso, o dia foi de poucos negócios por causa do feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos, de modo que as bolsas de Nova York e Chicago não funcionaram.
O Estado de S. Paulo
Aproximadamente 40 usinas de açúcar e álcool do centro-sul do Brasil, ou cerca de 15% do total, seguirão moendo cana de janeiro a março de 2010, período em que normalmente as unidades param para manutenção, afirmou ontem Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
A ampla disponibilidade de cana ainda nos campos - após chuvas em excesso terem reduzido o tempo disponível para moagem durante o ano - e a necessidade de algumas empresas em fazer caixa são os principais motivos para a moagem contínua.
Valor Econômico
O Conselho Monetário Nacional (CMN) esclareceu que a proibição de
crédito rural para a produção e industrialização da cana-de-açúcar em
áreas onde a expansão foi vetada não prejudica os locais onde já havia
licenciamento ambiental. A Resolução nº 3.803 condicionou o
financiamento ao Zoneamento Agroecológico e impediu o crédito para
expansão de áreas nos biomas Amazônia, Pantanal, Bacia do Alto Paraguai
e terras indígenas. Também foi esclarecido que as normas da Resolução
nº 3.804, sobre crédito agroindustrial, também valem apenas para as
áreas de expansão.
Para o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, era necessário aperfeiçoar a redação dessas resoluções porque surgiram muitas dúvidas no mercado. Ele ressaltou que não há proibição da produção de cana nas áreas onde a expansão foi proibida. A proibição vale para o aumento da área plantada.
Além dessa correção na redação das resoluções sobre a cana, os integrantes do CMN incluíram no programa Pronaf Mais Alimentos a possibilidade de financiamento para produtores de erva-mate e para a aquisição de pequenos caminhões e utilitários. O crédito para aquisição desse tipo de veículo inclui caminhões frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros e camionetas de carga, exceto as que têm cabine dupla.
Bittencourt afirmou que, no caso da erva-mate, esse crédito vai beneficiar cerca de 170 mil propriedades em quase 600 municípios nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O Pronaf Mais Alilmentos tem limite de R$ 100 mil por operação, juros de 2% ao ano e prazo de até dez anos para reembolso. A carência pode ser de três anos.
Com relação ao custeio, o Pronaf Mais Alimentos opera, geralmente, com prazo de um ano, mas o limite tolerado é de até dois anos. Considerando as condições especiais da produção de açafrão e palmito, o CMN estendeu para três anos o prazo de pagamento para essas duas culturas.
A reunião de quinta-feira do CMN também flexibilizou as normas do Manual de Crédito Rural (MCR) para permitir que cooperativas de crédito realizem operações sem ter, necessariamente, corpo técnico para análise dos pedidos de financiamento. Nesse caso, elas têm de ser filiadas a uma central de cooperativas que tenha essa estrutura técnica. Para o secretário, os dois maiores objetivos do governo são a redução de custos e a ampliação do número de agentes que atuam no crédito rural.
Os pequenos produtores rurais que têm financiamento de investimento, no âmbito do Pronaf, com risco da União e dos fundos constitucionais ganharam mais seis meses para aderir à renegociação de suas dívidas. Bittencourt informou que essa era uma reivindicação do Nordeste e envolve operações de crédito com os bancos públicos federais, principalmente BNB, Basa e Banco do Brasil.
O benefício vale para as situações enquadradas nos artigos 15, 16, 17 e 21 da Lei 11.775/2008. Conforme o secretário, há aproximadamente 170 mil operações que podem ser beneficiadas.
Valor Econômico
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na quinta-feira, na bolsa de Londres, impulsionados novamente por notícias de que a oferta global poderá ser menor que a demanda, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os contratos do açúcar branco para maio fecharam a US$ 597,80 a tonelada, com alta de US$ 3,80. Não houve pregão na bolsa de Nova York, onde o açúcar demerara é negociado, em razão do feriado de Ação de Graças. Notícias de que a Índia e o Paquistão deverão importar açúcar também sustentaram os preços. Os indianos enfrentam uma seca, que deverá limitar a produção naquele país. As chuvas no Brasil também estão restringindo a oferta do produto no mercado interno. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 55,52, segundo o índice Cepea/Esalq.
Ritmo de feriado. Foi uma quinta-feira modorrenta no mercado de cacau na bolsa de Londres na quinta-feira. Sem Nova York como referência, por conta de um feriado nos Estados Unidos, quase nada aconteceu e as cotações subiram quase nada. De acordo com o Valor Data, os contratos futuros com vencimento em março de 2010 (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam a 2.180 libras esterlinas por tonelada métrica, míseras 5 libras acima do encerramento dos trabalhos na quarta-feira. No mercado brasileiro, as variações de preço também foram modestas. Conforme levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau, em Ilhéus e Itabuna a arroba saiu, em média, por R$ 90,70, ante a média de R$ 90 da véspera.
Leve desvalorização. As cotações do café registraram pequena desvalorização na quinta-feira na bolsa de Londres, em consequência de movimentos técnicos realizados em uma sessão com poucos negócios, de acordo com a agência Dow Jones Newswires. Não houve pregão na bolsa de Nova York em razão de um feriado nos Estados Unidos, o que enfraqueceu as apostas no mercado londrino. Conforme o Valor Data, os contratos futuros com vencimento em janeiro de 2010 (que ocupam a segunda posição de entrega) encerraram o dia negociados a US$ 1.331 por tonelada métrica, queda de US$ 9 em relação ao fechamento de quarta-feira. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica negociado em São Paulo caiu 0,08%, para R$ 276,07.
Batata sobe mais em SP. O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de novembro com variação positiva de 1,04%. Foi a 13º alta consecutiva do indicador, novamente determinada pelo comportamento das cotações no grupo de 14 produtos de origem vegetal. No grupo, as principais valorizações foram as da batata (37,10%) e do feijão (5,84%). Já o grupo de produtos de origem animal, composto por seis itens voltou a cair 3,18%, pela terceira quadrissemana seguida. Houve quedas para todos os produtos do grupo (carnes bovina, de frango e suína, leites B e C e ovos). A maior, de 4,66% foi a do leite B.
Folha de S. Paulo
MAURO ZAFALON
Os investimentos estrangeiros diretos na agricultura e pecuária caíram para US$ 233 milhões de janeiro a outubro deste ano, 50% abaixo dos de igual período de 2008. Já os ingressos na produção florestal subiram 18%.
Poderia ter sido pior
Essa redução poderia ter sido pior, mas as commodities foram menos afetadas do que a indústria na crise e o setor manteve um certo atrativo, segundo Rogério César de Souza, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).
Sustentação chinesa
Na avaliação do economista, as commodities agrícolas ficaram estáveis, apesar da crise financeira. Além disso, alguns importadores, como a China, elevaram os estoques.
Menos agregação
O setor manufatureiro sofreu mais porque agrega mais valor. Com isso, o produto é mais caro e exige mais crédito, escasso nesse período de crise, afirma Souza.
Máquinas no campo
A colheita mecanizada de cana-de-açúcar já atinge 54% da área plantada no Estado de São Paulo, informou Marcos Jank, da Unica, à Reuters.
Safra recorde
O Deral (Departamento de Economia Rural) do Paraná reavaliou as estimativas de safra de soja e agora espera o recorde de 13,4 milhões de toneladas em 2009/10.
Também a chuva
Os argentinos começam a ter os mesmos problemas que os paranaenses tiveram na reta final da safra de trigo: excesso de chuva. Com isso, cai a qualidade do produto e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já prevê uma safra ainda menor.
Os números
Relatório de ontem da Bolsa mostra que apenas 11% da área plantada foi colhida -metade da área do período anterior. Os dados da Bolsa indicam também uma produção de 7,5 milhões de toneladas, a menor desde o final da década de 70.
Suíno sustentável
O Programa 3S da Sadia (Suinocultura Sustentável Sadia), voltado para a captação de gases do efeito estufa, é o primeiro a ser registrado pela ONU, na modalidade Programa de Atividades.
Rating melhor
A expectativa de que a aquisição da Seara proporcionará nova escala no setor de aves e sinergia em logística à Marfrig fez a Standard & Poor"s alterar a perspectiva dos ratings de crédito corporativo do grupo de "negativa" para "estável". Reafirmou, ainda, os ratings de crédito corporativo "B+".
Correio Braziliense
# Deco Bancillon
O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou resolução permitindo que cooperativas de crédito possam atuar também com crédito rural. A ideia é incentivar a expansão do crédito rural no país, que ainda é pequeno comparado com o volume de recursos disponibilizados em setores como o imobiliário.
A medida do CMN, anunciada ontem no Ministério da Fazenda, em Brasília, condiciona a participação dessas cooperativas à filiação a uma central de cooperativas, que ficará responsável por indicar o setor especializado dessas entidades em crédito rural para atuar nesse segmento.
Em nota, o CMN explicou que a regulamentação em vigor até o momento impedia que as cooperativas operassem com o crédito rural, "uma vez que instituições dessa natureza financeira, em muitos casos, não dispunham de escala suficiente para manter estrutura própria na forma legal requerida". As novas regras já estão em vigor.
Valor Econômico
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu 2,3
milhões de litros de agrotóxicos adulterados. A operação contou com
agentes da Polícia Federal e ocorreu nesta semana na Nufarm Indústria
Química e Famacêutica, em Maracanaú (CE). As multas podem chegar a R$
1,5 milhão.
De acordo com a Anvisa, foram encontradas "inúmeras irregularidades" na importação, produção e comércio de agrotóxicos. Substâncias para reduzir o odor ou "perfumar" os produtos adulterados foram usadas. A Nufarm também foi autuada por oferecer, pela internet, produtos com classificações toxicológicas fora das especificações determinadas pela agência.
Foram interditadas as linhas de produção do agrotóxico Stron porque foi verificada alteração da fórmula sem autorização da Anvisa. O produto é proibido em vários países por sua alta toxicidade.
Quatro toneladas do agrotóxico Endossulfan também foram apreendidas porque as embalagens não tinham identificação do fabricante e as datas de fabricação e de validade. O ingrediente ativo desse produto está sob nova avaliação devido a efeitos nocivos à saúde.
A linha de produção e o estoque do Expurgran também foram interditados. Não havia análise do controle de impurezas do Malation, e os lotes do produto, preparado há quatro anos, estavam com validade vencida. Apesar disso, foi constatado reenvasamento e posterior comercialização.
Alterações não autorizadas pela Anvisa ainda provocaram a interdição das linhas dos seguintes produtos: Rival 200 EC, Konazol, Adesil e os estoques do Glifosato 480 Agripec. Entre os componentes não autorizados estão substâncias para reduzir o odor ou "perfumar" esses agrotóxicos. A interdição é válida por 90 dias e, nesse prazo, fica proibida a comercialização. A Nufarm terá cinco dias para apresentar contraprova.
O Valor procurou ouvir um representante da Nufarm na sede, em Maracanaú, e no escritório comercial, em São Paulo. Não foi possível um contato. A página da Nufarm na internet informa que a empresa atua em mais de cem países. São 14 fábricas, 20 escritórios e três mil empregos. A entrada no mercado brasileiro ocorreu com a compra da Agripec Química e Farmacêutica. Seus produtos destinam-se às culturas de citros, cana, café, milho, tomate, feijão, soja, algodão, batata e pastagens.
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