Assessoria de Comunicação Social

31 de Agosto de 2009




Produto Preço 
Café (PR) - sc/60Kg 230,00/sc
Trigo (Ponta Grossa) - t 480,00/t
Soja (Paranaguá) - sc/60Kg 51,00/sc
Boi (PR) - R$/@ 73,00/@
Milho (Ponta Grossa) sc/60Kg 17,30/sc
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Notícias Sistema FAEP

Denúncia contra o MST na revista Veja

Na reportagem de capa, a revista Veja (www.veja.com.br) desta semana (edição 2128) mostra como teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não-governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. Segundo a revista, a análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil: As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos, diz a revista, não foi devidamente informada à Receita Federal. Confira a reportagem no site da revista.

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Secretaria da Agricultura anuncia estimativa da safra de verão

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná, Valter Bianchini, anuncia em entrevista coletiva às 15 horas desta segunda-feira (31) a primeira estimativa da safra de grãos de verão 2009/10 no Paraná. O plantio de feijão já iniciou e a partir de setembro começará o plantio do milho e de soja, com perspectivas de crescimento da produção. Bianchini também fará uma análise da situação atual do milho da segunda safra, plantado este ano, e das culturas de inverno, com destaque para o trigo, do qual o estado se destaca como maior produtor no País.

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Previsão do tempo

O ar seco e quente permanece sobre o Paraná nesta segunda-feira (31). O dia fica ensolarado e não há previsão de chuvas. A umidade relativa do ar fica mais baixa, principalmente entre as regiões norte e oeste.

Curitiba         12°C    27°C
Paranaguá     16°C    28°C
Londrina       17°C    29°C
Maringá        18°C    30°C
Cascavel        16°C    30°C
Foz do Iguaçu 17°C    32°C
Ponta Grossa  13°C    27°C
Guarapuava     11°C    27°C
Fonte: Simepar.

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Clipping dos Jornais

AGROECONOMIA INTERNACIONAL

Disputa sobre suco será bloqueada

Estadão

Para adiar processo, americanos devem rejeitar acusação do Brasil sobre uso de antidumping.

Os Estados Unidos vão bloquear hoje em Genebra a tentativa do Brasil de abrir a primeira disputa comercial contra o governo do presidente americano Barack Obama. O Itamaraty questionará hoje na Organização Mundial do Comércio (OMC) a forma pela qual os americanos estabelecem medidas antidumping contra o suco de laranja do País exportado ao mercado dos Estados Unidos.

A Casa Branca, porém, rejeitará a acusação e tem o direito, diante das leis da OMC, de bloquear o processo. Mas a medida será apenas uma forma para adiar o início do caso. No prazo de um mês, o Brasil voltará a fazer o pedido de instauração do caso e, nesse momento, a arbitragem será estabelecida automaticamente.

O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja, com US$ 1,7 bilhão. Desse volume, 60% foram para a União Europeia, 20% para os EUA e 10% para o Japão. Mas o fato é que o consumo de suco laranja caiu 25% nos últimos dez anos nos Estados Unidos, bem acima da recuo mundial de 17%.

O faturamento de US$ 400 milhões por ano com exportações de suco para os EUA pode não se repetir este ano. Além do câmbio, da sobretaxa e do menor consumo no mercado americano, os EUA dobraram seu estoque de suco.

A questão das barreiras ao suco de laranja é um velho ponto de discórdia entre os dois governos. Os produtores da Flórida seriam os principais concorrentes dos brasileiros. Mas apenas agora é que o governo brasileiro decidiu reagir.

No pedido, o governo brasileiro avalia que as margens de dumping calculadas pelo governo americano estão artificialmente infladas por terem sido calculadas com a utilização de um mecanismo conhecido como "zeroing". Segundo o Itamaraty, o mecanismo é incompatível com as normas multilaterais de comércio e acaba prejudicando o exportador.

De acordo com o Itamaraty, em revisão administrativa relativa ao período de 24 de agosto de 2005 a 28 de fevereiro de 2007, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos concluiu pela existência de margens de dumping de até 4,81% para as empresas brasileiras investigadas. O resultado da revisão foi publicado no dia 11 de agosto de 2008.

O Ministério de Relações Exteriores explicou que, por meio do "zeroing", o Departamento de Comércio exclui do cálculo da margem de dumping as exportações com valor superior ao valor do produto no mercado doméstico (valor normal), impedindo, assim, que essas transações venham a compensar as exportações eventualmente realizadas com valor inferior ao valor normal. Os americanos já foram condenados em várias ocasiões pelo motivo apontado pelo Brasil. Japoneses e europeus atacaram os Estados Unidos em outros setores.

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COMMODITIES

Cobertura de posições (Commodities Agrícolas)

Valor Econômico

Os preços futuros do café fecharam em alta na sexta-feira, nas bolsas internacionais, sustentados por cobertura de posições por parte dos fundos, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram a US$ 1,2230 a libra-peso, com aumento de 95 pontos. Em Londres, os contratos para novembro fecharam a US$ 1.411 a tonelada, com aumento de US$ 9. As exportações globais de café encerraram julho em 7,75 milhões de sacas de 60 quilos, recuo de 5,6% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC). No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão de qualidade está cotada entre R$ 260 a R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes.

Demanda estimulada

Os preços do algodão no mercado futuro subiram, na sexta-feira, pelo segundo pregão consecutivo, mais uma vez estimulados pela perspectiva de que a recuperação da economia global dê novo gás à demanda pela fibra. "Todas as commodities agrícolas estão sensíveis ao noticiário econômico. O algodão é, provavelmente, uma das que estão ainda mais sensíveis", disse à Bloomberg Joe Carney, corretor sênior da Harvest Marketing Group, em Memphis, Tennessee (EUA). Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em dezembro subiram 70 centavos de dólar, para 58,34 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão foi negociado na sexta-feira por R$ 1,1726 por libra-peso, uma queda de 0,23%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

Estoque apertado

Sinais de aperto ainda maior nos estoques da safra "velha" (2008/09) deram impulso aos preços da soja na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em novembro subiram 15 centavos de dólar na bolsa de Nova York, para US$ 10,11 por bushel. Foi expressiva a participação de fundos especuladores durante a sessão - eles compraram estimados 4 mil lotes de contratos de soja em grão e mil de farelo de soja. Relatos de forte demanda externa pela soja que parte dos Estados Unidos também deram sustentação aos preços, segundo traders. Em Canarana (MT), a saca de soja de 60 quilos foi negociada na sexta-feira por R$ 39,30, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).

Clima favorável

Os preços futuros do trigo fecharam em queda nas bolsas americanas, na sexta-feira, como reflexo do clima favorável às lavouras nos Estados Unidos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A produção mundial do trigo está estimada em 662 milhões de toneladas, 1% acima das estimativas feitas em julho pelo Conselho Internacional dos Grãos, informou a Bloomberg. O bom clima também na França deverá estimular o plantio naquele país. Na bolsa de Kansas, os contratos para dezembro encerraram a US$ 5,1675 o bushel, com recuo de 8 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro fecharam a US$ 4,9525 o bushel, com baixa de 7,75 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do cereal fechou a R$ 25,18, de acordo com o Deral.

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FEIJÃO

Mercado

Correpar

FEIJÃO CARIOCA - Imaginar que com uma nova semana ou mesmo um novo mês iniciando algo de especial acontecerá já, agora é esperar demais do destino. Antes, talvez seja hora de entender que depois de muitos e muitos anos com bruscas oscilações no mercado de feijão elas serão menos frequentes. Se o mercado for estimulado a produzir, seja por conta de preço mínimo ou por preços pouco estimulantes de outras culturas, teremos com maior frequência momentos como o que estamos vendo este ano. Com a diminuição do custo das lavouras para  o próximo ano já se comenta no campo que vender feijão por R$ 65,00 por saca de 60 kg pode ser um negócio interessante. Assim, a preocupação deverá ser como armazenar o feijão para que perca o mínimo da sua cor original. Isto é tão importante quanto aumentar a produtividade. Encontrar variedades que não percam a qualidade deve ser alvo da pesquisa bem como maneiras de armazenar que preservem a cor. No final de semana passada havia uma expectativa de que após a estranha chuva no sudeste e centro-oeste Minas e Goiás durante uma semana ao abrir o tempo podemos ter novamente uma adequação demanda versos oferta com possibilidade de novas baixas naquela região. Lá os últimos negócios orbitaram em R$ 70,00 - R$ 75,00, mas não deverá encontrar sustentação. São Paulo já havia ofertas sexta feira de boa qualidade por R$ 65,00 - R4 70,00, portanto mais próximo do grande pólo de consumo.  


FEIJÃO PRETO - A Bolívia olha para o lado e não entende o que acontece com o vizinho que não vende.  Os argentinos seguem sentados esperando a Venezuela comprar e para ajudar a botar fogo no mundo cortam as estradas.  Os cariocas ficam olhando os empacotadores disputarem quem perde mais dinheiro vendendo barato. No Paraná, o produtor já está preparando as máquinas afiando as ferramentas e o plantio aqui já está começando. Enquanto os produtores perguntam cadê a garantia  em Brasília se escuta o eco do cofre vazio com os técnicos perguntando como pode faltar dinheiro se os números da CONAB e IBGE  apontam menor oferta que o ano passado. Argentinos, bolivianos e produtores brasileiros fazem bem em olhar o calendário e ponderar qual a  possibilidade  se os preços melhorarem pode ser  tão rápido que não dará tempo de deslocar os estoques para onde seja necessário vender. Poderá ocorrer que dependendo de onde estiver o produto ele chegue atrasado para a festa, triste festa do mercado de feijão este ano.

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MEIO AMBIENTE

Vanguarda do clima (Editorial)

Folha de S. Paulo

Empresários seguem tendência internacional e pressionam governo a adotar meta ousada na reunião de Copenhague

UM GRUPO de 22 grandes empresas nacionais expostas à competição global tomou a dianteira no debate sobre a mudança climática. Da Andrade Gutierrez à Votorantim, pesos pesados lançaram uma carta aberta cobrando posição mais arrojada do governo federal para a Conferência de Copenhague, em dezembro.

A reunião será a 15ª dos países que integram a Convenção do Clima, de 1992. É o prazo final para que se adote um tratado substituto ao Protocolo de Kyoto (1997), que fracassou no objetivo de reduzir a poluição aceleradora do aquecimento global. Teme-se que Copenhague fique aquém do que seria necessário para sanar as deficiências de Kyoto.

Em causa estão emissões dos gases do efeito estufa, como o CO2. Eles são produzidos por vários setores: energia, indústria, transportes, agricultura e desmatamento, entre os principais. Os compostos engrossam um cobertor invisível na atmosfera, aquecendo-a globalmente.

A temperatura média já se elevou 0,7C em dois séculos. Para evitar que ultrapasse a barreira dos 2C, considerada perigosa para a estabilidade do clima planetário, pesquisadores estimam que seria preciso cortar até 40% das emissões antes do ano 2020.

O governo brasileiro reluta em adotar compromissos de reduzir emissões, por temer que o custo do esforço comprometa o desenvolvimento. Nações mais ricas foram e são as maiores emissoras -portanto deveriam responder pelo maior esforço.

Os empresários, porém, encaram com pragmatismo esses cálculos sobre o futuro: "Mesmo que os países desenvolvidos reduzissem imediatamente a zero suas emissões, não seria possível alcançar a meta global de redução sem uma participação das economias emergentes".

O tema espinhoso da conferência de dezembro será a redução de emissões por desmatamento e degradação de florestas, conhecida como "Redd" (ao apodrecer ou queimar, a madeira lança CO2 no ar). "Redd" é uma maneira barata de reduzir emissões, pois restringe só atividades predatórias, como a pecuária extensiva de baixa rentabilidade.

O Brasil poderia obter bons recursos no mercado mundial de carbono, pois vem reduzindo o desflorestamento. Brasília, contudo, aceita apenas doações voluntárias como compensação pelo desmatamento evitado. Resiste a converter o ativo em créditos negociáveis, argumentando que países ricos se safariam de suas obrigações pagando pouco pelo "direito de poluir" (créditos de carbono "Redd" que inundariam o mercado).

Para impedir o desvio, bastaria acordar um teto para os créditos Redd. Por exemplo, 10% do total de reduções. Para usufruir desse mercado, o Brasil precisaria recalcular quanto produz, hoje, de poluição com desmatamento.

Os dados disponíveis indicam três quartos das emissões brasileiras, mas são de 1994. O novo inventário nacional é postergado ano após ano. A parcela do desmate deve ser hoje bem menor, mas isso significa que emissões pela queima de petróleo crescem mais que as de outras fontes, algo que o governo prefere não ver explicitado.

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OUTROS

Índices de produtividade (Artigo)

Estadão

O governo engajou-se num projeto ousado, se não temerário, de mudar os índices de produtividade do campo brasileiro. E trata-se bem do campo, pois nenhuma atividade empresarial está submetida a tal exigência, como se os produtores rurais e o agronegócio devessem sofrer uma espécie de punição por investirem e produzirem. São pecadores desde sempre! Tal temeridade é ainda mais perigosa por criar um clima de instabilidade num ano que já se apresenta como pré-eleitoral. Literalmente, o governo está brincando com fogo.

Essa iniciativa depende apenas de uma portaria interministerial, a ser assinada pelos ministros da Agricultura e da Reforma Agrária. O primeiro, numa situação de constrangimento, não teria estado presente à reunião em que foi decidido esse anúncio. Depois, procurou equilibrar-se. Contudo, se assinar essa portaria, perde condições de continuar no cargo, ficando completamente desprestigiado. Ressalte-se que o ex-ministro Roberto Rodrigues, quando titular da Pasta da Agricultura, recusou-se a assinar tal portaria, embora já estivesse pronta - atitude que teria sido a razão de sua renúncia ao cargo.

O MST obteve essa decisão presidencial ao cabo de várias manifestações, culminando com uma marcha em Brasília. Observe-se que o presidente já havia anunciado medida do mesmo tipo quando de sua eleição em 2006, como forma de retribuição pelo apoio recebido. O anúncio, no entanto, terminou não se concretizando numa portaria, provavelmente pelo risco de instabilidade institucional que a medida acarretaria. Se isso agora ocorrer, poderemos ter a certeza de que os próximos anos testemunharão uma recrudescência de invasões, com o MST aumentando a sua ingerência no campo brasileiro, com expansão possível de suas atividades às cidades.

Embora essa organização política tenha sido fortalecida financeiramente pelo atual governo, via concessão de recursos por intermédio de entidades de fachada, ela vinha perdendo fôlego perante a opinião pública. Financeiramente, nunca esse movimento gozou de tantos recursos, repassados por diferentes Ministérios, como os da Reforma Agrária, da Educação e do Desenvolvimento Social. Politicamente, porém, suas ações expuseram, cada vez mais, seu caráter arbitrário, com atos explícitos de violência em suas invasões e na ausência de objetivos concretos em suas demandas. Uma das razões disso consiste em que, sob os atuais índices de produtividade, não existem mais "latifúndios improdutivos" no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil senão marginalmente. Ora, são essas regiões o foco das ações do MST. No Norte a questão é de regularização fundiária e no Nordeste há ainda algumas regiões que se situam abaixo dos índices atuais de produtividade.

Trata-se, portanto, de uma criação artificial de latifúndios improdutivos. Segundo estimativas do ministro Guilherme Cassel, da Reforma Agrária, o governo teria a criação "artificial" de 33 milhões de hectares de propriedades "improdutivas". Para se ter uma ideia da enormidade anunciada, o Brasil já conta com 80,6 milhões de hectares de assentamentos, segundo dados de dezembro de 2008. Chegaríamos a algo em torno de 113,6 milhões de hectares de assentamentos. Ora, o conjunto de lavouras permanentes (55 milhões), temporárias (17 milhões) e de florestas plantadas (6,5 milhões) é de 78,5 milhões de hectares - dados de dezembro de 2008. Tem-se, assim, uma ideia mais precisa do dano que está para ser causado.

O que não se diz, também, é que nos "novos" desapropriados "latifúndios improdutivos" não teremos mais produção de nada, dada a falência do processo de reforma agrária no País. Ou seja, terras produtivas serão repassadas para quem não produz, com a queda do ritmo de expansão da agricultura, que, além de atender com alimentos baratos a todo o mercado interno, tornou-se um grande polo exportador, colocando o País dentre os primeiros do mundo. Poderíamos, então, colocar a seguinte questão: quais são os índices de produtividade dos assentamentos brasileiros? Por que não vêm eles a público? Uma medida prática, de enorme repercussão, consistiria em aplicar os atuais índices de produtividade aos assentamentos, de modo que se pudesse verificar a contribuição que dão ao País. Seria não apenas uma questão de equidade, mas de transparência necessária, pois o cidadão brasileiro tem o direito de saber para onde vão os recursos destinados à dita "reforma agrária".

Observe-se, ainda, que tal iniciativa governamental se inscreve num contexto de crise mundial, com alguns produtos agrícolas sendo vendidos abaixo de seu custo de produção. Ora, de acordo com uma economia de mercado, o que deveriam fazer tais produtores e empresas? Diminuir a sua área plantada, para reduzir, nessa situação, a sua produção e os seus prejuízos. O que está, no entanto, obrigado a fazer? A produzir mais, pois se não o fizer pode perder a sua terra! O produtor rural e o agronegócio ficam expostos à seguinte situação: de um lado, a crise mundial exigindo medidas específicas de controle da produção; de outro, o MST ameaçando invadir segundo novos índices de produtividade.

O empreendedor rural e o agronegócio são punidos pelo aumento de sua produtividade. Um banco, uma siderúrgica ou uma fábrica de eletrodomésticos ganham com seus investimentos, suas inovações e os riscos assumidos. O que acontece com um empreendedor e uma empresa rurais? Os seus ganhos não revertem para si, mas estão sob a ameaça de ser transferidos para o MST se não alcançarem um determinado patamar. A que visa, na verdade, uma revisão dos índices de produtividade? A uma transferência de bens, a uma transferência de propriedade. E para quem? Para uma organização política de cunho leninista que procura inviabilizar a economia de mercado, destruir o direito de propriedade e implantar um regime socialista autoritário/totalitário.

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