

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 245,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 530,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 52,40/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 77,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 20,50/sc |

Valor Econômico
Mauro Zanatta, de Brasília
O
Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou na quinta-feira as regras das
aplicações obrigatórias de crédito no setor rural ("exigibilidades")
para garantir um adicional mínimo de R$ 2 bilhões ao novo Plano de
Safra 2009/10.
Pelas novas normas, os bancos deverão emprestar
mais dinheiro aos produtores e menos a agroindústrias. O CMN elevou de
60% para 68% as "subexigibilidades" da poupança rural para crédito
rural de custeio, investimento e comercialização. E reduziu de 40% para
32% esse índice para operações agroindustriais, como aquisição de
Cédulas de Produto Rural (CPRs), industrialização e beneficiamento.
Em
reunião ordinária, o CMN também autorizou a prorrogação das dívidas de
custeio da atual safra, de programas de investimento e operações de
custeio já roladas em anos anteriores para médios e grandes produtores.
Os pequenos já tinham sido beneficiados.
A decisão abrange
produtores situados nos municípios prejudicados pela estiagem nos
Estados do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul ou pelas enchentes nas
regiões Norte e Nordeste do país. Mas vale somente para localidades que
tiveram a situação de emergência reconhecida pelos governos estaduais.
No Sul, as operações somam R$ 400 milhões. No Nordeste, existem outros
R$ 188 milhões sob o novo amparo. No Norte, o governo ainda não
concluiu o levantamento.
O produtor poderá optar pelo prazo
adicional de até três anos para liquidar os contratos de custeios sem
seguro rural, com vencimento da primeira parcela em 2010. Os
financiamentos de investimentos poderão ser rolados para um ano após o
vencimento de cada contrato. O CMN também dispensou a análise caso a
caso e concedeu "prazo de espera" adicional às operações na região Sul
até 15 de agosto para contratos vencidos entre janeiro e maio. Para
Norte e Nordeste, esse prazo expira em 15 de outubro para contratos com
vencimento entre os meses de abril e outubro deste ano.
Por cultivar a convivência respeitosa com os poderes da República, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público pedir a atenção da sociedade para os seguintes pontos:
1) rompendo os limites da civilidade, desrespeitando as regras elementares da convivência democrática e assumindo os riscos de responder por suas afirmações difamatórias, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) tentou desqualificar os produtores rurais do Brasil;
2) em um momento de dificuldades econômicas como este, em que o País sabe que pode contar com os produtores rurais, é profundamente lamentável que um integrante do governo desrespeite gratuitamente quem produz e luta contra a crise que está corroendo o emprego e a vida das pessoas;
3) a construção de um Brasil ecologicamente responsável está sendo buscada pelo consenso. Ofensas e palavrões são intoleráveis. A sociedade brasileira não merece ser submetida a tais constrangimentos. O Presidente da República, que tem em sua história passagem marcante pelo sistema sindical, certamente saberá avaliar e tomar as medidas cabíveis para conservar o ambiente democrático e republicano;
4) a CNA levará à Comissão de Ética do governo federal denúncia pública contra Carlos Minc por considerar que seu ato é inaceitável. Um funcionário público, que usa o posto que lhe foi confiado pelo Presidente da República para desconstruir toda e qualquer ponte em direção ao diálogo com a classe produtiva, deve responder pelos seus atos em todas as instâncias;
5) a CNA e os produtores rurais do Brasil manifestam sua admiração, seu respeito e sua solidariedade aos parlamentares que representam a agropecuária no Congresso Nacional e que também foram agredidos publicamente;
6) os produtores rurais reafirmam ao País o compromisso com a preservação ambiental e com a manutenção da produção de alimentos. Lembram ainda que nas democracias, presidentes da República, ministros e demais autoridades, debatem e buscam o consenso sobre os assuntos de interesse da sociedade. O que não se admite, e não se pode admitir, é que o ministro do Meio Ambiente tente camuflar a solerte intenção de estabelecer o confronto no setor rural brasileiro, mostrando-se desqualificado para o cargo que ocupa.
Brasília, 28 de maio de 2009
Senadora Kátia Abreu
Presidente
A primeira etapa da campanha contra a febre aftosa no Paraná termina neste domingo (31). Os pecuaristas devem confirmar a vacinação e a existência do rebanho junto às unidades veterinárias até esta data. Mesmo os animais não vacinados devem ter sua existência confirmada junto às UEs, explicou o chefe da Divisão de Sanidade Animal (DAS), da Secretaria da Agricultura, Marco Antonio Teixeira Pinto. Na segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, prevista para novembro, todos os animais, independentes de idade, voltam a ser vacinados.
O Sindicato Rural de Guarapuava, com o apoio do Sistema FAEP, promove nesta sexta-feira (29), das 8 às 13 horas, o I Seminário Risco, Desenvolvimento e Seguro Rural com objetivo de promover o intercâmbio de ideias e experiências entre o setor público, seguradoras, instituições financeiras, produtores rurais e empresas especializadas na atividade do seguro agrícola e, principalmente, promover uma maior aproximação entre seguradoras e produtores.
Programação - A abertura será às 8 horas, com o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Cláudio Marques de Azevedo. Às 8h30, palestra sobre “A política Agrícola do Ministério da Agricultura para o Seguro Rural’, com o coordenador-geral de Seguro Rural do Departamento de Gestão de Risco Rural da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, Eustáquio Mesquita de Sant’Ana.
Em seguida, palestra com o diretor do DERAL/SEAB, Francisco Simioni, sobre “A subvenção estadual para o seguro rural no Paraná” e “O seguro rural na visão das seguradoras”, com o representante da Fenseg, Joaquim Cesar. Após o intervalo, o evento continua às 10h15, com a palestra “Seguro rural da Aliança do Brasil no Paraná”, com Carlos Eduardo Carvalho Rodrigues, da Companhia de Seguros Aliança do Brasil. Depois, “Sistema de seguros Sancor Seguros”, com o assessor de seguros agropecuários Marcelo Girard e “Explanação sobre seguros direcionados ao produtor rural”, com Promissor e Bradesco Seguros. Pedro Loyola, coordenador do DTE/FAEP finaliza o seminário falando sobre “O seguro rural na visão dos produtores”, às 11h30. Em seguida, será aberto o debate.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou na quinta-feira (28) a possibilidade de renegociação das dívidas da agricultura empresarial nos municípios atingidos pela seca na Região Sul e por enchentes nas Regiões Norte e Nordeste. O benefício já tinha sido concedido à agricultura familiar, em reunião extraordinária do CMN realizada há pouco mais de dez dias.
O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, informou que, para a Região Sul, serão automaticamente prorrogados para 15 de agosto os prazos de pagamento das parcelas que venceram entre 1º de janeiro e 28 de maio. Para os municípios do Norte e Nordeste, serão prorrogadas automaticamente para 15 de outubro as parcelas que venceram a partir de 1º de abril e as que vencerão até 14 de outubro. Bittencourt disse que a prorrogação é para manter o estado de adimplência dos produtores rurais nesse período.
O secretário disse que o foco central da medida é o de evitar que os agricultores sejam punidos por multas e encargos pelo não pagamento das parcelas do crédito rural nos prazos de vencimento.
O CMN permitiu a prorrogação por um ano, após a última prestação, das operações de custeio que já foram prorrogadas e das operações de investimento. Além disso, os agricultores poderão negociar a prorrogação em até três anos, com início do pagamento em 2010, das parcelas de custeio da atual safra, desde que não estejam amparados por nenhum seguro, como o Proagro.
Nos dois casos, a prorrogação pode ser solicitada à instituição financeira pelos produtores dos municípios em estado de emergência decretado entre 1º de dezembro de 2008 e 13 de maio de 2009 com reconhecimento pelo governo estadual até 27 de maio, e para os produtores dos Estados do Nordeste que tenham decretado estado de emergência entre 1º de abril e 27 de maio e com reconhecimento pelo Estado até a data de hoje.
Bittencourt informou que as operações de custeio não seguradas no Banco do Brasil, nos municípios da Região Sul, somam R$ 400 milhões, enquanto as operações de investimento que vencem este ano totalizam R$ 100 milhões. Já as operações de custeio e investimento, nos municípios do Nordeste, totalizam R$ 188 milhões. O secretário disse que ainda não há um levantamento dos valores da Região Norte. Agência Estado.
O tempo segue instável no Paraná nesta sexta-feira (29). Novas áreas de instabilidade se formam sobre o oeste e o sudoeste e se deslocam para as demais regiões ao longo do dia. Pancadas de chuva estão previstas em praticamente todo o Estado. O céu deve permanecer nublado entre os Campos Gerais e as praias. As temperaturas ficam amenas.
Curitiba 12°C 17°C
Paranaguá 17°C 21°C
Londrina 16°C 24°C
Maringá 17°C 26°C
Cascavel 14°C 23°C
Foz do Iguaçu 15°C 25°C
Ponta Grossa 13°C 19°C
Guarapuava 13°C 20°C
Fonte: Simepar.
Valor Econômico
Patrick Cruz, de São Paulo
Para
o mercado de grãos não-transgênicos, o uso de sementes de milho
geneticamente modificadas passou de ameaça constante para realidade na
safra 2008/09, quando seu plantio passou a ser autorizado no Brasil.
Como o uso dos transgênicos já é fato consumado, as empresas que
exploram o filão da não-transgenia preocupam-se não mais com a
autorização, mas com a velocidade com que a tecnologia será adotada no
país.
Os levantamentos ainda não são taxativos, mas mostram a
velocidade de adoção que tanto preocupa as companhias que exploram um
mercado de grande aceitação, por exemplo, na Europa e no Japão. A
consultoria Agroconsult atestou a presença de milho transgênico em
apenas 1,5% da área ocupada pelas lavouras do grão na safra de verão -
que, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), totalizou 9,2 milhões de hectares.
Para a
safrinha, a estimativa já era de 30% de área ocupada pelas variedades
geneticamente modificadas. Segundo o relatório mais recente da Conab,
apresentado em maio, a safrinha de milho ocupará 4,8 milhões de
hectares no país. Estimativa semelhante para a área de milho safrinha
com transgênicos é feita pela Associação Brasileira dos Produtores de
Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange).
"A velocidade de
adoção da soja transgênica foi muito grande. No milho, o que preocupa é
que essa rapidez parece que vai ser ainda maior", diz Ricardo Souza,
secretário-executivo da Abrange. "Temos feito um trabalho para mostrar
que o transgênico como uma ferramenta a mais para o produtor, e não
como um fim em si. O Brasil ainda é o único país com excedente de
não-transgênico para exportar. Na Argentina e nos Estados Unidos não
existe mais oferta. Com o não-transgênico, o Brasil ganhou mercados que
não tinha".
Projeções de mercado, entre elas a da própria
Abrange, falam que a área dedicada ao milho geneticamente modificado
pode chegar a até 70% já na temporada 2009/10. Preocupação adicional do
setor ocorre em função de relatos de que compradores de grãos já têm
tratado transgênicos e não-transgênicos sem diferenciação. Caso, por
exemplo, da cooperativa goiana Comigo, de acordo com o dirigente.
"Qualquer milho que entra no pátio já tem sido automaticamente
considerado transgênico", afirma Ivan Paghi, gerente técnico da
entidade.
Na época da liberação da transgenia na soja, imbróglio
semelhante ocorreu. A soja convencional conseguiu abrir flancos e se
sustentar, entre outros motivos, porque as exportações brasileiras do
grão estão em estágio bem mais desenvolvido. A oleaginosa é o principal
produto na pauta de exportações do agronegócio brasileiro. O milho, por
sua vez, até hoje não conseguiu manter constância nos embarques. No
Brasil, a cultura sofre ainda com baixa produtividade em comparação com
a obtida em outros países.
A soja convencional conseguiu ainda
criar "bolsões" de produção - caso, por exemplo, da região de Campo
Novo do Parecis (MT), onde cerca de 80% da terra ocupada pelas lavouras
do grão é de não-transgênicos, segundo a Abrange.
Valor Econômico
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
Otávio Cançado, da Abiec, defende que União Europeia
oficialize que nova cota de carne pode ser usada por outros países
Os
exportadores brasileiros de carne bovina avaliam, num primeiro momento,
que será possível atender aos requisitos definidos pela União Europeia
(UE) para poder exportar dentro da cota de 20 mil toneladas de carne
bovina de alta qualidade sem hormônio, livre de tarifas, que o bloco
acaba de anunciar após acordo com os Estados Unidos.
A cota foi
criada pela UE para encerrar disputa de 13 anos envolvendo a exportação
de carne dos EUA proveniente de animais tratados com hormônio. O volume
vai vigorar nos três primeiros anos. A partir do quarto ano, serão 45
mil toneladas. Com a acordo, os americanos aceitaram não impor novas
sanções contra produtos europeus, como era previsto, em função do
embargo da UE à importação de carne com hormônio.
Segundo
representantes da UE, a nova cota será na base da Nação Mais Favorecida
(MNF). Assim, outros exportadores, como o Brasil, poderiam se
beneficiar do volume adicional e vender dentro da cota.
Apesar
de os requisitos definidos pela UE terem sido feitos na medida para os
EUA, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina
(Abiec) avalia que as empresas brasileiras têm como produzir a carne
com as características determinados no memorando de entendimentos entre
EUA e UE. Segundo o documento traduzido pela Abiec, carne de alta
qualidade significa cortes obtidos "de carcaças de novilhos e novilhas
com menos de 30 meses de idade, os quais foram alimentados por uma
única dieta, ao menos 100 dias antes do abate, e contendo nada menos de
62% de concentrados e/ou produtos derivados de grãos".
Como o
gado zebuíno, predominante no Brasil e criado basicamente a pasto,
demora mais que o europeu para engordar quando alimentado com grãos, a
saída será produzir carne a partir de animais cruzados, que tenham
maior proporção de sangue europeu que zebuíno. Além disso, melhoramento
genético dos zebuínos também poderia permitir melhor absorção do
alimento, segundo Otávio Cançado, diretor-executivo da Abiec.
Ele
afirma, contudo, que a União Europeia ainda não oficializou se a cota é
na base da Nação Mais Favorecida (MNF). "O Brasil deve cobrar da Europa
que ela se posicione oficialmente".
De fato, a interpretação
do memorando de entendimentos entre UE e EUA gera controversas. Rodrigo
Lima, gerente geral do Instituto de Estudos dos Comércio e Negociações
Internacionais - Icone, considera que a expressão cota autônoma, usada
no documento, indica que ela é específica para os EUA.
Lima
levanta ainda outra questão: se os EUA tiverem sozinhos uma cota de 45
mil toneladas de carne de alta qualidade, livre de tarifas, os países
que têm direito à cota Hilton, com tarifa de 20%, vão conseguir
competir?
Gazeta Mercantil
O
JBS, maior processador de carne bovina do mundo, confirmou ontem que
comprou a unidade de abate de bovinos de Teófilo Otoni, em Minas
Gerais. Na última entrevista concedida ao mercado, o presidente da
companhia, Joesley Batista, disse que a empresa via oportunidades em
compra de ativos, não de empresas. A unidade mineira era arrendada com
a opção de compra até o final do ano. A assessoria de comunicação da
companhia confirmou que o valor pago foi de R$ 16,8 milhões. A unidade
tem capacidade de abate de 700 a 800 animais por dia.
A
aquisição confirma a posição de Batista de não dar "passos agressivos"
com aquisições diante dessa crise. "A JBS não vai fazer movimentos
agressivos para tomar riscos maiores. Vamos continuar com a mesma
disciplina e cuidado", disse Batista em conferência na divulgação do
desempenho no último trimestre.
Resultados
No primeiro
trimestre deste ano, o JBS teve elevadas perdas financeiras que
comprometeram seu resultado líquido. Foram R$ 446,6 milhões em perdas
financeiras e um prejuízo líquido de R$ 322,7 milhões. A empresa também
amargou um aumento de 25,5% sua dívida líquida de R$ 3,3 bilhões ao
final de dezembro para R$ 4,1 bilhão em 31 de março. No mesmo período,
o Ebitda consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e
amortizações), ou seja, a geração de caixa, recuou 20%, de R$ 265,9
milhões para R$ 211,5 milhões. Com isso, a relação desse indicador com
a dívida líquida piorou de 1,95 vezes no quatro trimestre do ano
passado para 2,52 vezes nos primeiros três meses deste ano.
Topo
Valor Econômico
Compras
especulativas.
Depois
de um início de sessão errático, o preço do café no mercado futuro
encerrou firme os negócios nesta quinta-feira. Analistas ouvidos pela
Dow Jones Newswires creditaram a alta a compras especulativas,
motivadas, por sua vez, por uma leve baixa da cotação do dólar - mais
desvalorizada, a moeda americana potencializa a demanda por commodities
em geral por parte de compradores de fora dos EUA. Em Nova York, os
contratos de arábica com vencimento em julho subiram 135 pontos, para
US$ 1,3875 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta que também
vencem em julho avançaram US$ 10, para US$ 1.523 por tonelada. No
mercado doméstico, a saca de 60 quilos de café foi negociada por R$
270,62, alta de 0,48%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Demanda afetada.
A cotação do algodão no mercado internacional desceu nesta quinta-feira
ao seu menor patamar em quase quatro semanas sob sinais de que as
empresas de fiação reduziram as compras da fibra, que há pouco havia
atingido seu maior nível desde setembro. "Os negócios no mercado físico
não acompanharam os preços em alta. O movimento está um pouco mais
reduzido", disse à Bloomberg Candice Graham, consultora de gestão de
risco da FCStone em Nashville, Tennessee. Na bolsa de Nova York, os
contratos de algodão com vencimento em outubro caíram 117 pontos, para
56,63 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a fibra
foi negociada por R$ 1,2604 por libra-peso, uma queda de 0,77%, segundo
o índice Cepea/Esalq. A alta acumulada no mês é de 9,08%.
De olho na China.
Sob o receio dos investidores de que a China reduza suas compras de
soja produzida nos Estados Unidos, o preço do grão recuou nesta
quinta-feira. Com as altas recentes, a soja atingiu sua maior cotação
em oito meses, o que poderia diminuir as compras pela China, maior
importador mundial da commodity, disseram analistas ouvidos pela
Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em agosto
recuaram 7 centavos de dólar, para US$ 11,4050 por bushel. Nos
primeiros quatro meses do ano, a China importou o volume recorde de
13,9 milhões de toneladas do grão, segundo dados oficiais. Em Primavera
do Leste (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada por R$ 43,50,
de acordo com o Instituto Mato Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Plantio comprometido.
Nesta quinta-feira, o preço do trigo no mercado futuro ampliou seu
patamar, que está no ponto mais elevado em quatro meses. A umidade na
parte norte das Grandes Planícies americanas tende a atrasar o plantio
do trigo de primavera, o que pode levar alguns produtores a semear
parte das lavouras com outras culturas, segundo analistas ouvidos pela
Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos do cereal com vencimento
em setembro fecharam em alta de 5 centavos de dólar, aos US$ 6,5675 por
bushel. Em Kansas, os papéis para setembro subiram 5,25 centavos de
dólar, para US$ 6,91 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60
quilos de trigo foi negociada, na média, por R$ 28,30, uma baixa de
0,35%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Topo
Folha de S. Paulo
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@grupofolha.com.br
RECUPERAÇÃO
Assim
como ocorre no Brasil, as receitas com soja empurram para cima o saldo
da balança comercial do agronegócio nos Estados Unidos. Previsto em US$
13 bilhões em fevereiro, pode atingir US$ 15 bilhões neste ano, mostra
a estimativa mais recente do Usda.
AINDA ABAIXO
Mesmo
com a recuperação do superávit, o valor ficará bem abaixo dos US$ 36,1
bilhões de 2008. As exportações recuam para US$ 96 bilhões e as
importações, para US$ 81 bilhões.
CARNE CAI
Se
as receitas com soja e milho devem aumentar para US$ 21 bilhões em
relação às estimativas de fevereiro, as de carnes recuam para US$ 18,4
bilhões. Já os gastos com importações de carne bovina, produtos lácteos
e açúcar subiram.
CRÉDITO PARA PECUÁRIA
O
Banco do Brasil liberou uma linha de crédito para os pecuaristas. Até
R$ 130 mil, a taxa é de 6,75%, com prazo de cinco anos. Acima desse
valor, a taxa passa a ser de 12,5% a 14,7%, mas o prazo é reduzido para
três anos.
DIFERENCIADO
Júlio
Malheiros, da comissão de crédito da Acrimat (associação de criadores
de MT), diz que "toda linha de crédito é boa, mas os pecuaristas
precisam de um atendimento diferenciado, devido ao ciclo de produção
mais longo, diferente do da agricultura". Ele acha que a linha deveria
ter, no mínimo, seis anos de prazo.
DEMANDA FRACA
Nas
últimas semanas, a demanda por carnes bovinas desossadas e embaladas
vem perdendo força no atacado, conforme informações do Sindifrio. Com
isso, os preços permanecem estáveis.
SEM PRESSÃO
Os
preços dos produtos agropecuários, que chegaram a superar 40% no
acumulado de 12 meses em alguns meses de 2008, tiveram queda de 0,88%
neste mês, mostra a Fundação Getulio Vargas.
MAIORES QUEDAS
O
Índice de Preços por Atacado agrícola do IGP-M subiu 0,24% neste mês,
ante 0,84% em abril. Os produtos que mais caíram foram mamão (33%), uva
(23%) e laranja (13%), mostrou a pesquisa da FGV.
MERCADOS
A
alta do petróleo para os maiores patamares dos últimos seis meses deu
sustentação aos preços das commodities agrícolas nas Bolsas de Nova
York e de Chicago, ontem.
FUNDOS
Participação
maior dos fundos de investimento e dólar fraco ajudaram a sustentar os
preços naquelas Bolsas. Mesmo assim, algodão e soja tiveram queda nos
primeiros contratos.
Topo
Correpar
FEIJÃO CARIOCA:
Os
empacotadores mostraram um pequeno interesse ontem durante o dia.
Alguns a procura do feijão bastante escuro nota 6 ou 6,5 R$ 50,00 para
atender concorrência em algum tipo de negócio específico. Também com a
maior oferta de feijão comercial no Paraná diversos empacotadores de
todas as regiões começam a buscar oferta de feijão nota 9 e 10. O
desafio é que esta mercadoria recém colhida no sul de Minas, por
exemplo, está com umidade alta.
FEIJÃO PRETO:
Novamente houve um pequeno recuou na expectativa dos
produtores que
concordaram em voltar a efetuar vendas ao redor de R$ 67,00 – R$ 68,00
por saca, à vista, sem máquina na fazenda. Mercado com poucos negócios
compradores procurando o máximo de prazo.
LEILÕES
- Com 31% vendido no leilão de Pep esta semana não significa que o
problema junto ao produtor não persista. Tanto persiste que os preços
ainda estão abaixo do mínimo. O que pode ocorrer é que com a diminuição
do movimento de venda muitos empacotadores têm ainda, das edições
anteriores, saldos a serem cumpridos e comprovados. Novo leilão de
PEPRO, ou seja, para produtores, já foi agendado para próxima semana.
Ligue para Correpar (41) 3259.4433 e
participe.
Comente esta matéria enviando um email para marcelo@correpar.com.br
Topo
Gazeta Mercantil
O aumento das importações de trigo pelo Brasil em março interrompeu a trajetória de recuperação dos preços e as negociações no mercado interno. O movimento ainda foi agravado pela queda do dólar, moeda que baliza os preços nas Bolsa internacionais. A tonelada da commodity, que era negociada por R$ 560 no Paraná, em fevereiro, já recuou 20% nos três últimos meses, sendo encontrada atualmente por R$ 450 na mesma região. Por esse motivo, produtores interromperam as vendas à espera de melhora nas cotações. Os moinhos, com estoques mais altos, também diminuíram o volume de compras em compasso de espera pela isenção da tarifa para importação, que poderá sair nos próximos meses.
Segundo
dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da
Universidade de São Paulo (Cepea/USP), nos quatro primeiros meses de
2009 foram importadas 2,65 milhões de toneladas. Entre fevereiro e
março, o volume de compras saltou 26,7%, de uma média de pouco mais de
600 mil toneladas para 871 mil toneladas. O número caiu pela metade em
abril, quando 474 mil toneladas chegaram ao País. Lucílio Alves,
pesquisador do Cepea, explica que a maior parte do grão veio dos países
vizinhos. No entanto, afirma que a Europa e a América do Norte também
participaram com volumes pequenos. "No ano passado importamos muito
mais neste mesmo período. Mas como foi um ano atípico, não dá nem para
comparar". À época, a abundante oferta do produto na Argentina
favoreceu o fluxo entre os dois países.
Lawrence Pih,
presidente do Grupo Moinho Pacífico, também afirma que os moinhos estão
retraídos em virtude dos estoques altos. "Além disso, os produtores
também estão retraídos porque estão mais preocupados em vender soja,
que está com preços atrativos e é muito mais rentável", acrescentou.
Conforme disse, a estratégia da indústria moageira é usar todo o
estoque para depois participar dos leilões do governo. "Acredito que o
estoque seja de 1 milhão de toneladas. À rigor, temos trigo para três
meses no Brasil", completou.
O pesquisador do Cepea lembra que
a safra menor na Argentina deverá aumentar a demanda do País para trigo
de fora do Mercosul nos próximos meses. "Os argentinos não deixaram de
exportar ao Brasil, mas como a safra é muito baixa neste ano exigirá
compra de outras regiões". Conforme analistas, o país vizinho deverá
produzir cerca de 9,5 milhões de toneladas por causa da prolongada
estiagem que atingiu o país durante a maturação da lavoura.
No
entanto, Pih lembra que a liberação da Tarifa Externa Comum (TEC)
precisa levar em consideração a produção interna. "O governo tem a
obrigação de proteger o produtor. A queda do dólar já é um prejuízo,
que pode ser agravada pela retirada da TEC, diminuindo ainda mais a
demanda no mercado interno". Conforme observou, a liberação deveria ser
feita entre os meses de julho e agosto, para um volume de 500 mil
toneladas. "Acredito que não será preciso mais que isso porque ainda
tem a oferta em países como Uruguai e Paraguai", completou o executivo.
Alves lembrou ainda que a demanda do País é de 10,5 milhões de
toneladas. "Ano passado produzimos 6,5 milhões, que deverá ser repetido
em 2009. Ainda assim, precisaremos de 4 a 5 milhões de outros
mercados".
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