Assessoria de Comunicação Social

30 de Novembro de 2009


Destaques

Proprietários não registram reserva legal

Folha de São Paulo

Mais de 90% dos proprietários rurais do país não registraram a reserva legal como manda a lei, calcula a presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Kátia Abreu (DEM-TO). "Não chegam a 10% os produtores que averbaram a reserva", estima a senadora. "O produtor só averba se a reserva existir, e a maioria não tem reserva", continua.

O registro tem de ser feito em cartório e não há levantamentos oficiais sobre a quantidade de produtores fora da lei. Decreto baixado pelo presidente Lula previa pagamento de multa diária de R$ 500 como punição ao produtor que não registrasse a reserva legal e se comprometesse a recuperá-la no prazo de 120 dias. Mas a entrada em vigor do decreto, prevista para 11 de dezembro, deverá ser adiada até 2011.

Extinção de passivo

Kátia Abreu apresenta nos próximos dias nova proposta de mudança no Código Florestal, que proíbe novos desmatamentos na Amazônia e na mata atlântica, mas anistia os desmatamentos irregulares ocorridos até 2001 ou 2006. A recuperação de áreas ambientalmente mais vulneráveis, como margens de rios, poderia ser feita com espécies exóticas.

"O código foi um desastre, avançou sobre o direito de propriedade", insiste Kátia Abreu. "Se 90% dos produtores ficam na condição de bandidos é porque existe algo errado."

A senadora tentou convencer os colegas em não transformar em lei as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, na semana passada. Na avaliação da CNA, as metas complicariam o acesso a créditos externos para financiar o combate ao desmatamento. "O Brasil vai chegar a Copenhague bonitinho, como se não precisasse de roupa nova", disse. A senadora integrará a comitiva oficial à conferência do clima na Dinamarca.

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Incentivo para ser amigo do ambiente

Valor Econômico

Pequenas empresas amazonenses recebem incentivos para criar e vender produtos com responsabilidade ambiental. Uma das subvenções mais disputadas é o Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas (Pappe Subvenção/Finep Amazonas), que destina R$ 2,5 milhões por ano para estimular projetos de inovação tecnológica em MPEs. Há iniciativas de produção de bioplásticos, medicamentos derivados da flora amazônica e revestimentos de móveis feitos de ouriços da castanha do pará.

Com faturamento de R$ 15 milhões, a Ecopack Embalagens Recicláveis, que trabalha com plástico convencional, desenvolveu o bioplástico, baseado no amido da batata, mandioca, cará ou babaçu. "O material substitui a resina produzida a partir de combustíveis fósseis e também é biodegradável", explica o dono da empresa, Renato da Cunha. "Pode ser usado na fabricação de canetas, aparelhos elétricos e cartões de pagamento."

Em pouco mais de dois anos, Cunha investiu R$ 1,7 milhão no desenvolvimento do material. Recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Universidade de São Carlos (SP), além de suporte tecnológico da companhia holandesa Rodenburg. O Pappe contribuiu com um aporte de R$ 95 mil.

A ideia do empresário é apresentar o projeto de produção para clientes que já compram seu plástico convencional, como Nokia, BIC e Samsung. "Vamos produzir conforme a demanda, mas queremos ter uma linha de fabricação a partir de 2010."

A Pronatus do Amazonas, também participante do Pappe, dedica-se à produção de medicamentos com itens obtidos na flora amazônica. A empresa compra as matérias-primas das cooperativas extrativistas coordenadas pela Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), ligada ao governo do Estado, além de pequenos produtores que praticam a agricultura familiar.

O projeto é desenvolver um medicamento denominado Melparatosse. De acordo com o farmacêutico Evandro Silva, a produção e distribuição de produtos resultantes de pesquisas da flora local devem ser baseadas em um conceito de trabalho ecologicamente correto. "Usamos o material da região sem incluir qualquer substância estranha à natureza", garante.

A Agrocon-Revestimentos da Amazônia desenvolve placas decorativas feitas de ouriços da castanha do pará e usadas em móveis e paredes. A empresa tem apoio de R$ 119 mil do programa.

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Notícias Sistema FAEP 

Fim do prazo para declarar BHC e para vacinar contra aftosa

Hoje 30 de novembro é o prazo máximo para que os produtores rurais que tenham estocado em sua propriedade BHC - Hexabenzeno de Cloro. Que é considerado um veneno perigosíssimo e seu uso está proibido desde 1985.

Também é o último dia para os produtores apresentarem a comprovação de vacinação de seus rebanhos contra a febre aftosa. O procedimento é obrigatório, previsto em legislação estadual. Caso contrário, o produtor pagará multa de R$ 87,27 por cabeça não vacinada, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.

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Reunião sobre meio ambiente

O Conselho Estadual do Meio Ambiente realiza a 76ª Reunião Ordinária. Entre outros assuntos técnicos será discutido a campanha da auto declaração do BHC. A FAEP será representada pela engenheira agrônoma Carla Beck.

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Previsão do tempo


O tempo nesta segunda-feira (29) permanece como o do domingo, com pouquíssimas alterações. O ambiente é instável, abafado e com muita umidade no ar. Desse modo, deve haver chuva em boa parte do estado, especialmente no Norte paranaense.

Curitiba          19°C    25°C
Paranaguá       21°C    28°C
Londrina         21°C    29°C
Maringá          22°C    31°C
Cascavel         21°C    29°C
Foz do Iguaçu  23°C    32°C
Ponta Grossa   18°C    28°C
Guarapuava     19°C    25°C
Fonte: Simepar

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Clipping dos Jornais

AGRICULTURA FAMILIAR

Produtores da região diversificam negócios

Valor Econômico

Os produtores orgânicos da Amazônia são adeptos da agricultura familiar e apostam na diversidade de produtos. Em Manaus, a Agrorisa processa e exporta guaraná para a Europa e deve inaugurar nova fábrica que vai produzir até 100 mil litros de xarope de guaraná orgânico por mês. Em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela, a Trigenros cultiva mais de 40 tipos de frutas e hortaliças, como brócolis e amora. "Vamos investir em embalagens recicláveis para valorizar a imagem dos produtos", afirma Marelize Macuglia, uma das sócias do empreendimento.

O agrônomo Rivaldo de Araújo, diretor da Agrorisa Produtos Alimentícios Naturais e dono da marca Urariá, produz guaraná orgânico desde 1994. "Recebemos a certificação de alimento orgânico há dois anos", diz o empresário, que dirige o negócio com a família. A colheita chega a 20 toneladas por ano e 60% da produção segue para países como Itália, França e Alemanha. "Desde maio, a crise interfere nas vendas externas", diz.

A produção é dividida em guaraná em pó, xarope e extrato. A planta é comprada nos municípios de Maués e Barreirinha, na região do Médio Amazonas, e depois processada em Manaus.

A mercadoria vem de 1,2 mil produtores, dentre os quais 800 indígenas - Araújo também dirige a Sociedade dos Povos para o Ecodesenvolvimento da Amazônia (Sapopema), cooperativa de índios saterés-mawés que plantam e processam o guaraná.

Em 2010, vai inaugurar uma planta de 8 mil metros quadrados de área que deve entregar até 100 mil litros de xarope de guaraná orgânico por mês. Para a produção orgânica deslanchar na Amazônia, o empresário sugere a criação de uma agência certificadora de produtos no Amazonas e mais capacitação para os produtores. "É necessário informação para iniciar uma cultura orgânica", diz.

Para Arivan Reis, delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Manaus, "o setor rural não é só produção, precisa de educação e formação". No Amazonas, a agricultura familiar gera 280 mil postos de trabalho, enquanto o Distrito Industrial de Manaus tem apenas 150 mil empregados.

Em Pacaraima (RR), a Trigenros cultiva hortaliças e frutas orgânicas há dez anos e foi a primeira empresa do Estado a ter a produção certificada. A propriedade de 548 hectares é administrada por três irmãs gaúchas e suas famílias. Com 22 funcionários diretos e 50 indiretos, planta 42 produtos, como chuchu, couve-flor, brócolis, banana, cupuaçu e amora preta. "80% da produção é vendida em Boa Vista e 20% das mercadorias são exportadas para a Venezuela", explica Marelize Macuglia, uma das proprietárias, que costuma participar de feiras de produtores na região.

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Crises globais, soluções locais (Artigo)

Correio Braziliense

Com a passagem do milênio, a humanidade tornou-se dominantemente urbana. Isso implica outra racionalidade nos processos decisórios e nas instituições que nos regem, pois hoje cada região ou localidade tem núcleo urbano que pode administrar o seu desenvolvimento, e esse núcleo torna-se por sua vez um articulador natural do seu entorno rural. O desenvolvimento local permite a apropriação efetiva do desenvolvimento pelas comunidades, e a mobilização dessas capacidades é vital para um desenvolvimento participativo.

Tal discussão, que vem acontecendo há oito anos no âmbito da Expo Brasil Desenvolvimento Local, evento que, em 2009, acontece em São Paulo, se insere em um debate hoje planetário. Inúmeras experiências no mundo têm mostrado que o interesse individual das pessoas pelo progresso funciona efetivamente quando ancorado no collective self-interest de desenvolvimento integrado do território. Com sistemas simples de seguimento de qualidade de vida local, e a vinculação do acesso aos recursos à estruturação de entidades locais de promoção do desenvolvimento, gera-se a base organizacional de um desenvolvimento mais equilibrado. Já se foi o tempo em que se acreditava em projetos paraquedas: o desenvolvimento funciona quando é participativo.

No plano internacional, globalizamos a economia, mas não geramos os instrumentos correspondentes de gestão global. O resultado é um vale-tudo internacional que esgota recursos naturais, destrói o clima, gera instabilidade de preços de produtos agrícolas, exclui quase dois terços da humanidade da contribuição produtiva, tanto para as suas famílias quanto para a sociedade em geral. O desenvolvimento local não vai resolver todos esses problemas, mas sem uma apropriação muito mais competente, por parte de cada comunidade, dos seus direitos econômicos e sociais, o conjunto do sistema se desequilibra, ao servir megaestruturas descontroladas.

As finanças globais simplesmente não têm como saber qual a produtividade final dos recursos aplicados porque estão muitos andares acima da chamada pirâmide de decisão. A racionalidade da alocação dos recursos exige em última instância avaliação eficiente do uso final dos recursos, coisa bastante mais trabalhosa do que emitir derivativos e semelhantes. O agente de crédito no nível local, que conhece o bairro e a sua comunidade, as necessidades e os potenciais da região, torna-se de certa maneira um credenciador da solidez do uso final dos recursos. É trabalhoso, exige conhecer a realidade e as pessoas, fazer o seguimento, mas é a única maneira de transformar as poupanças de uns em aumento de produtividade de todos, a chamada produtividade sistêmica do território. Não basta ter bancos sólidos: os bancos devem servir à construção de uma economia sólida.

É ampla a experiência nessa área, desde o Grameen Bank, em Bangladesh, até as ONGs de intermediação financeira da França, a constituição de bancos comunitários de desenvolvimento e de Oscips de crédito em numerosos municípios no Brasil, as caixas de poupança locais na Alemanha e outros países. A exigência da aplicação local da poupança da população, com regras mais amplas de compensação entre regiões ricas e pobres por meio da rede pública, deverá permitir o financiamento tanto da micro e pequena empresas quanto de organizações da sociedade civil empenhadas em projetos sociais e ambientais, racionalizando ainda os investimentos públicos em saneamento, manutenção urbana e semelhantes.

O desenvolvimento local tem aqui uma grande oportunidade. Os diversos tipos de processos da distribuição de renda e de incorporação social promovidos pelo governo fazem com que haja efetivamente recursos no andar de baixo da economia. Melhorar a capacidade local de geri-los, buscando um processo mais equilibrado de desenvolvimento, tornou-se essencial. Dessa capacidade dependerá a apropriação dos diversos programas - Bolsa Família, Territórios da Cidadania, Benefícios Continuados da Previdência, Luz para Todos, Prouni, Crediamigo do BNB, Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil, as diversas dimensões do PAC social, a capilarização das infraestruturas, o Pronaf e outros - para que cada cidade, com o seu entorno rural, se transforme em espaço de autoconstrução capaz de assegurar qualidade de vida, equilíbrio social e sustentabilidade ambiental.

Ladislau Dowbor
Professor de economia e administração da PUC (SP) e autor de O que é poder local, Editora Brasiliense (http://dowbor.org)

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AGROECONOMIA INTERNACIONAL

País quer acordo comercial com os EUA em 2010

O Estado de São Paulo

Chanceler brasileiro acena com negociação, mas critica a ""ganância"" dos americanos na Rodada Doha

O governo brasileiro quer fechar em 2010 um acordo de cooperação econômica e comercial com a administração de Barack Obama. A sinalização é do chanceler Celso Amorim, ontem, em Genebra, às vésperas da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começa hoje.

Apesar da aproximação, o chanceler criticou a "ganância" dos Estados Unidos na negociação da Rodada Doha e defendeu, ao lado dos países emergentes, uma nova reunião negociadora para março. Amorim alertou que o fracasso seria um obstáculo até para o acordo climático e pela primeira vez falou na possibilidade de incluir temas sociais nos acordos da OMC, algo que era firmemente rejeitado pelo Brasil no passado.

O representante de Comércio da Casa Branca, Ron Kirk, insistiu que o Brasil terá de abrir seu mercado para que um acordo seja concluído na OMC.

Amorim e Kirk se reuniram ontem e o chanceler brasileiro deixou claro que não há nenhuma previsão de que o acordo bilateral signifique uma redução de tarifas de comércio entre os dois países. Nesse ponto, a agenda bilateral está emperrada.

Em pauta estariam temas como a promoção de investimentos, facilitação de comércio bilateral, acordos na área tecnológica entre empresas, propriedade intelectual, entendimentos no campo do etanol e área fitossanitária, inclusive para desbloquear as exportações de carne bovina brasileira para os Estados Unidos.

Amorim não descarta incluir no acordo um tratado para evitar a bitributação. "Achamos que o acordo pode sair em 2010", disse o chanceler, após a reunião com Kirk. "Eles têm muito interesse em estruturar a relação com o Brasil e nós também queremos isso."

O acordo já foi tratado em setembro entre os dois países. O último acordo envolvendo Brasil e Estados Unidos é do início dos anos 90. Amorim espera que o novo acordo ajude a aumentar a relação comercial. Mas indica que as exportações brasileiras para os Estados Unidos aumentaram em 2008 acima da taxa de países que já tinham acordo com os americanos. Durante os primeiros anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo americano acusou Brasília de ter enterrado o projeto de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

Apesar de ensaiar a aproximação, Amorim fez duras críticas ao comportamento da Casa Branca nas negociações da Rodada Doha. "É surpreendente que o Partido Democrata ainda tenha uma velha agenda republicana de obter vantagens extras no comércio, e para beneficiar alguns poucos trabalhadores", afirmou Amorim, em relação aos esquemas de subsídios e proteção comercial existentes nos Estados Unidos para alguns setores. "Esses são objetivos gananciosos", afirmou, defendendo que Obama passe a ver o impacto social de sua política comercial.

OBAMA LEVA CULPA

Ministros do mundo todo que desembarcaram no fim de semana na Suíça admitem que a reunião da OMC começa esvaziada. Até as conclusões do encontro já estão desenhadas: apelar pela conclusão da rodada em 2010, lutar contra o protecionismo e pensar em formas de fazer a entidade mais eficiente. Mas, em diversas reuniões ontem, os países emergentes chegaram à mesma conclusão: a culpa pelo fracasso da Rodada, lançada em 2001, é de Obama que, desde que assumiu, não flexibilizou a posição dos EUA. O nome de Obama não foi citado de forma clara, mas está no documento aprovado pelos emergentes. "Há um país em particular que faz com que as negociações sejam lentas", afirmou Amorim

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BOVINOCULTURA DE CORTE

Europa não consegue controlar doença da "vaca louca"

Valor Econômico

A Europa não conseguiu até agora controlar a doença da "vaca louca" - encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês) -, como revelam estatísticas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) às quais o Valor teve acesso.

O velho continente já registrou 62 casos da doença este ano, mas quase ninguém fala mais do problema. O caso mais recente foi identificado no dia 19 deste mês na Dinamarca, país da comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Boel. Dois dias antes, outro animal já fora localizado com a doença no Reino Unido, o país de origem da enfermidade.

O número até agora é bem inferior aos 127 casos identificados no ano passado, mas mostra que a doença da "vaca louca" continua aparecendo na Europa. Este ano, até agora, a Espanha foi a mais afetada, com 18 casos, seguida de França e Portugal, com oito cada, e Irlanda, com sete. A BSE continua a infectar tanto bovinos como ovinos, conforme os dados da OIE.

A doença da "vaca louca" é uma infecção degenerativa do sistema central dos bovinos que começou no Reino Unido, em decorrência do uso de farinhas feitas a partir de restos animais na alimentação dos bovinos, e provocou no homem uma variante da doença, a síndrome de Creutzfeldt-Jakob, que causou dezenas de mortes na Europa.

A Comissão Europeia não esconde os dados, mas tampouco se ocupa de divulgá-los da mesma forma com que publicamente mantém suas baterias voltadas para a carne importada que afeta seus produtores menos competitivos. O fato é que o órgão destinou um pacote de € 275 milhões para erradicar doenças bovinas, dos quais € 67 milhões vão para combater a doença da vaca louca e suas variantes, como nos ovinos.

A França receberá € 12 milhões, a Alemanha € 11,6 milhões, a Espanha € 5,3 milhões, o Reino Unido € 4,7 milhões e a Irlanda € 3,6 milhões para tentar erradicar a doença da "vaca louca" do rebanho.

Até hoje, a carne bovina da Europa é bloqueada em vários mercados. Os produtores de uma especialidade italiana, a bresaola, não podem exportar para Estados Unidos e Japão, e chegaram a planejar a produção no Brasil, de onde já importam o coxão mole para sua produção "made in Italy".

O Brasil nunca registrou um caso de encefalopatia espongiforme bovina em animais. Mas, como no passado importou animais europeus, sofre as consequências. Atualmente, as exportações de tripa de zebu brasileiro continuam rendendo artigos e preocupações na Suíça. O país não é membro da UE, mas segue as diretrizes sanitárias do bloco, que impede a importação da tripa brasileira sob alegação de riscos de transmissão da "vaca louca". O governo articula na OIE uma maneira de mudar uma classificação sanitária, para livrar a tripa brasileira, usada pelos suíços para fabricar sua salsicha nacional típica, a cervelas.

Enquanto isso, as exportações brasileiras de carne bovina para a Europa se recuperam lentamente. De 10 mil fazendas autorizadas a fornecer bovinos para abate e exportação, o número caiu para 100, no começo de 2008, por causa das exigências da rastreabilidade. Desde então, mais fazendas foram certificadas e atualmente o número está em pouco mais de 1.700.

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CAFÉ

Ameaça nos cafezais

Estado de Minas

Cooparaiso alerta que plantações da região enfrentam o risco de ataque da broca e da ferrugem

Aumenta o risco de ataque da broca e da ferrugem nos cafezais da região da Cooparaiso, em São Sebastião do Paraíso, Sul de Minas. O coordenador do Departamento de Gestão do Agronegócio da cooperativa, o engenheiro agrônomo Marcelo Almeida, lembra que isso é uma das conseqüências das alterações climáticas que vêm acontecendo desde agosto, bem como da irregularidade da florada. "Como tivemos várias floradas, sendo que a primeira foi em julho, o fruto já está um chumbão (o grão está em fase de endurecimento), e há ainda lavoura em estado de chumbo e chumbinho e outras ainda acontecendo a florada. O primeiro fruto de julho já está apresentando a infestação de broca e o produtor deve ficar atento", alerta Almeida.

Ele explica que é preciso ficar alerta principalmente aos talhões em que não houve uma varreção bem feita na safra passada. "Então, a recomendação é fazer um levantamento por talhão porque não são todas as lavouras que estão apresentando a incidência de broca. Havendo a necessidade de fazer o controle, já deve iniciá-lo, apesar de o produtor estar acostumado a fazê-lo em dezembro ou janeiro", diz o agrônomo.

Marcelo Almeida diz que a ferrugem também está presente nas lavouras, devido à quantidade de chuvas. "Como o período de estiagem foi bem menor, não houve a 'quebra' do ciclo da ferrugem, estando presente de um ano para o outro, com o seu inoculo na planta", explica. Ele orienta que o levantamento deve ser feito também por talhão e, onde a doença for encontrada, fazer uma aplicação foliar. Mesmo que o produtor já tenha feito o controle com o granulado no solo, o produto vai demorar de 30 a 40 dias para começar a fazer efeito. Porém, a aplicação foliar já demonstra o seu efeito de imediato. "O importante é que o produtor procure os técnicos da Cooparaiso para se orientar quanto à aplicação desses produtos e obtenha informações de como fazer o levantamento por talhão."

De julho para cá, já aconteceu a quinta florada, como os técnicos do Departamento de Gestão do Agronegócio da cooperativa já haviam previsto. De acordo com o Ecofisiologista do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Joel Fahl, esse é um fenômeno ligado diretamente às condições climáticas e de ocorrência influenciada pelas chuvas ocorridas no ano passado e intensificadas este ano. "A florada em toda a região de atuação da Cooparaiso está se apresentando de forma irregular e tardia", constatou após visitar propriedades e verificar o problema.

Segundo ele, o Brasil apresenta um modelo climático bem definido, chamado de modal, que consiste em um período de chuvas, seguido por um período de seca e depois volta a chover. "A indução floral, ou seja, o que provoca o florecimento do cafezal, são três fatores em conjunto: o foto período (incidência de luz), a queda gradativa na intensidade de chuvas e queda gradativa de temperatura. Isso acontece próximo a fevereiro, até o final de junho", explica Fahl.

CONCURSOS

Abic

O produtor mineiro Luiz Carlos Garcia, da Fazenda Santa Amália, de Machado, Sul de Minas, foi o campeão do 6º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café. Seu lote recebeu o maior lance no leilão: foi arrematado por R$ 3.001 a saca pelo Consórcio Viva Brasil, integrado pelas indústrias Café Baronesa, Café Cajubá, Café Astória Real e Café Damasco, que passam a ser as empresas campeãs do certame deste ano. Luiz Carlos Garcia também foi o 1º colocado na categoria Café Descascado. Já a produtora Olívia Aparecida Fustinoni da Silva, da Chácara Primavera, em Mandaguari, no Paraná, conquistou o 1º lugar na categoria Café Natural. Seu lote foi comprado por R$ 1.501,00 a saca pela Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari).

Cup of Excellence

No 10º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Prêmio Cup of Excellence, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), o lote do produtor Cândido Vladimir Ladeia Rosa, da Fazenda Ouro Verde, de Piatã (BA), foi o campeão, com nota de 91,08 pontos do Júri Internacional. Em 2º lugar, com a nota 90,83 pontos, ficou o lote de Paulo Sérgio Noronha Barleta, da Fazenda Sant'Ana, em Olímpio Noronha, Sul de Minas. Pela nota obtida, acima de 90 pontos, esses dois lotes receberam também o Prêmio Presidencial. Os 26 lotes vencedores (17 de Minas), selecionados entre os 56 finalistas que participaram da última etapa - a do Júri Internacional serão comercializados no exclusivo leilão do Cup of Excellence, realizado pela internet e disputado por compradores de diversos países, em 19 de janeiro.

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CANA-DE-AÇÚCAR

O etanol e o sorriso da minhoca brasileira

Folha de São Paulo

Na última Conferência Europeia de Biomassa, os vários representantes da União Europeia mostraram suas garras. Insistiram em alertar o público sobre a ameaça que os biocombustíveis (especificamente o etanol brasileiro) representam para a produção de alimentos. Interessantemente, a comunidade científica presente não se mostrava interessada nessa perspectiva, pois, entre centenas de palestras, nenhuma versava sobre o assunto.

Traduzindo em miúdos, a preocupação dos próceres da UE é que a expansão da área plantada de cana-de-açúcar no Brasil invada culturas de alimentos. Como consequência, o alimento que deixasse de ser produzido aqui teria de sê-lo alhures.

Ora, essa preocupação não é certamente por causa dos mais de 1 bilhão de miseráveis que estão fora da Europa, já que a fome não é consequência da falta de alimentos, mas da falta de recursos financeiros e capital social.

Também é fato o quase inteiro abandono em que se encontram países africanos e outros que só recebem ajuda de qualquer espécie em momentos de crise e cuja miséria é, em grande parte, fruto de séculos da exploração que sofreram dos ditos impérios europeus.  

A África poderia ser um formidável produtor e exportador de alimentos. E, sob esse aspecto, a redução da oferta de alimentos devido à produção de biocombustíveis no Brasil, se por acaso viesse a ocorrer, seria antes um benefício para a humanidade.

Por outro lado, se o Brasil viesse a reduzir sua exportação de soja ou de carne bovina em benefício da produção de biocombustíveis, haveria um enorme ganho para o brasileiro, não só porque, com a adição de valor à matéria-prima vegetal, criar-se-iam empregos mais bem remunerados, mas também porque geraria riqueza comparável, se não superior, à esperada com essa exploração, a desoras, do pré-sal.

Ou seja, a União Europeia prefere sacrificar o bem estar do brasileiro a reduzir o alimento para engorda de leitões que enchem suas rotundas panças no Natal (pois é para isso que serve a soja) ou a barata carne brasileira para encher as barrigas de seus cães poodles e gatos siameses.

Se eu não tivesse a certeza de que os governos europeus e seus cientistas assalariados têm as melhores das intenções, eu desconfiaria de que defendem mesquinhos interesses comerciais, esquecendo-se inteiramente de que o etanol de cana-de-açúcar é o que até hoje existe de melhor para combater o aquecimento global.

Simultaneamente, a campanha contra o etanol brasileiro vem usando um outro sofisma chamado mudança de uso do solo.

Se é derrubada uma parcela da floresta amazônica para plantar cana-de-açúcar, o dióxido de carbono emitido, para ser compensado pelo etanol produzido para substituir o petróleo, precisaria de 500 anos.

A derrubada de toda a floresta amazônica corresponde, quanto ao conteúdo de carbono, a aproximadamente todo o petróleo já queimado pela humanidade somado ao que ainda virá a ser usado das reservas conhecidas e a serem descobertas na Terra.

Eis por que desmatar é crime contra a natureza e contra a humanidade e deve ser punido implacavelmente.

Esse efeito, a emissão de CO2 e outros gases de efeito estufa (GEE), ocorre em qualquer que seja a mudança de uso do solo, inclusive para o cerrado. Mas esta denominação, cerrado, é extremamente imprecisa. Há cerrados com vegetação abundante e solos ricos em vida, e há cerrados que são pouco mais que um deserto.

A União Europeia adotou arbitrariamente um parâmetro, 17 anos, para compensar, com a substituição da gasolina por etanol, os GEE emitidos durante a mudança de solo.

Ora, até o presente, menos que 2% da expansão da cana se fez no cerrado, e isso corresponde a menos que 0,1% do restante do cerrado atual. A expansão futura se fará muito provavelmente em pastagens e plantações abandonadas, como já vem ocorrendo, onde haverá ganhos imediatos em carbono contido até mesmo no que diz respeito à fauna e à flora do solo.

Quem já pôs a mão na enxada sabe que a minhoca esperneia não de aflição, mas de felicidade, por receber um solo mais permeável e rico em nutrientes, quando plantamos algo no solo desgastado pelo pasto ou no cerrado desnudo e seco.

Deixemos de lado as críticas insólitas de ecoidiotas, cientistas assalariados e lobistas pagos pelas companhias de petróleo e pelos exportadores de alimentos e façamos sorrir a minhoca brasileira com suculentas plantações de cana-de-açúcar que contribuirão para salvar o meio ambiente para nossos filhos e netos.

* ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE , 78, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha.

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COMMODITIES

Commodities Agrícolas

Valor Econômico

Teto em cinco semanas. Movimentos técnicos dos investidores levaram as cotações do suco de laranja ao maior patamar em cinco semanas na sexta-feira na bolsa de Nova York, segundo relatou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão a US$ 1,1790 por libra-peso, ganho de 365 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em março subiram 315 pontos e atingiram US$ 1,21. Já é um patamar bastante superior à barreira de US$ 1 que, há alguns meses, parecia difícil de ser superada. No mercado brasileiro, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,86 em São Paulo, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até sexta-feira, houve valorização de 1,06%.

Liquidação em NY. Um movimento de vendas que dominou o início do pregão de sexta-feira na bolsa de Nova York prevaleceu ao longo do dia e provocou forte queda das cotações do algodão, conforme a agência Dow Jones Newsiwres. Os futuros para março fecharam a 73,84 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 138 pontos; já os contratos para entrega em maio recuaram 134 pontos. Traders locais afirmaram que a crise em Dubai gerou a desconfiança que alimentou a liquidação observada no início da sessão nova-iorquina. Justiça seja feita, Dubai não derrubou as cotações do suco (ver ao lado). No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma subiu 0,38% e alcançou R$ 1,2715. Em novembro, a alta acumulada chegou a 5,41%.

Exportação dos EUA. Movimentos técnicos e uma surpreendente elevação da demanda pelo produto americano determinaram a alta das cotações do milho na sexta-feira na bolsa de Chicago, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,9725 por bushel, ganho de 5,25 centavos de dólar em relação à véspera, enquanto os futuros para março - quando a safra brasileira de verão ainda estará no mercado - subiram 5,50 centavos de dólar, para US$ 4,1350. Na última semana os americanos exportaram 1,6 milhão de toneladas de milho, volume considerado uma "aberração" por alguns traders. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos registrou alta de 0,25% e atingiu R$ 19,91.

Poderia ter sido pior. As cotações do trigo reagiram negativamente às notícias financeiras envolvendo o sistema financeiro em Dubai e recuaram nas sexta-feira nas bolsas americanas, segundo a Dow Jones Newsiwres. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em dezembro registraram baixa de 1,50 centavo de dólar e encerraram a semana negociados a US$ 5,4875 por bushel. A retração era maior no início da sessão por causa da deterioração do dólar, mas houve alguma recuperação ao longo da sessão. Na bolsa de Kansas, os papéis também para dezembro fecharam a US$ 5,4275 por bushel, em queda de 3,75 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 25,43, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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CRÉDITO RURAL

Crédito para custeio flui em ritmo acelerado

Valor Econômico

Política agrícola: Bancos operadores apontam alta de 26% nos desembolsos nos primeiro quadrimestre da safra

Os produtores rurais brasileiros aproveitaram o aumento da oferta de crédito oficial a juros baixos para contratar mais financiamentos de custeio e comercialização na nova safra (2009/10).

Os bancos operadores do crédito rural apontam elevação de 26% nos desembolsos do primeiro quadrimestre do ano-safra, iniciado em julho. Foram emprestados aos produtores empresariais R$ 5,3 bilhões a mais que no mesmo período do ciclo 2008/09. Os agricultores familiares também aproveitaram os benefícios e contrataram um adicional de R$ 677 milhões (aumento de 18%) nesta safra.

Na soma de crédito de custeio, comercialização e investimento, o setor rural já contratou quase um terço dos recursos disponíveis para o atual ciclo produtivo. Os bancos financiaram, até outubro, R$ 34,13 bilhões ao setor - resultado 26% superior ao verificado na safra 2008/09. "A elevação dos tetos de recursos a juros controlados [subsidiados pelo Tesouro Nacional] e a redução dos custos de produção influíram nesse resultado", explica o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz.

Ao mesmo tempo, a demanda por crédito de recursos a juros livres nos bancos contraiu-se 32%, de R$ 1,27 bilhão para R$ 865 milhões no período. "É que os bancos passaram a emprestar mais ao crédito imobiliário", explica o diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Ademiro Vian. E as operações de aval e compra de Cédulas de Produto Rural (CPRs) caíram 12,5%. "O aval é concentrado em operações para o café, mas o segmento vive um momento de renegociações e os leilões tiveram queda por falta de liquidez", diz.

Os dados compilados pelo Ministério da Agricultura mostram alta de 22% nos desembolsos das operações com juros subsidiados (6,75% ao ano) pelo Tesouro. No item "recursos obrigatórios", foram emprestados R$ 12,52 bilhões (31,5%) até outubro. Os financiamentos com fonte na poupança rural recuaram 3%. "Isso ocorreu porque o governo trocou a equalização pela alteração no ponderador, o que permitiu aos bancos aumentar o cumprimento das ´exigibilidades´ rurais", explica Vian. Assim, o banco pode cumprir aplicar dinheiro no setor com celeridade.

A nova safra também assiste à retomada das operações na linha Proger Rural, dedicada à classe média do campo. Em quatro meses, os bancos aplicaram quase oito vezes mais do que na safra anterior, passando a R$ 1,17 bilhão. Essa linha foi considerada uma prioridade do governo na nova safra.

Os empréstimos para operações agroindustriais também cresceram quase seis vezes na atual safra. O BB desembolsou R$ 1,7 bilhão nesta linha. A maior parte foi para compensar a baixa aplicação na linha de crédito agroindustrial criada para dar capital de giro ao segmento em plena crise financeira global de 2008. A Procer teve só R$ 512,5 milhões - 5% do disponível - desembolsados até outubro.

As operações de investimento seguem em ritmo lento. Foram aplicados apenas 22% dos R$ 14,5 bilhões ofertados. Apenas os programas Prodecoop (cooperativas) e Produsa (agricultura sustentável) tiveram boa performance. Todas as demais linhas registraram forte recuo nos desembolsos.

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FEIJÃO

FEIJÃO

Correpar

FEIJÃO CARIOCA :  Mercado com bom estoque nas mãos dos produtores mesmo com as chuvas que já ocorrem desde o fim de semana tem como atender a demanda dos feijões nota 7 / 7,5 ainda que não haja trabalhos de colheita nesta semana. O único feijão que pode ter alguma chance ainda que pequena é o feijão nota 10 e 9,5.

FEIJÃO PRETO: Muito calmo com feijões sendo pagos aos produtores do PR abaixo de R$ 60 para o feijão que estava estocado e também para o feijão novo que começa muito lentamente ser colhido. Difícil são os compradores de SP, RJ e MG pagarem mais do R$ 75.

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GRÃOS

Mercado de soja ficará mais disputado

Conab

O mercado mundial de soja vai ficar mais concorrido no ano que vem. Grandes produtores que tiveram safras ruins neste ano, devem ter boas colheitas e normalizar seu fornecimento em 2010, colocando incerteza sobre as exportações brasileiras a alguns mercados conquistados em 2009. "É uma questão de negociação. Não quer dizer que o Brasil vai perder estes mercados", afirma a técnica da área de soja da Conab, Nilva Claro Costa.

O mercado árabe é um dos que aumentou as suas compras de soja brasileira neste ano, o que ocorreu, segundo especialistas, por causa da falta de produto de outros fornecedores, como a Argentina. Até outubro deste ano, a receita brasileira com vendas de grãos de soja ao mundo árabe ficou em US$ 197 milhões contra US$ 103 milhões em todo o ano passado. O grande comprador, na região, foi Emirados Árabes Unidos. A demanda mundial aquecida, porém, pode ajudar o Brasil a se manter em novos mercados como este.

A expectativa é que haja uma grande safra de soja mundial no período 2009/2010. A oferta mundial deve crescer em 20 milhões de toneladas, para 250 milhões de toneladas. Ou seja, será 19% maior. Mas também haverá crescimento no consumo global, em três milhões de toneladas, para 233,36 milhões. Os estoques baixos e a demanda acelerada, de acordo com Nilva, farão com que o crescimento da safra não derrube os preços. A grande responsável pelo aumento de demanda, mais uma vez, será a China, de acordo com a técnica da CONAB.

O Brasil também espera uma grande safra de soja. O clima ajudou no plantio, que já está ocorrendo nas regiões produtoras. O Mato Grosso, maior produtor, já semeou 95% da soja. O fato do mercado do milho estar ruim fez, segundo Nilva, os agricultores optarem pela soja, aumentando assim a área. O tamanho das lavouras de soja deve ficar entre 22,35 milhões de hectares e 22,75 milhões de hectares, com alta entre 2,9% e 4,7%. A produção nacional deve avançar de 9,5% a 11,4% para 62,5 milhões de hectares e 63,6 milhões de hectares.

As exportações brasileiras, no entanto, devem recuar um pouco, de 28,6 milhões de toneladas neste ano para 24,9 milhões de toneladas em 2010. A competição no mercado externo vai influenciar, mas também pesa nesta conta o fato de que em 2009, em função da quebra de safra dos grandes concorrentes, as vendas externas brasileiras da commodity estiveram em um patamar bastante elevado.

As exportações mundiais, no entanto, vão avançar de 76,85 milhões de toneladas, na safra 2008/2009, para 79,37 milhões de toneladas em 2009/2010.

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HORTIFRUTICULTURA

Tarifa da banana será reduzida

O Estado de São Paulo

Depois de 15 anos de disputas, os países latino-americanos e a União Europeia estão próximos de concluir as negociações sobre o comércio de banana. O entendimento poderá ser anunciado nesta semana, facilitando as exportações de bananas da região para o maior mercado consumidor hoje do produto, a Europa.

A ideia de Brasil, Equador, Costa Rica e Colômbia é garantir que a tarifa de importação na Europa passe de 176 por tonelada para 148. Em oito anos, a taxa cairia para 114. Os países latino-americanos já conseguiram que a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenasse as práticas europeias. Mas até hoje Bruxelas jamais implementou as correções em suas tarifas. No fundo, a disputa é ainda uma guerra entre Europa e Estados Unidos.

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Perdas desafiam mamão

Estado de Minas

O Brasil apresenta uma produção anual de mamão que supera 1,8 milhão de toneladas. Cultivado praticamente em todo o território nacional, concentra-se principalmente na Região Nordeste, com cerca de 18 mil hectares. Trata-se de uma das frutas mais consumidas pelos brasileiros, sendo o estado de São Paulo o maior mercado consumidor do país e, a comercialização dessa fruta na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais da capital paulista (Ceagesp) registra mais de 90 mil toneladas de mamão do grupo solo (papaia e havaí) ao ano.

Mesmo apresentando índices de produção e consumo positivos, o agronegócio do mamão ainda precisa vencer uma barreira se quiser se efetivar como produto de potencial elevado na agenda de exportação da fruticultura nacional: a eficiência no processo de pós-colheita. Os sistemas de embalagem, transporte e manuseio nos centros de produção e comercialização ameaçam a qualidade da fruta e as perdas pós-colheita de mamão podem atingir, em alguns casos, 75%.

Com objetivo de comparar sistemas de embalagem e transporte de mamão solo destinado ao mercado nacional, Elaine Cerqueira, pesquisadora do laboratório de Pós-Colheita, do Departamento de Produção Vegetal (LPV), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), avaliou as influências no desempenho pós-colheita do mamão transportado do local de produção até o mercado atacadista. Orientada pelo professor Angelo Pedro Jacomino, a agrônoma fez um estudo na Ceagesp para entender a comercialização do produto. "Foram analisados mamões acondicionados em caixas de papelão, transportados em caminhões refrigerados, caracterizados como sistema 1 e frutos armazenados em caixas de madeira, transportados em caminhão coberto com lona, caracterizados como sistema 2."

Elaine usou a base de dados sistematizada do Sistema de Informação e Estatísticas de Mercado (Siem) da Ceagesp e entrevistou 20 atacadistas e 57 compradores cadastrados para caracterizar a comercialização do mamão. "Além disso, visitei regiões produtoras no Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia", conta Elaine, que identificou maior incidência dos danos definidos por abrasões, cortes e amassamentos, em ordem decrescente, em um total de mais de 1 mil frutos. "Verificamos maior incidência de estragos no sistema 2. A perda de firmeza dos frutos nesse sistema foi de 63%, quando comparado com frutos do sistema 1."

A pesquisadora revela que no teste sensorial 90% dos provadores preferiram frutos do sistema 1. "Os mamões do sistema 2, além de apresentarem maior redução na firmeza da polpa, apresentaram maior perda de massa e desenvolveram coloração amarela mais rapidamente", informa Elaine.

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Agricultores familiares realizam maior venda de laranja lima

Conab

Venda custou mais de R$ 1 milhão e beneficiou cerca de 260 produtores

Mais de 1,6 tonelada de laranja lima, produzidas por agricultores familiares alagoanos, foram comercializadas para a COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO ( CONAB), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Com a compra, que representou um investimento de R$ 1,17 milhão, foram beneficiados cerca de 260 produtores, integrantes da Cooperativa dos Produtores de Laranja Lima de Santana do Mundaú (COOPLAL) e nove associações que participam do Arranjo Produtivo Local Laranja no Vale do Mundaú (APL).

De acordo com Cristina Loureiro, coordenadora das ações do Projeto APL Laranja no Vale do Mundaú pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae/AL), a instituição tem apoiado o desenvolvimento destes agricultores, por meio de capacitações, consultorias e apoio na hora da comercialização, segundo ela, maior dificuldade dos agricultores.

Para Cristina, a venda por meio do PAA é uma forma de preparar os produtores para comercializar com mais qualidade. "Através destes projetos eles têm acesso a novos mercados e devem vencer novos desafios. Com compras grandes como esta, eles devem aumentar a qualidade da comercialização. Damos o apoio necessário para que eles se desenvolvam e aprendam a negociar cada vez melhor, satisfazendo às suas necessidades e exigências do cliente", explicou a coordenadora.

O PAA está dividido em várias modalidades, entre elas, a Compra para Doação Simultânea, na qual se encaixa a compra feita aos produtores. Por meio dela, o Programa de Aquisição de Alimentos repassa os alimentos adquiridos para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, atendidas por programas sociais locais.

Ao todo, 16 municípios receberam as laranjas pelo programa - União dos Palmares, Ibateguara, Rio Largo, Murici, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Capela, Arapiraca, Boca da Mata, Senador Rui Palmeira, Maravilha, Batalha, Olho D’água Grande, Olho D’água do Casado, Branquinha e Maceió.

Para Antônio Carlos Souza, presidente da COOPLAL, a compra representa uma valorização do produto e motivação para os produtores. Ele conta que o PAA paga um preço justo pelo produto, um valor de R$0,63 por quilo, enquanto que outros compradores, por ver a laranja como um produto com pouca durabilidade, pagam R$ 0,30.

"Para nós, é um reconhecimento do nosso trabalho, com a valorização do produto e a garantia do escoamento da produção. Esta já é a terceira vez que vendemos para a CONAB e esta é a maior de todas as vendas", complementou o presidente.

De acordo com Antônio Carlos, no ano passado a compra foi de apenas R$ 200 mil. Ou seja, o crescimento foi mais de cinco vezes maior, comparado a última venda.

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MEIO AMBIENTE

Barroso espera por acordo climático na conferência da ONU

Gazeta do Povo

Para o presidente da Comissão Europeia, os compromissos assumidos pelo mundo até agora não garantem êxito das negociações em Copenhague

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse ontem ainda ter esperanças de que um acordo será assinado durante a conferência sobre as mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para o mês que vem em Copenhague.

Barroso disse que a Europa aceita as diferentes responsabilidades e condições que países industrializados e emergentes terão durante as negociações na capital dinamarquesa.

“Devemos fazer uma diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, disse, ao responder uma pergunta sobre se é aceitável para a Europa a insistência da China de que sua meta de redução de gases do efeito estufa, anunciada na última quinta-feira, é um compromisso doméstico.

Barroso, que fez os comentários durante coletiva de imprensa na cidade chinesa de Nanjing, afirmou que a Europa não está exigindo “as mesmas condições de países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Barroso e líderes políticos e empresariais europeus estão na China para participar, hoje, de uma cúpula sobre a questão climática entre o país asiático e a União Europeia.

Segundo Barroso, todos os compromissos assumidos pelo mundo até agora, incluindo os dos Estados Unidos e China, não chegam ao mínimo necessário para que as negociações em Copenhague tenham êxito. “Não chegamos lá ainda”, disse ele, destacando, no entanto, que ainda espera a assinatura de um acordo.

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OUTROS

Insetos aos montes

O Estado de Minas Gerais

Ataque de cupins às lavouras é um alerta ao produtor: é sinal de que a terra está desgastada e precisa de trato

Os cupins que constróem seus ninhos na superfície do solo, assim como colônias subterrâneas, podem dizimar tanto o pasto quanto a lavoura. Mas o ataque dessa praga agrícola também é um alerta para o produtor, sinal de que a terra está desgastada, precisa de trato e boas técnicas de manejo. O início do período chuvoso é o mais propício à reprodução dos cupins. Em busca de alimento, eles infestam plantações e disputam espaço com o gado. Esse inseto social, que vive em castas composta por centenas de milhares de indivíduos, está presente em quase todas as culturas, de Norte a Sul do país. No Brasil, são cerca de 290 espécies registradas, sendo que aproximadamente 15 delas são descritas como praga agrícola.

A melhor forma de evitar que o cupim se torne uma peste sem controle é a prevenção. Fazer um bom manejo do solo, com adubação e correção adequados reduz o estabelecimento das colônias. Além disso, é possível usar inseticidas (cupinicidas)tradicionais, já que o controle biológico ainda está em teste. Apesar de conviver frequentemente com a ameaça dos cupins, é comum produtores terem uma ideia errada sobre as colônias. "Muitos agricultores acreditam que os cupins são responsáveis pela destruição de pastagens, mas, na verdade, a ocorrência é conseqüência da degradação do solo. Solos degradados têm menor quantidade de microrganismos, prejudiciais aos cupins", explica Ronald Zanetti Filho, professor do Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras (Ufla).

Quando atacam as pastagens, os cupins são rapidamente identificados, já que formam conhecidos montes de terra sobre a superfície. Segundo Zanetti, quando há o cultivo de uma única cultura, diversas plantas usadas como alimento pelo cupim são eliminadas. Assim, sem oferta de comida, os insetos passam a degradar a pastagem. "Quando o pasto fica infestado por cupins é sinal de que a terra está pedindo socorro, geralmente o PH está muito ácido", alerta Wander Cordeiro, agricultor em Paracatu, no Noroeste de Minas. Com a prática de muitas décadas no campo, ele aprendeu que o melhor remédio contra a praga é dar bom tratamento ao solo, de preferência antes do período chuvoso. "Como tudo na vida se renova com a chuva, os cupins também se reproduzem nesse período, quando a terra está úmida", observa. Segundo ele, os insetos não toleram o solo com o PH equilibrado.

Para eliminar os ninhos, Wander dá uma dica usada com sucesso na região. O primeiro passo é destruir os cupinzeiros mecanicamente. Depois, a terra deve ser gradeada e receber por hectare a mistura de quatro toneladas de calcário e duas toneladas de fosfato de rocha. O agricultor alerta que a receita leva em média dois meses para agir completamente. Só após esse período, o novo pasto deve ser plantado. O agricultor calcula que o investimento custe em média pouco mais de R$ 1 mil por hectare, com um tempo de duração de até oito anos. "O investimento compensa. A infestação de cupins, quando é muito grande, pode diminuir a capacidade de pastagem em até 40%", comenta.

O pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas gerais (Epamig) Júlio César Souza recomenda que, antes de um novo plantio, seja feito o controle químico. Segundo ele, o cupinzeiro deve ser perfurado com uma sonda de ferro, com uma polegada de diâmetro. O inseticida é aplicado no interior do montículo com auxílio de um funil. Trinta dias após o procedimento, as "casas" podem ser destruídas mecanicamente. "Não é preciso tapar o orifício; os próprios cupins vão se incumbir da tarefa", alerta. O inseticida deve ser aplicado com equipamentos de proteção individual. Geralmente, os cupinicidas encontrados no mercado são diluídos em água, conforme indicação da bula.

O QUE SÃO OS CUPINS?

. São insetos sociais, conhecidos como engenheiros do solo. Vivem em colônias subterrâneas, superficiais (montículos) ou em árvores, contendo centenas de milhares de indivíduos, dependendo da espécie.

. O cupinzeiro se divide em uma sociedade de castas composta por indivíduos de diferentes formas e funções: rainha e rei (função reprodutiva), operários (coleta de alimentos e construção dos ninhos), soldados (defesa), alados (formação de novas colônias).

. Os cupins são conhecidos como engenheiros do solo, por participar ativamente da estruturação e desenvolvimentos dos solos e degradação da matéria orgânica.

. Alimentam-se principalmente de celulose obtida das raízes, caule e casca das plantas.

. Das 290 espécies existentes no Brasil, 5% são descritas como pragas.

. Os cupins atacam principalmente os pastos degradados. Nas culturas, atacam subterraneamente e devem ser combatidos com cupinicidas antes do plantio. Os ataques são muito comuns em cana-de-açúcar, eucalipto, abacaxi e tubérculos.

. Para combater o cupim de superfície, o controle deve ser feito com a aplicação de cupinicida no interior dos montes; já o cupim subterrâneo é combatido com a imersão de mudas em inseticidas antes do plantio.

Fontes: Ronald Zanetti Bonetti Filho, professor do Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras; Júlio César Souza, pesquisador da Epamig

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Sem dar chance para o inimigo

Estado de Minas

Conhecidos como engenheiros do solo, os cupins são importantes para decomposição da matéria orgânica e estruturação das partículas da terra. Mas esses insetos, que têm sua importância para a natureza, também são descritos como pragas e rendem muita dor de cabeça ao produtor rural. Embora o cupim esteja presente em quase todas as culturas agrícolas, algumas espécies como eucalipto, cana-de-açúcar, abacaxi, vários turbérculos e cereais são bastante suscetíveis aos ataques da praga, que retira da planta principalmente a celulose obtida das raízes, caule e cascas.

Os cupins subterrâneos danificam consideravelmente as sementeiras. Como explica o pesquisador da Epamig, Júlio César Souza, em áreas de grandes infestações é recomendado tratar as sementes de cereais, por exemplo milho e arroz, com cupinicidas antes do plantio. A técnica é adotada com sucesso por Luiz Fernando Figueiredo, que há oito anos cultiva eucalipto, em Sete Lagoas, Região Central do estado. Sua lavoura de 140 hectares é tratada com cupinicidas, já que os insetos, juntamente com as formigas estão entre as principais pragas agrícolas que atacam as florestas. Segundo o produtor, um ataque de cupins pode dizimar até 50% de uma plantação.

Apesar de pequeno, esse inseto interessante e curioso tem capacidade de provocar prejuízos de larga escala nas áreas onde estabelece sua colônia. O professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ângelo Machado, explica que a sociedade desses insetos é bastante organizada, com funções definidas entre as atividades de reprodução, coleta de alimentos, construção de ninhos e defesa. A definição dos cargos e funções de cada um, é genética. "A rainha por exemplo, encarregada da reprodução, é 10 vezes maior que um operário", aponta. Para não dividir o espaço conquistado, os cupins fazem guerra mecânica e também química com as formigas. "Essa é uma batalha interessantíssima. Os cupins lançam um químico que deixa a formiga paralisada." A motivação da disputa é o controle do território, mas também a aquisição de força de trabalho escrava, já que elementos do formigueiro são trazidos para trabalhar nos cupinzeiros.

Diante de tanta organização e perspicácia, o melhor mesmo é não dar margem para essas colônias crescerem na lavoura. Luiz Fernando Figueiredo diz que já perdeu para os cupins mais de 10% de uma floresta de eucalipto. Agora, prefere não correr riscos e nem assumir prejuízos. Ele diz que antes do plantio faz uma imersão das mudas em inseticidas. "Faço uma diluição de meio quilo do princípio ativo deltametrina em 100 litros de água. A mistura é suficiente para 15 mil mudas, que devem ser imersas por 30 segundos no inseticida antes do plantio", ensina o agricultor. Com a técnica, Luiz Fernando diz que conseguiu preservar a saúde da lavoura, longe das pragas que se alimentam da celulose encontrada no eucalipto.

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