Assessoria de Comunicação Social

29 de Janeiro de 2010




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 250,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 450,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 39,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 75,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 17,50/sc
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Destaques

800 “bois piratas” são apreendidos

Gazeta do Povo

O governo federal deu por concluída ontem a segunda operação “boi pirata” com a apreensão de cerca de 800 cabeças de gado criadas em uma área de proteção ambiental no município de Novo Progresso (PA), que registrou elevado índice de desmatamento. Participaram da operação cerca de cem integrantes da Força Nacional de Segurança e fiscais do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles usaram helicópteros.

Diferentemente da primeira operação, realizada em meados de 2008, o gado apreendido não foi leiloado e convertido em dinheiro destinado à construção de cisternas pelo Fome Zero. Desta vez, o gado foi diretamente doado aos governos dos estados da Bahia, Pará e Mato Grosso, que se responsabilizaram pelo deslocamento dos bois. O gado e os carneiros serão distribuídos para beneficiários de programas sociais.

O dono dos bois, Marcos Gon­çal­ves Queiroz, nega que tenha sido notificado para retirar o gado da área. “Até as galinhas eles querem tirar. Já morreram algumas vacas, mas não estamos reagindo”, afirmou. Queiroz afirma ter chegado à região antes da criação da Floresta Nacional do Jamanxim e calcula seu prejuízo em R$ 500 mil. “Não tem mais como deter”, disse. Ontem, a Confederação Na­­cional da Agricultura (CNA) analisava o caso.

O coordenador-geral de Fis­­calização do Ibama, Bruno Bar­bosa, disse que a operação vai continuar em 2010: “Nosso objetivo não é pegar bois para dar ao Fome Zero, mas zerar o desmatamento na Amazônia”, disse. Segundo Barbosa, a operação da região de Novo Progresso durou oito meses e custou cerca de R$ 2 milhões, contabilizadas as horas de voo dos helicópteros. O coordenador estima que cerca de 50 mil cabeças de gado foram retiradas da região pelos proprietários. “Durante a operação nenhuma cabeça de gado entrou na região e, por temor da apreensão, milhares de cabeças de gado foram retiradas”, disse.

A primeira operação “boi pirata” ocorreu em outra área de alto índice de desmatamento no Pará. Na região de Novo Progresso, a apreensão de bois enfrentou uma batalha jurídica e foi recentemente liberada pelo Tribunal Regional Federal.

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Plano para invadir terras em Imbituba é descoberto

Diário Catarinense

Grupo estaria oferecendo dinheiro para convencer famílias a ocuparem área. Um dos líderes foi preso

O coordenador estadual do Movimento dos Sem-Terra (MST) em Santa Catarina, Altair Lavratti, 44 anos, foi preso na noite em ontem em Imbituba, Sul do Estado. A prisão faz parte de uma operação da Polícia Militar e Ministério Público para evitar tentativas de invasões a áreas públicas na cidade.

Uma operação foi montada pela PM para cumprir quatro mandados de prisão preventiva decretados pelo juiz de Imbituba, Welton Rubenich. Cerca de 30 PMs, a maioria do Pelotão de Patrulhamento Tático, foram mobilizados.

Lavratti foi preso por volta das 21h, quando comandava uma reunião com moradores num galpão de uma usina de reciclagem de lixo.

Havia mais seis pessoas no lugar de difícil acesso. Outras três pessoas com prisão decretada não foram encontradas no local. São sindicalistas ligados ao MST que estão sendo monitorados e devem ser presos hoje em cidades do Sul do Estado.

O major Evaldo Hoffmann, comandante da PM em Imbituba e responsável pela operação, disse que os investigados estavam arregimentando famílias da região para invadir áreas da Zona de Processamento e Exportações (ZPE) e do BNDES.

- Cada líder comunitário que recrutasse 10 famílias ganharia R$ 2 mil de prêmio - apurou o major Hof­fmann em conjunto com o Ministério Público.

Lavratti e as outras três pessoas ligadas ao MST eram investigadas desde dezembro. Há escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Os investigados também eram monitorados quando faziam reuniões.

O major Hoffman revelou que as invasões aos espaços públicos aconteceriam na madrugada de domingo. Ele estima que o MST levaria até 150 famílias de cidades da região. Para reunir o maior número de participantes, o MST teria oferecido água e luz, e cestas básicas às famílias.

Segundo o comandante da PM, as prisões foram pedidas em conjunto com o MP por fortes indícios de formação de quadrilha e para evitar crimes como, dano e incitação à violência.

Num dos diálogos gravados, um dos interlocutores pede aos supostos participantes do MST para irem armados com facas e foices para o caso de policiais militares tentarem evitar a invasão. Mas nenhuma arma foi encontrada na prisão do coordenador do MST.

Suposto líder do esquema diz que prisão foi uma injustiça

Altair Lavratti não foi algemado. Ainda no galpão, declarou que a sua prisão foi injusta. Em tom de ironia, disse que os policiais deveriam parabenizar quem expediu o mandado de prisão. Na bolsa, carregava a bandeira do MST, anotações do movimento e panfletos contra a criminalização de movimentos sociais.

- Estou cumprindo papel social. Não deveria passar por isso. Com tantos homicídios por aí, a polícia recai sobre nós - disse Lavratti.

Ele negou que estivesse mobilizando a invasão.

O coordenador disse que a luta do MST irá continuar em SC. O objetivo, segundo ele, é ocupar terras em busca da reforma agrária. Lavratti disse que a violência do MST é contra o capitalismo e não contra as pessoas.

Ele seria encaminhado ao presídio de Imbituba. Os integrantes da força-tarefa esperam que o MST desista das invasões na região. Nos próximos dias serão feitas barreiras na BR-101 para tentar bloquear ônibus ou caminhões em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal e o Deter.

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Terreno está abandonado

Diário Catarinense

O cenário da Zona de Processamento e Exportações (ZPE) de Imbituba é de abandono. Apesar da presença de um vigilante armado de uma empresa privada, o local já foi alvo da ação de ladrões de fios da iluminação pública. A ZPE fica nas margens da BR-101 e no acesso ao Norte de Imbituba. Perto dali há uma área do BNDES que também seria alvo do MST.

De acordo com o presidente da ZPE, Manuel Vitor Cavalcanti, a área não está em funcionamento por causa da demora na regulamentação de leis específicas. O terreno de 200 hectares é praticamente descampada. Há apenas quatro prédios erguidos: o da guarita, o da plataforma de fiscalização, o que seria o escritório da Receita Federal e o de uma empresa que nunca se instalou.

- Ela foi inaugurada em 2001, com as obras de infraestrutura, como terraplanagem, instalação elétrica, encanamento de água e rede de telefonia. Mas a regulamentação das atividades foi assinada apenas em abril do ano passado. Agora, temos que retomar as obras de infraestrutura porque estávamos fazendo manutenção e vigilância do local - disse o presidente.

Ontem, o vigilante da área informou que está em alerta para possível invasão do lugar pelo MST.

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Notícias Sistema FAEP 

Departamento Sindical da FAEP realiza palestra do Casa Em Ordem

Acontece hoje em Guapirama, no salão paroquial da Igreja Matriz, uma palestra do programa Casa Em Ordem, que será ministrada pelo consultor da FAEP Joarez Cação Ribeiro. O Casa em Ordem é um programa lançado para alertar os produtores sobre questões jurídicas que muitas vezes passam despercebidas pelos produtores. O objetivo é conscientizar os produtores sobre a necessidade de estar atento para as exigências legais.

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Previsão do tempo


Uma nova frente fria que chega ao Estado mantém o tempo parcialmente nublado nesta sexta-feira (29). Há previsão de pancadas de chuvas em todas as regiões. No noroeste, precipitações mais intensas se concentram no período da tarde. Apesar da nebulosidade elevada, as temperaturas seguem elevadas.

Curitiba            19°C    25°C
Paranaguá         23°C    28°C
Londrina           21°C    28°C
Maringá            22°C    29°C
Cascavel           21°C    28°C
Foz do Iguaçu    21°C    23°C
Ponta Grossa     20°C    25°C
Guarapuava      19°C    26°C
Fonte: Simepar    

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Coluna Mercado

Mercado de Commodities

Nesta quinta-feira (28) o movimento no mercado global foi de altos e baixos. No primeiro momento, o mercado acolheu bem a fala do presidente dos Estados Unidos, acalmando o mau humor reinante. No meio-pregão da Bolsa de Chicago, as notícias de prováveis problemas nas economias grega e portuguesa impulsionaram o dólar. Com isso, os preços da soja registraram baixa. Porém, ao final do dia, o movimento de compras técnicas deu sustentação aos preços.

Os contratos para março/10 foram negociados a US$ 20,54/saca, equivalente a R$ 38,34 por saca.

Já no mercado interno, alguns negócios foram realizados.  No Norte do Paraná base de preço a R$ 36,00 por saca.  No porto de Paranaguá referencial de R$ 39,00 por saca.

Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

O orgânico como diversificação

Zero Hora

Na propriedade da família Boeck, em Linha Pinheiro, no interior de Candelária, as verduras, legumes e o gado leiteiro têm ganhado cada vez mais o espaço que antes era dedicado totalmente ao cultivo do fumo.

Em 2008, a lavoura de fumo da família tinha 24 mil pés. Na última plantação, a decisão foi por cultivar 15 mil pés. Ainda que o tabaco seja um negócio que acompanhe os Boeck há mais de 30 anos, foi preciso reduzir a plantação para garantir a diversificação da propriedade. Uma decisão com os olhos no futuro, garante o jovem Alison Alfredo Boeck, 21 anos.

- Acredito que estamos no caminho certo. Estamos começando a trocar pelo orgânico, isso exige muita dedicação durante o plantio e o cultivo. O fumo é uma cultura que também exige muita mão de obra, por isso estamos equilibrando as plantações - explica.

Os pais Alfredo Germano Boeck, 53 anos, e Ângela Maria Boeck, 44 anos, aderiram à ideia do filho com entusiasmo. Desde agosto de 2009, todas as quintas-feiras a família carrega o Santana com leite, pão, ovos, galinhas, pepino, couve, cenoura e beterraba e segue para o centro da cidade.

Eles passam o dia trabalhando na feira ecológica. O pai explica que ainda enfrentam os desafios de aprender o cultivo de forma orgânica:

- O combate às pragas, por exemplo, é bem diferente, e exige mais trabalho. Ainda que estejamos iniciando o cultivo, eu penso que nós estamos fazendo a nossa parte. Se eu quero comer algo saudável, eu quero que o outro também coma.

Para o próximo ano, a família ainda está decidindo se segue ou não com o cultivo do fumo.

- Embora as duas culturas tenham vantagens e desvantagens, a conciliação é complicada. Estamos pensando em seguir com o orgânico, pela saúde e por acreditar que o esse é o negócio do futuro - explica Alison.

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BIOENERGIA

Estoque de álcool terá linha de R$ 2,5 bi

Folha de São Paulo

Recursos devem funcionar como capital de giro por usineiros e serão fornecidos pelo BNDES; objetivo é evita forte oscilação de preço

Dinheiro vai permitir que usinas paguem fornecedores e funcionários no início da safra, sem precisar vender grandes quantidade de álcool

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deverá destinar aproximadamente R$ 2,5 bilhões para financiar o estoque de álcool. Os recursos deverão estar disponíveis para os usineiros antes do início da próxima safra, que começa em abril.

As definições finais sobre a modelagem da linha de crédito serão decididas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). No desenho que está sendo pensado, os produtores dão como garantia o próprio álcool estocado e só começam a pagar depois da safra.

A taxa de juros será diferenciada (TJLP, Taxa de Juros de Longo Prazo, mais baixa do que a dos bancos comerciais), como já acontece com todos os empréstimos do BNDES para o setor produtivo.

Na prática, a linha de crédito funcionará como capital de giro para os usineiros. O dinheiro vai permitir que eles paguem seus fornecedores e funcionários no início da safra, sem precisar vender grandes quantidade de álcool para honrar esses compromissos.

Para o governo, é essa necessidade de fazer caixa muito rapidamente que deixa os preços do álcool muito baixos no período da safra e muito altos na entressafra.

Mantendo o álcool estocado, os produtores terão mais condições de evitar grandes oscilações de preços. Para o consumidor, a adoção da medida tem dois aspectos. Se por um lado não haverá fortes subidas de preço como as registradas nas últimas semanas, por outro, o preço não vai mais ficar tão baixo durante a safra.

A tendência é que o preço do álcool oscile pouco, ficando a maior parte do tempo em aproximadamente 70% do valor da gasolina.

"É melhor para o consumidor que o preço oscile menos. Além disso, dá para ter uma visão melhor do mercado e descobrir, por exemplo, se está havendo aumento de margem em algum segmento", explicou Marco Antônio Martins Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia.

Procurada, a Unica (entidade que reúne os produtores de cana de São Paulo) não comentou o assunto.

Importação

O governo decidiu zerar a alíquota do imposto de importação do álcool, hoje em 20%. Com a redução, parte do excesso de oferta do produto nos Estados Unidos poderá ser absorvida pelo mercado brasileiro. Nas contas feitas pelo governo, mesmo com alíquota de 20% em vigor, o álcool importado é competitivo.

"A redução da alíquota é uma medida estrutural e foi pedida pelos próprios produtores, porque somos competitivos", explicou Martins. Não cobrar imposto de importação é estratégia para negociar reciprocidade e entrar em outros mercados.

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BOVINOCULTURA DE CORTE

Exportadores de carne vão aproveitar abertura

O Estado de São Paulo

O governo e os exportadores brasileiros se articulam para aproveitar a abertura do mercado chinês para carnes bovina e suína, anunciada em 25 de dezembro de 2009, depois de anos de negociação. O próximo passo terá de ser dado pelos frigoríficos, que precisam obter credenciamento com a autoridade sanitária de Pequim para poder fazer os embarques.

No caso da carne bovina, apenas quatro unidades estão autorizadas a vender à China, que permitia compras apenas de quatro Estados: Rondônia, Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os exportadores de suínos se anteciparam ao anúncio chinês e 24 deles iniciaram o processo de credenciamento em abril de 2009. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, disse que o governo chinês pediu informações adicionais de 13 estabelecimentos. A expectativa da entidade é que os processos de aprovação sejam concluídos logo.

O Brasil tentava havia anos abrir o mercado chinês para as exportações de carne. O tema esteve na pauta da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim em maio do ano passado e foi levantado várias vezes durante encontros de autoridades dos dois países.

A decisão veio no dia de Natal, quando a China publicou resolução na qual afirma que adotará os mesmos critérios da Organização Mundial de Saúde Animal na importação de carne do Brasil. Com isso, estão liberadas as compras de SC, SP, AC, ES, GO, DF, MG, MT, PR, RS, RJ, SE, grande parte de RO, MS e BA e centro e sul do PA.

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BOVINOCULTURA DE LEITE

Diminui pressão sobre o preço do leite no país

Valor Econômico

A captação de leite em dezembro no país teve pequeno recuo, o que manteve os preços praticamente inalterados, de acordo com acompanhamento do Cepea, da Universidade de São Paulo. Em janeiro, os produtores receberam, em média, R$ 0,5969 pelo litro do leite entregue em dezembro. O valor é 0,92% menor do que o pago aos pecuaristas no mês anterior.

Segundo o Cepea, a estabilidade já era esperada e se deveu à desaceleração da produção. O ICAP-Leite (Índice de Captação de Leite) do Cepea mostra que a captação caiu 1,6% em dezembro nos cinco Estados pesquisados. Em novembro, a captação havia sido recorde. O levantamento mostrou que a captação ficou quase estável em Minas Gerais, mas houve recuo no Rio Grande do Sul, Pará, São Paulo, Goiás e Bahia. O Cepea apurou ainda que o índice de captação de leite fechou o último ano com recuo de 1,3% em relação a 2008.

A pesquisa do centro também mostra queda mensal de 5,1% dos preços do leite longa no atacado do Estado de São Paulo, cuja média ficou em R$ 1,21 o litro.

Se as cotações ao produtor ainda não reagiram, os preços do leite no mercado spot (comercialização entre as empresas) já mostram valorização. Segundo o Cepea, houve um aumento de cerca de R$ 0,08 por litro na primeira quinzena de janeiro.

Para o órgão, a tendência é de estabilidade ou recuo na captação do leite a partir deste mês. Assim, a expectativa dos agentes do setor pesquisados pela Cepea é de que os preços se mantenham ou subam em fevereiro.

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Polo de Excelência e Embrapa Gado de Leite se reúnem para discutir missão à China

Portal do Agronegócio

Expectativa é que uma missão conjunta das instituições do agronegócio do leite e Secretarias de Estado visite a China em maio deste ano

Nesta quinta-feira, a chefia geral da Embrapa Gado de Leite se reuniu com as lideranças do Polo de Excelência do Leite, além de representantes de instituições de governo, Universidade Federal de Juiz de Fora, indústria de laticínios e associações de criadores de gado. O objetivo foi traçar estratégias para realizar uma missão à China, que poderá ocorrer em maio deste ano.

O diretor da BWP (Projetos, Consultorias e Participações S.A), Vladimir Pomar conduziu parte da reunião. Ele esteve recentemente na China onde aproveitou a oportunidade para divulgar as ações da Embrapa Gado de Leite.

A China é um dos maiores mercados do mundo e o país que mais tem crescido economicamente. Tanto a Embrapa quanto as demais instituições mineiras querem se aproximar das lideranças daquele país para a realização de futuras parcerias.

Embora não faça parte efetivamente dos hábitos alimentares chineses, o leite e derivados lácteos tem sido objeto de marketing do governo chinês.  A idéia é aumentar o consumo desta importante fonte de proteína entre a maior população do mundo.

Segundo Pomar, a Embrapa Gado de Leite teria muito a oferecer ao país com tecnologias e conhecimentos. A chefia geral estuda ações para elaborar uma proposta de trabalho conjunta para transferência de tecnologias que envolva os dois países.

A Embrapa Gado de Leite já tem experiência na realização de cursos internacionais, principalmente na América Latina.  Adaptar tais cursos para a realidade chinesa, onde parte do território tem as mesmas condições climáticas do país é algo factível para a instituição.

O Brasil já está se movimentando para estreitar os laços com a China. A partir de maio deste ano, durante seis meses, acontece a ExpoXangai, uma Exposição Internacional com duração de seis meses e deve atrair mais de 70 milhões de visitantes. O Brasil tem reservado uma área de 2,4 mil metros quadrados nesta exposição.

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CANA-DE-AÇÚCAR

Índia leva 31% do açúcar do Brasil em janeiro

Valor Econômico

Em 2007, a Índia não comprou um quilo sequer de açúcar brasileiro. O país asiático teve naquele ano uma safra recorde e até desbancou o Brasil da posição de maior produtor mundial. Dois anos depois, o mercado inverteu-se totalmente, a Índia foi o maior importador do açúcar brasileiro e em 2010 continua "enxugando" de forma agressiva a oferta brasileira da commodity.

Os números não deixam dúvidas: até 22 de janeiro, a Índia já tinha importado 31,19% dos 1,058 milhão de toneladas (entre açúcar branco e bruto) que o Brasil embarcou no período. A forte demanda internacional pelo produto, liderada pelos indianos, aperta ainda mais os estoques de açúcar do Brasil.

O apetite da Índia pelo produto brasileiro neste início de ano é maior ainda do que foi em 2009. No ano passado, o país asiático comprou 18% do que o Brasil exportou. Do total de 13,6 milhões de toneladas embarcadas em 2009, a Índia importou 3,99 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. "Esse cenário nos indica que o mercado seguirá altista", diz Luiz Carlos dos Santos Júnior, da Kingsman do Brasil, consultoria especializada em açúcar.

A sede indiana também reflete a quebra da safra no país. No segundo semestre do ano passado, início da safra na Índia, a estimativa era de uma produção 26 milhões de toneladas de açúcar. Hoje, o número é bem menor. "Apostamos em 16 milhões de toneladas", diz Mário Silveira, da FCStone.

Mas o fato é que com esse "enxugamento" do açúcar brasileiro liderado pela Índia, os estoques nos portos brasileiros já dão sinais de arrefecimento. De acordo com dados da Kingsman referentes à terceira semana de janeiro, o estoque de açúcar estava em 679 mil toneladas. Em igual semana de 2009, esse volume era de 851 mil toneladas, e em 2008, de 893 mil toneladas. E ainda há previsão de mais exportações até o fim deste mês. Até ontem, os portos brasileiros previam o embarque de 792,7 mil toneladas do produto - 73% de açúcar bruto e 27% de branco.

Isso significa que, somados os volumes já embarcados com o que está previsto, devem ser exportados 1,85 milhão de toneladas. "Uma parte desse volume deve ser transferida para fevereiro", pondera Santos, da Kingsman do Brasil.

De qualquer forma, tudo indica que o Brasil embarcará em janeiro metade do que teria disponível para embarcar até o início da safra, pelo menos, segundo o que a consultoria Datagro calculou como sendo um estoque excedente. Entre janeiro e 30 de abril, o país deve ter apenas 2,7 milhões de toneladas de açúcar disponíveis para exportação, mantido o abastecimento interno, segundo a Datagro. Esse quadro pode provocar um forte aperto no abastecimento interno.

Mas a condição real de oferta no Centro-Sul até abril ainda é incógnita porque há usinas moendo e a previsão é de que muitas outras antecipem o início da próxima temporada. No entanto, com o excesso de chuva, as que continuam processando, o fazem com baixíssimo rendimento. Na quinzena encerrada em 16 de janeiro, foram moídas 3,8 milhões de toneladas de cana e produzidos 68 mil toneladas de açúcar e 175 milhões de litros de etanol , volumes que poderiam ter sido 15% e 27% maiores, respectivamente, não fosse a baixa qualidade da cana, divulgou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

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Açúcar se recupera e fecha com forte alta

O Estado de São Paulo

O preço futuro do açúcar tipo demerara registrou forte alta ontem na bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato mais líquido, com vencimento em março, fechou com valorização de 2,26%, cotado a 29 cents/lb. Segundo analistas, o mercado de açúcar corrigiu as fortes perdas do dia anterior, aproveitando-se da menor pressão sobre os preços de commodities como o petróleo. A oferta mundial de açúcar continua apertada e deve sustentar as cotações em níveis bastante elevados por mais algumas semanas.

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COMMODITIES

Vaivém das commodities

Folha de São Paulo

ACIMA DO PREVISTO

Contrariando as expectativas, o porto de Santos, o maior do país, registrou crescimento no movimento de cargas em 2009. Foram 83,1 milhões de toneladas de produtos movimentados, com evolução de 2,6% sobre 2008.

PESO AGRÍCOLA

De novo, o setor agrícola foi o principal contribuinte para esse crescimento. O embarque de soja em grão cresceu 3,1% e alcançou 8,66 milhões de toneladas. Já a movimentação de farelo de soja subiu 16% no ano, somando 1,96 milhão.

O LÍDER

A maior carga agrícola movimentada continua sendo o açúcar, cujo volume atingiu 13,9 milhões de toneladas exportadas, 36,3% mais do que em 2008. A movimentação de milho cresceu de forma expressiva, com alta de 49,9% no ano: 3,49 milhões de toneladas.

CAFEZINHO DIÁRIO

O consumo interno de café continua crescendo. Dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) indicam que os brasileiros consumiram 4,65 quilos de café torrado e moído nos 12 meses terminados em outubro, volume próximo do recorde de 4,72 quilos de 1965.

CRESCE MAIS

Para este ano, a Abic prevê uma evolução de 5% no consumo nacional, que poderá atingir 19,3 milhões de sacas. As vendas do setor devem somar R$ 7,1 bilhões no período.

MENOS LEITE

A captação de leite pelas indústrias caiu 1,6% em dezembro. Com isso, o preço médio do produto entregue no mês passado -e que é pago neste mês- praticamente ficou estável. A pesquisa do Cepea indicou R$ 0,5969 por litro na média nacional.

ESCALA CURTA

A chuva atrapalha a movimentação de gado e a escala de abates dos frigoríficos está encurtando. Menor oferta e consumo maior empurraram os preços para cima ontem. A arroba foi a R$ 77, segundo o Instituto FNP.

PESO NO BOLSO

A alta de preço do álcool nas usinas, devido à menor oferta, provocou um reajuste de 12,5% nos valores do produto nos postos nos últimos 30 dias. Os dados são da Fipe e se referem à cidade de São Paulo.

CAMPEÃO NA SOJA

O norte-americano Kip Cullers, rei de produtividade na soja, virá ao Brasil no próximo mês para mostrar tecnologias utilizadas por ele. Cullers, que também tem produtividade recorde em milho, produz até 173 sacas de soja por hectare. A média brasileira é de 60 sacas, segundo a Pioneer Sementes.

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Commodities Agrícolas

Valor Econômico

Piso em 16 semanas. A valorização do dólar diante de outras moedas no mercado internacional derrubou as cotações do café ao menor patamar em 16 semanas na quinta-feira na bolsa de Nova York, de acordo com informações da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento encerraram o pregão negociados a US$ 1,3295 a libra-peso, queda de 60 pontos em relação à véspera. Os papéis para entrega em maio registraram a mesma baixa e fecharam a US$ 1,3485. Traders afirmaram que notícias ligadas aos fundamentos de oferta e demanda não tiveram influência para a retração observada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica pegou a contramão e subiu 0,46%, para R$ 281,20. No mês, há alta de 3,09%.

Nem a Flórida salva. As cotações do suco de laranja não resistiram à valorização do dólar e registraram forte queda na quinta-feira na bolsa de Nova York, apesar da confirmação, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de que a produção de laranja da Flórida será 19% inferior que a da safra passada e ficará em 615 mil toneladas. Os contratos para maio fecharam a US$ 1,4685 por libra-peso, baixa de 270 pontos em relação ao pregão da véspera. Segundo a agência Bloomberg, as perdas na Flórida foram ajustadas ainda sem levar em conta eventuais danos provocados pelas baixas temperaturas neste mês. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 8,69 no mercado spot, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

Cobertura de posições. Um vigoroso movimento de cobertura de posições compensou a valorização do dólar e motivou a alta das cotações do milho na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 3,6175 por bushel, ganho de 3,50 centavos de dólar - mesma variação positiva dos futuros para entrega em maio, que alcançaram US$ 3,7275. Traders consultados pela Dow Jones Newswires afirmaram que o mercado estava sobrevendido, e que não houve "emoções" pelo lado dos fundamentos de oferta e demanda para direcionar os preços. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão caiu, 0,87%, para a média de R$ 14,82, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Na trilha do vizinho. Como aconteceu no mercado de milho, um movimento de cobertura de posições garantiu a valorização do trigo na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março subiram 3,25 centavos de dólar, para US$ 4,87 por bushel. Na bolsa de Kansas, referência importante para as importações brasileiras, o bushel para entrega também em março encerraram o pregão a US$ 4,9475, alta de 4,25 centavos de dólar em relação à véspera, conforme a Dow Jones Newswires. Também no trigo, disseram traders, as quedas recentes das cotações deixaram o mercado sobrevendido. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada, em média, pelos mesmos R$ 23,79 de quarta-feira, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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FEIJÃO

Paraná remove feijão para Norte e Nordeste(28/01/2010)

Ministério da Agricultura

A Superintendência Regional da CONAB no Paraná está coordenando, desde o início do mês, as transferências do feijão, adquirido por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), para os estados do Norte e Nordeste, em atendimento ao programa de abastecimento do governo federal.

Atualmente, estão sendo removidas cerca de 22 mil toneladas, do total de quase 90 mil toneladas adquiridas no estado no ano passado. O produto, armazenado em 24 unidades credenciadas pela CONAB no Paraná, segue para 20 localidades das regiões atendidas. Esta operação deve continuar até a primeira quinzena de fevereiro.

(Da Redação, com informações de Jonas Cavalcanti/ CONAB)

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FUNDIÁRIO / MST

Líder do MST que incitou destruição em SP negociou convênios de R$ 222 mil

O Globo

Incra, que deu o dinheiro, não aprovou prestação de contas de Serpa

Miguel Serpa, um dos nove presos sob a acusação de comandar a invasão e depredação de uma fazenda da Cutrale, em outubro de 2009, em Iaras (SP), negociou em 2007 dois convênios no valor de R$ 222 mil com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

De acordo com informação da ONG Contas Abertas, Serpa, que é um dos líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) na região de Bauru, era presidente na época da Associação Regional de Cooperação Agrícola para Reforma (Acar).

Foram dois convênios com o objetivo em contrato de implementar "ações com intervenção de máquinas agrícolas para erradicar as soqueiras (raízes que sobram dentro e fora da terra) de cana de açúcar em 300 hectares de terra". No primeiro, de R$ 180 mil, o Incra não aprovou a prestação de contas apresentada pela Acar, que, então, passou a ser considerada inadimplente.

Além dos R$ 222 mil do Incra, a Acar recebeu ainda outros R$ 70 mil da Conab, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.

Em vídeo distribuído pela polícia, Serpa aparece convocando militantes a ocupar e causar "pelo menos prejuízo" à empresa.

Além dele, também estão presos o ex-prefeito de Iaras Edilson Xavier e a vereadora Rosimeire Serpa, ambos do PT.

Rosimeire é mulher de Serpa.

A Polícia Civil de Bauru vai usar quatro vídeos diferentes apreendidos com militantes do MST para identificar os participantes da invasão e depredação da fazenda da Cutrale. De acordo com o delegado Benedito Valencise, as imagens foram gravadas durante os preparativos para a invasão e durante a ação.

Os vídeos, apreendidos durante a Operação Laranja, foram encaminhados ontem ao Instituto de Criminalística, para a degravação do conteúdo.

Em Porto Alegre, João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST, disse que "ocupar terra pública não é crime, é dever".

Ele disse que a Polícia Civil de São Paulo agiu por motivações políticas. Stédile prometeu uma campanha contra a Cutrale: - A Polícia de São Paulo está exagerando por motivação política.

Quem disse que é crime derrubar 242 pés de laranjas, que a TV Globo transformou em 7 mil? Os companheiros derrubaram aqueles pés de laranja para denunciar que a Cutrale está em terra pública que tem escritura em nome da União.

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MST nas malhas da lei

O Estado de São Paulo

Se o Movimento dos Sem-Terra (MST) viesse sendo considerado pelas autoridades, já há muito tempo, um caso de polícia, dada a sucessão rotineira de crimes praticados em suas operações - que vão desde a depredação de bens e matança de animais em propriedades invadidas, até a destruição de laboratórios de pesquisas necessárias aos avanços da atividade agrícola, sem esquecer o cárcere privado de trabalhadores das fazendas -, com certeza se teria evitado não só a repetição de tais crimes, como a grande insegurança que se instalou entre os produtores do campo, todos sob a permanente ameaça de ver suas propriedades invadidas por bandidos travestidos de militantes de movimentos sociais. De qualquer forma, nunca é tarde para fazer-se cumprir a lei.

Cumprindo 20 mandados de prisão e outros 30 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Mário Ramos dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Lençóis Paulista, a Polícia Civil de São Paulo prendeu, na terça-feira, nove pessoas ligadas ao MST, nos municípios de Iaras e Borebi, no interior do Estado, como parte da Operação Laranja, desencadeada em decorrência das investigações que apuraram e apontaram os responsáveis pela invasão da Fazenda Cutrale, em Borebi, em outubro do ano passado.

A população brasileira pôde assistir, pelos telejornais, à brutalidade da destruição das plantações de laranja daquela fazenda, assim como a destruição vandálica de equipamentos. Comprovou-se, porém, que além da destruição os militantes emessetistas haviam praticado roubo de ferramentas, defensivos agrícolas, fertilizantes, documentos, aparelhos eletrônicos - agindo como as quadrilhas comuns, levando os produtos roubados para suas casas. Entre os detidos estão o ex-prefeito de Iaras Edilson Granjeiro Xavier, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), a vereadora - também petista - Rosemeire Pandarco de Almeida Serpa e seu marido, Miguel Serpa, um dos líderes do MST na região da fazenda da Cutrale.

De acordo com o delegado Roberval Antonio Fabbro, assistente da Delegacia Seccional de Bauru, onde está centralizada a operação, os militantes emessetistas são acusados de formação de quadrilha, furto, dano qualificado e esbulho possessório. Com a mobilização de 150 policiais a Operação Laranja continuará, como informa o delegado. Apesar de todos terem o direito de se defender, parece até cômica a "nota" em que a direção estadual do MST acusa os policiais de "promoverem o terror em algumas comunidades". De quem será a principal paternidade do terror no campo, em praticamente todas as regiões do território brasileiro, sob o pretexto - na verdade já nem mais utilizado - de obter do governo aceleração do programa de reforma agrária?

Na verdade os movimentos agrupados sob a bandeira do MST colocam-se sistematicamente à margem da lei, quando se recusam a assumir personalidade jurídica legal - isentando-se, assim, de fiscalização oficial -, e frontalmente contra a lei, quando praticam crimes e recorrem à violência, em suas operações de invasão sobejamente noticiadas. Mas apesar disso essas entidades continuam recebendo apoio e polpudos subsídios do governo, por meio de repasses de verbas públicas a associações organizadas, geralmente cooperativas a elas ligadas. Todos se lembram da famosa cena em que o presidente Lula, já no início de seu primeiro mandato, colocou na cabeça um boné do MST. De lá para cá - até a prisão de um ex-prefeito e de uma vereadora petista - estreitas têm sido as ligações de integrantes dos movimentos dos sem-terra com setores do governo.

Ninguém mais duvida do íntimo relacionamento entre militantes do MST e o pessoal administrativo (e político) do Incra, para cuja escolha dos superintendentes regionais a influência do MST tem sido decisiva. Apesar disso, os movimentos dos sem-terra só têm deixado de pressionar o governo Lula em épocas eleitorais. E a razão disso é óbvia: embora alardeando que o governo tem sido excessivamente lento na execução do programa de reforma agrária, certamente os líderes emessetistas não desejam colocar em risco seu status de "companheiros".

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Stédile promete cerco mundial à Cutrale

O Estado de São Paulo

Líder do MST critica polícia, defende ataque à fazenda da empresa e diz que ""ocupar terra pública não é crime""

O líder do Movimento dos Sem-Terra João Pedro Stédile criticou ontem a prisão de nove pessoas ligadas ao MST nesta semana, disse que "ocupar terra pública não é crime" e prometeu uma campanha "de denúncia" contra a Cutrale por injustiças que atribuiu às atividades da fabricante de suco. "Vamos mobilizar nossos amigos em todo o mundo", afirmou Stédile, dizendo que a campanha começaria no Fórum Social Mundial, onde participou de seminário.

"Vamos aproveitar o fórum para denunciar a forma como a Cutrale produz esse suco, que depois ela entrega para a Coca-Cola", declarou o líder.

A Operação Laranja, que resultou nas prisões, foi desencadeada pelas investigações para apurar os responsáveis pela invasão da Fazenda Cutrale em Borebi (SP), em outubro. Sete nomes estavam na lista dos mandados de prisão que seriam cumpridos e dois foram detidos por porte ilegal de armas.

Stédile reiterou que "ocupar terra pública não é crime, é um dever". Acrescentou que "a Polícia Civil de São Paulo está exagerando por motivação política" e considerou que a ação aproveitou o calendário eleitoral, porque em fevereiro o Congresso voltará do recesso e recomeçam os trabalhos da CPI que vai apurar denúncias de irregularidades em convênios entre a União e entidades ligadas ao MST. Segundo ele, a fazenda foi ocupada para denunciar "que a Cutrale é invasora de uma terra pública".

REFORMA AGRÁRIA

Stedile criticou andamento da reforma agrária, dizendo que o presidente Lula descumpriu compromissos com o MST, e pediu que o governo faça a revisão dos índices de produtividade, que servem para avaliar as propriedades rurais para fins de reforma agrária.

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Cutrale diz que é seu o material apreendido com sem-terra

Folha de São Paulo

A Cutrale identificou como sendo da empresa os fertilizantes, defensivos agrícolas, furadeiras e galões de lubrificante apreendidos pela Polícia Civil com pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em ação policial realizada na terça-feira, na região de Iaras (SP).

Na ação, batizada de Operação Laranja, foram expedidos 20 mandados de prisão para suspeitos de envolvimento em invasão e depredação da fazenda da Cutrale ocorridas entre setembro e outubro do ano passado. Foram presos nove sem-terra, sendo dois em flagrante por porte ilegal de armas.

Segundo o delegado de Agudos (SP), responsável pelo inquérito, Jader Biazon, o material apreendido na operação em assentamentos e na casa de alguns dos presos foi identificado por meio de números de lotes por um representante da Cutrale, na noite de anteontem.

Os dois presos em flagrante pagaram fiança e deixaram a cadeia. Já os sete presos por suspeita de participação na invasão continuam detidos. Outros 13 sem-terra são considerados foragidos.

Gilmar Mauro, um dos coordenadores do MST, disse não acreditar que o material apreendido tenha sido furtado pelos sem-terra.

"Precisa ver se isso é verdade ou não", afirmou.

Ontem, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o líder do MST, João Pedro Stedile, disse que a operação da Polícia Civil teve "motivação política".

Segundo ele, a ação foi estimulada pela proximidade da reabertura dos trabalhos do Congresso, onde está em curso uma CPI que investiga as atividades do MST.

Stedile também chamou Jader Biazon de "pau mandado do governo".

Invocando o "passado de esquerda" do governador José Serra (PSDB-SP), ele disse que São Paulo não vai resolver o problema dos sem-terra com o uso da polícia. O dirigente afirmou ainda que movimentos sociais farão campanha contra sucos da Coca-Cola, principal compradora da Cutrale, porque eles têm "gosto de injustiça e repressão".

Em resposta à fala de Stedile, Biazon disse que seu trabalho é baseado "na lei" e que não é influenciado pela política. Ele afirmou que vai tomar conhecimento das declarações oficialmente para depois decidir quais providências irá tomar.

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Incra firmou convênio com líder do MST

Gazeta do Povo

O Incra firmou dois convênios com uma associação agrícola ligada ao líder regional do MST na região de Bauru (SP), Miguel da Luz Serpa – preso nesta semana durante a Operação Laranja, da Polícia Civil, que prendeu nove pessoas ligadas ao MST suspeitas de comandar a invasão e depre­­dação da fazenda Cutrale, localizada no interior de São Paulo. Os dois contratos, no total de R$ 222 mil, foram assinados em 2007 entre o Incra e a Asso­­ciação Regional de Cooperação Agrícola da Reforma (Acar), da qual Miguel era diretor na época. As informações são da ONG Contas Abertas.

O primeiro contrato assinado por Serpa com o Incra foi fixado em R$ 180 mil e tinha como objetivo a erradicação de raízes de cana-de-açúcar com intervenções de máquinas agrícolas. O segundo convênio, que beneficiou a Acar em R$ 42 mil, foi destinado a implantar “ações de capacitação para trabalhadores assentados na região de Iaras, no estado de São Paulo”. A fazenda Cutrale, que teve dois hectares de laranjeiras destruídos em setembro por integrantes do MST, fica nessa região.

Ainda segundo a Contas Abertas, a Acar também recebeu R$ 70 mil da Conab, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura. O dinheiro foi destinado à “compra antecipada especial da agricultura familiar”.

Mobilização

Na esteira das prisões de lideranças do MST, O Fórum Social Mundial se mobilizou contra a criminalização dos movimentos sociais. O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, um dos intelectuais mais respeitados do movimento contra a globalização, afirmou que a “perseguição” das organizações po­­pulares no Sul do Brasil “inquieta” o movimento contra a globalização.

O líder do MST, João Pedro Stédile, criticou ontem a ação da Polícia Civil de São Paulo na prisão de nove pessoas ligadas ao MST. Ele disse que “ocupar terra pública não é crime” e prometeu uma campanha “de denúncia” contra a Cutrale por injustiças que atribuiu às atividades da fabricante de suco.

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GRÃOS

Estimativa do Deral aponta retração da área de milho safrinha no Paraná

Valor Econômico

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná confirmou as expectativas e, em sua primeira estimativa para o plantio de milho safrinha no Estado nesta safra (2009/10), divulgada na quinta-feira, sinalizou que a área ocupada pelo grão no inverno deverá ser menor que a do ciclo passado.

De acordo com levantamento dos técnicos do Deral, a área plantada deverá alcançar 1,4 milhão de hectares, ante 1,5 milhão em 2008/09. Se confirmada a indicação, a produção poderá atingir 6 milhões de toneladas. Na temporada passada, devido a problemas climáticos, o Paraná colheu uma safrinha de 4,4 milhões de toneladas.

Segundo os técnicos, esta primeira previsão é apenas uma indicação, uma vez que o plantio apenas começou no Estado. Da área total estimada, apenas 6% foi coberta até agora. Uma avaliação mais acurada do plantio poderá ser conhecida no próximo mês, quando o Deral divulgará o primeiro levantamento da safra de trigo, que concorre em área com o milho no inverno.

Para a safra de verão 2009/10, cuja colheita alcança 2% do total estimado, o departamento da Secretaria da Agricultura reduziu ligeiramente a previsão para a produção. O novo levantamento calcula a colheita em 6,29 milhões de toneladas, ante as 6,4 milhões previstas em dezembro. Mas a produtividade prevista para o milho de verão segue em patamares recordes - com uma média superior a 7 mil quilos por hectare - por conta das chuvas registradas nos últimos meses, que favoreceram o desenvolvimento das lavouras no Estado.

Já a produção paranaense de soja deverá atingir o recorde histórico de 13,4 milhões de toneladas em 2009/10, segundo o Deral. Em dezembro, as estimativas oficiais apontavam 13,35 milhões de toneladas. Na temporada passada, quando os campos paranaenses foram prejudicados por uma severa estiagem, os sojicultores do Estado colheram 9,3 milhões de toneladas. A área plantada cresceu 10% no Paraná na temporada atual.

"De modo geral, está tudo indo bem para a soja. Se não chover muito durante a colheita, vamos colher bem. Qualquer coisa acima de 12 milhões [de toneladas] será recorde", afirmou o agrônomo Otmar Hubner, do Deral. Segundo ele, a incidência do fungo da ferrugem, doença que pode reduzir a produtividade se não for adequadamente combatida, aumentou nesta safra. "Mas os focos estão sob controle", destacou. De acordo com o Deral, apenas 1% da área de soja foi colhida. O volume deve se avolumar em fevereiro.

Com o dólar um pouco mais forte compensando pelo menos parte das recentes quedas de preços da soja no mercado internacional, a saca da oleaginosa sai atualmente entre R$ 36 e R$ 38 no mercado paranaense. Mas a tendência é de queda. Conforme Robson Mafioletti, assessor do Deral, as perspectivas apontam para preços entre R$ 33 e R$ 34 por saca de 60 quilos. De acordo com ele, à medida que as elevadas produtividades esperadas forem se confirmando, as cotações tendem a se enfraquecer.

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INSUMOS

Bayer fecha fábrica de vacina no RS

Zero Hora

A Bayer anunciou o fechamento da fábrica de Porto Alegre, que produzia, exclusivamente, vacinas contra febre aftosa.

Em nota divulgada pela assessoria, a empresa explicou que a decisão foi tomada depois de uma análise de mercado com base nos crescentes custos de fabricação do produto nessa unidade.

A empresa, segundo a nota, está em negociações para suprir o mercado brasileiro com vacinas contra aftosa a partir de outra origem. A companhia deixou claro que continuará fabricando diversos produtos para a saúde animal na indústria de Belford Roxo, no Rio, mas o que não inclui a produção das respectivas vacinas.

O anúncio aos 73 empregados da fábrica, conforme a Bayer, foi feito no último dia 21. E o desligamento dos profissionais deverá ser feito em etapas. A companhia informou que os funcionários receberão benefícios e assistência para a recolocação profissional, tratativa feita pelo grupo de trabalhadores Bayer e pelo sindicato local.

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MEIO AMBIENTE

Amazônia só tolera mais 3% de desmate

Folha de São Paulo

Floresta já perdeu 17% da extensão original; se número chegar a 20%, mata começa a se reduzir sozinha, diz relatório

Cobertura vegetal precisa de área mínima para resistir ao aquecimento global; trabalho compilou estudos a pedido do Banco Mundial

Se o desmatamento da Amazônia -que já consumiu 17% da floresta- atingir a marca de 20%, o aquecimento global se encarregará de destruir o que sobrou, afirma uma compilação de estudos sobre a região feita pelo Banco Mundial.

As conclusões do documento, que reúne vários estudos publicados nos últimos anos, levam em conta simulações do comportamento da Amazônia em diferentes cenários projetados pelo IPCC (painel do clima da ONU). Os cientistas identificaram que o efeito conjunto de incêndios, desmatamento e mudança climática empurra a floresta para um estado onde ela perde sua "massa crítica" para sobrevivência.

Como as árvores tropicais são importantes para regulação do clima e do regime de chuvas, forma-se uma espécie de efeito dominó que afeta todo o bioma.

No pior cenário, a floresta da Amazônia encolhe 44% até 2025. O volume das precipitações tende a aumentar durante o período de chuvas e diminuir nos de seca, afetando a vazão dos rios de toda a bacia.

O leste da Amazônia -que é contíguo ao Nordeste- terá as consequências mais graves. O período de seca aumentará e o clima mais quente contribuirá para o avanço da vegetação típica do semiárido. Até 2025, a região poderá perder 74% de sua atual área de floresta.

Já no sul da Amazônia, pelo menos 30% dessa área de floresta tropical terá sido substituída por cerrado até 2025.

Assim como a caatinga, esse tipo de vegetação tem árvores menores, que absorvem menos gás carbônico da atmosfera. Mais carbono no ar, então, contribui para o aquecimento global, expandindo os impactos para o resto do país. No Nordeste, por exemplo, as estiagens devem se tornar ainda mais prolongadas, prejudicando a agricultura e a geração de energia elétrica na região.

"É a primeira vez que um trabalho avalia esses abalos [aquecimento global, incêndios e desmatamento] conjuntamente. A situação é grave. Precisamos tomar medidas imediatas", avalia Thomas Lovejoy, presidente do Comitê Científico Consultivo Independente do relatório do Banco Mundial.

Embora indique que parte das perdas na Amazônia sejam inevitáveis, o documento propõe ações de reflorestamento como solução. Estudioso da região há mais de 30 anos, Lovejoy afirma que elas são "imprescindíveis" e devem começar pela Amazônia oriental.

Para Carlos Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o reflorestamento é importante, mas insuficiente. "Não adianta nada se os países não diminuírem as emissões de gases-estufa", diz.

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O aquecimento global e suas várias estações (Editorial)

Brasil Econômico

A chuva bate ponto em São Paulo há quase 40 dias, sem dar trégua. Os prejuízos causados a diversas cidades são conhecidos. Assim como já foi noticiado o número de mortes que as tempestades vêm causando não somente no estado, mas em todo o país.

Não se pode afirmar ainda que as atuais intempéries climáticas sejam resultado do tão comentado aquecimento global. Sabe se com certeza que são consequência, ou efeito natural, de mais uma passagem do El Niño, o fenômeno que esquenta de modo incomum as águas superficiais do Oceano Pacífico e, com isso, causa distúrbios climáticos.

Mudanças de longo prazo no clima, resultantes do aquecimento global, precisam ser analisadas por períodos de 50 anos ou mais para que se possa realmente aferir suas causas, dizem os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É possível que entrem no processo outras variáveis relacionadas às atividades humanas no planeta. Mas é fato que a temperatura já subiu - e as previsões dizem que subirá entre 1,8 e 4 graus Celsius até o final do século.

A moda, como não poderia deixar de ser, acompanha essa tendência. Sem os invernos rigorosos a que estavam acostumados, fabricantes de vestuário do Sul do país optaram por coleções de meia estação, que vestem melhor as várias estações que hoje se vive a cada dia.

A agricultura também se adapta às novas tendências. O foco das empresas, que antes era pesquisar a resistência a doenças, passou para a tolerância à seca e ao calor. Não é precipitação. Pode se levar 10 anos para desenvolver uma nova variedade de planta resistente.

As mudanças climáticas já mudaram alguns cenários. Cafezais do extremo noroeste paulista, por exemplo, cederam lugar à cana-de-açúcar por causa do calor.

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OUTROS

Transamazônica

O Estado de São Paulo

Passados quase 40 anos de sua inauguração, a Rodovia Transamazônica (BR-230) - que corta os Estados da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas, num total de 5 mil quilômetros -, finalmente começará a ser pavimentada no trecho amazônico. No trajeto que corta o Pará, as obras de asfaltamento de 853 quilômetros da região devem começar em março. Até agora, apenas 200 quilômetros são asfaltados.

Os planos do governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974), durante o regime militar brasileiro, previam que a rodovia cruzaria o Brasil de leste a oeste, ligando as regiões Norte e Nordeste com o Peru e o Equador. A ideia era escoar a produção brasileira para o Pacífico por uma estrada pavimentada de 8 mil quilômetros. Nada disso se concretizou nessa que é considerada uma das principais obras faraônicas da ditadura.

Desde a inauguração em 1972, a Transamazônica esteve quase sempre jogada às moscas. Na época de chuvas, entre outubro e março, é praticamente impossível atravessá-la, já que se transforma em um mar de lama, buracos e poças.

Além do planejamento pífio, o governo tampouco se preocupou em fazer um estudo do impacto ambiental e social da rodovia. Resultado: os índices de desmatamento na região aumentaram durante a sua construção, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Para tentar evitar o agravamento da situação durante o asfaltamento, o Ministério do Meio Ambiente está estudando medidas de proteção no local, como planos de gestão de recursos hídricos. Mas hoje a paisagem já está bastante modificada por vilarejos, cidades, plantações, pastos e áreas de extração de madeira que proliferaram ao longo das quatro décadas.

Tudo para que boa parte da população que vive à beira da Transamazônica só recebesse energia elétrica em 1999.

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