Assessoria de Comunicação Social

28 de julho de 2008


Notícias Sistema FAEP


FAEP realiza treinamento de lideranças sociais

A FAEP iniciou na sexta-feira (25) o treinamento "Desenvolvimento de Lideranças Sociais", que faz parte do Programa de Desenvolvimento Sindical, colocado em prática pelo Sistema FAEP em parceria com o Sebrae. O evento, que encerrou no domingo (27) no hotel Lizon, em Curitiba, reuniu 35 participantes.

O diretor-financeiro da FAEP, João Luiz Rodrigues Biscaia, fez a abertura do treinamento. No primeiro dia do evento, os participantes puderam acompanhar as palestras proferidas pelo advogado Vanderlei Taverna e pelo publicitário Ernani Buchmann.

Ministério da Agricultura completa 148 anos

Para comemorar os 148 anos de criação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), completados nesta segunda-feira (28), será realizada uma série de eventos até sexta-feira (1º). Serão divulgadas, no site do Mapa, matérias especiais sobre temas, como relações comerciais, produção sustentável, gestão do café, inspeção industrial e atuação das câmaras setoriais.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, participa hoje de solenidade de hasteamento da Bandeira Nacional, às 14 horas, em frente ao edifício-sede do Ministério. Na ocasião, o agricultor será homenageado pelo seu dia, também comemorado em 28 de julho. Às 15h15, será aberta exposição de aniversário do ministério, instalada no túnel de acesso ao edifício anexo.

Ao longo da semana, estão previstas também mostra de talentos dos servidores do Mapa, missa e culto, além de uma festa julina.

Confira a programação para os 148 Anos do Mapa.

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Coluna Mercado

Commodities Agrícolas

Soja:
Entre a semana de 21 a 25 de julho o mercado da soja em grão confirmou a tendência de baixa que já se delineava há algumas semanas.  É preciso lembrar que os preços internacionais das commodities devem continuar altos, porém não nos mesmos níveis anteriormente alcançados.

Após atingir picos de preços em julho, a sinalização é de voltar para patamares abaixo de US$ 14,00/bushel, correspondente em dólares a US$ 30,86/saca de 60 kg. Vale salientar que na terça-feira (dia 21) a cotação na Bolsa de Chicago chegou a US$ 31,07/saca de 60 kg. Já na sexta-feira (dia 25), os contratos para a segunda posição, setembro/08, fecharam cotados a US$ 30,61/saca de 60 kg, ou seja, um recuo de US$ 0,46/saca de 60 kg comparativamente à cotação registrada na terça-feira.

O sentimento do mercado reside no fato de que as commodities agrícolas já alcançaram o teto de preços e devem a partir de agora acompanhar o comportamento do mercado de commodities não agrícolas, caso do petróleo.

Quanto ao petróleo, após ter testado a casa de US$ 145,00/barril, mostra uma trajetória descendente com preços atuais de US$ 125,00/barril.

Nesse caso específico, é consensual a idéia entre os analistas de mercado, de que a alteração no comportamento das commodities agrícolas e não agrícolas - soja, milho e petróleo – “é resultado da adoção de medidas efetuadas em diversos países com o objetivo de combater a crise econômica, além da sinergia que os mesmos guardam entre si, haja vista o desenvolvimento mundial da utilização de biocombustíveis a partir do milho e da soja”.

A par disso, no caso da soja e milho, há que observar a influência do “mercado do clima” que deverá se estender até agosto.   Portanto, é de se esperar a continuidade de oscilações no comportamento dos preços internacionais com freqüentes sobe e desce na Bolsa de Chicago.

Gilda M. Bozza
Economista – DTE/FAEP

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Clipping dos Jornais

DESTAQUES

Minc afasta superintendente do Ibama de Rondônia acusado de doar 36 motosserras a sem-terra

GAZETA DO POVO

 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, determinou neste domingo o afastamento do superintendente do Ibama de Rondônia, Oswaldo Luiz Pittaluga. Auditoria interna do Ibama, divulgada pelo jornal "O Globo", acusa Pittaluga de doar 36 motosserras e duas serrarias para o Movimento Camponês Corumbiara (MCC) , entre outras irregularidades. Ligado ao PT, Pittaluga estava no cargo desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A demissão de Pittaluga foi acertada entre Carlos Minc e o presidente do Ibama, Roberto Messias.
 
- Dizem que o movimento é parceiro, aliado. Tipo assim : os latifundiários não podem desmatar, mas nossa turma pode. Isso é totalmente contraditório com minha gestão - disse Minc.

 
O ministro disse que já sabia do resultado da auditoria, mas decidiu exonerar Pittaluga do cargo depois da divulgação da reportagem sobre o assunto na edição deste domingo do "Globo". Para Minc, fora de posto de comando, Pittaluga terá todas as condições para se explicar até o final da sindicância interna.

O superintendente será substituído por um técnico de carreira do próprio Ibama. O nome deve ser anunciado ainda nesta segunda-feira por Roberto Messias. Para Minc, a política de proteção ambiental está em situação delicada e, por isso, não seria esperar a conclusão da sindicância para deliberar sobre a permanência de Pittaluga no cargo.
 
- Tivemos que tomar a decisão logo. É meio complicado ficar assim. Estamos em meio a uma guerra contra o desmatamento - afirmou.

O MCC é uma dissidência do MST e foi o responsável pela ocupação da fazenda Santa Elina, em agosto de 1995, em Corumbiara, que resultou num massacre e mortes de sem-terras. A auditoria concluiu que Pittaluga favoreceu o movimento e descumpriu uma série de critérios de doação de bens apreendidos.
 
Pittaluga negou que tenha cometido irregularidades, mas admitiu que pode ter sido induzido a erro pela comissão de doação, formada por servidores de carreira do Ibama.

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‘Não servirá para nada’, diz Stephanes 

FOLHA DE LONDRINA/ FOLHA RURAL - Denise Chrispim Marin

 
Para o ministro, a Rodada Doha joga com números e não com a realidade

Autoridade máxima da área agrícola do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, declarou à Agência Estado que não acredita na Rodada Doha. Na contracorrente dos esforços em Genebra de seu colega Celso Amorim, chanceler da República, Stephanes argumenta que a Rodada A‘‘não servirá para nada’’ e a demanda por alimentos em expansão provocará inevitavelmente a liberalização dos mercados agrícolas e a redução dos subsídios dos países mais ricos ao setor.

 ‘‘As negociações podem até chegar a uma saída honrosa. Mas esse acordo não significará nada’’, disse o ministro. ‘‘A Rodada Doha joga com números, e não com a realidade. Em termos práticos, não há razão objetiva para trazer impacto positivo à agricultura mundial.’’
 
Stephanes trabalha com um cenário de expansão da demanda mundial por alimentos na próxima década, com novos choques nos preços internacionais. O mais próximo, previsto para 2010 e 2011. O ‘‘mundo de demanda’’, em seu ponto de vista, necessariamente forçará os países ricos a reduzir seus desembolsos com os subsídios. Igualmente elevará as pressões internas por mais abertura nos países com estruturas mais protecionistas.
 
‘‘A liberalização de mercados agrícolas e a redução dos subsídios vão acontecer, inevitavelmente. Não em função de rodadas da OMC, mas por razões de mercado.’’ Stephanes deixou claro que não expôs seu ponto de vista ao presidente Lula – que se tornou entusiasta da Rodada por influência de Amorim – porque nunca foi solicitado a fazê-lo. Mas, em várias oportunidades, apresentou sua opinião ao chanceler.
 
Para ele, as negociações desta semana podem até chegar a uma saída honrosa, sem impacto efetivo sobre o comércio agrícola mundial. Mas esse acordo não será aceito sem resistência pelos setores industriais do Brasil e do resto do Mercosul, que pagará com redução do atual nível de proteção. ‘‘Diplomata nem sempre representa as realidades e nem mesmo usa uma linguagem direta para se expressar’’, lamentou. Embora cético quanto ao impacto de um acordo multilateral sobre o comércio agrícola, Stephanes vem acompanhando a Rodada. 

Em outubro, em visita à Comissão Européia, conversou com parlamentares europeus, que se mostraram pouco cordiais quando abordados sobre os subsídios da Política Agrícola Comum (PAC). Também ouviu de Peter Mandelson, comissário europeu para a Agricultura, a avaliação de que a Rodada não chegaria a um acordo.

Para acompanhar a delegação chefiada por Amorim, Stephanes indicou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto. No início da semana, Porto e os representantes do setor agrícola brasileiro foram mantidos à distância da reunião de Amorim com a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab.

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União financia universidade para quadros do Movimento dos Sem-Terra

O ESTADO DE SÃO PAULO - Roldão Arruda

 
Em 2003, eram 13 cursos de pedagogia para 922 assentados; hoje são 49 para 3.649 e vão da agronomia ao direito

Na sexta-feira, um grupo de 54 estudantes da Universidade Federal de Sergipe vai festejar a conclusão do curso de engenharia agronômica. Até aí não há de nada de novo, uma vez que o Brasil tem formado agrônomos há mais de 100 anos. A novidade está no fato de ser a primeira turma de agronomia no País em que todos os formandos são originários de assentamentos da reforma agrária, a maioria deles ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST).

 
Mas isso não é tudo. A formatura é apenas um indicador de um movimento muito mais amplo que vem ocorrendo nas universidades públicas brasileiras: a rápida expansão de cursos especiais para jovens e adultos de assentamentos.

 
Essa mudança começou a ganhar força em 2003 - o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele ano o Brasil dispunha de um conjunto de 13 cursos universitários para assentados - todos na área pedagógica - e 922 alunos matriculados. Hoje são 49 cursos, com 3.649 estudantes, divididos em diferentes áreas: da pedagogia ao direito, passando por ciências sociais, agronomia, geografia e outros.
 
O motor da mudança não está no Ministério da Educação, mas no próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mais exatamente numa de suas divisões, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Ele foi criado em 1998, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, com a missão de "ampliar os níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados", e voltou-se nos primeiros anos sobretudo à solução de problemas nas áreas de alfabetização, ensino fundamental e profissionalizante.

 
No governo Lula o programa ficou mais rechonchudo, em termos de verbas, e mais atento à área universitária. É o que indicam seus números.

Em 2003, o Pronera dispôs de R$ 9 milhões para executar suas tarefas. Neste ano o valor é seis vezes maior, chegando a R$ 54 milhões. Mais da metade - R$ 29 milhões - é destinada ao ensino universitário. Devem ser somados a isso cerca de R$ 4 milhões usados para bolsas de pesquisa para os alunos do último semestre do curso.

Os cursos para assentados podem ser considerados especiais por vários motivos. Em primeiro lugar, as vagas só podem ser preenchidas por candidatos indicados pelas comunidades rurais de origem e desde que eles apresentem um atestado do Incra, comprovando sua ligação com a reforma agrária.

Em segundo lugar, não enfrentam os vestibulares comuns: fazem um concurso à parte, para escolher os mais capacitados entre eles. Além disso, as turmas funcionam com um calendário escolar próprio, que permite aos estudantes alternar atividades acadêmicas com trabalhos no campo. Por fim, a maioria deles conta com alojamentos especiais e ajuda de custo, no valor de R$ 300.
 
Na opinião do professor Givaldo Hipólito, da coordenação pedagógica do chamado Projeto de Qualificação em Engenharia Agronômica para Jovens e Adultos da Reforma Agrária (Proquera), da Federal de Sergipe, o investimento vale a pena. Ele observa que, dos 60 aprovados inicialmente para o curso, apenas 6 desistiram - o que representa 10%, taxa menor que a média universitária, de 30%.

"São alunos esforçados, que enfrentaram o currículo e a carga horária comuns aos outros estudantes, submeteram-se a todos os exames e provas e saíram-se bem, com boas notas", comemora Hipólito.

Mas esse esforço do Estado para dar formação aos estudantes da reforma agrária também enfrenta críticas e até ações judiciais destinadas a barrar sua expansão. Elas envolvem conselhos e associações profissionais, procuradores de Justiça, professores e até estudantes.

Uma das críticas freqüentes é que não existe nenhuma garantia de que o estudante, após dispor de condições especiais, retorne à comunidade de origem, contribuindo para seu desenvolvimento. O estudante indicado ao curso exclusivo para assentados na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás pode, ao receber o diploma, ir para a cidade e trabalhar num grande escritório de advocacia. Da mesma forma o agrônomo de Sergipe pode empregar-se numa empresa do agronegócio.

A coordenadora do Pronera, Clarice Aparecida dos Santos, considera a crítica preconceituosa: "Por que não perguntam se o filho do grande proprietário rural que estuda numa universidade pública vai voltar para a zona rural?"

Segundo Clarice, as críticas recrudesceram depois que os sem-terra passaram a reivindicar cursos que vão além da área de pedagogia, destinado à formação de professores. "Há muito de preconceito nas ações destinadas a barrar cursos diferentes, como agronomia e direito. Por quê? Camponês não pode estudar direito? Nós atendemos à demanda que vem de baixo para cima. Se os assentados pedem cursos de direito é porque estão precisando de advogados. E se as universidades fazem convênios com o Pronera é porque seus professores vêem sentido nessa atividade."


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Commodities

Commodities Agrícolas

VALOR ECONÔMICO

 
De olho no Brasil
A expectativa com uma nova edição do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), programa do governo federal que garante um preço mínimo ao produtor de café quando as cotações do grão estão abaixo do custo, puxou altas dos preços do café no mercado futuro, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em dezembro subiram 215 pontos na sexta-feira, para US$ 1,4105 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta que vencem em setembro encerraram em alta de US$ 38, a US$ 2.351 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos terminou a sexta-feira em alta de 1,09%, a R$ 245,61, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em julho, o preço da saca acumula perda de 7,03%. 

 
Furacão ameaça menos
A redução do temor de que tempestades que se formam no Oceano Atlântico afetem as plantações de laranja na Flórida, segundo maior pólo cítrico do mundo, depois de São Paulo, puxou a baixa do preço do suco de laranja congelado e concentrado na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos com vencimento em novembro recuaram 180 pontos na sexta-feira, para US$ 1,1645 por libra-peso. "Não havia razão para o preço ter subido. Foi prematuro comprar [contratos] por causa dos furacões", disse Judith Ganes-Chase, analista de commodities em Katonah, Nova York. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias encerrou negociada por R$ 11,46, de acordo com o Cepea/Esalq. 


Estímulo à exportação
As baixas recentes do preço da soja no mercado futuro tendem a incentivar as exportações, o que puxou a alta do preço da commodity na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos de soja com vencimento em setembro subiram 15,50 centavos de dólar, para US$ 13,8850 por bushel. Na quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que, na semana anterior, as exportações americanas de soja em grão, que quase triplicaram, atingiram 183 mil toneladas. A expectativa era de que ficassem abaixo de 100 mil. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos encerrou com leva alta, de 0,06%, a R$ 47,09, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em julho, o preço da saca acumula baixa de 10,53%.  


Demanda reforçada
Os preços do trigo no mercado futuro encerraram a sexta-feira novamente em alta. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro subiram 23,25 centavos de dólar, para US$ 8,3450 o bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em dezembro fecharam em alta de 17,25 cents, a US$ 8,58 o bushel. A demanda ganhou estímulo com as baixas dos preços das últimas semanas. "A demanda vai ser forte. O mercado de trigo trabalhará com mais empenho para garantir que há área plantada suficiente. A batalha por área vai voltar", disse Dennis DeLaughter, da Progressive Farm Marketing em Edna, Texas. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,41%% na sexta-feira, para R$ 34,16, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). 

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 Conjuntura

Moinhos vão questionar Argentina

VALOR ECONÔMICO

 
O ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Sérgio Amaral, assumiu, na sexta-feira, a presidência da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria de Trigo). Amaral terá pela frente uma missão bem espinhosa: tentar chegar a um acordo com o setor moageiro da Argentina, principal fornecedor de trigo para o Brasil. 

Embaixador de carreira, Amaral tentará resolver a questão via diplomacia. Mas deixou claro que os moinhos podem entrar com um pedido de investigação antidumping contra as indústrias argentinas por causa da entrada maciça de farinha no Brasil. "Vamos aguardar primeiro a visita do presidente Lula à Argentina, onde o assunto será abordado." O presidente agendou em agosto uma visita à presidente Cristina Kirchner. 

Em 2007, as exportações de farinha de trigo da Argentina para o Brasil somaram cerca de 600 mil toneladas e podem atingir 800 mil toneladas este ano, disse Luiz Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Trigo de São Paulo. O setor moageiro argumenta que as indústrias argentinas são subsidiadas pelo governo. A Argentina impõe imposto de exportação de trigo em grão em 28% e de 10% para a farinha. 

Com um bom diplomata, Amaral evita discutir a estratégia de comercialização dos moinhos de trigo do país - que estão superabastecidos - com os produtores nacionais. A safra, que começa a ser colhida em agosto, deverá somar 5,4 milhões de toneladas, quase 40% acima do ciclo passado. E a expectativa do mercado é de que os preços durante a colheita recuem para cerca de R$ 500 a tonelada, ante uma expectativa de cerca de R$ 700. "A boa notícia é que o consumidor vai sair ganhando." (MS) 

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Bioenergia

União Européia oferece nova cota ao etanol brasileiro


O ESTADO DE SÃO PUALO - Jamil Chade

 
Se Doha não der solução, setor privado brasileiro vai pressionar a abertura de disputa na OMC
 

GENEBRA - A União Européia (UE) ofereceu neste domingo, 27, uma nova cota ao etanol brasileiro para tentar fechar um acordo com o Brasil na Rodada Doha. Para o Itamaraty, não haverá um acordo final enquanto não houver uma solução para o produto que é o carro-chefe da política comercial do governo Lula. Há dois dias, Bruxelas havia oferecido 1,4 milhão de toneladas em dez anos, mas o governo alertou que o volume seria insuficiente. Agora, apresentou novos números que começam a deixar o setor privado mais satisfeito.

 
Pela nova proposta, a cota estaria indexada pelo consumo futuro europeu, o que permitiria um incremento nas exportações nos próximos anos. "Estamos avançando o debate", afirmou o chanceler Celso Amorim, sem declarar que estaria satisfeito com o volume dado pelos europeus.

 
Mesmo assim, o setor privado brasileiro alerta que pressionará pela abertura de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) se a Rodada Doha não der uma solução e de fato reduzir as tarifas para a exportação do etanol nos Estados Unidos e Europa. "Vamos ter de abrir uma disputa se não sairmos sem um acordo", alertou Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que foi até Genebra acompanhar o processo.

 
"Se o processo continuar como está, o etanol será o único produto que não será beneficiado da Rodada Doha", afirmou Jank. Neste domingo, Celso Amorim confirmou que continua negociando um acesso aos mercados tanto da Europa como dos EUA e insinuou que não há como fechar um acordo sem uma solução para esse tema. Nas negociações com a UE, a proposta inicial de Bruxelas significaria um congelamento do atual comércio pelos próximos 20 anos, o que não foi aceito pelo País. Já com os EUA, os diplomatas americanos e Amorim se reúnem amanhã para debater a situação.

A Casa Branca, porém, resiste em cortar a tarifa que hoje é de 54 centavos de dólares por galão. A medida é possível graças a um artigo no acordo da OMC que permite que países escolham produtos que ficam de fora de liberalizações. "Esse é o cupim no porão do prédio da OMC que ameaça todo o edifício", afirmou Jank.

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 Internacional

China dá passo atrás na abertura de mercados agrícolas

O ESTADO DE SÃO PAULO - Jamil Chade


Pequim quer fechar mercados de arroz, açúcar e algodão, e o que afeta o Brasil e outros países

GENEBRA - O governo da China dificulta um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC) e alerta que não irá abrir seu mercado para produtos agrícolas e têxteis, além de recusar a liberalização de seus setores industriais. Pequim anunciou neste domingo, 27, que não reduzirá suas barreiras para a importação de açúcar, arroz e algodão. Já o governo americano acusa a China de estar querendo benefícios da Rodada sem fazer qualquer concessão.
 

Pela primeira vez, a China foi convidada pela OMC para fazer parte de um pequeno grupo de países que toma as decisões na entidade. Na condição de segundo maior exportador do mundo, deixar a China de fora das decisões parecia difícil. Mas, agora, os mandarins da política comercial chinesa avisam a que vieram e deixam claro que não vão sair do processo sem ganhos claros.

"A China e os demais países emergentes precisam entender que precisam adotar uma postura responsável e também oferecer ganhos ao sistema multilateral", afirmou Anne Marie Idrac, secretária de Comércio da França. "A China precisa colaborar", afirmou a Representação de Comércio dos Estados Unidos.

A resistência dos chineses em abrirem seu mercado no setor do algodão também impede um acordo para o setor. Isso porque os americanos alegam que apenas poderão cortar seus subsídios internos se forem compensados com maiores possibilidades de exportação.

Por enquanto, a China insiste aos diplomatas de Washington que não haverá uma redução dos atuais 40% na tarifa. Diante do cenário, os americanos continuaram se recusando a aceitar a proposta de corte de 80% dos subsídios apresentada pela OMC.
 
Brasil e os países africanos que produzem algodão insistem que os americanos precisarão fazer cortes profundos para que haja um acordo na Rodada. Mas segundo o representante do Mali nas negociações, Abdoulaye Sanuko, os americanos foram claros em uma reunião: não vão aceitar cortar seus subsídios enquanto não ganharem novos acesso aos mercados estrangeiros.

Pequim anunciou ainda que não vai aceitar a proposta de cortar tarifas para bens industriais de forma profunda. Os americanos e europeus querem que cada país emergente escolha pelo menos dois setores inteiros para ser liberalizados, como máquinas, químicos ou automóveis.


Brasil
Outro problema seria com o comércio de açúcar. Hoje, a tarifa imposta pela China sobre o açúcar é de 60%, com a cota de 2 milhões de toneladas por ano para o Brasil. Mas não haveria nenhuma redução prevista. Para Marcos Jank, presidente da Unica, Pequim e outros países emergentes já obtiveram ganhos importantes no pacote que se discute na Rodada Doha.

Mas ele admite que os prejuizos imediatos para o Brasil não mudam em relação às atuais leis. "O mercado chinês já é difícil e continuará difícil. Não há mudança alguma. O açúcar continua sendo o produto mais protegido do mundo", afirmou. Hoje, o Brasil exporta apenas 50 mil toneladas de açúcar por ano para a China e sequer completa a cota que tem disponível.

A idéia era de que, com a Rodada, a tarifa dentro dessa cota de açúcar caísse. Mas os chineses agora alegam que não poderão oferecer essa concessão. O anúncio de Pequim irritou também o governo americano, que acreditava que os chineses já haviam embarcado na idéia de um acordo nos próximos dias.


No que se refere ao arroz, a medida chinesa promete afetar as exportações do Uruguai e países asiáticos.

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Fertilizantes

Empresas anunciam lucros milionários com fertilizantes

Gazeta Mercantil


25 de Julho de 2008 - Os preços dos fertilizantes que subiram a ponto de ameaçar a viabidade da produção agrícola de grãos estão contribuindo para inchar os lucros da maioria das empresas do setor. A Bunge Ltd., a maior processadora mundial de oleaginosas, disse que seu lucro quadruplicou no segundo trimestre deste ano, num momento em que os preços recorde dos produtos agrícolas elevaram a demanda por fertilizantes para lavouras e manejo de grãos. 

Outro resultado positivo foi anunciado ontem pela Potash Corp. of Saskatchewan Inc., a maior fabricante mundial de fertilizantes por valor de mercado. Segundo a empresa, seus os lucros do segundo trimestre mais que triplicaram, para um valor recorde, uma vez que a expansão da demanda mundial por produtos agrícolas elevou os preços dos fertilizantes. 

O impacto no custo das lavouras também levou o governo a se mobilizar para estimular a produção doméstica de fertilizantes. Espera, com isso, reduzir a dependência brasileira da produção dos principais fornecedores de matérias-primas essenciais à produção dos adubos necessários para garantir a produtividade da produção nacional. Entre os convocados para participar desse esforço estão a Petrobras e a Cia. Vale do Rio Doce. 

Bunge
O lucro líquido da Bunge aumentou para US$ 751 milhões, ou US$ 5,45 por ação, a partir dos US$ 168 milhões, ou US$ 1,30 por ação, do mesmo período de 2007, disse a empresa, sediada em White Plains, Nova York. As vendas avançaram 73%, para US$ 14,4 bilhões. 

Alberto Weisser, principal executivo da Bunge, está promovendo a aquisição da Corn Products International Inc. por US$ 3,97 bilhões para incorporar os adoçantes usados em refrigerantes e alimentos processados. O negócio deve ser fechado no quarto trimestre deste ano, disse a empresa no comunicado de hoje. A Bunge também elevou sua estimativa de lucro para 2008 pela terceira vez, num momento em que os preços recorde do milho, do trigo e da soja levam os agricultores a pagar mais por fertilizantes e manejo de grãos. 

Atualmente a empresa prevê que seu lucro para o ano como um todo ficará entre US$ 11,60 e US$ 11,90 por ação, em relação à previsão anterior de US$ 9,35 a US$ 9,65 por ação, disse no comunicado Jacqualyn Fouse, diretora financeira da empresa.
"Será um trimestre forte para todas o setor", disse ontem Christina McGlone, analista do Deutsche Bank Securities Inc., a partir de Greenwich, Connecticut. 

Ganho triplicado
O lucro líquido da Potash aumentou para US$ 905,1 milhões, ou US$ 2,82 por ação, em relação aos US$ 285,7 milhões, ou US$ 0,88 por ação, do mesmo período do ano passado, disse hoje a Potash, sediada na província canadense de Saskatchewan, em comunicado divulgado hoje. As vendas de potassa, de fosfatos e de fertilizantes nitrogenados pela empresa dispararam 94 por cento, para US$ 2,62 bilhões. 

O principal executivo da empresa, William J. Doyle, está aumentando a produção de potassa, uma forma de potássio, com o aumento da demanda por grãos para alimentar animais de criação e para produzir biocombustíveis. Os agricultores estão pagando mais por fertilizantes para aumentar a produtividade em meio aos preços recorde obtidos este ano por milho, soja, arroz e trigo. 

"A perspectiva para os fertilizantes continua ótima, embora dependa da continuidade dos recordes históricos do milho, da soja e do trigo'''' disse Ben Johnson, analista setorial sênior da Morningstar Inc., em entrevista concedida por telefone a partir de Chicago. 

A empresa prevê um lucro de US$ 3,25 a US$ 3,75 por ação para o trimestre atual e de US$ 12 a US$ 13 por ação para o ano como um todo. A média das estimativas dos analistas captadas por sondagem da Bloomberg foi de US$ 3,31 no terceiro trimestre e de US$ 11,71 por ação em 2008. 

"Estamos vivenciando um sólido crescimento da demanda e estamos aproveitando o valor mais elevado dos preços de todos os três nutrientes, principalmente da potassa", disse Doyle no comunicado. 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Bloomberg News e Redação)

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Feijão

Feijão de inverno já foi vendido

FOLHA DE LONDRINA

 
Produção está estimada em 340 mil toneladas; preços e volatilidade do mercado impulsionaram a venda

 
O mercado de feijão continua firme e com bons preços sendo repassados ao produtor. No Paraná, a segunda safra está praticamente colhida. O volume total de produção estimado pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab-Deral), é de 340 mil toneladas do grão. Desse total, 85% já foram comercializados. O produto que abastece o mercado hoje vem do Centro-Oeste do País, a maior parte de Goiás.
 
Para a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, a escassez do produto no mercado associada aos bons preços favoreceram a agilidade na comercialização da safra. ''O mercado do feijão é muito volátil, com isso o produtor preferiu não arriscar.''
 
Pedro Bueno, gerente de uma empacotadora de feijão em Quatiguá, no Norte Pioneiro, confirma a informação de que não há mais feijão carioca produzido no estado disponível para venda. ''A mercadoria que sobrou no campo é de baixa qualidade e sem padrão para empacotamento'', diz. Esta semana, segundo ele o preço pago pelo produto na roça era de R$ 180,00 a saca de 60 quilos.
 
O feijão das secas ocupou 212 mil hectares contra os 145 mil ha ocupados pela mesma safra no ano passado - um aumento de 45%. Para a safra de verão, já em fase de preparação, a tendência aponta para a continuidade de crescimento das lavouras. A semeadura, segundo o Zoneamento Agrícola do Paraná, considerando as principais regiões produtoras, ocorre de 1º de agosto a 31 de outubro.
 
Margorete alerta também para o aumento no custo de produção, que deverá reduzir a renda do produtor. ''Não é um aumento motivado por boatos de inflação, mas de uma situação mundial favorecida pelas altas do petróleo e de muitas matérias-primas da produção. Só os fertilizantes sofreram reajustes de mais de 100%'', calcula.
 
O governo federal, continua a técnica do Deral, já sinaliza com ações de incentivo à produção, como o anúncio do preço mínimo de R$ 90,00.

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Mercado do feijão

CORREPAR

 
FEIJÃO CARIOCA: A boa procura de sexta feira animou os produtores e certamente irá contribuir para se colocarem em uma postura mais firme esta semana. O raciocínio no campo é que se durante a semana passada com poucos compradores  ate quinta feira os preços não caíram significativamente será muito difícil que na primeira semana do mês  isto venha a acontecer. Por outro lado os compradores esperam que haja mais oferta esta semana. O tempo vai passando e como os preços não cedem significamente. A busca por grãos para plantio ajudam a enxugar o mercado e marcam valores para boa mercadoria acima dos valores que os empacotadores entendem como sendo razoáveis.  Isto é verdade, mas com mais compradores este balanço fica muito complicado. No atacado de São  Paulo nesta madruga os preços foram de  R$ 190,00 para o extra e comerciais por volta de R$ 175,00 - R$ 180,00 por saca. A entrada foi de aproximadamente 30.000 sacas e às 8 horas o saldo não era mais do que 14.000 sacas, com uma boa venda própria de inicio de mês.
 
O Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes Secos - IBRAFE realizará no próximo dia 29 de julho de 2008 (terça-feira) às 14:00 horas, na FIESP, uma reunião para discutir e avaliar a Portaria nº 95, de 25.06.2008, do Ministério da Agricultura, que coloca em Consulta Pública a obrigatoriedade da certificação das empresas empacotadoras de feijão. A reunião será realizada na FIESP, Av. Paulista nº 1313, no 7º andar – sala 701, em São Paulo - SP. O objetivo do encontro é definir uma posição única das empresas empacotadoras junto ao Ministério da Agricultura e desta forma evitar que cada empresa, individualmente, adote uma posição diferenciada do consenso que buscamos atingir.


FEIJÃO PRETO: A busca por oferta de feijão preto de boa qualidade deve aumentar estar semana, mas este produto, os preços  reage mais lentamente.  Nesta manha em São Paulo a mercadoria extra foi negociada até R$155,00 a saca. 

 
Contatos também no centro-oeste em Paracatu (38) 3671.5353

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 Grãos

Milho caro leva criadores dos EUA a manterem boi no pasto

Gazeta Mercantil

Chicago (EUA) e São Paulo, 28 de Julho de 2008 - A disparada dos preços do milho para níveis recordes levou os administradores das fazendas de engorda de gado dos Estados Unidos a reduzir suas compras de novilhos em 8,7% em junho, comparativamente ao mesmo mês do ano passado. 

Foram negociadas 1,513 milhão de cabeças, comparativamente ao 1,657 milhão em junho de 2007, 13% menos que a média dos últimos cinco anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) em relatório divulgado na sexta-feira. Alguns analistas prevêem queda de 7,6%, no total negociado. Este foi o quarto mês consecutivo de retração das atividades do setor. 

"As fazendas de engorda (de confinamento, como são chamadas no Brasil) vêm registrando prejuízos" devido à alta do milho e aos preços dos combustíveis, disse Ron Plain, da Universidade de Missouri em Columbia. As fazendas "não querem mais que os animais comam milho, vendido a peso de ouro e, por isso, são mantidos nas pastagens por mais tempo". 

As cotações do boi gordo no mercado à vista dispararam 19% nos últimos 12 meses, alcançando sua maior alta dos últimos cinco anos no início de julho. Paralelamente, os preços da carne bovina subiram 15% no varejo, num momento em que as fazendas de engorda diminuem seus rebanhos, reduzindo a oferta do produto para os frigoríficos norte-americanos. 

Os contratos futuros do boi gordo subiram 10% este ano, alcançando o recorde de US$ 1,09575 a libra peso em 11 de julho. O preço do milho, o principal componente da ração animal, aumentou 82% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 7,9925 o bushel a 27 de junho, sua maior cotação histórica. 

Alta no Brasil 
Depois de algumas semanas de baixa, em função de dificuldades de escoamento, a cotação da carne bovina no atacado voltou subir, informa a Scot Consultoria. A alta se deve à queda da oferta de animais terminados. Frigoríficos que há duas semanas conseguiam formar escalas de até 7 dias, voltaram a trabalhar com programações de abate de apenas 3 ou 4 dias. "Com menos bois, tem menos carne, o que ajuda no enxugamento dos estoques". 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9)(Bloomberg News e Redação)

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Preços da soja estão próximos de inviabilizar a produção

Gazeta Mercantil


São Paulo, 25 de Julho de 2008 - Os preços da soja na Bolsa de Chicago (Cbot) recuaram mais uma vez no pregão de ontem e estão muito próximos do limite que tornaria inviável a produção brasileira. Para analistas, o limite para o produtor obter rentabilidade está estimado entre US$ 13 e US$ 14 o bushel. Ontem, os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 13,73 o bushel. Desde o dia 11 de julho, quando o mercado ainda estava inflado por causa das fortes chuvas que atingiram o meio oeste americano e ameaçavam a produção, a queda acumulada é de 14,4%. 

"O clima favorável nas regiões produtoras dos Estados Unidos tira um pouco de força dos preços. Mas ainda há espaço tanto para uma ótima safra e para uma quebra", explica David Gonçalves, analista da FCStone. No entanto, o analista revela que já circulam boatos de que as lavouras estariam com as raízes muito superficiais por causa do excesso de chuva. Isso tornaria a planta mais sensível a qualquer variação climática, tanto para seca como para chuva. 

Gonçalves ressalta que mesmo com esse cenário, a tendência é de que os preços não recuem mais por causa dos reduzidos estoques americanos e da crescente demanda. "Se em agosto os rumores sobre a queda no potencial da safra voltarem a circular, o mercado pode subir do mesmo jeito que caiu". Além disso, explica que existe a possibilidade de que a safra seja prolongada por alguns dias em virtude do replantio após as fortes chuvas. "Isso pode estender a colheita em algumas regiões até o início do inverno. Com isso, o risco de geadas pode agravar a situação", finaliza. 

A queda no mercado de Chicago também puxou os preços da commodity no mercado interno, que está cotada a R$ 47,30 a saca de 60 quilos, segundo o indicador diário (base Paraná) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). No mesmo período, o recuo é de 11,9%.Anderson Galvão, diretor da Céleres, calcula que com o bushel a US$ 14 e um câmbio na casa dos R$ 1,65, a rentabilidade do produtor seria boa. "Se a safra oscilar em área será mais por causa do endividamento dos produtores e da falta de crédito", analisa. Disse ainda que mesmo com a queda de hoje, não acredita que os preços recuem mais. "Mesmo com uma safra boa dos americanos, a oferta e demanda estão muito apertadas". 

No entanto, Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), explica que se os preços continuarem caindo desta forma será um caos para o estado de Mato Grosso. "Ano passado tínhamos 50% da nossa produção negociada. Atualmente temos apenas 3%. Com a atual falta de crédito, se os preços caírem abaixo dos US$ 14 por bushel os produtores vão quebrar", reclama. Segundo informou, o custo de produção no estado está em R$ 1,6 mil por hectare. 

No que diz respeito ao clima nas regiões produtoras dos EUA, a expectativa é de que fique dentro da normalidade. Segundo a Somar Meteorologia, a chuva que atinge os estados de Iowa, Illinois e Missouri (alguns dos principais produtores de grãos) acabou com as especulações de seca. "Na próxima semana uma nova área de instabilidade (chuva) deverá atingir a região. Mas a expectativa é de que julho e agosto fechem dentro das expectativas", analisa Paulo Etchutchury, da Somar Meteorologia. Ele acrescetou que o solo da região está com um bom índice de umidade e deverá persistir assim até a reta final da safra. 

Já no caso do milho, a queda foi ainda maior no período de 11 de julho até agora. Ontem, os papéis com vencimento para setembro fecharam cotados a 573 centavos por bushel, recuo de 17% no período. Gonçalves explica que julho é o período de definição da lavoura americana. "Os agrônomos americanos já analisaram as lavouras e a perspectiva de uma boa safra são grandes", arremata. 

Pedro Collussi, analista da AgraFnp, é mais cauteloso e acrescenta que as próximas duas semanas serão decisivas para o milho. "É o final da fase de polinização", explica. 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Roberto Tenório)

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Paraná terá mais trigo e recorde de milho

Gazeta Mercantil


Curitiba, 25 de Julho de 2008 - O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná elevou ontem a previsão da safra de trigo local para uma produção próxima de 3 milhões de toneladas, quase o recorde estadual estabelecido em 2002/03 quando o Paraná, maior produtor do país, colheu 3,12 milhões de toneladas. " Fizemos uma reavaliação da safra e ela subiu de uma previsão de 2,84 milhões de toneladas em junho para 2,91 milhões de toneladas em julho", disse agrônoma do departamento, Margorete Demarchi. 

"Essa é uma previsão média realizada pelo Deral. Agora, se tudo correr bem com a cultura, com certeza o estado vai se aproximar do seu recorde e ultrapassar as 3 milhões de toneladas", concluiu Demarchi. 

No ano passado o Paraná colheu 1,94 milhão de toneladas, mas segundo Margorete, em 2008 a boa rentabilidade levou a um aumento na área plantada de quase 35% em relação a 2007. O plantio da atual safra entrou em sua última etapa e deverá ser concluído até o final desta semana. "As boas precipitações que ocorreram no Paraná nos últimos três dias auxiliaram muito no desenvolvimento da cultura. A chuva veio na hora certa depois de quase um mês de estiagem", argumentou a agrônoma do Deral. 

O que dá certa segurança ao Deral de que a safra vai se desenvolver bem é que não há previsões de geadas para os próximos 15 dias, o que é uma boa notícia para as lavouras de trigo que no momento estão na fase mais suscetível a perdas por geadas, com 31% da safra em floração. 

Já o milho safrinha, que apresentou perdas de 1,3 milhão de toneladas por causa de duas geadas ocorridas em junho, teve mantida a previsão de uma safra de 5,5 milhões de toneladas. "O período de seca, neste caso, auxiliou a redução das perdas com o milho reduzindo pragas e há uma possibilidade de que em algumas regiões como a de Cascavel, onde se apresentou um cenário de quebra de 38% da produção, os números foram superestimados", disse Demarchi. 

"É bem provável que no decorrer da colheita essa recuperação seja observada e o milho safrinha ultrapasse um pouco a safra de 2007 que foi de 5,6 milhões de toneladas", acrescentou. Antes das geadas, a previsão de colheita da safrinha era de 6,8 milhões de toneladas. 

Ainda dentro da previsão de que não haverá frio intenso nos próximos 15 dias, a agrônoma do Deral informa que "decorrido este prazo a safrinha de milho estará a salvo de novos prejuízos". Atualmente, 53% da área plantada está em maturação e 44% em frutificação, com a colheita já iniciada em alguns locais. "De qualquer maneira o Paraná terá uma safra recorde de milho somando a produção de verão com a safrinha, atingindo a 15, 21 milhões de toneladas, contra 14,4 milhões de toneladas obtidos na safra 2002/03", finalizou a agrônoma. 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Norberto Staviski)

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Logística

Sobra produção, falta transporte

GAZETA DO POVO


Com a demanda aquecida, surgem novos gargalos na logística brasileira, e o país sofre para escoar sua produção tanto no mercado interno quanto no externo

 
O forte ritmo da economia nos últimos meses está provocando novos gargalos na logística de transporte brasileira. Com a demanda aquecida por causa do consumo interno e das exportações, as empresas já sentem dificuldade para para escoar sua produção. Por falta de caminhões, as transportadoras estão tendo que recusar clientes e o preço do frete já subiu, em média, 12%. No setor portuário, o avanço da demanda mundial – puxada pela China – já gera uma limitação na oferta de navios e contêineres.

“O setor de transporte, principalmente nos últimos três meses, não está acompanhando a demanda das exportações. Hoje temos um volume de contêineres no mercado 30% inferior à necessidade”, diz o diretor geral da Frangos Canção, de Maringá, Rogério Gonçalves. Com 40% da produção destinada às exportações, a empresa teve um prejuízo de US$ 100 mil com uma encomenda para o Oriente Médio. A carga foi devolvida porque mercadoria chegou depois do prazo máximo previsto, de 90 dias. Mesmo com a contratação antecipada, muitas empresas não conseguem embarcar no prazo previsto porque os navios estão lotados. “Poderíamos exportar até 60% da produção se não fossem os gargalos de transporte, com a falta de contêineres e de mão-de-obra”, diz Gonçalves, que teve que aumentar em 15% dos gastos com armazenagem.
 

Para o pesquisador Maurício Lima, do Centro de Logística da Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as taxas de crescimento da economia brasileira acima de 4,5% nos últimos anos contribuíram para acentuar as fragilidades do setor de infra-estrutura. “Desde a década de 70, a economia brasileira não apresentava um crescimento tão vertiginoso. Se crescer mais do que 4% nos próximos anos, o país não vai dar conta dessa demanda.”

 
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), o setor madeireiro tem o equivalente a um mês de exportações – 120 mil metros cúbicos de compensados de pinus – parados nos portos do Sul do país à espera de navios. “Não é raro hoje o produto ter que esperar 30, 40 dias nos portos para entrar no navio. Isso gera custos e prejuízos para as exportações, com atrasos na entrega e perda de contratos”, afirma o presidente da entidade, Antonio Rubens Camilotti. Influenciado também pelo recorde das cotações do petróleo, o frete marítimo disparou e subiu 20% somente no último mês.

No mercado interno, a situação se repete: sobram encomendas e falta transporte rodoviário para atender ao avanço da produção. O presidente do Sindicato das Transportadoras de Cargas do Paraná (Setcepar), Fernando Klein Nunes, diz que o setor tem dificuldade em ampliar a frota porque as montadoras e as fabricantes de implementos não estão dando conta dos pedidos. A fila de espera para receber um caminhão pesado pode superar seis meses. Segundo ele, o cenário fez praticamente desaparecer do mercado os chamados contratos spot (para contratação imediata). “Quem precisa, não encontra.”

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Bovinocultura de Corte

Fraude faz boi mineiro ser vendido em SP sem pagamento de impostos

GAZETA DO POVO


Esquema incluía emissão de notas fiscais e guias de trânsito animal irregulares

 
Criadores de gado de Minas Gerais e frigoríficos paulistas encontraram uma forma de burlar a fiscalização e sonegar impostos na divisa dos dois estados. A fraude inclui a emissão de notas fiscais e guias de trânsito animal irregulares.

A criação de gado é uma das principais atividades econômicas no Triângulo Mineiro. Mas é nos frigoríficos espalhados pelo interior de São Paulo que os animais são abatidos. Para não pagar os impostos na divisa, criadores da região encontraram uma rota de transporte alternativa.

Uma delas fica entre a cidade de Itapagipe, em Minas Gerais, e o município paulista de Paulo de Faria. A outra liga São Francisco de Sales a Riolândia. Caminhões carregados com gado saem da Rodovia Transbrasiliana, onde fica o posto fiscal, e percorrem um trecho de 40 quilômetros de estrada vicinal.

O caminho da sonegação tem 2 quilômetros. Em apenas 20 minutos de balsa, o gado é transportado de um estado a outro sem nota fiscal. As balsas têm capacidade para transportar cerca de mil animais diariamente. Quem mora perto do rio conhece o esquema.

 Com uma câmera escondida, nossos produtores negociaram uma travessia com os balseiros.

Um pecuarista diz que guias de transporte animal e notas fiscais frias são usadas para que o gado possa circular pelas rodovias paulistas. ”A gente arruma muita nota. ‘Facinho’ você arruma nota”, disse o homem.

Uma funcionária do próprio Instituto Mineiro Agropecuário, responsável pela emissão da guia do transporte animal, chegou a ensinar a reportagem a obter, ilegalmente, a documentação necessária para a fraude.
 
“Você tem que achar um marreteiro aí. O marreteiro que costuma ter nota”, disse a funcionária. Marreteiros são integrantes do esquema responsáveis pela emissão de notas e guias.

A equipe de reportagem acertou com um deles a compra de uma nota por R$ 150, mais R$ 4 cobrados pela guia de transporte animal. Documentos verdadeiros preenchidos com dados fictícios. Em menos de 24 horas, a papelada é entregue.

A Polícia Federal recomendou que a nota fiscal e a guia de trânsito animal sejam entregues à Secretaria Estadual da Fazenda de Minas Gerais. O diretor do Instituto Mineiro Agropecuário disse que vai investigar o envolvimento de funcionários na fraude.

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Bovinocultura de Leite 

Leite cai pela primeira vez no ano

VALOR ECONÔMICO

 
Pela primeira vez neste ano o preço pago ao produtor de leite do país caiu considerando a média nacional, segundo levantamento da Scot Consultoria. Em julho, o produtor brasileiro recebeu, em média, pelo leite entregue em junho, R$ 0,723 por litro, queda de 2,45% sobre o mês anterior, quando a média foi de R$ 0,741. 

Em junho, algumas regiões do país já tinham registrado recuo nos preços, mas na média nacional, o leite ainda subia. No levantamento de julho, porém, 14 dos 17 Estados pesquisados pela Scot tiveram queda no preço ao produtor. 

De acordo com Maurício Nogueira, analista da Scot Consultoria, houve aumento de captação de leite em algumas regiões produtoras, mas o que mais pesa nos preços ao produtor no momento é o fato de que as indústrias estão com estoques, já que as vendas no varejo estão mais fracas. 
 
Nogueira observa que a captação aumenta, apesar da entressafra do leite na maior parte do país, porque há maior adoção de tecnologia por parte dos produtores. Além disso, os pecuaristas programam os nascimentos de bezerros para meados de de forma a aumentar o volume de leite, o que está acontecendo atualmente. 
 
Para ele, o leite ao produtor deve recuar de novo no próximo mês, mas "logo estabiliza". A razão, disse, é a alta persistente dos preços no varejo. "O varejo está conseguindo colocar preço", comentou. 
 
O levantamento da consultoria mostra que o leite longa vida voltou a subiu no varejo. O preço médio ao consumidor de São Paulo foi de R$ 1,8099 em julho, alta de 4,16% sobre o mês anterior. No período, o valor no atacado caiu 0,65%. (Alda do Amaral Rocha)

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