

| Produto | Preço |
|---|---|
| Café (PR) - sc/60Kg | 235,00/sc |
| Trigo (Ponta Grossa) - t | 540,00/t |
| Soja (Paranaguá) - sc/60Kg | 53,00/sc |
| Boi (PR) - R$/@ | 78,00/@ |
| Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg | 19,00/sc |
Valor Econômico
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo
A
entressafra e a disputa por matéria-prima pelos laticínios fizeram o
leite ao produtor registrar uma alta de 9,1% no país em junho, de
acordo com levantamento da Scot Consultoria. Com isso, o preço médio
pago ao produtor - pelo leite entregue em maio - ficou em R$ 0,684 por
litro. De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot, com a menor
oferta por causa da entressafra no Centro-Sul, as indústrias têm pago
mais pelo leite para garantir o fornecimento.
Ele afirmou
ainda que parte da alta ao produtor se deve a repasses em função dos
aumentos expressivos recentes dos lácteos no varejo e no atacado. O
levantamento da Scot mostra que o leite longa vida, por exemplo,
alcançou R$ 2,25 o litro no atacado paulista em junho, acima dos R$
2,14 de maio. No varejo de São Paulo, o valor médio do longa vida foi
R$ 2,50 este mês, quase 10% a mais que em maio.
Segundo o
analista, a captação de leite continua em baixa no Centro-Sul do país,
mas a concentração de partos de bezerros nesta época do ano já faz a
oferta de leite se estabilizar em algumas bacias leiteiras. Ele
explicou que os pecuaristas programam os partos das vacas - o que eleva
a produção de leite - para o período de entressafra justamente para
aproveitar os preços mais altos do produto.
Além disso, os
preços mais altos estimulam os pecuaristas a investirem na alimentação
do gado leiteiro, o que também eleva a oferta do produto.
A
expectativa de Rafael Ribeiro é de que a produção de leite comece a se
estabilizar no país a partir de julho, o que deve frear a novas altas
elevadas, principalmente no caso do longa vida. O produto já subiu
51,5% desde janeiro deste ano, segundo a Scot. Outro fator que deve
evitar fortes alta do leite são as férias no próximo mês. Geralmente, o
consumo de lácteos diminui nesse período do ano, observa Ribeiro.
Apesar
da alta recente, os valores pagos ao produtor ainda são inferiores aos
vistos no primeiro semestre de 2008, conforme os números da Scot. Mas
atualmente os custos de produção na pecuária leiteira também são mais
baixos do que no ano passado.
Termina nesta terça-feira (30) o prazo para que produtores rurais façam o pagamento total ou a amortização mínima das operações de crédito rural contempladas pela Lei 11.775, sancionada no ano passado e que definiu os critérios para a renegociação de vários contratos. Este benefício, aplicável apenas àqueles que aderiram ao processo de repactuação dos débitos até dezembro do ano passado, abrange os programas de securitização I e II, Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA), Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
Para os produtores que foram ao banco protocolar uma carta manifestando interesse em renegociar suas dívidas, serão concedidos descontos no valor total do passivo, taxas de juros menores, prazos maiores para pagamento em parcelas e bônus de adimplência para quem pagar as prestações em dia. No caso do Funcafé, há ainda a opção de fazer o pagamento das parcelas em equivalência produto (sacas de 60 quilos), até a data de vencimento, no local e condições definidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sendo que a conversão do valor atualizado será feita pelo preço mínimo vigente na data de pagamento. A data final para que os bancos formalizem a renegociação é 31 de agosto.
Também vence nesta terça-feira o prazo de adesão ao processo de renegociação daqueles produtores com operações inscritas na Dívida Ativa da União (DAU) até 29 de maio deste ano. O pedido deve ser feito junto ao Banco do Brasil, por meio de formulário ou na central de atendimento da instituição. Os telefones para as capitais e regiões metropolitanas é 4003 0494. Nas demais localidades, o número é 0800 880 0494. Para quem for liquidar a dívida, a solicitação para aderir à renegociação pode ser feita nas unidades estaduais da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e o prazo para pagamento total do saldo devedor é 30 de dezembro.
Para simular o valor do passivo a ser liquidado ou renegociado, o produtor rural poderá utilizar o software Agricalc 1.0, que está disponível nos sindicatos rurais. Agência CNA.
Entre os dias 8 e 11 de julho, acontece em Curitiba a quarta edição da ReciclAção – Feira Brasileira de Reciclagem Preservação e Tecnologia Ambiental. O evento vai apresentar ao público sistemas de gestão ambiental, serviços e tecnologias voltadas ao setor de reciclagem, reutilização e reaproveitamento de materiais, diante da preocupação de gerar o menor impacto ambiental possível. Simultaneamente à feira vão acontecer eventos científicos como palestras, simpósios e cursos com objetivo de promover e multiplicar a consciência ambiental.
De acordo com os organizadores, durante a programação o público vai poder participar do II Seminário de Saneamento Ambiental; Curso de Introdução ao Mercado de Reciclagem; Curso sobre PET – Os Caminhos da Reciclagem; Simpósio de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas; e o Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola: Resíduos de Origem Rurais, Urbanos e Industriais.
O objetivo do Simpósio é criar um fórum comum para a discussão do processo de gestão ambiental, enfatizando assuntos relativos às mudanças climáticas e à contribuição dos países desenvolvidos e em desenvolvimento para a solução desse problema; como também às perspectivas do mercado de carbono, da implantação e operação dos diferentes projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), até a negociação de seus direitos de emissão.
O Simpósio também vai discutir a necessidade de inventários de emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs), grandes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.
A ReciclAção 2009 conta com o patrocínio da Ambisol Soluções Ambientais e da Indústria e Comércio de Bombas Beto. São apoiadores deste evento a 3R Ambiental, Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – Curitiba (AEAPR-Curitiba), Bio-Acess Tecnologia em Biometria, Bolsa de Reciclagem – Sistema Fiep, Universidade Positivo, Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Uma frente fria que avança sobre o sul do país deixa o tempo chuvoso em todo Paraná nesta terça-feira (30). Chuvas fortes acompanhadas de trovoadas estão previstas no Norte e Oeste do Estado. As temperaturas diminuem nas regiões Sudoeste, Centro e Sul no fim da tarde.
Curitiba 12°C 19°C
Paranaguá 14°C 21°C
Londrina 14°C 24°C
Maringá 11°C 25°C
Cascavel 11°C 18°C
Foz do Iguaçu 13°C 20°C
Ponta Grossa 12°C 19°C
Guarapuava 9°C 19°C
Fonte: Simepar.
Gazeta do Povo
O Alimenta Paraná, um novo programa do governo do estado, pretende incentivar o comércio de produtos da agricultura familiar e orgânica e aumentar a oferta à população. As ações incluem a implantação, reforma e ampliação de mercados municipais e feiras, fornecimento de equipamentos e instalação de unidades de beneficiamento e Centrais de Abastecimento (Ceasas), além da qualificação técnica. Para a definição dos equipamentos que serão instalados e ações a serem desenvolvidas em cada município, será realizada uma análise prévia da relação entre a sua função e as características da produção local ou regional. A intenção é evitar sobreposições e ameaças ao comércio tradicional da cidade ou região. Nas feiras livres em bairros, o estado vai fornecer um kit básico, no valor de R$ 4 mil cada, contendo barraca, balança, kit água, uniforme e cesto de lixo. O número de barracas a serem implantadas será definido de acordo com a população total, podendo variar de 10, para as cidades com até 5 mil habitantes, a 80, para aquelas com mais de 50 mil habitantes.
Folha de S. Paulo
Produtos podem estar contaminados com bactéria capaz de matar;
24 casos estão sendo investigados
A
JBS Swift Beef Co. expandiu de 18,7 para 172,4 toneladas o recall
anunciado na semana passada pela suspeita de que produtos de carne
bovina originados na sua unidade em Greeley, no Estado do Colorado
(EUA), estejam contaminados com a bactéria Escherichia coli.
Segundo
o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a E.coli
O157:H7 é potencialmente letal. Causa diarreia com eliminação de
sangue, desidratação e, em casos graves, insuficiência renal.
Pessoas
muito jovens, idosas e com sistemas imunológicos debilitados são mais
suscetíveis de contrair doenças via alimentos. O governo dos EUA
investiga 24 casos da doença em vários Estados norte-americanos, com
pelos menos 18 deles aparentemente associados ao consumo de carne.
O
produto alvo de recall foi processado em 21 de abril. Os itens,
distribuídos nos EUA e em outros países, incluem peças inteiras e
porcionadas, embaladas em bandejas, em geral usadas para bifes e
assados. Parte desse produto pode ter virado hambúrgueres em outras
empresas, disse o Usda.
De acordo com Chandler Keys, porta-voz
da JBS Swift, a contaminação pode ter ocorrido quando a carne foi
processada por outras companhias.
"O recall é uma medida de
precaução e está sendo conduzido espontaneamente pela companhia como
forma de respeito aos seus clientes", disse, em comunicado, Jeremiah
O"Callaghan, diretor de relações com investidores da JBS.
(GITÂNIO FORTES)
Com agências internacionais
Valor Econômico
Mônica Scaramuzzo, de São Paulo
Há
exatos dez anos, as usinas do setor sucroalcooleiro do Brasil
registraram a maior quebra da safra de cana de sua história.
Pulverizado, com gestão predominantemente familiar, o setor era um dos
únicos do país com 100% de capital nacional. Dez anos depois, a
realidade é outra. Os grupos estrangeiros já representam 12,3% da
moagem de cana do país e essa fatia só tende a crescer.
Com
mais de 400 usinas no país, o perfil dos grupos econômicos do setor
mudou muito na última década. O ranking dos dez maiores da safra
2008/09 não é o mesmo de 1999/00, quando nenhuma companhia estrangeira
sequer fazia parte dessa lista. Em 2008/09, que se encerrou em março,
os grupos franceses Tereos, controlador da Açúcar Guarani, e Louis
Dreyfus, ocupavam posição de destaque. Neste ciclo 2009/10, a Dreyfus
assumirá a vice-liderança, se concluir a negociação com a Santelisa,
ficando atrás somente da Cosan, líder absoluta.
A Louis
Dreyfus foi a primeira companhia a chegar ao Brasil, com a aquisição da
usina Cresciumal, em Leme (SP), em 2000. No ano seguinte, foi a vez da
Béghin-Say (incorporada pela Tereos). O próprio grupo Cosan, cujo
empresário Rubens Ometto, presidente da companhia, detém o controle,
tem investidores estrangeiros como acionistas. Sozinha, a Cosan
processa mais cana que todos os produtores do Paquistão juntos, o
quinto maior produtor mundial de cana, observa Guilherme Nastari,
diretor da consultoria Datagro.
Nos últimos quatro anos, com
o boom do etanol no mercado internacional, o Brasil tornou-se alvo de
investidores estrangeiros na área. Multinacionais como Cargill, Bunge,
ADM, tradings, entre elas as japonesas Sojitz, Mitsui e Itochu, fundos
de investimentos internacionais compraram participações em usinas.
Levantamento da Datagro mostra que a fatia dos estrangeiros na moagem
de cana no país saltou de 11,9% em 2007/08 para 12,3% em 2009/10. Há
cinco anos, não representava 5% do total de cana processada no país.
"Apesar
da maior participação de grupos estrangeiros no setor sucroalcooleiro,
a fatia de grupos nacionais continua significativa, com os recentes
investimentos de tradicionais empresários em novas usinas", afirma uma
fonte.
De fato, a participação de grupos nacionais ainda é
forte no segmento. Contudo, a desnacionalização tem ganhado força à
medida que o crédito farto às usinas foi cortado e as grandes matrizes
das multinacionais são as poucas opções de aporte, sem depender de
linhas de financiamento. O grupo paulista Moema, que negocia uma fatia
significante ou mesmo o controle da companhia, está na mira de
multinacionais. Na safra 2008/09, a Moema ocupava a quinta posição no
ranking das maiores.
O grupo Cosan que na última safra
controlava 18 usinas produtoras passou a deter 21 unidades produtoras
com a aquisição da Nova América, com uma moagem de 57 milhões de
toneladas nesta safra. Com a Nova América, o grupo se distanciou do
vice-líder do setor - a Santelisa, que está em processo de incorporação
pela Louis Dreyfus. Se concretizada a operação, prevista para julho, a
Dreyfus saltará da oitava posição no ranking para o segundo lugar.
O
sobe-e-desce no ranking do setor ficou mais intenso nos últimos anos,
sobretudo com a chegada de novos players no mercado. Grupos que estavam
no topo da lista há dez anos, como Santa Terezinha, do Paraná, os
paulistas Lincoln Junqueira, e Zillo Lorenzetti, caíram algumas
posições, cedendo espaço para estrangeiros, como o Tereos, que nos
últimos anos fez aquisições e também construiu novas unidades
produtoras.
Levantamento realizado pela Unica (União da
Indústria Canavieira de São Paulo) mostra que os 30 maiores grupos
econômicos do setor controlam 91 usinas, processam 46,7% da produção de
açúcar do Centro-Sul e 54% da oferta de álcool em 2008/09.
"A
filosofia do Rubens [Ometto, presidente da Cosan] sempre foi de
crescer. Começamos com uma usina na década de 80. Nossa preocupação
agora não é mais em aumentar as unidades produtoras, mas sim a nossa
rentabilidade", diz Pedro Mizutani, vice-presidente geral da Cosan.
Segundo
analistas ouvidos pelo Valor, grupos como a Bunge, ADM e Cargill
poderão elevar sua participação no mercado brasileiro. Fundos
internacionais poderão elevar seus investimentos quando o período de
recessão global passar. A Bunge, por exemplo, fez sua estreia no setor
em 2006, com a compra de uma usina em Minas Gerais. Depois, adquiriu
mais uma unidade em Mato Grosso do Sul e construirá sua terceira planta
em Tocantins. A multinacional tem como parceira a trading japonesa
Itochu.
Com a crise financeira que atingiu boa parte das
usinas do país, a tendência é que as unidades menos produtivas sejam
incorporadas pelas maiores. No país, há 63 unidades que processam menos
de 1 milhão de toneladas de cana. Esse volume é considerado baixo para
o setor. Uma unidade de "greenfield" (construção a partir do zero) tem
sua primeira moagem em torno de 1 milhão de toneladas e depois triplica
esse volume. Essas 63 unidades representam, juntas, 6% do total da cana
processada na região Centro-Sul, de acordo com levantamento da Unica.
Como
os ativos das usinas ficaram mais baratos por conta da turbulência
financeira, a expectativa é de que os grupos de grande e médio portes
priorizem as aquisições e abram mão dos projetos "greenfield". A
estimativa é de que 23 novas usinas entrem em operação nesta nova safra.
Mauro Zafalon
O
Departamento de Agricultura dos EUA deve apontar hoje uma área de 32
milhões de hectares de soja -em março, 30,8 milhões. Vários fatores
levarão a essa alta, segundo Daniele Siqueira, da AgRural.
Subestimada
Siqueira
diz que o mercado já vem assimilando o avanço porque a área de março
estava subestimada. Além disso, quem perdeu a "janela" de plantio de
milho, devido à umidade do terreno, optou pela soja.
Preços melhores
A
melhora nos preços futuros da soja também ajudou a elevar a área. Em
março, a soja valia 2 vezes o preço do milho, nas cotações de Chicago.
Agora, vale 2,5 vezes, diz Siqueira.
Lavoura
Uma
má notícia para o Brasil: a produção dos EUA deverá ser boa. As
condições da lavoura do oeste do chamado "cinturão verde" são as
melhores desde 1994. No leste do cinturão, onde havia excesso de
umidade, as condições também melhoram.
De olho na venda
Com
as boas condições de produção nos EUA, os produtores brasileiros devem
aproveitar o retorno das cotações da soja a US$ 12 por bushel para
fazer vendas parceladas do saldo remanescente da safra 2008/9, diz a
Céleres.
Não se mantém
Para
a consultoria, não haverá manutenção de alta dos preços da oleaginosa
no médio e longo prazos. No curto prazo, ainda pode haver alta.
Pressão maior
Os
produtos agropecuários elevaram a pressão no atacado neste mês.
Acompanhamento de preços da FGV mostrou alta de 1% no IPA (Índice de
Preços por Atacado) neste mês, acima do 0,24% de maio. Leite e soja
lideraram as altas no período.
Praga no eucalipto
O
percevejo bronzeado, nativo da Austrália, continua se espalhando pelo
país. A dispersão do inseto está seguindo o caminho das estradas, por
onde são transportadas as toras de eucalipto, diz a Embrapa. Trata-se
de um inseto sugador, que reduz a capacidade de a árvore realizar a
fotossíntese.
Carnes lideram
Os
preços recebidos pelos produtores paulistas subiram 1,8% na terceira
quadrissemana deste mês. Carnes e leite lideraram, diz o IEA (Instituto
de Economia Agrícola).
No azul
A
recuperação dos preços do açúcar permitiu à São Martinho ter lucro
líquido de R$ 33,1 milhões no quarto trimestre do ano fiscal de 2009.
No acumulado de 12 meses, a empresa teve perda de R$ 71,9 milhões.
Valor Econômico
O
preço do açúcar no mercado internacional foi ontem a seu maior nível em
três anos, seguindo a direção ditada pela Índia. A produção de açúcar
no país, o segundo maior produtor da commodity no mundo, pode frustrar
as previsões porque as chuvas estão abaixo da média. Prakash
Naiknavare, diretor da Federação de Usinas de Açúcar de Maharashtra,
maior Estado açucareiro do país, disse ontem que a Índia deve produzir
17,5 milhões de toneladas no período de um ano que começa em 1º de
outubro - a previsão feita em maio era de 18 milhões de toneladas. Em
Nova York, os contratos de açúcar para outubro subiram 59 pontos, para
17,90 cents por libra-peso. No mercado interno, o preço da saca de 50
quilos caiu 0,07%, para R$ 41,03, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Sem tendência definida
Os
negócios com soja no mercado futuro terminaram ontem sem tendência
definida. Na bolsa de Chicago, os contratos de vencimento mais próximo,
da safra "velha", subiram, impulsionados pela situação apertada dos
estoques. Os contratos da safra que ainda será colhida, em
contrapartida, recuaram, já que as lavouras do Meio-Oeste americano têm
enfrentando poucos problemas climáticos. Os papéis da oleaginosa para
julho avançaram 14 centavos de dólar em Chicago, para US$ 12,15 por
bushel, e os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 6
cents, aos US$ 11,22 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu,
na média, por R$ 45,83, uma baixa de 0,04%, de acordo com o
Departamento de Economia Rural (Deral).
Clima favorável
O
clima ameno e úmido no Meio-Oeste americano deve contribuir para o
desenvolvimento das lavouras de grãos na região e para aumentar o
potencial de produtividade dessas culturas. Esse fator puxou o declínio
dos preços do milho ontem, segundo analistas consultados pela agência
Bloomberg. "Não há um clima que ameace as plantações", afirmou Chad
Henderson, analista de mercado da Prime Agricultural Consultants em
Brookfield, Wisconsin. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com
vencimento em setembro caíram 7,25 centavos de dólar, para US$ 3,8450
por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos de
milho recuou 0,69%, para R$ 17,24, na média, de acordo com o
Departamento de Economia Rural (Deral).
Alta em São Paulo
O
IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São
Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado
à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira
quadrissemana de junho com variação positiva de 1,82%. Foi a 10ª alta
quadrissemanal consecutiva do indicador, desta vez determinada pelo
comportamento das cotações no grupo de produtos de origem animal. Este
subiu 6,82%, puxado por carne de frango (15,56%) e leite C (12,22%). Já
o grupo de produtos de origem vegetal registrou baixa de 0,2% na média
ponderada, com destaque para as quedas de banana nanica (7,.79%),
amendoim (7,77%) e laranja para mesa (5,27%).
Correpar
FEIJÃO CARIOCA- Com
aumento da procura nas fontes, foi pago ao redor de Brasília até R$
110,00 por saco de 60 kg. Esta reação está dentro
das
previsões para esta época do ano e também do mês. A hora agora é de
vender - aproveitar o mercado e o momento que ainda terá 30 dias até a
saída mais forte do feijão irrigado. Certamente outros bons momentos
vão ocorrer para os que plantaram, mas lucro não quebra ninguém e
seguir vendendo na medida em que se vai colhendo e não especulando com
todo o lote de produto, certamente é uma recomendação sensata.
FEIJÃO PRETO –
Muitos produtores argentinos estão cometendo alguns erros de
estratégia. Imaginar que o preço vai subir como o ano passado
não
é uma boa análise do mercado. Sonhar com US$ 1.000,00 por tonelada pode
se mostrar um pesadelo. A realidade econômica do Brasil é outra,
aumenta o desemprego o PIB será negativo, os supermercados repõem
lentamente no compasso da demanda. Assim como os
empacotadores
brasileiros podem, a qualquer momento, tomar duas iniciativas: 1- pedir
a liberação dos estoques do governo de feijão de muito boa qualidade
que foi adquirido na ultima safra e 2 – Importar da China que está
abarrotada de feijão e terá em setembro mais uma grande safra
detalhe com máximo 2% de defeitos totais e HPS.
Estadão
Aqui
em São Paulo, o Incra talvez devesse se chamar Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária do Movimento dos Sem-Terra (Incra-MST).
Desse modo, ficariam explicitadas tanto a relação umbilical do órgão
com este movimento dito social como seus objetivos ideológicos e
fisiológicos.
Matéria dos repórteres Roldão Arruda e José Maria
Tomazella, publicada ontem no Estado, dá conta de que os três
coordenadores do núcleo de apoio do Incra no Pontal do Paranapanema,
região que concentra o maior número de assentamentos rurais no Estado
de São Paulo, são ex-militantes do MST e já exerceram funções na Cocamp
- cooperativa cujo nome tem sido citado em inquéritos policiais e
processos judiciais sobre o mau uso do dinheiro público. Como se sabe,
essa cooperativa é uma das entidades criadas para receber verbas
públicas e repassá-las para o MST, que, não tendo existência legal, usa
desse subterfúgio para não se submeter aos controles fiscais e
contábeis do Estado. Trata-se, assim, de uma das "entidades-laranja"
dos sem-terra, nascidas para burlar a lei, e que fazem burla em segundo
grau com o dinheiro dos contribuintes.
Os salários dos três
coordenadores não são pagos diretamente pelo Incra, mas pela Fundação
de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), entidade "sem
fins lucrativos" que está no centro de acirrada polêmica entre a
direção do Incra em São Paulo e órgãos de representação dos
funcionários da casa. Estes suspeitam que o superintendente regional do
Incra em São Paulo - o mesmo, aliás, que em maio foi condenado pela
Justiça em Presidente Prudente, por ter autorizado, em 2003, a
assinatura de convênio ilegal com uma cooperativa de assentados ligada
ao MST - esteja utilizando a Fepaf para a contratação de pessoas
ligadas ao MST, para atuar tanto nos assentamentos quanto na sede da
instituição, neste Estado, com o repasse de dinheiro à fundação por
meio de convênios.
Os representantes dos servidores do Incra
em São Paulo já encaminharam à presidência do órgão, em Brasília,
denúncia contra o acelerado processo de terceirização conduzido pelo
superintendente regional: para 120 funcionários, há mais de 400
terceirizados, remunerados via Fepaf.
Até 2003, quando tomou
posse o atual superintendente do Incra em São Paulo, a Fepaf era quase
alheia às atividades do instituto. Em 2004 ele fez o primeiro convênio
com a fundação, para a contratação de estagiários, no valor de R$ 10
mil. Em 2005, o valor desses convênios saltou para R$ 6,2 milhões e
assim continuou a subir, até chegar a R$ 16,9 milhões no ano passado.
Quase todo o dinheiro "conveniado", que ultrapassa R$ 60 milhões, é
destinado ao pagamento de pessoal, em atividades como a vistoria e
avaliação para análise cadastral de imóveis rurais, obtenção de terras
para a reforma agrária, manejo de recursos naturais em assentamentos,
assistência social e jurídica às famílias acampadas, assistência
técnica e qualificação de trabalhadores rurais. O que causa estranheza
aos servidores - e não só a eles - é que todas as pessoas envolvidas
nessas atividades não passaram por concurso público. Mais estranho
ainda é a presença de pessoas notoriamente ligadas ao MST à frente
dessas atividades, porque é patente o conflito de interesses que opõe,
de um lado, os sem-terra e, de outro, os proprietários rurais. Era de
esperar que um órgão público mantivesse um mínimo de neutralidade
técnica para lidar com tais conflitos - o que se torna impossível
quando a instituição pública está inteiramente "aparelhada", no sentido
político-ideológico que bem conhecemos.
Quando um movimento
dito "social" se mantém deliberadamente na ilegalidade para receber
verbas públicas sem controle público, o caso é grave; quando o mesmo
movimento dito "social" pratica o sistemático desrespeito às leis e aos
direitos alheios - como o MST em suas invasões e depredações - o caso é
gravíssimo; agora, quando um movimento dito "social" faz tudo isso e
ainda se insere no próprio organismo do Estado, para de lá comandar
seus próprios interesses, então a situação é de desmedida gravidade:
trata-se de uma nuvem de gafanhotos assumindo o posto de sentinelas da
lavoura.
Gazeta do Povo
Crise
financeira derruba os preços no começo da safra e a caixa da laranja ao
produtor é cotada à metade da média registrada na mesma época do ano
passado
Paranavaí e Umuarama - De olho no reaquecimento da
economia mundial, os produtores de laranja do Paraná estão iniciando a
colheita da safra 2009/10 ainda perplexos em relação aos preços que
receberão pela fruta. Segundo um dos maiores produtores do estado,
Gilberto Pratinha, de Paranavaí, a previsão de pagamento para as
primeiras caixas colhidas na região varia entre R$ 4 e R$ 4,50,
exatamente a metade da média paga no ano passado. O que vai diminuir as
perdas do setor é o mercado in natura, onde a mesma caixa de 40,8
quilos é vendida atualmente por R$ 9.
O problema é que somente
de 30 a 40% da produção estadual vai para os supermercados, depósitos
de frutas ou feiras. A maior parte da produção é levada para as três
indústrias de sucos concentrados do Paraná, localizadas em Paranavaí
(Cocamar e Citri) e em Rolândia (Corol). E praticamente todo o suco é
exportado, principalmente para a Europa, onde a recessão aterrissou
desde o ano passado e também provocou queda nas vendas do produto.
“Nossa esperança é a retomada do crescimento nos países europeus para
que o consumo de suco volte a crescer”, diz Pratinha. Ele acrescenta
que os preços do produto até o fim do ano são uma incógnita, já que os
estoques estão altos.
Paraná
Pomares superam os 20 mil hectares
Depois
de passar 30 anos (1957 a 1987) proibido de plantar laranja por causa
do cancro cítrico, o Paraná possuía até o fim do ano passado 20.220
hectares com a cultura, conforme dado preliminar do Departamento de
Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e
Abastecimento(Seab).
A Cooperativa Agroindustrial Cocamar, que
deu a largada na colheita, há 15 dias, aposta numa produtividade média
de 2 a 2,5 caixas por planta. O agrônomo da cooperativa, Leandro César
Teixeira diz que, apesar da seca, os pomares estão bem nutridos e devem
garantir uma boa produção. Somente a Cocamar possui 6,2 mil hectares de
laranja em fase de produção na região de Paranavaí.
Ao todo, a
cooperativa tem 8,2 mil hectares cultivados na região Noroeste. A
previsão é produzir 4,4 milhões de caixas da fruta na safra atual,
contra 3,6 milhões da safra passada, o que corresponde a um aumento de
800 mil caixas. A colheita vai continuar até o fim do ano.
Os
irmãos Luiz Cláudio e Flávio Marcon destinaram 20% do sítio de 50
alqueires para o cultivo da laranja no bairro Cione em Cruzeiro do
Oeste. São 3.500 pés em fase de produção e outros 5.000 em formação com
apenas dois anos do plantio. Na propriedade deles, a seca deixou
prejuízos e a previsão de quebra na safra é de aproximadamente 20%.
Luiz Cláudio diz que no ano passado vendeu a caixa por média de R$ 7 e
garante que se em 2009 o preço for inferior o prejuízo será grande.
“Abaixo de R$ 7 a caixa a cultura se torna impraticável”.
Crise mundial
Os
reflexos da crise internacional também respingaram nas indústrias de
citros por causa da redução no consumo de suco e da fruta. Líderes e
técnicos do setor se reuniram para discutir a situação e, segundo o
técnico do Departamento de Economia Rural do Paraná Paulo Andrade, a
esperança de reação positiva é grande. Por isso, "os projetos de novos
empreendimentos estão mantidos por causa da confiança num futuro
promissor”.
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Valor Econômico
Safra 2009/10: Sojicultores do Estado precisarão de R$ 7,2 bi
para custear plantio, diz Imea
Patrick Cruz, de São Paulo
A
safra 2009/10 de soja de Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa no
país, terá uma necessidade de recursos 15% menor que a exigida na
temporada 2008/09, segundo estudo inédito do Instituto Mato-Grossense
de Economia Agrícola (Imea), que será divulgado hoje. O declínio
ocorrerá em virtude da baixa generalizada dos preços dos insumos, em
particular dos de fertilizantes, de acordo com análise da entidade.
O
estudo aponta necessidade de R$ 7,2 bilhões para custear o plantio em
2009/10. Na safra anterior, os sojicultores do Estado precisaram de R$
8,5 bilhões para trabalhar na safra. Como é usual em Mato Grosso, as
tradings permanecerão como os principais agente de financiamento dos
produtores do Estado, com uma fatia de 35%.
De uma temporada
a outra, contudo, cresceu a exigência de uso de recursos próprios dos
produtores para o financiamento do produção. Em lugar dos 22% apurados
na temporada 2008/09, a sojicultura de Mato Grosso vai ser tocada com
34% de dinheiro dos próprios produtores, segundo aponta o levantamento
do Imea.
"Isso é o que teoricamente o produtor vai precisar
tirar do próprio bolso, mas o pessoal acaba pegando dinheiro com
parentes ou agiotas", diz Seneri Paludo, superintendente do Imea.
Ocorreu uma mudança do cenário, afirma Paludo, mas a situação não ficou
exatamente pior.
No último trimestre de 2008, com o
recrudescimento da crise econômica, as previsões para o crédito no
campo eram tenebrosas para a agricultura em 2009. Isso deveria abater
especialmente a agricultura empresarial de Mato Grosso, bastante
dependente dos desembolsos das tradings.
"O que temos
percebido é que as tradings, se não aumentarem os desembolsos, vão pelo
menos manter o volume financiado na safra passada", diz o
superintendente do Imea. Ao Valor, três importantes companhias nessa
atividade, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, já informaram que manterão
ou elevarão o montante dos recursos ofertados para os agricultores na
safra 2009/10.
A estratificação do estudo do Imea foi
alterada neste ano. As tradings devem responder por 35% dos recursos a
serem utilizados pelos sojicultores de Mato Grosso, mas, se somados os
14% a serem desembolsados pelas revendas de insumos, a fatia
aproxima-se de 50%, percentual dos recursos pelo qual as indústrias e o
setor privado ficaram responsáveis na temporada 2008/09. Uma nova
versão do estudo do Imea deve ser feita até o fim do ano.
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Gazeta do Povo
Prever
ou destinar verbas é fácil. O difícil é garantir a aplicação desses
recursos, no tempo e na medida certa, conforme a demanda da cadeia
produtiva, do produtor à agroindústria. Não resta dúvida de que o Plano
Agrícola e Pecuário 2009/10, lançado na semana passada, é o maior e
também o melhor da história da política agrícola do país. Pode não ser
o ideal, mas o avanço é inquestionável. Agora, se os R$ 107,5 bilhões
serão ou não suficientes, só vamos saber ao longo do percurso.
É
preciso admitir o cuidado e a atenção toda especial do governo federal
com o campo. Vamos ver daqui pra frente, como a União vai lidar com o
eterno desafio de garantir o acesso aos recursos. Ao lado das condições
de infraestrutura, esse é o grande gargalo da agricultura. O próprio
presidente Lula, no lançamento do plano, em Londrina, destacou esta
dificuldade. “Não acreditem em todos os números que disseram aqui. Eles
só serão verdadeiros quando forem executados. Entre decidir liberar, e
liberar, o caminho é muito grande.” Apesar de chamar a responsabilidade
para si e permitir ser cobrado pelo seu interlocutor, o ministro
Reinhold Stephanes, quanto à liberação dos recursos, a preocupação do
presidente também é a de todos os produtores, e há anos.
O
importante, aqui, é ter a consciência de que isso passa, basicamente,
por um entendimento interno do governo, e depende, muitas vezes, de um
pouco de boa vontade dos agentes financeiros. E Deus, senhor
presidente, não tem nada a ver com isso, pelo menos não a ponto de
justificar o seu apelo: “Plantem, pelo amor de Deus”.
Giovani Ferreira
Valor Econômico
A
Rússia suspendeu a importação de carne suína de uma empresa do Brasil e
de três da Espanha devido à detecção da bactéria listéria em produtos,
segundo comunicado do Serviço de Controle Fitossanitário da Rússia
divulgado pela agência Interfax, segundo agência Efe. Estão proibidas
as importações a partir de 8 de julho. Três empresas americanas - uma
de aves e outra de suínos - também tiveram as exportações suspensas
após a detecção de antibióticos nos produtos. Uma companhia alemã de
carne suína foi proibida de vender à Rússia por causa de contaminação
com salmonela.
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