FAEP apresenta propostas de mudanças no Código Florestal Brasileiro
Considerar
as Áreas de Preservação Permanente (APPs), como matas ciliares,
várzeas, encostas e topos de morros, parte da reserva legal de 20% do
total da propriedade rural.
Esta
é uma das propostas de mudança do Código Florestal Brasileiro, que a
Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) defende em reuniões
que acontecem, neste mês, em municípios do Paraná, como Maringá,
Cascavel, Guarapuava, Irati, Cornélio Procópio, Umuarama, Pato Branco e
Castro.
Como propostas de mudanças do Código Florestal também estão:
Permitir
a continuidade das atividades agropecuárias em áreas de preservação
permanente consolidadas em uso há mais de 10 anos, com a utilização de
tecnologias conservacionistas;
Autorizar
a recomposição da Reserva Legal com a utilização parcial de até 50% de
espécies arbóreas econômicas consorciadas com espécies nativas;
Permitir a recomposição de APPs com agricultura sustentável, viabilizada por projetos técnicos;
Respeitar os produtores que buscam a regularização do passivo ambiental na Reserva Legal e APPs, permitindo a regularização sem punições;
Permitir
a recomposição ou servidão florestal no mesmo bioma ou pagamento em
dinheiro do passivo ambiental para um Fundo Federal de Recomposição
Florestal, destinado ao pagamento de indenizações;
Estabelecer
no Paraná o Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) para nortear as ações
ambientais no estado em função da produção agropecuária, industrial e
dos centros urbanos e
Aumentar
o prazo previsto para a compensação e averbação da Reserva legal a
partir da vigência da nova lei, levando-se em conta as dificuldades
para realizar o georreferenciamento e os trâmites burocráticos.