Assessoria de Comunicação Social

30 de junho de 2009




Destaques

DESTAQUES

Entressafra e concorrência fazem leite subir 9%

Valor Econômico

Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

A entressafra e a disputa por matéria-prima pelos laticínios fizeram o leite ao produtor registrar uma alta de 9,1% no país em junho, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Com isso, o preço médio pago ao produtor - pelo leite entregue em maio - ficou em R$ 0,684 por litro. De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot, com a menor oferta por causa da entressafra no Centro-Sul, as indústrias têm pago mais pelo leite para garantir o fornecimento.

Ele afirmou ainda que parte da alta ao produtor se deve a repasses em função dos aumentos expressivos recentes dos lácteos no varejo e no atacado. O levantamento da Scot mostra que o leite longa vida, por exemplo, alcançou R$ 2,25 o litro no atacado paulista em junho, acima dos R$ 2,14 de maio. No varejo de São Paulo, o valor médio do longa vida foi R$ 2,50 este mês, quase 10% a mais que em maio.

Segundo o analista, a captação de leite continua em baixa no Centro-Sul do país, mas a concentração de partos de bezerros nesta época do ano já faz a oferta de leite se estabilizar em algumas bacias leiteiras. Ele explicou que os pecuaristas programam os partos das vacas - o que eleva a produção de leite - para o período de entressafra justamente para aproveitar os preços mais altos do produto.

Além disso, os preços mais altos estimulam os pecuaristas a investirem na alimentação do gado leiteiro, o que também eleva a oferta do produto.

A expectativa de Rafael Ribeiro é de que a produção de leite comece a se estabilizar no país a partir de julho, o que deve frear a novas altas elevadas, principalmente no caso do longa vida. O produto já subiu 51,5% desde janeiro deste ano, segundo a Scot. Outro fator que deve evitar fortes alta do leite são as férias no próximo mês. Geralmente, o consumo de lácteos diminui nesse período do ano, observa Ribeiro.

Apesar da alta recente, os valores pagos ao produtor ainda são inferiores aos vistos no primeiro semestre de 2008, conforme os números da Scot. Mas atualmente os custos de produção na pecuária leiteira também são mais baixos do que no ano passado.

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Notícias Sistema FAEP

Termina hoje prazo para renegociar Dívida Ativa da União

Termina nesta terça-feira (30) o prazo para que produtores rurais façam o pagamento total ou a amortização mínima das operações de crédito rural contempladas pela Lei 11.775, sancionada no ano passado e que definiu os critérios para a renegociação de vários contratos. Este benefício, aplicável apenas àqueles que aderiram ao processo de repactuação dos débitos até dezembro do ano passado, abrange os programas de securitização I e II, Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA), Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.

Para os produtores que foram ao banco protocolar uma carta manifestando interesse em renegociar suas dívidas, serão concedidos descontos no valor total do passivo, taxas de juros menores, prazos maiores para pagamento em parcelas e bônus de adimplência para quem pagar as prestações em dia. No caso do Funcafé, há ainda a opção de fazer o pagamento das parcelas em equivalência produto (sacas de 60 quilos), até a data de vencimento, no local e condições definidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sendo que a conversão do valor atualizado será feita pelo preço mínimo vigente na data de pagamento. A data final para que os bancos formalizem a renegociação é 31 de agosto.

Também vence nesta terça-feira o prazo de adesão ao processo de renegociação daqueles produtores com operações inscritas na Dívida Ativa da União (DAU) até 29 de maio deste ano. O pedido deve ser feito junto ao Banco do Brasil, por meio de formulário ou na central de atendimento da instituição. Os telefones para as capitais e regiões metropolitanas é 4003 0494. Nas demais localidades, o número é 0800 880 0494. Para quem for liquidar a dívida, a solicitação para aderir à renegociação pode ser feita nas unidades estaduais da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e o prazo para pagamento total do saldo devedor é 30 de dezembro.

Para simular o valor do passivo a ser liquidado ou renegociado, o produtor rural poderá utilizar o software Agricalc 1.0, que está disponível nos sindicatos rurais. Agência CNA.

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Feira apresenta sistema de reciclagem, preservação e tecnologia ambiental

Entre os dias 8 e 11 de julho, acontece em Curitiba a quarta edição da ReciclAção – Feira Brasileira de Reciclagem Preservação e Tecnologia Ambiental. O evento vai apresentar ao público sistemas de gestão ambiental, serviços e tecnologias voltadas ao setor de reciclagem, reutilização e reaproveitamento de materiais, diante da preocupação de gerar o menor impacto ambiental possível. Simultaneamente à feira vão acontecer eventos científicos como palestras, simpósios e cursos com objetivo de promover e multiplicar a consciência ambiental.

De acordo com os organizadores, durante a programação o público vai poder participar do II Seminário de Saneamento Ambiental; Curso de Introdução ao Mercado de Reciclagem; Curso sobre PET – Os Caminhos da Reciclagem; Simpósio de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas; e o Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola: Resíduos de Origem Rurais, Urbanos e Industriais.

O objetivo do Simpósio é criar um fórum comum para a discussão do processo de gestão ambiental, enfatizando assuntos relativos às mudanças climáticas e à contribuição dos países desenvolvidos e em desenvolvimento para a solução desse problema; como também às perspectivas do mercado de carbono, da implantação e operação dos diferentes projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), até a negociação de seus direitos de emissão.

O Simpósio também vai discutir a necessidade de inventários de emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs), grandes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.

A ReciclAção 2009 conta com o patrocínio da Ambisol Soluções Ambientais e da Indústria e Comércio de Bombas Beto. São apoiadores deste evento a 3R Ambiental, Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – Curitiba (AEAPR-Curitiba), Bio-Acess Tecnologia em Biometria, Bolsa de Reciclagem – Sistema Fiep, Universidade Positivo, Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

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Previsão do tempo

Uma frente fria que avança sobre o sul do país deixa o tempo chuvoso em todo Paraná nesta terça-feira (30). Chuvas fortes acompanhadas de trovoadas estão previstas no Norte e Oeste do Estado. As temperaturas diminuem nas regiões Sudoeste, Centro e Sul no fim da tarde.

Curitiba     12°C    19°C
Paranaguá     14°C    21°C
Londrina     14°C    24°C
Maringá     11°C    25°C
Cascavel     11°C    18°C
Foz do Iguaçu     13°C    20°C
Ponta Grossa     12°C    19°C
Guarapuava     9°C    19°C
Fonte: Simepar.

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

Programa amplia incentivo à agricultura familiar e orgânica

Gazeta do Povo

O Alimenta Paraná, um novo programa do governo do estado, pretende incentivar o comércio de produtos da agricultura familiar e orgânica e aumentar a oferta à população. As ações incluem a implantação, reforma e ampliação de mercados municipais e feiras, fornecimento de equipamentos e instalação de unidades de beneficiamento e Centrais de Abastecimento (Ceasas), além da qualificação técnica. Para a definição dos equipamentos que serão instalados e ações a serem desenvolvidas em cada município, será realizada uma análise prévia da relação entre a sua função e as características da produção local ou regional. A intenção é evitar sobreposições e ameaças ao comércio tradicional da cidade ou região. Nas feiras livres em bairros, o estado vai fornecer um kit básico, no valor de R$ 4 mil cada, contendo barraca, balança, kit água, uniforme e cesto de lixo. O número de barracas a serem implantadas será definido de acordo com a população total, podendo variar de 10, para as cidades com até 5 mil habitantes, a 80, para aquelas com mais de 50 mil habitantes.

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BOVINOCULTURA DE CORTE

JBS-Friboi amplia recall de carne nos EUA

Folha de S. Paulo

Produtos podem estar contaminados com bactéria capaz de matar; 24 casos estão sendo investigados

A JBS Swift Beef Co. expandiu de 18,7 para 172,4 toneladas o recall anunciado na semana passada pela suspeita de que produtos de carne bovina originados na sua unidade em Greeley, no Estado do Colorado (EUA), estejam contaminados com a bactéria Escherichia coli.

Segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a E.coli O157:H7 é potencialmente letal. Causa diarreia com eliminação de sangue, desidratação e, em casos graves, insuficiência renal.

Pessoas muito jovens, idosas e com sistemas imunológicos debilitados são mais suscetíveis de contrair doenças via alimentos. O governo dos EUA investiga 24 casos da doença em vários Estados norte-americanos, com pelos menos 18 deles aparentemente associados ao consumo de carne.

O produto alvo de recall foi processado em 21 de abril. Os itens, distribuídos nos EUA e em outros países, incluem peças inteiras e porcionadas, embaladas em bandejas, em geral usadas para bifes e assados. Parte desse produto pode ter virado hambúrgueres em outras empresas, disse o Usda.

De acordo com Chandler Keys, porta-voz da JBS Swift, a contaminação pode ter ocorrido quando a carne foi processada por outras companhias.

"O recall é uma medida de precaução e está sendo conduzido espontaneamente pela companhia como forma de respeito aos seus clientes", disse, em comunicado, Jeremiah O"Callaghan, diretor de relações com investidores da JBS.

(GITÂNIO FORTES)

Com agências internacionais

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CANA-DE-AÇÚCAR

Estrangeiros avançam nos canaviais


Valor Econômico

Mônica Scaramuzzo, de São Paulo

Há exatos dez anos, as usinas do setor sucroalcooleiro do Brasil registraram a maior quebra da safra de cana de sua história. Pulverizado, com gestão predominantemente familiar, o setor era um dos únicos do país com 100% de capital nacional. Dez anos depois, a realidade é outra. Os grupos estrangeiros já representam 12,3% da moagem de cana do país e essa fatia só tende a crescer.

Com mais de 400 usinas no país, o perfil dos grupos econômicos do setor mudou muito na última década. O ranking dos dez maiores da safra 2008/09 não é o mesmo de 1999/00, quando nenhuma companhia estrangeira sequer fazia parte dessa lista. Em 2008/09, que se encerrou em março, os grupos franceses Tereos, controlador da Açúcar Guarani, e Louis Dreyfus, ocupavam posição de destaque. Neste ciclo 2009/10, a Dreyfus assumirá a vice-liderança, se concluir a negociação com a Santelisa, ficando atrás somente da Cosan, líder absoluta.

A Louis Dreyfus foi a primeira companhia a chegar ao Brasil, com a aquisição da usina Cresciumal, em Leme (SP), em 2000. No ano seguinte, foi a vez da Béghin-Say (incorporada pela Tereos). O próprio grupo Cosan, cujo empresário Rubens Ometto, presidente da companhia, detém o controle, tem investidores estrangeiros como acionistas. Sozinha, a Cosan processa mais cana que todos os produtores do Paquistão juntos, o quinto maior produtor mundial de cana, observa Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro.

Nos últimos quatro anos, com o boom do etanol no mercado internacional, o Brasil tornou-se alvo de investidores estrangeiros na área. Multinacionais como Cargill, Bunge, ADM, tradings, entre elas as japonesas Sojitz, Mitsui e Itochu, fundos de investimentos internacionais compraram participações em usinas. Levantamento da Datagro mostra que a fatia dos estrangeiros na moagem de cana no país saltou de 11,9% em 2007/08 para 12,3% em 2009/10. Há cinco anos, não representava 5% do total de cana processada no país.

"Apesar da maior participação de grupos estrangeiros no setor sucroalcooleiro, a fatia de grupos nacionais continua significativa, com os recentes investimentos de tradicionais empresários em novas usinas", afirma uma fonte.

De fato, a participação de grupos nacionais ainda é forte no segmento. Contudo, a desnacionalização tem ganhado força à medida que o crédito farto às usinas foi cortado e as grandes matrizes das multinacionais são as poucas opções de aporte, sem depender de linhas de financiamento. O grupo paulista Moema, que negocia uma fatia significante ou mesmo o controle da companhia, está na mira de multinacionais. Na safra 2008/09, a Moema ocupava a quinta posição no ranking das maiores.

O grupo Cosan que na última safra controlava 18 usinas produtoras passou a deter 21 unidades produtoras com a aquisição da Nova América, com uma moagem de 57 milhões de toneladas nesta safra. Com a Nova América, o grupo se distanciou do vice-líder do setor - a Santelisa, que está em processo de incorporação pela Louis Dreyfus. Se concretizada a operação, prevista para julho, a Dreyfus saltará da oitava posição no ranking para o segundo lugar.

O sobe-e-desce no ranking do setor ficou mais intenso nos últimos anos, sobretudo com a chegada de novos players no mercado. Grupos que estavam no topo da lista há dez anos, como Santa Terezinha, do Paraná, os paulistas Lincoln Junqueira, e Zillo Lorenzetti, caíram algumas posições, cedendo espaço para estrangeiros, como o Tereos, que nos últimos anos fez aquisições e também construiu novas unidades produtoras.

Levantamento realizado pela Unica (União da Indústria Canavieira de São Paulo) mostra que os 30 maiores grupos econômicos do setor controlam 91 usinas, processam 46,7% da produção de açúcar do Centro-Sul e 54% da oferta de álcool em 2008/09.

"A filosofia do Rubens [Ometto, presidente da Cosan] sempre foi de crescer. Começamos com uma usina na década de 80. Nossa preocupação agora não é mais em aumentar as unidades produtoras, mas sim a nossa rentabilidade", diz Pedro Mizutani, vice-presidente geral da Cosan.

Segundo analistas ouvidos pelo Valor, grupos como a Bunge, ADM e Cargill poderão elevar sua participação no mercado brasileiro. Fundos internacionais poderão elevar seus investimentos quando o período de recessão global passar. A Bunge, por exemplo, fez sua estreia no setor em 2006, com a compra de uma usina em Minas Gerais. Depois, adquiriu mais uma unidade em Mato Grosso do Sul e construirá sua terceira planta em Tocantins. A multinacional tem como parceira a trading japonesa Itochu.

Com a crise financeira que atingiu boa parte das usinas do país, a tendência é que as unidades menos produtivas sejam incorporadas pelas maiores. No país, há 63 unidades que processam menos de 1 milhão de toneladas de cana. Esse volume é considerado baixo para o setor. Uma unidade de "greenfield" (construção a partir do zero) tem sua primeira moagem em torno de 1 milhão de toneladas e depois triplica esse volume. Essas 63 unidades representam, juntas, 6% do total da cana processada na região Centro-Sul, de acordo com levantamento da Unica.

Como os ativos das usinas ficaram mais baratos por conta da turbulência financeira, a expectativa é de que os grupos de grande e médio portes priorizem as aquisições e abram mão dos projetos "greenfield". A estimativa é de que 23 novas usinas entrem em operação nesta nova safra.

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COMMODITIES

Relatório de área (Vaivém das commodities)

Mauro Zafalon

O Departamento de Agricultura dos EUA deve apontar hoje uma área de 32 milhões de hectares de soja -em março, 30,8 milhões. Vários fatores levarão a essa alta, segundo Daniele Siqueira, da AgRural.

Subestimada

Siqueira diz que o mercado já vem assimilando o avanço porque a área de março estava subestimada. Além disso, quem perdeu a "janela" de plantio de milho, devido à umidade do terreno, optou pela soja.

Preços melhores

A melhora nos preços futuros da soja também ajudou a elevar a área. Em março, a soja valia 2 vezes o preço do milho, nas cotações de Chicago. Agora, vale 2,5 vezes, diz Siqueira.

Lavoura

Uma má notícia para o Brasil: a produção dos EUA deverá ser boa. As condições da lavoura do oeste do chamado "cinturão verde" são as melhores desde 1994. No leste do cinturão, onde havia excesso de umidade, as condições também melhoram.

De olho na venda

Com as boas condições de produção nos EUA, os produtores brasileiros devem aproveitar o retorno das cotações da soja a US$ 12 por bushel para fazer vendas parceladas do saldo remanescente da safra 2008/9, diz a Céleres.

Não se mantém

Para a consultoria, não haverá manutenção de alta dos preços da oleaginosa no médio e longo prazos. No curto prazo, ainda pode haver alta.

Pressão maior

Os produtos agropecuários elevaram a pressão no atacado neste mês. Acompanhamento de preços da FGV mostrou alta de 1% no IPA (Índice de Preços por Atacado) neste mês, acima do 0,24% de maio. Leite e soja lideraram as altas no período.

Praga no eucalipto

O percevejo bronzeado, nativo da Austrália, continua se espalhando pelo país. A dispersão do inseto está seguindo o caminho das estradas, por onde são transportadas as toras de eucalipto, diz a Embrapa. Trata-se de um inseto sugador, que reduz a capacidade de a árvore realizar a fotossíntese.

Carnes lideram

Os preços recebidos pelos produtores paulistas subiram 1,8% na terceira quadrissemana deste mês. Carnes e leite lideraram, diz o IEA (Instituto de Economia Agrícola).

No azul

A recuperação dos preços do açúcar permitiu à São Martinho ter lucro líquido de R$ 33,1 milhões no quarto trimestre do ano fiscal de 2009. No acumulado de 12 meses, a empresa teve perda de R$ 71,9 milhões.

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Fator Índia (Commodities Agrícolas)

Valor Econômico

O preço do açúcar no mercado internacional foi ontem a seu maior nível em três anos, seguindo a direção ditada pela Índia. A produção de açúcar no país, o segundo maior produtor da commodity no mundo, pode frustrar as previsões porque as chuvas estão abaixo da média. Prakash Naiknavare, diretor da Federação de Usinas de Açúcar de Maharashtra, maior Estado açucareiro do país, disse ontem que a Índia deve produzir 17,5 milhões de toneladas no período de um ano que começa em 1º de outubro - a previsão feita em maio era de 18 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos de açúcar para outubro subiram 59 pontos, para 17,90 cents por libra-peso. No mercado interno, o preço da saca de 50 quilos caiu 0,07%, para R$ 41,03, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Sem tendência definida

Os negócios com soja no mercado futuro terminaram ontem sem tendência definida. Na bolsa de Chicago, os contratos de vencimento mais próximo, da safra "velha", subiram, impulsionados pela situação apertada dos estoques. Os contratos da safra que ainda será colhida, em contrapartida, recuaram, já que as lavouras do Meio-Oeste americano têm enfrentando poucos problemas climáticos. Os papéis da oleaginosa para julho avançaram 14 centavos de dólar em Chicago, para US$ 12,15 por bushel, e os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 6 cents, aos US$ 11,22 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 45,83, uma baixa de 0,04%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Clima favorável

O clima ameno e úmido no Meio-Oeste americano deve contribuir para o desenvolvimento das lavouras de grãos na região e para aumentar o potencial de produtividade dessas culturas. Esse fator puxou o declínio dos preços do milho ontem, segundo analistas consultados pela agência Bloomberg. "Não há um clima que ameace as plantações", afirmou Chad Henderson, analista de mercado da Prime Agricultural Consultants em Brookfield, Wisconsin. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em setembro caíram 7,25 centavos de dólar, para US$ 3,8450 por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos de milho recuou 0,69%, para R$ 17,24, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Alta em São Paulo

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de junho com variação positiva de 1,82%. Foi a 10ª alta quadrissemanal consecutiva do indicador, desta vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem animal. Este subiu 6,82%, puxado por carne de frango (15,56%) e leite C (12,22%). Já o grupo de produtos de origem vegetal registrou baixa de 0,2% na média ponderada, com destaque para as quedas de banana nanica (7,.79%), amendoim (7,77%) e laranja para mesa (5,27%).

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FEIJÃO

Mercado

Correpar

FEIJÃO CARIOCA- Com aumento da procura nas fontes, foi pago ao redor de Brasília até R$ 110,00 por saco de 60 kg.  Esta reação está dentro  das previsões para esta época do ano e também do mês. A hora agora é de vender - aproveitar o mercado e o momento que ainda terá 30 dias até a saída mais forte do feijão irrigado. Certamente outros bons momentos vão ocorrer para os que plantaram, mas lucro não quebra ninguém e seguir vendendo na medida em que se vai colhendo e não especulando com todo o lote de produto, certamente é uma recomendação sensata.

FEIJÃO PRETO – Muitos produtores argentinos estão cometendo alguns erros de estratégia.  Imaginar que o preço vai subir como o ano passado não é uma boa análise do mercado. Sonhar com US$ 1.000,00 por tonelada pode se mostrar um pesadelo. A realidade econômica do Brasil é outra, aumenta o desemprego o PIB será negativo, os supermercados repõem lentamente no compasso da demanda.  Assim como os empacotadores brasileiros podem, a qualquer momento, tomar duas iniciativas: 1- pedir a liberação dos estoques do governo de feijão de muito boa qualidade que foi adquirido na ultima safra e 2 – Importar da China que está abarrotada de feijão e terá em setembro mais uma grande safra  detalhe com máximo 2% de defeitos totais e HPS. 

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FUNDIÁRIO / MST

Gafanhotos na defesa da lavoura (Editorial)

Estadão

Aqui em São Paulo, o Incra talvez devesse se chamar Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Movimento dos Sem-Terra (Incra-MST). Desse modo, ficariam explicitadas tanto a relação umbilical do órgão com este movimento dito social como seus objetivos ideológicos e fisiológicos.

Matéria dos repórteres Roldão Arruda e José Maria Tomazella, publicada ontem no Estado, dá conta de que os três coordenadores do núcleo de apoio do Incra no Pontal do Paranapanema, região que concentra o maior número de assentamentos rurais no Estado de São Paulo, são ex-militantes do MST e já exerceram funções na Cocamp - cooperativa cujo nome tem sido citado em inquéritos policiais e processos judiciais sobre o mau uso do dinheiro público. Como se sabe, essa cooperativa é uma das entidades criadas para receber verbas públicas e repassá-las para o MST, que, não tendo existência legal, usa desse subterfúgio para não se submeter aos controles fiscais e contábeis do Estado. Trata-se, assim, de uma das "entidades-laranja" dos sem-terra, nascidas para burlar a lei, e que fazem burla em segundo grau com o dinheiro dos contribuintes.

Os salários dos três coordenadores não são pagos diretamente pelo Incra, mas pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), entidade "sem fins lucrativos" que está no centro de acirrada polêmica entre a direção do Incra em São Paulo e órgãos de representação dos funcionários da casa. Estes suspeitam que o superintendente regional do Incra em São Paulo - o mesmo, aliás, que em maio foi condenado pela Justiça em Presidente Prudente, por ter autorizado, em 2003, a assinatura de convênio ilegal com uma cooperativa de assentados ligada ao MST - esteja utilizando a Fepaf para a contratação de pessoas ligadas ao MST, para atuar tanto nos assentamentos quanto na sede da instituição, neste Estado, com o repasse de dinheiro à fundação por meio de convênios.

Os representantes dos servidores do Incra em São Paulo já encaminharam à presidência do órgão, em Brasília, denúncia contra o acelerado processo de terceirização conduzido pelo superintendente regional: para 120 funcionários, há mais de 400 terceirizados, remunerados via Fepaf.

Até 2003, quando tomou posse o atual superintendente do Incra em São Paulo, a Fepaf era quase alheia às atividades do instituto. Em 2004 ele fez o primeiro convênio com a fundação, para a contratação de estagiários, no valor de R$ 10 mil. Em 2005, o valor desses convênios saltou para R$ 6,2 milhões e assim continuou a subir, até chegar a R$ 16,9 milhões no ano passado. Quase todo o dinheiro "conveniado", que ultrapassa R$ 60 milhões, é destinado ao pagamento de pessoal, em atividades como a vistoria e avaliação para análise cadastral de imóveis rurais, obtenção de terras para a reforma agrária, manejo de recursos naturais em assentamentos, assistência social e jurídica às famílias acampadas, assistência técnica e qualificação de trabalhadores rurais. O que causa estranheza aos servidores - e não só a eles - é que todas as pessoas envolvidas nessas atividades não passaram por concurso público. Mais estranho ainda é a presença de pessoas notoriamente ligadas ao MST à frente dessas atividades, porque é patente o conflito de interesses que opõe, de um lado, os sem-terra e, de outro, os proprietários rurais. Era de esperar que um órgão público mantivesse um mínimo de neutralidade técnica para lidar com tais conflitos - o que se torna impossível quando a instituição pública está inteiramente "aparelhada", no sentido político-ideológico que bem conhecemos.

Quando um movimento dito "social" se mantém deliberadamente na ilegalidade para receber verbas públicas sem controle público, o caso é grave; quando o mesmo movimento dito "social" pratica o sistemático desrespeito às leis e aos direitos alheios - como o MST em suas invasões e depredações - o caso é gravíssimo; agora, quando um movimento dito "social" faz tudo isso e ainda se insere no próprio organismo do Estado, para de lá comandar seus próprios interesses, então a situação é de desmedida gravidade: trata-se de uma nuvem de gafanhotos assumindo o posto de sentinelas da lavoura.

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HORTIFRUTICULTURA

Fruta doce. Preço amargo

Gazeta do Povo

Crise financeira derruba os preços no começo da safra e a caixa da laranja ao produtor é cotada à metade da média registrada na mesma época do ano passado

Paranavaí e Umuarama - De olho no reaquecimento da economia mundial, os produtores de laranja do Paraná estão iniciando a colheita da safra 2009/10 ainda perplexos em relação aos preços que receberão pela fruta. Segundo um dos maiores produtores do estado, Gilberto Pratinha, de Paranavaí, a previsão de pagamento para as primeiras caixas colhidas na região varia entre R$ 4 e R$ 4,50, exatamente a metade da média paga no ano passado. O que vai diminuir as perdas do setor é o mercado in natura, onde a mesma caixa de 40,8 quilos é vendida atualmente por R$ 9.

O problema é que somente de 30 a 40% da produção estadual vai para os supermercados, depósitos de frutas ou feiras. A maior parte da produção é levada para as três indústrias de sucos concentrados do Paraná, localizadas em Paranavaí (Cocamar e Citri) e em Rolândia (Corol). E praticamente todo o suco é exportado, principalmente para a Europa, onde a recessão aterrissou desde o ano passado e também provocou queda nas vendas do produto. “Nossa esperança é a retomada do crescimento nos países europeus para que o consumo de suco volte a crescer”, diz Pratinha. Ele acrescenta que os preços do produto até o fim do ano são uma incógnita, já que os estoques estão altos.

Paraná
Pomares superam os 20 mil hectares

Depois de passar 30 anos (1957 a 1987) proibido de plantar laranja por causa do cancro cítrico, o Paraná possuía até o fim do ano passado 20.220 hectares com a cultura, conforme dado preliminar do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento(Seab).

A Cooperativa Agroindustrial Cocamar, que deu a largada na colheita, há 15 dias, aposta numa produtividade média de 2 a 2,5 caixas por planta. O agrônomo da cooperativa, Leandro César Teixeira diz que, apesar da seca, os pomares estão bem nutridos e devem garantir uma boa produção. Somente a Cocamar possui 6,2 mil hectares de laranja em fase de produção na região de Paranavaí.

Ao todo, a cooperativa tem 8,2 mil hectares cultivados na região Noroeste. A previsão é produzir 4,4 milhões de caixas da fruta na safra atual, contra 3,6 milhões da safra passada, o que corresponde a um aumento de 800 mil caixas. A colheita vai continuar até o fim do ano.

Os irmãos Luiz Cláudio e Flávio Marcon destinaram 20% do sítio de 50 alqueires para o cultivo da laranja no bairro Cione em Cruzeiro do Oeste. São 3.500 pés em fase de produção e outros 5.000 em formação com apenas dois anos do plantio. Na propriedade deles, a seca deixou prejuízos e a previsão de quebra na safra é de aproximadamente 20%. Luiz Cláudio diz que no ano passado vendeu a caixa por média de R$ 7 e garante que se em 2009 o preço for inferior o prejuízo será grande. “Abaixo de R$ 7 a caixa a cultura se torna impraticável”.

Crise mundial
Os reflexos da crise internacional também respingaram nas indústrias de citros por causa da redução no consumo de suco e da fruta. Líderes e técnicos do setor se reuniram para discutir a situação e, segundo o técnico do Departamento de Economia Rural do Paraná Paulo Andrade, a esperança de reação positiva é grande. Por isso, "os projetos de novos empreendimentos estão mantidos por causa da confiança num futuro promissor”.

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INSUMOS 

Queda de preços dos insumos alivia produtor de soja de MT

Valor Econômico

Safra 2009/10: Sojicultores do Estado precisarão de R$ 7,2 bi para custear plantio, diz Imea

Patrick Cruz, de São Paulo

A safra 2009/10 de soja de Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa no país, terá uma necessidade de recursos 15% menor que a exigida na temporada 2008/09, segundo estudo inédito do Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea), que será divulgado hoje. O declínio ocorrerá em virtude da baixa generalizada dos preços dos insumos, em particular dos de fertilizantes, de acordo com análise da entidade.

O estudo aponta necessidade de R$ 7,2 bilhões para custear o plantio em 2009/10. Na safra anterior, os sojicultores do Estado precisaram de R$ 8,5 bilhões para trabalhar na safra. Como é usual em Mato Grosso, as tradings permanecerão como os principais agente de financiamento dos produtores do Estado, com uma fatia de 35%.

De uma temporada a outra, contudo, cresceu a exigência de uso de recursos próprios dos produtores para o financiamento do produção. Em lugar dos 22% apurados na temporada 2008/09, a sojicultura de Mato Grosso vai ser tocada com 34% de dinheiro dos próprios produtores, segundo aponta o levantamento do Imea.

"Isso é o que teoricamente o produtor vai precisar tirar do próprio bolso, mas o pessoal acaba pegando dinheiro com parentes ou agiotas", diz Seneri Paludo, superintendente do Imea. Ocorreu uma mudança do cenário, afirma Paludo, mas a situação não ficou exatamente pior.

No último trimestre de 2008, com o recrudescimento da crise econômica, as previsões para o crédito no campo eram tenebrosas para a agricultura em 2009. Isso deveria abater especialmente a agricultura empresarial de Mato Grosso, bastante dependente dos desembolsos das tradings.

"O que temos percebido é que as tradings, se não aumentarem os desembolsos, vão pelo menos manter o volume financiado na safra passada", diz o superintendente do Imea. Ao Valor, três importantes companhias nessa atividade, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, já informaram que manterão ou elevarão o montante dos recursos ofertados para os agricultores na safra 2009/10.

A estratificação do estudo do Imea foi alterada neste ano. As tradings devem responder por 35% dos recursos a serem utilizados pelos sojicultores de Mato Grosso, mas, se somados os 14% a serem desembolsados pelas revendas de insumos, a fatia aproxima-se de 50%, percentual dos recursos pelo qual as indústrias e o setor privado ficaram responsáveis na temporada 2008/09. Uma nova versão do estudo do Imea deve ser feita até o fim do ano.

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OUTROS

Da teoria à prática, o desafio do Plano Safra

Gazeta do Povo

Prever ou destinar verbas é fácil. O difícil é garantir a aplicação desses recursos, no tempo e na medida certa, conforme a demanda da cadeia produtiva, do produtor à agroindústria. Não resta dúvida de que o Plano Agrícola e Pecuário 2009/10, lançado na semana passada, é o maior e também o melhor da história da política agrícola do país. Pode não ser o ideal, mas o avanço é inquestionável. Agora, se os R$ 107,5 bilhões serão ou não suficientes, só vamos saber ao longo do percurso.

É preciso admitir o cuidado e a atenção toda especial do governo federal com o campo. Vamos ver daqui pra frente, como a União vai lidar com o eterno desafio de garantir o acesso aos recursos. Ao lado das condições de infraestrutura, esse é o grande gargalo da agricultura. O próprio presidente Lula, no lançamento do plano, em Londrina, destacou esta dificuldade. “Não acreditem em todos os números que disseram aqui. Eles só serão verdadeiros quando forem executados. Entre decidir liberar, e liberar, o caminho é muito grande.” Apesar de chamar a responsabilidade para si e permitir ser cobrado pelo seu interlocutor, o ministro Reinhold Stephanes, quanto à liberação dos recursos, a preocupação do presidente também é a de todos os produtores, e há anos.

O importante, aqui, é ter a consciência de que isso passa, basicamente, por um entendimento interno do governo, e depende, muitas vezes, de um pouco de boa vontade dos agentes financeiros. E Deus, senhor presidente, não tem nada a ver com isso, pelo menos não a ponto de justificar o seu apelo: “Plantem, pelo amor de Deus”.

Giovani Ferreira

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SUINOCULTURA

Embargo russo

Valor Econômico

A Rússia suspendeu a importação de carne suína de uma empresa do Brasil e de três da Espanha devido à detecção da bactéria listéria em produtos, segundo comunicado do Serviço de Controle Fitossanitário da Rússia divulgado pela agência Interfax, segundo agência Efe. Estão proibidas as importações a partir de 8 de julho. Três empresas americanas - uma de aves e outra de suínos - também tiveram as exportações suspensas após a detecção de antibióticos nos produtos. Uma companhia alemã de carne suína foi proibida de vender à Rússia por causa de contaminação com salmonela.

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